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Long bob é o cabelo favorito do Brasil

O All Things Hair, canal de cabelos da Unilever, revela que o long bob é o cabelo mais popular do Brasil. O corte, considerado fácil de manter por muitas mulheres, apareceu com grande destaque quando analisada as palavras-chaves mais buscadas na internet quando se trata do assunto cabelo. Por meio da ferramenta SemRush verificou-se que de outubro de 2019 a setembro de 2020, o corte foi digitado no Google, em média, cerca de 165 mil vezes ao mês. 

“Eu acho que o long bob faz sucesso porque é prático. Não é tão longo, mas mesmo assim tem comprimento suficiente pra prendê-lo e dá um ar sofisticado a toda pessoa que o use”,  opina Virginia Barbosa, hair stylist do All Things Hair.

Janet Jackson na Ebony Magazine

A boxbraids também não ficaram atrás. O penteado registrou uma procura, em média, de 110 mil vezes, ao mês. A sua popularidade pode ser explicada pela grande popularidade da tendência natural dos últimos anos.  “Elas são a opção perfeita para quem tem fio cacheado e crespo e quer mudar o visual sem danificar os fios. Como a discussão sobre abandonar a progressiva e assumir o cabelo natural explodiu nos últimos anos, muitas mulheres que têm esses tipos de fios procuram formas para transição ou para mudar o visual”, explica Virginia. 

Entre as cores, o platinado se mostrou forte na pesquisa. Ele foi procurado cerca de 110 mil vezes ao mês. 

Região

Os cabelos mais populares também foram verificados, por meio do Google Trends, como aparecem nos 10 estados mais populosos do Brasil. O chanel de bico, por exemplo, teve a sua popularidade mais alta no estado de São Paulo, assim, como a cor chocolate. “Esse tom,  na verdade, já é um clássico. Diria que muita gente gosta pois é neutro e fica bom em todos os tons de pele”, opina Roma Rodrigues, sênior hairstylist do Retro Hair, em São Paulo. 

A trança boxeadora, por sua vez, parece fazer a cabeça das cariocas. O Google Trends aponta o Rio de Janeiro como o estado onde ela é mais popular. 

Os homens também estão procurando por estilos de cabelo na internet. O undercut, que foi buscado no Google, mensalmente, cerca de 33 mil vezes por todo o Brasil, se destacou mais no estado do Ceará. 

Fonte: All Things Hair

Pesquisa com mulheres negras revela que 70% estão insatisfeitas com maquiagem disponível

Levantamento de norte a sul do país traça um retrato do cenário atual delas na indústria de beleza e revela que 46% desistem de adquirir produtos por não encontrarem sua cor, entre outros dados

Hoje, o Brasil é o país que tem mais pessoas negras fora da África no mundo. Dos 209 milhões de brasileiros, atualmente, 56% são negros, grupo racial composto por pessoas que se classificam como pardas e pretas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além disso, segundo o Think Etnus é estimado é que, até 2023, 70% dos brasileiros se autodeclarem negros, como resultado do crescimento da autoafirmação e empoderamento. Apesar desse cenário, uma pesquisa inédita realizada pela Avon em parceria com a consultoria Grimpa, mostrou que 70% das mulheres negras entrevistadas, não estão satisfeitas com as opções de produtos específicos para o seu tipo de pele encontrados no mercado.

O levantamento realizado entre setembro e outubro de 2020, entrevistou mil mulheres pardas e pretas, entre 18 e 60 anos, de todas as classes sociais, e em todo o Brasil, para entender como é a relação delas com a maquiagem, especificamente base, pó e corretivo – que estão intimamente ligados ao tom de pele. Os números reforçam a atual falta de representatividade da mulher negra pela indústria de beleza.

Na busca um novo item de maquiagem, por exemplo, os problemas das mulheres pardas e pretas começam logo com um dos atributos mais básicos: a cor. 46% delas disseram que o principal motivo de desistirem da compra de uma base, pó ou corretivo é não encontrar o tom compatível com a sua pele.

A falta de opções faz com que as consumidoras negras limitem sua experiência de compra de novos produtos, pois, enquanto as mulheres brancas podem encontrar facilmente sua cor em diversas marcas e experimentar bases com diferentes efeitos e ativos, negras ainda estão preocupadas em encontrar produtos que ofereçam a compatibilidade de tom. Hoje, elas ainda encontram só o básico, mas querem opções melhores. Das entrevistadas, 61% dizem estar em busca de acabamento e fórmulas multifuncionais quando pesquisam uma base.

A carência de produtos compatíveis no mercado nacional acaba pesando no bolso delas. 56% procura opções importadas ocasionalmente ou sempre: 47% fazem isso porque consideram os produtos estrangeiros mais interessantes, 35% acreditam que eles têm mais qualidade e 17% encontram tons compatíveis apenas nas paletas de cores vindas do exterior. Além disso, 57% dizem que compram ou já tiveram que comprar mais de um tom de base para misturá-la a outras porque simplesmente não encontram um produto adequado à sua cor – tendo assim que gastar mais, personalizando a maquiagem.

As diferenças de comportamento de uso da maquiagem também aparecem quando olhamos para diferentes regiões brasileiras, idades e classes sociais. A maioria usa base em momentos especiais (55%), seguida pelas mulheres que usam todos os dias (45%). No Sul (61%) e Norte/Centro-Oeste (58%) está a maior proporção de mulheres que usam bases apenas em momentos especiais, enquanto no Sudeste o uso diário é mais comum, ocorrendo para 51% delas. Já quando analisamos as diferenças em relação a idade, vemos que para 53% das mulheres mais maduras, entre 50 e 60 anos, apenas algumas marcas de maquiagem as valorizam, já entre as mais jovens, de 18 a 29 anos, essa é a percepção de 47% das entrevistadas.

Apesar do cenário geral adverso da indústria de beleza, as mulheres negras consideram que a representatividade vem melhorando. 80% das entrevistadas disseram reconhecer ações que olham para suas necessidades e que as faça sentir valorizadas. Isso evidencia que o principal desafio imposto para as marcas hoje é tornar a representatividade exibida em sua comunicação e publicidade uma realidade em seus portfólios de produtos.

Construindo uma das estratégias de tonalidades mais diversificadas no mundo: com tecnologia humanizada, Avon transforma sua paleta de cores em um portfólio colaborativo de peles

Como resposta a esses aprendizados, somados a estudos e workshops realizados entre 2013 e 2019, a Avon muda sua paleta de cores de bases, pós e corretivos, lançando em novembro deste ano novos itens de maquiagem elaborados com as cores personalizadas para as peles pardas e pretas brasileiras: 7 tons da base líquida Power Stay e da Base Compacta, 10 novos tons de corretivo Power Stay, 2 tons de pós compactos, 1 tom de blush e 1 iluminador Face Drops.

A criação da paleta foi resultado do trabalho colaborativo entre a maquiadora Daniele Da Mata, uma das maiores experts em pele negra no Brasil, e a cientista norte-americana Candice Deleo-Novack, chefe de desenvolvimento de produtos para olhos, rosto e design técnico de produtos da Avon. A dupla conseguiu sintetizar em uma única paleta a maior gama possível de tons e subtons das peles brasileiras ao aportar um olhar humanizado para cada produto.

“Como uma empresa global, nos dá muito orgulho ver o Brasil liderando esse movimento de mudança dentro da companhia. Aprendemos uma nova forma de criar proporções de pigmentos com as mulheres brasileiras e isso se compara ao processo de, por exemplo, lançar uma coleção de alta costura, com roupas personalizadas para essas mulheres e suas características únicas e especiais. E foi esse trabalho sob medida que resultou em novas cores e em uma forma muito mais humana de desenvolvimento em laboratório”, diz a cientista Candice Deleo-Novack.

Além dos lançamentos que ocorrem este mês, ao longo de 2021 a Avon lançará mais 25 produtos com as novas cores para a consumidora parda e negra: 10 novos tons das bases Real Matte, 3 novos tons dos pós Real Matte, 1 nova cor de corretivo, 4 bases Ultramatte, 5 bases líquidas Matte Efeito Segunda Pele e 2 pós soltos com efeito matte.

“Foram oito meses de trabalho utilizando os aprendizados coletados no país em abordagens qualitativas e quantitativas para descobrir percepções, tensões e necessidades não atendidas da consumidora brasileira. Essa longa jornada culminou na nova paleta de cores para pós, bases e corretivos da Avon, que será lançada em novembro de 2020 primeiro nas bases Power Stay e base compacta, com cores da vida real levadas para as fórmulas. A paleta também será aplicada em todas as linhas da Avon até 2021”, explica Juliana Barros, diretora de marketing da categoria de maquiagem da Avon.

Os produtos complementam a oferta total de cores de maquiagem para a pele negra da Avon e selam o compromisso de fazer com que a experiência do consumidor com a marca seja cada vez mais completa. “Os novos itens conversam entre si, ou seja, os corretivos, bronzeadores, blushes e iluminadores foram testados extensivamente na pele das mulheres negras brasileiras para funcionarem em todas as nuances, do médio ao escuro”, afirma a cientista Candice Deleo-Novack.

No total, serão 53 produtos com as novas cores. Além disso, toda a paleta de bases, pós e corretivos ganha novos nomes, sinalizando tom e subtom em uma combinação de letra e número: o número faz referência ao tom (1 para o tom claro, 2 para o médio-claro, 3 para o médio, 4 para o médio-escuro e 5 para o escuro) e a letra faz referência ao subtom: “F” (frio), “N” (neutro) e “Q” (quente).

Todos os produtos Avon podem ser adquiridos por meio das revendedoras Avon ou pelo e-commerce. SAC: 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Pesquisa Herbalife revela que pessoas mudaram alimentação na quarentena

Consumo de frutas e vegetais aumentou nos últimos meses, assim como a procura por alimentos e receitas saudáveis

Após sete meses de confinamento em casa, parece que as pessoas começaram a tomar consciência sobre a necessidade de adotar uma boa alimentação para ter uma vida mais saudável. Pelo menos é isso que mostra uma Pesquisa Global Sobre Hábitos Alimentares na Pandemia encomendada pela Herbalife Nutrition e conduzida pela One Poll. O estudo foi realizado em 30 países, com um total de 28 mil indivíduos, entre eles 1.000 brasileiros.

O levantamento, realizado entre 22 de setembro e 6 de outubro, revelou que, globalmente, 41% das pessoas fizeram uma grande mudança em sua dieta. Entre as novas medidas alimentares adotadas pela população, estão o aumento no consumo de frutas e verduras (51%), a ingestão de mais alimentos à base de plantas (43%) e o esforço para comer menos carne (43%).

Segundo os resultados da pesquisa, para 49% dos entrevistados essa mudança só foi possível por conta do tempo extra em casa, que permitiu pesquisar mais sobre alimentos saudáveis, enquanto 45% usaram as horas livres para cozinhar mais e aprender novas receitas.

Ficar longe de influências negativas, como snacks e sobremesas disponíveis no ambiente de trabalho e nas idas aos restaurantes, foi outro ponto que parece ter contribuído com a mudança na alimentação de 31% dos pesquisados. Outros 39% dos entrevistados também disseram que aproveitaram esse tempo para fazer uma mudança positiva.

“As dietas plant based são uma tendência global. Observamos novas gerações cada vez mais conscientes sobre impacto de suas escolhas à saúde e ao meio ambiente. As evidências científicas suportam que dietas com predominância de grãos, cerais integrais, hortaliças e frutas estão associadas a longevidade e estilo de vida mais saudável. Dietas ricas em proteínas vegetais, por exemplo, diminuem as chances de doenças do coração”, coloca a nutricionista Carolina Pimentel, Membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife Nutrition do Brasil.

Outro dado apresentado pela pesquisa foi que 72% dos entrevistados comem carne como parte de sua dieta, 21% são “flexitarianos” e o restante, veganos ou vegetarianos. As dietas plant-based parecem ser uma tendência: 62% dos entrevistados no mundo disseram que gostariam de incorporar mais alimentos à base de plantas em seu cardápio, apesar de não saberem ao certo como começar.

O levantamento também mostrou que 46% disseram estar mais abertos em relação aos vegetais e opções de “carnes” preparadas à base de proteína vegetal durante a pandemia. E 43% dos entrevistados também acreditam que, ao longo da vida, a maioria das pessoas vai fazer uma dieta baseada em vegetais.

Hábitos alimentares dos brasileiros

A pesquisa sobre hábitos alimentares na pandemia encomendada pela Herbalife Nutrition também identificou algumas mudanças adotadas pelos brasileiros.

Segundo 47% dos entrevistados, sua alimentação foi modificada nos últimos meses e, para 73%, a pandemia ajudou a manter essa mudança.

Dentre as novas medidas alimentares adotadas pelos brasileiros, estão o aumento no consumo de frutas e verduras (50%), a ingestão de mais alimentos à base de plantas (45%) e o esforço para comer menos carne (46%). Aliás, a intenção de incorporar mais alimentos plant-based na dieta apareceu para 70% dos entrevistados, mas que também reveleram não saberem ao certo como começar.

Em relação ao consumo de açúcar, 32% dos entrevistados brasileiros disseram ter reduzido a ingestão, diante de 26% na amostra global.

Uma explicação para a mudança pode ser a necessidade de perda de peso, uma vez que a Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (PNS) divulgada neste mês pelo IBGE apontou que 60,3% da população brasileira acima dos 18 anos estão com excesso de peso.

“Atingimos o maior número de brasileiros com excesso de peso dos últimos anos. Todos precisamos repensar a importância do controle do peso por meio de uma alimentação saudável e prática diária de atividade física. Esta pesquisa aponta que os entrevistados já percebem a necessidade de mudar esses comportamentos”, finaliza a nutricionista Carolina.

Fonte: Herbalife Nutrition

Alimentação forte é estilo de vida flexível e prazeroso

Conceito de alimentação difundido pelo idealizador do site Emagrecerdevez.com se baseia no consumo de alimentos naturais, com foco na qualidade

Divulgada em 2018, pelo Ministério da Saúde, a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) constatou que o hábito alimentar do brasileiro vem se tornando cada vez mais saudável. Conforme o levantamento, o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 5%, de 2008 a 2017, e o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas diminuiu 52,8%, no mesmo período.

Não obstante, o estudo revela que quase 18,9% dos adultos brasileiros estão obesos (um em cada cinco pessoas) e que 54,5% da população das capitais brasileiras estão com excesso de peso. Levando em conta que a obesidade e o sobrepeso facilitam o desenvolvimento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, ainda há muito o que fazer no sentido de melhorar a condição de saúde do brasileiro de um modo geral.

Rodrigo Polesso, idealizador do site emagrecerdevez.com, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego, vem trabalhando há anos no sentido de melhorar os hábitos alimentares da pessoas, difundindo o conceito de “alimentação forte”.

O conceito é definido por Polesso como “estilo de vida flexível e prazeroso, fundamentado nos maiores níveis de evidência científica, que se baseia no consumo de ‘alimentos de verdade’, com foco na qualidade do que se come e não na quantidade, de forma a se atingir e se manter a boa forma, fortalecer a saúde, ganhar liberdade alimentar e viver sendo o seu absoluto melhor”.

De acordo com Polesso, em uma dieta alimentar correta deve-se privilegiar a qualidade em detrimento da quantidade. “‘Alimentação forte’ é uma filosofia que dá liberdade às pessoas para comerem os alimentos corretos, até se saciarem, atingindo e mantendo o peso ideal, sem se preocuparem com quantidade, porções, calorias etc”, explica.

alimentos frutas

Para entender a base da ‘alimentação forte’, é preciso saber diferenciar “alimentos de verdade” daquilo que Polesso denomina “substâncias comestíveis”. “‘Alimentos de verdade são, basicamente, aqueles encontrados na natureza, os mais nutritivos e que sempre fizeram parte da história do ser humano. ‘Substâncias comestíveis’ são alimentos industrializados tipicamente refinados ou ultraprocessados e pouco nutritivos”, explica o especialista em emagrecimento.

Exemplos de “alimentos de verdade” são: carnes, peixes, gorduras naturais (azeite de oliva, óleo de coco), sementes, laticínios integrais, castanhas, legumes, folhas e frutas. Já “substâncias comestíveis” são como açúcar, adoçantes artificiais, farináceos, massas e óleos vegetais.

Conforme Polesso, pouco a pouco, o ser humano foi perdendo a conexão com os alimentos naturais, que embasaram sua evolução como espécie. “Não é por coincidência, nem por milagre, que as pessoas estão cada vez mais obesas, doentes, sofrendo toda a sorte de problemas que antes eram raros”, afirma. Nesse sentindo, passar a ter um estilo de vida baseado em uma alimentação saudável, “é uma forma de desintoxicar o corpo das ‘substâncias comestíveis’ e regular o organismo e seu sistema hormonal” diz.

Um dos grandes benefícios da “alimentação forte”, de acordo com especialista em emagrecimento, é a possibilidade de não restringir os alimentos a serem ingeridos no dia a dia, o que traz mais flexibilidade em relação às rotinas alimentares que podem ser implementadas. “Pode-se ter uma ‘alimentação forte’, mais baixa em carboidratos ou mais generosa neles. Tudo depende do seu objetivo”, esclarece.

Conforme Polesso, muitos acabam sendo atraídos para esse estilo de vida porque desejam emagrecer, perder gordura, atingir e manter o peso ideal sem controle de calorias ou porções. “Mas, a ‘alimentação forte’ também é recomenda por quem deseja fortalecer a imunidade, recuperar a saúde, ser uma pessoa mais positiva”, destaca.

Para as pessoas que buscam adentrar ao universo da “alimentação forte”, rica em nutrientes, gorduras boas e baixa em carboidratos, Polesso dá dicas a respeito de alimentos que devem ser ingeridos e outros que devem ser evitados a qualquer custo.

Entre os saudáveis estão:

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– Salmão: rico em ômega 3, tipo de gordura poli-insaturada, benéfica para a saúde cardiovascular e cerebral;

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– Azeite de olivaextra virgem e abacate: alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a reduzir o nível de colesterol ruim no sangue;

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– Nozes e castanhas: ricos em fibras e gorduras boas;

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– Ovo: conforme Polesso, é um dos alimentos mais completos da natureza. “Muitas pessoas não comem ovos por conta do colesterol, mas o colesterol da alimentação tem pouca ligação com o do sangue”, diz.

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– Morango e frutas da mesma família, como amora e framboesa: representantes de frutas com baixo índice glicêmico são bem-vindas em uma alimentação nutritiva, mas baixa em carboidratos.

Entre os alimentos danosos à saúde, Polesso destaca:

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– Pão: possui alto índice glicêmico, ou seja, estimula bastante a glicemia, hormônio que favorece o armazenamento de gordura. Contém glúten, composto de proteínas bastante prejudicial a muitas pessoas, podendo causar problemas digestivos e intestinais. É pouco nutritivo.

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– Açúcar: grande vilão para quem deseja emagrecer, podendo ser encontrado em diversos alimentos como massa de tomate, sucos, doces, salgado e temperos;

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– Óleo vegetal (óleo de soja, de camomila, de milho etc.). Segundo Polesso, é extremamente pró-inflamatório, fraco em nutrientes, oxidante e contém resquícios de gordura trans. “Trata-se de uma aberração industrial”, afirma.

Metade dos paulistanos bebe cerveja e tem preferência por uma marca

Qual é a cerveja preferida dos paulistanos? Essa foi a principal pergunta de uma pesquisa feita pelo Méliuz. A empresa, líder no segmento de cashback no Brasil, entrevistou mais de mil moradores da capital para entender os hábitos de consumo da bebida.

Mais da metade dos paulistanos costuma beber cerveja (53,4%) e um quarto dos beer lovers tem o costume de comprar a bebida uma vez por semana. No entanto, a principal frequência para a compra é de uma vez ao mês (36,4%).

A marca mais consumida, em São Paulo, é a Heineken, que é a cerveja preferida por 46,6% dos paulistanos. Nos bares e nas residências também marcam presença a Budweiser (29,9%), a Skol (25,6%) e a Stella Artois (25,2%), além das cervejas artesanais, que é a pedida de 22,4% dos entrevistados.

A margem de diferença entre a primeira e a segunda colocada foi de 16,7%, o que mostra o grande destaque da Heineken perante a concorrência, na cidade de São
Paulo.

Outro destaque interessante apontado pela pesquisa ficou por conta das artesanais, compradas por 22,4% dos amantes de cerveja, inclusive desbancando outras marcas tradicionalmente conhecidas pelo Brasil, como Original, Brahma, Bohemia e Antarctica.

Para celebrar a paixão dos paulistanos, o Méliuz lançou uma página especial que explica o universo cervejeiro e todos os detalhes da pesquisa. Além disso, a plataforma de cupons de desconto e cashback conta com parceiros que vendem e entregam a gelada.

Confira a pesquisa sobre a cerveja preferida dos paulistanos clicando aqui.

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Doenças raras: importância do diagnóstico precoce e de tratamento são desconhecidos no Brasil

Pesquisa inédita realizada pelo Ibope Inteligência aponta que boa parte da população ignora causas e oferta de cuidados gratuitos por meio do SUS

As informações sobre as doenças raras e a percepção que a sociedade tem sobre elas também são dados pouco comuns no Brasil. Para desmistificar esse cenário, a pesquisa Doenças Raras no Brasil – diagnóstico, causas e tratamento sob a ótica da população apresenta um levantamento inédito, realizado em diferentes regiões do País, que pode contribuir para destacar as lacunas que atrapalham a identificação dos casos e impactam no prognóstico dessas pessoas, trazendo fortes consequências para os pacientes e suas famílias, bem como para os sistemas de saúde.

Dúvidas sobre a importância do diagnóstico precoce, desconhecimento sobre a oferta de tratamentos gratuitos e desinformação a respeito do papel da hereditariedade em muitas dessas enfermidades constituem alguns dos pontos de atenção evidenciados pela pesquisa, que foi aplicada pelo Ibope Inteligência a 2 mil brasileiros, a partir dos 18 anos de idade, em uma parceria com a Pfizer. Participaram do trabalho várias regiões metropolitanas do Brasil: Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre. Em São Paulo, a amostra de entrevistados foi colhida na capital.

“Estamos falando de enfermidades que, juntas, afetam milhões de brasileiros. Em geral são quadros graves, de difícil identificação. Vários desses pacientes acabam levando muito tempo para obter um diagnóstico, o que dificulta o tratamento. Sabemos que existe muita desinformação sobre esse universo, mas há também uma forte carência de dados disponíveis. Por isso, o novo levantamento tem uma grande relevância”, afirma a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine.

Diagnóstico precoce

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iStock

Identificar precocemente uma doença rara pode fazer diferença na qualidade e no tempo de vida de muitos pacientes. Por outro lado, grande parte das pessoas não está convencida a respeito desse benefício. Quase metade dos entrevistados, ou 42% da amostra, tem dúvidas sobre a relevância dessa medida: 23% dizem que não sabem avaliar se a medida seria efetiva e cerca de um a cada cinco acredita, erroneamente, que “o diagnóstico precoce não faria diferença para as doenças raras, uma vez que a maioria dessas enfermidades não tem cura”.

“Grande parte dessas doenças progride com o passar do tempo, apresentando um aumento na intensidade dos sintomas e um risco maior de levar o paciente a um quadro de incapacidade. Por isso, é preciso conscientizar a população a respeito da importância do diagnóstico precoce. Muitas vezes, ao identificar a doença logo após os primeiros sintomas, o médico consegue controlar o quadro, retardando o seu avanço e evitando os danos irreversíveis”, comenta Márjori.

Tratamento

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A maioria das pessoas ouvidas pela pesquisa também demonstra desconhecimento a respeito do enfrentamento das doenças raras no Brasil. Quase um terço dos participantes (28%) não tem nenhuma informação sobre o tratamento dessas enfermidades, enquanto um a cada cinco acredita, de forma equivocada, que nenhum dos tratamentos disponíveis no Brasil é oferecido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para alguns dos entrevistados existe a crença de que é possível tratar doenças raras apenas fora no Brasil, em países da Europa ou nos Estados Unidos: essa é a percepção de 12% dos ouvidos em Fortaleza, número superior à média geral das regiões entrevistadas, que é de 8%. Em Porto Alegre, porém, essa taxa cai para 6%. Salvador, contudo, apresenta o menor porcentual de entrevistados que dizem saber que alguns tipos de doenças raras contam com tratamento pela rede pública: 36% têm essa informação, ante 43% na capital gaúcha, como mostra a tabela abaixo:

Tabela 1 (002)

Atualmente, o SUS conta com 36 Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) para doenças raras, com orientações que levam em conta as enfermidades desse segmento que são consideradas prioritárias para o Brasil pelo governo, como a polineuropatia amiloidótica familiar (PAF)¹, mais comum em descendentes de portugueses2. Grande parte desses tratamentos tem o objetivo de controlar a doença, mas não há cura para a maioria desses quadros. Esse é, contudo, outro ponto de confusão entre os respondentes da pesquisa: mais de um quarto dos entrevistados (26%) acredita que a maioria das doenças raras pode ser curada, taxa que sobe para 28% entre aqueles com 55 anos ou mais de idade¹.

Causas e fatores de risco

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Os dados da pesquisa também indicam que grande parte da amostra (65%) reconhece que a maioria das doenças raras é de origem genética. Por outro lado, uma parcela considerável dos entrevistados afirma desconhecer as causas dessas enfermidades: esse porcentual chega a 20% entre aqueles com 55 anos ou mais.

A relação de algumas dessas enfermidades com regiões específicas ou determinadas etnias constitui outro ponto ignorado por parte da amostra: 32% das pessoas dizem que a possibilidade de prevalência de algumas doenças raras em indivíduos de origem portuguesa, por exemplo, seria um mito, ao passo que outros 39% não sabem responder sobre a predominância de alguns desses quadros na população negra, como é o caso da doença falciforme.

Em outro aspecto, menos de um terço dos entrevistados está consciente de que algumas doenças raras estão relacionadas ao envelhecimento: apenas 29% dos indivíduos ouvidos reconhecem essa possibilidade, enquanto 32% não sabem opinar a esse respeito e 39% consideram essa associação um mito. “De fato, algumas doenças raras apresentam uma prevalência maior na população acima dos 60 anos, como é o caso da amiloidose cardíaca”, exemplifica Márjori.

Ainda em relação à amiloidose cardíaca, apenas 11% dos entrevistados disseram que associariam os sintomas da insuficiência cardíaca (condição que costuma acometer esses pacientes, com falta de ar, cansaço e inchaço nos pés)³ com a possibilidade de ter uma doença rara, uma vez que muitos desses sinais também podem estar ligados a enfermidades bem mais conhecidas, sobretudo as cardiovasculares. No Rio de Janeiro, por exemplo, que abriga um grande porcentual de idosos, 46% dos entrevistados disseram que não fariam essa associação.

Quando perguntados de forma específica sobre as amiloidoses, 73% dos respondentes afirmaram desconhecer totalmente esse grupo de enfermidades. Por outro lado, na pergunta identificada no quadro abaixo, dois tipos de amiloidoses são apontadas como enfermidades raras pelo público pesquisado em uma lista apresentada com outras enfermidades desse segmento, como hemofilia e esclerose múltipla:

Tabela 2 (002)
Hereditariedade e planejamento familiar

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A literatura médica indica que grande parte das doenças raras é hereditária, ou seja, pode ser transmitida entre as gerações de uma mesma família. Mas essa relação não está clara para muitos dos entrevistados. Entre aqueles de 25 a 34 anos, faixa etária em que o planejamento familiar é assunto frequente, metade dos respondentes ou acredita que essa associação é falsa ou não consegue avaliar sua veracidade. Tanto em São Paulo quanto em Fortaleza, menos da metade dos indivíduos ouvidos (48%) estão conscientes sobre o componente de hereditariedade de muitas dessas doenças.

Ainda em relação aos participantes de 25 a 34 anos, 46% deles desconhecem a possibilidade de evitar a transmissão aos filhos de alterações genéticas associadas às doenças raras a partir de técnicas de reprodução assistida. A taxa é acima da média geral de todos os participantes, que fica em 42%. Por outro lado, também a respeito do planejamento familiar, cerca de um terço do total de entrevistados tem percepções equivocadas sobre as uniões consanguíneas (quando há algum grau de parentesco entre as partes): 22% não sabem dizer se esse fator aumenta o risco de doenças raras nos filhos e 9% estão convictos de que essa associação seria falsa.

Especialidades médicas

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Os resultados indicam, ainda, que a dimensão das doenças raras não é bem compreendida. Pelo menos metade da amostra não sabe avaliar se existem milhares dessas enfermidades ou se haveria poucas dezenas delas. De todo modo, um traço demonstra ser muito bem assimilado pelos participantes: a gravidade dessas doenças. Mais de 70% dos respondentes concordam que essas enfermidades costumam se agravar com o passar do tempo, podendo levar à incapacidade física.

Quando questionados sobre a reação que teriam caso recebessem o diagnóstico de uma doença rara, muitos entrevistados (27% da amostra) demonstram preocupação com a possibilidade de perder a liberdade para as tarefas do dia a dia. Essa foi a principal resposta dos respondentes para essa pergunta. Além disso, 20% deles afirmaram que, se estivessem nessa situação, provavelmente dariam mais valor às pessoas e questões que realmente importam.

Em relação ao auxílio médico, os resultados evidenciam que a população entrevistada carece de informações sobre as especialidades médicas mais indicadas para investigar sinais sugestivos de uma doença rara. Expostos à situação hipotética de descobrir uma enfermidade desse tipo em seu histórico familiar, 35% dos participantes afirmaram que, nessas condições, buscariam um médico mesmo se não apresentassem qualquer sintoma (mas, apesar da iniciativa, não saberiam qual especialidade buscar).

Apenas 1% dos respondentes mencionou a possibilidade de consultar um neurologista mediante a descoberta de uma doença rara em algum membro da família. Em algumas praças, contudo, a figura do geneticista ganha maior expressividade nas respostas para essa pergunta: em Porto Alegre, por exemplo, essa especialidade foi citada por 14% dos entrevistados, taxa que cai para 7% em Fortaleza. De modo geral, entre aqueles que especificam qual médico seria procurado, o clínico geral se destaca, quase um quinto da amostra mencionou essa opção, como demonstra o quadro abaixo:

Tabela 3 (002)
Referências:
1. Ministério da Saúde. Disponível para acesso em : http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/doencas-raras.
2. Planté-Bordeneuve V, Said G. Familial amyloid polyneuropathy. Lancet Neurol. 2011;10(12):1086-1097. doi:10.1016/S1474-4422(11)70246-0 .
3. Donnelly JP, Hanna M. Cardiac amyloidosis: An update on diagnosis and treatment . Cleve Clin J Med. 2017;84(12 Suppl 3):12-26. doi:10.3949/ccjm.84.s3.02

Covid-19: 18% acreditam na eficácia da hidroxicloroquina e 7% acham que alho protege

Estudo da Ipsos mediu crença dos brasileiros em diferentes teorias a respeito do novo coronavírus

Um estudo realizado pela Ipsos em 16 países avaliou o grau de aceitação da sociedade sobre diferentes teorias a respeito da transmissão do novo coronavírus. Aos participantes do levantamento, foram apresentadas nove menções a serem classificadas como verdadeiras ou falsas.

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A teoria mais aceita globalmente é a de que o vírus pode sobreviver por até três dias em superfícies. No Brasil, 61% acreditam na premissa. O Reino Unido e o Canadá, ambos com 69%, são os países cujos entrevistados mais corroboram a hipótese. Por outro lado, na China, somente 39% classificam a alegação como verdadeira.

Outra hipótese com um índice alto de aceitação é a de que a Covid-19 pode ser transmitida por pacotes e caixas enviados do exterior. Entre os ouvidos brasileiros, 45% concordam com a tese. Aqueles que mais acreditam são os indianos (54%) e os que menos, italianos (11%).

Drogas e medicinas alternativas

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Para 18% dos entrevistados no Brasil, a hidroxicloroquina é uma cura para o novo coronavírus. A Índia é o país com maior confiança na teoria: 37%. No Reino Unido, em contrapartida, só 2% creem na eficácia da droga para o tratamento da doença.

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Passando de fármacos para medicamentos alternativos, 7% dos brasileiros acham ser verdadeira a premissa de que comer alho protege contra a infecção por Covid-19. O percentual mais alto de confiabilidade é indiano, com 34%, e o mais baixo é britânico (2%).

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Além disso, dois em cada 10 ouvidos (22%) no Brasil categorizam como verdadeira a alegação de que expor-se ao sol ou a altas temperaturas previne a Covid. Pela terceira vez, é a Índia quem mais concorda (35%) e o Reino Unido é quem menos concorda (9%).

Crianças, animais e tecnologia

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No Brasil, um em cada dez (11%) acha que crianças não podem ser contaminadas pela Covid-19. Entre os 16 países participantes do estudo, o México é aquele cujos entrevistados mais consideram a teoria verdadeira: são 17%. Já no Japão, é apenas 1%.

Ainda falando sobre imunidade, 19% dos brasileiros acreditam ser verdade que, se um teste de anticorpos mostrar que uma pessoa foi previamente exposta ao vírus, ela não corre o risco de ser contaminada novamente. Na Alemanha, 28% corroboram a alegação; no Japão, somente 4%.

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Com relação aos métodos de propagação do coronavírus, de acordo com a pesquisa, 17% dos entrevistados no Brasil creem que animais de estimação podem transmitir Covid-19. A China é a nação que mais aceita a teoria, com 40%. Na Itália, só 6% concordam com a afirmação. Por fim, 5% dos brasileiros assumem ser verdade que a tecnologia 5G é transmissora da Covid-19. Na Índia, onde há maior adesão à hipótese, são 15%; no Reino Unido, com menor adesão, apenas 2%.

A 15ª onda da pesquisa on-line Ipsos Essentials foi realizada com 16 mil adultos de 16 países entre os dias 28 a 31 de maio de 2020. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 p.p..

Fonte: Ipsos

Novo coronavírus é capaz de infectar neurônios humanos

Karina Toledo | Agência Fapesp

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabam de confirmar, por meio de experimentos feitos com cultura de células, que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) é capaz de infectar neurônios humanos.

A infecção e o aumento da carga viral nas células nervosas foram confirmados pela técnica de PCR em tempo real, a mesma usada no diagnóstico da Covid-19 em laboratórios de referência. O grupo coordenado pelo professor do Instituto de Biologia Daniel Martins-de-Souza também confirmou que os neurônios expressam a proteína ACE-2 (enzima conversora de angiotensina 2, na sigla em inglês), molécula à qual o vírus se conecta para invadir as células humanas. Nos próximos dias, a equipe pretende investigar de que modo o funcionamento dessas células nervosas é alterado pela infecção.

A pesquisa está sendo conduzida no âmbito de um projeto aprovado pela Fapesp na chamada “Suplementos de Rápida Implementação contra Covid-19”, como parte da força-tarefa criada pela Unicamp (leia mais aqui).

“Vamos comparar as proteínas e demais metabólitos presentes nas culturas celulares antes e após a infecção. A ideia é observar como o padrão das moléculas muda e, com base nessa informação, tentar contar a história de como o vírus atua no sistema nervoso central”, explica Martins-de-Souza à Agência Fapesp.

No experimento, realizado pela pós-doutoranda Fernanda Crunfli, foram usados uma linhagem celular cerebral humana e também neurônios humanos obtidos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (IPS, na sigla em inglês).

O método consiste, inicialmente, em reprogramar células adultas – que podem ser provenientes da pele ou de outro tecido de fácil acesso – para fazê-las assumir estágio de pluripotência semelhante ao de células-tronco embrionárias. Esta primeira parte foi realizada no laboratório do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Stevens Rehen, no Instituto DOR de Pesquisa e Ensino. Em seguida, o time de Martins-de-Souza induziu, por meio de estímulos químicos, as células IPS a se diferenciarem em células-tronco neurais – um tipo de célula progenitora que pode dar origem a diversas células do cérebro, como neurônios, astrócitos e oligodendrócitos.

“Também estamos começando testes com astrócitos humanos e, em breve, saberemos se o vírus infecta essas células, que dão suporte ao funcionamento dos neurônios e são as mais abundantes do sistema nervoso central”, conta Martins-de-Souza.

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Testes estão sendo feitos em cultura de células por pesquisadores da Unicamp para investigar como a infecção muda o padrão de proteínas e outros metabólitos presentes nas amostras (imagem: neurônios derivados de células-tronco neurais / Giuliana S. Zuccoli)

Efeitos no cérebro

Como explica Martins-de Souza, estudos feitos em outros países sugerem que o SARS-CoV-2 tem tropismo pelo sistema nervoso central, ou seja, uma certa propensão a infectar as células nervosas. “Mas ainda não sabemos se o vírus realmente consegue atravessar a barreira hematoencefálica [estrutura que protege o cérebro de substâncias tóxicas e patógenos presentes na circulação sanguínea] e, caso consiga, que tipo de impacto pode causar no tecido nervoso. Tentaremos buscar pistas que ajudem a elucidar essas dúvidas”, diz o pesquisador.

Os experimentos in vitro com isolados virais estão sendo feitos no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (Leve) do Instituto de Biologia da Unicamp, que tem nível 3 de biossegurança (em uma escala que vai até 4) e é coordenado pelo pesquisador José Luiz Proença Módena.

Participam dos testes os pós-graduandos Gabriela Fabiano de Souza e Stéfanie Primon Muraro, orientandas de Módena, e Ana Campos Codo e Gustavo Gastão Davanzo, sob a orientação do professor Pedro Moraes Vieira.

Os testes de metabolômica e proteômica serão conduzidos no Laboratório de Neuroproteômica, coordenado por Martins-de-Souza, pelos pós-doutorandos Victor Corasolla Carregari e Pedro Henrique Vendramini. Para isso, será usado um espectrômetro de massas, equipamento capaz de discriminar diferentes substâncias presentes em uma solução com base no peso molecular de cada uma.

“Além de investigar se a quantidade de uma determinada proteína na amostra aumenta ou diminui após a infecção, também pretendemos avaliar como está o nível de fosforilação e de glicosilação das moléculas. Esses dois mecanismos bioquímicos são usados pela célula para ativar ou desativar rapidamente a função desempenhada pelas proteínas. Isso nos dará pistas sobre as vias metabólicas que são alteradas nos neurônios em resposta ao novo coronavírus”, conta Martins-de-Souza.

Manifestações neurológicas

Em um vídeo divulgado no site da Unicamp, o neurologista Li Li Min comenta as manifestações neurológicas já observadas em pacientes com Covid-19, entre elas perda de olfato e paladar, confusão mental, derrame e dor muscular (sem relação com alguma lesão no músculo).

Segundo o pesquisador, estima-se que até 30% dos infectados pelo novo coronavírus possam apresentar algum sintoma neurológico. Min é coordenador de Educação e Difusão do Conhecimento do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiado pela Fapesp.

Avon, em parceria com universidade, desenvolve tecnologia inovadora para estímulo do colágeno

Descoberta do Protinol promete revolucionar o futuro do mercado global de skincare com a primeira solução capaz de aumentar dois tipos de colágeno, o I e o III

A Avon, primeira marca a estabilizar a vitamina C em 1996, volta a revolucionar os cuidados com a pele com o lançamento global de uma tecnologia inédita e patenteada, o Protinol. Desenvolvido em parceria com a Universidade de Manchester, ele é capaz de impulsionar a produção de colágeno tipo I e tipo III. Também conhecido como colágeno de bebês, o tipo III fornece uma estrutura para o colágeno tipo I e, juntos, formam uma poderosa teia capaz de estimular o desenvolvimento de uma matriz de pele firme e com elasticidade.

Quase 80% da pele é composta por colágeno. Quando equilibrados, os tipos I e III são responsáveis pela estrutura e firmeza da pele. No entanto, por volta dos 25 anos, o colágeno tipo I é reduzido em cerca de 1% ao ano, enquanto o colágeno tipo III começa a se esgotar ainda na infância. Para se ter uma ideia, em bebês, a proporção de colágeno tipo I e III é de 1:1; aos 25 anos, de 2:1, e aos 40 anos, de 3:1, o que resulta em perda da elasticidade. O poder da tecnologia da Avon está no estímulo desse equilíbrio, devolvendo a firmeza perdida.

De acordo com Anthony Gonzalez, diretor regional de Desenvolvimento de Produtos para Cuidados com a Pele e Maquiagem da Avon, estimular a produção de ambos os colágenos ao mesmo tempo era uma solução desconhecida no mercado de beleza até agora: “Enquanto a maioria dos produtos se concentra em aumentar apenas o colágeno tipo I, a nossa mais recente descoberta do Protinol™ aumenta a produção de colágeno tipo I e III, redefinindo a matriz da pele para ficar mais próxima daquela encontrada em bebês, com mais firmeza”.

Os resultados impressionantes foram uma surpresa inclusive para a equipe de especialistas da Avon. “Quando descobrimos os benefícios dessa tecnologia, enviamos uma amostra para nossos parceiros na Universidade de Manchester, Reino Unido. Após os testes, perceberam que o Protinol™era capaz de elevar a proporção de ambos os tipos de colágeno, tornando-se uma descoberta maior do que prevíamos. A solução tem a capacidade de fazer uma mudança profunda na ciência de skincare, realmente transformando o comportamento da pele”, conclui Gonzalez.

“Esta é a primeira vez que eu vejo um aumento significativo do colágeno III em um tratamento tópico”, completa Ardeshir Bayat, cientista clínico, pesquisador e professor sênior da Universidade de Manchester.

A novidade faz parte de um calendário contínuo de diversos lançamentos que serão apresentados a partir de fevereiro deste ano. No Brasil, a data de chegada da nova tecnologia ainda não está definida.

O primeiro Skincare Summit global da Avon:

A apresentação da última descoberta faz parte do primeiro Skincare Summit global da marca, um evento pensado para promover uma importante discussão sobre o passado, presente e futuro do skincare. Realizado em Nova Iorque, nos dias 29 e 30 de janeiro, para cerca de 50 jornalistas e influenciadores de 12 países, e com a presença de líderes da Avon de diferentes categorias como R&D, Inovação e Produto, o evento revelará a tecnologia e seu impacto sobre o mercado e sobre o ritual de cuidados com a pele.

O quem vem por aí:

Para o Brasil, o calendário de lançamentos de 2020 da Avon em cuidados com a pele do rosto vai reforçar os atributos de tecnologia e inovação de Renew, além de destacar o pioneirismo da marca com a introdução de soluções inéditas. “A Avon se concentra em estar um passo à frente quando se trata de inovações em cuidados com a pele. Por isso, todos os lançamentos de 2020 cumprem o objetivo de entregar tecnologia avançada em skincare acessível. O primeiro grande lançamento do ano, que chega em fevereiro no mercado, o Renew Triplo Ácido Hialurônico é um exemplo disso”, afirma Denise Figueiredo, diretora executiva das categorias de Skincare, Toiletries e Fragrâncias da Avon Brasil.

O Renew Triplo Ácido Hialurônico é um tratamento cosmético intensivo com concentração de 1.5% de ácido hialurônico que age no preenchimento de rugas e linhas finas, especialmente a longo prazo. Outro diferencial da fórmula é a combinação de três tamanhos de moléculas de ácido hialurônico que atuam desde a superfície até as camadas mais profundas, onde surgem as rugas.

Responsável por manter a pele lisa e firme, o ácido hialurônico é produzido naturalmente pelo organismo, mas sofre redução com o passar dos anos. O ativo é indicado pelos dermatologistas para ajudar no preenchimento dos espaços entre as células, no tratamento de linhas, rugas e flacidez e, ainda, na proteção e recuperação do colágeno.

renew triplo acido

O preço sugerido do Renew Triplo Ácido Hialurônico é R$ 119,90. Preço de lançamento: R$ 99,90

Vitamina C

“A Avon foi a primeira marca a estabilizar a vitamina C e, recentemente, trouxe para o mercado brasileiro o superconcentrado antioxidante Renew Vitamina C, que em três gotas por dia garante uma pele sempre radiante. Com mais de 1 milhão de unidades vendidas desde o lançamento, o produto teve sucesso absoluto e garantiu uma nova linha à base de vitamina C, com tônico e esfoliantes faciais”, complementa Denise.

A vitamina C é essencial para manter a pele radiante e, com ação antioxidante, reparar e evitar envelhecimento precoce, mas não é produzida pelo organismo. Por isso é tão importante incluí-la no ritual de beleza diário.

O Sérum Antioxidante Vitamina C protege contra o envelhecimento, uniformiza o tom e revitaliza a pele, garantindo viço e frescor. De uso diário e indicado após o gel de limpeza, o Tônico Facial com Vitamina C e Ácido Glicólico, por sua vez, completa a limpeza ao revigorar e remover as células mortas. Além disso, ilumina a pele e desperta a aparência contra o cansaço.

Para completar a linha, a Máscara Esfoliante Facial Térmica promove uma esfoliação térmica suave que ajuda a abrir os poros para facilitar o processo de remoção de impurezas. O resultado é uma pele renovada, macia e radiante. O preço sugerido para Sérum Antioxidante Vitamina C é R$ 99,99, o Tônico Facial com Vitamina C e ácido glicólico R$35,90 e a Máscara Esfoliante Facial Térmica R$ 42,90.

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Os produtos podem ser adquiridos com uma revendedora Avon ou pelo e-commerce.

Informações: SAC 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Seis em cada dez brasileiros gostariam de se alimentar com mais calma e tempo

Pesquisa revela o comportamento do brasileiro na hora das refeições em 2019 e quais são as mudanças de hábito para 2020

A saúde alimentar entrou no radar dos brasileiros. Como as pessoas observaram suas refeições de 2019, e agora como pretendem cuidar da saúde em 2020? Quais são suas expectativas? Pensando nisso, a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de consumo, entrevistou digitalmente mais de 1.800 brasileiros entre 16 e 75 anos em todo o país, que fazem no mínimo uma refeição fora de casa entre segunda e sexta, analisando o comportamento de cada refeição, café da manhã, almoço e jantar.

Café da Manhã

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Para 35% dos brasileiros entrevistados, o café da manhã deveria ser uma boa refeição, mas hoje não a consideram ideal. Entre os jovens esse número sobe para 41%. 64% dos brasileiros acreditam que poderiam ter mais tempo. 43% acreditam que esta refeição poderia ser mais saudável. 48% disseram que deveriam reduzir o açúcar. 38% gostariam de mais frutas. 32% variariam o cardápio, e 26% gostariam de comer menos pão.

81% dos brasileiros tomam o café da manhã em suas casas, e 67% tomam o segundo café no trabalho ou no local de estudo em até 2 horas após terem saído de casa. Neste segundo momento a escolha do brasileiro é o café puro.

Como expectativas para 2020, o brasileiro pretende beber mais sucos e leites e deixar o café preto para depois do almoço ou no lanche da tarde. Trocar os petiscos gordurosos por snacks saudáveis. Incluir grãos sem glúten, torradas integrais, geléias naturais e produtos orgânicos locais. Menos açúcar também foi citado, e para substituí-lo de manhã, o brasileiro pretende incluir mais frutas.

Almoço

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40% dos brasileiros almoçam fora de casa mais de 3x por semana, e esse número sobe para 49% entre jovens. Na hora do almoço, a pesquisa identificou que a maioria da reclamação é não conseguir manter uma dieta balanceada. Na hora de sair para almoçar, o brasileiro prefere restaurante a quilo, prato feito e buffet, respectivamente nessa ordem.

73% dos entrevistados disseram que poderiam montar pratos mais saudáveis nos restaurantes a quilo. 71% gostariam de reduzir o consumo de “frituras”. 68% dos brasileiros gostariam de poder comer com mais calma. 51% acreditam que poderiam reduzir o consumo de refrigerantes. 40% evitariam buffets, pois misturam muitos tipos de alimentos e 33% acreditam que poderiam consumir mais frutas.

Em 2019, o brasileiro já modificou um pouco seu comportamento na hora do almoço. 49% dos entrevistados introduziram mais saladas no prato, buscando uma alimentação melhor. Porém, 61% ainda acham que não é o suficiente, e querem melhorar ainda mais seu mix diário de alimentos.

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43% dos brasileiros com mais de 30 anos e 40% abaixo dos 30 anos, tentam se alimentar no dia a dia com marmitas que preparam em casa, visando economizar e se policiar para se alimentar saudavelmente. 61% consideram uma refeição completa na hora do almoço se ela é finalizada com uma sobremesa, fruta ou café.

E o que mais agrada e mais incomoda nos restaurantes? 69% dos entrevistados elogiaram os locais que tinham talhares, guardanapos e tempero na mesa; 73% dos brasileiros na hora de escolherem o restaurante para almoçar, tentam buscar opções onde suas roupas não fiquem com “cheiro de comida”. Na maioria das vezes não conseguem, e se conformam, mas acabam reclamando do local para outras pessoas.

O atendimento continua sendo um diferencial para o brasileiro. 66% dos brasileiros relacionam seu retorno ao local ao bom atendimento que tiveram. Nas cidades menores essa relação é ainda mais forte.

Como expectativas para 2020, o brasileiro gostaria de ter acesso a um conteúdo colaborativo, em que ele pudesse buscar mais informações sobre os alimentos que está consumindo, compartilhar suas experiências. Melhorar ainda mais o mix de opções do prato é um dos principais objetivos para o ano que vem. Os temperos naturais também foram citados, inclusive, reduzir sódio e condimentos, com molhos e temperos mais naturais e frescos. Um dos principais desejos do brasileiro para 2020 é conseguir fazer uma refeição com a família pelo menos uma vez por semana.

Jantar

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O jantar é a refeição mais praticada em casa pelo brasileiro. 77% jantam em suas casas no mínimo seis vezes por semana, entre brasileiros com mais de 30 anos, entre os brasileiros abaixo dos 30 esse número cai para 68%. Apesar de ser a refeição mais realizada nos lares brasileiros, é também a mais negligenciada. 56% dos brasileiros nem pensam no assunto até sentirem fome, entre os jovens brasileiros esse número sobe para 63%.

64% dos entrevistados acreditam que poderiam planejar o jantar antecipadamente. 43% disseram que poderiam comer algo mais leve e mais saudável. 49% gostariam de reduzir o pão e similares. 40% gostariam de evitar o consumo de comida pronta. 37% disseram que poderiam introduzir mais verduras e legumes, e 33% poderiam reduzir o consumo do café.

Segundo observado pela pesquisa, um dado chamou atenção: o pãozinho está presente no jantar tanto quanto no café da manhã. 81% dos entrevistados afirmaram ter o pão presente nas refeições noturnas. Ao menos uma pessoa da casa inclui esse alimento no jantar.

6 em cada 10 brasileiros gostariam de se alimentar mais cedo e mais leve, pois acreditam que dormiriam melhor desta forma. Nos jovens abaixo dos 30 anos, 7 em cada 10 pensam da mesma forma.

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Foto: C_Scott/Pìxabay

Para 2020, o brasileiro gostaria de ter um sono melhor, podendo se alimentar mais cedo, com mais saladas, e reduzindo consumo de cafeína. O lanchinho noturno, só se extremamente necessário, trocando o pão por alimentos mais saudáveis e leves, como barras de cereais, sementes frutas e leite. O brasileiro quer resgatar a refeição em família, e menos celulares a mesa.

Sobre delivery de comida, o brasileiro espera que em 2020 eles possam atender até mais tarde, porém com opções mais saudáveis do que pizzas e lanches.

Sobre a Hibou:

A Hibou é uma empresa especializada em pesquisa e monitoramento de mercado e consumo, existente há mais de 11 anos. A Hibou trabalha o tempo todo com informação e olhares inquietos sempre do ponto de vista do consumidor. A empresa produz conteúdo qualificado utilizando ferramentas proprietárias para aplicação de pesquisas e análises de profissionais com mais de 20 anos de experiência. A Hibou oferece pesquisas qualitativas, quantitativas; exploratórias; profundidade; de campo; duble de cliente; deskresearch; monitoramento de comportamento; presença de marca; expansão de região; expansão de mercado para produtos e serviços; teste de produto e hábitos de consumo.