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O que é imprescindível, recomendado, indiferente e desnecessário para emagrecer

Não gaste mais energia e tempo no que não traz resultados: descubra o que realmente é essencial e o que é dispensável no tanto de informações que temos sobre emagrecimento

Metas para emagrecer, mas o que realmente é efetivo para perder peso? “Muitas pessoas começam novos hábitos sem orientação médica e não conseguem manter por muito tempo, principalmente porque fazem restrições altamente pesadas, excluem alimentos ou apostam todas as fichas em chás, termogênicos ou suplementos que, sozinhos, não darão o resultado desejado”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

“O mais importante é afastar-se das dietas muito restritivas. Quando há muita restrição, você pode perder peso mais rápido, mas de uma forma não saudável, que pode afetar da imunidade à saúde e beleza da pele, dos cabelos, das unhas. Além disso, elas podem acentuar os episódios de compulsão alimentar depois que o paciente atinge o peso desejado”, acrescenta a médica.

Antes que você comece com a dieta da barrinha de cereal, da banana ou da sopa (ou de alguma outra maluquice), a médica nutróloga diz tudo o que é imprescindível, altamente recomendado, indiferente ou totalmente desnecessário para o emagrecimento saudável. Confira:

O que é imprescindível para emagrecer de maneira saudável

Quando comemos mais calorias do que gastamos, invariavelmente aumentaremos o peso. Por isso, o que é imprescindível para o emagrecimento é o déficit calórico, ou seja, consumir menos energia do que se gasta. “Para entender o déficit calórico, devemos também entender como se dá o balanço energético, que é o cálculo entre as calorias que o nosso corpo gasta para se manter em funcionamento e as calorias ingeridas e podem ocorrer três situações:

1) Balanço energético neutro: ingestão das mesmas calorias gastas, assim ocorre manutenção do peso;
2) Balanço energético positivo: ingestão de mais calorias do que o gasto e assim o peso corporal aumenta;
3) Balanço energético negativo: ingestão de menos calorias do que o gasto e o peso corporal diminui”, explica Marcella.

Existem várias fórmulas para calcular o gasto energético basal, vários equipamentos, programas e aplicativos as fazem com dados simples das pessoas, como idade, altura e peso.

“Os fatores que influenciam no déficit calórico são o gasto metabólico basal, peso, altura, idade, massa muscular, atividades diárias e prática de exercícios físicos”, diz a médica. Por que é imprescindível? “Sem balanço negativo, não ocorre perda de peso”, diz Marcella. “O cálculo de calorias para perder peso é individual e vários fatores interferem. Mas uma redução de 300 a 1000 Kcal ao dia, a depender de todos os fatores citados, aliada a prática de atividade física é suficiente para a maioria das pessoas reduzirem o peso”, explica. “Para ter um bom resultado, saudável e duradouro, o déficit calórico deve ser feito com orientação, através de um planejamento alimentar, da leitura de rótulos e com boas escolhas. A prática de atividades físicas aumenta o gasto e acelera a perda de peso”, diz.

O que é altamente recomendado para a perda de peso

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Apesar do déficit calórico ser fundamental, é altamente recomendado uma dieta sustentável em que a prioridade seja por alimentos saudáveis, ricos em proteínas, fibras e gorduras boas, e que se evite os ultraprocessados, ricos em açúcares e sódio.

“Você pode estar em déficit calórico e comer uma refeição de 300kcal de salada, vegetais e proteínas magras ou 300kcal de algodão doce, mas o efeito metabólico não será o mesmo. Alimentos de calorias vazias, sem nutrientes, ricos em carboidratos simples aumentam o pico de insulina, que é um hormônio produzido pelo pâncreas que leva a glicose para as células do corpo, estimula as células adiposas a formarem mais gorduras e pode contribuir para o aumento do apetite”, afirma.

E completa: “Além disso, os carboidratos simples têm um tempo de digestão menor e isso interfere na saciedade, o que pode fazer com que você se sinta com fome logo após ter comido. Você pode até chegar no seu objetivo, mas se seus hábitos alimentares incluem carboidratos simples em excesso, dificilmente você manterá o peso de forma sustentável e duradoura, além de poder ter outros problemas de saúde, como diabetes e doenças metabólicas”.

O segundo ponto altamente recomendado é a ingestão adequada de proteínas. “O consumo diário de proteínas deve ser individualizado e específico, levando em consideração: a idade da pessoa, o gênero, a atividade física, a profissão, o estado de saúde e os objetivos pessoais. As necessidades diárias podem ir de 0,6 a 2g por quilograma ao dia e dependem de vários fatores. Ou seja, uma pessoa com 60kg pode consumir de 36 a 120g de proteína diariamente”, afirma a médica.

“Existem estudos que concluem que regimes hiperproteicos favorecem uma maior preservação da massa magra e maior perda de gordura. No entanto, produzir evidência científica neste campo é bastante difícil, pois não há um consenso que quantifique e qualifique as dietas hiperproteicas e os estudos rigorosos em humanos a longo prazo são escassos”, afirma a médica.

Botswanayouth

O consumo diário de frutas, vegetais e legumes também é importante, já que os micronutrientes (vitaminas, minerais e antioxidantes) presentes nesses alimentos realizam diversos efeitos metabólicos, incluindo a saciedade e regulação dos níveis de açúcar no sangue.

Outro ponto importante para o emagrecimento é a prática de atividade física, principalmente com exercícios de força, que vão ajudar a formar massa magra e diminuir gordura. “Quanto maior for a quantidade de músculos no corpo de uma pessoa, mais calorias ele será capaz de queimar ao longo do seu dia, mesmo quando não estiver malhando. O estímulo muscular queima calorias. Ao realizar um treino de força, você utiliza grande quantidade de oxigênio, acelerando o metabolismo. Ou seja, há um aumento da taxa metabólica e do gasto calórico”, afirma Marcella.

Trabalhar em algum treinamento HIIT, o famoso treino intervalado de alta intensidade, também pode ser importante para ativar seu metabolismo para queimar mais gordura. Uma sessão de 15 a 20 minutos intercalando alta e baixa intensidade, mas sempre na maior frequência que você aguentar, queima tantas calorias quanto uma hora de corrida.

“E os exercícios físicos também são importantes para controlar o estresse, que também atrapalha a perda de peso”, acrescenta.Também é altamente recomendado dormir bem, pelo menos sete horas por noite. O papel do sono (e do horário em que se dorme) na saúde metabólica das pessoas vem sendo objeto de estudo há anos, mas acredite: para muitas pessoas a quebra desse padrão normal do ciclo vigília e sono resulta invariavelmente em um ganho de peso e problemas fisiológicos.

“Existem diversas consequências por causa da quebra desse ritmo do nosso ciclo circadiano, que levam a várias alterações fisiológicas e metabólicas. Quando há uma grave perturbação da ordem temporal, bioquímica, fisiológica e dos ritmos comportamentais, isso mexe também com a expressão de alguns genes que regulam nossas vias metabólicas e nossos hormônios. Muitos pacientes que enfrentam mudanças nesse ciclo não conseguem seguir um plano alimentar, têm maior carga de estresse e impulsos alimentares”, diz a médica.

Outro ponto recomendado é verificar se está tudo certo com sua saúde. Por exemplo, se você sofre de problemas de tireoide e está tentando perder peso, é importante enfatizar que essas coisas nem sempre andam de mãos dadas. “Quando sua tireoide está lenta, tudo desacelera. Isso inclui a taxa na qual você queima calorias e seu metabolismo, ambos fatores que podem impedir sua capacidade de diminuir os números da escala”, diz a médica. Portanto, convém consultar seu médico se você tem sido consistente com sua dieta e exercícios, mas ainda não está obtendo os resultados desejados: pode ser sua tireoide.

O que é indiferente para emagrecer

Você reparou que até agora não tocamos nos assuntos ‘jejum intermitente’, ‘low carb’, ‘dieta mediterrânea’, “dieta vegana”, “comer de três em três horas” e ‘detox’? Pois é, tanto faz você usar qualquer uma dessas estratégias, pois elas podem ou não dar certo. “Tudo vai depender da relação entre o gasto e o consumo calórico. No entanto, você pode se adaptar melhor a um tipo de dieta do que a outro, e isso é importante para que você se mantenha saudável e evite ganhar mais peso após emagrecer”, afirma Marcella.

“O mais importante é que o plano alimentar priorize alimentos saudáveis na quantidade, qualidade e particularidades que seu corpo precisa. Uma dieta desequilibrada, tanto vegetariana ou onívora, pode ser a principal origem de carências e consequentemente de doenças. Independente da opção alimentar pessoal, as escolhas devem compor um hábito de consumo variado, equilibrado e o mais natural quanto for possível”, conta a médica.

O número de refeições também é indiferente, o que importa é você se sentir confortável, consumir as calorias necessárias em alimentos que forneçam nutrientes para o seu corpo: você pode ter cinco refeições ao dia ou fazer jejum intermitente (e ter uma). “Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Francisco, publicou um estudo no ano passado e descobriu que o jejum intermitente não é melhor para a perda de peso do que comer refeições consistentes, mas adequadas a um consumo calórico menor que a taxa metabólica basal, ao longo do dia”, explica.

O estudo Effects of Time-Restricted Eating on Weight Loss and Other Metabolic Parameters in Women and Men With Overweight and Obesity, publicado no JAMA Internal Medicine, teve como objetivo determinar o efeito da alimentação com restrição de tempo na perda de peso e saúde metabólica em pacientes com sobrepeso e obesos. “Aliás, o que importa não é o jejum em si, mas o quanto você come no período em que não está fazendo jejum. Se você passar das calorias diárias, vai aumentar o peso”, diz a médica.

Refeições pré e pós-treino também são indiferentes para a perda de peso, assim como os suplementos utilizados – que podem ajudar, mas não são imprescindíveis. “Fazer aeróbico em jejum ou não também não está relacionado a uma queima maior de calorias. Essa prática tem maior relação com o modo como cada pessoa se sente mais confortável ao fazer a sua atividade física”, afirma a médica.

O que é desnecessário e dispensável para eliminar os quilos a mais

Excluir alimentos ou grupos alimentares completamente da dieta não é a melhor pedida. “Quando alguém está buscando emagrecer, pode parecer que a restrição é a única maneira de permanecer firme em busca do objetivo. Mas, na verdade, se você quer perder peso, ser rigoroso demais com cada pedacinho que passa pelos lábios pode sabotar seus objetivos – sem mencionar sua autoestima”, afirma a médica.

O grande problema é o sentimento de culpa quando colocamos alguns alimentos na lista de proibidos e não conseguimos respeitar esse bloqueio. “Uma das respostas mais comuns à culpa dos alimentos é sair do controle. Se as pessoas comem um pedacinho de bolo, pensam que estragaram tudo e isso pode ser um gatilho para o descontrole: elas pensam que se já jogaram a dieta de hoje fora, podem comer ainda mais”, diz ela. Mas fique atento: uma coisa é ultrapassar 100 kcal do que você deveria comer em um dia, outra bem diferente é comer 1500 kcal a mais. “Esse sentimento de culpa pode levar a consumir mais calorias do que você faria se apenas tivesse curtido comer algo saboroso sem ser tão emocionalmente carregado”, comenta a médica.

Outro ponto sobre a exclusão dos alimentos é que isso pode favorecer episódios de compulsão alimentar. É necessário ter prazer ao seguir um novo plano alimentar, afinal se seu objetivo for só chegar a um determinado peso, quando você alcançá-lo, pode experimentar episódios de obsessão que eram comuns antes da dieta. “No geral, restrição alimentar excessiva, rápida perda de peso, dietas radicais e obsessão com o peso e a forma física são sinais de transtornos alimentares”, diz a médica.

Nesse sentido, também é muito inadequado o tal “dia do lixo” – prática comum entre quem começou a seguir uma dieta e quer um dia como válvula de escape. O dia do lixo pode ser especialmente prejudicial para pessoas que já sofrem de compulsão alimentar, pois o alto consumo de calorias de uma vez só pode ser um gatilho para o transtorno. “O mesmo vale para pessoas que estão tentando, por exemplo, reduzir o consumo de açúcar, já que a ingestão de grandes quantidades da substância em um dia pode gerar um efeito rebote no organismo, com a reativação dos mecanismos de recompensa ligados ao ingrediente e o retorno do desejo por doces no dia seguinte”, explica a médica. “Além disso, esses grandes desvios da dieta no início do emagrecimento podem atrasar a perda de peso, o que pode desestimular algumas pessoas a continuarem no processo”, explica a médica.

Não se engane: chás e termogênicos não fazem milagres, ao mesmo tempo em que cinta modeladora e gel redutor não têm efetividade para diminuir o peso corporal. “O que importa no emagrecimento é o que você deixa de comer em excesso e os novos hábitos adquiridos, pois não existe uma fórmula ou um alimento mágico que te faça emagrecer”, completa a médica.

Por que parou de funcionar?

Por fim, a médica lembra que diminuir as calorias pode fazer com que o corpo se adapte a essa nova fase após alguns meses e reduza sua taxa metabólica, então é importante dar novos estímulos: seja aumentando o gasto calórico com treinos aeróbicos e de força ou buscando auxílio médico.

“Se você achar que nada está funcionando, mesmo depois de fazer os ajustes necessários (por exemplo, sono, dieta, ingestão de calorias), o ideal é procurar um médico nutrólogo. Ele pode ajudá-lo a desenvolver um plano mais específico e adequado às necessidades do seu corpo. Em última análise, você deve ter em mente que perder peso é um processo totalmente individualizado. Sua jornada para perder peso não será como a de qualquer outra pessoa. Tente não se concentrar no seu amigo ou no influencer que você segue no Instagram. As pessoas ficam frustradas quando chegam ao quinto dia de uma nova maneira de comer e não perdem 2,5 quilos. Comparar-se com os outros pode pôr tudo a perder”, diz a médica.

Tenha paciência! “A perda de peso leva tempo e consistência, e muitas vezes a velocidade com que você perde peso também está um pouco fora de seu controle”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Nutricionista da Herbalife dá dicas para reforçar as defesas por meio de uma boa alimentação

Uma alimentação saudável é essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico, segundo Susan Bowerman, diretora sênior global de educação e treinamento em nutrição da Herbalife Nutrition.

“Quando paramos para pensar em tudo o que esse sistema faz por nosso corpo, é fácil perceber por que precisamos tanto dele. Afinal, ele funciona como um pequeno exército que protege o organismo, identificando qualquer coisa estranha – vírus, bactérias ou parasitas – os encontra e faz o possível para destruí-los”, afirma a diretora.

Susan explica, ainda, quais características deve ter a dieta de uma pessoa que deseja melhorar seu sistema imunológico. “Seu corpo depende dos nutrientes adequados e de um estilo de vida saudável para ter uma boa defesa”.

Por isso, invista nos seguintes alimentos:

Proteínas: o sistema imunológico possui glóbulos brancos que atuam como “forças especiais” que produzem anticorpos para identificar e destruir vírus e bactérias. Os anticorpos são proteínas, por isso é necessário que a dieta tenha quantidades adequadas desse nutriente para produzi-los. As proteínas são formadas por aminoácidos; nove dos quais são chamados “aminoácidos essenciais” e devem ser consumidos por meio dos alimentos, pois o corpo sozinho não pode produzi-los. Algumas boas fontes são peixes, aves, carnes magras, ovos, legumes, soja e laticínios. As proteínas de origem animal têm todos os aminoácidos essenciais nas proporções certas. Já as proteínas vegetais, devem ser combinadas para fornecer todos os aminoácidos essenciais, com exceção da soja que tem todos os aminoácidos essenciais de forma balanceada.

Frutas e vegetais: são elementos-chave ao corpo, pois fornecem diferentes vitaminas e minerais que contribuem para o funcionamento do sistema imunológico. Entre eles está a vitamina A, que contribui para a saúde da pele e dos tecidos do trato respiratório e digestivo, e atuam como a primeira linha de defesa; A vitamina C, que promove a produção de anticorpos, além da vitamina D, folato, vitamina B6 e B12. As frutas e os vegetais também fornecem fitonutrientes, substâncias bioativas importantes que atuam como antioxidantes.

Lácteos: manter o sistema digestivo em boas condições é importante para a função imunológica. Nele existem trilhões de bactérias que atuam em inúmeras funções na promoção da saúde. Algumas ajudam a digerir as fibras dos alimentos, enquanto outras produzem certos nutrientes, como a vitamina K. E quando o organismo é povoado por essas bactérias “boas”, elas eliminam as bactérias potencialmente perigosas que tentam entrar no trato digestivo.

Algumas das melhores fontes de “bactérias do bem” são produtos lácteos, como o iogurte natural e o kefir. Antes de tentar qualquer coisa ou comida nova, lembre-se de perguntar ao seu médico se você pode consumi-los e qual é a quantidade recomendada. Também é importante lembrar que algumas pessoas sofrem com condições de saúde que afetam suas defesas. Nesses casos, a dieta sozinha não consegue melhorar a função de um sistema imunológico comprometido. No entanto, nas pessoas saudáveis, comer bem pode ajudar a manter o sistema imunológico forte.

Vitaminas e minerais que fortalecem o sistema imunológico

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Vitamina A: uma das principais funções da vitamina A é sua contribuição para a visão e a saúde da pele. Também ajuda o sistema imunológico e nas mucosas, que atuam como barreiras contra infecções.
Onde é encontrada: a vitamina A é encontrada em alguns alimentos de origem animal, como fígado, ovos e manteiga, pronta para o corpo usá-la. Mas a maioria das pessoas a obtêm na forma de betacaroteno.

Betacaroteno: poderoso antioxidante e também uma substância precursora da vitamina A que ajuda o corpo a atingir o nível ideal da mesma. O benefício de fornecer vitamina A na forma de betacaroteno é que o corpo transforma apenas o necessário, eliminando o resto (processo conhecido como homeostática).
Onde é encontrado: em frutas e vegetais alaranjados e amarelos, como cenoura, abóbora, pimentão e laranja. Também está presente em vegetais de folhas verdes, como espinafre, alface, brócolis e em suplementos alimentares.

Vitamina C: necessária para o crescimento e reparo de tecidos, ajuda na absorção de ferro e é um importante antioxidante. O corpo não produz nem armazena vitamina C, portanto, é muito importante incluir alimentos ricos nela na dieta diária.
Onde é encontrada: em frutas e verduras, como melões, morangos, kiwi, frutas cítricas, tomates, repolho, couve-flor, pimentão, melancia, mamão e couve-de-bruxelas.

Selênio: oligoelemento essencial, ou seja, um elemento necessário em quantidades muito pequenas obtido por meio dos alimentos. Contribui para produzir enzimas antioxidantes, importantes para prevenir danos às células, para a produção normal de espermatozóides, para manter cabelos e unhas saudáveis, mas também para o funcionamento normal do sistema imunológico e da tireoide; E ainda protege as células dos danos causados pela oxidação.
Onde é encontrado: vegetais, peixe, marisco, carne vermelha, grãos, ovos, frango, fígado e alho.

Zinco: mineral essencial, cumpre inúmeras funções em nosso corpo: é importante para cabelos, unhas, pele e ossos. Ajuda na fertilidade, na síntese de proteínas, no crescimento e reparo de tecidos e no metabolismo de macronutrientes (proteínas, gorduras e carboidratos), além de ter um papel importante para o sistema imunológico funcionar corretamente.
Onde é encontrado: alimentos ricos em proteínas contêm grandes quantidades de zinco. Carne vermelha, porco e cordeiro, nozes, grãos integrais, legumes, fermento e a maioria das aves e peixes. Laticínios e ovos também contêm zinco, mas em menor quantidade. Alguns cereais e leguminosas fornecem o nutriente, mas contêm “fitato”, substância que dificulta sua absorção.

Existe uma grande variedade de produtos no mercado, como o Multivitaminas Herbalife Nutrition, que fornece 22 vitaminas e minerais para contribuir para uma boa nutrição.

Fonte: Susan Bowerman é Diretora Sênior Global de Educação e Treinamento em Nutrição da Herbalife Nutrition. Estudou biologia com honras e se formou como Mestre em Ciência e Nutrição de Alimentos pela Universidade Estadual do Colorado. Nutricionista certificada pela Academia de Nutrição e Dietética como especialista Nutrição Esportiva, Obesidade e Controle de Peso. Diretora assistente do Centro de Nutrição Humana da Universidade da Califórnia. Professora assistente de nutrição na Universidade Pepperdine e de nutrição do Departamento de Ciência e Nutrição de Alimentos da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia.

Coremu: Unifesp seleciona graduados em Psicologia, Nutrição, Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia entre outros

Prova online proporciona a candidatos de todos os cantos do Brasil a possibilidade de concorrer a uma vaga de residência em uma das melhores universidades do país sem precisar sair de casa

Estão abertas as inscrições do Processo Seletivo Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional de Saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) 2020-2021.

A Comissão de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) informa que as inscrições vão até às 18 horas do dia 14 de janeiro de 2021 e devem ser feitas pelo site.

A prova objetiva será realizada em 24 de janeiro, remotamente, por meio de plataforma online de prova, com início às 9 horas (horário oficial de Brasília/DF) e terá duração total de três horas ininterruptas, contadas a partir da autorização do seu início.

Como a prova será online, candidatos de todos os cantos do Brasil podem concorrer a uma vaga de residência em uma das melhores universidades do país sem precisar sair de casa.

São 191 vagas e as oportunidades são para graduados em:

CARDIOLOGIA
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Odontologia ou Psicologia.
CUIDADOS INTENSIVOS DE ADULTOS
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Odontologia ou Psicologia.
DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS CLÍNICOS E CIRÚRGICOS
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Fisioterapia ou Nutrição.
ENVELHECIMENTO
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia ou Serviço Social.
NEUROLOGIA E NEUROCIRURGIA
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Fisioterapia ou Fonoaudiologia
ONCOLOGIA
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Odontologia ou Serviço Social
ONCOLOGIA PEDIÁTRICA
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição ou Psicologia.
ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Fisioterapia ou Farmácia
SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição ou Serviço Social.
SAÚDE MENTAL
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Psicologia ou Terapia Ocupacional.
TRANSPLANTE E CAPTAÇÃO DE ÓRGÃOS
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Odontologia ou Psicologia.
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia ou Serviço Social.
ENFERMAGEM NEONATOLÓGICA
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem.
ENFERMAGEM OBSTÉTRICA
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Enfermagem.
FÍSICA MÉDICA – RADIODIAGNÓSTICO
Oportunidades para graduados em um dos seguintes cursos: Física Médica.

Mais informações estão disponíveis no edital, que pode ser baixado em pdf, clicando aqui.

A residência multiprofissional em saúde e uniprofissional são modalidades diferenciadas de formação, oferecendo aprofundamento dos conhecimentos teóricos e práticos, sobretudo favorecendo uma articulação entre a academia e os serviços que atendam as diretrizes do SUS. Os programas são orientados por uma visão diferenciada na qual as diversas profissões devem efetivamente estar integradas para o cuidado do usuário do SUS.

A FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo) viabiliza a realização deste e de outros projetos e eventos da Unifesp.

Informações: FapUnifesp

Especialistas apresentam dicas de como manter alimentação equilibrada e receitas em e-book grátis

Profissionais alertam para os cuidados em relação às refeições em tempos de pandemia, armazenamento e higienização dos alimentos

Com a aproximação das festas de final de ano, é hora de começar a pensar não só no cardápio das ceias, mas em como manter uma alimentação nutritiva e equilibrada. Também há preocupação com a higienização dos alimentos, que dentro do cenário de pandemia, os cuidados devem ser ainda mais redobrados.

Com o objetivo levar sua expertise em alimentação para incentivar melhorias no bem-estar das pessoas, a Sodexo On-site, líder em serviços de Qualidade de Vida por meio de serviços de alimentação e facilities, reuniu seu time de especialistas nutricionistas e chefs e estruturaram uma série com dicas de nutrição, saúde e bem estar, que reforçam a importância de refeições balanceadas e nutritivas durante as confraternizações de final de ano, e orientações para intensificar a higienização dos alimentos.

=Alimentação durante as festas

Salada de Frutas com Creme de Iogurte de Coco (receita disponível na página 32 do e-book)

Com a grande variedade de pratos oferecidos nas ceias de Natal e Ano Novo, é comum que a maior parte das pessoas não consigam seguir uma alimentação balanceada. e nutritiva, composta de proteínas, carboidratos, gorduras boas, fibras, vitaminas e minerais. Para montar uma refeição saudável durante as festas, é importante lembrar que um prato equilibrado deve ser composto 50% por vegetais crus e cozidos, 25% de proteínas, como carnes, peixes, ovos, entre outros, e 25% de carboidratos, de preferência integrais. Na sobremesa, pode-se optar por frutas.

=Saúde e equilíbrio

Para evitar um possível desequilíbrio na alimentação, é recomendado evitar longos períodos em jejum. Uma dica é fazer um lanche saudável, como um snack de castanhas caramelizadas com açúcar de coco, antes de sair de casa, pois isso ajuda nas escolhas e no consumo moderado dos alimentos. Para colorir e enriquecer os pratos das ceias, as saladas são ótimas opções. Além de serem ricas em nutrientes, elas ajudam a aumentar a saciedade e melhorar o processo digestivo. Durante a escolha das proteínas, as carnes magras devem ser priorizadas, sempre retirando as gorduras. As receitas você pode conferir a partir da página 18 do e-book.
Outro ponto importante é a hidratação. A ingestão de bebidas alcoólicas deve ser controlada e intercalada com água e outras bebidas não alcoólicas, como sucos naturais com as frutas da época.

Coquetel tropical sem álcool e sem açúcar (receita na página 35 do book)

=Vitaminas e minerais para uma ceia nutritiva

Neste ano atípico, a alimentação equilibrada se tornou ainda mais importante e essencial para reforçar a imunidade. Entre os nutrientes necessários para a manutenção do sistema imunológico, estão:

Vitamina A – Pode ser encontrada em cenouras, batata doce, folhas de brócolis, manga, couve fígado, gema de ovo, leite e derivados.
Vitamina C – Kiwi, goiaba, brócolis, frutas cítricas, frutas vermelhas, talos de cove e salva.
Vitamina D – Peixes, ovos, lácteos, fígado e cogumelos.
Vitamina E – Azeite de oliva extravirgem, castanhas, avelã, semente de girassol e abacate.
Zinco – Camarão, peixe, fígado, sementes, castanhas, grãos integrais e cereais.
Ômega 3 – Peixes, castanhas, amêndoas, nozes, sementes e linhaça.
Prebióticos* – Trigo, cebola, banana, mel, alho e raiz de chicória.
Potássio – Ameixa, frutos do mar, amêndoas, acelga e amendoim.

*Bactérias do bem (probióticos) localizadas em nosso intestino formam uma barreira contra muitos organismos agressores de nosso organismo. Essas bactérias por sua vez se alimentam de fibras alimentares (prebióticos) presentes em frutas, legumes, verduras, aveia e outros cereais integrais. Por isso é fundamental consumir alimentos in natura ou minimamente processados, que oferecem um teor maior de fibras. São prebióticos os compostos com o FOS – frutooligossacarídeos (presente na agave-azul, batata yacon, alho, cebola, banana e tomate, entre outros) e a inulina (encontrada em alimentos como chicória, alho, cebola, inhame, banana e outros). Sobre os alimentos classificados como probióticos, são aqueles que contêm os microrganismos do bem. Estão presentes em iogurtes, kefir e alimentos fermentados, como os pães feitos com levain (fermentação natural).

Compras e higienização de alimentos

Antes de ir ao mercado, a dica é fazer uma lista dos itens necessários para as ceias ajuda a combater o desperdício e não cair em promoções de produtos que não serão utilizados.
Para a higienização, as embalagens devem ser lavadas com água e sabão ou limpas com álcool 70% antes de serem guardadas no armário ou na despensa. Frutas, legumes e verduras devem ser lavados em água corrente e higienizados com uma solução clorada, que deve ser diluída conforme as instruções do produto.

Atenção ao rótulo dos alimentos

Ficar de olho nos rótulos dos alimentos também faz parte da construção do hábito de manter uma alimentação equilibrada. Conhecer o que há por dentro da embalagem facilita a decisão no ato da compra. Nas novas regras de rotulagem nutricional, a embalagem deve conter um símbolo informativo na parte da frente do produto, esclarecendo de forma clara e simples, sobre o alto teor de nutrientes que têm relevância para a saúde.

O material completo com todas as dicas e receitas nutritivas pode ser baixado clicando aqui. As nutricionistas idealizadoras, Antonia Francisca Cavassim, Beatriz Mastoeni, Claudia Musa, Giselle Cassitas Duarte e Lais Augusto estão à disposição para informações e entrevistas.

Fonte: Sodexo On-site Brasil

Alimentos climatéricos e não climatéricos. Por que devem ser armazenados separados?

O amadurecimento das frutas e vegetais ocorre quando enzimas como a pectinase e a amilase quebram os amidos e a pectina, que amolecem e adoçam as frutas. Outro fator essencial é o etileno, um gás natural que algumas frutas e vegetais produzem e que promove o processo de maturação.

As frutas climatéricas – São aquelas que podem amadurecer após serem colhidas. Estas produzem muito mais etileno que as não climatéricas, que não podem amadurecer depois de removidas da planta.

Algumas frutas, como maçãs e bananas, produzem ainda mais gás etileno que outras frutas climatéricas. Por isso, se você quer amadurecer uma fruta mais rápido, pode acelerar o processo colocando-a em um saco de papel kraft, para concentrar o etileno e posicioná-la perto de uma maçã ou banana.

Frutas como goiaba, nectarina, manga, mamão, pera, damasco, pêssego, ameixa, abacate, banana, maçã, maracujá, mirtilo, melão são climatéricos, portanto, você não precisa se preocupar se comprou verde, pois elas amadureceram.

Por outro lado, as frutas não climatéricas, como laranja, mexerica, limão, framboesa, morango, cereja, uvas, abacaxi, melão melancia e romã, já amadurecem na planta, e começam a apodrecer lentamente após serem colhidas. Por isso devem ser compradas maduras. Sempre que possível, compre orgânicos.

Confira as dicas da nutricionista Adriana Stavro do que deve ser armazenado separado.

Não armazene abóbora com maçãs e peras


Abóboras são bem conhecidas por terem uma vida útil longa, mas as maçãs e peras não devem ser armazenadas com elas. De acordo com o Serviço de Extensão da Universidade Estadual do Oregon, elas farão com que a abóbora amarele e fique ruim. O ideal é manter as abóboras em temperatura ambiente, em local fresco, longe do sol. Abóboras maiores duram mais, mas fique de olho nas menores, pois estragam rápido.

Não armazene maçãs com laranjas

Anelka/Pixabay

Guarde as maçãs na geladeira se desejar prolongar sua vida útil. As laranjas armazenadas na geladeira (longe das maçãs), devem ser colocadas em um saco de papel kraft ou pano para que o ar possa circular. Os sacos de plástico tornam as laranjas mofadas. As maçãs produzem muito gás etileno, o agente de amadurecimento que levará a uma deterioração mais rápida das laranjas.

Não armazene cebolas com batatas


Batatas e cebolas são uma combinação deliciosa, mas não as guarde juntas antes de cozinhá-las, pois as cebolas farão com que as batatas estraguem mais rapidamente. As batatas e as cebolas devem ser armazenadas separadas em temperatura ambiente, e em local fresco e seco. As batatas não devem ser levadas à geladeira pois o amido se transforma em açúcar quando refrigerado.

✔Armazene batatas com abóbora

As batatas e abóboras podem ser colocadas juntas em uma cesta de vime ao ar livre, em um local fresco e escuro para preservar o frescor, ou podem ser armazenadas em saco de papel kraft, mas apenas certifique-se de que estejam em um recipiente onde a umidade não possa se acumular, o que as faria amolecer e estragar mais rapidamente.

✔Um vizinho amigável para as cebolas é o alho

Foto: Hotblack

Eles podem ser colocados próximos um do outro, sem amadurecer ou estragar. Apenas guarde-os em um espaço bem ventilado e com a casca intacta até o uso.

✔Amadureça abacates mais rápido colocando ao lado de bananas

Se seus abacates estão verdes, guarde-os ao lado das bananas. O gás etileno liberado pelas bananas promovem o amadurecimento do abacate mais rapidamente. Se precisar prolongar a vida de um abacate, guarde-o na geladeira, isso retardará significativamente o processo de amadurecimento. Se cortou um abacate e consumiu apenas parte dele, o ideal é guardar o restante com a semente intacta em um recipiente hermético de vidro, juntamente com uma fatia de cebola.

✔Separe as bananas para durarem mais


Mantenha um pouco em temperatura ambiente e guarde parte na gaveta da geladeira para atrasar o processo de amadurecimento. Se tiver excesso de bananas maduras, faça um pão de banana ou fatie, regue com limão e congele para fazer sorvete ou smoothie.

✔Regra básica
Para um simples lembrete, os produtores de etileno são principalmente frutas, e os produtos sensíveis ao etileno são principalmente vegetais. As exceções são melancia e bananas verdes.

Frutas que produzem etileno: maçãs, damascos, abacates, bananas amadurecidas, melão, figos, kiwi, manga, nectarinas, mamão, maracujá, pêssego, pera, caqui, banana, ameixa, marmelo e tomates.

Frutas e vegetais sensíveis ao etileno: banana verde, feijão verde, endívia, brócolis, couve de Bruxelas, repolho, cenoura, couve-flor, acelga, pepino, berinjela, quiabo, salsa, ervilha, pimentão, espinafre, abóbora, batata doce, agrião e melancia

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Alimentos que ajudam a combater a depressão e a ansiedade

A nutricionista Angela Federau ressalta que uma alimentação saudável e equilibrada faz bem para corpo e para mente

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), transtornos mentais como a depressão e ansiedade atingem, respectivamente, 5,8% e 9,3% da população. Estima-se que, no mundo, mais de 300 milhões de pessoas de todos os gêneros e idades sofram de depressão. Atualmente, esse distúrbio é a principal causa de incapacitação em todo o mundo e, no pior dos casos, pode levar ao suicídio.

A depressão é resultado de uma complexa interação entre fatores sociais, psicológicos e biológicos. Por exemplo, pessoas que passaram por adversidades como luto, desemprego, trauma psicológico durante a vida podem ser mais propensas a desenvolver um quadro depressivo. Além disso, especialistas alertam que há relação entre a depressão e a saúde física. Por isso, cuidar da alimentação, fazer exercícios físicos regularmente, desenvolver a espiritualidade e relaxar são práticas fundamentais para manter a saúde física e mental em dia.

Mente sã, corpo são e vice-versa

Segundo a nutricionista, a dieta ocidental caracterizada por elevado consumo de alimentos industrializados, doces e refrigerantes, está relacionada com o desenvolvimento de depressão e ansiedade. “A alimentação é o combustível da vida. Se você abastece seu corpo com um bom combustível, a chance de você ter um bom resultado de performance é maior, e o contrário também é verdadeiro”, afirma a nutricionista.

Diversos nutrientes estão diretamente envolvidos na forma como esses transtornos se comportam no organismo. Por exemplo, a carência de vitamina D, zinco, triptofano, magnésio, ácidos graxos ômega-3 e as vitaminas do complexo B, estão intimamente ligados à prevalência da depressão e da ansiedade. Dessa forma, estar atento à qualidade nutricional dos alimentos é muito importante na prevenção e controle da depressão e ansiedade.

Alimentos que melhoram o quadro de depressão e ansiedade

Ricos em vitamina D

Peixes de águas frias (como salmão, atum, sardinha e cavala), gema de ovo, óleo de fígado de peixes são alguns alimentos que melhoram a sínteses da vitamina, portanto, é importante que a vitamina D seja ativada, para isto, fique ao sol 15 minutos por dia, expondo pelo menos 25% do corpo aos raios solares (pele), sem protetor solar, em horários do sol seguro (evitando a exposição das 10h às 15h).

Ricos em zinco

Carne vermelha, frutos do mar, leite e derivados, amendoim, amêndoas etc.

Ricos em tripofano

Queijos, ovos, arroz integral, feijão, carne vermelha (de panela), peixe, aves, cacau e banana.

Ricos em magnésio

Pixabay

Castanhas, nozes, amendoim, aveia, cacau, vegetais de folhas escuras e abacate.

Ricos em ácidos graxos

Ômega-3: peixes de água fria (como salmão, arenque, cavala, sardinha e atum), além de grãos como chia e linhaça.

Ricos em vitaminas do complexo B

Vitamina B6: carne vermelha, fígado, leite e iogurte, ovo e germe de trigo.
Vitamina B9: vegetais verde-escuros, leguminosas (como feijões, lentilhas e
ervilhas), frutas, nozes.
Vitamina B12: peixes, carnes, vísceras, ovo, leite e derivados.

Alimentos que devem ser evitados

=Alimentos industrializados;
=Carboidratos refinados (como farinha de trigo, açúcar branco e arroz branco);
=Bebidas alcoólicas;
=Café e alimentos que contêm cafeína (como chá verde, mate e preto, energéticos, refrigerantes à base de cola etc.);
=Gorduras saturadas (alimentos de origem animal, como bacon, banha de porco, alimentos industrializados como salgadinhos de pacote e bolacha recheada);
=Embutidos (como salsicha, salames, linguiça, presunto, entre outros).

O principal malefício da dieta ocidental, segundo Angela é que ela intensifica o estado inflamatório do organismo. “O processo de selecionar ingredientes saudáveis, buscar receitas e preparar os próprios alimentos é um ato de autocuidado muito importante e que deve ser estimulado em pacientes que apresentam quadros de depressão e ansiedade. Assim, buscar uma alimentação mais natural possível, com comida de verdade, e na quantidade certa, pode ajudar na construção de hábitos que levam a uma vida plena e feliz” finaliza a nutricionista.

Fonte: Angela Federau é nutricionista clínica, pós-graduada em fitoterapia aplicada à nutrição, especializada em nutrição funcional, pediátrica e escolar. Atua como professora de nutripediatria na pós-graduação de medicina da Faculdade Inspirar, participa como convidada de pesquisas científicas e genéticas da UFPR. Nutricionista responsável pela Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele. É empresária do segmento alimentício e atua como parceira da Polícia Militar do Paraná e de clínicas de fertilidade.

Sopas, chás, frutas e oleaginosas são opções para incluir no cardápio na estação mais fria do ano

Tire os agasalhos do armário, a estação mais fria do ano finalmente chegou. E com a temperatura baixa, uma grande oportunidade de variar o cardápio do dia a dia. São muitas opções de sopas e caldos, massas deliciosas e bebidas quentes, que entram com mais frequência na dieta de algumas pessoas. Mas o inverno também requer alguns cuidados especiais com a alimentação.

Durante os dias mais frios, o corpo precisa aumentar o consumo de energia para manter a temperatura corporal, o que faz com que as pessoas comam mais e optem por refeições mais calóricas. A nutricionista Ellen D’Arc da Bio Mundo, rede de lojas que busca gerar saúde e bem-estar por meio de produtos saudáveis, alerta para os possíveis problemas nos excessos que o inverno pode trazer e dá algumas dicas para conservar a saúde durante essa estação.

“Nesse período é importante redobrar a atenção com o que comemos. Ficamos propensos a cometer exageros nas refeições, ao mesmo tempo que ficamos vulneráveis à algumas doenças sazonais. Manter uma alimentação equilibrada será um bom aliado para evitar esses problemas”, comenta a nutricionista.

1 – Aproveite para variar nas sopas

Caldos e sopas são pratos típicos do inverno e ótimas opções para incluir no cardápio. Podem ser muito nutritivos e excelentes aliados da saúde quando bem preparados. “O uso de produtos integrais vai aumentar a sensação de saciedade, por causa das fibras, e evitar exageros. Além disso, o recomendado é combinar vegetais e legumes para deixar a refeição ainda mais nutritiva”, aconselha a especialista.

2 – Se beneficie das gorduras boas nas pequenas refeições

Lena Volkova/Unsplash

Um excelente item para incluir nas pequenas refeições do dia são as oleaginosas. São ricas em nutrientes e auxiliam no controle do nível do colesterol ruim e bom. “As vantagens dessas sementes são muitas. Por serem práticas vão ajudar a diminuir o consumo de doces e de salgadinhos que aumentam o nível do colesterol ruim”, destaca Ellen.
As formas de utilizar esses grãos e sementes nas refeições são muitas. “Salpique grãos sobre saladas de frutas, vitaminas, iogurtes, caldos e sopas, chia e linhaça são excelentes opções, tornando sua refeição mais saudável e nutritiva” sugere a nutricionista.

3 – Frutas são ótimas opções também

Pixabay

Para as refeições intermediárias, a especialista ainda sugere o consumo de frutas da estação. “Uma boa alternativa é optar por frutas secas e cristalizadas, elas são mais práticas para carregar e não vão deixar você perder os nutrientes e as vitaminas que elas oferecem”, diz a nutricionista.

4 – Não esqueça da hidratação no dia a dia
Com o clima frio a vontade de beber água pode não aparecer tanto quanto no verão, mas isso não quer dizer que no inverno diminui a necessidade de se manter hidratado. “Independentemente da estação do ano, a água desempenha um importante papel no organismo. Além de regular a temperatura corporal, auxilia no transporte de nutrientes, na digestão e em muitas outras reações do corpo humano. Por esses motivos, mesmo quando não sentimos sede, devemos nos hidratar durante todo o dia”, comenta.

5 – As bebidas são aliadas no inverno

A nutricionista destaca que esse é um período para aproveitar e beber chás e sucos de frutas naturais, principalmente as que são fonte de vitamina C, mas alerta sobre o uso do açúcar refinado. “Algumas dessas bebidas podem ajudar a reforçar o sistema imunológico, por serem ricas em vitaminas e nutrientes. Os chás ainda podem exercer a função de auxiliarem o sistema digestivo e no controle do peso. Mas é importante ficar atento na hora de adoçar e não cometer exageros, uma boa opção é o uso do açúcar de coco ou mascavo”, sugere a especialista.

6 – Substituir alguns alimentos


A nutricionista sugere a substituição de alimentos comuns por integrais. Eles são ricos em fibras e promovem benefícios como o bom funcionamento do intestino, controle de açúcar no sangue e colesterol. Também prolonga a sensação de saciedade. “Investir na qualidade das refeições e não somente na quantidade é uma dica valiosa para manter a saúde e o bem-estar em dia no inverno. Substituir alguns alimentos vão ajudar no dia a dia, como por exemplo, escolher uma massa integral quando bater aquela vontade de uma macarronada, ou optar pelos chocolates mais amargos ou alfarroba, um excelente substituto para o doce”, completa Ellen.

Fonte: Bio Mundo

A importância da nutrição para evitar gripes e resfriados no inverno

Com a chegada do inverno, chega também a temporada de gripes e resfriados, já que o frio deixa o organismo mais propenso a esses problemas. Além disso, a queda nas temperaturas faz com que as pessoas fiquem mais tempo em ambientes fechados, fazendo com que os vírus se disseminem mais facilmente. Para evitar a suscetibilidade a essas doenças, é importante ficar atento a qualidade de vida e principalmente boa alimentação para mantermos nosso sistema imunológico eficiente.

No entanto, nosso sistema imunológico é complexo e incorpora muitos órgãos e funções, e é influenciado não por um alimento ou um nutriente específico e, sim, por uma variedade de vitaminas e minerais, combinada com fatores de estilo de vida saudáveis, como sono, exercícios físicos e baixos níveis de estresse.

Sem dúvida, a ideia de aumentar a imunidade é atraente, mas o sistema imunológico é exatamente isso, um sistema e não uma entidade única, que para funcionar adequadamente requer equilíbrio e harmonia entre os nutrientes.

Normalmente, nosso sistema imune faz um trabalho extraordinário contra micro-organismos causadores de doenças, mas às vezes falha. Com isso, um germe, bactéria, ou vírus invade nosso corpo e nos deixa doente. Por isso, o status nutricional (ingestão suficiente ou insuficiente) é um fator importante que contribui para a competência imune.

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Neste sentido, nossa primeira linha de defesa é escolher um estilo de vida saudável para manter nosso sistema imunológico protegido das ataques ambientais, para isso:
· Não fume
· Pratique exercícios físicos regularmente
· Mantenha um peso saudável
· Consuma bebida alcoólica com moderação
· Durma no mínimo 8 horas ao dia
· Tente minimizar o estresse
· Tome sol diariamente

Além disso, alguns nutrientes foram descritos como essenciais para a função das células imunológicas, dentre eles, a vitamina C, D, E, zinco, selênio, betacaroteno, glutamina, probióticos e probióticos.

Zinco: atua como cofator em papéis estruturais em muitas proteínas. Mesmo uma leve deficiência tem sido associada a falhas na resposta imune adaptativa e inata.

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Fontes: carnes vermelha e de aves, feijão, lentilhas, amêndoas, amendoins, grãos integrais, leite e derivados

Selênio: é um oligoelemento que, como o zinco, tem funções funcionais, estruturais e enzimáticas em uma variedade de proteínas. O baixo status de selênio está associado a um maior risco de doenças crônicas, incluindo câncer e doenças cardiovasculares.

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Fontes: castanha-do-Brasil, gema de ovo, sementes de girassol e frango

Betacaroteno: é um antioxidante que pode reduzir a inflamação e aumentar a função imunológica.

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OrganicFacts

Fontes: batata doce, cenoura, mamão, abóbora e tomate.

Glutamina: tem função em várias células imunológicas, incluindo neutrófilos, macrófagos e linfócitos.

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Fontes: carnes, ovos, peixes, iogurte, queijo, leite, beterraba, couve, salsa, repolho, espinafre, feijão, favas e ervilhas

Vitamina C: a deficiência de vitamina C aumenta a suscetibilidade a infecções como pneumonia,pois baixos níveis de antioxidantes são incapazes de neutralizar o estresse oxidativo observado nesta condição.

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Pixabay

Fontes: pimentões vermelhos, laranjas, morangos, brócolis, mangas, limão, laranja, acerola e abacaxi

Vitamina D: pesquisas mostram que a de vitamina D pode reduzir o risco de infecções virais, reduzindo a produção de compostos pró-inflamatórios no organismo.

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Fontes: óleo de fígado de bacalhau, salmão, atum e ovo.

Vitaminas E: é um antioxidante que ajuda a combater os radicais livres e auxilia a resposta imune natural do corpo.

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Fontes: nozes, sementes e azeite

O microbioma é uma metrópole interna de trilhões de micro-organismos que habitam nossos corpos, principalmente no intestino. É uma área de pesquisa intensa, pois os cientistas estão descobrindo que o microbiota desempenha um papel fundamental na função imunológica e que a dieta é importante na determinação de quais tipos de micro organismos vão se reproduzir e viver ali.

Fibras, verduras, frutas, legumes e grãos integrais parece contribuir para o crescimento e a manutenção de micro organismos benéficos. Certos micro-organismos quebram as fibras em ácidos graxos de cadeia curta, os quais vão estimular a atividade das células imunes. Estas são chamadas de fibras probióticas. Alimentos probióticos contêm bactérias vivas e alimentos/fibras probióticos alimentam e mantém colônias saudáveis dessas bactérias.

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· Alimentos probióticos: iogurte com culturas ativas vivas, vegetais fermentados, chucrute, tempeh, chá de kombucha e missô.
· Alimentos prebióticos: alho, cebola, alho-poró, aspargos, alcachofras, algas marinhas, frutas, legumes e grãos integrais.

Assim, a alimentação ideal para os melhores resultados imunológicos seria a nutrição, que suporta as funções das células imunológicas, permitindo que elas iniciem respostas efetivas contra patógenos, mas também resolvam a resposta rapidamente quando necessário e evitem qualquer inflamação crônica subjacente.

Fonte: Adriana Stavro é formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria, pós graduanda em Fitoterapia pela Course4U.

Dez fatos sobre alimentação que boa parte das pessoas não conhece

Um tema mais complexo do que muitas pessoas imaginam, por isso é importante estar informado sobre o assunto e realizar acompanhamento profissional

Você realmente entende a importância da boa alimentação? A maioria das pessoas se alimenta de forma intuitiva e acaba negligenciando uma nutrição saudável e seu papel na construção de uma boa qualidade de vida e na prevenção de diversas doenças.

“Uma dieta equilibrada e rica em diversidade de alimentos é responsável por uma série de benefícios, principalmente fornecendo ao organismo energia para as atividades diárias, inclusive cerebrais, e fortalecendo o sistema imunológico”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e docente da Associação Brasileira de Nutrologia.

A especialista traz algumas questões que são desconhecidas por grande parte da população:

Variedade de alimentos é o fator mais importante para uma boa nutrição do organismo: ter uma dieta alimentar diversificada ajuda a manter os nutrientes ideais para o corpo. Quanto maior a variedade de cores, maior a quantidade de nutrientes, favorecendo a manutenção da saúde e prevenção de doenças. A Dra Marcella dá algumas dicas de bons alimentos para adicionar em sua dieta e revela em quais nutrientes eles são ricos.

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Foto: Theproduceguide

*Alimentos verde escuros: espinafre, brócolis, alface, agrião, couve. Fonte de fibras, betacaroteno, ferro, ácido fólico, vitamina K e clorofila.

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*Alimentos alaranjados: mamão, caju, damasco, caqui. Fontes de betacaroteno (pré vitamina A), vitamina A e vitamina C.

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Shutterstock

*Alimentos vermelhos: morango, tomate, cereja, melancia, goiaba. Fontes de licopeno, antocianinas e vitamina C.

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Pixabay

*Alimentos roxos: uva roxa, ameixa, mirtilo, jabuticaba, açaí, berinjela. Fontes de antocianina e resveratrol.

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Cevada – Foto: Pixabay

*Alimentos marrons: nozes, castanhas, cevada, centeio, leguminosas (grão de bico, feijão, lentilha, soja), cereais integrais. Fontes de selênio, vitamina E e vitaminas do complexo B.

Moderação é a chave: tratando-se de nutrientes, moderação é o ato de evitar extremos ou encontrar um meio termo com a aplicação de conhecimentos e habilidades nutricionais na vida cotidiana. “Quando você adquire uma consciência alimentar e começa a ser naturalmente moderado, torna-se desnecessário realizar dietas excessivamente restritivas. Conhecendo o seu corpo, seus limites e adquirindo o hábito de se alimentar da forma como o seu corpo precisa, o risco de intercorrências relacionadas à alimentação diminui de forma considerável”, diz.

mulher checando embalagem rotulo

Natural não significa necessariamente saudável: a nutróloga explica que um alimento pode ser natural, orgânico, sem glúten, mas rico em açúcar ou gordura, pobre em fibra etc. Desse modo, não se pode dizer que natural signifique sempre saudável. “Por isso é muito importante que o consumidor leia sempre os ingredientes que compõe o alimento”, ressalta.

Apenas um único alimento ou nutriente nunca é o problema: “É improvável que um alimento sozinho cause problemas de saúde ou seja o único responsável em um caso de aumento de peso. Se há um problema causado por hábitos alimentares, muito provavelmente é pelo conjunto e não pela ingestão de apenas um alimento em específico. Uma exceção é no caso de alergias e intolerância, nas quais, de fato, uma substância presente em um alimento pode trazer problemas e, portanto, deve ser eliminado completamente da sua dieta.”

alimentacao alimentos frutas verduras legumes

Comer alimentos é mais nutritivo do que tomar vitaminas ou suplementos nutricionais: “Os suplementos nutricionais podem ser úteis, entretanto não substituem um hábito alimentar adequado, os alimentos são as melhores fontes de nutrientes importantes para a saúde. Todas essas substâncias vegetais (por exemplo, polifenóis) não aparecem em suplementos nutricionais. Por isso, o uso de vitaminas e suplementos podem ser extremamente benéficos e, se usados, devem ser feitos sob a prescrição de um profissional especializado. Mas o uso jamais deve substituir a alimentação.”

Os carboidratos não te fazem necessariamente engordar: carboidrato é o nutriente mais importante para o fornecimento de energia para o organismo e funções do cérebro. A Dra. Marcella explica que, sem o carboidrato, as funções vitais ficam prejudicadas e, em geral, o corpo tende a armazenar um estoque extra de gordura. “Os carboidratos consumidos na sua porção certa e de boa qualidade – como integrais, raízes, cereais, feijões, legumes e verduras – não engordam e geram benefícios ao organismo”, complementa.

dieta proteica alimentos proteina

A proteína é um macronutriente importante para manter as estruturas funcionais do corpo e ajudar na perda de peso: “Carboidratos, proteínas e gorduras, em equilíbrio e associados a bons hábitos, como boa noite de sono e atividade física, são o grande segredo para o emagrecimento. A qualidade e redução das porções de carboidratos podem ser uma estratégia na redução de peso. As proteínas de boa qualidade são necessárias para manutenção da massa magra e as gorduras boas importantes para promover saciedade, aumentar absorção de nutrientes necessários no processo, e garantir a formação de hormônios também importantes na fisiologia do emagrecimento.”

Comer rápido é prejudicial: a nutróloga explica que comer rápido e não mastigar o suficiente faz com que o estômago não tenha tempo de enviar sinais ao cérebro de que está cheio e que é momento de parar. Assim, essa prática pode ter consequências como o aumento de peso, má digestão, barriga inchada, aumento do risco de doenças cardíacas e aumento do risco de diabetes.

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Ovos fazem bem à saúde: “O ovo é um alimento rico em proteínas, vitaminas e minerais, e traz diversos benefícios à saúde, como: fortalecimento dos músculos, por ser rico em albumina; ajuda a prevenir catarata e perda de visão, pois contém vitamina A, luteína e zeaxantina, substâncias essenciais para a saúde dos olhos; ajuda no emagrecimento, por ser rico em proteínas e por dar a sensação de saciedade após a refeição; mantém a saúde dos ossos, por conter cálcio e fósforo; previne anemia, devido ao ferro e fortalece o sistema nervoso e aumenta a produção de sangue, por conter vitamina B12”, afirma Marcella, que complementa: “Embora os ovos contenham colesterol, eles não aumentam significativamente o colesterol LDL como as gorduras saturada e gorduras trans. Sendo assim, consumir até 6 ovos por semana não aumenta o risco de doença cardiovascular em indivíduos saudáveis.”

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Getty Images

Acompanhamento nutrológico deve ser prioridade: a nutrologia estuda, pesquisa e avalia os benefícios e malefícios causados pela ingestão de nutrientes, aplicando este conhecimento para a avaliação das necessidades orgânicas de cada indivíduo, visando a manutenção da saúde e redução de riscos de doenças, assim como o tratamento das manifestações de deficiência ou excesso. “O acompanhamento do estado nutricional do paciente permite ao nutrólogo atuar no diagnóstico, prevenção e tratamento destas doenças, contribuindo na promoção de uma longevidade saudável, com melhor qualidade de vida. O médico nutrólogo é o profissional apto para prescrever remédios e suplementos para o controle dessas patologias e solicitar exames laboratoriais para elucidação diagnóstica. Além disso, cabe ao nutrólogo também montar uma dieta individualizada a partir da análise dos nutrientes no organismo, ensinar hábitos mais saudáveis e indicar os nutrientes corretos em suas devidas proporções para uma melhora na qualidade de vida. Por isso, um acompanhamento permanente com um profissional nunca deve ser colocado em segundo plano, pois é essencial para manter uma boa qualidade de vida”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Quarentena: nutricionista afirma existirem muitos mitos em relação à alimentação

Enquanto o mundo não encontra a vacina que possa ajudar na contenção da pandemia do novo coronavírus, a sociedade tenta se precaver das mais variadas maneiras. Em meio ao isolamento social, as pessoas estão procurando por alimentos milagrosos visando aumentar a imunidade e prevenir da contaminação pela Covid-19. Mas será que existe apenas um alimento capaz de imunizar a população?

De acordo com Sophie Deram, nutricionista doutora da USP e autora do best-seller “O peso das Dietas”, da editora Sextante, a resposta é não. “Não existe receita milagrosa, infelizmente. Não há nenhum alimento capaz de aumentar a nossa imunidade do dia para a noite. Se tem alguém pregando isso, está sendo irresponsável”, explica.

Para ajudar a desvendar os principais mitos sobre a alimentação durante a quarentena, a especialista elenca os cinco alimentos que são colocados como salvadores e que não possuem embasamento científico para prevenir o contágio ou curar a doença.

Vitamina C

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Foto: Nicole Franzen

No final do mês passado, foi divulgada pelo Ceasa uma pesquisa que mostrou um aumento de 30% no consumo de frutas cítricas em março. Sucesso entre os brasileiros, frutas como laranja, uva e ameixa passaram a fazer ainda mais parte das compras. Mas, para Sophie, não é somente a vitamina C que protege o organismo contra o vírus: “A vitamina C pode ajudar, mas não é a única responsável por nos defender contra o novo coronavírus. Não podemos olhar para somente um único nutriente. A imunidade é muito mais complexa do que só tomar suplementos e frutas cítricas. A melhor coisa que podemos fazer para alimentar melhor o nosso corpo é consumir uma comida caseira e fresca”, aconselha.

Vitamina D

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Imagem: Nursing.com

Uma recente suposta pesquisa da Universidade de Turim, na Itália, mostrou que a vitamina D poderia prevenir a doença causada pelo novo coronavírus e ter bons resultados em pacientes infectados. Essa informação, que não veio de uma pesquisa, mas de uma hipótese que foi levantada, fez com que diversas pessoas começassem, até mesmo, a comprar suplementos. “Não há evidências científicas que comprovem que o reforço da imunidade e imunomodulação usando vitamina D são as únicas maneiras de prevenir a infecção pelo coronavírus. Se acreditamos em tudo o que lemos sobre alimentação, nutrição e saúde é provável que fiquemos mais confusos do que informados”, alerta Sophie.

Suplementos

suplemento omega suplemento omega 3
Um dos grandes mitos, de acordo com a especialista, é a superdosagem de alimentos e suplementos durante o período de isolamento social. “Você não vai aumentar sua imunidade do dia para noite tomando suplementos. As pessoas acham que, quanto mais suplementação tomarem, mais ficarão imunizados. A superdosagem é tão prejudicial quanto não ter o suficiente. Qualquer suplementação deve ter acompanhamento de um profissional”, elucida.

Alimentos alcalinos

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Foto: Michelle Bulgaria/Morguefile

Durante o mês de março, circulou na internet uma informação falsa dizendo que pelo fato do pH do novo coronavírus variar entre 5,5 e 8,5, ingerir alimentos que possuíam pH maiores, seria o suficiente para combater uma eventual contaminação. Sendo assim, alimentos como manga, abacaxi, limão, alho, laranja e tangerina seriam componentes para a fórmula mágica. Para a nutricionista, falar que os alimentos alcalinos afastam o novo coronavírus é propagar fake news. “Não acredito em alimentação alcalina. Como pesquisadora, jamais li algo que dissesse que alimentos alcalinos evitam a contaminação pelo vírus. Não há fórmula mágica para nos proteger contra a pandemia”, afirma Sophie.

Veganismo

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Em meio a diversas fake news que são divulgadas diariamente sobre a alimentação durante a quarentena, uma das que mais chamou a atenção foi em relação ao veganismo. Alguns atores famosos aconselharam seus fãs a fazer uma dieta vegana em busca de uma alimentação mais balanceada. Para Sophie, fazer dieta vegana sem orientação de especialista, neste momento, acarretaria no aumento do risco de algumas deficiências nutricionais. “Dietas que excluem toda proteína animal podem trazer carências especialmente em vitamina B12, cálcio, ferro, ômega 3 e zinco, que são essenciais para o desenvolvimento de crianças, por exemplo. Em 2019, a OMS se retirou e desistiu de apoiar uma campanha que incentiva dietas veganas”, complementa. No final das contas, a melhor coisa para fazer para se proteger do vírus é ficar em casa, com distanciamento social e lavando as mãos regularmente. Para aumentar a imunidade, é um conjunto de fatores: “Alimentação adequada é um deles, bom sono, atividade física e também uma gestão do estresse, pois excesso dele ou a ansiedade podem afetar a nossa saúde mental e piorar a nossa imunidade”, finaliza Sophie.

Fonte: Sophie Deram é engenheira agrônoma de AgroParisTech (Paris), nutricionista franco-brasileira e doutora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no departamento de Endocrinologia. Além de especialista em tratamento de Transtornos Alimentares pelo Ambulim – Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, é coordenadora do projeto de genética e do banco de DNA dos pacientes com transtorno alimentar no Ambulim.