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Redobre os cuidados com a pele durante a menopausa para combater os sinais do envelhecimento

Além dos sintomas como irritabilidade, cansaço, perda de massa muscular e calor causados pela queda do estrogênio, menopausa também torna a pele mais ressecada, fina, sensível e, consequentemente, mais propensa a sofrer com o envelhecimento precoce

O envelhecimento é um processo que ocorre com todos nós, sendo marcado por uma série de modificações no funcionamento do organismo. Por exemplo, uma das principais alterações que afetam o corpo da mulher devido ao envelhecimento é a menopausa.

“Geralmente ocorrendo após os 50 anos, mas podendo afetar algumas mulheres precocemente, a menopausa é caracterizada pela suspensão definitiva da menstruação com consequente queda na produção de estrogênio. Como resultado, a mulher passa a apresentar uma série de sintomas, incluindo irritabilidade, mudanças drásticas de humor, sudorese excessiva, cansaço intenso, ondas de calor e perda de massa óssea e massa magra”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU Saúde.

Além disso, a pele também é afetada. Segundo Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, devido à menopausa, ocorre uma diminuição na produção de ácido hialurônico e das fibras de colágeno e elastina. “Isso favorece o ressecamento do tecido cutâneo e acelera o surgimento dos sinais de envelhecimento da pele, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e perda de firmeza, elasticidade e volume”, afirma o dermatologista.

A má notícia, de acordo com Eloisa, é que não existem métodos para se prevenir ou retardar a menopausa, visto que é definida geneticamente. Mas, quem deseja combater os efeitos da menopausa na pele, pode apostar no reforço da rotina skincare.

“Inicie pela limpeza, que, em peles maduras, deve ser realizada com produtos mais suaves que não causem agressões na pele ou removam excessivamente a barreira de proteção do tecido cutâneo, o que pode agravar ainda mais o ressecamento e tornar a pele mais suscetível a danos”, aconselha Cassiano. Em seguida, aposte na hidratação com produtos formulados com ativos capazes de fortalecer a barreira da pele e segurar a molécula de água no tecido cutâneo.

“É indicado também o uso de substâncias com propriedades antioxidantes e rejuvenescedoras, incluindo o retinol, a vitamina C, o resveratrol e os alfa-hidroxiácidos. Mas, mesmo durante a menopausa, o fotoprotetor segue sendo o principal método de combate ao envelhecimento cutâneo, lembrando que o produto deve conter FPS 30, no mínimo, e ser aplicado todos os dias pela manhã após o hidratante, com reaplicação necessária a cada duas horas”, destaca o médico.

Vale ressaltar ainda que, na menopausa, a pele da mulher é mais sensível por ser mais fina e ressecada. Então, o cuidado na escolha dos produtos deve ser redobrado, evitando aqueles cosméticos que possam causar irritação, vermelhidão, coceira e descamação do tecido.

“Entre as substâncias irritantes, as fragrâncias figuram entre as principais vilãs, já que favorecem a desidratação e comprometem a integridade da barreira protetora da pele”, alerta o especialista. “No geral, o recomendado é sempre escolher produtos hipoalergênicos e naturais, além de livres de fragrância. No geral, quanto mais forte o cheiro de um cosmético, maiores as chances de ele causar irritações, alergias e dermatites”, diz o médico

Além disso, é interessante investir em hábitos saudáveis que auxiliem na manutenção da saúde do organismo, amenizando os sintomas da menopausa não apenas na pele, como no organismo como um todo. “Por exemplo, invista em uma alimentação equilibrada rica em vegetais, frutas e legumes, principalmente aqueles com propriedades antioxidantes, e evite alimentos industrializados e o consumo excessivo de sal e açúcar. Além disso, tenha boas noites de sono, consuma pelo menos dois litros de água por dia, pratique exercícios físicos regularmente e evite fumar e ingerir álcool”, recomenda Eloisa.

Em mulheres que sofrem demais com a queda hormonal, é possível também apostar na reposição hormonal para reduzir os sintomas da menopausa. “Realizada através de administração vaginal, oral ou transdérmica, a reposição de estrogênio em baixas doses ajuda a restabelecer o equilíbrio do organismo para que a mulher se adapte mais facilmente ao período da menopausa. Porém, esse tipo de tratamento deve ser prescrito por um ginecologista, já que é contraindicado para pacientes com câncer em atividade, que possuem predisposição à doença ou que sofrem de alterações nas mamas”, alerta a especialista.

Por sua vez, mulheres que já passaram pela menopausa e apresentam sinais de envelhecimento acentuado podem apostar em procedimentos estéticos, como o preenchimento de ácido hialurônico, que, segundo Cassiano, confere volume ao rosto, reduz a aparência de rugas e linhas de expressão e estimula a produção natural da substância pelo organismo, tornando a pele mais hidratada e combatendo o ressecamento. “Os bioestimuladores de colágenos também são interessantes por hidratarem profundamente e estimularem a neocolagênese, aumentado assim a firmeza e a elasticidade da pele para combater flacidez e rugas”, afirma.

Por fim, é importante ressaltar que a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorrerá em todas as mulheres em algum momento da vida. Por isso, ao notar os sintomas da queda hormonal, o mais importante é que você visite um médico ginecologista, que poderá dar orientações para que você passe por essa nova fase de sua vida da forma mais tranquila possível. Além disso, vale a pena também consultar seu dermatologista, que poderá rever as necessidades de sua pele para recomendar a melhor rotina de cuidados ou indicar os tratamentos mais adequados para combater os sinais do envelhecimento.

Fontes:

Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão. Faz parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.
Daniel Cassiano é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Cofundador da clínica GRU Saúde, formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Doutorando em medicina translacional também pela Unifesp. Professor de Dermatologia do curso de medicina da Universidade São Camilo.

Menopausa: entenda o que é este fenômeno fisiológico e as mudanças que ele traz

Processo natural do organismo feminino, menopausa causa diversas modificações no corpo da mulher, que vão desde ressecamento da pele, cabelos e genitais até instabilidade emocional. Ginecologista explica a causa desse evento e aponta métodos para diminuir os sintomas

Conforme envelhecemos, nosso organismo passa por uma série de alterações que afetam o corpo. Na mulher, uma dessas alterações é a menopausa, caracterizada pela suspensão definitiva da menstruação.

“A condição é diagnosticada após um ano do último evento de sangramento menstrual da mulher, podendo ser subdividida em períodos a partir desta fase. Durante a menopausa, algumas mulheres são assintomáticas e não se queixam de nenhuma intercorrência. Porém, a grande maioria pode apresentar sintomas físicos, comportamentais, emocionais e psicológicos causados pela queda hormonal”, explica Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

A mulher pode identificar que entrou na menopausa ao notar sintomas como ganho de peso, principalmente na região abdominal, insônia, ondas de calor, sudorese noturna e alteração do humor com instabilidade emocional.

“Geralmente ocorrendo após os 50 anos, mas podendo acontecer antes em casos de falência ovariana prematura, ou seja, quando a mulher deixa de ovular precocemente, a menopausa gera uma série de modificações no organismo da mulher, que acontecem principalmente devido à queda na produção de estrogênio, incluindo perda de massa óssea e massa magra, cansaço, diminuição do colágeno e ressecamento da pele e cabelos, com consequente acentuação dos sinais de envelhecimento. Além disso, o emocional da mulher tende a ficar extremamente abalado, visto que deixa de apresentar a mesma aparência e feminilidade que tinha anteriormente”, destaca a médica.

A queda de estrogênio na menopausa afeta principalmente a região íntima da mulher e, consequentemente, sua vida sexual. “A diminuição dos hormônios femininos leva à atrofia vaginal e redução da libido e da lubrificação do genital, fatores que afetam diretamente o bem-estar da mulher, visto que, na região íntima, uma mucosa atrofiada e sem lubrificação pode causar dor e desconforto durante a relação sexual, sangramento, ardência, corrimentos e até mesmo infecções urinárias de repetição”, explica a ginecologista.

De acordo com a especialista, com a diminuição hormonal e desconhecimento de sua nova identidade física devido à menopausa, a mulher também pode perceber o envelhecimento de uma forma mais conturbada, transferindo essa insatisfação para seu relacionamento sexual. “A falência ovariana também faz com que a mulher se torne incapaz de engravidar, salvo em casos em que se tenha realizado ovodoação prévia ou congelamento dos óvulos.”

A má notícia é que não existem métodos para se prevenir ou retardar a menopausa, visto que é definida geneticamente. Porém, esse processo de alterações hormonais tem fim, o que ocorre por volta 65 anos, quando a mulher entra no período senil e os sintomas e desconfortos consequentes da baixa hormonal se encerram.

Além disso, para as mulheres que sofrem demais com a queda hormonal é possível reduzir os sintomas da menopausa por meio da reposição de estrogênio em baixas doses por administração local (vaginal) ou sistêmica (oral e transdérmica). “A reposição hormonal restabelece a função orgânica, melhorando a sintomatologia da menopausa e, consequentemente, a adaptação da mulher a essa nova fase de sua vida”, ressalta Ana.

“Porém, o tratamento com hormônios é contraindicado para pacientes oncológicas ou com histórico de câncer, com patologias que não permitem associação hormonal ou que sofrem de alterações mamográficas e bioquímicas. O medo e o desejo da paciente também possuem grande influência na hora do médico prescrever a reposição hormonal.”

Os sintomas da menopausa também podem ser mascarados com terapia cognitiva comportamental e hipnoterapia, métodos alternativos ao tratamento hormonal que têm se mostrado muito promissores. “Por fim, é importante ressaltar que a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorrerá em todas as mulheres em algum momento da vida. Por isso, ao notar os sintomas da queda hormonal, o mais importante é que você visite um médico ginecologista, que poderá dar orientações para que você passe por essa nova fase de sua vida da forma mais tranquila possível”, finaliza.

Fonte: Ana Carolona Lúcio Pereira é ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005.

Climatério: severidade das ondas de calor aumenta risco de eventos cardiovasculares

60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores

É a severidade e não a frequência das ondas de calor do climatério, o famoso fogacho, que aumenta o risco de eventos cardiovasculares, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Essa foi a principal descoberta de um estudo publicado esse ano, no American Journal of Obstetrics and Gynecology.

O estudo reuniu dados de 23 mil mulheres por meio da análise de seis estudos prospectivos, fruto de uma colaboração internacional, liderada pela Universidade de Queensland, na Austrália. Segundo Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, cerca de 60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores, como os fogachos e suor noturno.

“Esses sintomas costumam se acentuar dois anos antes da última menstruação (menopausa), com um pico de um ano após a menopausa. Em média, esses incômodos podem durar até sete anos. Além de afetar a qualidade de vida, aumentam o risco de eventos cardiovasculares”.

O que o estudo mostrou de interessante é que o risco de problemas cardiovasculares aumenta de acordo com a severidade das ondas de calor e dos suores noturnos.

“Mesmo que a mulher tenha uma frequência maior desses sintomas, a severidade é o que realmente faz a diferença quando se fala de maior probabilidade de ter um AVC ou um infarto, por exemplo”, comenta Cavalcante.

Início precoce ou tardio

Outra descoberta dos pesquisadores é o que risco de eventos cardiovasculares também é maior nas mulheres que apresentaram esses sintomas precocemente (muito tempo antes da menopausa) ou tardiamente (muito tempo depois da menopausa).

Janela de oportunidade

Infelizmente, não há evidências científicas sólidas sobre hábitos que possam prevenir os sintomas vasomotores no climatério. “Entretanto, quanto mais saudável a mulher chegar a essa fase, melhor. Inclusive porque aquelas com doenças cardiovasculares prévias têm contraindicação para realizar a terapia hormonal (TH)”, comenta o médico.

“Atualmente, o consenso sobre a indicação da TH aponta que deve ser iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa, no que chamamos de ‘janela de oportunidade’. Mas, a TH só pode ser prescrita para mulheres saudáveis e sem doenças cardiovasculares”, explica o especialista.

A TH indicada nessa janela não só alivia os sintomas vasomotores, como também reduz o risco cardiovascular.

Alternativas aos hormônios

Stock Photos

De acordo com Cavalcante, existem alternativas para as mulheres que possuem contraindicação ou que não desejam usar a TH. “Os estudos mais recentes apontam que o tratamento com alguns fármacos de uso psiquiátrico, como antidepressivos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), ISRN (inibidores seletivos da recaptação de serotonina-norepinefrina) e a gabapentina (anticonvulsivante) são eficazes em reduzir os sintomas vasomotores”, cita o ginecologista.

Por outro lado, fitoterápicos e acupuntura são terapias controversas, com estudos de menor consistência.

Quanto ao estudo citado no início do texto, o recado é claro: mulheres com quadros mais severos de sintomas vasomotores no climatério e na pós-menopausa devem ser monitoradas mais de perto.

“Isso significa fazer check-up com maior frequência, bem como reduzir os fatores de risco preveníveis, como obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial e hipercolesterolemia”, encerra o médico.

Fonte: Edvaldo Cavalcante é médico ginecologista e obstetra, mestre e Doutor em Ginecologia, graduou-se em Medicina pela Universidade de Santo Amaro (UNISA–SP), realizou Residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS, em São Paulo; Especialização em Endoscopia Ginecológica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPM-SP) e capacitação em Cirurgia Robótica no Intuitive Surgical Training Center, na Flórida (EUA). Possui títulos de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia; Especialista em Videolaparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Inhame é alternativa natural ao tratamento dos sintomas da menopausa

Nutricionista Adriana Stavro destaca os benefícios do tubérculo, também conhecido como cará

Muitas mulheres buscam alternativas às terapias hormonais para o tratamento dos sintomas da menopausa para amenizar os efeitos associadas a queda dos estrógenos, que causam fogachos, desordens do sono, dor nas articulações, instabilidade de humor, cefaleias e pode levar ao aparecimento de doenças como osteoporose, hipertensão e depressão.

Entre as opções mais populares está o inhame (Dioscorea villosa). A raiz do tubérculo contém um fitoestrógeno chamado diosgenina, uma substância vegetal que tem estrutura similar ao estrogênio humano. Estudos mostram que o consumo diário, é uma alternativa natural ao tratamento na melhora dos sintomas da menopausa.

Algumas sugestões de consumo:

Bernadette WurzingerPixabay

· Salada: cozinhar, ralar, e temperar com azeite, sal e limão. Acrescentar outros vegetais a gosto.

· Suco: cozinhar, descascar, ralar e adicionar em sucos de frutas.

Katharina Klinski/Pixabay

· Cozido: cozinhar sem casca, inteiro ou em pedaços, no vapor ou na pressão e temperar com azeite, cebolinha, salsinha e gengibre a gosto. Pode servir acompanhando uma proteína grelhada.

Chá de inhame

Foto meramente ilustrativa

Ingredientes
· casca de 1 inhame (bem lavada e higienizada)
· 250 ml de água filtrada.

Modo de preparo:
Leve a casca já lavada e higienizada com a água em um bule para chá e deixe ferver por cerca de 5 minutos. Tampe e deixe em infusão até esfriar. Sirva em seguida coado. Tomar 1 xícara ao dia.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Linha Vitasay50+ ganha novos itens

Pensando em manter a vitalidade e qualidade de vida do público 50+, a marca apresenta três novos produtos: Vitasay50+ Vitaly, Vitasay50+ Serenne e Vitasay50+ Pró Ômega 3

O corpo humano requer cuidados específicos em cada fase da vida e, com a chegada dos 50 anos, algumas vitaminas e minerais podem precisar de suplementação para que o organismo continue funcionando plenamente. Vitasay50+, linha de suplementos alimentares especialista nesta faixa etária, produziu fórmulas com concentrações adequadas de vitaminas, minerais e outros nutrientes. Em 2020 Vitasay50+ traz para o mercado três novos produtos para auxiliar na melhora da libido, humor e qualidade do sono e também manter a saúde do coração.

Conheça os lançamentos:

Vitasay50+ Vitaly: energia e vigor da maca peruana com guaraná associado a vitaminas e minerais. Com a chegada da menopausa, as mulheres podem sofrer uma queda na libido, principalmente por fatores hormonais. A proposta de Vitaly é justamente atender as queixas destes sintomas.

Vitasay50+ Serenne: o sono é vital para o corpo humano, sendo importante para renovar as energias, regular o metabolismo e, liberar hormônios essenciais, como a serotonina, responsável pela sensação de prazer. No entanto, assim como outras características do corpo, o sono muda com a idade, se tornando motivo de preocupação para adultos maduros, que passam a acordar com mais frequência à noite. Por isso, Vitasay50+ Serenne combina o aminoácido triptofano com as vitaminas B3, B6 e ácido fólico. O triptofano auxilia na produção de serotonina, melhorando o humor e a qualidade do sono.

Vitasay50+ Pró Ômega 3: segundo a OMS, em 2015 as doenças cardiovasculares representaram 31% de todas as mortes em nível global, e o ômega 3 pode ser um grande aliado para manter a saúde do coração em dia. Com a tecnologia Low Reflux, patenteada na Europa que proporciona um menor sabor residual de peixe após o consumo, Vitasay50+ Pró Ômega 3, traz 2.000mg de óleo de peixe.

“Estamos constantemente observando as principais necessidades do nosso público, que já supera os 54 milhões de pessoas no Brasil. Vitasay50+ tem como propósito ajudar mulheres e homens que chegaram aos 50 anos a viver com vitalidade essa fase da vida. Muitos já criaram os filhos, a base de toda uma vida, e agora quando começam a ter mais tempo para aproveitar, empreender e viajar, a saúde do corpo precisa acompanhá-los”, comenta Jurema Aguiar de Araujo, Diretora de Marketing da Hypera Pharma.

A linha Vitasay50+

A linha completa de Vitasay50+ tem formulações e concentrações adequadas de vitaminas e minerais. A linha conta com cinco formulações, além dos lançamentos acima:

• Vitasay50+ A-Z Homem – Energia E Concentração
• Vitasay50+ A-Z Mulher- Energia E Disposição
• Vitasay50+ Vitaly- Auxilia na melhora da Libido
• Vitasay50+ Serene – Humor e qualidade do sono
• Vitasay50+ Pró Ômega 3 – Ômega

Informações: Vitasay

Yoga hormonal: o que é e como funciona?

Por: Caroline Schwab

A yoga hormonal é uma forma energética de yoga em combinação com exercícios de energia tibetana. Destina-se a prevenir e neutralizar os sintomas da menopausa, mas também pode ajudar com outras formas de desequilíbrios hormonais.

A série de exercícios da yoga hormonal é composta de asanas (posturas) que atuam diretamente nas glândulas e órgãos produtores de hormônios femininos, como os ovários e a tireoide.

Os exercícios de respiração e a subsequente orientação energética às glândulas hormonais reforçam esse efeito.

Para que você possa entender mais sobre a yoga hormonal e como ela funciona, eu preparei o artigo de hoje sobre o assunto. Confira!

De onde vem a yoga hormonal?

A brasileira Dinah Rodrigues (nascida em 1927) desenvolveu a yoga hormonal. Ela é uma filósofa e psicóloga qualificada e pratica e ensina yoga há mais de 40 anos.

Graças à prática intensiva de hatha yoga, ela conseguiu superar a menopausa sem sintomas e, subsequentemente, desenvolveu a yoga hormonal em 1992.

Em 1993, ela conduziu um estudo para comprovar cientificamente os efeitos da yoga hormonal nos sintomas de desequilíbrio hormonal.

O estudo mostrou que essa terapia pode aumentar os níveis de hormônio em até 200% por meio da prática regular. Partes do estudo e estudos de caso podem ser encontradas em seu livro “Hormon-Yoga”.

Como funciona a yoga hormonal?

Pexels

A yoga hormonal funciona por meio de uma combinação inteligente de asanas, ou seja, posturas, respiração e gerenciamento de energia. Esta combinação muito especial e muito eficaz distingue claramente a yoga hormonal de outros estilos de ioga.

Essa terapia é baseada na orientação do Prana – a energia vital que flui pelo nosso corpo. Os exercícios hormonais de yoga ativam o prana e usam a visualização para direcioná-lo às glândulas hormonais, como a tireoide, as suprarrenais e os ovários.

Para este propósito, a respiração Ujjayi é praticada em asanas selecionados. A combinação de asanas e respiração ajuda a ativar a prana rapidamente e, ao mesmo tempo, a massagear e estimular as glândulas hormonais relevantes.

Os chamados bandhas, bloqueios corporais, são ajustados de forma que a energia liberada permaneça no corpo. Além disso, é usada uma forma tibetana de controle de energia, com a qual o prana é enviado especificamente para as áreas desejadas do corpo.

Como o estresse é muito prejudicial à produção dos hormônios femininos estrogênio e progesterona, os exercícios de relaxamento também são uma parte importante de qualquer prática de yoga hormonal.

Essa terapia hormonal é um sistema holístico e, além da produção de hormônios, tem um efeito positivo no metabolismo, no sistema imunológico e na circulação.

A longo prazo, o aumento da produção de hormônios também pode prevenir doenças como a osteoporose ou doenças cardiovasculares.

De fato, com a yoga hormonal, encontramos uma combinação de diferentes técnicas de diferentes tradições. Essa combinação é o que torna a yoga hormonal tão eficaz. A adição de técnicas de relaxamento e exercícios de meditação completam o sistema perfeitamente.

Quais são os benefícios?

Foto: Jenia Nebolsina/Pixabay

De fato, há uma grande variedade de motivações que levam as mulheres à essa terapia. As mulheres jovens muitas vezes fazem a yoga hormonal com o obejtivo de que a prática as ajude a engravidar ou para amenizar problemas menstruais ou de ciclo.

A yoga hormonal é adequada para muitas mulheres. Você pode recomendá-la para (quase) todas as mulheres a partir dos 35 anos, já que a produção natural de hormônios começa a diminuir.

Essa terapia é um caminho de exercício holístico e seu efeito é direcionado a diferentes níveis. Ela nos apoia tanto física quanto mentalmente, combinando exercícios corporais e respiratórios com técnicas de relaxamento e elementos meditativos.

Isso, por sua vez, é particularmente importante para as mulheres de hoje que desejam combinar família e trabalhar bem – senão perfeitamente -, já que nosso sistema hormonal é suscetível ao estresse, o que é particularmente perceptível em nossos tempos acelerados.

Yoga hormonal e menopausa

Pexels

Dinah Rodrigues desenvolveu a yoga hormonal para que as mulheres possam se preparar preventivamente para a menopausa e aliviar com eficácia os sintomas da menopausa de forma natural.

A menopausa significa o fim da menstruação e da reprodução, pois os ovários cessam gradualmente a sua atividade durante esta fase. A produção de hormônios femininos, como o estrogênio, diminui e os níveis hormonais caem.

A deficiência hormonal traz uma série de sintomas de intensidade variável em um nível físico e psicológico. Durante esta fase, as mulheres sofrem de sintomas físicos como queda de cabelo, dores de cabeça, fogacho, problemas nas articulações ou pele seca.

A queda dos hormônios também pode se manifestar no nível emocional, podendo causar desequilíbrios emocionais, inquietação, apatia geral e, em alguns casos, até depressão.

Por muito tempo, os médicos compensaram a queda do estrogênio tomando hormônios artificiais. A terapia de reposição hormonal, por um lado, não funciona para muitas mulheres e, por outro lado, muitas vezes tem efeitos colaterais prejudiciais, como um aumento do risco de câncer de mama ou trombose.

Não apenas antes, mas também durante a menopausa, a yoga hormonal pode ajudar a controlar as queixas físicas relacionadas aos hormônios.

Já aos 35 anos de idade, o nível de estrogênio nas mulheres começa a diminuir lentamente. Portanto, as mulheres podem se beneficiar com essa terapia nessa idade.

Gostou de saber mais sobre a yoga hormonal? Então não deixe de acompanhar os demais artigos do blog, tenho muitas outras novidades para você!

Fonte: Blog Evi Brasil

Quatro mitos sobre o ganho de peso na menopausa

Por Sally Kuzemchak*

Estar na casa dos 40 anos significa que as conversas com amigos geralmente incluem alguém declarando tristemente: “Minha calça não serve mais!” ou “Ganhei 2,5 quilos e não tenho ideia do motivo!” Todos nós concordamos com simpatia porque podemos nos identificar.

O ganho de peso na meia-idade é real. É também uma das maiores preocupações que as mulheres têm em torno da menopausa, de acordo com o novo livro The Menopause Diet Plan (O plano de dieta da menopausa em tradução livre), de Hillary Wright, e Elizabeth M. Ward. “Um dos erros que todos cometemos é não falar o suficiente sobre a menopausa e não educar as mulheres sobre as mudanças pelas quais o corpo passará”, diz Elizabeth. “Isso faz com que as mulheres sejam pegas de surpresa quando o número na balança aumenta e suas roupas não servem mais”.

Aqui estão alguns equívocos comuns sobre o ganho de peso na meia-idade – além dos fatos, para que você possa entender o que está acontecendo e tomar medidas para se sentir melhor física e emocionalmente.

Mito 1: o ganho de peso na menopausa é sua culpa.

Esqueça a acusação insultuosa e gasta de “se deixar levar”. De acordo com as autoras do livro, é um simples fato que muitas mulheres ganham cerca de 1,5 quilo por ano em seus 40 e 50 anos. Isso se deve a algumas coisas: o metabolismo desacelera naturalmente com a idade. Você também perde músculos na meia-idade (e os músculos queimam mais calorias do que gordura). Além disso, níveis mais baixos de estrogênio podem levar a mais gordura na cintura.

Mito 2: o ganho de peso não acontece até a menopausa.

O ganho de peso na verdade começa na perimenopausa, os anos que antecedem a menopausa (que é oficialmente definida como 12 meses consecutivos sem menstruar). Essa transição para a menopausa pode levar até dez anos.

Mito 3: ganhar quilos extras perto da menopausa não é grande coisa.

Shutterstock

Claro, algum ganho de peso próximo à menopausa está relacionado à aparência – e ao inconveniente de aumentar o tamanho das roupas. Mas as autoras alertam que o excesso de peso também pode aumentar o risco de doenças que ocorrem com mais frequência com a idade, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas e câncer. O peso extra também pode piorar as ondas de calor.

Mito 4: não há nada que você possa fazer a respeito do ganho de peso na menopausa.

Embora o ganho de peso seja normal na meia-idade, existem algumas etapas que você pode tomar para retardá-lo, pará-lo ou perder os quilos que você ganhou:

Adicione (ou intensifique) o treinamento de força: o metabolismo diminui com a idade, em grande parte por causa da perda muscular, diz Elizabeth. Portanto, preservar e até mesmo construir músculos agora é fundamental. Todos os exercícios podem ajudar a queimar calorias, o que ajuda no controle de peso. Mas ela recomenda exercícios de resistência desafiadores, como musculação, pelo menos duas vezes por semana (além de outras atividades como caminhar) para se manter forte e ajudar a combater o ganho de peso. Bônus: os exercícios também podem ajudar com os efeitos colaterais da menopausa, como problemas com o sono, mau-humor e baixo nível de energia.

Foto: Visual Hunt/CC

Seja mais esperta QUANDO você come: “Comer após o pôr do sol ou próximo do pôr do sol não está em harmonia com a maneira como nosso corpo processa melhor os alimentos, que é no início do dia”, diz a nutricionista. Ela acrescenta que é comum as mulheres não comerem o suficiente durante o dia e ficarem com tanta fome no jantar que comem muito mais calorias do que precisam – o que também contribui para problemas de controle de peso.

Evite dietas drásticas: elas podem funcionar em curto prazo, mas a maioria é muito baixa em calorias e nutrientes – portanto, são insustentáveis. Você acaba se sentindo como se tivesse falhado quando ganha de volta o peso (e muitas vezes, mais que antes). Fazer pequenas mudanças em seus hábitos alimentares é uma abordagem muito melhor para a saúde e felicidade em longo prazo, diz Elizabeth.

Concentre-se em proteínas e carboidratos mais inteligentes: há um equívoco de que você tem que “cortar os carboidratos” para perder peso na meia-idade. Mas os alimentos ricos em carboidratos incluem frutas, vegetais, laticínios como iogurte natural e grãos inteiros como aveia. “Esses alimentos são ricos em vitaminas, minerais e fibras de que as mulheres precisam para uma boa saúde e não queremos que elas os eliminem em nome da perda de peso”, diz a nutricionista. Priorizar esses alimentos em vez de outros com baixo teor de carboidratos, como biscoitos, batatas fritas e sorvete, é uma abordagem melhor. Incluir proteínas nas refeições e lanches também é fundamental.

Mas o fato é que todos os corpos mudam ao longo da vida. Se seu corpo pós-menopausa parece diferente de seu corpo de 20 e poucos anos, isso é normal e tudo bem. É natural lutar para abraçar as mudanças, mas como Elizabeth sugere, tente se concentrar em como comer alimentos nutritivos e ser fisicamente ativa estão fazendo você se SENTIR. Ao compartilhar sua própria experiência, a nutricionista diz que, embora ela tenha perdido a maior parte do peso que ganhou por volta da menopausa, ela prefere desfrutar de chocolate todos os dias e uma ou duas taças de vinho nos fins de semana do que perder os últimos quilos. “É importante ter equilíbrio na vida”, diz ela.

*Sally Kuzemchak é nutricionista registrada em Columbus, Ohio. Repórter e escritora premiada, Sally já teve artigos publicados em revistas como Health, Family Circle e Eating Well e é editora colaboradora da revista Parents. Ela é a autora do livro The 101 Healthiest Foods For Kids. Ela tem um blog no Real Mom Nutrition, uma zona “sem julgamentos” sobre alimentação familiar.

Fonte: WebMD

Livro sobre menopausa retrata histórias divertidas e sensíveis que vão do ódio ao amor

Autora Leila Rodrigues compartilha com o leitor sobre como reagiu aos inúmeros sintomas dessa etapa que é pouco difundida

A menopausa é a soma de duas palavras gregas que significam mês e fim. Depois de passar por um período de altos e baixos, a autora, nascida no interior de Minas Gerais, Leila Rodrigues, decidiu compartilhar sobre este assunto pouco difundido: a menopausa e o climatério. Assim, por meio de crônicas, nasceu o livro Hormônios, me ouçam!, publicado pela Literare Books International.

O caso de amor e ódio que viveu durante oito anos com sintomas de enxaqueca, insônia, ganho de peso, calorão, “chororô”, e mau-humor, entre outros, fez Leila perceber que ninguém nos prepara para essa surpresa da vida, e que teve por si só entrar nesse mundo desconhecido e silencioso.

Na obra, aponta-se que 35% das mulheres têm vergonha de falar que estão na menopausa. Esse foi um dos fatores que fizeram com que a autora não só vivesse essa metamorfose, mas mergulhasse no mundo das palavras. Leila também explica a diferença entre dois termos: o climatério significa período crítico e abrange a partir do começo dos sintomas ao término definitivo. Enquanto a menopausa é classificada 12 meses após o cessar permanente da menstruação.

Com essa bagagem de experiência de quem viveu na pele, a autora conta de maneira bem-humorada tudo o que sentiu, são crônicas para o leitor rir e se identificar, além de se informar sobre um universo que não deveria ser confidencial.

Em um dos capítulos, ressalta-se a importância de ter uma rede de apoio para esses momentos, que vão desde a família a amigas verdadeiras. Para Leila, “envelhecer não é uma escolha, ser feliz, sim”. Por isso, a autora abraçou a causa e ajuda mulheres a pensarem que a menopausa pode, sim, ser vivida com mais autoestima e qualidade de vida.

Sobre a autora

Leila Rodrigues é palestrante, escritora e desenvolveu sua carreira como empresária no segmento de tecnologia. Partindo da sua experiência pessoal com a menopausa precoce, Leila Rodrigues se tornou uma estudiosa do assunto e fez desse tema a sua causa. Colabora, por meio de palestras e orientações nas redes sociais, para que as mulheres passem pela menopausa com mais dignidade, qualidade de vida e alegria de viver.

Atua também como cronista em jornais e revistas na sua região. Nascida no interior de Minas Gerais e criada junto aos três irmãos, Leila Rodrigues carrega nas suas crônicas a simplicidade de suas raízes e a força da sua própria trajetória. É casada, mãe de dois filhos e hoje vive em Divinópolis/MG com a família.

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Hormônios, me ouçam!
Autora: Leila Rodrigues
Editora: Literare Books International
Páginas: 123
Preço: impresso – R$ 34,90 / Kindle – R$ 24,90
Disponível na versão física e digital, para esta última, clique aqui.

Por que o cabelo muda de textura com o tempo?

O cabelo muda de textura naturalmente algumas vezes ao longo do tempo. Porém, a mudança pode estar relacionada a diversos fatores. Kédima Nassif explica os casos mais frequentes e traz alguns conselhos

O tempo passa para tudo e todos, inclusive para os fios de cabelo. Por isso, com o passar dos anos, é comum notar mulheres que se queixam de que a estrutura do cabelo mudou, tornando-se mais ralo e sem forma.

cabelos longos mulher jovem

“O cabelo possui diversas fases. Quando nascemos, nossos primeiros fios são muito finos e sem pigmento. Ao longo do nosso crescimento, nossos fios geralmente passam a ter pigmentação e o nosso cabelo adquire maior volume. A partir dos 50 e 55 anos iniciam um processo de afinamento e após os 60 o cabelo retorna a sua origem, tornando-se cada vez mais ralo e sem volume”, explica Kédima Nassif, Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.

Como sabemos, além do envelhecimento natural, as mudanças hormonais também influenciam na mudança das características dos fios; como exemplos, temos a puberdade e a menopausa.

“Na puberdade, devido ao estímulo dos andrógenos sobre as glândulas sebáceas, o couro cabeludo adquire maior oleosidade do que em qualquer outra fase da vida. Isso faz com que os cuidados com os cabelos nesse período tenham suas peculiaridades, dependendo do tipo, do estilo de vida e do estilo do cabelo. Já a menopausa é marcada pela redução da produção do hormônio estrogênio, o qual contribui para o crescimento do fio do cabelo e ajuda na hidratação e no brilho dos fios. Por isso, é comum nessa fase ficar com os fios mais finos, menos hidratados e, por consequência, quebradiços e mais opacos”, destaca Kédima.

mulher meia idade grisalho

Porém, além dessas mudanças inevitáveis, o estilo de vida também influencia. A mudança de textura das madeixas pode ser causada por motivos como calor, dieta e maus cuidados. “O calor excessivo aumenta a oleosidade e a exposição solar intensa pode fazer com que os fios pareçam mais secos e se tornem mais frágeis. Por isso, o ideal é, sobretudo nesse período do ano, hidratar o cabelo com frequência, evitar o uso contínuo de bonés e chapéus em lugares fechados, além de utilizar um protetor capilar”, afirma.

A dieta também pode desempenhar um papel na textura do cabelo, como explica a dermatologista e tricologista: “Como o cabelo é composto principalmente de proteínas e os aminoácidos são os blocos de construção de seus fios, não ingerir proteína suficiente pode causar temporariamente o crescimento de fios fracos e quebradiços. O ferro também é crucial para manter sua textura natural; um baixo nível do nutriente é um dos principais motivos do crescimento de fios curtos e finos, principalmente nas têmporas e laterais.”

Outro fator que agride os fios é o excesso de tratamentos químicos, como descolorações e alisamentos. “Esses procedimentos, feitos da forma incorreta, também podem alterar a estrutura dos cabelos de um modo negativo, causando ressecamento, quebra e opacidade a longo prazo. Além disso, a densidade dos fios também pode diminuir, fazendo com que os cabelos fiquem sem balanço ou movimento”, alerta.

Por fim, Kédima recomenda: “Ao lidar com qualquer problema de cabelo, lembre-se do essencial: cada cabelo possui suas particularidades. Para evitar um tratamento ineficiente ou que agrave os problemas dos fios, o ideal é buscar auxilio com um profissional capacitado. Ele saberá qual o tratamento ideal para o seu cabelo”, finaliza.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. 

Como as vitaminas podem amenizar os desconfortos da menopausa

Nutrólogo aponta as opções que podem auxiliar para atenuar e até eliminar alguns sintomas que prejudicam a qualidade de vida da mulher no período de climatério

“Doutor, posso tomar vitaminas para melhorar os efeitos da menopausa?” – esse questionamento é cada vez mais recorrente nos consultórios que atendem pacientes prestes a entrar ou que já estejam no climatério, fase da vida da mulher que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), corresponde à transição entre o período reprodutivo e não reprodutivo.

Climatério é confundido com menopausa, que na verdade é o ápice do processo e corresponde ao momento em que ocorre o último ciclo menstrual, algo que geralmente se dá entre 48 e 50 anos de idade.

Considerando-se que, segundo dados de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são maioria da população brasileira (57,7%), a expectativa de vida delas ao nascer é maior que o dos homens (79,8 anos delas face a 72,7 deles) e que em 2060 haverá mais brasileiros acima de 65 anos do que hoje (25,5% da população face a 10,5% atualmente), o assunto “Saúde da Mulher” ganha cada vez mais relevância no contexto nacional.

Efeitos comuns no climatério e ajuda das vitaminas

No Manual de Atenção Integral à Saúde da Mulher no Climatério/Menopausa, editado em 2008 pelo Ministério da Saúde, já constavam informações esclarecedoras sobre esse período da saúde feminina. Diz o documento:

Neste período, de acordo com a integridade de sua saúde, além de fatores culturais, sociais, psicológicos e emocionais, as mulheres poderão apresentar maior ou menor sintomatologia. Podem observar transformações no seu corpo, com sintomas diversos, estranhos, incompreensíveis e muitas vezes difíceis de serem verbalizados, destacando-se as ondas de calor, suores ‘frios’, insônia, tristeza, instabilidade emocional, modificações nos hábitos sexuais, na pele e na distribuição da gordura corporal, com modificações da silhueta. A intensidade dos sintomas e ou dos sinais clínicos é influenciada principalmente por três fatores:

1. Ambiente sociocultural em que vive;
2. Situação pessoal (estado psicológico), conjugal, familiar e profissional;
3. Diminuição de estrogênio endógeno.

Nesse contexto, a alimentação balanceada, bem como a necessidade em casos específicos de a mulher fazer uso de suplementação ganham importância.

O chefe de nutrologia do Instituto Dante Pazzanese e diretor do serviço de nutrologia do HCor, Daniel Magnoni, informa que a obtenção de doses diárias recomendadas de vitaminas e minerais é difícil de ser alcançada, seja devido à correria do dia a dia, seja por meio da alimentação, que nem sempre supre as necessidades do organismo.

“Durante a menopausa, a suplementação acaba sendo uma possibilidade indicada para que mulheres alcancem um equilíbrio ideal de vitaminas e minerais”, destaca o nutrólogo, que completa: “As vitaminas A, B12, ácido fólico, D e os minerais cálcio e zinco em conjunto desenvolvem um papel fundamental na divisão e diferenciação celulares, processos essenciais à renovação de tecidos como a pele, cabelos e unhas. Em especial as vitaminas A, biotina, C, iodo e zinco contribuem para a integridade e função da pele e, consequentemente, sua aparência”.

A boa notícia é que a ciência da nutrição tem avançado a passos largos e hoje já há uma nova geração de suplementos que contemplam as principais necessidades do público feminino.

“Isso é essencial para enfrentar os desconfortos do climatério e, principalmente, da menopausa. As mulheres que não conseguem manter uma dieta equilibrada devem buscar ajuda médica e, diante da necessidade de suplementação, pesquisar as inúmeras opções existentes, inclusive uma mais recente na forma de gomas, que representa uma nova geração, não necessitam de água para serem ingeridas, são de fácil transporte e têm sabor agradável”, afirma o médico.

Magnoni destaca os atributos de certas vitaminas e minerais para a saúde de mulheres que estão na fase do climatério, mas também àquelas que se encontram em outras fases da vida:

vitaminas ilustração pixabay
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• As vitaminas A, C e E, além do zinco e da coenzima Q10, apresentam ação antioxidante. Desta forma, protegem o organismo da ação dos radicais livres, que causam, entre outros efeitos prejudiciais, o envelhecimento precoce.
• A transformação de carboidratos, proteínas e gorduras em elementos que as células possam utilizar em suas diferentes funções, conta com a participação das vitaminas B6, B12, ácido fólico, biotina e zinco.

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• A ação das vitaminas B6, B12, biotina, C e dos minerais cálcio e iodo, tanto individualmente, quanto em conjunto, é fundamental para a extração de energia dos nutrientes e seu aproveitamento pelas células, contribuindo para a disposição e bem-estar.
• O processo de formação, desenvolvimento e maturação dos elementos do sangue conta com a participação do ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12.

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• A presença das vitaminas A, B6, B12, ácido fólico, C, D, E e zinco em associação, favorece o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo.

Magnoni, por fim, aconselha que, aos primeiros sinais do climatério, as mulheres procurem orientação médica para auxiliá-las da melhor forma possível nessa fase da vida.