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Dez coisas que talvez você não saiba sobre o câncer de pele

Uma das estações mais esperadas do ano chega no dia 22 de dezembro: o verão. Com ela aumentam as atividades ao ar livre, as viagens à praia e o desejo do famoso bronze nessa época do ano. Mas é preciso ficar atento à exposição ao sol. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 180 mil novos casos do tipo não melanoma acontecem todos os anos. Esse é o tipo mais comum dos cânceres e o menos letal dentre os de pele.

O mês de dezembro é nomeado Dezembro Laranja, iniciativa criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia a fim de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença. O dermatologista especialista em câncer de pele, Luiz Guilherme Castro, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, tirou algumas dúvidas sobre o tema.

A principal forma de prevenção do câncer de pele não melanoma é evitar a exposição ao sol sem proteção

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Mais de 90% dos casos de diagnósticos de câncer de pele não melanoma são reflexo da exposição aos raios ultravioletas de forma inadequada. Clinicamente o tumor é mais frequente em locais que são expostos ao sol de forma crônica como face, tronco e pernas.

Apenas passar o protetor solar não garante proteção total

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A recomendação do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é para evitar a exposição intensa ao sol no horário das 10h às 16h. Ainda assim, se a exposição for inevitável, o uso de proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e guarda-sóis é fundamental.

Apenas a proteção na pele não basta: lembre-se de proteger os lábios

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O cuidado com os lábios no Verão vai muito além da estética. Castro explica que além de evitar a geração de fissuras na pele sensível, que podem levar a contração de bactérias, o uso de protetor solar labial previne a aparição de rugas precoces e do câncer. “Por ser tratar de uma área delicada do nosso corpo e que sofre com grande exposição ao sol, assim como todo o rosto, é necessário atenção redobrada”, afirma o dermatologista.

O tratamento é, na grande maioria, cirúrgico

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O tratamento mais usado para tratar os casos de câncer de pele é a cirurgia. Eventualmente, também é possível usar outros métodos, como terapia fotodinâmica, radioterapia ou até quimioterápicos em forma de pomada. A escolha do melhor método de tratamento é feita por um médico especialista que levará em conta o tipo da lesão, o subtipo do câncer, o tamanho do tumor, assim como as particularidades de cada paciente.

Pessoas de pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de desenvolver a doença

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Castro explica que, por terem menos pigmento na pele, essas pessoas contam com uma menor proteção conta as radiações UV, e, por consequência, têm mais risco de desenvolver o câncer. Além disso, peles claras, que produzem menos melanina, são mais suscetíveis a queimaduras causadas pelos raios UVB do sol. Durante dias nublados a pele recebe a radiação UVA, que embora menos perigosa, é uma grande responsável pelo envelhecimento da pele. Durante o verão, essas radiações estão mais presentes e a exposição ao sol costuma ser maior.

Apesar dos riscos, o sol não precisa ser visto com vilão absoluto

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A vitamina D, que é produzida durante a exposição da pele ao sol, é essencial para a prevenção de problemas cardíacos, osteoporose, gripes e resfriados e até mesmo cânceres, portanto, fugir completamente do sol nem sempre é a melhor solução. “É importante identificarmos os grupos de risco antes de recomendações generalistas. Pessoas de pele clara, olhos e cabelos claros, estão muito mais sujeitas ao aparecimento dos carcinomas (forma mais comum de câncer de pele), uma vez que apresentam uma capacidade reduzida na produção de melanina (pigmentação da pele), logo, terão que tomar mais cuidado com a exposição solar”, conta médico.

Os tipos de câncer de pele melanoma têm pouca relação com a exposição solar

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Um dos tipos mais graves de câncer de pele, responsável por cerca de 5% dos casos da doença, os melanomas têm uma relação menos direta com a exposição solar. Grande parte dos casos de melanoma cutâneo aparecem em áreas não expostas cronicamente ao sol, como dedos, couro cabeludo, nádegas etc. É importante ressaltar ainda que, muitos casos de melanoma, têm mais relação com mutações genéticas do que exposição ao sol.

Os principais fatores de risco para o tumor são: histórico familiar, ter pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. Ter grande número de pintas (+50) também aumenta o risco.

Os carcinomas costumam se manifestar como feridas que não cicatrizam. Já os melanomas se manifestam como pintas, lesões pretas

Para identificar uma pinta suspeita, os especialistas recomendam o uso da regra denominada ABCDE, que consiste na observação de cinco aspectos diferentes:

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A — Assimetria: pintas que não são simétricas;
B — Bordas: quando as bordas apresentam irregularidades em seu formato;
C — Cor: variação da tonalidade das pintas e mudança de tonalidade de uma pinta já existente;
D — Diâmetro: pintas com diâmetro maior que 5mm;
E — Evolução: pintas que se modificam em qualquer aspecto como cor ou tamanho.

Quem tem tatuagem deve redobrar os cuidados

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As tintas escuras usadas nas tatuagens podem encobrir possíveis lesões de câncer de pele. A pigmentação também pode atrapalhar a detecção de alguns casos. O melanoma tem uma alteração celular com muito pigmento, assim como as tatuagens, dificultando a análise da estrutura celular durante os exames patológicos.

Em todos os casos, o prognóstico da doença tende a ser bom se detectado precocemente

“Não existem recomendações oficiais para a detecção do câncer de pele, no entanto, é de extrema importância que a pessoa conheça sua própria pele e saiba identificar possíveis alterações que indiquem a formação de um tumor”, explica o médico.

Caso note alguma alteração suspeita na pele, consulte um dermatologista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Vagem: alimento com baixo valor calórico e rico em proteínas

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo desenvolve um serviço de divulgação dos alimentos que estão na época do ano. Por exemplo, legumes e verduras, começando pela vagem, que possui um baixo valor calórico, é rica em proteínas, possui fibras de boa qualidade que auxiliam na digestão e contribuem para a saciedade.

Saiba mais sobre as verduras e legumes do mês:

Verduras:

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Foto: Wunee/Morguefile

•Alface: ajuda a diminuir o colesterol ruim, por conter niacina, mais conhecida como vitamina B3, ajuda a reduzir os níveis de colesterol “ruim”, o LDL e, contribui para o aumento do colesterol saudável, o HDL. Assim, a alface se torna uma aliada da saúde cardiovascular. Pode ser adicionada em salada, sucos e sanduíches.

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•Almeirão: da mesma família da alface e chicória, o almeirão tem sabor amargo. Presentes na folha, estão a vitamina A, que é responsável pela saúde da pele e visão, a vitamina C, que atua no fortalecimento do sistema imunológico além de minerais como fósforo e ferro, que auxilia no bom funcionamento do organismo.

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•Rúcula:  vegetal muito apreciado por ter um sabor forte e picante. É rica em vitaminas A e C, que auxiliam na saúde dos olhos e na imunidade, respectivamente. Minerais como ferro, cálcio e fósforo também estão presentes na folha. As fibras que a folha contém, ajudam no bom funcionamento intestinal.

Legumes:

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Pixabay

=Abobrinha: possui em sua composição muita água e grande quantidade de fibra, vitaminas do complexo B e magnésio. Auxilia no sistema digestivo e no sistema imunológico. Pode ser consumida de diversas formas, entre elas, substituindo massa em algumas preparações, além de ser pouco calórica.

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=Berinjela: hipocalórica, contendo apenas 20kcal em 100g do alimento. Além disso, é rica em antocianina, (um antioxidante que age na prevenção de câncer e doenças cardíacas), e em fibras, que auxiliam no bom funcionamento do intestino, evitando a constipação.

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=Pepino: rico em nutrientes, como vitaminas A, B1, B2, C, potássio, magnésio e silício. É composto por grande parte de água, sendo um poderoso diurético natural e também digestivo devido às suas fibras. Auxilia no combate a problemas de pele, assim como do diabetes.

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Foto: The Bix Blog

=Pimentão: além de suas propriedades nutricionais como as vitaminas A e C, que são antioxidantes e minerais como cálcio, fósforo e ferro, o pimentão é amplamente consumido por seu sabor picante que se dá por uma substancia chamada de capsaicina que é um anticoagulante natural, auxiliando no controle da pressão sanguínea além de ajudar na redução do colesterol.

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Foto: Uwe Tuchen / Pixabay

=Tomate: não é um legume, mas uma fruta muito conhecida e muito utilizada em diversas preparações. Rica em licopeno, carotenoides, vitamina A, B1, B2, B3, C, cálcio e fósforo. Auxilia em várias funções no organismo inclusive na prevenção do câncer de próstata.

Confira a receita:

Torta de vagem

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Ingredientes:
1 dente de alho médio (4g)
300g de vagem
100g de queijo branco
3 colheres (sopa) de azeite (45mL)
1 e 1/2 colher (chá) de sal (9g)
4 ovos médios (260g)
1/2 xícara (chá) de leite (120mL)
4 colheres (sopa) de creme de ricota (72g)
4 colheres (sopa) de farinha de trigo (40g)
2 colheres (sopa) de farinha de rosca (28g)

Modo de Preparo:
Descasque, lave e esprema o alho. Lave a vagem e corte em pequenos pedaços. Corte o queijo branco em pequenos cubos e reserve. Em uma panela, doure o alho com 1 colher (sopa) de azeite e refogue a vagem com 1/2 colher (chá) de sal. Em uma tigela, bata os ovos, com auxílio de um garfo e adicione o leite, o creme de ricota, a farinha de trigo, 1 colher (sopa) de azeite, 1 colher (chá) de sal e misture bem com um fue até a massa ficar homogênea. Unte um refratário com 1 colher (sopa) de azeite e coloque a massa. Salpique a vagem refogada, os pedaços de queijo branco e a farinha de rosca. Leve para assar em forno médio por aproximadamente 45 minutos.

Tempo de preparo: 1h40
Rendimento: 11 porções
Peso da porção: 350g
Valor calórico da porção: 155 Kcal

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Como os antidepressivos afetam as bactérias intestinais?

Pesquisas recentemente publicadas  examinam os efeitos de drogas psiquiátricas, incluindo antidepressivos, na composição de bactérias intestinais de roedores e de humanos. Mais e mais estudos estão apoiando o papel da microbiota intestinal em condições psiquiátricas.

Ansiedade e depressão são apenas algumas das condições de saúde mental que os pesquisadores associaram a alterações na composição da microbiota intestinal.

Por exemplo, um estudo recente publicado pela Medical News Today listou uma variedade de bactérias que contribuem para a criação de compostos neuroativos no intestino – isto é, substâncias que interagem com o sistema nervoso, influenciando a probabilidade de desenvolver depressão.

Outra pesquisa em ratos mostrou que roedores criados para serem livres de germes desenvolveram sintomas de ansiedade e depressão e tornaram-se socialmente retraídos. Portanto, dado esse vínculo íntimo entre a saúde mental e a composição das bactérias intestinais, os medicamentos psiquiátricos que afetam o humor também afetam a população de bactérias no intestino?

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Pixabay

Pesquisadores liderados por Sofia Cussotto, da University College Cork, na Irlanda, começaram a investigar isso em roedores. Primeiro, a equipe “investigou a atividade antimicrobiana dos psicotrópicos contra duas estirpes bacterianas residentes no intestino humano, Lactobacillus rhamnosus e Escherichia coli“.

Os psicotrópicos nos quais os pesquisadores se concentraram incluem: fluoxetina, escitalopram, venlafaxina, lítio, valproato e aripiprazol. Em seguida, os cientistas testaram “o impacto do tratamento crônico com esses medicamentos” na microbiota dos ratos.

Sofia e sua equipe publicaram a primeira parte dos resultados no ano passado na revista Psychopharmacology. Eles já apresentaram suas descobertas completas no Congresso do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia, em Copenhague, na Dinamarca.

Os resultados do primeiro estudo desse tipo

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Pixabay

Os cientistas deram aos roedores medicamentos psiquiátricos por um período de quatro semanas, no final dos quais analisaram as composições da microbiota intestinal. Eles descobriram que o lítio e o valproato – ambos estabilizadores de humor que podem tratar doenças como transtorno bipolar – aumentaram o número de certos tipos de bactérias, como Clostridium, Peptoclostridium, Intestinibacter e Christenellaceae.

Por outro lado, inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como os antidepressivos fluoxetina e escitalopram, interromperam o crescimento de cepas bacterianas como Escherichia coli. “Descobrimos que certos medicamentos, incluindo o estabilizador de humor lítio e o antidepressivo fluoxetina, influenciaram a composição e a riqueza da microbiota intestinal”, diz a cientista.

“Embora algumas drogas psicotrópicas tenham sido previamente investigadas em ambientes in vitro, esta é a primeira evidência em um modelo animal”  Sofia Cussotto

Implicações da nova pesquisa

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Shape Magazine

Comentando de forma independente, Serguei Fetissov, professor de fisiologia da Universidade Rouen, na França, que não participou da pesquisa, oferece sua opinião sobre os resultados.

Ele diz: “Esses dados iniciais são intrigantes e dignos de uma investigação mais aprofundada. No momento, seria prematuro atribuir um papel direto das bactérias intestinais na ação dos medicamentos antidepressivos até que este trabalho possa ser reproduzido em seres humanos, o que autores agora esperam fazer. ”

De fato, Sofia e colegas estão atualmente tentando desvendar os efeitos que as drogas psiquiátricas podem ter sobre os indivíduos e, para esse fim, estão realizando um estudo observacional em larga escala em humanos.

“A composição da microbiota intestinal é muito sensível aos processos metabólicos do corpo e pode mudar naturalmente, por meio de mudanças metabólicas induzidas por drogas no cérebro e em outros órgãos”, explica Fetissov.

“Algumas das mudanças relatadas aqui, por exemplo, aumento de Christensenella, podem realmente ser benéficas, mas o significado geral das alterações da composição bacteriana induzidas por medicamentos na […] saúde metabólica e mental precisa de mais pesquisas”.

A pesquisadora principal do estudo também registra a importância dos resultados. “Existem várias implicações nesse trabalho”, diz ela.

“Primeiro de tudo, alguns estudos mostraram que pacientes deprimidos ou esquizofrênicos podem ter composição microbiológica alterada; portanto, drogas psicotrópicas podem funcionar nos micróbios intestinais como parte de seus mecanismos de ação. É claro que isso tem que ser provado”.

“Dado que os antidepressivos, por exemplo, funcionam em algumas pessoas, mas não em outras, a concessão de um subsídio para [o] microbioma pode alterar a resposta de um indivíduo aos antidepressivos. Por outro lado, os efeitos do direcionamento de microbioma podem ser responsáveis pelos efeitos colaterais associados ao esses medicamentos “. Sofia Cussotto

“Todas essas hipóteses precisam ser testadas em modelos pré-clínicos e em humanos, e este é o nosso próximo passo”, finaliza Sofia.

Fonte: MedicalNewsToday

Como lidar com a avalanche de estímulos ao consumo desta época do ano?*

O consumo paira sobre o imaginário neste período do ano. Mais recentemente, se inicia com a adoção massiva do comércio brasileiro à campanha Black Friday, em novembro, seguindo os estímulos dos tradicionais presentes de Natal e, depois, as promoções e queimas de estoque em janeiro. São inúmeros eventos que conduzem às compras de itens, muitas vezes, não essenciais.

Nesse sentido, o consumo pode ocorrer como resposta a uma emoção negativa (tristeza, baixa estima, tédio) ou mesmo pela necessidade de mostrar status social por meio do poder de compra. Além do quesito emocional, é inegável o impacto das campanhas publicitárias, a ponto de transformar alguns produtos e serviços em necessidades imediatas. São as ideias por detrás do “valer a pena” ao mostrar o “preço reduzido” ou a sensação de “poucas unidades” disponíveis daquele produto/serviço.

Diferentes teorias tentam explicar o comportamento de consumo. Alguns economistas destacam o aumento dos gastos diante da percepção de redução do preço. Sem contar aquelas pessoas que tendem a valorizar mais as possíveis perdas (ou faltas) do que os ganhos que virão do produto ou serviço que estão prestes a adquirir.

Mas o que desencadeia a decisão de comprar?

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Pode ser qualquer estímulo (ambiente, mídia, fala de alguém) que nos faça pensar sobre alguma ideia, conceito, produto ou necessidade. Ou seja, os gatilhos despertam interesse em coisas que não estávamos necessitando ou pensando até o momento que fomos estimulados por eles.

Como lidar com esses gatilhos e evitar armadilhas?

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• Identificar o que te faz querer consumir é o primeiro passo. Pergunte-se sobre o que te levou a querer o produto/serviço naquele momento? Estava triste? O desconto pareceu atraente? O atendimento na loja foi cordial e te fez sentir-se à vontade?
• Seja consciente de sua real necessidade e do motivo que te faz pensar que o produto/serviço é importante naquele momento.
• Questione-se sobre a disponibilidade do produto ou serviço no futuro: ele poderá acabar ou parar de ser oferecido? Você deve comprar naquela hora?

Em síntese, tenha clareza dos objetos ao seu redor, de como eles te afetam, e das estratégias de venda no comércio físico e virtual. A consciência é uma das principais formas de garantir que as decisões de consumo sejam realizadas adequadamente e que efetivamente trarão benefícios.

Por outro lado, deixar-se levar pela sedução barata de algum momento ocasionará a aquisição de bens e serviços desnecessários, decorrentes de pura falta de consciência. É preciso estar atento a si mesmo e ao seu ambiente até mesmo no momento das compras.

*Por Jeferson G. Pires, professor mestre do curso de Psicologia da Anhanguera São José (SC), Psicólogo e Doutorando em Psicologia- UFSC.

Descubra como o abacate auxilia no emagrecimento e na prática esportiva

Apesar do seu valor calórico, o abacate traz inúmeros benefícios à saúde, sobretudo aos praticantes de atividade física

Muito tem se falado do abacate nos últimos anos, já que cada vez mais são descobertos os benefícios que o alimento pode trazer à saúde. Porém, não foi sempre assim; há poucos anos, ele era visto com maus olhos por ser uma fruta que contém muitas calorias. Mas você sabia que o abacate, mesmo sendo calórico, auxilia na performance esportiva e é um bom aliado no emagrecimento?

Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia, explica: “O abacate é uma fruta rica em gordura insaturada, popularmente apelidada de gordura boa. Isso faz com que seja saudável para qualquer pessoa, em especial praticantes de exercícios, pois esses necessitam de mais gordura insaturada. Além disso, o abacate é rico em vitaminas C e E, ômega 6, ômega 9, ômega 7, ácido fólico, potássio, betassitosterol e uma alimentação que inclui frequentemente a fruta pode aumentar as taxas de HDL (colesterol bom) e diminuir o colesterol total, protegendo, assim, a saúde cardiovascular”.

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Foto: California Avocado Comission

Outro fator que beneficia os praticantes de exercícios físicos são os antioxidantes presentes na fruta, sendo que os abacates e suas espécies são importantes fontes alimentares de carotenoides e glutationa, potentes antioxidantes. “Os antioxidantes ajudam a destruir os radicais livres gerados pelo exercício intenso. É extremamente importante obter antioxidantes por meio da alimentação, pois eles fornecem elementos com disponibilidade distinta daqueles encontrados nos suplementos. Quanto ao emagrecimento, por ser rico em fibras, o abacate ajuda a dar a sensação de saciedade e diminuir o apetite, controlando a fome e, consequentemente, os níveis de insulina, além de garantir o funcionamento do intestino”, destaca a nutróloga

Ela complementa explicando os efeitos do abacate se consumido na hora de dormir: “Nesse caso, o abacate potencializa a ação do GH – hormônio do crescimento – pois seu pico de produção acontece no período noturno. Dessa forma, ajuda a formar músculos e faz o organismo utilizar a gordura armazenada como fonte energética”, explica.

Vale ressaltar que, além dos benefícios aos que almejam emagrecer ou aumentar a performance esportiva, o abacate possui diversos outros, que incluem: auxílio no tratamento das hiperlipidemias (aumento de gordura no sangue e que pode gerar problemas no coração); efeito anti-inflamatório, graças à vitamina E; melhora na biodisponibilidade de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), melhora na circulação sanguínea, fortalecimento do sistema imunológico, gera benefícios à pele e ao cabelo; auxilia no controle do colesterol e triglicérides; seu consumo diminui a chance de diabetes; além de regular o ciclo menstrual e melhorar o sono.

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“A introdução regular de abacate na alimentação deve ser feita sob acompanhamento nutrológico, para que a quantidade seja indicada corretamente a fim de potencializar ao máximo os benefícios do alimento e minimizar a chance de um efeito indesejado, já que a fruta é calórica, deve ser consumida idealmente em pequenas quantidades, nos planos alimentares de emagrecimento”, finaliza Marcella.

Fonte: Marcella Ferraz é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Previna-se contra a osteoporose na menopausa

Se você tem tido fraturas com muita facilidade, fique atenta: pode ser um indício de osteoporose. Segundo estimativa da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), a doença acomete mais de 10 milhões de brasileiros. As projeções da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) revelam que o número anual de fraturas de quadril, relacionadas à osteoporose, (atualmente, 121.700 fraturas por ano) deverá atingir 140 mil pessoas, até 2020.

A doença causa a diminuição da massa óssea, resultando em ossos frágeis e porosos. O curioso é que a osteoporose não causa dor, ou seja, muitas pessoas só a descobrem quando há alguma fratura. Quem está mais propício ao problema é a mulher (apesar de que alguns homens também podem ser acometidos), sendo que o tipo mais comum da doença ocorre depois da menopausa, que é o último período menstrual, identificado após 12 meses de amenorreia (ausência de menstruação). Ocorre, em geral, entre os 45 e 55 anos.

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Segundo Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana pela Santa Casa, e especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo; neste período, a queda do hormônio estrogênio leva a uma diminuição da densidade óssea (osteopenia/osteoporose), pois o estrogênio ajuda a preservar os ossos.

Mas como evitar a osteoporose?

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Em primeiro lugar, de acordo com a ginecologista, conhecendo os fatores de risco. Dentre eles, destacam-se o tabagismo, a idade mais avançada, a dieta (alimentação rica em proteína e sal, e alimentação pobre em leite e derivados, principalmente na adolescência, quando o osso atinge o “pico de massa óssea”), baixo peso, medicações (o uso de corticoides e anticonvulsivantes, aumentam a chance de perda óssea) e doenças que interferem na absorção intestinal, como doença celíaca (intolerância ao glúten), por exemplo. Outra grande aliada da osteoporose é a falta de atividade física, incluindo exercícios aeróbicos e musculação.

“Para descobrir se você tem osteoporose é preciso fazer o exame de densitometria óssea, que mede a densidade do osso. O tratamento não é complicado, mas envolve uma série de cuidados como a reposição adequada dos níveis de cálcio (seja por dieta ou medicação), a reposição de vitamina D, além de medicações que vão atuar diretamente no osso, estimulando a formação óssea ou inibindo seu desgaste”, explica Karina.

Para quem faz uso de medicamentos que possam causar a osteoporose, fica o alerta: não deixe de fazer a prevenção, buscando periodicamente o acompanhamento médico. “Lembre-se de que os ossos são fundamentais para a sustentação do nosso corpo, além de servirem de proteção a muitos órgãos”.

Cinco dicas nutricionais para quem deseja se tornar vegano

Nutricionista cadastrada na GetNinjas esclarece algumas das dúvidas mais comuns apresentadas por quem deseja abolir a proteína animal da dieta

Impulsionada pela crescente preocupação com o meio ambiente, a alimentação vegana vem conquistando cada vez mais adeptos. Apesar de não existirem dados oficiais, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) estima que cinco milhões de brasileiros sejam veganos.

Substituir uma dieta onívora por uma vegana pode ser uma mudança e tanto. Por conta disso, é recomendada que a transição seja feita com cuidado e, de preferência, com a supervisão de um profissional.

“Primeiro de tudo, é preciso uma reeducação alimentar para adaptar o corpo à mudança”, afirma Alice Cristina Coca, nutricionista que atende pelo GetNinjas, maior aplicativo de contratação de serviços da América Latina. A pedido do app, a especialista respondeu algumas das dúvidas mais comuns apresentadas pelos iniciantes na alimentação vegana. Confira abaixo:

1 – Frequentar restaurantes veganos ajuda no processo?

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Sim, pelo fato de estimular a familiarização com outras texturas e gostos. Além de tomar contato com uma uma gama diferente de pratos, frequentar um restaurante vegano pode incentivar a aprender a cozinhar novas combinações saborosas e práticas.

2 – Ao começar, eliminar a proteína animal de uma vez ou aos poucos?

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Segundo a profissional, a decisão varia de acordo com estilo de vida de cada pessoa. Aqueles que estão com uma boa condição de saúde e têm hábitos alimentares saudáveis podem tirar a carne de uma vez. Para os que possuem uma alimentação defasada, ou seja, que apresenta a falta de alguns nutrientes, é recomendado substituir a proteína animal aos poucos.

3 – É preciso ingerir suplemento vitamínico?

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Algumas vitaminas só estão presentes em carnes, vísceras e ovos, tais como as do complexo B. Por isso, é necessário repor essas vitaminas de alguma maneira, seja com substituições ou a partir do consumo de suplementos. Outro ponto que pode ser determinante para a adoção de um suplemento é a fase da vida na qual o vegano se encontra. Dependendo da faixa etária, o metabolismo necessita de diferentes vitaminas para manter seu bom funcionamento. Uma mulher vegana grávida e um idoso vegano têm necessidades nutricionais distintas. Por conta dessas especificações, é recomendado agendar uma consulta com um nutricionista.

4 – É necessário fazer acompanhamento nutricional?

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Foto: Is-Med.com

É importante porque o acompanhamento de um profissional garantirá à pessoa a elaboração de um plano alimentar personalizado ,e com a indicação de todos os nutrientes necessários para o seu organismo. Sem o devido acompanhamento e adaptação, os iniciados na dieta vegana correm o risco de desenvolver doenças devido à falta ou ao excesso de nutrientes. “A deficiência de vitamina B9, por exemplo, pode gerar depressão e doenças psiquiátricas”, alerta a profissional.

5 – Quais alimentos não podemos deixar de consumir?

soja
Uma alimentação vegana não pode excluir a proteína vegetal, que pode ser encontrada em legumes e verduras. Além disso, a nutricionista ressalta a importância da inclusão da soja na dieta, que tem todos os nutrientes presentes na proteína animal. A profissional indica o consumo da soja orgânica, que não envolve agrotóxicos.

Para saber mais informações sobre a dieta vegana, consulte um nutricionista. No GetNinjas, você encontra profissionais em diversas regiões do país.

Estresse aumenta até 68% em dezembro, afirma pesquisa

Os dados são de uma pesquisa americana recentemente realizada pela Slumber Cloud que mostrou que 68% dos americanos acham esta época a mais estressante do ano. A médica especialista em psicossomática e cirurgiã do aparelho digestivo,  Maria José Femenias Vieira, de São Paulo, explica porque isso acontece.

Portrait of frustrated young woman near christmas tree

Quando começa dezembro inicia-se também uma alta carga de ansiedade e preocupação bem maior do que em qualquer outro período do ano. Os motivos variam entre a rotina intensa de preparativos para as férias de final de ano, a obrigação de comparecer às reuniões de amigos e familiares, os gastos excessivos que a época exige e os esforços aumentados para fechar as metas sob pressão antes que o ano termine. No mais, justamente nesta época do ano ainda é comum que todo mundo faça um ‘balanço’ do que foi conquistado, e pior, do que não foi alcançado – e aí que se abre ainda mais espaço para as frustrações.

“A sensação de ansiedade aumenta conforme o estresse gerado por cobranças externas e internas aumentam. Isso é uma resposta ao encerramento de um ciclo, o que é muito angustiante. Os sintomas mais comuns que aparecem associados a tudo isso é a irritabilidade, ansiedade e taquicardia”, revela a especialista.

Maria José comenta que identificar as doenças causadas pelo estresse é fundamental para conter os sintomas desse problema cada vez mais presente na sociedade moderna. “Por questões hormonais, o estresse afeta diretamente o funcionamento de diversos órgãos do corpo e pode causar insônia, distúrbios alimentares, prisão de ventre, depressão e até problemas no coração”, alerta a médica.

Durante períodos curtos, as alterações provocadas pelo estresse são até benéficas ao organismo, já que nos níveis normais, a liberação de hormônios que ocorre durante esses momentos tensos é até necessária para o equilíbrio das funções orgânicas. Mas a especialista em psicossomática alerta: “Quando passa uma determinada fase da vida e esses sintomas ainda são constantes, há o risco de evoluir para o estresse crônico e causar graves danos à saúde”, diz.

Maria José revela ainda que o estresse crônico diminui a defesa imunológica e deixa o indivíduo mais vulnerável a alguns sinais característicos desse problema. Os mais evidentes são: consumo descontrolado de álcool e de cigarros, cansaço e indisposição mental, tensão e dores musculares, desinteresse pelas coisas, preocupações excessivas, dificuldade de memória, aumento da ansiedade, falta de concentração, alterações no apetite, irritação constante, alteração de sono e de humor.

Aos primeiros sinais de qualquer um desses sintomas é essencial buscar o controle com a ajuda médica especializada. “Além de evitar o desenvolvimento de outros problemas de saúde, conhecer as doenças causadas pelo estresse – e adotar alternativas para vencê-las – pode sinalizar o caminho para uma vida plena, saudável e mais tranquila”, finaliza a médica.

mulher estressada natal

Fonte: Maria José Femenias Vieira é cirurgiã do aparelho digestivo, formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e doutora em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com Pós-Graduação em Cirurgia do Aparelho Digestório.
Médica do Serviço de Check-up do Hospital Alemão Oswaldo Cruz – São Paulo. Especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Especialista em Psicossomática pelo Instituto Sedes Sapientiae – São Paulo. Autora do livro “Estresse” e coautora do livro “Psicossoma III – Interfaces da Psicossomática”, ambos da Editora – Casa do Psicólogo – São Paulo e Psicossoma IV.

Incontinência urinária: exercícios para fazer em qualquer lugar e hora do dia

Tratamento e prevenção de disfunções pélvicas necessitam de poucos minutos diários de exercícios; problema atinge 10% da população brasileira

Exercícios pélvicos são essenciais nos tratamentos e prevenção da incontinência urinária, prolapsos, incontinência fecal e disfunções sexuais. Uma das facilidades é que esses exercícios podem ser feitos em qualquer lugar ou hora do dia.

Poucos exercícios feitos por alguns minutos – em casa, no carro, no trabalho ou na academia – ajudam a prevenir e a reduzir o distúrbio que é causado pelo enfraquecimento da musculatura pélvica – que fica entre o púbis e o cóccix.

“Como os exercícios pélvicos trabalham muito com contração e respiração, é possível fazê-los no trânsito no carro, por exemplo, ou mesmo enquanto de se digita um texto no computador e ainda usando o celular”, explica Maura Seleme, PhD em fisioterapia pélvica e criadora do iPelvis, aplicativo de fisioterapia pélvica totalmente individualizado, com conteúdo em vídeos e imagens exclusivas , propõe exercícios, dissemina informações e abre espaço para interação entre paciente e a equipe multidisciplinar.

Maura lembra que hoje estima-se que 20 milhões de brasileiros, ou 10% da população, sofrem de problemas pélvicos. As incontinências urinárias atingem uma a cada três mulheres, um a cada cinco homens e mais de 40% dos idosos (homens e mulheres acima dos 60 anos).

“A incontinência urinária pode trazer problemas psicológicos e sociais, como diminuição da autoestima, queda no rendimento profissional e dificuldades de relacionamento conjugal e sexual. Também é considerada o primeiro fator de exclusão de idosos do convívio familiar. Causa de queda e fratura de colo de fêmur no idoso”, ressalta a criadora do aplicativo.

Além dos exercícios, beba água

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Além dos exercícios diários, para evitar a incontinência e outras disfunções pélvicas é importante beber água, que previne infecções urinárias e favorece a continência; evitar ficar sentado o dia todo (e se ficar, exercitar a musculatura), caminhar três vezes por semana e em boa postura por 30 minutos.

iPelvis

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O iPelvis é o único aplicativo de fisioterapia pélvica do mundo que é totalmente individualizado, com conteúdo em vídeos e imagens exclusivas desenvolvidas por um time de renomados especialistas no assunto composto pela médica Maura Seleme, PhD em fisioterapia pélvica; pelo epidemiologista holandês Bary Berghmans e pela ajuda de fisioterapeutas e médicos que desenvolvem teses e artigos como Cláudia Mueller, Gustavo Latorre, Rogério de Fraga. O App está disponível para download para os sistemas operacionais em iOS e Android a um valor de R$ 29,90 por ano.

Saiba os sete passos para fortalecer a musculatura pélvica

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1. Identifique o períneo: é a musculatura que contrai quando você prende o xixi ao urinar

2. Sente-se em uma cadeira dura. Incline-se para frente, apoiando os antebraços nos joelhos

4. Afaste as coxas e pés

5. Faça 5 séries de 10 contrações perineais bem fortes de 5 segundos e relaxe 5 segundos

6. Faça 5 séries de 10 contrações de 1 segundo e relaxe 1 segundo

7. Faça uma série de 10 contrações leves de 15 segundos e relaxe 15 segundos

Confira vídeo com exercícios clicando aqui.

Fonte: Maura Seleme, fisioterapeuta e palestrante internacional Maura Seleme é doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fisioterapeuta especialista em Uroginecologia, Urologia e Saúde da mulher – Brasil e fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Pélvica na Holanda, com diploma reconhecido na França, Brasil e Holanda, professora e coordenadora do curso de Fisioterapia Pélvica Modular Internacional- Faculdade Inspirar Curitiba e São Paulo Santo – Brasil. Além de embaixadora do Setor de Fisioterapia da Associação Internacional de Uroginecologia e autora de diversos artigos e publicações internacionais.

 

Campanha do Câncer da Pele: exame preventivo gratuito será no dia 7

A ação mais importante do calendário do Dezembro Laranja ocorrerá no dia 7 de dezembro, sábado (de 9 às 15h), quando cerca de 4 mil dermatologistas e voluntários prestarão atendimento para identificação e direcionamento para tratamento da doença, além de esclarecerem sobre a importância de adotar medidas preventivas. As consultas serão realizadas, gratuitamente, em cerca de 130 postos de atendimento em todo o Brasil.

Essa é a 21ª edição da Campanha Nacional do Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo Sergio Palma, Presidente da SBD, “é um dia de voluntariado no qual queremos reforçar a importância da proteção diária para prevenção, além de alertar que a identificação precoce do câncer da pele aumenta as chances de cura e evita danos ou mutilações mais profundas”, adianta o médico.

A ação do ano passado (2018) resultou em 26.161 atendimentos, sendo 3.852 casos de câncer de pele identificados, entre carcinoma basocelular (2.765), carcinoma espinocelular (724) e melanoma (363). Desde a sua implementação, em 1999, a iniciativa já beneficiou mais de 600 mil pessoas. Em 2019, a previsão é de que 30 mil indivíduos passem pela consulta.

Em 2009, a SBD recebeu a certificação do Guinness World of Records por ter promovido a maior campanha médica do mundo realizada em um único dia, e a maior campanha mundial de prevenção do câncer da pele, com mais de 34 mil atendimentos em diferentes regiões do Brasil.

Câncer da pele: você corre risco?

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Todos os tipos de câncer de pele estão relacionados à radiação ultravioleta do sol. De acordo com Elimar Gomes, Coordenador Nacional do Dezembro Laranja, “tanto a exposição solar crônica diária, ou seja, pequena quantidade de sol nas áreas expostas ao longo da vida,quanto episódios de exibição intensa e desprotegida, que podem ocasionar queimaduras, aumentam as chances de desenvolver o tumor de maior incidência no ser humano”, e ressalta os fatores de risco: “as pessoas de cabelos loiros ou ruivos, olhos claros, ou de pele clara, que facilmente ficam vermelhas quando tomam sol, têm o risco ainda maior.

O fator genético também é muito importante, ou seja, quem tem familiares com histórico de câncer de pele, principalmente o melanoma, deve ficar ainda mais atento. Os cuidados com a proteção precisam ser redobrados também por pessoas com muitas pintas, cicatrizes, feridas crônicas ou imunossuprimidos”, conclui o dermatologista. Se você ou algum conhecido se encaixa neste perfil, fique atento aos #sinaisdocancerdepele e participe do dia do atendimento gratuito para diagnóstico do Câncer de Pele, em 7 de dezembro.

Carcinoma Basocelular: examine seus sinais!

Você sabe qual é o tipo de câncer de pele mais comum? O carcinoma basocelular (CBC) corresponde a 70% da doença, isso significa mais de 120 mil novos casos a cada ano no Brasil. Existem três subtipos principais: o CBC superficial, que se apresenta com manchas avermelhadas, sem sintomas, que podem sangrar facilmente; o CBC nodular, que são lesões elevadas, brancas ou peroladas, com pequenos vasos sanguíneos, bem visíveis; e o CBC infiltrativo, que pode formar feridas ou lesões semelhantes a pequenas cicatrizes, sem história de trauma.

As lesões também podem ser pigmentadas, com áreas azuladas, acinzentadas ou enegrecidas. Acontece principalmente após os 50 anos e é mais comum nas áreas da pele exposta ao sol diariamente, mas também nas áreas cobertas com histórico de queimadura solar. Se diagnosticado precocemente e tratado corretamente, o carcinoma basocelular pode ser curado, mas quando é negligenciado, pode provocar grande destruição local e, raramente, até provocar metástases. Fique atento aos #sinaisdocancerdepele e, sempre que houver dúvida, procure um médico dermatologista. Vá até um dos postos de atendimento gratuito no dia 7/12 e acelere seu diagnóstico e tratamento.

Carcinoma Espinocelular: não ignore os sinais!

Você sabia que uma ferida que não cicatriza pode ser um câncer de pele? O carcinoma espinocelular (CEC) corresponde a 20% dos diagnósticos e pode se apresentar como uma lesão avermelhada verrucosa ou uma ferida que não cicatriza. Tem crescimento progressivo, algumas vezes rápido, pode ficar doloroso, endurecido ou sangrar fácil. O principal fator de risco é a exposição solar crônica diária, ou seja, o efeito cumulativo da exposição ao longo da vida.

Sendo assim, é mais comum em idosos, principalmente homens, no rosto, orelhas, lábios e pescoço. Também ocorrem mais facilmente sobre cicatrizes, queimaduras ou regiões tratadas por radioterapia e em indivíduos imunossuprimidos. Fique atento aos #sinaisdocancerdepele e, diante de uma lesão suspeita, procure um dermatologista. Vá até um posto de atendimento gratuito para diagnóstico do câncer de pele no sábado, 7/12, e se consulte com um médico da SBD.

Melanoma: encare os sinais!

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Você sabe reconhecer os sinais de um melanoma? O tipo de câncer é originário dos melanócitos, ou seja, as células que produzem melanina e dão cor à pele, por este motivo, na grande maioria das vezes, a doença se apresenta como uma pinta irregular na pele. O melanoma tem crescimento progressivo, sendo assim esse sinal chamará cada vez mais a atenção, mudando de formato, coloração ou relevo.

Quem tem a pele clara, com muitas pintas, com diagnósticos na família ou que tiveram episódios de queimadura solar, tem maior risco de desenvolver um melanoma. É o tipo mais grave da doença pois rapidamente pode provocar metástases (disseminação do câncer para outros órgãos).

Por isso, quanto mais cedo o tipo for diagnosticado e tratado, maiores as chances de sucesso do tratamento. Se autoexamine, fique atento aos #sinaisdocancerdepele e, se achar alguma pinta suspeita, procure um dermatologista ou vá até um dos postos de atendimento gratuito na campanha da SBD no próximo sábado, dia 7/12.

Conhece a regra do ABCDE das pintas?

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Ela pode te ajudar a identificar os sinais do câncer tipo melanoma. Autoexamine suas pintas ou peça ajuda a algum parente ou amigo regularmente. Em caso de alguma suspeita, procure um dermatologista imediatamente para uma consulta. Mas, lembre-se: o ABCDE não substitui a ida ao médico.

A de Assimetria: a metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e formas.
B de Bordas: lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem.
C de Cor: a coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem ser malignas.
D de Diâmetro: lesões que crescem rápido, principalmente aquelas maiores que têm 6 milímetros. Estas têm maiores chances de ser malignas.
E de Evolução: toda pinta que mudar de cor, formato, tamanho e relevo, em curto período de tempo (1 a 3 meses), deve ser examinada por um dermatologista.

Previna-se!

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– Evite o sol entre 9h e 15h
– Use camiseta, chapéu de abas largas, sombrinha e guarda-sol
– Não se esqueça dos óculos escuros, de preferência com lentes de boa qualidade
– Aplique o protetor solar diariamente (fator de proteção de no mínimo 30) e repita a aplicação a cada 2 horas

A SBD reforça que a melhor forma de evitar a doença é a prevenção! Vale lembrar que o autoexame não substitui a consulta ao dermatologista da Instituição. Encontre um dermatologista associado à SBD clicando aqui.

A Campanha Nacional do Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia conta com patrocínio da Galderma, Johnson&Johnson, L’Oréal e Mantecorp.

Saiba mais sobre a campanha, acessando o site Dezembro Laranja.

Para conferir os endereços das consultas do sábado clique aqui.