Arquivo da categoria: menopausa

Previna-se contra a osteoporose na menopausa

Se você tem tido fraturas com muita facilidade, fique atenta: pode ser um indício de osteoporose. Segundo estimativa da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), a doença acomete mais de 10 milhões de brasileiros. As projeções da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) revelam que o número anual de fraturas de quadril, relacionadas à osteoporose, (atualmente, 121.700 fraturas por ano) deverá atingir 140 mil pessoas, até 2020.

A doença causa a diminuição da massa óssea, resultando em ossos frágeis e porosos. O curioso é que a osteoporose não causa dor, ou seja, muitas pessoas só a descobrem quando há alguma fratura. Quem está mais propício ao problema é a mulher (apesar de que alguns homens também podem ser acometidos), sendo que o tipo mais comum da doença ocorre depois da menopausa, que é o último período menstrual, identificado após 12 meses de amenorreia (ausência de menstruação). Ocorre, em geral, entre os 45 e 55 anos.

osteoporosis221

Segundo Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana pela Santa Casa, e especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo; neste período, a queda do hormônio estrogênio leva a uma diminuição da densidade óssea (osteopenia/osteoporose), pois o estrogênio ajuda a preservar os ossos.

Mas como evitar a osteoporose?

mulher comendo iogurte

Em primeiro lugar, de acordo com a ginecologista, conhecendo os fatores de risco. Dentre eles, destacam-se o tabagismo, a idade mais avançada, a dieta (alimentação rica em proteína e sal, e alimentação pobre em leite e derivados, principalmente na adolescência, quando o osso atinge o “pico de massa óssea”), baixo peso, medicações (o uso de corticoides e anticonvulsivantes, aumentam a chance de perda óssea) e doenças que interferem na absorção intestinal, como doença celíaca (intolerância ao glúten), por exemplo. Outra grande aliada da osteoporose é a falta de atividade física, incluindo exercícios aeróbicos e musculação.

“Para descobrir se você tem osteoporose é preciso fazer o exame de densitometria óssea, que mede a densidade do osso. O tratamento não é complicado, mas envolve uma série de cuidados como a reposição adequada dos níveis de cálcio (seja por dieta ou medicação), a reposição de vitamina D, além de medicações que vão atuar diretamente no osso, estimulando a formação óssea ou inibindo seu desgaste”, explica Karina.

Para quem faz uso de medicamentos que possam causar a osteoporose, fica o alerta: não deixe de fazer a prevenção, buscando periodicamente o acompanhamento médico. “Lembre-se de que os ossos são fundamentais para a sustentação do nosso corpo, além de servirem de proteção a muitos órgãos”.

Qual é a melhor escolha para fortalecer o assoalho pélvico?

Você sabia que a perda involuntária de urina é uma das maiores queixas de mulheres, especialmente na fase pós-menopausa? A chamada incontinência urinária, associada ou não ao esforço, atinge cerca de 20% delas em algum momento da vida. Isso acontece em decorrência de alterações no assoalho pélvico, região formada por músculos que sustentam útero, vagina, bexiga e reto.

“Há muitas mulheres que associam esse quadro à maturidade, como se ele fosse natural após determinada idade. No entanto, isso não é fato. É preciso buscar um especialista que solicitará exames específicos para diagnosticar o problema e orientar sobre a melhor de tratamento”, constata o médico Luiz Gustavo Oliveira Brito, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Uroginecologia e Cirurgia Vaginal, da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Há outros problemas relacionados à fragilidade do assoalho pélvico, como prolapso genital, popularmente conhecido como bexiga caída ou bola na vagina (é caracterizado pela perda de sustentação dos órgãos da região pélvica), incontinência fecal, ou perda de fezes de forma não voluntária (é decorrente principalmente do estiramento de um músculo específico no momento do parto) e dor pélvica crônica (dor na base da barriga quando ocorre por mais de seis meses). Há tratamentos eficientes para melhorar o quadro e oferecer mais qualidade de vida à paciente.

Conheça as indicações de cada um:

Dieta alimentar

FreeGreatPicture MULHER PESO BALANÇA

“Estudos comprovam que ao eliminar 5% do peso corporal há uma redução de 40% a 50% de episódios de perda não desejada de urina. A melhora é significativa e interessante principalmente para mulheres idosas que acreditam que isso não seria um problema, mas sim uma questão natural relacionada ao envelhecimento. Nós gostamos de deixar bem claro que, na verdade, perder urina não é normal em nenhuma idade e necessita de tratamento”, avisa o médico.

Cirurgia

Na verdade, não existe um método que seja 100% eficaz para qualquer tipo de incontinência. Mesmo a melhor das cirurgias (a escolha da técnica dependerá da gravidade do problema, do tipo de incontinência, bem como da experiência do médico e da concordância da paciente) promete uma taxa de cura de 90 a 95%, mas não mais do que isso. “Quando a mulher se submete a uma cirurgia para aquele tipo de perda urinária, à qual chamamos de incontinência urinária de esforço, ela precisa estar ciente de que existe uma taxa de falha. E com o passar do tempo, esse risco pode aumentar, pois alguns fatores influenciam o retorno do problema, como ganho de peso ou algumas doenças que afetam o sistema urinário”, alerta o Dr. Luiz Gustavo Oliveira Brito.

Laser

É uma técnica razoavelmente nova e pesquisas mostram mais benefícios nos casos de atrofia genital. Isso ocorre na menopausa e a mulher percebe ressecamento vaginal que pode gerar coceira, falta de lubrificação no momento do sexo, ardência, incômodo e incontinência urinária. De acordo com o especialista, neste caso, para pacientes que não podem utilizar terapia hormonal de nenhuma forma, incluindo a tópica, o laser é uma opção. “No entanto, se o problema for perda de urina, especificamente, há poucos trabalhos já realizados comprovando que essa tecnologia funciona. Os resultados apontam para uma alternativa interessante, porém ela ainda carece de um número maior de estudos”, afirma.

Exercício

exercises-healthyandnaturalworld33
Desenho: healthyandnaturalworld

A fisioterapia é indicada para mulheres que apresentam alteração na condição muscular local. A avaliação é feita pelo exame de toque e mostra o quanto a mulher contrai e segura essa musculatura. Caso ela não tenha força de contração adequada, alguns exercícios podem ser realizados em casa para fortalecimento da região. Os mais comuns são chamados de exercícios de Kegel. A técnica consiste basicamente em uma série de contrações que podem ser realizadas pela mulher em qualquer local ou momento do dia.

Medicamento

Auxilia no combate da incontinência de urgência (perda de urina depois de uma vontade subida de urinar) ou apenas a urgência urinária – as duas formas são conhecidas como bexiga hiperativa. A medicação atua bloqueando a contração muscular involuntária. É bom salientar que esse problema pode ser agravado pelo frio, consumo de cigarro, bebida gasosa, café e por situações estressantes.

Injeção de toxina botulínica

Vials and Syringe
iStock

Indicada para bexiga hiperativa, a substância é aplicada nos músculos da parede da bexiga, paralisando-os e impedindo que se contraiam involuntariamente. Os efeitos duram, em média, nove meses. Depois é necessário refazer a aplicação. Apresenta ótimos resultados.

Fonte: Febrasgo

 

Sintomas da menopausa podem ser tratados com aromaterapia

Óleos essenciais podem ser ferramentas práticas e naturais

De acordo com o livro “Aromaterapia Clínica” de Jane Buckle, doutora em Medicina Complementar pela Universidade de Exeter e Mestre em Aromaterapia Clínica pela Universidade de Middlesex, ambas na Inglaterra, a menopausa é a cessação natural da fertilidade de uma mulher e faz os níveis de estrógeno caírem entre 40% a 60% e os de progesterona caírem para quase zero, em relação ao período pré-menopausa.

aromaterapia-terra-flor

Os sintomas mais comuns, causados por essa queda de produção de hormônios, são ondas de calor, suores noturnos, perturbações de sono, depressão, perda de energia e perda de concentração. Por isso, muitas mulheres buscam a terapia de reposição hormonal, principalmente por conta dos suores noturnos e ondas de calor, entretanto estudos mostram que quase dois terços delas interrompem o tratamento durante os primeiros 2 anos devido ao ganho de peso e aos efeitos colaterais não desejados como, por exemplo, o inchaço.

É nesse momento que o uso da aromaterapia no tratamento dos sintomas pode ser uma ótima opção natural. “Existem muitos estudos científicos publicados sobre a aromaterapia e o tratamento dos sintomas da menopausa com óleos essenciais aplicados topicamente, usualmente na forma de massagem, com resultados excelentes descritos no livro de Jane Buckle”, afirma Maria Aparecida das Neves, referência em aromaterapia no Brasil e CEO do Grupo Essence.

Segundo a especialista, óleos essenciais como lavanda, rosa, gerânio, jasmim, cipreste, sálvia-esclareia, hortelã-pimenta, ylang-ylang, camomila-romana, entre outros, foram utilizados nos estudos, que comprovaram uma redução na severidade dos sintomas. “Na maioria deles, foi usada uma mistura de óleos essenciais de lavanda, rosa, gerânio e jasmim na forma de massagem nas costas, pernas, peito e pescoço, porém há registros de resultados positivos também na utilização dos óleos como spray de hidrossol no rosto, pescoço e ombros durante uma onda de calor, além de compressas ou banho diário”, afirma Maria Aparecida.

shutterstock mulher aromaterapia
Shutterstock

A principal dica é a de alternar a mistura de óleos essenciais para prevenir que o corpo se acostume com a bioquímica de cada um, já que há inúmeras combinações de cerca de 20 óleos que podem ser muito terapêuticas para os sintomas da menopausa. “Também é importante ter precauções com o uso dos óleos, que apesar de naturais, se utilizados de forma incorreta, podem causar irritações ou reações adversas. Por isso é muito importante buscar a ajuda de um profissional capacitado em aromaterapia”, alerta Neves.

Fonte: Grupo Essence

Menopausa e climatério, você sabe a diferença?

A vida da mulher é marcada por alterações hormonais que caracterizam ciclos em sua existência, e o climatério é a etapa que reflete o fim de sua fase reprodutiva. Segundo a médica Fernanda Freire, ginecologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, é comum as pessoas confundirem a menopausa com o climatério, sendo mais difícil entender e participar do tratamento.

Abaixo, a especialista responde a sete questões sobre o assunto:

Qual a diferença entre menopausa e climatério?

menopausa mulher bicicleta

“O climatério é o processo que caracteriza o fim do menacme, que é o período fértil da mulher, sendo uma endocrinopatia natural do organismo, dividida em três fases: a pré-menopausa, a perimenopausal e a pós-menopausa”, explica.

Como funcionam essas fases?

mulher calor fogacho menopausa

Segundo Fernanda, o climatério começa na pré-menopausa, momento onde o corpo já passa os primeiros sinais de esgotamento dos folículos ovarianos e ocorre a redução da produção de estradiol. “Essa etapa vai até a menopausa, e é marcada por sintomas típicos, como calorões ou fogachos, entre outros, por exemplo”, frisa.

O período perimenopausal, por sua vez, é um meio termo antecessor e sucessor da menopausa, onde existe irregularidade na menstruação, além de uma alteração hormonal maior, com mais sintomas. Já a menopausa, de acordo com a especialista, tem duração de aproximadamente dois anos e é o espaço entre a última menstruação da mulher e a pós-menopausa, que vai até a senilidade.

Quais são as causas deste processo?

ovario utero pixabay
Pixabay

“A causa é a diminuição da função dos ovários, que pode ocorrer em idade que independe. Além de relacionados à fertilidade, os ovários também produzem uma série de hormônios que entram em baixa nessa fase, um tipo de endocrinopatia natural”, ressalta a ginecologista.

Quais os sintomas do climatério?

menopausa queda libido sexo

A especialista explica que os sintomas estão relacionados a cada fase, sendo que os sinais que identificam o começo do climatério são:

=Secura vaginal, acarretando coceira na vagina, perda de urina e dor à relação sexual;
=fogachos (calores);
=tontura, perda de memória, fadiga e insônia;
=sintomas depressivos e irritabilidade;
=diminuição da libido;
=perda de massa óssea;
=aumento do risco para doenças cardiovasculares.

Com que idade ocorre?

menopausa fogacho.jpg

De acordo com a médica, o climatério começa normalmente por volta dos 40 anos, e a menopausa ocorre entre 45 e 55 anos, dependendo de cada caso. “Quando acontece antes dos 40 anos, nós chamamos de menopausa precoce”, esclarece.

Existe tratamento?

menopausa depressao.jpg

“O tratamento é feito com reposição hormonal, que deve ocorrer no momento certo e deve ser feito com acompanhamento médico”. A especialista acrescenta que o tratamento visa reduzir os sintomas que afetam a qualidade de vida da mulher, e pode ser feito via oral, tópica ou vaginal.

Toda a mulher passa por esta fase?

rejuvenescimento envelhecimento

“Sim, é inevitável, mas cada uma tem sua própria percepção neste período delicado e nem todas apresentam os sintomas, além das que não necessitam da terapia hormonal”, conta.

Ainda segundo as indicações da ginecologista, o importante é manter uma rotina constante de visitas ao especialista, que saberá instruir para a melhor forma de passar por este período.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

Ortopedista do HCor alerta para os riscos da osteoporose

Em prol do Dia Mundial da Osteoporose, celebrado no dia 20 de outubro, o Prof. Dr. Gilberto Camanho orienta como prevenir a doença que, no Brasil, provoca uma fratura a cada três segundos

Silenciosa e assintomática, a osteoporose já atinge cerca de 10 milhões de pessoas em todo o país. Idosos, principalmente mulheres na pós-menopausa, são as pessoas que mais sofrem com a doença, cujo efeito provoca um enfraquecimento progressivo dos ossos, o que acaba causando múltiplas fraturas. Tanto que, de acordo com dados da International Osteoporosis Foundation (IOF), a doença é responsável por mais de nove milhões de fraturas por ano no país, cuja incidência já é de uma a cada três segundos.

“O principal objetivo da prevenção e do tratamento da osteoporose é justamente evitar a ocorrência de fraturas. Afinal, quando uma pessoa em idade avançada quebra algum dos ossos a sua recuperação costuma ser bastante difícil e dolorosa. Isso sem contar que, em casos de fratura no quadril, há o risco de que o idoso fique incapacitado e restrito a uma cadeira de rodas”, diz o ortopedista do HCor, Prof. Dr. Gilberto Camanho.

Pratique atividade física

Depositphotos mulher pés exercicio ivan chernichkin

Para contribuir com a prevenção do problema, o médico aponta algumas importantes iniciativas. A primeira delas é a prática de exercícios. Além de evitar a perda de massa óssea causada pela osteoporose, a atividade ajuda a fortalecer e alongar os músculos das costas, reduzindo o problema. “A maior parte dos exercícios indicados em casos de osteoporose são leves e podem ser praticados em casa, depois de serem ensinados por um fisioterapeuta”, acrescenta o ortopedista.

Distribua o peso

Senior Adult Woman Carrying Box Parcel Package
Foto: 123rf

Outra dica importante de Camanho é que os idosos procurem executar os seus afazeres diários da maneira correta. Ou seja, sabendo que, caso tenham que carregar peso, é preciso distribuí-lo pelo restante do corpo, sem concentrá-los em um único membro ou na coluna, já que, devido a ação da osteoporose, ficam fragilizados e podem sofrer fraturas. “Ao carregar peso, é importante flexionar os joelhos antes de levantar cargas maiores, por exemplo. Porém, quando algo for pesado demais, ou a coluna já tiver um grau mais intenso de fragilidade, a melhor opção é sempre pedir ajuda ou evitar carregar peso. Isso pode prevenir acidentes e novas fraturas”, aconselha o ortopedista.

Combata os fatores de risco

Camanho ainda acrescenta que, para prevenir a osteoporose, é necessário ficar atento aos fatores de risco para a doença. Entre os mais relevantes estão idade avançada, ocorrência prévia de fratura, tabagismo, alcoolismo, uso de corticoides, artrite reumatoide e vida sedentária. Por isso, o médico aponta algumas medidas que, além de combater todos estes fatores de risco, podem contribuir com um estilo de vida mais saudável. Entre elas estão:

mulher comendo iogurte

=Consuma laticínios, frutas, legumes, folhas verdes e grãos, pois eles são ricos em cálcio;

=Procure praticar atividades físicas durante 30 minutos diários no mínimo. A prática de esportes fortalece os ossos;

=Fumantes chegam a perder cerca de 1% de massa óssea por ano. Por isso, evite cigarros;

=Homens costumam carregar mais peso que as mulheres. Por isso, eles precisam evitar exageros e tomar cuidado com quedas, já que todos esses fatores também comprometem a saúde dos ossos;

Osteoporosis 1a

=Acima dos 50 anos, as mulheres têm mais chances de desenvolver osteoporose em função da queda da produção de estrogênio causada pela menopausa. Por isso, quando se chega nessa idade, é importante realizar uma densitometria óssea;

=Procure tomar sol diariamente por pelo menos 20 minutos. Ao contrário do que se acredita, a melhor parte do dia para sintetizar vitamina D é entre às 11 e 12 horas, quando o sol está bastante forte. Contudo, evite excessos, já que a intensidade dos raios solares neste horário pode representar riscos à saúde. Use protetor solar. Na impossibilidade de tomar sol, suplementos de vitamina D podem e devem ser usados, após avaliação e prescrição de um médico;

=Se alguém da família tiver osteoporose, vale a pena ficar atento. Traços hereditários podem favorecer o aparecimento da doença. Por isso, é importante realizar um exame de densitometria óssea, a partir 45 anos de idade;

=Beba água ou suco natural de frutas. Refrigerantes e bebidas alcoólicas causam perda de massa óssea;

menopausa mulher bicicleta

=Manter hábitos saudáveis.

Fonte: HCor

Quatro dicas para desenvolver autocompaixão durante a menopausa

A autocompaixão é uma postura calorosa e receptiva que a mulher precisa ter de si mesma e de toda a sua trajetória de vida

Durante a menopausa a mulher pode vivenciar alguns conflitos e não se considerar merecedora de tudo o que ela pode vir a conquistar. Nesta fase, ela tem – ou deveria – ter mais tempo para se cuidar e fazer tudo o que deseja, no entanto, se sente culpada em ter “tempo” para si. Acostumada com uma vida polivalente, nem sempre a mulher compreende que a autoestima, muitas vezes, é comprometida no aspecto autoaceitação, uma vez que durante toda a sua vida não olhou para si como deveria.

“Mesmo, após tantos anos, a mulher se culpa por erros que os filhos possam estar fazendo, ou ainda, se cobra pelos erros que nem cometeu. Ela não consegue aceitar tudo isso de uma maneira tranquila, sem estresse. Isso, faz com que a autoestima fique baixa,” explica Eliana Louzada, Doutora em Nutrição Aplicada Humana, coordenadora e professora de Pós-Graduação da Universidade Candido Mendes.

mulher meia idade praia chapeu

A autocompaixão é um importante componente para melhorar a autoaceitação e a autoestima. É a postura calorosa e receptiva que a mulher tem de si mesma, e de toda a sua trajetória de vida. Ela pode ser baseada em dois aspectos principais:

  • A gentileza e a compreensão consigo. Quando a mulher consegue entender que a dor e fracasso são inevitáveis para a construção da sabedoria e experiência em todos os setores da sua vida;
  • A consciência das emoções. Isso faz com que a mulher tenha a capacidade de enfrentar os seus erros ou fracassos, e não apenas evitá-los. Esse enfrentamento de maneira positiva diminui a dor e torna a mulher mais complacente, feliz consigo e com os outros ao seu redor.

Os estudos mostram que a autocompaixão pode ser um preditor de saúde uma vez que é associada negativamente à autocritica, depressão e ansiedade. No entanto, ela também é positivamente associada à satisfação com a vida e com a conexão social saudável. Quando a mulher se depara com problemas potencialmente difíceis, por meio da autocompaixão, consegue ter uma mentalidade positiva e otimista em relação a si e à vida.

mulher-meia-idade

Aqui vão algumas dicas para desenvolver a autocompaixão:

-Evite pensar ou falar palavras negativas em relação a você;
-Pense e fale alto palavras positivas, elogie-se ao menos uma vez ao dia;
-Seja gentil consigo, mesmo quando fizer algo errado;
-Analise o que você considera errado e encontre uma maneira de fazer diferente para que o resultado seja positivo. Se, ainda sim, tudo acontecer de maneira diferente do que você espera, seja compreensiva e considere tudo como um aprendizado.
-Que tal começar agora? Qual o seu autoelogio?

Fonte: Eliana Louzada é coordenadora do curso de pós-graduação em Atendimento Nutricional no Envelhecimento e professora de diversos cursos de especialização pela Universidade Candido Mendes. Doutora em Nutrição Aplicada Humana pela Universidade de São Paulo, Mestre em Educação Física, Especialista em Fisiologia do Exercício, Nutrição Desportiva, Atividade Física Personalizada e Licenciada para atuação como coach.

Mulheres são mais vulneráveis à perda dentária do que os homens

Flutuações hormonais são fatores de risco que podem ocasionar prejuízos irreversíveis ao sorriso. Veja aqui quais as causas e tratamento, segundo a especialista Bruna Ghiraldini

Por conta de condição hormonal, que varia muito ao longo da vida, as mulheres, são muito mais suscetíveis do que os homens a apresentarem problemas dentários e, em especial, a perda dos dentes.

 

BRUNA-GHIRALDINI--3-
A cirurgiã-dentista Bruna Ghiraldini

O período da gravidez, por exemplo, é especialmente delicado para a saúde bucal, segundo a cirurgiã-dentista Bruna Ghiraldini, especialista em periodontia e coordenadora do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos da S.I.N. Implant System, referência global na área de implantes.

Nessa fase, o organismo recebe uma carga intensa de hormônios estrogênio e progesterona, substâncias que promovem modificações vasculares, facilitando o ataque de bactérias nas gengivas. “Pessoas mais suscetíveis podem desenvolver gengivite que, caso não seja tratada adequadamente, leva à perda dentária”, alerta.

Também na idade madura, conforme Bruna, com a modificação hormonal que reflete em todo o organismo, a incidência de danos à saúde bucal aumenta. Desde a proximidade do final do ciclo menstrual – o chamado climatério, que acontece a partir dos 45 anos – a cavidade oral se ressente sob muitos aspectos. “A gengiva, por exemplo, diminui de volume e se retrai, situação que se intensifica com a chegada da menopausa, o que pode afetar a sustentação dos dentes e aumentar as chances de perda”, explica.

Outros fatores de risco são osteoporose (frequente na menopausa), tabagismo, diabetes, mordida inadequada, hábito de ranger os dentes, estresse e até mesmo a anatomia da boca. “Isso porque os homens, em geral, apresentam maior diâmetro dos dentes, comparado com os das mulheres. Isso os torna, também, mais blindados contra os problemas dentários”, afirma a especialista.

“Para enfrentar essa perda óssea nos dentes, que muitas vezes ocorre a partir de uma aparentemente inocente inflamação da gengiva – e isso pode acontecer em qualquer idade, com agravante no envelhecimento –, existem algumas formas de cuidado que auxiliam na prevenção”, alerta a dentista. “Contudo, se a inflamação não for tratada corretamente, já no início, pode levar à perda dos dentes, pois o que ocorre é que irá faltar osso para apoiá-los”, pontua.

Solução: implante dentário, tratamento cada vez mais acessível

implante

Bruna adianta, ainda, que é muito difícil um tecido ósseo perdido vir a crescer novamente, independentemente do que ocasionou sua perda. A alternativa, quando isso não acontece, é a pessoa passar pelo procedimento de um implante dentário. “Felizmente a tecnologia hoje oferece possibilidades seguras, com custo acessível e bastante eficientes de tratamento”, diz.

Sorriso e mastigação preservados

Ela ressalta, ainda, que um implante adequado contribui para a estética da boca, mas esse não é o único motivo que deve levar alguém a procurar tratamento. “O implante garante a reabilitação da atividade mastigatória, com forte influência na saúde física e psíquica da pessoa que sofreu a perda óssea.”

Entre os produtos considerados de ponta no mercado hoje, existem implantes dentários produzidos no Brasil, com excelente performance de custo-benefício. Um desses exemplos é o Strong SW Plus, implante fabricado pela S.I.N. Implant System e que já começa a ser exportado para todo o mundo. Seu diferencial principal, entre outros, está na superfície revestida de nanocristais de hidroxiapatita, material desenvolvido a partir de nanotecnologia, capaz de otimizar a formação óssea.

Sobre perda óssea dos dentes em mulheres

kate-kozyrka- mulher sorrindo dentes
Foto: Kate Kozyrka

Causas:
=Flutuações hormonais;
=Osteoporose;
=Tabagismo;
=Diabetes;
=Mordida inadequada;
=Inflamações na cavidade bucal;
=Hábito de ranger os dentes;
=Estresse
=Anatomia da boca.

Como evitar:
=Fazer uma boa higiene bucal, com escovação e uso de fio dental;
=Visitar o dentista com frequência, especialmente durante o período de gestação e quando se aproxima a menopausa;
=Ter uma alimentação saudável e evitar os fatores de risco;
=Manter sob controle o estresse e doenças metabólicas;
=Caso o problema apareça, é possível restaurar a autoestima e a saúde bucal com um implante dentário, que substitui satisfatoriamente a raiz dos dentes e tem excelente durabilidade.

Fonte: S.I.N. Implant System

Reposição hormonal: quando e por que fazer

Há um determinado período da vida em que mulheres e homens começam a ter sintomas bem desconfortáveis. Este período é chamado de menopausa (para a mulher) e andropausa (para o homem), e caracteriza a queda das taxas dos hormônios sexuais. Na menopausa, há o término dos ciclos menstruais e ovulatórios em mulheres entre os 45 e 55 anos, enquanto na andropausa, há diminuição progressiva da produção de testosterona em homens após os 50 anos.

A menopausa na mulher, como ocorre uma diminuição abrupta dos níveis de estradiol, tende a ser muito sintomática (fogachos, ondas de calor, ressecamento vaginal), enquanto no homem (andropausa) ocorre uma diminuição mais lenta dos níveis de testosterona, resultando em sintomas mais leves como cansaço e fadiga.

Quando a menopausa e andropausa ocorrem antes da idade esperada, tem-se um quadro que denominamos “precoce”. Isto pode ocorrer por algum processo “destrutivo” nas gônadas (ovário e testículo) e podem decorrer de quadros infecciosos/inflamatórios ou até mesmo serem autoimunes, quando existem anticorpos que passam a “atacar” a glândula.

suplemento omega 3

Para amenizar os sintomas da andropausa e da menopausa, é possível realizar a reposição hormonal. Nas mulheres, o tratamento consiste na reposição do estrógeno, que pode ser por via transdérmica (gel ou adesivo) ou oral, combinado ou não a progesterona (naquelas mulheres não histerectomizadas, ou seja, que possuem útero). Nos homens, a reposição é feita com testosterona, que pode ser por diferentes vias.

Com a reposição hormonal, as mulheres sentem a diminuição destes sintomas desconfortáveis, além de minimizar problemas comuns do período como mal estar, perda cognitiva (algumas mulheres queixam-se de perda de memória, piora da depressão e ansiedade) e perda de massa óssea (osso vai ficando mais fraco – osteoporose). Já os homens que fazem a reposição hormonal apresentam melhora na disposição e aumento da libido.

Vale lembrar que não são todas as mulheres que teriam a indicação de fazer reposição hormonal na menopausa. Normalmente, o ginecologista faz uma análise minuciosa de cada caso para indicar ou não a terapia de reposição hormonal após a menopausa. Além disso, como em todo tratamento médico, há efeitos colaterais.

medico e paciente uc health
Foto: UC Health

Dentre eles, destacam-se aumento do endométrio (efeito minimizado com uso da progesterona), aumento de triglicérides (apenas com a via oral de estrógeno), retenção de líquido e aumento da pressão arterial (mais comuns também com a via oral). Por isso, o tratamento deve ser sempre indicado e acompanhado por especialista da área.

Karina Tafner é ginecologista e obstetra; médica assistente do ambulatório de Reprodução Assistida da Santa Casa (FCMSCSP); especialista em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana pela Santa Casa; Especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo

 

Pilates ajuda a aliviar os sintomas da menopausa

Sintomas da menopausa podem variar de mulher para mulher e nem todas apresentam sintomas no decorrer desse período. Praticar atividades físicas é o mais indicado

A menopausa é uma ocorrência natural no ciclo da vida feminina e acontece por volta dos 45 aos 55 anos – fase em que o corpo da mulher começa a sofrer alterações. Os sintomas vão desde o aumento de ondas de calor acompanhadas de transpiração, ansiedade, irritabilidade e cansaço, além do surgimento de suor noturno, diminuição da libido, redução da elasticidade da pele e ainda fragilidade dos ossos causada pelo aumento de porosidade.

A fisioterapeuta Fernanda Affonso explica que a boa notícia nestes casos é que existem tratamentos que aliviam estes incômodos, através da reposição hormonal, ou seja, a reposição do estrogênio – um hormônio importante para várias funções no organismo feminino. A profissional indica ainda, principalmente neste período, a prática constante de exercícios.

“Eles podem ajudar a aliviar estes sintomas. Pilates é uma destas atividades que podem ajudar a diminuir os sintomas da menopausa. Uma boa dica é a pratica semanal”, comenta.

Segundo a fisioterapeuta que também é instrutora de Pilates, o método ajuda fortalecer a musculatura, principalmente abdominal, aliviando as dores nas costas e no quadril e ainda prevenindo fraturas e deformidades na coluna.

“Pilates ajuda na redução do estresse, combate a irritabilidade e ansiedade, pois libera endorfina, responsável pela sensação de bem-estar. Ele também ajuda a enrijecer os tecidos musculares, alongando e fortalecendo a musculatura”, acrescenta. Outro benefício é que ele colabora com o aumento da massa óssea, pois estimula a produção de cálcio. “O método também ajuda no tratamento da incontinência urinária, pois fortalece a região de períneo”, explica Fernanda.

pilates.jpg

Os sintomas da menopausa podem variar de mulher para mulher e nem todas apresentam sintomas no decorrer desse período – algumas podem, inclusive, desenvolver em intensidades diferentes. Além dos exercícios e reposição do estrogênio, é muito indicado a mudança de hábito na alimentação, incluindo vitaminas E, C e D3, zinco, ácido fólico, cálcio, magnésio, selênio, ômega 3, carboidratos integrais, para auxiliar na carência de estrógenos e progesterona.

“Nesta fase é de extrema importância evitar bebidas alcoólicas e cigarro e incluir, principalmente, atividade física na rotina, pois o sedentarismo agrava os sintomas”, conclui Fernanda.

Fonte: Studio Pilates Fernanda Affonso

Menopausa: novidades na reposição hormonal

Implante para reposição hormonal apresenta-se como recurso eficiente para tratar os sintomas de calor, fadiga, depressão e secura vaginal

Segundo a ginecologista Mariana Rosário, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), o uso de implantes é seguro e eficiente para mulheres na menopausa que necessitam de reposição hormonal

Fadiga, depressão, ganho de peso, calores excessivos (os temidos fogachos), secura vaginal, perda de tônus da pele. Esses são apenas alguns sintomas da menopausa, período de declínio hormonal pelo qual todas as mulheres passam, que marca o fim espontâneo da menstruação. Quando os sintomas se fazem muito marcantes, é recomendada a reposição hormonal.

“Indicamos um check-up, no qual é verificado o estado de saúde da paciente. Dependendo de seus níveis hormonais e não havendo condições limitantes – como histórico de câncer, doenças hepáticas, trombose ou tabagismo, por exemplo –, desenha-se uma reposição hormonal personalizada”, afirma Mariana.

Ela explica que o implante hormonal é composto por um hormônio bioidêntico, que é manipulado por um laboratório especializado, e traz de volta à paciente o que foi perdido com a queda dos níveis hormonais.

“Com a retomada do estrogênio no organismo, volta também a disposição, a libido, a melhora da condição cardiovascular e até a pele e os cabelos têm o aspecto melhorados, porque os efeitos se refletem tanto na saúde quanto na beleza da mulher que necessita da reposição hormonal”, enfatiza a médica, que é cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela Elmeco, do professor Elcimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto.

mulher calor fogacho menopausa

Os riscos desta reposição hormonal são os mesmos da reposição tradicional, portanto, é imprescindível que apenas as mulheres que necessitam da reposição se beneficiem dos implantes e que todos os exames sejam feitos antes desta indicação existir.

O implante é colocado sob a pele, num procedimento simples, que leva dez minutos e requer apenas uma anestesia local. A durabilidade dele é de um ano.

Fonte: Mariana Rosario é formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, a Dra. Mariana Rosario possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão. Membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) e especialista em Longevidade pela ABMAE – Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. É médica cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela Elmeco, do professor Elcimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto.