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Alimentação forte é estilo de vida flexível e prazeroso

Conceito de alimentação difundido pelo idealizador do site Emagrecerdevez.com se baseia no consumo de alimentos naturais, com foco na qualidade

Divulgada em 2018, pelo Ministério da Saúde, a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) constatou que o hábito alimentar do brasileiro vem se tornando cada vez mais saudável. Conforme o levantamento, o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 5%, de 2008 a 2017, e o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas diminuiu 52,8%, no mesmo período.

Não obstante, o estudo revela que quase 18,9% dos adultos brasileiros estão obesos (um em cada cinco pessoas) e que 54,5% da população das capitais brasileiras estão com excesso de peso. Levando em conta que a obesidade e o sobrepeso facilitam o desenvolvimento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, ainda há muito o que fazer no sentido de melhorar a condição de saúde do brasileiro de um modo geral.

Rodrigo Polesso, idealizador do site emagrecerdevez.com, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego, vem trabalhando há anos no sentido de melhorar os hábitos alimentares da pessoas, difundindo o conceito de “alimentação forte”.

O conceito é definido por Polesso como “estilo de vida flexível e prazeroso, fundamentado nos maiores níveis de evidência científica, que se baseia no consumo de ‘alimentos de verdade’, com foco na qualidade do que se come e não na quantidade, de forma a se atingir e se manter a boa forma, fortalecer a saúde, ganhar liberdade alimentar e viver sendo o seu absoluto melhor”.

De acordo com Polesso, em uma dieta alimentar correta deve-se privilegiar a qualidade em detrimento da quantidade. “‘Alimentação forte’ é uma filosofia que dá liberdade às pessoas para comerem os alimentos corretos, até se saciarem, atingindo e mantendo o peso ideal, sem se preocuparem com quantidade, porções, calorias etc”, explica.

alimentos frutas

Para entender a base da ‘alimentação forte’, é preciso saber diferenciar “alimentos de verdade” daquilo que Polesso denomina “substâncias comestíveis”. “‘Alimentos de verdade são, basicamente, aqueles encontrados na natureza, os mais nutritivos e que sempre fizeram parte da história do ser humano. ‘Substâncias comestíveis’ são alimentos industrializados tipicamente refinados ou ultraprocessados e pouco nutritivos”, explica o especialista em emagrecimento.

Exemplos de “alimentos de verdade” são: carnes, peixes, gorduras naturais (azeite de oliva, óleo de coco), sementes, laticínios integrais, castanhas, legumes, folhas e frutas. Já “substâncias comestíveis” são como açúcar, adoçantes artificiais, farináceos, massas e óleos vegetais.

Conforme Polesso, pouco a pouco, o ser humano foi perdendo a conexão com os alimentos naturais, que embasaram sua evolução como espécie. “Não é por coincidência, nem por milagre, que as pessoas estão cada vez mais obesas, doentes, sofrendo toda a sorte de problemas que antes eram raros”, afirma. Nesse sentindo, passar a ter um estilo de vida baseado em uma alimentação saudável, “é uma forma de desintoxicar o corpo das ‘substâncias comestíveis’ e regular o organismo e seu sistema hormonal” diz.

Um dos grandes benefícios da “alimentação forte”, de acordo com especialista em emagrecimento, é a possibilidade de não restringir os alimentos a serem ingeridos no dia a dia, o que traz mais flexibilidade em relação às rotinas alimentares que podem ser implementadas. “Pode-se ter uma ‘alimentação forte’, mais baixa em carboidratos ou mais generosa neles. Tudo depende do seu objetivo”, esclarece.

Conforme Polesso, muitos acabam sendo atraídos para esse estilo de vida porque desejam emagrecer, perder gordura, atingir e manter o peso ideal sem controle de calorias ou porções. “Mas, a ‘alimentação forte’ também é recomenda por quem deseja fortalecer a imunidade, recuperar a saúde, ser uma pessoa mais positiva”, destaca.

Para as pessoas que buscam adentrar ao universo da “alimentação forte”, rica em nutrientes, gorduras boas e baixa em carboidratos, Polesso dá dicas a respeito de alimentos que devem ser ingeridos e outros que devem ser evitados a qualquer custo.

Entre os saudáveis estão:

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– Salmão: rico em ômega 3, tipo de gordura poli-insaturada, benéfica para a saúde cardiovascular e cerebral;

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– Azeite de olivaextra virgem e abacate: alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a reduzir o nível de colesterol ruim no sangue;

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– Nozes e castanhas: ricos em fibras e gorduras boas;

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– Ovo: conforme Polesso, é um dos alimentos mais completos da natureza. “Muitas pessoas não comem ovos por conta do colesterol, mas o colesterol da alimentação tem pouca ligação com o do sangue”, diz.

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– Morango e frutas da mesma família, como amora e framboesa: representantes de frutas com baixo índice glicêmico são bem-vindas em uma alimentação nutritiva, mas baixa em carboidratos.

Entre os alimentos danosos à saúde, Polesso destaca:

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– Pão: possui alto índice glicêmico, ou seja, estimula bastante a glicemia, hormônio que favorece o armazenamento de gordura. Contém glúten, composto de proteínas bastante prejudicial a muitas pessoas, podendo causar problemas digestivos e intestinais. É pouco nutritivo.

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– Açúcar: grande vilão para quem deseja emagrecer, podendo ser encontrado em diversos alimentos como massa de tomate, sucos, doces, salgado e temperos;

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– Óleo vegetal (óleo de soja, de camomila, de milho etc.). Segundo Polesso, é extremamente pró-inflamatório, fraco em nutrientes, oxidante e contém resquícios de gordura trans. “Trata-se de uma aberração industrial”, afirma.

Metade dos paulistanos bebe cerveja e tem preferência por uma marca

Qual é a cerveja preferida dos paulistanos? Essa foi a principal pergunta de uma pesquisa feita pelo Méliuz. A empresa, líder no segmento de cashback no Brasil, entrevistou mais de mil moradores da capital para entender os hábitos de consumo da bebida.

Mais da metade dos paulistanos costuma beber cerveja (53,4%) e um quarto dos beer lovers tem o costume de comprar a bebida uma vez por semana. No entanto, a principal frequência para a compra é de uma vez ao mês (36,4%).

A marca mais consumida, em São Paulo, é a Heineken, que é a cerveja preferida por 46,6% dos paulistanos. Nos bares e nas residências também marcam presença a Budweiser (29,9%), a Skol (25,6%) e a Stella Artois (25,2%), além das cervejas artesanais, que é a pedida de 22,4% dos entrevistados.

A margem de diferença entre a primeira e a segunda colocada foi de 16,7%, o que mostra o grande destaque da Heineken perante a concorrência, na cidade de São
Paulo.

Outro destaque interessante apontado pela pesquisa ficou por conta das artesanais, compradas por 22,4% dos amantes de cerveja, inclusive desbancando outras marcas tradicionalmente conhecidas pelo Brasil, como Original, Brahma, Bohemia e Antarctica.

Para celebrar a paixão dos paulistanos, o Méliuz lançou uma página especial que explica o universo cervejeiro e todos os detalhes da pesquisa. Além disso, a plataforma de cupons de desconto e cashback conta com parceiros que vendem e entregam a gelada.

Confira a pesquisa sobre a cerveja preferida dos paulistanos clicando aqui.

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Doenças raras: importância do diagnóstico precoce e de tratamento são desconhecidos no Brasil

Pesquisa inédita realizada pelo Ibope Inteligência aponta que boa parte da população ignora causas e oferta de cuidados gratuitos por meio do SUS

As informações sobre as doenças raras e a percepção que a sociedade tem sobre elas também são dados pouco comuns no Brasil. Para desmistificar esse cenário, a pesquisa Doenças Raras no Brasil – diagnóstico, causas e tratamento sob a ótica da população apresenta um levantamento inédito, realizado em diferentes regiões do País, que pode contribuir para destacar as lacunas que atrapalham a identificação dos casos e impactam no prognóstico dessas pessoas, trazendo fortes consequências para os pacientes e suas famílias, bem como para os sistemas de saúde.

Dúvidas sobre a importância do diagnóstico precoce, desconhecimento sobre a oferta de tratamentos gratuitos e desinformação a respeito do papel da hereditariedade em muitas dessas enfermidades constituem alguns dos pontos de atenção evidenciados pela pesquisa, que foi aplicada pelo Ibope Inteligência a 2 mil brasileiros, a partir dos 18 anos de idade, em uma parceria com a Pfizer. Participaram do trabalho várias regiões metropolitanas do Brasil: Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre. Em São Paulo, a amostra de entrevistados foi colhida na capital.

“Estamos falando de enfermidades que, juntas, afetam milhões de brasileiros. Em geral são quadros graves, de difícil identificação. Vários desses pacientes acabam levando muito tempo para obter um diagnóstico, o que dificulta o tratamento. Sabemos que existe muita desinformação sobre esse universo, mas há também uma forte carência de dados disponíveis. Por isso, o novo levantamento tem uma grande relevância”, afirma a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine.

Diagnóstico precoce

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iStock

Identificar precocemente uma doença rara pode fazer diferença na qualidade e no tempo de vida de muitos pacientes. Por outro lado, grande parte das pessoas não está convencida a respeito desse benefício. Quase metade dos entrevistados, ou 42% da amostra, tem dúvidas sobre a relevância dessa medida: 23% dizem que não sabem avaliar se a medida seria efetiva e cerca de um a cada cinco acredita, erroneamente, que “o diagnóstico precoce não faria diferença para as doenças raras, uma vez que a maioria dessas enfermidades não tem cura”.

“Grande parte dessas doenças progride com o passar do tempo, apresentando um aumento na intensidade dos sintomas e um risco maior de levar o paciente a um quadro de incapacidade. Por isso, é preciso conscientizar a população a respeito da importância do diagnóstico precoce. Muitas vezes, ao identificar a doença logo após os primeiros sintomas, o médico consegue controlar o quadro, retardando o seu avanço e evitando os danos irreversíveis”, comenta Márjori.

Tratamento

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A maioria das pessoas ouvidas pela pesquisa também demonstra desconhecimento a respeito do enfrentamento das doenças raras no Brasil. Quase um terço dos participantes (28%) não tem nenhuma informação sobre o tratamento dessas enfermidades, enquanto um a cada cinco acredita, de forma equivocada, que nenhum dos tratamentos disponíveis no Brasil é oferecido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para alguns dos entrevistados existe a crença de que é possível tratar doenças raras apenas fora no Brasil, em países da Europa ou nos Estados Unidos: essa é a percepção de 12% dos ouvidos em Fortaleza, número superior à média geral das regiões entrevistadas, que é de 8%. Em Porto Alegre, porém, essa taxa cai para 6%. Salvador, contudo, apresenta o menor porcentual de entrevistados que dizem saber que alguns tipos de doenças raras contam com tratamento pela rede pública: 36% têm essa informação, ante 43% na capital gaúcha, como mostra a tabela abaixo:

Tabela 1 (002)

Atualmente, o SUS conta com 36 Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) para doenças raras, com orientações que levam em conta as enfermidades desse segmento que são consideradas prioritárias para o Brasil pelo governo, como a polineuropatia amiloidótica familiar (PAF)¹, mais comum em descendentes de portugueses2. Grande parte desses tratamentos tem o objetivo de controlar a doença, mas não há cura para a maioria desses quadros. Esse é, contudo, outro ponto de confusão entre os respondentes da pesquisa: mais de um quarto dos entrevistados (26%) acredita que a maioria das doenças raras pode ser curada, taxa que sobe para 28% entre aqueles com 55 anos ou mais de idade¹.

Causas e fatores de risco

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Os dados da pesquisa também indicam que grande parte da amostra (65%) reconhece que a maioria das doenças raras é de origem genética. Por outro lado, uma parcela considerável dos entrevistados afirma desconhecer as causas dessas enfermidades: esse porcentual chega a 20% entre aqueles com 55 anos ou mais.

A relação de algumas dessas enfermidades com regiões específicas ou determinadas etnias constitui outro ponto ignorado por parte da amostra: 32% das pessoas dizem que a possibilidade de prevalência de algumas doenças raras em indivíduos de origem portuguesa, por exemplo, seria um mito, ao passo que outros 39% não sabem responder sobre a predominância de alguns desses quadros na população negra, como é o caso da doença falciforme.

Em outro aspecto, menos de um terço dos entrevistados está consciente de que algumas doenças raras estão relacionadas ao envelhecimento: apenas 29% dos indivíduos ouvidos reconhecem essa possibilidade, enquanto 32% não sabem opinar a esse respeito e 39% consideram essa associação um mito. “De fato, algumas doenças raras apresentam uma prevalência maior na população acima dos 60 anos, como é o caso da amiloidose cardíaca”, exemplifica Márjori.

Ainda em relação à amiloidose cardíaca, apenas 11% dos entrevistados disseram que associariam os sintomas da insuficiência cardíaca (condição que costuma acometer esses pacientes, com falta de ar, cansaço e inchaço nos pés)³ com a possibilidade de ter uma doença rara, uma vez que muitos desses sinais também podem estar ligados a enfermidades bem mais conhecidas, sobretudo as cardiovasculares. No Rio de Janeiro, por exemplo, que abriga um grande porcentual de idosos, 46% dos entrevistados disseram que não fariam essa associação.

Quando perguntados de forma específica sobre as amiloidoses, 73% dos respondentes afirmaram desconhecer totalmente esse grupo de enfermidades. Por outro lado, na pergunta identificada no quadro abaixo, dois tipos de amiloidoses são apontadas como enfermidades raras pelo público pesquisado em uma lista apresentada com outras enfermidades desse segmento, como hemofilia e esclerose múltipla:

Tabela 2 (002)
Hereditariedade e planejamento familiar

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A literatura médica indica que grande parte das doenças raras é hereditária, ou seja, pode ser transmitida entre as gerações de uma mesma família. Mas essa relação não está clara para muitos dos entrevistados. Entre aqueles de 25 a 34 anos, faixa etária em que o planejamento familiar é assunto frequente, metade dos respondentes ou acredita que essa associação é falsa ou não consegue avaliar sua veracidade. Tanto em São Paulo quanto em Fortaleza, menos da metade dos indivíduos ouvidos (48%) estão conscientes sobre o componente de hereditariedade de muitas dessas doenças.

Ainda em relação aos participantes de 25 a 34 anos, 46% deles desconhecem a possibilidade de evitar a transmissão aos filhos de alterações genéticas associadas às doenças raras a partir de técnicas de reprodução assistida. A taxa é acima da média geral de todos os participantes, que fica em 42%. Por outro lado, também a respeito do planejamento familiar, cerca de um terço do total de entrevistados tem percepções equivocadas sobre as uniões consanguíneas (quando há algum grau de parentesco entre as partes): 22% não sabem dizer se esse fator aumenta o risco de doenças raras nos filhos e 9% estão convictos de que essa associação seria falsa.

Especialidades médicas

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Os resultados indicam, ainda, que a dimensão das doenças raras não é bem compreendida. Pelo menos metade da amostra não sabe avaliar se existem milhares dessas enfermidades ou se haveria poucas dezenas delas. De todo modo, um traço demonstra ser muito bem assimilado pelos participantes: a gravidade dessas doenças. Mais de 70% dos respondentes concordam que essas enfermidades costumam se agravar com o passar do tempo, podendo levar à incapacidade física.

Quando questionados sobre a reação que teriam caso recebessem o diagnóstico de uma doença rara, muitos entrevistados (27% da amostra) demonstram preocupação com a possibilidade de perder a liberdade para as tarefas do dia a dia. Essa foi a principal resposta dos respondentes para essa pergunta. Além disso, 20% deles afirmaram que, se estivessem nessa situação, provavelmente dariam mais valor às pessoas e questões que realmente importam.

Em relação ao auxílio médico, os resultados evidenciam que a população entrevistada carece de informações sobre as especialidades médicas mais indicadas para investigar sinais sugestivos de uma doença rara. Expostos à situação hipotética de descobrir uma enfermidade desse tipo em seu histórico familiar, 35% dos participantes afirmaram que, nessas condições, buscariam um médico mesmo se não apresentassem qualquer sintoma (mas, apesar da iniciativa, não saberiam qual especialidade buscar).

Apenas 1% dos respondentes mencionou a possibilidade de consultar um neurologista mediante a descoberta de uma doença rara em algum membro da família. Em algumas praças, contudo, a figura do geneticista ganha maior expressividade nas respostas para essa pergunta: em Porto Alegre, por exemplo, essa especialidade foi citada por 14% dos entrevistados, taxa que cai para 7% em Fortaleza. De modo geral, entre aqueles que especificam qual médico seria procurado, o clínico geral se destaca, quase um quinto da amostra mencionou essa opção, como demonstra o quadro abaixo:

Tabela 3 (002)
Referências:
1. Ministério da Saúde. Disponível para acesso em : http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/doencas-raras.
2. Planté-Bordeneuve V, Said G. Familial amyloid polyneuropathy. Lancet Neurol. 2011;10(12):1086-1097. doi:10.1016/S1474-4422(11)70246-0 .
3. Donnelly JP, Hanna M. Cardiac amyloidosis: An update on diagnosis and treatment . Cleve Clin J Med. 2017;84(12 Suppl 3):12-26. doi:10.3949/ccjm.84.s3.02

Covid-19: 18% acreditam na eficácia da hidroxicloroquina e 7% acham que alho protege

Estudo da Ipsos mediu crença dos brasileiros em diferentes teorias a respeito do novo coronavírus

Um estudo realizado pela Ipsos em 16 países avaliou o grau de aceitação da sociedade sobre diferentes teorias a respeito da transmissão do novo coronavírus. Aos participantes do levantamento, foram apresentadas nove menções a serem classificadas como verdadeiras ou falsas.

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A teoria mais aceita globalmente é a de que o vírus pode sobreviver por até três dias em superfícies. No Brasil, 61% acreditam na premissa. O Reino Unido e o Canadá, ambos com 69%, são os países cujos entrevistados mais corroboram a hipótese. Por outro lado, na China, somente 39% classificam a alegação como verdadeira.

Outra hipótese com um índice alto de aceitação é a de que a Covid-19 pode ser transmitida por pacotes e caixas enviados do exterior. Entre os ouvidos brasileiros, 45% concordam com a tese. Aqueles que mais acreditam são os indianos (54%) e os que menos, italianos (11%).

Drogas e medicinas alternativas

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Para 18% dos entrevistados no Brasil, a hidroxicloroquina é uma cura para o novo coronavírus. A Índia é o país com maior confiança na teoria: 37%. No Reino Unido, em contrapartida, só 2% creem na eficácia da droga para o tratamento da doença.

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Passando de fármacos para medicamentos alternativos, 7% dos brasileiros acham ser verdadeira a premissa de que comer alho protege contra a infecção por Covid-19. O percentual mais alto de confiabilidade é indiano, com 34%, e o mais baixo é britânico (2%).

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Além disso, dois em cada 10 ouvidos (22%) no Brasil categorizam como verdadeira a alegação de que expor-se ao sol ou a altas temperaturas previne a Covid. Pela terceira vez, é a Índia quem mais concorda (35%) e o Reino Unido é quem menos concorda (9%).

Crianças, animais e tecnologia

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No Brasil, um em cada dez (11%) acha que crianças não podem ser contaminadas pela Covid-19. Entre os 16 países participantes do estudo, o México é aquele cujos entrevistados mais consideram a teoria verdadeira: são 17%. Já no Japão, é apenas 1%.

Ainda falando sobre imunidade, 19% dos brasileiros acreditam ser verdade que, se um teste de anticorpos mostrar que uma pessoa foi previamente exposta ao vírus, ela não corre o risco de ser contaminada novamente. Na Alemanha, 28% corroboram a alegação; no Japão, somente 4%.

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Com relação aos métodos de propagação do coronavírus, de acordo com a pesquisa, 17% dos entrevistados no Brasil creem que animais de estimação podem transmitir Covid-19. A China é a nação que mais aceita a teoria, com 40%. Na Itália, só 6% concordam com a afirmação. Por fim, 5% dos brasileiros assumem ser verdade que a tecnologia 5G é transmissora da Covid-19. Na Índia, onde há maior adesão à hipótese, são 15%; no Reino Unido, com menor adesão, apenas 2%.

A 15ª onda da pesquisa on-line Ipsos Essentials foi realizada com 16 mil adultos de 16 países entre os dias 28 a 31 de maio de 2020. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 p.p..

Fonte: Ipsos

Novo coronavírus é capaz de infectar neurônios humanos

Karina Toledo | Agência Fapesp

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabam de confirmar, por meio de experimentos feitos com cultura de células, que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) é capaz de infectar neurônios humanos.

A infecção e o aumento da carga viral nas células nervosas foram confirmados pela técnica de PCR em tempo real, a mesma usada no diagnóstico da Covid-19 em laboratórios de referência. O grupo coordenado pelo professor do Instituto de Biologia Daniel Martins-de-Souza também confirmou que os neurônios expressam a proteína ACE-2 (enzima conversora de angiotensina 2, na sigla em inglês), molécula à qual o vírus se conecta para invadir as células humanas. Nos próximos dias, a equipe pretende investigar de que modo o funcionamento dessas células nervosas é alterado pela infecção.

A pesquisa está sendo conduzida no âmbito de um projeto aprovado pela Fapesp na chamada “Suplementos de Rápida Implementação contra Covid-19”, como parte da força-tarefa criada pela Unicamp (leia mais aqui).

“Vamos comparar as proteínas e demais metabólitos presentes nas culturas celulares antes e após a infecção. A ideia é observar como o padrão das moléculas muda e, com base nessa informação, tentar contar a história de como o vírus atua no sistema nervoso central”, explica Martins-de-Souza à Agência Fapesp.

No experimento, realizado pela pós-doutoranda Fernanda Crunfli, foram usados uma linhagem celular cerebral humana e também neurônios humanos obtidos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (IPS, na sigla em inglês).

O método consiste, inicialmente, em reprogramar células adultas – que podem ser provenientes da pele ou de outro tecido de fácil acesso – para fazê-las assumir estágio de pluripotência semelhante ao de células-tronco embrionárias. Esta primeira parte foi realizada no laboratório do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Stevens Rehen, no Instituto DOR de Pesquisa e Ensino. Em seguida, o time de Martins-de-Souza induziu, por meio de estímulos químicos, as células IPS a se diferenciarem em células-tronco neurais – um tipo de célula progenitora que pode dar origem a diversas células do cérebro, como neurônios, astrócitos e oligodendrócitos.

“Também estamos começando testes com astrócitos humanos e, em breve, saberemos se o vírus infecta essas células, que dão suporte ao funcionamento dos neurônios e são as mais abundantes do sistema nervoso central”, conta Martins-de-Souza.

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Testes estão sendo feitos em cultura de células por pesquisadores da Unicamp para investigar como a infecção muda o padrão de proteínas e outros metabólitos presentes nas amostras (imagem: neurônios derivados de células-tronco neurais / Giuliana S. Zuccoli)

Efeitos no cérebro

Como explica Martins-de Souza, estudos feitos em outros países sugerem que o SARS-CoV-2 tem tropismo pelo sistema nervoso central, ou seja, uma certa propensão a infectar as células nervosas. “Mas ainda não sabemos se o vírus realmente consegue atravessar a barreira hematoencefálica [estrutura que protege o cérebro de substâncias tóxicas e patógenos presentes na circulação sanguínea] e, caso consiga, que tipo de impacto pode causar no tecido nervoso. Tentaremos buscar pistas que ajudem a elucidar essas dúvidas”, diz o pesquisador.

Os experimentos in vitro com isolados virais estão sendo feitos no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (Leve) do Instituto de Biologia da Unicamp, que tem nível 3 de biossegurança (em uma escala que vai até 4) e é coordenado pelo pesquisador José Luiz Proença Módena.

Participam dos testes os pós-graduandos Gabriela Fabiano de Souza e Stéfanie Primon Muraro, orientandas de Módena, e Ana Campos Codo e Gustavo Gastão Davanzo, sob a orientação do professor Pedro Moraes Vieira.

Os testes de metabolômica e proteômica serão conduzidos no Laboratório de Neuroproteômica, coordenado por Martins-de-Souza, pelos pós-doutorandos Victor Corasolla Carregari e Pedro Henrique Vendramini. Para isso, será usado um espectrômetro de massas, equipamento capaz de discriminar diferentes substâncias presentes em uma solução com base no peso molecular de cada uma.

“Além de investigar se a quantidade de uma determinada proteína na amostra aumenta ou diminui após a infecção, também pretendemos avaliar como está o nível de fosforilação e de glicosilação das moléculas. Esses dois mecanismos bioquímicos são usados pela célula para ativar ou desativar rapidamente a função desempenhada pelas proteínas. Isso nos dará pistas sobre as vias metabólicas que são alteradas nos neurônios em resposta ao novo coronavírus”, conta Martins-de-Souza.

Manifestações neurológicas

Em um vídeo divulgado no site da Unicamp, o neurologista Li Li Min comenta as manifestações neurológicas já observadas em pacientes com Covid-19, entre elas perda de olfato e paladar, confusão mental, derrame e dor muscular (sem relação com alguma lesão no músculo).

Segundo o pesquisador, estima-se que até 30% dos infectados pelo novo coronavírus possam apresentar algum sintoma neurológico. Min é coordenador de Educação e Difusão do Conhecimento do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiado pela Fapesp.

Avon, em parceria com universidade, desenvolve tecnologia inovadora para estímulo do colágeno

Descoberta do Protinol promete revolucionar o futuro do mercado global de skincare com a primeira solução capaz de aumentar dois tipos de colágeno, o I e o III

A Avon, primeira marca a estabilizar a vitamina C em 1996, volta a revolucionar os cuidados com a pele com o lançamento global de uma tecnologia inédita e patenteada, o Protinol. Desenvolvido em parceria com a Universidade de Manchester, ele é capaz de impulsionar a produção de colágeno tipo I e tipo III. Também conhecido como colágeno de bebês, o tipo III fornece uma estrutura para o colágeno tipo I e, juntos, formam uma poderosa teia capaz de estimular o desenvolvimento de uma matriz de pele firme e com elasticidade.

Quase 80% da pele é composta por colágeno. Quando equilibrados, os tipos I e III são responsáveis pela estrutura e firmeza da pele. No entanto, por volta dos 25 anos, o colágeno tipo I é reduzido em cerca de 1% ao ano, enquanto o colágeno tipo III começa a se esgotar ainda na infância. Para se ter uma ideia, em bebês, a proporção de colágeno tipo I e III é de 1:1; aos 25 anos, de 2:1, e aos 40 anos, de 3:1, o que resulta em perda da elasticidade. O poder da tecnologia da Avon está no estímulo desse equilíbrio, devolvendo a firmeza perdida.

De acordo com Anthony Gonzalez, diretor regional de Desenvolvimento de Produtos para Cuidados com a Pele e Maquiagem da Avon, estimular a produção de ambos os colágenos ao mesmo tempo era uma solução desconhecida no mercado de beleza até agora: “Enquanto a maioria dos produtos se concentra em aumentar apenas o colágeno tipo I, a nossa mais recente descoberta do Protinol™ aumenta a produção de colágeno tipo I e III, redefinindo a matriz da pele para ficar mais próxima daquela encontrada em bebês, com mais firmeza”.

Os resultados impressionantes foram uma surpresa inclusive para a equipe de especialistas da Avon. “Quando descobrimos os benefícios dessa tecnologia, enviamos uma amostra para nossos parceiros na Universidade de Manchester, Reino Unido. Após os testes, perceberam que o Protinol™era capaz de elevar a proporção de ambos os tipos de colágeno, tornando-se uma descoberta maior do que prevíamos. A solução tem a capacidade de fazer uma mudança profunda na ciência de skincare, realmente transformando o comportamento da pele”, conclui Gonzalez.

“Esta é a primeira vez que eu vejo um aumento significativo do colágeno III em um tratamento tópico”, completa Ardeshir Bayat, cientista clínico, pesquisador e professor sênior da Universidade de Manchester.

A novidade faz parte de um calendário contínuo de diversos lançamentos que serão apresentados a partir de fevereiro deste ano. No Brasil, a data de chegada da nova tecnologia ainda não está definida.

O primeiro Skincare Summit global da Avon:

A apresentação da última descoberta faz parte do primeiro Skincare Summit global da marca, um evento pensado para promover uma importante discussão sobre o passado, presente e futuro do skincare. Realizado em Nova Iorque, nos dias 29 e 30 de janeiro, para cerca de 50 jornalistas e influenciadores de 12 países, e com a presença de líderes da Avon de diferentes categorias como R&D, Inovação e Produto, o evento revelará a tecnologia e seu impacto sobre o mercado e sobre o ritual de cuidados com a pele.

O quem vem por aí:

Para o Brasil, o calendário de lançamentos de 2020 da Avon em cuidados com a pele do rosto vai reforçar os atributos de tecnologia e inovação de Renew, além de destacar o pioneirismo da marca com a introdução de soluções inéditas. “A Avon se concentra em estar um passo à frente quando se trata de inovações em cuidados com a pele. Por isso, todos os lançamentos de 2020 cumprem o objetivo de entregar tecnologia avançada em skincare acessível. O primeiro grande lançamento do ano, que chega em fevereiro no mercado, o Renew Triplo Ácido Hialurônico é um exemplo disso”, afirma Denise Figueiredo, diretora executiva das categorias de Skincare, Toiletries e Fragrâncias da Avon Brasil.

O Renew Triplo Ácido Hialurônico é um tratamento cosmético intensivo com concentração de 1.5% de ácido hialurônico que age no preenchimento de rugas e linhas finas, especialmente a longo prazo. Outro diferencial da fórmula é a combinação de três tamanhos de moléculas de ácido hialurônico que atuam desde a superfície até as camadas mais profundas, onde surgem as rugas.

Responsável por manter a pele lisa e firme, o ácido hialurônico é produzido naturalmente pelo organismo, mas sofre redução com o passar dos anos. O ativo é indicado pelos dermatologistas para ajudar no preenchimento dos espaços entre as células, no tratamento de linhas, rugas e flacidez e, ainda, na proteção e recuperação do colágeno.

renew triplo acido

O preço sugerido do Renew Triplo Ácido Hialurônico é R$ 119,90. Preço de lançamento: R$ 99,90

Vitamina C

“A Avon foi a primeira marca a estabilizar a vitamina C e, recentemente, trouxe para o mercado brasileiro o superconcentrado antioxidante Renew Vitamina C, que em três gotas por dia garante uma pele sempre radiante. Com mais de 1 milhão de unidades vendidas desde o lançamento, o produto teve sucesso absoluto e garantiu uma nova linha à base de vitamina C, com tônico e esfoliantes faciais”, complementa Denise.

A vitamina C é essencial para manter a pele radiante e, com ação antioxidante, reparar e evitar envelhecimento precoce, mas não é produzida pelo organismo. Por isso é tão importante incluí-la no ritual de beleza diário.

O Sérum Antioxidante Vitamina C protege contra o envelhecimento, uniformiza o tom e revitaliza a pele, garantindo viço e frescor. De uso diário e indicado após o gel de limpeza, o Tônico Facial com Vitamina C e Ácido Glicólico, por sua vez, completa a limpeza ao revigorar e remover as células mortas. Além disso, ilumina a pele e desperta a aparência contra o cansaço.

Para completar a linha, a Máscara Esfoliante Facial Térmica promove uma esfoliação térmica suave que ajuda a abrir os poros para facilitar o processo de remoção de impurezas. O resultado é uma pele renovada, macia e radiante. O preço sugerido para Sérum Antioxidante Vitamina C é R$ 99,99, o Tônico Facial com Vitamina C e ácido glicólico R$35,90 e a Máscara Esfoliante Facial Térmica R$ 42,90.

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Os produtos podem ser adquiridos com uma revendedora Avon ou pelo e-commerce.

Informações: SAC 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Seis em cada dez brasileiros gostariam de se alimentar com mais calma e tempo

Pesquisa revela o comportamento do brasileiro na hora das refeições em 2019 e quais são as mudanças de hábito para 2020

A saúde alimentar entrou no radar dos brasileiros. Como as pessoas observaram suas refeições de 2019, e agora como pretendem cuidar da saúde em 2020? Quais são suas expectativas? Pensando nisso, a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de consumo, entrevistou digitalmente mais de 1.800 brasileiros entre 16 e 75 anos em todo o país, que fazem no mínimo uma refeição fora de casa entre segunda e sexta, analisando o comportamento de cada refeição, café da manhã, almoço e jantar.

Café da Manhã

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Para 35% dos brasileiros entrevistados, o café da manhã deveria ser uma boa refeição, mas hoje não a consideram ideal. Entre os jovens esse número sobe para 41%. 64% dos brasileiros acreditam que poderiam ter mais tempo. 43% acreditam que esta refeição poderia ser mais saudável. 48% disseram que deveriam reduzir o açúcar. 38% gostariam de mais frutas. 32% variariam o cardápio, e 26% gostariam de comer menos pão.

81% dos brasileiros tomam o café da manhã em suas casas, e 67% tomam o segundo café no trabalho ou no local de estudo em até 2 horas após terem saído de casa. Neste segundo momento a escolha do brasileiro é o café puro.

Como expectativas para 2020, o brasileiro pretende beber mais sucos e leites e deixar o café preto para depois do almoço ou no lanche da tarde. Trocar os petiscos gordurosos por snacks saudáveis. Incluir grãos sem glúten, torradas integrais, geléias naturais e produtos orgânicos locais. Menos açúcar também foi citado, e para substituí-lo de manhã, o brasileiro pretende incluir mais frutas.

Almoço

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40% dos brasileiros almoçam fora de casa mais de 3x por semana, e esse número sobe para 49% entre jovens. Na hora do almoço, a pesquisa identificou que a maioria da reclamação é não conseguir manter uma dieta balanceada. Na hora de sair para almoçar, o brasileiro prefere restaurante a quilo, prato feito e buffet, respectivamente nessa ordem.

73% dos entrevistados disseram que poderiam montar pratos mais saudáveis nos restaurantes a quilo. 71% gostariam de reduzir o consumo de “frituras”. 68% dos brasileiros gostariam de poder comer com mais calma. 51% acreditam que poderiam reduzir o consumo de refrigerantes. 40% evitariam buffets, pois misturam muitos tipos de alimentos e 33% acreditam que poderiam consumir mais frutas.

Em 2019, o brasileiro já modificou um pouco seu comportamento na hora do almoço. 49% dos entrevistados introduziram mais saladas no prato, buscando uma alimentação melhor. Porém, 61% ainda acham que não é o suficiente, e querem melhorar ainda mais seu mix diário de alimentos.

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43% dos brasileiros com mais de 30 anos e 40% abaixo dos 30 anos, tentam se alimentar no dia a dia com marmitas que preparam em casa, visando economizar e se policiar para se alimentar saudavelmente. 61% consideram uma refeição completa na hora do almoço se ela é finalizada com uma sobremesa, fruta ou café.

E o que mais agrada e mais incomoda nos restaurantes? 69% dos entrevistados elogiaram os locais que tinham talhares, guardanapos e tempero na mesa; 73% dos brasileiros na hora de escolherem o restaurante para almoçar, tentam buscar opções onde suas roupas não fiquem com “cheiro de comida”. Na maioria das vezes não conseguem, e se conformam, mas acabam reclamando do local para outras pessoas.

O atendimento continua sendo um diferencial para o brasileiro. 66% dos brasileiros relacionam seu retorno ao local ao bom atendimento que tiveram. Nas cidades menores essa relação é ainda mais forte.

Como expectativas para 2020, o brasileiro gostaria de ter acesso a um conteúdo colaborativo, em que ele pudesse buscar mais informações sobre os alimentos que está consumindo, compartilhar suas experiências. Melhorar ainda mais o mix de opções do prato é um dos principais objetivos para o ano que vem. Os temperos naturais também foram citados, inclusive, reduzir sódio e condimentos, com molhos e temperos mais naturais e frescos. Um dos principais desejos do brasileiro para 2020 é conseguir fazer uma refeição com a família pelo menos uma vez por semana.

Jantar

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O jantar é a refeição mais praticada em casa pelo brasileiro. 77% jantam em suas casas no mínimo seis vezes por semana, entre brasileiros com mais de 30 anos, entre os brasileiros abaixo dos 30 esse número cai para 68%. Apesar de ser a refeição mais realizada nos lares brasileiros, é também a mais negligenciada. 56% dos brasileiros nem pensam no assunto até sentirem fome, entre os jovens brasileiros esse número sobe para 63%.

64% dos entrevistados acreditam que poderiam planejar o jantar antecipadamente. 43% disseram que poderiam comer algo mais leve e mais saudável. 49% gostariam de reduzir o pão e similares. 40% gostariam de evitar o consumo de comida pronta. 37% disseram que poderiam introduzir mais verduras e legumes, e 33% poderiam reduzir o consumo do café.

Segundo observado pela pesquisa, um dado chamou atenção: o pãozinho está presente no jantar tanto quanto no café da manhã. 81% dos entrevistados afirmaram ter o pão presente nas refeições noturnas. Ao menos uma pessoa da casa inclui esse alimento no jantar.

6 em cada 10 brasileiros gostariam de se alimentar mais cedo e mais leve, pois acreditam que dormiriam melhor desta forma. Nos jovens abaixo dos 30 anos, 7 em cada 10 pensam da mesma forma.

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Foto: C_Scott/Pìxabay

Para 2020, o brasileiro gostaria de ter um sono melhor, podendo se alimentar mais cedo, com mais saladas, e reduzindo consumo de cafeína. O lanchinho noturno, só se extremamente necessário, trocando o pão por alimentos mais saudáveis e leves, como barras de cereais, sementes frutas e leite. O brasileiro quer resgatar a refeição em família, e menos celulares a mesa.

Sobre delivery de comida, o brasileiro espera que em 2020 eles possam atender até mais tarde, porém com opções mais saudáveis do que pizzas e lanches.

Sobre a Hibou:

A Hibou é uma empresa especializada em pesquisa e monitoramento de mercado e consumo, existente há mais de 11 anos. A Hibou trabalha o tempo todo com informação e olhares inquietos sempre do ponto de vista do consumidor. A empresa produz conteúdo qualificado utilizando ferramentas proprietárias para aplicação de pesquisas e análises de profissionais com mais de 20 anos de experiência. A Hibou oferece pesquisas qualitativas, quantitativas; exploratórias; profundidade; de campo; duble de cliente; deskresearch; monitoramento de comportamento; presença de marca; expansão de região; expansão de mercado para produtos e serviços; teste de produto e hábitos de consumo.

34 milhões de brasileiros com mais de 50 anos estão insatisfeitos com a vida financeira

Pesquisa realizada pela Bradesco Seguros e Instituto Locomotiva mostra também que apenas 16% dos brasileiros acima dessa faixa etária estão conformados com a formação escolar

Dois terços dos brasileiros com mais de 50 anos — ou 34 milhões de pessoas nessa faixa etária — estão insatisfeitos com a vida financeira que possuem hoje. Esse é um dos dados do “Dossiê Longeratividade — O raio X dos brasileiros com mais de 50 anos”, apresentado durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros.

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Pixabay

Da mesma forma, oito em cada dez (84%) dessas pessoas se dizem insatisfeitas com a formação escolar que possuem — o que significa que, apesar da idade, elas ainda querem estudar.

Esta é a segunda edição da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e Bradesco Seguros, que ouviu mais de 2 mil pessoas em outubro deste ano.

O mesmo estudo mostra que a poupança ou outros investimentos financeiros não estão entre os principais hábitos dessa população na preparação para o futuro. Em uma escala composta por 11 itens, os relacionamentos com familiares e amigos e os cuidados com a saúde ainda são o foco de homens e mulheres na construção de um futuro mais longevo e com mais qualidade de vida.

Outro destaque diz respeito a uma mudança relevante na visão dos brasileiros e brasileiras com mais de 50 anos sobre a aposentadoria. Para a maior parcela dessa população, aposentar não significa, definitivamente, ficar em casa descansando. Os dados mostram que 67% concordam que as pessoas mais velhas devem ter ocupações que as façam se sentir úteis; enquanto 63% acreditam que pessoas ativas se sentem mais felizes.

“O desejo pela aposentadoria ativa é cada vez mais uma realidade e deve ser encarada como um desafio para o país, uma vez que hoje temos mais de um quarto da população, ou seja, cerca de 54 milhões de pessoas acima dos 50 anos”, reflete o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. Para ele, “os números não deixam dúvida de que os brasileiros maduros não pretendem parar depois de aposentados”.

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Segundo a pesquisa, 69% querem ter muitas atividades para fazer; 70% querem conviver com muitas pessoas e 72% pretendem sair muito de casa.

Mais do que ativos, os resultados da pesquisa mostram a disposição de praticamente 100% dessa população em continuar aprendendo coisas, sendo que mais da metade (67%) querem estudar depois de aposentados.

Esses dados guardam total sinergia com as discussões realizadas durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que reuniu, no dia 12 de novembro, em São Paulo, especialistas nacionais e internacionais em torno do tema “Aprendizagem ao longo da vida”.

O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, explica a escolha do tema: “Os novos contornos da sociedade, resultantes do acelerado crescimento da população longeva, impõem desafios imediatos. As inovações tecnológicas, os avanços da medicina e os novos ambientes de trabalho apontam para um futuro em que o conhecimento terá papel crucial para que o indivíduo se mantenha ativo, participativo e relevante para a sociedade”.

Dados demográficos

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O Brasil é um dos países onde a população é a que mais envelhece no mundo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida dos brasileiros está cada vez maior.

Hoje, um quarto da população brasileira tem 50 anos ou mais, ou seja, 54 milhões de pessoas, o equivalente à população inteira da Itália ou da África do Sul. Até 2050, 43% da população terá 50 anos ou mais – serão aproximadamente 98 milhões de pessoas com 50 anos ou mais em três décadas.

Fonte: Grupo Bradesco Seguros

Estudo revela o que as mulheres buscam quando viajam sozinhas

Pesquisa da Booking.com avalia o que pensam viajantes de Brasil, Argentina, Colômbia e México quando o assunto é o chamado turismo solo

O que buscam as mulheres na América Latina quando viajam? Segundo uma pesquisa* da Booking.com, as atividades preferidas das latino-americanas incluem visitar as atrações turísticas (74%) e caminhar pelas ruas da cidade (73%). Um número parecido (67%) aproveita as férias para conhecer a culinária local e mais da metade (58%) quer curtir a vida noturna do destino.

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Atividades como fazer compras e aproveitar programas culturais são mais a cara da turista brasileira: 58% delas dão prioridade a esses passeios, enquanto a média regional é de 52% e 51%, respectivamente. Conhecer gente (41%) e assistir a um evento específico durante a viagem são, no geral, as atividades menos apreciadas das turistas latino-americanas.

Quando estão sozinhas, a acomodação também vira uma prioridade para as viajantes, tanto que sete em cada dez latino-americanas buscam por um local limpo e confortável, em uma região mais central e que tenha boas avaliações de outros hóspedes.

Além disso, as turistas do continente buscam destinos com mais infraestrutura (68%), incluindo meios de transportes mais eficientes e ruas mais iluminadas, e mais policiamento em locais de maior circulação de pessoas e com vida noturna mais agitada (61%). Em seguida no ranking estão pacotes de turismo que incentivem passeios em grupos de mulheres (58%).

De modo geral, quando viajam com outras mulheres — inclusive, quase todas (97%) as viajantes da América Latina se dizem dispostas a se aventurar com amigas pela região -, essas turistas se sentem mais confortáveis para fazer passeios, especialmente à noite (63%), economizam ao dividir acomodação (57%) e se sentem mais seguras (48%). Em meio às brasileiras, estes números sobem, respectivamente, para 65%, 59% e 55%.

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*A pesquisa foi feita em março de 2019 com 4 mil respondentes de Brasil, México, Colômbia e Argentina, sendo mil por país, com homens e mulheres de 18 a +60 anos que já realizaram pelo menos duas viagens internacionais.

Fonte: Booking.com

Pesquisa aponta quais atributos de beleza são os mais importantes

Realizado em 27 países, estudo mostra que características mais comportamentais estão à frente das físicas

Para que uma pessoa seja considerada bonita, as características comportamentais podem ser mais importantes do que os atributos físicos, de acordo com a pesquisa Ipsos Global Attitudes Toward Beauty, que ouviu mais de 19 mil homens e mulheres em 27 países.

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O estudo pediu aos entrevistados que ranqueassem o grau de importância de 19 atributos de beleza. As características que lideram a lista são as mesmas para homens e mulheres, com diferenças apenas de ordem. A beleza masculina depende da gentileza (73%), dignidade (71%), inteligência (71%), alegria (69%) e autoconfiança (68%), enquanto a feminina tem como principais características a gentileza (71%), alegria (71%), dignidade (70%), autoconfiança (69%) e inteligência (66%).

Quando isolamos o Brasil, a autoconfiança e a dignidade aparecem como os atributos mais importantes, tanto para a beleza feminina quanto para a masculina. Para elas, essas características são apontadas por 79% dos entrevistados. Para eles, os dois atributos, empatados ainda com gentileza no topo do ranking, são citados por 78%.

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Globalmente, força é o único atributo físico que está entre os dez mais importantes citados pelas mulheres em relação à beleza masculina. No top 10 da beleza feminina, os homens consideram, ainda que no fim da lista, força, sensualidade e aparência do rosto.

“O Brasil segue a mesma tendência do resto do mundo. Esta é uma percepção bastante positiva e generosa do que significa beleza, onde valores intrínsecos e comportamentais se destacam”, diz Miriam Steinbaum, diretora na Ipsos.

No entanto, também é preciso considerar que as respostas levam em conta um pensamento mais abstrato e racional. “Quando as coisas parecem distantes, tendemos a pensar mais abstratamente e usar um processo mental mais racional e lógico. Mas, quando estamos vivendo algo na prática, pensamos mais concretamente. Se alguém pergunta o que a pessoa quer em um parceiro, estamos em uma situação abstrata – de modo que características menos aparentes tendem a ser mencionadas: “ele tem que ser gentil”, “tem que ser inteligente”, “tem que ter bom-humor”, comenta Greg Gwiasda, vice-presidente do Centro de Ciência Comportamental Global da Ipsos.

“Já quando a pessoa está, na prática, escolhendo um parceiro, num aplicativo de relacionamento, por exemplo, há uma necessidade muito imediata e termos mais concretos e relacionados à aparência podem se destacar – ‘um sorriso bonito’, ‘olhos sedutores’ e ”um tanquinho definido’ podem acabar se tornando novas prioridades”, completa Gwiasada.

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Outra constatação da pesquisa, quando o assunto é beleza, é a de que as mulheres são mais influenciadas por pessoas próximas do que pela mídia em geral. Para 49% das mulheres, as mães são grandes influenciadoras de suas rotinas de beleza, seguidas por amigas (48%) e irmãs e/ou outra parente (45%). Ao mesmo tempo, 34% se consideram influenciadas por vídeos online, 33% por revistas e material impresso e 31% por perfis do Instagram e outros sites de compartilhamento de fotos. “Se sentir-se bela(o) é componente vital da nossa autoestima, parece-nos bastante relevante que a proximidade, a identificação, despontem como parte desta construção do que é beleza para cada um de nós”, diz Miriam.

A pesquisa on-line foi realizada com 19 mil entrevistados em 27 países, incluindo o Brasil, entre 19 de abril e 3 de maio de 2019. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 p.p.

Fonte: Ipsos