Arquivo da categoria: saude

Smart Fit e Instituto Protea promovem ação de conscientização ao câncer de mama

O evento, que acontecerá no dia 24 de outubro, será realizado em todas as unidades dos studios em território nacional

No dia 24 de outubro, os studios Race Bootcamp, Vidya, Jab House e Tonus Gym, da rede de studios do Grupo Smart Fit, unem-se ao Instituto Protea para promover uma série de ações em apoio ao Outubro Rosa, mês de conscientização e prevenção ao Câncer de Mama. Atualmente, de acordo com dados do Inca, a doença é a segunda causa de todas as mortes de mulheres no Brasil, ficando atrás somente de doenças do sistema circulatório. Entretanto, se diagnosticado de forma precoce e receber o tratamento correto, as chances de cura são de 95%.

As ações acontecerão de forma simultânea em todos os studios e, terão a distribuição de laços rosas, que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e, um totem de comunicação com QR Code para que os visitantes possam fazer doações diretamente para o Instituto Protea, que tem como missão levar, de maneira rápida e com qualidade, tratamento contra a patologia para mulheres de baixa renda. Especialmente nas unidades do Jardins e Vila Nova Conceição, acontecerá um plantão de dúvidas do Protea sobre a prevenção e demais cuidados que podem ser adotados.

“Nossa missão é promover um evento de conscientização para levar até as mulheres mais informações sobre a importância do autoexame e do diagnóstico precoce. Os dois juntos são fundamentais para um tratamento menos invasivo e para uma maior chance de cura”, exalta Ana Carolina Corona, head da rede de studios de microgyms do grupo Smart Fit.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo que mais acomete as mulheres no país. Os principais fatores para redução da mortalidade são possíveis por meio de exames de rotina, auto exame e diagnóstico precoce. Por isso, a prevenção e a conscientização sobre o assunto são de extrema importância na vida de todas as mulheres.

Outubro Rosa
Data: 24 de outubro de 2021
Local: Unidades dos Studios em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Cuiabá.
Horário: 9h às 13h
*Excepcionalmente, nas Unidades Jardins e Vila Nova Conceição em São Paulo, acontecerá um plantão de dúvidas.

Freepik

Endereço das unidades de microgyms:

Unidade Goiabeiras (Cuiabá)
Endereço: Av. José Monteiro de Figueiredo, 1909 – Duque de Caxias – Cuiabá/MT (Trevo do Santa Rosa)

Unidade Pátio Batel (Curitiba)
Endereço: Av. do Batel, 1868 – Batel – Curitiba/PR

Unidade Rio Design Leblon (Rio de Janeiro)
Endereço: Av. Ataulfo de Paiva, 270 – Leblon – Rio de Janeiro – RJ
Shopping Rio Design Leblon – Piso 3

Unidade Campo Belo (São Paulo)
Endereço: Rua Vieira de Morais, 963 – Campo Belo – São Paulo – SP

Unidade Jardins (São Paulo)
Endereço: Alameda Lorena, 1834 – Jardim Paulista – São Paulo – SP

Unidade Vila Nova Conceição (São Paulo)
Endereço: Rua Lourenço de Almeida, 805 – Vila Nova Conceição – São Paulo/SP

Unidade Vila Nova Conceição 2 (São Paulo)
Endereço: Rua Afonso Braz, 511 – Vila Nova Conceição – São Paulo – SP

Fonte: Smart Fit

Profissionais alertam para o alto consumo de açúcar

Com mais tempo em casa e aumento de pedidos de refeições, ingestão de açúcar passou dos 68%

A pandemia de Covid-19 alterou vários hábitos entre os brasileiros. Muitas pessoas passaram a trabalhar na modalidade de home office, outras em modelos híbridos e tantas outras já retomaram suas atividades presenciais.

O fato é que com mais tempo em casa, muitas ações que faziam parte do dia a dia se transformaram, uma das consequências foi o elevado consumo de açúcar. A pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com as universidades de Minas Gerais (UFMG) e de Campinas (Unicamp), mostrou que praticamente a metade das mulheres, por exemplo, estão consumindo chocolates e doces em dois ou mais dias da semana.

O estudo realizado com mais de 40 mil brasileiros mostrou que esse aumento representa 7% a mais do que antes da pandemia. Outros 63% dos entrevistados afirmaram que consomem doces duas vezes por semana ou mais.

Para o endocrinologista credenciado da Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmérica, Caoê Indio do Brasil Von Linsingen os açúcares são importantes para o bom equilíbrio do organismo, mas precisam de moderação. “Os açúcares são fontes importantes de energia e contribuem com a palatabilidade da dieta, mas moderação é fundamental. O excesso contribui para ganho de peso e pode também precipitar diabetes nas pessoas predispostas”, esclareceu.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda que no máximo 10% das calorias diárias devem vir do consumo de açúcar. Considerando uma média de 2.000 calorias ao dia, essa taxa equivale a 50 gramas de açúcar por dia (aproximadamente dez colheres de chá).

Outra pesquisa que tem chamado a atenção dos médicos foi publicada em setembro e realizada nos Estados Unidos. O estudo produzido pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA, com mais de 400 mil pacientes, mostrou uma elevada taxa de índice de massa corporal (IMC) das crianças e adolescentes durante a pandemia de Covid-19. Segundo o estudo, a proporção estimada de pessoas com obesidade aumentou de 19,3% em agosto de 2019 para 22,4% em agosto do ano passado.

Um dos fatores que levaram a esse aumento pode ser o maior período em casa e o aumento dos pedidos de comida por meio de aplicativos. “Geralmente, a pessoa pede a refeição e já coloca um refrigerante, um suco ou uma sobremesa já aproveitando o mesmo pedido. Há ainda locais que oferecem a bebida como combo da refeição. Outra possibilidade é que as pessoas podiam fazer um bolo para comer a tarde, por exemplo, fazer um docinho. Hábitos que antes não faziam parte do dia a dia do trabalho nas empresas e escritórios”, contou o médico.

Outro fator que pode ter contribuído para esse elevado consumo é a falta de atividade física, além das crises de ansiedade, estimuladas, muitas vezes, pelo longo período de distanciamento das pessoas e outras situações comportamentais.

É possível notar também esse consumo excessivo entre as crianças: “A interrupção das aulas pode ter contribuindo para essa situação. Os pesquisadores observaram que durante a pandemia as crianças provavelmente estavam longe de ambientes escolares estruturados e podem ter experimentado aumento do estresse, horários irregulares de refeições, menor acesso a alimentos nutritivos, aumento do consumo de ultraprocessados, aumento do tempo de tela e menos oportunidades de atividade física. Essas mudanças foram mais pronunciadas entre crianças do ensino fundamental de 6 a 11 anos, cuja taxa de mudança de IMC mais do que dobrou em comparação com a taxa pré-pandemia”, enfatizou Von Linsingen.

Cuidados redobrados

Foto meramente ilustrativa: Cait’s Place

Além da quantidade usual, é preciso que as pessoas que já possuam diabetes fiquem atentos a esses níveis, pois o consumo elevado de açúcares pode descompensar a doença. Engana-se quem acha que apenas os alimentos processados ou ultraprocessados possuem altas taxas de açúcar, já que fazem parte do grupo de alimentos chamado de carboidratos.

Dentro dessa grande classificação alimentar, os carboidratos são separados em simples e complexos. O primeiro de mais fácil digestibilidade está presente em produtos como pães, bolos, biscoitos, açúcar refinado, sucos e refrigerantes. Já os complexos têm absorção mais demorada pelo organismo, são mais saudáveis e estão presentes nos arrozes, massas integrais, aveias e outros.

Reeducação

Mesmo com os mais saudáveis é preciso ficar atento à quantidade. Para Von Linsingen, é importante reduzir o consumo e respeitar o corpo. “Reduzir essa porcentagem para 5% (25 gramas ou 5 colheres de chá) é ainda melhor para a saúde. Lembrando que essa quantidade abrange tanto os açúcares adicionados nos alimentos processados e ultraprocessados, quanto nos açucares naturalmente presentes nos alimentos. Um desafio e tanto para o momento em que vivemos, com alterações na rotina e consequente aumento na ansiedade. O doce acaba vindo como uma recompensa”, explicou.

Para a nutricionista credenciada pela Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmérica, Fernanda Gularte, a redução precisa ser lenta e gradativa para que o paciente não obtenha ainda mais vontade de consumir. “Muitas pessoas se empolgam no início da dieta e com o passar do tempo, começam a sofrer com essas substituições. Por isso, é preciso ir aos poucos, com paciência e criar um planejamento, para que assim, o objetivo seja alcançado”, enfatizou a profissional.

Para isso, a profissional separou algumas dicas:

-Reduza as bebida açucaradas
-Troque o tipo de chocolate para 60% cacau ou mais, e saiba o melhor horário de comer
-Reduza o açúcar do café

Fonte: Paraná Clínicas

Rotina alimentar diferente para quem tem diabetes é mito?

Aplicativo mostra que alguns cuidados permitem uma vida sem restrições

Conviver com o diabetes atualmente já não é uma tarefa tão difícil quanto foi no passado. Com a ajuda da tecnologia, é possível monitorar índices de glicemia ao longo do dia e ajustar as doses de insulina de acordo com a alimentação e a rotina.

Segundo levantamento do aplicativo Glic, plataforma gratuita que conecta quem tem diabetes à equipe de saúde para facilitar a evolução da prescrição médica, o arroz, por exemplo, que já foi considerado um carboidrato vilão, é um dos alimentos mais consumidos pelos usuários da plataforma. Isso demonstra que, com os cuidados adequados, a rotina alimentar de quem tem diabetes não precisa ser diferente da rotina de quem não tem, sendo possível comer arroz, feijão, pão, queijos, ovos e frutas sem problemas. O importante é seguir monitorando em tempo real o que foi consumido para ajustar a glicemia.

Claudia Labate, CEO do Glic, defende que a educação em diabetes para quem recebeu o diagnóstico deve ser o mais humanizada possível, para evitar que a pessoa caia na desinformação ou deixe de se cuidar, piorando o quadro. “Quando a pessoa recebe a confirmação de diabetes, ela passa a acreditar que viverá uma vida de restrições por conta de algumas desinformações que são compartilhadas. Porém, fazendo alguns ajustes necessários, ter diabetes passa a ter menos impacto na rotina e a pessoa consegue comer e beber sem qualquer tipo de bloqueio”, reforça.

Pensando em facilitar a rotina de quem convive com o diabetes, para que o autocuidado se torne um hábito, Claudia traz algumas dicas:


Tecnologia como aliada
Aplicativos de saúde são uma ótima solução para quem quer ter uma rotina mais controlada com o diabetes. Dentro do Glic, por exemplo, é possível anotar tudo que é consumido durante o dia, identificando as glicemias por horário. Assim, o próprio app pode ajustar as doses de insulina. A ferramenta também permite compartilhar os relatórios com o médico a qualquer momento, sem a necessidade de uma consulta.



Calcular carboidratos
Arroz, feijão, batata, macarrão, ovos e legumes estão entre os alimentos mais consumidos por quem tem diabetes. Para que não seja preciso cortar nada da alimentação, uma sugestão é utilizar uma calculadora de carboidratos para adequar o consumo e torná-lo o mais saudável possível. Com pequenos ajustes, pode-se evitar qualquer restrição ao longo da vida.


Bebida alcoólica de forma moderada
Bebidas alcoólicas possuem altas calorias e podem prejudicar a rotina de quem tem diabetes. É importante manter um consumo social moderado e nunca de estômago vazio, para evitar hipossuficiência.

Sobre o Glic
O Glic é o primeiro app para diabetes e acompanhamento de glicemia do Brasil, desenvolvido para auxiliar a rotina de cuidados com o diabetes, por meio de diversas funcionalidades como: consulta e registro de carboidratos, cálculo de dose de insulina, lembretes de medicamentos e registro de glicemia. Além de participar do dia a dia de quem tem diabetes e seus cuidadores, ele se conecta com a equipe médica em tempo real, por um prontuário eletrônico, permitindo decisões mais esclarecidas para o tratamento do paciente.

Nutróloga do Albert Einstein lança livro sobre alimentação anticâncer

Chegamos ao período do movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, mês da campanha do Outubro Rosa, quando a doença fica em evidência para discussão sobre prevenções e tratamentos relacionados também a outros tipos de câncer.

De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), órgão do Ministério da Saúde, o câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil. Em 2019, a taxa de mortalidade por essa doença, ajustada pela população mundial, foi 14,23 óbitos/100.000 mulheres. As regiões sudeste e sul apresentam também as taxas mais elevadas (Inca, 2021). O câncer está associado à obesidade, ao sedentarismo, ao alcoolismo, além de fatores genéticos e familiares. Quando descoberto em fases iniciais é potencialmente curável. Por isso, a prevenção é a melhor aliada.

Em relação à importância do tema e números crescentes, a alimentação é um fator que está muito ligado a essa doença e é importante que seja dada a devida atenção para evitar o desenvolvimento do câncer ou até mesmo para que sejam encontradas formas de cuidar da saúde por meio dos alimentos adequados após o diagnóstico.

Andrea Pereira, médica nutróloga do Departamento de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein, explica o papel da alimentação adequada no combate ao câncer e como ela pode contribuir e influenciar no sucesso do tratamento e prevenção de recidivas no paciente oncológico, sendo que o conhecimento é, com certeza, uma fonte de empoderamento do paciente e das famílias.

A especialista ressalta um ingrediente que ganhou destaque em estudos recentes devido aos seus benefícios à saúde: a cúrcuma. Nesse estudo foi analisado o poder da curcumina, um polifenol extraído da cúrcuma longa também conhecida como açafrão, em pacientes com câncer.

“É usado 400 mg de curcumina em pacientes caquéticos (com perda de peso marcante e perda de massa muscular) com câncer. O estudo é focado em câncer de cabeça e pescoço e com uso da curcumina foi observado um aumento de massa muscular e redução de massa gorda nesses pacientes. Isso melhora a qualidade de vida deles. Geralmente, o paciente caquético já está em estágios mais avançados do câncer, então o propósito é melhorar a qualidade de vida dele”, esclarece a nutróloga .

Uma outra grande vantagem da curcumina que ela destaca é o baixo valor. Então, essa seria uma forma de ganhar massa muscular, já que esse é um processo difícil e, além disso, a curcumina funciona também como um anti-inflamatório.

A médica nutróloga que também é adepta ao conhecimento como fonte de empoderamento, lançará no próximo dia 26 de outubro, o livro “Dieta do Equilíbrio – a melhor dieta anticâncer”, e estará ao vivo em uma live com a Oncologista Aline Hada, para fazer o lançamento oficial e bater um papo sobre nutrição e câncer das 20h às 21h. O evento será transmitido no Youtube, Instagram e Facebook da médica.

O livro é baseado em dados científicos para provar essa relação da nutrição com o câncer e traz informações relacionadas não só aos alimentos como também à influência de vitaminas, atividades físicas e até mesmo o papel das mídias sociais e da internet nessa orientação alimentar.

Sobre Andrea Pereira | @dra.andrea.nutrologia

Médica nutróloga, Andrea Pereira tem Doutorado pela Endocrinologia da Unifesp em Obesidade e Cirurgia Bariátrica, Pós-Doutorado concluído pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa e outro em andamento na Medicina Esportiva da USP. Ela é também médica nutróloga do Departamento de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein, além de presidente e cofundadora da ONG Obesidade Brasil.

Andrea é membro da Comunidade Canadense de Terapia Nutricional, membro do Núcleo de Saúde Alimentar da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e membro do Núcleo de Cuidado Paliativo e Suporte da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. No consultório, atende casos de Nutrologia Esportiva, Geriátrica, Oncológica, Hospitalar, Obesidade, Gestantes e Preventiva.

Especialista dá cinco dicas para uma alimentação barata e saudável

Entre as orientações, estão evitar alimentos ultraprocessados e escolher sempre os alimentos in natura da safra atual

Uma alimentação balanceada possui uma função vital na manutenção e proteção da saúde física e mental, incluindo a prevenção de doenças como hipertensão, aumento do colesterol e triglicérides, sobrepeso, obesidade, diabetes, entre outros. No entanto, esses tipos de alimentos ainda sofrem um estigma muito grande, sendo considerados mais caros, elitizados e reservados apenas às camadas mais privilegiadas da população.

Não é o que acredita Irani Gomes dos Santos Souza, coordenadora do curso de graduação em nutrição da Faculdade Santa Marcelina. “Existe um mito muito presente no pensamento da população que diz que comida saudável tende a ser mais cara e que comer de maneira saudável está relacionado a consumir alimentos de alto valor ou de difícil acesso”, comenta a professora. “Se considerarmos que a alimentação saudável está relacionada ao consumo de alimentos pouco processados, de preferência in natura, da safra e de melhor acesso, conseguiremos ter comida saudável e mais barata”.

Veja abaixo cinco dicas que a professora Irani separou para ajudar você a seguir uma boa alimentação, mas sem estourar o orçamento.

Planejamento

Uma das ferramentas mais efetivas para ter refeições mais saudáveis é o planejamento alimentar no lugar do improviso. “Se planeje e procure sempre frutas, legumes e verduras da safra, ou seja, o que estão em seu período de produção. Você saberá disso pois estarão em maior quantidade nos mercados e feiras livres”, explica Irani. Além disso, essa organização também poderá auxiliar a romper maus hábitos alimentares, como o consumo de alimentos com muito sal, gorduras, temperos artificiais e muito açúcar. “Fibras são bem-vindas sempre, mas caso alimentos integrais para você seja mais caro, tem a opção de incluir na sua refeição aveia, linhaça, quinoa, farelo de trigo, chia, entre outros”, afirma a docente.

Quais alimentos?

O ideal é sempre optar por alimentos naturais e evitar o consumo de ultraprocessados, como bebidas açucaradas, salgadinhos, carnes processadas, chocolates e sopas instantâneas. “Escolha alimentos in natura, como frutas, legumes e verduras, ou ainda alimentos pouco processados, como carnes magras, seja branca ou vermelha, feijões, macarrão, arroz, leite e seus derivados – desde que não sejam carregados em gordura e sal”, completa.

Cozinhar em casa

Outra excelente estratégia que pode auxiliar no consumo de alimentos de melhor qualidade nutricional é evitar comer na rua e fortalecer a relação com o alimento feito em casa. “No entanto, ainda assim precisamos tomar cuidado com os alimentos que compramos para produzir nossas preparações. Evite condimentos industrializados, alimentos gordurosos, ou ricos em sal e açúcar”, alerta a professora. Caso precise se alimentar fora de casa, o ideal seria buscar restaurantes que ofereçam alimentos livres dos ingredientes citados por Irani.

Proteínas alternativas?

Mesmo com a disparada nos preços das carnes durante a pandemia, é de grande importância se manter atento ao consumo de proteínas. São elas as responsáveis pelas estruturas e formação das células, que, por sua vez, são responsáveis por todos os nossos processos vitais. “Alimentos de origem vegetal ricos em proteína são todos os tipos de feijões, como lentilha, soja, grão-de-bico, ervilha, entre outros. Para evitar anemia, podemos pensar nas verduras verde escuras, feijões consumidos junto a alimentos ricos em vitamina C para potencializar a absorção do ferro, como a mexerica e a laranja, por exemplo”, explica.

No entanto, a professora alerta: “Quando a pessoa decide não consumir mais carne, seja ela vermelha ou branca, é importante que procure um profissional nutricionista para equilibrar a oferta de proteína, ferro e vitamina B12, reduzindo assim carência proteica e alguns tipos de anemia”.

Alimentos integrais

Apesar de ainda existir certa resistência da população ao consumo de alimentos integrais, eles são mais indicados porque preservam melhor a integridade de seus nutrientes, os tornando mais nutritivos. E ao contrário do que parece, podem ser ainda mais baratos do que suas versões comuns. “O valor do custo do alimento não pode ser medido apenas no valor apresentado na prateleira. O que quero dizer com isso é que o custo do arroz integral pode ser maior, porém no seu prato estará em menor quantidade e trará maior saciedade. Então, na verdade, sairá mais barato, pois a pessoa consumirá menos – além de receber mais benefícios a saúde”, finaliza a professora Irani.

Fonte: Faculdade Santa Marcelina

Libbs lança Circuito pelo Coração para incentivar prática de exercícios físicos

Campanha de incentivo conta com aplicativo que vai contabilizar quilômetros percorridos e converter em doações

Para comemorar o Dia Mundial do Coração e incentivar o retorno e manutenção das atividades físicas, que estão entre as principais aliadas no combate às doenças cardíacas, a Libbs Farmacêutica lança hoje o Circuito pelo Coração, uma campanha que vai converter a distância percorrida a pé ou de bicicleta pelos participantes cadastrados em doações para quatro instituições sem fins lucrativos.

Para isso, a empresa criou um aplicativo de nome homônimo ao da campanha (Circuito pelo Coração) no qual o participante se cadastra e para cada quilômetro percorrido usando o App a Libbs faz uma doação de R$ 1,00. A campanha ocorre até 5 de outubro.

Como participar?

Para participar do Circuito pelo Coração basta fazer download do aplicativo da campanha, disponível nas principais lojas, fazer um cadastro simples e começar a usar. No programa é possível escolher o ambiente em que vai ocorrer a atividade (interno ou externo) e o tipo de atividade (caminhada, corrida ou pedalada).

O brasileiro e o coração

Hoje, quase 40% dos brasileiros falecidos antes dos 70 anos morre por doenças do coração¹. Somente este ano, de acordo com Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia foram quase 300 mil pessoas² (dados do cardiômetro), o que faz das doenças cardíacas a principal causa de morte no País.

“Nesse sentido é de grande importância incentivar nos pacientes a adoção e manutenção de uma rotina de atividades físicas”, salienta o cardiologista Jairo Lins Borges, pesquisador e professor da disciplina da Cardiologia da Unifesp e consultor científico da Libbs Farmacêutica.

De acordo com o médico, as atividades físicas regulares são um dos pilares para a manutenção da saúde cardíaca. “Juntamente com uma alimentação balanceada, boas noites de sono e evitar o uso de cigarro e consumo de álcool”, completa o especialista.

Para o especialista, a pandemia do novo coronavírus aumentou o nível de sedentarismo (dados) na medida em que a necessidade do isolamento social afastou as pessoas das academias e rotinas de exercícios. Com o avanço da vacinação o médico ressalta a necessidade de se retomar as práticas, sobretudo os pacientes que já possuem histórico cardíaco. “As atividades físicas auxiliam no controle da hipertensão, diabetes e colesterol elevado, principais comorbidades que afetam o coração. Portanto, elas devem fazer parte do tratamento desses pacientes”, defende.

Setembro Amarelo: descubra onde encontrar tratamento público no SUS para a Saúde Mental 

A Raps (Rede de Atenção Psicossocial) celebra  20 anos, mas os serviços ainda são desconhecidos. Sistema também sofre com estigma e redução de investimentos

Segundo a organização da campanha Setembro Amarelo, composta pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), no Brasil acontecem cerca de 12 mil suicídios todos os anos, mais de 30 por dia. Desses casos, em média, 96% estão relacionados a transtornos mentais, sendo depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias as três causas mais prevalentes. 

O mês marca uma importante virada de chave na organização de debates sobre suicídio e as complexas questões ligadas ao tema, que perpassam também a necessidade de olhares mais atentos à prevenção, promoção e manutenção da saúde mental e a produção de modos de vida mais saudáveis. Para tanto, é preciso entender, na prática, como os serviços de saúde mental estão estruturados e como cada cidadão pode fazer uso deles.

Para contextualizar, destaca-se o papel da Reforma Psiquiátrica, que impulsionou enormes avanços e transformações no modelo de atenção à saúde mental no Brasil, pavimentando a construção de organismos públicos fundamentais, como a Raps – Rede de Atenção Psicossocial – que está presente em várias partes do país com uma rede inteligente de acolhimento e atendimentos. 

Mecanismos de atendimento público em saúde mental são bastante avançados, mas ainda não amplamente conhecidos

Compreendida como uma rede integrada de diferentes setores e atores, a Raps busca criar, diversificar e articular serviços e ações para pessoas com sofrimento mental ou com demandas decorrentes do uso de drogas. Dentre suas diretrizes estão o respeito aos direitos humanos, a garantia de autonomia das pessoas, o acesso a serviços de qualidade e o combate ao estigma e ao preconceito. 

O serviço conta com atuação multiprofissional e interdisciplinar (com profissionais da medicina, enfermagem, psicologia, assistência social, terapia ocupacional, educação física, fonoaudiologia), abarcando não só o campo da saúde, mas também a assistência social, a cultura e o emprego, de modo a favorecer a inclusão social e o exercício da cidadania dos usuários dos serviços e de seus familiares. 

Apesar de não ser amplamente conhecida, a Raps estabelece que a atenção à saúde das pessoas com sofrimento psíquico deve ser realizada em todos os serviços do Sistema Único de Saúde, sem discriminação. Confira os detalhes sobre a sua atuação:

Atenção Básica em Saúde– Unidade Básica de Saúde – Núcleo de Apoio à Saúde da Família – Consultório na Rua – Centro de Convivência e Cultura
Atenção Psicossocial Estratégica– Centros de Atenção Psicossocial  – Equipe multiprofissional de atenção especializada em Saúde Mental – Unidades Ambulatoriais Especializadas
Atenção de Urgência e Emergência– SAMU 192 – Salas de Estabilização – UPA 24 horas e portas hospitalares de atenção à urgência/ pronto socorro
Atenção Residencial de Caráter Transitório– Unidades de Acolhimento – Serviço de Atenção em Regime Residencial – CTs
Atenção Hospitalar– Enfermaria especializada em Hospitais Gerais – Hospitais Psiquiátricos Especializados – Hospitais-Dia
Estratégias de Desinstitucionalização– Serviços Residenciais Terapêuticos – Programa de Volta pra Casa – Programa de Desinstitucionalização (Equipes) 
Estratégias de Reabilitação Psicossocial– Iniciativas de Geração de Trabalho e Renda – Empreendimentos solidários e Cooperativas Sociais

A importância dos Caps

A rede ainda conta com a existência de estruturas de atendimento especializadas, como os Caps, que promovem trabalhos com focos distintos. No entanto, alguns estigmas e a falta de conhecimento sobre esses organismos dificultam o acesso a tratativas precoces e ajuda qualificada.

Esses serviços estratégicos funcionam com “portas abertas”, ou seja, qualquer pessoa pode ser recebida e avaliada pela equipe de saúde presente, sem a necessidade de um encaminhamento ou agendamento prévio. As ações de cuidado são diversificadas, realizadas em grupo, individualmente, com a família ou na comunidade.

Divididos em diversas modalidades, os Caps também variam de acordo com o porte dos municípios. Nas grandes cidades e regiões acima de 200 mil habitantes, são previstos Capsde funcionamento 24h, como os Caps III voltados para pessoas com sofrimento mental em geral, e os Caps ad III, destinados principalmente para pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Os Capsij são direcionados para o público infanto-juvenil e podem ser implantados em municípios e regiões a partir de 70 mil habitantes. Para os municípios de médio porte (a partir de 70 mil habitantes), há os Caps II e Caps ad, e para os de pequeno porte (a partir de 15 mil habitantes), os Caps I (BRASIL, 2011). Mais recentemente, a esta tipificação foi acrescentado o Caps ad IV, para municípios com população acima de 500 mil habitantes ou nas capitais de estados.

Em 2002, havia 424 Caps implantados no país, ao final de 2019, chegaram a cerca de 2.669. Uma amplitude de estrutura assistencial que não apenas existe, mas que pode e deve ser acionada por toda e qualquer pessoa que necessite de auxílio. Falar sobre saúde mental pode ser complexo, mas também é necessário e deve ir muito além do mês de setembro e institucionalizar esse debate em todos os espaços e setores sociais.

Pesquisa: brasileiros desconhecem e têm preconceito com relação à dermatite atópica

Dados são divulgados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), no dia 23 de setembro, data dedicada à conscientização sobre esse problema de saúde da pele

Três em cada dez brasileiros acreditam que a dermatite atópica, uma doença caracterizada por pele seca, lesões avermelhadas e coceira intensa, é um problema de saúde contagioso, ou seja, que pode ser transmitido pelo contato direto. Essa visão equivocada indica o preconceito com respeito a esse quadro que afeta de 15% a 25% das crianças e cerca de 7% dos adultos. A conclusão aparece em pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O trabalho foi realizado pelo Instituto Datafolha, com apoio institucional da biofarmacêutica AbbVie.

Ontem (23), quando se comemorou o Dia da Conscientização da Dermatite Atópica, a SBD revelou que na percepção de 47% da população, esta enfermidade é causada por maus hábitos de higiene; 46% acreditam, erroneamente, que o paciente não poderia ter contato com crianças; e 36% entendem que pessoas com manifestações visíveis não deveriam sair de casa, ir à escola ou ao trabalho. No entendimento de 33%, elas não poderiam até mesmo usar o transporte público.

“É preciso combater o preconceito contra pessoas que apresentam a dermatite atópica. Trata-se de um problema de saúde que causa desconforto, mas pode ser tratado com a ajuda de médicos dermatologistas, com o apoio de outros profissionais da saúde. Neste processo, os pacientes devem ser respeitados em sua individualidade, evitando-se posturas agressivas ou restritivas contra eles”, ressaltou Mauro Enokihara, presidente da SBD, que neste mês promove uma campanha de conscientização sobre o tema.

Percepção

O preconceito é mais um sintoma visível da dermatite atópica, conforme demonstra o estudo que ajuda a compreender um pouco sobre a percepção que cerca esse problema de saúde. Os dados demonstram que, apesar de relativamente comum em diferentes faixas etárias, a dermatite atópica (DA) ainda é desconhecida por boa parte dos brasileiros. A pesquisa mostra que menos da metade da população (37%) a reconhece, e mesmo entre este público o conhecimento ainda é parcial.

A falta de informação leva apenas 4% dos entrevistados que conhecem a doença a afirmarem corretamente que dermatite atópica e eczema atópico são sinônimos. Para 21% deles, trata-se de uma reação alérgica e outros 21% a veem apenas como uma doença de pele. No entanto, entre os que ouviram falar sobre eczema atópico, 58% não sabem o que é a enfermidade.

Embora 59% dos brasileiros tenham apresentado pelo menos um dos sintomas característicos da dermatite atópica, o diagnóstico para esta doença ocorreu em apenas 1% dos casos. Outros 2% foram diagnosticados como alergia. Para o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves, esse resultado revela duas situações.

“Em primeiro lugar, muitas pessoas não procuram a ajuda dos médicos para tratarem o desconforto causado pelas lesões e coceiras. Além disso, sabemos que há dificuldade de os próprios médicos reconhecerem os quadros que indicam a presença deste problema de saúde na população, o que impede o diagnóstico correto”, disse.

Sintomas

Os dados confirmam este entendimento. A pesquisa revelou que cerca de metade dos adultos que apresentaram três ou mais sintomas de dermatite atópica não procurou um médico (53%). Entre os que procuraram ajuda especializada, 33% dos pacientes e 67% dos cuidadores (ou responsáveis por crianças até 15 anos) precisaram ir em dois ou mais médicos diferentes em busca do tratamento adequado.

Tanto entre os adultos (32%) quanto entre as crianças (46%), o principal diagnóstico foi “alergia”. Por fim, ainda que apresentassem vários sinais, 34% dos adultos e 23% das crianças saíram das consultas sem diagnóstico, ainda que 44% dos pacientes e 54% dos cuidadores tenham alegado que a intensidade dos sinais e sintomas é moderada ou grave.

De acordo com o relato dos entrevistados, entre os pacientes adultos, 50% apresentam pelo menos quatro dos cinco sintomas da enfermidade como coceira (87%), pele seca (86%), pele irritada com vermelhidão (73%), descamação (55%) e ‘pequenas bolhas que se rompem e minam água’ (37%). Dentre eles, embora 28% relatem a presença de sintomas desde a infância, apenas 36% foram diagnosticados.

Entre os entrevistados com até dois sintomas, sete em cada dez não procuraram um médico (69%). Dos que buscaram, 26% dos adultos e 56% das crianças foram diagnosticados como alergia e 40% dos adultos e 52% das crianças não receberam nenhum diagnóstico, apenas recomendações e medicamentos.

Dermatologia

Foto: iStock

Com relação à especialidade da medicina indicada para tratar a dermatite atópica, os entrevistados reconhecem na dermatologia a mais preparada. Entre os brasileiros sem sinais da doença, 69% disseram que procurariam um dermatologista, 13% buscariam um clínico geral e 2% um alergista/imunologista.

“A percepção dos entrevistados sobre a dermatologia como sendo a área mais preparada para diagnosticar e tratar a dermatite atópica serve de estimulo aos nossos especialistas para que continuem a se qualificar para o oferecer aos pacientes e seus familiares o melhor atendimento”, finalizou o presidente da SBD.

A pesquisa do Datafolha ouviu 1.001 pessoas de todas as regiões do país, por telefone, entre 9 e 23 de outubro de 2020. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Com idade média de 43 anos, esse grupo foi composto por 52% de mulheres, com idade média de 43 anos e 49% com renda familiar de até dois salários mínimos. Deste universo, 67% são economicamente ativos, sendo 19% assalariados registrados e 12%, trabalhadores temporários.

Fonte: SBD

Pensamentos suicidas: como evitá-los?

No Setembro Amarelo, psicólogo explica como funciona a mente de uma pessoa que pensa em tirar a própria vida e faz alerta

Setembro é o mês destinado à prevenção ao suícidio, com disseminação de mensagens e informações públicas com objetivo de conscientizar as pessoas sobre como agir e lidar com o assunto. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 12.895 pessoas cometeram suícidio no Brasil em 2020, evidenciando uma tendência de alta durante a última década, visto que o número de casos em 2012 era de 6.905.

A prevenção ao suicídio requer o esforço da sociedade, alinhando estratégias que englobem o trabalho em nível individual e coletivo. Felipe Laccelva, psicólogo e CEO da plataforma de atendimentos Fepo, explica que o suícidio é apenas o último ato de uma pessoa que já passou por diversas situações.

“O suicídio é o desfecho de eventos anteriores e nunca um fato isolado da vida individual. Envolve questões psicológicas, biológicas, culturais e ambientais. Uma pessoa que pensa em suicídio está pedindo ajuda, e já chegou em um ponto que o sofrimento se tornou impossível de suportar, sendo a única saída que consegue encontrar”, declara Laccelva.

Iniciativas, mesmo que simples, podem ser fundamentais para ajudar a prevenir um ato de suicídio, como o ambiente familiar agradável e passar um tempo de qualidade com os amigos, promovendo momentos de aproximação e meios de se reunir e conversar.

Uma pessoa que está pensando em suícidio pode se sentir sozinha. Assim, um ambiente acolhedor é fundamental para ajudar na recuperação e dar suporte, além de, todos ao redor, permanecerem abertos para escutar, sem realizar julgamentos, para trazer a segurança necessária para compartilhar as angústias e sentimentos.

O papel da saúde mental na prevenção ao suícidio

Gerd Altmann/Pixabay

Assim como a física, a saúde mental é parte integrante e complementar da manutenção das funções do corpo. Por isso, a promoção da saúde mental é essencial para que o indivíduo tenha a capacidade necessária de executar bem as habilidades pessoais e profissionais no dia a dia.

Pesquisas da Assossiação Brasileira de Psiquiatria mostram que, em torno de 96% dos casos de suicídio, possuem relações com transtornos mentais. Quem deseja tirar a própria vida, possivelmente está passando por um quadro de doença mental, e isso influencia a forma como percebe o mundo e como avalia os próprios pensamentos, as relações e, até mesmo, o livre arbítrio.

Quando um indivíduo não está bem, e não tem nenhum tipo de suporte, é provável que as escolhas que faça para própria vida não sejam as mais adequadas. Essas sucessíveis escolhas ruins podem levar para um caminho que, aos poucos, prejudique a saúde mental.

Laccelva lista cinco dicas que podem colaborar, no curto prazo, para manter a saúde mental saudável:

-Converse sobre os seus sentimentos;
-Aproveite a companhia dos amigos e familiares;
-Cuide do seu corpo;
-Tenha momentos de lazer;
-Tenha uma boa noite de sono.

Quais os sinais transmitidos por uma pessoa de que a saúde mental não está bem?

Ilustração: Serena Wong/Pixabay

“A maioria das pessoas que tenta o suicídio fala a respeito disso, comentam sua percepção sobre a morte. Isso acontece dias ou semanas antes da tentativa, porque é algo que é construído dentro da pessoa”, comenta o psicólogo Laccelva.

Mudanças bruscas de apetite e comportamento, isolamento de pessoas que antes era próxima, problemas com o sono, são todos pequenos sinais emitidos pelo corpo de que o estado mental por não estar nas melhores condições.

Uma consulta com psicólogo é pouco para determinar toda a situação clínica de um paciente. No entanto, os sinais são fornecidos o tempo todo, e quem está em volta poderá perceber. O cuidado e atenção são fundamentais, pois a prevenção ao suícidio se faz individualmente e coletivamente.

“Ainda que uma pessoa possa ter parado de expressar as ideias de tirar a própria vida em algum momento, não quer dizer que ela esteja bem. O acompanhamento deve permanecer, já que existe a possibilidade de estar atravessando apenas um momento mais calmo, porém as questões permanecem dentro dela”, finaliza.

Sobre a Fepo

Fundada em 2018 pelo psicólogo Felipe Laccelva, a Fepo é uma startup digital especializada em atendimentos psicológicos, com terapias a partir de R$38,00 e mais de 60 profissionais disponíveis. Desde o início da pandemia, já realizou mais de 27 mil sessões, resultando em um crescimento de 1870%.

Mês Mundial do Alzheimer: bem-estar do paciente deve ser estendido a familiares e cuidadores*

As demências são um grupo de doenças que afetam a capacidade de um indivíduo viver de maneira independente devido a alterações da memória, raciocínio e habilidades sociais. Estas transformações podem acontecer em maior ou menor intensidade, a depender do subtipo. Dentre as causas de demência, a Doença de Alzheimer (DA) é a mais comum e representa cerca de 70% dos casos. Sua ocorrência aumenta significativamente com a idade e prejudica, no início, principalmente, a formação de memória para novos fatos e habilidades de localização.

O surgimento da doença está associado a um depósito de proteínas em alguns grupos de neurônios e ao “envelhecimento” precoce de células em certas regiões. Isso leva, com o tempo, à redução progressiva do volume cerebral, principalmente em áreas como os hipocampos, diretamente relacionados à formação de novas lembranças.

Estima-se, segundo estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde), que mais de 50 milhões de pessoas no mundo já sofrem com a patologia. De acordo com a instituição, tal número deverá ser três vezes maior até 2050, o que significa que uma pessoa a cada três segundos desenvolve a demência. Para propagar o conhecimento e a conscientização sobre a patologia, tanto por sua importância populacional, quanto pelo seu impacto sobre a qualidade de vida dos pacientes e, sobremaneira, à dos familiares, a Associação Internacional do Alzheimer instituiu o dia 21 de setembro, hoje, como o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Alzheimer.

A despeito da liberação recente de drogas específicas que poderiam, em fases iniciais, retardar a evolução da DA, o seu tratamento farmacológico ainda é, predominantemente, para manejo de sintomas. Entretanto, vale ressaltar que apesar das limitações da terapia medicamentosa, há muito o que ser feito para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com síndromes demenciais.

Sintomas depressivos e distúrbios do sono devem ser sempre avaliados nestes pacientes, assim como deve ser estimulado um cuidado multiprofissional que envolva fonoaudiólogos (visando evitar broncoaspiração e estimular as habilidades de comunicação do paciente), fisioterapeutas (a fim de reduzir a perda de massa muscular, fragilidade e quedas), terapeutas ocupacionais, nutrição, enfermagem e equipe de saúde mental. Atividades que o paciente tinha prazer em realizar antes do diagnóstico devem ser encorajadas, como as que envolvam música, dança e o uso de línguas estrangeiras, a fim de se estimularem diversas áreas cerebrais.

Paralelamente, o suporte aos familiares e cuidadores é essencial para esta equação. Isso porque o paciente com demência exige cuidados constantes e grandes desafios físicos e emocionais.

Estudos nacionais chegaram a documentar uma frequência até 5 vezes maior de depressão e ansiedade dentre cuidadores de pacientes com DA quando comparados ao restante da população. Isso ilustra a necessidade de se estender o cuidado de saúde mental para este grupo. Alguns dos principais fatores que aumentam a chance das complicações são a ausência dos períodos de descanso. Sendo assim, dividir o cuidado é essencial e garante não só a saúde de quem cuida, mas para a qualidade da atenção de quem precisa.

Cabe ressaltar que, passado o peso e a preocupação iniciais após o diagnóstico, é sempre importante procurar usar o tempo para planejamento do cuidado e, principalmente, uma formação de redes de apoio. Conversar com outras famílias que passam ou já passaram pela mesma situação e ter um profissional capacitado e acessível são importantes ferramentas para minimizar os obstáculos que venham a surgir, reduzindo o peso sobre os ombros do cuidador, que deve se sentir parte de uma equipe cujo objetivo é sempre o bem-estar mútuo.

* Felipe Franco da Graça é Neurologista do Vera Cruz Hospital