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4 sinais de que você precisa descansar

Procura por aplicativos de saúde mental duplica; Guia da Alma e Gympass dão dicas de como desacelerar e cuidar da mente

É muito comum associarmos o tema “saúde” a exercícios, exames, dores físicas, mas, nos últimos anos, a saúde mental também deve ser levada em conta e este tema se tornou um pilar muito forte no contexto, principalmente no mundo corporativo. Para 86% dos trabalhadores ter benefícios como terapia online e treinamentos de habilidades emocionais podem ajudar a lidar com os impactos negativos da pandemia, é o que mostra uma pesquisa realizada pelo DataFolha.

O tema saúde mental não abrange somente doenças como depressão e ansiedade, mas sim o sono, a capacidade de concentração, o humor, e muito mais. Além da ajuda de profissionais capacitados, como psicólogos e psicoterapeutas, a tecnologia também se tornou uma aliada na conscientização. Um dos exemplos é o Gympass, plataforma completa de bem-estar corporativo, que viu a procura por aplicativos parceiros voltados para a saúde mental aumentar em 2.5 vezes de 2020 para 2021.

Além de acesso a profissionais, o aplicativo também oferece técnicas holísticas como meditação, yoga e thetahealing entre outras. O Guia da Alma, aplicativo parceiro de saúde mental e técnicas holísticas, notou que a procura por essas técnicas complementares triplicou.

Pensando nisso, Gympass e o Guia da Alma, prepararam uma lista com quatro sinais de que sua mente precisa de um descanso e dicas de como desacelerar e melhorar sua saúde por inteiro.

Foto: SelfSetFreeLiving

Sensação de exaustão: quando sentimos fadiga constante, é um sinal de que corpo e mente precisam descansar. Uma rotina desgastante e intensa, sem momentos de autocuidado, pode gerar esgotamento físico e mental, e até Burnout (síndrome do esgotamento profissional). Para evitar esse tipo de situação: respeite seus limites, inclua pausas durante o dia e pratique atividades relaxantes. Uma delas pode ser a inclusão da meditação mindfulness.

Mau humor: a impaciência e irritabilidade tendem a aumentar quando estamos cansados e estressados. Respire fundo, o seu corpo pode estar dizendo que você precisa de mais tranquilidade e descanso.

Dificuldade de concentração: quando estamos cansados, a capacidade cognitiva diminui, podendo causar falta de foco e memória. Nesses momentos, muitas pessoas tendem a querer forçar a mente a produzir. Mas, na verdade, isso é improdutivo. Às vezes tudo que a mente precisa é de um descanso. Um respiro para recarregar as baterias e voltar com tudo. Nesse caso, a prática da meditação pode ser uma grande aliada.

Pixabay

Tensão: nos novos modelos de trabalho remoto, costumamos passar muitas horas concentrados e sentados – nem sempre ficamos ergonomicamente posicionados. Isso pode trazer sobrecarga em regiões do corpo como a lombar, ombros e pescoço. Aliado a isso, o estresse e ansiedade da rotina, também podem causar dores e tensão no corpo. Para evitar esse tipo de situação: faça pausas, alongamentos e atividades físicas, como o yoga.

Uma forma de iniciar esse processo conhecendo a plataforma e agendando aulas no Guia da Alma, disponível pelo Gympass, e também no Wellz, plataforma inovadora de saúde mental que combina tecnologia com uma metodologia clínica robusta e está disponível exclusivamente no Brasil. Para fortalecer a plataforma, o Gympass anunciou recentemente a aquisição da startup brasileira de saúde mental Vitalk. Com a missão de tornar mais democrático o acesso à saúde emocional e mental, a plataforma oferece um programa completo de prevenção, cuidado e treinamento. Procurar por especialistas é o primeiro passo!

Fonte: Gympass

Por que sentimos tanta vontade de comer carboidratos em dias frios?

As temperaturas mais baixas ativam estímulos cerebrais primitivos que buscam acumular energia e aumentar os níveis de serotonina

Chega o outono/inverno e você só consegue pensar em comida: alimentos quentes e reconfortantes, um desejo louco por carboidratos… será que essa vontade toda de comer mais quando as temperaturas caem é real?

Sim, essa é uma tendência, inclusive, comprovada cientificamente. Existem estudos que já demonstraram que temos a tendência de comer mais nos meses de baixas temperaturas, com uma média de ganho de peso de 0,5 a 1kg no período.

Parece pouco, certo? Agora, pense nesse ganho constante ao longo dos anos. É aí, que, após dez anos, você se percebe com 10 kg a mais, sem saber exatamente o porquê.

É possível, no entanto, contornar essa vontade toda com algumas ideias bastante práticas e que, de fato, aquecem o corpo sem colaborar para o aumento do peso. Veja só:

Na hora do lanche, opte por fibras e proteínas

Botswanayouth

Seja por uma questão de evolução da espécie humana, que aprendeu a estocar energia calórica para os meses frios, seja por conta de estímulos cerebrais que enviam um alerta quando a temperatura corporal cai, o desejo por carboidratos, principalmente, tem como objetivo ajudar nesse estoque de energia / aumento da temperatura corporal. No entanto, além da sua digestão ser rápida, o carboidrato não gera sensação de saciedade.

“Associar as fibras ou as proteínas, que possuem uma digestão mais lenta, parece ser uma boa estratégia para aumentar a saciedade e diminuir o apetite nesta época do ano”, explica a endocrinologista e metabologista pela USP Paula Pires.

Não pule os treinos

Acredita-se que 6% da população mundial sofre de depressão, uma condição que pode se agravar nos meses em que a exposição solar cai – a chamada “depressão sazonal”. Esse diagnóstico também parece estar conectado aos níveis de serotonina no cérebro e ao consumo alto de alimentos ricos em carboidrato – que elevam essa liberação hormonal, gerando uma sensação temporária de bem-estar.

“O frio e os dias chuvosos reduzem nossos níveis de serotonina, e é sabido que a atividade física eleva esses mesmos níveis”, continua a médica. “Além disso, aumentamos nosso tempo em casa, no sofá, vendo televisão, o que muitas vezes está associado a comidas – diferente do verão que vamos a parques, praias e piscinas.”

Em resumo: vale a pena manter a rotina de exercícios físicos mesmo durante os meses mais gelados e chuvosos, colaborando para a sensação permanente de bem-estar gerada pela prática, combatendo a depressão sazonal e, claro, evitando o ganho de peso típico dessa época do ano.

Fonte: Paula Pires é endocrinologista e clínica geral formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); especialista em Endocrinologia e Metabologia; em Endocrinologia Pediátrica; em Clínica Médica.

12 produtos de primeiros socorros que todo mundo tem que ter em casa

Um kit com produtos básicos é necessário para evitar complicações em acidentes domésticos

Você tem um kit com produtos para primeiros socorros em casa? Se você não possui, monte já uma caixa com produtos que podem evitar complicações em acidentes domésticos e até mesmo em casos como resfriados e febres. Para quem já possui um kit de primeiros socorros, é preciso atenção se o que consta entre os medicamentos é realmente útil.

“Basicamente, é preciso ter produtos como algodão, cotonete, gaze, tesoura, esparadrapo, luvas e itens que atendem às necessidades em pequenos acidentes, como arranhões, cortes superficiais, queimaduras de primeiro grau”, conta Antônio Rangel, enfermeiro e consultor da farmacêutica Vuelo Pharma.

Alguns produtos não costumam estar nos kits que as pessoas têm em casa, mas valem o investimento. Um abaixador de língua, por exemplo, pode ajudar a ver algum objeto na garganta e até imobilizar um dedo da mão. Outra boa aquisição é uma bolsa térmica, que pode ser usada tanto fria quanto quente e serve para cólicas ou mesmo hematomas ou inchaço por pancada.

“Uma outra boa dica para ter em casa são produtos para queimaduras, supercomuns em adultos e crianças. Existe no mercado uma membrana chamada Membracel, que auxilia em casos de queimaduras de segundo grau, escoriações e até mesmo feridas mais profundas. É uma membrana de celulose cristalina capaz de substituir temporariamente a pele, além de isolar as terminações nervosas e acelerar o processo cicatricial. É bem versátil e multiuso, fácil de aplicar e muito mais efetiva que qualquer pomada”, explica.

Um alerta importante do profissional está relacionado aos resfriados ou gripes com sintomas febris. “O uso de anti-inflamatório em febre acima de 37,5 graus, acompanhada de tosse e falta de ar, não é recomendado. Busque um médico imediatamente neste caso”, avisa.

Alertas

O consultor chama atenção para o uso de algum produto do kit de primeiros socorros em pessoas que usam medicamentos de forma contínua. “É preciso atenção a interação entre o que a pessoa ingere normalmente e o que está no kit. Alguns produtos utilizados de forma combinada podem não ser eficientes ou até comprometer o tratamento que está em andamento”, enfatiza Rangel, lembrando que a automedicação deve ser evitada ao máximo.

Outro ponto de atenção é em relação a pessoas alérgicas e ao vencimento dos medicamentos, que não devem ser estocados ou armazenados por longos períodos. Ele alerta, ainda, que kits de primeiros socorros devem sempre ficar longe de crianças, observando regras de prevenção a acidentes domésticos, como guardar produtos de limpeza, higiene e álcool em local adequado, preferencialmente em lugares altos.

Confira a sugestão de kit de primeiros socorros para ter em casa:

-Algodão
-Antisséptico em spray
-Bolsa térmica
-Cotonetes
-Dipirona
-Esparadrapo ou micropore
-Gaze estéril
-Membracel
-Paracetamol
-Soro fisiológico 0.9%
-Termômetro
-Tesoura

Fonte: Vuelo Pharma

5 dicas de como emagrecer com saúde e ter novos hábitos alimentares e comportamentais

O programa de educação nutricional Alimentação para Vencer — Kachimeshi, desenvolvido pelo Grupo Ajinomoto, busca incentivar mudanças de hábitos para promover o peso saudável

Existem diversos caminhos que levam à perda de peso, contudo algumas opções nem sempre visam a saúde e o bem-estar durante o processo. O emagrecimento deve ser uma consequência da mudança de estilo de vida, englobando a adoção de hábitos alimentares e comportamentais mais saudáveis, gerando impacto na saúde física e emocional.

Para aderir a uma alimentação equilibrada, com o consumo de diferentes grupos alimentares e seus benefícios, é preciso evitar exageros e fazer escolhas inteligentes que proporcionam ampla saciedade.

Pensando nisso, a equipe de Marketing-Nutrição da Ajinomoto do Brasil listou algumas dicas conforme o conhecimento em aminoácidos e os direcionamentos do conceito Alimentação para Vencer – Kachimeshi, programa de educação nutricional do Grupo Ajinomoto, alinhado à orientação da Política de Nutrição da Ajinomoto do Brasil, de modo a contribuir com a saúde e a nutrição da população:

1-Faça boas escolhas em sua rotina

Diante da oferta crescente de alimentos de alto teor calórico, a escolha por alimentos saudáveis pode parecer desafiadora. Porém, à medida que a prática se torna hábito e a percepção de bem-estar for associada, consumir tais alimentos será uma escolha natural.
Reduzir o consumo frequente de alimentos com maior valor energético, como frituras, por exemplo, nas principais refeições. Importante ingerir frutas, verduras e beber bastante água. Estes são passos importantes para modificar os maus hábitos alimentares e reprogramar a mente em relação à comida. Além disso, manter as três principais refeições do dia é fundamental, bem como os lanches intermediários para promover saciedade, evitando assim o exagero no momento do café da manhã, almoço e jantar. Aqui é fundamental ter atenção a porção de cada alimento consumido para evitar o excesso de calorias.
A partir dessa transformação na rotina, o paladar se adapta e tem-se uma nova compreensão da diferença entre ter fome e vontade de comer.

2-Consuma proteínas e tenha mais saúde

Foto: Marina Davydenko/Pixabay

O consumo de proteínas traz inúmeros benefícios para a saúde, como o fortalecimento dos ossos e músculos, deixando o corpo mais forte e saudável. Para garantir esses benefícios é importante fracionar o consumo das proteínas ao longo das refeições. Ademais, o consumo de proteínas contribui para uma saciedade mais duradoura, o que auxilia no emagrecimento.
Mas, em quais alimentos as proteínas estão presentes? A resposta é simples: carnes, ovos, peixes, aves, leite e queijos são exemplos de alimentos de origem animal. Já as proteínas de origem vegetal podem ser consumidas por meio de feijões, ervilha, grão-de-bico, lentilha, amendoim e nozes.

3-Descubra novas receitas e se aventure na cozinha

Quando o assunto é alimentação saudável, muitas pessoas pensam que o preparo dos alimentos é difícil e trabalhoso. Mas a verdade é que existem inúmeras receitas práticas e saborosas que podem colaborar no prazer em criar pratos e experimentar comidas que despertem os sentidos gustativos. No portal Sabores Ajinomoto – Alimente-se bem é possível encontrar diversas opções de receitas, nutritivas, equilibradas e práticas, desenvolvidas pelo time de especialistas em alimentação da Ajinomoto do Brasil, atendendo às necessidades de diferentes estilos e fases da vida.

4-Movimente o seu corpo

A prática de exercícios físicos é importante para somar ao novo estilo de vida e adquirir hábitos comportamentais que visam melhorar a saúde física e emocional. Além de auxiliar na queima de calorias, manutenção e ganho de massa magra, promover mais disposição e colaborar para um sono melhor, as atividades físicas são uma forma de aliviar a tensão da rotina. Com opções variadas, a escolha da atividade deve ser prazerosa e divertida. Portanto, é importante selecionar alguma que dê vontade de movimentar o corpo e curtir o momento.

5-Se houver algum deslize, não se culpe

Pinterest

Lembrar que você está em um processo de mudança de estilo de vida é essencial para não se culpar, caso ocorra algum deslize na alimentação. Caso aconteça, evite ações drásticas para compensar esses deslizes. Alguns fatores emocionais do dia a dia podem ser verdadeiros gatilhos para o consumo de alimentos mais calóricos. Por isso, é fundamental reconhecer os fatos e recalcular a rota para avançar.

Para saber mais sobre o programa de educação nutricional Alimentação para Vencer – Kachimeshi, clique aqui.

Fonte: Ajinomoto do Brasil

Pesquisa revela quais são as vitaminas mais recomendadas para os brasileiros

Levantamento da Vitamine-se mostra os suplementos alimentares essenciais na rotina de mais de 60 mil pessoas

Uma pesquisa realizada pela Vitamine-se, startup brasileira que oferece suplementos personalizados, mostrou quais são as vitaminas mais indicadas para os brasileiros. O levantamento foi realizado com uma base de 61 mil respostas do Quiz proprietário da plataforma da empresa e revelou que os 5 compostos mais recomendados são: magnésio quelato, ômega 3, triptofano, vitamina D3 e luteína.

Em 2020, 59% dos lares brasileiros possuíam pelo menos uma pessoa consumindo suplementos alimentares, segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad). Nesse sentido, o site da startup utiliza inteligência artificial e machine learning, aliado a experiência de nutricionistas para personalizar a experiência e recomendar os melhores nutrientes para o usuário — considerando o estilo de vida, objetivos e necessidades de cada pessoa.

“Normalmente, a busca por vitaminas e minerais se baseia em 2 pilares: saúde ou estética. Quando o nosso Quiz recomenda uma vitamina, ele se baseia nas principais preocupações da pessoa, visando o que ela quer resolver. Isso nos mostra que a maioria das pessoas está buscando um estilo de vida saudável, e a suplementação está muito relacionada a isso”, explica Thais Bonelly, Head de Nutrição na Vitamine-se.

E para que essas vitaminas servem? A nutricionista explica:

Foto: Jeltovski

Magnésio quelato: cerca de 60% do magnésio é encontrado nos ossos, enquanto o restante está nos chamados “tecidos moles” — músculos, veias e artérias, pele, articulações e órgãos. O magnésio está presente principalmente em alimentos integrais ou em suplementos. Sua maior funcionalidade é auxiliar no funcionamento neuromuscular e no equilíbrio dos eletrólitos, além de ajudar no metabolismo de proteínas, carboidratos, gorduras e a formação de dentes e ossos;

Ômega 3: segundo o Ministério da Saúde, o ômega 3 é considerado um alimento funcional, o que significa que seu consumo deve ser regulado na dieta. Rico em uma gordura saudável proveniente de peixes, o ômega 3 não é produzida pelo nosso corpo, mas é essencial para uma dieta balanceada. Auxilia na função cerebral e cardíaca;

Triptofano: 40% da população brasileira que sofre com algum transtorno do sono, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A alta procura pelo triptofano se da por ele ser um aminoácido que ajuda na produção da serotonina, neurotransmissor associado ao sono e que também está diretamente relacionado à regulação do humor e ao controle do estresse. Nosso corpo não consegue produzi-lo, então é importante obter através de suplementação ou alimentos ricos;

Vitamina D3: auxilia na formação de ossos e dentes e também na manutenção de níveis de cálcio no sangue. Suplementar pode ajudar a normalizar os níveis de vitamina D em pessoas com deficiência. Além disso, auxilia no bom funcionamento do sistema imunológico, no processo de divisão celular e no funcionamento muscular;

Luteína: essencial para o bom funcionamento do organismo, a Luteína pode ser suplementada se não houver um consumo adequado através da alimentação. Ajuda na saúde da visão, previne o envelhecimento precoce da pele e contribui para a proteção da mesma contra luz UV, azul e radicais livres.

A falta de vitaminas traz diversos problemas para a saúde, pois elas ajudam a manter o equilíbrio de muitas funções corporais. E, para quem quiser descobrir quais as vitaminas mais indicadas, o Quiz da Vitamine-se está disponível clicando aqui.

Fonte: Vitamine-se

Rinite alérgica, asma e bronquite alérgica: entenda como minimizar os sintomas

Com o outono presente e a proximidade do inverno, quem sofre com as alergias respiratórias já sabe: em breve, vêm aí a temporada de espirros, coceiras no nariz e até falta de ar. Se muita gente convive com os sintomas das alergias respiratórias, poucos sabem fazer a distinção entre rinite alérgica, asma e bronquite alérgica. A alergologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, soluciona essa dúvida de forma rápida e explica: todas são reflexo da mesma doença.

Segundo a médica, a rinite alérgica e a asma, também conhecida como bronquite alérgica, são a manifestações da mesma doença e na grande maioria das vezes, são causadas por um quadro de Alergia Respiratória, diante de substâncias que ficam suspensas no ar, como os ácaros, epitélio de animais e polens, classificadas como aeroalérgenos.

“Algumas pessoas nascem com uma predisposição genética para desenvolver as alergias respiratórias e após o contato com os aeroalérgenos, desenvolvem anticorpos específicos responsáveis pela reação alérgica. Portanto, após a sensibilização, toda vez que tiver contato com os aeroalérgenos, terá uma reação inflamatória na mucosa do trato respiratório- que vai desde o nariz até o pulmão”, explica Yara Mello.

É a inflamação o elemento que causa os sintomas. Os mais comuns no caso da rinite alérgica são os espirros em sequência, coceira, coriza e obstrução nasal. No caso da asma, há crises de tosse, chiadeira e falta de ar – o que, nos casos mais graves, pode até mesmo levar à morte.

Para evitar isso, é importante que haja um tratamento adequado, além de um diagnóstico preciso. “Outras doenças como resfriado, sinusite e até mesmo refluxo gastroesofágico podem desencadear sintomas semelhantes às alergias respiratórias. Por isso, o ideal é escutar o paciente, realizar o exame físico e os testes alérgicos – que são rápidos e precisos”, complementa.

Com o diagnóstico fechado, o tratamento deve enfrentar tanto a causa do quadro quanto seus sintomas. De acordo com a especialista, para lidar com o agente causador da alergia só há duas maneiras: a imunoterapia, conhecida como vacina, e o controle do ambiente, que consiste em evitar o contato com as substâncias que causam a inflamação. Já para os momentos de crise, os antialérgicos, broncodilatadores, podem ser indicados pelo médico para cessar os incômodos sintomas.

“Geralmente esses medicamentos agem bloqueando a histamina, uma das principais substâncias liberadas na reação alérgica. De forma rápida e segura, eles interrompem os sinais da rinite alérgica principalmente. Mas é sempre importante reforçar que é preciso realizar acompanhamento médico e que o uso dos medicamentos deve ocorrer após indicação de um profissional”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

“Não dá mais para esperar. Cuide-se. O câncer não ficou em quarentena”, alerta campanha da SBCO

Com conteúdo qualificado nas mídias sociais e site oficial e ações ao longo do ano, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica mapeia os principais estudos do Brasil e do mundo sobre o impacto da pandemia no diagnóstico e tratamento do câncer e, com linguagem acessível e didática, alerta sobre prevenção e necessidade de retomada dos exames de rastreamento para redução dos casos, das descobertas em fase avançada e mortes por câncer

Antes da pandemia, o câncer já gerava preocupação em todo o mundo por conta de gargalos no diagnóstico, com altas taxas de tumores avançados até mesmo para tipos de câncer que possuem exames de rastreamento como mamografia, colonoscopia e Papanicolau. Além da descoberta tardia, que aumenta a complexidade do tratamento e custos e reduz as chances de cura, havia também a perspectiva do exponencial aumento da incidência da doença em duas décadas. Quando Covid-19 ainda não era pauta mundial, a projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) era de 19,3 milhões de casos em 2020 e um salto de 64,1% em 20 anos, ou seja, atingindo a marca de 30 milhões de novos casos em 2040 (1).

Paralelamente, no Brasil eram esperados que entre 2020 e 2022 houvesse cerca de 625 mil novos casos de câncer por ano (2). Considerando uma média de 60% de aumento em duas décadas, chegaríamos à alarmante marca de 1 milhão de novos casos/ano em 2040 no país. Com a chegada da Covid-19, o câncer não deixou de existir. Pior que isso, a doença evoluiu em agressividade, pois houve uma drástica redução de exames e visitas /revisões com médicos e especialistas que poderiam diagnosticá-la precocemente. Diante deste cenário, com a proposta de conscientizar a população sobre a importância do cuidado com a saúde, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) lança a campanha Não dá para esperar. Cuide-se. O câncer não ficou de quarentena.

O cirurgião oncológico e presidente da SBCO, Héber Salvador, explica que a ação será um movimento permanente. “Vamos desenvolver inúmeras ações com o propósito de conscientizar a população a estar atenta aos sinais do corpo, aos exames indicados para sua faixa etária e, aos pacientes oncológicos, que não negligenciem o tratamento. Será um movimento permanente, que irá abraçar as demais campanhas que já são tradicionais ao abordar tipos específicos de câncer, como o Julho Verde, Agosto Branco, Setembro Lilás, Outubro Rosa, Novembro Azul e Dezembro Laranja. Além disso, temos também a tradicional Ação Nacional de Combate ao Câncer da SBCO também em novembro”, detalha Héber Salvador.

O impacto mundial da pandemia no câncer em números – A OMS, que havia projetado um aumento superior a 60% na carga de câncer em todo o mundo até 2040, alertou para o catastrófico impacto da pandemia nos últimos dois anos no diagnóstico de novos casos de câncer. Os dados apontam que durante os meses iniciais da pandemia, o diagnóstico de tumores invasivos caiu 44% na Bélgica; assim como na Itália, os exames colorretais diminuíram 46% entre 2019 e 2020, enquanto na Espanha o número de cânceres diagnosticados em 2020 foi 34% menor do que o esperado (3).

Em sua Pesquisa Global Pulse, a OMS indicou que no último trimestre de 2021 houve uma interrupção no cuidado do câncer (exames de rastreamento e tratamento) de 5% a 50% em todos os países do mundo. Esta situação (embora tenha melhorado desde o primeiro trimestre de 2021 – quando os serviços foram interrompidos em mais de 50% em 44% dos países e entre 5% a 50% no restante) refletirá negativamente por alguns anos. Estudo publicado na revista científica JAMA (Journal of The American Medical Association) evidenciou que a Holanda observou uma queda de até 40% na incidência semanal de câncer e o Reino Unido teve redução de 75% nos encaminhamentos por suspeita de câncer. Estes dados foram obtidos a partir dos registros de janeiro a abril de 2019 comparados com os mesmos meses de 2020 pela Quest Diagnostics, líder mundial em medicina diagnóstica. Foram identificadas quedas significativas nas neoplasias malignas, benignas, in situ e de comportamento não especificado (5).

Outro estudo, assinado por pesquisadores do Sidney Kimmel Cancer Center, da Filadélfia, nos Estados Unidos e do National Health Service (NHS), do Reino Unido, mostra redução de 89,2% no rastreamento de câncer de mama e de 85,5% dos exames de investigação de câncer colorretal. Os dados foram obtidos a partir dos registros de 278 mil pacientes, dentre eles mais de 20 mil do período de covid-19. A pesquisa foi publicada no JCO Clinical Cancer Informatics, revista científica da American Society of Clinical Oncology (ASCO).

Recente

Publicado em abril de 2022 na revista científica The American Surgeon – um estudo de coorte retrospectivo, que investigou o impacto da pandemia na triagem, diagnóstico e taxas de mortalidade das cinco principais causas de morte por câncer (pulmão/brônquios, cólon/reto, pâncreas, mama e próstata) mostra que as triagens diminuíram 24,98% para câncer colorretal e 16,01% para câncer de mama de 2019 a 2020. A mesma revista, também em abril, trouxe um estudo que mostrou redução de mamografias de rastreamento em 44% e de 21% de redução de mamografias de diagnóstico.

Os números do impacto no Brasil

O impacto da Covid-19 no controle do câncer no Brasil começou a ser quantificado já no início da pandemia. Nos primeiros quatro meses (março a junho de 2020) sete entre dez cirurgias oncológicas não foram realizadas, aponta a SBCO. Paralelamente, levantamento da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) mostrou que ao menos 70 mil brasileiros deixaram de receber o diagnóstico de câncer no mesmo período.

Outro levantamento feito pela SBCO, junto ao banco de dados do Datasus, aponta que ao menos 148 mil colonoscopias deixaram de ser realizados no Sistema Único de Saúde nos últimos dois anos. O sistema registra a realização de 347.098 colonoscopias em 2019. Em 2020, quando houve medidas mais restritivas para contenção da disseminação do SarsCov-2, o que incluiu o fechamento de serviços de colonoscopia, foram realizados 241.329 exames (redução de 30,4% no ano passado). Em 2021, foi registrada uma retomada na procura pelo exame, porém, observou-se ainda uma significativa redução (304.004 colonoscopias, um volume 12,4% menor em relação a 2019).

Outros números do país

=Redução de 47% na realização de mamografias no SUS de janeiro a julho de 2020 quando comparado ao mesmo período de 2019 – INCA.
=Redução de 46,3% dos diagnósticos de câncer colorretal (intestino grosso e reto) de janeiro a julho de 2020 quando comparado ao mesmo período de 2019 – SBCO e A.C.Camargo Cancer Center.
=61% dos serviços de Radioterapia tiveram mais de 20% de redução do movimento, sendo que 15% viram o número cair em mais de 50%. – Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT).

No Brasil, a média de deslocamento para um procedimento de Radioterapia é de 76 quilômetros. Por sua vez, a desigualdade de acesso escancara uma distância média que varia de 33 km no estado de São Paulo a 1605,5 km, que é a distância média que precisa ser percorrida por um paciente que reside em Roraima, estado que não possui qualquer serviço de Radioterapia. No Acre, que também não conta com Radioterapia, a distância ao serviço mais próximo é de 1487,3 km – Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT).

O reflexo na cirurgia oncológica

Até 2040, a demanda por cirurgias relacionadas ao câncer deve aumentar 52%, chegando a 13,8 milhões de procedimentos nos próximos 20 anos. Para dar conta desse cenário, estima-se que quase 200 mil cirurgiões e 87 mil anestesistas adicionais sejam necessários para cumprir o desafio. Além disso, também será preciso melhorar sistemas de saúde para evitar mortes decorrentes de complicações pós-operatórias. Estas previsões foram publicadas na revista científica The Lancet.

O impacto já é percebido na cirurgia oncológica no Brasil, pois os pacientes estão chegando com tumores maiores e mais agressivos, o que exige procedimentos mais extensos e qualificação profissional. Embora o panorama esteja melhorando, por conta da queda dos números da pandemia e avanço da imunização contra Covid-19, é missão da SBCO trabalhar pela retomada dos cuidados e exames periódicos e que a população tenha, em dia, a sua mamografia, toque retal, colonoscopia, dentre outros exames de rastreamento, assim como os meninos e meninas vacinados contra o vírus HPV.

Com a campanha 360º, que envolve conteúdo multimídia e qualificado nas mídias digitais e ações externas com a população, a campanha, além de conscientizar a população, visa engajar os mais de 1400 cirurgiões oncológicos membros da SBCO. Paralelamente, é essencial também a atuação multiprofissional. “Precisamos lutar pela maior oferta do ensino de Oncologia em todas as faculdades de Medicina do país e que esta disciplina também figure na grade curricular de outras áreas de saúde, essenciais para o cuidado multidisciplinar do paciente oncológico, como Fonoaudiologia, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, Enfermagem, dentre outras. Os médicos e os demais profissionais da saúde precisam aprender a pensar oncologicamente. Com isso, a população será mais bem assistida por eles em todas as etapas, da prevenção à reabilitação pós-tratamento”, vislumbra Héber Salvador.

Fonte: SBCO

Levantamento da Pipo Saúde aponta que 60% dos brasileiros apresentam dificuldades para dormir

A qualidade do sono impacta no rendimento do trabalho, funções cognitivas, relacionamentos e na saúde de forma geral

Segundo levantamento da Pipo Saúde, empresa de tecnologia que transforma a maneira que as companhias contratam e gerem plano de saúde, a qualidade do sono do brasileiro é precária, com 60% da população apresentando dificuldades para dormir, cenário agravado pela pandemia de Covid-19. Desse total, cerca de 59% acordam sem energia no dia seguinte e apenas 7% já procuraram um especialista para cuidar da qualidade do sono.

Tendo em vista que a produtividade no trabalho está diretamente relacionada às condições de descanso do trabalhador, a Pipo Saúde preparou um ebook especial sobre a importância do cuidado com o sono no ambiente corporativo. Um repouso ruim não está somente ligado à quantidade de horas dormidas, mas também à qualidade do sono, já que pessoas que demoram muito para adormecer ou acordam diversas vezes ao longo da noite tendem a apresentar desequilíbrio no sistema imunológico, irritabilidade e alterações de humor, ganho de peso, limitações cognitivas, desenvolvimento de distúrbios no cérebro, e aumento no risco de infartos, AVC e diabetes.

No ambiente de trabalho, um sono de qualidade ruim também pode ocasionar outros tipos de problemas, como: baixo rendimento do colaborador, aumento de erros cometidos por falta de atenção, estresse e relacionamentos ruins entre colegas, desmotivação e aumento do absenteísmo. Por isso, é fundamental que o departamento de Recursos Humanos se atente para a rotina de trabalho dos funcionários, certificando-se de que a equipe não exceda a carga horária estipulada e não finalize os dias com exaustão.

Algumas dicas práticas podem ajudar os times de RHs a promoverem uma rotina mais equilibrada para os membros das companhias, com a oferta de benefícios e palestras que estimulem o interesse pelo bem-estar, incentivando uma alimentação equilibrada, a prática de atividades físicas regulares, o consumo moderado de bebidas alcoólicas e cafeína, entre outros.

Também é importante lembrar que, para situações mais complexas, é necessário que o RH estimule o colaborador a procurar ajuda profissional e que a empresa conte com um suporte de saúde. A Pipo Saúde, por exemplo, conta com o @meajuda, um canal voltado aos colaboradores das empresas clientes que funciona como um concierge de saúde, oferecendo suporte e esclarecendo dúvidas dos membros.

O e-book desenvolvido pela Pipo Saúde está disponível no site da companhia e também pode ser acessado aqui.

Sobre a Pipo Saúde

Issviva: marca de produtos e experiências para acompanhar a mulher durante a menopausa

Lançada pela Essity, tem o objetivo de reduzir os sintomas e elevar a qualidade de vida no climatério, em todas as fases e em todos os lugares

O climatério, período marcado por alterações hormonais com sinais e sintomas característicos, vai muito além da menopausa. Enquanto esta é marcada pela última menstruação, que ocorre, em média, ao redor dos 50 anos, o climatério é uma etapa da vida da mulher, compreendendo desde a pré-menopausa, a perimenopausa (menopausa precoce) e todos os anos que advêm após a interrupção do ciclo menstrual.

Trata-se de uma fase de profunda transformações, com impacto na saúde física e mental da mulher. Embora as ondas de calor (ou fogachos) sejam o sintoma mais conhecido, a queda gradativa na produção de estrogênio provoca um verdadeiro ataque na autoestima e na vida sexual da mulher. As alterações hormonais causam queda de cabelo, pele seca, suor noturno, ressecamento vaginal, perda da libido, dificuldade para dormir, alterações de humor e comprometem os ossos e as juntas, podendo levar à limitação dos movimentos.

A boa notícia é que não é mais preciso passar por tudo isso sozinha. Para acompanhar a mulher em todas as fases deste período, com menos sintomas, mais leveza e qualidade de vida, a Essity está lançando a Issviva, marca de produtos e experiências inteiramente dedicada à menopausa.

“Queremos apoiar a mulher neste momento da vida em que ela se sente mais frágil, não só com produtos específicos para cada sintoma, mas criando uma comunidade de sustentação para a troca de informações e experiências. Queremos que ela não se sinta sozinha e entenda a menopausa como mais uma etapa da vida e não como um fim”, explica Cristina Arbeláez Diretora de Marketing.

Plataforma exclusiva Issviva

Para estabelecer um canal de comunicação com a mulher na menopausa, a Issviva terá uma plataforma digital onde vai levar informação de qualidade e disponibilizar produtos específicos, testados e aprovados pela Anvisa.

A rede de apoio vai contar com médicos especializados em ginecologia, sexualidade humana, psicologia e saúde mental, além de depoimentos de mulheres que estão passando – e superando – os efeitos da menopausa, entre elas influenciadoras digitais.

O portfólio inclui vitaminas e produtos para combater os principais sintomas da menopausa. Seus benefícios vão desde melhorar a beleza da pele e dos cabelos até reduzir os distúrbios do sono, a incontinência urinária, as alterações digestivas (estômago e intestinos), fortalecer os ossos, a saúde mental e a vida sexual. “Vamos ajudar e ser um suporte durante a menopausa, uma parceira para amenizar um momento que ainda é tratado com tabu. Nosso objetivo é educar e melhorar a qualidade de vida das mulheres desde os primeiros sinais da pré-menopausa até o fim”, diz Cristina.

A Essity já está presente no Brasil com a Libresse, marca de produtos para menstruação e proteção íntima feminina. Com o lançamento da Issviva, torna-se parceira da mulher em todas as etapas da vida reprodutiva, desde a primeira menstruação até a menopausa.

Lançada em maio de 2022, a plataforma está disponível aqui.

Como uma boa alimentação alinhada com atividade física pode ser benéfica para saúde?

Docentes e Nutricionistas da Universidade Cruzeiro do Sul falam dos benefícios que a nutrição e exercícios físicos podem trazer para a saúde

Para manter um corpo saudável com muito equilíbrio, a prática de exercícios físicos e uma boa alimentação são indispensáveis, porém, muitas pessoas não têm o hábito de uma alimentação saudável ou deixam de lado a prática de algum esporte, e nem imaginam que a falta de ambos pode impactar em sérios problemas de saúde para o corpo humano.

Segundo a docente do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde (Mestrado e Doutorado) da Universidade Cruzeiro do Sul, Profª Drª Maria Fernanda Cury Boaventura, a falta de atividade física e uma má alimentação, ocasionam diversas doenças, entre elas, as cardiovasculares e respiratórias.

Pressão alta, diabetes, colesterol, complicação renal, entre outras, são algumas das doenças provenientes de uma péssima alimentação. A professora ressalta que as enfermidades citadas demoram a aparecer, pois as células ficam se virando por um período para posteriormente virem a falhar.

“Todas as células do nosso corpo precisam de nutrientes para sobreviver e funcionar adequadamente e ao não fornecermos alimentos de qualidade por um longo tempo, o corpo começa a ficar vulnerável e apresentar possíveis sintomas de alerta”, explica Maria Fernanda.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 7,4% da população brasileira possui diabetes, 24,5% têm hipertensão e 20,3% estão obesos. A pesquisa foi realizada em 2019, pela Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção Para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico) e considera as taxas de incidências de doenças crônicas. “Os dados citados demonstram a urgência da adoção de novos hábitos de saúde, em que a nutrição assume um real protagonismo na vida das pessoas”, afirma

A Profª Drª Katia Cristina Andrade, docente do curso de Nutrição da Universidade Cruzeiro do Sul alerta que na internet, existem diversos conteúdos sobre os mitos dos alimentos milagrosos, que volta e meia são veiculados, e segundo ela, as pessoas devem repensar suas atitudes, uma vez que a alimentação é o motor do corpo humano, e somente com uma reeducação alimentar e alimentos habituais do dia a dia é possível ter a mudança de hábito e consequentemente manter um peso saudável.

“Os alimentos milagrosos não existem, o que é recomendado é um estilo de vida saudável onde se contempla alimentação, atividade física e relações sociais prazerosas, ou seja, são os denominados fatores modificáveis que vão levar a um menor risco no desenvolvimento de doenças crônicas”, explica.

A docente afirma que a alimentação de qualidade é uma importante ferramenta que a sociedade possui, pelo fato de oferecer condições para que o organismo se desenvolva adequadamente, além de ajudar na prevenção de doenças.

“Todo alimento é composto por uma série de nutrientes que o caracteriza como tal e dessa forma, é importante prestarmos atenção no que ingerimos, pois é fundamental ver a alimentação como um ato de prevenção, já que as escolhas alimentares, o ato de comer, como por exemplo, o comer em companhia e em locais apropriados, são fatores determinantes para a questão nutricional”, afirma.

Para a professora, comer deve ser um ato prazeroso. “A alimentação é reflexo de um comportamento cultural que também é espelho de nossa história, onde resgata sabores, e sobretudo, permite a conexão com os significados que envolvem nossa herança cultural, memória afetiva e momentos de sociabilidade, que devem ser contemplados uma vez que são tão importantes quanto a alimentação sob o aspecto nutricional” finaliza.

Por fim, as professoras Maria Fernanda Cury e Kátia Cristina Andrade, listaram algumas dicas essenciais para quem deseja manter uma alimentação saudável. Confira:

-Tenha uma lancheira para levar alimentos de casa para o trabalho/estágio e/ou Universidade;
-Aumente o consumo de alimentos não processados (frutas, verduras, arroz, feijão, lentilha, ervilha, batata, leite, ovos, carnes);
-Consumir, mas limitar alimentos processados, como pão, torrada, queijo, iogurte de frutas e adoçados, cereais refinados, bolacha água e sal, conserva de legumes, compotas de frutas, entre outros;
-Evite ao máximo alimentos ultraprocessados, como produtos congelados (lasanha, hambúrguer, nuggets, tortas), embutidos, bolos, salgados, bolachas salgadas e doces;


-Evite comprar ultraprocessados e faça a substituição por alimentos in natura ou minimamente processados;
-Reduza o consumo de óleos, açúcar e sal;
-Diversifique os alimentos;
-Coma comida de verdade. A melhor escolha sempre são os alimentos frescos e naturais;
-Organize a sua vida pessoal, procurando ter em casa ou trabalho, alimentos que proporcionem melhores escolhas alimentares;
-Compartilhe o momento da refeição com colegas para que esse momento seja mais prazeroso e dessa forma consiga fazer melhores escolhas de alimentos;
-Não utilize aparelhos eletroeletrônicos durante a alimentação;

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash


-Realize as refeições em ambiente tranquilo e apropriado.

Fonte: Universidade Cruzeiro do Sul