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Como o desmatamento da maior floresta tropical do mundo interfere na saúde da população?

Covid-19 e outras doenças chegam até nós como consequência da degradação ambiental

A preservação do meio ambiente nunca esteve tão em voga quanto ultimamente, o assunto é de extrema importância, não só pela vida dos seres vivos que ali habitam, mas também para a saúde ambiental do planeta e do ser humano.

A degradação ambiental ocorre há anos, e cada vez mais vemos de perto como esse descaso com as florestas interfere diretamente na vida da população. Estudos científicos já atestaram que o desmatamento gera uma cadeia de acontecimentos complexos, criando meios para que diferentes patógenos mortais se espalhem entre os humanos. Doença de Lyme e a malária, por exemplo, surgiram a partir daí.

São 40 mil espécies de plantas, milhões de insetos e 400 mamíferos que estima-se ter na Amazônia, floresta que ocupa sete milhões de quilômetros quadrados e faz parte de nove países da América do Sul. O especialista em Gestão de Resíduos Sólidos e fundador da Oceano Resíduos, Rafael Zarvos, alerta a necessidade das pessoas entenderem que desmatamento e doenças estão relacionados.

Doenças como a zika, que somada a dengue e chikungunya contabilizaram um aumento de 248% do número de casos no ano de 2019, é exemplo de enfermidade que veio da cena rural para a urbana pelo avanço do desmatamento em áreas florestais. “A destruição da natureza coloca em risco a nossa própria existência. O coronavírus, por exemplo, responsável pela pandemia que vivemos, é fruto do contato de humanos com morcegos”, destaca Rafael.

Em relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), é possível ver que a cada quatro meses o ser humano tem uma infecção originária de problemas relacionados ao meio ambiente, e que 75% das doenças são de origem animal. O consumo de carne crua de animais silvestres, o desmatamento, as mudanças climáticas e o tráfico ilegal de animais silvestres são fatores que contribuem para facilitar o contágio de seres humanos por patógenos que vivem na natureza e nas espécies que ali habitam.

Abaixo, artigo de Rafael Zarvos:

Meio ambiente, problema da destruição e pandemia. As pessoas precisam ter em mente que uma coisa está relacionada com a outra. Infelizmente, somos a única espécie capaz de de destruir e de ameaçar a nossa própria sobrevivência. A destruição da natureza coloca em risco a sobrevivência da espécie humana. A forma como a sociedade está transformando o meio ambiente e reduzindo os habitats, faz com que animais silvestres e seres humanos se aproximem.

Isso potencializa o risco de transmissão de variados patógenos aos seres humanos. Uma publicação recente da biblioteca nacional de medicina aponta que existem cerca de 165 espécies de doenças capaz de causar algum dano ao ser humano. Relatório da ONU mostra que a cada quatro meses a gente tem uma infecção originária de problemas relacionados ao meio ambiente, sendo que 75% das doenças que temos são de origem animal.

O impacto no meio ambiente de maneira negativa, acaba trazendo essas consequências que agora estamos vendo na pele, que é a pandemia originada pelo novo coronavírus. Em relação ao desmatamento, florestas estão sendo derrubadas para pasto, agronegócio. Mudanças climáticas, por conta da alteração da temperatura. Inclusive, uma publicação que saiu hoje (24) em um  jornal diz que a Groenlândia atingiu um ponto irreversível no degelo depois de 40 anos, e resultará no aumento de um milímetro por ano nos oceanos. Parece pouco, mas vai gerar impactos negativos a quem mora em ilhas e perto da costa. Um milímetro faz muita diferença.

A partir do momento que você tem mudanças climáticas com o aumento da temperatura, os micróbios começam a ter uma sobrevida maior. Tráfico ilegal de animais silvestres. Todos esses fatores contribuem, além do consumo da carne crua dos animais silvestres. Em relação ao coronavírus, por exemplo, tudo indica que a contaminação ocorreu pelo morcego no mercado chinês (mas ainda não está comprovado). Na história, para dar outro exemplo com origem já comprovada, o HIV, o vírus da Aids. Tudo indica que ele teria passado para o ser humano na década de 30 por meio de tribos africanas que faziam caça e domesticação de chimpanzés e macaco verde.

Passaram-se todas essas décadas, quando veio a explosão e, teoricamente, o marco zero teria ocorrido nos anos 1980 com um comissário americano que morreu nos Estados Unidos após viagem. Posteriormente, descobriu-se que surgiu, na verdade, em 1959, com registro de um rapaz no Congo que morreu de doença não detectada, mas que teve seu sangue congelado para posterior avaliação.

Ebola é outro exemplo de doença originária de animais silvestres, pois veio por meio do morcego de fruta. A gripe aviária, aqui no Brasil, a zika e por aí vai. Meio ambiente e doenças estão correlacionados, é preciso tomar cuidado. De acordo com o relatório da ONU, quanto maior a diversidade entre as espécies, mais difícil fica essa contaminação, pois passa de uma espécie para outra até chegar na gente. Se você elimina todas as espécies, ou se encurta a distância entre elas, você tem o que estamos vivendo agora: uma pandemia. E a relação de lixo descartado incorretamente e doenças?

A peste negra é um exemplo de doença que veio da falta de higiene. Se você descarta o lixo incorretamente, atrai vetores como o rato, por exemplo, que vai se aproximar e é vetor de doenças. Saneamento básico também. Cientistas especulam que o vírus que desencadeará a próxima pandemia já está em circulação, é só uma questão de tempo até sermos atingidos. Isso prova que está mais do que na hora de prestarmos atenção no consumo de produtos, além de pequenos hábitos do dia a dia que podem ser cruciais para ajudar o meio ambiente e a nós mesmos.

 

Cerveja Praya faz parceria com a Sea Shepherd Brasil na luta pelos oceanos

Por meio da ação Operação Ondas Limpas, organização sem fins lucrativos trabalha para erradicar o lixo marinho e proteger os ecossistemas costeiros

A cerveja Praya, marca carioca criada pelos amigos e sócios Paulo de Castro, o DJ Zeh Pretim, Marcos Sifu, Tunico Almeida e Duda Gaspar, oficialmente se tornou empresa amiga da Sea Shepherd Brasil na luta pelos oceanos.

A Operação Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil visa erradicar o lixo marinho, proteger e conservar ecossistemas costeiros, prevenindo e removendo plásticos que entram nos oceanos e vias marinhas. Nove milhões de toneladas de plástico chegam ao oceano, todos os anos, matando um milhão de aves marinhas e 100.000 animais marinhos. A campanha, já presente em 7 estados e em expansão, organiza mutirões de limpeza de praia e fundo de mar (via mergulho) para remover o lixo marinho de praias e rios, com o objetivo de educar e conscientizar pessoas sobre consumo e descarte responsável.

“Fazemos nossa parte na diminuição do impacto do lixo nas praias, mas sabemos que a sociedade ainda está longe de alcançar este objetivo. Portanto, além de oferecer produtos que não poluam os oceanos, com a Sea Shepherd agora também contribuímos diretamente para retirar os produtos de marcas que ainda não buscaram esta mudança. Damos um passo à frente, focando não apenas em minimizar nosso impacto ambiental, mas também o da categoria como um todo”, diz um dos sócios, o Zeh Pretim.

Para Nathalie Gil, diretora de Desenvolvimento da Sea Shepherd Brasil, o valor de empresas que defendem bandeiras de sustentabilidade é inestimável: “Internacionalmente, temos parceiros de grandes a pequenos que compartilham nossos valores e se unem à nossa causa; como KeepCup, Dr Bronner’s, Billabong (com sua marca Kustom), Futures Fins e Baron Papillon. Aqui no Brasil já temos o apoio de marcas como Ellus, e agora a Praya. É muito esperançoso ver que podemos contar com esse tipo de perfil empreendedor aqui no Brasil também”, afirma.

Sempre preocupada com causas sociais, a Praya também lançou uma ação em parceria com o Instituto Vida Livre, organização não governamental que trabalha na reabilitação e soltura de animais em situação de risco no Rio de Janeiro. A cada caixa de cerveja Praya em lata comprada na loja virtual, 50% do valor é revertido para o instituto. Outro diferencial é que a Praya é uma bebida 100% clean label ou seja, uma cerveja que não tem aditivos químicos, vegana e suas embalagens são 100% recicláveis.

Sobre a Praya

Lançada em 2016, no Rio de Janeiro, a bebida apresenta o conceito de promover o lifestyle brasileiro, realizando diversas ações e apoiando eventos culturais e esportivos. A cerveja witbier, feita com sementes de coentro e limão siciliano, é vendida nas versões garrafa (600 ml), long neck (355 ml) e em lata (269 ml). A bebida já é conhecida por ser bem saborosa, leve, refrescante e 100% clean label, sem conservantes ou aditivos. As embalagens também são ecológicas, pensando em todo conceito sustentável.

Sobre a Sea Shepherd

Sea Shepherd Brasil é um braço da Sea Shepherd Conservation Society, organização sem fins lucrativos para proteger a vida marinha no planeta. A Sea Shepherd foi fundada em 1977 pelo Capitão e ambientalista Paul Watson, também fundador da Greenpeace, para agir de maneira direta no combate a crimes ambientais nos oceanos e áreas costeiras. A missão é proteger a vida marinha e acabar com a destruição de habitats nos oceanos do mundo. No Brasil, a Sea Shepherd visa defender, conservar e proteger a biodiversidade marinha através de pesquisa científica, planos de mitigação e recuperação de ecossistemas marinhos, educação ambiental e treinamento de práticas sustentáveis para multiplicadores.

Trazer a natureza para dentro de casa é importante para o bem-estar

Sete ideias que ajudam a manter o contato com a natureza e ainda aproximam a família

O contato com a natureza é uma das formas mais simples e eficientes para minimizar o estresse da vida moderna e manter um estilo de vida saudável. Em 2016, um estudo da universidade de Harvard revisou dezenas de pesquisas da área e indicou que o contato com a natureza estimula as pessoas a fazerem mais atividades físicas, perderem peso e terem menos problemas cardiovasculares, além de diminuir potencialmente os problemas de saúde mental, como estresse e depressão.

Esses resultados somaram-se aos de vários outros estudos que também apontam a relação direta da natureza com o aumento na concentração, incremento da memória e a evolução na recuperação de procedimentos cirúrgicos. Mas como manter contato com os elementos da natureza em tempos de pandemia de coronavírus, com parques públicos reabrindo de forma moderada e recomendação de isolamento social? A resposta está na criatividade.

“A natureza é parte integrante e indissociável da saúde humana e, portanto, o acesso a ela deve sempre ser garantido. Além de todos os benefícios que oferece, como ar limpo, água potável e alimentos nutritivos, é na natureza que buscamos o relaxamento, a reconexão com nós mesmos e inspirações para a vida. A natureza é o melhor remédio para a saúde física e para a saúde mental”, diz Leide Takahashi, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), da Comissão Mundial de Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza e gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

A especialista separou sete maneiras de se conectar com a natureza, mesmo em tempos de isolamento social.

Obras de arte: estudo publicado em 2015 no International Journal of Environmental Research and Public Health apontou que imagens que retratam a natureza ajudam as pessoas a se recuperarem de situações de estresse. Portanto, ter um ou dois quadros em casa com imagens de vegetação ou de paisagens naturais é um jeito simples de cuidar da própria saúde.

Piqueniques caseiros: uma opção bem interessante de manter o contato com a natureza é realizar piqueniques em casa. A atividade é bem simples: basta estender uma toalha colorida na sala, flores, plantinhas e alimentos saudáveis para aproveitar a diversão em família. Essa também é uma oportunidade para educar as crianças sobre a origem dos alimentos e a importância da natureza.

Jardins e hortas: já que não é indicado ainda irmos até à natureza neste momento, por que não trazê-la mais para dentro de casa? Até mesmo quem mora em pequenos apartamentos pode – e deve! – cuidar de plantas, ter um minijardim ou uma pequena horta caseira. O contato com as plantas serve como uma forma eficaz de terapia, ajudando no relaxamento e na sensação de bem-estar. Mais do que isso, quando feito junto com crianças, ajuda a transmitir a mensagem da importância de se conservar e proteger as espécies e o meio ambiente.

Sons da natureza: são como uma música clássica, uma orquestra. Têm o poder de auxiliar o indivíduo a relaxar, se liberar um pouco das questões cotidianas e transportar os pensamentos para lugares e paisagens que transmitem prazer e serenidade. A Fundação Grupo Boticário montou uma playlist no Spotify com sons da natureza para que as pessoas se conectem com o mar, o canto dos pássaros da Mata Atlântica, o coral das aves ao amanhecer, os sons relaxantes produzido pelas baleias, entre outros.

Woodstream Brands

Atividades manuais: esta é uma boa maneira de reunir a família para cocriar objetos que valorizam a vida animal, promover a educação sustentável e se divertir. É possível, por exemplo, chamar a garotada para montar um minhocário, um bebedouro para os pássaros ou um abrigo para pequenas aves. Tudo com material reciclado ou reaproveitado.

Calico’s Nest

Observação de aves: a prática de observação de aves, também conhecida como birdwatching, já mobiliza cerca de 30 mil pessoas no Brasil, segundo dados da Conservação Internacional. E esta é uma prática que pode muito bem ser feita em casa, prestando atenção nas espécies de aves que estão próximas às nossas janelas, varandas e quintais, nas árvores ou até mesmo nas fiações das cidades.

Essências: além de espalhar plantas e vasos pela casa, inclusive como forma de decoração do espaço, é possível usar incensos e essências naturais que remetam à natureza e ajudem no relaxamento.

Fonte: Fundação Grupo Boticário

Antiga dica de consumir grãos, frutas, verduras e legumes nunca foi tão moderna quanto agora*

Temos sempre que discutir a importância do tipo de alimentação para manter a saúde dos indivíduos. Agora, uma nova perspectiva científica introduz outro conceito, muito importante também: de que precisamos discutir o tipo de alimentação dos indivíduos para a saúde do nosso planeta.

Isso foi fundamentado em um artigo publicado pela revista científica britânica Nature Food, no dia 18 de fevereiro, que destacou a influência da nossa alimentação para as mudanças climáticas que a Terra vem sofrendo. Aliás, o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC) já havia repercutido este tema, que lança um novo olhar dentro dos estudos do aquecimento global.

O que se revela agora é que o uso da terra e o consumo de alimentos são fatores determinantes para o fenômeno de mudanças climáticas. A professora de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, Joana Portugal Pereira, foi uma das autoras do artigo da Nature Food e em uma entrevista à revista Época, ela explica melhor a relação entre o que comemos e o clima do planeta:

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Foto: Trestletech

“Temos muitas campanhas de redução de água nos ambientes domésticos, mas não podemos esquecer que nossos pratos devoram água. Ao longo de toda a vida de uma vaca, de um boi, em média temos o consumo de 12 mil a 16 mil litros de água por quilograma de carne. A ração consome água, o animal bebe água. Em cenários de escassez hídrica, com mudanças climáticas e maior frequência de eventos extremos, é um ponto a se considerar. O que defendemos é aumentar a informação disponível para o consumidor, torná-lo mais consciente dos impactos de suas ações no dia a dia.”

Quem trabalha por uma alimentação mais saudável, já caminha nessa direção há anos. É o caso do Instituto Melhores Dias, do qual sou presidente, que realiza programas que incentivam o consumo de frutas, legumes, verduras e cereais no cotidiano de crianças brasileiras desde 1993. Promovemos a construção de hortas orgânicas escolares e o uso de tudo que é colhido.

As crianças saem da sala de aula para interagir com o meio ambiente e despertam o cuidado por meio do estabelecimento de uma relação direta com o solo, a água e as plantas.

Essa intervenção, de mexer na terra, cultivá-la e colher plantas, é muito produtiva e pedagógica, além de nutritiva, pois auxilia no consumo de alimentos saudáveis e informa sobre a procedência e produção dos alimentos. Isso contribui para a aprendizagem contextualizada e a formação humana e cidadã das crianças.

A agricultura e a importância de seus produtos deveriam estar mais presentes na vida escolar. O Instituto Melhores Dias, insistentemente fala sobre a riqueza dos alimentos regionais brasileiros, estimula seu consumo nas diferentes localidades onde atua e até ressalta a importância das abelhas nativas brasileiras para este processo.

Existe uma cultura de consumo da carne, mas vivemos um momento de reflexão sobre sua importância e, principalmente sobre os substitutos vegetais que podem suprir as necessidades proteicas de nossas crianças.

Toda e qualquer atitude na direção de melhorar a vida no planeta Terra e de deixar um legado saudável para futuras gerações é emergencial e imediata. Por isso rever hábitos alimentares, procurar mudanças saudáveis e ter abertura para novos hábitos se faz indispensável.

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Avalie seu cardápio, alimente-se melhor, com mais colorido natural em seu prato. Consuma mais grãos, frutas, legumes, verduras… Essa dica antiga nunca foi tão moderna quanto agora.

*Artigo de Joyce Capelli, Presidente do Instituto Melhores Dias

ESPM lança curso de beleza vegana

O que é beleza numa sociedade na qual o consumo consciente e a sustentabilidade são cada vez mais importantes? Como a indústria da beleza vem se adaptando a esses novos padrões?

cosmeticos naturais veganicos organicos

A ESPM SP, escola de negócios referência nas áreas de Comunicação, Consumo, Economia Criativa e Gestão, realiza, em 19 de outubro, o curso Beleza Vegana: O Novo Mercado, A Revolução das Marcas. Ministrado por Giuliana Sesso, ex-diretora de marketing da revista Vogue, e pela jornalista Renata Kalil, ex-editora de beleza de publicações como a própria Vogue e a Glamour, o curso vai discutir a chamada beleza ética e como a indústria da beleza, suas marcas e seus consumidores lidam com questões como o crescimento do consumo consciente e da importância da sustentabilidade.

“Vamos promover um dia de trocas de experiências e de informações sobre o mercado ético da beleza”, diz Giuliana. “Cada vez mais será preciso que as marcas aprendam com os consumidores, os consumidores aprendam com as marcas e as marcas aprendam com outras marcas.”

Uma das grandes linhas da beleza ética é o veganismo, cuja base é o não uso de ingredientes de origem animal na composição de alimentos e outros produtos, inclusive cremes, xampus e sabonetes.

“A beleza vegana é um gesto de generosidade”, afirma Renata Kalil. “É uma aposta em futuro mais ético. Consumo sustentável e com propósito é o maior sinônimo de luxo. Não há nada mais chique do que não compactuar com a crueldade animal.”

Entre os temas do curso está a identificação, por parte dos consumidores, de produtos realmente veganos, que não devem ser confundidos com os chamados produtos cruelty free (aqueles que foram produtos sem, por exemplo, uso de animais para testes de laboratório).

Os interessados devem se inscrever clicando aqui.

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Foto de campanha da marca Kat Von D Beauty

Curso de Beleza Vegana: O Novo Mercado, A Revolução das Marcas
Data: 19 de outubro, sábado
Horário: das 10h às 17h
Investimento: R$ 590,00 ou 10 vezes de R$ 59,00
Local: ESPM Tech
Endereço: R. Joaquim Távora, 1240, Vila Mariana — São Paulo

Para um mundo mais sustentável, é preciso diminuir o consumo de carne

Grupo da Faculdade de Saúde Pública da USP traz dados e dicas sobre como assumir uma alimentação sustentável e acessível

Por Yasmin Oliveira – Editorias: Universidade – Jornal da USP

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O ideal é substituir a carne por leguminosas, ovos e comer mais cereais integrais no dia a dia – Foto: Reprodução Sustentarea

Pelo bem do meio ambiente, você deveria reduzir seu consumo de carne. Pelo menos, é o que recomenda o Manifesto Sustentarea, documento produzido pelo Núcleo de Apoio às Atividades de Cultura e Extensão da USP (Nace) da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, em São Paulo.

O manifesto traz recomendações de hábitos saudáveis e sustentáveis, além de informações sobre o assunto. O grupo é formado por alunos de graduação, pós-graduação e profissionais da saúde que são responsáveis pela disseminação do conteúdo.

O documento é direto: o maior problema é um alimento comum à mesa. Estudos do grupo revelam que o brasileiro come mais carne vermelha e processada do que deveria – muito mais do que a média recomendada. Também deixa de lado verduras e legumes.

O problema é que a produção de carne bovina tem impactos significativos para o meio ambiente. “Gera gases de efeito estufa, devastação de florestas e consome grande quantidade de água”, comenta a nutricionista Aline Carvalho, coordenadora do grupo. “É o ponto principal, porque representa 50% do impacto ambiental da dieta.”

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Capa do Manifesto Sustentarea – Foto: Reprodução

Na saúde, o consumo exagerado aumenta o risco de câncer, como diz estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS). O ideal é substituir por leguminosas, ovos e comer mais cereais integrais no dia a dia, como pão ou arroz. Para quem não quer abandonar a carne vermelha, o Sustentarea aconselha o consumo de até 500 gramas por semana.

Entretanto, o problema não é apenas a carne processada, mas a maneira que a produzimos e consumimos como um todo. “Se continuarmos consumindo do jeito que fazemos hoje, não haverá recursos suficientes para todos em 2050”, explica Aline, baseada em um artigo produzido em Harvard e publicado na revista The Lancet.equipe-sustentarea

Equipe do projeto de extensão Sustentarea coordenando pela nutricionista Aline Martins de Carvalho – Fotos: Cedidas pela Equipe Sustentarea

Como mudar o hábito e a alimentação?

O grupo reconhece que convencer as pessoas a mudar seus hábitos é um processo lento e difícil. Por isso, o manifesto traz o capítulo “O que você pode fazer?” para aproximar o leitor de uma rotina mais sustentável. As recomendações são simples, como evitar desperdícios ou prestar atenção nos rótulos de alimentos.

O Sustentarea também procura outras medidas práticas, como lançamento de revistas on-line de receitas sazonais, que priorizam pratos sem carne e com motivos para sua recomendação. Para Aline, essa é uma forma prática de disseminar informação de qualidade na mesa do brasileiro.

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Livros de receita e revista ajudam público a mudar hábitos – Foto: Reprodução

Apesar de ser difícil abandonar todos os alimentos industrializados em rotinas cansativas, é possível avaliar o que se compra de uma forma mais crítica, avaliando como foi produzido e o número de químicos na composição. Quanto mais natural, melhor. A nutricionista também recomenda que se cozinhe mais – uma forma de se conectar com o alimento.

“Quando a população se empodera desse conhecimento, tece o caminho para um futuro sustentável”, finaliza.

Cópia de Manifesto

Mais informações: FSP – USP

Projeto oferece passeio em meio à natureza durante as férias

“Férias na Mata Atlântica” é uma oportunidade que responsáveis e crianças têm para se aproximar da natureza

A Fundação SOS Mata Atlântica oferece no dia 27 de julho (sábado), das 10 às 16 horas, em Itu (SP), uma oportunidade de passeio diferente para pais e responsáveis realizarem com crianças entre 5 e 12 anos. No “Férias na Mata Atlântica”, os participantes passarão um dia na natureza, realizando atividades lúdicas, como trilha, oficina, contação de histórias e muitas outras ações, que darão o entendimento sobre a importância das árvores para a vida das pessoas e também aos animais, além de realizarem um plantio de árvores nativas da Mata Atlântica.

A participação é gratuita, porém as vagas são limitadas. As inscrições devem ser feitas no site da organização. Mais informações pelo email info@sosma.org.br .

Com o tema “A floresta voltou e os bichos também” a ação acontece no Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Heineken Brasil, local onde é possível ver na prática os benefícios da restauração florestal para o homem e ao meio ambiente. Entre outras atividades, será realizado uma visita ao viveiro de mudas nativas, ao jardim sensorial – que visa despertar nossos sentidos através do cheiro, tato e paladar, com 30 plantas do Brasil e do mundo sendo muitas delas por vezes desconhecidas – teatro e piquenique.

De propriedade do Grupo Heineken no Brasil, a fazenda foi cedida em comodato para a SOS Mata Atlântica em 2007 e tem mais de 500 hectares. Mais da metade de sua área foi recuperada com o plantio de árvores nativas da Mata Atlântica e hoje, 12 anos depois, já é possível ver um cenário bem diferente, com árvores que já alcançam 10 metros de altura.

A partir dos projetos de pesquisas realizados em parcerias com universidades, já se pode considerar o espaço como refúgio para a biodiversidade, incluindo mais de 200 espécies de aves identificadas. Além disso, o lago próximo à propriedade já teve melhoria em sua qualidade e quantidade de água, fator que pode contribuir para a qualidade de vida da população local.

“O Férias na Mata Atlântica é uma oportunidade de interação com as crianças em um ambiente natural que alia aprendizado, diversão e vivência com a natureza. O tema desse ano, a floresta voltou e os bichos também, busca reforçar para adultos e crianças a importância de se recuperar florestas e perceber como não há só mudanças na paisagem como também em todo o sistema ecológico, incluindo os benefícios não só para os animais, como para nós seres humanos”, afirma Kelly De Marchi, educadora ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.

Entre os destaques da programação está a peça teatral “A Floresta dos meus Sonhos”. Neste espetáculo do Estúdio Mágico Produções, a sabedoria e as vivências do avô são os principais instrumentos para promover mudanças de atitudes na neta e fontes de inspiração sobre os cuidados necessários na preservação do meio ambiente com o foco na Mata Atlântica.

Além de levar educação ambiental de maneira lúdica para as crianças, a peça tem como objetivo mostrar que o termo “velho” não tem nenhuma relação com inútil, mas sim com “mais sabedoria” e valorizar o papel da pessoa idosa em nossa sociedade. O “Senhor do Tempo” – narrador – faz uma ligação entre espectadores e os personagens e estimulará a interatividade nas decisões e escolhas da menina. Ao término da apresentação, haverá um “quiz” e debate com artistas sobre a apresentação.

No local do evento funciona a base de restauração florestal da SOS Mata Atlântica, com um viveiro com capacidade de produção de 750 mil mudas por ano – com cerca de 100 espécies nativas. Também são realizadas ações de educação ambiental, mobilização, cursos e capacitação, além de pesquisa em parceria com universidades. Anteriormente, o local abrigava uma fazenda de café que, após o plantio de 720 mil mudas nativas mil mudas nativas feito ONG, hoje está em processo de restauração florestal.

Confira abaixo algumas imagens de edições anteriores do “Férias na Mata Atlântica”

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Férias na Mata Atlântica
Quando: 27 de julho (sábado) de 2019, das 10h às 16h
Onde: Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – HEINEKEN Brasil
Endereço: Rodovia Marechal Rondon, km 118,3 – Bairro Porunduva – Itu/SP.
Faixa etária: 5 a 12 anos, acompanhados por responsáveis maiores de 18 anos
Informações: info@sosma.org.br
Como chegar: clique aqui

Beleza Sustentável: aprenda a fazer cosméticos naturais e veganos

A convite do Namu Cursos, primeira plataforma online para uma vida equilibrada, Daniella Kakazu e Luiza Monteiro, ambas engenheiras químicas e pós-graduadas em sustentabilidade, elaboraram um curso on-line exclusivo para a plataforma. Com o nome de “Cosméticos Naturais e Veganos”, o curso possui 11 videoaulas que ensinam a fazer os mais variados tipos de cosméticos com foco no cuidado da pele, como hidratantes, séruns, esfoliantes, máscaras e tônicos.

cosmeticos naturais veganicos organicos

O grande diferencial do curso é que todos os cosméticos são livres de elementos de origem animal. Até mesmo ingredientes como o leite e o mel – muito presentes em cosméticos – são deixados de fora das receitas. “A ideia é fazer tudo para causar o mínimo de impacto possível ao meio ambiente” explica Luiza.

Além disso, os produtos são 100% naturais, ou seja, sem nenhum componente que foi sintetizado em laboratório. “Desejamos transformar as relações das pessoas com seu próprio corpo e com a natureza, levando os benefícios dos cosméticos naturais a todos. Queremos inspirá-las a ter um cuidado mais verdadeiro, minimalista e harmonioso com a sua pele”, diz Daniella.

De acordo com Luiza, é um grande erro achar que os cosméticos precisam ter produtos químicos ou de origem animal para deixar a pele bonita e saudável. Os ingredientes vegetais são muito nutritivos, eficientes e trazem diversos benefícios para a pele a longo prazo. Ao contrário dos produtos convencionais, que em sua maioria são compostos por água ou ingredientes químicos e tratam apenas os sintomas aparentes. “Além do que, alguns deles são agressivos à pele, causando alergias, irritações, acne, coceiras e até desequilíbrios hormonais”, completa.

As professoras explicam que a transição de produtos industrializados para naturais não é para ser algo duro ou sofrido. “Vá substituindo aos poucos. Conforme os seus produtos forem acabando, vá introduzindo os naturais na sua rotina”. Além disso, é necessário ter paciência, pois o organismo pode demorar um pouco para se acostumar com eles. “É importante que não desista nas primeiras tentativas”.

O curso idealizado por Daniella e Luiza reúne dicas que ajudarão nessa transição, além de explicar quais são os melhores ingredientes para todos os tipos de pele, seja ela ressecada, oleosa, sensível ou com acne. Em adicional, mostra os cuidados necessários para fazer os cosméticos em casa, com qualidade.

Valores: a vista = R$ 286,00, ou em até 12x de R$ 23,83 no cartão de crédito.

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Namu Cursos

É uma start up com foco em qualidade de vida. É a primeira plataforma de videoaulas voltada exclusivamente para o bem-estar. O objetivo da empresa é contribuir para a evolução das pessoas por meio de conteúdos para uma vida mais equilibrada. Os cursos são completos e contam com os melhores professores de yoga, pilates, fitness e alimentação saudável. São adquiridos por meio do site e podem ser acessados pelo computador, celular ou tablet.

Sobre Daniella Kakazu e Luiza Monteiro

Daniella e Luiza são Engenheiras Químicas pela UFSCar. Daniella é pós-graduada em Sustentabilidade pela Universidade da Califórnia, de Los Angeles (EUA). Ambas empreendedoras na Jaci Natural, marca de cosméticos naturais, veganos e sustentáveis.

Conheça e siga o blog criado apenas para os animais: Se Meu Pet Falasse

Está sentindo falta dos posts sobre animais?

Resolvi separar os assuntos e criar uma página apenas para eles, que são minha paixão, e merecem e precisam de porta-vozes neste mundo.

Neste novo blog continuo dando dicas de alimentação, saúde, vacinação, campanhas e feiras de adoção, direito animal, doações, meio ambiente e sustentabilidade.

Visite e siga: Se Meu Pet Falasse

A natureza e os animais precisam de você, especialmente nesta época atual, de trevas, em que a ignorância e a ambição financeira falam mais alto.

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Dia Mundial da Água: especialista indica cinco atitudes para evitar o desperdício

Economia circular, novas tecnologias hidrossanitárias e calculadora de consumo são alguns exemplos que contribuem com a preservação da água

Comemorado no dia 22 de março, o Dia Mundial da Água foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, durante uma conferência sobre o meio ambiente e o desenvolvimento. A data debate e alerta anualmente sobre alternativas para preservar um dos bens mais importantes do planeta.

A escolha de um dia dedicado à água reforça a grande importância desse patrimônio natural na vida das pessoas e no equilíbrio dos ecossistemas. Além de reforçar também a necessidade de conscientizar a população sobre o cuidado e a preservação desse bem, que desde muito tempo vem sendo explorado. A disponibilidade da água faz com que o seu valor seja esquecido, mas, na realidade, casos de regiões com escassez estão cada vez mais comuns.

“Estamos tratando com uma questão que afeta diretamente a fonte de vida da população, por isso medidas sustentáveis precisam ser aplicadas. Buscamos incentivar nossos colaboradores e clientes a economizar e preservar, além disso, também tentamos dar o exemplo praticando a economia circular. Coletamos a água da chuva e reutilizamos para limpeza dos espaços internos da empresa e pátios”, ressalta o gerente industrial da Censi, Arilson Decarlos.

Se conscientize você também. O especialista separou cinco dicas para você economizar em casa, anote aí:

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– Economia Circular: ainda pouco conhecida, essa atitude busca dar valor ao que seria descartado. Alguns ambientalistas consideram que o consumo de água dentro do conceito de economia circular não é só uma opção, mas uma questão de sobrevivência. Dentro desse novo sistema, ao invés de descartar as águas residuais ou esgoto, é encontrado uma forma de reinserir no sistema evitando a realização de uma nova captação.

– Verifique vazamentos: nem sempre os vazamentos são visíveis, podendo ser também internamente. Nesse caso, se você não ficar de olho, só vai descobrir quando sua conta estiver nas alturas e uma grande quantidade de água ter sido desperdiçada. Um método comum para identificar o vazamento é fechar todas as saídas de água da residência e observar se o ponteiro do medidor continua girando. Se continuar, procure um profissional imediatamente, há grandes chances de encontrar um vazamento. Investir em mecanismos de antivazamento ajuda a prevenir e identificar.

mulher escovando dentes
Foto: JanFidler/Morguefile

– Economize água sempre que possível: quando for escovar os dentes, lavar a louça ou fazer a barba, não esqueça de fechar a torneira nos momentos em que não estiver usando. Uma torneira aberta pode desperdiçar em média 80 litros de água a cada cinco minutos. Não enrole na hora do banho, e também mantenha o chuveiro desligado enquanto não precisar da água. Evite lavar calçadas e garagens com água potável e colocar poucas peças de roupa para lavar, espere acumular o suficiente para atingir a capacidade total da máquina.

– Produtos hidrossanitários: além do antivazamento, outros produtos também podem auxiliar na economia de água. O sistema de duplo acionamento, por exemplo, diminui o gasto de 50% até 75% em relação às convencionais. Já os restritores e redutores de vazão são indicados para controlar a pressão da água e evitar o desperdício. Eles reduzem a saída de água em até quatro litros por minuto.

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– Calculadora on-line: você sabe o quanto de água gasta por dia? E se o seu consumo está dentro do indicado para cada habitante? A Organização das Nações Unidas (ONU) considera 110 litros de água por dia o ideal por pessoa. Para medir o quanto você gasta, existem algumas opções de calculadores on-line disponíveis. Por exemplo, clicando aqui, onde você coloca quantas pessoas moram na residência e o consumo mensal para verificar se a mediação está dentro ou acima do indicado pela ONU.