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Canabidiol é indicado para mulheres que sentem desconforto e/ou dores durante o sexo

A sexualidade feminina é considerada um tabu em muitas famílias brasileiras, especialmente quando o tema principal é o desconforto ou a incidência de dores no sexo, mesmo considerando que, no país, 18% das mulheres sentem dor durante a relação sexual. Os dados integram um estudo realizado em dezembro de 2019 pelo Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex), da Faculdade de Medicina de São Paulo.

“Esse índice aumenta quando falamos de dor ou desconforto não só durante, mas também após o sexo – em todo o mundo, estima-se de 60% das mulheres já viveram este episódio”, diz Ailane Araújo, médica especializada e que é referência em cannabis medicinal, além de diretora do Centro Brasileiro de Referência em Medicina Canabinóide (CBRMC), o primeiro do Brasil, localizado em São Paulo.

Em que pese a necessidade de uma avaliação clínica completa, com a realização de exame físico ginecológico e conhecimento da história clínica da paciente, o que permitirá encontrar a causa da dor, que pode ter uma série de origens (emocionais ou físicas), um tratamento vem despontando como alternativa: o uso do canabidiol, ou CBD na forma de gel vaginal.

Para ter acesso ao produto (que não é disponibilizado para livre comercialização no Brasil) e, consequentemente, ao tratamento, a mulher precisa estar acompanhada por um médico que fará a prescrição adequada. A partir daí, é preciso fazer um cadastro no site do Governo Federal e dar início ao processo de envio de documentos, indicação do produto e empresa importadora. “Este processo já foi muito mais burocrático e demorado. Hoje, considerando a prescrição, em aproximadamente 20 dias é possível ter o produto em casa e iniciar o tratamento”, diz Ailane.

A especialista explica que o produto se conecta a receptores de corpo presentes em vários órgãos. No caso da dor ele provoca uma dessensibilização nos canais de dor, aumentando o limiar de dor, sem diminuir a sensibilidade, o que leva ao aumento da lubrificação natural e da excitação, gerando um relaxamento muscular e tornando a região mais sensível ao toque, além da redução do incômodo na região antes ou durante o sexo.

“Ele age como anti-inflamatório – e muitas patologias são de origens inflamatórias -, além de auxiliar na redução da ansiedade e melhorar também a libido”, destaca a médica, reforçando que é este também é um dos grandes diferenciais em relação aos tratamentos usuais. “O uso de ansiolíticos impacta diretamente na libido feminina”, diz.

“Cannabis medicinal não é maconha”

A afirmação que soa quase como um mantra na voz da médica, uma das primeiras e principais prescritoras da cannabis medicinal no Brasil, é um alerta para a necessidade de aumento da informação na sociedade. “Hoje, temos resultados efetivos e melhora na qualidade de vida de pacientes que tratam de patologias como Alzheimer, epilepsia, Parkinson, esquizofrenia, dores crônicas, ansiedade, depressão e até câncer. O CBD, princípio ativo do canabidiol, não pode ser confundido com o uso recreativo da cannabis”, explica.

Geralmente vendido na forma de um óleo extraído da planta, o canabidiol também está disponível em outras apresentações de uso fora do Brasil que incluem gel, creme, vaporização, aplicação por supositórios entre outros – no caso do Brasil, temos algumas restrições ainda para uso quanto a apresentação do produto e precisa ter sua importação aprovada individualmente pela Anvisa. A médica reforça que o uso do canabidiol também está diretamente ligado ao processo de investigação do motivo e da escala da dor, o que dará a recomendação para o tratamento adequado.

Causas mais comuns da dor no sexo

Mesmo sabendo que a dor durante a relação sexual pode ter sua origem em causas psicológicas, de acordo coma médica, entre as causas físicas mais comuns estão a doença inflamatória pélvica (geralmente ocasionada por uma doença sexualmente transmissível como gonorreia ou clamídia); a menopausa (que pode ocasionar o ressecamento e a atrofia vaginal); a vulvodinia (irritação crônica da vulva que pode ser desencadeada por alterações hormonais ou por uma infecção ou inflamação); o vaginismo (contração involuntária da musculatura pélvica); o líquen (doença dermatológica que também tem como efeito o ressecamento vaginal) e a endometriose.

“A cannabis medicinal é uma opção terapêutica desejável e pode ser considerada, além de um complemento, um redutor da carga dos sintomas, atuando na causa. Ou seja, trata-se de uma abordagem sistêmica que promove a qualidade de vida dos pacientes”, finaliza Ailane.

Fonte: Centro Brasileiro de Referência em Medicina Canabinóide (CBRMC)

Bio-Oil apresenta gel hidratante para pele seca

Com tecnologia pioneira para o cuidado das peles secas: é feito de óleo, textura em gel, e fórmula 100% ativa com apenas 3% de água e óleos altamente hidratantes

A Bio-Oil, já conhecida no mercado pela excelência dos óleos para estrias e cicatrizes na pele, apresenta o hidratante Gel para Pele Seca específico para combater peles secas, ressecadas e quebradiças.

São diversos fatores internos e externos que tornam a pele seca como, por exemplo, pacientes diabéticos, desequilíbrio hormonal e temperaturas muito quentes ou muito frias. Com uma tecnologia pioneira que cria uma película protetora na pele capaz de resistir à perda de umidade e restaurar a pele para o seu estado de hidratação ideal. O Gel para a Pele Seca de Bio-Oil possui um formato inovador de hidratante em gel, que substitui o alto percentual de água comum a cremes hidratantes por óleos e manteigas.

Enquanto outros cremes e loções contêm cerca de 70% de água, que evapora com facilidade, o Gel de Bio-Oil possui apenas 3%. O restante da formulação é composta por óleos, manteigas e umectantes, que hidratam profundamente e permanecem na pele. Com isso, a fórmula se torna 100% ativa. Ou seja, 100% do produto aplicado tem potencial para hidratação. Entre os ingredientes estão a Manteiga de Karité, Ureia, Vitamina B3 e o Ácido Hialurônico. E devido a essa fórmula também, o produto tem um rendimento acima do restante da categoria, basta uma pequena quantidade de produto para hidratar uma região inteira.

Para comprovar sua eficácia, o Gel hidratante de Bio-Oil foi testado em estudos clínicos e teve resultados muito positivos. Dentre os pesquisados, 82% disseram que o produto melhorou significativamente a pele após dois dias de uso e depois de duas semanas, o produto melhorou 100% a pele do corpo.

O Gel para Pele Seca de Bio-Oil, coleciona diversos prêmios em sua categoria pela qualidade e pioneirismo: produto do ano na Itália, Espanha, Reino Unido e França em 2020 e vencedor da categoria produto com melhor Inovação na China, Emirados Árabes e Croácia. O produto é encontrado em três tamanhos: 50ml, 100ml e 200ml.

Informações: Instagram

Consumo de bebidas alcoólicas cresce entre as mulheres

O corpo leva de 1 a 3 horas para metabolizar uma dose de álcool no organismo

O consumo de bebidas alcoólicas entre as mulheres tem se tornado cada vez mais frequente. Segundo dados levantados pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) revela que 17% das mulheres com mais de 18 anos de idade, consumiram bebidas alcoólicas uma vez ou mais por semana em 2019. O estudo foi realizado com base no estado de saúde, estilo de vida, saúde bucal e doenças crônicas destas pessoas.

Foto:edmontonfetalalcoholnetworkorg

Para Alfredo Almeida Pina Oliveira, especialista em práticas de promoção da saúde e coordenador do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Enfermagem da Universidade UNG, apesar do consumo do álcool ser muito comum, existem problemas que podem ser reduzidos ou evitados. Os riscos dependem de diversos fatores como a quantidade de álcool consumida, padrão de consumo, vulnerabilidade (genética, psicológica, social), presença de doenças prévias ou uso de medicamentos, outros hábitos de saúde, entre outros.

“Sabe-se que o consumo nocivo do álcool está fortemente relacionado com cerca de 200 tipos de doenças, lesões resultantes de violência e acidentes de trânsito e morte”, explica.

Os principais problemas de saúde associados ao álcool são: transtornos por uso do álcool, suicídios, violência doméstica, lesões no trânsito, epilepsia, cirrose hepática, câncer (boca, esôfago, intestino, mama), pancreatite, tuberculose e hipertensão (pressão alta).

Algumas doenças são totalmente atribuíveis ao álcool, como por exemplo, a síndrome de dependência do álcool, enquanto outras têm uma grande parcela atribuível ao álcool, como é o caso da cirrose (em 48% de todos os casos de cirrose estima-se que a causa seja o consumo de álcool). No caso de lesões no trânsito, câncer de boca e pancreatite, mais de 25% dos casos são atribuíveis ao álcool.

“O consumo de álcool causa prejuízos não apenas à saúde de quem bebe, mas também de seus familiares. Problemas de relacionamento, violência, negligência, gastos e perda de patrimônio e da sociedade como um todo, acidentes de trânsito, prisão e redução da produtividade no trabalho”, disse o especialista.

O corpo leva de 1 a 3 horas para metabolizar uma dose de álcool, o tempo é maior em pessoas que apresentam uma menor quantidade de enzimas ou menor quantidade de água no organismo. Por exemplo, mulheres e indivíduos que apresentam alguns problemas de saúde ou fazem uso de determinados medicamentos.

O álcool é processado no organismo mais lentamente do que é absorvido, de modo que além da quantidade total de álcool é importante controlar a velocidade e a forma do consumo. O beber pesado episódico (BPE), também conhecido pelo seu termo em inglês como “bingedrinking”, corresponde à ingestão de quatro doses ou mais em pelo menos uma ocasião no último mês, pode aumentar o impacto negativo do álcool nos órgãos e sistemas.

Fonte: Universidade UNG

Dermatologista lista cinco cuidados essenciais com a pele negra

Com textura oleosa no rosto e mais ressecada nas outras partes do corpo, a pele negra tem características marcantes. Pela facilidade de produção de melanina, por exemplo, ela mancha com facilidade por qualquer ponto inflamatório. Acne, arranhões e picadas de insetos podem pigmentar mais nesse tipo de pele.

Justamente por apresentar essas propriedades, a dermatologista Gina Matzenbacher, da Clínica Leger, aconselha evitar qualquer tipo de atrito e hiperpigmentação: “Não manipule lesões, tente não coçar picadas de mosquito e nem espremer espinhas para evitar deixar a pele marcada. Além disso, procure manter a hidratação do corpo, e no rosto tenha cuidado com substâncias muito cremosas porque elas podem provocar acne”.

Com tantos produtos disponíveis no mercado, como escolher uma rotina de skincare para esse tipo de pele? A dermatologista Gina Matzenbacher responde a seguir as cinco principais dúvidas sobre o tema. Confira:

Como deve ser a rotina de skincare da pele negra?

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Pela manhã, a dermatologista sugere lavar o rosto com um sabonete adequado para este tipo de pele. Se ela for oleosa, vale a pena apostar em um de controle de oleosidade suave. Na sequência, use um tônico matificante. Caso saia de casa, não se esqueça de usar filtro solar fluído, para que a pele não fique esbranquiçada, ou um filtro solar com cor, se for do agrado da pessoa. Para o skincare noturno, a sugestão é o uso de algum ácido para renovação celular. Caso a pele fique muito irritada, inclua um hidratante nessa rotina e alterne com o ácido. “Vale destacar a importância de consultar um dermatologista para avaliar o seu tipo de pele. Como mencionei, é mais comum peles negras serem oleosas, mas também existem as ressecadas e, se for esse o seu caso, será necessário inverter todos esses cuidados. Por isso, a avaliação do dermatologista é fundamental”, afirma Gina.

Pele negra também precisa de protetor solar?

Sim. Filtro solar é indispensável. Nesse caso, há menor chance de queimadura solar, mas maior propensão a manchas, melasmas e hiperpigmentação pós-inflamatória.

Como clarear as manchas na pele negra?

“Podemos realizar tratamentos com clareadores, mas devemos ter muito cuidado com a Hidroquinona – um agente despigmentante eficiente, mas que quando manipulado de forma errada, pode clarear muito a pele. Apesar de ser um medicamento de venda livre, devemos tratar sob os cuidados de um médico, já que pode provocar lesões semelhantes ao vitiligo ou ocronose, que é o escurecimento acinzentado da pele”, diz a dermatologista. Além disso, ela lembra que existem outros protocolos clareadores, como o glicólico, o ácido mandélico, o ácido salicílico, a vitamina C e o ácido azelaico. O importante é não deixar de usar o filtro solar pela manhã para não pigmentar essas lesões.

Quais são os ativos indicados para cuidar da pele negra?

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Os mesmos que usamos nas peles branca e amarela. Há o ácido glicólico, o ácido lático, o ácido mandélico, o ácido ferrúlico, todos os agentes matificantes, a nicotinamida, o ácido retinóico, o retinol. Nos hidratantes, temos o ácido lático, a ureia, o ácido hialurônico. O único que devemos ter mais cuidado, como já foi mencionado, é a hidroquinona.

A pele negra também fica ressecada?

“Sim. Por isso, temos que manter a hidratação, especialmente nas áreas do joelho para baixo, que é a região mais seca do corpo. Quando o ressecamento acomete, é importante combatê-lo com o produto adequado, que evite o surgimento da acne”, finaliza a médica.

Fonte: Clínica Leger

Avon estuda diversidade cromática da pele brasileira e amplia portfólio para peles negras

Estudo realizado pelo Centro Global de Inovação da marca, em colaboração com a maquiadora Daniele Damata, traz mudança na indústria internacional de maquiagem

Embasado em um trabalho colaborativo com a maquiadora Daniele Damata surge uma nova visão e abordagem sobre como são criadas as cores para maquiagem na Avon. O processo é resultado de uma conduta humanizada e empática, que foi inspirado pelas mulheres pretas e pardas do Brasil. O mapeamento das particularidades do subtom da pele delas impulsionou a transformação da paleta de cores da marca em um portfólio colaborativo de peles.

Daniele DaMata – Avon

Desde 2013, a Avon estuda a diversidade global e já investigou os tons de pele de seis países, incluindo o Brasil. Como resultado desse trabalho, a companhia construiu uma estratégia de tonalidades mais diversificada de um ponto de vista internacional, mas identificou que o país, em particular, precisava de mais opções de cores voltados ao público negro. Em novembro de 2019, a cientista Candice Deleo-Novack, chefe de desenvolvimento de produtos para olhos, rosto e design técnico de produtos da Avon, nos Estados Unidos, e a maquiadora expert em beleza negra Daniele Da Mata, iniciaram uma parceria para desenvolver uma paleta inteligente e diversa para a marca.

O desfecho foi o desenvolvimento de sete novas cores de bases par todas as nossas linhas, além de novos tons para po compacto, corretivo e blush, que atendem os tons de pele médio a médio-escuro e traz uma diretriz inédita em termos de tecnologia e inovação para criar as cores para maquiagens na Avon. Os novos tons chegam ao mercado com produtos que levam as cores da vida real para as fórmulas.

“Queremos ter certeza de que estamos cobrindo o maior número possível de mulheres com cada uma de nossas cores. Então, o que fizemos foi realmente incorporar essa mentalidade aos novos tons que selecionamos para abranger o maior número possível de mulheres. Também levamos em conta que, a cada bebê que nasce, surge também uma nova cor de base, pois cada cor de pele é única. Nós da Avon, como empresa de beleza, queremos ter certeza de que estamos conversando constante e consistentemente com as mulheres em todos os nossos mercados”, explica a cientista, Candice Deleo-Novack.

“A Candice veio dos Estados Unidos para o Brasil aberta a entender a diversidade cromática das peles negras brasileiras e, juntas, vimos pessoalmente como muitas das modelos selecionadas para os testes não encontravam bases ideais para suas peles. Foi daí que nasceu a ideia de criarmos tonalidades de pessoas e não tonalidades de bases. Isto é, criamos cores representando peles reais e quebramos a lógica das fórmulas padronizadas de proporções e pigmentos. Utilizamos pessoas reais, que antes eram invisibilizadas, como nossa grande inspiração e a Candice levou essa experiência para o laboratório”, explica Da Mata

Como uma empresa global, nos dá muito orgulho ver o Brasil liderando esse movimento de mudança dentro da companhia. Aprendemos uma nova forma de criar proporções de pigmentos com as mulheres brasileiras e isso se compara ao processo de, por exemplo, lançar uma coleção de alta costura, com roupas personalizadas para essas mulheres e suas características únicas e especiais. E foi esse trabalho sob medida que resultou em novas cores e em uma forma muito mais humana de desenvolvimento em laboratório”, complementa a cientista Candice Deleo-Novack.

Novo portfólio: traduzindo as descobertas em alta tecnologia

Todos os ensinamentos coletados no Brasil foram levados para os laboratórios da Avon em Suffern. No Centro de Inovação, uma equipe de cientistas, engenheiros e especialistas em beleza trabalhou usando alta tecnologia para fornecer soluções novas e resolver os desafios de criar uma paleta de cores de maquiagem que atenda todos os tons de pele brasileiros, em todos os produtos.

“Foram oito meses de trabalho utilizando os aprendizados coletados no país em abordagens qualitativas e quantitativas para descobrir percepções, tensões e necessidades não atendidas da consumidora brasileira. Essa longa jornada culminou na nova paleta de cores para pós, bases e corretivos da Avon, que será lançada em novembro de 2020 primeiro nas bases Power Stay e base compacta, com cores da vida real levadas para as fórmulas. A paleta também será aplicada em todas as linhas da Avon até 2021”, explica Juliana Barros, diretora de marketing da categoria de maquiagem da Avon.

Até o final deste ano, serão lançados 28 itens de maquiagem elaborados com as novas cores para a pele preta e parda brasileira: 7 tons da base compacta e base líquida Power Stay (totalizando 12 tons para pele negra), 10 tons de corretivo Power Stay, sendo 6 para pele preta, 2 tons de pó (compactos e refis) totalizando 4 para pele negra, 1 tons de blush totalizando 4 tons para pele negra, e 1 iluminador em Gotas Cobre. E, em 2021, já são previstos 25 itens com a nova gama de cores. Além disso, todos produtos de pele ganharão novos nomes, excluindo referência alimentares. Cada item será sinalizado pelo seu tom e subtom em uma combinação de letras e números. O número refere-se ao tom e a letra ao subtom: “F” (frio), “N” (neutro) e “Q” (quente).

Pesquisa nacional: como a mulher brasileira quer a maquiagem

Para o lançamento e readequação do novo portfólio de maquiagem, a Avon ainda realizou, em parceria com a Grimpa, uma pesquisa inédita que ouviu 1.000 mulheres pretas e pardas, de norte a sul do país, entre 18 e 60 anos, de todas as classes sociais, para traçar um cenário atual da sua representatividade na indústria de beleza, especificamente para base, pó e corretivo – que estão intimamente ligados ao tom de pele.

Os dados foram utilizados pela Avon para elaborar o planejamento e compreender quais eram as necessidades das consumidoras brasileiras. O principal insight mostrou que quase 70% não estão totalmente satisfeitas com as opções de produtos específicos para seu tipo de pele. Os números inéditos revelam ainda que:

46% disseram que o principal motivo de desistirem da compra de uma base, pó ou corretivo é não encontrar o tom compatível com a sua pele.
57% dizem que compram ou já tiveram que comprar mais de um tom de base porque simplesmente não encontram um produto adequado à sua cor– tendo assim que gastar mais, personalizando a maquiagem.
20% apenas das mulheres negras sabem qual é o seu subtom.
95% gostariam de saber mais sobre o subtom quando compram base, pó e corretivo.
Cerca de 70% gostariam que as vendedoras de maquiagem entendessem melhor a pele negra/parda.

Transformação além do portfólio: Avon firma compromisso antirracista

Essa transformação no portfólio da Avon não ficará apenas no segmento de maquiagem. A empresa está fomentando um grande movimento interno de lideranças negras que traz o compromisso de reparar injustiças históricas dentro da companhia, com importantes metas, entre elas: aumento da diversidade dos níveis de gestão, equidade de gênero com mulheres na liderança, acesso ao salário digno individual a 100% de funcionários, comunidades comerciais de biodiversidade e força de vendas.

Esse pacto antirracista e pela diversidade busca amplificar e dar continuidade às iniciativas que a empresa vem desenvolvendo principalmente nos últimos cinco anos: em 2015, a Avon iniciou proativamente seu programa de diversidade, chamado Rede Pela Diversidade, e desde então vem ampliando ações neste sentido, como o selo Pró-Equidade, a criação da Célula Raça, a adesão à Coalizão Empresarial pela Igualdade Racial, o programa de desenvolvimento de profissionais negros e as metas de inserção deles nos processos de seleção – todos realizados entre 2015 e 2020.

Todos os produtos Avon podem ser adquiridos por meio das revendedoras Avon ou pelo e-commerce. SAC: 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Como mulheres podem conquistar liberdade financeira?

Especialistas explicam como ter uma relação saudável com o dinheiro

“Mulher não é boa com números”, “Não entendo nada de mercado financeiro, acho difícil e complicado”, são alguns dos pensamentos que podem afastar as mulheres da tão sonhada liberdade financeira. Envoltas, desde a infância, em modelos de comportamento e estigmas que dificultam seu contato com o dinheiro, elas podem, quando crescem, ter dificuldades em manter uma boa educação financeira. Mas, esse quadro é reversível.

Stocksy Unites

A psicoterapeuta Sabrina Amaral, da Epopéia Desenvolvimento Humano, explica que até as brincadeiras de infância podem influenciar na relação feminina com o dinheiro: “Desde pequenas, não somos estimuladas a aprender a lidar com dinheiro e administrá-lo. O tabu já começa nas brincadeiras, em que as meninas ficam com suas panelinhas, brincando de casinha e esperando, passivamente, o papai voltar. Esse estigma segue durante nosso desenvolvimento e aí não aprendemos sobre investimentos, o porquê de economizar, como funciona a questão dos impostos, como negociar ou a fazer nossa própria declaração de Imposto de Renda. Tudo parece difícil e complicado demais! Então, muitas vezes, recorremos ao gerente de contas do banco, ao nosso pai ou nosso marido”.

Além disso, questões emocionais também influenciam. “Se você tem problemas de autoestima e não se valoriza, certamente, não terá uma boa relação com o dinheiro. Se não tiver um bom nível de autoconfiança para reconhecer sua capacidade de ser livre financeiramente, também não terá a tão sonhada liberdade financeira. Isso, sem mencionar a ‘compensação emocional’, em que muitas pessoas gastam mais do que têm, tentando compensar uma falta interna que nunca é preenchida”, relata a psicoterapeuta.

Como consequência, de acordo com Sabrina, é comum que surjam problemas psicológicos: “A depressão está muito relacionada aos problemas de autoestima e sentimentos de incapacidade; o burnout pode advir de extensas jornadas de trabalho para sustentar um padrão de vida que não se consegue manter; adicção por compras em que a pessoa compra compulsivamente; e até mesmo a dependência emocional que prende as mulheres a relacionamentos tóxicos e abusivos”.

Conquistando a liberdade financeira

Para aprender a lidar melhor com estas situações, a especialista em organização financeira pessoal Simone Sgarbi, do Investir, eu? preparou algumas dicas práticas que podem contribuir com essa jornada de ser livre financeiramente:

Se você está em um relacionamento

Sasin Tipchai/Pixabay

Faça um diagnóstico: saiba qual seria seu custo de vida real caso tivesse que se manter sozinha. Analise entre as contas de sobrevivência, como aluguel, luz, água, gás, alimentação, até itens de comodidade como celular, serviços de streaming, algum hobby, enfim, sua vida, qual é o volume de dinheiro que sustenta essa casa. Suponha que, por algum motivo, seu relacionamento acabe. Por quanto tempo você consegue, com seus rendimentos, manter seu padrão de vida? “Incentivamos as mulheres a se imaginarem nessa situação e a buscarem soluções. Por exemplo, no caso do parceiro ou parceira serem os responsáveis pela maior parte das contas da casa, aconselhamos um seguro de vida e, para uma maior tranquilidade familiar, um seguro para doenças graves”, destaca a especialista.

Converse com o parceiro: nos últimos meses, o casal conversou sobre o que falta para que cada um se sinta mais feliz? Qual é o maior sonho do seu companheiro? Reservam tempo para conversar sobre finanças, ao menos, uma vez no mês? Falar sobre faz com que as questões financeiras sejam mais transparentes, e que cada um consiga ter autonomia mesmo dentro de uma relação com salários muito diferentes. “Você pode ser uma mulher independente, mesmo quando ganha menos que seu parceiro. Independência não é sobre o quanto você ganha, é sobre o quanto você precisa para viver”, completa.

Caso pretenda seguir sozinha

Aja com consciência: se você está em um relacionamento, mas pretende se divorciar, deve ter em mente que o casamento é um contrato, e como tal tem suas regras de rescisão. No momento de assinatura dele, vocês decidiram como seria a partilha dos bens. Procure um advogado para orientação e, antes de agir por impulso, pense: Se você trabalha, seu salário é suficiente para cobrir seus custos? Se não trabalha comece a se preparar para voltar ao mercado de trabalho. Se precisar reduzir seu custo de vida, sabe o que cortar? Vai continuar morando na mesma casa? Vão vender e dividir o valor? Vai precisar mudar de bairro? Seus filhos precisarão mudar de escola? Você tem uma reserva financeira para os custos com advogado, mudança e outros imprevistos durante o processo?

Se você não está em um relacionamento, mas vive com alguém

De olho no orçamento: se você ainda mora com os pais ou divide a casa com amigos, mas quer morar sozinha e ser independente, o raciocínio segue a mesma ordem. Observe seu estilo de vida e descubra quanto precisa receber de valor líquido por mês para conseguir trilhar esse caminho. Lembre-se, quanto menor for seu orçamento mais livre você será, pois dependerá menos dos rendimentos mensais que receber.

Como ser forte para enfrentar essa jornada?

Em paralelo às dicas de Simone, vale a pena investir em autoconhecimento, como afirma Sabrina: “Você precisa saber o motivo de não ter uma relação saudável com o dinheiro. Trabalhe sua autoestima e, igualmente, lute para mudar sua atitude mental, sentido-se verdadeiramente merecedora. Para mudar quem você é, é preciso desapegar daquilo que você acredita ser. Valores, crenças limitantes, paradigmas e tudo aquilo que você acredita piamente e restringe seu crescimento. Pode ser difícil seguir esse caminho, ainda mais sozinha, por isso, é inteligente se abrir para algum tipo de acompanhamento emocional, como por exemplo, a psicoterapia”.

A especialista em organização financeira pessoal ressalta que é um trabalho contínuo e depois de algum tempo, inclusive, pode levar à independência financeira. “Liberdade financeira e independência financeira são conceitos diferentes. Uma pessoa livre financeiramente tem reservas suficientes para poder tomar decisões como mudar de casa, de emprego, de estado civil, com tranquilidade. Uma pessoa independente financeiramente consegue viver dos seus rendimentos sem precisar trabalhar, por exemplo, recebendo dividendos de ações ou fundos imobiliários, royalties por algum livro ou produtos que criou, recebimento de aluguéis, previdência etc. Essa é uma construção passo a passo que começa no controle de suas finanças hoje”, conclui.

Simone Sgarbi

O ponto de virada na vida de Simone Sgarbi aconteceu em um momento em que ela estava sufocada em múltiplas dívidas. Então, pensando em estratégias para sair desse ciclo, iniciou no mundo da educação financeira e, não só reverteu a sua situação, passando de devedora a investidora, como criou o Investir, eu?, que ajuda outras pessoas a se planejarem financeiramente e a investir.

Especialista em organização financeira pessoal, com formação na FGV (Fundação Getúlio Vargas), no curso Como organizar o orçamento familiar, e Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), nos cursos Mercado financeiro de A a Z e Planejamento de Investimentos, atualmente Simone também promove o Círculo de Educação Financeira que, por meio de pequenos grupos e grade de estudos personalizada, dispõe às pessoas conhecimentos e ferramentas exclusivas para melhorar sua relação com o dinheiro.

Sabrina Amaral

A psicoterapeuta Sabrina Amaral acredita na transformação do ser humano e, após uma vivência de duas décadas na gestão de processos de RH, fundou a Epopéia Desenvolvimento Humano que se propõe a levar à tona o que o cliente tem de melhor com o intuito de ajudá-lo no processo de se tornar pleno, inteiro e feliz.

Não tem sido fácil ser mulher por aqui! – por Renata Abreu*

Um homem ejacula em uma passageira dentro de um ônibus, mas é liberado porque o juiz não considerou que havia elementos para enquadrar o sujeito no crime de estupro por não ter havido violência. Uma menina de 12 anos, estuprada há anos pelo namorado da tia, é chamada de ‘assassina’ ao se submeter a um aborto legal. Um ídolo de futebol contesta a acusação de estupro alegando que a vítima estava bêbada e não ofereceu resistência. E agora, uma jovem é dopada com ‘Boa Noite, Cinderela’, violentada e a Justiça absolve o réu por entender que houve um ‘estupro sem a intenção de estuprar’.

Quem país é esse, gente? É tão surreal quanto difícil imaginar que fatos como estes ocorram diariamente, colocando as mulheres em situações cada vez mais difíceis. Não tem sido fácil ser mulher por aqui, onde a cada 7 minutos uma de nós é vítima de estupro. Não é esse Brasil que quero para nós e para os nossos filhos. A cada dia fico mais triste em ver no que o nosso Brasil está se transformando, normalizando os absurdos.

O nosso dia a dia, independente da classe social, é cercado de cuidados e precauções, que vão da maneira de se vestir, de se portar, do que dizer e como dizer que, mal interpretados ou com segundas intenções, podem colocar nossas vidas em risco.

Por que ao avistar um grupo de homens ali na frente temos de mudar o caminho? Por que não podemos baixar a guarda no transporte público? Por que não podemos nos divertir numa festa sem receio de ser dopada e violentada? Por que temos de viver num estado permanente de alerta e medo em que descuidos podem significar perigo? Ser mulher não pode ser sinônimo de perigo constante! Diante de homens assim, as mulheres estão em perigo. Os homens têm que ser educados a respeitar as mulheres e a aprender o que é consentimento. Não é não! Sempre!

Agora, quando as mulheres se enchem de coragem, enfrentando o trauma emocional pela violência sexual sofrida, o sentimento de culpa que aniquila 10 a cada 10 vítimas de estupro (mesmo sem ter culpa de nada), a vergonha e o constrangimento de relatar várias vezes o que houve e decidem denunciar o crime, são humilhadas e massacradas por comentários depreciativos e ofensivos.

O julgamento da jovem Mariana Ferrer foi um show de horrores, creio que jamais visto na história do Judiciário brasileiro. Estupro culposo nivela o Brasil a países que toleram a violência sexual, legitimam a injustiça e responsabilizam a vítima por esse crime abominável.

É muito triste saber que esse tipo de comportamento, que ainda subsiste em parte da sociedade, tenha chegado no tribunal de Justiça. Diante do que assistimos estarrecidos e enojados, que mulher irá denunciar um estupro a partir de agora?

Uma Nação grandiosa como a nossa precisa garantir às mulheres uma vida sem violência. A Justiça precisa ser implacável na defesa dos direitos delas. O erro cometido no julgamento em Santa Catarina precisa urgentemente ser corrigido pelas instâncias superiores do Poder Judiciário para que as vítimas dessa violência se sintam seguras para denunciar seu estuprador.

Minha vontade é abraçar Mariana e todas as vítimas desse crime repugnante. Dar a elas meu colo, meu carinho e o apoio que necessitam para que possam sair desse pesadelo e retomarem as suas vidas de cabeça erguida.

*Renata Abreu é presidente nacional do Podemos e deputada federal por São Paulo

Ginecologista aponta algumas condições que podem causar irritação vaginal

Eloisa Pinho também dá dicas para prevenir e identificar as principais causas do surgimento de coceira, ardor e secreção na vagina

Quando há algo de errado com o nosso organismo, nosso corpo apresenta uma série de sinais de alerta. Por exemplo, quando a saúde da pele é prejudicada, um dos primeiros sintomas a surgir é um processo irritativo da região afetada. Mas, engana-se quem acredita que a irritação é um sintoma de alerta que se restringe à pele, já que também pode atingir outros locais do corpo que estão sofrendo com algum tipo de alteração ou desequilíbrio, incluindo a vagina.

“Caracterizada pela presença de coceira, queimação e secreção na vagina e na vulva, a irritação vaginal é geralmente causada por fatores como alterações hormonais, que ocorrem durante o período menstrual e a menopausa. Isso acontece porque a vagina contém uma série de bactérias responsáveis por protegê-la de agressores externos e qualquer desequilibro hormonal pode causar uma alteração nessa composição, favorecendo o surgimento de irritação. Mas, nesses casos, o problema surge em breves episódios e, geralmente, resolve-se sem tratamento. Porém, quanto torna-se intensa, recorrente e persiste por longos períodos, a irritação pode ser sinal de uma condição mais séria e que pode representar riscos à saúde”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. Então, para ajudar aqueles que sofrem com o problema, a especialista listou as principais causas da irritação vaginal. Confira:

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Vaginose bacteriana: de acordo com a médica, a vaginose bacteriana figura entre as razões mais comuns para a irritação vaginal, ocorrendo devido a uma mudança no pH da vagina com consequente desequilíbrio na microflora bacteriana local. “Além da irritação, a vaginose bacteriana também é caracterizada pela presença de corrimento amarelado, bolhoso e de odor fétido, o que muitas pessoas chamam de ‘cheiro de peixe podre’”, completa.

Infecção fúngica: “Similar à vaginose bacteriana, a infecção fúngica também é causada por um desequilíbrio do pH vaginal, além de fatores como estresse, uso de antibióticos, práticas sexuais e mudanças na dieta, sendo que mulheres diabéticas são um dos grupos com maior predisposição a sofrerem com o problema”, afirma a ginecologista. “Também causando irritação, a condição pode ser diferenciada da vaginose pela aparência do corrimento, que é mais espesso e esbranquiçado.”

Vaginite atrófica: a vaginite atrófica, ou atrofia vaginal, é caracterizada pelo ressecamento e inflamação da vagina devido à diminuição da produção de estrogênio. “Ocorrendo geralmente na menopausa, mas podendo se desenvolver também durante a amamentação ou devido a condições que afetam a produção natural de estrogênio, a vaginite atrófica pode ser identificada pela presença de irritação e corrimento na região intima, além de ressecamento vaginal, dor ao urinar, necessidade constante de ir ao banheiro, incontinência urinária, infecções do trato urinário e desconforto e sangramento durante relações sexuais”, diz a médica.

Alergias e dermatites: certos produtos que entram em contato com a região íntima podem causar hipersensibilidade com consequente surgimento de irritação vaginal. “Os principais culpados são os produtos que contam com fragrâncias, incluindo preservativos, sabonetes, espermicidas e lubrificantes. Absorventes e roupas intimas de tecidos sintéticos também favorecem o surgimento de irritação na região. Nesses casos, o problema fica ainda pior caso a região seja repetidamente exposta ao produto que causou a irritação”, destaca Eloisa.

ISTs: muitas infecções sexualmente transmissíveis apresentam irritação como sintoma. Porém, entre elas, a tricomoníase é uma das principais causadoras do problema. “É uma infecção sexualmente transmissível muito comum causada por um protozoário que afeta principalmente a vagina, a vulva e o colo do útero. Geralmente, o quadro da tricomoníase é assintomático, mas podem surgir sintomas como corrimento amarelo-esverdeado, irritação e odor fétido, sendo assim sintomaticamente muito parecida à vaginose, diferenciando-se pela coloração do corrimento, que, como dito, é mais esverdeado. E, se não tratada, a condição pode evoluir para uma doença inflamatória pélvica e até mesmo causar infertilidade”, alerta a especialista.

A boa notícia é que grande parte das causas da irritação vaginal pode ser prevenida por meio de cuidados básicos, como higienizar a região íntima diariamente e enxugar bem a área para evitar que fique úmida, o que a torna um ambiente propicio para a proliferação de fungos e bactérias.

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“Na hora da higienização, opte por produtos hipoalergênicos e que sejam formulados especialmente para a região íntima. Além disso, cuidado com o uso de sabonetes bactericidas e duchas vaginais, que causam alterações na microbiota responsável pela proteção da região”, aconselha a médica. “Evite ainda utilizar roupas íntimas sintéticas, dando preferência para aquelas que são feitas de tecidos que permitam a respiração adequada da região íntima, como o algodão. E sempre use preservativo para ter relações sexuais.”

No entanto, caso você apresente irritação vaginal persistente, o mais importante é consultar um médico, já que apenas ele poderá diagnosticar o problema corretamente e recomendar o melhor tratamento para cada caso, que pode variar dependendo da causa da irritação. “Por exemplo, enquanto alterações hormonais podem ser tratadas através de cremes hormonais tópicos ou a substituição da pílula anticoncepcional, alergias e dermatites são solucionadas apenas com a interrupção da utilização do agente causador do problema. Por fim, infecções bacterianas e fúngicas, assim como IST’s, podem ser resolvidas por meio do uso de antibióticos tópicos e orais”, finaliza a médica.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Conheça cinco leis que protegem as mulheres

Semestre registrou aumento nos casos de feminicídio segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública

O relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 648 casos de feminicídio no primeiro semestre de 2020, índice que representa aumento de 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2019. A quarentena, com a presença mais intensa do casal nos lares, é apontada como um dos motivos do aumento de casos, uma vez que a vítima ficou em isolamento social com o agressor.

“Os dados apontam também para um aumento de casos de violência doméstica no período de quarentena, mesmo com a dificuldade da vítima em registrar a ocorrência por ter que deslocar-se até as delegacias”, comenta o advogado Francisco Gomes Júnior.

Antes da pandemia, segundo dados apresentados pelos órgãos de saúde, o Brasil já era o quinto país com maior número de casos de violência doméstica no mundo, sendo que, em 70% deles, a vítima é morta dentro de sua própria casa.

“Vale lembrar que a violência doméstica não se limita à violência física, podendo ser sexual, psicológica e verbal. Há a necessidade de ações duradouras de conscientização, com canais de denúncia, campanhas, divulgação dos direitos e combate à violência contra a mulher”, explica Francisco.

O advogado destaca cinco leis que protegem as mulheres e autorizam a concessão de medidas protetivas de urgência em casos de assédio e/ou de violência.

Lei Maria da Penha – A Lei 11.340 foi sancionada em agosto de 2006 e tem o objetivo de criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher de forma a prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher, através de medidas protetivas.

Lei Carolina Dieckmann – A Lei 12.737 foi sancionada em 2012 com o intuito de definir crimes cibernéticos no Brasil.

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Lei do Minuto Seguinte – A Lei 12.845 foi sancionada em 2013 e oferece algumas garantias a vítimas de violência sexual, como atendimento imediato pelo SUS, amparo médico, psicológico e social, exames preventivos e o fornecimento de informações sobre os direitos legais das vítimas.

Lei Joana Maranhão – A Lei 12.650 foi sancionada em 2015 e alterou os prazos quanto a prescrição (prazo) contra abusos sexuais cometidos contra crianças e adolescentes, de forma que a prescrição só passou a valer após a vítima completar 18 anos, e o prazo para denúncia aumentou para 20 anos.

Lei do Feminicídio – A Lei 13.104 foi sancionada em 2015. Quando uma mulher é morta em decorrência de violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher, fica caracterizado o feminicídio, sendo considerado um crime hediondo em que a pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

“É mais do que necessário a ampla divulgação dessas leis para que as mulheres tenham pleno conhecimento de seus direitos”, finaliza.

Fonte: Francisco Gomes Junior, advogado sócio da OGF Advogados, formado pela PUC-SP, pós graduado em Direito de Telecomunicações pela UNB e Processo Civil pela GV Law – Fundação Getúlio Vargas. Foi Presidente da Comissão de Ética Empresarial e da Comissão de Direito Empresarial na OAB.

Accor e Instituto Avon unidos no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas

Fundo para ações de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas lança hotsite

O espaço virtual é mais um passo do Fundo de Investimento Social Privado pelo Fim das Violência contra as Mulheres e Meninas, que tem o objetivo de reduzir os impactos da violência ao apoiar os serviços públicos de abrigamento e proteção e oferecer suporte para a recolocação profissional de mulheres, ajudando-as no enfrentamento a curto, médio e longo prazos

O Fundo de Investimento Social Privado pelo Fim das Violências Contra as Mulheres e Meninas, anunciado no último mês de julho, ganhou mais uma importante ferramenta para sua divulgação. Lançado pela Accor e Instituto Avon, com o apoio do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), o fundo agora tem um hotsite, com objetivo de captar novos parceiros, divulgar os projetos provenientes deste investimento em detalhes e mostrar transparência para empresas que já compõem o fundo.

Pelo novo endereço virtual, empresas interessadas em fazer parte da causa podem conhecer as formas de participar. Para pessoa jurídica, é possível entrar no Fundo seja como Empresa Gestora (doações a partir de R$450 mil), participando do Comitê Gestor do Fundo, responsável por definir as organizações e projetos a serem beneficiados; seja como Empresa Apoiadora (doações entre R$250 mil e R$450 mil), ou, ainda, como Empresa Parceira (doações entre R$50 mil e R$249 mil). O site também traz um espaço para contribuição de pessoa física.

No hotsite, o Fundo também esclarece sua meta em captar R$10 milhões para destinar a organizações que atendam às necessidades materiais, psicológicas e jurídicas das mulheres e crianças em situação de violência, com o objetivo de suprir a insuficiência e a defasagem dos serviços públicos de abrigamento e proteção às vítimas em 2020 e 2021.

Além disso, a forma como os recursos captados serão aplicados também ganhou destaque no conteúdo. São elas: distribuição de 4.500 cestas básicas, durante quatro meses, para famílias lideradas por mulheres; ajuda emergencial de R$ 150 por mulher, por mês, durante quatro meses, para 60 mulheres egressas do abrigamento (em cada estado), impactando, ao menos, 500 mil mulheres ao ano; apoio psicológico e jurídico a 1.500 mulheres; 4.200 diárias em hotéis operados pela Accor em todo o Brasil, com pensão completa, para mulheres e filhos em situação de violência; e apoio a cinco organizações para ações de advocacy, aquelas cujo objetivo seja o de influenciar e potencializar a criação e implementação de políticas públicas relativas à causa do fim da violência contra mulheres e meninas.

“O Fundo de Investimento Social Privado pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas reforça o quão fundamental é o papel da iniciativa privada para conter os impactos da pandemia na vida de tantas mulheres, especialmente aquelas em situação de violência. O novo hotsite veio para complementar essa iniciativa, de forma a nos ajudar a concentrar todas as informações sobre a gestão do fundo, os projetos por ele impactados, bem como o destino dos recursos, com transparência e credibilidade”, destaca Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon.

Projeto Acolhe

Um importante destaque no hotsite é o Acolhe, projeto da Accor financiado pelo Fundo. “O Acolhe é uma iniciativa para hospedar e capacitar mulheres vítimas de violência, oferecendo-lhes um abrigo temporário nos hotéis operados pela Accor, além de dispor ferramentas para auxiliar na construção de um futuro com mais protagonismo, autoconfiança e autonomia para essas mulheres”, explica Magda Kiehl, vice-presidente sênior de Jurídico, Riscos e Compliance Accor América do Sul e líder do Riise – Programa Mundial de Diversidade de Gênero da Accor.

“Ao todo, 295 hotéis da Accor, localizados em 133 municípios no país, vão beneficiar milhares de mulheres. Esse recurso é proveniente do fundo de emergência global da Accor, o Heartist Fund, dedicado a iniciativas de solidariedade às vítimas do novo coronavírus. Aliada com medidas de segurança física e sanitização, o objetivo é prover hospitalidade, conforto e acolhimento às mulheres desde o momento do check-in”, completa Magda.

Os projetos financiados pelo fundo se apoiarão em algumas frentes de atuação, consideradas prioritárias para a proteção de mulheres e crianças em situação de violência e vulnerabilidade: abrigamento, segurança alimentar, suporte jurídico e psicológico, capacitação para a inserção socioeconômica e fortalecimento de políticas públicas de proteção à mulher.

Mulheres em situação de violência devem acessar o site do Mapa do Acolhimento para encontrar os serviços públicos de proteção disponíveis para abrigamento, que podem ser hotéis, casas-abrigo ou casas de passagem.

Informações: Fundo ISP ou contato@fundoisp.com.br