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Como funciona um cérebro apaixonado, neuro explica

A oxitocina, produzida no hipotálamo, armazenada e secretada pela neuro-hipófise, é o verdadeiro hormônio do amor. Sua produção ajuda casais a se amarem e a ficar juntos por muito tempo. Na última sexta-feira (12), comemoramos o Dia dos Namorados. Para quem está solteiro e não quer passar a próxima comemoração sozinho, a sugestão é seguir à risca algumas dicas de Fernando Gomes, neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Na arte da conquista e sedução, o cérebro trabalha a todo vapor, preparando o corpo físico e o comportamento para atrair o par ideal. Neurotransmissores e hormônios são responsáveis pela ativação do centro de recompensa, gerando sensações agradáveis e prazer sexual.

“A dopamina, um neurotransmissor, aciona o sistema de recompensa e desencadeia a liberação da testosterona que estimula a libido em homens e mulheres”, explica Fernando Gomes Pinto, neurocirurgião e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia – SBN, acrescentando que “a prolactina, também um hormônio, está relacionada com a satisfação sexual e a oxitocina relaciona-se com a sensação de intimidade e aconchego”. Sua produção e secreção ajudam as pessoas a se amarem e ficarem juntas por muito tempo.

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O médico conta que certas áreas do cérebro precisam ser “desligadas” tanto nos homens quanto nas mulheres, para que outras áreas possam ser ativadas durante a conquista, o desejo e a companhia da pessoa amada. “Em especial as amígdalas nos lobos temporais, centro da “defesa” de fuga ou luta, são “desligadas” e centros do prazer são ativados como a área tegmental ventral”, detalha.

Nas mulheres, o córtex orbitofrontal lateral esquerdo, responsável pelo controle de desejos elementares, silenciam-se também. E então elas podem “relaxar” suas preocupações e simplesmente amar e serem amadas.

O centro do prazer tanto do homem como o da mulher está localizado no hipotálamo. De acordo com o médico, uma pessoa amada é alguém com potencial para acionar a nossa área do prazer hoje e se der tudo certo, para sempre.

“É por isso que os nossos pensamentos, desejos e sonhos, gerados e interpretados nos nossos lobos frontais, sempre nos impulsiona a pensar na pessoa amada. Principalmente na fase de namoro, na fase da paixão”, revela.

O especialista deixa algumas dicas para embalar um amor:

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• Sorrir sempre. O sorriso, que é o primeiro ganho neurológico aos dois meses de vida, provoca sensação de bem-estar, aceitação e conforto para quem recebe;
• Beijar muito. Traduz carinho e um bom beijo na boca provoca troca emocional intensa. A sensibilidade dos lábios é uma das maiores sentidas no cérebro humano;
• Ser sincero. Os relacionamentos sinceros fazem com que a qualidade de troca de informações dos cérebros do casal seja livre, rápida e intensa. O amor e o prazer podem se manifestar em toda sua plenitude.

Fonte: Fernando Gomes é médico neurocirurgião, neurocientista, comunicador e autor de oito livros. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena um ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas.

A convivência desafiando as relações amorosas em tempos de pandemia*

O confinamento social, medida extremamente necessária para que possamos evitar a disseminação do Covid-19, aponta algumas situações que nos levam a avaliar questões dentro dessa nova experiência a que estamos expostos, como, por exemplo, o convívio confinado. Processo no qual a proximidade e a convivência em tempo integral desafiam as relações interpessoais.

A convivência afetiva em uma quarentena, submetida ao estresse, ao medo e a incerteza do amanhã, tende a fazer com que nossas insatisfações, angústias e frustrações sejam deslocadas para o outro de forma intuitiva. Além, claro, do estresse econômico que, potencializado, contribui ainda mais para esse desconforto – complicando, assim, a relação conjugal e florescendo aspectos desagradáveis deste convívio.

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Naturalmente, é o momento em que estamos mais suscetíveis a refletir sobre as nossas vidas, onde queremos chegar e o que estamos fazendo dos nossos dias. O cenário da pandemia alterou os hábitos e a rotina de todos. As famílias estão convivendo 24 horas do dia. O contato com o parceiro foi intensificado.

Com isso, temos relatos de que, com o fim do período de confinamento na China, o número de divórcios quase triplicou. Demonstrando que o relacionamento não resistiu ao convívio contínuo. Além disso, já temos também dados de que essa mesma temática está sendo aplicada para justificar o aumento de casos de violência doméstica no Brasil e no mundo.

E quais seriam as causas? Relacionamentos frágeis? Dificuldades em administrar problemas? Bem, podemos destacar vários aspectos. Para se evitar a deterioração da relação, em primeiro lugar é importante que cada parceiro entenda que o momento de isolamento é necessário e que medidas de boa convivência devem ser adotadas, levando sempre em consideração o outro.

Entendendo que cada pessoa é única, possui características, ciclos de vida e bagagens diferentes. Um pode ser mais vulnerável, ansioso e reativo que o outro. Por isso, o auto controle é essencial neste momento de quarentena. A meta é não enlouquecer e não enlouquecer quem está a sua volta.

De forma inconsciente, o confinamento traz a necessidade do indivíduo alinhar-se e, através desse alinhamento, vencer o momento vivenciado. Portanto, a regulação emocional é o ponto chave. Infelizmente, a tendência é – em um convívio prolongado – apegar-se a pequenas coisas, potencializando a raiva e a chateação por questões que antes, quando a convivência era menos intensa, não incomodavam tanto. Agora, mais evidentes, podem desagradar, fomentando o total desconforto.

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O desafio dos casais neste período é, além de manter sua saúde e a de todos, também manter – de forma saudável e equilibrada – as suas relações. Buscamos a assertividade constante, mas temos que aprender a controlar os ímpetos com orientação e foco.

Algumas atitudes devem ser eliminadas para não prejudicar o relacionamento e ajudar o casal a sair mais fortalecido e unido desse período de isolamento. Adotar um modelo acusatório, apontando o dedo para culpar o parceiro por tudo, certamente irá ativar a defesa do outro – que poderá reagir com ataques. Vitimizar-se também não trará uma energia saudável para a relação.

O clima também poderá ficar pesado e desconfortável se um dos parceiros se colocar de forma queixosa e cheia de lamúrias, reclamando e alimentando a negatividade. As repetições, os excessos de cobrança, as necessidades de convencimento e o abuso da vigilância, são, sem dúvida alguma, aspectos nocivos ao convívio.

Sabendo que todo relacionamento se sustenta pelos níveis de prazer acima dos níveis do desprazer, e que os comportamentos destrutivos devem ser vigiados e descartados, a meta é fortalecer a relação. Algumas medidas devem ser tomadas: intensificar o diálogo com o parceiro, trabalhando de forma consciente, a cumplicidade e a intimidade do casal.

Controlar a agressividade, reagindo com ponderação, polidez e diplomacia. Além do respeito ao limite do outro. Outro fator é não alimentar, dentro de si, a mágoa e a dúvida. Por isso, o diálogo é tão importante para eliminar a distância na comunicação saudável. As exposições respeitosas, no momento certo, são mais que bem vindas nesta busca pela harmonia conjugal.

Portanto, o vínculo afetivo pode ser melhor solidificado se as atitudes sensatas forem adotadas por ambos neste momento tão estressante e desafiador que estamos vivendo.

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Enfim, a potencialização das emoções exige equilíbrio e maturidade para promover uma comunicação pessoal positiva. Cuide da forma de falar, use a gentileza, a empatia e sabedoria, uma vez que a pandemia pede autocontrole e muita cautela para não tornar seu convívio em um relacionamento tóxico e destrutivo.

*Andrea Ladislau é psicanalista, Doutora em Psicanálise Membro da Academia Fluminense de Letras, Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde, Pós-Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social e Professora na Graduação em Psicanálise

Single shaming: a vergonha de estar solteira, por Lu Magalhães

Historicamente, as mulheres solteiras têm sido estigmatizadas em diferentes culturas; elas são enxergadas como um fardo para a comunidade – renegadas como se fossem indivíduos que não pertencem à coletividade. Em pleno século 21, essa estigmatização não cessou e mostra uma face inacreditável do atraso cultural que carregamos.

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Esta é uma das conclusões de Gunda Windmüller, mestre em Literatura e jornalista, autora do livro Mulher, solteira e feliz, lançado pela Primavera Editorial. Essa obra é bastante relevante, porque nos convida a refletir sobre a construção social que perpetua a falsa noção de que somente um relacionamento amoroso confere sentido à vida feminina.

Com base em estatísticas, digressões históricas e sociológicas, experiências pessoais e entrevistas com especialistas e mulheres em idades entre trinta e sessenta anos, Gunda traz um texto provocativo, consistente e que lança luz a conceitos e preconceitos que permeiam o tecido social. Um deles é o single shaming, em livre tradução: vergonha de estar solteira. Ela cunhou esse termo por defender que é mais fácil combater os problemas quando temos um nome para eles; com a nomeação de um preconceito é possível começar um processo de desconstrução.

O single shaming aborda, fundamentalmente, o que a mulher está perdendo. Supostamente, claro. É degradante porque as solteiras percebem – no olhar, no discurso e nas atitudes – a pena que a sociedade dedica a elas; esse sentimento acaba por contaminar o cotidiano delas, que passam a sentir pena de si mesmas. A frase padrão que ilustra esse comportamento é “você ainda vai encontrar o cara certo”. O mito do “cara certo” é brutal, porque passa a imagem que sem esse homem essa mulher é um ser incompleto.

O mais chocante é que obras adoradas por mulheres contribuem, cotidianamente, para disseminar esse conceito. O Diário de Bridget Jones e Sex and City são dois exemplos clássicos de como o single shaming se tornou socialmente aceitável, segundo Gunda Windmüller. “Por mais charmosa, ingênua e assoberbada que seja a heroína, seu final é inevitável. Seu final feliz. A pergunta era: Renée Zellweger ficará com Hugh Grant ou Colin Firth no final? Homem ou homem. Nada de Bridget”, afirma, no livro Mulher, solteira e feliz.

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Em um trecho da obra, Gunda compara a imagem de homens solteiros versus mulheres solteiras. Em entrevista conduzida com Jean-Claude Kaufmann, o sociólogo afirma que “a solidão masculina pode ser complicada e difícil de suportar, mas é, essencialmente, um assunto privado. Aqui está a grande diferença para as mulheres, para quem viver sozinha é ao mesmo tempo um assunto privado e público, algo que se torna interesse de toda a sociedade”, revela. Uma mulher que foge disso é uma ameaça; um homem, ao contrário, é um modelo de conduta. Um solteirão cobiçado.

Em Mulher, Solteira e Feliz há uma crítica ao papel feminino na construção do single shaming – e o quanto as mulheres podem fazer para que haja uma mudança social que promova uma real transformação. “Se queremos mudar a narrativa sobre as mulheres, precisamos começar a falar de forma diferente; há uma demanda por sermos mais gentis conosco e com nossas irmãs. Por sermos mulheres, sempre pensamos que devemos ser perfeitas e, quando vemos outras de nós se comportando de maneira ‘não tão perfeitas’, somos rápidas em apontar o dedo, em culpá-las. Esse não é o caminho a seguir”, declara a autora.

Acredito, sinceramente, na importância da leitura no processo de reflexão – que dará início a um questionamento social essencial para construirmos um novo repertório sobre as mulheres. Por isso, convido as mulheres a lerem Mulher, solteira e feliz. Vamos ampliar o debate?

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Lu Magalhães é presidente da Primavera Editorial, sócia do PublishNews e do #coisadelivreiro. Graduada em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), possui mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, Estados Unidos). A executiva atua no mercado editorial nacional e internacional há mais de 20 anos.

Sobre a editora

A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas.

Relacionamentos em tempos de pandemia, por Beatriz Campos*

O confinamento modificou completamente as relações entre as pessoas. Os relacionamentos familiares foram intensificados e estamos utilizando os meios digitais para nos aproximar daqueles contatos queridos. Você, com certeza, já deve ter pensado nessas coisas, afinal, está sentindo na pele. Então, talvez possa arrumar alguns minutos para refletir comigo alguns aspectos.

Aliás, é importante lembrar que não é só você que está passando por isso, mas grande parte da população mundial. O tempo de convivência entre familiares vem sendo um grande desafio para alguns, pois está exigindo maior equilíbrio emocional. Para outros, uma oportunidade única de prazer e fortalecimento entre seus membros.

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Quando o grupo familiar se fortalece e se nutre com ótimos momentos, ótimo! Mas, quando começam a surgir conflitos que estavam embaixo do “tapete”, as coisas começam a ficar complicadas. Então, nada melhor do que aproveitar esse momento para “lavar a roupa”, como se diz na linguagem popular. Entretanto, é preciso muito equilíbrio emocional e capacidade de diálogo para a melhoria das relações.

Sendo assim, é necessário ter uma visão construtiva e colaborativa para que todos possam se aperfeiçoar e contribuir para o equilíbrio e crescimento da família. Porém, se você percebe que não há clima e capacidade emocional entre as pessoas, é melhor buscar ajuda com um profissional especializado no assunto: o psicólogo.

Nesse período de quarentena, também encontramos diversas notícias sobre o aumento do índice de divórcios na China após a pandemia. Porém, o que nós podemos tirar disso? Bem, inicialmente, devemos considerar que vários casais precisaram se deparar com os conflitos, insatisfações e relacionamentos fracassados que estavam se arrastando antes da quarentena. Mas, por que não aproveitar e realizar novas construções no relacionamento?

Esse é um momento oportuno para o diálogo, entendimento e mudanças de atitudes para restaurar a relação. A conversa com capacidade de empatia só agrega valor para fortalecer as relações de um casal e ajuda a traçar novos planos e desfrutar de momentos construtivos. Entretanto, se for para romper os laços, é fundamental saber respeitar essa decisão para que ambos possam percorrer caminhos melhores. O importante é a felicidade de cada um e do casal, independente de decisões.

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Outro ponto é em relação às amizades, rede de contatos e colegas de trabalho. As pessoas estão conectadas pela internet o tempo todo. Com o confinamento, milhões de pessoas passaram a estar sempre online, o que causou um congestionamento das empresas que fornecem o acesso à internet.

Esse movimento intensificou os contatos internos entre os profissionais das empresas pelo home office. Nesse sentido, os gestores e líderes estão precisando lidar com as ansiedades de seus colaboradores, além de atuar para aliviar as suas preocupações com resultados neste momento tão desfavorável.

Somado a isso, os amigos querem fazer “visitas virtuais” para aliviar suas ansiedades, principalmente em relação à pandemia. É importante falar sobre o cenário atual e questões de política, porém, não se prenda somente a esse tipo de assunto. Converse sobre o dia a dia e tente ter uma fala mais leve.

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Sendo assim, vimos que todos os âmbitos estão carregados de emoções. De qualquer forma, sendo virtual ou não, as pessoas se deparam com um mesmo cenário: lidar com o seu nível de controle emocional. Essa crise está nos colocando à prova e sendo um desafio para cada um de nós. Estamos na mesma “vibe” e essas informações contribuem para que tomemos consciência da importância do controle emocional em todos os contextos de nossos relacionamentos.

*Beatriz Campos é psicóloga da Telavita, plataforma de psicoterapia online, e possui mais de 30 anos de experiência nas áreas empresarial, escolar e clínica

Saiba como agir diante da paquera por sites e aplicativos de relacionamentos

Segredos embutidos na conversa online revelam interesses dos adeptos do romance virtual

A paquera virtual tornou-se hoje o ponto alto dos relacionamentos. A cutucada, a piscadinha ou o “favoritar aquele perfil que chamou a atenção” são as formas mais rápidas e práticas de fazer novas amizades e iniciar um contato que pode virar um romance.

“O que vale dizer é que a tecnologia ajuda bastante, mas a iniciativa de cada um é importante para o jogo da sedução, de paquera pessoal ou virtual”, afirma a terapeuta de casais e consultora do site de relacionamentos Solteiros50, Carla Cecarello. Para a especialista, investir em alguém não é tão difícil como antigamente mesmo para quem é tímido ou para quem já tem a fama de pegador ou pegadora, afinal, elas atuam mais intensamente nas redes sociais que eles.

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Apesar dos tempos de paquera online o romance não morreu. Homens e mulheres buscam a pessoa especial e afirmam que não há nada melhor que olhar no olho, trocar sorrisos e partir para a conversa. Na paquera virtual esse jogo da conquista também ocorre e, em vez de ser frente a frente, é por meio de um computador ou smartphone por meio de palavras escritas, gifs, emojis. “O desenrolar da conversa é a forma de paquera, os gifs e os emojis são as sensações envolvidas e significam parte daquilo deve ser filtrado”, alerta a psicóloga especialista em relacionamentos, Yris Monallizza de Souza, do site Amor&Classe.

A especialista diz que a conversação, por ser uma ferramenta disponível nos sites e aplicativos de relacionamentos, faz parte do jogo de sedução e conquista nas redes sociais. É por meio dessas conversas síncronas (quando ambos respondem simultâneamente) ou assíncronas (quando a resposta é feita após alguns minutos, horas ou dias) que a conquista ocorre. Depende muito de como as pessoas utilizam esses recursos e como são interpretados por quem recebe as mensagens.

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“Para um público mais maduro, perto dos 50 anos ou mais, esse jogo é interessante. Quando se descobre falhas sobre a personalidade do outro a frustração é menor porque a experiência de vida já os deixou mais preparados para personagens criados na rede”, salienta Carla.

No entanto, para um público mais jovem e afoito, esse jogo de palavras nem sempre é bem visto. Para eles, a troca de emojis, figuras, gifs e mesmo partir para um encontro de forma mais rápida é a forma de fazer valer o serviço que os sites de relacionamento oferecem.

“Mas é prudente identificar se um determinado perfil é realmente aquilo que diz ser antes de sair para um encontro às cegas sem uma checagem”, lembra Yris. Para a especialista em relacionamentos, a ansiedade nos mais jovens é comum e por isso estão mais propensos à frustrações. “Quando se cria mentalmente uma personagem a partir das conversas online ou tem-se uma expectativa qualquer desencontro entre o que foi imaginado e o real pode decepcionar”, destaca a psicóloga do Amor&Classe.

Decifrar o que o outro quer, o que procura e como é antes de ir para um encontro é uma maneira de evitar angústias. “As pessoas, fazem tudo de forma rápida e emocional sem se preocupar com as consequências e depois não encaram a frustração”, diz Carla.

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Normalmente, as conversas entre os usuários dos sites de relacionamento são para impressionar. Cabe ao outro decifrar e compreender as entrelinhas dessas trocas, como forma de perceber os detalhes das mensagens. “Quando todos se entendem e a conversa ocorre de forma natural e aberta o jogo da conquista é mais prazeroso”, comenta a terapeuta.

Os sinais nas conversas online são maneiras de expor sentimentos e devem ser analisados para descobrir os interesses por trás dessa comunicação. Frases de efeito, pensamentos complexos ou rebuscados podem mostrar a pouca criatividade do interlocutor. Existem milhares de sites com frases românticas prontas que podem ser copiadas por qualquer usuário da internet.

“Quem se entrega para os jogos de sedução deve saber que na rede tudo é possível, que o desconhecido do outro lado está escondido atrás de um perfil”, reforça Yris. Se a pessoa se interessa por um perfil que tem todas as características que deseja deve pesquisar antes de marcar um encontro. “Há casos de muitos encontros que terminaram em casamento, em namoros longos ou efêmeros e há aqueles que sequer passaram do encontro inicial porque havia muita informação fake”, lembra a psicóloga.

Todas essas recomendações das especialistas são formas de auxiliar os usuários dos sites e aplicativos de relacionamento, para que sejam possíveis ocorrer histórias de sucesso e final feliz. Assim como pessoas se conhecem na balada, trocando olhares, sorrisos e conversas antes de passarem à amizade e beijos, abraços ou algo mais, muitos usuários encontram seus pares nas ferramentas de aproximação online. É caso de Miguel D’Agostino (47) e Valentina Soares (44).

A história dos dois é quase um conto de amor impossível: “Conheci a minha esposa num site de relacionamento, no período de carnaval, quando todos querem folia, festa, fantasia, beijar muitas bocas e contar para os amigos”, conta ele. Em vez de ir para a folia, o técnico em radiologia decidiu relaxar em casa e aproveitou a internet. “Recebi a publicidade do site. Entrei, me cadastrei e associei-me. Logo de cara o cruzamento de perfis com os mesmos desejos e semelhanças indicou o de Lena, que estava online. Fiz o contato e apesar da demora em responder, ela finalmente disse um Oi”, lembra D’Agostino.

Os dois trocaram correspondências dia sim dia não, cada vez com mais detalhes, até que um mês depois marcaram o encontro. A amizade online virou real e namoro alguns meses seguintes. Três anos anos depois, subiram ao altar.

A história de D’Agostino se repete com os milhares de usuários registrados nos bancos de dados dos sites Solteiros50 e Amor&Classe. “Há sempre uma chance para quem está disponível e quer encontrar um parceiro ou parceira”, afirma Carla. Para conquistar um amor duradouro a chave é o romantismo. “O flerte inicial, a forma como aborda temas e ou assuntos do cotidiano e como se dispõe a ser verdadeiro é o que define um relacionamento duradouro”, aponta Yris.

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Ilustração: Studiostoks

Não há garantias de que se terá sucesso imediato, mas vale a pena tentar. “Primeiro ambos devem saber o que querem, depois tentar uma aproximação, estudar a maneira da pessoa”, complementa Carla.

“As mulheres gostam de elogios, isso não muda. A mensagem deve ser sempre real e verdadeira, pois isso é bacana nos relacionamentos online”, finaliza Yris.

Relacionamento de casal: menos glamour, mais realidade*

Por que há em torno do casamento entre duas pessoas tanto glamour e tão pouco preparo? Por que estes sonhos se acabam tão rapidamente? Por que duas pessoas que resolveram viver juntos uma vida toda não suportam tal “juramento”?

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Em minha experiência profissional atendendo casais ou parceiros individuais em busca de melhorar a si próprios para melhorar a relação, percebi que existem algumas atitudes que levam ao fracasso do relacionamento entre duas pessoas. Não se trata de exceções, grande parte destas atitudes é sabidamente negativa na relação inclusive interpessoal.

A primeira atitude que percebo como uma erva daninha ao relacionamento é que as pessoas não têm a mínima consciência de que adquiriram um “bem valioso”, sem a ilusão de que alguém é dono de outro alguém, a relação e os parceiros precisam de cuidados diários. Uma relação entre duas pessoas precisa ser nutrida com tentativas constantes de compreensão e superação. Sem cair no clichê da fala do Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, é mais ou menos isso. As relações entre parceiros necessitam de intenso cuidado entre as partes.

A segunda questão é o que eu chamo de posse: o que é meu e o que é do outro. Vidas distintas grande parte das vezes leva ao desligamento afetivo do casal, se não trabalhada por ambos. Questões ou decisões individuais repercutem na relação do casal. É necessário um grande exercício de equilíbrio, bom senso e aceitação quando apenas um viaja, trabalha durante a noite, ganha um salário muito superior, tem a posse dos bens materiais, fora todas as outras questões cotidianas como quem e como prepara as refeições, leva os filhos na escola ou cuida dos animais.

Dar o meu melhor, e não o meu pior é um item importante! Nosso parceiro precisa ser nossa prioridade. E não um resto a ser tolerado para cobrir nossas deficiências e questões mal trabalhadas. Além de tudo precisa ser nosso amigo, em momentos difíceis trocar de papel e ser nosso cuidador e poder nos acolher quando estamos doentes, por exemplo.

O excesso de críticas e a forma de manifestar opiniões também é importante. Muitas vezes é preciso esperar o momento mais adequado para discutir questões que geram raiva, discordância ou polêmica, divergências familiares, políticas, religiosas e esportivas. Quando houver perspectivas distintas, é necessária criatividade para encontrar formas de resolver o conflito e respeitar a opinião de cada um.

Faz parte do cultivo desta relação o perdão! Quando nossas palavras ou gestos ferem o outro, é imprescindível admitir o nosso erro e pedir perdão. E quando o contrário acontece, é preciso estar disposto a perdoar.

Quando ameaçamos o outro falando de separação ou começamos a fantasiar com a ideia de viver com outra pessoa, estamos destruindo nossa união em sua raiz. Muitas vezes é necessário rediscutir os contratos, combinados e a fidelidade.

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Se percebermos que as discussões tomam o rumo do desrespeito é melhor que ambos procurem ajuda profissional. Muitos casais esperam muito e chegam com a relação tão desgastada que não é mais possível retomar. Ter a sensibilidade de tentar restaurar o equilíbrio o quanto antes é maduro de ambas as partes.

É verdade que temos certa tendência ao egoísmo, mas o casamento só funciona se soubermos superá-la. Se ambos os cônjuges estão dispostos a se amar com generosidade, colocando o bem do outro à frente do seu, então o casamento prospera. O relacionamento de casal não é um conto de fadas, mas o encontro de duas pessoas bem humanas. Se conseguirmos no dia a dia lidar com estes conflitos certamente seremos humanos melhores, com menos glamour e com mais experiência e maturidade.

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*Ana Cassia Stamm é palestrante socióloga, psicóloga e psicoterapeuta Vibracional. Fundadora do Despertar do Ser Terapias Vibracionais

No Brasil, onde estão as mulheres maduras? – por Bete Marin*

Se elas não estão em casa, no mercado de trabalho ou representadas na publicidade, onde é que as mulheres maduras estão? Quando comecei a trabalhar com longevidade, cinco anos atrás, o envelhecimento da população era uma onda prestes a chegar, mas ainda invisível para marcas, organizações e para a sociedade em geral. Hoje, com mais de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos – 54 milhões, se considerarmos as 50+, de acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, não há mais como negar: o Brasil está envelhecendo.

As mulheres maduras, por exemplo, já representam 13,7% da população, ultrapassando os 29 milhões de pessoas – o equivalente a quase três vezes a população de Portugal.Mas, nós não estamos envelhecendo como antigamente. Definitivamente, não. Na busca por novos paradigmas do que é envelhecer, as mulheres maduras também têm buscado novos lugares sociais. E, aqueles que ocupamos até hoje, estão sendo ressignificados. Mas, se as mulheres maduras já representam um volume tão grande da população, onde estão, afinal?

Elas não estão na publicidade. Repare no anúncio de xampu, na vitrine das lojas e no e-commerce, ou nas campanhas de redes sociais. As mulheres maduras ainda são invisíveis na publicidade. Em Cannes de 2019, mais de 70% das agências de publicidade afirmaram nunca ter recebido um briefing voltado para o público sênior, apesar de serem responsável por 50% do consumo global. E, para piorar, se um departamento de marketing descobre que a média de idade do seu público mudou, isso é motivo de desespero. Afinal, sua marca está envelhecendo.

Essa miopia do mercado torna invisível o potencial de consumo do mercado maduro. Só no Brasil, a população mais velha gera uma receita de R$ 1,6 trilhão por ano. Mas, enquanto todos os olhares se voltam para os millennials, as marcas não se dão conta de que o Brasil já tem mais avós do que netos. A distorção é gigante. Noventa e dois por cento das mulheres que entrevistamos no Focus Group 2018 para a pesquisa Beleza Pura não se sentem representadas na publicidade.

Isso porque, mesmo quando existem modelos maduras em campanhas femininas, elas estão representadas por velhos estereótipos que ainda as colocam de cabelos em coque e xale. O que é sentido na comunicação, também, está refletido nas prateleiras. Mais de 40% das mulheres maduras reclamam da falta de produtos e serviços para suas necessidades, segundo estudo Tsunami60+. Entre a miopia e a invisibilidade, eu faço essa provocação: quando foi a última vez que você viu uma mulher madura bem representada na mídia?

Elas não estão (na proporção em que poderiam) no mercado de trabalho. As maiores companhias do mundo já começam a conversar sobre o efeito da diversidade no ambiente de trabalho. Porém, nessas conversas, a questão geracional ainda é raramente abordada. Em uma pesquisa realizada, nos Estados Unidos, pela The Riveter, mostra que 43% das mulheres acima de 55 anos afirmam que perderam uma promoção na carreira por conta da idade.

Para essas mesmas respondentes, a idade (25%) é um fator que afeta mais sua experiência no trabalho do que o gênero (17%). Ou seja, além do desafio de equidade de gênero – que se reflete na diferença de salário e oportunidades –, elas ainda enfrentam vieses relativos à idade. No Brasil, segundo relatório da Maturijobs, 48% das mulheres relatam já ter sofrido discriminação no trabalho por conta da idade.

Na prática, o preconceito com a idade, conhecido como ageísmo, afeta mais as mulheres do que os homens. No Reino Unido, enquanto as mulheres começam a sentir o preconceito no ambiente de trabalho a partir dos 40 anos, os homens só relatam essa discriminação, na mesma proporção, aos 45 anos. Essa diferença está relacionada ao nosso viés cognitivo de beleza e juventude cobrado das mulheres, somado também à ideia de que as pessoas maduras são menos inovadoras, adaptativas e, portanto, menos qualificadas para os desafios mais atuais do trabalho.

O resultado é uma taxa de desemprego mais alta entre as mulheres maduras. Segundo o estudo Gendered Ageism do Catalyst, de 2007 a 2013, a taxa de desemprego das mulheres inglesas com mais de 65 anos subiu, nesse período, de 14% para 50%. Nos Estados Unidos, quase 30% da população acima de 50 anos foi afastada de forma involuntária do trabalho. E, na empresa onde você trabalha, qual a representatividade das profissionais acima de 50 anos?

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Elas não estão em casa. Procure na cadeira de balanço, na janela ou no sofá. As mulheres maduras não estão mais lá. Com a extensão da vida, o empoderamento feminino e a independência financeira – que marcou a geração 50+ no Brasil –, as mulheres têm buscado realizar seus sonhos, descobrir novos hobbies e se conhecer profundamente com práticas que, até então, nunca experimentaram.

Durante a minha jornada nos encontros presenciais e nas interações digitais, conheci várias mulheres maduras que inovaram e se reinventaram durante a maturidade, resgataram sonhos e os transformaram em realidade. Duas delas, as pianistas Ciça Terzini e Cíntia Motta estarão comigo na abertura do evento Beleza Pura 2020. Elas, recentemente, criaram o Projeto DuoemCi e estão harmonizando jazz e piano popular com propósito e trabalho.

As mulheres maduras estão nas aulas de música e dança, no curso de arte, na universidade, nos cruzeiros, na ioga, no Tinder. Elas estão na arena da vida, inovando, aproveitando, como nunca, a liberdade que vem com a idade. Para muitas, especialmente acima dos 70 anos, a partida do marido trouxe a liberdade de descobrirem os próprios gostos, hobbies e vontades – como a Vó Izaura Demari. Ao lado das amigas, dos parentes, se permitem conhecer pessoas novas – e se autoconhecer por uma nova perspectiva. Com tudo isso acontecendo, não dá nem tempo de ficar em casa.

Elas estão abraçando o risco! Se as mulheres maduras não se veem representadas na publicidade, nem nas prateleiras; não têm espaço no mercado de trabalho e não desejam mais envelhecer em casa, existe um caminho natural que muitas estão adotando: empreender. O Brasil já conta com 23 milhões de empreendedoras, sendo 34% do total de ‘donos de negócio’ do país, segundo o PNAD. Para essas mulheres, empreender pode ser tanto uma resposta a uma oportunidade de mercado ou descoberta pela própria experiência, como uma necessidade de se manter economicamente ativas para dar suporte às outras gerações da família, em um fenômeno conhecido como ‘geração sanduíche’.

Helena Schargel

Do total de empreendedoras no Brasil, 46% têm mais de 45 anos. São mulheres como Helena Schargel que, aos 79 anos, desenvolveu uma coleção de roupas íntimas para 60+. Em parceria com a Recco Lingerie – e depois de 40 anos trabalhando no mercado têxtil –, a empreendedora decidiu transformar as passarelas de moda incluindo as mulheres maduras como modelos.

Enxergar as mulheres ocupando novos espaços de poder e transformação na sociedade é uma das minhas maiores motivações realizando o que faço. Tenho me dedicado nos últimos anos a entender o universo do empreendedorismo feminino maduro e enxergar formas de impulsioná-lo. Assim, essa transformação acontece de forma mais rápida, impactando milhões de mulheres que, nesse mesmo momento, estão buscando por uma alternativa para viver da melhor forma possível a maturidade.

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*Bete Marin é cofundadora das empresas Hype60+, Amo Minha Idade, ED Comunicação, ED Promoção e Eventos, é sócia da Virada da Maturidade, Beleza Pura e parceira do Longevidade Expo+Forum 2019. Especialista em planejamento estratégico, comunicação integrada, marketing digital e eventos, Bete é graduada em Marketing; pós-graduada em comunicação pela ESPM; possui MBA pela FGV e é pós-graduanda em Gerontologia (Albert Einstein).

Como evitar a alienação parental durante o divórcio, por Paulo Akiyama*

O processo de divórcio muitas vezes pode se tornar algo conflituosamente estressante e traumático para todos os membros da família, em especial para as crianças e adolescentes. É sempre bom lembrar aos pais para evitarem discussões e brigas na frente dos filhos, pois a ruptura conjugal por si só já traz grandes mudanças, e as eventuais brigas e discussões em frente aos filhos lhes proporcionarão lembranças emocionais prejudiciais ao desenvolvimento.

A separação do núcleo familiar pode ser agravada com a disputa da guarda dos filhos, questões financeiras e patrimoniais e sentimentos pessoais por parte dos envolvidos. Esse é o momento para os pais pensarem com calma ao tomarem novas decisões a fim de buscarem os meios de adaptação necessários tanto para os filhos quanto para si mesmos, principalmente por também estarem em um processo de transição de nova formatação de vida e convivência familiar.

A forma como os pais lidam com essas questões influenciam diretamente como os filhos se adaptarão a nova realidade familiar.

casal briga

Evitar envolver a prole nas disputas do casal é a melhor maneira de não prejudicá-los psicologicamente, em especial no desenvolvimento dos mesmos. Especialistas da psicologia ressaltam que o despreparo dos pais em situações como essa, principalmente se tratando de alienação parental, provoca graves consequências na formação emocional e social dos filhos.

A alienação parental encontra-se prevista na Lei n.º 12.318/2010, e descrito as formas de tal prática no parágrafo único do art. 2º, bem como no caput do mesmo artigo, considerado o ato de alienação parental como qualquer interferência na formação psicológica da criança ou adolescente promovido por um dos seus genitores, avós ou pelos que tenham sua guarda.

O comportamento dos pais, durante e após o divórcio, pode vir a trazer a total demolição do instituto família, influenciando na criação de uma nova programação psicológica nas crianças.

Estudos comprovam que as inquietações e insatisfações dos genitores acabam se projetando sobre os filhos, o que já se considera alienação parental.

Os pais devem se conscientizar que a parentalidade deve superar a ruptura conjugal. Seguindo este pensamento, o Brasil adotou a Oficina de Pais e Filhos, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visando aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário. Em 2014, o órgão, recomendou aos Tribunais de Justiça dos Estados a adoção destas oficinas como política pública e prevenção de conflitos familiares, disponibilizando vídeos e apresentações no portal do CNJ.

As oficinas ocorrem uma ou duas vezes ao mês, com duração de quatro a seis horas, compostas por profissionais voluntários capacitados para atuar nas modalidades: pai, mãe, adolescentes e crianças, a fim de promover a reflexão acerca do divórcio e parentalidade aos participantes, explanando as mudanças da família.

Nossos legisladores também buscam a saúde psicológica e o desenvolvimento de filhos de pais separados, vindo a ser publicada a lei 13.058/2014, incluindo a guarda compartilhada como sendo o meio de convivência entre filhos e cônjuges, especialmente quando os pais não tenham consenso sobre a guarda dos filhos e ambos estão aptos a exerce-la.

Em 2010, entrou em vigor a Lei 12.318 – Alienação Parental – com o seguinte fundamento: “Inibir a alienação parental e atos que dificultem o convívio entre a criança e seus genitores”.

pais discussão separação casamento

Assim, concluímos que, os pais devem antes de mais nada, pensarem em seus filhos, pois o nosso ordenamento jurídico assim o faz, ou seja, o principio da proteção da criança e do adolescente para conviverem com ambos os genitores de maneira equilibrada. A ruptura conjugal não é sinônimo de ruptura parental.

*Paulo Eduardo Akiyama é advogado atuante no direito de família e direito empresarial, possui também formação em economia. É sócio-fundador do escritório Akiyama Advogados Associados, atuando há mais de 20 anos. 

Match sem passar pro lado: Poppin muda as regras do “jogo” da paquera

Com formato semelhante ao de um game, app torna seleção de perfis mais dinâmica e divertida

Recentemente, o Poppin, aplicativo de relacionamento brasileiro, apresentou uma novidade para os usuários. Não é apenas uma atualização, mas, sim, uma mudança de regras que resulta em um aplicativo mais interativo e divertido. Com aspectos emprestados de games, o aplicativo tornou a busca pelo “crush” ainda mais empolgante. O maior diferencial está na hora de selecionar perfis: o ato de arrastar para o lado ficou para trás com o Poppin Time.

O “jogo” funciona da seguinte maneira: nas rodadas, três por dia, os perfis surgem no formato de bolhas e seguem subindo na tela. Quando surgir alguém interessante, o usuário apenas deve tocar na bolha e o perfil será selecionado. Sendo assim, não é mais necessário deslizar para as laterais, inclusive para recusar um pretendente. Nesse caso, basta deixar a bolha seguir seu caminho e sumir após cruzar o topo da tela. É válido ressaltar que na etapa de estourar as bolhas, os usuários não dão likes de fato, e sim fazem uma pré-seleção de perfis que gostariam de ver melhor.

Após a seleção, a pessoa cadastrada pode conferir as fotos do perfil como se fossem stories do Instagram. Para saber mais sobre o potencial “crush”, o usuário pode acessar informações como emprego, escolaridade e atividades preferidas. Depois, é possível investir pesado no date e enviar todos os likes de uma vez para os perfis selecionados, o que aumentam as chances de matches.

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O Poppin Time traz um modelo mais interativo, já que as rodadas e a corrida para estourar as bolhas lembram os joguinhos de smartphone. Mas o bom é, que nesse game, ninguém sai perdendo. Agora, as combinações podem ser feitas com mais rapidez e mais diversão. Assim, a preguiça de ter que deslizar várias e várias vezes até achar alguém interessante acabou. Com esse modelo mais “jogável”, os usuários têm uma busca mais prazerosa e eficiente. As chances de arranjar um contatinho aumentam, assim como a vontade de sair estourando as bolhas.

A mudança no aplicativo é justificada no comportamento do usuário. “Nos aplicativos de relacionamento, deslizar entre os perfis se tornou o padrão. O porém é que, com o passar dos anos, esse formato ficou saturado. Nós acreditamos que tudo evolui, inclusive a forma como as pessoas se conhecem na internet”, comenta Guilherme Ebisui, CEO do Poppin. Apesar das mudanças, o aplicativo continua fiel em sua missão: ajudar a criar os melhores encontros na vida real.

Informações: Poppin