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Clínica de Nutrição da Faculdade Santa Marcelina oferece 180 vagas gratuitas à população

As consultas devem ser agendadas no ambulatório, de quarta e quinta-feira, no período da manhã

A Clínica de Nutrição da Faculdade Santa Marcelina retomou os agendamentos para os atendimentos presenciais, voltados para crianças, adolescentes, adultos, idosos, considerando a proposta de mudança de hábitos alimentares e atendendo situações relacionadas à perda ou ganho de peso, reeducação alimentar, portadores de doenças crônicas, praticantes de atividades físicas e orientação nutricional.

Ao total, serão disponibilizadas 180 vagas gratuitas (por semestre) e os atendimentos terão duração de uma hora de duração. As consultas acontecem todas as quartas e quintas-feiras, às 8h, 9h e 10h e são realizadas por alunos do último ano do curso de Nutrição da Faculdade Santa Marcelina com supervisão direta de um professor nutricionista.

Segundo Irani Gomes dos Santos Souza, Coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Santa Marcelina, a proposta dos atendimentos é de acompanhamento nutricional e não apenas de ações pontuais. “As consultas visam auxiliar na melhora da qualidade vida da pessoa a quem o cuidado será prestado, visando desde controle de peso e evitar ou minimizar ação de algum fator que possa agravar a saúde”, explica.

As consultas devem ser agendadas no ambulatório, de quarta e quinta-feira, no período da manhã, ou qualquer dia, diretamente na recepção da Faculdade Santa Marcelina. A Clínica de Nutrição fica no 4º andar da Unidade Itaquera, localizada na rua: Cachoeira Utupanema, 40 – Vila Carmosina, São Paulo.

Agendamento:
Clínica de Nutrição da Faculdade Santa Marcelina
Unidade Itaquera: Rua Cachoeira Utupanema, 40 – 4º andar – Vila Carmosina, São Paulo
Atendimento gratuito

Pernas e pés inchados? Veja 5 dicas para melhorar a circulação sanguínea

Aumentar o consumo de líquidos, praticar atividades físicas e optar por uma alimentação balanceada estão entre as recomendações

O verão tem sido marcado por altas temperaturas e, com a exposição ao sol, o inchaço nas pernas e nos pés pode ser mais comum. Esse sintoma está associado à retenção de líquido, falta de exercícios físicos e, em muitos casos, má circulação sanguínea.

De acordo com o cirurgião vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), Márcio Steinbruch, isso acontece porque o calor tem potencial de dilatar as veias e, consequentemente, causar uma alteração no retorno do sangue das extremidades do organismo, ao coração.

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Além disso, o médico também explica que as altas temperaturas podem afetar o funcionamento dos vasos linfáticos, que são responsáveis pela drenagem do excesso de líquido nos tecidos. “Nos membros inferiores, essas estruturas atuam contra a força da gravidade, com auxílio da musculatura da panturrilha. É por isso que quando ficamos muito tempo sem movimentar as pernas, seja sentado ou em pé, dificultamos o retorno venoso e, podemos perceber os membros inferiores inchados”.

No entanto, a boa notícia é que pequenas mudanças de hábitos, especialmente durante o verão, podem ajudar a reduzir o inchaço nas pernas e pés. Confira abaixo as dicas de Steinbruch.

Aumente o consumo de líquidos: a hidratação, com água, água de coco e sucos naturais, é fundamental para desintoxicar e eliminar as toxinas, porque irá estimular a troca de líquidos no corpo;
Pratique atividades físicas regularmente: reservar alguns minutos diários para fazer exercícios, como caminhadas, que fortalecerá a musculatura da panturrilha, melhorando de maneira considerável a circulação sanguínea pelo corpo;


Mantenha uma alimentação balanceada: optar por refeições equilibradas, com alimentos leves e ingerir mais frutas e legumes pode ajudar na eliminação de líquidos. Há opções diuréticas que também podem ser aliadas, como kiwi, alface, melancia, melão, capim-cidreira, água de coco e pera;
Faça massagem ou drenagem linfática: elas contribuem com o retorno venoso e, assim, podem diminuir o inchaço;

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Evite passar longos períodos na mesma posição: se você trabalha em pé ou sentado, intercale momentos a cada uma hora para dar alguns passos.

O médico também indica que é preciso ficar atento aos sinais. “Se o inchaço acompanhar outros sintomas, como dores, formigamento e dormência, é fundamental procurar um especialista para investigar as causas desses desconfortos”, finalizou.

Fonte: Márcio Steinbruch é formado pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em cirurgia vascular pelo Hospital das Clínicas da FMUSP; possui título de especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e é membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Mitos e verdades sobre pressão baixa: sal debaixo da língua não faz efeito

Tontura, fraqueza e sensação de desmaio. Já sentiu estes sintomas no verão e não soube o que fazer? É comum e geralmente eles são causados por um só motivo: pressão baixa

Considerada vilã por muitos, a pressão baixa não é uma doença, sendo assim, fique tranquilo e não recorra às medidas populares, como colocar sal debaixo da língua, molhar a nuca e ingerir uma pequena quantidade de açúcar.

Segundo Carlos Alberto Cyrillo Sellera, médico cardiologista e responsável pela disciplina de Doenças Cardiovasculares da Faculdade de Medicina da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), essas ações não são medidas isentas de risco e a resposta da pressão é apenas transitória.

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“O açúcar não tem nada a ver e a água na nuca ou o sal debaixo da língua não apresentam resultados. O que se deve fazer é deitar elevando os membros inferiores e se hidratar bem”, explica o médico.

Segundo o especialista, a pressão baixa ocorre por diversos motivos, os mais comuns são: desidratação, hemorragia, jejum prolongado, gravidez, problemas nutricionais, diabetes, hipotireoidismo, manter-se em pé ou parado em locais abafados por tempo prolongado, pós exercício físico com parada abrupta, ingestão excessiva de álcool, uso de certos medicamentos e algum tipo de arritmia cardíaca.

E mesmo com diversos motivos, muitos também podem ser acometidos pela pressão baixa por conta do calor. Sellera comenta que isso acontece porque a temperatura mais alta faz os vasos dilatarem.

“No inverno é exatamente o inverso, a pressão fica mais elevada pela constrição dos vasos. Por isso, agora, nesta época do ano em que as temperaturas ultrapassam os 30 graus, é muito importante que as pessoas se hidratem mais”, relata Sellera.

Outro ponto importante que o médico ressalta é o cuidado com os idosos, já que eles são mais suscetíveis à desidratação principalmente em dias muito quentes e correm maior risco de desmaio.

O que fazer quando estiver com a pressão baixa

-É recomendado a pessoa deitar-se numa posição confortável e com os pés mais elevados do que o coração e a cabeça.
-Ingerir bastante líquido para aumentar o volume do fluxo sanguíneo, mas em pequenos goles.
-Caso a pessoa esteja em jejum há muito tempo, é indicado dar preferência a sucos de frutas. Entretanto, hidratantes do tipo isotônicos também são válidos.
-Caso os sintomas sejam recorrentes e passe a interferir na qualidade de vida da pessoa, é necessário procurar um médico.

Fonte: Unimes

Boticário e Marília Gabriela em campanha que aborda a importância do cuidado íntimo livre de tabus

Filme estrelado pela jornalista destaca mensagem de autoconhecimento e abre diálogo sobre os cuidados com a vulva, com convite: “Para se cuidar, que tal se encarar?”

Segundo pesquisa realizada, em 2021, pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), juntamente ao Datafolha, dados sobre a saúde íntima de milhares de brasileiras apresentam fatos importantes: cerca de 11% das entrevistadas sentem vergonha de ir ao ginecologista, enquanto quatro milhões nunca procuraram o atendimento ginecológico. Essa parcela acende um alerta de que a saúde íntima, apesar de extremamente relevante, muitas vezes não é priorizada ou difundida. Por outro lado, uma pesquisa da Nielsen revela que o segmento de cuidado íntimo deve crescer 39% até 2025. Partindo desses insights e entendendo as necessidades que envolvem o universo do cuidado íntimo, o Boticário lança Cuide-se Bem Cereja Livre, nova linha de cuidados pessoais que traz produtos dedicados à região íntima e incentiva não apenas o autocuidado da região, mas o debate acerca de todos os tabus envolvendo a vulva.

Para amplificar a conversa e trazer um olhar cuidadoso para o assunto, o Boticário apresenta, com criação da AlmapBBDO, a campanha que traz o mote Para se cuidar, que tal se encarar?, ressaltando as sutilezas do corpo e o olhar para o íntimo. Estrelando o filme de campanha, a partir do insight criativo da agência PROS, a marca convidou Marília Gabriela, autoridade dentro do universo feminino e uma das maiores jornalistas e entrevistadoras brasileiras. Reconhecida por liderar entrevistas com intimidade, a comunicadora agora propõe que as mulheres conheçam suas próprias vulvas com a mesma intimidade.

Segundo Marcela De Masi, Diretora de Branding e Comunicação do Boticário, a campanha firma a estreia da marca no segmento de cuidados íntimos não apenas atendendo a uma demanda do mercado, mas trazendo uma mensagem importante. Ela afirma ainda que o tema vai além do lançamento de um produto para uma nova região do corpo, mas traz uma questão de saúde e autoamor. “Quando nos aprofundamos no tema, entendemos que esse lançamento não deveria ser simplesmente sobre os produtos, mas, dados os desafios e a falta de conhecimento de muitas mulheres sobre a própria vulva, tínhamos um papel educador, ressaltando que, antes de se cuidar, é importante se encarar e se conhecer melhor”, destaca a executiva. “Queremos promover diálogos e ajudar a romper os tabus que cercam a vulva, a começar pelo nome, tão pouco falado. Por meio de ensinamentos com endosso profissional e uma estratégia que celebra a individualidade e a beleza de cada uma, convidamos Marília Gabriela para abrir e incentivar a conversa, afinal, é alguém que debate tão bem sobre qualquer assunto”, finaliza.

Toda a campanha trabalha a ideia de liberdade e responsabilidade com a própria saúde íntima, abraçando a audiência que se identifica e busca esse cuidado especial com suas áreas mais particulares. No filme de 30s, a ideia é convidar o público a se encarar e consequentemente se conhecer. Segundo Antonia Zobaran, da AlmapBBDO, para o lançamento existe uma preocupação em destacar o cuidado íntimo como uma conversa necessária. E isso começa até mesmo usando o termo “vulva” na campanha, sem eufemismos.

“Quando a gente vai cuidar da boca, a gente olha para ela e sabe facilmente do que ela precisa. Ela está exposta. Já a vulva fica mais escondida. Por isso, sugerimos que a pessoa se conheça melhor para, então, se cuidar. Além de apresentar uma linha especial e completa, a campanha valoriza questões ligadas a autoestima e autoconhecimento. São pautas importantes que acabam implicando na saúde dos consumidores”, conclui.

Já Marília Gabriela aponta que participar da campanha foi natural, pois, além de ter uma relação duradoura com o Boticário, o assunto é pauta em sua vida desde que esteve à frente da extinta TV Mulher: “Acho interessante discutirmos o bem-estar das mulheres, principalmente no que diz respeito a tabus que, muitas vezes, afetam sua liberdade e sua autoestima. Precisamos incentivar que se olhem, se conheçam mais e se encarem sem medo e sem vergonha”.

Junto ao filme, o Boticário trará uma série de conteúdos e reviews de #CerejaLivre em todos os canais da marca, como blog, Instagram, TikTok e Twitter, sempre com uma abordagem convidativa, leve e sutil. A estratégia também vai contar com ensinamentos em parceria com a médica ginecologista, Larissa Cassiano, que vai tirar dúvidas sobre o cuidado íntimo enviadas por meio da hashtag da campanha, além de peças e conteúdos veiculados nas redes da Meta e dentro do Google, em estratégia 100% digital de abrangência nacional.

Feijão faz bem à saúde e pode ser consumido todos os dias

Grão é considerado uma das comidas típicas do Brasil e faz sucesso porque pode ser preparado de formas diferentes

Feijão com arroz é uma combinação típica do Brasil e bastante consumida na mesa dos brasileiros na hora do almoço ou jantar. Nutritivo, esse grão de sucesso é muito bem-vindo e aliado da saúde porque contém proteínas, fibras, cálcio, ferro, zinco, vitaminas do complexo B e aminoácidos essenciais. Além disso, se combinado com outros alimentos, gera saciedade. No mercado, pode ser encontrado os tipos como: mulatinho, macassar, preto, branco, verde, entre outros.

De acordo com a professora do curso de Nutrição do Uninassau — Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Graças, Flávia Ribeiro, o alimento também atua no controle de absorção de gordura, o que é essencial para o controle do colesterol.

“Ele também auxilia no fortalecimento do sistema imunológico. Tem baixo índice glicêmico, o que ajuda no combate a diabetes. Melhora a circulação sanguínea, o que é ótimo para diminuir doenças cardíacas e é rico em ferro (lembrando que precisamos associar a um alimento cítrico para poder ter o ferro do feijão biodisponível) e potássio, auxiliando no controle da anemia”, ensina.

Só no Brasil, existem 16 tipos diferentes de feijão. Essas variações são de cor, tamanho e sabor, como fradinho, muito usado nas receitas de acarajé, o verde, que é muito consumido em arrumadinhos e o tradicional preto que compõe a feijoada.

“Eles possuem propriedades nutricionais parecidas, com poucas variações. O que faz a diferença é a forma como é preparado. Se for acompanhado de legumes, verduras e hortaliças, fica bem rico nutricionalmente, mas, se for com carnes muito salgadas e gordurosas, pode deixar a refeição mais gordurosa, deliciosa, mas não tão nutritiva”, comenta.

Fonte: Uninassau

5 dúvidas comuns sobre a terapia de reposição hormonal na menopausa

A TRH, ou TH, como é chamada, traz uma série de benefícios para a vida de mulheres que chegam ao fim do período fértil

A menopausa é um marco inevitável na vida de uma mulher: a partir de uma certa idade, ela não só é esperada, como também apresenta uma série de sintomas que interferem na qualidade de vida. É aí que entra a Terapia de Reposição Hormonal (TRH), uma solução para contornar os efeitos da menopausa e manter a qualidade de vida e a autoestima femininas.

“A terapia hormonal (TH), antigamente chamada de ‘reposição hormonal’, é o único tratamento comprovadamente eficaz para o alívio dos principais sintomas da menopausa, principalmente os calores (fogachos) e os sintomas de ressecamento vaginal (síndrome genitourinária da menopausa)”, explica Igor Padovesi, ginecologista e membro efetivo da Sociedade Norte-Americana de Menopausa.

De acordo com o médico, a TH também é aprovada como primeira linha de tratamento e prevenção da osteoporose, e indicada obrigatoriamente para mulheres com diagnóstico de menopausa precoce (antes dos 45 anos).

Dada a importância desse tratamento para um período tão impactante da vida reprodutiva feminina, os especialistas respondem às principais questões sobre o assunto:

1-Quando a TH é indicada?

“Atualmente, diversas sociedades médicas indicam a utilização da TH necessariamente em quatro situações principais: presença de sintomas vasomotores (as famosas ondas de calor), síndrome geniturinária da menopausa (ressecamento vaginal e sintomas urinários), prevenção da perda de massa óssea (osteopenia/osteoporose) e menopausa precoce”, explica Tassiane Alvarenga, endocrinologista e metabologista membro da SBEM.

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Além dessas indicações clássicas, existem estudos que apontam para benefícios dessa terapia além das indicações tradicionais, por exemplo:
Melhora da função sexual
Melhora de sintomas depressivos
Melhora dos padrões de sono
Diminuição do acúmulo de gordura corporal e no abdome
Redução do risco de diabetes e de doenças cardiovasculares

2.Quais os hormônios utilizados na Terapia Hormonal?

São três, no total:
Estrogênio: é a base da terapia hormonal. É o principal hormônio, que fornece o alívio mais eficaz para os sintomas da menopausa.
Progesterona: deve ser acrescentada para proteger as mulheres com úteros contra o câncer de endométrio (uterino), que pode ser causado pelo uso único de estrogênio.
Testosterona: é acrescentada para melhora de sintomas relacionados à sexualidade (falta de libido, dificuldade de ter orgasmo etc.). Também é o hormônio mais ligado ao vigor físico, disposição, e ganho de massa magra.

3-Quais exames são necessários antes da prescrição da terapêutica hormonal?

“O mais importante é a avaliação clínica minuciosa e, de acordo com os consensos mundiais, não são necessários exames complementares para confirmação diagnóstica antes de se iniciar a TH”, explica o Dr. Igor. “Para aquelas com história e/ou exame físico sugestivos de alguma condição de saúde associada, os exames complementares devem ser direcionados especificamente para a condição identificada.” Na prática, é usual a solicitação de alguns exames gerais de sangue e de imagem antes de dar início à terapia hormonal. O seguimento com exames complementares durante o uso de TH pretende certificar a segurança de uso da medicação.

4-Quais os principais riscos da Terapia Hormonal?

Segundo a Dra. Tassianae, dentre os possíveis eventos adversos associados ao uso de TH, destacam-se um discreto aumento no risco de câncer de mama para usuárias de TH combinada (com progesterona) e pequeno aumento na incidência de trombose (aparentemente associada à terapia hormonal por via oral). Em mulheres com útero, o uso de estrogênio também pode aumentar o risco de câncer de endométrio.

5-Por quanto tempo devo manter a terapia hormonal?

A duração do tratamento com terapêutica hormonal é um pouco controverso, e alguns fatores devem ser considerados na manutenção do uso da TH por longos períodos. A maioria das mulheres pode voltar a piorar dos sintomas quando a terapia for suspensa, por isso, essa decisão deve ser individualizada entre a paciente e o médico, considerando fatores como os sintomas, riscos individuais, a perda dos benefícios cardiovasculares e esqueléticos quando o tratamento é suspenso, qualidade de vida e preferência individual.

Fontes:
Igor Padovesi é ginecologista e obstetra formado e pós-graduado pela USP. Médico do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, pertencente à categoria “Einstein Premium” pelo programa de relacionamento do corpo clínico da instituição (segmentação mais alta entre o corpo clínico). Especialização em Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva pelo Hospital Sírio-Libanês.
Tassiane Alvarenga tem graduação em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia — UFU;Residência Médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo — UNIFESP;
Residência Médica em Endocrinologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM USP); Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia- SBEM; Membro da Endocrine Society, SBEM e Abeso;Faz parte do Corpo Clínico da Santa Casa de Misericórdia de Passos.

Passar fome com dietas restritivas funciona?

Líder mundial em controle de peso, VigilantesdoPeso explica porque passar vontade pode ser prejudicial para o emagrecimento e apresenta seus alimentos PontosZero

O desejo de perder peso rapidamente faz com que muitas pessoas optem por dietas restritivas, mas será que esse é o caminho ideal? Fato é que, cortar o consumo de alimentos que você gosta, só porque está em processo de emagrecimento, pode, na verdade, interferir de maneira negativa nos resultados esperados. Passar vontade apenas contribui para potencializar as tentações. Para conseguir alcançar seus objetivos, o primeiro passo é ter consciência de que aderir a um método drástico sem contar com ajuda especializada pode ser prejudicial à saúde.

“Reprimir uma vontade acumulada aumenta as chances de comer compulsivamente. Além disso, para conseguir estabelecer uma nova rotina alimentar adequada para sua saúde e bem estar, é preciso entender que cada indivíduo possui necessidades nutricionais diferentes. Só assim é possível emagrecer de forma correta e saudável, adquirindo mais qualidade de vida e prevenindo doenças, benefícios alcançados a médio e longo prazo”, explica Matheus Motta, nutricionista responsável pelo VigilantesdoPeso no Brasil.

O programa VigilantesdoPeso pode ser um importante aliado na jornada em busca do emagrecimento, auxiliando os usuários de acordo com seus objetivos e preferências, sem limitá-los de forma restritiva. Diferentemente de muitos programas focados na perda de peso, que consideram apenas as calorias ingeridas ao longo do dia, o VigilantesdoPeso leva em conta todas as informações nutricionais de um alimento, como açúcar adicionado, fibras, proteínas, gordura saturada versus insaturada

Outro importante diferencial é a lista de alimentos chamados PontosZero, que, apesar do nome, possuem calorias e valores nutricionais. Ao todo, são mais de 200 opções nutritivas, ricas em fibras, com baixo teor de açúcar e que aumentam a saciedade, para comer sempre que quiser, sem precisar medir ou pesar. Vegetais sem amido, frutas, iogurte, queijo cottage zero gordura, ovos, peixes, frutos do mar, frango, tofu, milho, pipoca, feijões, ervilhas e lentilhas que podem ser consumidos a qualquer momento, sem limitações, oferecendo um caminho flexível que permite melhorar as escolhas alimentares, a fim de tornar a perda de peso mais simples e acessível.

Muito mais do que um guia de alimentos, a lista de alimentos chamados PontosZero é uma importante aliada para os usuários, durante o processo de emagrecimento. A contagem de pontos é uma forma de manter a motivação ao longo da jornada. Além de auxiliar nas escolhas alimentares, ela ajuda a perceber que pequenos hábitos podem fazer toda a diferença para quem deseja perder peso e ganhar qualidade de vida.

Fonte: VigilantesdoPeso

Alimentação sem lactose: entenda o problema e veja como fazer substituições saudáveis

Poucas pessoas sabem, mas dores abdominais, espirros, coceira, prisão de ventre, diarreias, dores de cabeça e cansaço após as refeições podem ser causadas por algum tipo de intolerância alimentar. Essa doença pode acometer pessoas de qualquer idade e acontece porque não conseguimos digerir corretamente determinado nutriente causando vários desconfortos tanto no aparelho digestivo quanto, dependendo do caso, em várias partes do corpo.

Foto: Anita Jankovic/Unsplash-

Cerca de 35% da população brasileira com idade acima de 16 anos têm algum tipo de desconforto digestivo após o consumo de derivados do leite, segundo pesquisa do Datafolha.

O levantamento ainda mostra que entre as pessoas que relataram algum tipo de desconforto gastrointestinal, 88,2%, jamais receberam um diagnóstico médico, a maioria homens com mais de 35 anos. Apenas 4% dos entrevistados relatam terem ido procurar ajuda médica e, dentre esses, 1% foram diagnosticados com intolerância à lactose, o que corresponde a 1,5 milhão. As mulheres apresentam maior incidência da doença, correspondendo a 59% dos casos.

Mas, afinal, o que é a intolerância à lactose?

A intolerância à lactose ocorre devido à deficiência ou ineficiência na síntese de uma enzima, a lactase, que é produzida no aparelho digestivo e é responsável pela digestão do açúcar do leite. Ela é como uma “tesourinha” que produzimos para cortar a lactose em glicose e galactose. Acontece que algumas pessoas não conseguem produzir a lactase naturalmente, surgindo a intolerância. O problema pode desencadear dor e inchaço abdominal, diarreia, gases, azia, náusea e dor de cabeça.

Caso desconfie do problema, é indicado procurar ajuda médica e retirar lácteos da dieta, como leite, iogurtes, queijos, margarinas e receitas com a presença de leite animal na composição. Lembrando que, hoje, já é possível fazer substituições de produtos de origem animal por vegetal.

Produtos com sabor e textura, só que vegetal

Sem lactose, sem colesterol e fonte de vitaminas e minerais. Foram os benefícios nutricionais que fizeram o leite de castanhas ficar amigo da nossa saúde. A bebida rica em ômega-9 e gorduras saudáveis que atuam diretamente na saúde do coração, cérebro e na modulação da imunidade, além de auxiliar no funcionamento do intestino, no controle do apetite e no equilíbrio dos níveis de colesterol. Entre seu pool de vitaminas e minerais, estão o manganês, magnésio, zinco, selênio, fósforo, potássio e algumas das importantes vitaminas do complexo B. 

Por não ter nada de origem animal, o produto apresenta baixos teores de gorduras saturadas e tem índice glicêmico menor, podendo ser indicado para quem deseja diminuir alguns dígitos na balança. A Tal da Castanha trabalha com rótulos variados que atendem a diversos gostos. Há o Original feito apenas com castanha-de-caju e água. Mas com tanta diversidade, a dica é experimentar outras variações que podem misturar amêndoas, coco e castanhas do Pará. 

A bebida pode ser consumida pura, batida com frutas ou como ingrediente de receitas, podendo substituir o leite de origem animal. Os produtos A Tal da Castanha não apresentam gomas, conservantes, adição de açúcares, adoçantes, aromatizantes e espessantes. Por apresentarem sabor neutro, os leites se adaptam a qualquer receita, incluindo opções doces ou salgadas.

Fonte: A Tal da Castanha:

Altas temperaturas podem atrapalhar a hora de dormir; veja dicas de como contornar o calor

O verão começou oficialmente no Brasil há poucas semanas, especificamente no dia 21 de dezembro de 2022. Com a estação, são esperadas grandes temperaturas, além de sensações térmicas altas. De acordo com especialistas, o clima mais quente pode afetar a distribuição das fases do sono, alterando o que os especialistas chamam de arquitetura e ciclos do sono, principalmente etapas que são as mais responsáveis pelo relaxamento.

Laura Castro, especialista do sono, psicóloga e sócia-fundadora da Vigilantes do Sono, healthtech referência no combate à insônia e que recentemente expandiu suas linhas de cuidado para atuar também em outros aspectos relacionados à saúde mental e ao bem-estar, destaca que é comum apresentar dificuldades para dormir quando há mudanças bruscas e significativas de temperatura.

A especialista explica que um ciclo de sono tem as fases 1, 2, 3 e o sono REM, da sigla em inglês para movimento rápido dos olhos. Os ciclos duram cerca de uma hora e meia e basicamente seguem a ordem: dormir, relaxar, desacelerar e sonhar. Durante o processo, o indivíduo vira de lado, muda de posição e repete o mesmo ciclo de quatro a seis vezes por noite.

“Para que o sono siga esse ciclo adequadamente, é importante que a temperatura ambiente não esteja muito alta, para que o corpo possa se preparar para aprofundar nas fases de relaxamento e desaceleração do metabolismo. Se durante as fases 2 e 3, em que o corpo precisa relaxar, a temperatura ambiente estiver muito elevada, o corpo precisa trabalhar para expelir esse calor, dificultando a realização das demais etapas do ciclo”, explica.

Laura destaca que um sono de qualidade é aquele em que os ciclos de sono se repetem pelo menos 4 vezes e incluindo todas as fases. Quando a fase 3 não acontece como se espera, por exemplo, que é considerada a fase mais profunda do sono, porque nela há mais sincronização da atividade elétrica cerebral, maior sincronicidade dos batimentos cardíacos e importante redução da responsividade, então uma série de funções importantes para o corpo deixam de ocorrer, como a produção de anticorpos, e a entrada na frase 3 depende de um esfriamento progressivo da temperatura corporal. “Com um ciclo incompleto, acordamos mais cansados do que o habitual, com dificuldade de concentração e mau humor”, aponta.

Para conseguir diminuir o impacto das altas temperaturas no sono, algumas medidas podem ser adotadas. Dormir com ar condicionado e ventiladores ligados é uma boa estratégia quando possível, mas nem sempre é uma opção. Em especial, quando há problemas de saúde que podem ser desencadeados ou agravados na presença de vento ou esfriamento, como quando há problemas respiratórios, Laura traz dicas simples que podem proporcionar mais conforto na hora de dormir.

Entre elas, a especialista destaca a importância de uma ducha morna antes de se deitar, o que favorece o esfriamento do corpo de dentro para fora. Também optar por lençóis leves, cuidar da alimentação próxima ao horário do sono, evitando os alimentos considerados termogênicos, como a pimenta, a prática de atividade física que também eleva a temperatura corporal e pode atrasar o início do sono, além de manter boa hidratação durante o dia, são todas ações que podem ajudar para que a temperatura corporal se reduza de maneira efetiva e facilite o início do sono e, com isso, o corpo conseguirá relaxar no momento adequado.

Fonte: Vigilantes do Sono

Dor ciática: entenda o que fez a cantora Adele cambalear em um show

Fisioterapeuta Walkyria Fernandes alerta sobre a importância de tratar a origem do problema e não apenas a dor local

Com shows marcados até 25 de março, em Las Vegas, a cantora Adele está sofrendo com muitas dores na lombar e dificuldade para andar. Em um vídeo publicado por um fã na rede social TikTok, a cantora Adele revela estar cambaleando durante as suas apresentações devido a um quadro de dor ciática. A artista se queixa das dores desde os 15 anos de idade, quando teve a primeira hérnia de disco. Em alguns casos, a dor pode ser extrema e impossibilitar a pessoa de andar temporariamente”, explica a fisioterapeuta Walkyria Fernandes, especialista em ortopedia e traumatologia. 

Diante de um cenário de desconforto no ciático, muitos acreditam que alongamentos e medicamentos, como relaxantes musculares, irão resolver a dor, mas de acordo com especialistas esse nem sempre é o tratamento mais indicado para a lesão. Inclusive, um estudo divulgado recentemente no Reino Unido, feito por meio de dados de um repositório de enfermidades e uso de medicamentos, revelou que o uso de anti-inflamatórios não esteroides, pode dobrar a chance de dor crônica. 


Foto: reprodução redes sociais da cantora

A doutora em fisioterapia explica que quando a dor está aguda, ou seja, quando o nervo está inflamado, muitas vezes pode ser necessário o uso de uma medicação mais forte para desinflamar. “Na fisioterapia, existe a opção do laser, que tem a função de desinflamar. O tratamento com a fisioterapia é muito eficiente para pacientes com ciatalgia”, orienta a especialista. Ela destaca ainda que o mais importante é que o profissional tenha um raciocínio clínico avançado para que ele não trate apenas a dor local, mas sim a causa dela. 

“Vamos supor que esse nervo tenha um ponto de compressão que seja a síndrome do piriforme, um músculo na região glútea; geralmente o ciático acaba sendo comprimido pelo piriforme. Se o fisioterapeuta tratar só essa síndrome, ele não trata muitas vezes a causa. Para entender a origem, é necessário verificar e entender desde o ponto que o ciático nasce, que é na coluna lombar e sacro, até o final. Identificar os pontos de compressão e soltar todos esses pontos. O profissional não deve tratar só a inflamação, mas descobrir o que gerou essa inflamação no paciente, de onde vem essa dor”, alerta. 

Segundo a fisioterapeuta, o tratamento da ciatalgia leva de sete a 15 dias para sair da crise. A especialista ressalta ainda que o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo e o desequilíbrio do corpo, como disfunções musculoesqueléticas ou restrições de mobilidade, são fatores que aumentam as chances das pessoas terem inflamação do ciático. Contudo, além de disfunções pontuais, a especialista orienta uma atenção especial ao bem-estar do corpo, de uma forma geral.

Fonte: Walkyria Fernandes é graduada em Fisioterapia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Paraná). Tem especialização em ortopedia e traumatologia desportiva pela Faculdade Evangélica do Paraná. Especialização em osteopatia pela Escuela de Osteopatía de Madrid (EOM) e D.O. reconhecido pela Scientific European Federation of Osteopaths (SEFO). É mestre em Tecnologia em Saúde, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), e fez doutorado sanduíche — parte na Uninove, em São Paulo e parte na Universidade de Sevilla, na Espanha.