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Mitos & verdades sobre a funcionalidade nutricional das bebidas

Sucos, isotônicos e líquidos alcoólicos que prometem auxiliar no emagrecimento e até curar a ressaca, estão na lista

O verão demorou para chegar a algumas regiões do país neste ano, e agora, às vésperas da chegada do outono, as temperaturas estão nas alturas. E nesses dias, o consumo adequado de líquidos é fundamental para manter o funcionamento do nosso corpo. Porém, algumas bebidas, além de hidratar, são ingeridas com objetivos estéticos, funcionais e para melhorar o bem-estar.

A professora Tatiane Vanessa de Oliveira, do curso Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário Senac, em São Paulo, explica os mitos e as verdades sobre as propriedades nutricionais de diferentes tipos de bebidas, como por exemplo: sucos, isotônicos e alcoólicas que prometem auxiliar no emagrecimento, evitar acne, melhorar a qualidade de vida e até curar ressaca.

Além de matar a sede, a água é a bebida mais completa para o corpo?
Verdade.
Não vivemos sem a água. Ela representa mais de 70% da nossa composição corporal e é extremamente importante para o bom funcionamento do nosso organismo. A quantidade de água que devemos ingerir diariamente é influenciada por diversos fatores. São eles: idade, peso, tipo e intensidade da atividade física, clima, temperatura do ambiente e condição clínica. Em média, a ingestão diária de água pode variar entre 2 a 4 litros. Vale lembrar que a água não deve ser substituída por bebidas açucaradas, sucos e principalmente refrigerantes.

Cerveja realmente engorda e dá barriga?
Parcialmente verdade.
A culpa não é só da cerveja! Ela tem cerca de 150 calorias, em um copo grande de 350 ml. O ganho de peso está relacionado à quantidade do consumo (aumento do consumo energético) em relação ao gasto energético da pessoa. Vale lembrar que, normalmente, a cerveja é consumida com os famosos petiscos que, em maioria, são alimentos gordurosos e ricos em calorias.

Beber uma taça de vinho diariamente faz bem para a saúde?
Verdade.
O vinho feito com as uvas das espécies Vitis vinífera e Vitis labrusca ou os sucos de uva integrais (sem adição de açúcares e conservantes) possuem em sua composição o resveratrol, composto bioativo que pode auxiliar no controle do açúcar no sangue (glicose) e na prevenção de doenças cardiovasculares. Porém, os benefícios estão associados quando o consumo é realizado dentro de um padrão alimentar saudável e respeitando uma taça por dia.

Bebidas isotônicas curam ressaca?
Verdade.
Isotônicos curam a ressaca relacionada à decorrência de uma desidratação. Vale destacar que os isotônicos, normalmente, são compostos por: água, sódio, potássio e glicose/sacarose e podem ser contraindicados para indivíduos diabéticos e hipertensos.
O melhor remédio para curar a ressaca é a hidratação com água, o consumo de frutas, verduras, legumes e repouso.

Sucos detox ajudam no bom funcionamento do organismo?
Mito.
Nenhum suco isoladamente garante o bom funcionamento do organismo. A dica é seguir uma alimentação saudável, com ingestão adequada de frutas, verduras e legumes que são fontes de fibras, vitaminas e minerais que auxiliam a boa digestão. Em tempo: o consumo da fruta, dos legumes e verduras trazem mais benefícios que o suco dos mesmos.

Chá verde emagrece?
Parcialmente verdade.
O chá verde é obtido a partir das folhas da planta Camellia sinensis e possui um composto bioativo denominado epigalocatequina galato, que apresenta uma relação com o aumento do gasto energético e consequentemente com a perda de peso. Mas atenção: qualquer processo de emagrecimento está associado a um equilíbrio entre o consumo e o gasto energético (prática de atividade física), fatores genéticos e qualidade da alimentação. Além disso, o chá verde também não é indicado para pessoas hipertensas, devido a presença da cafeína. Consuma com parcimônia.

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Beber suco de beterraba antes de malhar aumenta a performance no treino?
Mito.
Antes de malhar faça um lanche leve com fontes de carboidrato. Porém, antes de escolher o lanchinho, leve em consideração o tipo de exercício, o tempo e a intensidade.

Existem sucos que ajudam a prevenir o envelhecimento da pele?
Mito.
Nenhum suco isoladamente irá garantir a prevenção do envelhecimento. Por possuírem em sua composição vitaminas e minerais com propriedades antioxidantes, o consumo de frutas, verduras e legumes podem contribuir para o bem-estar e assim manter uma pele saudável. Vale destacar que os vegetais in natura, crus ou cozidos na forma sólida preservam mais as suas propriedades e os benefícios a saúde.

Foto: Boldsky

Suco de couve com maçã ajuda a combater a acne?
Mito
. A acne é uma alteração na pele ocasionada pelo acúmulo de sebo que pode favorecer ao crescimento bacteriano. Também pode ser causado devido às alterações hormonais, genéticas, efeito colateral de medicamentos, pele oleosa, estresse, entre outros. Porém, devido alguns nutrientes possuírem ações antioxidantes e anti-inflamatórias, o consumo de frutas, verduras e legumes, associado a uma alimentação equilibrada, pode auxiliar no tratamento.

Kombucha auxilia no emagrecimento e desintoxica o organismo?
Verdade.
Kombucha é uma bebida obtida pela fermentação do chá pela ação de leveduras (fungos) e bactérias. O crescimento das bactérias existentes na bebida pode trazer benefícios à saúde intestinal, ou seja, tendo ação probiótica. Porém, não se tem um controle dos tipos de bactérias presentes nessa preparação, e cada indivíduo possui uma flora intestinal diferente que responderá de formas variadas. No entanto, a saúde intestinal está diretamente associada à prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. Prefira as versões sem álcool.

Fonte: Senac

Emagrecimento saudável: confira mitos e verdades

Trocar refeições por frutas emagrece? Água com limão funciona? Desvendamos algumas crenças sobre perder peso com saúde

Na teoria, emagrecer é simples: gastar mais energia do que foi ingerido ao longo do dia. No entanto, na tarefa de manter o déficit calórico, alguns mitos atrapalham o resultado final. Há mais de 35 anos à frente da Emagrecentro, rede especializada em emagrecimento saudável, o médico Edson Ramuth explica que, na maioria das vezes, a desinformação e a falta de acompanhamento profissional capacitado é a causa do desânimo em adotar uma alimentação mais nutritiva e adequada para o organismo.

Receitas milagrosas, chás, entre outras dicas circulam pela internet, mas será que funcionam? Conheça os principais mitos e verdades sobre emagrecimento saudável para não cair em fake news na hora de perder peso:

Água com limão emagrece? Bem gelada e no calor, a água com limão é uma delícia e faz muito bem para saúde, só que na prática ela sozinha não emagrece. Apesar de ser um mito, a fruta é rica em vitamina C e outros nutrientes que auxiliam na imunidade. Assim, apesar de não ajudar a perder peso, vale a pena manter este hábito para uma vida mais saudável.

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Substituir refeições por frutas é saudável? Para quem busca um emagrecimento saudável, refeições exclusivamente de frutas podem deixar de fora macro e micronutrientes importantes para o corpo. Outro fator é que existem frutas com bastante carboidratos e calorias que podem atrapalhar, e muito, uma estratégia para perder peso.

Programas de emagrecimento funcionam? Verdade, desde que sejam realizadas em clínicas sérias e que se guiem em pesquisas científicas sobre emagrecimento saudável. Para ter ideia, o método 4 fases do Emagrecentro foi baseado em mais de 100 trabalhos científicos. O protocolo de cinco semanas, por exemplo, conta com check-up semanal para acompanhar a evolução da dieta e promover uma reeducação alimentar.

Chás emagrecem? Sozinhos, sem uma alimentação saudável, os chás não emagrecem. Apesar disso, uma infusão de hortelã, hibisco e camomila, por exemplo, podem colaborar com o bem-estar e a saúde, além de ajudar no controle da compulsão alimentar ou a saciar a vontade de comer doces. No entanto, é preciso tomar cuidado com receitas milagrosas, já que elas não existem, e com a dosagem e a frequência do consumo.

Fonte: Emagrecentro

Verão: nutricionista desvenda 10 mitos e verdades da alimentação equilibrada

A especialista da Sodexo On-site também dá dicas para uma dieta rica em nutrientes, balanceada e gostosa que ajudarão a manter a saúde e imunidade do corpo

Após as festas de final de ano e com a chegada do verão que traz com ele altas temperaturas, muitas pessoas procuram redobrar a atenção aos cuidados com a alimentação, principalmente quando falamos em manter uma dieta nutritiva e equilibrada para melhorar o físico e também manter a imunidade do sistema imunológico alta em tempos de covid-19.

“Muitos pacientes nos procuram logo no início do ano preocupados com os exageros do final do ano e nos pedem dietas detox. É um grande mito! É importante ressaltar que não existe um alimento desintoxicante por si só. O segredo é fazer escolhas inteligentes quanto aos alimentos que ingerimos, já que o nosso corpo é que faz o processo de desintoxicação. Assim, quando começamos a comer corretamente, sem exageros, esse processo é beneficiado e mais eficiente”, afirma a nutricionista da Sodexo On-site Brasil, Vanessa Leite.

De acordo com a especialista, com alguns ‘vilões’ da dieta sendo consumidos em menor escala ou até mesmo retirados da dieta diária, já traria grandes benefícios à saúde do corpo. “Há 4 grandes vilões da dieta que no dia a dia nem percebemos ou usamos como forma de compensação, que é o açúcar, comidas industrializadas, álcool e embutidos”, destaca Vanessa.

A nutricionista também alerta que ao contrário do inverno, as temperaturas elevadas dos primeiros meses do ano podem inibir o apetite. ‘É comum que a maior parte das pessoas não consiga seguir uma alimentação balanceada e nutritiva, composta de proteínas, carboidratos, gorduras boas, fibras, vitaminas e minerais. Por isso, montar uma refeição saudável que ajude na proteção do corpo é fundamental. Um prato equilibrado é composto 50% por vegetais crus e cozidos, 25% de proteínas, como carnes, peixes, ovos, entre outros, e 25% de carboidratos, de preferência integrais. Na sobremesa, pode-se optar por frutas”, explica.

Para ajudar as pessoas que procuram manter uma vida mais balanceada no novo ano, a especialista separou algumas perguntas de mitos e verdades que mais recebe em consultório da Sodexo On-site sobre alimentação. Confira:

1-O famoso suco verde detox, funciona mesmo para esse fim?
Verdade.
Importante ter neste suco uma fruta com bastante vitamina C como limão ou acerola. Uma verdura com bastante ferro, como couve ou espinafre. A vitamina C e o ferro se complementam e ajudam a potencializar os benefícios ao corpo que cada um proporciona. Uma dica de ouro é acrescentar gengibre e cúrcuma que são dois anti-inflamatórios poderosos que também podem ajudar o processo natural do corpo de desintoxicação.

2-Comer apenas frutas, verduras e legumes é um caminho certo para uma dieta balanceada?
Mito.
Só comer determinados alimentos, ainda que saudáveis e naturais, é algo muito restritivo. Você não vai ingerir a quantidade de proteína necessária, por exemplo, e vai perder massa muscular para proteção geral do organismo. Não é isso que a gente quer. Além do mais, boa parte das frutas tem frutose em excesso e carboidrato. Isso tudo é açúcar. Você pode ter picos de glicemia e insulina, trazendo muitas complicações a longo prazo como diabetes. Uma dica é associar uma fruta com proteína boa como mamão com ovo ou uma fonte de gordura boa, fruta com pasta de amendoim e mix de castanhas.

3-Reduzir o consumo de glúten ajuda no processo de desintoxicação?
Verdade.
Reduzir farinha branca ajuda o organismo a trabalhar melhor. Mas vale a atenção. Não adianta sair comprando produtos sem glúten no mercado, mas sem olhar para o rótulo. Porque muitas vezes esses alimentos tem gordura vegetal, corantes e outros aditivos químicos que podem prejudicar a dieta. E não indicamos também a restrição total. É uma redução.

4-Jejum intermitente é bom mesmo para saúde?
Mito.
Para evitar um possível desequilíbrio na alimentação, é recomendado evitar longos períodos em jejum. Uma dica é fazer um lanche saudável, como um snack de castanhas caramelizadas com açúcar de coco, antes de sair de casa, pois dá energia e ajuda nas escolhas e no consumo moderado dos alimentos ao longo do dia.

Cook For Your Life

5-Ingerir chás pode ajudar a desintoxicar e não reter líquidos?
Verdade.
Alguns chás como o de abacaxi, de hibisco e o verde podem ajudar na retenção de líquidos, hidratando o corpo. Mas é preciso cuidado e orientação específica, porque se a pessoa tem pressão alta ou baixa, alguns chás podem atuar de forma negativa. Não é qualquer pessoa que pode tomar qualquer tipo de chá. O exagero, mesmo que de chá, também não é recomendado.

6-Faça uma dieta líquida e você vai desintoxicar. Isso é verdade?
Mito.
A dieta que troca refeições por líquidos não funciona, não é válida, ela é restrita de nutrientes e no verão pode ser perigosíssima! O paciente pode até perder peso, mas isso vai voltar com o tempo, pois não é uma constância sustentável. Além disso, essa restrição, em dias quentes principalmente, faz perder muita massa muscular e imunidade, podendo levar o corpo a um colapso.

7-Fazer um café da manhã completo ajuda no processo da detox?
Verdade.
Café da manhã é uma refeição superimportante, e é preciso fazer boas escolhas. Um suco do tipo detox acompanhado de ovos mexidos e uma fruta é excelente para o organismo. Só cuidado com o exagero na quantidade. E se conseguir trocar o pãozinho por um mix de castanhas será nota dez. Começar o dia dessa forma traz bastante saciedade para o resto da jornada e inibe a vontade de beliscar e cair em tentações ou erros.

8-Tirar os derivados do leite sempre ajuda no melhor funcionamento do organismo?
Mito.
Tomar iogurte vai ajudar na manutenção da flora intestinal, por exemplo. E o intestino funcionando bem é fundamental para absorver os nutrientes que estamos ingerindo e também para eliminar o que consumimos e nos intoxicou. Importante: o iogurte deve ser natural. Se puder fazer o iogurte em casa fica excelente!

9-Alho cru fornece mais benefícios ao organismo.
Verdade.
O alho é um alimento excelente quando falamos neste assunto de fortalecer o organismo, que é um dos objetivos da limpeza que nosso corpo realiza. O alho é imunomodulador, ou seja, ele modula a imunidade do corpo. Dica: coloque alho cru no fundo de uma garrafa de azeite antes de usá-lo. E para quem gosta do insumo e tem coragem, tome um shot com alho cru batidinho com limão. Além disso, ele refogado, com pouca gordura, ou assado também pode ser usado sem medo!

10-Só a bebida alcoólica já ajuda a refrescar no verão?
Mito.
Sabemos que todos adoram um bom drinque ou cerveja, mas precisamos ter muito cuidado, pois o álcool acelera o processo de intoxicação do organismo e a perda de líquidos. Nos dias quentes ocorre maior perda de líquidos e minerais, devido ao aumento da temperatura corporal e transpiração excessiva. Por isso, nesse período, a ingestão de bastante água e outras bebidas não alcoólicas, como sucos naturais com as frutas da época, é essencial.

Fonte: Sodexo On-site Brasil

No Dia Mundial do Câncer, confira 10 mitos e verdades sobre a doença

Hoje, 4 de fevereiro reforça ainda mais a necessidade de desmistificar as mais diversas fake news ao redor do tema; Oncologista tira as principais dúvidas e comenta a importância da informação de qualidade

O termo “câncer” ainda é cercado por preconceitos e informações que nem sempre são verdadeiras sobre o que pode ou não contribuir para o surgimento da doença. Por isso, é muito importante não acreditar em tudo o que se escuta por aí. De acordo com Daniel Gimenes, oncologista da Oncoclínicas São Paulo, o primeiro passo é buscar informações de qualidade, seja em veículos que tenham autoridade e com o próprio médico: “Durante as consultas, é fundamental que o paciente leve quais são suas principais dúvidas. É bastante comum diversos mitos serem compartilhados nas redes sociais e internet como um todo, portanto o combate à fake news deve começar dentro do consultório e ir além dele”.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é previsto que cerca de 625 mil novos casos de câncer por ano sejam diagnosticados no triênio 2020/2022. Nas mulheres, a incidência da doença no Brasil tem como localização primária a mama (29,7%); seguido por cólon e reto (9.2%); e colo de útero (7,5%). Já nos homens, é possível notar os casos de próstata (29,2%); cólon e reto (9,1%); e traqueia, brônquio e pulmão (7,9%).

Apesar de existirem muitos tipos de câncer, os tumores aparecem pelo crescimento descontrolado das células em qualquer região do corpo. Podendo ser causado tanto por fatores externos como internos, alguns cuidados contribuem para a prevenção da doença – sendo a informação um deles.

Abaixo, Gimenes lista dez mitos e verdades sobre o câncer que você precisa ficar de olho:

Esquentar alimentos no micro-ondas aumenta risco de câncer
Mito.
Até o momento, não existem evidências científicas que comprovem o risco de câncer relacionado ao uso do micro-ondas. Sabe-se que a radiação interna do aparelho é testada nos altos padrões de segurança. Por isso, é essencial consumir apenas eletrônicos com o certificado do InMetro.

Airfryer é cancerígena
Mito. A principal relação entre o aparelho com o câncer se dá por substância liberadas durante o preparo dos alimentos. A principal dela é a acrilamida, que se forma em preparos em alta temperatura – ou seja, quando a batata, mandioca, entre outros possui um tom marrom escuro. Em animais, por exemplo, existe, sim, uma possível ligação de alimentos que contêm acrilamida ao risco de câncer. Mas, no caso dos humanos, não existem fatos científicos que comprovem a condição, por isso, a airfryer não é considerada cancerígena.

Foto: Pixabay

Amamentar protege contra o câncer de mama
Verdade.
Durante a amamentação, as células começam a produzir leite e passam a se multiplicar menos. Como o câncer é o aparecimento anormal delas, o risco da doença é sim reduzido.

Câncer tem cura
Verdade.
Quando é descoberto precocemente, as chances de cura podem chegar a mais de 90%. Cada tratamento é único e individualizado para cada paciente, pois cada um pode responder de maneiras diferentes.

Desodorante pode causar câncer
Mito.
Isso circula na internet há tempos e não é verdadeiro! Vale lembrar que não existem evidências científicas que comprovem o fato, principalmente sua relação com o câncer de mama.

Atividades físicas podem prevenir alguns tipos de câncer
Verdade.
Quando os exercícios fazem parte da rotina diária, há o equilíbrio dos níveis hormonais, defesa do organismo, entre outros benefícios. Segundo o Inca, eles contribuem para diminuir o risco de câncer de cólon, mama e endométrio.

Câncer é contagioso
Mito.
Ele não pode passar de uma pessoa para a outra. Porém, no caso do câncer causado por vírus, como o do HPV ou hepatite B, pode haver um risco de contaminação por relações sexuais, transfusões de sangue e seringas compartilhadas. Mas, vale lembrar que nestes casos a infecção não garante que o paciente irá desenvolver a doença. Diversos vírus, como os mencionados acima, possuem vacinas que fazem parte do calendário infantil de imunização, podendo ser prevenidos.

Aquecer alimentos ou deixá-los quentes em potes plásticos pode aumentar o risco de câncer
Verdade.
É importante que os alimentos não sejam aquecidos em recipientes plásticos, ou ainda não sejam armazenados enquanto estiverem quentes. Nestes casos, eles podem liberar substâncias cancerígenas, como a dioxina, bisfenol, entre outros. A recomendação pela INCA é de utilizar vasilhas de vidro ou porcelana.

Açúcar pode fazer com que o tumor cresça mais rápido
Mito!
O alimento não é considerado uma substância cancerígena. Até o momento, não existem provas científicas de que ele pode acelerar o crescimento de um tumor, portanto deixar de consumi-lo não significa que o processo deixará de acontecer.

Stefan Obermeir/Getty Images

Álcool e tabaco podem aumentar as chances do desenvolvimento do câncer
Verdade.
Pesquisas mostram que esse hábito concomitantemente possui um risco aumentado para o câncer de faringe, laringe, boca e esôfago. Ou seja, no caso do consumo de álcool e tabaco juntos, os efeitos são multiplicados quando comparados aos riscos individuais.

Fonte: Oncoclínicas

7 mitos e verdades que você precisa saber sobre menopausa

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o climatério corresponde ao período entre o final da fase reprodutora até a senilidade. Dentro deste período, ocorre a menopausa, definida com a interrupção permanente da menstruação, reconhecida após 12 meses consecutivos de amenorreia (ausência de menstruação).

De acordo com a pesquisa publicada no periódico médico Menopause Review Przeglad Menopauzalny, entre 80% e 90% das mulheres sofrem com um ou vários sintomas da menopausa. Com o aumento da expectativa de vida, estima-se que as mulheres terão de conviver com alguns desses sintomas por cerca de 1/3 de suas vidas.

A pesquisa aponta que ondas de calor, acompanhadas de disfunções sexuais, estão entre os sintomas mais comuns nesse grupo em toda a América Latina. No caso das ondas de calor, também conhecidas como fogachos, cerca de 75% das mulheres são acometidas nos primeiros 3, 5 anos após a menopausa.

“Embora seja uma fase fisiológica, toda mulher passará por esse período de transformações e desafios. Daí a importância de ter acesso às informações corretas que ajudem a passar por este período sem tanto sofrimento”, pondera Claudia Chang, pós-doutora em endocrinologia e metabologia pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Para ajudar a conhecer melhor os fatos sobre a menopausa, a endocrinologista selecionou os principais mitos e verdades que cercam este período da mulher:

Há dietas específicas para menopausa

Mito. A alimentação neste período, assim como deve ser em todas as fases da vida, precisa apenas ser saudável e equilibrada. No entanto, há determinados alimentos que podem minimizar os sintomas, como a soja, por exemplo, que atua no mesmo receptor do hormônio feminino. Já o consumo de leite e derivados (nas mulheres que não têm intolerância) é essencial para obter maior aporte de cálcio e minimizar a perda de massa óssea, muito comum na menopausa. Outra dica é aumentar também o consumo de proteína, evitando a perda de massa muscular (massa magra).

A mulher não pode mais engravidar

Imagem: FIV/FR

Verdade. No climatério, ainda é possível engravidar, já que o corpo está em fase de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo. Com a menopausa já instalada e passado um ano de amenorreia (ausência da menstruação), a diminuição dos tamanhos dos ovários e a queda da produção hormonal ovariana inviabilizam uma gestação. “Uma das formas de a mulher engravidar nesta fase seria por meio da reprodução assistida, conhecida como fertilização in vitro, ressalta Claudia.

A mulher fica mais suscetível a algumas doenças

Verdade. Como a menopausa é marcada pela queda na produção do estrogênio, hormônio responsável pela distribuição da gordura corporal, pela fixação do cálcio nos ossos e pelo equilíbrio das gorduras no sangue, há alterações no corpo, como o maior acúmulo de gordura visceral/abdominal e possíveis riscos de diabetes, osteoporose e doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC), infarto e hipertensão.

Menopausa só ocorre após os 50 anos

Mito. A faixa etária mais comum de ocorrência da menopausa na população brasileira é de 51,2 anos. No entanto, algumas mulheres podem chegar à menopausa antes dos 40 anos, a chamada menopausa precoce. Isso pode ocorrer por diversos fatores como hereditariedade, consumo contínuo de alguns medicamentos, depressão, intervenções médicas como cirurgias, quimioterapias e radioterapias, ou devido à insuficiência ovariana primária.

Há alterações de humor, sono, libido e aumento de ansiedade

Verdade. Os fatores psicológicos e fisiológicos mais relacionados com a menopausa envolvem nervosismo, depressão, insônia, irritabilidade, alteração de humor, labilidade emocional, problemas de memória, diminuição da libido e predisposição ao estresse. “Nesta fase, a queda da produção estrogênica gera uma sobrecarga fisiológica, podendo resultar em fadiga física ou estafa mental, alterando o sono e favorecendo problemas psicológicos”, completa a especialista.

Há ganho de peso

Verdade. Com a redução de massa magra, ocorre a diminuição da taxa metabólica basal e, consequentemente, a energia necessária para manter as funções do organismo em repouso. Além disso, pela queda do estrogênio, há maior acúmulo de gordura na região abdominal, elevando a resistência ao hormônio insulina, o que resulta no aumento de açúcar no sangue.

Reposição hormonal é a melhor forma de tratar a menopausa

Parcialmente verdade. Embora a reposição hormonal seja a melhor estratégia do ponto de vista farmacológico, nem todas as mulheres têm indicação ou podem fazer uso da reposição. Alguns aspectos precisam ser observados, como a via de administração hormonal, as doses e os tipos dos hormônios. Tudo isso tem influência nos riscos e na resposta ao tratamento.
Para as mulheres que possuem alguma contraindicação há outras terapias que podem ser indicadas para tratamento dos sintomas climatéricos, como antidepressivos, acupuntura e homeopatia.

“Vale lembrar que a prática de atividade física regular, associada à alimentação saudável, é importante para minimizar sintomas climatéricos, favorecer o ganho de massa óssea e aumentar a taxa metabólica basal. Além disso, ao notar sinal de diminuição ou ausência da menstruação, o indicado é se consultar com um especialista que fará avaliações, solicitação de exames e um tratamento adequado. Afinal, por mais que, cedo ou tarde, a menopausa chegue para todas as mulheres, cada uma tem suas particularidades e necessidades”, finaliza Claudia Chang.

Fonte: Claudia Chang é graduada em medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Residência em clínica médica geral pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Residência Médica em endocrinologia e metabologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Título de especialista em endocrinologia e metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM). Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Doutorado (PhD) em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em colaboração com a Michigan University (EUA).

Confira cinco mitos e verdades sobre cárie

Mudança constante de rotina durante isolamento não pode ser fator para deixar cuidados de lado; estima-se que mais de 2,5 bilhões de adultos e crianças sofram de cáries no mundo

Escondida pelas máscaras, a saúde bucal não pode ser esquecida durante a pandemia e a rotina de cuidados diários é essencial para evitar problemas como a cárie. Com o vai e vem de home office e ensino remoto ou presencial, os horários podem ficar bagunçados e processos básicos como a escovação, o fio dental e o flúor acabam ficando de lado. Tanto para adultos, quanto para crianças e adolescentes. E isso tem preocupado dentistas.

Já se sabe que a cárie é uma das doenças mais comuns no mundo. Segundo o Global Burden of Disease Study 2017, estima-se que, globalmente, mais de 2 bilhões de pessoas sofram de cárie nos dentes permanentes e mais de 530 milhões de crianças têm cáries nos dentes de leite. Para o especialista em Saúde Coletiva e dentista da Neodent, João Piscinini, é fundamental esclarecer alguns mitos sobre a doença. “Muitas pessoas acham que a cárie é uma doença transmissível, por exemplo. E só o conhecimento pode levar à prevenção do problema”, comenta. Confira, então, alguns mitos e verdades sobre a cárie dentária:

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Cárie é contagiosa
Mito. A cárie não é transmissível. A doença causa a destruição dos tecidos devido a um ácido liberado pelas bactérias que consomem o açúcar que fica nos dentes. Por conta disso, Piscinini explica que muitas pessoas acreditam que a cárie é contagiosa, por envolver um microrganismo, porém, não é. “A cárie é uma doença comportamental que, para se desenvolver, depende dos seus hábitos alimentares e da sua higiene. Então preveni-la só depende de você, mantendo um consumo controlado de açúcar e carboidratos em geral; uma boa escovação, com pasta dental contendo flúor; e o uso diário do fio dental”, afirma.

Manchas brancas podem ser cáries
Verdade. Muitas pessoas acreditam que a cárie só aparece como um pontinho preto. Porém, o dentista explica que a doença tem vários estágios e na fase inicial aparece como uma mancha branca. “Ao perceber a presença de manchas nos dentes é indicado ir a um especialista para ver se não se trata de um início de cárie e, dessa forma, interromper o avanço o mais rápido possível”, alerta.

Dores podem indicar um avanço da doença
Verdade.
A cárie pode demorar semanas ou meses para se desenvolver. Durante esse tempo, a mancha branca pode evoluir para um buraquinho. Com isso, a dor pode surgir ou intensificar. “Se o paciente sentiu dor é porque, muito provavelmente, a cárie já esteja avançada. Sendo assim, é essencial ir ao dentista com frequência para que a cárie possa ser tratada no estágio inicial e não cause dor”, aconselha o especialista em Saúde Coletiva.

Pacientes que usam aparelhos podem ter mais cáries
Verdade.
As pessoas que estão realizando tratamento ortodôntico, principalmente com aparelhos convencionais, precisam ter mais atenção com a higiene bucal. “Os alimentos ficam presos facilmente nos aparelhos ortodônticos. Assim, quando a escovação dos dentes não é correta ou o paciente deixa de usar o fio dental por ser mais trabalhoso, o risco de ter cárie aumenta”, destaca o dentista.

Cárie não surge mais, caso tenha uma vez
Mito.
Na maior parte dos casos, o tratamento de uma cárie é feito com materiais restauradores. Caso não haja o cuidado bucal, o dente tratado ainda pode desenvolver uma nova cárie e inclusive atingir a polpa e precisar de um tratamento de canal. “A orientação é a escovação dos dentes e uso de fio dental todos os dias para evitar que o problema retorne”, explica.

O especialista reforça ainda a importância de ir ao dentista regularmente, pois, assim, o tratamento pode ocorrer de forma mais simples e prática quando realizado no início. “Nas consultas você pode receber orientações de dieta, aprender a melhorar sua escovação e ter diagnósticos precoces”, finaliza Piscinini.

Fonte: Neodent

Tontura: 7 mitos e verdades sobre as várias doenças relacionadas a esse sintoma

Campanha “Não fique tonto. Procure um otorrinolaringologista” ressalta a importância de identificar as verdadeiras causas das doenças do labirinto

Em 22 de abril foi celebrado o Dia da Tontura, sintoma que acomete 42% da população adulta da cidade de São Paulo, segundo estudo publicado pela Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. Embora 67% dos sintomáticos sejam afetados em suas atividades diárias, apenas 46% dos pacientes da pesquisa procuraram auxílio médico.

A campanha “Não fique tonto. Procure um otorrinolaringologista” tem como objetivo despertar a atenção da população para os problemas relacionados a esse sintoma e incentivar a busca por avaliação médica. Ela ocorreu durante a Semana da Tontura, de 19 a 23 de abril.

“O impacto da tontura no indivíduo e na população é real. Sentir tontura não é normal e pode afetar o dia a dia de crianças, adultos jovens ou idosos. Por isso, o segredo é não desprezar seus sintomas, nem se automedicar. Procure um otorrinolaringologista para o correto diagnóstico e tratamento das doenças que causam vertigem e tontura” afirma Márcio Salmito, otorrinolaringologista, coordenador do Departamento de Otoneurologia da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Você sabe quando procurar um especialista? Para esclarecer algumas dúvidas, a ABORL-CCF, por meio do Departamento de Otoneurologia, preparou uma lista com 7 mitos e verdades sobre as verdadeiras causas das doenças do labirinto.

A doença mais comum que causa tontura e vertigem é a labirintite.
Mito.
A labirintite não está nem entre as 10 causas mais frequentes de doenças labirínticas. A labirintite (verdadeira) é uma inflamação do labirinto, geralmente associada a alguma outra infecção (otite, meningite).

Stock Photos

Ao sentir vertigem ou tontura, é melhor já tomar o remédio disponível nas prateleiras da farmácia.
Mito.
A automedicação pode mascarar o problema central, fazendo com que haja um quadro persistente.

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Qualquer médico pode tratar as doenças do labirinto.
Mito.
A otorrinolaringologia possui uma área específica, a otoneurologia, para estudar as doenças do labirinto. Por isso, o otorrino é o mais capacitado para fazer o diagnóstico, entender se o sintoma indica alguma doença do labirinto e propor o tratamento correto.

Os sintomas, como vertigem e tontura, podem não ser doenças.
Verdade.
Fatores externos, como hábitos e comportamentos, podem influenciar no sintoma de tontura e vertigem, como a ingestão de alimentos que têm muito açúcar ou cafeína, o tabagismo e até o etilismo (ingestão de álcool).

Ilustração: Vertigo

O labirinto é um órgão.
Verdade
. O labirinto é um órgão (parte interna do ouvido) que tem como funções a audição e sensor dos movimentos da cabeça.

A tontura pode não ser labirintite.
Verdade.
Entre as principais doenças, estão:

=Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB): é a doença mais comum causadora de vertigem. Causada pelo desprendimento de pequenos cristais de cálcio, denominados de otólitos, responsáveis por fornecer informações sobre a posição e movimentos da nossa cabeça. É uma das várias doenças diferentes que acabam recebendo o nome de labirintite quando não adequadamente diagnosticada. Sintoma: vertigem que pode ser acompanhada por náuseas (provocada por movimentos da cabeça).
=Cinetose: conhecida como “mal do movimento” (motion sickness), é caracterizada pela dificuldade do labirinto em processar diferentes informações. Sintomas: náusea e enjoo, tornando- se mais evidente em viagens de carro ou avião, agravados pelo movimento sequencial do olhar.
=Doença de Menière: ocorre por consequência do aumento da pressão dos líquidos da orelha interna, geralmente relacionada com outras doenças, como diabetes, hipertensão e doenças autoimunes. Sintomas: zumbido, vertigem, perda auditiva e pressão no ouvido, acompanhados de mal-estar e náusea/enjoo.
=Neurite vestibular: distúrbio do sistema vestibular causado, geralmente, por um vírus que afeta o nervo vestibular, uma estrutura responsável por enviar informações do labirinto para a cabeça. Sintomas: forte vertigem, náusea, desequilíbrio e dificuldade para caminhar.

Em 22 de abril, é celebrado o Dia Nacional da Tontura.
Verdade.
Desde 2018, 22 de abril é considerado o Dia Nacional da Tontura, data de nascimento do médico otorrinolaringologista Robert Barany, único otorrino a ganhar um prêmio Nobel, o que ocorreu por suas descobertas a respeito do funcionamento do sistema vestibular, do qual o labirinto é o órgão.

Sobre a ABORL-CCF

Com mais de 70 anos de atuação entre Federação, Sociedade e Associação, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Departamento de Otorrinolaringologia da Associação Médica Brasileira (AMB), promove o desenvolvimento da especialidade através de seus cursos, congressos, projetos de educação médica e intercâmbios científicos, entre outras entidades nacionais e internacionais. Busca também a defesa da especialidade e luta por melhores formas para uma remuneração justa em prol dos mais de 8.500 otorrinolaringologistas em todo o país.

Quanto a Covid-19 pode interferir na saúde do cérebro?

Neurocirurgião da Unicamp explica os motivos que podem levar à perda de olfato e de funções cognitivas, além de AVC e depressão

Como tudo é novo e desconhecido em relação à Covid-19, há muita especulação em relação às suas consequências para o organismo de pacientes acometidos pela doença, principalmente depois que se recuperam. Uma dúvida importante é saber o que este vírus pode provocar no cérebro.

Para esclarecer algumas questões, Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Confira alguns mitos e verdades:

A Covid-19 pode interferir nas funções cognitivas?

Verdade: um trabalho inédito, publicado no início de fevereiro pelo InCor (Instituto do Coração) da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), revela que, após o fim da infecção, surgem problemas como perda de memória, dificuldade em manter o foco e/ou a atenção como antes no cotidiano e dificuldades com a percepção visual.

A perda do olfato é um sintoma incomum após o paciente ser infectado?

Mito: no caso da infecção por coronavírus, é muito comum que lesões nos nervos e bulbos olfatórios levem à perda de olfato (anosmia). Em um estudo europeu de 2020, em 87% dos pacientes a anosmia foi um dos sintomas mais comuns da doença. Embora a incidência de casos permanentes seja muito menor (cerca de 5%), a infecção viral é capaz, também, de levar à anosmia permanente. Porém, em alguns casos, existe tratamento para a recuperação.

A doença aumenta as chances do AVC (Acidente Vascular Cerebral)

Verdade. A Covid-19 está ligada a um aumento na formação de coágulos em artérias, podendo levar ao AVC. Estudos internacionais, principalmente nos Estados Unidos, identificaram que muitos pacientes jovens com Covid-19 também foram diagnosticados com Acidente Vascular Cerebral.

A Covid-19 pode levar a sequelas neurológicas permanentes?

Mito: a infecção por SARS-CoV-2 já demonstrou causar sintomas de longo prazo, mesmo após a resolução do quadro respiratório. Além da perda do olfato, os pacientes podem sentir principalmente dores de cabeça crônica, a já citada sensação de fadiga no corpo, tontura, fraqueza generalizada e até mesmo ansiedade e depressão. Por enquanto, estudos apontam que são condições passageiras, mas que merecem atenção do paciente e acompanhamento médico.

Fonte: Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein

Mitos e verdades sobre café: barista elenca algumas curiosidades sobre a bebida

Tem aquelas horas que, realmente, só café “na causa”. Mais do que um símbolo forte gastronômico, ele é, em muitos momentos, um companheiro, um conforto ou um motivador.

O gosto pela bebida é quase unanimidade entre os nossos, como aponta pesquisa da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café) que mostra que ela é figurinha carimbada nas mesas de 98% das casas brasileiras. Quer mais? Somos o maior exportador do produto e responsável por, aproximadamente, um terço da produção mundial. Não é pouca coisa, não é mesmo?

Com tanta gente consumindo, permanece sempre constante uma discussão sobre seus benefícios (e eventuais malefícios) para a saúde e sobre qual a melhor forma de prepará-lo. Para esclarecer algumas dúvidas, vamos de mitos e verdades? Maíra Teixeira, barista e torrefadora de café, nos ajuda nessa e elencou algumas curiosidades sobre essa bebida que é uma das paixões nacionais.

Mitos e verdades:

Escreve-se café “espresso” e não “expresso”.

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Verdade. Sim, o correto é com s. O motivo é que respeita-se a origem do nome da bebida, que é italiana.

A torra do café influencia nos aromas e sabores.

Verdade. Primeiro, precisamos entender que o café também pode ser apreciado, assim como o vinho e a cerveja. E pode ter diferentes tipos de aromas e sabores. O café também nos proporciona uma experiência sensorial. O torrefador é o profissional capacitado para torrar café e desenvolver perfis de torras diferentes para o café verde (cru). É ele quem decide qual grau de torra é o ideal para o café escolhido. Lembrando também que o café cru, assim como a uva do vinho, traz em si características do próprio local onde foi plantado (terroir), microclima do local e processamento pós-colheita. Isso faz com que o torrefador já tenha algumas informações importantes na hora do estudo de torra, trazendo ainda mais precisão. A torra clara, or exemplo, traz ao café uma complexidade sensorial interessante, com mais acidez e notas aromáticas florais e frutadas. É uma bebida mais suave no paladar, mas muito complexa no aroma. Agradável e sempre surpreendente. A torra de cor média é a preferida dos brasileiros, trazendo uma alta doçura, um pouco mais da intensidade do caramelo e chocolate. Geralmente, uma bebida que o público em geral mais se identifica, boa para se tomar no dia a dia. A torra escura, que é um padrão da marca Starbucks, é muito comum para os americanos. Tem ainda mais intensidade e força, trazendo um amargor específico de torra. Um fator importante de se observar na torra escura é que ela precisa ser muito bem feita para se tornar mais agradável. Se passar do ponto, ela pode ser uma experiência negativa para quem toma, aquele famoso “gosto de queimado”, que, vale frisar, não é o gosto de café.

Café faz mal para a saúde.

Mito. Se não ingerido em excesso, o café pode ser um aliado da sua saúde. Ele é rico em minerais como ferro, zinco, magnésio e potássio. O grão também conta com ácidos clorogênicos, que ajudam na redução da glicose e insulina, prevenindo a diabetes tipo 2.

Café atrapalha a absorção de ferro.


Verdade.
A cafeína e o tanino que estão na composição do café atrapalham a absorção do ferro no corpo. Mas calma aí, não precisa parar de tomar café (até porque os benefícios são muitos)! O ideal é que quem tenha uma baixa taxa de ferro no corpo não consumir café logo após as refeições, porque a probabilidade da bebida atrapalhar a absorção do nutriente é maior. Espere duas horas depois da refeição. Quem não tem problema de falta de absorção de ferro, pode tomar tranquilo seu cafezinho após a refeição. E, claro, é sempre bom reforçar que tudo em excesso faz mal. Então foque na qualidade do café e não na quantidade. Uma informação importante é que café arábica tem menos cafeína que o canephora (robusta e conilon). Então, o arábica atrapalha menos a absorção do ferro.

Café espresso tem mais cafeína que o coado.

Stephnaie Albert/Pixabay

Verdade. Alguns estudos mostram que o café espresso tem quase duas vezes mais cafeína do que o coado, em análises feitas em 60ml de cada tipo de bebida. Isso se dá porque a quantidade de pó utilizada é praticamente o dobro da que é utilizada para o coado. ⁣Fatores como pressão da água na máquina de espresso também influem no resultado, extraindo com mais força os compostos do café. Métodos de extração de café por pressão extraem mais e mais rápido.

Não pode ferver a água do café.

Ken Boyd/Pixabay

Mito. Primeiro de tudo: confira que a água utilizada seja sempre filtrada, garantindo assim que não vá um gosto residual de cloro da água da torneira para o café. Agora, sobre a fervura, principalmente em cafés de alta qualidade com torras claras a médias, precisamos de alta temperatura para conseguirmos extrair todas os solúveis e compostos positivos do café. Ou seja, pode, sim, ferver a sua água para o café. Ele vai ficar ainda melhor.

Posso consumir quanto café eu quiser.

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Mentira. Consumido em excesso, o café pode causar agitação e insônia. A quantidade indicada para um adulto é de, no máximo, 400 mg de cafeína por dia (3 xícaras aproximadamente).

Queijo e café combinam.

Verdade. Queijo é uma das melhores harmonizações com o café. Quer um exemplo? Tente a combinação do café espresso com o aclamado queijo italiano Grana Padano. A harmonização neste caso acontece por similaridade (bebida potente, comida potente). A força do sabor deste queijo evidencia as qualidades do espresso, aumentando doçura e acidez.

Quer saber mais? É só acompanhar outras dicas na página de Instagram da barista e torrefadora Maíra Teixera.

Sobre Maíra Teixeira

Pesquisadora na área de análise sensorial, a especialidade da barista Maíra Teixeira é harmonização entre café e comida. Ela atua no mercado nacional de café especial com foco em consultoria para cafeterias, treinamento de equipe, cursos de barista e workshops. Acredita no café como uma ligação entre experiência sensorial e memória afetiva, principalmente para os brasileiros que carregam uma história econômica e cultural com a bebida.

Nutrólogo aponta alimentos que podem ajudar a aumentar o apetite sexual

Allan Ferreira também fez uma seleção com alguns mais consumidos, revelando se eles realmente têm poder sobre a libido

O orgasmo é considerado o “ponto alto” do prazer sexual. Mas nem todos conseguem atingir o ápice, como aponta um estudo organizado pelo Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Conforme o levantamento, cerca de um terço das brasileiras nunca tiveram um orgasmo.

Pensando nisso, o nutrólogo Allan Ferreira, do Hospital Anchieta de Brasília, listou alimentos que podem ajudar a “chegar lá”, os famosos afrodisíacos. Ele acrescenta que a perda da libido pode ser causada por diversos fatores, como estresse, uso de medicamentos e doenças, entre outros. “Manter a saúde física e a mental é fundamental para o desejo. Além, é claro, de uma alimentação balanceada”, pontua.

De acordo com o especialista, poucos alimentos têm ação comprovada para aumentar a libido, mas que existem alguns com uma conotação romântica, como morangos, chocolate e chantilly, que podem estimular a imaginação, contribuindo, assim, de maneira indireta com o clima romântico.

O nutrólogo explica que outras substância, que promovem sensação de relaxamento e desinibição como um vinho, ou outras bebidas alcoólicas, podem até ajudar no clima, mas por ter efeito mais sedativo, podem prejudicar o desempenho sexual. “Muitas raízes como ginseng, Tribulus terrestris e catuaba são descritas por ter efeito estimulante, que indiretamente ajudam no apetite sexual. Mas seu efeito ainda é discutido”, pontua.

Mitos e verdades

Como mencionado anteriormente pelo nutrólogo, há alimentos comumente consumidos que não são afrodisíacos. Pensando nisso, ele listou alguns mitos e verdades. Confira:

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–Castanhas e nozes: ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais , o que contribui para o aumento da libido. Elas são fonte de arginina, um aminoácido que estimula o óxido nítrico, capaz de promover maior circulação sanguínea na região do pênis ou do clitóris. A vitamina E presente neles também contribui para o aumento de fluxo sanguíneo na região dos órgãos genitais. E a niacina, vitamina do complexo B, possui ação vasodilatadora.

–Ostras: não há estudos que comprovem que elas melhoram a libido. O que poderia levar a este benefício é o fato das ostras serem ricas em zinco, mineral responsável pela regulação da testosterona. Se a pessoa tem uma queda hormonal, a ostra repõe o zinco e a produção dos hormônios é retomada, mas ela seria afrodisíaca apenas no paciente com essa deficiência.

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–Chocolate: ao contrário do que muitos acreditam, não ajuda a melhorar a libido. Alguns estudos levantam a hipótese que a cafeína e outros estimulantes, presentes no chocolate, dão um pouco de vigor para quem estiver cansado e, assim, contribua para a libido, mas não houve conclusão nenhuma

–Pimenta: já ouviu a expressão “apimentar a relação”? Pois é, a ingestão de pimenta gera reações fisiológicas no corpo como, por exemplo, transpiração, aumento da frequência cardíaca e da circulação sanguínea. Este efeito estimulante pode ajudar na excitação e apetite sexual.

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–Manjericão: também melhora a circulação sanguínea.

–Mel: é rico em vitaminas do complexo B (necessárias para a produção de testosterona) e em boro (uma substância que ajuda o organismo a metabolizar e usar o estrogênio – hormônio feminino). Alguns estudos sugerem que o mel também pode elevar os níveis de testosterona no sangue.

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–Mamão: como a semente de anis, é estrogênico, o que significa que ele tem compostos que agem como o estrogênio, o hormônio feminino. Pode ser usado para aumentar a libido da mulher.

Chá de Alcaçuz

–Alcaçuz, canela, cravo – a estimulação olfativa e gustativa ajudam a aguçar nossos sentidos. Usá-los em uma sobremesa, ou mesmo para aromatizar um jantar romântico, pode ter efeito estimulante na libido.

“Alimentos mais leves, e bem temperados, cheirosos têm efeito estimulante, ajudando a aguçar os sentidos”, destaca. Ele continua: “Carnes leves (como peixe), temperadas com pimenta e/ou gengibre, acompanhados de uma sobremesa com chocolate e morangos, pode ser uma boa pedida”, finaliza.

Fonte: Hospital Anchieta de Brasília