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Ataque de pânico: o que fazer diante de uma crise? por Tatiana Pimenta*

Ataque de pânico? Talvez você já tenha testemunhado ou vivenciado um, sem saber reconhecer o que ocorreu

Os sintomas físicos de um ataque de pânico são semelhantes aos de um infarto: taquicardia, dores no peito, formigamento (nas mãos, pés ou rosto), sudorese, náusea, respiração acelerada, tontura… E muito medo de morrer, de não conseguir escapar daquela situação.

O quadro assusta e, corretamente, a pessoa procura por ajuda médica. Após os exames, vem o diagnóstico: não há nada de errado com o coração. A saúde física está íntegra. Nesses casos, o próprio cardiologista costuma orientar o paciente a procurar por um psicólogo ou psiquiatra, pois seu mal-estar súbito é, na verdade, uma resposta à ansiedade.

Ataques de pânico são mais comuns que você imagina

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Os ataques – ou crises – de pânico são muito comuns. Acometem cerca de 11% da população adulta, anualmente. E estima-se que 90% das pessoas passará, em algum momento da vida, por esse tipo de experiência. Porém, os esclarecimentos sobre o assunto, infelizmente, ainda não acompanham essa frequência.

A falta de informação faz com que muitos banalizem a situação. Ou atribuam imperícia ao médico que afirma que o coração vai bem. Chamar de “ataque de pânico” todo aquele conjunto de reações atípicas e tão intensas, pode gerar mais dúvidas do que explicações.

Pensando nisso, produzimos este artigo, que tem o intuito de servir como uma espécie de “manual de instruções” sobre o tema. Reunimos as principais questões e buscamos oferecer respostas de fácil entendimento, para que você compreenda o problema – e saiba o que fazer diante dele.

Quais as causas de um ataque de pânico?

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Se a pessoa teve um ataque de pânico, então é porque ela teve muito medo de alguma coisa, certo? Errado! O nome desse distúrbio deve-se mais à reação, em si, do que ao motivo que a desencadeia.

Geralmente, quem passa por uma crise de pânico, narra que, antes do fato, estava tudo normal, sem nenhum perigo iminente. Até por isso fica complicado entender o que aconteceu, já que a causa não parece concreta.

Embora pesquisadores se dediquem a decifrar o que, especificamente, suscita a crise, suas conclusões não são precisas. Não é possível, portanto, prever um ataque de pânico.

Contudo, após a ocorrência do episódio, as principais hipóteses observadas são:

– predisposição genética;
– perturbação do sistema fisiológico;
– efeito colateral de medicamentos (corticoides, anfetaminas, remédios para enjoo ou enxaqueca, por exemplo);
– uso de drogas;
– eventos estressantes (como perda de emprego, ruptura de relacionamento, falecimento de familiar…), que podem ter ocorrido até um ano antes da crise;
– histórico de traumas (abuso sexual, acidente, assalto, sequestro…);
– neuroticismo (ansiedade, depressão, baixa autoestima, pensamentos negativos exagerados e tendência a sentimentos de culpa);
– acúmulo de tensões ou inibições.

Quem pode sofrer um ataque de pânico?

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Segundo estatísticas, os ataques de pânico afetam jovens a partir dos 15 anos de idade. Entre os 25 e 40 anos, os índices são altos. Crianças são alvos menos comuns dos episódios, embora existam relatos – especialmente quando verifica-se a causa associada a medicamentos, estilo de vida marcado por muitas cobranças ou violência.

Fora a questão da faixa etária, ainda é possível perceber maior incidência entre as mulheres. Outros fatores, como estado civil, grau de escolaridade, renda, etnia… não sugerem qualquer relevância.

Quanto tempo dura uma crise?

Para algumas pessoas, o ataque pode durar poucos minutos. Para outras, algumas horas. O mais frequente é que aconteça num intervalo entre 10 e 30 minutos. Porém, mesmo após os sintomas principais cessarem, sensações desagradáveis podem persistir.

Quando acontece o ataque de pânico?

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Conforme pontuamos anteriormente, o momento da crise é súbito. Inesperado e sem um contexto em particular. Mas, e nas circunstâncias em que ocorre um mal-estar com os mesmos sintomas, sendo o evento desencadeador perceptível? Por exemplo: quando a pessoa precisa se expor para falar em público ou enfrentar uma situação desafiadora, como uma prova?

Sempre que for possível identificar o que gerou a perturbação, é preferível referir-se à desordem como crise ou ataque de ansiedade, intimamente associada ao transtorno de ansiedade generalizada. Os termos se confundem e, muitas vezes, aparecem como sinônimos. Afinal, geralmente estão interligados. Lembre-se que a ansiedade é, justamente, uma das causas dos ataques de pânico.

Enfim, a questão é que as crises de pânico, propriamente ditas, não tem hora nem lugar para acontecer. Podem se manifestar durante uma atividade corriqueira, um passeio, uma sessão de cinema. Mesmo quando estamos dormindo a possibilidade existe! O ataque de pânico noturno tem a mesma duração dos ataques diurnos e apresenta sintomas físicos semelhantes: palpitações cardíacas, suor excessivo, sensação de sufocamento… E, claro, o medo.

Qual a diferença entre ataque de pânico e síndrome do pânico?

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A diferença básica está na periodicidade. Quem sofre um ataque de pânico pode passar a vida inteira sem experimentar uma nova ocorrência. Já nos casos em que a síndrome do pânico é diagnosticada, os ataques são recorrentes.

A frequência é variável: uma vez ao ano, algumas vezes ao mês, todos os dias… Em certas situações, a pessoa enfrenta várias crises num curto intervalo de tempo (uma semana, por exemplo) e depois passa longos períodos sem enfrentar novos episódios.

O importante é que a frequência não seja negligenciada: necessita de tratamento. Do contrário, o “medo do medo” pode trazer sérias restrições. Uma das consequências é a agorafobia, que inviabiliza uma série de atividades rotineiras e impacta, severamente, nas relações sociais, profissionais, na qualidade de vida e bem-estar.

Quando ocorre o ataque de pânico, o que fazer? Como ajudar alguém em crise?

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O remédio é, obviamente, o antagonista da causa. Ou seja: a calma. Querendo ajudar alguém, ou a si próprio, numa circunstância dessas, lembre-se que qualquer atitude abrupta apenas piorará o quadro. Por exemplo: não segure a pessoa, não empurre um copo d’água, não a conduza para outro local à força. Também não fique agitado, falando demais ou muito alto. O ideal é fazer perguntas gentis, em tom suave e pausado, mostrando-se solícito.

Além de postura que inspire tranquilidade, você pode utilizar algumas técnicas. Todas tem o mesmo objetivo: afastar o pânico e promover serenidade. Se você sabe que sofre com o transtorno, pode se valer delas. Se conhece alguém que sofra, compartilhe as dicas!

E tenha em mente que descobrir como controlar as crises necessita do processo de autoconhecimento – do corpo e dos gatilhos mentais que funcionam para restabelecer sua normalidade.

1. Controle a respiração
A sensação de asfixia ou a hiperventilação são sintomas recorrentes de ataque de pânico. Dizer para si mesmo, ou para o outro, “respire normalmente” parece pouco eficiente, não é mesmo? Nessas horas, é importante conhecer estratégias que facilitem esse controle. Uma técnica bem simples é a de contar até 4. Consiste em inspirar, contando até 4, dar uma pequena pausa e expirar, contando até 4 novamente. Vá repetindo o processo, sempre atentando para fazer o exercício com calma, desacelerando.

2. Repita um mantra
O mantra é uma frase simples, que deve ecoar na mente ou ser dita em voz alta. Novamente, lembre-se que a velocidade é a chave.”Vai ficar tudo bem”, “logo vai passar”, são bons exemplos de mantras. Tente deixar as palavras longas, demoradas, para auxiliar no controle da inquietação.

3. Procure por um local sossegado
Multidões, profusão de luzes, sons… Difícil concentrar-se no próprio corpo com tantos estímulos externos, não? Sendo possível, procure se afastar – ou afastar a pessoa em crise – de lugares “tumultuados”. Se estiver ajudando alguém, recorde que não é para arrastá-la do espaço onde está. Convide-a a lhe acompanhar. Ofereça apoio, não um empurrão. Se for inviável encontrar um lugar mais silencioso – se estiver na rua, por exemplo – procure por um local onde se sinta mais protegido, encoste-se numa parede e foque sua atenção num ponto específico, num objeto. Descreva-o para si mesmo.
Ou feche os olhos – sempre ajuda – e mentalize um lugar que represente sossego para você.

4. Aplique a técnica do 5, 4, 3, 2, 1
Essa estratégia auxilia a pessoa a distrair-se dos sintomas, conduzindo a concentração ao “aqui e agora” concreto. Também, pelo desvio de foco, afugenta os medos de morrer ou enlouquecer, tão corriqueiros nas crises de pânico.

A instrução é de que se olhe no entorno e diga:
5 coisas que pode ver;
4 coisas que pode tocar;
3 sons que consegue ouvir;
2 cheiros que pode identificar;
1 coisa que consegue sentir o sabor.

5. Inale óleo essencial de lavanda
Os óleos essenciais são concentrados de plantas, cujos efeitos por inalação ou contato com a pele são estudados pela aromaterapia. O óleo de lavanda é um dos mais populares e seguros. É um cheiro conhecido por nós, já que suas versões sintéticas são extensivamente empregadas – de produtos de limpeza a cosméticos e perfumes.
Existem vários estudos que atestam sua influência como agente tranquilizante, inclusive melhorando a qualidade do sono.

Existe tratamento para ataque de pânico?

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Sim, existem medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos), que apenas o médico pode prescrever. Caso receba essa recomendação profissional, não se abstenha de usá-la. Porém, a medicação, sozinha, nunca é a melhor solução. É importante realizar atividades físicas, descobrir técnicas de relaxamento, investir na meditação.
E, principalmente, contar com um processo terapêutico, sendo especialmente útil a terapia cognitivo comportamental.

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*Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude. É engenheira formada pela UEL com MBA executivo pelo Insper. Executiva com 15 anos de experiência profissional em empresas como Votorantim e Arauco do Brasil. Apaixonada por psicologia e comportamento humano, faz psicoterapia pessoal há 7 anos. Também é maratonista amadora, palestrante, leitora voraz e colunista de comportamento, inovação e empreendedorismo.

ONG disponibiliza protetor solar gratuitamente no Parque Villa Lobos

Ação realizada pelo Instituto Melanoma Brasil acontece neste final de semana durante o Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor

O Instituto Melanoma Brasil, ONG que atua na divulgação e conscientização do melanoma, tipo de câncer de pele mais perigoso e letal, irá disponibilizar protetor solar gratuitamente para uso dos frequentadores do Parque Villa Lobos, localizado em São Paulo (SP), neste final de semana, dias 17 e 18 de agosto. Um totem será instalado na Ilha Musical e estará disponível para o público durante o lX Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor, das 8 às 17 horas.

Esse é o segundo ano que o Melanoma Brasil participa do Rocky Spirit. Durante os dois dias o protetor solar estará à disposição dos visitantes e praticantes de atividades físicas do parque. A campanha visa promover a importância da proteção solar, independentemente de estar fazendo sol ou chuva.

“Nosso objetivo é alertar a população sobre os perigos do melanoma e oferecer informações sobre medidas preventivas para combater a doença. É importante que as pessoas saibam que estações mais frias, como outono e inverno, também oferecem riscos de câncer de pele. Quando supostamente o sol não apresenta perigo, ações preventivas fundamentais são deixadas de lado como o simples hábito de aplicar protetor solar”, explica Rebecca Montanheiro, presidente do Melanoma Brasil.

O câncer de pele é muito comum entre brasileiros e, sozinho, apresenta mais casos no País do que os outros 17 tipos de tumores, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O melanoma é um tipo de câncer de pele originado nos melanócitos – células que produzem a melanina, substância responsável pela cor da pele.

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Ele representa apenas 5% dos tumores malignos de pele, mas é o de maior gravidade e mortalidade devido a sua grande capacidade de produzir metástases – quando as células tumorais comprometem outros órgãos, tais como fígado, pulmões e cérebro. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estimou 6.260 novos casos para 2018-2019, sendo 2.920 em homens e 3.340 em mulheres.

Informações: Melanoma Brasil

Primeiro teste de sangue do mundo para doença celíaca à vista

Cientistas identificaram biomarcadores que podem formar a base do primeiro exame de sangue do mundo para doença celíaca. Eles descobriram que a exposição ao glúten em pessoas com doença celíaca provoca um aumento de certas moléculas inflamatórias na corrente sanguínea que se correlaciona com sintomas comuns.

O método atual para diagnosticar a doença celíaca pode levar semanas ou meses. Envolve pessoas que consomem glúten e experimentam os efeitos colaterais desagradáveis ​​durante todo esse tempo. Um exame de sangue poderia reduzir esse tempo para horas.

A empresa de biotecnologia ImmusanT Inc., de Cambridge, Massachusetts, nos EUA, liderou a equipe internacional por trás da descoberta recente, que aparece na revista Science Advances.

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MedicalNewsToday

“Pela primeira vez”, diz o coautor sênior do estudo Dr. Robert P. Anderson, diretor científico da ImmusanT, “nós descrevemos a reação inflamatória que os pacientes com doença celíaca experimentam nas horas imediatas depois que eles são expostos ao glúten”.

Anderson sugere que as descobertas também podem levar a métodos que ajudem a localizar pessoas sem doença celíaca – mas que apresentam sintomas semelhantes – e as orientar para tratamentos mais adequados.

A doença celíaca é uma condição vitalícia que afeta cerca de 1% das pessoas nos países ocidentais, de acordo com dados da Organização Mundial de Gastroenterologia.

Glúten desencadeia ataque autoimune ao intestino

pão sem lactose e gluten

Pessoas com doença celíaca têm uma reação imune adversa ao glúten, uma proteína que está presente no trigo, centeio, cevada e alimentos que os contêm, como macarrão e pão. A presença de glúten no intestino faz com que o sistema imunológico ataque o intestino delgado. O ataque danifica o sistema digestivo e reduz sua capacidade de absorver nutrientes, causando uma série de sintomas.

Os sintomas da doença celíaca incluem inchaço, diarreia, vômito, a presença de muita gordura nas fezes (esteatorreia), anemia devido à deficiência de ferro e perda de peso. Em crianças, também pode resultar em falha de crescimento. Pessoas com doença celíaca têm que seguir uma dieta sem glúten para o resto de suas vidas.

Especialistas sugerem que o número de pessoas com doença celíaca diagnosticada não reflete a verdadeira prevalência da doença. Eles acreditam que muito mais pessoas permanecem sem diagnóstico.

Aumento de moléculas inflamatórias

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Anderson e seus colegas descobriram que a injeção de peptídeos de glúten em pessoas com doença celíaca levou a sintomas, como náuseas e vômitos, bem como níveis mais altos de certas moléculas do sistema imunológico. Peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos.

“Os sintomas desagradáveis associados à doença estão ligados a um aumento das moléculas inflamatórias na corrente sanguínea, como a interleucina-2 (IL-2), produzida pelas células T do sistema imunológico”, explica. “Esta resposta é semelhante ao que acontece quando uma infecção está presente; no entanto, para pessoas com doença celíaca, o glúten é o gatilho”, acrescenta o médico.

Cientistas do ImmunanT. identificaram as moléculas inflamatórias enquanto realizavam um teste de um possível tratamento celíaco. Eles viram como a injeção de peptídeos de glúten levou a sintomas que se correlacionaram com os níveis elevados dos marcadores de sangue.

Em outros testes, os pesquisadores também mostraram que quando as pessoas com doença celíaca consumiam glúten, elas experimentavam o mesmo aumento na IL-2.

O trabalho de usar as descobertas para desenvolver um simples exame de sangue para a doença celíaca já está em andamento, diz o autor do estudo, Dr. Jason A. Tye-Din, professor associado e chefe de pesquisa celíaca no Instituto Walter e Eliza Hall, na Austrália.

Tye-Din, que também é gastroenterologista no The Royal Melbourne Hospital, acrescenta que “para muitas pessoas que seguem uma dieta sem glúten sem um diagnóstico formal de doença celíaca, tudo o que pode ser necessário é um exame de sangue antes e quatro horas depois, uma pequena refeição de glúten”.

“Isso seria uma melhora dramática na abordagem atual, que exige que as pessoas consumam ativamente o glúten por, pelo menos, várias semanas antes de passar por um procedimento invasivo para amostrar o intestino delgado”, finaliza Tye-Din.

Nota da Redação: a notícia é muito boa, mas é preciso lembrar que esse exame pode demorar para chegar por aqui. 

Por Catharine Paddock PhD, com checagem de Paula Field – Fonte: Medical News Today

Dez alimentos que pioram as taxas de colesterol

Este mês, comemoramos o Dia Nacional do Combate ao Colesterol. O assunto merece total atenção, já que de acordo com dados do DataSUS, em 2017 ocorreram 358 mil mortes causadas por doenças do aparelho circulatório no Brasil. Significa dizer que um a cada três óbitos tem como causa problemas cardiovasculares.

“É um número alto e simboliza uma morte a cada 40 segundos, proveniente de doenças que, em sua maioria, podem ser diagnosticadas e tratadas”, afirma José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

Por isso, é importante lembrar que a alimentação saudável é a principal estratégia para manter as taxas de colesterol controladas, reduzindo-se as chances de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e infarto.

“O colesterol é sintetizado em diversos tecidos do nosso corpo, mas é no fígado onde ocorre sua maior síntese, sendo transportado para todo o corpo pelas lipoproteínas. As mais importantes são as Lipoproteínas de Baixa Densidade [LDL] e as Lipoproteínas de Alta Densidade [HDL]”, explica a nutricionista Regina Helena Marques Pereira, do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

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Thinkstock

LDL é o chamado “colesterol ruim” porque está associado com o maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares. “O ideal é que sua taxa sanguínea fique abaixo de 130 mg/dl”, afirma a especialista. HDL é o “colesterol bom”, que ajuda a remover o excesso de colesterol do corpo, favorecendo sua excreção. O indicado é manter a taxa superior a 40 mg/dl. Temos, ainda, as VLDL, que são relacionadas ao transporte principalmente de triglicerídeos, que também oferecem risco à saúde do coração.

Segundo Regina, manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas são as principais ações a serem realizadas para diminuir o risco de doenças cardiovasculares causadas pelo colesterol. “O colesterol dos alimentos contribui com 30% do colesterol do organismo humano”, complementa a nutricionista.

Ela elaborou uma lista com os 10 vilões na luta contra o colesterol, e ressalta que o equilíbrio continua sendo o principal segredo de uma dieta saudável. “Todos esses alimentos podem ser consumidos e apenas se tornam prejudiciais à saúde quando ingeridos em grandes quantidades e com bastante frequência. Por isso, é importante lembrar: mantenha um padrão alimentar saudável, rico em frutas, verduras e legumes”.

Confira a lista:

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1 – Bombom: é uma versão de chocolate com pouquíssimo cacau e muitos ingredientes, dentre eles gorduras adicionadas – principalmente hidrogenada – trans, que é a mais aterogênica.

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2 – Carnes gordas: a gordura animal está intimamente ligada com o aumento de colesterol e formação de placas de aterosclerose, pois é rica em gorduras saturadas.

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3 – Manteiga: fonte exclusiva de gorduras saturadas de origem animal. Altamente aterogênica.

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4 – Creme de leite: mesmos princípios da manteiga.

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5 – Nuggets: são empanados, pré-fritos em gordura vegetal hidrogenada, a mais aterogênica de todas as gorduras presente em alimentos industrializados.

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6 – Óleo de coco: rico em gorduras saturadas conhecidas como principal gordura relacionada ao aumento de colesterol total, LDL colesterol e HDL colesterol. Porém, esta elevação de HDL não é suficiente para reduzir os efeitos negativos do aumento das LDL que este tipo de gordura promove.

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Foto: Own work

7 – Produtos de charcutaria: salames, presuntos, linguiças. Ricos em gorduras saturadas de origem animal – devem ser evitados.

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8 – Queijos ricos em gorduras: (> 10% de gorduras saturadas por porção) – devem ser evitados.

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9 – Salgados e tortas elaborados com massa podre:  massa podre – pâte brisée-, é composta por farinha de trigo, gorduras (normalmente manteiga, às vezes banha ou gordura vegetal), água e sal.

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10 – Sorvete cremoso industrializado: elaborado com gordura vegetal hidrogenada em sua maioria. Alguns artesanais podem levar outro tipo de gordura menos nociva.

Fonte: Socesp – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 1976. Regional da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Departamento de Cardiologia da Associação Paulista de Medicina.

 

A importância dos cuidados com os ombros

Depois das dores na coluna, as dores nos ombros são as reclamações mais frequentes nos consultórios

Os ombros são as articulações mais flexíveis do corpo humano, permitindo movimentos que chegam a quase 360°. Eles também são responsáveis pelo movimento dos braços, juntamente com a musculatura das costas e peito e por isso, uma lesão nesta região pode prejudicar e muito, a mobilidade e a qualidade de vida do paciente.

“Normalmente nos atentamos apenas a coluna e acabamos esquecendo dos cuidados com os ombros, mas a grande questão é que negligenciar essa região pode trazer complicações relevantes” – pontua Thiago Righetto, ortopedista e médico do esporte.

Woman at the Gym Experiencing Pain

O primeiro passo é avaliar qual é o tipo de dor, a intensidade e se ela é temporária ou frequente. Segundo o especialista é importante se manter atento a qualquer sinal diferente no corpo, uma vez que as dores nos ombros podem se tornar crônicas e de difícil tratamento. Ou seja, se a dor persistir por alguns dias e ou piorar mesmo com o repouso, é aconselhável procurar um médico; em outros casos, pode ser apenas um mau jeito, uma sobrecarga temporária, ou um movimento brusco feito de maneira equivocada e ocorre melhora progressiva mesmo sem tratamento.

Por isso, manter essa região (músculos e tendões), fortalecida é extremamente importante tanto para a parte funcional, quanto para a parte estética. Além de ser a principal maneira de evitar doenças como: tendinose, bursite, artrite e osteoartrite. Temos que pensar que usamos os ombros no dia a dia, principalmente durante movimentos dos braços acima do nível da cabeça.

Outra maneira de evitar problemas nessa região é praticar atividade física de maneira consciente, evitando a sobrecarga do corpo e respeitando os tempos de pausas e cessando o exercício a qualquer sinal de incômodo. “A área da musculação em na academia é uma das favoritas dos alunos, mas se praticada sem supervisão, determinados exercícios podem provocar sobrecarga nos tendões e articulação, podendo causar tendinose, lesões musculares e até desgaste da cartilagem” – explica Righetto.

Woman With Shoulder Pain

E, além disso, as bolsas e mochilas usadas para carregar roupas, acessórios e outros objetos também podem estar contribuindo com o aumento da sobrecarga muscular e alterações posturais em virtude do excesso de peso e da maneira errônea de carregá-la, colocar e retirar do chão. “O ideal é que a bolsa não pese mais de 10% do peso da pessoa e que tenha duas alças, para evitar a sobrecarga em apenas um lado” – resume.

Fonte: Thiago Righetto é médico ortopedista, com especialização em traumatologia do esporte e cirurgia do joelho. É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho e da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia; é também diretor da Associação Brasileira de Medicina de Áreas Remotas e Esportes de Aventura; e membro das internacionais Isakos, AAOS e AMSSM. Já foi médico pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) na Paralimpíada do Brasil em 2016 e da seleção de judô paraolímpica de 2014 a 2018 e atualmente atua junto ao CPB.

Solon V: tecnologia para tratar todo tipo de vasinhos, varizes e manchas

Com o laser MultiStation (ND: Yag 1064nm), Vektra QS (Q-Switched 532 e 1064nm) e a Luz Intensa Pulsada Expert Light, Solon V reúne vários métodos que, juntos, possibilitam um resultado melhor e com menos efeito colateral

Acaba de chegar ao mercado a plataforma Solon V, equipamento que faz o tratamento de vasos sanguíneos e de hiperpigmentações pós-procedimento e dispõe de três tecnologias exclusivas: laser MultiStation (ND:Yag 1064nm), Vektra QS (Q-Switched 532 e 1064nm) e Expert Light (Luz Intensa Pulsada).

“Os vasos sanguíneos são multiformes: grandes, pequenos, tortuosos, profundos, superficiais, vermelhos, arroxeados e azulados. Cada tipo de vaso responde melhor a um tipo de tratamento. A plataforma reúne as tecnologias para tratar todos os tipos de vasos, desde os pequenos até os mais calibrosos. Para conseguir tratar o vaso sob medida, as três tecnologias ainda podem ser associadas a técnicas de espuma e aplicação líquida chegando em uma fórmula ideal para tratar o vaso especificamente de acordo com sua característica”, afirma o cirurgião vascular Marcelo Zanoni.

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Foto: Winzy Lee/Shuttestock

De acordo com o médico, o grande benefício dessas tecnologias em uma mesma plataforma é reunir vários métodos que, juntos, possam chegar em um resultado muito melhor que antigamente e com menos efeitos colaterais. “De uma forma geral, as tecnologias para tratamento vascular do equipamento provocam uma lesão térmica somente na parede de dentro da veia, que é absorvida pelo organismo, pois não passa mais sangue por ela”, explica Zanoni.

As três ponteiras têm características muito diferentes, segundo o médico. “A ponteira 1064 MultiStation faz os vasos mais calibrosos, profundos e arroxeados. Na mesma ponteira, nós temos spot sizes diferentes que vão tratar vasos mais finos e de uma coloração mais avermelhada”, afirma o cirurgião vascular.

A ponteira de luz pulsada, que é a MultiWave, é indicada para tratar vasos muito finos e superficiais. “A luz pulsada vai possibilitar o tratamento de vasinhos pequenos, aqueles que quase aparentam ser pequenas manchas avermelhadas na pele, mas que no fundo são microvasos”, diz o médico. A associação da Expert Light mais o MultiStation consegue tratar uma mescla de vasos grossos e finos em uma mesma região.

Além disso, o Vektra QS é indicado para o tratamento de manchas da pele, dermatite ocre e pigmentos de melanose, que pode ser associado ao tratamento dos vasos, clareando manchas no mesmo procedimento.

“O Vektra QS também vai nos ajudar no tratamento da dermatite ocre, que é aquela inflamação que a pele tem por insuficiência das veias. Essas pigmentações vão ser tratadas por ele principalmente em pacientes de fototipo elevado e manchas devido ao sangue acumulado nas porções mais profundas da pele, enquanto que a luz pulsada também vai ajudar no tratamento dessas manchas, mas nas hiperpigmentações mais superficiais de pele e nos fototipos mais claros, como 1, 2 e 3”, diz.

Como a doença venosa e os vasos sanguíneos são muito diferentes entre uma pessoa e outra, o tratamento em si, o número de sessões, vai depender da quantidade, da profundidade, do tipo de veia que a pessoa tem e dos métodos associados para fazer esse tratamento.

“Mas, de uma forma geral, o tratamento da paciente que vem tratar os vasos finos de pele, as telangiectasias, conseguimos com uma média de duas a três sessões resultados muito bons, sendo que na primeira sessão a pessoa já vai ver uma diferença. Então a média de sessões varia entre três e quatro sessões e conseguimos resultados muito bons. Elas são feitas com intervalo de 30 dias”, afirma o médico.

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A sessão dura, em média, de 30 a 45 minutos. E é possível associar a outros métodos, como espuma e aplicação líquida. “A combinação de métodos é a forma mais atual e que apresenta os melhores resultados”, finaliza Zanoni.

Fontes:

LMG – Laser Medical Group: é uma empresa experiente e transparente que atua e conhece o mercado nacional e tem, como objetivo, trazer soluções inovadoras à classe médica. Este segmento foi escolhido porque o sucesso no resultado dos tratamentos com os pacientes é o reflexo dos anos de estudo, comprometimento e respeito pela saúde. Portanto, trata-se de uma empresa realmente comprometida com esta classe, que trabalha constantemente para aumentar o escopo de tratamentos já realizados e melhorar a desempenho dos já existentes.

Marcelo Zanoni: cirurgião vascular

Infecção no dente é risco para doença cardíaca? Entenda a relação

Quando se pensa em cuidar da saúde do coração, automaticamente lembramos a necessidade de manter o monitoramento dos principais fatores de risco, como colesterol e hipertensão. Apesar de estes elementos serem de grande influência, o cardiologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Lucas Velloso Dutra, alerta que uma simples infecção de dente também pode gerar risco de doença cardíaca.

O especialista explica que o problema pode ser causado quando uma bactéria se dissemina pela corrente sanguínea e atinge o órgão, ocasionando, então, comprometimentos.

“A doença cardíaca relacionada a uma infecção na cavidade oral é chamada de endocardite infecciosa (EI), que consiste na inflamação das válvulas cardíacas. Em casos mais graves é necessária a troca dessas válvulas”, complementa.

Apesar de infecção secundária na boca ser algo comum, o médico esclarece que as consequências ao coração comumente atingem pacientes que já possuem alguma predisposição, como cirurgia cardíaca prévia, problemas congênitos das valvas ou quadros clínicos em que existe diminuição da imunidade.

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A rapidez no diagnóstico e tratamento adequado são fundamentais para evitar a piora do quadro e evitar comprometimento do coração e outros órgãos, sem deixar de lado, é claro, o cuidado com a saúde bucal. O alerta fica para os primeiros sinais que são febre, mal estar, taquicardia e falta de ar. Dutra esclarece que após a detecção, o problema pode ser tratado apenas com antibiótico ou, em casos mais graves, uma cirurgia cardíaca.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Pesquisa mostra que pacientes recebem informações falsas sobre diagnósticos na internet

Apesar da facilidade, informações genéricas podem preocupar sem necessidade ou tratar como insignificante um problema sério de saúde

Uma dor de barriga ou de cabeça que não passa e você corre para o Google para ler sobre o assunto, certo? O que pode parecer uma facilidade em conseguir informações sobre doenças, também pode na verdade ser um dos maiores vilões nesse caso, porque além de sermos “máquinas complexas” e termos históricos únicos de vida, o site de busca não é um médico, e isso faz toda a diferença.

Um pesquisa realizada com 570 médicos registrados na Doctoralia, plataforma líder global do setor de agendamento de consultas, mostrou que 73% deles receberam algum questionamento de seus pacientes no último ano sobre saúde que ao final descobriu-se ser apenas um boato. Mais do que isso, 72% desses profissionais notaram um aumento desses casos, ou seja, cada vez mais as pessoas procuram diagnósticos na internet e recebem informações que não são fidedignas.

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Por exemplo, uma dor de cabeça no campo de busca do Google pode trazer diagnósticos de febre, dengue, meningite, AVC e tantas outras patologias que podem preocupar sem necessidade ou, no pior dos casos, passar uma falsa sensação de tranquilidade. Esse comportamento está fazendo com que os médicos fiquem preocupados com o que eles estão chamando de “cibercondríacos”, aqueles pacientes que se autodiagnosticam por meio de pesquisas na internet.

“Todo site sério sobre saúde ressalta, de uma forma ou outra, que as informações contidas ali não substituem uma consulta médica. Aqui mora o principal problema das pesquisas na internet: as informações acerca de uma condição de saúde ou doença disponíveis online muitas vezes são tratadas como diagnóstico pelo usuário”, diz Frederic Llordachs, médico cofundador da Doctoralia.

De acordo com a pesquisa, 87% dos médicos atribuem esse aumento aos novos canais de comunicação imediatos (WhatsApp, redes sociais etc) que permitem a difusão mais rápida dos boatos. As razões que levam as pessoas a pesquisarem seus sintomas na internet vão desde a comodidade até a ansiedade, passando pela dificuldade de atendimento.

Sobre as maiores dúvidas, os médicos puderam escolher mais de um tema na resposta, e entre os entrevistados, os maiores boatos surgem sobre as terapias alternativas. Nesse contexto, 62% dos profissionais são procurados por dúvidas dessa natureza. Em segundo lugar ficam as dúvidas sobre alimentação (45%), seguidas de questões sobre câncer (38%), efeitos adversos de medicamentos (34%), sexualidade (15%), dores (11%), intoxicação por medicamentos (10%) e outras naturezas que somam 7% dos questionamentos.

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Mas, 9 a cada 10 médicos acreditam que os pacientes deveriam receber formação para distinguir os boatos das informações verdadeiras. “Além de informações que podem estar erradas, ainda há casos em que a informação passada por um parente ou amigo, ganha um ar de credibilidade falso e perigoso. Mesmo quando um diagnóstico é feito em consultório, nem sempre é conclusivo e rápido, ou seja, a saúde merece atenção e cuidado”, explica Llordachs.

Mas há como ter tudo isso com um respaldo profissional. A Doctoralia, por exemplo, é uma plataforma gratuita para pacientes na qual um médico especialista, ou vários, respondem em até 48h qualquer pergunta sobre saúde em diversas especialidades. Além disso, o sistema busca um médico que esteja próximo da sua localidade e já apresenta os horários disponíveis para o agendamento da consulta.

O diferencial é enorme, afinal de contas existe um profissional lendo a pergunta do usuário, ou seja, uma personalização de atendimento online e não uma informação colocada da mesma maneira para milhares de visitantes diferentes de um site. A pergunta do usuário é enviada para todos os especialistas compatíveis que estão cadastrados no site, dessa forma, o remetente pode receber mais de uma avaliação, algo impossível de se fazer fisicamente em apenas 48h.

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Na Doctoralia, o usuário pode inclusive fazer sua pergunta de forma anônima, o que em alguns casos nos quais a descrição dos sintomas podem constranger a pessoa é uma ferramenta bastante interessante. A dica do site na hora de perguntar é simples: faça uma pergunta de saúde clara, objetiva, seja breve. Dessa forma a resposta pode ser muito mais assertiva do que sua pesquisa no “Dr. Google” e você pode evitar uma dor de cabeça maior ainda.

Reduzir 300 calorias na dieta pode ajudar coração, revela novo estudo

Quem eliminou essa quantidade de consumo calórico conseguiu baixar a pressão arterial e os níveis de colesterol ruim, dois dos principais fatores de risco para o infarto

Um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, mostrou que a redução de apenas 300 calorias diárias em uma dieta pode conferir benefícios para a saúde cardiovascular. Isso também vale para quem já está no peso ideal. A pesquisa foi publicada em 11 de julho, na prestigiada revista inglesa The Lancet Diabetes & Endocrinology.

De acordo com a Diretora Executiva do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Profª Drª Nágila Raquel Teixeira Damasceno, a pesquisa comprova que a alimentação saudável é um dos fatores essenciais para o combate às doenças cardiovasculares em todo o mundo. “A atuação do nutricionista dá-se em todas as etapas de um tratamento cardíaco: desde a prevenção até a plena reabilitação do paciente”, explica a especialista.

O trabalho mostrou que quem reduziu essa quantidade de consumo calórico conseguiu baixar a pressão arterial e colesterol associado à LDL, dois dos principais fatores de risco para o infarto agudo do miocárdio. Além disso, houve diminuição de 24% nos triglicérides, que também influencia significativamente a obstrução das artérias.

“No caso específico do controle da hipertensão, além da redução calórica, é desejável o controle no consumo de sal. Por sua vez, o controle de níveis adequados de colesterol e triglicérides pode ser otimizado, não só pela redução das calorias ingeridas, mas também otimização no consumo de alimentos ricos em fibras e gorduras saudáveis como aquelas encontrados em peixes, abacate e alguns óleos vegetais”, fala a médica. “Portanto, redução na quantidade das calorias e melhora na qualidade dos alimentos é a receita correta para a saúde cardiovascular”, completa.

Dados do DataSUS mostram que as doenças do aparelho circulatório são as que mais matam no Brasil: um a cada três óbitos tiveram estas causas em 2017. No total, foram mais de 358 mil mortes.

“Combater a mortalidade cardiovascular é um grande desafio. Por isso, estudos como esse alertam para a necessidade de eliminar os fatores de risco ao infarto como obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão e colesterol alto atuando de maneira preventiva. Por isso, recomendamos sempre uma dieta saudável, o controle do peso corporal e a prática de atividades físicas”, afirma José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Socesp.

Afinal, quanto é 300 calorias?

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=Uma barrinha e meia de chocolate (120g);
=Seis biscoitos recheados;
=Bife frito ou macarrão (100g);

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Pixabay

=Dois copos de café com leite, se acrescidos de açúcar;
=Um pacote de pipoca de micro-ondas (80 g);
=Metade de um lanche de fast-food (100g);

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=Uma embalagem de batata frita vendida em Fast Food (100g).

Fonte: Socesp

Cuidados ao fazer as unhas fora de casa: veja dicas de como evitar contaminação

Especialista da Doctor Feet ensina dicas para proteger a saúde ao frequentar salões e esmalterias para cuidar das mãos e dos pés

Quem não quer as unhas sempre bem-feitas e bonitas? A praticidade dos serviços de manicure faz com que muitas pessoas busquem regularmente salões e esmalterias para este fim, porém, deve-se levar em consideração os riscos de contaminação ao realizar o procedimento sem checar os cuidados com a higiene e manipulação dos produtos utilizados.

Segundo Cristina Lopes, podóloga e coordenadora técnica da rede Doctor Feet, algumas medidas, fiscalizadas antes do atendimento, podem evitar qualquer problema. “A remoção da cutícula cria pequenas aberturas por onde existe a chance de contaminação. Essas lesões são a principal porta de entrada para vírus e bactérias, além de outros riscos relacionados a técnica, como o enfraquecimento das unhas, micoses e a descamação”, comenta.

A especialista dá algumas cuidados para prevenir doenças e evitar fungos e bactérias. Veja abaixo:

– Atente-se sobre a esterilização dos instrumentos

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Verifique se no local existe uma autoclave e veja como os instrumentos são manipulados. Se estiverem embalados em plástico é um bom sinal. Apesar da obrigação de esterilizar todos os instrumentos, é possível que você não conheça a procedência do estabelecimento na primeira visita. Segundo Cristina, um instrumento infectado pode transmitir doenças como, micoses bactérias e até mesmo hepatite B e C.

– Levar o seu próprio material não garante que ele esteja estéril

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É comum ouvir a orientação de levar os próprios instrumentos, porém, isso não garante que ele esteja estéril e livre de contaminação. A autoclave, que funciona através da esterilização por vapor, é o principal meio de garantir a assepsia dos alicates e espátulas.

– Verifique se alguns itens são descartados

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Lixas, palitos de unha e saquinhos devem ser descartados e substituídos após cada uso. Veja se a profissional utiliza novos itens antes de começar. Os vasilhames para imergir as mãos e os pés também devem estar cobertos com plástico, que devem ser trocados a cada atendimento.

– Não utilize separadores de dedo

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Muitas profissionais usam separadores de dedo de E.V.A e outros materiais. No mesmo local onde eles são posicionados ocorrem as frieiras e outras infecções por vírus e fungos, que podem ser transmitidas de uma pessoa para outra. O correto é utilizar algodão ou papel entre os dedos.

– Veja se a profissional usa acessórios de segurança

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O uso de instrumentos cortantes exige que a profissional use luvas descartáveis e máscara para proteger a sua própria saúde e a do cliente. “Na Doctor Feet existe o procedimento de entregar um equipamento de proteção individual as podologas, para que, desta forma, nossos clientes estejam totalmente protegidos.” comenta a especialista.

– Toalhas devem ser de papel

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Freepik

O uso da toalha de algodão para secar as mãos ou tirar o resíduo de creme é comum, porém, pode ser perigoso. O melhor é que a manicure use apenas papel toalha ou produtos semelhantes descartáveis. Mesmo quando individual, essas toalhas precisam ser lavadas em água quente e com produtos específicos para que não haja contaminação, o que não ocorre normalmente.

– Busque um médico no caso de inflamação por longo período

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Lesões nas cutículas são comuns durante o processo, porém, se elas permanecerem por mais de 5 dias, procure um dermatologista para evitar grandes complicações.

Fonte: Doctor Feet