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Programa Frutos Da Mata vai ajudar mulheres a plantar um futuro melhor

Biotrop é a primeira empresa a apoiar a iniciativa, um projeto que amparará mulheres em situação de vulnerabilidade social

A pandemia da covid-19 provocou um choque não somente nas questões de saúde pública, mas também nas relações sociais, ampliando a lacuna econômica da população. Segundo a pesquisa de Desigualdade de Impactos Trabalhistas na Pandemia, coordenada pelo diretor da Fundação Getúlio Vargas Social (FGV Social), Marcelo Neri, o impacto foi maior para os mais pobres. O estudo indicou que, na média de 2019, a proporção de pessoas com renda abaixo da linha de pobreza era de 10,97%, o que representava cerca de 23,1 milhões na pobreza. Já no primeiro trimestre de 2021, momento de suspensão do auxílio emergencial, mas devolvendo o Bolsa Família, atingiu 16,1% da população, ou 34,3 milhões de pessoas.

Para tentar ajudar a reverter esse cenário desolador, a Fazenda Da Mata, grande produtora e distribuidora de alimentos orgânicos, está lançando, em parceria com outras empresas e instituições, o projeto Frutos Da Mata – mulheres que semeiam um novo amanhã, em busca de formar novas produtoras qualificadas e comprometidas.

O Projeto econômico social tem como objetivo amparar mulheres, negras em especial, sem limite de idade e que sejam residentes em Nerópolis e Terezópolis (GO) com renda familiar de até um salário-mínimo. Não é necessária experiência anterior com agricultura, o único requisito é que a candidata tenha força de vontade para crescer na vida pelos seus próprios méritos.

Segundo, Daniella Lunardelli, diretora de sustentabilidade e comunicação da Fazenda Da Mata, esse projeto propõe uma nova relação de trabalho, uma nova tecnologia social. Além de tirar essas mulheres de situações de risco, irão viabilizar uma nova profissão, capacitando-as à sua independência para que possam assumir o controle de suas vidas. “Essa iniciativa proporciona a redução das desigualdades sociais, contribui para a erradicação da pobreza e atua na igualdade de gênero, fomentando a agricultura orgânica em larga escala como um modelo viável de negócio e empreendedorismo”, diz.

O Programa vai prepará-las para produzir alimentos orgânicos de forma sustentável, em terras sem custo de arrendamento e recebendo toda a estrutura operacional necessária. A qualificação técnica conta com o apoio da Universidade Federal de Goiás, que ajudará na preparação e capacitação de como gerir seus próprios negócios, tendo postura e comportamento adequado dentro deste novo ambiente de trabalho.

As participantes também terão capacitação técnica e prática dos protocolos de produção da Fazenda Da Mata, que vai desde o plantio em canteiro passando pelo raleio e capina e colheita. Com isso serão credenciadas e inseridas no mercado de exportação de produtos orgânicos via infraestrutura da empresa, que está se preparando para vendas ao mercado externo.

O projeto está sendo montado de forma muito estruturada. Uma triagem será realizada com 100 mulheres, selecionadas por duas ONGS parceiras da região, e que já têm experiência com esse tipo de trabalho e melhores métodos de seleção. Deste total, 20 delas serão direcionadas para as etapas de qualificação na UFG e na Fazenda Da Mata. Após esse processo, uma parte delas vai preencher as vagas para atuarem na produção de orgânicos na Da Mata e as demais serão encaminhadas para outras vagas no mercado de trabalho. A estimativa é que essas mulheres selecionadas, com a nova profissão, terão acesso a uma renda mensal de R$ 2.500.

Apoio confirmado

O Programa Frutos Da Mata está em fase de captação de recursos, e ainda não foi iniciado. O conselho do programa está tendo cautela para começar as operações: a ideia é atingir 80% dos recursos necessários antes de iniciar os trabalhos. O cadastramento de empresas que querem apoiar a iniciativa é feito por meio de cartas de intenção. A primeira empresa a vestir a camisa da iniciativa e declarar apoio foi a Biotrop, que desenvolve soluções biológicas com foco em uma agricultura regenerativa, sustentável e rentável.

Segundo a engenheira agrônoma Tatiana Helena Fernandes Neves, gerente de marketing da empresa, um dos conselheiros que conhecia o projeto apresentou a iniciativa para a diretoria e todos apoiaram. Afinal, havia sinergia, já que a Biotrop tem grande atuação e um impacto muito positivo na sociedade por desenvolver soluções biológicas e naturais. Estas, além de serem sustentáveis, geram muitas oportunidades no campo a todas as categorias de produtores. “Com o nosso crescimento, sentimos que podíamos contribuir ainda mais nos aspectos social e ambiental, e esse projeto traz esses elementos no âmbito da agricultura. É uma iniciativa que tem um viés social muito forte, destaca.

Atualmente a Biotrop tem mais de 140 pessoas técnicas a campo, assim terá a capacidade de apoiar esse projeto, principalmente com as visitas técnicas. Além disso haverá a contribuição financeira para viabilizar a iniciativa e, e ainda a doação de produtos biológicos necessários para serem utilizados na produção Da Mata.

Segundo Aramis Camargo, engenheiro agrônomo, responsável por ESG na Biotrop, a ideia é fazer uma apresentação técnica auxiliando nesses cultivos, ensinando a equipe de produção da Da Mata para seguir os protocolos e manejar a terra com os produtos biológicos. “Vamos dar um suporte completo, isso vai deste a ajuda financeira, participação no conselho, até o fornecimento de produtos”, destaca.

É muito importante que outras empresas adotem essa iniciativa, pois com esse tipo de trabalho gerarão mais riqueza, valores, e contribuição para um País melhor. “A Biotrop tem crescido muito e uma maneira de retribuir e contribuir com esse ciclo é por meio de projetos como o Frutos da Mata. Quanto mais empresas puderem entrar nessa iniciativa, que está diretamente ligada ao nosso agro, mais a sociedade terá ganhos em todas essas esferas”, finaliza a gerente de marketing da Biotrop.

Sobre as empresas

Biotrop é uma empresa brasileira, fruto da visão e empreendedorismo de um seleto grupo de profissionais apaixonados pelo agronegócio. Atua com foco em pesquisa e desenvolvimento de soluções diferenciadas e inovadoras, com o objetivo de contribuir para uma agricultura mais sustentável, saudável e regenerativa. Com escritório em Vinhedo (SP) e fábrica em Curitiba (PR), a empresa leva ao mercado o que há de melhor no mundo em soluções biológicas e naturais.

Fazenda Da Mata Orgânicos é uma empresa que acredita em um modo de produção de alimentos comprometido com a vitalidade do solo, com o equilíbrio do meio ambiente e com a saúde das pessoas. Produz alimentos orgânicos em larga escala, para oferecer produtos de qualidade a preços compatíveis com os de padrão do mercado interno e de exportação. Tem como um de seus compromissos fomentar a agricultura sustentável.

A FDM é uma Bcorp, pertencente ao grupo de empresas certificadas pelo Sistema B. Tem o selo Orgânicos do Brasil, alcançado via OIA, uma das mais criteriosas certificadoras nacionais. No momento está em processo de conclusão das certificações Global G.A.P e GRASP e certificações de selo orgânico para EUA e Europa.

Mercado de beleza ganha plataforma que reúne de forma inédita marcas nacionais independentes

Chega ao mercado a Belong Be, um novo market place que tem como missão impulsionar e reunir de forma inédita marcas brasileiras que estão despontando no mercado nacional de forma independente. Desenvolvida durante o período de isolamento social por um grupo de mulheres empreendedoras, a ideia central da Belong Be é fomentar, enaltecer e dar vitrine para as “indie brands” do mercado nacional de beleza e bem estar, ampliando sua voz e espaço e promovendo novas oportunidades dentro de um setor de negócios que está em plena ascensão.

As “indie brands” ou “marcas independentes” vieram para ocupar gaps de mercado e oferecerem alternativas para os consumidores. No geral, se originam fora da grande indústria e traduzem em produtos os seus propósitos e crenças, transformando a relação de consumo em uma relação de conexão com a história da marca. Nesse contexto, os fundadores ganham papel protagonista e são determinantes no alcance das marcas.

Já consolidadas no cenário internacional, as indie brands de beleza começam a ganhar força também no cenário nacional – com uma média de crescimento de 40% ao ano, de acordo com estudo publicado pela Factor-Kline – e vão encontrar na Belong Be um espaço para chamar de seu.

A plataforma nasce com mais de 50 marcas, todas com propósito, missão e valores éticos. Cada marca tem uma página dedicada e personalizada para conduzir o consumidor a uma navegação interativa, que a apresenta individualmente, além de seus produtos, seus fundadores e suas histórias inspiradoras.

Na Belong Be, o consumidor também terá um espaço especial, o Mural da Comunidade, que será composto por fotos postadas pelo público final. A ideia é promover um espaço de pertencimento para todos os entusiastas e apaixonados por beleza, interligando empreendedores, influenciadores e consumidores. Esse conteúdo irá aparecer na home principal e também nas páginas de cada marca, fazendo parte de uma categoria do site que terá o objetivo de inspirar e conectar quem estiver navegando pela Belong Be.

Sócias da Belong Be: Cintia Ferreira, Simone Sancho e Amanda Coelho

Para desenvolver essa empreitada pioneira Simone Sancho, idealizadora da Belong Be, contou com o apoio das empresárias Amanda Coelho e Cintia Ferreira. O grupo de investidores é composto por experts do mercado como Bruna Tavares e Daniele da Mata, personalidades e autoridades do cenário de beleza e cosméticos do país.

A Belong Be já está presente em todas as redes sociais produzindo conteúdos que levam mais informação sobre o mercado de beleza, de postagens que abordam história até guias e modos de uso, tudo isso você já encontra no @belong.be.

Além disso, meses antes de seu lançamento, a nova plataforma criou em paralelo um Instagram focado em gestão empresarial – @belongacademy – para dar suporte para pessoas que já possuem sua própria marca ou sonham em tê-la um dia.

• Be & Unibes: para celebrar o lançamento, a marca optou por destacar a sua parceria com a Unibes, com uma ação que destinou todo o lucro obtido com as primeiras horas de vendas para as ações que empoderam e apoiam outros empreendedores.

• Enredo embalado: a plataforma chega trazendo também uma música inédita “Way to the clouds” faixa composta pela cantora independente @beadummer em que descreveu na letra a jornada de criação do negócio.

Redes sociais:
Instagram: www.instagram.com/belong.be / www.instagram.com/bebelongacademy
Tiktok: https://www.tiktok.com/@belong.be
Twitter: https://twitter.com/BeBelongbe
Facebook: https://www.facebook.com/bebelongbe
Linkedin: https://www.linkedin.com/company/belong-be
Pinterest: https://br.pinterest.com/bebelongbe/
Spotify: https://open.spotify.com/user/b0mzp993ohdqavtk9pxwr32ji?si=2af5b99fd99246bd

Confira as doenças mais comuns que levam as mulheres ao urologista

Médico tradicionalmente masculino tem papel importante também na saúde feminina

Culturalmente, estamos acostumados a ouvir que o urologista é o médico do homem e o ginecologista é o médico da mulher. De fato, a ginecologia é uma especialidade exclusivamente feminina, que trata das questões envolvendo o sistema reprodutor delas.

O que muitas pessoas não sabem é que o urologista, que é mais frequentado por homens, também é de grande importância para a saúde feminina. Além das questões inerentes ao sexo masculino, o urologista também cuida do sistema urinário, nesse caso, de ambos os gêneros.

Problemas relacionados à incontinência urinária, cistites, bexiga hiperativa e cálculos renais são tratados pelo especialista que, apesar de muitas pessoas não terem o conhecimento, também atende mulheres. Esse imbróglio cultural é refletido na própria sociedade médica: de cada 100 urologistas, apenas duas são mulheres, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com seus médicos associados.

Apesar disso, as mulheres também podem frequentar o urologista, uma vez que são elas as mais acometidas de doenças como incontinência urinária, que é a perda involuntária de urina. Números internacionais da Urology Care Foundation apontam que uma em cada três mulheres podem sofrer com incontinência urinária em algum momento da vida. Na terceira idade, a chance de as mulheres desenvolverem a doença é duas vezes maior em relação aos homens, segundo a International Continence Society.

O Estudo Sabe (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento), feito com pessoas acima de 60 anos, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), apontou que a prevalência de incontinência urinária é de 11,8% entre homens e 26,2% entre mulheres. A pesquisa foi feita em países da América Latina e no Caribe e a amostra brasileira contou com 2.143 idosos residentes na capital paulista.

Problemas como os que foram citados nas pesquisam levam as mulheres a procurarem o urologista. O especialista no assunto, Willy Baccaglini esclarece quais são os casos mais relatados por elas nas consultas. “A doença que acomete mulheres e que mais comumente as levam ao Urologista é a litíase urinária. Cálculos renais são uma das principais causas de procura de pronto atendimento. E, assim como na população masculina, os cálculos renais são bastante comuns. Outra causa relativamente comum de procura do urologista pelas mulheres é a infecção de urina de repetição. Porém, diferente dos cálculos renais, a maior parte das mulheres não sabe que o urologista é o médico mais adequado para o tratamento da infecção de urina de repetição”, afirma.

Segundo o especialista, existe uma característica feminina de, culturalmente, frequentar consultas médicas mais regulamente do que os homens, o que colabora com diagnósticos e tratamentos. “As mulheres, por iniciarem o acompanhamento de rotina mais cedo, estão mais acostumadas ao ambiente do consultório médico e habituadas as consultas de rotina. Sem contar o fato cultural das mulheres naturalmente se preocuparem mais com a própria saúde, além da saúde das pessoas a sua volta”.

Em relação à desinformação de muitas mulheres sobre a atuação do urologista,Baccaglini pontua que é justamente por isso que elas acabam demorando em procurar uma consulta nesta especialidade, o que pode complicar o tratamento.

“As mulheres que procuram o urologista, exceto aquelas que sofrem de cálculos renais, normalmente o fazem numa fase mais tardia de suas doenças. Isto ocorre porque boa parte delas desconhece o fato de que o urologista possa atender o público feminino.”, declara.

Também é fundamental saber reconhecer os sintomas e quais são os órgãos afetados em cada patologia, para saber qual médico procurar. Nos casos da especialidade de urologia, dentre as doenças já citadas que mais levam as mulheres a procurarem um médico, as principais são:

=Cistite: uma inflamação/infecção na bexiga que pode causar dores ao urinar e uma vontade constante de ir ao banheiro, mesmo que saia pouca urina. Em alguns casos, pode aparecer um pouco de sangue na urina.


=Urolitíase: muito comuns, tanto em mulheres quanto em homens, as chamadas “pedras” nos rins são pequenos cálculos ou cristais que se formam nos órgãos e podem causar fortes dores e cólicas renais, além de dificuldades para urinar.

=Incontinência urinária: é a perda de controle da bexiga e liberação involuntária de urina. Às vezes, ao tossir, espirrar ou até dar risada pode acabar liberando pequenas quantidades de xixi na roupa, ou em casos mais graves, a perda total do controle da micção.

=Bexiga hiperativa: trata-se da necessidade constante de ir ao banheiro e geralmente está associada à incontinência urinária. Pessoas que sofrem com isso costumam levantar durante a noite para ir ao banheiro, o que prejudica a qualidade do sono.

Situações como essas levam a uma reflexão importante, que é justamente conhecer qual a área de atuação de cada especialidade médica, para saber exatamente quem procurar quando identificar que algo está errado com o corpo. O autoconhecimento e reconhecimento dos sintomas são aliados fundamentais na prevenção, tratamento e cura de doenças.

Baccaglini acredita que a mulher está muito bem amparada pelo acompanhamento e prevenção de doenças pela área de ginecologia, mas faz um alerta a respeito da necessidade de procurar um urologista ao identificar sintomas como os citados acima. “Toda mulher que tenha alguma queixa urinária, ou que tenha mais de dois episódios de infecção de urina em um semestre ou mais do que três em um ano, devem procurar um urologista para avaliar a possibilidade de tratamento. E todo paciente com cálculo renal, seja homem, seja mulher, precisa ter um acompanhamento com um urologista”, finaliza o médico.

Fonte: Willy Baccaglini é médico urologista pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), médico dos hospitais Albert Einstein e São Luiz – Rede D’Or, é membro do Grupo de Oncologia e Coordenador do Grupo de Pesquisa. Seus principais interesses urológicos são Oncologia e Procedimentos Endoscópicos e Robóticos Minimamente Invasivos e Medicina Baseada em Evidências.

Mulheres negras e periféricas recebem apoio psicológico com projeto idealizado pelo Instituto Cactus e Casa de Marias

A iniciativa, que inicia os atendimentos em agosto, visa oferecer assistência de saúde mental a grupos de mulheres em situação de vulnerabilidade

Buscando oferecer acolhimento psicológico emergencial para mulheres negras, indígenas e/ou periféricas em situação de vulnerabilidade, chamar a atenção para a demanda urgente de se olhar a saúde mental de mulheres e possibilitar novas práticas de cuidado em saúde mental o Instituto Cactus em parceria com Casa de Marias desenvolveu um projeto social de acolhimento e assistência durante a pandemia. Realizado de forma remota no país inteiro, o projeto promove um espaço de escuta e acolhimento, com uma equipe qualificada de psicoterapeutas para receber mulheres que precisam de cuidados psicológicos.

A iniciativa dedica atenção especial às questões que envolvem classe, gênero, raça e território. Para isso, oferece atendimentos psicológicos individuais e em grupo.

“Nosso espaço nasceu para ser mesmo uma casa, para criar raízes, para ser oásis em tempos difíceis. A Casa de Marias é, acima de tudo, um espaço de resistência. E, por isso, a nossa missão é cuidar, escutar e acolher. Promover processos terapêuticos e curativos não só dentro dos nossos consultórios, mas fora deles também”, reforça Ana Carolina Barros Silva, Coordenadora Geral da Casa de Marias.

Falar sobre saúde mental, promover ações e prevenção é uma necessidade pública, que deve envolver o engajamento de diversos setores, em especial do governo, academia e da própria sociedade civil. Nesse sentido, o objetivo do Instituto Cactus e da Casa de Marias com esse projeto é chamar a atenção para a necessidade de se pensar em projetos de saúde mental segmentadas, realizar o acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade e, ainda, gerar insumos para validar o quanto este tipo de escuta emergencial, principalmente a feita em grupos de apoio em um formato inovador, como uma modalidade que pode ser institucionalizada e replicada em contextos de urgência.

Mas por que focar em mulheres?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a determinação do gênero na diferença que mulheres e homens têm sobre o poder e o controle dos determinantes socioeconômicos em suas vidas, posição social e forma de tratamento na sociedade. Além disso, enfatiza que o gênero determina diferentes suscetibilidades e exposições a riscos específicos para a saúde mental.

Para além de fatores sociais, de empregabilidade, de recursos e disponibilidade financeira, agendas dos filhos, da casa e falta de perspectivas, as mulheres podem vivenciar diversos transtornos mentais associados ao esgotamento emocional. A crise provocada pela pandemia de Covid-19 agravou muito esse cenário. Com a perda da renda e o aumento da desigualdade, os efeitos da crise socioeconômica na saúde mental são ainda piores para as pessoas em situação de vulnerabilidade.

Com o isolamento social, a disparidade de gênero, a violência doméstica e a sobrecarga das mulheres aumentaram ao mesmo tempo em que as redes de suporte diminuíram, uma vez que muitas vítimas ficaram confinadas com seus agressores sem possibilidade de ajuda externa. Todos esses fatores favorecem a prevalência de doenças mentais nas mulheres, por isso precisamos cuidar desse público com ainda mais urgência.

“Enquanto houver preconceitos e vieses subjetivos não combatidos e desmistificados, o atendimento à saúde mental feminina, especialmente de mulheres negras e periféricas, sempre será insuficiente e enviesado. Por isso, é necessário termos políticas mais focadas nos problemas de saúde mental da mulher, tanto individual quanto estruturalmente, assim como o fortalecimento de outras instituições e projetos de acolhimento que possam reforçar o olhar intersetorial da saúde mental”, afirma Maria Fernanda Resende Quartiero, Diretora Presidente do Instituto Cactus.

Sobre o Instituto Cactus e a Casa de Marias

O Instituto Cactus é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para a prevenção e a promoção da saúde mental no Brasil, através da geração de conhecimento e evidências, identificação e multiplicação de boas práticas, incidência em políticas públicas, articulação de ecossistemas e conscientização da sociedade sobre o tema.

A Casa de Marias é um espaço de acolhimento e apoio psicológico para mulheres em sofrimento mental ou que necessitam de cuidados específicos, composta por um corpo clínico de mulheres, em sua maioria, negras e periféricas.

Sobre o projeto

Gerd Altamann/Pixabay

Coordenado por quatro psicólogas, o grupo de acolhimento emergencial será liderado pela psicóloga Camila Generoso. Psicóloga e psicopedagoga, possui especialização em Desenvolvimento Infantil e aprimoramento em Psicanálise da Criança pela PUC-SP; e pela psicóloga Deisy Pessoa, graduada em Psicologia com ênfase Clínica e Saúde Pública, com atuação na Atenção Psicossocial, trabalhando com a comunidade local do Capão Redondo em ações de inclusão de diversidades nas atividades artísticas terapêuticas oferecidas pelo Cecco.

O plantão psicológico é liderado pela psicóloga Eneida de Paula, psicóloga formada pela FMU, com especialização em Psicologia e Relações Raciais – Instituto AMMA Psique e Negritude e em Técnica de Estresse Pós-Traumático segundo Modelo Francine Shapiro – EMDR; e pela psicóloga Lucila Xavier, psicóloga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com experiência de cinco anos como Acompanhante Terapêutica de crianças e adolescentes com TEA e estágios nas áreas de psicologia jurídica e clínica. Atualmente em formação no curso teórico vivencial de Psicologia e Relações Raciais do Instituto AMMA.

Sete hábitos que prejudicam a saúde íntima feminina

Ginecologista aponta práticas comuns entre as mulheres que, apesar de parecerem inofensivas, podem favorecer a proliferação de microrganismos e o surgimento de infecções na região íntima

O tabu referente a assuntos como saúde e higiene íntima feminina ainda é grande. Mesmo que cada vez mais pessoas e veículos de comunicação estejam abordando essas questões, ainda existe muita desinformação sobre como a mulher deve cuidar da região íntima. Como resultado, grande parte das mulheres acaba praticando hábitos que podem colocar a saúde íntima em risco e favorecer o aparecimento de condições como vaginoses e candidíase. Então, para auxiliar na manutenção da boa saúde da genitália feminina, a Dra. Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU, apontou hábitos que, apesar de fazerem parte da rotina de muitas mulheres, devem ser evitados. Confira:

Deixar a calcinha secando no banheiro: lavar a roupa íntima no banho é um hábito extremamente prático, não apresentando risco algum. Mas, para secar, é melhor estendê-las em outro ambiente. “Isso porque a umidade do banheiro favorece a proliferação de microrganismos causadores de doenças. Por isso, estenda as calcinhas em um ambiente arejado, como o quintal ou a varanda, e passe-as com um ferro antes de vestir, pois o calor ajuda a eliminar qualquer fungo ou bactéria que possa estar presente no tecido”, recomenda a médica.

Usar absorvente todos os dias: o absorvente é a melhor forma de prevenir o vazamento de secreções e corrimentos devido à menstruação e perda urinária. Mas é importante que o utensílio só seja utilizado nesses casos, pois o abafamento constante provocado pelo absorvente pode tornar a região íntima um ambiente propicio para que fungos e bactérias se proliferem. “Existem casos específicos em que o uso diário do absorvente é indispensável, como para mulheres que sofrem com incontinência urinária. Nesses casos, o ideal é optar por produtos respiráveis e trocá-los com frequência, de preferência a cada quatro horas”, aconselha a especialista.

Usar calcinhas sintéticas: muito cuidado na hora de escolher quais calcinhas comprar, pois, apesar de mais baratas, roupas íntimas sintéticas podem ser prejudiciais para a genitália feminina. “Esse tipo de tecido abafa a região, aumentando a transpiração e a umidade do local, o que, além de causar desconforto, favorece a proliferação de microrganismos responsáveis pelas infecções vaginais”, explica a Dra. Eloisa. O recomendado é optar por calcinhas feitas de algodão, que permitem a respiração adequada da região íntima. “O mesmo vale para roupas muito apertadas, como leggings. Por isso, evite usar essas vestimentas com frequência e dê preferência aos tecidos mais leves e que permitem que o ar circule adequadamente.”

Não higienizar a região íntima corretamente: ao contrário do que muitas pensam, a higiene íntima deve ser realizada apenas na vulva. “A vagina não necessita de assepsia, pois, além de acumular menos sujidades, possui pH menos ácido, que, quando desequilibrado devido à higienização, favorece a proliferação de agentes patógenos”, alerta a ginecologista.

Exagerar na higienização: de acordo com a especialista, a vulva deve ser lavada apenas uma vez por dia, pois, em excesso, a higienização pode causar o ressecamento da região. “Mas é importante ressaltar que existem casos específicos que exigem que a região íntima seja limpa mais vezes durante o dia. Por exemplo, a higienização da vulva após relações sexuais é sempre fundamental para evitar infecções urinárias e remover resíduos de lubrificante. A assepsia da região também deve ser realizada após fluxos menstruais, pois o sangue, além de alterar o pH da região, é um meio de cultura de bactérias”, completa.

Utilizar produtos inadequados para higienização: a vulva deve ser limpa apenas com os dedos, pois duchas, cotonetes e outros materiais podem provocar ferimentos na região. “Lenços umedecidos, duchas vaginais e sabonetes íntimos bactericidas também não devem ser utilizados, pois, enquanto os lenços podem provocar irritações, as duchas e sabonetes eliminam bactérias benéficas que são responsáveis pela manutenção da acidez do pH da vulva”, diz a médica. No lugar, Eloisa recomenda utilizar sabonetes neutros e sem fragrância, como os sabonetes de glicerina para bebês.

Adobe Stock

Baixa ingestão de água: “O ideal é ingerir, no mínimo, dois litros de água diariamente, pois a substância é responsável por estimular a circulação do sangue e garantir o bom funcionamento do organismo, além de ajudar a prevenir infecções urinárias.”

Por fim, lembre-se que, ao notar qualquer alteração na região genital, o mais importante é que você consulte um ginecologista. “Apenas ele poderá realizar uma avaliação do quadro e dar um diagnóstico correto, indicando o melhor tratamento e as recomendações mais adequadas para lidar com cada caso”, finaliza Eloisa.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Sexo aos 50 x sexo aos 20: como o envelhecimento afeta a libido da mulher ao longo dos anos

Ginecologista explica como fatores diretamente ligados ao envelhecimento do organismo, como fertilidade, energia, autoestima e hormônios, podem interferir no apetite sexual feminino

O sexo é um instinto natural do ser humano que, além de servir para a reprodução, possui uma série de benefícios para o organismo, incluindo desde melhora da pele e do cabelo até diminuição do estresse. No entanto, cada um de nós possui uma relação específica com o sexo e é natural que, em alguns dias, algumas pessoas não sintam necessidade de praticar relações sexuais, o que pode estar associado a fatores que vão desde situações cotidianas, como cansaço e problemas no relacionamento, até condições sérias, como o vaginismo e a depressão.

“Além disso, o próprio processo de envelhecimento pode interferir em nossa libido. E isso não ocorre apenas por fatores hormonais, mas também por questões sociais, físicas e psicológicas, afinal, conforme envelhecemos, interagimos de diferentes formas com o ambiente a nossa volta”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. Para ajudar a entender mais sobre o assunto, a especialista explicou abaixo de que maneiras a libido feminina é afetada com o passar dos anos. Confira:

20 anos: o fim da adolescência e o início da fase adulta são pensados por muitos como os momentos de maior atividade sexual, afinal, os hormônios estão à flor da pele e temos mais energia. “No entanto, alguns outros fatores podem prejudicar a libido nessa idade. Por exemplo, o fato de a mulher ser mais fértil nessa época da vida pode torná-la mais seletiva com relação a quando fazer sexo. Na verdade, estudiosos estimam que o desejo sexual da mulher tende a aumentar conforme os anos passam, principalmente após os 30 anos, momento em que a fertilidade começa a diminuir”, destaca a médica.

30 e 40 anos: a terceira e quarta década de vida parecem ser o período em que o desejo sexual feminino está mais forte. “Esse fato pode estar relacionado a fatores como maior segurança com o próprio corpo e maior dedicação a relacionamentos, além da diminuição das chances de gravidez”, afirma a ginecologista. Estudos mostram, inclusive, que mulheres entre 27 e 45 anos têm fantasias sexuais mais frequentes e fazem mais sexo do que mulheres mais jovens ou mais velhas.

Foto: Veggiegretz/Morguefile

Gravidez: independentemente da idade em que ocorra, a gestação possui grande impacto na vida da mulher, afetando até mesmo sua libido. “O corpo da mulher e os níveis de hormônios passam por uma série de alterações ao longo da gestação. Por isso, é natural que a mulher apresente menor libido em alguns momentos e maior em outros, principalmente durante o segundo trimestre de gravidez. Além disso, algumas mulheres têm dúvidas sobre a segurança de fazer sexo na gravidez, o que, salvo em casos de risco, é perfeitamente seguro”, diz a especialista. “E as mudanças na libido não param com o nascimento do bebê, pois fatores como a amamentação e a criação também podem afetar o interesse da mulher no sexo.”

50 anos ou mais: por volta dos 50 anos, a saída dos filhos de casa e a diminuição da fertilidade podem tornar a mulher mais interessada no sexo. No entanto, um processo que ocorre naturalmente no corpo da mulher nessa época de vida pode afetar significativamente a libido: a menopausa. “A diminuição nos níveis de estrogênio que ocorre durante a menopausa pode fazer com que o desejo sexual diminua, o que ainda é intensificado devido a fatores também comuns desse período, como a diminuição da lubrificação vaginal e a atrofia da musculatura da região. Além disso, outros sintomas da menopausa, como ondas de calor, mudanças no humor e ganho de peso, também pode afetar a vontade da mulher de fazer sexo. Felizmente, nesses casos, é possível verificar com o ginecologista a possibilidade do uso medicamentos, hormônios e lubrificantes para aliviar os sintomas da menopausa e melhorar a libido”, explica Eloisa.

Mas é importante ressaltar que cada organismo é único e o processo de envelhecimento pode afetar a libido das mulheres de diferentes formas. Além disso, você deve ter em mente que não há problema algum em não sentir vontade ou necessidade de praticar relações sexuais, afinal, essa é uma decisão que cabe apenas a você. “Mas, caso a falta de libido esteja te afetando física, mental e amorosamente, o recomendado é que você consulte um ginecologista, pois apenas o médico especializado poderá diagnosticar a real causa do problema e indicar o tratamento mais adequado, que vai variar de acordo com a idade, características e histórico médico da paciente”, finaliza Eloisa.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Usuários de site de relacionamento para pessoas maduras contam o que procuram

O site de relacionamento para público maduro fez uma pesquisa com seus usuários sobre o que é mais importante em suas buscas no site e, também, sobre para onde gostariam de viajar, sozinhos e namorando, após a pandemia.

A pesquisa, direcionada para o mês dos namorados, foi dividida em duas partes. Na primeira, os usuários preencheram o que buscam no site. Cada usuário colocou em ordem de importância três itens entre seis opções: Namoro, Amizade, Companhia, Romance, Casamento e Sexo. Na segunda, os usuários disseram para qual estado brasileiro gostariam de viajar após o término na pandemia, em duas situações: se ainda estiverem solteiros e se já estiverem namorando: 964 homens e 1.660 mulheres responderam. Veja abaixo as respostas:

Homens: 964 respostas.
Questão:
coloque em ordem de importância três itens que você procura no site, entre as seis opções: Namoro, Amizade, Companhia, Romance, Casamento e Sexo.

1ª opção (mais importante):
Namoro: 44,5%
Amizade: 24%
Romance: 10,5%
Companhia: 8,5%
Sexo: 8%
Casamento: 4,5%

2ª opção:
Companhia: 33%
Amizade: 24%
Namoro: 20%
Romance: 16%
Sexo: 6%
Casamento: 1%

3ª opção:
Namoro: 25%
Companhia: 20%
Romance: 15,5%
Sexo: 17%
Amizade: 14%
Casamento: 8,5%

Mulheres: 1.660 respostas.


Questão: coloque em ordem de importância três itens que você procura no site, entre as seis opções: Namoro, Amizade, Companhia, Romance, Casamento e Sexo.

1ª opção (mais importante)
Namoro: 37%
Companhia: 21,5%
Amizade: 18,5%
Casamento: 18%
Romance: 5%
Sexo: 0%

2ª Opção:
Namoro: 32%
Amizade: 27%
Companhia: 21,5%
Romance: 11,5%
Sexo: 4%
Casamento: 4%

3ª. Opção:
Companhia: 23,5%
Amizade: 23,5%
Namoro: 22,5%
Casamento: 14%
Romance: 10,5%
Sexo: 6%

Homens: 964 respostas

Para qual estado brasileiro você gostaria de viajar, sozinho, após a pandemia?

Santa Catarina: 11%
Ceará: 10%
Bahia: 9%
Minas Gerais: 9%
Rio Grande do Sul: 8,5%

Para qual estado brasileiro você gostaria de viajar, namorando, após a pandemia?

Ceará: 15,5%
Bahia: 15%
Santa Catarina: 8%
São Paulo: 8%
Minas Gerais: 7%

Mulheres – 1.660 respostas

Para qual estado brasileiro você gostaria de viajar, sozinha, após a pandemia?

Santa Catarina: 13%
Ceará: 12,5%
Bahia: 12%
Minas Gerais: 8,5%
São Paulo: 7,5%

Para qual estado brasileiro você gostaria de viajar, namorando, após a pandemia?

Rio Grande do Sul: 13,5%
Santa Catarina: 13,5%
Ceará: 12,5%
Bahia: 11,5%
São Paulo: 7%

Fonte: Coroa Metade

Entenda alguns fatores que podem reduzir o desejo sexual em mulheres

Além de fatores do cotidiano, como estresse e cansaço, alterações hormonais e até mesmo doenças sérias, como a depressão, também podem causar a diminuição e perda da libido no público feminino

O sexo faz parte da rotina de qualquer casal, sendo uma das bases de um relacionamento. Mas é natural que, em alguns dias, as mulheres não sintam necessidade de praticar relações sexuais.

“A perda ou diminuição da libido, ou seja, a falta de apetite sexual é um problema muito frequente, acometendo de 15 a 35% das mulheres. O problema pode estar relacionado simplesmente à dinâmica do relacionamento e ao cotidiano, sendo causado por fatores como cansaço e estresse, o que, geralmente, é solucionado naturalmente”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

No entanto, o comportamento pode ser também sinal de algo mais sério. Por isso, é fundamental ficar atenta ao apetite sexual e consultar um ginecologista caso o problema se estenda por longos períodos, o que pode estar relacionado a diversas causas, que a especialista listou abaixo:

Doenças ginecológicas: algumas condições que afetam a saúde da vagina podem prejudicar a mulher não apenas fisicamente, mas também mentalmente, diminuindo então a libido. “O vaginismo, por exemplo, é uma doença geralmente causada por fatores psicológicos em que os músculos da vagina realizam contrações involuntárias que podem impedir a penetração e, consequentemente causar grande dor durante as relações sexuais, diminuindo a vontade da mulher de praticá-las”, afirma a ginecologista.

Depressão: a depressão figura entre uma das principais causas da redução da libido, pois é uma doença acompanhada de sintomas como estresse, ansiedade e baixa autoestima, fatores que contribuem diretamente para a perda do desejo sexual. “Além disso, os medicamentos antidepressivos utilizados no tratamento da condição também são responsáveis pela diminuição do apetite sexual, já que causam desequilíbrios nos níveis hormonais. Porém, nem todos os medicamentos causam esse efeito e, por isso, o acompanhamento psicológico e ginecológico é fundamental no tratamento da condição de forma a evitar impacto sobre a libido”, aconselha a especialista.

Menopausa: afetando todas as mulheres em algum momento da vida, a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorre quando a quantidade de óvulos se esgota e a produção de hormônios é reduzida, causando assim uma série de alterações no organismo da mulher, como a redução da libido. “Isso porque, além da diminuição drástica na produção de testosterona e estrogênio, a menopausa também é marcada por aumento de peso, ressecamento vaginal e dor, desconforto e até sangramento durante relações sexuais, o que, consequentemente pode diminuir a vontade da mulher de fazer sexo”, diz a Dra. Eloisa.

Transtorno do desejo sexual hipoativo: existe ainda uma condição médica caracterizada justamente pela redução ou perda da libido, conhecida como transtorno ou distúrbio do desejo sexual hipoativo. “Afetando principalmente mulheres, o distúrbio do desejo sexual hipoativo é uma condição comum e de difícil diagnóstico que causa a falta persistente de desejo sexual sem que haja outras causas envolvidas. O problema pode causar sofrimento pessoal e dificuldades no relacionamento e geralmente está relacionado a questões psicológicas”, destaca a médica.

Por fim, é importante ressaltar que não há problema algum em não sentir vontade ou necessidade de praticar relações sexuais, afinal, essa é uma decisão que cabe apenas a você.

“No entanto, caso a falta de libido esteja te afetando física, mental e amorosamente, o recomendado é que você consulte um ginecologista, já que apenas ele poderá diagnosticar a real causa do problema e indicar o tratamento mais adequado, que vai variar de acordo com cada caso e pode incluir terapia de reposição hormonal, acompanhamento psicológico, substituição dos métodos contraceptivos e outros medicamentos ou simplesmente a adoção de um estilo de vida mais saudável, com uma alimentação balanceada, a prática regular de exercícios físicos e boas noites de sono”, finaliza a médica.

Fonte: Eloisa Pinheiro é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Medicamento para combater osteoporose em pacientes de alto risco de fratura chega ao mercado

Único com dupla ação, a nova terapia reverte de forma rápida e eficaz a porosidade dos ossos, evitando fraturas secundárias que geram alto índice de morbidade e mortalidade

A Amgen, uma das empresas líderes em biotecnologia no mundo, anuncia o lançamento do romosozumabe, o primeiro e único construtor ósseo com duplo mecanismo de ação: evita perda de massa óssea, ao mesmo tempo que regenera as partes já comprometidas pela doença.

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no final de 2020, o anticorpo monoclonal é indicado para o tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa com alto risco de fratura ou pacientes que falharam ou são intolerantes a outra terapia de osteoporose disponível. A terapia traz a possibilidade de aumentar a densidade mineral óssea e fortalecer a estrutura esquelética do corpo humano, reduzindo significativamente o risco de fratura.

‘’Este lançamento era muito esperado e representa um grande avanço no tratamento de casos graves de osteoporose, pois embora tenhamos excelentes medicamentos disponíveis no Brasil, nenhum deles conseguia ao mesmo tempo aumentar a massa óssea e evitar a reabsorção. O remédio aumenta a densidade mineral óssea e evita a perda óssea ao mesmo tempo, fortalecendo a estrutura esquelética de forma mais rápida, reduzindo, assim, a possibilidade de novas fraturas, o que é especialmente relevante nesse momento de pandemia’’ afirma Ben-Hur Albergaria, ginecologista e vice-presidente da Comissão Nacional de Osteoporose.

A osteoporose, conhecida por acometer principalmente idosos, é uma condição metabólica que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumenta o risco de fraturas. Além de idosos, mulheres em menopausa e pacientes de alto risco (com fratura prévia, histórico familiar de fratura de quadril e pacientes com quedas frequentes) também são afetados e geralmente descobrem a doença após a primeira fratura.

O lançamento do romosozumabe traz para o mercado uma possibilidade de mudar o cenário da incapacitação por fraturas, principalmente em pacientes de meia idade com fragilidade óssea por osteoporose3. O medicamento demonstrou em estudos que reduz rapidamente o risco de fratura e constrói um novo osso com 12 meses de terapia.

Apenas no Brasil, são cerca de 10 milhões de brasileiros afetados pela osteoporose – a maioria sem conhecimento até o momento da primeira fratura óssea. “As fraturas relacionadas à osteoporose representam um importante desafio e um empecilho para o envelhecimento saudável. Esse tipo de fratura, particularmente a de quadril, promove hospitalização, frequente perda da independência e necessidade de auxílio permanente para os cuidados da vida diária. O medicamento chega ao Brasil como uma importante ferramenta terapêutica para o manejo desse problema de saúde pública”, afirma o especialista.

Saiba mais sobre fraturas

iStock

Segundo a Federação Internacional de Osteoporose, mais de 8 milhões de fraturas são causadas pela doença todos os anos no mundo. Um levantamento global da instituição mostra que em pessoas acima de 50 anos de idade, na maioria mulheres, sofrerão uma fratura por fragilidade óssea ao longo de suas vidas.

Além disso, um ano depois de uma fratura de quadril, 24% dos pacientes idosos vão a óbito. Outro estudo demonstra que 60% dos pacientes necessitam de assistência para realizar atividades como alimentar-se, vestir-se ou ir ao banheiro, e 80% precisam de ajuda em atividades como fazer compras ou dirigir.

A aprovação pelo órgão regulador foi baseada no estudo Frame, que avaliou mulheres pós menopausa que apresentam osteoporose, a redução significativa de novas fraturas vertebrais (coluna) e fraturas clínicas (sintomáticas) em 12 meses em comparação com o placebo, além do estudo ARCH, que utilizou o mesmo público, e evidenciou a indicação nos pacientes com alto risco de fratura e quando tratados com o medicamento por 12 meses, seguido por mais 12 meses com alendronato, comparado a outro grupo que tratou apenas com alendronato por 24 meses, havendo redução significativa na incidência de novas fraturas vertebrais e não-vertebrais e de quadril durante o período do estudo.

Fonte: Amgen

Sábado: Cabelegria volta ao Santana Parque Shopping para mais um dia de solidariedade

Ação reforça ao público da Zona Norte que a doação de cabelo faz mulheres e crianças voltarem a sorrir

O Santana Parque Shopping reforça seu compromisso com ações sociais e recebe mais uma vez, amanhã, 15 de maio, a ONG Cabelegria. Com o objetivo de transformar a doação de cabelos em perucas e distribuí-las a pessoas submetidas a tratamentos de câncer ou que foram diagnosticadas com outras doenças que resultam em queda de cabelo, o Banco de Peruca Móvel estaciona na entrada principal do shopping das 11h às 19h.

No local, a Cabelegria realiza cortes gratuitos, recebe doações de cabelos e também faz a distribuição de perucas. São aceitos todos os tipos de cabelo com no mínimo 15cm, podendo ser natural, com química ou tintura. Em janeiro, a iniciativa arrecadou um total de 225 doações, entre cortes realizados no local e entrega de cabelos previamente cortados.

“Nossa expectativa é sempre superar a arrecadação anterior e continuar incentivando nosso público a abraçar essa causa tão importante. Estamos felizes em contribuir com a felicidade de muitos”, afirma Marcus Borja, superintendente do Santana Parque Shopping.

Durante a ação, o empreendimento reforça todas as medidas de segurança contra a Covid-19, como o uso obrigatório de máscara, disponibilidade de álcool em gel e distanciamento social.

Santana Parque Shopping e Cabelegria
Quando: Dia 15 de maio
Horário: 11h às 19h
Local: Entrada principal do Santana Parque Shopping
Endereço: Rua Conselheiro Moreira de Barros, 2780 – Santana – SP

Informações: site ou pelo telefone: (11) 2238-3002 ou WhatsApp: (11) 96588-3226.