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Parece, mas não é: entenda o que é perimenopausa, período que antecede a menopausa

Apesar de possuir sintomas similares àqueles da menopausa, a perimenopausa é um processo distinto que marca a transição para o fim da idade reprodutiva da mulher

A menopausa é um grande marco na vida da mulher, afinal, é caracterizada pela suspensão definitiva da ovulação e, consequentemente, da menstruação. Porém, o que poucas mulheres sabem é que esse processo não se inicia de maneira repentina. Na verdade, uma série de alterações que afetam o organismo da mulher devido ao envelhecimento ocorrem antes do início da menopausa em um período conhecido como perimenopausa.

“A perimenopausa pode ser definida como um período de transição entre a fase fértil da mulher e a menopausa, ocorrendo próxima à ultima menstruação e sendo marcada, principalmente, por uma grande oscilação nos níveis hormonais”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

Como resultado dessas alterações hormonais, a mulher pode sentir uma série de sintomas que são comumente confundidos com aqueles que ocorrem durante a menopausa, incluindo ciclo menstrual desordenado, ondas de calor, aumento da sudorese, principalmente durante a noite, redução do apetite sexual, surgimento de condições urinárias, tontura, dores de cabeça, mudanças de humor e aumento da pressão.

“Mas, apesar de possuírem sintomas similares, a perimenopausa e a menopausa são processos distintos, principalmente porque durante a perimenopausa ainda há ovulação, o que quer dizer que a mulher é fértil, podendo então engravidar. Além disso, a mulher na perimenopausa ainda pode sofrer com doenças comuns durante a idade reprodutiva, como a síndrome do ovário policístico e a endometriose”, afirma a ginecologista.

Outro fator que pode facilitar que mulher confunda esses dois períodos é o fato de ser difícil determinar o início exato da perimenopausa, que pode variar caso a caso, cabendo então ao ginecologista, através da observação dos sintomas, identificá-lo. “Geralmente, a perimenopausa tem início entre os 30 e 40 anos de idade e pode durar cerca de 1 a 3 anos, terminando quando a ovulação é interrompida e a menstruação não ocorre há mais de 12 meses, o que marca o início oficial da menopausa”, diz a médica.

Mas ela ressalta que, assim como a menopausa, a perimenopausa é um processo natural do envelhecimento feminino. Logo, não existem maneiras para prevenir ou retardar seu início, que é definido geneticamente. Felizmente, mulheres que sofrem demais com as alterações hormonais podem adotar alguns cuidados para diminuir os sintomas característicos desse período.

“Uma das alternativas, por exemplo, é a reposição hormonal, que visa restabelecer as funções normais do organismo, tornando a adaptação para essa nova fase da mulher mais tranquila”, destaca. Além disso, é importante que a mulher adote um estilo de vida saudável, que é essencial para auxiliar no controle dos sintomas da perimenopausa.

“Por isso, procure beber bastante água, durma bem e evite o cigarro e a ingestão excessiva de álcool. É indispensável também praticar regularmente exercícios físicos, o que contribui para o controle do peso, melhora a qualidade do sono e diminui a irritabilidade”, recomenda a especialista. “Investir em uma dieta equilibrada também é fundamental nesse período de transição, devendo ser rica, principalmente, em cálcio, fibras, frutas, vegetais e grãos integrais.”

Por fim, Eloisa ressalta que, apesar da perimenopausa ser um processo natural que afetará todas as mulheres em algum momento da vida, é indispensável que se consulte um ginecologista ao notar seus primeiros sintomas. “Isso porque apenas o profissional especializado poderá realizar uma avaliação para realmente confirmar que se trata do início da perimenopausa, excluindo assim a possibilidade de condições sérias que podem provocar sintomas similares”, finaliza.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, é formada pela Universidade de Ribeirão Preto; realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, faz parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Alimentação e os impactos na vida da mulher durante os períodos de TPM e da menopausa*

Em tempos como esse que vivemos hoje, o cuidado com a saúde se tornou muito mais evidente. Muito além do corpo, músculos e tudo aquilo que remete à estética, a saúde interior ganhou mais importância, se não mais, do que a beleza. O famoso ditado ‘de dentro para fora’ faz muito mais sentido, quando relacionamos a alimentação e seus efeitos benéficos para o corpo, da saúde da pele até o equilíbrio hormonal.

Assim, o consumo de alimentos funcionais, como soja e derivados, peixes, frutas, entre outros encontrados na natureza, são fortes aliados para manter a saúde em dia e prevenir doenças.

Cólicas, inchaços, dores de cabeça e ‘calorões’ são alguns dos sintomas associados aos períodos mais característicos da vida de 49,7% da população em todo o mundo¹, mais especificamente em mulheres. Esses sintomas são conhecidos como o ciclo menstrual e a menopausa durante grande parte da vida de uma mulher. Ambos são variações hormonais, caracterizados pela progesterona e estrógeno, relacionados também a demais fatores como nutrição, estresse, entre outros. Dentre esses fatores, a alimentação adequada ajuda, e muito, no controle e até mesmo na diminuição das manifestações fisiológicas vinculadas a este fenômeno.

Alguns tabus que repercutem pela internet, como o leite de inhame e o chá de amora, já são conhecidos pelo público feminino de forma ampla na tentativa de diminuir tais sintomas. Porém, dentro da nutrição funcional, encontramos alimentos que chamamos de suplementos alimentares onde seus benefícios, comprovados cientificamente, demonstraram mudanças significativas nos sintomas associados à tensão pré-menstrual e à menopausa. Destacam-se entre os suplementos alimentares o óleo de prímula e óleo de borragem.

O óleo de prímula, utilizado há muitos anos por tribos, por meio da infusão em chás e receitas, traz diversos benefícios, entre eles a melhora na saúde capilar, efeito sedativo nos casos de tosse, além de auxiliar o sistema cardiovascular, atuando como estímulo na circulação do sangue. Porém, recentes estudos apontam que o óleo de prímula tem sido eficaz também na diminuição de sintomas como cólicas, inchaços localizados e mudança de humores associados à tensão pré-menstrual em mulheres.² Lembrando que o ciclo menstrual ocorre normalmente de vinte a quarenta e cinco dias, atuando sempre como um preparo para gestação e, por isso, as mudanças hormonais são drásticas para que em caso de gravidez, o corpo esteja adaptado para as diversas mudanças.³

Fisiologicamente, óleo de prímula e óleo de borragem possuem um componente chamado ácido gama linolênico, que age como um regulador importante nas atividades celulares vinculadas ao ciclo menstrual e seus estímulos, através dos hormônios sexuais femininos (progesterona, estrógeno e prolactina). Isso significa que este suplemento alimentar tem o poder de diminuir as manifestações estimuladas pelo desequilíbrio hormonal, reduzindo assim a liberação de estímulos associados aos sintomas e sinais. Neste caso, mulheres que sofrem com dores intensas, mudanças de humores e inchaços no corpo de forma generalizada, encontram um alívio com o consumo deste suplemento alimentar.⁴

Claro que não podemos esquecer as mulheres que, em certo momento da vida, passam pela menopausa ou término permanente do ciclo menstrual que ocorre durante o climatério, onde os sintomas mais populares são a sensação de calor e suor excessivos em conjunto com outras manifestações sexuais.⁵

O óleo de prímula demonstrou resultados positivos, atuando como um importante regulador, no alívio de períodos de intenso calor e sudorese noturna, causados também pelo desequilíbrio hormonal. Um fato curioso deste tão importante suplemento alimentar é que o mesmo auxilia na absorção de cálcio.⁶ A importância desta função à saúde da mulher se comprova na reposição óssea. Progesterona e estrógeno estão amplamente relacionados à absorção efetiva do mineral cálcio, muito conhecido por ser um dos minerais mais importantes para saúde óssea. Devido ao desequilíbrio e redução dos hormônios sexuais femininos neste período, a absorção deste mineral se torna comprometida, muitas vezes resultando na osteoporose em mulheres. Por isso, o consumo dos óleos de prímula e borragem como prevenção se torna importante, uma vez que esta reposição óssea, após o período de menopausa, é muito baixa, comparada ao período de ciclo menstrual.⁷

*Daphne Tuthill Muniz Assi, formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo, é Supervisora Comercial do Armazém Fit Store.

Referências:
¹ Gender Ratio across the world
² Vitex Agnus-castus l., Oenothera biennis l., Curcuma longa l., como tratamento alternativo na síndrome da tensão pré-menstrual (tpm)
³ A percepção de mulheres sobre a menstruação: uma questão de solidariedade
⁴ Tensão pré-menstrual: mecanismos fisiológicos deflagradores da compulsão e preferências alimentares
⁵ Repercussões da Menopausa para a Sexualidade de Idosas: Revisão Integrativa da Literatura
⁶ Horrobin K. Calcium metabolism, osteoporosis and essential fatty acids: a review. Progress in Lipid Research, v.36, p.131-151, 1997.
⁷ Menopausa: conceito e tratamentos alopático, fitoterápico e homeopático.

Nuaá, marca brasileira pioneira em skincare íntimo, convida mulheres a ressignificarem a vulva

Vista desde o nascimento, a vulva faz parte do primeiro momento de vida do ser humano, independentemente de gênero. Porém, falar sobre a região íntima feminina sempre foi tabu. Já nomeada de borboletinha, piriquita, florzinha e muitos outros nomes infantis e machistas, a maioria das mulheres nunca aprenderam ou foram apresentadas à vulva.

Baseada em histórias pessoais e de consultório médico, as sócias Fabi Giralt, Juliana Antunes e a Ana Luiza Faria, médica ginecologista, criaram a Nuaá, marca brasileira pioneira em skincare íntimo. O objetivo é potencializar a mulher em todas as fases da vida, por meio do cuidado da vulva. A proposta é convidar as mulheres a se olharem e se despirem de preconceitos a fim de se conhecerem e tocarem sua autoestima.

“A Nuaá nasceu de uma necessidade do público feminino de se sentir confortável com sua região íntima, principalmente, durante a menopausa e período menstrual. O consultório foi palco para relatos de desconhecimento de cuidados com a vulva e evidenciou o tabu da mulher com seu corpo e seu centro de potência, órgão capaz de abrigar e dar prazer à vida. Temos a missão de impulsionar a mulher, elevá-la ao seu máximo e desmistificar os assuntos relacionados ao cuidado íntimo feminino. Por isso, aproveitamos este mês, para convidar cada mulher a essa jornada de autoconhecimento, autocuidado e liberdade para descobrirem seu potencial por meio do cuidado da vulva”, explicam as sócias.

Durante o mês de março, quando se comemora o Dia Mundial da Mulher, na compra de dois produtos Nuaá, a marca oferece 10% de desconto. Conheça os itens:

be. Espuma de limpeza natural Todo Dia (R$ 59,00 – 150ml): composta por óleos essenciais de tangerina e de copaíba, além de quinoa e prebióticos, a espuma de limpeza be. todo dia é para a higiene diária da mulher. Para ser usada durante o banho, a espuma foi criada para a vitalidade, frescor e saúde da vulva.

be. Espuma de limpeza natural Menstruação (R$ 41,00 – 50ml): com óleos essenciais de sálvia, poderoso anti-inflamatório natural que ajuda também nas cólicas, copaíba, quinoa e prebióticos, os ativos presentes na espuma de limpeza ajudam na recuperação da hidratação da vulva, que fica naturalmente mais abafada e ressecada neste período devido a maior frequência de lavagens e uso de absorventes.

be. Espuma de limpeza natural Menopausa (R$ 59,00 – 150ml): com ativos que higienizam respeitando o manto lipídico e estimulando a recuperação do vigor da pele, a espuma contém quinoa, óleos essenciais de sementes de cenoura e de gerânio, hidratantes naturais, além dos prebióticos.

fresh. Água Íntima Natural (R$ 57,00 – 50ml): para todas as fases da mulher, a água íntima sem enxague é composta por óleos essenciais de laranja doce e petitgrain, que promovem frescor, e prebióticos que atuam positivamente na barreira de defesa natural da vulva.

Informações: Nuaá

Menopausa: como cuidar da alimentação nesta fase

A nutricionista e especialista em saúde da mulher, Angela Federau, dá dicas importantes de alimentos que podem amenizar os sintomas do climatério e menopausa

Segundo a OMS, o climatério corresponde ao período final da fase reprodutiva, sendo dividido em três fases: pré-menopausa, perimenopausa e pós-menopausa.

O climatério consiste no declínio progressivo e fisiológico da fertilidade da mulher. Tais alterações levam a inúmeras mudanças físicas, metabólicas e emocionais na mulher, pois representa a transição da vida reprodutiva para a não reprodutiva.

Os sinais e sintomas do climatério atingem entre 60 a 80% das mulheres. O início, a duração e a intensidade dos sintomas variam, porém são alvos de queixas frequentes, que afetam diretamente a sua qualidade de vida, como: fogachos, sudorese noturna, secura vaginal, alterações de libido, insônia e alterações de humor.

A nutrição pode ser grande aliada para ajudar as mulheres a atravessarem essa fase da vida. Pensando nisso, Angela Federau, nutricionista e especialista em saúde da mulher sugere três opções nutricionais que podem ajudar no combate às queixas do climatério.

Soja

As isoflavonas presentes na leguminosa podem auxiliar na redução da sintomatologia climatérica, principalmente nos episódios de fogachos, pela sua estrutura molecular e propriedades similares aos estrógenos humanos. Na pós-menopausa, a ação estrogênica das isoflavonas, atuam compensando a queda do nível de estrogênio, o que contribui para melhora dos sintomas.

Amoreira-preta

A amoreira-preta é conhecida popularmente pelas suas propriedades medicinais. Contém uma variedade de compostos fenólicos, incluindo flavonas, isoflavonas, isoprenilados, estilbenos, cumarinas, cromonas e xantonas. Esses compostos apresentam efeito anti-inflamatório, antioxidante, diurético, hipotensor e atuam também como fitoestrógenos.

Melissa

Foto: Ivabalk/Pixabay

A melissa, também conhecida como erva-cidreira, cidreira, capim-cidreira e citronete, reduz sintomas de irritabilidade, ansiedade, e tensão. O ácido rosmarínico da melissa é um dos principais componentes responsável pelo efeito sedativo leve e ação calmante. A infusão de melissa pode auxiliar no combate à insônia. Porém, pessoas com hipotireoidismo e com uso de medicamentos sedativos ou calmantes devem evitar o consumo desta planta.

Fonte: Angela Federau é nutricionista clínica, pós-graduada em fitoterapia aplicada à nutrição, especializada em nutrição funcional, pediátrica e escolar. Participa como convidada de pesquisas científicas e genéticas da UFPR como o mapeamento e estudo genético da comunidade Menonita e é revisora de artigos científicos e textos para sites médicos. Palestrante, escritora de livros, artigos e colunas em jornais e revistas. Nutricionista responsável pela APSAM – Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele. Empresária do segmento alimentício e atua como parceira da Polícia Militar do Paraná e de clínicas de fertilidade.

O açúcar e o sexo feminino

Sabia que aquela vontade irresistível de comer doces, pode ser apenas seu corpo querendo uma compensação? Quem explica melhor isso é Bruna Marisa, médica, pós graduada em endocrinologia e Medicina ortomolecular, Membro da SBEM (Sociedade Brasileira Endocrinologia Metabologia) e especialista em emagrecimento.

Depois de ouvir por volta de 5 mil pessoas, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo, concluiu em pesquisa de campo, que o consumo de açúcar é maior entre as mulheres (53,3%) em relação aos homens.

Isso pode estar associado a certos períodos na vida da mulher, quando o corpo vai em busca de alimentos com maior concentração de açúcar. Esse desejo de comer doces é mais intenso principalmente no período pré-menstrual (durante a TPM) e depois da menopausa; período de baixa nos níveis de progesterona e estrogênio.

“Esses períodos delicados na vida da mulher requerem maior atenção, seja na manutenção hormonal ou mesmo na dieta alimentar adequada que ela deve buscar”- comenta Bruna Marisa, médica, especialista em emagrecimento, pós graduada em medicina ortomolecular e endocrinologia, com diversos títulos em medicina esportiva.

O consumo acentuado de doces, entre as mulheres, significa que o corpo está buscando uma compensação para a queda na produção hormonal que acaba alterando a geração de neurotransmissores.

Alguns alimentos acabam ajudando na produção de neurotransmissores. Como muitas pessoas já sabem, o chocolate estimula a produção de serotonina; neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. O cacau ajuda também na liberação de endorfina, substância natural (neuro-hormônio), responsável pela sensação de bem-estar e bom humor.

Mas como lidar com o consumo de açúcar?

Sabemos que o açúcar é o vilão que nós colocamos dentro da nossa casa, que ele é responsável não apenas pelo ganho de peso, mas porque o açúcar é viciante; ele é absorvido rapidamente pelo nosso organismo, isso faz com que o corpo necessite de mais doses diárias. Além do cansaço demasiado e da irritação causados pelo consumo, o açúcar não vai acrescentar nenhum tipo de nutriente ao nosso organismo.

O açúcar não vai diminuir os sintomas de ansiedade, tampouco o estresse. A sensação de alívio é momentânea. O seu consumo ao longo da vida pode aumentar o risco de desenvolvimento de algumas doenças como hipertensão, diabetes e outros males.

“A dieta Low Carb pode ser uma alternativa bem interessante para muitas pessoas que desejam ter um maior controle sobre o consumo de carboidratos”- ressalta Bruna Marisa, que é praticante deste estilo de vida e indica para todos seus pacientes, conseguindo uma taxa de 100% de sucesso entre eles.

Uma opção para diminuir o consumo de açúcar são os chamados “doces funcionais”, que não tem açúcar branco e nem farinha refinada em sua composição; eles são feitos com ingredientes específicos para um melhor aproveitamento do alimento em benefício da saúde.

Não adianta o produto ser light ou mesmo diet, é necessário que o produto tenha os ingredientes adequados, necessário para se ter um alimento nutritivo. Por exemplo, o chocolate amargo, sem adição de leite, oferece os inúmeros benefícios do cacau.

Outra alternativa que pode ajudar para estimular a serotonina é a banana, carnes brancas, ovos e frutos do mar. Seja qual for a dieta alimentar, seja no caso da manutenção hormonal ou não, é necessário deixar de lado os maus hábitos e adotar hábitos saudáveis, realizando exercícios físicos com regularidade, dormir bem e consumir muita água. E claro, ter sempre o acompanhamento profissional multidisciplinar; nutrólogos, nutricionistas, endocrinologistas e educadores físicos.

“A dieta alimentar ajuda, seja na saúde da mulher ou do homem, mas não podemos nos esquecer de que para termos uma vida saudável ao longo dos anos, se faz necessário uma mudança de hábitos integrais, ainda que isso venha exigir disciplina e esforço pessoal, os resultados são incríveis”- completa Bruna Marisa.

Fonte: Bruna Marisa é médica, pós-graduada em endocrinologia, membro da SBEM, pós-graduada em Medicina Ortomolecular, especialista em Emagrecimento e Low Carb, com vários cursos na área de Medicina Esportiva, na qual também atua. Autora do e-book: Guia de Emagrecimento Definitivo e Duradouro.

Seis chás para amenizar sintomas da menopausa

A nutricionista Angela Federau lista seis opções naturais que ajudam as mulheres a ganharem qualidade de vida nesse período

A menopausa é um marco na vida da mulher. A última menstruação acontece, geralmente, entre 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva. Ela pode vir mais cedo ou mais tarde, porém, acompanhada com frequência por sintomas desagradáveis, e até mesmo traumáticos para a mulher como: ressecamento vaginal, perda da libido, depressão, ondas de calor, insônia e dores musculares, entre outros.

“Vários tratamentos farmacológicos são procurados por mulheres em menopausa, com objetivo substituir os hormônios que baixam de nível nesta fase da vida. Entretanto, estudos recentes mostram que existem opções naturais que podem cumprir o papel dessa reposição hormonal”, enfatiza Angela Federau, nutricionista.

Para ajudar a melhorar a qualidade de vida das mulheres, Angela preparou uma lista com seis chás de ervas naturais que podem atuar amenizando os sintomas da menopausa. Confira:

Chá de folha de amoreira

Shutterstock

A folha de amoreira tem vários compostos químicos que ajudam a regular os hormônios femininos. Além de propriedades que amenizam os sintomas mais desagradáveis da menopausa. Pode ser consumido quente ou frio, de preferência em menos de 24 horas após ser feito, e a infusão é normalmente feita com uma colher de sopa de folhas de amoreiras secas em um litro de água.

Chá de aquileia, alquemila e sálvia

A sálvia tem propriedades calmantes antioxidantes e ansiolíticas. A alquemila melhora o trânsito intestinal e seus flavonoides ajudam a repor níveis hormonais. A aquileia mantém a hidratação natural da pele que fica dificultada na menopausa e tem propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. O chá deve ser feito com a infusão de quatro colheres de chás das três folhas secas em um litro de água.

Chá de hipericão

Organic Facts

O chá de hipericão é excelente no combate dos sintomas dos sintomas da menopausa, principalmente no que diz respeito a mudanças de humor. Em resumo, a planta alivia a ansiedade e estresse decorrentes de mudanças hormonais.

Chá de erva-de-são-cristóvão

A erva-de-são-cristóvão também chamada de cimicifuga ajuda na regulação do ciclo menstrual. Além disso, ela alivia as ondas de calor comuns no climatério e menopausa.

Chá de Ginseng

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É uma raiz de prioridades potentes e seu chá pode aliviar ondas de calor e ansiedade. Ela é anti-inflamatória e pode ajudar no controle do peso, ou seja, aliviando o ganho de peso que comumente acontece nessa fase.

Chá de Trevo-vermelho

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É um tipo de leguminosa rica em isoflavonas, substâncias também presentes na soja. Excelente para o alívio dos sintomas da menopausa. O chá deve ser feito em forma de infusão.

Fonte: Angela Federau é nutricionista clínica, pós-graduada em fitoterapia aplicada à nutrição, especializada em nutrição funcional, pediátrica e escolar. É palestrante, escritora de livros, artigos e colunas em jornais e revistas. Nutricionista responsável pela APSAM – Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele. Além disso, a nutricionista é empresária do segmento alimentício e atua como parceira da Polícia Militar do Paraná e de clínicas de fertilidade.

Quando deve-se iniciar a reposição hormonal?

Médica ginecologista Marcella Marinho detalha todos os passos para a mulher fazer a terapia e ter melhor qualidade de vida

A partir dos 35 anos toda mulher inicia um processo de declínio hormonal. Ao longo dos anos e progressivamente, essa menor produção natural dos hormônios começa a causar sinais e sintomas de maneira singular em cada organismo.

A médica ginecologista Marcella Marinho explica que a menopausa é culturalmente o grande marco, e é mais fácil de ser lembrada por se tratar de um evento único: trata-se da última menstruação. “Porém, muitas são as mulheres que entre os 48 e 55 anos sofrem com as consequências desse declínio hormonal. Esse período de transição da vida reprodutiva à senilidade, chamamos de climatério”, esclarece.

Segundo Marcella, os principais hormônios impactados nesta fase da vida da mulher são os estrogênios, embora também a testosterona seja afetada — sim, a mulher também tem esse hormônio.

Ela alerta para a importância da mulher realizar seus exames com uma periodicidade mais exigente e com um especialista, não apenas pelos desagradáveis sintomas como ondas de calor, sangramento irregular, fadiga, libido diminuída, distúrbios do sono, secura vaginal, incontinência urinária, dor na relação sexual, dificuldade de perder peso, perda da elasticidade da pele, irritabilidade, sintomas depressivos e falta de concentração e memória.

Segundo a médica, tratar esses sintomas e promover a qualidade de vida da mulher já é um benefício incontestável. Mas também é muito importante saber que o estradiol é um hormônio que atua em outros órgãos do corpo, como protetor cardiovascular, mantém a densidade mineral óssea, atua no estímulo de colágeno na pele, reduz o LDL (colesterol ruim), aumenta o HDL (colesterol bom), eleva a capacidade de concentração e memória, estimula o sono REM, mantém a elasticidade das artérias, melhora a resistência à insulina, entre outros benefícios.

Marcela ainda informa que a reposição hormonal bem indicada pode promover saúde e diminuir o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose, doença de Alzheimer, obesidade, distúrbios da memória, diabetes, cardiopatias e também alguns tipos de câncer, como o colorretal.

Quando fazer o tratamento

A reposição hormonal é indicada para alívio sintomatológico, promover qualidade de vida e prevenir outras doenças e seus agravos. Segundo a médica, a clínica é soberana na decisão de quem deve ou não fazer a terapia. “Os exames complementares de sangue e imagem são ferramentas para acompanhar com segurança este tratamento”, recomenda.

A médica ginecologista ainda ressalta que algumas mulheres não apresentam queixas e passam por esse período com tranquilidade. Porém, isso não significa que elas não precisem manter hábitos saudáveis e seus exames em dia. “A ausência de sintomas nem sempre significa imunidade à doenças. E o climatério é uma fase que aumenta o risco de neoplasias, como câncer de mama, ovário ou útero. Por isso, é importante manter o rastreamento, pois um diagnóstico precoce será o grande diferencial de sucesso nos tratamentos”, adverte.

Segundo o último consenso publicado pela Sociedade Brasileira de Climatério em 2018 são contraindicações ao uso de terapia de reposição hormonal o sangramento vaginal não explicado, doença hepática ativa grave, antecedentes de câncer de mama ou de endométrio, doença coronariana, acidente vascular cerebral, demência, porfiria cutânea tarda e hipertrigliceridemia.

O lúpus eritematoso sistêmico e o risco elevado de doença tromboembólica venosa são consideradas contraindicações relativas. Portanto, nesses casos, cabe ao médico optar pela administração transdérmica após realizar uma avaliação e expor claramente ao paciente todos os riscos e os benefícios. “É uma decisão em conjunto”, finaliza Marcella.

Fonte: Marcella Marinho é especialista em ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). É pós graduada em Laparoscopia e Histeroscopia pelo Hospital do Servidor Estadual (Iamspe), em Sexualidade Humana pela USP, em Ciências da Longevidade Humana – Grupo Longevidade Saudável e pós graduanda em Nutrologia pela Instituto Israelita de ensino e pesquisa Albert Einstein. Realiza acompanhamento preventivo de mulheres, priorizando o atendimento integral em todas as fases da vida, da adolescência até a menopausa.

Redobre os cuidados com a pele durante a menopausa para combater os sinais do envelhecimento

Além dos sintomas como irritabilidade, cansaço, perda de massa muscular e calor causados pela queda do estrogênio, menopausa também torna a pele mais ressecada, fina, sensível e, consequentemente, mais propensa a sofrer com o envelhecimento precoce

O envelhecimento é um processo que ocorre com todos nós, sendo marcado por uma série de modificações no funcionamento do organismo. Por exemplo, uma das principais alterações que afetam o corpo da mulher devido ao envelhecimento é a menopausa.

“Geralmente ocorrendo após os 50 anos, mas podendo afetar algumas mulheres precocemente, a menopausa é caracterizada pela suspensão definitiva da menstruação com consequente queda na produção de estrogênio. Como resultado, a mulher passa a apresentar uma série de sintomas, incluindo irritabilidade, mudanças drásticas de humor, sudorese excessiva, cansaço intenso, ondas de calor e perda de massa óssea e massa magra”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU Saúde.

Além disso, a pele também é afetada. Segundo Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, devido à menopausa, ocorre uma diminuição na produção de ácido hialurônico e das fibras de colágeno e elastina. “Isso favorece o ressecamento do tecido cutâneo e acelera o surgimento dos sinais de envelhecimento da pele, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e perda de firmeza, elasticidade e volume”, afirma o dermatologista.

A má notícia, de acordo com Eloisa, é que não existem métodos para se prevenir ou retardar a menopausa, visto que é definida geneticamente. Mas, quem deseja combater os efeitos da menopausa na pele, pode apostar no reforço da rotina skincare.

“Inicie pela limpeza, que, em peles maduras, deve ser realizada com produtos mais suaves que não causem agressões na pele ou removam excessivamente a barreira de proteção do tecido cutâneo, o que pode agravar ainda mais o ressecamento e tornar a pele mais suscetível a danos”, aconselha Cassiano. Em seguida, aposte na hidratação com produtos formulados com ativos capazes de fortalecer a barreira da pele e segurar a molécula de água no tecido cutâneo.

“É indicado também o uso de substâncias com propriedades antioxidantes e rejuvenescedoras, incluindo o retinol, a vitamina C, o resveratrol e os alfa-hidroxiácidos. Mas, mesmo durante a menopausa, o fotoprotetor segue sendo o principal método de combate ao envelhecimento cutâneo, lembrando que o produto deve conter FPS 30, no mínimo, e ser aplicado todos os dias pela manhã após o hidratante, com reaplicação necessária a cada duas horas”, destaca o médico.

Vale ressaltar ainda que, na menopausa, a pele da mulher é mais sensível por ser mais fina e ressecada. Então, o cuidado na escolha dos produtos deve ser redobrado, evitando aqueles cosméticos que possam causar irritação, vermelhidão, coceira e descamação do tecido.

“Entre as substâncias irritantes, as fragrâncias figuram entre as principais vilãs, já que favorecem a desidratação e comprometem a integridade da barreira protetora da pele”, alerta o especialista. “No geral, o recomendado é sempre escolher produtos hipoalergênicos e naturais, além de livres de fragrância. No geral, quanto mais forte o cheiro de um cosmético, maiores as chances de ele causar irritações, alergias e dermatites”, diz o médico

Além disso, é interessante investir em hábitos saudáveis que auxiliem na manutenção da saúde do organismo, amenizando os sintomas da menopausa não apenas na pele, como no organismo como um todo. “Por exemplo, invista em uma alimentação equilibrada rica em vegetais, frutas e legumes, principalmente aqueles com propriedades antioxidantes, e evite alimentos industrializados e o consumo excessivo de sal e açúcar. Além disso, tenha boas noites de sono, consuma pelo menos dois litros de água por dia, pratique exercícios físicos regularmente e evite fumar e ingerir álcool”, recomenda Eloisa.

Em mulheres que sofrem demais com a queda hormonal, é possível também apostar na reposição hormonal para reduzir os sintomas da menopausa. “Realizada através de administração vaginal, oral ou transdérmica, a reposição de estrogênio em baixas doses ajuda a restabelecer o equilíbrio do organismo para que a mulher se adapte mais facilmente ao período da menopausa. Porém, esse tipo de tratamento deve ser prescrito por um ginecologista, já que é contraindicado para pacientes com câncer em atividade, que possuem predisposição à doença ou que sofrem de alterações nas mamas”, alerta a especialista.

Por sua vez, mulheres que já passaram pela menopausa e apresentam sinais de envelhecimento acentuado podem apostar em procedimentos estéticos, como o preenchimento de ácido hialurônico, que, segundo Cassiano, confere volume ao rosto, reduz a aparência de rugas e linhas de expressão e estimula a produção natural da substância pelo organismo, tornando a pele mais hidratada e combatendo o ressecamento. “Os bioestimuladores de colágenos também são interessantes por hidratarem profundamente e estimularem a neocolagênese, aumentado assim a firmeza e a elasticidade da pele para combater flacidez e rugas”, afirma.

Por fim, é importante ressaltar que a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorrerá em todas as mulheres em algum momento da vida. Por isso, ao notar os sintomas da queda hormonal, o mais importante é que você visite um médico ginecologista, que poderá dar orientações para que você passe por essa nova fase de sua vida da forma mais tranquila possível. Além disso, vale a pena também consultar seu dermatologista, que poderá rever as necessidades de sua pele para recomendar a melhor rotina de cuidados ou indicar os tratamentos mais adequados para combater os sinais do envelhecimento.

Fontes:

Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão. Faz parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.
Daniel Cassiano é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Cofundador da clínica GRU Saúde, formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Doutorando em medicina translacional também pela Unifesp. Professor de Dermatologia do curso de medicina da Universidade São Camilo.

Menopausa: entenda o que é este fenômeno fisiológico e as mudanças que ele traz

Processo natural do organismo feminino, menopausa causa diversas modificações no corpo da mulher, que vão desde ressecamento da pele, cabelos e genitais até instabilidade emocional. Ginecologista explica a causa desse evento e aponta métodos para diminuir os sintomas

Conforme envelhecemos, nosso organismo passa por uma série de alterações que afetam o corpo. Na mulher, uma dessas alterações é a menopausa, caracterizada pela suspensão definitiva da menstruação.

“A condição é diagnosticada após um ano do último evento de sangramento menstrual da mulher, podendo ser subdividida em períodos a partir desta fase. Durante a menopausa, algumas mulheres são assintomáticas e não se queixam de nenhuma intercorrência. Porém, a grande maioria pode apresentar sintomas físicos, comportamentais, emocionais e psicológicos causados pela queda hormonal”, explica Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

A mulher pode identificar que entrou na menopausa ao notar sintomas como ganho de peso, principalmente na região abdominal, insônia, ondas de calor, sudorese noturna e alteração do humor com instabilidade emocional.

“Geralmente ocorrendo após os 50 anos, mas podendo acontecer antes em casos de falência ovariana prematura, ou seja, quando a mulher deixa de ovular precocemente, a menopausa gera uma série de modificações no organismo da mulher, que acontecem principalmente devido à queda na produção de estrogênio, incluindo perda de massa óssea e massa magra, cansaço, diminuição do colágeno e ressecamento da pele e cabelos, com consequente acentuação dos sinais de envelhecimento. Além disso, o emocional da mulher tende a ficar extremamente abalado, visto que deixa de apresentar a mesma aparência e feminilidade que tinha anteriormente”, destaca a médica.

A queda de estrogênio na menopausa afeta principalmente a região íntima da mulher e, consequentemente, sua vida sexual. “A diminuição dos hormônios femininos leva à atrofia vaginal e redução da libido e da lubrificação do genital, fatores que afetam diretamente o bem-estar da mulher, visto que, na região íntima, uma mucosa atrofiada e sem lubrificação pode causar dor e desconforto durante a relação sexual, sangramento, ardência, corrimentos e até mesmo infecções urinárias de repetição”, explica a ginecologista.

De acordo com a especialista, com a diminuição hormonal e desconhecimento de sua nova identidade física devido à menopausa, a mulher também pode perceber o envelhecimento de uma forma mais conturbada, transferindo essa insatisfação para seu relacionamento sexual. “A falência ovariana também faz com que a mulher se torne incapaz de engravidar, salvo em casos em que se tenha realizado ovodoação prévia ou congelamento dos óvulos.”

A má notícia é que não existem métodos para se prevenir ou retardar a menopausa, visto que é definida geneticamente. Porém, esse processo de alterações hormonais tem fim, o que ocorre por volta 65 anos, quando a mulher entra no período senil e os sintomas e desconfortos consequentes da baixa hormonal se encerram.

Além disso, para as mulheres que sofrem demais com a queda hormonal é possível reduzir os sintomas da menopausa por meio da reposição de estrogênio em baixas doses por administração local (vaginal) ou sistêmica (oral e transdérmica). “A reposição hormonal restabelece a função orgânica, melhorando a sintomatologia da menopausa e, consequentemente, a adaptação da mulher a essa nova fase de sua vida”, ressalta Ana.

“Porém, o tratamento com hormônios é contraindicado para pacientes oncológicas ou com histórico de câncer, com patologias que não permitem associação hormonal ou que sofrem de alterações mamográficas e bioquímicas. O medo e o desejo da paciente também possuem grande influência na hora do médico prescrever a reposição hormonal.”

Os sintomas da menopausa também podem ser mascarados com terapia cognitiva comportamental e hipnoterapia, métodos alternativos ao tratamento hormonal que têm se mostrado muito promissores. “Por fim, é importante ressaltar que a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorrerá em todas as mulheres em algum momento da vida. Por isso, ao notar os sintomas da queda hormonal, o mais importante é que você visite um médico ginecologista, que poderá dar orientações para que você passe por essa nova fase de sua vida da forma mais tranquila possível”, finaliza.

Fonte: Ana Carolona Lúcio Pereira é ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005.

Climatério: severidade das ondas de calor aumenta risco de eventos cardiovasculares

60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores

É a severidade e não a frequência das ondas de calor do climatério, o famoso fogacho, que aumenta o risco de eventos cardiovasculares, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Essa foi a principal descoberta de um estudo publicado esse ano, no American Journal of Obstetrics and Gynecology.

O estudo reuniu dados de 23 mil mulheres por meio da análise de seis estudos prospectivos, fruto de uma colaboração internacional, liderada pela Universidade de Queensland, na Austrália. Segundo Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, cerca de 60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores, como os fogachos e suor noturno.

“Esses sintomas costumam se acentuar dois anos antes da última menstruação (menopausa), com um pico de um ano após a menopausa. Em média, esses incômodos podem durar até sete anos. Além de afetar a qualidade de vida, aumentam o risco de eventos cardiovasculares”.

O que o estudo mostrou de interessante é que o risco de problemas cardiovasculares aumenta de acordo com a severidade das ondas de calor e dos suores noturnos.

“Mesmo que a mulher tenha uma frequência maior desses sintomas, a severidade é o que realmente faz a diferença quando se fala de maior probabilidade de ter um AVC ou um infarto, por exemplo”, comenta Cavalcante.

Início precoce ou tardio

Outra descoberta dos pesquisadores é o que risco de eventos cardiovasculares também é maior nas mulheres que apresentaram esses sintomas precocemente (muito tempo antes da menopausa) ou tardiamente (muito tempo depois da menopausa).

Janela de oportunidade

Infelizmente, não há evidências científicas sólidas sobre hábitos que possam prevenir os sintomas vasomotores no climatério. “Entretanto, quanto mais saudável a mulher chegar a essa fase, melhor. Inclusive porque aquelas com doenças cardiovasculares prévias têm contraindicação para realizar a terapia hormonal (TH)”, comenta o médico.

“Atualmente, o consenso sobre a indicação da TH aponta que deve ser iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa, no que chamamos de ‘janela de oportunidade’. Mas, a TH só pode ser prescrita para mulheres saudáveis e sem doenças cardiovasculares”, explica o especialista.

A TH indicada nessa janela não só alivia os sintomas vasomotores, como também reduz o risco cardiovascular.

Alternativas aos hormônios

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De acordo com Cavalcante, existem alternativas para as mulheres que possuem contraindicação ou que não desejam usar a TH. “Os estudos mais recentes apontam que o tratamento com alguns fármacos de uso psiquiátrico, como antidepressivos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), ISRN (inibidores seletivos da recaptação de serotonina-norepinefrina) e a gabapentina (anticonvulsivante) são eficazes em reduzir os sintomas vasomotores”, cita o ginecologista.

Por outro lado, fitoterápicos e acupuntura são terapias controversas, com estudos de menor consistência.

Quanto ao estudo citado no início do texto, o recado é claro: mulheres com quadros mais severos de sintomas vasomotores no climatério e na pós-menopausa devem ser monitoradas mais de perto.

“Isso significa fazer check-up com maior frequência, bem como reduzir os fatores de risco preveníveis, como obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial e hipercolesterolemia”, encerra o médico.

Fonte: Edvaldo Cavalcante é médico ginecologista e obstetra, mestre e Doutor em Ginecologia, graduou-se em Medicina pela Universidade de Santo Amaro (UNISA–SP), realizou Residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS, em São Paulo; Especialização em Endoscopia Ginecológica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPM-SP) e capacitação em Cirurgia Robótica no Intuitive Surgical Training Center, na Flórida (EUA). Possui títulos de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia; Especialista em Videolaparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).