Arquivo da categoria: psicologia

Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo OMS

Janeiro Branco chama atenção para saúde mental

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com 18,6 milhões de brasileiros sofrendo com sintomas do transtorno.

Já este ano, uma pesquisa da Funcional Health Tech — empresa especializada em inteligência de dados e serviços de gestão no setor de saúde — demonstrou que, de 2014 a 2018, o consumo de antidepressivos cresceu 23% no país. Todos esses dados só reforçam ainda mais a importância da campanha Janeiro Branco, uma ação que visa evidenciar temas ligados à saúde mental.

mulher ansiedade

“O Brasil acompanhou um movimento mundial, na década de 70, ao instituir a Reforma Psiquiátrica, que tirou a Saúde Mental da margem social e a colocou como sendo estrutura primordial dos Direitos Humanos no país. Expandimos a nossa compreensão a respeito da vida e do bem-estar emocional, estruturas fundamentais para lidar com nossa correria e turbulência do cotidiano. Com isso, direcionar um mês do calendário anual para discutir sobre a saúde emocional é um grande presente e precisamos aproveitá-lo com afinco”, destaca o psiquiatra da Clínica Maia, Ygor Czovny.

De acordo com a OMS, saúde mental não é apenas ausência de doença ou sintomas, mas um estado completo de bem-estar físico, emocional e social. “Se o indivíduo percebe que algum setor de sua vida está apresentando dificuldades, este é o momento de buscar ajuda e garantir um tratamento rápido e eficaz. É importante não esperar o total comprometimento emocional ou profissional, por exemplo, para ir atrás de suporte”, alerta o especialista.

Segundo o médico, alguns sinais podem indicar que a saúde emocional não vai bem e é preciso estar atento, são eles o excesso de pensamentos negativos, medos constantes, preocupações excessivas, que podem levar a quadros de insônia, compulsão alimentar, tristeza intensa e sintomas físicos de ansiedade como taquicardia, sudorese, frio na barriga.

terapia shutterstock
Foto: Shutterstock

“Vale ressaltar que a pessoa não deve hesitar ao procurar auxílio profissional para tratar uma saúde mental possivelmente debilitada. Quando temos, por exemplo, sinais de uma pneumonia, procuramos um médico clínico ou pneumologista, certo? Assim também é na saúde emocional: psiquiatra, psicólogo e terapeuta são os profissionais responsáveis pelo tratamento desses e outros sintomas de alerta que, em alguns casos, podem indicar um quadro psiquiátrico sério, mas perfeitamente tratável”, finaliza.

Fonte: Clínica Maia

Consumo em excesso pode ser compulsão e necessitar de tratamento

Amigo secreto, troca de presentes no Natal, roupa nova para o Réveillon… As festas de fim de ano são um convite às compras, ainda mais com um número incontável de promoções, muitas à distância de um clique. O estímulo ao consumo próprio dessa época do ano leva a uma reflexão sobre quando o ato de comprar ultrapassa o limite da satisfação de uma necessidade, ou mesmo de um desejo, e passa a uma compulsão que não pode ser controlada, causando prejuízos ao indivíduo.

O psiquiatra da clínica Holiste, de Salvador, Luiz Guimarães, aponta que a chamada compulsão por compras faz parte dos comportamentos dependentes, aos quais também estão associados o uso de drogas lícitas ou ilícitas, jogos, sexo compulsivo, prática de exercícios e até comida.

Compras Compulsivas - Banco de imagen (2)

“Muito se fala sobre as dependências químicas – álcool e drogas -, mas essas são apenas algumas das facetas dos comportamentos dependentes, que estão relacionados ao mecanismo de recompensa do cérebro. A pessoa pensa o tempo todo naquela experiência e fica presa naquele pensamento intrusivo. Além disso, ocorre a liberação de substâncias, como a dopamina, no cérebro, e tudo isso é associado na dependência. A pessoa não consegue não fazer. As dependências comportamentais são caracterizadas pela recorrência de impulsos, onde se realiza esse comportamento específico e mantém apesar das consequências negativas ou danosas”, explica Guimarães.

Na compulsão por compras, assim como em outros comportamentos compulsivos, não existe a satisfação de uma necessidade e nem de um desejo, mas sim um impulso para consumir sem qualquer objetivo específico ou necessidade. A ansiedade antes da compra, a compulsão e o arrependimento, logo em seguida, são características desse quadro. Sem ajuda, o problema pode causar, além de dívidas cada vez maiores, depressão e isolamento social.

andre doria holiste
André Dória, psicólogo da Holiste

“A compra compulsiva pode gerar transtornos quando começa a representar um prejuízo financeiro ou emocional. Acontece uma espécie de inversão de papéis: a pessoa perde a autonomia em escolher e se torna refém do ato de comprar compulsivamente. Ou seja, deixa de ser agente de suas decisões diante do fascínio exercido pelos objetos que quer adquirir. Um vez adquirido, o objeto perde o brilho, a angústia retorna e o ciclo angústia-compra-frustração se repete indefinidamente”, aponta o psicólogo André Dória.

Comportamentos dependentes

O psicólogo Pablo Sauce destaca que, para avaliar o que causa o comportamento dependente, é preciso olhar para três fatores. A questão biológica ou genética (fator somático), a interferência sociocultural ou fator ambiental, e o psicológico, subjetivo, ou fator mental. É a interação desses três fatores que sustenta o comportamento.

“Não adianta irmos atrás do objeto da dependência pois podemos, a todo tempo, acrescentar algo nesta lista. Temos comportamentos dependentes relacionados às substâncias, ao ato de comer, às compras, ao jogo, e diversos outros. O que caracteriza a compulsão são elementos como o imediatismo, uma vontade que se impõe e a impossibilidade de não obter satisfação. Isso leva ao recuo do confronto com a insatisfação da realidade externa, fazendo a pessoa se entrincheirar na realidade psíquica, apoiada em um ou outro objeto de satisfação. Somos capazes de escolher a dor e até a morte em nome de uma satisfação, e a dependência nos mostra isso”, alerta o especialista.

depressao terapia ajuda apoio pixabay p

O tratamento das compulsões é individualizado, podendo ser indicada a psicoterapia e, nos casos mais graves, medicação. Como muitas vezes a pessoa não se percebe como compulsiva, o paciente chega ao tratamento por meio da família ou de pessoas próximas, por isso é importante ficar atento a comportamentos que possam indicar compulsão.

Fonte: Holiste

 

Como lidar com a avalanche de estímulos ao consumo desta época do ano?*

O consumo paira sobre o imaginário neste período do ano. Mais recentemente, se inicia com a adoção massiva do comércio brasileiro à campanha Black Friday, em novembro, seguindo os estímulos dos tradicionais presentes de Natal e, depois, as promoções e queimas de estoque em janeiro. São inúmeros eventos que conduzem às compras de itens, muitas vezes, não essenciais.

Nesse sentido, o consumo pode ocorrer como resposta a uma emoção negativa (tristeza, baixa estima, tédio) ou mesmo pela necessidade de mostrar status social por meio do poder de compra. Além do quesito emocional, é inegável o impacto das campanhas publicitárias, a ponto de transformar alguns produtos e serviços em necessidades imediatas. São as ideias por detrás do “valer a pena” ao mostrar o “preço reduzido” ou a sensação de “poucas unidades” disponíveis daquele produto/serviço.

Diferentes teorias tentam explicar o comportamento de consumo. Alguns economistas destacam o aumento dos gastos diante da percepção de redução do preço. Sem contar aquelas pessoas que tendem a valorizar mais as possíveis perdas (ou faltas) do que os ganhos que virão do produto ou serviço que estão prestes a adquirir.

Mas o que desencadeia a decisão de comprar?

Sixty-and-Me mulher computador

Pode ser qualquer estímulo (ambiente, mídia, fala de alguém) que nos faça pensar sobre alguma ideia, conceito, produto ou necessidade. Ou seja, os gatilhos despertam interesse em coisas que não estávamos necessitando ou pensando até o momento que fomos estimulados por eles.

Como lidar com esses gatilhos e evitar armadilhas?

FreeGreatPicture compra cartão sacola

• Identificar o que te faz querer consumir é o primeiro passo. Pergunte-se sobre o que te levou a querer o produto/serviço naquele momento? Estava triste? O desconto pareceu atraente? O atendimento na loja foi cordial e te fez sentir-se à vontade?
• Seja consciente de sua real necessidade e do motivo que te faz pensar que o produto/serviço é importante naquele momento.
• Questione-se sobre a disponibilidade do produto ou serviço no futuro: ele poderá acabar ou parar de ser oferecido? Você deve comprar naquela hora?

Em síntese, tenha clareza dos objetos ao seu redor, de como eles te afetam, e das estratégias de venda no comércio físico e virtual. A consciência é uma das principais formas de garantir que as decisões de consumo sejam realizadas adequadamente e que efetivamente trarão benefícios.

Por outro lado, deixar-se levar pela sedução barata de algum momento ocasionará a aquisição de bens e serviços desnecessários, decorrentes de pura falta de consciência. É preciso estar atento a si mesmo e ao seu ambiente até mesmo no momento das compras.

*Por Jeferson G. Pires, professor mestre do curso de Psicologia da Anhanguera São José (SC), Psicólogo e Doutorando em Psicologia- UFSC.

Por que os casos de ansiedade e depressão aumentam no fim do ano?

Frustrações por metas não alcançadas, sentimentos de perdas e principalmente o luto, são alguns dos motivos para entristecer as pessoas neste período

A proximidade com as festas de fim de ano, para a maioria das pessoas é sinônimo de alegria e de diversão, para outros, de tristeza e frustração. Mas por que as sensações costumam variar tanto de pessoa para a pessoa? Por que uma época do ano, em específico, costuma mexer tanto com os sentimentos?

Segundo o psicólogo cognitivo comportamental Emerson Viana, existem inúmeros fatores para isso e o principal é que costumam ficar mais sensíveis e pensativos nesta época, principalmente porque tudo o que estiver relacionado a situações vividas em anos anteriores, costumam voltar com força neste momento e nem sempre essas lembranças são positivas. Muitas vezes essas lembranças são acompanhadas de frustrações pela perda de um amor, ou pela sensação que mais um ano está se acabando e não foi possível reatar laços perdidos no passado.

tristeza emoji

O psicólogo explica ainda que isso é normal, pois tendemos a fazer uma retrospectiva sobre os meses que passaram, o que inclui tanto as conquistas, quanto as frustrações. Além disso, as famílias costumam se reunir mais neste período e isso pode ser bastante doloroso para aqueles que perderam entes queridos ou que possuem problemas familiares. “E esse misto de sentimento pode desencadear reações adversas em cada pessoa. Alguns lidarão com isso de maneira mais leve, enquanto outros sofrerão antes mesmo que essa época chegue” – garante.

Para lidar com todos esses sentimentos que circundam o fim de ano é necessário tomar algumas atitudes que incluem a presença de um profissional especializado. O indivíduo precisa, avaliar o que deu certo e o que não deu de maneira imparcial, buscando entender o porquê de cada uma destas resoluções e pontuar o que ele pode fazer para ajustar a rota para o ano seguinte. “Mas este exercício é importante para o autoconhecimento e não para que a pessoa se frustre ainda mais, por isso é importante ser realizada com ajuda de um profissional” – reforça.

Além disso, outra dica importante para evitar a frustração é estipular metas que são possíveis de serem realizadas. Se junto com a meta, não for criado um plano para conquistá-la, é quase impossível dela se realizar.

“Muitas pessoas chegam ao meu consultório frustradas com elas mesmas, por não terem alcançado os planos que traçaram no último dia do ano, mas quando começamos a terapia, fica evidente que isso não seria possível. Uma pessoa extremamente sedentária, jamais conseguirá se tornar uma atleta se não houver preparo e acompanhamento médico, por exemplo. Assim como realizar aquela tão sonhada viagem; se a pessoa não estiver disposta a economizar e abrir mão de algumas coisas. Assim, é importante buscar ajuda para alcançar suas metas.” – evidencia Viana.

tristeza mulher natal.jpeg

O psicólogo finaliza dizendo que muitos destes objetivos só são possíveis com dedicação e cuidado emocional. É importante conhecer a motivação para cada um destes sonhos; buscar entender o que eles significam e para isso a terapia é uma grande aliada na hora de lidar com emoções que são difíceis de serem compreendidas. O autoconhecimento ainda é o principal fator para um ano leve e feliz.

Fonte: Emerson Viana é psicólogo cognitivo comportamental formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Neste período, estagiou em importantes centros de atendimento psíquico ampliando o seu conhecimento e adquirindo experiência no desenvolvimento pessoal de adolescentes e terceira idade. Fundador e diretor clínico da Clínica Viva Psicologia

Aspectos psicológicos e emocionais após o diagnóstico de uma doença grave

Apoio de pessoas queridas pode auxiliar na superação da notícia e no tratamento

Ser diagnosticado com uma doença grave é algo muito delicado tanto para quem recebe o diagnóstico quanto para a família e amigos. “Em um primeiro momento, é natural que a pessoa fique insegura e seja tomada pelo medo, criando uma série de conflitos internos e sentimentos negativos, como tristeza e apatia. Isso acontece devido ao mecanismo de defesa do nosso corpo em não saber como lidar com o inesperado, com o que foge de um planejamento, tanto no presente e principalmente quando relacionado ao futuro. E quando somos diagnosticados com doenças consideradas graves, por exemplo, o câncer, o primeiro pensamento que se passa nas nossas cabeças é a morte” – explica Emerson Viana, psicólogo cognitivo comportamental e diretor clínica da Viva Psicologia.

depressao terapia ajuda apoio pixabay p

Neste momento, o apoio da família e dos amigos é fundamental. “A pessoa precisa se sentir segura e acreditar que o diagnóstico não é uma sentença de morte e caso isso venha a acontece, é preciso estar conformada e consciente. É preciso entender tudo sobre a doença para eliminar de seu corpo sensações de medo, preparando-se para o que irá enfrentar”, pontua.

Quanto mais a pessoa souber sobre a doença, mais preparada ela estará para seguir com o tratamento. Sentindo menos as consequências da possível perda de cabelo, diminuição da libido, baixa autoestima. “Todos estes pontos são tratados durante as sessões de terapia. Nosso objetivo é tornar esse momento o menos traumático para todos os envolvidos”.

O apoio de pessoas próximas é essencial nessa fase. É de onde o portador consegue aconchego, carinho e afago, sentindo-se mais seguro consigo mesmo. “O apoio de pessoas queridas é indispensável durante todo o processo. Caso você tenha algum familiar ou amigo que infelizmente foi diagnosticado com alguma enfermidade grave, procure falar palavras de motivação e também de conforto, para ele é de extrema importância entender que não está sozinho”, conclui.

maos-casal-casamento-768x551

Vale ressaltar que o acompanhamento médico é indispensável nesse período, procure seguir à risca todas as recomendações médicas, para o melhor resultado no tratamento e logo a cura.

Fonte: Emerson Viana é psicólogo formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Neste período, estagiou em importantes centros de atendimento psíquico ampliando o seu conhecimento e adquirindo experiência no desenvolvimento pessoal de adolescentes e terceira idade. Atualmente, além de fundador e diretor clínico da Clínica Viva Psicologia também atua no atendimento de temas relevantes, como crises entre casais homo e heterossexuais, convivência e sucesso com trabalhos em grupo, problemas na adolescência como transformação hormonal e da própria mente, escolha vocacional e organização empresarial. 

Especialista explica causas, sintomas e formas de prevenção que podem evitar o suicídio

Setembro é o mês em que é realizada a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Dados apontam que são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de um milhão no mundo.

setembro-amarelo

Trata-se de uma realidade alarmante e que requer atenção redobrada. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

O psicólogo do Hapvida Saúde, Wilton Cabral, aponta que a depressão é uma das principais causas do suicídio, pois as variáveis são inúmeras. “Podemos até pensar que mesmo o indivíduo que cometeu suicídio teria dificuldades de explicar os motivos, pois é uma angústia muito relevante com uma sensação de vazio significativo e sem uma explicação lógica”, explica o médico.

Além disso, ele alerta que é preciso ficar atento e compreender o suicídio como uma realidade que pode afetar pessoas próximas e é fundamental conversar a respeito. “Os suicídios podem ser evitados desde que tenhamos conhecimento sobre seus sintomas, causas e formas de evitá-lo”, destaca o especialista.

Sinais de alerta

MULHER TRISTE DEPRESSÃO

Para contribuir na prevenção do suicídio, Wilton aponta que devemos ser capazes de perceber os sinais de alerta que uma pessoa emite. “Uma pessoa potencialmente suicida pode apresentar como sintomas tristeza significativa com falta de vontade de estar com outras pessoas, mudanças repentinas do comportamento, roupas diferentes do habitual, buscar realizar várias pendências e às vezes até realizar um testamento, podendo apresentar calma e despreocupação após um período de crise de depressão ou ansiedade, bem como pode realizar ameaças de suicídio com frequência”, afirma o psicólogo.

Portanto, o especialista desta que se você perceber que uma pessoa está desinteressada, não tem mais a mesma produtividade em suas atividades de rotina, está isolando-se de amigos e parentes, descuidando-se da aparência ou diz muitas frases relacionadas à morte, isso pode ser sinais de depressão e esse indivíduo está precisando de ajuda.

Como ajudar

cvv

O médico explica que atualmente existem diversos canais em dar atenção e atendimento às pessoas que podem estar precisando de ajuda. Um dos primeiros passos é procurar auxílio com um especialista sobre o assunto, como um psicólogo, o qual irá realizar o acompanhamento adequado e pode encaminhar ao psiquiatra para realização de intervenção medicamentosa.

Outro canal de atendimento é o número 188, do Centro de Valorização à Vida (CVV), que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita. Caso considere melhor escrever, pode utilizar o atendimento por chat e e-mail, disponíveis no site do CVV. Todos os atendimentos são mantidos em estrito sigilo.

Fonte: Hapvida

 

Psicóloga e padre se unem para publicar livro sobre relacionamentos nutritivos e tóxicos

Quem nunca se sentiu triste ou viveu relacionamentos em que se sobressaíssem os sentimentos de culpa, raiva, solidão, abandono, frustração, decepção ou falta de pertencimento? A desarmonia relacional tem início em um emaranhado de sentimentos que provoca dúvidas sobre estarmos no caminho certo.

Pensando em oferecer hospitalidade a esses sentimentos, a psicóloga Karina Fukumitsu se uniu ao padre Licio de Araujo Vale para escrever o livro “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxicas”, que agora é publicado por Edições Loyola em coedição com a Paulinas Editora.

O ponto de partida foi o encontro de três grandes nomes na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: a psicóloga e psicoterapeuta Karina Fukumitsu; o pesquisador sobre luto e valorização à vida padre Licio de Araujo Vale; e o jornalista Marcelo Zorzanelli, que sofre de depressão clínica há 14 anos. Desse encontro, os autores Karina e Licio resolveram transformar o diálogo sobre a doença do milênio: a depressão e suas consequências sérias e trágicas, em uma obra que sugere como tratar essa questão com os adolescentes, não apenas na escola como também em casa.

O livro – o primeiro volume da coleção “Adolescer sem adoecer – Conversas entre uma psicóloga e um padre” – propõe a reflexão sobre os sentimentos, ajuda a entender as complexidades dos relacionamentos humanos e explica, com clareza e sabedoria, como oferecer hospitalidade a todos eles, sejam bons ou maus.

A relação com o tema chegou muito cedo para ambos os autores. Karina, quando criança, presenciou diversas tentativas de suicídio da mãe. Padre Licio perdeu seu pai por suicídio aos 13 anos, porém até os 18 acreditou que havia sido um acidente. “Os assuntos surgiram como uma avalanche de situações que permeiam as nossas vidas”, destaca a psicóloga.

O bate-papo narrado nesta obra evidencia o amor concretizado de um período de entrega de uma psicóloga e de um padre, cujo propósito principal foi o de estabelecer entrelaçamentos entre a adolescência e os processos autodestrutivos, tema que preocupa a sociedade brasileira na atualidade.

“O amor nos faz ser, e não somente existir; quando nos transformamos, tudo se transforma ao nosso redor. As coisas ao nosso redor existem, mas só nós podemos amá-las. Se quisermos colaborar na redenção de alguém, precisamos amar esse alguém”, destaca o padre.

Em “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxica”, o leitor encontrará dicas importantes sobre como lidar com diversos tipos de relacionamentos potencialmente problemáticos e descobrirá o que fazer para transformá-los em relações mais saudáveis e prazerosas. Além disso, vai aprender como construir relações melhores com amigos, filhos, irmãos, sogras, chefes, colegas de trabalho, faculdade ou o companheiro, mostrando que a boa comunicação depende do respeito não apenas ao outro, mas também a si mesmo.

Sobre os autores:

livro.png

Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga, Gestalt-terapeuta e psicopedagoga, com doutorado e pós-doutorado em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. É mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology (EUA) e autora de vários artigos e livros sobre suicídio, luto por suicídio e Gestalt-terapia. Coordenadora da pós-graduação em Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).

Licio de Araujo Vale é padre na Diocese de São Miguel Paulista (SP), pesquisador sobre luto e valorização à vida, educador e palestrante. Licenciado em Filosofia pela PUC-SP e graduado em Teologia pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP), já ministrou cursos e palestras no Brasil e no exterior. Atualmente, é pároco da Paróquia Sagrada Família de Vila Praia, São Paulo (SP), e membro da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio (Abeps).

Livro-site-1

Título: “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxicas”
Autores: Karina Okajima Fukumitsu e Pe. Licio de Araujo Vale
Editora: Edições Loyola e Paulinas Editora
Formato: 13 x 18 cm
Páginas: 88
Preço: R$ 18,00

Setembro Amarelo: por que uma pessoa comete suicídio?*

O suicídio  vem chamando a atenção da sociedade. Não é de hoje que somos surpreendidos com alguns casos, seja de alguma celebridade ou de pessoas que, direta ou indiretamente, estavam próximas a nós. Nestas ocasiões, chocados, a pergunta que insistentemente invade a nossa mente é: por quê?

Segundo as estatísticas, podemos ver o quão importante é abordar esse assunto e compreender a situação. Trata-se, além de uma comprovação do sofrimento individual, de um sério problema de saúde pública. Segundo o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio a cada ano – uma taxa de 11,4 para cada 100 mil habitantes. Isso significa um suicídio a cada 40 segundos. A “violência autodirigida”, como o suicídio, é classificada pela OMS , é hoje a 14ª causa de morte no mundo inteiro. E a terceira entre pessoas de 15 a 44 anos, de ambos os sexos.

tristeza dor depressão mulher pixabay

Nossa cultura valoriza a vida em todos os sentidos, haja vista os incontáveis métodos de rejuvenescimento. Daí a morte, mesmo sendo um processo natural, não é bem-vinda porque rompe com o sonho humano de imortalidade. O suicídio, então, é tido como intolerável, nos conduzindo quase sempre a buscarmos uma justificativa para compreender tal ato e amenizar nossa perplexidade. O comportamento intencional de tirar a própria vida é resultado da soma de diversos fatores de origem emocional, psíquica, social e cultural. O indivíduo busca na morte o alívio, uma forma de fugir daquilo que o deprime, que o exclui de maneira insuportável.

Existem algumas pessoas que são mais propensas a cometer suicídio, são aquelas com transtornos mentais, depressivos, bipolares, transtornos de personalidade, dependentes químicos e esquizofrênicos. Outras podem estar passando por uma enfermidade, como câncer, HIV, ou mesmo pessoas que sofreram ou sofrem algum tipo de abuso ou bullying. Ou passaram por perdas, seja de emprego, separação, ou até uma exposição da vida íntima na internet.

A melhor forma de combater o suicídio é vencer nossos preconceitos e começar a falar desse assunto. Existem muitas pessoas que têm ideias suicidas, mas não cometem o suicídio. Nesse processo, a pessoa pensa em se matar, às vezes até planeja isso, mas não o faz.

O fato de haver um número considerável de pessoas que têm ideias suicidas criou uma crença na nossa sociedade de que quem fala que vai se matar não faz isso. Essa crença não é verdade. A maioria das pessoas que comete suicídio comenta essa ideia com alguém antes de cometer esse ato. Neste caso, os sentimentos de uma pessoa que fala em se suicidar são minimizados por aqueles que não entendem sobre o assunto ou que nunca sentiram o mesmo.

A pessoa que sente vontade de morrer está em um processo de dor tão intenso que não vê outra saída. Na verdade, ela não quer matar a vida, ela quer matar a dor. Há nessas pessoas uma vontade imensa de viver, mas sem a dor, sem o problema. Nesses casos o suicídio pode ser visto como o fim de um longo sofrimento. Essas pessoas não têm encontrado sentido para a vida.

Para prevenir o suicídio é indicado que as pessoas escutem aquele que fala em se matar. Preste atenção em mudanças de comportamento, seja para uma tristeza profunda, a perda de vontade de fazer as coisas que a pessoa gostava, e até mesmo uma mudança repentina de humor para a felicidade. Se a pessoa estava muito triste e de repente fica feliz, pode ser que tenha planejado seu suicídio e está assim por se sentir aliviada em poder acabar com a dor.

Alguns sinais podem nos ajudar a perceber se o indivíduo está pensando em suicídio. Preste atenção se a pessoa costuma dizer as seguintes frases:

“Minha morte seria melhor para todos” ou “Pelo menos vocês não teriam mais que me aguentar”.

“Ninguém se importa, mesmo”, “Ninguém entende o que eu sinto” ou “Você nunca entenderá”.

“Agora é tarde, eu não aguento mais”, “Não existe mais nada a ser feito” ou “Eu só queria que a dor passasse”.

“Eu não tenho razões para viver” ou “Estou tão cansado de viver”.

Conversas assim podem ser indícios que o indivíduo pretende cometer suicídio. Não julgue. Se você nunca pensou ou se sentiu como a pessoa, não diga como ela deveria se sentir ou o que deveria fazer. Apenas demonstre seu apoio e esforce-se para compreendê-la.

Falar que “não é ruim assim” ou “as coisas vão melhorar” não ajuda em nada e fará com que ela sinta que você não entende ou não está ouvindo. Prefira dizer “Você não está sozinho. Eu estou aqui com você e ajudarei no que for preciso”. “Eu não quero que você morra.” ‘Eu me preocupo com você.” Chame a pessoa para fazer algo com você como caminhar, praticar um esporte e qualquer coisa que a ajude a se manter fisicamente ativa. Um diário para a pessoa também pode ajudar. Assim, ela poderá expressar tudo que sente em vez de reprimir as próprias emoções.

mãos ajuda setembro amarelo

Se você que está lendo este artigo agora tem ideias suicidas, saiba que existe um caminho para você. Existem estratégias que você pode usar para ajudar a mudar esses pensamentos. A mente de uma pessoa com pensamentos suicidas funciona de forma diferente. É preciso encontrar estratégias para lidar com isso. O uso, de programação neurolinguística, técnicas de mindfulness e meditação podem ajudar, além de um acompanhamento terapêutico intenso para que a pessoa possa se expressar livremente, sem julgamentos e encontrar atividades que lhes proporcione qualidade de vida.

*Sabrina Ferrer é psicóloga-chefe do FalaFreud. Possui 14 anos de experiência na área de psicoterapia e Gestão de Pessoas. Sua abordagem é baseada na Psicanálise e Teoria Cognitivo Comportamental. Atua em clínicas atendendo adolescentes com questões emocionais, autoconhecimento, adultos com os mais variados sintomas e situações, além de idosos em casos de depressão e falta de motivação.

Ataque de pânico: o que fazer diante de uma crise? por Tatiana Pimenta*

Ataque de pânico? Talvez você já tenha testemunhado ou vivenciado um, sem saber reconhecer o que ocorreu

Os sintomas físicos de um ataque de pânico são semelhantes aos de um infarto: taquicardia, dores no peito, formigamento (nas mãos, pés ou rosto), sudorese, náusea, respiração acelerada, tontura… E muito medo de morrer, de não conseguir escapar daquela situação.

O quadro assusta e, corretamente, a pessoa procura por ajuda médica. Após os exames, vem o diagnóstico: não há nada de errado com o coração. A saúde física está íntegra. Nesses casos, o próprio cardiologista costuma orientar o paciente a procurar por um psicólogo ou psiquiatra, pois seu mal-estar súbito é, na verdade, uma resposta à ansiedade.

Ataques de pânico são mais comuns que você imagina

mulher ansiedade

Os ataques – ou crises – de pânico são muito comuns. Acometem cerca de 11% da população adulta, anualmente. E estima-se que 90% das pessoas passará, em algum momento da vida, por esse tipo de experiência. Porém, os esclarecimentos sobre o assunto, infelizmente, ainda não acompanham essa frequência.

A falta de informação faz com que muitos banalizem a situação. Ou atribuam imperícia ao médico que afirma que o coração vai bem. Chamar de “ataque de pânico” todo aquele conjunto de reações atípicas e tão intensas, pode gerar mais dúvidas do que explicações.

Pensando nisso, produzimos este artigo, que tem o intuito de servir como uma espécie de “manual de instruções” sobre o tema. Reunimos as principais questões e buscamos oferecer respostas de fácil entendimento, para que você compreenda o problema – e saiba o que fazer diante dele.

Quais as causas de um ataque de pânico?

olhos ansiedade geralt pixabay

Se a pessoa teve um ataque de pânico, então é porque ela teve muito medo de alguma coisa, certo? Errado! O nome desse distúrbio deve-se mais à reação, em si, do que ao motivo que a desencadeia.

Geralmente, quem passa por uma crise de pânico, narra que, antes do fato, estava tudo normal, sem nenhum perigo iminente. Até por isso fica complicado entender o que aconteceu, já que a causa não parece concreta.

Embora pesquisadores se dediquem a decifrar o que, especificamente, suscita a crise, suas conclusões não são precisas. Não é possível, portanto, prever um ataque de pânico.

Contudo, após a ocorrência do episódio, as principais hipóteses observadas são:

– predisposição genética;
– perturbação do sistema fisiológico;
– efeito colateral de medicamentos (corticoides, anfetaminas, remédios para enjoo ou enxaqueca, por exemplo);
– uso de drogas;
– eventos estressantes (como perda de emprego, ruptura de relacionamento, falecimento de familiar…), que podem ter ocorrido até um ano antes da crise;
– histórico de traumas (abuso sexual, acidente, assalto, sequestro…);
– neuroticismo (ansiedade, depressão, baixa autoestima, pensamentos negativos exagerados e tendência a sentimentos de culpa);
– acúmulo de tensões ou inibições.

Quem pode sofrer um ataque de pânico?

estresse

Segundo estatísticas, os ataques de pânico afetam jovens a partir dos 15 anos de idade. Entre os 25 e 40 anos, os índices são altos. Crianças são alvos menos comuns dos episódios, embora existam relatos – especialmente quando verifica-se a causa associada a medicamentos, estilo de vida marcado por muitas cobranças ou violência.

Fora a questão da faixa etária, ainda é possível perceber maior incidência entre as mulheres. Outros fatores, como estado civil, grau de escolaridade, renda, etnia… não sugerem qualquer relevância.

Quanto tempo dura uma crise?

Para algumas pessoas, o ataque pode durar poucos minutos. Para outras, algumas horas. O mais frequente é que aconteça num intervalo entre 10 e 30 minutos. Porém, mesmo após os sintomas principais cessarem, sensações desagradáveis podem persistir.

Quando acontece o ataque de pânico?

mulher dor depressao tristeza doença pexels

Conforme pontuamos anteriormente, o momento da crise é súbito. Inesperado e sem um contexto em particular. Mas, e nas circunstâncias em que ocorre um mal-estar com os mesmos sintomas, sendo o evento desencadeador perceptível? Por exemplo: quando a pessoa precisa se expor para falar em público ou enfrentar uma situação desafiadora, como uma prova?

Sempre que for possível identificar o que gerou a perturbação, é preferível referir-se à desordem como crise ou ataque de ansiedade, intimamente associada ao transtorno de ansiedade generalizada. Os termos se confundem e, muitas vezes, aparecem como sinônimos. Afinal, geralmente estão interligados. Lembre-se que a ansiedade é, justamente, uma das causas dos ataques de pânico.

Enfim, a questão é que as crises de pânico, propriamente ditas, não tem hora nem lugar para acontecer. Podem se manifestar durante uma atividade corriqueira, um passeio, uma sessão de cinema. Mesmo quando estamos dormindo a possibilidade existe! O ataque de pânico noturno tem a mesma duração dos ataques diurnos e apresenta sintomas físicos semelhantes: palpitações cardíacas, suor excessivo, sensação de sufocamento… E, claro, o medo.

Qual a diferença entre ataque de pânico e síndrome do pânico?

mulher ataque de panico

A diferença básica está na periodicidade. Quem sofre um ataque de pânico pode passar a vida inteira sem experimentar uma nova ocorrência. Já nos casos em que a síndrome do pânico é diagnosticada, os ataques são recorrentes.

A frequência é variável: uma vez ao ano, algumas vezes ao mês, todos os dias… Em certas situações, a pessoa enfrenta várias crises num curto intervalo de tempo (uma semana, por exemplo) e depois passa longos períodos sem enfrentar novos episódios.

O importante é que a frequência não seja negligenciada: necessita de tratamento. Do contrário, o “medo do medo” pode trazer sérias restrições. Uma das consequências é a agorafobia, que inviabiliza uma série de atividades rotineiras e impacta, severamente, nas relações sociais, profissionais, na qualidade de vida e bem-estar.

Quando ocorre o ataque de pânico, o que fazer? Como ajudar alguém em crise?

depressao terapia ajuda apoio pixabay p

O remédio é, obviamente, o antagonista da causa. Ou seja: a calma. Querendo ajudar alguém, ou a si próprio, numa circunstância dessas, lembre-se que qualquer atitude abrupta apenas piorará o quadro. Por exemplo: não segure a pessoa, não empurre um copo d’água, não a conduza para outro local à força. Também não fique agitado, falando demais ou muito alto. O ideal é fazer perguntas gentis, em tom suave e pausado, mostrando-se solícito.

Além de postura que inspire tranquilidade, você pode utilizar algumas técnicas. Todas tem o mesmo objetivo: afastar o pânico e promover serenidade. Se você sabe que sofre com o transtorno, pode se valer delas. Se conhece alguém que sofra, compartilhe as dicas!

E tenha em mente que descobrir como controlar as crises necessita do processo de autoconhecimento – do corpo e dos gatilhos mentais que funcionam para restabelecer sua normalidade.

1. Controle a respiração
A sensação de asfixia ou a hiperventilação são sintomas recorrentes de ataque de pânico. Dizer para si mesmo, ou para o outro, “respire normalmente” parece pouco eficiente, não é mesmo? Nessas horas, é importante conhecer estratégias que facilitem esse controle. Uma técnica bem simples é a de contar até 4. Consiste em inspirar, contando até 4, dar uma pequena pausa e expirar, contando até 4 novamente. Vá repetindo o processo, sempre atentando para fazer o exercício com calma, desacelerando.

2. Repita um mantra
O mantra é uma frase simples, que deve ecoar na mente ou ser dita em voz alta. Novamente, lembre-se que a velocidade é a chave.”Vai ficar tudo bem”, “logo vai passar”, são bons exemplos de mantras. Tente deixar as palavras longas, demoradas, para auxiliar no controle da inquietação.

3. Procure por um local sossegado
Multidões, profusão de luzes, sons… Difícil concentrar-se no próprio corpo com tantos estímulos externos, não? Sendo possível, procure se afastar – ou afastar a pessoa em crise – de lugares “tumultuados”. Se estiver ajudando alguém, recorde que não é para arrastá-la do espaço onde está. Convide-a a lhe acompanhar. Ofereça apoio, não um empurrão. Se for inviável encontrar um lugar mais silencioso – se estiver na rua, por exemplo – procure por um local onde se sinta mais protegido, encoste-se numa parede e foque sua atenção num ponto específico, num objeto. Descreva-o para si mesmo.
Ou feche os olhos – sempre ajuda – e mentalize um lugar que represente sossego para você.

4. Aplique a técnica do 5, 4, 3, 2, 1
Essa estratégia auxilia a pessoa a distrair-se dos sintomas, conduzindo a concentração ao “aqui e agora” concreto. Também, pelo desvio de foco, afugenta os medos de morrer ou enlouquecer, tão corriqueiros nas crises de pânico.

A instrução é de que se olhe no entorno e diga:
5 coisas que pode ver;
4 coisas que pode tocar;
3 sons que consegue ouvir;
2 cheiros que pode identificar;
1 coisa que consegue sentir o sabor.

5. Inale óleo essencial de lavanda
Os óleos essenciais são concentrados de plantas, cujos efeitos por inalação ou contato com a pele são estudados pela aromaterapia. O óleo de lavanda é um dos mais populares e seguros. É um cheiro conhecido por nós, já que suas versões sintéticas são extensivamente empregadas – de produtos de limpeza a cosméticos e perfumes.
Existem vários estudos que atestam sua influência como agente tranquilizante, inclusive melhorando a qualidade do sono.

Existe tratamento para ataque de pânico?

mulher medico getty
Getty Images

Sim, existem medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos), que apenas o médico pode prescrever. Caso receba essa recomendação profissional, não se abstenha de usá-la. Porém, a medicação, sozinha, nunca é a melhor solução. É importante realizar atividades físicas, descobrir técnicas de relaxamento, investir na meditação.
E, principalmente, contar com um processo terapêutico, sendo especialmente útil a terapia cognitivo comportamental.

tatiana pimenta.jpg

*Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude. É engenheira formada pela UEL com MBA executivo pelo Insper. Executiva com 15 anos de experiência profissional em empresas como Votorantim e Arauco do Brasil. Apaixonada por psicologia e comportamento humano, faz psicoterapia pessoal há 7 anos. Também é maratonista amadora, palestrante, leitora voraz e colunista de comportamento, inovação e empreendedorismo.