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Seis dicas para superar o fim de um relacionamento, por Tatiana Pimental*

Prepare-se: você escutará muitos conselhos quando comentar com os amigos que seu relacionamento amoroso chegou ao fim. Alguns dirão coisas que irão lhe tocar profundamente, desencadeando reflexões transformadoras. Outros, oferecerão palavras que você julgará bobas — que talvez até lhe irritem.

A intenção é sempre a mesma: ajudar. Mas as pessoas são diferentes — e seus modos de enfrentar as consequências da vida, também. Neste artigo, compartilho seis dicas para superar o fim de uma história, de um amor. Mas, assim como seus amigos, o que temos a dizer não é uma fórmula mágica.

Permita-se ler as sugestões sem prejulgamentos. Ignore aquelas que não conversarem com suas dores. Fixe naquelas que mais lhe incomodarem. Afinal, o que mais nos perturba, é o que primeiro precisamos resolver. Siga a leitura e, se puder deixar nos comentários algum conselho que acredite valioso, complemente nossa lista!

1. Respeite seu tempo

mulheres brindando vinho champanhe

Um clichê, sabemos. É um conselho tão batido, mas tão batido, que o desprezamos. Contudo, ele é um mandamento que não deveríamos perder de vista. Respeitar o próprio tempo é aceitar a temporada de choros, sem culpa. É entender que a tristeza não faz as malas no dia seguinte à partida do amor. Portanto, aceite convites para sair de casa, abrace oportunidades de se divertir. Mas não se cobre recuperação instantânea de um fim de relacionamento. Por outro lado, respeitar seu tempo é, também, não aceitar a fossa como moradia fixa. Seu tempo merece ser tratado com dignidade. Não o transforme numa tormenta infinita. Se perceber que o desânimo está indo longe demais, procure ajuda de um psicólogo. Ele lhe auxiliará a descobrir novos caminhos para o pensamento.

2. Invista na autoimagem

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Foto: Jeviniya-Pixabay

Aviso: essa dica não sugere que você tire zilhões de selfies e compartilhe nas redes sociais, para mostrar que está bem! Autoimagem é um olhar para si, não para a aprovação ou impressão do outro. Investir na auto imagem é priorizar o relacionamento saudável com a pessoa inevitavelmente constante em toda a sua vida: você. Se você se colocar para baixo, terá que conviver, a cada segundo, com essa personalidade derrotista que alimentou. Um relacionamento tóxico, não necessariamente, é algo que envolve duas pessoas. Você, sozinho, pode se boicotar, violentar, desmerecer. Não seja, para si mesmo, o que não gostaria de encontrar ou receber de outro alguém. Num primeiro momento, pode lhe soar superficial. Mas indicamos: cuide da própria beleza! Nada de pensar em padrões! Lembre-se que a ideia é acarinhar a autoestima, dar ênfase ao que se tem de autêntico e original.
Descubra formas de autocuidado que lhe dão prazer. Pode ser através da alimentação, de uma atividade física (que tal dança? yoga? luta?), de um ritual de beleza com cosméticos de texturas, cores e perfumes extasiantes. Convoque os sentidos. A autoestima, por vezes, realmente começa de fora para dentro.

3. Deixe o passado em seu devido lugar

fotografias memoria lembranças pixabay

Não espere esquecer a pessoa com quem conviveu. Isso não vai acontecer — a não ser que você sofra de alguma espécie de amnésia… Entretanto, não a chame para seu presente. Memórias irão lhe ocorrer. Mas não as deixe como parâmetros para um relacionamento futuro. Quando olhamos para trás, editamos nossa percepção. Já percebeu? A memória seleciona “cenas”, escolhendo o que ignorar e o que exibir.
Você pode lembrar do relacionamento que acabou só pelas “partes boas”, criando uma expectativa irreal de um próximo parceiro, que precisará ser tudo aquilo que a memória estabeleceu como padrão de felicidade. Ou pode lembrar apenas das coisas ruins e enxergar indícios de repetições em atitudes que, na verdade, não têm correspondência com a experiência do passado. Aprenda com os erros e evite ciladas. Porém, não confunda bom senso com fixação. Outra coisa de suma importância: nada de stalkear a vida do antigo amor pelas redes sociais! Nem através de amigos em comum. Cedo ou tarde, isso lhe trará mais sofrimento. Sua meta é romper o vínculo e dar espaço a novas conquistas, novas histórias, novas memórias. Mantenha isso em mente!

4. Isso também vai passar

mulher ouvindo musica fone de ouvido stocksnap pixabay

Faça disso um mantra. Repita, para si mesmo, quantas vezes precisar. Não apenas em situações de términos. Essa é uma das principais dicas de relacionamento com a vida! Tudo passa. Infelizmente, até o que é bom. Como ensinou Guimarães Rosa, vida é travessia.

5. Pense positivo

mulher livro bebida vinho pexels
Pexels

É bem difícil um relacionamento acabar quando ambos estão apaixonados, vamos admitir. E se o interesse — ao menos de uma das partes — já não era “aquilo tudo”, podemos presumir que o namoro ou casamento não estava em seus melhores dias.
Então, o que foi mesmo que você perdeu? O sofrimento pode ocorrer, em grande medida, pela imposição da mudança, pela famosa saída da zona de conforto — ainda que, de conforto, houvesse pouco ali. Foque em notar o que o fim trouxe de bom. Foque em perceber quantos fins — de circunstâncias e humores negativos — a ruptura trouxe consigo. Perceba a possibilidade de recomeços, de tempo de maior qualidade com amigos ou envolvimento com coisas que gostava — mas havia deixado para trás em função da rotina do relacionamento. Reencontre-se! Aproveite a liberdade. Reinvente seu cotidiano. Dê espaço para suas preferências e escolhas individuais. Faça do momento um desafio de evolução pessoal.

6. Acredite em um novo relacionamento

jovem mulher usando celular pexels

Se você prestou atenção às dicas anteriores, chegará a essa preparado! Por via das dúvidas, faça um “checklist” antes de avançar. Autoestima bem-resolvida?  Desenvolvimento pessoal em ordem? Vínculo rompido? Tempo de choradeira encerrado? Então é hora de dar chances ao acaso! Também não fique esperando o novo amor bater em sua porta. Não aguarde alguém lhe resgatar do limbo. Note as pessoas ao seu redor e faça-se notar. Se gostar da ideia, aceite que amigos lhe apresentem pessoas interessantes. Abra-se para pessoas de seu convívio, amizades que podem virar algo mais. Saia de casa, quando tiver a oportunidade. É sempre simpático dar uma mãozinha para o destino. Uma opção bem funcional são os aplicativos e sites de relacionamento. Pesquise quais plataformas seriam mais compatíveis com o seu perfil e com o que procura. Seja responsável, cuide-se, mas permita-se algumas paqueras virtuais — e encontros reais. Apenas certifique-se de que, independente do meio que escolher para conhecer gente nova, suas expectativas devem estar com os pés no chão. É natural que algumas tentativas resultem em erro. Aceite e siga em frente!

Um pequeno adendo

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Todas essas dicas de como superar o fim de um relacionamento são para homens e mulheres, ok? A dor não faz distinção de sexo. E o comportamento, ao contrário do que se possa cogitar, é muito semelhante entre humanos. As demonstrações podem variar, claro. Assim como o tempo de superação e as estratégias utilizadas. Afinal cada um de nós tem personalidade única. O que não muda é que, depois de um fim de relacionamento, se houver abertura, um novo tende a chegar em seu lugar. E quando as pessoas estão de bem consigo mesmas, a probabilidade é de que seus relacionamentos melhorem. Tenham maior qualidade e maturidade. Ou seja, o fim é estágio necessário para que a felicidade floresça novamente, ainda mais segura de si.

*Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude, plataforma que conecta psicólogos e pacientes. Faz psicoterapia pessoal há quase sete anos, sendo apaixonada por psicologia e comportamento humano. Idealizadora do Consultório Virtual da Vittude, desenvolvido especialmente para atendimentos de saúde, de forma segura e sigilosa.

Como a microfisioterapia pode ajudar nos relacionamentos

Descobrir memórias traumáticas não é algo simples e nem pode ser feito por qualquer pessoa. Nosso corpo guarda essas informações com o intuito de nos proteger da dor. Mas, ao contrário, pode provocar dores e doenças sem que percebamos, e influenciar nossas relações.

Curar nossa forma de lidar com os relacionamentos pode ser uma urgência, ainda mais quando entramos em um mês de comemorar o dia dos namorados, e pode ser que você esteja em uma relação tóxica ou sozinho, fugindo de se relacionar. E as causas dessas situações nada ideais? Pode ser uma decepção recente, um amor que não deu certo e deixou marcas. Mas pode ser que as causas sejam muito mais profundas e que a mente consciente não consiga explicar. E aí, como fazer?

Ocorre que algumas situações, quando são muito traumáticas, acabam sendo apagadas da nossa memória consciente. É uma forma do corpo tentar nos proteger de passar novamente pela lembrança daquela dor. Mas o organismo não deixa passar nada. As memórias traumáticas varridas do cérebro acabam alojadas em células dos nossos tecidos. A microfisioterapia mapeou o corpo humano e conseguiu verificar em que partes cada tipo de memória fica gravada, possibilitando inclusive identificar possíveis causas e data-las.

E por que isso é importante? Segundo o fisioterapeuta especializado em Saúde Integrativa, Sergio Bastos Jr, que, entre outras ferramentas, utiliza a microfisioterapia para encontrar causas “escondidas” de dores e doenças, nossos relacionamentos refletem a saúde da nossa mente e da nossa emoção: “quanto mais buscamos entender o que realmente nos move na vida, mais facilmente vamos construir relações saudáveis”.

“Seres humanos com emoções equilibradas atraem relacionamentos também equilibrados e conseguem, de forma consciente, trabalhar para o equilíbrio da vida a dois”. Para ele, não há relacionamento saudável se uma das partes tem doenças da emoção: “quando não entendemos de onde vêm nossos sentimentos, podemos ser guiados pela inconstância, pela necessidade de controle, pelo medo, pelo ciúme, e mais, podemos desenvolver doenças que vão, também atrapalhar as relações, como alergias, distúrbios do sono, ansiedade, entre outros”, revela o fisioterapeuta.

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Buscar as causas primárias de dores, doenças e inclusive de comportamentos que não entendemos e que não nos fazem bem pode ser o começo de um caminho de relações mais satisfatórias. “Os casais podem se beneficiar e muito do tratamento das nossas memórias traumáticas, encontrando entendimento mútuo e criando vínculos ainda mais fortes”, garante o fisioterapeuta.

Fonte: Biointegral Saúde

Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares

2 de junho foi comemorado o Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares; saiba mais sobre a doença

2 de junho é reconhecido internacionalmente como o Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares. A data, oficializada pela Academy for Eating Disorders, tem como objetivo promover ações mundiais para conscientizar, sensibilizar e informar a população sobre os problemas relacionados aos distúrbios alimentares. O Brasil será uma das sedes das ações que ocorrem no mundo inteiro.

Em São Paulo, as ações, realizadas no Parque Villa-Lobos, são frutos de um trabalho da Associação Brasileira de Transtornos Alimentares (Astral) em conjunto com o Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Ambulim – Ipq – HCFMUSP), com o Programa de Atenção aos Transtornos Alimentares da Universidade Federal de São Paulo (Proata – Unifesp) e com o Grupo Especializado de Nutrição, Transtornos Alimentares e Obesidade (Genta). Além de São Paulo, outras cidades pretendem aderir à iniciativa, como Curitiba e Belo Horizonte.

O transtorno alimentar foi descrito pela primeira vez em 1959 por Stunkard, e incluído no Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais (DSM) em 1994, assim como a anorexia e a bulimia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) atinge em torno 2,6% da população do mundo. No Brasil, 4,7% (aproximadamente o dobro da taxa mundial) da população tem algum tipo de transtorno alimentar, sendo mais recorrente entre jovens de 14 a 18 anos.

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde revela que 77% das jovens em São Paulo apresentam propensão a desenvolver algum tipo de distúrbio alimentar, como anorexia, bulimia e compulsão por comer. Cerca de 49% das pessoas que apresentam o transtorno são obesas, sendo que 15% são obesas mórbidas.

De acordo com o Prof. Dr. Mario Louzã, médico psiquiatra, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha, e Membro Filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo; a TCAP se caracteriza pela ingestão, em um curto período de tempo, de uma quantidade exagerada (e desnecessária) de alimentos.

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Shutterstock

Durante o episódio de compulsão alimentar, a pessoa se sente incapaz de controlar a ingestão excessiva, mesmo sabendo que está agindo fora do padrão habitual de alimentação. Além disso, a pessoa com TCAP não para de comer, mesmo já tendo a sensação de saciedade e o desconforto abdominal pela ingestão exagerada. É comum a pessoa preferir comer sozinha, sem ninguém olhando, pois ela se sente culpada e envergonhada quando se dá conta do quanto comeu.

Não são todos os pacientes que relatam a compulsão alimentar como uma forma de aliviar a ansiedade. No entanto, há evidências da relação do TCAP com os transtornos de ansiedade e de humor, pois a comida, em um primeiro momento, alivia os sintomas dos transtornos acima citados. “O problema são as consequências deste suposto bem-estar. Quem sofre de TCAP está sujeito a uma série de doenças como obesidade e diabetes tipo 2. Com o sobrepeso, surgem os distúrbios emocionais como depressão, síndrome do pânico, baixa autoestima, entre outros”, afirma Louzã.

O tratamento do TCAP se faz com medicamentos que controlam a compulsão, associados à terapia comportamental ou psicodinâmica. O acompanhamento de um profissional de nutrição também é importante para a mudança dos hábitos alimentares. De acordo com um estudo da Universidade de Munique, na Alemanha, a recuperação dos acometidos pelo TCAP acontece da seguinte forma: melhora considerável durante a terapia e estabilidade em cerca de 4, 5 ou 6 anos ao término do tratamento.

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O médico Mario Louzã

“Vale deixar claro que o TCAP é diferente da bulimia nervosa. Nesta última, a culpa pela compulsão alimentar resulta na indução do vômito ou no uso de laxantes ou diuréticos. Para o tratamento do TCAP é fundamental buscar ajuda médica especializada, pois o apoio e o controle da família e dos amigos não são suficientes para superar a doença”, conclui o psiquiatra.

Para existir saúde plena, o intestino tem que funcionar bem, por Leonard Verea*

O intestino determina, em grande parte, nossas emoções, estado mental e até preferências alimentares. Da saúde do intestino depende a saúde do cérebro. À primeira vista, essas afirmações podem parecer irreais – mas não são. Considere os seguintes fatos:

O intestino tem mais neurônios que a medula espinhal – cerca de 100 milhões – perdendo apenas para o cérebro em número de neurônios. Ele fabrica muito mais serotonina que o cérebro. Mais exatamente 95% dela são fabricadas e armazenadas no intestino. Serotonina é um neurotransmissor – substância química fabricada pelos neurônios e que possui papel vital na transmissão e processamento das informações e estímulos sensoriais por meio dos neurônios.

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O equilíbrio da serotonina determina, em última análise, o “fundo musical” dos nossos pensamentos. Dependendo do fundo musical, uma mesma cena (pensamento) pode ser interpretada como alegre, triste, pavoroso, engraçado, neutro, relaxante ou aterrorizante.

Além da serotonina, o intestino fabrica e utiliza mais de 30 neurotransmissores – substâncias envolvidas na transmissão e processamento das informações pelos neurônios, tanto do intestino quanto do cérebro. Todos esses neurônios e neurotransmissores são necessários para a complexa função que é a passagem dos alimentos pelo intestino – a chamada digestão.

O processo de digestão envolve, entre outras coisas, o monitoramento da pressão exercida pelo alimento na parede do intestino a cada momento; o movimento coordenado desse alimento ao longo do intestino; o progresso do processo digestivo; a concentração de sal, nutrientes, acidez, alcalinidade – tudo isso sem ajuda do cérebro.

Ao mesmo tempo, esses mesmos neurônios e neurotransmissores, em conjunto com os do cérebro, fazem parte da rede neural responsável pela conexão entre o bem-estar emocional e o bem-estar físico. E também, é claro, o mal-estar.

Neurotransmissores como a serotonina conectam o que ocorre no cérebro com o que ocorre no intestino e vice-versa. A quase totalidade de quem sofre de doenças crônicas envolvendo o cérebro, como, por exemplo, depressão, pânico, ansiedade, enxaqueca, autismo, esquizofrenia etc, sofre também de problemas no sistema digestivo em maior ou menor grau, como constipação intestinal (intestino preso), síndrome do intestino irritável (alternância entre períodos com intestino muito solto e períodos com intestino preso), cinetose (enjoo fácil quando em movimento, por exemplo, numa simples viagem de carro ou ônibus), colite, doença de Crohn (tipo especial e potencialmente grave de inflamação no intestino), e todo tipo de má digestão e intolerâncias alimentares.

Emoções extremamente fortes podem causar desde “frio no estômago” até diarreia e/ou vômitos. Quantos de nós não lembramos de pelo menos um dia muito importante, na infância ou adolescência – pode ter sido uma viagem muito esperada, um prêmio muito antecipado, um final decisivo de torneio ou competição, ou até uma prova escolar – quando, justamente naquele dia, aconteceu uma diarreia e/ou vômito “inexplicável”?

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Situações de estresse podem também provocar um aumento da permeabilidade do intestino, resultando na absorção de “pedaços” maiores, incompletamente digeridos, de material digestivo, os quais, uma vez na circulação sanguínea, não são reconhecidos pelo organismo como nutrientes a serem aproveitados, mas, sim, como corpos estranhos a serem atacados pelo sistema imunológico, provocando reação com produção de anticorpos. Uma reação inútil, que apenas serve para criar todo um estado inflamatório no nosso corpo e cérebro, o que predispõe a uma série de doenças. Isso além de diminuir o “gás” de nosso sistema imunológico para combater os vírus e bactérias causadores de doenças que realmente importam, e predispondo, em consequência, a toda sorte de infecções.

Alimentos ásperos, de impossível digestão – inclusive muitas das tão festejadas “fibras” – podem causar irritação e dano às delicadíssimas células epiteliais que recobrem o intestino, resultando em aumento da permeabilidade do intestino com as mesmas consequências do parágrafo anterior.

Você já se perguntou como os “chás emagrecedores” funcionam? Eles agem provocando irritação no intestino, o que resulta em digestão incompleta, absorção incompleta, aumento da velocidade do “trânsito intestinal” e eliminação mais rápida de alimentos que poderiam ter sido muito melhor digeridos. Não sem que alguns desses “pedaços” tenham sido indevidamente absorvidos, provocando – mais uma vez – um estado inflamatório em todo nosso organismo.

A esta altura você já deve ter compreendido que o mesmo processo vale para quem faz uso muito frequente de laxantes – naturais ou não. E inflamação inútil é exatamente o que não precisamos. As mais variadas doenças são causadas e/ou “turbinadas” por processos inflamatórios. Não apenas doenças acompanhadas de dor – como enxaqueca, cólicas menstruais, tendinites, fibromialgia e muitas outras “ias”, “ites” e dores que existem no universo –, mas também doenças que não envolvem dor física. Porém, envolvem processos inflamatórios, como esclerose múltipla, esquizofrenia, autismo, entre uma série de problemas de ordem cerebral, mental e comportamental.

Cada vez mais, a ciência vem percebendo que por trás de todas as doenças existe um componente inflamatório. Tais reações de anticorpos contra “pedaços” mal digeridos de nutrientes pode ter consequências ainda mais desastrosas, na eventualidade de um desses “pedaços” ser confundido, pelo sistema imunológico, como sendo uma parte do corpo. Nesse caso, anticorpos começam a atacar estruturas do próprio corpo (por exemplo da glândula tireoide, cérebro, articulações ou qualquer outro órgão ou tecido), simplesmente por confundirem essas estruturas pertencentes ao nosso organismo com a estrutura química tridimensional de algum desses “pedaços” de material digestivo presentes, indevidamente, na circulação.

Esta confusão e ataque a estruturas do nosso próprio corpo por parte dos anticorpos recebe o nome de autoimunidade. Doenças autoimunes são aquelas que resultam do ataque a órgãos e tecidos do corpo pelos nossos próprios anticorpos. Alguns exemplos são doença celíaca, diabetes do tipo I, tireoidite de Hashimoto, artrite reumatoide e doenças cerebrais como esclerose múltipla.

Até mesmo doença de Parkinson (Nature Communications 5, artigo número: 3633, publicado em 16 de abril de 2014), autismo (Molecular Psychiatry 18:1171-1177, Nov 2013), e transtorno obsessivo-compulsivo (http://www.health.harvard.edu/blog/can-an-infection-suddenly-cause-ocd-201202274417) passaram a fazer parte da lista de suspeitos de possível fundo autoimune.

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Podemos também olhar a conexão intestino-cérebro por outro ângulo: uma criança (ou adolescente, ou adulto) não come bem, vive à base de “produtos alimentícios” industrializados, refinados, desvitalizados, pobres em nutrientes e que até prejudicam, de uma forma ou de outra, a integridade do intestino e absorção de nutrientes necessários para o bom funcionamento do cérebro.

Com o tempo, isso causa prejuízo das funções mentais mais sofisticadas, como memória, atenção, concentração e humor. Isso, por sua vez, leva a um aumento do estresse que, como vimos acima, resulta em um prejuízo ainda maior da função de absorção de nutrientes pelo intestino, criando um círculo vicioso que, inevitavelmente, resulta em doenças e piora do estado mental e comportamental.

Qual a doença, ou qual a manifestação indesejável do estado mental e/ou comportamental que uma pessoa poderá ou não apresentar, dependerá das predisposições genéticas que ela possuir.

Esse círculo vicioso somente pode ser quebrado por meio do conhecimento que você começa a adquirir ao ler este artigo. Afinal, somente o conhecimento pode levar a mudanças-chave no estilo de vida.

Você ou suas crianças têm “alimentação rica em fibras”? À luz do que foi discutido, isso pode não ser tão bom quanto se imagina. Tudo depende das fibras utilizadas. O termo “fibras” pode incluir elementos que, mesmo moídos, esfarelados, cozidos e mastigados, continuam “duros”, “pontudos”, “cortantes” e agressivos para a delicada camada celular que compõe as vilosidades e criptas microscópicas do nosso intestino, causando má absorção, aumento da permeabilidade, e todas as possíveis consequências.

Você cozinha seus alimentos o quanto mais depressa, na panela de pressão, para economizar tempo e conta de luz/gás? Lembre-se que o cozimento lento (por mais tempo, no fogo baixo) ajuda a pré-digerir os alimentos, de modo a tornar o processo digestivo menos agressivo e menos oneroso para nosso intestino, otimizando a absorção de nutrientes e preservando a integridade do tecido epitelial intestinal.

Deixar grãos de molho por 24 horas (feijão, arroz integral, lentilhas, grão-de-bico etc), antes de cozinhá-los lentamente, é uma maneira excelente de aumentar a digestibilidade desses grãos, e minimizar a agressividade deles para com nosso intestino. Nossos antepassados da era ‘pré-alimentos-industrializados’ sempre faziam isso. Ah, e também deixavam o pão fermentar naturalmente por muitas horas, o que melhora a digestibilidade do trigo.

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Hoje vivemos em um mundo com cada vez menos tempo para cozinhar, porém cada vez mais doente. Colite, enxaqueca, depressão, pânico, intestino irritável, comportamento agressivo, autismo, distúrbio bipolar e doenças autoimunes estão cada vez mais frequentes, segundo as estatísticas.

Conclusão: para existir saúde plena, o intestino tem que funcionar bem.

Leonard Verea psiquiatra

*Leonard F. Verea é médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua como diretor do Instituto Verea e da Unicap, empresa voltada à implementação e manutenção das condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho.

Nota da Redação: os artigos aqui publicados não refletem, necessariamente, a opinião do blog.

Alerta aos pais: nem todo psicólogo tem capacitação para cuidar de alguém com autismo

Entenda a importância da especialização na área da Análise do Comportamento Aplicada no momento de buscar tratamento para a criança com TEA (Transtorno do Espectro Autista)

É de conhecimento geral da população que um médico cardiologista, oftalmologista, ginecologista, ou de qualquer outra especialidade tenha formação nas áreas de atuação. Não basta ele apenas ser médico, precisa de uma pós-graduação, se aprofundar na técnica, teoria para depois buscar experiência na prática, para então, estar apto a atender na especialidade.

Você sabia que na psicologia funciona da mesma forma? Todo o profissional que deseja tratar de crianças autistas e aplicar a terapia chamada ABA (Análise do Comportamento Aplicada), deve passar por um curso de especialização, após a formação acadêmica na área.

Se estivéssemos diante de um conselho médico e fosse relatado que um paciente passou por uma cirurgia cardíaca realizada por um clínico geral a comoção, sem dúvida, seria generalizada. Na Psicologia, entretanto, isso tem se tornado comum e, o que é mais grave, com pacientes altamente vulneráveis e que necessitam do tratamento correto e intensivo para que possam ter um melhor prognóstico no futuro.

Infelizmente muitos profissionais de psicologia não seguem o importante pré-requisito e têm oferecido o tratamento em ABA, sem ao menos ter o conhecimento profundo na área. Motivo para os pais ficarem atentos. Afinal, entregam o bem mais preciso que são os filhos, para serem tratados da melhor maneira por um profissional capacitado.

criança psicologa

Atualmente, tem crescido no país o número de casos de crianças e adolescentes diagnosticados com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo). Por consequência, muitos pais têm procurado o tratamento a seus filhos e, muitas vezes, buscado judicialmente que o Estado ou planos de saúde custeiem o tratamento em ABA, prescrito pelo médico.

Com a demanda crescente para Analistas do Comportamento Aplicados ao campo do Autismo, e a ampla oferta de psicólogos no mercado, cada vez mais, profissionais que não possuem qualquer titulação de pós-graduação ou experiência comprovada de atuação sob supervisão em Análise do Comportamento Aplicada, atuam com ABA ao autismo.

“ABA é um Ciência aplicada do comportamento que pode ser utilizada para trazer soluções de problemas a fenômenos de relevância social, entre eles, o autismo. O clássico livro americano Applied Behavior Analysis de Cooper, Haron e Heward (2007), descreve cerca de 95 habilidades necessárias para a prática de tal profissional. Tais habilidades vão desde a realização de uma análise funcional apurada, passando por procedimentos de ensino e de mudança de comportamentos, até a forma de registro e avaliação de resultados. Portanto, o aprendizado de uma ciência além de complexo, tem de ser contínuo. A quem deseja atuar em uma ciência natural que se propõe a predizer comportamento e desenvolver repertórios comportamentais, cabe o enfrentamento de anos de estudo e dedicação que nunca devem se exaurir. Além disso, a atuação de modo competente é também resultado da experiência do profissional sob supervisão de um analista do comportamento experiente e esse quesito deve, também, ser considerado”, afirma a especialista em neuropsicologia e Analista do Comportamento Aplicada ao Autismo do Grupo Conduzir, Renata Michel.

Nos Estados Unidos, país com maior número de analistas do comportamento do mundo, foi criado há cerca de 30 anos a certificação denominada BCBA (Behavior Analyst Certification Board). Para obter esse certificado é exigido mestrado, horas de experiência (cerca de 1500), e, ao final, aprovação em um exame. O título do BCBA é reconhecido internacionalmente e tais critérios evidenciam a especificidade de conhecimentos necessários ao Analista do Comportamento. A adoção de um critério similar na realidade do nosso país faz-se cada vez mais necessária.

Tendo isso em vista, associações como a ABPMC (Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental), ACBr (Associação Brasileira de Análise do Comportamento) e o Lahmiei (Laboratório de Aprendizagem Humana), inserido na estrutura administrativa do Departamento de Psicologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) recomendam na procura do Analista do Comportamento o nível de pós-graduação, o que pode mais claramente atestar sua qualificação profissional para atuação.

“Como se trata de uma ciência, com produção de conhecimento ininterrupta, é também necessário que o Analista de Comportamento se mantenha constantemente atualizado. A Análise de Comportamento Aplicada (ABA) é a base para os tratamentos mais indicados para o TEA, segundo a Organização Mundial de Saúde. As mudanças recorrentes no campo da Educação Especial, principalmente a partir da década de 90, através das políticas de inclusão, deveriam fazer com que todos os profissionais refletissem sobre suas práticas e buscassem capacitação. É condição Sine Qua Non que os governos apoiem tais profissionais e auxiliem e oportunizem essas capacitações, pois não existe inclusão sem especialização”, afirma a Profª Drª Giovana Escobal, vice-coordenadora do Instituto Lahmiei, da UFSCar.

Celso Goyos, cordenador do Instituto Lahmiei, da UFSCar, afirma: “O melhor tratamento para o TEA, baseado em ABA, implica em início precoce, duração mínima de dois anos, intensidade de 30 a 40 horas por semana, e supervisão de um analista de comportamento capacitado e experiente. O tratamento é altamente complexo e exige uma integração dos recursos, envolvendo aplicadores (técnicos e profissionais da área da saúde ou educação), escolas e pais, e exige a supervisão capacitada e experiente”.

Rosane Cardoso Lacerda, administradora de empresas, tem um filho de 6 anos, que é tratado pela abordagem ABA há três ano. Ela comenta que chegou a procurar por tratamento em vários locais, que diziam ter a especialização na área, mas que na verdade não possuíam habilitação. Ela decidiu, então, pesquisar a fundo, exigir comprovação até encontrar o lugar ideal para o tratamento do filho.

“O progresso no meu filho só se deu após ingressarmos no tratamento correto, em um local verdadeiramente especializado em ABA. Após isso, a evolução foi notória, tanto na postura dele, quanto na linguagem. Sem contar que ele adora as terapeutas, já criou um vínculo e afinidade por todo o carinho dedicado a ele ao longo do tempo”, afirma Rosane.

Por isso é importante que os pais estejam atentos. Procure apenas profissionais que tenham a especialização ou supervisão e um especialista em ABA. Dessa maneira, a evolução no tratamento da criança com TEA pode ser realmente vista nos resultados apresentados.

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Fontes:

– Renata Michel – especialista em Neuropsicologia e Analista do Comportamento Aplicada ao Autismo do Grupo Conduzir
– Celso Goyos – Coordenador do Instituto LAHMIEI. Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos
– Giovana Escobal – Vice-coordenadora do Instituto LAHMIEI. Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos

Janeiro Branco: 23 milhões de brasileiros têm transtornos mentais

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 23 milhões de brasileiros, ou seja, 12% da população, apresentam os sintomas de transtornos mentais. Ainda de acordo com a pesquisa, ao menos 5 milhões, 3% dos cidadãos, sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 estimou que 7,6% (11,2 milhões) das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental. Mas, não é só a depressão que atinge os brasileiros, transtornos como ansiedade, bipolaridade e esquizofrenia também estão no topo da lista das doenças mais recorrentes.

O número de casos tende a aumentar em áreas urbanas, e também em mulheres, que representam dois terços dos diagnósticos para depressão, por exemplo. Por isso, é importante conscientizar todos, tanto os pacientes quanto quem convive com essas pessoas. Pensando nisso, foi lançada a recentemente campanha “Janeiro Branco”, aproveitando a simbologia do início de ano, para incentivar a cuidar da saúde mental e emocional.

Segundo Aier Adriano Costa, coordenador médico da Docway, as doenças psicológicas não são levadas a sério porque não são facilmente visíveis, como um osso quebrado por exemplo, apesar de serem doenças comuns e estrarem presentes na vida das pessoas. “Mudar depende da mobilização das pessoas para tentar combater o estigma social, evitar rotular e desqualificar pessoas que tem essas enfermidades e orientar já é um bom começo e não tem nenhum custo”, explica.

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Foto: MedicalNewsToday

Existem, de acordo com o médico, vários sinais e sintomas que podem identificar uma pessoa que não está com uma boa saúde mental, por exemplo: tristeza ou irritabilidade exacerbada, confusão, desorientação, apatia e perda de interesse, preocupações excessivas, raiva, hostilidade, violência, medo ou paranoia, problemas em lidar com emoções, dificuldade de concentração, dificuldade de lidar com responsabilidades, reclusão ou isolamento social, problemas para dormir, delírios ou alucinações, ideias grandiosas ou fora da realidade, abuso de drogas ou álcool, pensamentos ou planos suicidas.

Para ajudar, inicialmente, é bom estimular o paciente a buscar atendimento especializado com um médico, psicólogo ou um psiquiatra. De acordo com o Dr. Aier, é sempre importante criar um ambiente adequado para que a pessoa que está em tratamento se sinta segura para poder compartilhar seus problemas e aceitar ajudar especializada.

Outra dica importante é criar uma rede de apoio, com amigos e familiares, para entender e participar ativamente do processo de terapia. Existem, além disso, diversos outros grupos de apoio que podem auxiliar auxiliam no tratamento. A grande maioria das doenças psiquiátricas tem tratamento eficiente quando diagnosticada de maneira correta, além dos tratamentos estarem em constante melhora e evolução.

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“Cabe a todos nós como sociedade ajudar para o fim da discriminação e preconceito que estão presentes nas pessoas que tem pouco conhecimento sobre o assunto”, conclui o médico.

Fonte: Docway

 

Dicas para ter mais saúde em 2019

O ano novo chegou e, com ele, uma vontade renovada de ter mais saúde, certo? Mas, então, como fazer? Que novas atitudes podemos ter para chegar a um estado mais saudável de consciência física e emocional? Frésia Sa é fisioterapeuta e utiliza diversas técnicas para descobrir memórias traumáticas e crenças inconscientes que podem ser a causa de dores e doenças crônicas e nos impedir de viver em plenitude.

Frésia separou três dicas que podem parecer básicas, e talvez você até já tenha pensado nisso, mas que, segundo ela, se nos comprometermos de coração com elas, a saúde vem, inevitavelmente. Veja quais são as mudanças de que você precisa:

Procure as causas reais das suas dores, sejam elas físicas ou emocionais

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Foto: OnHealth

“Ninguém merece viver com dor. Bato muito nessa tecla porque atendo muitas pessoas que têm essa crença: a de que eu nasci sentindo dor e, portanto, vou seguir assim a vida toda. Isso não é verdade! Você pode e deve ter uma vida leve e feliz, basta que, para isso, conheça o que machuca sua alma e seu corpo, quais são as lembranças, os traumas, as crenças, que impedem de usar os seus maiores potenciais. Vá em busca da sua melhor versão, investigue sua mente e seu corpo, entenda o que faz você sofrer e elimine as causas reais das suas dores. Isso é possível e não é difícil, mas exige dois ingredientes fundamentais: iniciativa e determinação”.

Comece uma rotina saudável, que permita atingir seu maior potencial

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“Você dorme demais, come mal, vive cansada, sente sua vida estagnada, é parceira da procrastinação e das desculpas para nunca fazer o que realmente precisa? Mude já. Ter uma rotina saudável, que reúna elementos como boa alimentação, leituras saudáveis, práticas físicas, conexão espiritual (seja qual for sua religião ou filosofia), organização e disciplina, é fundamental para sentir que sua vida caminha, que seus planos se concretizam e seus sonhos estão a caminho de se realizar. Coloque pequenas metas, estabeleça prazos para incluir novas rotinas e vá agregando boas práticas aos poucos. Toda mudança radical tende a não vingar. O que acontece devagar, permanece”.

Exercite a gratidão!

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“Muito se fala nessa palavra, nos dias de hoje, e não é à toa! A palavra gratidão é uma das que exerce a mais alta vibração, ou seja, quando falamos que somos gratos, estamos ampliando nosso campo energético positivo. Obviamente, falar é bom, mas sentir é essencial! Quando somos gratos pela vida, pelas nossas origens, pelo que temos e somos, e inclusive pelas nossas dores, já que foram elas que nos levaram a um caminho de autoconhecimento, conseguimos construir uma energia de impulso, que facilita nossas conquistas. Todo desconforto nos provoca, é um alerta e, se ouvirmos a voz do nosso próprio corpo, podemos ir atrás de soluções e melhorias pessoais. Por isso, seja grato, inclusive por aquilo que te tira da zona de conforto. A vida precisa de impulso, e é por meio dele que crescemos”.

Está pronto para criar um 2019 mais pleno, mais saudável e cheio de vida? Comece por pequenas mudanças, entenda de onde vem as suas dores e seja grato, por tudo. Só assim conseguimos enxergar as boas estradas, as boas oportunidades e nosso futuro de crescimento. Não custa experimentar!

Fonte: Biointegral Saúde

Psicóloga dá 15 dicas para ser mais feliz e obter sucesso em 2019

É inevitável ao final  e início de cada ano, começamos a repensar tudo o que fizemos. Os planos que colocamos em prática, os que ficaram no meio do caminho e aqueles que nem mesmo tiramos do papel. Realmente é uma época de organizar a mente, o emocional e o corpo.

Seja o objetivo passar em um concurso público, vestibular, organizar a vida sentimental e financeira, até mesmo emagrecer, ou parar de fumar. O importante é pensar em tudo que realizou, o que deu certo, e se programar para colocar em prática os outros desejos, sem frustrações, cobranças e tristezas.

“Começar o ano motivado e com a vida organizada é fundamental para conseguir o sucesso” explica a psicóloga Miriam Pontes Farias, que enfatiza:”Valorize as coisas legais que você realizou durante o ano”.

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Pixabay

A especialista explica que por meio da hipnose clinica é possível equilibrar a mente e o corpo: “Mente sã, corpo são, é importante deixar de lado o estresse, a baixa autoestima, e qualquer sentimento ou pensamento de negatividade, é preciso mergulhar em si próprio, descobrir o que deu errado para acertar no novo ano. Às vezes, a ansiedade, a dúvida e o estresse acabam levando a pessoa a se desequilibrar emocionalmente” conta.

A hipnose é uma terapia focal e direcionada, uma forte aliada contra diversos males da atualidade, indicada para tratar estresse, baixa autoestima, depressão, pânico, fobias, ansiedade, medo, vícios, e ajuda até mesmo a potencializar os estudos para provas de concursos e vestibulares.

Miriam, porém, dá algumas dicas para quem quer um 2019 mais feliz:

1- Tenha atitudes mais ousadas.

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2- Se aproxime mais de relações saudáveis, de pessoas que colocam você pra cima.

3- Acredite que é possível realizar seu sonho (passar no concurso, comprar um imóvel, casar, fazer uma faculdade, ter filhos, viajar para o exterior etc…). Crie estratégias e invista neles.

4- Aprenda a administrar momentos de estresse e ansiedade.

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Wisegeek

5- Aplique como exemplo o que deu certo, em time que se ganha não se mexe. Valorize as coisas boas que aconteceram com você durante o ano que terminou e busque novas realizações.

6- Pare de se lamentar e deixe o passado, remoê-lo não traz nenhum benefício. Siga em frente, tem muita vida esperando por você.

7- Separe alguns minutos do seu dia para meditar, fazer yoga ou praticar auto-hipnose. Busque a paz interior.

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8- Faça programas que relaxem e tragam prazer.

9- Viva um dia de cada vez, para que pressa?

10- Valorize o que você tem de melhor, qual é o seu ponto forte?

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Free Images

11- Esteja aberto a novos aprendizados.

12- Saia da “zona de conforto”, movimente-se. Faça coisas diferentes para obter resultados diferentes.

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13- Cuide do corpo e pratique atividade física

14- Cuide da sua mente alimentando-a com pensamentos saudáveis. Quando estiver passando por momentos difíceis na vida, procure um psicólogo, ele pode te ajudar.

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Pexels

15- Aumente as suas possibilidades de relacionamentos, a gente se constrói na relação com o outro.

Fonte: Miriam Pontes de Farias atua como psicóloga clínica, hipnóloga e professora. É pós-graduada em hipnose clínica e acupuntura, conferencista internacional, palestrante e coordenadora do ambulatório em psicoterapia com hipnose. Presta atendimentos individuais e em grupo no Centro e na Zona Sul do Rio de Janeiro. 

Como driblar “armadilha” da compulsão alimentar nas festas de fim de ano

Especialista em obesidade Gladia Bernardi, autora do best-seller “O Código Secreto do Emagrecimento” explica como aproveitar as ceias de Natal e Ano Novo sem comer de forma exagerada, evitando colocar a saúde e a boa forma em risco

O final do ano chegou e, com ele, as tradicionais festas de confraternização, encontros com amigos, ceias em família, e muita comida. Todos esses ambientes já são propícios para comer em exagero, mas a maioria das pessoas ainda conta com o desgaste físico e psicológico acumulado no ano, principalmente por conta do trabalho, como “incentivo” para os excessos. A vontade de “relaxar” é uma das justificativas para o exagero na hora de comer.

A boa notícia é que há alternativas para desfrutar dessa época do ano sem grandes prejuízos para a saúde nem sofrimento, e o segredo está em trabalhar a mente. Gladia Bernardi, especialista em obesidade e autora do best-seller “O Código Secreto do Emagrecimento”, explica que é normal as pessoas desejarem uma “recompensa” pelo ano exaustivo e acabarem deixando o emocional tomar conta. Por isso, acabam comendo mais do que de fato gostariam e ficam com sentimento de culpa.

Segundo pesquisa do The New England Journal of Medicine, as pessoas tendem a engordar 2 kg durante as festas de fim de ano, mas não perdem esse excesso integralmente depois. O estudo, realizado com quase 3.000 pessoas nos Estados Unidos, Alemanha e Japão, mostrou que os participantes emagreceram apenas 1,5 kg – acumulando em média 0,5 kg a cada ano.

Fome emocional x fome racional

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Como trabalhar a mente para evitar esse tipo de compulsão? No best-seller, Gladia explica os dois sistemas que controlam nosso cérebro: o “bottom up” (emocional) e o “top down” (racional). Como a principal forma de manter-se saudável é uma reconstrução de padrões de pensamento para a criação de hábitos, é fundamental o equilíbrio entre esses dois sistemas.

“Os momentos de exagero na comida ocorrem geralmente quando o sistema “bottom up” – emocional – toma conta do cérebro e de suas ações, o que não pode acontecer. É preciso que o sistema emocional permita receber conselhos do racional para que ambos possam agir em harmonia”, explica a especialista.

O uso excessivo na rotina diária do sistema “top down” – racional – faz com que, em momentos de festividades, grande parte das pessoas queiram deixá-lo de lado, o que é importante e saudável, mas não pode ser feito de maneira integral. É preciso que os sistemas realizem ações comportamentais juntos, não individuais.

“Nossa vida não teria graça nenhuma se vivêssemos apenas sob o comando da razão, é importante que o emocional esteja presente nos momentos de descontração. Mas é preciso entender que o segredo para não cair em compulsão é acionar o ‘top down’ antes de comer, impedindo assim os exageros e o sentimento de culpa”, comenta Gladia.

Como acionar o racional durante as festas?

shutterstock mulher comendo doces
Shutterstock

“Trabalhei como um(a) doido(a) o ano inteiro, mereço comer o máximo que eu aguentar”. Epa, calma! Realmente, você merece momentos de prazer e diversão após tanto trabalho e uma rotina exaustiva o ano inteiro, mas isso não é motivo para comer em exagero.

“Esse pensamento é uma forma de sabotar a mente, e apenas contribui para a compulsão. Comida não pode ser o centro da felicidade”, alerta Gladia. Segundo a especialista, essa frase significa que o sistema “bottom up” (emocional) tomou conta da mente. “Lembre-se: é preciso permitir que o “top-down” (racional) entre em ação e os dois atuem em conjunto. Aproveite aquele doce saboroso, mas não precisa acabar com a travessa”, ensina ela.

“Ah, já comi um, mesmo, mais quatro ou cinco ou tantos outros não vão fazer diferença”. Esse também é outro pensamento muito comum para justificar uma compulsão. Não é porque você comeu um alimento gorduroso que vai “abrir a porteira” para comer sem limites.

“Saiba aproveitar uma comida gostosa sem excessos, e não sentirá culpa nem terá prejuízos significativos depois. É comum esse tipo de pensamento durante as ceias de final de ano, o que leva a mais momentos de compulsão e faz com que a pessoa postergue a reprogramação do cérebro para a criação de hábitos”.

“Estou satisfeito(a), mas vai demorar para eu comer isso de novo, então vou pegar mais”. Essa é clássica no fim do ano. Realmente, não é sempre que nos deparamos com pratos elaborados e tantos tipos de doces como nessa época. Por isso, é importante aproveitar os alimentos, mas, novamente, esse tipo de pensamento não pode ser uma forma de justificar uma compulsão.

“Se você já está satisfeito, para que ficar sofrendo pelo “futuro” em que não vai ter o alimento? Importante lembrar que as ações que constroem hábitos no cérebro são feitas diariamente e em pequenos momentos. Evitar esse tipo de ação também vai contribuir para a reprogramação da sua mente para manter uma rotina mais saudável no futuro e sem sofrimentos”, recomenda Gladia.

“Vou começar a dieta a sério no ano que vem, então agora vou extravasar”. “Em meu livro, apresento uma técnica para não sofrer com dietas restritas e ter uma vida prazerosa. Para isso, é importante a construção de hábitos no cérebro para que ele seja programado a viver bem com uma rotina saudável. Como isso é feito? Diariamente, em pequenos momentos. Uma possível dieta restrita no futuro não pode justificar um momento de compulsão. É preciso equilíbrio em ambos os momentos”, diz.

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Foto: Envato Elements

Não há nenhum mal em aproveitar as festas para comer aqueles doces diferentes e experimentar refeições saborosas, desde que sem excessos. “O importante é exercitar a mente para que não se deixar levar pelas emoções de momento, nem pela ideia de “recompensa”. O equilíbrio é a chave para se divertir nas festas, experimentando alimentos diferentes sem ficar com a consciência pesada”, finaliza.

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Fonte: Gladia Bernardi é autora do recém-lançado livro Código Secreto do Emagrecimento (Ed. Gente), nutricionista e desenvolvedora do método de coaching de Emagrecimento Consciente, baseado na neurociência, na programação neurolinguística e em coaching. Atualmente, já formou mais de mil profissionais de todo o Brasil e é responsável pelo evento “Por um mundo mais leve”, que é realizado anualmente e defende que qualquer pessoa pode emagrecer se estiver em harmonia com a mente.

Esgotamento é maior no final do ano com pressão e metas*

Ansiedade e cobrança podem trazer impactos para a saúde física e emocional dos profissionais

Uma vez que o esgotamento emocional pode nos impedir de avançar, é importante saber como identificá-lo e procurar atividades que nos ajudem a relativizar e neutralizar as emoções negativas.

Nós falamos, é claro, de todos os universos emocionais que contêm o estresse, as preocupações do dia a dia, as tensões que outros nos infligem, os medos, o peso do passado, o medo do futuro, e até mesmo a angústia existencial. Todos nós temos muito claro o que é o esgotamento físico; nós sabemos como identificar os sintomas e atender adequadamente a esse estado em que nosso corpo não pode dar mais de si mesmo e requer um descanso.

No entanto, por mais curioso que possa parecer, o esgotamento emocional não é tão fácil de identificar. Além disso, não sabemos como oferecer uma resposta efetiva, uma estratégia de coesão psicológica útil e eficaz. O que fazemos muitas vezes é “engolir” uma emoção após a outra. Nós as colocamos uma por uma em nossa bagagem pessoal sem estarmos ciente de seu peso e de como elas afetam nosso bem-estar e qualidade de vida.

Todos os dias nos movemos mais devagar, com menos entusiasmo, com a motivação e os sonhos no chão. Hoje propomos que você tome consciência desse tipo de fadiga. Identificá-la e gerenciá-la adequadamente pode mudar sua vida.

O que é o esgotamento emocional?

O esgotamento emocional vai além do estresse ou da simples ansiedade. Ocorre especialmente em pessoas que, devido ao seu trabalho ou situação pessoal, vivem experiências carregadas com um alto nível emocional. Por exemplo, as responsabilidades de profissões como médicos, enfermeiros, bombeiros, professores etc., muitas vezes causam a acumulação de emoções muito intensas que não têm tempo de gerir no seu dia a dia.

Além disso, fatos como ter que cuidar de pessoas doentes ou dependentes, bem como viver em um ambiente familiar muito exigente, também geram um alto esgotamento emocional. Por outro lado, situações como uma perda, uma decepção, ou um evento traumático no passado também causam um desgaste progressivo que pode deixar uma profunda marca em nossa mente.

Fim de ano é época de festas, mas também é neste período que as pessoas costumam ficar mais estressadas. Já vivemos em um mundo altamente competitivo e com enorme quantidade de tarefas que precisam ser executadas diariamente, mas, em dezembro, para poder encerrar tudo o que deveria ter sido concluído durante o ano, o trabalho e a pressão aumentam ainda mais. Esta mistura de ansiedade e cobrança pode trazer impactos para a saúde física e emocional dos profissionais. E o resultado pode ser pessoas extremamente cansadas ou até mesmo com problemas mais sérios, como a Síndrome de Burnout, a doença do esgotamento profissional.

A Síndrome de Burnout é um processo que se inicia com a tensão no trabalho, podendo levar o profissional a uma condição crônica de estresse e ao esgotamento físico e mental, que, se não for diagnosticada corretamente, pode ser confundido com doenças como a depressão. No entanto, para o médico, a síndrome diferencia-se da depressão, por estar diretamente atrelada ao trabalho e não a outras questões da vida do profissional.

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Acontece quando já foi exigido tudo o que o corpo e a mente poderiam suportar. Ela afeta principalmente os profissionais que são submetidos diariamente a momentos de muita tensão, como médicos, bombeiros, policiais, trabalhadores da área da educação, saúde, recursos humanos. Também têm maior propensão a desenvolver a síndrome quem tem baixa autoestima ou dificuldade nos relacionamentos interpessoais.

Entre os sintomas mais frequentes da síndrome, estão a ansiedade, tristeza, indiferença, agressividade, isolamento, mudanças de humor, dificuldade de concentração, problemas de memória, baixa autoestima, distanciamento afetivo e desinteresse pelo trabalho. Sob o aspecto físico, dores de cabeça, problemas gastrointestinais, palpitação, aumento na pressão arterial, insônia e no caso das mulheres, com alterações no ciclo menstrual. O quadro pode ficar tão sério que alguns pacientes com Burnout passam a utilizar álcool e drogas para aliviar as dores e as tensões, o que os leva a dependência e até a tentativas de suicídio.

Para reverter este quadro, a orientação é que o paciente busque ajuda com um médico psiquiatra, que fará o diagnóstico e poderá receitar medicamentos, além de, se necessário, encaminhá-lo para a terapia com um psicólogo. O tratamento com os especialistas ainda deverá contar com a força de vontade e inciativa do paciente, para que ele consiga mudar seu estilo de vida e maneira com que lida com o trabalho.

*Cristiane Pertusi é Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP e  Mestre em Psicologia PUCRS, Especialista em Abordagem Sistëmica pela Unifesp. Certificada como coach qualificada pela ASTD –The American Society for Training and Development, para ministrar “Coaching Certificate Program”. Qualificada pela Fellipelli – Instrumentos de Diagnóstico e Desenvolvimento Organizacional para aplicar O Indicador de Preferências Psicológicas, Instrumento MBTI-Myers Briggs Type Indicator. Consultora, Psicóloga e Professora Universitária há mais de 17 anos.