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Vento e frio aumentam as dores, confira dicas que podem minimizá-las

Inverno, época de frentes frias que podem chegar acompanhadas de ventos fortes e aumentar as dores ósseas, articulares e musculares e também na coluna lombar. Mas, é possível minimizá-las com algumas dicas simples. Cadu Ramos, fisioterapeuta de São Paulo conta como.

“Quando a temperatura cai é inevitável sentir incômodo ou mal-estar já que, com o frio, a tendência é enrijecer os músculos e ficar mais encolhido para tentar diminuir a sensação de frio. Isso pode gerar tensão muscular, contraturas, má circulação ou mal-estar”, explica Cadu.

“Quando ocorre a postura de contração dos músculos dos braços, há um aumento da curvatura fisiológica da coluna dorsal (corcunda) e anteriorização da coluna, desta forma fica mais fácil manter o corpo aquecido”, esclarece. Mas, essa contração muscular involuntária deixa as articulações e músculos mais rígidos, facilitando as inflamações de músculos e nervos.

Além disso, a circulação sanguínea diminui no inverno, para que o organismo consiga preservar a temperatura por volta de 36,5 graus centígrados. “Em consequência, há também uma diminuição na circulação dos músculos, piorando as dores de origem muscular, pois eles permanecem em estado contrátil por mais tempo”, relata.

Os dias mais frios também têm impacto sobre as articulações, já que o esfriamento do corpo torna o líquido sinovial (líquido transparente e viscoso das cavidades articulares e bainhas dos tendões) mais espesso, que pode prejudicar movimentos e gerar incômodos.

E ainda há um agravante: nos dias mais frios as pessoas tendem a ficar paradas e abandonar as atividades físicas. Elas se esquecem que esse é o principal ponto para não sentir dores nesta época do ano. Isso porque, os exercícios ajudam a diminuir a sensibilidade à dor.

A seguir, o fisioterapeuta lista algumas dicas para encarar os dias frios sem dor e com mais disposição:

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• Agasalhe-se corretamente. Manter o corpo aquecido é fundamental. Para sentir-se aquecido, o ideal é cobrir as extremidades do corpo: pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça;

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• Coloque um aquecedor no quarto para atenuar as dores noturnas;

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Freepik

• Espreguiçar-se quando acorda, é uma forma de despertar o corpo, não pule essa etapa do dia;

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• Alongue-se. Embora a vontade seja a de “ficar na cama”, a prática de alongamentos é essencial para evitar a contração dos músculos e para ajudar as articulações a se manterem lubrificadas;

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Foto: HealthTap

• Quem tem fraturas antigas que voltam a doer com o frio ou doenças ósseas degenerativas pode recorrer a sessões de fisioterapia como estratégia para aliviar os incômodos;

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Foto: EverydayHealth

• Faça massagens, elas ajudam a estimular a circulação e a destravar a musculatura enrijecida, aliviando as dores;

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• Bolsas de água quente podem trazer alívio imediato para dores musculares, sequelas de fraturas ou desconfortos provocados por artrose, artrite e fibromialgia. A aplicação local de calor estimula a circulação e relaxa os músculos. Nas dores crônicas e sem edema, use compressas quentes. Já nas dores agudas com edema se deve fazer uma compressa fria ou aliar a fria e quente. Faça isso entre 20 e 30 minutos.

Fonte: Cadu Ramos é fisioterapeuta clínico, especialista em Fisioterapia e Traumatologia – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório – Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria – trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD’S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

Nutricionista ensina como driblar a compulsão alimentar

Em tempos difíceis, como este de isolamento físico, é natural que as pessoas busquem ferramentas para manter a qualidade de vida e tentar se aproximar ao máximo da “rotina normal”. Porém, neste processo, algumas coisas fogem do controle e podem gerar transtornos prejudiciais à saúde, como, por exemplo, a compulsão alimentar (caracterizada por uma vontade de comer mesmo sem fome).

Mudar esse padrão nem sempre é fácil e, pensando nisso, a nutricionista chefe da n2b, Aryane Emerick, dá seis dicas de como lidar com a compulsão alimentar. Confira abaixo:

O que gera compulsão alimentar?

shutterstock mulher comendo doces
Shutterstock

A compulsão pode ser gerada por vários gatilhos, não tem apenas um fator. Vou citar algumas coisas que podem gerá-la: restrições ou dietas muito rígidas que geram um comer transtornado, obsessão com a própria imagem por uma insatisfação causada por mídias sociais que vinculam imagens de corpos e ditam ser “perfeitos”, fatores genéticos ou dificuldades emocionais como depressão ou ansiedade.

A compulsão é necessariamente uma necessidade física ou psicológica? Ou pode ser os dois?

mulher comendo sorvete na cama

É uma necessidade psicológica, que faz com que você busque escapes tentando minimizá-la. Tem relação com a pessoa e as emoções que ela está sentindo, assim pode se manifestar como compulsão alimentar, é importante saber que a compulsão não é um episódio de gula, está ligada ao emocional e, por isso, é importante dar atenção ao que causa esse gatilho.

Existem alimentos que podem minimizar os efeitos da compulsão?

chá camomila
Foto: chamomileteaonline

O melhor método para minimizar os efeitos da compulsão é entender qual gatilho a está causando. O ideal é reduzir as distrações externas e tentar apreciar a comida, comendo mais lentamente para que consiga observar quando está satisfeito. Sobre os alimentos que ajudam:
-Manter se bem hidratado é essencial;
-Alguns chás que auxiliam a relaxar durante o dia e modulam alguns sintomas são o de camomila, erva cidreira, folhas de maracujá e, durante a noite, para ajudar no sono, mulungu ou camomila;
-Alimentos fontes de magnésio como vegetais verdes escuros (espinafre, couve, brócolis), semente de abóbora;
-Alimentos fontes de ômega 3 (sardinha, atum, salmão, chia, linhaça) e frutas, legumes e verduras que são ricos em antioxidantes, pois uma alimentação mais anti-inflamatória é melhor nesses casos;
-Alimentos que você mastigue mais, pois ajudam na saciedade, como pipoca, semente de abóbora ou girassol, chips de frutas.

Qual a diferença entre compulsão alimentar e vontade de comer?

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Hoje em dia, comer coisas gostosas é traduzido como compulsão, porque julgam isso como proibido, mas a compulsão não se trata disso. Compulsão é consumir uma quantidade de comida maior do que comeria em situações similares. Nela, você come muito rápido, com sensação de perda de controle, até sentir um desconforto físico, e pode ter combinações estranhas. A pessoa faz isso porque quer aliviar uma emoção por meio da alimentação. Após isso, sentimentos como culpa, angústia, vergonha, sensação de depreciação podem surgir. A vontade de comer é conhecida como fome emocional ou psicológica, aquela que temos ausência de sinais físicos (o estômago não está roncando), sentimos desejo por um alimento específico (por exemplo, chocolate) e normalmente surge não muito tempo desde a última refeição. A vontade de comer também pode estar ligada aos sentimentos, assim como a compulsão, mas não observamos uma quantidade tão grande. Em ambos os casos, trabalhar a respiração com a meditação, organizar o dia, realizar atividade física, ler e ouvir música pode ajudar.

Quais as dicas e hábitos para quem busca acabar com a compulsão?

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Alguns hábitos importantes são:
-Estabelecer horários, criar uma rotina de atividades durante o dia para se ocupar;
-Não pular as refeições (principalmente as maiores como almoço e jantar);
-Ficar atento para diferenciar se está sentindo fome mesmo ou vontade de comer;
-Mantenha se hidratado, pelo menos dois litros de água por dia, e use chás para relaxar;
-Nas refeições, não se esqueça de caprichar nas fibras: alimentos integrais, verduras, legumes para ter saciedade ao longo do dia;
-Com a ajuda de um profissional habilitado identifique os gatilhos que causam os episódios de compulsão e trace atitudes para driblá-los.

Como lidar com a compulsão neste momento de pandemia?

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É importante que você comece a identificar junto com seu psicólogo quais são os gatilhos que te levam a esses episódios de compulsão e ansiedade para trabalhar isso. Estratégias usadas como trabalhar a respiração por meio da meditação, ouvir uma música que gosta, praticar atividade física podem ajudar nesse controle. Sobre a alimentação, incluir os alimentos que citei acima como bons e manter uma alimentação equilibrada, ter opções saudáveis próximas é essencial. Se hidratar bem é importante. Buscar alimentos fontes de fibras para trazer mais saciedade, por exemplo, a semente de abóbora que você mastiga bastante, é rica em fibras e em magnésio que também ajudam, por exemplo.

Isolamento social aumenta prescrição de canabidiol nos tratamentos psiquiátricos

Levantamento de empresa brasileira pioneira no fornecimento de Cannabis medicinal ouviu médicos que já prescrevem o produto

A HempMeds Brasil conduziu uma pesquisa com médicos prescritores de CBD (canabidiol) para saber se os profissionais da saúde registraram a chegada de novos pacientes com problemas como ansiedade, depressão e distúrbios do sono como reflexo do isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. De acordo com levantamento da marca pioneira na importação de Cannabis medicinal no território brasileiro, 87% dos prescritores optaram por receitar a solução de medicina canabinoide após atenderem essas pessoas.

O levantamento foi realizado sob a responsabilidade de Adriana Grosso, MSL (Medical Science Liaison) da HempMeds Brasil. “Isso acontece porque a epidemia que vivemos é um forte fator de estresse, o que desencadeia desequilíbrios neurofisiológicos”, explica a porta-voz da marca. “O canabidiol demonstrou grande potencial terapêutico diante de condições neuropsiquiátricas, sendo um grande aliado no controle de tais transtornos”.

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Ainda segundo o levantamento, dos 31 profissionais de saúde ouvidos pela HempMeds Brasil, 35,5% afirmaram que, nos últimos 50 dias, atenderam entre seis e dez novos pacientes descrevendo aumento de problemas psicológicos por conta do isolamento social. Vale destacar que 9,7% dos médicos chegaram a ser procurados por mais de 31 pacientes com indícios de alguma doença de caráter psicológico.

A depressão, a ansiedade e os distúrbios do sono, são patologias que estão dentro de um universo de quatro milhões de pacientes brasileiros que podem ser beneficiados pelo tratamento com CBD. O alto índice de prescrição durante a pandemia comprova a confiança da comunidade médica nas propriedades e atuações do composto.

Sobre a HempMeds Brasil

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Em outubro de 2014, a HempMeds Brasil tornou-se a primeira empresa a fornecer produto à base de Cannabis com fins medicinais, o RSHO, para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), de maneira judicializada. Desde então, a companhia, pioneira, atua facilitando o acesso das famílias ao fármaco. Além de facilitar o acesso aos produtos a empresa atua como relevante fonte de produção de conhecimento sobre o assunto para médicos e para a sociedade em geral, de modo a desmistificar o tema e trazer conteúdo científico de qualidade para todos.

A HempMeds Brasil atua de acordo a legislação e com as normativas vigentes em relação ao acesso a produtos de Cannabis com fins medicinais: Em dezembro de 2019, uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permitiu a venda destes produtos nas farmácias (a HempMeds Brasil prevê dispor seus produtos nas farmácias em outubro de 2020); e em janeiro de 2020, outra resolução simplificou a importação ao exigir menos documentos e aumentar a validade das autorizações.

Aposte na alimentação saudável para manutenção de um humor estável

Como os alimentos que consumimos têm influência no nosso humor diário, nesse momento de pandemia é fundamental fazer boas opções para evitar alimentos com altos índices de açúcares que promovem melhora apenas a curto prazo

Aqueles que tiveram sua rotina afetada pelo isolamento social para diminuição do contágio com o Novo Coronavírus sabem que a ansiedade tem afetado demais o humor. “O isolamento social impõe alterações importantes na rotina das pessoas, principalmente com relação às atividades fora de casa, como trabalhar, encontrar outras pessoas, ir à academia, essas são maneiras de distrair a mente e criar estímulos. O fato de ficarmos sem todas estas atividades faz com que a mente seja menos estimulada. Isso somado às incertezas acerca do futuro e das consequências da pandemia, é natural que a ansiedade aumente sobretudo em quem já tem predisposição”, afirma o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

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Mas a novidade é que dá para amenizar a situação com uma alimentação saudável: “Todos sabemos que uma alimentação equilibrada é imprescindível para a construção de uma saúde perfeita. Além disso, temos ciência também que a alimentação possui influência sobre o nosso humor”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Rubez explica que a ansiedade e a depressão são interligadas. “Os pensamentos causados pela ansiedade normalmente são relacionados às incertezas e inseguranças e, portanto, é normal que promovam impacto negativo no humor, podendo, consequentemente, desencadear ou agravar a depressão”, diz o cirurgião plástico.

Já para a médica nutróloga, pesquisas recentes sugerem que não apenas os alimentos que comemos afetam o nosso humor, mas também o nosso humor pode influenciar na escolha dos alimentos que comemos. “Os nutrientes encontrados em alimentos saudáveis trabalham para que o sistema nervoso e trato gastrointestinal produzam serotonina, popularmente conhecido como hormônio do bem-estar, de forma sustentada. Os alimentos com altos índices de açúcar (doces e carboidratos farináceos), por sua vez, aumentam a energia e promovem uma melhora a curto prazo, mas os efeitos positivos são passageiros”.

Segundo Marcella, existem alguns alimentos saudáveis que estimulam a produção do neurotransmissor: “A banana é rica em carboidratos que estimulam a serotonina, além da vitamina B6, que promove energia; o brócolis é rico em ácido fólico, que ajuda a liberar serotonina e renova as células; o espinafre e as folhas escuras, por serem ricas em magnésio, aumentam a produção de energia e possuem potássio e vitaminas A, C e do complexo B, que mantêm o sistema nervoso em tranquilidade; sementes de girassol e abóbora também são ótimas opções, já que ajudam a regular o sono que, por consequência, melhora o humor”, recomenda.

Segundo a médica, também é fundamental verificar se a escolha da alimentação não está sendo afetada pelo mau-humor ou ansiedade, já que alguns recentes estudos mostram que as pessoas com um estado de espírito negativo têm maiores probabilidade de escolher alimentos açucarados, gordurosos ou excessivamente salgados, do que alimentos nutritivos.

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“Esses alimentos, apesar de contribuírem para uma melhora momentânea do humor, podem gerar, posteriormente, sentimentos indesejados como a culpa, causando degradação ainda maior do estado de espírito. Para evitar esse círculo vicioso, uma boa estratégia é apostar na alimentação saudável, com inclusão de frutas, verduras e legumes, e realizar atividade física moderada e regularmente; isso, além de trazer benefícios à saúde e contribuir para a produção dos hormônios que causam bem-estar, ajuda no controle ao consumo dos alimentos pobres nutricionalmente”, explica a nutróloga.

“A prática de alguma atividade física, mesmo em casa, gera a liberação de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar”, acrescenta Garcez.

Por fim, a nutróloga ressalta que, nesse momento, o ideal é realizar acompanhamento nutrológico com um médico capacitado e preferencialmente membro da Associação Brasileira de Nutrologia, pois ele fará um plano de alimentação e suplementação de acordo com as necessidades de cada paciente.

Fontes:
Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de SP.
Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. Especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Chip neuromodulador é opção para alívio da dor crônica na coluna

Equipamentos estão cada vez mais modernos, imperceptíveis e com baterias de longa duração

Pacientes que sofrem com dores crônicas na coluna, em casos que persistem principalmente após uma ou mais cirurgias na região podem contar com uma opção de tratamento cada vez mais acessível: o chip neuromodulador. O aparelho é composto por eletrodos com fios e ligados a um pequeno gerador, implantado na coluna do paciente em um procedimento minimamente invasivo.

“O chip é pré-programado para atender às necessidades do paciente e introduzido na coluna, emitindo sinais de estímulo para a região afetada, bloqueando os sinais de dor”, explica Juliano Fratezi, médico ortopedista especialista em coluna e dor.

O especialista afirma que não há restrições para esse tipo de procedimento. “No caso de pacientes que não estão aptos a realização de uma cirurgia maior, por exemplo, é possível a implantação do chip a partir de uma pequena incisão”, esclarece Fratezi. Para aqueles em melhores condições clínicas, a opção é por uma abordagem minimamente invasiva para a inserção de eletrodos mais específicos no combate à dor.

“É um procedimento revolucionário, pois age em casos específicos onde nós não tínhamos muitas opções de tratamento, às vezes os remédios não faziam muito efeito ou novas abordagens cirúrgicas não auxiliava o paciente”, completa.

A tecnologia destes chips também apresenta evoluções ao longo dos anos. “Eles são imperceptíveis, ninguém sabe que o paciente utiliza o neuromodulador”, ressalta o especialista em coluna e dor. “Além disso, os modelos estão cada vez mais leves, finos e menores”, pontua. O médico também esclarece que as baterias têm longa duração, evitando que o paciente passe pelo procedimento diversas vezes.

“Há casos em que a bateria chega a durar de 15 a 20 anos tranquilamente”, explica o médico. Outra vantagem é que o chip é um tratamento reversível. “Caso o paciente não se adapte à tecnologia, é possível desligá-lo e retirá-lo em um novo procedimento minimamente invasivo”.

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O paciente leva uma vida normal após a implantação do neuromodulador. Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, a recuperação é breve. “O paciente retoma suas atividades normalmente”, salienta o médico. Um documento válido em todo o mundo é entregue a ele no momento do procedimento para evitar situações inconvenientes ao paciente, como ser parado em detectores de metais e portas giratórias de instituições financeiras, por exemplo.

Fonte: Juliano Fratezi, médico ortopedista especialista em coluna e pós-graduado em dor pelo IEP – Hospital Sírio Libanês, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)

Como a pandemia pode mudar a decoração e arquitetura das casas

Simonetto indica possíveis tendências para o período pós-coronavírus

Com proporções mundiais, a epidemia do coronavírus causou uma mudança significativa em nossos hábitos e costumes. Cuidados que antes passavam despercebidos e que não faziam parte da rotina – como trocar o calçado usado para caminhar nas ruas por um par de chinelos ao entrar em casa – começaram a fazer parte dessa nova realidade. E é muito provável que com o tempo essas mudanças deixem de ser apenas comportamentais e comecem a se refletir em outras áreas, como na arquitetura e decoração das casas, por exemplo.

Você sabia que as casas modernas, com janelas e entradas de ar em todos os cômodos, como as que estamos acostumados a ver hoje, só se tornaram padrão depois de grandes epidemias, como a gripe espanhola e a tuberculose? Antes disso, era muito comum a existência de quartos sem janelas. Quando foi constatado que esse tipo de local aumentava as chances de propagação de doenças, esses cômodos passaram a ser proibidos.

Foi nesta época, por volta do século XIX, que as pessoas entenderam que a contaminação estava associada à higiene. Outras mudanças como a instalação de azulejos para facilitar a limpeza da cozinha, começaram a ser observadas.

Refletindo sobre o assunto, já podemos começar a nos questionar sobre quais serão as possíveis modificações que poderemos observar nas residências depois da Covid-19. E a Simonetto, empresa de móveis planejados especialista quando o assunto é arquitetura e decoração, traçou um panorama com algumas possibilidades. Confira:

movel para guardar sapatos site Conexão Decor
Foto: Site Conexão Decor

– Móvel para guardar sapatos nas entradas das casas. Muito comum na decoração de residências em países asiáticos, a presença de uma sapateira ou móvel para guardar os sapatos dos visitantes antes de entrarem em casa pode ser uma das tendências no coronavírus. Além de higiênico, é uma forma de deixar as energias ruins fora do lar, segundo a tradição oriental.

lavabo Nenad Radovanovic, projeto assinado por Monica Pajewski
Nenad Radovanovic, projeto assinado por Monica Pajewski

– Maior presença de lavabos. Outra tendência possível é a da instalação de lavabos, para facilitar a higienização das mãos logo quando as pessoas entrarem em casa.

janelas iluminacao projeto assinado por Ed Vasco
Projeto assinado por Ed Vasco

– Mais entradas de sol e janelas. Como já foi comprovado, manter a casa arejada ajuda a evitar a proliferação de vírus e bactérias. Por isso é muito importante que todos os cômodos tenham janelas ou entradas de ar.

cantinho das atividades fisicas
Site Casa de Valentina

– Cantinho das atividades físicas. Sempre em pauta, a importância dos exercícios físicos ficou ainda mais evidente com o coronavírus. Exercitar-se é superimportante para o condicionamento físico e a manutenção da imunidade. É por isso que separar um espaço especial para a prática deve se tornar recorrente nos projetos residenciais daqui para frente.

home office Nenad Radovanovic, projeto assinado por Monica Pajewski
Nenad Radovanovic, projeto assinado por Monica Pajewski

– Home office. Trabalhar em casa, que já era realidade para algumas pessoas, pegou outras desprevenidas e essas se viram obrigadas a criar um espaço de trabalho em casa de um dia para o outro. Momentos como esse em que vivemos mostram a importância de ter um local dedicado ao trabalho e estudo dentro de casa. É provável que as pessoas busquem cada vez mais projetos de home office, para otimizar o espaço e ter um local confortável e funcional.

Fonte: Simonetto

Seis perguntas e respostas sobre testes rápido da Covid-19

A pandemia do coronavírus e a movimentação público-privado fez chegar ao Brasil uma série de testes que podem detectar a presença do vírus e seus anticorpos na população. Entendendo as discussões sobre a retomada das atividades e afrouxamento do isolamento social, a FCS Clínica Médica, empresa com ampla experiência em consultas médicas, responsável pelo Projeto “Covid-19 Teste Drive Thru”, lista uma série de dúvidas sobre as metodologias e possibilidades desses testes. Quem responde é a coordenadora médica do projeto, Franciele Siqueira. Confira:

– Quais são os tipos de testes disponíveis atualmente?teste
Para testes em massa, as organizações de saúde mundo à fora aprovaram dois tipos de produtos para uso profissional: os sorológicos, que utilizam diferentes métodos para detectar anticorpos por meio de amostras de sangue, soro ou plasma; e os testes moleculares, tal como o RT-PCR, que detectam a presença do antígeno (substância estranha ao organismo responsável pela produção de anticorpos).

– Quais as diferenças entre testes rápidos e o RT-PCR?
Nos testes rápidos, a metodologia é a imunocromatografia, ou seja, a geração de cor a partir de uma reação química entre antígeno (substância estranha ao organismo) e anticorpo (elemento de defesa do organismo). Já no ensaio molecular – RT-PCR, o diagnóstico positivo aponta se a pessoa está contaminada no momento do exame.
Ressaltamos que os testes rápidos, como orienta a Anvisa, têm um importante papel no mapeamento do status imunológico de uma população, contribuindo de forma positiva já mitigação do vírus.

– O que significam as siglas IgM e o IgG?
As imunoglobulinas G e M são anticorpos gerados pelo corpo em diferentes etapas da doença. O IgM (imunoglobulina M) é um anticorpo gerado pelo indivíduo que já foi exposto ao vírus e está na fase ativa da doença, havendo a possibilidade de o microrganismo estar circulando nele naquele momento. Ou seja, os testes rápidos detectam a presença de anticorpos na fase inicial de criação da defesa do organismo, quando a pessoa teve contato com o vírus há pouco tempo (IgM); e na segunda fase, em que a pessoa já tem os anticorpos necessários para combater o vírus (IgG).

– Quando realizar os testes?sangue coronavirus
Entendendo que demora alguns dias até o corpo começar a produzir anticorpos, recomendamos realizar os testes rápidos em indivíduos que tenham tido sintomas há pelo menos oito dias – tempo suficiente para o corpo já ter iniciado o combate ao vírus, produzindo o anticorpo detectável nos testes. Já o RT-PCR deve ser utilizado quando houver sintomas compatíveis ou houver necessidade de confirmação da informação.

– Quando o teste dá falso positivo ou falso negativo?
Do momento de infecção até o corpo inicia começar a combater o vírus, há um período chamado janela imunológica, que pode variar de sete a dez dias, de pessoa para pessoa, após o início da infecção. Quando o teste rápido é feito antes desse período, o resultado poderá ser negativo, mesmo quando a pessoa estiver contaminada, caracterizando o “falso negativo”, que não é, necessariamente, uma falha no produto, mas à não observância da advertência quanto ao período adequado para testagem. Já o resultado do teste positivo indica a presença de anticorpos, não sendo possível definir apenas pelo resultado do teste se há ou não infecção ativa no momento da testagem.
Diante disso, é importante respeitar o intervalo entre os sintomas e a testagem e estar atento às informações das instruções de uso, que trazem orientações específicas de cada produto.

– Quem pode realizar testes para a detecção do vírus?coronavirus 3
Qualquer pessoa pode realizar os testes rápidos. No caso das estruturas montadas pela FCS Clínica Médica, em sistema drive thru, não há necessidade de pedido médico ou agendamento. O resultado laudado é disponibilizado pelo laboratório parceiro LabClim em até quatro horas em seu site.

Fonte: FCS Clínica Médica

Quarentena: por que buscamos conforto físico e psicológico nos alimentos?

Comfort food: conceito de comida afetiva e confortável, que lembra aconchego e remete ao aroma da cozinha, da infância, de momentos e experiências especiais que ficam para sempre na memória, traz inúmeros benefícios à saúde, tanto emocionais como físicos. Mas é necessário ter cuidado com os excessos

Estamos realmente vivendo um momento diferenciado nessa quarentena, em que ficar em isolamento completo tem trazido à tona diversas emoções que ficavam escondidas com a correria do dia a dia (alguém aí ainda lembra dessa correria?). E, talvez a influência mais direta disso seja na relação com a comida: as farinhas, as preparações para bolo, o fermento, ingredientes de confeitaria e panificação, tudo isso nunca esteve tão presente nas nossas listas de mercado. Sabe por quê?

São ingredientes típicos para os comfort foods: “Por causa do momento inusitado de isolamento, muito favorável a instabilidades emocionais, o período de pandemia é muito propício para as pessoas buscarem conforto nas comidas e bebidas. O conceito Comfort Food tem origem em 1977 nos Estados Unidos como definição no Webster’s Dictionary como ‘alimento gratificante, preparado de forma simples e tradicional, que lembra a casa, a família e os amigos.’

bolo de chocolate

Mais recentemente as comfort foods são definidas como quaisquer alimentos que, quando consumidos em determinada situação, ocasionam conforto físico e psicológico”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia. E quem nesse momento não se lembra daquele bolo ou pão caseiro da mãe ou da avó?

Vários alimentos podem ser considerados comidas de conforto, porque a sensação está vinculada a preferências e experiências individuais. Podem ser desde comidas caseiras, receitas de família, sobremesas tradicionais, até alimentos saudáveis, com composição, textura e temperatura agradáveis. “Esse conceito ganha cada vez mais adeptos no mundo, na linha contrária dos fast foods e das receitas super elaboradas. O principal conceito da culinária comfort é a simplicidade”, diz a médica.

“Essa comida afetiva e confortável mexe com a memória e é ligada às boas lembranças, trazendo aconchego, ao remeter ao aroma da cozinha, da infância, de momentos e experiências especiais que ficam para sempre na memória. Ela confere inúmeros benefícios à saúde”, completa.

De acordo com a médica, existem dois grandes mecanismos para o conforto desencadeado pelos alimentos: o emocional e o físico. “As comidas podem proporcionar alívio emocional ou sensação de prazer em situações de fragilidade, quando associadas a períodos significativos da vida do indivíduo, como a infância ou a convivência em grupos como a família e amigos, ou ainda remeter a lembranças de lugares ou experiências positivas do passado”, diz a médica.

“Já com relação ao conforto físico, essas comidas são aquelas cujas características físico-químicas (composição, textura, facilidade na mastigação e temperatura) proporcionam ao indivíduo um bem-estar físico, além do emocional. Diferentes preferências em relação a estes aspectos podem ser relevantes e desencadear individualmente maiores ou menores ações na química cerebral”, diz a médica.

Além do comfort food, as pessoas também buscam prazeres em alimentos mais palatáveis, mas é necessário ter cuidado com os excessos. “Os problemas estão relacionados ao consumo excessivo e desequilibrado de alimentos que trazem conforto e prazer imediato, porém podem causar desequilíbrios metabólicos. Lembrando que ao contrário dos alimentos hiperpalatáveis, geralmente com grandes quantidades de açúcares e gorduras, que invariavelmente devem ser consumidos com muita moderação, os caracterizados como Comfort Foods podem ter composição muito equilibrada e saudável”, diz a médica.

Mas afinal, como cuidar para que não haja um excesso? “Todo consumo excessivo e monótono deve ser evitado, inclusive os alimentos com funcionalidades de propriedades de saúde devem estar inseridos em um hábito alimentar equilibrado, pois o consumo desses alimentos de forma descontrolada pode resultar em deficiências de outros nutrientes importantes”, afirma Marcella.

comfort_food bolo mesclado café

“A alimentação é prioridade em tempos de pandemia, por vários motivos. Os principais conceitos relativos a um hábito alimentar adequado são equilíbrio e moderação, portanto todas as vezes que ocorre o consumo de alimentos que podem impactar negativamente a saúde, este deve ser seguido de boas escolhas alimentares para compensar. Em uma dieta saudável tudo pode ser incluído, com ponderação”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Doenças raras: importância do diagnóstico precoce e de tratamento são desconhecidos no Brasil

Pesquisa inédita realizada pelo Ibope Inteligência aponta que boa parte da população ignora causas e oferta de cuidados gratuitos por meio do SUS

As informações sobre as doenças raras e a percepção que a sociedade tem sobre elas também são dados pouco comuns no Brasil. Para desmistificar esse cenário, a pesquisa Doenças Raras no Brasil – diagnóstico, causas e tratamento sob a ótica da população apresenta um levantamento inédito, realizado em diferentes regiões do País, que pode contribuir para destacar as lacunas que atrapalham a identificação dos casos e impactam no prognóstico dessas pessoas, trazendo fortes consequências para os pacientes e suas famílias, bem como para os sistemas de saúde.

Dúvidas sobre a importância do diagnóstico precoce, desconhecimento sobre a oferta de tratamentos gratuitos e desinformação a respeito do papel da hereditariedade em muitas dessas enfermidades constituem alguns dos pontos de atenção evidenciados pela pesquisa, que foi aplicada pelo Ibope Inteligência a 2 mil brasileiros, a partir dos 18 anos de idade, em uma parceria com a Pfizer. Participaram do trabalho várias regiões metropolitanas do Brasil: Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre. Em São Paulo, a amostra de entrevistados foi colhida na capital.

“Estamos falando de enfermidades que, juntas, afetam milhões de brasileiros. Em geral são quadros graves, de difícil identificação. Vários desses pacientes acabam levando muito tempo para obter um diagnóstico, o que dificulta o tratamento. Sabemos que existe muita desinformação sobre esse universo, mas há também uma forte carência de dados disponíveis. Por isso, o novo levantamento tem uma grande relevância”, afirma a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine.

Diagnóstico precoce

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Identificar precocemente uma doença rara pode fazer diferença na qualidade e no tempo de vida de muitos pacientes. Por outro lado, grande parte das pessoas não está convencida a respeito desse benefício. Quase metade dos entrevistados, ou 42% da amostra, tem dúvidas sobre a relevância dessa medida: 23% dizem que não sabem avaliar se a medida seria efetiva e cerca de um a cada cinco acredita, erroneamente, que “o diagnóstico precoce não faria diferença para as doenças raras, uma vez que a maioria dessas enfermidades não tem cura”.

“Grande parte dessas doenças progride com o passar do tempo, apresentando um aumento na intensidade dos sintomas e um risco maior de levar o paciente a um quadro de incapacidade. Por isso, é preciso conscientizar a população a respeito da importância do diagnóstico precoce. Muitas vezes, ao identificar a doença logo após os primeiros sintomas, o médico consegue controlar o quadro, retardando o seu avanço e evitando os danos irreversíveis”, comenta Márjori.

Tratamento

medico examinando paciente consulta

A maioria das pessoas ouvidas pela pesquisa também demonstra desconhecimento a respeito do enfrentamento das doenças raras no Brasil. Quase um terço dos participantes (28%) não tem nenhuma informação sobre o tratamento dessas enfermidades, enquanto um a cada cinco acredita, de forma equivocada, que nenhum dos tratamentos disponíveis no Brasil é oferecido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para alguns dos entrevistados existe a crença de que é possível tratar doenças raras apenas fora no Brasil, em países da Europa ou nos Estados Unidos: essa é a percepção de 12% dos ouvidos em Fortaleza, número superior à média geral das regiões entrevistadas, que é de 8%. Em Porto Alegre, porém, essa taxa cai para 6%. Salvador, contudo, apresenta o menor porcentual de entrevistados que dizem saber que alguns tipos de doenças raras contam com tratamento pela rede pública: 36% têm essa informação, ante 43% na capital gaúcha, como mostra a tabela abaixo:

Tabela 1 (002)

Atualmente, o SUS conta com 36 Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) para doenças raras, com orientações que levam em conta as enfermidades desse segmento que são consideradas prioritárias para o Brasil pelo governo, como a polineuropatia amiloidótica familiar (PAF)¹, mais comum em descendentes de portugueses2. Grande parte desses tratamentos tem o objetivo de controlar a doença, mas não há cura para a maioria desses quadros. Esse é, contudo, outro ponto de confusão entre os respondentes da pesquisa: mais de um quarto dos entrevistados (26%) acredita que a maioria das doenças raras pode ser curada, taxa que sobe para 28% entre aqueles com 55 anos ou mais de idade¹.

Causas e fatores de risco

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Os dados da pesquisa também indicam que grande parte da amostra (65%) reconhece que a maioria das doenças raras é de origem genética. Por outro lado, uma parcela considerável dos entrevistados afirma desconhecer as causas dessas enfermidades: esse porcentual chega a 20% entre aqueles com 55 anos ou mais.

A relação de algumas dessas enfermidades com regiões específicas ou determinadas etnias constitui outro ponto ignorado por parte da amostra: 32% das pessoas dizem que a possibilidade de prevalência de algumas doenças raras em indivíduos de origem portuguesa, por exemplo, seria um mito, ao passo que outros 39% não sabem responder sobre a predominância de alguns desses quadros na população negra, como é o caso da doença falciforme.

Em outro aspecto, menos de um terço dos entrevistados está consciente de que algumas doenças raras estão relacionadas ao envelhecimento: apenas 29% dos indivíduos ouvidos reconhecem essa possibilidade, enquanto 32% não sabem opinar a esse respeito e 39% consideram essa associação um mito. “De fato, algumas doenças raras apresentam uma prevalência maior na população acima dos 60 anos, como é o caso da amiloidose cardíaca”, exemplifica Márjori.

Ainda em relação à amiloidose cardíaca, apenas 11% dos entrevistados disseram que associariam os sintomas da insuficiência cardíaca (condição que costuma acometer esses pacientes, com falta de ar, cansaço e inchaço nos pés)³ com a possibilidade de ter uma doença rara, uma vez que muitos desses sinais também podem estar ligados a enfermidades bem mais conhecidas, sobretudo as cardiovasculares. No Rio de Janeiro, por exemplo, que abriga um grande porcentual de idosos, 46% dos entrevistados disseram que não fariam essa associação.

Quando perguntados de forma específica sobre as amiloidoses, 73% dos respondentes afirmaram desconhecer totalmente esse grupo de enfermidades. Por outro lado, na pergunta identificada no quadro abaixo, dois tipos de amiloidoses são apontadas como enfermidades raras pelo público pesquisado em uma lista apresentada com outras enfermidades desse segmento, como hemofilia e esclerose múltipla:

Tabela 2 (002)
Hereditariedade e planejamento familiar

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A literatura médica indica que grande parte das doenças raras é hereditária, ou seja, pode ser transmitida entre as gerações de uma mesma família. Mas essa relação não está clara para muitos dos entrevistados. Entre aqueles de 25 a 34 anos, faixa etária em que o planejamento familiar é assunto frequente, metade dos respondentes ou acredita que essa associação é falsa ou não consegue avaliar sua veracidade. Tanto em São Paulo quanto em Fortaleza, menos da metade dos indivíduos ouvidos (48%) estão conscientes sobre o componente de hereditariedade de muitas dessas doenças.

Ainda em relação aos participantes de 25 a 34 anos, 46% deles desconhecem a possibilidade de evitar a transmissão aos filhos de alterações genéticas associadas às doenças raras a partir de técnicas de reprodução assistida. A taxa é acima da média geral de todos os participantes, que fica em 42%. Por outro lado, também a respeito do planejamento familiar, cerca de um terço do total de entrevistados tem percepções equivocadas sobre as uniões consanguíneas (quando há algum grau de parentesco entre as partes): 22% não sabem dizer se esse fator aumenta o risco de doenças raras nos filhos e 9% estão convictos de que essa associação seria falsa.

Especialidades médicas

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Os resultados indicam, ainda, que a dimensão das doenças raras não é bem compreendida. Pelo menos metade da amostra não sabe avaliar se existem milhares dessas enfermidades ou se haveria poucas dezenas delas. De todo modo, um traço demonstra ser muito bem assimilado pelos participantes: a gravidade dessas doenças. Mais de 70% dos respondentes concordam que essas enfermidades costumam se agravar com o passar do tempo, podendo levar à incapacidade física.

Quando questionados sobre a reação que teriam caso recebessem o diagnóstico de uma doença rara, muitos entrevistados (27% da amostra) demonstram preocupação com a possibilidade de perder a liberdade para as tarefas do dia a dia. Essa foi a principal resposta dos respondentes para essa pergunta. Além disso, 20% deles afirmaram que, se estivessem nessa situação, provavelmente dariam mais valor às pessoas e questões que realmente importam.

Em relação ao auxílio médico, os resultados evidenciam que a população entrevistada carece de informações sobre as especialidades médicas mais indicadas para investigar sinais sugestivos de uma doença rara. Expostos à situação hipotética de descobrir uma enfermidade desse tipo em seu histórico familiar, 35% dos participantes afirmaram que, nessas condições, buscariam um médico mesmo se não apresentassem qualquer sintoma (mas, apesar da iniciativa, não saberiam qual especialidade buscar).

Apenas 1% dos respondentes mencionou a possibilidade de consultar um neurologista mediante a descoberta de uma doença rara em algum membro da família. Em algumas praças, contudo, a figura do geneticista ganha maior expressividade nas respostas para essa pergunta: em Porto Alegre, por exemplo, essa especialidade foi citada por 14% dos entrevistados, taxa que cai para 7% em Fortaleza. De modo geral, entre aqueles que especificam qual médico seria procurado, o clínico geral se destaca, quase um quinto da amostra mencionou essa opção, como demonstra o quadro abaixo:

Tabela 3 (002)
Referências:
1. Ministério da Saúde. Disponível para acesso em : http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/doencas-raras.
2. Planté-Bordeneuve V, Said G. Familial amyloid polyneuropathy. Lancet Neurol. 2011;10(12):1086-1097. doi:10.1016/S1474-4422(11)70246-0 .
3. Donnelly JP, Hanna M. Cardiac amyloidosis: An update on diagnosis and treatment . Cleve Clin J Med. 2017;84(12 Suppl 3):12-26. doi:10.3949/ccjm.84.s3.02

Chegada do inverno é momento ideal para potencializar hidratação e cuidar da saúde da pele

Saiba como evitar o ressecamento do corpo em épocas de temperaturas mais baixas e isolamento social

Com a chegada do inverno nossos hábitos mudam, os banhos ficam mais quentes, usamos roupas mais pesadas e muitas vezes consumimos menos água. Estas mudanças, aliadas à queda da temperatura e à baixa umidade do ar, afetam diretamente a saúde da nossa pele, provocando o ressecamento e textura áspera. Normalmente, as regiões do corpo mais atingidas são mãos, pés, joelhos, cotovelos e lábios.

Nessa época, é comum que surjam irritações cutâneas que podem gerar incômodos e desdobrar em problemas mais sérios. É o que explica Juliana Canosa, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“No inverno, inicialmente a pele tende a ficar mais ressecada, áspera. Quando o ressecamento passa a ser mais intenso, ela começa a ficar descamativa e pode evoluir para coceiras e até fissuras. Em caso extremo, pode ocorrer eczema pelo frio, uma erupção cutânea que precisa de cuidados especializados, principalmente se houver infecção por bactérias, que penetram nessas fissuras“, afirma a dermatologista.

A boa notícia é que com atitudes simples e pequenos ajustes na nossa rotina de autocuidado, é possível ter uma pele saudável e macia, mesmo no frio. “É importante aumentar o consumo de água para repor o líquido perdido por conta da respiração e do suor. Outra dica para recuperar e também proteger as áreas ressecadas é reduzir o tempo no banho, evitar o uso de buchas – mesmo as vegetais, além de intensificar o uso de produtos que oferecem hidratação intensa, fundamentais nesses períodos. E não podemos esquecer de manter o uso do protetor solar, mesmo estando em casa“, sugere a especialista.

Para isso, Bepantol Derma conta com uma linha completa de hidratantes com alto poder restaurador e que pode atender à cada necessidade, com formatos e texturas diferentes. Confira:

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O novo Bepantol Derma Hidratante Intenso Toque Seco, com textura leve, oil free e rápida absorção, é indicado para a hidratação intensa das mãos, rosto e pescoço. Após a lavagem das mãos ou uso do álcool em gel, manter a pele hidratada é extremamente importante para evitar sensibilidade e até o surgimento de rachaduras.

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Já o Bepantol Derma Hidratante Multirrestaurador é recomendado para a rotina de hidratação diária das regiões mais secas ou sensibilizadas da pele, como ombros, cotovelos, unhas, cutículas e calcanhares.

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Além dos hidratantes, a linha também conta com Bepantol Derma Protetor Labial Diário que oferece hidratação intensa e prolongada com alta proteção contra os raios UVA e UVB – FPS 30. Seu formato prático em bastão contém ingredientes como vitamina E e Dexpantenol (pró-vitamina B5), que protegem os lábios contra o ressecamento e envelhecimento precoce.

Informações:Bepantol Derma