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Benefícios da pasta de amendoim

Nutricionista aponta as vantagens do consumo da pasta de amendoim como a prevenção de doenças, auxílio na perda de peso e fortalecimento ósseo e muscular

Popular por todo o Brasil, o amendoim é versátil e pode ser consumido tanto doce quanto salgado. Por todo país existem diversas receitas que tem o amendoim em sua base, tal como a paçoca, o pé-de-moleque, sorvetes e bolos.

Nos Estados Unidos, por volta de 1930, a manteiga de amendoim foi desenvolvida como forma de suplementação à alimentação das crianças durante a depressão econômica naquele país. Por ser um alimento com grande teor de proteína, logo se tornou um grande sucesso. Com o tempo, ela substituiu a própria manteiga de leite no café da manhã, sendo consumida com pães e biscoitos.

“Hoje a manteiga de amendoim é comercializada em embalagens prontas para o consumo, mas é preciso observar as informações nutricionais antes da compra”, afirma a nutricionista Thaíse Costa, da Tia Sônia – marca referência em alimentação saudável e natural.

Quais os benefícios da pasta de amendoim?

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São muitos. A manteiga de amendoim ou pasta de amendoim – como é mais conhecida – é uma ótima fonte de energia e ideal para atletas que buscam mais disposição durante as atividades físicas. Dentre os nutrientes, ela contém magnésio, que é fundamental para fortalecimento dos ossos, principalmente na infância e na adolescência. Porções de duas colheres de sopa por dia já fornecem cerca de 50mg de magnésio, 17% da necessidade diária deste mineral.

“Este alimento também é rico em gordura boa. Portanto, é indicado, em até 40g diárias, para eliminar o colesterol ruim e elevar as taxas do colesterol bom”, explica Thaíse. “Por ser rica em potássio, ela também auxilia na melhora do funcionamento muscular, o que previne cãibras e promove o relaxamento dos músculos”, completa.

Cerca de 30g da pasta de amendoim contém 252mg de potássio, 15% da quantidade recomendada por dia. Além disso, devido a presença da vitamina B6, a pasta de amendoim aumenta a imunidade, pois cerca de 30g do alimento já supre em torno de 10% das necessidades diárias recomendadas da vitamina.

“A pasta de amendoim também ajuda na moderação do apetite e na gestão de peso. Ela é indicada para quem deseja se manter em forma, pois a grande quantidade de fibras e proteínas em sua composição são fundamentais para controlar o apetite e diminuir a ingestão de calorias”.

Entretanto, esse alimento tem alto valor calórico, por isso é preciso moderar no consumo durante o dia. Ingerir 2 colheres de sopa por dia de manteiga de amendoim também reduz em 30% as chances de desenvolver diabetes e previne o envelhecimento. “Pesquisas mostram que o consumo diário da manteiga de amendoim auxilia na prevenção não só da diabetes, mas como também de doenças cardíacas e crônicas”, explica Thaise.

A nutricionista também recomenda seu consumo em doses moderadas para aproveitar apenas seus benefícios. “Consumir a pasta de amendoim nas refeições iniciais do dia prepara o corpo com mais qualidade para as atividades diárias”, conta a nutricionista.

Onde encontrar?

A pasta de amendoim virou queridinha dos atletas e adeptos da alimentação saudável e está disponível em supermercados e empórios naturais. É possível encontrar na prateleira diversas opções do produto. A marca Tia Sônia, por exemplo, possui em seu portfólio a Pasta de Amendoim Ultrabar, que se diferencia no mercado pelos ingredientes que compõe o produto: óleo e açúcar de coco, sal do Himalaia e claro, muito amendoim.

pasta de amendoim

“Além do amendoim, a principal diferença é que a Pasta de Amendoim UltraBar produzida pela Tia Sônia possui dois ingredientes derivados do coco: o açúcar de coco – produto natural, com baixo índice glicêmico e com elevadas quantidades de potássio, magnésio, ferro e zinco – e o óleo de coco – rico em TCM (triglicerídeos de cadeia média) – que são gorduras mas fáceis de serem quebradas pelo nosso organismo para serem usadas como fonte de energia. Essa pasta de amendoim possui também uma ótima ação anti-inflamatória e antioxidante para o corpo”, explica Thaise.

Fonte: Tia Sônia

Quarentena: aproveite para ficar atenta aos sinais suspeitos de câncer de pele

Maio é o Mês Internacional de Combate ao Melanoma; diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura desse câncer de pele agressivo

O isolamento social imposto pela pandemia relacionada ao novo coronavírus (SARS CoV-2) tem permitido que as pessoas cuidem mais de si mesmas em vários aspectos: seja com alimentação mais saudável, prática de exercícios em casa ou passando mais tempo com a família. Então, por que não aproveitar também para cuidar da nossa pele?

Como maio é o Mês Internacional de Combate ao Melanoma, este é um ótimo momento para aprender a identificar possíveis sinais da doença. Apesar de ser o menos incidente dos cânceres de pele (são estimados 8.450 novos casos por ano), melanoma é o tipo mais agressivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 55 mil pessoas morram por conta da doença todos os anos, o que representa seis mortes por hora.

Pensando nisso, Antônio Carlos Buzaid, diretor geral do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, traz algumas dicas para a realização do autoexame. “Como a maioria das pessoas estão em casa, usem esse tempo para observar todo seu corpo e analisar se há pintas ou manchas que se enquadrem na regra ABCDE”, sugere o médico. Essa regra foi criada para contribuir com o diagnóstico precoce e cada letra representa um ponto a ser analisado:

• Assimetria: uma metade da pinta ou mancha é diferente da outra parte.
• Borda: as bordas são irregulares, entalhadas ou dentadas.
• Cor: muitas vezes apresentam cor desigual. Tons de preto, marrom e canela ou áreas brancas, cinza, vermelha ou azul podem estar presentes.
• Diâmetro: o diâmetro é maior que 5 milímetros.
• Evolução: uma pinta ou mancha vem mudando de tamanho, forma, cor, aparência ou coçando ou sangrando.

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O oncologista ressalta que esses sinais não significam que você esteja com melanoma, mas são um indicativo para procurar por um dermatologista. “Essa regra é uma maneira que encontramos de ajudar a promover o diagnóstico precoce do melanoma. Dado que, quando identificado em seus estágios iniciais, o câncer é tratável e as chances de cura podem ser superiores a 90%”, reforça Buzaid.

Com base no estágio da doença e outros fatores (como idade e saúde geral do paciente), as principais opções de tratamento para melanoma são: cirurgia, terapia-alvo, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Mediante os avanços dos estudos sobre a linha terapêutica mais adequada para cada perfil de paciente, identificou-se que existem dois tipos de melanoma: o que apresenta mutação genética (como o gene BRAF) e o que não apresenta.

Para os casos em que há mutação no gene BRAF – cerca de 50% dos pacientes[iii] -, uma modalidade de tratamento muito efetiva é a terapia-alvo. Este tipo de tratamento consiste em medicamentos administrados por via oral que atacam as células tumorais que são portadoras da mutação do BRAF e poupam as células normais, o que garante menos efeitos colaterais, por exemplo.

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Foto: Indylasercenter

Durante todo o mês de maio, especialistas e associações de pacientes se mobilizam para combater o câncer melanoma com campanhas de conscientização sobre a doença e como realizar o autoexame para obter o diagnóstico precoce. É importante lembrar que o autocuidado também deve ser dedicado ao maior órgão do nosso corpo, que nos protege de tudo: a nossa pele.

Fonte: Novartis

A convivência desafiando as relações amorosas em tempos de pandemia*

O confinamento social, medida extremamente necessária para que possamos evitar a disseminação do Covid-19, aponta algumas situações que nos levam a avaliar questões dentro dessa nova experiência a que estamos expostos, como, por exemplo, o convívio confinado. Processo no qual a proximidade e a convivência em tempo integral desafiam as relações interpessoais.

A convivência afetiva em uma quarentena, submetida ao estresse, ao medo e a incerteza do amanhã, tende a fazer com que nossas insatisfações, angústias e frustrações sejam deslocadas para o outro de forma intuitiva. Além, claro, do estresse econômico que, potencializado, contribui ainda mais para esse desconforto – complicando, assim, a relação conjugal e florescendo aspectos desagradáveis deste convívio.

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Naturalmente, é o momento em que estamos mais suscetíveis a refletir sobre as nossas vidas, onde queremos chegar e o que estamos fazendo dos nossos dias. O cenário da pandemia alterou os hábitos e a rotina de todos. As famílias estão convivendo 24 horas do dia. O contato com o parceiro foi intensificado.

Com isso, temos relatos de que, com o fim do período de confinamento na China, o número de divórcios quase triplicou. Demonstrando que o relacionamento não resistiu ao convívio contínuo. Além disso, já temos também dados de que essa mesma temática está sendo aplicada para justificar o aumento de casos de violência doméstica no Brasil e no mundo.

E quais seriam as causas? Relacionamentos frágeis? Dificuldades em administrar problemas? Bem, podemos destacar vários aspectos. Para se evitar a deterioração da relação, em primeiro lugar é importante que cada parceiro entenda que o momento de isolamento é necessário e que medidas de boa convivência devem ser adotadas, levando sempre em consideração o outro.

Entendendo que cada pessoa é única, possui características, ciclos de vida e bagagens diferentes. Um pode ser mais vulnerável, ansioso e reativo que o outro. Por isso, o auto controle é essencial neste momento de quarentena. A meta é não enlouquecer e não enlouquecer quem está a sua volta.

De forma inconsciente, o confinamento traz a necessidade do indivíduo alinhar-se e, através desse alinhamento, vencer o momento vivenciado. Portanto, a regulação emocional é o ponto chave. Infelizmente, a tendência é – em um convívio prolongado – apegar-se a pequenas coisas, potencializando a raiva e a chateação por questões que antes, quando a convivência era menos intensa, não incomodavam tanto. Agora, mais evidentes, podem desagradar, fomentando o total desconforto.

casal cama separado

O desafio dos casais neste período é, além de manter sua saúde e a de todos, também manter – de forma saudável e equilibrada – as suas relações. Buscamos a assertividade constante, mas temos que aprender a controlar os ímpetos com orientação e foco.

Algumas atitudes devem ser eliminadas para não prejudicar o relacionamento e ajudar o casal a sair mais fortalecido e unido desse período de isolamento. Adotar um modelo acusatório, apontando o dedo para culpar o parceiro por tudo, certamente irá ativar a defesa do outro – que poderá reagir com ataques. Vitimizar-se também não trará uma energia saudável para a relação.

O clima também poderá ficar pesado e desconfortável se um dos parceiros se colocar de forma queixosa e cheia de lamúrias, reclamando e alimentando a negatividade. As repetições, os excessos de cobrança, as necessidades de convencimento e o abuso da vigilância, são, sem dúvida alguma, aspectos nocivos ao convívio.

Sabendo que todo relacionamento se sustenta pelos níveis de prazer acima dos níveis do desprazer, e que os comportamentos destrutivos devem ser vigiados e descartados, a meta é fortalecer a relação. Algumas medidas devem ser tomadas: intensificar o diálogo com o parceiro, trabalhando de forma consciente, a cumplicidade e a intimidade do casal.

Controlar a agressividade, reagindo com ponderação, polidez e diplomacia. Além do respeito ao limite do outro. Outro fator é não alimentar, dentro de si, a mágoa e a dúvida. Por isso, o diálogo é tão importante para eliminar a distância na comunicação saudável. As exposições respeitosas, no momento certo, são mais que bem vindas nesta busca pela harmonia conjugal.

Portanto, o vínculo afetivo pode ser melhor solidificado se as atitudes sensatas forem adotadas por ambos neste momento tão estressante e desafiador que estamos vivendo.

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Enfim, a potencialização das emoções exige equilíbrio e maturidade para promover uma comunicação pessoal positiva. Cuide da forma de falar, use a gentileza, a empatia e sabedoria, uma vez que a pandemia pede autocontrole e muita cautela para não tornar seu convívio em um relacionamento tóxico e destrutivo.

*Andrea Ladislau é psicanalista, Doutora em Psicanálise Membro da Academia Fluminense de Letras, Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde, Pós-Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social e Professora na Graduação em Psicanálise

Crimes contra animais também aumentam na quarentena e exigem atenção redobrada

Ocorrências podem ser sinalizadoras também de violência doméstica. “Teoria do elo” aponta para um padrão do perfil de agressores nos núcleos familiares

Com o isolamento social necessário para reduzir os casos de Covid-19, há maior convivência entre os familiares nas residências e destes com seus animais. E durante este período, infelizmente, dados têm demonstrado o aumento do número de casos de violência doméstica e de maus-tratos contra cães, gatos e outras espécies de estimação. Não é apenas na alta das estatísticas que esses crimes têm pontos em comum. Autores de crueldades contra animais são potenciais agressores/abusadores de pessoas. É o que explica a chamada “Teoria do Elo”.

Jon Ross via Flickr
Jon Ross/Flickr

O termo Teoria do Link – também conhecida como Teoria do Elo – surgiu há quase 50 anos, após estudos baseados em casos reais, nos Estados Unidos, levarem ao entendimento de que autores de crueldades contra animais são potenciais agressores/abusadores de pessoas, em especial de populações consideradas vulneráveis.

Um levantamento feito pelo autor do livro “Maus-tratos aos Animais e Violência Contra Pessoas”, Marcelo Robis Francisco Nassaro, mostra que, dentre as mais de 600 pessoas autuadas por maus-tratos a animais pela Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, em 2013 e 2014, 34% possuíam registros por outros crimes, sendo que os mais violentos – de lesão corporal, homicídio e estupro – representam 20% do total registrado.

O novo cenário desenhado pela quarentena tem sido motivo de alerta para o aumento da violência doméstica – aquela praticada no núcleo familiar contra mulheres, idosos, crianças e adolescentes e pessoas com deficiência – , cujos números assustam. Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, entre 1º de março e 18 de maio, houve crescimento nas denúncias de violência a grupos vulneráveis. O registro foi de 12,1 mil casos no País só neste período, sendo São Paulo o Estado com maior concentração (3,4 mil).

O recorte de violência doméstica sofrida por mulheres no Estado é ainda mais grave. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) mostram que 20 casos resultaram em feminicídio em março deste ano, uma alta de 53% se compararmos com os 13 registrados no mesmo mês do ano passado.

No que diz respeito a ocorrências de crimes contra cães, gatos e outras espécies de estimação, o aumento foi superior a 10%. Na Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa) da SSP-SP, o número de denúncias passou de 4.108 no início de 2019 para 4.524 no mesmo período deste ano. Um dos fatores que podem ter contribuído para este acréscimo é o maior tempo de permanência das pessoas em ambiente doméstico e este contexto requer atenção redobrada, seja entre os médicos-veterinários, que podem vir a receber casos em suas clínicas, consultórios e hospitais, seja pela população em suas vizinhanças. Flagrantes e casos suspeitos devem ser notificados à polícia para a proteção dos animais e de famílias envolvidas.

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Animal Human Society

Perfil comum dos agressores é investigado

A médica-veterinária Tália Missen Tremori, que integra a Comissão Técnica de Medicina Veterinária Legal (CTMVL) do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), tem experiência no assunto em sua atuação profissional e acadêmica. Em um de seus trabalhos como orientadora de pesquisa, foram selecionados boletins de ocorrência registrados na Delegacia da Mulher do município de Botucatu.

A partir dos documentos, de entrevistadas concedidas pelas vítimas e de exames nos animais destas mulheres, algumas das conclusões deste pequeno recorte regional já foram alarmantes: “Um terço das vítimas confirmou que seus pets sofreram algum tipo de agressão”.

No sentido de auxiliar na elucidação de crimes contra animais, identificar seus autores e, assim, também chegar a possíveis vítimas humanas do criminoso, o recém-inaugurado Ambulatório de Corpo de Delito e Medicina Veterinária Legal do Hospital Veterinário da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, atende casos de animais vivos encaminhados pela polícia civil da região.

“Já recebemos seis cães com lesões graves, a maior parte de autoria desconhecida. Entendemos que o trabalho – desempenhado por profissionais, pesquisadores e estagiários –, pode ajudar na solução de casos em que famílias precisam ser salvas”, comenta a médica-veterinária Noeme Souza Rocha, responsável pela implantação do ambulatório, também integrante da CTMVL/CRMV-SP.

É preciso estar sensível aos pequenos sinais

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Diana Parkhouse/Flickr

Entretanto, não são apenas os equipamentos policiais e os relacionados à Medicina Veterinária Legal que entram em contato com pets vítimas de maus-tratos e outros crimes. Os cidadãos podem identificar situações na rua onde moram, na casa ao lado ou a partir do relato de amigos ou familiares.

Quando há socorro, as clínicas, consultórios e hospitais médico-veterinários são locais com maior chance de receberem animais vítimas de crimes. “Já fiz atendimentos clínicos em que a tutora relatou que seu parceiro foi o autor da agressão contra o animal. Frequentemente, esse cônjuge pratica essa violência como forma de ameaça e agressão psicológica à mulher, o que já configura um contexto de violência doméstica”, comenta Tália.

Por isso, é crucial, principalmente em um momento de isolamento social, que os profissionais e a população estejam atentos a sinais – alguns bem claros, outros bastante discretos – que evidenciem contextos de violência doméstica.

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Getty Images

“O comportamento das pessoas e a forma como relatam o ocorrido deixam pistas. Além disso, em caso da presença do agressor, a reação dos animais também pode apresentar indícios”, comenta a médica-veterinária Cristiane Pizzuto, presidente da Comissão Técnica de Bem-Estar Animal (CTBEA) do CRMV-SP.

Aos médicos-veterinários em atendimento de casos, ela orienta a elaboração de um relatório técnico e a notificação à polícia, podendo contar com o apoio das informações disponíveis no Guia Prático Para Avaliação Inicial de Maus-tratos a cães e gatos do CRMV-SP, disponível aqui.

Tália enfatiza que levar os casos às autoridades é também um dever dos profissionais, previsto no Código de Ética do Médico-veterinário. “A atitude é uma responsabilidade, sendo que o principal resultado pode ser a interrupção de ciclos de violência, impedindo desdobramentos mais graves.”

Como denunciar

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Em caso de crimes contra animais, está disponível a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa), aqui.
Para denúncias de casos de violência doméstica, é possível registrar ocorrências por meio da Delegacia Eletrônica – aqui – e, também pelo Ligue 180.
Para ambos os casos, todas as delegacias de polícia físicas também podem ser procuradas. Em situações de flagrante, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

Fonte: CRMV-SP

Skincare: Avon esclarece alguns mitos e verdades e dá dicas para você se cuidar em casa

Estamos vivendo novos tempos e adaptando nossa rotina para um estilo de vida dentro de casa. Neste momento, o ritual de skincare tem sido para muitos uma atividade superimportante, uma vez que ajuda tanto na saúde da pele quanto na melhora da autoestima, sendo uma forma de relaxamento e diversão. Entretanto, é muito comum que, conforme construímos a nossa própria rotina, comecem a surgir diversas dúvidas sobre o tema.

Pensando nisso, a Avon esclarece o que é mito e o que é verdade sobre o ritual de cuidados faciais. Assim, você segue cuidando da cútis com confiança e segurança. Afinal, cuidar das pessoas é a nossa cara.

Posso usar qualquer sabonete para limpar a pele do meu rosto.

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Foto: wiseGEEK

Mito. Muitas pessoas não sabem, mas é muito importante utilizar um sabonete específico para o rosto na hora da limpeza facial. Uma pesquisa da Avon, em parceria com a Ibope Conecta, evidenciou que quase 1/3 das mulheres brasileiras usa apenas água ou o sabonete do corpo para a limpeza da pele do rosto. Pelo contrário, deve-se utilizar um sabonete próprio para a face, pois ela é muito mais delicada do que o corpo, exigindo produtos especiais para suprir suas necessidades. Além disso, o sabonete facial também é benéfico porque contém ativos extras que oferecem outros benefícios para a pele além da limpeza, como tratamentos, por exemplo.

Como a minha pele é oleosa, não preciso de hidratação

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Mito. Todos os tipos de pele devem ser hidratados, até mesmo as oleosas. A hidratação é um passo essencial para a manutenção da saúde da cútis, uma vez que repõe os seus níveis de água, garantindo que consiga formar uma barreira para se proteger contra as agressões externas. Assim, até mesmo as peles do tipo oleoso devem ser hidratadas: caso contrário, poderia sofrer efeito rebote e produzir ainda mais oleosidade. A única diferença nesta etapa é que, caso a sua pele seja oleosa, recomendamos optar por um hidratante em sérum ou gel, com texturas mais leves e fluídas.

Preciso passar protetor solar estando dentro de casa.

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Verdade. A proteção solar dentro de casa é sim necessária, sendo tão importante como nos dias em que saímos à rua. Mesmo estando em ambientes internos, é praticamente impossível não estarmos expostos à radiação. Além disso, em casa ficamos expostos a luz de lâmpadas e de aparelhos eletrônicos que também emitem radiações danosas. Portanto, continue utilizando o protetor solar na sua rotina em isolamento em casa.

Dentro de casa, minha pele não é afetada pela poluição, então não preciso me proteger.

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Mito. Ainda que passemos a maior parte do tempo em ambientes internos, a poluição continua nos afetando pelo contato da nossa pele com ar urbano. Os agentes agressores da poluição causam diversos danos nocivos a nossa pele, ocasionando, por exemplo, o seu envelhecimento precoce. Dessa maneira, é muito importante que nossa pele seja protegida contra a poluição – ainda que dentro de casa! – com o protetor solar. Junto a ele, também se recomenda utilizar produtos com ação antioxidante para combater os radicais livres. Uma boa dica é apostar em protetores solares que já contenham antioxidantes em sua fórmula.

Agora que você já conhece os principais mitos e verdades sobre skincare durante o isolamento, aproveite os momentos livres em casa para dar um up na sua pele e se divertir um pouco! Em caso de dúvidas, lembre-se sempre de consultar um dermatologista.

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Renew Sabonete Gel de Limpeza Facial 150g (R$ 29,90)
Especialmente formulado com ingredientes antioxidantes e carvão, ajuda a eliminar as impurezas, a oleosidade e a maquiagem da pele. Deixa a pele limpa e radiante, sem ressecá-la. Para todos os tipos de pele.

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Se você mora na cidade e precisa de uma barreira que te proteja tanto dos raios UVA/UVB quanto da poluição urbana, o Protetor Facial Diário Renew Pollution Protect+ é o ideal! Para todos os tipos de pele, sua fórmula exclusiva é livre de óleo, enriquecida com nutrientes e antioxidantes e com acabamento matte. Com FPS 50, ao mesmo tempo que protege a pele do rosto, dá um boost de hidratação e restauração, ajudando a reduzir marcas solares.
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Nutricionista dá dicas de alimentos que estimulam a sensação de felicidade

É verdade que alguns alimentos podem aumentar a sensação de bem-estar no organismo? Como funciona isso, fale sobre a produção maior de neurotransmissores (tipo serotonina), como isso influencia diretamente na sensação de felicidade.

O alimento não é apenas necessário como combustível metabólico para o corpo, torna-se cada vez mais evidente que existe uma associação entre o alimento e as funções cerebrais, como humor e cognição. O triptofano representa um elemento essencial para o funcionamento do cérebro, devido ao seu papel como precursor da produção do neurotransmissor serotonina (5-hidroxitriptamina).

O triptofano (aminoácido essencial), é um precursor da síntese de serotonina. A síntese de serotonina dependente das concentrações de triptofano no cérebro. Como a serotonina está envolvida na regulação do humor e da ansiedade, baixos níveis de serotonina podem contribuir para o aumento da ansiedade e a depressão. Como a disponibilidade de serotonina depende da ingestão de triptofano, as fontes alimentares desse aminoácido são vistas como essenciais para uma boa saúde mental e bem-estar.

De acordo com a nutricionista Adriana Stavro, as fontes de triptofano são:

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Banana – rica em fibras, potássio e vitaminas.

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Foto: Krisztina Papp/Pexels

Peixes – como salmão, truta, sardinha, atum e arenque, aportam gorduras essenciais, como o ômega 3, que o corpo não consegue produzir, este protege a estrutura da membrana celular e os neurônios. Também fornecem proteínas, tirosina, ferro, zinco, vitaminas B6 e B12, todos nutrientes favoráveis ao cérebro.

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Laticínios – leites, queijos e iogurtes são uma boa fonte de triptofano, cálcio e magnésio. Além disso, os iogurtes, em especial, aqueles que contêm probióticos, ajudam no equilíbrio da microbiota intestinal. O órgão é responsável pela produção de cerca de 90% a 95% da serotonina do corpo, mantê-lo em equilíbrio é importante para a saúde emocional.

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Grão de bico – além de triptofano, esta leguminosa tem alta concentração de vitaminas B6 e B9, que também atuam na produção de neurotransmissores relacionados ao bem-estar.

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Chocolate 70% – quem já experimentou, sabe consumir um pedaço já melhora rapidamente o humor. O triptofano está presente nas sementes de cacau, por isso que, quanto mais amargo e cacau o doce tiver, mais benefícios ao nosso bem estar. Foi o que constatou um estudo divulgado na reunião anual da Experimental Biology 2018, em San Diego, na Califórnia. O consumo do chocolate amargo com 70% de cacau pode melhorar os níveis de humor, memória e imunidade. Outra pesquisa da University of Wales Swansea, no País de Gales, no Reino Unido, mostrou que a ingestão de carboidratos está associada à melhora do humor e que o mau humor estimula o consumo de ‘alimentos de conforto’ como o chocolate.

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Pexels

Mel – também é fonte de triptofano, com ação calmante que induz a uma sensação de bem-estar. O alimento produzido pelas abelhas ainda é fonte de fruto-oligossacarídeos, que ajudam a promover o equilíbrio das bactérias no trato gastrointestinal. O mel também colabora com uma melhor regulação neuroendócrina, favorecendo a sensação de prazer e a disposição.

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Sol – a vitamina D é um importante nutriente para a produção de serotonina e é sintetizada no organismo com a ajuda da luz solar. Há, inclusive, pessoas que sofrem de depressão sazonal, que as acomete nos meses mais frios. A recomendação de exposição ao sol é às 10h e depois das 16h.

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Vitaminas do complexo B – especialmente a B6 e a B12, são aliadas na produção de serotonina. São nutrientes importantes para pessoas idosas e, muitas vezes, uma suplementação com acompanhamento médico ou nutricional é indicada.

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Magnésio – outro nutriente importante para equilibrar a produção de serotonina e que ainda ajuda a regular a função nervosa. Alguns alimentos fontes desse mineral são folhas verdes escuras, peixes, banana e feijão.

Resumo

Quais são os alimentos que ajudam a promover maior sensação de bem-estar e felicidade e por que, quais são os nutrientes deles que têm essa ação?

Segundo a nutricionista, o prazer da comida não vem apenas do sabor. Alguns alimentos possuem propriedades capazes de estimular sensações de bem-estar, pois aumentam a produção de neurotransmissores, (principalmente a serotonina) responsáveis pela comunicação entre as células nervosas.

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Os principais nutrientes que trazem sensação de bem-estar são o aminoácido triptofano (banana, peixes, grão de bico, cacau, mel) carboidrato (arroz integral, batata doce, batata) ácido fólico – B9 (espinafre, agrião, fígado, feijão, nozes, abacate, banana, melão, levedura de cerveja), potássio (banana, beterraba, batata doce, espinafre, aveia, abacate, amêndoa, couve manteiga, água de coco), vitamina C (laranja, limão, acerola, caju, goiaba, tomate, mamão) cálcio (brócolis, sardinha, espinafre, linhaça, grão de bico, chia, aveia, semente de gergelim, amêndoas, ovos, leite), magnésio (sementes, leguminosas, cereais integrais, abacate, banana, castanha de caju, espinafre, salmão), selênio (castanha-do-pará, ovo, frango, atum), e os ácidos graxos (linhaça, chia, abacate, semente de abóbora, peixes, azeites).

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Fonte: Adriana Stavro é formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria, pós graduanda em Fitoterapia pela Course4U.

Cuidado: máscara de tecido inapropriado pode causar tontura e dor de cabeça

Ao comprar ou confeccionar em casa uma máscara de proteção as pessoas devem tomar alguns cuidados, tanto com o tecido quanto com o tamanho da mesma. O pneumologista no Super Dr. Saúde Integrada, em Ponta Grossa (PR), Pedro Compasso, explica que algumas pessoas relatam dor de cabeça e tonturas devido ao uso prolongado da máscara de contenção, no entanto esses sintomas neurológicos podem estar relacionados ao tecido da máscara, a qual “precisa evitar a projeção de partículas, mas não prejudicar a respiração”, afirma.

Segundo o médico, as máscaras impermeáveis e de tecidos muito grosso não permitirão a ventilação, a passagem do ar, o que seria o mesmo que a pessoa respirar dentro de uma câmera fechada.

“Esta concentração mais alta de gás carbônico que a própria pessoa fica jogando na máscara pode sim resultar em sintomas no corpo e neurológico como tontura e dor de cabeça, por isso é importante que a máscara caseira seja de tecidos como TNT, tricoline e algodão, e ajustável ao formato do rosto, cobrindo totalmente a boca e o nariz”, alerta.

mulher mascara cachorro passeio pixabay silviu costin

Outra recomendação é que a máscara de tecido seja trocada a cada duas horas, evitando a umidade da mesma. No momento de troca é importante não colocar as mãos no meio da máscara, já que o tecido pode estar contaminado. É preciso puxar pelos elásticos que envolvem as orelhas.

Em relação ao uso em crianças o médico observa que a recomendação da Academia Americana de Pediatria (APP) é para que a máscara não seja utilizada em menores de dois anos de idade.

“O uso de máscaras entre em bebês, menores de dois anos, pode fazer com que os pequenos tenham dificuldades para respirar, pois eles contam com vias aéreas menores, e pode até mesmo levar ao sufocamento e estrangulamento. A orientação é evitar sair de casa com as crianças”, diz.

Fonte: Super Dr. Saúde Integrada

Isolamento social aumenta índice de acidentes domésticos

Tarefas rotineiras e até brincadeiras do Tik Tok podem causar lesões; ABTPé ressalta cuidados

mulher dor pe acidente casa sofá

Com o isolamento social em decorrência da pandemia da Covid-19, o registro de acidentes domésticos tem aumentado – estatísticas demonstram que houve um crescimento de cerca de 30% dos casos. Durante esse período, é natural que as pessoas procurem atividades dentro de casa para ocupar o tempo, como realizar pequenas mudanças ou reformas, arrumar objetos em móveis, praticar atividades físicas e aderir a brincadeiras da internet para se distrair, mas é preciso cuidado para não se machucar.

Na Inglaterra, por exemplo, em abril, uma jovem de 27 anos machucou seriamente os dois pés participando de um desafio de dança viral do Tik Tok. Nele, as pessoas devem ficar frente a frente e precisam bater com os pés juntos em diferentes combinações enquanto dançam ao som de uma música. Além de gesso em um pé e uma bota imobilizadora no outro, ela ainda corre o risco de precisar passar por uma cirurgia para reparar as lesões.

O presidente da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé),  José Antônio Veiga Sanhudo, alerta que é preciso cautela com os virais da internet. “É preciso tomar muito cuidado ao tentar imitar os desafios e brincadeiras lançados na internet, pois o que era para ser diversão pode acabar em lesões que, dependendo da situação, podem deixar sequelas”.

muler perna quebrada enfaixada

Com relação aos acidentes em atividades rotineiras, o Diretor da Regional São Paulo da ABTPé, Danilo Ryuko Cândido Nishikawa, ressalta que queda de altura (escada, cadeiras, cama) e acidentes por instrumentos perfurocortantes (vidro, faca, serra, prego) acabam se tornando mais frequentes. “É preciso ficar atento, pois as quedas de altura podem causar lesões simples, como leves entorses do tornozelo, ou fraturas graves da tíbia, fíbula, calcâneo e metatarsos, que necessitem de tratamento cirúrgico”, explica.

“A maior frequência do manuseio de instrumentos de cozinha ou de construção pode causar lesões nos tendões, nervos e vasos sanguíneos da mão, levando a consequências graves”, completa.

Crianças e idosos

idoso e criança

As crianças e os idosos exigem atenção e cuidados redobrados dentro de casa, onde situações corriqueiras se transformam em grandes armadilhas. No caso do público infantil, com o confinamento, as crianças ficam mais agitadas e passam a explorar novos lugares na casa, colocando-se em risco.

“A casa se torna o playground, o parque e a quadra de esportes. Com isso, podem ocorrer desde lesões menores, como imprensar o dedo nas portas e pequenas contusões, até fraturas do fêmur, tornozelo, cotovelo, mão e punho. Ficar de olho é a principal medida para protegê-las”, destaca Sanhudo.

No fim de março deste ano, uma criança do Rio Grande do Sul rasgou o pé, depois de bater em um copo de vidro que estava no criado mudo. A garotinha de quatro anos estava tentando plantar bananeira, seguida de uma cambalhota em cima da cama dos pais.

Cuidados importantes com esse público incluem:

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-colocação de protetores de quina nos móveis,
-grades ou telas nos berços,
-brincadeiras que envolvam corrida e pulos em móveis, camas e sofás, principalmente quando próximas às janelas, devem ser evitadas.

Já os idosos, pelo avanço da idade, apresentam fraqueza muscular, piora do equilíbrio e fragilidade óssea, sendo mais suscetíveis a quedas dentro de casa, que podem ocasionar em fraturas do fêmur, punho e ombro.

idoso alzheimer cuidadora pixabay

“É importante evitar tapetes e objetos pelo chão da casa, isolar pisos escorregadios, manter os ambientes iluminados e não subir em bancos, cadeiras ou escadas”, salienta Nishikawa. “Em caso de acidente, não hesite em procurar o pronto-socorro ortopédico”, conclui.

Fonte: ABTPé

Dia do Abraço: por que o cérebro sente tanta falta desse contato?

Hoje, 22 de maio, é celebrado o Dia do Abraço. Em tempos de isolamento social, o médico neurocirurgião e neurocientista Fernando Gomes, explica por que a ausência desse afeto tem causado tanta confusão de sentimentos e tristeza em muitas pessoas.

“O cérebro trabalha com recompensas e o fato de abraçar – ou ser abraçado – é capaz ativar o circuito mesolímbico dopaminérgico do cérebro: uma região responsável por emoções agradáveis e uma descarga de neurotransmissores e substâncias que causam bem-estar são disparadas para todo o corpo, causando a sensação de conforto que só um abraço bem apertado é capaz de causar”, explica.

O médico fala que sem o abraço, que estimula as funções cerebrais e ativa os cinco sentidos, não há a mesma troca de ‘energia’ entre as pessoas, e o cérebro sofre fisiologicamente com isso.

“Como somos seres programados para vivermos em sociedade, estabelecer conexões nos torna mais fortes e isso está no nosso DNA e por mais que isso não seja compensado por uma ligação em que se vê do outro lado da tela, essas ações são as únicas possíveis atualmente e podem ajudar a sanar o buraco que essa fase tem causado”, revela.

Outra dica importante é tentar ao máximo manter uma rotina no afastamento social. “Neste momento de pandemia os níveis de dopamina e serotonina se alteram e aumentam naturalmente a irritação, a intolerância, faz perder a noção do tempo, do dia da semana, do mês e isso tudo vai aumentando o estresse oxidativo.

mulheres amigas abraço jeans

Para manter o eixo hipotalâmico – área do cérebro responsável pelo ritmo circadiano e comportamento alimentar – além dos cuidados com alimentação, sono e atividade física, Gomes chama a atenção para a importância de organizar a semana e o dia em manhã, tarde e noite; entre trabalho, estudo, descanso e lazer – mesmo que se esteja fazendo tudo isso sem sair de casa.

Fonte: Fernando Gomes é médico neurocirurgião, neurocientista, comunicador e autor de 8 livros. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena um ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas. 

Maratona de revezamento virtual reúne atletas profissionais e amadores em prol do HSP

Evento é iniciativa de alunos e ex-alunos da Unifesp e profissionais que atuam na trincheira do HSP

No próximo dia 24 (domingo) será realizada uma maratona virtual que tem como objetivo socorrer, em alguma medida, o Hospital São Paulo. A iniciativa partiu de profissionais que atuam na instituição hospitalar e de alunos e ex-alunos da Unifesp.

Toda ajuda é bem-vinda e os participantes podem escolher entre correr ou caminhar. O importante é fazer o desafio dentro de casa – seja na esteira, no corredor ou na varanda. Para validar o tempo basta tirar uma foto do painel da esteira ou usar um registro de aplicativos de corrida. Depois, é só postar no grupo Nico Runners (Facebook).

As inscrições custam R$ 101,00 e devem ser depositadas diretamente na conta corrente do hospital: Banco Santander, AG. 0212, C/C 13004068-1, CNPJ 61.047.007/0001-53 (Colsan Associação Beneficente de Coleta de Sangue).

maratona

Informações: Dr. Wilson Anzai (11) 98346-7146