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Infectologistas respondem as principais dúvidas sobre a vacinação contra o vírus Sars-CoV-2

Devo me vacinar mesmo após contrair o vírus? Posso tomar as doses da vacina em locais diferentes? Veja essas e outras respostas sobre o processo de imunização

Quem contraiu a Covid-19 recentemente pode tomar a vacina?
Sim: entretanto, recomenda-se esperar ao menos 30 dias após término dos sintomas para que a infecção não atrapalhe a eficácia da vacina.

O pré-cadastro no site “Vacina Já” garante que eu serei convocado para tomar a vacina?
Não:
o “Vacina Já” somente agiliza o tempo de cadastro do paciente no momento da vacinação.

Quanto tempo após tomar a vacina eu estarei de fato protegido?
Para as vacinas utilizadas atualmente no Brasil — CoronaVac, do Instituto Butantan, e AstraZeneca, da Oxford — espera-se que a proteção efetiva ocorra após os 14 dias de vacinação da segunda dose.

Devo abandonar o uso das máscaras ou qualquer outro meio de proteção logo após tomar vacina?
Não.
O uso de máscara continuará fazendo parte da nossa rotina até quando houver imunidade coletiva.

Após quanto tempo depois de tomar a primeira dose eu poderei tomar a segunda?
Ao tomar a vacina CoronaVac, o indivíduo deve esperar entre 14 dias e 28 dias para receber a segunda dose. Para a vacina da AstraZeneca, de 4 a 12 semanas. Vale lembrar que é preciso seguir a recomendação dos profissionais de retornar ao local de vacinação somente na data da segunda dose, marcada no comprovante de vacina.

Gestantes ou lactantes podem tomar a vacina?
Os estudos de liberação das vacinas contra a Covid-19 não foram realizados em gestantes ou lactantes originalmente. Portanto, ainda não há resposta concreta. De acordo com o Ministério da Saúde “as mulheres, pertencentes a um dos grupos prioritários, que se apresentem nestas condições, a vacinação poderá ser realizada após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios e com decisão compartilhada, entre a mulher e o médico prescritor.” Dessa forma, caberá aos envolvidos (profissional e paciente) avaliarem o risco de contágio versus o risco de efeitos colaterais durante a gestação.

Eu já contraí a Covid-19, mesmo assim devo tomar a vacina?
Sim.
Apesar de ser incomum, em 1% dos pacientes que já tiveram infecção pela Covid-19, pode haver nova infecção e apenas a vacina conseguirá dar proteção eficaz contra o vírus.

Quais reações a vacina pode causar no organismo?
A reação principal da vacina é a proteção, conseguida por meio da produção de memória imunológica pelos componentes da vacina. Do ponto de vista de efeitos adversos as vacinas CoronaVac e AstraZeneca têm reações que podem durar de 24h a 48h e geralmente melhoram com analgésico comum. Alguns deles são:
Cefaleia
Náuseas
Diarreia
Dor no local da aplicação
Febre

Existe uma vacina melhor que a outra? Qual a diferença de resultados entre elas?
Todas as vacinas liberadas para uso só conseguem aprovação se tiverem o mínimo de proteção necessária para evitar infecções pela Covid-19 e as únicas diferenças entre elas são em relação à quantidade de efeitos adversos, número de doses e o tipo de vacina.

Quais documentos são obrigatórios apresentar no dia da vacinação?
Para o Estado de São Paulo, recomenda-se realizar o pré-cadastro no site “VacinaJá”, além de apresentar obrigatoriamente, no dia da vacinação, um documento com foto, CPF e número do cartão do SUS. Confira a relação de documentos obrigatórios para o seu estado.

Foto: Lisa Ferdinando

O que significa a taxa de eficácia divulgada pelas farmacêuticas fabricantes das vacinas?
A taxa de eficácia é o quanto a vacina protege contra uma infecção. Quando se fala em eficácia global quer dizer o quanto a vacina protege o indivíduo do vírus. Essa porcentagem pode ainda ajudar a definir quanto da população deveria ser vacinada para evitar novas transmissões.

Quem faz uso de medicamentos controlados pode tomar a vacina normalmente?
Sim.
Não há contraindicação ao uso das vacinas disponibilizadas atualmente no país em combinação com medicamentos controlados.

Se eu demorar para tomar a segunda dose mais do que o recomendado, é possível que a imunidade se perca?
Recomenda-se tomar a vacina dentro do intervalo proposto pelo fabricante a fim de garantir a eficácia da vacina.

Iamspe

Qual a diferença entre as vacinas aprovadas? Principalmente referente às reações adversas de cada uma.
A vacina AstraZeneca tem eficácia geral descrita de 82%, porém variam de acordo com a idade e as populações diferentes, podendo ser menor em alguns grupos e maior em outros.
Já a CoronaVac tem eficácia geral de 50.38%. Em relação aos efeitos adversos, as duas vacinas apresentam resultados muito semelhantes, tendo discreto aumento de reações adversas na vacina da AstraZeneca em relação à CoronaVac.

Posso tomar a primeira dose da vacina AstraZeneca e a segunda da CoronaVac?
Não.
Ainda não há segurança para dizer que as vacinas se complementam.

Tomei a primeira dose num determinado lugar. Posso tomar a segunda em outro lugar?
Preferencialmente não
. A recomendação neste momento é que se retorne ao mesmo local da primeira dose — salvo em caso de troca de Estado.

Existem exames que comprovam a presença de anticorpos contra a Covid-19 após a vacinação? Se sim, quais são?
Existe um exame chamado pesquisa de anticorpos neutralizantes, que poderia avaliar proteção pós-vacina, porém está em fase de avaliação.

Fonte: Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe)

O que o novo coronavírus nos ensinou sobre saúde e cuidados com o próximo

Os desafios provocados pela pandemia trouxeram lições valiosas sobre autocuidado, tecnologia, valorização profissional e evolução da medicina

Desde que a propagação da Covid-19 instaurou um quadro de pandemia, o mundo tem lidado com uma série de mudanças. O misto de sensações oriundas da dor da perda de pessoas queridas e do isolamento social nos trouxe uma série de questionamentos.

Quem passou pelos altos e baixos de 2020 vivenciou uma nova rotina, reorganização do trabalho de mais uma série de lições. Entre os aprendizados, os que você lerá a seguir mudaram completamente a história da humanidade.

Prestar atenção nas notícias ajuda a prevenir danos maiores

O primeiro caso de SARS-CoV 2 foi identificado na China, em dezembro de 2019. Desde então, a doença começou a se espalhar rapidamente pelo mundo e, somente em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o surto como pandemia. O que podemos aprender com isso? Que estamos em um mundo globalizado e o que acontece em uma região a milhares de quilômetros de distância interfere diretamente na nossa vida. Nunca foi tão importante prestar atenção nos noticiários.

Nem sempre podemos ter o controle de tudo

2020 seria o ano dos feriados prolongados no Brasil. Isso serviu de inspiração para a marcação de viagens nacionais e internacionais que, como todos já sabem, não aconteceram. Aceitar que não temos o controle de tudo foi um aprendizado e tanto.

Cuidar do meio ambiente é nosso dever

Durante o tempo em que a gente cumpria o isolamento social, a qualidade do ar em São Paulo melhorou e o Himalaia pôde ser avistado do Norte da Índia, já que as nuvens de poluição deram uma trégua. O meio ambiente fica bem melhor sem os humanos.

Ter planejamento financeiro é fundamental

O desemprego foi um dos efeitos da pandemia sentido na pele por milhares de brasileiros. Quem não tinha reservas financeiras se viu diante de um desafio muito grande. A lição que fica é que é necessário contar com uma reserva de emergência.

É preciso valorizar o comércio local

MCStudio79/Pixabay

Quantas vezes aquela pequena mercearia do seu bairro te salvou durante o isolamento social? Colaborar com a economia local é uma das lições da quarentena que devem se manter nessa nova configuração da nossa rotina.

Lavar as mãos é um ato de amor coletivo


Apesar de ser um hábito básico de higiene, lavar as mãos passou a ser um símbolo da preservação da vida. Certamente, essa atividade simples continuará sendo realizada com ainda mais consciência e frequência.

Álcool gel virou um item essencial de higiene

O álcool gel, que foi muito requisitado no pico da pandemia, virou um item básico de higiene. Manter o produto sempre por perto, além de manter as mãos limpas, ajuda a desinfetar talheres, copos, entre outros objetos.

Respeitar os profissionais que atuaram na linha de frente

Profissionais da saúde, garis, agentes de limpeza, seguranças, bombeiros, motoristas de ônibus, entre outros trabalhadores, se arriscam diariamente para garantir a nossa proteção. Isso nos ensinou sobre o que é realmente essencial.

Trabalhar remotamente é o novo normal

Foto: Lumen/Pexels

Graças à internet e a tecnologia digital, as empresas entraram no universo do home office. Ao que tudo indica, essa nova forma de trabalho, que já era uma tendência, veio com tudo e fará parte das novas configurações corporativas.

A telemedicina é nossa importante aliada


A telemedicina avançou consideravelmente em 2020. A Lei 13.989, de abril de 2020, que regulamenta o exercício de profissionais nesse novo formato que é “medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde”.

O home care é uma opção segura de abordagem terapêutica

De acordo com um levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as atividades de home care aumentaram 20% em 2020. Esses dados revelam que esse serviço fez toda diferença no enfrentamento à pandemia. Graças à abordagem transdisciplinar de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, entre outros, esse tipo de atendimento ajudou a aumentar a capacidade de leitos. Tudo isso com o apoio da telemedicina. Para os pacientes, o home care implicou em mais segurança, conforto e comodidade. Até mesmo os casos complexos, com a devida autorização médica, puderam receber os cuidados em casa.

Esse é um dos aprendizados que marcaram o início de uma nova era pós-pandemia. Afinal, receber o tratamento adequado ao lado de familiares e na própria residência é fundamental para o sucesso da reabilitação.

Fonte: SOS Vida