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Por que o cabelo muda de textura com o tempo?

O cabelo muda de textura naturalmente algumas vezes ao longo do tempo. Porém, a mudança pode estar relacionada a diversos fatores. Kédima Nassif explica os casos mais frequentes e traz alguns conselhos

O tempo passa para tudo e todos, inclusive para os fios de cabelo. Por isso, com o passar dos anos, é comum notar mulheres que se queixam de que a estrutura do cabelo mudou, tornando-se mais ralo e sem forma.

cabelos longos mulher jovem

“O cabelo possui diversas fases. Quando nascemos, nossos primeiros fios são muito finos e sem pigmento. Ao longo do nosso crescimento, nossos fios geralmente passam a ter pigmentação e o nosso cabelo adquire maior volume. A partir dos 50 e 55 anos iniciam um processo de afinamento e após os 60 o cabelo retorna a sua origem, tornando-se cada vez mais ralo e sem volume”, explica Kédima Nassif, Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.

Como sabemos, além do envelhecimento natural, as mudanças hormonais também influenciam na mudança das características dos fios; como exemplos, temos a puberdade e a menopausa.

“Na puberdade, devido ao estímulo dos andrógenos sobre as glândulas sebáceas, o couro cabeludo adquire maior oleosidade do que em qualquer outra fase da vida. Isso faz com que os cuidados com os cabelos nesse período tenham suas peculiaridades, dependendo do tipo, do estilo de vida e do estilo do cabelo. Já a menopausa é marcada pela redução da produção do hormônio estrogênio, o qual contribui para o crescimento do fio do cabelo e ajuda na hidratação e no brilho dos fios. Por isso, é comum nessa fase ficar com os fios mais finos, menos hidratados e, por consequência, quebradiços e mais opacos”, destaca Kédima.

mulher meia idade grisalho

Porém, além dessas mudanças inevitáveis, o estilo de vida também influencia. A mudança de textura das madeixas pode ser causada por motivos como calor, dieta e maus cuidados. “O calor excessivo aumenta a oleosidade e a exposição solar intensa pode fazer com que os fios pareçam mais secos e se tornem mais frágeis. Por isso, o ideal é, sobretudo nesse período do ano, hidratar o cabelo com frequência, evitar o uso contínuo de bonés e chapéus em lugares fechados, além de utilizar um protetor capilar”, afirma.

A dieta também pode desempenhar um papel na textura do cabelo, como explica a dermatologista e tricologista: “Como o cabelo é composto principalmente de proteínas e os aminoácidos são os blocos de construção de seus fios, não ingerir proteína suficiente pode causar temporariamente o crescimento de fios fracos e quebradiços. O ferro também é crucial para manter sua textura natural; um baixo nível do nutriente é um dos principais motivos do crescimento de fios curtos e finos, principalmente nas têmporas e laterais.”

Outro fator que agride os fios é o excesso de tratamentos químicos, como descolorações e alisamentos. “Esses procedimentos, feitos da forma incorreta, também podem alterar a estrutura dos cabelos de um modo negativo, causando ressecamento, quebra e opacidade a longo prazo. Além disso, a densidade dos fios também pode diminuir, fazendo com que os cabelos fiquem sem balanço ou movimento”, alerta.

Por fim, Kédima recomenda: “Ao lidar com qualquer problema de cabelo, lembre-se do essencial: cada cabelo possui suas particularidades. Para evitar um tratamento ineficiente ou que agrave os problemas dos fios, o ideal é buscar auxilio com um profissional capacitado. Ele saberá qual o tratamento ideal para o seu cabelo”, finaliza.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. 

Como as vitaminas podem amenizar os desconfortos da menopausa

Nutrólogo aponta as opções que podem auxiliar para atenuar e até eliminar alguns sintomas que prejudicam a qualidade de vida da mulher no período de climatério

“Doutor, posso tomar vitaminas para melhorar os efeitos da menopausa?” – esse questionamento é cada vez mais recorrente nos consultórios que atendem pacientes prestes a entrar ou que já estejam no climatério, fase da vida da mulher que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), corresponde à transição entre o período reprodutivo e não reprodutivo.

Climatério é confundido com menopausa, que na verdade é o ápice do processo e corresponde ao momento em que ocorre o último ciclo menstrual, algo que geralmente se dá entre 48 e 50 anos de idade.

Considerando-se que, segundo dados de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são maioria da população brasileira (57,7%), a expectativa de vida delas ao nascer é maior que o dos homens (79,8 anos delas face a 72,7 deles) e que em 2060 haverá mais brasileiros acima de 65 anos do que hoje (25,5% da população face a 10,5% atualmente), o assunto “Saúde da Mulher” ganha cada vez mais relevância no contexto nacional.

Efeitos comuns no climatério e ajuda das vitaminas

No Manual de Atenção Integral à Saúde da Mulher no Climatério/Menopausa, editado em 2008 pelo Ministério da Saúde, já constavam informações esclarecedoras sobre esse período da saúde feminina. Diz o documento:

Neste período, de acordo com a integridade de sua saúde, além de fatores culturais, sociais, psicológicos e emocionais, as mulheres poderão apresentar maior ou menor sintomatologia. Podem observar transformações no seu corpo, com sintomas diversos, estranhos, incompreensíveis e muitas vezes difíceis de serem verbalizados, destacando-se as ondas de calor, suores ‘frios’, insônia, tristeza, instabilidade emocional, modificações nos hábitos sexuais, na pele e na distribuição da gordura corporal, com modificações da silhueta. A intensidade dos sintomas e ou dos sinais clínicos é influenciada principalmente por três fatores:

1. Ambiente sociocultural em que vive;
2. Situação pessoal (estado psicológico), conjugal, familiar e profissional;
3. Diminuição de estrogênio endógeno.

Nesse contexto, a alimentação balanceada, bem como a necessidade em casos específicos de a mulher fazer uso de suplementação ganham importância.

O chefe de nutrologia do Instituto Dante Pazzanese e diretor do serviço de nutrologia do HCor, Daniel Magnoni, informa que a obtenção de doses diárias recomendadas de vitaminas e minerais é difícil de ser alcançada, seja devido à correria do dia a dia, seja por meio da alimentação, que nem sempre supre as necessidades do organismo.

“Durante a menopausa, a suplementação acaba sendo uma possibilidade indicada para que mulheres alcancem um equilíbrio ideal de vitaminas e minerais”, destaca o nutrólogo, que completa: “As vitaminas A, B12, ácido fólico, D e os minerais cálcio e zinco em conjunto desenvolvem um papel fundamental na divisão e diferenciação celulares, processos essenciais à renovação de tecidos como a pele, cabelos e unhas. Em especial as vitaminas A, biotina, C, iodo e zinco contribuem para a integridade e função da pele e, consequentemente, sua aparência”.

A boa notícia é que a ciência da nutrição tem avançado a passos largos e hoje já há uma nova geração de suplementos que contemplam as principais necessidades do público feminino.

“Isso é essencial para enfrentar os desconfortos do climatério e, principalmente, da menopausa. As mulheres que não conseguem manter uma dieta equilibrada devem buscar ajuda médica e, diante da necessidade de suplementação, pesquisar as inúmeras opções existentes, inclusive uma mais recente na forma de gomas, que representa uma nova geração, não necessitam de água para serem ingeridas, são de fácil transporte e têm sabor agradável”, afirma o médico.

Magnoni destaca os atributos de certas vitaminas e minerais para a saúde de mulheres que estão na fase do climatério, mas também àquelas que se encontram em outras fases da vida:

vitaminas ilustração pixabay
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• As vitaminas A, C e E, além do zinco e da coenzima Q10, apresentam ação antioxidante. Desta forma, protegem o organismo da ação dos radicais livres, que causam, entre outros efeitos prejudiciais, o envelhecimento precoce.
• A transformação de carboidratos, proteínas e gorduras em elementos que as células possam utilizar em suas diferentes funções, conta com a participação das vitaminas B6, B12, ácido fólico, biotina e zinco.

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• A ação das vitaminas B6, B12, biotina, C e dos minerais cálcio e iodo, tanto individualmente, quanto em conjunto, é fundamental para a extração de energia dos nutrientes e seu aproveitamento pelas células, contribuindo para a disposição e bem-estar.
• O processo de formação, desenvolvimento e maturação dos elementos do sangue conta com a participação do ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12.

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• A presença das vitaminas A, B6, B12, ácido fólico, C, D, E e zinco em associação, favorece o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo.

Magnoni, por fim, aconselha que, aos primeiros sinais do climatério, as mulheres procurem orientação médica para auxiliá-las da melhor forma possível nessa fase da vida.

Menopausa: especialista esclarece alguns mitos e verdades

Quando o assunto é menopausa, há um certo desconforto no ar. São casos de sofrimento com os hormônios, calor, noites maldormidas. Porém, nem tudo é verdade. Para esclarecer as principais dúvidas em relação ao tema, Lorena Lima Amato, endocrinologista doutora pela Universidade de São Paulo, conta o que é mito e verdade sobre a menopausa

A menopausa faz a mulher engordar.

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Parcialmente verdade. Devido à diminuição dos níveis de estrogênio que ocorre nessa fase, há mudanças na composição corporal, o que, em geral, está, sim, associado ao ganho de peso, mas a menopausa, por si só, não é a responsável pelo excesso de peso da maioria das pacientes.

Toda mulher tem insônia na menopausa.

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Mito. Os fogachos, aquele calor muito forte relatado por algumas mulheres, podem piorar a qualidade do sono, mas isso não é unânime.

É possível se preparar para a chegada da menopausa.

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Verdade. A prática de atividade física, que leva à manutenção do peso corporal, não fumar e ter uma alimentação saudável fazem esse período de transição ser menos difícil.

A menopausa interfere na libido.

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Verdade. A diminuição dos níveis de estrogênio associada aos sintomas climatéricos, assim como outros sintomas da deficiência estrogênica como secura vaginal e, eventualmente, dor nas relações sexuais interferem sim na libido.

A menopausa sempre causa calor.

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Mito. Algumas mulheres não experimentam as famosas “ondas de calor”. Isso acontece geralmente em mulheres que estão com excesso de peso, já que o tecido gorduroso pode produzir estrogênio.

Minha mãe sofreu na menopausa, então vou sofrer também.

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Mito. Os fatores genéticos podem influenciar, gerando mais ou menos sintomas, mas não são os únicos determinantes.

Fonte: Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM) e endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria. É doutora pela USP e professora na Universidade Nove de Julho.

Menopausa: saiba como reduzir sintomas e evitar problemas mais graves

Comum a todas as mulheres, a menopausa é uma fase hormonal que pode variar de acordo com cada organismo

O período que marca o fim do ciclo menstrual das mulheres costuma ser temido por estar diretamente relacionado a uma série de desconfortos e desequilíbrios no organismo. Os sintomas, no entanto, podem ser amenos ou excessivos, e cada mulher tem seu início sintomático próprio, tento como base a data de início do ciclo menstrual.

Os primeiros indícios gerais do climatério, que são comuns a todas as mulheres, começam pela queda ou encerramento da produção dos óvulos, isto é, os períodos menstruais ficam cada vez mais escassos e espaçados, até atingir o fim da menstruação. Segundo Talitha Melo, ginecologista da clínica Penchel, os sinais básicos da menopausa são as ondas de calor, sudorese noturna, perda da menstruação, ressecamento vaginal e queda da libido.

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A saúde da mulher nessa fase fica fragilizada pelas sinapses difusas na conexão com o próprio organismo. Logo, a parte psicológica é uma das mais afetadas na saúde feminina, por estar diretamente ligada à produção de hormônios. O climatério acontece em duas etapas, a pré-menopausa e a pós-menopausa, e em cada uma delas é necessária uma maior atenção às carências psicofisiológicas.

“No início dos sintomas, aliado aos instáveis níveis de testosterona, progesterona e estrogênio no organismo, as mulheres podem ter oscilações no humor e desequilíbrios neurológicos, como crises de ansiedade, depressão e irritabilidade. Algumas mulheres também se queixam de perda do sono, cansaço, fraqueza e diminuição da libido”, afirma Talitha.

mulher tomando remedio probiotico suplemento

Durante a busca por soluções para os sintomas do climatério, em alguns casos pode ser indicado a terapia de reposição hormonal, que funciona como um inibidor geral de sintomas. Porém, a terapia é contraindicada em casos de já ter havido doenças hormonais ou provenientes de células debilitadas, como o câncer de mama. A terapia de reposição hormonal só deve ser realizada uma vez que haja acompanhamento médico, pois, com o organismo desfalcado na pré-menopausa, não pode receber uma sobrecarga abrupta de hormônios.

Nos períodos de pré e pós-menopausa é de suma importância que as mulheres se atentem ao peso. Por conta da perda da função ovariana, o déficit dos hormônios femininos pode fazer com que a mulher aumente sua gordura visceral.

“Esse ganho de peso, principalmente da adiposidade visceral, preocupa, pois tem relação direta com o desenvolvimento de doenças como: Acidente Vascular Cerebral (AVC), hipertensão, diabetes, alguns cânceres, doenças coronarianas e neurodegenerativas”, alerta Lucas Penchel, médico nutrólogo e diretor da clínica Penchel. Segundo ele, a queda do hormônio estradiol afeta, também, a perda de massa muscular e óssea.

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Foto: Peonia/MorgueFile

Do início até o final da menopausa é essencial que as mulheres reforcem seus níveis de cálcio, ferro, fibras, vitamina D e B12 e magnésio, pois, isso irá reforçar o sistema imune, endócrino e reprodutor. Os alimentos que contêm maiores níveis de cálcio e auxiliam no fortalecimento ósseo, de acordo com Penchel, são peixes, leite desnatado, espinafre, quiabo e ameixa. Já as fibras, as qualidades nutritivas podem ser encontradas em alimentos integrais, nozes, castanhas, banana e hortaliças.

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Como nessa fase é comum a queda substancial de ferro no sangue é indicado que se insira na alimentação alimentos como açúcar mascavo, uvas e damascos secos, algas, cereais integrais e vegetais escuros, como espinafre e couve. “É de extrema importância investigar se há a necessidade de repor nutrientes e qual. Contudo, com o acompanhamento correto, não há restrições de consumo e as melhorias dos sintomas da menopausa são garantidas”, afirma Lucas.

Fontes
Lucas Penchel é diretor técnico da Clínica Penchel. Nutrologia – Faculdade de Medicina da Santa Casa- SP. Medicina Esportiva – Universidade Católica de Petrópolis.
Pós-Graduando em Endocrinologia – Ipemed. Mestre em Biotecnologia da saúde. Nutrição – Faculdade Universo.
Talitha Mello: Ginecologista e obstetra. Membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Membro da Sociedade Mineira de Ginecologia e Obstetrícia.
Membro da Associação Brasileira de Cosmetoginecologia.

Ginecologista tira dúvidas sobre reposição hormonal

Quando a fase reprodutiva da mulher chega ao fim, geralmente entre 45 e 55 anos, inicia-se o processo de menopausa, caracterizado pelas ondas de calor e suores noturnos. Neste cenário, é comum recorrer a reposição hormonal, como explica Renato de Oliveira, infertileuta e ginecologista da Criogênesis.

“A menopausa, nome que se dá para a última menstruação, ocorre pela queda dos hormônios produzidos em doses adequadas pelos ovários. Desta forma, a terapia hormonal para o período após este evento, se indicada, reequilibra o organismo e possibilita uma melhora dos sintomas”, afirma o médico.

Mesmo sendo uma tendência, a reposição hormonal ainda causa muitas dúvidas. Abaixo, o especialista responde as principais questões do tema:

Todas as mulheres podem fazer reposição hormonal?

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Não. “Pacientes com câncer ou lesão suspeita na mama, acidente vascular cerebral (derrame), trombose, hipertensão arterial grave sem controle, câncer de endométrio, doença hepática grave e sangramento vaginal sem causa estabelecida não devem fazer o tratamento, pois existe aumento do risco de doenças tromboembólicas, como coágulos nas pernas, ou pulmão e acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame”, alerta Oliveira.

Quais métodos são utilizados?

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A forma mais comum é por meio de comprimidos à base de estrogênio e progestágenos. Outras alternativas incluem injeções, adesivo e gel.

Há algum efeito colateral?

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O tratamento pode causar mal-estar, sangramento uterino e alteração dos níveis pressóricos, por exemplo. Porém, tanto a indicação quanto a mudança da terapia dependem da avaliação de riscos e troca de informações entre paciente e médico.

Há outras alternativas ao tratamento com reposição hormonal?

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Para as mulheres que apresentam contraindicação, os efeitos da menopausa podem ser controlados com o uso de vitaminas e fitoterápicos. Em alguns casos, são prescritos antidepressivos e remédios para diminuírem a ansiedade, a irritabilidade e a insônia nesta fase.

Existe um tempo de duração da reposição hormonal?

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Foto: UC Health

O tempo de duração do tratamento será determinado por avaliação médica. Em geral, recomenda-se um período de até cinco anos. O ideal é que, anualmente, o ginecologista faça uma avaliação da necessidade de manutenção da terapia hormonal.

Fonte: Renato de Oliveira é formado em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com residência em Ginecologia e Obstetríciano Centro de Atenção Integral à saúde da Mulher (Caism) na Unicamp. Especialização médica em Reprodução Humana na Faculdade de Medicina do ABC. Ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis. Membro da equipe de infertilidade do Instituto Ideia Fértil. Participou de diversas publicações sobre endometriose, infertilidade e carcinoma no colo do útero.

 

Previna-se contra a osteoporose na menopausa

Se você tem tido fraturas com muita facilidade, fique atenta: pode ser um indício de osteoporose. Segundo estimativa da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), a doença acomete mais de 10 milhões de brasileiros. As projeções da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) revelam que o número anual de fraturas de quadril, relacionadas à osteoporose, (atualmente, 121.700 fraturas por ano) deverá atingir 140 mil pessoas, até 2020.

A doença causa a diminuição da massa óssea, resultando em ossos frágeis e porosos. O curioso é que a osteoporose não causa dor, ou seja, muitas pessoas só a descobrem quando há alguma fratura. Quem está mais propício ao problema é a mulher (apesar de que alguns homens também podem ser acometidos), sendo que o tipo mais comum da doença ocorre depois da menopausa, que é o último período menstrual, identificado após 12 meses de amenorreia (ausência de menstruação). Ocorre, em geral, entre os 45 e 55 anos.

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Segundo Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana pela Santa Casa, e especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo; neste período, a queda do hormônio estrogênio leva a uma diminuição da densidade óssea (osteopenia/osteoporose), pois o estrogênio ajuda a preservar os ossos.

Mas como evitar a osteoporose?

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Em primeiro lugar, de acordo com a ginecologista, conhecendo os fatores de risco. Dentre eles, destacam-se o tabagismo, a idade mais avançada, a dieta (alimentação rica em proteína e sal, e alimentação pobre em leite e derivados, principalmente na adolescência, quando o osso atinge o “pico de massa óssea”), baixo peso, medicações (o uso de corticoides e anticonvulsivantes, aumentam a chance de perda óssea) e doenças que interferem na absorção intestinal, como doença celíaca (intolerância ao glúten), por exemplo. Outra grande aliada da osteoporose é a falta de atividade física, incluindo exercícios aeróbicos e musculação.

“Para descobrir se você tem osteoporose é preciso fazer o exame de densitometria óssea, que mede a densidade do osso. O tratamento não é complicado, mas envolve uma série de cuidados como a reposição adequada dos níveis de cálcio (seja por dieta ou medicação), a reposição de vitamina D, além de medicações que vão atuar diretamente no osso, estimulando a formação óssea ou inibindo seu desgaste”, explica Karina.

Para quem faz uso de medicamentos que possam causar a osteoporose, fica o alerta: não deixe de fazer a prevenção, buscando periodicamente o acompanhamento médico. “Lembre-se de que os ossos são fundamentais para a sustentação do nosso corpo, além de servirem de proteção a muitos órgãos”.

Qual é a melhor escolha para fortalecer o assoalho pélvico?

Você sabia que a perda involuntária de urina é uma das maiores queixas de mulheres, especialmente na fase pós-menopausa? A chamada incontinência urinária, associada ou não ao esforço, atinge cerca de 20% delas em algum momento da vida. Isso acontece em decorrência de alterações no assoalho pélvico, região formada por músculos que sustentam útero, vagina, bexiga e reto.

“Há muitas mulheres que associam esse quadro à maturidade, como se ele fosse natural após determinada idade. No entanto, isso não é fato. É preciso buscar um especialista que solicitará exames específicos para diagnosticar o problema e orientar sobre a melhor de tratamento”, constata o médico Luiz Gustavo Oliveira Brito, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Uroginecologia e Cirurgia Vaginal, da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Há outros problemas relacionados à fragilidade do assoalho pélvico, como prolapso genital, popularmente conhecido como bexiga caída ou bola na vagina (é caracterizado pela perda de sustentação dos órgãos da região pélvica), incontinência fecal, ou perda de fezes de forma não voluntária (é decorrente principalmente do estiramento de um músculo específico no momento do parto) e dor pélvica crônica (dor na base da barriga quando ocorre por mais de seis meses). Há tratamentos eficientes para melhorar o quadro e oferecer mais qualidade de vida à paciente.

Conheça as indicações de cada um:

Dieta alimentar

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“Estudos comprovam que ao eliminar 5% do peso corporal há uma redução de 40% a 50% de episódios de perda não desejada de urina. A melhora é significativa e interessante principalmente para mulheres idosas que acreditam que isso não seria um problema, mas sim uma questão natural relacionada ao envelhecimento. Nós gostamos de deixar bem claro que, na verdade, perder urina não é normal em nenhuma idade e necessita de tratamento”, avisa o médico.

Cirurgia

Na verdade, não existe um método que seja 100% eficaz para qualquer tipo de incontinência. Mesmo a melhor das cirurgias (a escolha da técnica dependerá da gravidade do problema, do tipo de incontinência, bem como da experiência do médico e da concordância da paciente) promete uma taxa de cura de 90 a 95%, mas não mais do que isso. “Quando a mulher se submete a uma cirurgia para aquele tipo de perda urinária, à qual chamamos de incontinência urinária de esforço, ela precisa estar ciente de que existe uma taxa de falha. E com o passar do tempo, esse risco pode aumentar, pois alguns fatores influenciam o retorno do problema, como ganho de peso ou algumas doenças que afetam o sistema urinário”, alerta o Dr. Luiz Gustavo Oliveira Brito.

Laser

É uma técnica razoavelmente nova e pesquisas mostram mais benefícios nos casos de atrofia genital. Isso ocorre na menopausa e a mulher percebe ressecamento vaginal que pode gerar coceira, falta de lubrificação no momento do sexo, ardência, incômodo e incontinência urinária. De acordo com o especialista, neste caso, para pacientes que não podem utilizar terapia hormonal de nenhuma forma, incluindo a tópica, o laser é uma opção. “No entanto, se o problema for perda de urina, especificamente, há poucos trabalhos já realizados comprovando que essa tecnologia funciona. Os resultados apontam para uma alternativa interessante, porém ela ainda carece de um número maior de estudos”, afirma.

Exercício

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Desenho: healthyandnaturalworld

A fisioterapia é indicada para mulheres que apresentam alteração na condição muscular local. A avaliação é feita pelo exame de toque e mostra o quanto a mulher contrai e segura essa musculatura. Caso ela não tenha força de contração adequada, alguns exercícios podem ser realizados em casa para fortalecimento da região. Os mais comuns são chamados de exercícios de Kegel. A técnica consiste basicamente em uma série de contrações que podem ser realizadas pela mulher em qualquer local ou momento do dia.

Medicamento

Auxilia no combate da incontinência de urgência (perda de urina depois de uma vontade subida de urinar) ou apenas a urgência urinária – as duas formas são conhecidas como bexiga hiperativa. A medicação atua bloqueando a contração muscular involuntária. É bom salientar que esse problema pode ser agravado pelo frio, consumo de cigarro, bebida gasosa, café e por situações estressantes.

Injeção de toxina botulínica

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Indicada para bexiga hiperativa, a substância é aplicada nos músculos da parede da bexiga, paralisando-os e impedindo que se contraiam involuntariamente. Os efeitos duram, em média, nove meses. Depois é necessário refazer a aplicação. Apresenta ótimos resultados.

Fonte: Febrasgo

 

Sintomas da menopausa podem ser tratados com aromaterapia

Óleos essenciais podem ser ferramentas práticas e naturais

De acordo com o livro “Aromaterapia Clínica” de Jane Buckle, doutora em Medicina Complementar pela Universidade de Exeter e Mestre em Aromaterapia Clínica pela Universidade de Middlesex, ambas na Inglaterra, a menopausa é a cessação natural da fertilidade de uma mulher e faz os níveis de estrógeno caírem entre 40% a 60% e os de progesterona caírem para quase zero, em relação ao período pré-menopausa.

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Os sintomas mais comuns, causados por essa queda de produção de hormônios, são ondas de calor, suores noturnos, perturbações de sono, depressão, perda de energia e perda de concentração. Por isso, muitas mulheres buscam a terapia de reposição hormonal, principalmente por conta dos suores noturnos e ondas de calor, entretanto estudos mostram que quase dois terços delas interrompem o tratamento durante os primeiros 2 anos devido ao ganho de peso e aos efeitos colaterais não desejados como, por exemplo, o inchaço.

É nesse momento que o uso da aromaterapia no tratamento dos sintomas pode ser uma ótima opção natural. “Existem muitos estudos científicos publicados sobre a aromaterapia e o tratamento dos sintomas da menopausa com óleos essenciais aplicados topicamente, usualmente na forma de massagem, com resultados excelentes descritos no livro de Jane Buckle”, afirma Maria Aparecida das Neves, referência em aromaterapia no Brasil e CEO do Grupo Essence.

Segundo a especialista, óleos essenciais como lavanda, rosa, gerânio, jasmim, cipreste, sálvia-esclareia, hortelã-pimenta, ylang-ylang, camomila-romana, entre outros, foram utilizados nos estudos, que comprovaram uma redução na severidade dos sintomas. “Na maioria deles, foi usada uma mistura de óleos essenciais de lavanda, rosa, gerânio e jasmim na forma de massagem nas costas, pernas, peito e pescoço, porém há registros de resultados positivos também na utilização dos óleos como spray de hidrossol no rosto, pescoço e ombros durante uma onda de calor, além de compressas ou banho diário”, afirma Maria Aparecida.

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A principal dica é a de alternar a mistura de óleos essenciais para prevenir que o corpo se acostume com a bioquímica de cada um, já que há inúmeras combinações de cerca de 20 óleos que podem ser muito terapêuticas para os sintomas da menopausa. “Também é importante ter precauções com o uso dos óleos, que apesar de naturais, se utilizados de forma incorreta, podem causar irritações ou reações adversas. Por isso é muito importante buscar a ajuda de um profissional capacitado em aromaterapia”, alerta Neves.

Fonte: Grupo Essence

Menopausa e climatério, você sabe a diferença?

A vida da mulher é marcada por alterações hormonais que caracterizam ciclos em sua existência, e o climatério é a etapa que reflete o fim de sua fase reprodutiva. Segundo a médica Fernanda Freire, ginecologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, é comum as pessoas confundirem a menopausa com o climatério, sendo mais difícil entender e participar do tratamento.

Abaixo, a especialista responde a sete questões sobre o assunto:

Qual a diferença entre menopausa e climatério?

menopausa mulher bicicleta

“O climatério é o processo que caracteriza o fim do menacme, que é o período fértil da mulher, sendo uma endocrinopatia natural do organismo, dividida em três fases: a pré-menopausa, a perimenopausal e a pós-menopausa”, explica.

Como funcionam essas fases?

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Segundo Fernanda, o climatério começa na pré-menopausa, momento onde o corpo já passa os primeiros sinais de esgotamento dos folículos ovarianos e ocorre a redução da produção de estradiol. “Essa etapa vai até a menopausa, e é marcada por sintomas típicos, como calorões ou fogachos, entre outros, por exemplo”, frisa.

O período perimenopausal, por sua vez, é um meio termo antecessor e sucessor da menopausa, onde existe irregularidade na menstruação, além de uma alteração hormonal maior, com mais sintomas. Já a menopausa, de acordo com a especialista, tem duração de aproximadamente dois anos e é o espaço entre a última menstruação da mulher e a pós-menopausa, que vai até a senilidade.

Quais são as causas deste processo?

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“A causa é a diminuição da função dos ovários, que pode ocorrer em idade que independe. Além de relacionados à fertilidade, os ovários também produzem uma série de hormônios que entram em baixa nessa fase, um tipo de endocrinopatia natural”, ressalta a ginecologista.

Quais os sintomas do climatério?

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A especialista explica que os sintomas estão relacionados a cada fase, sendo que os sinais que identificam o começo do climatério são:

=Secura vaginal, acarretando coceira na vagina, perda de urina e dor à relação sexual;
=fogachos (calores);
=tontura, perda de memória, fadiga e insônia;
=sintomas depressivos e irritabilidade;
=diminuição da libido;
=perda de massa óssea;
=aumento do risco para doenças cardiovasculares.

Com que idade ocorre?

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De acordo com a médica, o climatério começa normalmente por volta dos 40 anos, e a menopausa ocorre entre 45 e 55 anos, dependendo de cada caso. “Quando acontece antes dos 40 anos, nós chamamos de menopausa precoce”, esclarece.

Existe tratamento?

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“O tratamento é feito com reposição hormonal, que deve ocorrer no momento certo e deve ser feito com acompanhamento médico”. A especialista acrescenta que o tratamento visa reduzir os sintomas que afetam a qualidade de vida da mulher, e pode ser feito via oral, tópica ou vaginal.

Toda a mulher passa por esta fase?

rejuvenescimento envelhecimento

“Sim, é inevitável, mas cada uma tem sua própria percepção neste período delicado e nem todas apresentam os sintomas, além das que não necessitam da terapia hormonal”, conta.

Ainda segundo as indicações da ginecologista, o importante é manter uma rotina constante de visitas ao especialista, que saberá instruir para a melhor forma de passar por este período.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

Ortopedista do HCor alerta para os riscos da osteoporose

Em prol do Dia Mundial da Osteoporose, celebrado no dia 20 de outubro, o Prof. Dr. Gilberto Camanho orienta como prevenir a doença que, no Brasil, provoca uma fratura a cada três segundos

Silenciosa e assintomática, a osteoporose já atinge cerca de 10 milhões de pessoas em todo o país. Idosos, principalmente mulheres na pós-menopausa, são as pessoas que mais sofrem com a doença, cujo efeito provoca um enfraquecimento progressivo dos ossos, o que acaba causando múltiplas fraturas. Tanto que, de acordo com dados da International Osteoporosis Foundation (IOF), a doença é responsável por mais de nove milhões de fraturas por ano no país, cuja incidência já é de uma a cada três segundos.

“O principal objetivo da prevenção e do tratamento da osteoporose é justamente evitar a ocorrência de fraturas. Afinal, quando uma pessoa em idade avançada quebra algum dos ossos a sua recuperação costuma ser bastante difícil e dolorosa. Isso sem contar que, em casos de fratura no quadril, há o risco de que o idoso fique incapacitado e restrito a uma cadeira de rodas”, diz o ortopedista do HCor, Prof. Dr. Gilberto Camanho.

Pratique atividade física

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Para contribuir com a prevenção do problema, o médico aponta algumas importantes iniciativas. A primeira delas é a prática de exercícios. Além de evitar a perda de massa óssea causada pela osteoporose, a atividade ajuda a fortalecer e alongar os músculos das costas, reduzindo o problema. “A maior parte dos exercícios indicados em casos de osteoporose são leves e podem ser praticados em casa, depois de serem ensinados por um fisioterapeuta”, acrescenta o ortopedista.

Distribua o peso

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Foto: 123rf

Outra dica importante de Camanho é que os idosos procurem executar os seus afazeres diários da maneira correta. Ou seja, sabendo que, caso tenham que carregar peso, é preciso distribuí-lo pelo restante do corpo, sem concentrá-los em um único membro ou na coluna, já que, devido a ação da osteoporose, ficam fragilizados e podem sofrer fraturas. “Ao carregar peso, é importante flexionar os joelhos antes de levantar cargas maiores, por exemplo. Porém, quando algo for pesado demais, ou a coluna já tiver um grau mais intenso de fragilidade, a melhor opção é sempre pedir ajuda ou evitar carregar peso. Isso pode prevenir acidentes e novas fraturas”, aconselha o ortopedista.

Combata os fatores de risco

Camanho ainda acrescenta que, para prevenir a osteoporose, é necessário ficar atento aos fatores de risco para a doença. Entre os mais relevantes estão idade avançada, ocorrência prévia de fratura, tabagismo, alcoolismo, uso de corticoides, artrite reumatoide e vida sedentária. Por isso, o médico aponta algumas medidas que, além de combater todos estes fatores de risco, podem contribuir com um estilo de vida mais saudável. Entre elas estão:

mulher comendo iogurte

=Consuma laticínios, frutas, legumes, folhas verdes e grãos, pois eles são ricos em cálcio;

=Procure praticar atividades físicas durante 30 minutos diários no mínimo. A prática de esportes fortalece os ossos;

=Fumantes chegam a perder cerca de 1% de massa óssea por ano. Por isso, evite cigarros;

=Homens costumam carregar mais peso que as mulheres. Por isso, eles precisam evitar exageros e tomar cuidado com quedas, já que todos esses fatores também comprometem a saúde dos ossos;

Osteoporosis 1a

=Acima dos 50 anos, as mulheres têm mais chances de desenvolver osteoporose em função da queda da produção de estrogênio causada pela menopausa. Por isso, quando se chega nessa idade, é importante realizar uma densitometria óssea;

=Procure tomar sol diariamente por pelo menos 20 minutos. Ao contrário do que se acredita, a melhor parte do dia para sintetizar vitamina D é entre às 11 e 12 horas, quando o sol está bastante forte. Contudo, evite excessos, já que a intensidade dos raios solares neste horário pode representar riscos à saúde. Use protetor solar. Na impossibilidade de tomar sol, suplementos de vitamina D podem e devem ser usados, após avaliação e prescrição de um médico;

=Se alguém da família tiver osteoporose, vale a pena ficar atento. Traços hereditários podem favorecer o aparecimento da doença. Por isso, é importante realizar um exame de densitometria óssea, a partir 45 anos de idade;

=Beba água ou suco natural de frutas. Refrigerantes e bebidas alcoólicas causam perda de massa óssea;

menopausa mulher bicicleta

=Manter hábitos saudáveis.

Fonte: HCor