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Sono na pandemia: dormir mais que o habitual deve ser um sinal de atenção

Neste longo período de pandemia, os reflexos físicos e mentais já deixaram de ser previsões para tornarem realidade para boa parte da população. A queda na qualidade do sono não ficou de fora dessa lista de efeitos externos que impactam na regulação rítmica de diversos processos fisiológicos do organismo. Segundo o otorrinolaringologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Ronaldo dos Reis Américo, é preciso atentar ao volume de sono, desmistificando a percepção de que dormir por mais horas significa eficiência do sono.

O especialista afirma que dormir por mais tempo de maneira rotineira pode indicar distúrbios de latência e baixa eficiência do sono. “Neste período pandêmico, pesquisas nacionais recentes mostram que os distúrbios de sono atingem até 50% da população do país. E, entre as mudanças, está o aumento do volume de horas de sono, sem que haja como reflexo a ampliação da qualidade deste ato”, conta Américo

Dormir por mais horas já é uma rotina na vida de aproximadamente 26% dos brasileiros, como cita o artigo ‘Fatores associados ao comportamento da população durante o isolamento social na pandemia de Covid-19’. O otorrinolaringologista do Edmundo Vasconcelos lembra que é preciso atenção a essa realidade pois o sono tem papel fundamental na saúde. “É durante este momento do dia que regulamos a homeostase do corpo, liberamos grande carga de hormônios e consolidamos a memória”, enfatiza.

Além do maior volume de horas de sono, o cenário de tensão vem colaborando para mais insônia, sonolência excessiva diurna (SED), dificuldade de dormir e acordar em horários propostos e anormalidades comportamentais ligadas ao sono. De acordo com Américo, é importante dar atenção a esse hábito a fim de evitar que as alterações se tornarem crônicas, com efeitos duradouros e tratamento mais difícil.

Para evitar essas consequências, o médico aconselha seguir medidas de higiene de sono e nunca fazer uso indiscriminado de medicamentos sem supervisão médica, uma vez que eles podem gerar efeitos colaterais significativos e interagir de forma negativa com outras substâncias.

Como pôr em prática a higiene do sono:
• Opte por atividades mais calmas após o anoitecer;
• Diminua, de forma progressiva, a luminosidade do ambiente;
• Reduza o uso de aparelhos eletrônicos emissores de luminosidade como televisores e computadores;
• Estabeleça uma rotina para o sono, com horário estabelecido para dormir e acordar.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Chás que auxiliam no aquecimento corporal durante o inverno e melhoram a imunidade

De acordo com a nutricionista da foodtech Raízs, gengibre, canela, limão, hortelã e alecrim são ingredientes essenciais para o cuidado com a imunidade do corpo

Além das baixas temperaturas, alguns sintomas característicos do inverno, como gripes, resfriados, e o aumento de problemas respiratórios. Além disso, a pandemia da Covid-19 ainda deixa mais um sinal de alerta, e por isso, os alimentos que ajudam na imunidade e defesas do corpo ganham cada vez mais espaço nas prateleiras.

Neste sentido, os chás naturais podem ser grandes aliados nessa época do ano, tanto para esquentar o corpo durante o inverno, mas também para melhorar a imunidade do organismo. A Raízs , foodtech que conecta pequenos produtores ao consumidor de alimentos orgânicos por meio de uma plataforma de vendas online, possui diversos ingredientes sem agrotóxicos e totalmente naturais para incrementar o delicioso ‘chazinho’. Veja a seguir algumas dicas da nutricionista da startup, Vanessa de Sá, para receitas incríveis e poderosas que irão auxiliar no sistema imunológico.

Gengibre com limão e canela

Segundo a nutricionista da Raízs, o gengibre tem ação antioxidante e anti-inflamatória. Além dele, o limão também é anti-inflamatório e abundante em vitamina C. Juntos eles poderão cuidar do sistema imunológico e fortalecer o organismo. “Para completar a união do gengibre e limão é recomendado incluir a canela, uma vez que ela tem ação antiviral, antifúngica e antibacteriana. Quando combinamos esses três alimentos em um chá, por exemplo, estamos ajudando nosso organismo a se fortalecer”, explica Vanessa.

Ingredientes
Meio gengibre picado;
1 limão espremido;
Canela a gosto;
100 ml de água.

Modo de preparo
Ferva o gengibre e a canela com a água. Adicione o sumo de limão e beba em seguida.

Hortelã


Além de ser refrescante e muito gostoso, fazer chá da planta de hortelã alivia problemas respiratórios, o que é muito recorrente no inverno, pelas baixas temperaturas e ambientes sempre muito fechados, seja em casa ou em estabelecimentos. Para incrementar a bebida, a nutricionista indica adicionar canela, limão e gengibre, que deixa a receita mais potente e deliciosa.

Ingredientes
15 a 20 folhas de hortelã
500 ml de água

Modo de preparo
Esquente a água até ferver, retire do fogo e acrescente as folhas de hortelã. Deixe macerar por 5 minutos (quanto mais tempo, mais forte o chá ficará).

Alecrim com limão

iStock

O alecrim é muito utilizado em receitas na cozinha, mas as folhas também podem ser usadas para um chá delicioso e potente para o combate do cansaço e dores de cabeça decorrentes de gripes e alergias. “A infusão das folhas do alecrim, juntamente com gotas de limão podem combinar em um importante aliado do nosso corpo. Por ter efeito anti-inflamatório, o alecrim pode auxiliar nos problemas causados pelo enfraquecimento do sistema imunológico”, comenta a nutricionista.

Ingredientes

1 colher de folhas de alecrim
1 limão
500 ml de água

Modo de preparo:
Esquente a água, sem deixar ferver. Em seguida, coloque o alecrim e deixe em infusão por cinco minutos. Coe, esprema o limão e beba.

No site da Raízs é possível encontrar todos os ingredientes naturais e sem agrotóxicos para um chá completo e delicioso. Além disso, há opções de frutas, verduras, pães, geleias, sucos, vinhos e muito mais.

Inverno rigoroso: veja dicas para se proteger do tempo seco

A baixa umidade registrada pode elevar casos de doenças respiratórias, especialista dá dicas de cuidados para esta época do ano

A previsão é de que os próximos dias sejam gelados e com baixa umidade. E, quando se fala dos efeitos de tempo seco e com temperaturas mais baixas na saúde, doenças respiratórias vêm logo à cabeça, como rinite e sinusite. Por isso, nesse período, é preciso redobrar os cuidados com a saúde a fim de evitar as famosas irritações e infecções do trato respiratório.

Segundo Camila Oliveira, coordenadora farmacêutica da rede de farmácias Extrafarma, “Uma crise alérgica, se não controlada, pode ocasionar problemas maiores. Principalmente durante a pandemia, em que sintomas dessas doenças respiratórias podem ser similares aos do coronavírus. E um cuidado redobrado evita a superlotação de postos de saúde e maiores riscos de contaminação”.

A farmacêutica também reforça a importância de que todos fiquem atentos à hidratação, e, sempre que necessário, procurem a orientação de profissionais da área da saúde. O tempo seco também aumenta a procura e a utilização de umidificadores de ar. Camila dá alguns conselhos para o bom funcionamento desses importantes aliados. Veja a seguir seis dicas para o uso correto de umidificadores:

Qualidade da água

Romy Michaud/Pixabay


Como os umidificadores não realizam a fervura da água, o ideal é optar sempre pela água filtrada, para evitar que esses aparelhos espalhem bactérias pelo ar.

Troca da água

Recomenda-se trocar a água do reservatório todos os dias e limpá-lo semanalmente, para evitar o acúmulo de sujeiras que podem reduzir a vida útil do aparelho e prejudicar a qualidade do ar no ambiente.

Limpeza para evitar a proliferação de germes e bactérias


Os umidificadores de ar funcionam por meio de um disco de rotação, que lança a água em um difusor. Quando a água passa pelo difusor, em formato de pente, se transforma em minúsculas gotas que são lançadas ao ar em formato de névoa fria. A limpeza do aparelho deve ser meticulosa, para evitar a proliferação de germes e bactérias.

Controle da umidade recomendável no ambiente

Os umidificadores que possuem higrômetro acoplado são considerados melhores, uma vez que esse mecanismo permite o auto ajuste do aparelho, fazendo com que ele seja desligado quando a umidade recomendável (60%) é atingida no ambiente. Porém, se o modelo do umidificador que possui em casa não conta com essa tecnologia, mantenha-o ligado por durante apenas duas ou três horas para evitar a alta umidade e a aparição de fungos nocivos à saúde, como o mofo e o bolor, e, ao dormir, mantenha uma porta aberta do ambiente para o escape do excesso.

Tamanho do espaço

The Spruce

Os umidificadores podem não ter utilidade quando sua capacidade é mal dimensionada e acionados em espaços com mais de 40 m².

Posicionamento

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Para evitar umidade excessiva em paredes e móveis e a aparição de fungos nocivos à saúde, como o mofo e o bolor, posicione o umidificador longe de móveis e eletrodomésticos. Além disso, não deixe a saída de umidade apontar diretamente para uma parede.

Ao final do uso, antes de guardar o aparelho, esvazie o reservatório de água e retire toda a umidade utilizando um pano macio e seco.

Fonte: Extrafarma

Dieta Low Carb versus Carbo Load; nutricionista alerta sobre os perigos do efeito sanfona

No mundo todo, inúmeras pessoas sentem-se insatisfeitas com seus corpos refletidos no espelho e lutam com problemas de imagem corporal. Devido a esse desagrado, tanta gente se submete a anos de dietas restritivas, mas se engana quem acha que esta é a solução. Estes métodos extremistas não fazem bem à saúde e, como consequência, podem produzir o famoso “efeito sanfona”, além de levar a compulsão alimentar e obesidade. De acordo com a Organização Mundial, a projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos.

A julgar pelo altíssimo número de recomendações e dietas que fixam a ideia de restringir nutrientes, são necessárias explicações sobre o que é realmente uma alimentação balanceada e quais são as necessidades nutricionais que precisamos para garantir o bom funcionamento do nosso organismo. Só assim é possível entender o que torna uma dieta, ou hábito alimentar, saudável.

A dieta low-carb é um regime alimentar em que se reduz o consumo de carboidrato (açúcar), o nutriente que fornece energia ao organismo. Em uma alimentação convencional, os carboidratos correspondem de 50% a 55% dos nutrientes ingeridos.

A nutricionista Cynthia Antonaccio, CEO da Equilibrium Latam, empresa consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) explica que o principal erro cometido neste plano alimentar é cortar todos os carboidratos da sua alimentação e adotá-lo por conta própria. Ao submeter o corpo a uma privação extrema do nutriente, existe o risco de haver uma diminuição no metabolismo basal, pois o organismo vai entender que precisa “economizar” suas reservas, inclusive a gordura.

Assim, em vez de gastar tecido adiposo para produzir energia, ele vai queimar os aminoácidos presentes nos músculos, o que dificulta o emagrecimento e gera a perda de massa magra. Esse radicalismo pode trazer sintomas como dor de cabeça, tontura, enjoo, gosto metálico na boca, mau hálito e fraqueza. Dessa forma, em um estado de cetose prolongado, esses efeitos desagradáveis podem fazer com que você desista da dieta, além das chances de desenvolver transtornos alimentares, como a compulsão.

“Restringir a dieta a um só tipo ou grupo de alimentos pode até levar à perda rápida de peso no primeiro momento, mas, por falta de nutrientes importantes, pode gerar o efeito rebote que ocorre quando o metabolismo entre em ‘alerta’ diminuindo seu gasto calórico e estocando energia, afinal, não se sabe quando e como será a próxima refeição”, explica Cynthia.

Enquanto a dieta low carb prevê a diminuição do carboidrato, a carbo load ressalta a importância de consumir o nutriente em diferentes períodos do dia, principalmente na hora da prática de atividades físicas.

Por que manter altas reservas de carboidratos

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=São nutrientes básicos para fornecimento de energia (glicogênio muscular, glicogênio hepático e glicose sanguínea);
=Poupar a utilização de proteínas como fonte de energia;
=Manter as reservas de glicogênio muscular e hepático;
=os níveis de glicose;
=Prevenir e retardar a fadiga muscular (compromete a contração muscular) e a fadiga central (diminui os comandos voluntários);
=Atua na manutenção do sistema imunológico.

Para a especialista o jeito mais eficaz de não sofrer esta consequência é evitar a perda de massa magra e priorizar a perda de gordura conciliando a atividade física com uma alimentação balanceada, contemplando todos os grupos alimentares, na quantidade certa. “Dormir bem também é fundamental, cerca de 8 horas por noite. Noites mal dormidas podem liberar pouco hormônio leptina – que ajuda a regular a fome e a manter o metabolismo ativo – e, assim, a válvula de escape pode ser buscar combustível nos alimentos”, conclui Cynthia.

Fonte: Abimapi

Crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por ansiedade e estresse causados pela pandemia

Time de médicos deu dicas para prevenir os episódios de forte dor de cabeça durante a pandemia do Coronavírus e explicou como funcionam os tratamentos para o problema

Devido à pandemia do novo coronavírus, estamos passando por um período de grandes mudanças em nossos hábitos rotineiros. E, apesar das vacinas, os números de casos das doenças seguem altos, criando grande incerteza quanto ao futuro. Esses fatores podem resultar em grande quantidade de estresse e ansiedade, gerando até mesmo um impacto importante em nossa saúde.

“Por exemplo, muitas pessoas, principalmente aquelas que já possuem algum tipo de predisposição, podem sofrer com crises de enxaqueca. Isso porque nosso comportamento, emoções e estado mental influenciam fortemente no aparecimento do problema, já que, durante essas situações de alteração do humor, ocorrem mudanças na liberação das substâncias que o cérebro utiliza para minimizar a dor”, explica Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

Felizmente, é possível adotar alguns cuidados que vão ajudar a prevenir a recorrência dessas crises, principalmente no que diz respeito ao estilo de vida. “Não podemos menosprezar o valor de uma boa alimentação, uma rotina de exercícios físicos, meditação e tratamentos psicológicos. Comprimidos não fazem milagres. Mesmo ir ao neurologista não resolverá tudo sem esforço por parte do paciente”, diz o neuro-oncologista Gabriel Novaes de Rezende Batistella, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (Snola).

Um dos cuidados importantes nesse sentido é controlar o estresse, o que pode ser feito por meio da programação da rotina. “Tente manter a mente ocupada. Procure ter horário para acordar, comer, trabalhar e para dormir. Ao se levantar, procure trocar de roupa. Não fique na cama de pijama o dia todo. Crie objetivos e prazos para que você cumpra ao longo desse período. Mas, lembre-se de pausar por um momento. Ao final do dia, desconecte-se e realize algo que te dê prazer”, aconselha Rubez.

Foto: Ulrike Leone/Pixabay

A alimentação também é fundamental. De acordo com a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), os fortes sintomas da enxaqueca podem ser evitados e amenizados com uma alimentação equilibrada, principalmente com a inclusão de castanha-do-pará, atum, canela, vegetais verde-escuros e grão-de-bico na dieta. “Alimentos ricos em selênio e magnésio são importantes para diminuir o estresse, enquanto anti-histamínicos (presentes na canela e gengibre) inibem a produção de prostaglandina, responsável pela sensação de dor”, afirma a médica.

“É fundamental também evitar fast-foods, frituras e alimentos gordurosos, que têm perfil mais inflamatório e liberam prostaglandina, assim como diminuir o consumo de cafeinados, substâncias que alteram a circulação sanguínea e de bebidas alcoólicas, que promovem a dilatação dos vasos”, explica a médica. A prática regular de atividade física também é fundamental, pois libera substâncias que ajudam a controlar o estresse e promovem a sensação de bem-estar, algo muito importante nesse momento de grande ansiedade pelo qual estamos passando.

Porém, se mesmo com os cuidados acima as dores de cabeça não cessarem, vale a pena procurar um médico, que poderá realizar uma avaliação para diagnosticar corretamente o problema, pois a enxaqueca pode ser facilmente confundida com dores de cabeça passageiras. “Dores de cabeça ocorrem, na maioria das vezes, por duas causas comuns: tensional, que são dores geralmente mais leves que surgem nos dois lados da cabeça e não causam náusea ou irritabilidade com luz e cheiros fortes; e enxaqueca, quando a dor começa e permanece apenas de um lado, mas atrapalha muito a rotina do paciente, podendo gerar náusea, irritabilidade com a luz, sons e cheiros e redução da produtividade de forma geral”, afirma Batistella.

“De fato, a chance de estarmos lidando com uma dor de cabeça momentânea é maior do que de estarmos lidando com uma dor de cabeça crônica. Então, para identificarmos se há necessidade de um acompanhamento neurológico para dor de cabeça, precisamos considerar o impacto da dor na rotina social do paciente e o motivo do surgimento das dores. Por isso, à rigor, o ideal é que todos que possuem dor de cabeça procurem um neurologista ou clínico geral ao menos uma vez para receber orientação adequada”, recomenda o neurologista.

Uma vez que o quadro foi diagnosticado como enxaqueca, o médico poderá recomendar o melhor tratamento para cada caso. “A escolha do tratamento ideal para o paciente é difícil, exigindo que o médico e o paciente discutam profundamente todas as possibilidades. Mas hoje temos diversas opções para controlar o problema com bons resultados, incluindo desde o uso de medicamentos orais até procedimentos que utilizam toxina botulínica e medicamentos monoclonais”, destaca o neurologista.

Hoje já existe também a possibilidade da realização de uma cirurgia que, muitas vezes, é capaz de colocar um fim definitivo às fortes crises de enxaqueca. “A cirurgia de enxaqueca vem sendo realizada por diversos grupos de cirurgiões plásticos ao redor do mundo e em mais de uma dezena das principais universidades americanas, como Harvard. Os resultados positivos e semelhantes das publicações dos diferentes grupos comprovam a eficácia e a reprodutibilidade do tratamento”, afirma Rubez.

De acordo com o especialista, o procedimento é pouco invasivo e visa descomprimir e liberar os ramos periféricos dos nervos trigêmeo e occipital, que podem sofrer compressões das estruturas ao seu redor, como músculos e vasos sanguíneos, gerando a liberação de substâncias que desencadeiam a inflamação dos nervos e membranas ao redor do cérebro e, consequentemente, favorecem o aparecimento dos sintomas da enxaqueca, como dor intensa, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz a ao som. “

Ao todo, são sete tipos de cirurgias de enxaqueca, pois para cada um dos tipos de dor existe um acesso diferente para tratar os ramos dos nervos, sendo todos nas áreas superficiais da face ou couro cabeludo, ou ainda na cavidade nasal. Mas em todos estes tipos o princípio é o mesmo: descomprimir e liberar os ramos do nervo trigêmeo ou occipital, que são irritados pelas estruturas adjacentes ao longo de seu trajeto”, afirma o cirurgião.

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A cirurgia para enxaqueca pode ser feita em qualquer paciente que tenha diagnóstico de migranea (enxaqueca) feito por um neurologista e que sofra com duas ou mais crises severas de dor por mês que não consigam ser controladas por medicações. Além disso, pacientes que sofrem com efeitos colaterais das medicações para dor, que tenham intolerância a estas medicações ou ainda que têm sua vida pessoal e profissional comprometida devido às dores também podem passar pelo procedimento.

“As cirurgias são realizadas em ambiente hospitalar e sob anestesia geral ou, em alguns casos, sob anestesia local, durando cerca de uma a duas horas para cada nervo. E o melhor é que o paciente tem alta no mesmo dia, podendo voltar para casa”, finaliza Rubez.

Cannabis medicinal pode auxiliar o tratamento de quem tem Fibromialgia

Fibromialgia e a cannabis medicinal – por Maria Teresa Jacob*

Um artigo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos mostrou que a cannabis medicinal é uma opção eficaz de tratamento para a fibromialgia. O estudo utilizou a substância para verificar a melhora na intensidade da dor de 367 pacientes, e 81,1% relataram melhora significativa em sua condição, o que comprova o efeito analgésico da planta.

O tratamento convencional para a doença inclui anticonvulsivantes, analgésicos, relaxantes musculares, anti-inflamatórios, opioides e medicamentos para melhorar a qualidade do sono. Os dados indicam que a cannabis medicinal pode ser uma opção terapêutica promissora para esses pacientes, especialmente àqueles que não alcançam resultados satisfatórios nas terapias farmacológicas padrão.

Segundo também o estudo, embora existam várias opções farmacológicas recomendadas para a fibromialgia, as eficácias são relativamente limitadas. Os resultados do tratamento com o uso da cannabis apontaram alto índice de melhora com baixas taxas de abandono da medicação.

Os pacientes em nosso e em outros estudos frequentemente relatam que a cannabis medicinal é mais tolerável e com menos eventos adversos em comparação com outras terapias. Semelhante a estudos anteriores, descobrimos que o uso de cannabis medicinal é seguro entre pacientes com fibromialgia. No acompanhamento de seis meses, houve uma taxa baixa de eventos adversos menores, e apenas 28 pacientes (7,6%) pararam de usar cannabis medicinal.

A pesquisa reforça que a cannabis é uma alternativa eficiente de tratamento para a fibromialgia. Entretanto, antes do médico prescrevê-la, é necessário avaliar todo o histórico do paciente e definir questões como a dose e as substâncias presentes no remédio à base da planta para o paciente em questão.

*Maria Teresa Jacob é médica especializada em dor crônica e tratamento com cannabis medicinal. Possui Título de Especialista em Anestesiologia, Título de Especialista em Acupuntura e Título de Especialista em Dor.

Dermatite, secura e irritação das mãos cresce na pandemia com abuso de higiene e álcool

Nova pesquisa apresentada no começo de março no Simpósio da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia destaca que a dermatite das mãos cresce e já atinge duas em cada 3 pessoas

O impacto dermatológico do Covid-19 é um tema que vem sendo estudado mundialmente e uma nova pesquisa apresentada no começo de março no Simpósio da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia destacou que a higiene rigorosa das mãos durante a pandemia fez aumentar os casos de dermatite, secura e irritação no local.

“Tanto os profissionais de saúde quanto o público em geral neste estudo afirmaram que a irritação e ressecamento da pele eram a principal barreira para a prática consistente de higiene das mãos”, destaca Letícia Bortolini, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “A pele das mãos é naturalmente mais espessa, mas possui menos glândulas sebáceas, sendo assim a alta concentração de álcool na fórmula desse produto pode facilmente desidratar o tecido cutâneo da região, contribuindo também para o envelhecimento acelerado da pele dessa região”, afirma.

Pesquisadores do Father Muller Medical College, da Índia, analisaram a perda de água transepidérmica (TEWL – um parâmetro essencial para medir a função de barreira da pele) de 582 pessoas (291 profissionais de saúde e 291 indivíduos saudáveis da população em geral). Os resultados indicaram que a dermatite das mãos estava agora presente entre 92,6% dos profissionais de saúde e 68,7% da população em geral, apesar de apenas 3% dos profissionais e 2,4% do público em geral no estudo ter relatado um histórico prévio de dermatite das mãos.

“Foi observada também uma maior média de pele mais seca em mulheres e profissionais de terapia intensiva, que foi associada à alta frequência de lavagem das mãos e uso de gel para as mãos à base de álcool”, explica a dermatologista.

Segundo a médica, esta pesquisa demonstra verdadeiramente o impacto do aumento da lavagem das mãos e do consumo de produtos à base de álcool na saúde da pele das mãos dos profissionais de saúde e do público em geral. “Além disso, agora sabemos que é necessário alertar a população sobre os meios de prevenção do eczema das mãos”, explica Letícia.

Após o uso do álcool em gel, é recomendável, segundo a médica, que se aplique um cosmético específico para as mãos, que deve ser formulado com ativos de alta propriedade hidratante, como ureia e ácido hialurônico. “O mesmo vale para a higienização das mãos com água e sabão, já que quando realizada com frequência, o que é necessário nesse momento, também pode favorecer o ressecamento da região”, alerta.

“Por isso, além de também utilizar um hidratante para as mãos após lavar a região, vale a pena apostar no uso de sabonetes menos agressivos, dando preferência a fórmulas mais hidratantes”, finaliza.

Fonte: Letícia Bortoloni é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. À frente da clínica Enlapy, em Cuiabá, a médica é formada em Medicina pela Universidade de Cuiabá, com especialização em Dermatologia pela Fundação Souza Marques (São Paulo/SP) e em Clínica Médica pelo Hospital Guilherme Álvaro (Santos/SP).

Sete hábitos que prejudicam a saúde íntima feminina

Ginecologista aponta práticas comuns entre as mulheres que, apesar de parecerem inofensivas, podem favorecer a proliferação de microrganismos e o surgimento de infecções na região íntima

O tabu referente a assuntos como saúde e higiene íntima feminina ainda é grande. Mesmo que cada vez mais pessoas e veículos de comunicação estejam abordando essas questões, ainda existe muita desinformação sobre como a mulher deve cuidar da região íntima. Como resultado, grande parte das mulheres acaba praticando hábitos que podem colocar a saúde íntima em risco e favorecer o aparecimento de condições como vaginoses e candidíase. Então, para auxiliar na manutenção da boa saúde da genitália feminina, a Dra. Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU, apontou hábitos que, apesar de fazerem parte da rotina de muitas mulheres, devem ser evitados. Confira:

Deixar a calcinha secando no banheiro: lavar a roupa íntima no banho é um hábito extremamente prático, não apresentando risco algum. Mas, para secar, é melhor estendê-las em outro ambiente. “Isso porque a umidade do banheiro favorece a proliferação de microrganismos causadores de doenças. Por isso, estenda as calcinhas em um ambiente arejado, como o quintal ou a varanda, e passe-as com um ferro antes de vestir, pois o calor ajuda a eliminar qualquer fungo ou bactéria que possa estar presente no tecido”, recomenda a médica.

Usar absorvente todos os dias: o absorvente é a melhor forma de prevenir o vazamento de secreções e corrimentos devido à menstruação e perda urinária. Mas é importante que o utensílio só seja utilizado nesses casos, pois o abafamento constante provocado pelo absorvente pode tornar a região íntima um ambiente propicio para que fungos e bactérias se proliferem. “Existem casos específicos em que o uso diário do absorvente é indispensável, como para mulheres que sofrem com incontinência urinária. Nesses casos, o ideal é optar por produtos respiráveis e trocá-los com frequência, de preferência a cada quatro horas”, aconselha a especialista.

Usar calcinhas sintéticas: muito cuidado na hora de escolher quais calcinhas comprar, pois, apesar de mais baratas, roupas íntimas sintéticas podem ser prejudiciais para a genitália feminina. “Esse tipo de tecido abafa a região, aumentando a transpiração e a umidade do local, o que, além de causar desconforto, favorece a proliferação de microrganismos responsáveis pelas infecções vaginais”, explica a Dra. Eloisa. O recomendado é optar por calcinhas feitas de algodão, que permitem a respiração adequada da região íntima. “O mesmo vale para roupas muito apertadas, como leggings. Por isso, evite usar essas vestimentas com frequência e dê preferência aos tecidos mais leves e que permitem que o ar circule adequadamente.”

Não higienizar a região íntima corretamente: ao contrário do que muitas pensam, a higiene íntima deve ser realizada apenas na vulva. “A vagina não necessita de assepsia, pois, além de acumular menos sujidades, possui pH menos ácido, que, quando desequilibrado devido à higienização, favorece a proliferação de agentes patógenos”, alerta a ginecologista.

Exagerar na higienização: de acordo com a especialista, a vulva deve ser lavada apenas uma vez por dia, pois, em excesso, a higienização pode causar o ressecamento da região. “Mas é importante ressaltar que existem casos específicos que exigem que a região íntima seja limpa mais vezes durante o dia. Por exemplo, a higienização da vulva após relações sexuais é sempre fundamental para evitar infecções urinárias e remover resíduos de lubrificante. A assepsia da região também deve ser realizada após fluxos menstruais, pois o sangue, além de alterar o pH da região, é um meio de cultura de bactérias”, completa.

Utilizar produtos inadequados para higienização: a vulva deve ser limpa apenas com os dedos, pois duchas, cotonetes e outros materiais podem provocar ferimentos na região. “Lenços umedecidos, duchas vaginais e sabonetes íntimos bactericidas também não devem ser utilizados, pois, enquanto os lenços podem provocar irritações, as duchas e sabonetes eliminam bactérias benéficas que são responsáveis pela manutenção da acidez do pH da vulva”, diz a médica. No lugar, Eloisa recomenda utilizar sabonetes neutros e sem fragrância, como os sabonetes de glicerina para bebês.

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Baixa ingestão de água: “O ideal é ingerir, no mínimo, dois litros de água diariamente, pois a substância é responsável por estimular a circulação do sangue e garantir o bom funcionamento do organismo, além de ajudar a prevenir infecções urinárias.”

Por fim, lembre-se que, ao notar qualquer alteração na região genital, o mais importante é que você consulte um ginecologista. “Apenas ele poderá realizar uma avaliação do quadro e dar um diagnóstico correto, indicando o melhor tratamento e as recomendações mais adequadas para lidar com cada caso”, finaliza Eloisa.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Os erros mais comuns ao se consumir chá

Seja para esquentar no frio, emagrecer, cuidar da saúde ou simplesmente saborear uma bebida quentinha, preparar um chá não é tão simples quanto parece. Na verdade, se consumido ou armazenado de maneira errada, além não trazer nenhum benefício para a saúde, ainda é possível que uma simples xícara carregue uma leva de bactérias desencadeadoras de doenças.

Quem faz o alerta é o farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), da capital paulista que deixa algumas regrinhas básicas aproveitar os benefícios das ervas.

Temperatura da água

Ken Boyd/Pixabay

Essa parte tão simples requer um cuidado especial: não deve ser aquecida no micro-ondas já que assim fica impossível controlar a temperatura da água e isso será determinante no resultado final. Ao esquentar a agua, a mesma não deve chegar a ferver, ou seja, é preciso deixar no fogo até que ela chegue perto do ponto de ebulição e quando as primeiras bolhinhas começarem a surgir, antes de borbulhar, já é hora de tirar.

Saber conservar

O armazenamento correto é o que vai assegurar o frescor, aroma, paladar e garantir todos os benefícios. Cada erva possui características específicas, por isso não é possível estabelecer um período de validade para os chás, mas, depois de feito, nenhum deles deve ser consumido depois de 12 horas após a preparação e neste período devem ficar armazenados em recipiente de vidro e com tampa. “Isso porque, as bebidas tendem a perder as propriedades medicinais através do processo de fermentação causado pelo ar. Sendo assim, quanto menos ar o recipiente possuir, melhor. E sempre: guarde-os dentro da geladeira, caso contrário, as chances de ingerir bactérias é bem maior do que as chances de conseguir colher os benefícios dos chás”, fala Tejard.

Não exagere


Para tudo existe limite e com os chás não deve ser diferente. As ervas também podem fazer mal se consumidas fora de controle. Algumas podem fazer desencadear doenças e para saber a quantidade certa, é preciso consultar um especialista. Exagerar na hora de preparar o chá e deixa-lo muito forte também pode causar problemas. Seja qual for a erva e o objetivo escolhido, o consumo do chá não deve ultrapassar a dose de três xícaras por dia. Afinal, tudo o que ingerimos, necessariamente precisa ser metabolizado e eliminado pelo fígado e rins. Se consumido em excesso, o fígado pode não ter condições de eliminar totalmente as toxinas, levando à sobrecarga e intoxicação do organismo.

Não compre pronto

Foto: Ivabalk/Pixabay

Sempre a preferência deve ser ao chá caseiro, pela confiança em relação à origem dos ingredientes. As versões de saquinho, por exemplo, não têm a mesma qualidade de uma erva cultivada no seu jardim.

Saber escolher bem as ervas

Sunset Magazine

O poder das plantas medicinais que os chás proporcionam é graças a extração do princípio ativo que se dissolvem na água quente e assim, podem aliviar, tratar e até curar algumas doenças. Sejam folhas, raízes ou ervas, os ingredientes naturais possuem ações antioxidantes, anti-inflamatória e antibacteriana e ainda auxiliam no processo metabólico, mas existem algumas contraindicações para algumas pessoas – por isso devem ser consumidos com orientação.

Para ajudar, o especialista deixa algumas dicas dos chás preferidos e para que cada um deles pode ser indicado.

Alecrim – Foto: MGD©

Alecrim: alivio de estresse, depressão, gota, reumatismo e facilita a digestão
Boldo: trata fígado e aparelho digestivo. Alivio para aqueles dias pós comilança e ingestão de álcool.
Erva-Cidreira: combate a insônia, nervosismo, cólicas e gases.
Erva-Doce: alivia cólicas menstruais e abdominais.
Eucalípto: melhora das inflamações das vias respiratórias como tosse, rouquidão, bronquite e asma.
Hortelã: atenua azia.

Maçã: sedativo e digestivo ainda atua no controle de diarreias.
Maracujá: dores de cabeça de origem nervosa, ansiedade, palpitações e perturbações nervosas da menopausa.
Chá verde: antioxidante, atrasa os sinais do envelhecimento prematuro, eliminando os líquidos que se acumulam no organismo e combate as gorduras.
Chá preto: promove saciedade além de ser estimulante.
Chá mate: tem ação termogênica e acelera o metabolismo.


Chá de hibisco: ajuda no controle do colesterol e é muito diurético, capaz de fazer uma varredura de toxinas no organismo.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (Ulbra), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (Fapes), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total – Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da Anjo da Guarda Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.

Alimentação pode ajudar no controle dos sintomas de ansiedade

Nutricionista da Dietbox elenca grupos alimentares que aumentam a produção de serotonina, hormônio responsável pela nossa felicidade

A ansiedade pode não ser temida pelo público geral como a depressão – a chamada “doença do século” -, mas seu impacto negativo na vida daqueles que sofrem com ela não deve ser negligenciado, principalmente quando se observa um aumento no número de pessoas que sofrem com o transtorno.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% dos brasileiros foram diagnosticados com o distúrbio só em 2020, número impulsionado pela pandemia da covid-19 e o isolamento social, tornando a população do país a que mais sofre com o mal ao redor do mundo. Entre os principais sintomas da doença, pode-se elencar a preocupação e medo desmedidos, angústia, dificuldade de concentração e até mesmo sinais físicos como inquietação, enjoo e coração acelerado.

Pensando nisso, Bettina Del Pino, nutricionista da Dietbox, startup de nutrição, listou alguns alimentos ricos em propriedades e nutrientes, que convertidos em serotonina, geram a consequente diminuição da ansiedade. A profissional explica: “Acrescentar alguns alimentos na dieta pode ajudar no controle do transtorno, principalmente quando damos preferência àqueles ricos em probióticos, triptofano, magnésio, ômega-3, e vitamina C. Esses nutrientes ajudam a regular a flora intestinal e aumentam a produção de serotonina, hormônio conhecido por ser o responsável pela nossa felicidade”.

Abaixo, a nutricionista comenta em quais alimentos esses nutrientes podem ser encontrados:

Probióticos

Foto: BenefitsHeader

Podem ser encontrados em alguns iogurtes, leite fermentado, alguns queijos e kombucha. “Eles favorecem a saúde intestinal, melhorando a absorção de nutrientes”, declara Bettina Del Pino.

Triptofano

“O triptofano é um aminoácido essencial e, por não ser produzido pelo nosso organismo, precisa ser obtido pelos alimentos”. Exemplos se dão com ovos, leite e derivados, peixes, oleaginosas, cereais integrais, banana e cacau.

Magnésio

“O magnésio participa no processo que converte o triptofano em serotonina, e pode ser encontrado em alimentos como carnes, peixes, vegetais verde-escuros, leite, cacau, cereais e oleaginosas”.

Ômega 3

Pixabay

“Ele é um tipo de gordura benéfica para o nosso organismo e possui a capacidade de atenuar as respostas inflamatórias, por meio da redução da produção de citocinas”. Segundo a profissional, o Ômega 3 está presente em alguns peixes como sardinha, atum, salmão, e em alimentos como linhaça e chia.

Vitamina C

Essa vitamina possui propriedades antioxidantes que combatem o estresse oxidativo. “Mais popular na laranja, a vitamina C também está presente em frutas como tangerina, goiaba, acerola, e limão e algumas hortaliças como brócolis e pimentão”.

Bettina Del Pino, nutricionista da Dietbox, alerta que a dieta, apesar de amenizar os sintomas da ansiedade, não deve substituir o acompanhamento psicológico, e sim complementá-lo. É recomendável consultar um psiquiatra caso os sintomas persistam.

Fonte: Dietbox