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Como a pandemia está afetando nosso corpo

A pandemia de Covid-19 e o estresse que veio com ela mudaram nossas vidas de muitas maneiras. Essas mudanças podem afetar a saúde, tanto física quanto mentalmente. Mas você pode fazer algumas coisas para limitar seus efeitos. Confira:

Ansiedade

Muitos aspectos da pandemia podem deixá-la mais ansiosa ou preocupada do que o normal. Se você tiver problemas para dormir ou notar mudanças no seu apetite ou sua energia, é uma boa ideia fazer uma pausa nas notícias e nas redes sociais e encontrar tempo para hobbies e exercícios, mesmo que seja apenas para fazer alongamento ou dar uma caminhada diária.

Depressão

As dificuldades causadas pela pandemia podem ser ainda mais difíceis de lidar se você se sentir isolado por causa do distanciamento físico. Se você se sentir triste, sem esperança ou mal-humorada na maior parte do tempo, é importante se conectar com amigos ou familiares e conversar sobre como está se sentindo. Se você ficar deprimido por vários dias, ou tiver pensamentos de se machucar, procure um médico ou psicólogo para obter ajuda.

Dores de cabeça

A ansiedade também pode afetar você fisicamente. Dores de cabeça e enxaquecas estão entre os sintomas mais comuns causados ​​por preocupação e incerteza durante a pandemia. Além de se desconectar e ser mais ativa, exercícios de meditação ou respiração podem ajudar a aliviar o estresse.

Perda de cabelo

Tufos de cabelo ralos ou caindo podem ser um sinal preocupante de estresse pandêmico, mas é apenas temporário. Acontece quando mais fios de cabelo do que o normal entram na “fase de queda” ao mesmo tempo. Você pode começar a notar dois a três meses após o início do estresse e que ele cessa depois que o estresse diminui.

Problemas dentários

Foto: LiveStrong

Se sua mandíbula estiver dolorida ou seus dentes doerem ou estiverem sensíveis, você pode estar cerrando a mandíbula ou rangendo os dentes sem saber. O estresse pode causar isso, e geralmente acontece quando você está dormindo ou se concentrando muito. Junto com os exercícios de relaxamento muscular, seu dentista também pode recomendar que você durma com um protetor bucal.

Problemas de pele

Lavar as mãos é uma parte importante para conter a disseminação da Covid-19, mas fazer isso com frequência pode quebrar os óleos naturais que protegem suas mãos e secá-las. Se você notar que suas mãos estão mais secas do que o normal, especialmente se você tiver uma condição como eczema, tente usar uma quantidade menor de sabão e água morna em vez de quente. Quando terminar, dê tapinhas nas mãos com uma toalha e, em seguida, use creme para as mãos ou vaselina.

Fadiga ocular

Foto: Optix

Durante a pandemia, as telas se tornaram uma conexão com o mundo exterior, seja um monitor para o trabalho, uma TV para entretenimento ou um telefone para as redes sociais. Mas passar muito tempo na frente delas pode causar queimação, coceira, olhos lacrimejantes e até mesmo visão embaçada ou dupla. Para se proteger, desligue as lâmpadas do ambiente para diminuir o brilho, certifique-se de que suas lentes corretivas seguem a prescrição, use lágrimas artificiais para ajudar com os olhos secos e faça pausas frequentes.

Ganho de peso

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

Durante a pandemia, várias coisas tornaram mais fácil ganhar quilos extras, como trabalhar em casa, fazer menos exercícios e fazer lanches quando estava estressada. Não seja muito dura consiga mesma, mas se sentir que precisa controlar seus hábitos alimentares, pode fazer um plano semanal de refeições e lanches, controlar o que come todos os dias, ou, se você trabalha home office, vá para a cozinha apenas quando puder sentar e saborear a comida.

Hábitos não saudáveis

Os maus hábitos são ainda mais difíceis de abandonar com o tempo disponível e poucas distrações. Quer se trate de beber álcool, fumar ou jogar videogame por horas a fio, é fácil escorregar e perder (ou ignorar) os sinais de alerta. Se você está fazendo algo em segredo ou uma pessoa querida tentou falar com você sobre isso, provavelmente é hora de parar. Se você tiver problemas para quebrar um hábito prejudicial à saúde, seu médico pode ajudar.

Dor no pescoço e nas costas

A mesa de jantar ou o balcão da cozinha não são necessariamente um bom substituto para a estação de trabalho ergonômica em seu escritório. Com o tempo, sentar-se em uma posição desleixada ou ter o monitor na altura errada pode danificar partes da coluna e causar todos os tipos de problemas no pescoço e nas costas. É melhor designar uma área de trabalho e seguir as diretrizes para torná-la o mais confortável possível. E não se esqueça de se levantar e andar frequentemente.

Dor nas mãos e nos pulsos

Uma configuração de trabalho confortável também é importante para outras partes do corpo. Certifique-se de que a altura da cadeira esteja ajustada para que os antebraços fiquem na altura do teclado. Mantenha o teclado reto ou inclinado para longe de você (nunca perto). Também é uma boa ideia fazer pausas e sacudir os pulsos com frequência. Também pode ajudar a manter as mãos quentes.

Fonte: WebMD

Alienação parental vira problema com a pandemia

Paulo Eduardo Akiyama, advogado atuante em Direito de Família, indica curso on-line do CNJ para evitar esse tipo de conflito

A incidência de atos de alienação parental teve um crescimento bastante relevante desde março de 2020 segundo pesquisas feitas por institutos como o Observatório da Alienação Parental. A crise entre casais separados tornou-se mais constante, com discussões e demais conflitos no que se refere aos filhos. Além da privação de convivência imposta ao genitor não guardião, ainda se estendeu a toda família deste. As crianças acabaram sendo afastadas da convivência dos parentes com a desculpa da pandemia e eventual contaminação pelo coronavírus.

Paulo Eduardo Akiyama, advogado atuante em Direito da Família e sócio do escritório Akiyama Advogados Associados, informa que, em 25 de abril, é lembrado o Dia Internacional Contra a Alienação Parental, e sugere aos pais que realmente desejam o melhor aos seus filhos que se inscrevam na oficina de pais e mães do CNJ – Conselho Nacional de Justiça para poderem entender como os casais separados devem se comportar em relação à prole, afim de evitar a prática de atos alienantes.

O advogado destaca que os casos aumentaram por conta da obrigatoriedade do distanciamento social e deslocamento, causando mudança nas visitas pré-estabelecidas. “Muitos detentores da guarda, utilizando-se desta desculpa, atuando fortemente na prática de atos alienantes. Não podemos esquecer que filhos não são mobília da casa, mas sim, seres humanos que necessitam conviver com ambos os genitores e seus familiares. Claro que dentro de uma segurança sanitária, mas também deve-se garantir a convivência para a segurança psicológica”, alerta.

Akiyama ainda ressalta que a comunicação por videoconferência não substitui a convivência presencial entre o genitor não guardião e a prole. “A videochamada, como antes da pandemia, sempre é vista como um meio de comunicação temporária, ou seja, naqueles dias em que não esteja estabelecida a visita, mas não substitui a visita presencial, o contato, o calor humano, o diálogo, a participação em atividades, tudo isto é salutar a criança. A videoconferência trata-se apenas de um paliativo para contato, mas não é convivência”, observa.

Para o advogado, comportamentos alienantes que devem ser sempre evitados pelos genitores, como por exemplo, interromper abruptamente a ligação ou fazer comentários do tipo “chega de lero-lero”, entre outras manifestações. “Isto é prejudicial principalmente para a criança. Muitos pais esquecem que seus atos vão de encontro ao subconsciente da criança, que grava estas informações de repúdio e que, em um futuro próximo, se manifestará no seu comportamento”, adverte.

Ainda segundo Akiyama, qualquer um dos lados que age desta forma, esquece que as crianças crescem e um dia se darão conta do que lhes foi imposto, criando assim uma enorme decepção, em especial, com relação ao genitor praticante dos atos alienantes. “Na internet podemos encontrar vídeos que descrevem este comportamento, depoimentos de pessoas que foram vítimas da alienação parental”, exemplifica.

O advogado orienta sempre seus clientes a agirem em consenso para manter a convivência presencial, prolongando os dias de visita estabelecidos, visto que as aulas não têm ocorrido de forma presencial e também é optativo para os pais que não desejam enviar seus filhos à escola por medo da pandemia. “Há casos em que recomendei ao invés de o genitor visitante pegar o filho na sexta-feira ou no sábado, buscar na quinta feira e em vez de devolver no domingo, retornar com a criança na segunda-feira. Em vários casos isto ocorreu com enorme sucesso, quando não há prática de alienação parental”, comemora.

Fonte: Paulo Akiyama é formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.

Riscos para a audição na rotina do home office e das aulas virtuais

Saiba como proteger a audição de sua família do excesso de barulho dentro de casa

Com o maior convívio da família em casa por causa da pandemia, nada melhor do que prestar atenção ao risco do barulho em excesso no ambiente doméstico. O barulho está presente no aspirador de pó, liquidificador, secador de cabelos, televisão, rádio, furadeira, martelo, obra, reforma, latido de cachorro.

Ruídos desagradáveis são causados também por certos brinquedos que as crianças e adolescentes adoram, mas que podem ser perigosos para a audição. O barulho vem dos videogames com o som “nas alturas”, guitarras, aviões, carrinhos com sirenes, telefones, dinossauros que rugem, jogos com explosões e até mesmo da música em volume alto nas aparelhagens de som. Brinquedos sonoros “piratas” comprados em camelôs, por exemplo, que não têm o selo do Inmetro, são um perigo, pois podem emitir sons de até 120 decibéis, bem acima do permitido por lei (85 decibéis).

O barulho em excesso é uma realidade em muitos lares, principalmente nesta fase em que muitos pais e filhos permanecem em home office e aulas virtuais. A pandemia obrigou muitas pessoas a transformar a casa em escritório e o quarto das crianças em uma escola adaptada. E quanto mais horas dentro do lar, mais barulho. Por isso, cuidado! Tudo isso pode afetar a audição.

“Se a perda auditiva é provocada pela exposição a nível de pressão sonora elevado, o dano auditivo tende a se estabilizar se a pessoa mudar seus hábitos e evitar situações e ambientes com sons abusivos. No entanto, é importante lembrar que a audição perdida não pode ser recuperada e que se não houver uma conscientização, o barulho em excesso, ao longo do tempo, pode causar prejuízos cada vez maiores à audição. Dependendo da intensidade, o ruído pode provocar, inclusive, como primeiro sintoma, o zumbido nas orelhas”, explica a fonoaudióloga Marcella Vidal, Gerente de Audiologia Corporativo, Telex Soluções Auditivas.

É importante prestar atenção também no volume da televisão, que as crianças e adolescentes, muitas vezes, aumentam com frequência. É necessário diminuir o som, explicar que o volume alto é prejudicial e observar a reação deles.

“Aconselho aos pais que suspeitam que seus filhos têm dificuldades auditivas que procurem um médico otorrinopediatra e fonoaudiólogo. A partir do resultado das avaliações audiológicas, é indicado o tratamento mais adequado para a (re)habilitação auditiva. Uma das opções é a adaptação de aparelhos auditivos, que adaptados seguindo as boas práticas da adaptação pediátrica, dão suporte à reabilitação auditiva e ao aprendizado escolar, garantindo um desenvolvimento saudável”, afirma a Fonoaudióloga, que é especialista em audiologia infantil.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), sons que atingem 70 decibéis já são desagradáveis para o sistema auditivo humano e, acima de 85 decibéis, podem começar a danificar o mecanismo da audição, dependendo do tempo e da frequência da exposição sonora. O manejo contínuo de um brinquedo com esse volume pode prejudicar para sempre a audição das crianças. As menores, de até três anos, são as mais afetadas. E se elas têm a audição comprometida, isso pode afetar todo o seu desenvolvimento, inclusive o desempenho escolar.

É importante o envolvimento de toda a família na busca de um ambiente doméstico mais silencioso.

Fonte: Telex Soluções Auditivas

Confira dicas para evitar ataques à geladeira durante home office

Segundo nutricionista da Dietbox, startup de nutrição, o hábito pode ser decorrente de estresse, sobrecarga ou tempo ocioso

Uma das soluções mais importantes, implementadas pelas empresas na pandemia, foi o home office. A modalidade caiu no gosto dos colaboradores pela flexibilidade e, até mesmo, pela qualidade de vida que oferece em casa e com a família. Mas, com o estilo de trabalho, vieram também os assaltos à geladeira que, agora, ocorrem com mais frequência, por estar sempre ao alcance.

De acordo com pesquisa realizada pela Income Opportunities Magazine, 36% das pessoas afirmaram estarem comendo mais após o home office e 32% disseram ter ganhado peso. Para Júlia Canabarro, nutricionista da Dietbox , startup de nutrição, os ataques à geladeira podem ocorrer devido ao estresse da sobrecarga ou de tempo ocioso, pressão, ansiedade, ou por sentir-se solitário.

“Manter uma alimentação equilibrada, mesmo trabalhando em casa, é fundamental para um bom desempenho nas tarefas e para a saúde no geral, isso porque, a comida está ligada à saciedade e ao prazer, o que contribui para a concentração”, explica Júlia.

Confira dicas da especialista para controlar os ataques à geladeira no home office:

Conscientize-se

O primeiro passo é perceber que comer o tempo todo não é bom – e, a partir disso, entender a necessidade da mudança do hábito.

Não se prive de alimentos que você gosta

Dentro de uma rotina equilibrada, é possível comer algo que goste e que faça bem, porém cuidando para não exagerar nas quantidades.

Não se sobrecarregue

Entenda os seus limites, planeje metas realistas, faça pausas e entenda que você pode relaxar um pouco. Tirar uma soneca de 20 minutos após o almoço pode ajudar a te desestressar e fazer com que seu trabalho renda mais depois.

Faça mais coisas que te dão prazer

A comida é uma forma de satisfazer os sentidos e, se não estiver satisfeito com a vida, pode ser tornar um hábito tentar preencher esse vazio com alimentos pouco saudáveis. Achar hobbies ou realizar atividades de lazer durante o dia são formas de diminuir a necessidade de compensar-se com comida.

Beba mais água

Muitas vezes é normal confundir fome com vontade de comer, por isso, recomenda-se ingerir bastante água ao longo do dia. Mas, se a fome persistir, priorize petiscos saudáveis.

Planeje as refeições

iStock

O planejamento das refeições evita a ingestão de alimentos por impulso e proporciona uma rica composição nutricional das refeições, escolhendo sempre alimentos ricos em proteínas e fibras, que ajudam a aumentar a saciedade.

Essas dicas podem auxiliar no controle da alimentação, mas, caso se torne um hábito constante, Júlia Canabarro orienta que é importante buscar o acompanhamento de um profissional.

Fonte: Dietbox

Saiba mais sobre o processo de luto e entenda como lidar com ele

O luto é um conjunto de reações humanas relacionadas a uma morte simbólica ou real que causa impacto significativo na vida de alguém. Cada um se enluta à sua maneira e todos que enfrentam a dor do luto vivem cada um desses processos de maneira singular.

Saiba mais neste artigo escrito pela psicóloga e psicopedagoga, Karina Okajima Fukumitsu.

Luto Coletivo

O luto coletivo é outro conceito importante e que vem sendo observado nos momentos atuais, em razão do aumento no número de vítimas da Covid-19, só no Brasil, ultrapassamos o número de 300 mil mortes, até o momento. Não é por acaso que observamos um aumento expressivo do sofrimento existencial. Neste artigo, falaremos sobre o processo de luto, as principais dificuldades e maneiras para preservar sua saúde existencial. Acompanhe e entenda.

Em meu livro “Suicídio e luto: histórias de filhos sobreviventes” (Lobo Editora, 2020) discorro sobre um novo paradigma tanto para a compreensão quanto para a intervenção do processo de luto, o modelo de processo dual do luto ou Dual Process Model of Grief, DPM (Stroebe; Schut, 1999, tradução nossa), proposto por Margaret Stroebe, por seu marido Wolfgang Stroebe e pelo assistente Henk Schut, apresentado em 1994, em uma conferência na Grã-Bretanha, e com a primeira publicação em 1999, por meio do artigo “The Dual Process Model of Coping with Bereavement: Rationale and Description”.

O modelo, que coloca em questão as fases do processo de luto descritas em estudos anteriores, traz reflexões acerca do redimensionamento dos papéis e tarefas sociais e considera o luto um processo que envolve a constante oscilação entre dois estressores ambivalentes – a “orientação para perda” e a “orientação para a restauração”. Dessa maneira, oferece possibilidades para a compreensão do luto como um processo dinâmico e regulador de enfrentamento e conciliação com novos papéis (Parkes, 1998; Cândido, 2011).

Além de lidar com a morte da pessoa, o enlutado se vê diante do impacto da ausência e, por isso, situações que se referem à elaboração da perda de per si e o imenso desejo de restaurar a vinculação com o morto serão vivenciados na “orientação para a perda”. Posteriormente, a busca da restauração da vida começa a emergir. Nesse sentido, o redimensionamento e a descoberta de papéis, a busca de reorganização prevalecem. É importante salientar que a oscilação entre “voltar-se para a perda” e “voltar-se para a restauração” permite que o enlutado encontre significados e que possa, dialeticamente, compreender seu processo de luto (Fukumitsu, 2020, p. 51).

Na pandemia, temos notado um número crescente de pessoas afetadas. Nesse caso, não só quem teve de passar pela experiência da morte de seus familiares e amigos, mas também pessoas que apresentam dificuldade para lidar com esse momento tão difícil. Estamos em crise e, como supramencionado, reagimos de maneiras diferentes. Maya Angelou tem uma frase que acredito ser pungente para este momento de nossas vidas: “Você não pode controlar todos os eventos que acontecem com você, mas você pode decidir a não ser reduzido por estes eventos” (You may not control all the events that happen to you, but you can decide not to be reduced by them).

Não podemos nos autorizar a sucumbir nesta crise pandêmica e o processo de luto é a possibilidade de respondermos a toda situação que vai na contramão de nossas expectativas e desejos.

Elizabeth Kübler-Ross, uma das autoras que faz parte do acervo de minhas diretrizes nos estudos sobre luto, foi uma profissional que se dedicava ao acompanhamento de pacientes na proximidade da morte. Kübler- Ross (1997) propõe fases do lidar com o luto: choque, negação, revolta e raiva, luto e dor, barganha com Deus, tristeza, aceitação (p.161). Mas, como percebo o luto como processo de crise existencial, explicarei a compreensão sobre este processo.

No luto não usamos maquiagem

“No luto não usamos maquiagem” -, é a frase recorrente que menciono em meus cursos. Digo isso, pois acredito que o luto é o momento mais puro que a pessoa pode se apresentar. A dor do luto não nos permite mascarar o que sentimos. Cada um enfrentará sua travessia de sofrimento. Para tanto, é preciso considerar alguns sentimentos que fazem com que a gente sinta que está no primeiro carinho de uma montanha russa.

Em virtude de a morte de alguém que amamos trazer impactos que não temos dimensão de suas consequências, não é raro ouvir que ao receberem a notícia de morte, alguns relatam o momento do choque. Nesta fase, o enlutado vive um período de estado de ameaça constante no qual existe uma confusão acerca da realidade e descrença de que aquilo está realmente acontecendo. Podemos dizer que, nesse momento, ocorre uma sensação semelhante a uma anestesia, uma proteção do próprio organismo para ajudar o enlutado a dar os primeiros passos nessa nova realidade. Nesse sentido, também não devemos julgar quem nega, pois “o sentido pertence ao ‘sentidor’, aquele que sente a dor” (Fukumitsu, 2014, p. 59).

Lidar com situações que nos fazem sentir impotentes provoca raiva. Nessa direção, é comum que pessoas em processo de luto se dê conta de sua indignação em relação ao que foi impactado. O organismo produz uma substância chamada novocaína, que é responsável por eliminar aquele amortecimento temporário inicial. Desaparecendo a sensação de anestesia, a pessoa começa a ter de lidar com a sensação de agonia física e mental. Dessa forma, a fadiga e dificuldade de executar tarefas simples são expressivas neste momento. Sendo assim, a pessoa em luto tenta resguardar as poucas energias que lhe parecem restar. Quando a pessoa não consegue mais executar as tarefas comuns do seu dia a dia, se sente prostrada e sem motivação para continuar, é um sinal de alerta para buscar ajuda profissional.

Quais são as principais dificuldades no processo de luto?

Certo dia, ouvi Teresa Vera Gouvêa dizendo que atualmente não se fala mais sobre “aceitação do luto”, mas sim, em “adaptação à situação adversa”.

No caso específico da pandemia que estamos vivendo, a sensação de incerteza e incapacidade toma conta de muitas pessoas. Uma mudança brusca na realidade conhecida pode ser relacionada com o luto, pois houve a perda do mundo presumido. Isso quer dizer que o luto se aplica não só ao falecimento de um ente querido, mas também acontece em situações de mortes simbólicas, tais como, a mudança de estilo de vida como a que estamos vivenciando com a pandemia.

Aceitar o que aconteceu não significa concordar com o evento. A pessoa enlutada busca forças para lhe dar impulso para a nova configuração da vida que se instala. A mudança nas atitudes é lenta e gradual, e a reapropriação de atitudes e a restauração de nossa existência vêm aos poucos.

A passagem da transformação da dor em amor ou processo de extrair flor de pedra se inicia.

Extrair flor de pedra é, portanto, a possibilidade de a pessoa exercitar sua capacidade de transcendência. Ou seja, quando a pessoa extrai o conhecimento que não aprendeu com ninguém e apresenta uma ação criativa para oferecer algo generoso e amoroso para a humanidade, por exemplo, quando uma pessoa oferece cuidados que nunca recebeu aos outros, encontrando assim, um sentido para sua vida (Fukumitsu, 2019, p. 189).

Nesse sentido, extrair flor de pedra significa perdoar a si mesmo por ter de lidar com a situação e aceitar que a perda de fato aconteceu representa esforço hercúleo e que nos auxilia a resgatar os bons momentos que a morte não é capaz de furtar.

O luto envolve um longo caminho a ser trilhado e a passagem por vários momentos áridos. Não existe um prazo para superar o luto, tampouco uma fórmula para se viver a experiência do luto, porque isso varia significativamente de uma pessoa para outra. A dor une e muitas vezes, buscar um profissional da área de saúde mental pode ajudar.

Parkes (1998, p.22-3) ensina que a dor do luto é tanto parte da vida quanto a alegria de viver; é, talvez, o preço que pagamos pelo amor, o preço do compromisso. Ignorar este fato ou fingir que não é bem assim é cegar-se emocionalmente, de maneira a ficar despreparado para as perdas que irão inevitavelmente ocorrer em nossa vida, e também para ajudar os outros a enfrentar suas próprias perdas.

O processo de luto faz com que a pessoa perceba que existem enfrentamentos diversos e que novas possibilidades devem ser estabelecidas para que a vida continue. Nunca somos os mesmos após uma perda, seja ela real ou simbólica. A vida é arte que leva tempo para continuar a viver, construindo novos laços e guardando na memória os bons momentos e a experiência que a pessoa falecida proporcionou. Repito. Nenhuma morte deve furtar as histórias e as experiências que tivemos com quem partiu.

Se você está passando por um processo de luto ou conhece alguém nessa situação, busque orientação profissional.

Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga, psicopedagoga e Pós-doutorado e doutorado em Psicologia pelo Instituto de Psicologia (USP). Mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology. Coordenadora da Pós-graduação em “Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto” da Universidade Municipal São Caetano do Sul. Coordenadora, em parceria, da Pós-graduação “Morte e psicologia: promoção da saúde e clínica ampliada”; coordenadora, em parceria, da Pós-graduação “Abordagem Clínica e Institucional em Gestalt-terapia” da Universidade Cruzeiro do Sul. Membro-efetivo do Departamento de Gestalt-terapia do Instituto Sedes Sapientiae e co-editora da Revista de Gestalt do Departamento de Gestalt-terapia do Instituto Sedes Sapientiae. Podcaster “Se tem vida, tem jeito”. Consultora ad hoc do hospital Santa Mônica.

Inédito no delivery, sabor Pepperoni & Requeijão está entre participantes da promoção da Pizza Hut

Pizza Hut – maior rede de pizzarias do mundo – promove entre os dias 15 e 20 de março a “Semana do Consumidor Hut”. Para retribuir a paixão dos brasileiros pela original Pan (massa alta, tradicional, fofinha e super saborosa, preparada diariamente em cada unidade da rede com ingredientes selecionados e recheio generoso), os consumidores ganharão 50% de desconto nos pedidos de pizza grande com 12 pedaços, em quatro sabores selecionados, exclusivamente para pedidos pela plataforma do iFood.

Entre as quatro opções, a Pizza Hut apresenta dois sabores inéditos no delivery: Pepperoni & Requeijão (preparado com fatias de pepperoni – salame especial condimentado com páprica -, servidas sobre mussarela e de molho de tomate e tiras de requeijão) e Calábria (deliciosas fatias de calabresa acompanhadas de cebola, mussarela especial Pizza Hut e tiras de requeijão). Também participam da semana especial os sabores de Marguerita (exclusiva mussarela coberta com tomates fatiados com um toque de manjericão) e Mussarela (deliciosa pizza montada com queijo mussarela servido sobre molho de tomates especial Pizza Hut).

As lojas estão operando seguindo todos os protocolos para oferecer uma experiência segura. A Pizza Hut trabalha com os mais rígidos padrões de higiene, limpeza e cuidados que vão desde a produção até a entrega das pizzas.

Rappi

Para novos usuários Rappi, a Pizza Hut também oferece R$ 30,00 de desconto em pedidos acima de R$ 60,00 até o dia 31 de março.

Informações: Pizza Hut

Quinta do Olivardo reforça delivery e drive-thru no lockdown

Restaurante português intensifica atuação em serviços de entrega e pontos de retirada

Como forma de manter a boa e velha culinária portuguesa presente no dia a dia dos amantes da gastronomia durante o lockdown, a Quinta do Olivardo retoma o serviço de drive-thru e intensifica a presença no delivery.

O tradicional restaurante português, que fez sua fama ao longo dos anos na Estrada do Vinho em São Roque, intensifica seus serviços de entrega na capital e retoma o sistema de drive-thru em ambas unidades. Em São Roque, o drive-thru e o armazém, vão funcionar a semana toda e aos finais de semana, no horário das 10h às 17h.

Já a unidade do Brooklin, além do drive-thru, a Tasca Brooklin também oferece delivery, pelos aplicativos de entrega iFood e Ubereats.

Com um cardápio recheado de pratos típicos, a Quinta do Olivardo conta com as deliciosas entradas de Bolinho de Bacalhau e Alheira Defumada.

As sugestões à base de bacalhau e carnes para os pratos principais ficam por conta do Bacalhau à Lagareiro e Maminha na Mostarda à Portuguesa.

Já seus famosos Pastéis de Belém, são a sugestão perfeita para sobremesa. Os pratos principais servem 2 pessoas e vêm acompanhados por arroz. A Maminha na Mostarda, por exemplo, custa 180 reais e a unidade do Bolinho de Bacalhau a partir de 9 reais.

Bacalhau à moda da casa

Quinta do Olivardo Tasca Brooklin – São Paulo
Telefone para contato: (11) 94223-0195 (11) 5505-7305 (11) 99110-1777
Drive thru – Rua Arizona, 1.485 – Brooklin
Também nos aplicativos Uber Eats e iFood.

Quinta do Olivardo Restaurante e Armazém – São Roque
Segunda a domingo – das 10h às 17h
Encomendas WhatsApp (11) 97088-5401
Drive thru – Estrada do Vinho, km 4

Médica faz relato emocionante sobre o primeiro ano de pandemia

Especialista ressalta que a falta do engajamento da população, sobre as medidas de proteção à pandemia, interfere no bem-estar emocional e psicológico dos profissionais da saúde

Ao som da frequência de batimentos cardíacos dos pacientes nos leitos e com olhar atento a cada um deles, por mieo da parede de vidro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, a médica Intensivista Lívia Corrêa de Castro, falou sobre sua atuação neste primeiro ano de pandemia.

Depois de uma longa jornada de plantão no dia anterior, a profissional que atua pela Pró-Saúde no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), parou suas atividades por alguns minutos para destacar os principais desafios vivenciados nesse tempo de pandemia, antes de iniciar a visita médica do dia.

Com 12 anos de atuação no HRBA, unidade mantida pelo Governo do Pará, no município de Santarém, Lívia conta que os profissionais não imaginavam iniciar 2021 de um jeito tão difícil quanto foi o ano anterior.

“Nessa segunda onda temos recebido doentes mais graves, com um número maior de pacientes adoecendo. Classifico essa segunda onda bem pior do que a primeira. Apesar de termos a experiência de um ano atrás, temos muitas batalhas dentro da UTI. É uma luta pessoal porque trabalhamos com o cansaço, indo ao nosso extremo”, compartilha.

Medo do desconhecido

Há um ano, no dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou oficialmente a pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). No Brasil, a primeira morte devido ao vírus aconteceu um dia depois do anúncio da OMS.

A médica Intensivista comenta que, quando os primeiros casos começaram a chegar à unidade, que é referência para tratamento da Covid-19, mesmo com os treinamentos prévios, a ansiedade diante do desconhecido era uma realidade.

“No início a gente tinha muito medo de se contaminar, medo de sair na escala do plantão, medo de levar a doença para nossa família em casa”, explica.

Medos que permanecem até hoje, mas que não são maiores que um único sentimento: “Medo de não acabar, parece que não vai acabar nunca. A gente não para de receber paciente. A impressão que temos é que não está acabando e que estamos lutando contra um inimigo invencível”, afirma a médica.

Desrespeito da população x famílias desmoronadas

Pixabay

Nestes 12 meses de enfrentamento à pandemia, Lívia relata que as jornadas de plantão na UTI têm sido longas. Ela conta que diversas vezes, ao sair do hospital, se deparou com pessoas aglomeradas nas ruas, sem máscaras de proteção, marcando encontros e até festas clandestinas, e diz ter a sensação de que a população vive em um mundo paralelo, longe do universo que enfrenta uma pandemia global.

“Vivemos uma realidade no hospital em que vemos famílias se desmontando, pessoas morrendo, apesar de todo o nosso esforço. E quando a gente sai na rua, percebe que as pessoas não têm noção da gravidade do que a gente vive hoje”, comenta.

A profissional menciona, inclusive, problemas entre os parentes. “Eu já tive várias discussões com minha própria família, porque percebo que não entendem o que está acontecendo e a gente tenta levar isso para nossa casa. Mas, realmente, quem está fora do ambiente de UTI não tem noção do que esse vírus causa nas pessoas.”

A médica reforça que é um vírus extremamente letal para quem precisa internar num leito de UTI. “É muito triste vermos a rua lotada, gente marcando festa, ficamos nos sentindo um extraterrestre no meio de tudo isso. Parece que nosso trabalho é todo em vão.”

Vidas perdidas

A médica intensivista Lívia Corrêa de Castro

O Brasil ultrapassou a marca de 270 mil pessoas mortas pela Covid-19. Emocionada e emocionando os colegas da UTI que acompanhavam seu relato, a médica destacou o sentimento dos profissionais da saúde, quando ocorre a perda de um paciente.

“A gente se sente derrotado. É um sentimento de impotência gigante que nos faz pensar se queremos continuar nessa vida, sabe? Então, é muito ruim viver isso. Toda a equipe sofre, é bem complicado”, relata.

Lívia alerta a população que o vírus veio para ficar, e que é necessário a população aprender a conviver com ele, se protegendo. Para que isso ocorra, a profissional chama atenção para a mudança de comportamento de todos.

“Compreendo que está todo mundo cansado do vírus, da pandemia, mas é preciso entender que há uma nova rotina de uso da máscara, álcool em gel, manter o distanciamento físico. É uma doença devastadora e essa devastação não ocorre só na vida dos doentes, mas na vida da equipe de saúde que cuida de todos”, conclui.

Vitórias dos pacientes

O HRBA é uma unidade estratégica do Governo do Pará, gerenciado pela Pró-Saúde, que presta atendimento 100% gratuito a uma população de 1,3 milhão de pessoas residentes em 30 municípios do Oeste do Pará.

A unidade, que recebeu o primeiro paciente suspeito no dia 19 de março de 2020, realizou em 1 ano de pandemia diversas mudanças estruturais, para atender casos da doença.

“Na primeira fase abrimos 52 leitos para Covid-19. Neste segundo momento, a unidade passou a oferecer 96 leitos, fez adequações para atender os pacientes de outras especialidades, aumentou a capacidade de disponibilização de oxigênio, contratou mais de 200 novos profissionais, entre outras ações, em busca de prestar assistência de qualidade”, destaca Hebert Moreschi, diretor Hospitalar do HRBA.

400 altas de recuperados

O Regional do Baixo Amazonas já realizou 2.567 notificações no protocolo de Covid-19, efetivando 1.108 internações. Nesta quinta-feira, 11/3, alcançou a marca de 400 altas de pacientes recuperados da Covid-19.

O empresário Eliésio Gama foi o primeiro paciente recuperado da doença a receber alta médica no HRBA. Com 50% de comprometimento pulmonar, ele passou 12 dias internado.

“Lembro quando estava saindo do hospital, todos com medo. Que bom seria se tivessem continuado com medo, que provavelmente hoje não estaria como está. Se puder, fique em casa, não aglomere e evitem esse vírus”, alertou.

O número de pacientes recuperados tem como um dos principais fatores o empenho contínuo da equipe multiprofissional que está na linha de frente de combate à doença.

“São médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas e auxiliares de higiene e limpeza que fazem plantões diários levando assistência segura aos internados. Profissionais que trabalham incansavelmente, com agilidade e competência sempre com foco na resolutividade e humanização. Juntos, cremos que dias melhores virão, com a sensibilização de todos”, conclui Moreschi.

Fonte: Comunicação – Pró-Saúde

O home office pode estar danificando sua visão

Especialista do Hospital Cema alerta para possíveis distúrbios oculares que podem ocorrer em virtude do uso excessivo de telas e mostra como evitar que os olhos sofram tanto nesse período

Embora o uso de aparelhos eletrônicos, especialmente os smartphones, tenha se disseminado amplamente nos últimos anos, nunca se usou tanto as telas quanto agora. Com a pandemia, e a necessidade de isolamento social, todas as esferas da vida passaram a ser feitas em um mesmo ambiente: em casa; e as demandas de escola, do trabalho e outros eventos precisaram se deslocar para o mundo virtual. Haja visão para tanta tela!

Não à toa a procura em hospitais especializados têm aumentado muito, nesse período. “Especialmente as crianças em idade escolar e profissionais que fazem home office têm buscado os consultórios oftalmológicos com bastante frequência”, explica o oftalmologista do Hospital Cema, Gustavo de Léo Soares.

Entre os principais distúrbios causados pelo uso excessivo de telas estão a Síndrome do Olho Seco e a Miopia. A Síndrome do Olho Seco ocorre quando há uma falta de lubrificação nos olhos, o que pode levar a sintomas, como ressecamento, visão embaçada e vermelhidão. O uso de telas em excesso pode desencadear a doença, pois as pessoas tendem a piscar menos, o que impede a correta lubrificação ocular.

Já no caso da miopia, que é um distúrbio que ocorre quando há dificuldade para enxergar objetos que estão longe, o que acontece é que ficar muito tempo em frente aos aparelhos eletrônicos pode forçar a musculatura responsável por focalizar imagens que estão perto, o que pode levar à fadiga, em longo prazo, dificultando a visão à distância. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 2020 e 2050 os casos de miopia cresçam 89% no Brasil e 49% no mundo. No entanto, essa relação entre a doença e o aumento no uso de telas ainda não é comprovada.

De todo modo, o especialista do Hospital Cema dá algumas orientações para evitar fadiga visual e possíveis complicações oculares. “É importante que as pessoas se lembrem de fazer pausas durante o uso de telas no trabalho. Utilizar colírios específicos, nos casos de Síndrome do Olho Seco, também é algo que pode ajudar muito”, detalha.

Além disso, é essencial deixar a área de trabalho ou estudo em local arejado e iluminado e utilizar essas pausas para exercitar a visão à distância, olhando o horizonte, por exemplo. Além disso, caso ocorram sintomas persistentes, como irritação ocular ou dores é importante procurar um oftalmologista para avaliar melhor o caso.

Fonte: Hospital Cema

O que o novo coronavírus nos ensinou sobre saúde e cuidados com o próximo

Os desafios provocados pela pandemia trouxeram lições valiosas sobre autocuidado, tecnologia, valorização profissional e evolução da medicina

Desde que a propagação da Covid-19 instaurou um quadro de pandemia, o mundo tem lidado com uma série de mudanças. O misto de sensações oriundas da dor da perda de pessoas queridas e do isolamento social nos trouxe uma série de questionamentos.

Quem passou pelos altos e baixos de 2020 vivenciou uma nova rotina, reorganização do trabalho de mais uma série de lições. Entre os aprendizados, os que você lerá a seguir mudaram completamente a história da humanidade.

Prestar atenção nas notícias ajuda a prevenir danos maiores

O primeiro caso de SARS-CoV 2 foi identificado na China, em dezembro de 2019. Desde então, a doença começou a se espalhar rapidamente pelo mundo e, somente em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o surto como pandemia. O que podemos aprender com isso? Que estamos em um mundo globalizado e o que acontece em uma região a milhares de quilômetros de distância interfere diretamente na nossa vida. Nunca foi tão importante prestar atenção nos noticiários.

Nem sempre podemos ter o controle de tudo

2020 seria o ano dos feriados prolongados no Brasil. Isso serviu de inspiração para a marcação de viagens nacionais e internacionais que, como todos já sabem, não aconteceram. Aceitar que não temos o controle de tudo foi um aprendizado e tanto.

Cuidar do meio ambiente é nosso dever

Durante o tempo em que a gente cumpria o isolamento social, a qualidade do ar em São Paulo melhorou e o Himalaia pôde ser avistado do Norte da Índia, já que as nuvens de poluição deram uma trégua. O meio ambiente fica bem melhor sem os humanos.

Ter planejamento financeiro é fundamental

O desemprego foi um dos efeitos da pandemia sentido na pele por milhares de brasileiros. Quem não tinha reservas financeiras se viu diante de um desafio muito grande. A lição que fica é que é necessário contar com uma reserva de emergência.

É preciso valorizar o comércio local

MCStudio79/Pixabay

Quantas vezes aquela pequena mercearia do seu bairro te salvou durante o isolamento social? Colaborar com a economia local é uma das lições da quarentena que devem se manter nessa nova configuração da nossa rotina.

Lavar as mãos é um ato de amor coletivo


Apesar de ser um hábito básico de higiene, lavar as mãos passou a ser um símbolo da preservação da vida. Certamente, essa atividade simples continuará sendo realizada com ainda mais consciência e frequência.

Álcool gel virou um item essencial de higiene

O álcool gel, que foi muito requisitado no pico da pandemia, virou um item básico de higiene. Manter o produto sempre por perto, além de manter as mãos limpas, ajuda a desinfetar talheres, copos, entre outros objetos.

Respeitar os profissionais que atuaram na linha de frente

Profissionais da saúde, garis, agentes de limpeza, seguranças, bombeiros, motoristas de ônibus, entre outros trabalhadores, se arriscam diariamente para garantir a nossa proteção. Isso nos ensinou sobre o que é realmente essencial.

Trabalhar remotamente é o novo normal

Foto: Lumen/Pexels

Graças à internet e a tecnologia digital, as empresas entraram no universo do home office. Ao que tudo indica, essa nova forma de trabalho, que já era uma tendência, veio com tudo e fará parte das novas configurações corporativas.

A telemedicina é nossa importante aliada


A telemedicina avançou consideravelmente em 2020. A Lei 13.989, de abril de 2020, que regulamenta o exercício de profissionais nesse novo formato que é “medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde”.

O home care é uma opção segura de abordagem terapêutica

De acordo com um levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as atividades de home care aumentaram 20% em 2020. Esses dados revelam que esse serviço fez toda diferença no enfrentamento à pandemia. Graças à abordagem transdisciplinar de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, entre outros, esse tipo de atendimento ajudou a aumentar a capacidade de leitos. Tudo isso com o apoio da telemedicina. Para os pacientes, o home care implicou em mais segurança, conforto e comodidade. Até mesmo os casos complexos, com a devida autorização médica, puderam receber os cuidados em casa.

Esse é um dos aprendizados que marcaram o início de uma nova era pós-pandemia. Afinal, receber o tratamento adequado ao lado de familiares e na própria residência é fundamental para o sucesso da reabilitação.

Fonte: SOS Vida