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Confira cinco mitos e verdades sobre cárie

Mudança constante de rotina durante isolamento não pode ser fator para deixar cuidados de lado; estima-se que mais de 2,5 bilhões de adultos e crianças sofram de cáries no mundo

Escondida pelas máscaras, a saúde bucal não pode ser esquecida durante a pandemia e a rotina de cuidados diários é essencial para evitar problemas como a cárie. Com o vai e vem de home office e ensino remoto ou presencial, os horários podem ficar bagunçados e processos básicos como a escovação, o fio dental e o flúor acabam ficando de lado. Tanto para adultos, quanto para crianças e adolescentes. E isso tem preocupado dentistas.

Já se sabe que a cárie é uma das doenças mais comuns no mundo. Segundo o Global Burden of Disease Study 2017, estima-se que, globalmente, mais de 2 bilhões de pessoas sofram de cárie nos dentes permanentes e mais de 530 milhões de crianças têm cáries nos dentes de leite. Para o especialista em Saúde Coletiva e dentista da Neodent, João Piscinini, é fundamental esclarecer alguns mitos sobre a doença. “Muitas pessoas acham que a cárie é uma doença transmissível, por exemplo. E só o conhecimento pode levar à prevenção do problema”, comenta. Confira, então, alguns mitos e verdades sobre a cárie dentária:

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Cárie é contagiosa
Mito. A cárie não é transmissível. A doença causa a destruição dos tecidos devido a um ácido liberado pelas bactérias que consomem o açúcar que fica nos dentes. Por conta disso, Piscinini explica que muitas pessoas acreditam que a cárie é contagiosa, por envolver um microrganismo, porém, não é. “A cárie é uma doença comportamental que, para se desenvolver, depende dos seus hábitos alimentares e da sua higiene. Então preveni-la só depende de você, mantendo um consumo controlado de açúcar e carboidratos em geral; uma boa escovação, com pasta dental contendo flúor; e o uso diário do fio dental”, afirma.

Manchas brancas podem ser cáries
Verdade. Muitas pessoas acreditam que a cárie só aparece como um pontinho preto. Porém, o dentista explica que a doença tem vários estágios e na fase inicial aparece como uma mancha branca. “Ao perceber a presença de manchas nos dentes é indicado ir a um especialista para ver se não se trata de um início de cárie e, dessa forma, interromper o avanço o mais rápido possível”, alerta.

Dores podem indicar um avanço da doença
Verdade.
A cárie pode demorar semanas ou meses para se desenvolver. Durante esse tempo, a mancha branca pode evoluir para um buraquinho. Com isso, a dor pode surgir ou intensificar. “Se o paciente sentiu dor é porque, muito provavelmente, a cárie já esteja avançada. Sendo assim, é essencial ir ao dentista com frequência para que a cárie possa ser tratada no estágio inicial e não cause dor”, aconselha o especialista em Saúde Coletiva.

Pacientes que usam aparelhos podem ter mais cáries
Verdade.
As pessoas que estão realizando tratamento ortodôntico, principalmente com aparelhos convencionais, precisam ter mais atenção com a higiene bucal. “Os alimentos ficam presos facilmente nos aparelhos ortodônticos. Assim, quando a escovação dos dentes não é correta ou o paciente deixa de usar o fio dental por ser mais trabalhoso, o risco de ter cárie aumenta”, destaca o dentista.

Cárie não surge mais, caso tenha uma vez
Mito.
Na maior parte dos casos, o tratamento de uma cárie é feito com materiais restauradores. Caso não haja o cuidado bucal, o dente tratado ainda pode desenvolver uma nova cárie e inclusive atingir a polpa e precisar de um tratamento de canal. “A orientação é a escovação dos dentes e uso de fio dental todos os dias para evitar que o problema retorne”, explica.

O especialista reforça ainda a importância de ir ao dentista regularmente, pois, assim, o tratamento pode ocorrer de forma mais simples e prática quando realizado no início. “Nas consultas você pode receber orientações de dieta, aprender a melhorar sua escovação e ter diagnósticos precoces”, finaliza Piscinini.

Fonte: Neodent

Tontura: 7 mitos e verdades sobre as várias doenças relacionadas a esse sintoma

Campanha “Não fique tonto. Procure um otorrinolaringologista” ressalta a importância de identificar as verdadeiras causas das doenças do labirinto

Em 22 de abril foi celebrado o Dia da Tontura, sintoma que acomete 42% da população adulta da cidade de São Paulo, segundo estudo publicado pela Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. Embora 67% dos sintomáticos sejam afetados em suas atividades diárias, apenas 46% dos pacientes da pesquisa procuraram auxílio médico.

A campanha “Não fique tonto. Procure um otorrinolaringologista” tem como objetivo despertar a atenção da população para os problemas relacionados a esse sintoma e incentivar a busca por avaliação médica. Ela ocorreu durante a Semana da Tontura, de 19 a 23 de abril.

“O impacto da tontura no indivíduo e na população é real. Sentir tontura não é normal e pode afetar o dia a dia de crianças, adultos jovens ou idosos. Por isso, o segredo é não desprezar seus sintomas, nem se automedicar. Procure um otorrinolaringologista para o correto diagnóstico e tratamento das doenças que causam vertigem e tontura” afirma Márcio Salmito, otorrinolaringologista, coordenador do Departamento de Otoneurologia da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Você sabe quando procurar um especialista? Para esclarecer algumas dúvidas, a ABORL-CCF, por meio do Departamento de Otoneurologia, preparou uma lista com 7 mitos e verdades sobre as verdadeiras causas das doenças do labirinto.

A doença mais comum que causa tontura e vertigem é a labirintite.
Mito.
A labirintite não está nem entre as 10 causas mais frequentes de doenças labirínticas. A labirintite (verdadeira) é uma inflamação do labirinto, geralmente associada a alguma outra infecção (otite, meningite).

Stock Photos

Ao sentir vertigem ou tontura, é melhor já tomar o remédio disponível nas prateleiras da farmácia.
Mito.
A automedicação pode mascarar o problema central, fazendo com que haja um quadro persistente.

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Qualquer médico pode tratar as doenças do labirinto.
Mito.
A otorrinolaringologia possui uma área específica, a otoneurologia, para estudar as doenças do labirinto. Por isso, o otorrino é o mais capacitado para fazer o diagnóstico, entender se o sintoma indica alguma doença do labirinto e propor o tratamento correto.

Os sintomas, como vertigem e tontura, podem não ser doenças.
Verdade.
Fatores externos, como hábitos e comportamentos, podem influenciar no sintoma de tontura e vertigem, como a ingestão de alimentos que têm muito açúcar ou cafeína, o tabagismo e até o etilismo (ingestão de álcool).

Ilustração: Vertigo

O labirinto é um órgão.
Verdade
. O labirinto é um órgão (parte interna do ouvido) que tem como funções a audição e sensor dos movimentos da cabeça.

A tontura pode não ser labirintite.
Verdade.
Entre as principais doenças, estão:

=Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB): é a doença mais comum causadora de vertigem. Causada pelo desprendimento de pequenos cristais de cálcio, denominados de otólitos, responsáveis por fornecer informações sobre a posição e movimentos da nossa cabeça. É uma das várias doenças diferentes que acabam recebendo o nome de labirintite quando não adequadamente diagnosticada. Sintoma: vertigem que pode ser acompanhada por náuseas (provocada por movimentos da cabeça).
=Cinetose: conhecida como “mal do movimento” (motion sickness), é caracterizada pela dificuldade do labirinto em processar diferentes informações. Sintomas: náusea e enjoo, tornando- se mais evidente em viagens de carro ou avião, agravados pelo movimento sequencial do olhar.
=Doença de Menière: ocorre por consequência do aumento da pressão dos líquidos da orelha interna, geralmente relacionada com outras doenças, como diabetes, hipertensão e doenças autoimunes. Sintomas: zumbido, vertigem, perda auditiva e pressão no ouvido, acompanhados de mal-estar e náusea/enjoo.
=Neurite vestibular: distúrbio do sistema vestibular causado, geralmente, por um vírus que afeta o nervo vestibular, uma estrutura responsável por enviar informações do labirinto para a cabeça. Sintomas: forte vertigem, náusea, desequilíbrio e dificuldade para caminhar.

Em 22 de abril, é celebrado o Dia Nacional da Tontura.
Verdade.
Desde 2018, 22 de abril é considerado o Dia Nacional da Tontura, data de nascimento do médico otorrinolaringologista Robert Barany, único otorrino a ganhar um prêmio Nobel, o que ocorreu por suas descobertas a respeito do funcionamento do sistema vestibular, do qual o labirinto é o órgão.

Sobre a ABORL-CCF

Com mais de 70 anos de atuação entre Federação, Sociedade e Associação, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Departamento de Otorrinolaringologia da Associação Médica Brasileira (AMB), promove o desenvolvimento da especialidade através de seus cursos, congressos, projetos de educação médica e intercâmbios científicos, entre outras entidades nacionais e internacionais. Busca também a defesa da especialidade e luta por melhores formas para uma remuneração justa em prol dos mais de 8.500 otorrinolaringologistas em todo o país.

Quanto a Covid-19 pode interferir na saúde do cérebro?

Neurocirurgião da Unicamp explica os motivos que podem levar à perda de olfato e de funções cognitivas, além de AVC e depressão

Como tudo é novo e desconhecido em relação à Covid-19, há muita especulação em relação às suas consequências para o organismo de pacientes acometidos pela doença, principalmente depois que se recuperam. Uma dúvida importante é saber o que este vírus pode provocar no cérebro.

Para esclarecer algumas questões, Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Confira alguns mitos e verdades:

A Covid-19 pode interferir nas funções cognitivas?

Verdade: um trabalho inédito, publicado no início de fevereiro pelo InCor (Instituto do Coração) da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), revela que, após o fim da infecção, surgem problemas como perda de memória, dificuldade em manter o foco e/ou a atenção como antes no cotidiano e dificuldades com a percepção visual.

A perda do olfato é um sintoma incomum após o paciente ser infectado?

Mito: no caso da infecção por coronavírus, é muito comum que lesões nos nervos e bulbos olfatórios levem à perda de olfato (anosmia). Em um estudo europeu de 2020, em 87% dos pacientes a anosmia foi um dos sintomas mais comuns da doença. Embora a incidência de casos permanentes seja muito menor (cerca de 5%), a infecção viral é capaz, também, de levar à anosmia permanente. Porém, em alguns casos, existe tratamento para a recuperação.

A doença aumenta as chances do AVC (Acidente Vascular Cerebral)

Verdade. A Covid-19 está ligada a um aumento na formação de coágulos em artérias, podendo levar ao AVC. Estudos internacionais, principalmente nos Estados Unidos, identificaram que muitos pacientes jovens com Covid-19 também foram diagnosticados com Acidente Vascular Cerebral.

A Covid-19 pode levar a sequelas neurológicas permanentes?

Mito: a infecção por SARS-CoV-2 já demonstrou causar sintomas de longo prazo, mesmo após a resolução do quadro respiratório. Além da perda do olfato, os pacientes podem sentir principalmente dores de cabeça crônica, a já citada sensação de fadiga no corpo, tontura, fraqueza generalizada e até mesmo ansiedade e depressão. Por enquanto, estudos apontam que são condições passageiras, mas que merecem atenção do paciente e acompanhamento médico.

Fonte: Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein

Mitos e verdades sobre café: barista elenca algumas curiosidades sobre a bebida

Tem aquelas horas que, realmente, só café “na causa”. Mais do que um símbolo forte gastronômico, ele é, em muitos momentos, um companheiro, um conforto ou um motivador.

O gosto pela bebida é quase unanimidade entre os nossos, como aponta pesquisa da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café) que mostra que ela é figurinha carimbada nas mesas de 98% das casas brasileiras. Quer mais? Somos o maior exportador do produto e responsável por, aproximadamente, um terço da produção mundial. Não é pouca coisa, não é mesmo?

Com tanta gente consumindo, permanece sempre constante uma discussão sobre seus benefícios (e eventuais malefícios) para a saúde e sobre qual a melhor forma de prepará-lo. Para esclarecer algumas dúvidas, vamos de mitos e verdades? Maíra Teixeira, barista e torrefadora de café, nos ajuda nessa e elencou algumas curiosidades sobre essa bebida que é uma das paixões nacionais.

Mitos e verdades:

Escreve-se café “espresso” e não “expresso”.

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Verdade. Sim, o correto é com s. O motivo é que respeita-se a origem do nome da bebida, que é italiana.

A torra do café influencia nos aromas e sabores.

Verdade. Primeiro, precisamos entender que o café também pode ser apreciado, assim como o vinho e a cerveja. E pode ter diferentes tipos de aromas e sabores. O café também nos proporciona uma experiência sensorial. O torrefador é o profissional capacitado para torrar café e desenvolver perfis de torras diferentes para o café verde (cru). É ele quem decide qual grau de torra é o ideal para o café escolhido. Lembrando também que o café cru, assim como a uva do vinho, traz em si características do próprio local onde foi plantado (terroir), microclima do local e processamento pós-colheita. Isso faz com que o torrefador já tenha algumas informações importantes na hora do estudo de torra, trazendo ainda mais precisão. A torra clara, or exemplo, traz ao café uma complexidade sensorial interessante, com mais acidez e notas aromáticas florais e frutadas. É uma bebida mais suave no paladar, mas muito complexa no aroma. Agradável e sempre surpreendente. A torra de cor média é a preferida dos brasileiros, trazendo uma alta doçura, um pouco mais da intensidade do caramelo e chocolate. Geralmente, uma bebida que o público em geral mais se identifica, boa para se tomar no dia a dia. A torra escura, que é um padrão da marca Starbucks, é muito comum para os americanos. Tem ainda mais intensidade e força, trazendo um amargor específico de torra. Um fator importante de se observar na torra escura é que ela precisa ser muito bem feita para se tornar mais agradável. Se passar do ponto, ela pode ser uma experiência negativa para quem toma, aquele famoso “gosto de queimado”, que, vale frisar, não é o gosto de café.

Café faz mal para a saúde.

Mito. Se não ingerido em excesso, o café pode ser um aliado da sua saúde. Ele é rico em minerais como ferro, zinco, magnésio e potássio. O grão também conta com ácidos clorogênicos, que ajudam na redução da glicose e insulina, prevenindo a diabetes tipo 2.

Café atrapalha a absorção de ferro.


Verdade.
A cafeína e o tanino que estão na composição do café atrapalham a absorção do ferro no corpo. Mas calma aí, não precisa parar de tomar café (até porque os benefícios são muitos)! O ideal é que quem tenha uma baixa taxa de ferro no corpo não consumir café logo após as refeições, porque a probabilidade da bebida atrapalhar a absorção do nutriente é maior. Espere duas horas depois da refeição. Quem não tem problema de falta de absorção de ferro, pode tomar tranquilo seu cafezinho após a refeição. E, claro, é sempre bom reforçar que tudo em excesso faz mal. Então foque na qualidade do café e não na quantidade. Uma informação importante é que café arábica tem menos cafeína que o canephora (robusta e conilon). Então, o arábica atrapalha menos a absorção do ferro.

Café espresso tem mais cafeína que o coado.

Stephnaie Albert/Pixabay

Verdade. Alguns estudos mostram que o café espresso tem quase duas vezes mais cafeína do que o coado, em análises feitas em 60ml de cada tipo de bebida. Isso se dá porque a quantidade de pó utilizada é praticamente o dobro da que é utilizada para o coado. ⁣Fatores como pressão da água na máquina de espresso também influem no resultado, extraindo com mais força os compostos do café. Métodos de extração de café por pressão extraem mais e mais rápido.

Não pode ferver a água do café.

Ken Boyd/Pixabay

Mito. Primeiro de tudo: confira que a água utilizada seja sempre filtrada, garantindo assim que não vá um gosto residual de cloro da água da torneira para o café. Agora, sobre a fervura, principalmente em cafés de alta qualidade com torras claras a médias, precisamos de alta temperatura para conseguirmos extrair todas os solúveis e compostos positivos do café. Ou seja, pode, sim, ferver a sua água para o café. Ele vai ficar ainda melhor.

Posso consumir quanto café eu quiser.

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Mentira. Consumido em excesso, o café pode causar agitação e insônia. A quantidade indicada para um adulto é de, no máximo, 400 mg de cafeína por dia (3 xícaras aproximadamente).

Queijo e café combinam.

Verdade. Queijo é uma das melhores harmonizações com o café. Quer um exemplo? Tente a combinação do café espresso com o aclamado queijo italiano Grana Padano. A harmonização neste caso acontece por similaridade (bebida potente, comida potente). A força do sabor deste queijo evidencia as qualidades do espresso, aumentando doçura e acidez.

Quer saber mais? É só acompanhar outras dicas na página de Instagram da barista e torrefadora Maíra Teixera.

Sobre Maíra Teixeira

Pesquisadora na área de análise sensorial, a especialidade da barista Maíra Teixeira é harmonização entre café e comida. Ela atua no mercado nacional de café especial com foco em consultoria para cafeterias, treinamento de equipe, cursos de barista e workshops. Acredita no café como uma ligação entre experiência sensorial e memória afetiva, principalmente para os brasileiros que carregam uma história econômica e cultural com a bebida.

Nutrólogo aponta alimentos que podem ajudar a aumentar o apetite sexual

Allan Ferreira também fez uma seleção com alguns mais consumidos, revelando se eles realmente têm poder sobre a libido

O orgasmo é considerado o “ponto alto” do prazer sexual. Mas nem todos conseguem atingir o ápice, como aponta um estudo organizado pelo Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Conforme o levantamento, cerca de um terço das brasileiras nunca tiveram um orgasmo.

Pensando nisso, o nutrólogo Allan Ferreira, do Hospital Anchieta de Brasília, listou alimentos que podem ajudar a “chegar lá”, os famosos afrodisíacos. Ele acrescenta que a perda da libido pode ser causada por diversos fatores, como estresse, uso de medicamentos e doenças, entre outros. “Manter a saúde física e a mental é fundamental para o desejo. Além, é claro, de uma alimentação balanceada”, pontua.

De acordo com o especialista, poucos alimentos têm ação comprovada para aumentar a libido, mas que existem alguns com uma conotação romântica, como morangos, chocolate e chantilly, que podem estimular a imaginação, contribuindo, assim, de maneira indireta com o clima romântico.

O nutrólogo explica que outras substância, que promovem sensação de relaxamento e desinibição como um vinho, ou outras bebidas alcoólicas, podem até ajudar no clima, mas por ter efeito mais sedativo, podem prejudicar o desempenho sexual. “Muitas raízes como ginseng, Tribulus terrestris e catuaba são descritas por ter efeito estimulante, que indiretamente ajudam no apetite sexual. Mas seu efeito ainda é discutido”, pontua.

Mitos e verdades

Como mencionado anteriormente pelo nutrólogo, há alimentos comumente consumidos que não são afrodisíacos. Pensando nisso, ele listou alguns mitos e verdades. Confira:

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–Castanhas e nozes: ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais , o que contribui para o aumento da libido. Elas são fonte de arginina, um aminoácido que estimula o óxido nítrico, capaz de promover maior circulação sanguínea na região do pênis ou do clitóris. A vitamina E presente neles também contribui para o aumento de fluxo sanguíneo na região dos órgãos genitais. E a niacina, vitamina do complexo B, possui ação vasodilatadora.

–Ostras: não há estudos que comprovem que elas melhoram a libido. O que poderia levar a este benefício é o fato das ostras serem ricas em zinco, mineral responsável pela regulação da testosterona. Se a pessoa tem uma queda hormonal, a ostra repõe o zinco e a produção dos hormônios é retomada, mas ela seria afrodisíaca apenas no paciente com essa deficiência.

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–Chocolate: ao contrário do que muitos acreditam, não ajuda a melhorar a libido. Alguns estudos levantam a hipótese que a cafeína e outros estimulantes, presentes no chocolate, dão um pouco de vigor para quem estiver cansado e, assim, contribua para a libido, mas não houve conclusão nenhuma

–Pimenta: já ouviu a expressão “apimentar a relação”? Pois é, a ingestão de pimenta gera reações fisiológicas no corpo como, por exemplo, transpiração, aumento da frequência cardíaca e da circulação sanguínea. Este efeito estimulante pode ajudar na excitação e apetite sexual.

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–Manjericão: também melhora a circulação sanguínea.

–Mel: é rico em vitaminas do complexo B (necessárias para a produção de testosterona) e em boro (uma substância que ajuda o organismo a metabolizar e usar o estrogênio – hormônio feminino). Alguns estudos sugerem que o mel também pode elevar os níveis de testosterona no sangue.

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–Mamão: como a semente de anis, é estrogênico, o que significa que ele tem compostos que agem como o estrogênio, o hormônio feminino. Pode ser usado para aumentar a libido da mulher.

Chá de Alcaçuz

–Alcaçuz, canela, cravo – a estimulação olfativa e gustativa ajudam a aguçar nossos sentidos. Usá-los em uma sobremesa, ou mesmo para aromatizar um jantar romântico, pode ter efeito estimulante na libido.

“Alimentos mais leves, e bem temperados, cheirosos têm efeito estimulante, ajudando a aguçar os sentidos”, destaca. Ele continua: “Carnes leves (como peixe), temperadas com pimenta e/ou gengibre, acompanhados de uma sobremesa com chocolate e morangos, pode ser uma boa pedida”, finaliza.

Fonte: Hospital Anchieta de Brasília

Dezembro Laranja: no mês de prevenção ao câncer de pele conheça mitos e verdades sobre a doença

Brasileiros ainda cometem muitos deslizes na hora de se cuidar; campanha alerta para a prevenção do tipo de tumor maligno que mais afeta a população brasileira

A proximidade do verão, período que marca a alta nas temperaturas em todo o país, acende um importante alerta: a exposição prolongada ao sol sem proteção adequada pode levar a consequências importantes à saúde. Além de causar o envelhecimento precoce, o contato direto com raios nocivos aumentam em até dez vezes o risco de câncer de pele, o mais incidente entre os brasileiros, correspondendo a um total que ultrapassa a marca de 185 mil novos casos a cada ano – cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

E apesar de uma considerável parcela da população acreditar que sabe lidar com o sol por viver em um país tropical, campanhas de conscientização como o Dezembro Laranja são essenciais para que informações precisas sejam transmitidas e assim seja possível reduzir os índices deste tipo de câncer, evitável na maioria das situações.

“Já são décadas de campanhas alertando sobre a necessidade de proteger a pele da exposição aos raios ultravioletas do sol – UVA e UVB – com filtro solar e com barreiras físicas, como roupas e chapéus, por exemplo. Mas ainda precisamos superar as barreiras da desinformação, especialmente sobre mitos em relação ao câncer, como, por exemplo, achar que apenas pessoas de pele clara têm risco aumentado de desenvolver a doença ou que o uso de protetor solar só é necessário em momentos de lazer, quando na verdade essa deveria ser parte da nossa rotina essencial diária”, diz o oncologista Bruno Ferrari, fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas.

E mesmo com os avanços da ciência e da medicina que garantem qualidade de vida e bem estar aos pacientes, o médico é categórico em afirmar que a melhor forma de combater o câncer de pele é a vigilância ativa para identificação de possíveis sinais de alerta e o foco na prevenção. Por isso, o Instituto Oncoclínicas – iniciativa do corpo clínico do Grupo Oncoclínicas para promoção à saúde, educação médica continuada e pesquisa – realiza neste mês uma série de ativações nas redes sociais para alertar sobre a importância dos cuidados com a pele como forma efetiva de achatar os índices de ocorrência da doença.

Com o mote “A melhor dica é viver bem”, a ação é direcionada à sociedade em geral, e ressalta uma importante informação: proteja sempre a pele contra os raios solares e busque aconselhamento especializado para que o diagnóstico aconteça o quanto antes.

Nem todo câncer de pele é igual

O oncologista Sergio Jobim Azevedo, líder do grupo de pele da Oncoclínicas, explica que existem dois tipos de câncer de pele: o melanoma e o não melanoma (o mais comum deles). Entre os sintomas do câncer de pele não-melanoma estão a presença de lesões cutâneas com crescimento rápido, feridas que não cicatrizam e que podem estar associadas a sangramento, coceira e algumas vezes dor. Esses sinais geralmente surgem em partes do corpo que costumam ficar mais expostas ao sol, tais como rosto, pescoço e braços.

Já os indícios do câncer de pele do tipo melanoma – cuja incidência representa apenas 3% dos casos dos tumores de pele, mas com um grau elevado de agressividade, o que eleva suas chances de letalidade – costumam se manifestar através de pintas escuras que apresentam modificações ao longo do tempo.

“Esse tipo de tumor pode aparecer na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Feita pela própria pessoa ou pelo profissional de saúde, a observação regular das pintas do nosso corpo permite identificar novos sinais ou mudanças previamente não existentes. Isto deve ser levado à atenção do médico para que, havendo necessidade, sejam realizados exames mais complexos e, assim, obter o diagnóstico necessário”, reforça Azevedo.

Pessoas com histórico familiar de melanoma e/ou que tenham um volume maior que 50 pintas pelo corpo também devem manter a vigilância ativa para controle dos riscos de desenvolver a doença. As alterações avaliadas como suspeitas são classificadas como “ABCDE” – Assimetria, Bordas irregulares, Cor, Diâmetro, Evolução.

“Quando descoberta em fase inicial, a indicação é que seja realizada a ressecção cirúrgica das lesões por especialista habilitado para adequada abordagem das margens ao redor do tumor. E isso vale tanto para os casos de câncer de pele melanoma como para os não-melanoma. A cirurgia de fato é capaz de resolver a maioria dos casos, fazendo com que quaisquer outros tratamentos complementares sejam raramente necessários”, reforça Sergio Azevedo.

Dependendo do subtipo, estágio e extensão da doença, o especialista conta que outras condutas de tratamentos podem ser empregadas. Em casos mais avançados e com metástase, especificamente de melanoma, a imunoterapia – uma medicação que ativa o sistema imunológico para que ele se torne capaz de combater as células malignas – tem provado ser uma alternativa com bons resultados para a qualidade de vida e bem estar dos pacientes. Outro tipo de intervenção nestes cenários avançados, para um número limitado de pacientes cujo melanoma apresenta uma mutação nos gene BRAF, é o uso de medicamentos orais que inibem a proliferação celular anormal.

Para esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o câncer de pele, Azevedo comenta 12 mitos e verdades relacionados à doença:

1 – É preciso usar protetor em dias nublados.

Verdade. Os raios ultravioleta, principalmente o UVA, estão presentes na mesma intensidade em dias nublados, portanto, o uso de protetor solar é imprescindível.

2 – O risco é maior no verão.

Verdade. O que determina maior risco de incidência de câncer de pele é o índice ultravioleta (IUV), que mede o nível de radiação solar na superfície da Terra. Quanto mais alto, maior o risco de danos à pele. Esse índice é mais alto no verão, porém pode ser alto em outras épocas do ano.

3 – Existe exposição ao sol 100% segura.

Mito. É preciso evitar excessos e sempre tomar sol com moderação. E os cuidados devem ser seguidos o ano inteiro e vale intensificá-los no verão. Isso inclui evitar ao máximo se expor diretamente ao sol, em especial das 10 às 16 horas, sempre usar protetor solar e não abrir mão de viseiras, chapéus e/ou bonés, bem como roupas e óculos de sol com proteção UV, em momentos de exposição mais intensa aos raios, como durante a prática de esportes ao ar livre ou descanso em locais como parques, clubes e praias, além de muito protetor solar com diferentes aplicações ao longo do dia.

4 – Quem tem pele, cabelo e olhos claros corre maior risco de ter câncer de pele.

Verdade. Mas atenção: isso não significa que quem possui características diferentes destas está imune ao câncer de pele. De fato as pessoas que produzem mais melanina (pigmento responsável pela cor da pele) têm com isso um fator de proteção extra à pele, que a torna menos vulnerável. Contudo, a regra vale para todos os indivíduos: é preciso se proteger e sempre usar protetor solar nas áreas expostas ao sol.

5 – Negros não precisam usar protetor solar.

Mito. Independentemente da cor da pele, todas as pessoas têm de usar protetor solar para se proteger. Apesar de o câncer de pele ser menos comum entre pessoas com maior quantidade de melanina presente na pele – o que confere uma fotoproteção natural, aumentando a resistência cutânea a esse tipo de dano causado pelo sol -, isso não as torna imunes ao carcinoma espinocelular, carcinoma basocelular e o melanoma. Por isso, a regra vale para todos os indivíduos: evite ao máximo a exposição desprotegida ao sol ou por fontes artificiais.

6 – Toda pinta escura é câncer de pele.

Foto: Indylasercenter

Mito. A pinta precisa ser examinada pelo médico do paciente ou dermatologista para avaliação. Somente após esta avaliação o especialista indicará a retirada ou não da pinta. É preciso atenção com pintas que coçam, que crescem, que sangram. Um jeito de identificar se uma pinta ou mancha pode representar algum perigo é utilizar a escala do ABCDE:
A de assimetria entre as metades da mancha
B de bordas irregulares
C de cores, que avalia a variação da coloração
D de diâmetro
E de evolução (mudança no padrão de cor, crescimento, coceira e sangramento)

7 – Na sombra não é preciso usar filtro solar.

Mito. Mesmo na sombra é preciso passar o protetor solar, pois não estamos livres dos raios ultravioleta.

8 – Câncer não-melanoma pode evoluir para melanoma.

Mito. São lesões distintas. Mas quando a pessoa tem um câncer não-melanoma é sinal de que abusou do sol e que também poderá ter um melanoma, então precisa ficar sempre atenta.

9 – Melanoma não tem cura.

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Mito. O importante é o diagnóstico em estágios iniciais, quando os tratamentos são mais eficientes. Hoje já há tratamentos inclusive para estágios mais avançados, com excelentes resultados para casos metastáticos a partir da inclusão do uso de imunoterápicos e dos medicamentos orais alvo-direcionados, mas quanto antes o problema for identificado e começar o tratamento, melhor.

10 – Somente regiões expostas diretamente ao sol podem ser afetadas.

Mito. A maioria dos tipos câncer de pele (não melanoma e melanoma) de fato tem uma relação de risco de surgimento aumentada devido aos impactos do sol. Mas vale lembrar que os raios ultravioleta que causam danos à pele são capazes de atravessar janelas e até mesmo o concreto. Um alerta: alguns subtipos de melanomas podem surgir em áreas do corpo que muitas vezes não observamos com a devida cautela, como genitais, glúteos, couro cabeludo, palmas das mãos, solas do pé, debaixo das unhas e entre os dedos.

11 – Câmaras de bronzeamento são 100% seguras.

Mito. No Brasil, este tipo de bronzeamento é proibido, assim como em outros países, justamente pelo alto risco que oferecem. As câmaras de bronzeamento não são seguras, causam câncer e melanoma. Portanto, não devem ser usadas ou permitidas existir.

12 – Quem tem muitas pintas ou histórico familiar de câncer de pele corre mais riscos.

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Verdade. Pessoas com histórico familiar da doença ou que tenham de 50 a 100 pintas no corpo devem ser avaliadas com maior frequência e também têm de redobrar os cuidados com a proteção adequada, usando sempre filtro solar e se expondo ao sol com moderação.

Fonte: Oncoclínicas

Tenho diabetes: nunca mais posso comer nada com açúcar? Mitos e verdades sobre a doença

14 de novembro marca o Dia Mundial do Diabetes. Fake news também rondam a doença

O diabetes é uma doença crônica que afeta mais de 16 milhões de brasileiros, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), sendo que cerca de 8 milhões desses pacientes ainda não sabem de seu próprio diagnóstico. A melhor forma de controlar o Diabete Mellitus (DM) e ter uma vida normal é conhecer melhor a doença para aprender a gerenciar a glicemia e aderir ao tratamento.

Nesse sentido, quando não são amparados pelos profissionais de saúde, muitos pacientes com DM buscam informações não confiáveis na internet, o que pode gerar ainda mais dúvidas e confusões, além da possibilidade de uma piora do quadro clínico. Para desmistificar a doença, a Roche Diabetes Care conversou com Mariana Pereira, médica endocrinologista e duas pacientes com Diabetes Mellitus tipo I para compartilhar suas histórias e juntos esclarecer as verdades do que significa conviver com o diabetes.

Mitos e verdades acerca do Diabete Mellitus

· Chás e simpatias podem reduzir a glicemia e até curar o diabetes
Mito.
O controle da glicemia, objetivo principal do tratamento da doença, é feita por meio de alimentação adequada e administração diária de insulina ou uso de medicamentos orais. O Diabetes Mellitus é uma doença crônica e que não tem cura, mas a adesão ao tratamento garante que o paciente permaneça saudável, não enfrente um agravamento no quadro clínico e tenha uma vida normal.

· A pessoa com diabetes não pode comer doces nem carboidratos
Mito.
Embora o diabetes seja uma doença causada pelo aumento da glicose no sangue, se o paciente com Diabetes Mellitus tipo I souber realizar a contagem de carboidratos e administrar corretamente a insulina, ele pode sim se alimentar de produtos que contenham açúcar.
O paciente com Diabetes Mellitus tipo II, que faz uso de medicamentos orais precisa ajustar sua dieta e fazer escolhas mais saudáveis, controlando a ingesta de carboidratos na maior parte das vezes.

· Atividade física ajuda no controle do diabetes
Verdade.
O exercício físico estimula a captação da glicose circulante pelas células musculares e melhora a ação da insulina, pois aumenta a sensibilidade ao hormônio. Além disso, a perda de peso promovida pelo exercício físico reduz a resistência celular à insulina e colabora para a captação da glicose e consequente redução da glicemia. Assim, com uma rotina adequada de atividade física, o paciente pode diminuir a dose de insulina ou antidiabético oral.

· Comeu muito doce e ficou diabético
Mito.
O Diabetes Mellitus tipo I é uma doença autoimune, em que ocorre a destruição das células pancreáticas produtoras de insulina, e isso não tem relação com a ingestão prévia de doces e outros açúcares. Já o Diabetes Mellitus tipo II está associado ao estilo de vida e predisposição genética hereditária, de forma que maus hábitos como obesidade e sedentarismo aumentam a probabilidade do desenvolvimento da doença.

· O Diabetes Mellitus tipo I está associado a outras doenças autoimunes
Verdade.
O Diabetes Mellitus tipo I é uma doença de origem autoimune e está frequentemente associado a outras doenças da mesma etiologia, tais como a tireoidite de Hashimoto, doença celíaca, doença de Addison e outros quadros relacionados com o mesmo determinante gênico.

· A cirurgia bariátrica pode levar à remissão do diabetes
Verdade para o Diabetes Mellitus tipo II.
Como essa variação da doença é desencadeada principalmente pela obesidade e excesso de gordura abdominal, a cirurgia que promove a perda de peso e a eliminação de tecido adiposo pode contribuir para a melhora do quadro clínico.

· Pacientes com diabetes têm maior probabilidade de ter Covid-19
Mito
. Até o momento não há estudos que indiquem que o paciente com Diabetes Mellitus tipo I ou II tenha maiores chances de ter Covid-19. O que se tem acompanhado é pessoas com diabetes descompensado, têm maior probabilidade de desenvolver quadros mais graves de Covid.

· Pacientes com diabetes devem ter mais atenção com a vacinação
Verdade.
O paciente com Diabetes Mellitus tem maior probabilidade de adquirir e desenvolver complicações graves de outras doenças, bem como é mais suscetível a doenças respiratórias como pneumonia e influenza. Por esse motivo é fundamental estar em dia com o calendário vacinal.

Sobre o Diabetes Mellitus

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica, o mau controle da glicemia pode levar a quadros agudos de descompensação que pode levar à internação hospitalar e cronicamente este mau controle está relacionado às complicações como amputações, lesão nos rins e olhos, além de aumentar deste paciente ter algum evento cardiovascular. Estima-se que até 2030 o Diabetes Mellitus seja a sétima causa mais importante de morte em todo o mundo.

Por esse motivo é fundamental diagnosticar o paciente o mais cedo possível e educá-lo a respeito da doença a fim de obter uma boa adesão ao tratamento e reduzir as chances de complicações.

O DM tipo I acomete entre 5 e 10% do total de pacientes e costuma ser diagnosticado na infância ou juventude, mas pode acontecer em outras fases da vida. Já o Diabetes Mellitus tipo II é mais comum na idade adulta, em pessoas que têm parentes com este tipo de diabetes e tem relação com sobrepeso, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, o que reforça a importância de estimular uma rotina e dieta saudáveis a toda a população como forma de prevenção.

Fonte: Roche Diabetes Care

Especialista desvenda mitos e verdades do universo da perfumaria e dá dicas de uso

Perfume é algo indispensável para muitas pessoas, fazendo parte não só da imagem, mas também da personalidade do indivíduo. Porém, com tantos estilos, opções e dúvidas, acabam existindo vários mitos que se passam como verdadeiros por aí. Por isso, a Água de Cheiro , pioneira no mercado de franquias de beleza e perfumaria, resolveu desvendar de uma vez por todas os mistérios em torno dos produtos e diversas fragrâncias.

Um dos questionamentos mais comuns é se existem lugares específicos do corpo para passar o perfume, Sim, em lugares com maior irrigação sanguínea e temperatura mais alta, como atrás das orelhas, no pulso e pescoço. É o ideal, pois faz com que a fragrância dure mais. Porém, a durabilidade do perfume depende de diversos fatores, como sua família olfativa e concentração de essência. Por exemplo, aromas mais doces tendem a durar mais do que os cítricos. Além disso, fatores como clima podem intervir, pois, se está calor, a fragrância acaba evaporando mais rapidamente.

Muitas pessoas também se perguntam se deixarão de sentir o cheiro se usarem o mesmo perfume por muito tempo, e esta afirmação está correta. Olindo Caverzan Junior, diretor da Água de Cheiro e especialista em perfumaria, explica que o uso contínuo da fragrância acaba saturando o olfato do indivíduo, fazendo com que o mesmo deixe de sentir o cheiro, apesar de não afetar os demais. É a chamada acomodação olfativa.

“O ideal é alternar colônias, tendo uma para usar à noite e outra para usar durante o dia, por exemplo”, pontua o diretor. Outro mistério legítimo é sobre o cheiro das fragrâncias, que varia de pessoa para pessoa, uma vez que cada um possui seu próprio cheiro, que vem do tipo de pele, hábitos, alimentação e medicamentos, entre outros. Devido a isso, a fórmula reage de uma forma divergente em cada pessoa.

Caverzan ainda comenta sobre um mito bem famoso que envolve a cor dos perfumes. “Muito se fala que as fragrâncias só podem ser incolores, mas essa afirmação é falsa. A coloração é apenas adicionada ao final do processo de produção, e varia de acordo com a ideia do produto, sendo definida previamente, ou seja, a cor do perfume pode ser de diversos tons”.

Outro mito que muitas pessoas, especialmente mulheres, acreditam é que não há problema em passar perfume no cabelo, porém isto não é verídico. Nas fórmulas, costuma-se conter álcool e, entrando em contato com os fios, a substância pode acabar causando ressecamento dos fios ou a irritação do couro cabeludo.

Além disso, muitos não sabem que existe uma maneira correta para guardar o produto. “O ideal é mantê-lo dentro de sua caixa em um local seco, ventilado e sem exposição ao calor ou luz, com o intuito de evitar qualquer umidade, uma vez que a mesma é capaz de alterar as características originais do perfume”, completa o diretor.

flores perfumes

Abaixo, Caverzan explica as diferenças entre colônia, deo parfum, eau de toilet, eau de parfum e parfum:

a.  A diferença basicamente é a de concentração de óleos na composição do produto:
i.  Eau de cologne, de 3% a 6% de óleo;
ii. Eau de toilete, de 8% a 15%;
iii. Eau de parfum, de 15% a 20%;
iv. Extrait de Parfum, de 20% a 40% (raramente usados no Brasil, chega a ser oleoso).

b. Com relação a nomenclatura deo, é uma modalidade brasileira, na qual se inclui agentes com função desodorante nas fórmulas sem alterar fragrância, performance ou qualidade.

O fixador

perfume spray mulher pixabay

Talvez, o maior dos mitos quando se fala em perfumes é a existência de um fixador, que faria a mágica da fragrância ficar na pele, roupas, lençóis e tudo o mais durante muitas horas. “Muita gente ainda fala em fixador, mas isso não existe. Este mito é tão propagado que muitas pessoas falam sobre ‘o fixador dos perfumes preferidos’ e indicam as fragrâncias para os conhecidos baseadas no ‘poder do suposto ingrediente’”.

Ele explica a confusão: “O problema é que os perfumes são compostos somente por água, álcool e essência. Não existe nenhuma substância feita especialmente para que o perfume dure mais tempo. O que determina essa durabilidade é somente o tempo que cada essência leva para evaporar e se desprender da pele”

Caverzan conta que perfumes com matérias-primas que demoram mais para evaporar, duram mais. Já os cítricos, por exemplo, que são ricos em essências leves e muito voláteis, duram bem menos. Para quem gosta dos chamados de “alta fixação”, matérias-primas como madeira, âmbar, musk, couro e baunilha são pesadas e evaporam lentamente.

As flores, frutas vermelhas e amarelas, e as pimentas têm uma volatilidade média, que não evapora tão fácil quanto os cítricos, mas duram menos que os amadeirados. Outro fator que influencia a durabilidade é a concentração de fragrância. Quando mais concentrada, mais o perfume dura.

Perfumes para dia e perfumes para noite; perfumes para dias quentes e para dias frios

Woman smelling perfume on her wrist
Pinterest

“Eu sou a favor de não colocar muitas regras em perfumaria, para mim não existe perfume para homem ou mulher, existe perfume que gosto ou não gosto. O importante é se sentir bem com o que está usando na pele. Com relação aos momentos, o que acho importante pontuar é que, por uma questão de bom senso, o perfume não deve chegar antes de você ou incomodar as pessoas que estejam no ambiente”, ensina.

E Caverzan acrescenta: “Dito isto, não que seja uma regra, mas indico perfumes mais leves e discretos (cítricos, frutais leves) para uso diário e dias mais quentes. Já os mais potentes e marcantes (florais intensos e orientais), para quando se quer chamar atenção ou para dias mais frios”.

Brasileiras não gostam de perfumes doces

“Esta é uma grande mentira!”, exclama Caverzan, acrescentando: “As brasileiras são apaixonadas por perfumes com alta projeção e rastro, elas não querem passar desapercebidas de jeito nenhum. O consumo de produtos florais frutais gourmand e orientais são um sucesso. Cheirinho de baunilha, flores robustas e especiarias quentes agradam muito o público brasileiro. Quem nunca sentiu o cheiro de Absinto, um clássico bouquet floral, ou Angel e Fantasy, ícones do gourmand, que atire a primeira pedra”.

Famílias olfativas

notas perfume

Existem três níveis de descrição de uma família olfativa:
1- Família – característica mais dominante da fragrância;
2- Subfamília – característica secundária;
3- Specifier (especificador) – terceira faceta principal da fragrância;

São oito principais famílias olfativas: cítrica, cologne, floral, frutal, fougère, amadeirada, chipre e oriental. Ainda contamos com outras 16 famílias olfativas secundárias: cítrica, aldeídica, verde, aromática, marinha, floral, frutal, especiada, amadeirada, chipre, ambarada, oriental, polvorosa, almiscarada, couro e gourmand.

Os clássicos permanecem

Para o especialista, os perfumes clássicos são obras-primas de períodos onde a paleta do perfumista era limitada, mas de muita qualidade. “São produtos que, em algum momento, fizeram história e marcaram um novo momento do mercado de perfumaria. São como herança, transitam dentro das famílias por gerações, pois, com certeza, eram os perfumes que minha avó, minha mãe, meu pai usavam ou que me lembram algum momento ou situação feliz”.

Abaixo, Caverzan cita três clássicos e explica o valor de cada um:

Agua de Cheiro_Absinto Feminino

-Absinto (Água de Cheiro): criado há mais de 40 anos, até hoje é um perfume essencial para muitas brasileiras. No período de lançamento, havia filas nas portas das lojas à procura pelo “perfume proibido”, aquele que despertava sensações inacreditáveis. Avós usavam, mães usavam e hoje filhas usam. Ele carrega o DNA de perfumaria clássica que não se vê muito hoje nas criações modernas.

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Angel (Thierry Mugler): ícone da perfumaria de luxo, foi pioneiro no uso de notas gourmand na sua composição e até hoje faz sucesso. Este perfume se tornou um clássico e marcou a era da perfumaria moderna com ingredientes mais ousados na paleta dos perfumistas. Sua doçura é facilmente reconhecida.

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CK One (Calvin Klein): este é para mim, para você, para todos. A ideia de se desenvolver um produto compartilhado criou um dos grandes ícones da perfumaria. Até hoje, CK One é a grande referência da categoria genderless (sem gênero), uma fragrância cítrica atemporal e deliciosa.

 

Mito ou verdade: especialistas explicam curiosidades do universo cervejeiro

Como todo mundo sabe, a cerveja é uma bebida que carrega muita história. Talvez, por isso, tantos mitos tenham sido criados a seu respeito ao longo dos séculos. Ingredientes, estilos, sabores e até as maneiras de melhor armazená-la viraram assunto da mesa de bar – ou, por ora, de casa – e chegaram até ao mundo virtual com uma live da Ambev, que tratou exatamente do tema.

A mestre-cervejeira da companhia, Paula Guedes, e o convidado Salo Maldonado, da Cervejaria Motim, abordaram as principais dúvidas dos consumidores sobre a bebida. Confirma abaixo os principais mitos e verdades explicados pelos especialistas durante live da Ambev, no Instagram.

• Toda cerveja é bastante amarga

shutterstock cerveja
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Mito: a cerveja é a bebida mais variada que existe quando o assunto é sabor. Pode até ter um certo amargor, mas nem sempre é assim, e a escala de IBU (International Biterness Unit, ou Medida Internacional de Amargor) pode ajudar a entender a intensidade de cada rótulo. O gosto amargo geralmente vem do lúpulo e pode ser medido pelo IBU, a escala que dimensiona a intensidade, variando de 0 a 120. Quanto maior a posição na escala de amargor, mais intensa é a bebida. Em alguns estilos, no entanto, ele fica imperceptível, como no caso das cervejas doces, ácidas e até mesmo as ligeiramente salgadas.

• A água é muito importante para a qualidade da cerveja

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Verdade: Porém, hoje em dia, todas as cervejarias modernas tratam a água que será utilizada nas receitas para obter sempre o mesmo perfil mineral e padrão de qualidade. Isso permite a reprodução da fórmula em qualquer parte do mundo.

• O sol estraga a cerveja

caneca de cerveja sol Wolfgang Zimmel por Pixabay
Wolfgang Zimmel/Pixabay

Verdade: a exposição à luz e ao calor prejudicam a qualidade da bebida. A cerveja deve ser armazenada corretamente em lugar fresco.

• Cerveja congelada deve ir para o lixo

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Mito: se você esquecer a cerveja no congelador (e ela não explodir), devolva-a para a geladeira e espere um ou dois dias antes de abri-la. O sabor e a carbonatação devem estar como antes. Claro que não devemos fazer esse processo muitas vezes, mas se aconteceu um dia, não tem problema.

• Gelar muito a cerveja destrói o sabor

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Mito: a regra é clara, quanto mais forte e encorpada a cerveja, menos fria ela deve ser degustada. O que não significa que você deva carregar um termômetro para conferir se o bar serve a bebida na temperatura correta. Por ser leve e delicada, a pilsen merece ser servida gelada. Quantos graus? O brasileiro costuma beber cerveja no limite do congelamento e não há nada errado nisso. Se você não gosta assim, faça do seu jeito.

• Quanto mais escura, mais forte é a cerveja

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Mito: não se deixe enganar pelos sentidos. A cores marrom ou preta realmente causam a expectativa de uma bebida mais forte ou densa, mas isso não acontece. A tonalidade da cerveja depende da matéria-prima. Maltes de trigo são quase brancos, malte de cevada tipo pilsen dá um tom amarelado e as variedades tostadas e carameladas completam a paleta com cervejas que vão do avermelhado ao negro intenso. Existem cervejas claras que são fortes como é o caso das tripels ou das Imperial IPA, e cervejas escuras que podem ser mais leves, como as Dry Stouts, por exemplo.

• Ser puro malte torna a cerveja melhor

cervejas micro-malterie
Mito: a lista dos ingredientes da cerveja depende do que o mestre-cervejeiro espera obter com a receita. Se a intenção é que ela seja mais encorpada, pode-se optar por trabalhar apenas com malte de cevada ou adicionar um pouco de trigo, mas se o objetivo é deixá-la ainda mais cremosa, é preferível utilizar aveia. Para quem busca uma cerveja leve e refrescante, prefira consumir aquelas que levam um pouco de milho ou arroz junto com o malte de cevada.

• O colarinho protege a bebida

cerveja acida shutterstock
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Verdade: a camada de espuma não deixa que a cerveja tenha contato direto com o ar, o que reduz a oxidação e a perda de gás. Além disso, o colarinho ajuda a preservar os aromas da cerveja e a sua temperatura.

Fonte: Ambev

Coronavírus: mitos e verdades na relação entre Covid-19, pele, cabelos e unhas

Sociedade Brasileira de Dermatologia esclarece dúvidas importantes da população a fim de evitar impactos gerados pela desinformação sobre a doença

O crescimento das contaminações pelo novo coronavírus, causador da doença conhecida como Covid-19, é uma realidade no Brasil e no mundo. Em paralelo às informações a respeito do número de casos suspeitos, casos confirmados e mortes, circulam com muita força na internet, redes sociais e aplicativos de troca de mensagens, como o Whatsapp, inúmeras notícias sobre formas de prevenção, muitas vezes incompletas ou mal-intencionadas.

Então, como saber se o conteúdo recebido procede? Para esclarecer dúvidas e orientar a população, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) elencou 10 perguntas e respostas que envolvem pele, cabelos e unhas e informa o que é mito ou verdade.

“A instituição está atenta a todas as informações sobre o novo coronavírus. Estamos desenvolvendo diferentes protocolos e orientações para dermatologistas e pacientes, além de já termos publicado vários conteúdos sobre o tema nas redes sociais e no nosso site institucional”, explica o médico dermatologista Sérgio Palma, presidente da SBD.

Confira dúvidas frequentes relativas à prevenção e contaminação pelo novo coronavírus:

Água e sabão diminui o tempo de vida do novo coronavírus?

lavando maos lavar mãos pixabay
Verdade. Essa é a principal forma de desinfectar a pele em geral. Portanto, intensifique a lavagem, principalmente, do rosto, mãos e braços.

É necessário retirar toda a barba?

HOMEM BARBA PINTEREST
Pinterest

Mito. Retirar a barba facilita a limpeza e higiene na região, no entanto, não é preciso raspá-la. O importante é redobrar a limpeza e higiene da pele e pelo da área com água e sabão.

O álcool em gel 70% é um importante aliado na prevenção?

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Foto: Clean Hands JA

Verdade. Sim, porém, apesar da eficácia, seu uso em excesso resseca a pele. Faça uso apenas quando não for possível lavar as mãos e o braço com água e sabão.

Pode-se usar qualquer tipo de álcool na pele para a prevenção?

freepik alcool em gel
Freepik

Mito. A SBD orienta utilizar o álcool em gel 70% medicinal e nunca o de limpeza doméstica. Receitas caseiras também não funcionam.

Existe uma ordem para passar os produtos de cuidados com a pele?

hidrataçao mãos
Verdade. Siga o passo a passo: 1- álcool em gel 70% medicinal; 2- hidratante; 3- protetor solar; 4- repelente; 5- cosméticos.

A vacina da gripe previne contra a Covid-19?

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Mito. A campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada, mas ela não previne contra o novo coronavírus. Mas a vacinação evita que mais de uma epidemia aconteça ao mesmo tempo no país e garante que menos casos que necessitem de cuidados intensivos, aumentando os leitos para quem contrair a doença. No entanto, a recomendação é manter as vacinas em dia.

Tratamento com isotretinoína oral para acne grave não deve ser suspenso?

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Verdade. Não há, até o momento, relação de uso do medicamento em pacientes com acne e riscos de infecção ou de alteração na evolução do micro-organismo causador da Covid-19. Portanto, atualmente, orienta-se a manutenção do tratamento em curso.

Devo cortar o cabelo ou andar sempre de cabelo preso?

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Mito. Essa é uma orientação válida para os médicos que, geralmente, colocam a mão no cabelo e, após, na máscara. Para a população, a medida não possui eficácia. O importante é manter os fios limpos.

Pacientes com hanseníase não precisam parar protocolo de tratamento?

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Verdade. A orientação da SBD é que o protocolo de tratamento do Programa de Saúde Pública, sob responsabilidade do Ministério da Saúde (MS), seja mantido. Até o momento, não existem conhecimentos científicos disponíveis de interações do coronavírus com os protocolos clínicos da doença.

Manter as unhas curtas não previne a contaminação?

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Mito. Cortar as unhas, pelo menos neste momento, facilitará a limpeza, principalmente na parte de baixo, onde é difícil de higienizar adequadamente. Unhas muito longas, sejam naturais ou artificiais, comprometem a limpeza total das mãos, umas das principais regiões do corpo que entram em contato com superfícies.

Mais dúvidas? Ligue gratuitamente para a Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (OUVSUS) pelo telefone 136. Além disso, procure se informar por meio de canais de comunicação oficiais, como o Ministério da Saúde (MS), secretarias municipais de saúde e sociedades médicas de especialidades, como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Essa é uma medida importante para confirmar a procedência dos conteúdos que você recebe sobre o assunto e evitar o compartilhamento de informações não qualificadas, ou as chamadas fake news, sobre o coronavírus.