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O home office pode estar danificando sua visão

Especialista do Hospital Cema alerta para possíveis distúrbios oculares que podem ocorrer em virtude do uso excessivo de telas e mostra como evitar que os olhos sofram tanto nesse período

Embora o uso de aparelhos eletrônicos, especialmente os smartphones, tenha se disseminado amplamente nos últimos anos, nunca se usou tanto as telas quanto agora. Com a pandemia, e a necessidade de isolamento social, todas as esferas da vida passaram a ser feitas em um mesmo ambiente: em casa; e as demandas de escola, do trabalho e outros eventos precisaram se deslocar para o mundo virtual. Haja visão para tanta tela!

Não à toa a procura em hospitais especializados têm aumentado muito, nesse período. “Especialmente as crianças em idade escolar e profissionais que fazem home office têm buscado os consultórios oftalmológicos com bastante frequência”, explica o oftalmologista do Hospital Cema, Gustavo de Léo Soares.

Entre os principais distúrbios causados pelo uso excessivo de telas estão a Síndrome do Olho Seco e a Miopia. A Síndrome do Olho Seco ocorre quando há uma falta de lubrificação nos olhos, o que pode levar a sintomas, como ressecamento, visão embaçada e vermelhidão. O uso de telas em excesso pode desencadear a doença, pois as pessoas tendem a piscar menos, o que impede a correta lubrificação ocular.

Já no caso da miopia, que é um distúrbio que ocorre quando há dificuldade para enxergar objetos que estão longe, o que acontece é que ficar muito tempo em frente aos aparelhos eletrônicos pode forçar a musculatura responsável por focalizar imagens que estão perto, o que pode levar à fadiga, em longo prazo, dificultando a visão à distância. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 2020 e 2050 os casos de miopia cresçam 89% no Brasil e 49% no mundo. No entanto, essa relação entre a doença e o aumento no uso de telas ainda não é comprovada.

De todo modo, o especialista do Hospital Cema dá algumas orientações para evitar fadiga visual e possíveis complicações oculares. “É importante que as pessoas se lembrem de fazer pausas durante o uso de telas no trabalho. Utilizar colírios específicos, nos casos de Síndrome do Olho Seco, também é algo que pode ajudar muito”, detalha.

Além disso, é essencial deixar a área de trabalho ou estudo em local arejado e iluminado e utilizar essas pausas para exercitar a visão à distância, olhando o horizonte, por exemplo. Além disso, caso ocorram sintomas persistentes, como irritação ocular ou dores é importante procurar um oftalmologista para avaliar melhor o caso.

Fonte: Hospital Cema

O que o novo coronavírus nos ensinou sobre saúde e cuidados com o próximo

Os desafios provocados pela pandemia trouxeram lições valiosas sobre autocuidado, tecnologia, valorização profissional e evolução da medicina

Desde que a propagação da Covid-19 instaurou um quadro de pandemia, o mundo tem lidado com uma série de mudanças. O misto de sensações oriundas da dor da perda de pessoas queridas e do isolamento social nos trouxe uma série de questionamentos.

Quem passou pelos altos e baixos de 2020 vivenciou uma nova rotina, reorganização do trabalho de mais uma série de lições. Entre os aprendizados, os que você lerá a seguir mudaram completamente a história da humanidade.

Prestar atenção nas notícias ajuda a prevenir danos maiores

O primeiro caso de SARS-CoV 2 foi identificado na China, em dezembro de 2019. Desde então, a doença começou a se espalhar rapidamente pelo mundo e, somente em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o surto como pandemia. O que podemos aprender com isso? Que estamos em um mundo globalizado e o que acontece em uma região a milhares de quilômetros de distância interfere diretamente na nossa vida. Nunca foi tão importante prestar atenção nos noticiários.

Nem sempre podemos ter o controle de tudo

2020 seria o ano dos feriados prolongados no Brasil. Isso serviu de inspiração para a marcação de viagens nacionais e internacionais que, como todos já sabem, não aconteceram. Aceitar que não temos o controle de tudo foi um aprendizado e tanto.

Cuidar do meio ambiente é nosso dever

Durante o tempo em que a gente cumpria o isolamento social, a qualidade do ar em São Paulo melhorou e o Himalaia pôde ser avistado do Norte da Índia, já que as nuvens de poluição deram uma trégua. O meio ambiente fica bem melhor sem os humanos.

Ter planejamento financeiro é fundamental

O desemprego foi um dos efeitos da pandemia sentido na pele por milhares de brasileiros. Quem não tinha reservas financeiras se viu diante de um desafio muito grande. A lição que fica é que é necessário contar com uma reserva de emergência.

É preciso valorizar o comércio local

MCStudio79/Pixabay

Quantas vezes aquela pequena mercearia do seu bairro te salvou durante o isolamento social? Colaborar com a economia local é uma das lições da quarentena que devem se manter nessa nova configuração da nossa rotina.

Lavar as mãos é um ato de amor coletivo


Apesar de ser um hábito básico de higiene, lavar as mãos passou a ser um símbolo da preservação da vida. Certamente, essa atividade simples continuará sendo realizada com ainda mais consciência e frequência.

Álcool gel virou um item essencial de higiene

O álcool gel, que foi muito requisitado no pico da pandemia, virou um item básico de higiene. Manter o produto sempre por perto, além de manter as mãos limpas, ajuda a desinfetar talheres, copos, entre outros objetos.

Respeitar os profissionais que atuaram na linha de frente

Profissionais da saúde, garis, agentes de limpeza, seguranças, bombeiros, motoristas de ônibus, entre outros trabalhadores, se arriscam diariamente para garantir a nossa proteção. Isso nos ensinou sobre o que é realmente essencial.

Trabalhar remotamente é o novo normal

Foto: Lumen/Pexels

Graças à internet e a tecnologia digital, as empresas entraram no universo do home office. Ao que tudo indica, essa nova forma de trabalho, que já era uma tendência, veio com tudo e fará parte das novas configurações corporativas.

A telemedicina é nossa importante aliada


A telemedicina avançou consideravelmente em 2020. A Lei 13.989, de abril de 2020, que regulamenta o exercício de profissionais nesse novo formato que é “medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde”.

O home care é uma opção segura de abordagem terapêutica

De acordo com um levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as atividades de home care aumentaram 20% em 2020. Esses dados revelam que esse serviço fez toda diferença no enfrentamento à pandemia. Graças à abordagem transdisciplinar de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, entre outros, esse tipo de atendimento ajudou a aumentar a capacidade de leitos. Tudo isso com o apoio da telemedicina. Para os pacientes, o home care implicou em mais segurança, conforto e comodidade. Até mesmo os casos complexos, com a devida autorização médica, puderam receber os cuidados em casa.

Esse é um dos aprendizados que marcaram o início de uma nova era pós-pandemia. Afinal, receber o tratamento adequado ao lado de familiares e na própria residência é fundamental para o sucesso da reabilitação.

Fonte: SOS Vida

Carnaval online: estabelecimentos apostam em delivery para curtir lives sem sair de casa

Opções de pratos leves, petiscos, combos e drinks para curtir a folia virtual e o mês mais quente do ano

Este ano o Carnaval terá um formato diferente. Devido ao período de pandemia, as recomendações de distanciamento social, e sem feriado, os foliões terão uma comemoração virtual da data. Para entrar no clima, cantores e bandas que teriam seus trios elétricos espalhados pela cidade, farão a transmissão dos shows por meio de lives nas redes sociais. E para aproveitar em segurança, as opções no delivery estão a todo vapor. Diversas casas em São Paulo oferecem combos, petiscos, drinks e pratos leves para curtir essa época em casa. Acompanhe!

Para curtir as lives de Carnaval e abastecer as energias, a Cantagalo Burger oferece diversas opções de sanduíches por delivery. Entre as boas pedidas está o Feline Burger, levemente apimentado, feito com red cheddar (cheddar com pedaços de bacon), bacon crispy, cebola caramelizada no barbecue e mostarda dijon (R$ 28,90). A hamburgueria conta ainda com promoções de combos especiais às segundas e terças-feiras. Disponível através do app Cantagalo Burger, iFood e Uber Eats.

Durante todo o mês de fevereiro o Restaurante Templo da Carne Marcos Bassi tem dicas especiais de cortes de carne premium acompanhados de cervejas, no delivery: picanha – em porção individual de 300g com uma Cerveja Colorado Appia Long Neck- R$ 98. Festival de Fatiados – são três opções: Baby Beef – Miolo do Alcatra que serve até 2 pessoas (aprox. 600g), por R$ 168,00 acompanha arroz do cozinheiro e 2 Stella Artois Long Neck. A Picanha serve até 2 pessoas (aprox. 800g), sai por R$ 218,00, acompanha arroz do cozinheiro e 2 Stella Artois Long Neck. A Fraldinha, a estrela da casa, serve até 3 pessoas (aprox. 900g), acompanha arroz do cozinheiro e 3 Stella Artois Long Neck, por R$ 238,00. Disponível no iFood e take away.

Kiichi Chef Brito Combinado 1 executivo jantar 33 unidades

Fevereiro, verão e carnaval! Em tempos de quarentena, as festividades de rua foram canceladas, porém, virtualmente, o mês mais quente da estação traz com ele shows/lives com os maiores artistas e representantes do carnaval brasileiro para dentro de casa, o que pede um delivery mais do que especial, com drinks e opções leves e frescas. Pensando nisso, o Chef Brito do restaurante Kiichi criou um combo para os foliões da quarentena, válido para todo o mês de fevereiro: O “Combinado Axé Verão”, que, além das plataformas de delivery e no aplicativo próprio da casa para Android e IOS, está disponível presencialmente na unidade Kiichi dos Jardins, que fica na Alameda Lorena, 138. O combo- válido até 28/02/2021 por delivery e na unidade Kiichi Lorena (R$ 287 para 2 pessoas) conta com um combinado de 25 peças de sushis e sashimis variados, 02 temakis de salmão, 02 caldos japoneses, 12 fatias de sashimi de peixe branco com molho verde, vinho branco e azeite de trufas brancas e 02 doses de Sake Nama ou 2 sakerinhas de frutas da estação. O restaurante Kiichi informa que está seguindo todos os protocolos de prevenção à Covid-19 orientados pelo Ministério da Saúde.

Para curtir as lives com bons drinques, as sugestões são as novidades no cardápio do bistrô Nonna Lilla, localizado na Vila Carrão, em São Paulo, que incluiu em seu cardápio variados sabores de drinks (R$ 26) e soft drinks (R$ 16 – opção sem álcool). Entre eles estão Aperol spritz, com Aperol, espumante, água com gás e rodela de laranja; e Pink Gin Tônica, com framboesa, cramberry, hibisco, limão siciliano, gin e água tônica. Além deles, aparecem ainda no menu Citrus Gin Tônica, Mojito e Sex on the beach. As caipirinhas também são preparadas no capricho e aparecem nos sabores Due-Limone ou Uva e Manjericão. Para agradar aos mais diversos paladares, elas podem ser preparadas com saquê (R$ 20), vodca (R$ 24) ou cachaça (R$ 18).

Casa especializada nas autênticas empanadas argentinas, o Juanito’s Empanadas oferece duas opções de combo, com 6 ou 12 empanadas (R$ 49,90 e R$ 94,90 respectivamente), no delivery em suas unidades nos Jardins, Vila Madalena, Santana, Brooklin e Tatuapé, pelos apps iFood, Uber Eats e Rappi. As empanadas estão disponíveis nos sabores carne suave, carne picante, queijo e cebola, marguerita, presunto e queijo, frango, chorizo e vegana. Como manda a tradição argentina, todas as massas são abertas e fechadas manualmente e levam em sua composição banha de porco, com exceção apenas do sabor vegano.

Para aqueles que curtem uma refeição mais leve e saudável, a opção é o novo poke do cardápio do Let’s Poke. O New Fish (R$ 43,60) traz salmão vegetal à base de ervilhas “The New Butchers”, arroz japonês temperado (shari), molho tradicional, tofu temperado, shimeji grelhado, crisp de couve, cenoura, manga e sunomono. Além dele, novos sabores de poke estão no cardápio de verão e são boas pedidas para os dias quentes. Um deles é o Ceviche (R$ 43,50), com arroz japonês temperado (shari), ceviche de peixe branco com camarão, molho ponzu, abacate, cenoura, sunomono, manga, tomate cereja temperado e biscoito de arroz e algas. Outra sugestão é o Três Peixes (R$ 43,80) que traz arroz japonês temperado (shari), mix de peixes marinado (salmão, atum e peixe branco), molho Let’s Poke, salada de wakame, picles de mostarda, cenoura, kani, cream cheese limão e tempurá. Pedidos podem ser feitos pelo aplicativo Rappi, iFood e Uber Eats

Primeira casa de São Paulo especializada em choripán, o Chimi Choripanes Drinks oferece combos com choripán + batata frita + água ou refrigerante disponível também no delivery, em suas unidades em Pinheiros e no Brooklin. Entre as opções do cardápio, o combo Provoleta, à base de linguiça artesanal, provolone na brasa, maionese de páprica picante e molho chimichurri da casa, servido no pão de fermentação natural braseado, que sai por R$ 45. Outra boa pedida é o combo Pimentão (R$ 42). Servido com pão braseado, o sanduíche leva linguiça, muçarela, pimentão vermelho na brasa e chimichurri da casa.

O Bar Desembargador em São Paulo oferece uma cozinha de boteco típica brasileira com um cardápio recheado de deliciosos petiscos e pratos que podem ser apreciados no bar ou pedidos por delivery. Para este verão, a casa sugere as caprichadas porções de Filé aperitivo ao molho roti e champgnion (R$ 72), o Bolinho de picanha e linguiça picante – 10 unidades (R$ 39) e os pratos Moqueca do Japa – com camarão, lula, pescada, palmito e caju – acompanhada de farinha de Goiás no coco e banana da terra no azeite e dendê (R$ 94 – porção individual). Além do bem servido Baião de Dois – feijão fradinho, pernil, costela, calabresa e carne seca desfiada, queijo coalho e vinagrete (R$ 39 – individual) e aos sábados a Feijoada completa para duas pessoas (R$ 95). Também é possível pedir bebidas por delivery, cervejas e drinks da carta. O bartender Clayton envia os ingredientes separados para preparar em casa e até uma pedra de gelo especial devidamente embalada a vácuo.

Ponto de encontro dos amantes de uma boa sobremesa, o Mr Cheesecake oferece duas opções de combos, disponíveis em suas unidades na Vila Madalena e no Tatuapé. Recém-inaugurada, esta última unidade opera exclusivamente no delivery. O Combo SP (R$ 45) é composto por um bagel Roast Beff (que leva roast beef, tomate, rúcula e mostarda dijon) ou Tuna Salad (preparado com pasta de atum, salsão, alface e tomate), refrigerante e uma fatia de cheesecake NY com calda de frutas vermelhas. Já o Combo NY (R$ 50) é composto por um bagel Lox (feito com salmão defumado, cream cheese, tomate cebola roxa e dill), refrigerante e uma fatia de cheesecake NY com calda de frutas vermelhas.

O chef Wagner Resende do Bistrot Venuto acaba de criar um menu com oito burgers – exclusivamente para o delivery – que ganham ingredientes inspirados nas suas criações do cardápio presencial do restaurante. Entre os burgers de 150g de blend de carne bovina as opções são tentadoras: Bernaise (R$ 44) – com o molho típico francês Bernaise, Parmegiana (R$ 44) com burger empanado, tomatinhos assados e queijo Cheddar, Burrata (R$ 59) com tomates cereja, manjericão e burrata, Roquefort (R$ 44) com cebolas caramelizadas e queijo Roquefort e Rossini (R$ 159) burger que ganha um ingrediente especial, o Foie Gras grelhado. Vale experimentar os diferenciados Tartar (R$ 44 ) – burger de 150g feito de tartar de carne, com tomate e queijo Cheddar, o Choucrute (R$ 41) burger de linguiça, chucrute e fatias generosas de bacon e o Saumon (R$ 44) de salmão cru com creme cheese e dill. Todos vêm em pão brioche ou italiano e batata chips especial para acompanhar.

O chef Sergio França, do restaurante Des Cucina, que está entre os melhores de São Paulo, cria pratos a cada estação e para este alto verão as opções são mais leves e aromáticas, que podem ser pedidas por delivery e chegam perfeitas e bem acondicionadas. Entre as novidades do cardápio o chef sugere Ceviche de Peixe branco e Camarões (R$ 51), a Burrata Caprese com tomate assado e presunto Parma (R$ 53), o Ravioli de Pato ao molho de laranja (R$ 59) e o Peito de frango recheado com presunto cru, queijo Emmental, espinafre e risoto de açafrão (R$ 61). Como sobremesa, vale experimentar as deliciosas Cheesecake de frutas vermelhas (R$ 28) e a Torta de limão com merengue (R$ 26).

Steakhouse Varal 87, localizado em Moema, tem um cardápio criativo com delícias feitas na parrilla, fogo de chão e o varal de carnes – a estrela da casa – técnica utilizada para defumar e assar carnes, legumes e frutas por um longo período e distantes da brasa. A cozinha está sob o comando do chef Helder Justo, que sugere petiscos especiais, que podem ser pedidos por delivery e take away. Entre eles a porção de Croqueta de Costela, feita com costela defumada no varal, a Coxinha de frango cremosa, o Dadinho de Mandioca e vários tipos de linguiças artesanais, como a Linguiça Predileta, feita de pernil suíno e requeijão de corte, cerveja pilsen artesanal e bacon defumado. Ainda podem ser escolhidos cortes de carne bovina premium, Salmão grelhado na parrilla, Galeto na brasa e saborosos Risotos como o de Parmesão cremoso e o Carreteiro, uma versão do tradicional arroz.

Adolescentes na pandemia: psicanalista explica impactos e faz alerta aos pais

Psicanalista e terapeuta amazonense Samiza Soares afirma que dificuldade de concentração, irritabilidade, medo, inquietação, tédio, sensação de solidão, alterações no padrão de sono e alimentação podem ser efeitos da pandemia nos adolescentes

A adolescência pode ser um período desafiador para a maioria das pessoas. A junção de hormônios, as novas descobertas e a transição para a fase adulta às vezes acarreta em uma sobrecarga mental. Atrelado a tudo isso, nesse último ano, os adolescentes precisaram lidar com mais um desafio: a pandemia da Covid-19.

“O momento tem afetado a vida de todos, mas, nos adolescentes, os efeitos foram ainda mais intensos. No consultório, tenho percebido que os impactos da pandemia desencadearam uma série de consequências nos mais jovens, como dificuldade de concentração, irritabilidade, medo, inquietação, tédio, sensação de solidão, alterações no padrão de sono e alimentação”, destacou a psicanalista e terapeuta amazonense Samiza Soares.

Segundo a especialista, pais e responsáveis devem ficar atentos às mudanças e buscarem ajuda quando notarem alterações no comportamento dos adolescentes.

“Os cuidados necessários para controlar a ansiedade durante o isolamento social deve, primeiramente, começar pelos responsáveis, pois são eles os exemplos dentro de casa. Por isso, meu alerta é observar continuamente os filhos, observar como está a alimentação, a relação com o lazer, o tempo de estudo e o que os têm motivado ultimamente”, recomenda.

“Os pais devem ficar atentos e reconhecer os sinais de estresse e da ansiedade, identificá-los e transmitir aos filhos respostas de acolhimento, segurança e aprendizado, tentando criar um momento mais tranquilo e positivo quanto ao futuro” completa.

Samiza, que desde março de 2020, início da pandemia no país, tem realizado atendimentos presenciais e online, também destaca a importância de definir horários e manter uma rotina em casa.

“É fundamental ter horário para acordar, fazer as refeições e dormir, sempre, é claro, reservando um tempo para momentos de lazer que, se possível, envolvam atividades físicas juntos, brincadeiras, conversas e, até mesmo, inseri-los nas tarefas simples de casa”, finaliza.

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Como reduzir riscos de contágio pelo coronavírus durante comemorações do Ano-Novo

Infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça que a recomendação principal é ficar em casa e evitar aglomerações

Em tempos de pandemia, muitas dúvidas surgem em relação às festas de Ano Novo: “Pode se reunir com a família?”, “O que seria mais seguro?”, “Sem beijos e abraços?”. De acordo com o infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ivan França, a regra de ouro é não se reunir com familiares e amigos, nem realizar festas.

“Esse será o fim de ano da responsabilidade. Os casos de Covid-19 vêm aumentando em todo o país. Precisamos ser responsáveis, cuidarmos de nós mesmos e do próximo”, comenta. A indicação também é a recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que fez um alerta de que o mais seguro seria não realizar as tradicionais reuniões familiares desta época.

Com intuito de diminuir o risco de uma explosão de casos de Covid-19, para este final de ano, o Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz, lançou uma cartilha com recomendações sobre a forma mais segura de passar as festas. O primeiro passo, como já apontado pelo infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é ficar em casa, e no máximo celebrar com aqueles que convivem na mesma residência. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos aponta que o ideal seria reunir até seis pessoas, a depender do tamanho do local, sempre respeitando o distanciamento social de dois metros.

Caso não seja possível evitar visitas em casa, certifique-se de que os convidados estejam tomando todas as medidas de segurança para evitar o contágio de Covid-19. O primeiro passo é manter o maior isolamento possível dias antes destes encontros. Também é fundamental utilizar máscaras durante todo o tempo, só retirá-las na hora das refeições e guardá-las em um local adequado, além de higienizar as mãos com frequência, manter distanciamento seguro ao sentar à mesa e não compartilhar objetos, como pratos e copos.

Após tocar utensílios domésticos compartilhados com outros convidados, como talheres de servir, jarras, ou qualquer outro item, lave as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel 70° INPM. Também é recomendado que as pessoas responsáveis pelos pratos que vão compor as ceias usem máscaras enquanto manuseiam as receitas.

“Se possível, montar as ceias em lugares abertos e mais arejados, como salas com janelas ou quintais. O ideal seria que os idosos e pessoas do grupo de risco não fizessem parte de nenhuma reunião presencial, mas caso não seja possível, outra dica seria as mesas de jantar dos mais idosos ou grupo de risco estarem separadas”, explica França. Infelizmente, o especialista aponta que não será um ano para celebrar com abraços, apertos de mãos e beijos. “Isso terá que ser evitado, o risco de contágio nestes tipos de manifestações de afeto é muito grande”, reforça.

Importante também não ter música alta para que as pessoas não tenham que gritar ou aumentar o volume da fala, pois caso alguém esteja contaminado, o vírus pode ser “lançado” em um número maior de partículas virais no ambiente. Pessoas que estão com sintomas da Covid-19 ou que tiveram contato com alguém infectado não devem sair de casa. Esses casos exigem isolamento total.

“Muitos países começaram a vacinação, mas isso não quer dizer que a pandemia está acabando. O processo ainda vai demandar duas doses, estima-se que deve levar no mínimo um ano e meio para vacinar toda a população brasileira, por isso é extremamente importante que as recomendações sejam seguidas para evitar que o cenário piore ainda mais no início do próximo ano”, comenta o infectologista.

Época de férias

Nesta época do ano, muitas pessoas tiram férias e as viagens também preocupam no caso de risco de contaminação pelo coronavírus. A recomendação dos órgãos sanitários internacionais é a de não viajar, mas caso não seja possível, as dicas são as seguintes:

Foto: Anita Peppers/Morguefile

=Tenha preferência por viagens com carro próprio. Se for viajar de avião ou ônibus, não retire a máscara e dê preferência pelo uso das cirúrgicas ou a N95;
=Verifique se há hospitais com capacidade de atendimento para caso de alguma urgência no local de destino;

=Evite ir a restaurantes e bares, se puder, leve alimentos e bebidas de casa;
=Caso planeje fazer refeições em restaurantes, evite os que servem comida a quilo;


=Use máscara em todo e qualquer ambiente, como hotéis, restaurantes, praias, ruas e passeios ao ar livre;
=Verifique se o local da sua hospedagem está seguindo os protocolos de segurança e higienização, e respeitando a taxa de ocupação de conforme protocolo da cidade.


=Quando voltar da viagem, fique pelo menos 14 dias em isolamento para garantir que, caso tenha se contaminado, não transmitirá o vírus a outras pessoas.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Mercado de trabalho, emprego, pandemia e o “novo normal”: o que esperar de 2021

Não tem escapatória, o fim de ano chega e as pessoas fazem um balanço do que aconteceu e, principalmente, pensam no que gostariam para o ano que está chegando. Todos sabemos que 2020 foi um ano diferente, atípico e desafiador. E o que esperar de 2021, e dos próximos anos, quando pensarmos em emprego, mercado de trabalho, mudanças, pandemia e home office? São tantas dúvidas.

Foto: Joseph Mucira/Pixabay

O coach Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation, ajuda a compreender melhor o que as empresas esperam dos colaboradores e como se preparar para atendê-las. Para começar, ele cita dois termos que estão em alta quando se fala em carreira: upskilling e reskilling. “São processos nos quais as pessoas investem para estar em evolução constante. Costumo dizer que hardskill vem de fora para dentro, e softskill de dentro para fora, e você os desenvolve”.

Explicando: hardskill é conhecimento, aquilo que vamos buscar, como cursos, pesquisas, leituras. Softskill são habilidades sutis, aquilo que você já tem e desenvolve. Comunicação, por exemplo, você pode buscar as técnicas (hardskill) para aprimorar sua habilidade em se comunicar, que é algo que você traz de dentro (softskill).

“Upskilling é um aprimoramento das competências que desempenhamos. Reskilling, por outro lado, é a oportunidade de transformar os skills, se adaptar às transformações pelas quais o mundo está passando, principalmente nos aspectos digitais. Em ambos os casos são oportunidades de desenvolvimento para novas habilidades”, completa.

Um softskill muito festejado é a resiliência, porém Moraes cita um ainda mais importante: “Eu gosto muito de um aspecto de softskill que é a plasticidade, pois, às vezes, apenas a resiliência não é suficiente. Você vai, toma uma pancada e volta. E de novo. Quantas vezes vai aguentar? Então, você tem de ser plástico, se adaptar e fazer uma transformação, pois aquilo que você tinha tanta certeza pode não dar certo. E aí pode pensar: por que não posso tentar de outro jeito? Isso é ser plástico, não ser resiliente, você se adaptar e se moldar a uma nova condição”.

Se os jovens soubessem, se os maduros pudessem

Foto: Gabby K/Pexels

Pesquisas mostram que os jovens são os que mais estão sofrendo com o desemprego, pois não conseguem o primeiro emprego. Já os maduros, na casa dos 50, perdem o cargo e não conseguem se recolocar. Como resolver isso? Para o coach, só vão ter sucesso se os dois extremos trabalharem juntos e unirem a experiência de um com o desafio do outro, pois os dois públicos têm dificuldades parecidas: “Os mais jovens em entrar no mercado, porque isso está baseado em modelos antigos, e eles já entram perdendo, pois a maioria se formou e não tem um diferencial. Não importa a idade, as pessoas têm de desafiar o outro e a si mesmas”.

Segundo Moraes, em uma entrevista de emprego, é preciso se apresentar de forma interessante e atraente para quem for entrevistá-lo, o que vale para todos. Para os mais velhos, também valem o aprendizado contínuo, a disposição para conhecer coisas novas, ter propósitos na vida e se conectar a eles.

Algo que o coach frisa, constantemente, é que devemos esquecer as relações empregatícias como eram, pois o tempo em que alguém se formava na faculdade, entrava em uma empresa, com carteira assinada, e ficava lá por anos e anos, acabou. “Esqueça. Não vai funcionar, não falamos mais de emprego, mas de modalidade de trabalho, pois o vínculo ocorrerá de diversas formas, quando você se projeta e se atualiza, se sente desafiado e pode desafiar até o local onde está, isso fará toda a diferença, E isso vale para novos e maduros”.

Um pecado mortal para um profissional mais velho é se “sentar sobre uma carreira” e achar que viveu, sabe e aprendeu tudo. Ele precisa olhar e entender que sabe, sim, alguma coisa, e pode ensinar, mas também tem de aprender com o novo, se colocar de forma proativa, positiva. Não olhar para o copo meio vazio, para o problema sem focar na solução, e aprender a lidar com o humor dele e com o dos outros. Se não agir assim, terá dificuldades cada vez maiores ao tentar se recolocar no mercado.

Moraes lembra o exemplo das startups, que estão aprendendo que não adianta criar uma empresa só de jovens: “É preciso cabelo branco, ou sem cabelo, para fazer as pessoas interagirem e aprenderem umas com as outras. O jovem pode saber e se colocar na condição de aprendiz, enquanto o mais velho pode se colocar na posição de estar aberto a aprender coisas novas, como falei antes. Usar a experiencia que viveu, como lidou com as pessoas e grupos, pode fazer a diferença”.

Para o coach, a grande diferença para todos que procuram uma colocação é a capacidade de interrelação e de comunicação, o networking. “Não importa a idade, pois se colocar no mundo profissional depende da qualidade do networking construído. E isso pode se construir ou reconstruir em qualquer momento de vida. Requer disciplina e atenção, perceber a necessidade do outro e até que ponto se pode atendê-la. Se a pessoa se coloca na posição do ‘eu sei tudo e é assim que trabalho’ (não estou falando de valores e questões éticas), ela precisa se adequar à realidade urgentemente”.

Lifelong learning e o desafio dos 50+ de se manterem atualizados

Foto: August De Richelieu/Pexe

Para Moraes, o mais complicado ao se falar de lifelong learning (formação contínua em tradução livre), outro termo em alta, é como manter as pessoas animadas para que estudem por toda a vida. Ele lembra que a geração 50+ é aquela que pensava que faria uma faculdade, depois trabalharia dos 25 aos 60 anos, e entraria na aposentadoria e desfrutaria o melhor da vida.

“Novamente, esqueça. Isso não existe mais. É inconcebível. As mudanças de carreira vão ocorrer durante toda a existência. E insistir em só uma carreira pode ser prejudicial. Então, em determinados momentos da vida, buscar outras coisas, fazer transformações e mudar radicalmente é perfeitamente possível, aceitável e até louvável”, aponta.

Para ele, as universidades têm de se repensar, pois a essência continua válida, mas os conceitos, a metodologia, os processos e o ferramental mudam. As pessoas precisam se capacitar continuamente, não precisam fazer uma graduação, que é longa, mas cursos mais curtos, indo às universidades, experimentando outras coisas, mantendo-se atualizadas com as notícias, ouvindo podcasts, assistindo aos fóruns, seguindo pessoas que tenham conteúdo significativo.

“Lifelong learning é algo extremamente positivo para manter a pessoa não só atualizada, mas motivada, pois o aprendizado gera motivação. Estar disposto a conhecer coisas novas faz a vida ter outra cor. Insistir em não aprender é algo pequeno, pobre de espirito. É preciso despertar para o novo, se relacionar com ele, crescer e aprender, em qualquer idade, principalmente neste mundo que está em contínua transformação. Se a pessoa não tiver interesse pelo aprendizado, isso gerará dificuldades profissionais”.

Novo normal – trabalho é o que se faz e não o local para onde se vai

Foto: Lumen/Pexels

Para o coach já vivíamos um “novo normal” antes da chegada da pandemia, mas as pessoas insistiam em um mundo que não existia mais. “O trabalho remoto, por exemplo, será extremamente importante, mesmo quando as pessoas resgatarem dinâmicas e rotinas anteriores. A pandemia nos ensinou que podemos ter uma outra forma de trabalhar. Já falo há muito tempo que trabalho é o que se faz e não o local para onde se vai. Tenho conversado com clientes que estão trabalhando no conceito 4X1, quatro dias em casa e um no escritório. Alguns até diminuíram o espaço das empresas. Supondo que acabou a pandemia, a pessoa não vai voltar integralmente. Um grupo vai trabalhar quatro ou três dias em casa e os demais no local. Há carreiras nas quais não há como trabalhar remotamente, como algumas da área de saúde, por exemplo, mas, em geral, as pessoas vão trabalhar mais em casa que nos escritórios, isso já é uma transformação”.

O Brasil tem 14 milhões de desempregados, um número altíssimo, e isso tem outras razões além da crise econômica e da pandemia. Segundo Moraes, muitas dessas pessoas, infelizmente, não têm diferenciais a oferecer: “Em compensação, e falo por experiência própria, tenho projetos de consultoria que não consigo atender porque não encontro pessoas capacitadas. A forma como estão capacitando os profissionais está errada, já que as empresas precisam de pessoas, mas as que chegam não preenchem os requisitos. Muitos têm formação acadêmica, o que não significa mais nada hoje. O que vale é como esta pessoa se mantém atualizada para desenvolver o trabalho. E quando falo trabalho, não é emprego. É preciso parar de pensar que se vai sair da escola e conseguir um emprego de carteira assinada. Isso vai diminuir cada vez mais”.

Para Moraes, as pessoas terão de se colocar, de forma atraente, pelo conhecimento e experiência, pelo que podem agregar ao grupo. Elas trabalharão, provavelmente, por projeto ou demanda, serão freelancers, produzirão e entregarão o que for pedido.

“O tempo inteiro temos de entender para onde o que chamamos de mercado está indo, quais são os valores e princípios e o que estudar para atender as demandas solicitadas. E de que forma? Funcionário, freelancer, terceirizado ou prestador de serviços. O desemprego é enorme porque muitas pessoas têm a expectativa de um determinado cargo formal que, como falei antes, talvez não exista mais. É preciso se autoconhecer e estudar continuamente para ter algo a oferecer. Repito: fazer uma faculdade, se formar e achar que a carreira vai ser aquela pela vida toda é algo para se esquecer, pois isso não existe mais”, finaliza.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

Dicas para lidar com um fim de ano diferente

Quarentena, isolamento social, pandemia… muitas foram as transformações que impactaram no nosso fim de ano; Renata Isa Santoro médica integrativa ensina a lidar com as questões que podem surgir no final de 2020

O ano de 2020 foi considerado pela revista norte-americana Time como “o pior ano de todos”. Realmente houve muitas mudanças no nosso dia a dia, a começar pelo home office/home schooling e o distanciamento social. Agora, é chegado o momento de questionar como serão as tradicionais festas de fim de ano, após meses de isolamento e saudade.

“Além de não haver grandes encontros familiares e amigos, percebo que não haverá a habitual correria de festas, shows, festas de integração de fim de ano da empresa”, destaca Renata Isa Santoro, cardiologista e médica integrativa.

Apesar de todas as diferenças, o fim de ano não precisa ser considerado ruim. Renata convida todos a realmente parar, olhar para o que passou e para o que restou dentro de cada um de nós. “Reflita sobre os sentimentos que te afloraram nestes meses, as emoções que te fizeram mudar a forma como lida com situações alegres ou desafiadoras, em como aquele amigo ou parente que ficou doente ou foi-se embora te trouxe ensinamentos que não quer deixar no esquecimento.”

A fim de lidarmos com as transformações neste fim de ano, a médica deixa algumas dicas para tornar o momento mais leve de vivenciar:

1- Mudar a mentalidade sobre as datas festivas: “A mentalidade que escolhemos ter para entrar nestas datas pode fazer toda a diferença. Em vez de lastimar por não estar passando o Natal com seus 50 pessoas ou reclamar por não levantar a taça de Ano-Novo em Nova York, vamos focar nesta nova oportunidade de gerar memórias afetivas diferentes e criar novas tradições.”

2- Repensar sobre os presentes: “Quem sabe não sejam mais necessárias aquelas toneladas de presentes embaixo da árvore de Natal. Esse feriado traz consigo algumas emoções genuínas, que é dar ao outro um agrado e sentir essa satisfação de volta”, cita a médica. Ela lembra que pesquisas mostram que gastar dinheiro com presentes para os outros lhe dará um impulso maior de felicidade do que comprar algo para si mesmo, mas há uma desvantagem nessa troca: o estresse com os gastos, a pressão de comprar mimos para todos os familiares e conhecidos, entrar em lojas lotadas e não perder promoções, entre outros.

Cocktails

3- Repensar as bebidas de fim de ano: “Afinal, você está mesmo comemorando e agradecendo ou está no piloto automático virando uma taça atrás da outra?”, provoca.

4- Criar uma tradição nova: se você for se reunir com um pequeno grupo ou apenas com sua família domiciliar, Renata propõe que pergunte às pessoas o que é importante para elas. Em vez de tentar recriar o que ocorre todo ano, crie novas experiências. Algo novo que você fizer este ano pode se tornar uma tradição para a suas gerações. E todos podemos também nos transformar junto com o ano de 2020, mas sob um ponto de vista positivo para que o próximo período seja melhor para todos.

A médica cita algumas sugestões:

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-Dê experiência em vez de objetos: as experiências ficam mais tempo na memória afetiva do que os objetos. Então que tal dar uma massagem, uma aula de pintura, uma sessão individual de numerologia?
-Uma doação: faça do seu presente uma doação para uma instituição em que você acredite. Atos de altruísmo como esse trazem, comprovadamente, melhor saúde, felicidade e um senso de propósito que fortalece o doador.


-Pratique compras conscientes: ao escolher um presente preste atenção se está comprando o que planejava, se saiu da rota ou foi seduzido. Observe as mensagens materialistas dos anunciantes para que você compre aquele produto sem necessidade nenhuma. Compre o que vem do coração.
-Não gaste mais do que você tem: por que depois vai te trazer mais ansiedade, mais estresse e você vai ter que lidar com isso sem lembrar como foi parar ali.

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-Ao dar e receber presentes pare um pouco, tire seus pensamentos da agitação, e sinta a verdadeira sensação positiva que é dar um presente e fazer a outra pessoa se sentir querida. Quando receber o presente sinta aquele momento, de gratidão profunda. Fique nesse sentimento de gratidão em vez de sair rasgando papel um atrás do outro.
-No momento da refeição e das conversas, evite os conflitos familiares tão comuns nessa época. Lembrem-se que estamos todos no mesmo barco e que a reação de um pode ser equilibrada pela compaixão do outro.

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-Aproveite todos ao redor da mesa para manifestar a presença, sem pressa, de olhar uns para os outros com calma e de simplesmente relaxar neste momento.

Fonte: Renata Isa Santoro é médica pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos; especialista em Pediatria pela AMB/SBP; especialista na área de atuação em Cardiologia Pediátrica pela AMB/SBP/SBC. Especialista em Ecocardiografia fetal e pediátrica pela Unicamp. Mestrado em Ciências pela Unicamp.

Pandemia: não é hora de fazer dietas restritivas, que podem prejudicar a saúde e o sistema imune

Apesar de estarmos vivendo um momento propício para adquirir hábitos saudáveis, não é a hora de fazer dietas radicais em sua alimentação

Com a pandemia pela qual estamos passando devido ao novo coronavírus, muitas pessoas estão aproveitando para adquirir novos hábitos e realizar tarefas que antes não tinham tempo. Por exemplo, é comum que alguns utilizem desse momento para finalmente começar aquela dieta que vinha sendo adiada por meses, o que, segundo Marcella Garcez, médica nutróloga e docente da Associação Brasileira de Nutrologia, não é recomendado.

“A alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas. Por isso, qualquer mudança drástica nos hábitos alimentares sem acompanhamento médico, como restrição de grupos alimentares e diminuição de calorias e refeições, pode oferecer riscos à saúde, afetando, inclusive, o bom funcionamento do sistema imunológico, principalmente em pessoas que já apresentam algum tipo de carência nutricional prévia. Então, como alguns tipos de atendimento médico estão comprometidos pelo isolamento social, este não é o momento para iniciar qualquer dieta restritiva”, alerta.

É claro que aqueles que já eram adeptos de alguma dieta ou praticavam jejum intermitente podem continuar, mas sempre com acompanhamento médico periódico, mesmo que por telemedicina, para avaliar eventuais necessidades e intercorrências e assim evitar possíveis riscos à saúde. “A telemedicina é uma boa maneira de dar assistência aos pacientes nesse período. Ela não substitui a consulta presencial, mas serve como uma forma importante de orientação”, explica Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A recomendação para evitar dietas restritivas e mudanças radicais nos hábitos alimentares não quer dizer, porém, que você deve sair comendo tudo o que vê pela frente. “Assim como a restrição alimentar, o consumo excessivo de calorias também pode desestabilizar a saúde e o sistema imune, além de favorecer o acúmulo de gordura, o envelhecimento precoce e o aparecimento de acne e problemas de circulação”, afirma Marcella.

O ideal então é encontrar um meio termo, apostando na adoção de uma alimentação saudável, equilibrada, variada e natural e investindo em alimentos ricos em nutrientes como Vitamina A (cenoura e abóbora), Vitamina C (kiwi e laranja), Vitamina B6 (aveia e banana), Vitamina E (carnes e ovos), Selênio (arroz integral e castanha do pará) e Zinco (frango e grãos integrais).

“Esse é um bom momento para iniciarmos bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. Para quem continua trabalhando em home office, a médica aconselha: “Você pode usar esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para aprender a cozinhar e preparar refeições caseiras. Assim, além de comer mais saudavelmente, você ficará menos ansioso e mais relaxado, pois o hábito de cozinhar ajuda na redução do estresse.”

Além disso, é interessante também diminuir o consumo de alimentos prejudiciais. De acordo com Marcella, o açúcar, por exemplo, não deve compor mais de 10% de todas as calorias ingeridas ao dia.

“Além de virar reserva de gordura, o açúcar excedente pode se ligar e degradar proteínas de sustentação da pele em um processo conhecido como glicação, o que acelera o surgimento de rugas e flacidez”, destaca a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E o mesmo vale para os carboidratos, principalmente aqueles de menor valor glicêmico, como massas de farinha branca e frituras. “Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres é danoso para o nosso corpo”, diz o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

Assim como o açúcar, o consumo de sal também deve ser reduzido, pois o excesso de sódio pode piorar a circulação e favorecer o surgimento de problemas cardiovasculares. “Tome cuidado redobrado com o sal escondido nos alimentos, principalmente nos industrializados. Poucos sabem, mas até mesmo o suco de caixinha possui sódio”, afirma a Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida. Com relação aos alimentos industrializados, evite também aqueles que são ultraprocessados, como bolachas, guloseimas, sorvetes, bolos e produtos congelados e prontos para o consumo.

“Quanto mais processado é o alimento, menor é o seu valor nutricional, pois perde vitaminas durante o processamento, além de conterem grande quantidade de aditivos e conservantes, favorecendo assim a inflamação e a ocorrência de deficiências nutricionais, doenças do coração, diabetes, colesterol e obesidade”, completa a médica.

Por fim, lembre-se de ingerir água diariamente para se manter hidratado. “A água exerce diversas atividades essenciais que garantem o funcionamento adequado do corpo humano. Por ser o principal componente do plasma sanguíneo, a água é uma das responsáveis pelo transporte de nutrientes e dos produtos do metabolismo, além de auxiliar na eliminação de toxinas do organismo e atuar em processos fisiológicos como digestão, absorção e excreção de nutrientes”, finaliza Marcella.

Nutrientes essenciais para melhorar sua imunidade durante a epidemia

Adotar uma alimentação rica em vitaminas e minerais que fortaleçam o sistema imunológico pode ajudar na prevenção do contágio pelo vírus causador da Covid-19

O número de casos de Covid-19 tem voltado a crescer e a tendência é que continue a aumentar, principalmente com a chegada das festas de fim de ano. Porém, é possível se prevenir por meio da adoção de cuidados que atuem no fortalecimento do sistema imunológico, responsável por promover a defesa natural do corpo.

“A alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Para ajudar você neste momento, a especialista apontou os principais nutrientes que devem fazer parte da alimentação de quem deseja turbinar o sistema imunológico. Confira:

Vitamina A: segundo Marcella, alimentos ricos em vitamina A, como fígado de galinha, ovos, peixes e frutos do mar, desempenham um papel essencial no fortalecimento do sistema imunológico, pois o nutriente é capaz de atuar no controle da expressão gênica e na diminuição dos danos ao DNA, além de atuar também na manutenção da saúde da pele e possuir propriedade antioxidante, combatendo a ação dos radicais livres e o envelhecimento precoce do organismo. Os alimentos ricos em betacaroteno, substância que no organismo se transforma em vitamina A, como damasco, cenoura, abóbora, mamão, manga e batata-doce, ajudam a manter os níveis circulantes adequados.

Vitamina C: “A Vitamina C também possui importante função no sistema imune, pois ajuda a reparar e regenerar os tecidos, protege contra doenças cardíacas, auxilia na absorção de ferro e na diminuição do colesterol total e triglicerídeos, combate os radicais livres e, em dose suplementar, diminui a duração e os sintomas de resfriado comum”, destaca a especialista. São fonte de vitamina C alimentos como frutas cítricas, acerola, goiaba, kiwi, morango, laranja, pimentão, brócolis, couve, cranberry e caju.

Vitamina B6: de acordo com a médica, a Vitamina B6, também conhecida como piridoxina, é importante para a manutenção do sistema imunológico, pois participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado, auxiliando no metabolismo das proteínas e gorduras para formação de hemoglobina. “Podendo ser encontrada na batata inglesa, aveia, banana, gérmen de trigo, abacate, levedo de cerveja, cereais, sementes, nozes, espinafre, carne de porco, peixe, leite e ovos, o nutriente também é essencial para quem deseja manter a saúde da pele e do sistema nervoso em dia”, afirma.

Vitamina E – “A Vitamina E, encontrada em alimentos como cereais, óleos vegetais, carnes e ovos, também deve estar na dieta de quem deseja um sistema imunológico saudável, pois é uma vitamina lipossolúvel necessária para o bom funcionamento de muitos órgãos do corpo, além de ter alta propriedade antioxidante, sendo extremamente útil para retardar naturalmente o envelhecimento, processo que também interfere no desempenho do sistema imune.”

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Selênio – “O Selênio, mineral que pode ser encontrado em alimentos como ovos, castanha-do-pará, cereais como arroz integral e sementes oleaginosas como girassol aumenta a resistência do sistema imune, fazendo com que o corpo consiga combater as doenças com mais eficiência, além de diminuir o risco de doenças cardiovasculares e ajudar na desintoxicação do organismo, pois, assim como o zinco, é necessário para a síntese de enzima antioxidante.”

Zinco – é outro mineral importante, pois combate os radicais livres, ajudando o sistema imunológico a ficar preparado para lutar contra doenças crônicas. “Por isso, é fundamental que você consuma alimentos como ostras, camarão, carne de vaca, frango e de peixe, gérmen de trigo, grãos integrais, castanhas, cereais, legumes e tubérculos, que são ricos em Zinco, que ainda é essencial para que o organismo sintetize enzimas antioxidantes que protegem o organismo”, recomenda a nutróloga.

Além dos alimentos citados acima, o consumo de água e alimentos ricos em probióticos, como iogurtes e queijos, também são essenciais para um bom funcionamento do sistema imunológico. “É sempre bom lembrar que esses e outros compostos bioativos, que também impactam o sistema imune, não devem ser tomados de forma isolada sem recomendação médica. Em quantidades desnecessárias ou excessivas, os nutrientes isolados podem trazer mais malefícios que benefícios. Portanto a melhor maneira de consumi-los por conta própria é na forma de alimentos. O uso de suplementos alimentares deve ser orientado por profissional capacitado”, afirma a especialista.

“Caso você sinta que sua imunidade está mais baixa do que deveria, é importante consultar um médico, pois apenas ele poderá indicar o melhor tratamento para o seu caso”, alerta Marcella. A médica ainda ressalta que, mesmo com o consumo de alimentos que ajudam o sistema imune, é importante atentar-se aos cuidados de proteção contra os vírus e bactérias causadores de doenças respiratórias, como higienizar as mãos com frequência, ou utilizar álcool em gel quando não se tem acesso à agua e sabão, não beijar, abraçar ou apertar as mãos das pessoas, cobrir boca e nariz ao espirrar ou tossir e evitar o compartilhamento de copos, talheres e qualquer utensílio de uso pessoal, evitar aglomerações e não esquecer de usar a máscara de proteção.

Fonte: Marcella Garcez é nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Brasileira lança rede social gratuita para mulheres empreendedoras

Donadelas é a nova plataforma digital para conectar ideias, projetos e serviços entre mulheres a frente de seus próprios negócios

O Brasil é um terreno muito fértil para o empreendedorismo feminino. Um relatório do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), divulgado no ano passado, demonstra que a taxa de empreendedoras no estágio inicial do negócio (de até 3,5 anos) chegou a 16 milhões de mulheres, ou seja, elas são responsáveis por metade dos negócios nesta fase, no país.

O fenômeno da entrada maciça de mulheres no terreno do empreendedorismo, que até pouco tempo atrás era majoritariamente liderado por homens, pode estar relacionado aos dados apresentados pelo Governo Federal que dão conta de que três em cada quatro lares brasileiros são hoje chefiados por mulheres — 41% tem o próprio negócio. Eles, geralmente, são voltados para varejo e serviços.

De olho neste movimento e com a proposta de criar um espaço único e inovador para discussão de ideias e troca de experiências entre mulheres que estão adentrando o mundo do empreendedorismo — a maioria dos negócios chefiados por elas está em estágio inicial como mencionado –, a empreendedora Ely Ribeiro aposta no ineditismo de uma rede social dedicada a elas.

“Muitos dos lares brasileiros chefiados por mulheres têm como característica o esforço individual de cada uma. Grande parte das vezes, essas mulheres não têm emprego formal, se veem diante da necessidade de empreender e apostam naquilo em que têm algum conhecimento, mas sem metas pré-definidas. Desenvolver ações práticas e com foco em resultados rápidos torna-se primordial para atender as limitações de tempo que elas dedicam ao negócio, nessa premissa, a rede Donadelas apresenta um layout simples, com foco em negócios, que pode gerar um impacto positivo na vida dessas mulheres – explica Ely.

O Donadelas foi idealizado para proporcionar mais oportunidades de negócios a essas brasileiras que estão iniciando seu caminho na seara do empreendedorismo e também àquelas que já se encontram há mais tempo no mercado, já aprenderam com os erros e têm boas perspectivas de crescimento.

“O interessante é que se trata de uma rede gratuita, disponível a qualquer mulher que deseje divulgar seu trabalho ou fazer networking com outras empreendedoras. Na página pessoal é possível postar fotos, colocar detalhes de seu perfil e história. Há também espaço para enquetes rápidas, que podem facilitar em muito na pesquisa de tendências ou ideias, e ajudar as empreendedoras na tomada de boas decisões”, conta a idealizadora da rede social.

Ilustração: Pete Linforth/Pixabay

O Donadelas tem uma vertente internacional, com a participação de um sócio-investidor, o francês Mohamed Moulaye: “Nosso foco inicial é apresentar uma plataforma que facilite a vida e os negócios das mulheres empreendedoras no Brasil, e em breve visamos conectá-las numa rede mundial de partilha de conhecimentos, experiências e negócios, beneficiando-as com a possibilidade de expansão de seus empreendimentos além-fronteiras”, relata.

Informações: Donadelas