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Dez mitos e verdades sobre Kombucha

Tais Tomaz Roque, nutricionista parceira da Vih!, explica todas as dúvidas sobre a bebida rica em probióticos que tem ganhado adeptos em todo o país

Kombucha é uma bebida milenar feita à base de chá, açúcar e uma cultura viva – leveduras e bactérias – conhecida como scoby (Symbiotic Colony of Bacteria and Yeast). Após a fermentação, o Kombucha transforma-se em uma bebida rica em probióticos naturalmente frisante, saborosa e muito refrescante.

No Brasil, a bebida que tem ganhado adeptos, ainda gera dúvidas e questionamentos sobre sua origem e características. Para esclarecer o tema, a Vih!, marca especializada na bebida há mais de dois anos, preparou uma lista com dez mitos e verdades sobre o assunto com a ajuda da nutricionista Tais Tomaz, parceira da marca. Confira abaixo:

O Kombucha é uma bebida saudável.

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Verdade: Kombucha é feito a partir de um chá que é fermentado e possui grande variedade de vitaminas, minerais, enzimas e ácidos orgânicos, extremamente saudáveis para o nosso corpo. O agente que ativa a produção desses organismos é o “scoby”, do inglês Symbiotic Colony of Bacteria and Yeast (Colônia Simbiótica de bactérias e leveduras). O scoby é colocado no chá (geralmente verde, mate ou preto) e por meio do processo metabólico transforma a cafeína e o açúcar em probióticos. O Kombucha é rico em nutrientes naturais, como vitamina B, ácido acético, glucurônico, lático, entre outros. Melhora a saúde geral do organismo, facilitando a digestão e a absorção de nutrientes, além da recuperação da flora intestinal. “O Kombucha sempre foi conhecido como um tônico natural, uma vez que ele ajuda a fortalecer o sistema imunológico e melhorar o funcionamento intestinal”, explica a Tais. “Mas a gente toma mesmo porque além de todos esses benefícios é muito gostoso”, afirma Angélica Moretti, fundadora da Vih!

O Kombucha é feito com organismos vivos.

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Verdade: scoby, agente ativo da produção da bebida, é uma cultura de bactérias e leveduras. O Kombucha não pasteurizado contém bactérias e leveduras, extremamente benéficas para a saúde intestinal e digestiva, evitando doenças e colaborando na absorção de nutrientes. Os probióticos também possuem grande quantidade de antioxidantes, ajudando e protegendo o organismo de doenças inflamatórias.

O Kombucha emagrece.

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Mito: a bebida tem ganhado cada vez mais adeptos por seus diversos benefícios para a saúde, sendo o principal deles o auxílio no bom funcionamento intestinal, aumentando a sensação de bem-estar. Mas é mito achar que o Kombucha é responsável pela perda de peso. Ele contém ácidos importantes para a flora intestinal, além de algumas vitaminas e aminoácidos, mas se não houver uma alimentação adequada aliada a uma vida saudável, o Kombucha sozinho não tem esse poder.

O Kombucha não pode ser tomado todos os dias.

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Mito: muitas pessoas ao redor de todo o mundo consomem Kombucha diariamente. Mas, por se tratar de uma bebida viva, quando não pasteurizada, é importante usar o bom senso.

Kombucha demora uma semana para ser preparado.

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Verdade: a bebida tem característica funcional graças à ação da colônia de leveduras chamada “scoby”. É essa colônia de micro-organismos que é responsável por fermentar o chá e acrescentar a ele um potencial probiótico imenso. Por isso, a mistura deve fermentar entre sete e 15 dias dentro de um recipiente com algum chá – geralmente preto, verde e mate – e açúcar. Depois disso, é só misturar o líquido às frutas, ervas ou outros chás para saborizar.

Qualquer chá pode ser usado na preparação?

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Verdade: porém, sabemos que alguns chás funcionam melhor do que outros. Os mais usados na preparação são o chá verde ou preto, mas também podem ser substituídos por infusão de mate, de hibisco ou jasmim. As infusões de hortelã e capim-santo, por exemplo, possuem óleos que destroem a colônia, então não são recomendados.

Kombucha não tem data de validade.

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Mito: depois de pronta, a bebida deve ser conservada em geladeira, por aproximadamente cinco meses. A fermentação não pára na geladeira, somente desacelera.

Kombucha pode ser tomado na versão alcoólica.

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Le Manjue

Verdade: de fato, todo o processo de fermentação gera álcool. Em processos bem controlados de produção, esta quantidade fica abaixo de 0,5%, o que não é considerado alcoólico. Mas, pode-se optar por fermentar de forma a produzir mais álcool. Se quiser deixar o drinque com a cara do happy hour, o sabor aromático do gin pode ser uma opção para ser adicionada ao Kombucha depois de pronto. Ou seja, o que é bom pode ficar ainda melhor.

Kombucha só pode ser tomado de dia.

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Mito: Kombucha pode ser bebido a qualquer hora do dia e da noite. Ele é um excelente substituto para outras bebidas, como o refrigerante e suco. Muitos preferem beber em jejum, pela manhã, para ajudar no processo de digestão e substituir o café. A bebida também pode ser usada como um energético natural e ser consumida antes ou depois de atividades físicas. O ideal é tomar bem gelado, realçando o sabor da bebida e a deixando ainda mais refrescante.

Kombucha é uma bebida vegana.

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Verdade: a menos que você use mel para adoçar. A bebida milenar é um poderoso probiótico natural e não é de origem animal. O scoby é uma colônia simbiótica de bactérias e leveduras que bioprocessa o chá e o açúcar, criando o Kombucha.

Fonte: Vih!

Probióticos são realmente eficazes? Descubra benefícios desses organismos

O equilíbrio e a saúde do trato gastrointestinal têm apresentado uma importância sobre o restante do organismo muito maior do que se pode imaginar. As inúmeras bactérias presentes nesta região podem beneficiar ou atrapalhar o andamento natural do organismo. Para manter essa equação positiva, a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, aconselha fazer o uso frequente de probióticos e prebióticos.

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Segundo a especialista, o intestino humano é composto por milhões de bactérias, porém, para que se mantenham em equilíbrio, é preciso incluir os probióticos na rotina alimentar. “Para que a microbiota intestinal se mantenha saudável, e possa trazer muitos benefícios como a prevenção de doenças, manter fontes de probióticos vindas da alimentação ou dos probióticos industrializados é necessário”, explica a especialista.

As vantagens não se restringem só à prevenção de doenças, na lista de pontos positivos ainda é possível adicionar a melhora da função intestinal, auxílio na digestão e absorção de nutrientes, garantia do equilíbrio da microbiota intestinal, controle do excesso de peso, destacando-se o fortalecimento do sistema imunológico.

Segundo a nutricionista, o consumo pode ser feito por meio de produtos como iogurtes naturais, feitos com o tão falado kefir, leites fermentados, kombucha e alguns produtos orientais à base de soja. Entretanto, ela ressalta que muitos desses alimentos podem conter quantidade alta de açúcar, o que deve ser um alerta, além disso, muitos deles, para se manterem vivos, dependem de temperatura adequada, por serem termossensíveis.

“Essas peculiaridades, como a questão de temperatura, por exemplo, podem interferir na ação das bactérias se forem em alimentos. Por isso, muitos profissionais preferem indicar o produto pronto, seja manipulado em cápsula ou em pó liofilizado, até por uma questão da praticidade também”, cita.

Cada indivíduo necessita de um grupo específico de bactérias. “É preciso uma avaliação adequada para a identificação de quais cepas, ou seja, qual grupo de bactérias específico devem ser usados para apresentar melhoras nos sintomas referidos, afim de garantir maior benefício ao indivíduo. De modo geral, o mix de lactobacillus e bifidobactérias não é padrão, são sugeridos conforme os sinais e sintomas de cada paciente. Porém é necessário ficar atento, pois em altas doses pode gerar desconforto, gases e inchaço”, afirma a nutricionista.

Recomenda-se como melhor opção de horário uma dose antes de dormir, lembrando que, dependendo do caso, é possível administrar duas vezes ao dia, ou conforme orientação do nutricionista, aconselha Silvia.

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Não menos importante; incluir os prebióticos (fibras) na alimentação fará com que a microbiota intestinal seja nutrida e mantenha-se em crescimento, pois as fibras serão fermentadas pelas bactérias (probióticos) proliferando aquelas benéficas ao organismo.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Intestino saudável = pele perfeita

Dermatologista investiga hábitos de vida e problemas gastrointestinais para solucionar queixas como dermatites e acne

“Você é o que você come”. O velho ditado popular nunca fez tanto sentido – afinal, hoje a medicina sabe que a forma como nos alimentamos tem impacto direto na saúde e na qualidade da pele. “A pele é o maior órgão do corpo humano e reflete muito sobre o nosso bem-estar e saúde”, revela a médica dermatologista Mayara Bravo, da Clínica Karla Assed Curitiba.

Por isso, o intestino e as bactérias que habitam o sistema digestivo têm ganhado cada vez mais a atenção no consultório dos dermatologistas. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras e vitaminas, tem o poder de melhorar o sistema imunológico e reduzir inflamações, incluindo as que afetam a pele. “Os problemas gastrointestinais muitas vezes entregam pistas para problemas mais graves que podem estar relacionados com depressão, ansiedade e condições da pele, como a acne”, explica a dermatologista.

Além da alimentação e de um estilo de vida saudável, nosso estado emocional também pode alterar a flora intestinal, aumentando a permeabilidade e contribuindo para a inflamação sistêmica. “A pele é um dos órgãos que sente quando há uma disbiose (desequilíbrio da flora intestinal), desencadeando respostas inflamatórias na face e no cabelo, por exemplo. Por isso, hoje levamos todos estes fatores em conta a fim de oferecer um tratamento com melhoras de dentro para fora”, ressalta a médica.

Probióticos

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Nos últimos anos, o número de estudos sobre a influência da microbiota na saúde aumentou muito. Um dos tratamentos que podem auxiliar os pacientes a ter sucesso na melhora do corpo como um todo é o uso de probióticos (grupo de bactérias benéficas para o organismo).

“A gente trata o intestino e o paciente melhora de problemas como dermatite atópica, dermatite seborreica, psoríase e implicações como a acne”, afirma a dermatologista. Segundo ela, os probióticos ajudam a conter o processo inflamatório que leva a lesões na pele. De quebra, também ajudam a melhorar a imunidade de maneira geral.

Para tratar as doenças cutâneas, o médico pode prescrever uma família de bactérias de acordo com o perfil do paciente. “Fazendo o uso oral de probióticos é possível trocar a população de bactérias nocivas no organismo por outras benfeitoras e sentir as melhoras desejadas. Durante a consulta, conseguimos indicar compostos prontos ou que podem ser manipulados de acordo com a queixa específica do paciente”, comenta.

Dosagem certa

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Foto: Alamy

Os probióticos são encontrados facilmente em algumas farmácias e lojas de suplementos, no formato oral e tópico. Com custos cada vez mais acessíveis, eles podem ser usados por pessoas de qualquer idade. Mas antes de sair por aí comprando um de cada, é fundamental ter orientação médica: para ter o efeito desejado, é importante estar atento à dosagem, concentração e até mesmo à qualidade de cada produto.

Assim como os probióticos, os nutricosméticos de marcas de skincare também ganham cada dia mais destaque – existem hoje linhas de probióticos faciais com promessas interessantes. “A grande maioria são produtos muito bem-vindos, mas a recomendação e orientação deve ser sempre acompanhada de um médico especializado para garantir o efeito desejado”, finaliza Mayara.

Fonte: Clínica Karla Assed Curitiba

 

Kombucha: profissional responde dez dúvidas sobre a bebida milenar

Produzida a partir da fermentação do chá verde, branco ou preto, a kombucha possui inúmeros benefícios à saúde e virou tendência na Internet. Segundo Gislaine Santana, engenheira de alimentos da Campo Largo, consumidores da bebida observam inúmeros benefícios

A kombucha (pronunciada como “combutchá) é uma bebida criada na China há mais de dois mil anos, que chegou de mansinho no Brasil e já se tornou a “queridinha” dos adeptos de uma alimentação saudável. A engenheira de alimentos Gislaine Santana, da Campo Largo – indústria referência em bebidas saudáveis e pioneira no mercado de Kombuchas – responde algumas das dúvidas frequentes sobre essa bebida probiótica.

O que é kombucha?

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Kombucha é uma bebida feita principalmente a partir dos chás Camellia sinensis adoçados – os mais comuns chá verde, chá branco ou chá preto, fermentada por micro-organismos que auxiliam o funcionamento do organismo. É produzida com ingredientes naturais, sem conservantes, além de conter pouco açúcar e baixo teor de calorias.

Probiótico? O que é isso?
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, “probióticos são os microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo”.

Como é o processo de produção?
Ela é feita a partir do chá adoçado com açúcar e fermentado por uma colônia de bactérias e leveduras, conhecida como “scoby”. O açúcar funciona como alimento para os micro-organismos, fazendo com que eles se multipliquem e comecem a produzir inúmeras substâncias.

Pode explicar melhor o que é scoby?
Em inglês: Symbiotic Culture Of Bacteria and Yeast. Traduzindo: Cultura Simbiótica de Bactérias e Leveduras. “O S.C.O.B.Y é composto de microrganismos aglomerados em uma massa de celulose parecida com uma panqueca gelatinosa e translúcida. Quando adicionado ao chá adoçado, o transforma na kombucha, uma bebida refrescante, levemente gaseificada, ácida e adocicada, que pode ser também saborizada com frutas, vegetais e especiarias”, explica Gislaine.

Quais os benefícios da bebida?
Em virtude do processo de fermentação natural, a kombucha possui microrganismos e, por isso, seu consumo diário pode trazer diversos benefícios para a saúde. Dentre os mais comumente relatados estão o auxílio na digestão, no emagrecimento, além de possuir ação antioxidante, anti-inflamatória e ser uma fonte de energia.

Possui álcool? E açúcar?

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Sim. A bebida possui uma pequena quantidade de açúcar e, por ser fermentada, também pode possuir um pequeno percentual de álcool (no máximo 0,5%). Por este motivo é fundamental fazer o armazenamento correto da mesma para que estas características sejam mantidas até o consumo.

Existe restrição?
Por ser uma bebida fermentada e por apresentar um pequeno percentual de álcool, crianças e idosos devem consumir de forma equilibrada, gestantes, lactantes e portadores de doenças crônicas devem consultar o médico antes do consumo. O restante das pessoas deve consumir moderadamente já que, por estimular o sistema gastrointestinal, pode causar desconfortos.

Qual o sabor?
Há diversos sabores disponíveis das kombuchas no mercado. “O consumidor deve se atentar em escolher sabores que possuam ingredientes benéficos à saúde. Há várias combinações interessantes e saborosas no mercado, como: hibisco & cranberry, limão, matcha & gengibre e manga & cúrcuma. As kombuchas também podem ser apresentadas com sabores de fruta, como: manga, maçã e uva”, conta Gislaine.

Dá para fazer em casa?
Sim. É possível preparar as kombuchas em casa desde que haja os produtos necessários para a preparação como o S.C.O.B.Y e um starter, além dos ingredientes básicos (chá, açúcar e algo para dar sabor, se o consumidor desejar, como frutas e especiarias). “Todos os produtos podem ser adquiridos na internet ou em loja de produtos naturais, porém deve-se estar atento para a qualidade do scoby e demais insumos, para evitar riscos de contaminação”.

É possível comprar pronta?

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Sim. A compra das kombuchas prontas é mais prática do que produzir o produto em casa, pois no ambiente doméstico o consumidor terá maior dificuldade em controlar aspectos importantes de fermentação, como formação de álcool e gás. “Encontramos diversas opções de kombuchas no mercado. O consumidor deve escolher aquela que lhe agrade e que combine mais com seu estilo de vida”, explica a engenheira de alimentos.

Fonte: Campo Largo

 

Kefir: nove benefícios para a saúde baseados em evidências

Rico em nutrientes e probióticos, é muito benéfico para a digestão e a saúde intestinal; muitas pessoas o consideram mais saudável que o iogurte. A seguir, nove benefícios do kefir para a saúde que são apoiados por pesquisas.

1. Kefir é uma fonte fantástica de muitos nutrientes

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Kefir é uma bebida fermentada, tradicionalmente feita com leite de vaca ou de cabra. É feito adicionando grãos de kefir ao leite. Não são grãos de cereais, mas colônias semelhantes a grãos de leveduras e bactérias de ácido láctico que se assemelham a uma couve-flor na aparência.

Durante aproximadamente 24 horas, os micro-organismos nos grãos de kefir se multiplicam e fermentam os açúcares no leite, transformando-o em kefir. Em seguida, os grãos são removidos do líquido e podem ser usados ​​novamente.

Em outras palavras, o kefir é uma bebida, mas os grãos de kefir são a cultura inicial que você usa para produzir a bebida. O Kefir originou-se de partes da Europa Oriental e do Sudoeste Asiático. O nome é derivado da palavra turca keyif, que significa “sentir-se bem” depois de comer.

As bactérias do ácido láctico dos cereais transformam a lactose do leite em ácido láctico, por isso o kefir tem um sabor azedo como o do iogurte – mas tem uma consistência mais fina.

Uma porção de 180 ml de kefir com baixo teor de gordura contém (2):

Proteína: 4 gramas
Cálcio: 10% do IDR
Fósforo: 15% do IDR
Vitamina B12: 12% do IDR
Riboflavina (B2): 10% do IDR
Magnésio: 3% do IDR
Uma quantidade razoável de vitamina D

Além disso, o kefir tem cerca de 100 calorias, 7 a 8 gramas de carboidratos e 3 a 6 gramas de gordura, dependendo do tipo de leite utilizado. Também contém uma ampla variedade de compostos bioativos, incluindo ácidos orgânicos e peptídeos, que contribuem para seus benefícios para a saúde. As versões sem leite do kefir podem ser feitas com água de coco, leite de coco ou outros líquidos doces. Estes não terão o mesmo perfil de nutrientes que o kefir à base de leite.

Resumo: Kefir é uma bebida de leite fermentado, cultivada a partir de grãos de kefir. É uma rica fonte de cálcio, proteínas e vitaminas do complexo B.

2. Kefir é um probiótico mais potente que o iogurte

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Alguns microrganismos podem ter efeitos benéficos sobre a saúde quando ingeridos (3). Conhecidos como probióticos, esses microrganismos podem influenciar a saúde de várias maneiras, auxiliando na digestão, no controle do peso e na saúde mental (4, 5, 6).

O iogurte é o alimento probiótico mais conhecido na dieta ocidental, mas o kefir é, na verdade, uma fonte muito mais potente. Os grãos de kefir contêm até 61 cepas de bactérias e leveduras, tornando-os uma fonte probiótica muito rica e diversa, embora a diversidade possa variar (7). Outros produtos lácteos fermentados são feitos de muito menos variedades e não contêm leveduras.

Resumo:  kefir pode conter até 61 micro-organismos diferentes, tornando-se uma fonte muito mais potente de probióticos do que muitos outros produtos lácteos fermentados.

3. Kefir tem propriedades antibacterianas potentes

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Certos probióticos no kefir são acreditados para proteger contra infecções. Isso inclui o probiótico Lactobacillus kefiri, que é exclusivo do kefir. Estudos demonstram que esse probiótico pode inibir o crescimento de várias bactérias nocivas, incluindo Salmonella, Helicobacter pylori e E. coli. O kefiran, um tipo de carboidrato presente no kefir, também possui propriedades antibacterianas.

Resumo: Kefir contém o probiótico Lactobacillus kefiri e o carboidrato kefiran, ambos protegem contra bactérias nocivas.

4. Kefir pode melhorar a saúde óssea e diminuir o risco de osteoporose

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A osteoporose é caracterizada pela deterioração do tecido ósseo e é um grande problema nos países ocidentais. É especialmente comum entre as mulheres mais velhas e aumenta drasticamente o risco de fraturas.

Garantir uma ingestão adequada de cálcio é uma das formas mais eficazes de melhorar a saúde óssea e retardar a progressão da osteoporose. A gordura do kefir não é apenas uma excelente fonte de cálcio, mas também a vitamina K2 – que desempenha um papel central no metabolismo do cálcio. A suplementação com K2 reduz o risco de fraturas em até 81%.

Estudos recentes em animais ligam o kefir ao aumento da absorção de cálcio nas células ósseas. Isso leva à melhora da densidade óssea, o que deve ajudar a prevenir fraturas.

Resumo: Kefir feito a partir de produtos lácteos é uma excelente fonte de cálcio, e kefir de leite integral também contém vitamina K2. Esses nutrientes têm grandes benefícios para a saúde óssea.

5. Kefir pode ser protetor contra o câncer

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O câncer é uma das principais causas de morte no mundo. Ocorre quando células anormais em seu corpo crescem incontrolavelmente, como em um tumor. Os probióticos em produtos lácteos fermentados são acreditados para reduzir o crescimento do tumor, estimulando o sistema imunológico. Portanto, é possível que o kefir possa combater o câncer .

Este papel protetor foi demonstrado em vários estudos de tubo de ensaio. Um estudo descobriu que o extrato de kefir reduziu o número de células de câncer de mama humano em 56%, comparado a apenas 14% para o extrato de iogurte. Tenha em mente que os estudos humanos são necessários antes que conclusões firmes possam ser feitas.

Resumo: alguns estudos em tubo de ensaio e em animais indicam que o kefir pode inibir o crescimento de células cancerígenas. No entanto, não existem estudos atuais em pessoas.

6. Os probióticos nele podem ajudar com vários problemas digestivos

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Probióticos como o kefir podem ajudar a restaurar o equilíbrio de bactérias benéficas em seu intestino. É por isso que eles são altamente eficazes no tratamento de muitas formas de diarréia (19, 20).

Além disso, muitas evidências sugerem que probióticos e alimentos probióticos podem aliviar muitos problemas digestivos (5). Estes incluem a síndrome do intestino irritável (SII), úlceras causadas pela infecção por H. pylori e muitas outras (21, 22).

Por esta razão, o kefir pode ser útil se você tiver problemas com digestão.

Resumo: probióticos como o kefir podem tratar várias formas de diarreia. Eles também podem levar a melhorias em várias doenças digestivas.

7. Kefir tem baixa lactose

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Alimentos lácteos regulares contêm um açúcar natural chamado lactose. Muitas pessoas, especialmente os adultos, são incapazes de decompor e digerir adequadamente a lactose. Essa condição é chamada de intolerância à lactose.

As bactérias do ácido láctico em alimentos lácteos fermentados – como o kefir e o iogurte – transformam a lactose em ácido láctico, pelo que estes alimentos são muito mais baixos em lactose do que o leite. Eles também contêm enzimas que podem ajudar a quebrar ainda mais a lactose.

Portanto, o kefir é geralmente bem tolerado por pessoas com intolerância à lactose, pelo menos em comparação ao leite comum. Tenha em mente que é possível fazer kefir 100% isento de lactose usando água de coco, suco de frutas ou outra bebida não láctea.

Resumo: kefir é pobre em lactose porque suas bactérias do ácido láctico já pré-digeriram a lactose. As pessoas que têm intolerância à lactose muitas vezes podem beber kefir sem problemas.

8. Kefir pode melhorar os sintomas de alergia e asma

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As reações alérgicas são causadas por respostas inflamatórias contra certos alimentos ou substâncias. Pessoas com um sistema imunológico super-sensível são mais propensas a alergias, que podem provocar condições como a asma.

Em estudos com animais, o kefir mostrou suprimir respostas inflamatórias relacionadas a alergias e asma. Estudos em humanos são necessários para explorar melhor esses efeitos.

Resumo: evidências limitadas de estudos em animais sugerem que beber kefir pode reduzir reações alérgicas.

9. Kefir é fácil de fazer em casa

David Niergarth on Visualhunt.com - CC BY kefir
Foto: David Niergarth on Visualhunt.com – CC BY

Se você não tem certeza sobre a qualidade do kefir comprado na loja, pode facilmente fazê-lo em casa. Combinado com frutas frescas, o kefir contribui para uma sobremesa saudável e deliciosa.

Grãos de kefir* estão disponíveis em algumas lojas de produtos naturais e supermercados, bem como online. Você também pode encontrar muitas postagens de blog e vídeos que ensinam a produção de kefir, mas o processo é muito simples:

=Coloque 1 a 2 colheres de sopa (14-28 gramas) de grãos de kefir em um pequeno frasco. Quanto mais você usar, mais rápida será a cultura.  Adicione cerca de 2 xícaras (500 ml) de leite, de preferência orgânico ou mesmo cru. O leite de vacas alimentadas com capim é mais saudável. Deixe 1 polegada (2,5 cm) de espaço no topo do frasco.
Você pode adicionar um pouco de creme gordo se você quiser um kefir mais grosso. Coloque a tampa e deixe por 12-36 horas à temperatura ambiente. É isso aí.
Depois que começarem a aparecer pedaços, está pronto. Depois, você gentilmente coa o líquido e os grãos originais de kefir são deixados para trás.

Agora você pode colocar os grãos em um novo pote com um pouco de leite,  e o processo começa novamente. É delicioso, nutritivo e altamente sustentável.

Resumo: você pode facilmente produzir kefir caseiro usando grãos de kefir e leite.

O ponto de partida

Kefir é um alimento saudável e fermentado, com uma consistência comparável ao iogurte. Produto tradicionalmente feito a partir de leite de vaca, mas muitas opções não lácteas estão disponíveis. Estudos sugerem que ele estimula o sistema imunológico, auxilia em problemas digestivos, melhora a saúde dos ossos e pode até mesmo combater o câncer.

*No Brasil, o kefir costuma ser doado.

Fonte: Health Line

Bactérias do bem tratam alergias, dermatite atópica, acne e até rugas

Famosos por promoverem o bom funcionamento do organismo, os probióticos trazem inúmeros benefícios para o tecido cutâneo, sendo apontados por novas pesquisas como fatores importantes no controle e prevenção de certas condições da pele.

Assim como as mucosas de nosso trato gastrointestinal, a nossa pele é colonizada por um grande número de microrganismos que constituem o que chamamos de microbiota cutânea. “Esta microflora cutânea pode sofrer alterações que afetam a pele tanto de maneira positiva, atuando na produção de agentes antimicrobianos e na regulação da resposta imune e inflamatória, como de maneira negativa, favorecendo o surgimento de doenças de pele”, explica Lucas Portilho, consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma.

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Foto: Alamy

Mas estudos apontaram que a suplementação ou uso de creme com probióticos, bactérias benéficas que atuam no equilíbrio da microbiota, podem desempenhar um papel significativo no tratamento de condições como dermatite atópica, psoríase, acne e até câncer de pele. E também podem ser usadas como estratégia contra o envelhecimento cutâneo.

Por exemplo, os probióticos atuam diretamente no controle da oleosidade da pele. Dessa forma, há uma diminuição da obstrução dos poros, que podem levar a processos inflamatórios ou infecciosos como a acne. Além disso, bactérias como a Lactobacillus acidophilus melhoram o aspecto das lesões acneiformes, inibem o crescimento do agente causador da acne, diminuem a resposta inflamatória e suavizam os efeitos colaterais dos tratamentos habituais para a doença.

“Pesquisas recentes também mostraram que o uso dos probióticos Bifidobacterium bifidum e Lactobacillus salivarius é eficaz para o tratamento de dermatite atópica, pois o conteúdo das células de bactérias interage com os receptores celulares da pele para modular a resposta imune, ajudando a aliviar a inflamação da pele comum desta condição”, destaca o especialista

Mas os benefícios das bactérias do bem não se restringem ao tratamento de doenças de pele, sendo muito úteis também para a saúde do tecido cutâneo e do organismo no geral. Além de atuarem na diminuição do processo inflamatório e da produção de oleosidade, os probióticos promovem também diminuição da retenção de líquido, aumento da imunidade do organismo como um todo e combate a bactérias ou fungos patogênicos.

“Os probióticos liberam ainda algumas partículas microbianas chamadas de exopolissacarídeos (EPS), que são extremamente antioxidantes. Dessa forma, agem na redução do estresse oxidativo com consequente diminuição do envelhecimento celular”, completa o pesquisador.

Mas, diferente do que muitos pensam, probióticos são sim contraindicados para certos grupos. Por exemplo, pacientes imunodeprimidos, soropositivos, que realizam tratamento de quimioterapia ou que fizeram transplante de órgãos recentemente devem evitar o uso das bactérias.

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“Existem diferentes tipos de probióticos e cada espécie apresenta um resultado diferente na sua administração. Por isso, o ideal é que você consulte um médico antes de utilizar qualquer tipo de substância, pois apenas ele poderá avaliar o seu problema e indicar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Portilho.

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do ICosmetologia. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Mestrando na Unicamp em Proteção Solar.