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Três a cada cinco mulheres já viveram um relacionamento abusivo; saiba se está em um

Médica psiquiatra e psicoterapeuta explica como agir diante desta situação

Estudos relatam que três a cada cinco mulheres já viveram um relacionamento abusivo, mas não é só na relação homem mulher que isso acontece. O abuso pode ocorrer de diversas formas: de pai pra filha, de filho pra pai, de filha pra mãe, entre casais homoafetivos…

E o que são relacionamentos abusivos?

São aqueles em que há vítima e agressor. Acontece a partir do momento em que alguém tenta dominar o outro fisicamente ou por artifícios psicológicos e emocionais. Neste momento, o relacionamento deixa de ser saudável e pode inclusive evoluir para um relacionamento doentio e perigoso, resultando em crimes passionais, por exemplo.

O agressor tende a querer dominar tudo o que for possível na vida da outra pessoa; tentando controlar as amizades, o modo de vestir, o uso do celular e das redes sociais. O abuso dentro de um relacionamento, não se restringe à violência física, mais fácil de ser detectada, seja no meio familiar ou social, mas ele existe sempre que há a violência psicológica, mais difícil de identificar e cujo manejo é bem mais complexo e demorado.

Em qualquer situação, mas principalmente pelo abuso psicológico, o agressor obtém poder sobre a outra pessoa, usando de controle e manipulação emocional.

Segundo Aline Machado Oliveira, psiquiatra e psicoterapeuta junguiana, uma das primeiras coisas que um agressor faz em um relacionamento abusivo é destruir a autoestima da outra pessoa. Ela explica que a autoestima da vítima é afetada drasticamente e pode ser destruída quando o agressor usa de jogos psicológicos com frases de acusação como: “ela faz isso porque quer” ou “ela sempre foi assim, só está se fazendo de vítima”, a fim de manipular a realidade.

A vítima torna-se a culpada pela agressão sofrida e aceita isso como verdade. Desta maneira, a vítima passa a ter uma percepção distorcida de si. Quanto mais oprimida, mais passiva a pessoa pode ficar, até se tornar completamente impotente, pois foi convencida pelo agressor de que ela está errada e é a culpada pelos problemas no relacionamento.

Chantagem e culpa

A chantagem emocional é um artifício muito usado para a manipulação e, geralmente, é de difícil identificação. O chantagista conhece os pontos fracos da vítima e se utiliza de sentimentos como o medo e a culpa para manipular as pessoas e alcançar os seus objetivos, embora nem sempre o manipulador tenha consciência de que pratica a chantagem emocional.

Outros tipos de vítimas

Embora sejam mais conhecidos e tratados, os relacionamentos abusivos em que a vítima é a mulher e o agressor o homem, esse tipo de situação vai muito além e envolve pais e filhos, relacionamentos homoafetivos, relacionamentos entre patrões e empregados, relações de amizades etc.

Violência doméstica

Hoje em dia é bem mais comum a violência doméstica quando a mãe ou o pai é a vítima de filhos adolescentes que, muitas vezes, usam de agressão física. Mas não para por aí. Além das agressões físicas o abuso psicológico e a manipulação também se fazem presentes nestes casos. Ocorrem comumente a chantagem emocional e a agressão verbal. Acusações como: “você acabou com a minha vida” ou “você só me faz passar vergonha” entre outras, são apelativas e até teatrais.

A falta de imposição de limites nos filhos desde a infância, levam os pais a sofrerem esse tipo de problema doméstico, e não sabendo como agir, acabam cedendo.

“Desde a infância, o papel de autoridade dos pais se perde pela dominação dos filhos. A situação mais conhecida e explorada é a inversa, o abuso dos pais contra os filhos, e nesse caso, a violência física acaba sendo a mais comum” – explica Aline.

“Não é fácil sair de um relacionamento abusivo, ainda mais quando já é de longa data. A pessoa que é vítima de um relacionamento abusivo precisa de ajuda profissional que possa auxiliá-la a identificar o problema e superá-lo, principalmente quando esses relacionamentos deixam traumas mais profundos e que afetam uma ou mais áreas da vida”, completa a psiquiatra.

A especialista lembra que relacionamentos são sempre um desafio e, para termos relacionamentos saudáveis, é preciso impor limites ao outro e entendermos que nós também precisamos de limites. Isto implica inclusive saber lidar com as relações quando detemos alguma posição de poder.

Foto: Unsplash

“Aprender a dizer ‘não’ é necessário, e saber aceitá-lo também. Se você se identificou com as situações citadas, procure ajuda profissional. Não desista de você”, finaliza Aline.

Aplicativo Badoo revela tendências em relacionamentos para este ano

Conversas mais profundas e encontros mais longos são alguns dos comportamentos para ficar de olho no próximo ano

O ano de 2020 impactou diversas áreas da nossa vida, incluindo até a forma como nos relacionamos. Com as restrições da Covid-19 e medidas de distanciamento social, os encontros presenciais diminuíram enquanto os virtuais atingiam patamares nunca antes alcançados.

No entanto, o período de isolamento não impediu que as pessoas procurassem por uma nova conexão. O aplicativo de relacionamento Badoo viu mais de dois bilhões de conexões acontecerem e quase 3 bilhões de primeiros chats no aplicativo em todo o mundo em 2020*, provando que é possível conhecer novas pessoas e até iniciar um novo relacionamento no meio de uma pandemia global.

Para auxiliar quem deseja se aventurar e encontrar novas conexões no ano que vem, a analista de dados globais do Badoo, Priti Joshi, compartilhou as tendências de relacionamentos do aplicativo para 2021. Confira:

=Webdate: com certeza, 2020 foi o ano da chamada de vídeo, a ferramenta que promoveu conexões mais íntimas e seguras do conforto de casa continuará forte neste ano.

=Sexting: considerado um tabu antes, a relação entre sexo e tecnologia se intensificou no ano passado e, com isso, gerou mudanças na ordem e quantidade de interações sexuais antes de um encontro na vida real.

=DMs mais profundas: com restrições mudando diariamente acompanhadas de incertezas sobre o futuro, muitas pessoas se viram diante uma nova oportunidade quando o assunto é se relacionar. Se antes era necessária apenas uma conversa breve por mensagem para marcar um encontro e, então, duas pessoas se conhecerem melhor, agora os solteiros estão aproveitando o tempo para terem conversas mais profundas com suas conexões mesmo sem a previsão de um encontro ao vivo.

Ilustração: Studiostoks

=Desacelerar a paquera: a ausência de encontro na vida real colocou uma ênfase no momento pré-encontro. Com isso, a fase da paquera e da conquista online se tornou ainda mais importante e duradoura.

Dan Rentea/iStock/Getty Images Plus

=Dates mais longos: houve uma mudança nos hábitos de encontros em relação à duração e planejamento dos mesmos. A tendência é que agora os encontros sejam marcados com bastante antecedência, seguindo as novas medidas de segurança e com mais tempo para planejar atividades que não coloquem em risco o casal.

=Foco em mim: a maioria das pessoas tem usado mais tempo para refletir sobre si mesmo focando nas próprias necessidades e desejos mais profundos. A partir disso, surge um novo tipo de solteiro, alguém mais autoconsciente, com uma nova visão e mais aberto a conhecer novas pessoas. Afinal, saber o que você está procurando e quem você é são fatores importantes para criar uma conexão sincera com alguém.

“O ano passado foi completamente imprevisível no mundo dos relacionamentos. As pessoas tiveram que inventar novas formas para se relacionar e também criar novas oportunidades para isso acontecer. E mesmo com todos os desafios, fomos inspirados pela maneira como nossos usuários continuaram a se conectar uns com os outros em 2020”, comenta Martha Agricola, Diretora de Marketing do Badoo no Brasil.

Com o objetivo de celebrar as conexões dos usuários do Badoo e apoiar essa análise sobre tendência de comportamento nos relacionamentos, a empresa desenvolveu o “LoveMap”, uma plataforma que destaca todas as interações entre os usuários globais do app todos os dias. O site revela as respostas de acordo com a localização desejada, desde quais as frases de perfil mais populares no Badoo em determinada região, quais os interesses preferidos e até qual o gif mais usado no dia. Para acessar os dados em tempo real no LoveMap do Badoo, clique aqui.

*Dados Globais do Badoo de 1 de janeiro a 6 de novembro de 2020.

Relacionamentos tóxicos: como identificar e o que fazer

Ao contrário do que muita gente acredita e do que a mídia apresenta, o relacionamento tóxico não se limita ao relacionamento romântico, tendo sempre o homem como vilão. O relacionamento tóxico vai muito além do aspecto romântico.

Relacionamento tóxico é todo aquele onde uma das pessoas acaba prejudicando a outra, como por exemplo: nas relações onde há ciúmes em excesso, onde há invasão à privacidade alheia, manipulação emocional, entre outros. E entre os diversos tipos de relacionamentos: entre mães e filhos, pais e filhos, patrão e empregado e sim, nos relacionamentos de amizades e entre cônjuges.

Em um relacionamento romântico nós precisamos ter cuidado, por exemplo, com o ciúmes em excesso, como afirma Aline Machado Oliveira, médica psiquiatra e psicoterapeuta junguiana: “O ciúmes é uma reação natural, ele vai acontecer, mas é preciso saber como controlá-lo. Numa relação onde um dos dois é muito ciumento, o relacionamento será prejudicado, porque aquele que está sofrendo o ciúmes acaba perdendo a sua liberdade, e a perda da liberdade é o início do fim de um relacionamento. E liberdade não é libertinagem; significa que um vai confiar no outro e vai confiar que o outro está lhe respeitando, mesmo que não estejam juntos o tempo todo.”

Pais & Filhos

O relacionamento tóxico de mãe para filho é quando a mãe não deixa o filho viver a própria vida; não o deixa crescer. Ela quer viver pelo filho, quer protegê-lo de todos os males do mundo e isso é impossível porque todos nós passamos por sofrimentos em nossas vidas. É assim na vida de todas as pessoas, independente de classe social, raça ou crença, explica Aline.

“Nenhum pai ou mãe no mundo, por mais que tente, vai conseguir impedir que seu filho passe pelas dores que todo ser humano precisa passar. Então, quando uma mãe cria o filho como se este fosse o rei e ela, o súdito, certamente este relacionamento é tóxico, pois as atitudes da mãe impedirão que seu filho cresça, se desenvolva e assuma suas próprias responsabilidades” – completa a psicoterapeuta.

Freepik

Também é muito comum o relacionamento tóxico partindo dos filhos para os pais, como, por exemplo, o filho que abusa financeiramente dos pais, que os xinga, que os manipula emocionalmente com chantagens e estes cedem, com medo de perdê-los.

“É muito comum no consultório, relatos de pessoas que têm filhos usuários de drogas, que aceitam tudo que os filhos impõem, inclusive que eles usem drogas dentro de casa, pois temem que se não deixarem, os percam para o mundo. Assim, rendem-se às chantagens, manipulações e ao desrespeito. Isto é tóxico” , diz a psiquiatra.

As relações sociais e profissionais

Nas relações em que não há respeito pelo espaço do outro, quando não se respeita os limites da privacidade, quando há manipulação emocional, desejo de controle ou excesso de críticas negativas, existe toxidade. E estes são só alguns exemplos que servem como sinais de que estes relacionamentos não são harmônicos e isso pode ser, de muitas formas, nocivo.

O relacionamento tóxico também está presente em outras áreas da nossa vida social, como por exemplo, quando há abuso de poder por parte de figuras de autoridade, seja para benefício próprio ou por puro egoísmo.

Fato é, que nem todas as pessoas estão preparadas psicológica ou emocionalmente para assumirem posições de poder, refletindo suas frustrações ou traumas não resolvidos.

Dentro do aspecto social mais abrangente, relacionamentos tóxicos podem ser criados ou estimulados, como por exemplo, a hostilidade entre brancos e negros, pobres e ricos, ou mesmo a hostilidade religiosa.

O que fazer?

O ideal é buscarmos relacionamentos mais harmoniosos, pessoas que acrescentem aquilo que precisamos, que venham para somar, que respeitem nosso espaço e nossas escolhas, mas que também possamos compartilhar o que temos de melhor para as outras pessoas, seja nos relacionamentos familiares ou românticos, seja com os amigos, na vida profissional ou social.

Caso você esteja vivenciando algum relacionamento nocivo e não saiba como sair desse relacionamento, o melhor é procurar ajuda profissional.

Fonte: Aline Machado Oliveira é médica psiquiatra e especialista em Psicologia Clínica Junguiana e Analista Junguiana em formação pelo Instituo Junguiano do Rio Grande do Sul. Membro da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira de Psiquiatria, atua como psiquiatria clínica e psicoterapia. Atendimentos presenciais na cidade de Lajeado, RS e online para todo o Brasil.

Saiba como surgiu o Dia do Orgasmo e quais os caminhos para alcançá-lo

Vanessa Inhesta, sexóloga da INTT, fala sobre os segredos para atingir o ápice do prazer

Quando o assunto é sexo, ele é a estrela. Almejado por 11 em cada 10 pessoas, para alguns ele é facilmente encontrado, chegando a dar o ar de sua graça repetidas vezes em questão de minutos; para outros é a busca incessante pelo Santo Graal. Sim, estamos falando do orgasmo, que até ganhou uma data comemorativa: 31 de julho.

O Dia do Orgasmo foi criado em 1999 por alguns sex shops britânicos com o objetivo de alavancar sua vendas e chamar a atenção para um debate importante, que é a questão de muitos ainda o desconhecerem.

“O que acontece é que muitos não exploram novos caminhos para encontrar aquilo que realmente pode ser prazeroso por o considerarem tabus e, pior ainda, muitas vezes costumam se autossabotar para agradar o parceiro(a)”, explica Vanessa Inhesta, sexóloga da INTT. Apesar do orgasmo ser algo que todos podem sentir, são as mulheres que costumam sair em desvantagem. Aproximadamente 70% das mulheres nunca chegaram a sentir um orgasmo com seus parceiros.

“Desde nova, a mulher é educada para reprimir os seus desejos e práticas de estímulos sexuais por estarem associados à promiscuidade ou para evitar estigmas que poderão comprometê-la tanto no âmbito social como profissional. Questões essas que muitas vezes a obrigam assumir uma postura submissa, onde passa a encarar com normalidade que deve se resguardar para o parceiro, enquanto este mostra sua virilidade através de várias parceiras”, diz Vanessa.

Relação morna durante o isolamento

casal

O isolamento acabou se tornando um grande obstáculo para os casais. Conviver quase que durante 24 horas requer paciência, respeito e compreensão. Para não cair na temida rotina, inovar e procurar novos caminhos para vivenciar um orgasmo incrível por meio do diálogo e da troca com o parceiro (a) podem ser alternativas nesse momento. “Essa história de que é necessário realizar todas as vontades e fetiches do parceiro para não correr riscos de esfriar o relacionamento é lenda. É importante fazer aquilo que dá prazer a ambos”, ressalta Vanessa.

Prazer anal

E por falar em novas experiências, o sexo anal ainda é um obstáculo a ser superado. Para quem tem curiosidade sobre o assunto, mas não sabe por onde começar, existe alguns cuidados que precisam de atenção: “Nada de ir direto ao ponto, é importante pedir para o parceiro(a) estimular essa região com os dedos, passar um pouco de lubrificante, massagear toda área e, no momento da penetração, ir bem devagar”, afirma Vanessa.

casal na cama iStock
iStock

Inovando com sex-toys

Se não curtir a experiência, não tem problema, invista em outras fantasias. No sexo pode tudo, desde que seja bom para ambos, então tente explorar os pés, as mãos, toque-se e descubra o caminho para chegar ao orgasmo. Sex-toys e cosméticos também podem contribuir para uma experiência única, confira:

INTT Excitation

Aexcitation

O excitante feminino INTT Excitation é um facilitador de orgasmos, que auxilia as mulheres a induzirem seu orgasmo, em casos de dificuldade; ou aumentar a frequência para ter orgasmos múltiplos. Os efeitos de aquecimento, contração e pulsação no clitóris e na parte interna da vagina, fazem com que a mulher sinta sensações que nunca foram exploradas. Preço sugerido: R$ 44,90. Onde encontrar: Exclusiva Sex

INTT Lady Gooza

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Excitante feminino com 7 funções: excitar, esquentar, pulsar, vibrar, lubrificar, estimular e sensibilizar, além de ser o único a possuir uma cápsula vibratória. Preço sugerido: R$ 119,90. Onde encontrar: Exclusiva Sex

Vibrador e Estimulador INTT FiFi 2 Nalone

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Projetado para estimular o clitóris e promover o ápice do prazer, o toy possui duas hastes que podem ser usadas para cercar o clitóris, testículos ou mamilo, que transmitem vibrações silenciosas em sete padrões. Preço sugerido: R$ 384,30 – Onde encontrar: Butique Bella

INTT Masturbador Ninja

NIJNA-CX
O Ninja é uma masturbador masculino com efeitos que auxiliam a alcançar o prazer de forma única. São seis tipos de vibrações e pulsações, além disso, esquenta e simula o sexo oral, proporcionando sensações de forma singular. Preço sugerido: R$ 218,92. Onde encontrar: Cia Sex

Fonte: INTT Cosméticos

Como funciona um cérebro apaixonado, neuro explica

A oxitocina, produzida no hipotálamo, armazenada e secretada pela neuro-hipófise, é o verdadeiro hormônio do amor. Sua produção ajuda casais a se amarem e a ficar juntos por muito tempo. Na última sexta-feira (12), comemoramos o Dia dos Namorados. Para quem está solteiro e não quer passar a próxima comemoração sozinho, a sugestão é seguir à risca algumas dicas de Fernando Gomes, neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Na arte da conquista e sedução, o cérebro trabalha a todo vapor, preparando o corpo físico e o comportamento para atrair o par ideal. Neurotransmissores e hormônios são responsáveis pela ativação do centro de recompensa, gerando sensações agradáveis e prazer sexual.

“A dopamina, um neurotransmissor, aciona o sistema de recompensa e desencadeia a liberação da testosterona que estimula a libido em homens e mulheres”, explica Fernando Gomes Pinto, neurocirurgião e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia – SBN, acrescentando que “a prolactina, também um hormônio, está relacionada com a satisfação sexual e a oxitocina relaciona-se com a sensação de intimidade e aconchego”. Sua produção e secreção ajudam as pessoas a se amarem e ficarem juntas por muito tempo.

casal na banheira

O médico conta que certas áreas do cérebro precisam ser “desligadas” tanto nos homens quanto nas mulheres, para que outras áreas possam ser ativadas durante a conquista, o desejo e a companhia da pessoa amada. “Em especial as amígdalas nos lobos temporais, centro da “defesa” de fuga ou luta, são “desligadas” e centros do prazer são ativados como a área tegmental ventral”, detalha.

Nas mulheres, o córtex orbitofrontal lateral esquerdo, responsável pelo controle de desejos elementares, silenciam-se também. E então elas podem “relaxar” suas preocupações e simplesmente amar e serem amadas.

O centro do prazer tanto do homem como o da mulher está localizado no hipotálamo. De acordo com o médico, uma pessoa amada é alguém com potencial para acionar a nossa área do prazer hoje e se der tudo certo, para sempre.

“É por isso que os nossos pensamentos, desejos e sonhos, gerados e interpretados nos nossos lobos frontais, sempre nos impulsiona a pensar na pessoa amada. Principalmente na fase de namoro, na fase da paixão”, revela.

O especialista deixa algumas dicas para embalar um amor:

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• Sorrir sempre. O sorriso, que é o primeiro ganho neurológico aos dois meses de vida, provoca sensação de bem-estar, aceitação e conforto para quem recebe;
• Beijar muito. Traduz carinho e um bom beijo na boca provoca troca emocional intensa. A sensibilidade dos lábios é uma das maiores sentidas no cérebro humano;
• Ser sincero. Os relacionamentos sinceros fazem com que a qualidade de troca de informações dos cérebros do casal seja livre, rápida e intensa. O amor e o prazer podem se manifestar em toda sua plenitude.

Fonte: Fernando Gomes é médico neurocirurgião, neurocientista, comunicador e autor de oito livros. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena um ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas.

A convivência desafiando as relações amorosas em tempos de pandemia*

O confinamento social, medida extremamente necessária para que possamos evitar a disseminação do Covid-19, aponta algumas situações que nos levam a avaliar questões dentro dessa nova experiência a que estamos expostos, como, por exemplo, o convívio confinado. Processo no qual a proximidade e a convivência em tempo integral desafiam as relações interpessoais.

A convivência afetiva em uma quarentena, submetida ao estresse, ao medo e a incerteza do amanhã, tende a fazer com que nossas insatisfações, angústias e frustrações sejam deslocadas para o outro de forma intuitiva. Além, claro, do estresse econômico que, potencializado, contribui ainda mais para esse desconforto – complicando, assim, a relação conjugal e florescendo aspectos desagradáveis deste convívio.

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Naturalmente, é o momento em que estamos mais suscetíveis a refletir sobre as nossas vidas, onde queremos chegar e o que estamos fazendo dos nossos dias. O cenário da pandemia alterou os hábitos e a rotina de todos. As famílias estão convivendo 24 horas do dia. O contato com o parceiro foi intensificado.

Com isso, temos relatos de que, com o fim do período de confinamento na China, o número de divórcios quase triplicou. Demonstrando que o relacionamento não resistiu ao convívio contínuo. Além disso, já temos também dados de que essa mesma temática está sendo aplicada para justificar o aumento de casos de violência doméstica no Brasil e no mundo.

E quais seriam as causas? Relacionamentos frágeis? Dificuldades em administrar problemas? Bem, podemos destacar vários aspectos. Para se evitar a deterioração da relação, em primeiro lugar é importante que cada parceiro entenda que o momento de isolamento é necessário e que medidas de boa convivência devem ser adotadas, levando sempre em consideração o outro.

Entendendo que cada pessoa é única, possui características, ciclos de vida e bagagens diferentes. Um pode ser mais vulnerável, ansioso e reativo que o outro. Por isso, o auto controle é essencial neste momento de quarentena. A meta é não enlouquecer e não enlouquecer quem está a sua volta.

De forma inconsciente, o confinamento traz a necessidade do indivíduo alinhar-se e, através desse alinhamento, vencer o momento vivenciado. Portanto, a regulação emocional é o ponto chave. Infelizmente, a tendência é – em um convívio prolongado – apegar-se a pequenas coisas, potencializando a raiva e a chateação por questões que antes, quando a convivência era menos intensa, não incomodavam tanto. Agora, mais evidentes, podem desagradar, fomentando o total desconforto.

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O desafio dos casais neste período é, além de manter sua saúde e a de todos, também manter – de forma saudável e equilibrada – as suas relações. Buscamos a assertividade constante, mas temos que aprender a controlar os ímpetos com orientação e foco.

Algumas atitudes devem ser eliminadas para não prejudicar o relacionamento e ajudar o casal a sair mais fortalecido e unido desse período de isolamento. Adotar um modelo acusatório, apontando o dedo para culpar o parceiro por tudo, certamente irá ativar a defesa do outro – que poderá reagir com ataques. Vitimizar-se também não trará uma energia saudável para a relação.

O clima também poderá ficar pesado e desconfortável se um dos parceiros se colocar de forma queixosa e cheia de lamúrias, reclamando e alimentando a negatividade. As repetições, os excessos de cobrança, as necessidades de convencimento e o abuso da vigilância, são, sem dúvida alguma, aspectos nocivos ao convívio.

Sabendo que todo relacionamento se sustenta pelos níveis de prazer acima dos níveis do desprazer, e que os comportamentos destrutivos devem ser vigiados e descartados, a meta é fortalecer a relação. Algumas medidas devem ser tomadas: intensificar o diálogo com o parceiro, trabalhando de forma consciente, a cumplicidade e a intimidade do casal.

Controlar a agressividade, reagindo com ponderação, polidez e diplomacia. Além do respeito ao limite do outro. Outro fator é não alimentar, dentro de si, a mágoa e a dúvida. Por isso, o diálogo é tão importante para eliminar a distância na comunicação saudável. As exposições respeitosas, no momento certo, são mais que bem vindas nesta busca pela harmonia conjugal.

Portanto, o vínculo afetivo pode ser melhor solidificado se as atitudes sensatas forem adotadas por ambos neste momento tão estressante e desafiador que estamos vivendo.

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Enfim, a potencialização das emoções exige equilíbrio e maturidade para promover uma comunicação pessoal positiva. Cuide da forma de falar, use a gentileza, a empatia e sabedoria, uma vez que a pandemia pede autocontrole e muita cautela para não tornar seu convívio em um relacionamento tóxico e destrutivo.

*Andrea Ladislau é psicanalista, Doutora em Psicanálise Membro da Academia Fluminense de Letras, Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde, Pós-Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social e Professora na Graduação em Psicanálise

Single shaming: a vergonha de estar solteira, por Lu Magalhães

Historicamente, as mulheres solteiras têm sido estigmatizadas em diferentes culturas; elas são enxergadas como um fardo para a comunidade – renegadas como se fossem indivíduos que não pertencem à coletividade. Em pleno século 21, essa estigmatização não cessou e mostra uma face inacreditável do atraso cultural que carregamos.

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Esta é uma das conclusões de Gunda Windmüller, mestre em Literatura e jornalista, autora do livro Mulher, solteira e feliz, lançado pela Primavera Editorial. Essa obra é bastante relevante, porque nos convida a refletir sobre a construção social que perpetua a falsa noção de que somente um relacionamento amoroso confere sentido à vida feminina.

Com base em estatísticas, digressões históricas e sociológicas, experiências pessoais e entrevistas com especialistas e mulheres em idades entre trinta e sessenta anos, Gunda traz um texto provocativo, consistente e que lança luz a conceitos e preconceitos que permeiam o tecido social. Um deles é o single shaming, em livre tradução: vergonha de estar solteira. Ela cunhou esse termo por defender que é mais fácil combater os problemas quando temos um nome para eles; com a nomeação de um preconceito é possível começar um processo de desconstrução.

O single shaming aborda, fundamentalmente, o que a mulher está perdendo. Supostamente, claro. É degradante porque as solteiras percebem – no olhar, no discurso e nas atitudes – a pena que a sociedade dedica a elas; esse sentimento acaba por contaminar o cotidiano delas, que passam a sentir pena de si mesmas. A frase padrão que ilustra esse comportamento é “você ainda vai encontrar o cara certo”. O mito do “cara certo” é brutal, porque passa a imagem que sem esse homem essa mulher é um ser incompleto.

O mais chocante é que obras adoradas por mulheres contribuem, cotidianamente, para disseminar esse conceito. O Diário de Bridget Jones e Sex and City são dois exemplos clássicos de como o single shaming se tornou socialmente aceitável, segundo Gunda Windmüller. “Por mais charmosa, ingênua e assoberbada que seja a heroína, seu final é inevitável. Seu final feliz. A pergunta era: Renée Zellweger ficará com Hugh Grant ou Colin Firth no final? Homem ou homem. Nada de Bridget”, afirma, no livro Mulher, solteira e feliz.

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Em um trecho da obra, Gunda compara a imagem de homens solteiros versus mulheres solteiras. Em entrevista conduzida com Jean-Claude Kaufmann, o sociólogo afirma que “a solidão masculina pode ser complicada e difícil de suportar, mas é, essencialmente, um assunto privado. Aqui está a grande diferença para as mulheres, para quem viver sozinha é ao mesmo tempo um assunto privado e público, algo que se torna interesse de toda a sociedade”, revela. Uma mulher que foge disso é uma ameaça; um homem, ao contrário, é um modelo de conduta. Um solteirão cobiçado.

Em Mulher, Solteira e Feliz há uma crítica ao papel feminino na construção do single shaming – e o quanto as mulheres podem fazer para que haja uma mudança social que promova uma real transformação. “Se queremos mudar a narrativa sobre as mulheres, precisamos começar a falar de forma diferente; há uma demanda por sermos mais gentis conosco e com nossas irmãs. Por sermos mulheres, sempre pensamos que devemos ser perfeitas e, quando vemos outras de nós se comportando de maneira ‘não tão perfeitas’, somos rápidas em apontar o dedo, em culpá-las. Esse não é o caminho a seguir”, declara a autora.

Acredito, sinceramente, na importância da leitura no processo de reflexão – que dará início a um questionamento social essencial para construirmos um novo repertório sobre as mulheres. Por isso, convido as mulheres a lerem Mulher, solteira e feliz. Vamos ampliar o debate?

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Lu Magalhães é presidente da Primavera Editorial, sócia do PublishNews e do #coisadelivreiro. Graduada em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), possui mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, Estados Unidos). A executiva atua no mercado editorial nacional e internacional há mais de 20 anos.

Sobre a editora

A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas.

Relacionamentos em tempos de pandemia, por Beatriz Campos*

O confinamento modificou completamente as relações entre as pessoas. Os relacionamentos familiares foram intensificados e estamos utilizando os meios digitais para nos aproximar daqueles contatos queridos. Você, com certeza, já deve ter pensado nessas coisas, afinal, está sentindo na pele. Então, talvez possa arrumar alguns minutos para refletir comigo alguns aspectos.

Aliás, é importante lembrar que não é só você que está passando por isso, mas grande parte da população mundial. O tempo de convivência entre familiares vem sendo um grande desafio para alguns, pois está exigindo maior equilíbrio emocional. Para outros, uma oportunidade única de prazer e fortalecimento entre seus membros.

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Quando o grupo familiar se fortalece e se nutre com ótimos momentos, ótimo! Mas, quando começam a surgir conflitos que estavam embaixo do “tapete”, as coisas começam a ficar complicadas. Então, nada melhor do que aproveitar esse momento para “lavar a roupa”, como se diz na linguagem popular. Entretanto, é preciso muito equilíbrio emocional e capacidade de diálogo para a melhoria das relações.

Sendo assim, é necessário ter uma visão construtiva e colaborativa para que todos possam se aperfeiçoar e contribuir para o equilíbrio e crescimento da família. Porém, se você percebe que não há clima e capacidade emocional entre as pessoas, é melhor buscar ajuda com um profissional especializado no assunto: o psicólogo.

Nesse período de quarentena, também encontramos diversas notícias sobre o aumento do índice de divórcios na China após a pandemia. Porém, o que nós podemos tirar disso? Bem, inicialmente, devemos considerar que vários casais precisaram se deparar com os conflitos, insatisfações e relacionamentos fracassados que estavam se arrastando antes da quarentena. Mas, por que não aproveitar e realizar novas construções no relacionamento?

Esse é um momento oportuno para o diálogo, entendimento e mudanças de atitudes para restaurar a relação. A conversa com capacidade de empatia só agrega valor para fortalecer as relações de um casal e ajuda a traçar novos planos e desfrutar de momentos construtivos. Entretanto, se for para romper os laços, é fundamental saber respeitar essa decisão para que ambos possam percorrer caminhos melhores. O importante é a felicidade de cada um e do casal, independente de decisões.

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Outro ponto é em relação às amizades, rede de contatos e colegas de trabalho. As pessoas estão conectadas pela internet o tempo todo. Com o confinamento, milhões de pessoas passaram a estar sempre online, o que causou um congestionamento das empresas que fornecem o acesso à internet.

Esse movimento intensificou os contatos internos entre os profissionais das empresas pelo home office. Nesse sentido, os gestores e líderes estão precisando lidar com as ansiedades de seus colaboradores, além de atuar para aliviar as suas preocupações com resultados neste momento tão desfavorável.

Somado a isso, os amigos querem fazer “visitas virtuais” para aliviar suas ansiedades, principalmente em relação à pandemia. É importante falar sobre o cenário atual e questões de política, porém, não se prenda somente a esse tipo de assunto. Converse sobre o dia a dia e tente ter uma fala mais leve.

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Sendo assim, vimos que todos os âmbitos estão carregados de emoções. De qualquer forma, sendo virtual ou não, as pessoas se deparam com um mesmo cenário: lidar com o seu nível de controle emocional. Essa crise está nos colocando à prova e sendo um desafio para cada um de nós. Estamos na mesma “vibe” e essas informações contribuem para que tomemos consciência da importância do controle emocional em todos os contextos de nossos relacionamentos.

*Beatriz Campos é psicóloga da Telavita, plataforma de psicoterapia online, e possui mais de 30 anos de experiência nas áreas empresarial, escolar e clínica

Saiba como agir diante da paquera por sites e aplicativos de relacionamentos

Segredos embutidos na conversa online revelam interesses dos adeptos do romance virtual

A paquera virtual tornou-se hoje o ponto alto dos relacionamentos. A cutucada, a piscadinha ou o “favoritar aquele perfil que chamou a atenção” são as formas mais rápidas e práticas de fazer novas amizades e iniciar um contato que pode virar um romance.

“O que vale dizer é que a tecnologia ajuda bastante, mas a iniciativa de cada um é importante para o jogo da sedução, de paquera pessoal ou virtual”, afirma a terapeuta de casais e consultora do site de relacionamentos Solteiros50, Carla Cecarello. Para a especialista, investir em alguém não é tão difícil como antigamente mesmo para quem é tímido ou para quem já tem a fama de pegador ou pegadora, afinal, elas atuam mais intensamente nas redes sociais que eles.

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Apesar dos tempos de paquera online o romance não morreu. Homens e mulheres buscam a pessoa especial e afirmam que não há nada melhor que olhar no olho, trocar sorrisos e partir para a conversa. Na paquera virtual esse jogo da conquista também ocorre e, em vez de ser frente a frente, é por meio de um computador ou smartphone por meio de palavras escritas, gifs, emojis. “O desenrolar da conversa é a forma de paquera, os gifs e os emojis são as sensações envolvidas e significam parte daquilo deve ser filtrado”, alerta a psicóloga especialista em relacionamentos, Yris Monallizza de Souza, do site Amor&Classe.

A especialista diz que a conversação, por ser uma ferramenta disponível nos sites e aplicativos de relacionamentos, faz parte do jogo de sedução e conquista nas redes sociais. É por meio dessas conversas síncronas (quando ambos respondem simultâneamente) ou assíncronas (quando a resposta é feita após alguns minutos, horas ou dias) que a conquista ocorre. Depende muito de como as pessoas utilizam esses recursos e como são interpretados por quem recebe as mensagens.

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“Para um público mais maduro, perto dos 50 anos ou mais, esse jogo é interessante. Quando se descobre falhas sobre a personalidade do outro a frustração é menor porque a experiência de vida já os deixou mais preparados para personagens criados na rede”, salienta Carla.

No entanto, para um público mais jovem e afoito, esse jogo de palavras nem sempre é bem visto. Para eles, a troca de emojis, figuras, gifs e mesmo partir para um encontro de forma mais rápida é a forma de fazer valer o serviço que os sites de relacionamento oferecem.

“Mas é prudente identificar se um determinado perfil é realmente aquilo que diz ser antes de sair para um encontro às cegas sem uma checagem”, lembra Yris. Para a especialista em relacionamentos, a ansiedade nos mais jovens é comum e por isso estão mais propensos à frustrações. “Quando se cria mentalmente uma personagem a partir das conversas online ou tem-se uma expectativa qualquer desencontro entre o que foi imaginado e o real pode decepcionar”, destaca a psicóloga do Amor&Classe.

Decifrar o que o outro quer, o que procura e como é antes de ir para um encontro é uma maneira de evitar angústias. “As pessoas, fazem tudo de forma rápida e emocional sem se preocupar com as consequências e depois não encaram a frustração”, diz Carla.

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Normalmente, as conversas entre os usuários dos sites de relacionamento são para impressionar. Cabe ao outro decifrar e compreender as entrelinhas dessas trocas, como forma de perceber os detalhes das mensagens. “Quando todos se entendem e a conversa ocorre de forma natural e aberta o jogo da conquista é mais prazeroso”, comenta a terapeuta.

Os sinais nas conversas online são maneiras de expor sentimentos e devem ser analisados para descobrir os interesses por trás dessa comunicação. Frases de efeito, pensamentos complexos ou rebuscados podem mostrar a pouca criatividade do interlocutor. Existem milhares de sites com frases românticas prontas que podem ser copiadas por qualquer usuário da internet.

“Quem se entrega para os jogos de sedução deve saber que na rede tudo é possível, que o desconhecido do outro lado está escondido atrás de um perfil”, reforça Yris. Se a pessoa se interessa por um perfil que tem todas as características que deseja deve pesquisar antes de marcar um encontro. “Há casos de muitos encontros que terminaram em casamento, em namoros longos ou efêmeros e há aqueles que sequer passaram do encontro inicial porque havia muita informação fake”, lembra a psicóloga.

Todas essas recomendações das especialistas são formas de auxiliar os usuários dos sites e aplicativos de relacionamento, para que sejam possíveis ocorrer histórias de sucesso e final feliz. Assim como pessoas se conhecem na balada, trocando olhares, sorrisos e conversas antes de passarem à amizade e beijos, abraços ou algo mais, muitos usuários encontram seus pares nas ferramentas de aproximação online. É caso de Miguel D’Agostino (47) e Valentina Soares (44).

A história dos dois é quase um conto de amor impossível: “Conheci a minha esposa num site de relacionamento, no período de carnaval, quando todos querem folia, festa, fantasia, beijar muitas bocas e contar para os amigos”, conta ele. Em vez de ir para a folia, o técnico em radiologia decidiu relaxar em casa e aproveitou a internet. “Recebi a publicidade do site. Entrei, me cadastrei e associei-me. Logo de cara o cruzamento de perfis com os mesmos desejos e semelhanças indicou o de Lena, que estava online. Fiz o contato e apesar da demora em responder, ela finalmente disse um Oi”, lembra D’Agostino.

Os dois trocaram correspondências dia sim dia não, cada vez com mais detalhes, até que um mês depois marcaram o encontro. A amizade online virou real e namoro alguns meses seguintes. Três anos anos depois, subiram ao altar.

A história de D’Agostino se repete com os milhares de usuários registrados nos bancos de dados dos sites Solteiros50 e Amor&Classe. “Há sempre uma chance para quem está disponível e quer encontrar um parceiro ou parceira”, afirma Carla. Para conquistar um amor duradouro a chave é o romantismo. “O flerte inicial, a forma como aborda temas e ou assuntos do cotidiano e como se dispõe a ser verdadeiro é o que define um relacionamento duradouro”, aponta Yris.

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Ilustração: Studiostoks

Não há garantias de que se terá sucesso imediato, mas vale a pena tentar. “Primeiro ambos devem saber o que querem, depois tentar uma aproximação, estudar a maneira da pessoa”, complementa Carla.

“As mulheres gostam de elogios, isso não muda. A mensagem deve ser sempre real e verdadeira, pois isso é bacana nos relacionamentos online”, finaliza Yris.