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Sete sinais de que você está bebendo pouca água

Nutricionista dá dicas para reconhecer e prevenir a desidratação

Há pouco mais de um mês para o início do verão, é importante manter a atenção para os níveis de hidratação do organismo. Isso porque, com a chegada dos dias mais quentes, o corpo perde ainda mais água para controlar a temperatura interna e torna-se necessário aumentar a ingestão de líquidos.

“A ingestão de 2 a 3 litros de água ao dia é importante para uma boa circulação sanguínea, manutenção do metabolismo, regulação da temperatura corporal e eliminação de toxinas”, explica a nutricionista ortomolecular Claudia Luz, do Departamento de Inovação da Via Farma.

Na prática, é possível saber quando o organismo está precisando de mais água – é só ficar atento a alguns sinais do corpo. “Boa parte das pessoas espera ter sede para se hidratar, mas isso não deve acontecer, já que a sede é um dos primeiros sinais de desidratação”, orienta a nutricionista. Assim, vale usar outros parâmetros para avaliar se a quantidade diária de água ingerida está sendo suficiente.

Confira abaixo alguns indícios que o corpo dá quando está desidratado

Urina escura


Observar a urina é uma boa forma de medir os níveis de hidratação do organismo. Quando falta água, ela fica escura e com um odor mais forte, devido à alta concentração de ureia.

Prisão de ventre


O ajuste da ingestão de água pode, muitas vezes, resolver casos de prisão de ventre. Isso porque os níveis de hidratação no intestino precisam estar ideais para que ocorram os movimentos peristálticos e o bolo fecal seja eliminado com facilidade.

Cãibras


Os músculos também precisam estar hidratados para desempenhar sua função. A falta de água e minerais impede que as contrações musculares aconteçam de forma adequada, provocando cãibras frequentes.

Irritabilidade, cansaço e falta de memória


A falta de água deixa o sangue menos fluido, por isso, o oxigênio e nutrientes importantes demoram mais para chegar até o cérebro, trazendo prejuízos cognitivos, como raciocínio lento, alterações de memória e irritabilidade, entre outros sinais.

Dores de cabeça

Com a baixa nos níveis de água, a capacidade de eliminar toxinas do organismo também diminui, o que pode estar por trás de muitas cefaleias. Para quem sofre de enxaqueca, a falta de água também pode ser um gatilho.

Mau hálito

Um corpo desidratado produz menos saliva e essa “secura” pode favorecer o mau cheiro ligado à multiplicação de bactérias, já que a saliva também é responsável por controlar o crescimento de micro-organismos.

Pele seca

A baixa ingestão hídrica também desidrata a pele, deixando-a sem viço e até mesmo flácida. A dificuldade em eliminar toxinas também pode favorecer, a longo prazo, um processo mais acelerado de envelhecimento cutâneo.

Esses são alguns dos sinais que devem ser observados a fim de manter uma boa hidratação do corpo, principalmente durante o verão. “O ideal é que essa ingestão ocorra de forma fracionada ao longo do dia. Para facilitar, é possível criar metas para cada horário do dia, carregando sempre uma garrafinha de água, para não esquecer de tomar”, indica Claudia.

Foto: 1zoomme

Uma dica para quem tem dificuldade para consumir os dois litros mínimos indicados é saborizar a água com frutas. Optar por alimentos ricos em água, como melão, melancia, laranja, chuchu, pepino e alface também é uma boa forma de aumentar a ingestão diária de líquidos. Mas não se esqueça: nada substitui a água pura.

Outra opção muito efetiva para potencializar a hidratação do organismo e repor sais minerais é a água de coco. A bebida é tão pura que sua composição assemelha-se ao plasma humano – o que faz dela um elixir para a saúde.

“Mas é preciso ficar atento às versões industrializadas, já que elas podem sofrer adição de açúcar e conservantes. Prefira a água de coco natural, ou mesmo as desidratadas, que são uma boa novidade para quem gosta de praticidade. Elas podem ser encontradas na forma de sachê, em farmácias de manipulação, e preservam todas as propriedades nutricionais do fruto, sem nenhum tipo de conservante”, indica a nutricionista.

Fonte: PocketCoco/Via Farma

Climatério: severidade das ondas de calor aumenta risco de eventos cardiovasculares

60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores

É a severidade e não a frequência das ondas de calor do climatério, o famoso fogacho, que aumenta o risco de eventos cardiovasculares, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Essa foi a principal descoberta de um estudo publicado esse ano, no American Journal of Obstetrics and Gynecology.

O estudo reuniu dados de 23 mil mulheres por meio da análise de seis estudos prospectivos, fruto de uma colaboração internacional, liderada pela Universidade de Queensland, na Austrália. Segundo Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, cerca de 60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores, como os fogachos e suor noturno.

“Esses sintomas costumam se acentuar dois anos antes da última menstruação (menopausa), com um pico de um ano após a menopausa. Em média, esses incômodos podem durar até sete anos. Além de afetar a qualidade de vida, aumentam o risco de eventos cardiovasculares”.

O que o estudo mostrou de interessante é que o risco de problemas cardiovasculares aumenta de acordo com a severidade das ondas de calor e dos suores noturnos.

“Mesmo que a mulher tenha uma frequência maior desses sintomas, a severidade é o que realmente faz a diferença quando se fala de maior probabilidade de ter um AVC ou um infarto, por exemplo”, comenta Cavalcante.

Início precoce ou tardio

Outra descoberta dos pesquisadores é o que risco de eventos cardiovasculares também é maior nas mulheres que apresentaram esses sintomas precocemente (muito tempo antes da menopausa) ou tardiamente (muito tempo depois da menopausa).

Janela de oportunidade

Infelizmente, não há evidências científicas sólidas sobre hábitos que possam prevenir os sintomas vasomotores no climatério. “Entretanto, quanto mais saudável a mulher chegar a essa fase, melhor. Inclusive porque aquelas com doenças cardiovasculares prévias têm contraindicação para realizar a terapia hormonal (TH)”, comenta o médico.

“Atualmente, o consenso sobre a indicação da TH aponta que deve ser iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa, no que chamamos de ‘janela de oportunidade’. Mas, a TH só pode ser prescrita para mulheres saudáveis e sem doenças cardiovasculares”, explica o especialista.

A TH indicada nessa janela não só alivia os sintomas vasomotores, como também reduz o risco cardiovascular.

Alternativas aos hormônios

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De acordo com Cavalcante, existem alternativas para as mulheres que possuem contraindicação ou que não desejam usar a TH. “Os estudos mais recentes apontam que o tratamento com alguns fármacos de uso psiquiátrico, como antidepressivos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), ISRN (inibidores seletivos da recaptação de serotonina-norepinefrina) e a gabapentina (anticonvulsivante) são eficazes em reduzir os sintomas vasomotores”, cita o ginecologista.

Por outro lado, fitoterápicos e acupuntura são terapias controversas, com estudos de menor consistência.

Quanto ao estudo citado no início do texto, o recado é claro: mulheres com quadros mais severos de sintomas vasomotores no climatério e na pós-menopausa devem ser monitoradas mais de perto.

“Isso significa fazer check-up com maior frequência, bem como reduzir os fatores de risco preveníveis, como obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial e hipercolesterolemia”, encerra o médico.

Fonte: Edvaldo Cavalcante é médico ginecologista e obstetra, mestre e Doutor em Ginecologia, graduou-se em Medicina pela Universidade de Santo Amaro (UNISA–SP), realizou Residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS, em São Paulo; Especialização em Endoscopia Ginecológica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPM-SP) e capacitação em Cirurgia Robótica no Intuitive Surgical Training Center, na Flórida (EUA). Possui títulos de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia; Especialista em Videolaparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Oito erros comumente realizados na hora do banho que podem prejudicar a saúde

Apesar de parecer um hábito simples, existe uma série de cuidados que devem ser tomados durante o banho para evitar o surgimento de condições que podem afetar a pele, os cabelos e o organismo como um todo

Seja de manhã para acordar ou à noite para relaxar, não há nada melhor do que tomar um bom banho. Mas, por mais simples e rotineiro que esse hábito possa parecer, existem certas práticas que nós realizamos durante o banho que podem ser prejudiciais para a pele, os cabelos e o organismo, como a falta de higienização das toalhas, o tipo de sabonete utilizado ou a temperatura da água.

Por isso, mesmo durante o banho mais rápido, devemos tomar alguns cuidados para evitar sofrer com problemas como ressecamento da pele e dos cabelos e até mesmo infecções. Então, para ajudar você a aproveitar o banho da melhor maneira possível, reunimos um time de especialistas para dar dicas sobre como realizar esse hábito. Confira:

Tomar banho em excesso: principalmente no verão, é comum tomarmos mais de um banho por dia. Mas é importante tomar cuidado com esse hábito, pois o excesso de banhos pode interferir no ambiente cutâneo saudável, prejudicando o manto hidrolipídico e a microbiota. “Limpar demais a pele, sem repor a umidade, pode causar um ressecamento em um primeiro momento e depois a produção rebote de mais oleosidade. Além disso, o excesso de lavagens pode desequilibrar o microbioma da pele, uma ‘população’ de bactérias boas que nos protegem contra doenças e outros problemas, como ressecamento e sensibilidade da pele”, explica Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica Gru Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Por isso, o recomendado é que você tome banhos no máximo duas vezes por dia.

Tomar banho com água quente: água quente pode remover demais a oleosidade da pele, favorecendo o ressecamento, descamação, irritação e o efeito rebote, que leva ao aumento da produção de oleosidade. Logo, o ideal é optar por banhos frios. “Além de prevenir a perda da oleosidade natural da pele, a água fria ajuda a contrair os vasos sanguíneos, fechando os poros e diminuindo a vermelhidão e o inchaço, e aumenta a circulação na região, conferindo ao rosto um aspecto mais brilhante e saudável”, destaca Claudia Marçal, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Outra opção é optar por banhos curtos, com menos de dez minutos, em água morna, que já são suficientes para manter a pele e o cabelo com uma aparência brilhante e saudável. Se tiver dúvidas quanto a temperatura da água, basta observar os espelhos e o box: caso estejam embaçados, é melhor diminuir a temperatura.

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Lavar os cabelos excessivamente: todo mundo sabe que não lavar os cabelos pode favorecer o surgimento de uma série de problemas, como queda e caspa. Mas realizar a higienização em excesso é igualmente prejudicial. “Não remover demais a oleosidade dos fios estimula a produção de sebo pelas glândulas sebáceas. Por isso, o recomendado é que você lave os cabelos de acordo com as suas necessidades. Por exemplo, quem pratica atividades físicas ou utiliza pomadas nos cabelos deve higienizá-los diariamente para remover impurezas e resíduos de produtos que podem ficar acumulados nos fios. Já quem tem cabelos oleosos e grossos pode aumentar um pouco o espaço entre as lavagens, que deve ser ainda maior no caso de pessoas de cabelos secos e finos”, recomenda Lucas Fustinoni, médico divulgador científico nas áreas de Tricologia e Estética, Fellowship de Estética em Miami e membro da World Trichology Society.

Utilizar o sabonete errado: usar apenas um sabonete durante o banho é prejudicial para a pele, pois o tecido cutâneo de diferentes regiões possui características e necessidades específicas. Por isso, o recomendado é que você tenha dois sabonetes diferentes: um para o corpo e outro para o rosto. “O pH do sabonete corporal é incompatível com a pele do rosto. Logo, se utilizado nessa região, pode causar desidratação e, em seguida, o efeito rebote. E o mesmo vale no caso contrário, já que, por ser mais suave, o sabonete facial pode não ser eficaz na remoção de sujidades e oleosidade do corpo”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, é importante evitar o uso de sabonetes com ação antisséptica. “Isso porque esse tipo de sabonete pode reduzir a quantidade dos microrganismos responsáveis por manter o pH da pele em equilíbrio, tornando-a ressecada, desprotegida e mais suscetível a doenças como dermatite e acne e aos danos ambientais que causam o envelhecimento precoce”, completa Cassiano.

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Passar o sabonete onde você não deveria: utilizar o sabonete em todo o corpo é a ação mais natural. Mas existe uma região que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser higienizada com sabão. “A vagina não necessita de assepsia, pois, além de acumular menos sujidades, possui pH menos ácido, que, quando desequilibrado devido à higienização, favorece a proliferação de agentes patógenos que podem causar infecções. Logo, o ideal é realizar a higienização apenas da vulva, que é a parte externa do órgão genital feminino”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

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Não trocar a toalha com frequência: é fundamental trocar e higienizar as toalhas pelo menos uma vez por semana. “Isso porque as toalhas são um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, além de acumularem óleos, células da pele e outros detritos, o que pode aumentar o risco de infecções de pele e irritações”, alerta Claudia. Além de lavar regularmente, é importante secar as toalhas corretamente para mantê-las livres de microrganismos nocivos. Logo, o ideal é pendurá-las em um local fresco, com bastante circulação de ar e pouca umidade e esperar até que sequem completamente.

Usar a mesma toalha para o corpo e rosto: segundo Claudia, além de lavá-las com regularidade, é importante utilizar toalhas diferentes para o corpo e para o rosto. “Isso porque alguns resquícios de produtos que você coloca em seu corpo, como hidratantes e fragrâncias, podem ficar na toalha e serem transmitidos para o seu rosto, obstruindo os poros, favorecendo o surgimento de cravos e espinhas e causando erupções cutâneas”, completa a dermatologista.

Não hidratar a pele após o banho: e os cuidados não devem ser restringidos apenas ao momento do banho em si. Após se enxugar, é fundamental realizar a hidratação da pele da face e do corpo para manter a barreira de proteção do tecido intacta. “Para isso, o ideal é buscar produtos cujos veículos sejam à base de fosfolipídeos, que formam uma segunda pele e protegem a derme de forma mais efetiva diminuindo a perda de água por evaporação. A associação do ácido hialurônico de alto e baixo peso molecular também é uma ótima opção, pois os ativos atuam em sinergia para estimular a produção de hidratação natural em todas as camadas da pele”, destaca Paola.

Você pode investir em substâncias como Hyaxel, DSH CN, Nutriomega 3, 6, 7 e 9. Para hidratar a face, por exemplo, você pode optar pelo uso do sérum 4D, da Buona Vita, que contém quatro ácidos hialurônicos, incluindo os de alto e baixo peso molecular, para promover hidratação nas camadas mais profundas da pele e preenchimento das rugas.

Já para o corpo, aposte no Nutribalm Lipid Replenish, da Ada Tina Italy, um hidratante corporal com Niacinamida Clareadora de textura leve e macia capaz de hidratar, nutrir, proteger e manter a pele integra e saudável, sendo assim capaz de prevenir o envelhecimento e o escurecimento da pele. “Aplicar os hidratantes após o banho é uma ótima maneira de melhorar a penetração dos ingredientes cosméticos. Mas tome cuidado na hora de aplicar os produtos para não deixar de lado regiões como pescoço, área dos olhos, joelhos e cotovelos. Além disso, evite realizar movimentos muito bruscos e repetitivos, que podem irritar a pele, fazendo com que os produtos percam o seu efeito”, finaliza Isabel Piatti, Consultora Executiva em Estética e Inovação Cosmética e conselheira do Comitê Técnico de Inovação da Buona Vita.

Entenda os tipos de cirurgias indicados ao tratamento de enxaqueca

Desenvolvida em 2000 e respaldada por vários estudos científicos, cirurgia é pouco invasiva e tem o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital, envolvidos nos pontos de dor.

A enxaqueca afeta 15% da população brasileira, segundo estatísticas, e já existe uma forma mais eficaz de lidar com o problema: a cirurgia. Hoje realizada por diversos grupos de cirurgiões plásticos ao redor do mundo e em mais de uma dezena das principais universidades americanas, como Harvard, o procedimento tem resultados muito positivos e semelhantes.

“As publicações dos diferentes grupos comprovam a eficácia e a reprodutibilidade do tratamento”, afirma o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

Mas afinal, por que investir em uma cirurgia para enxaqueca? De acordo Rubez, a enxaqueca tem sido associada à compressão e irritação dos principais nervos sensitivos do rosto e da cabeça. “Em pessoas com predisposição genética para a enxaqueca os nervos podem sofrer compressões ao longo de seus trajetos e desencadear a cascata de sintomas da doença. O alívio cirúrgico da compressão nos nervos pode reduzir a frequência, a intensidade e a duração das dores de cabeça ou até mesmo eliminá-las”, destaca.

Da mesma forma, a cirurgia é uma opção muito vantajosa para pacientes que sofrem com efeitos colaterais das medicações para dor ou que tenham intolerância a essas medicações. Todos os tipos de cirurgia de enxaqueca são pouco invasivos, de forma que a cirurgia tem o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital envolvidos nos pontos de dor.

“Os ramos periféricos destes nervos, responsáveis pela sensibilidade da face, pescoço e couro cabeludo, podem sofrer compressões das estruturas ao seu redor, como músculos, vasos, ossos e fáscias. Isto gera a liberação de substâncias (neurotoxinas) que desencadeiam uma cascata de eventos responsável pela inflamação dos nervos e membranas ao redor do cérebro, que irão causar os sintomas de dor intensa, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz a ao som”, diz o médico.

A cirurgia para enxaqueca pode ser feita em qualquer paciente que tenha diagnóstico de migrânea (enxaqueca) feito por um neurologista, e que sofra com duas ou mais crises severas de dor por mês que não consigam ser controladas por medicações; pacientes que tenham muitos efeitos colaterais com as medicações; ou ainda em pacientes que desejam realizar o procedimento devido ao grande comprometimento que as dores causam em sua vida pessoal e profissional.

Segundo o especialista, são sete os tipos de cirurgia, pois para cada um dos tipos de dor existe um acesso diferente para tratar os ramos dos nervos, sendo todos nas áreas superficiais da face ou couro cabeludo, ou ainda na cavidade nasal. O cirurgião explica que cada cirurgia foi desenvolvida para gerar a menor alteração possível na fisiologia local. “Em todos estes tipos o princípio é o mesmo: descomprimir e liberar os ramos do nervo trigêmeo ou occipital, que são irritados pelas estruturas adjacentes ao longo de seu trajeto”.

Conheça abaixo cada um deles:

Frontal – um dos tipos mais comum e é realizado para os pacientes que têm o início das dores na região dos supercílios, segundo o médico. “Esta cirurgia é feita a partir de incisões nas pálpebras superiores, como nas blefaroplastias, ou incisões no couro cabeludo. As cicatrizes, portanto, ficam imperceptíveis. Nesta cirurgia, é realizada a remoção dos músculos corrugadores do supercílio, depressores do supercílio e próceros, além de artérias locais, que causam irritação aos ramos supraorbital e supratroclear do nervo trigêmeo”, afirma o médico. Além de tratar a enxaqueca, o paciente desse tipo de cirurgia, como consequência do procedimento, diminui a formação de rugas nestas áreas, contribuindo para um efeito rejuvenescedor da face.

Temporal – “Neste procedimento as incisões são realizadas no couro cabeludo, e tem como objetivo descomprimir ou ressecar parte do nervo zigomático-temporal, o qual é rotineiramente lesado em cirurgias estéticas para a face”, afirma o médico. A perda parcial de sensibilidade na região temporal pode ser temporária ou definitiva e nesta cirurgia também ocorre efeito rejuvenescedor da face, uma vez que os tecidos da região são levemente tracionados para lateral, causando elevação discreta da sobrancelha.

Aurículo-temporal – pacientes que apresentem dores na lateral da cabeça, ou seja, nas têmporas, podem se submeter a cirurgia para o nervo aurículo-temporal. “Assim como as demais, fará a descompressão dos nervos localizados na região temporal — bem próximo à orelha—, minimizando os sintomas da enxaqueca. Em alguns casos, a condição pode ser eliminada por completo. Esta cirurgia pode ser feita sob anestesia local, com duração de cerca de 15 minutos”, afirma o médico.

Numular – trata-se de um procedimento realizado sob anestesia local, com duração em torno de 15 minutos. “As dores são na região do couro cabeludo, mais comumente nas laterais da cabeça. O paciente em geral consegue identificar pontualmente o local de maior dor, que é confirmado com a utilização de um doppler. Através de pequena incisão é realizada a neurotomia de pequenos ramos nervosos, sendo que a cicatriz fica disfarçada pelo cabelo”, explica Rubez.

Rinogênico – trata-se de cirurgia realizada toda por dentro do nariz, e destinada para os pacientes que apresentam dores que se iniciam atrás dos olhos, por exemplo, causadas por variações do clima. “Os contatos entre o septo desviado e os cornetos (ou carne esponjosa) ativam a cascata de dores neste caso. O intuito da cirurgia, portanto, é corrigir eventuais desvios ou esporões do septo, hipertrofias de cornetos ou conchas bulhosas. Esta cirurgia vai promover um pós-operatório com melhora da respiração”, conta o especialista.

Occipital – este tipo é correspondente às dores atrás da cabeça ou na nuca, que podem ser causadas pela irritação de diversos nervos, sendo o principal o nervo occipital maior. “A compressão do nervo pode ser feita por músculos ou vasos. Realiza-se, então, a remoção de parte do músculo semiespinal e descompressão do nervo em todo seu trajeto”, afirma.

Occipital Menor – o nervo occipital menor, quando apresenta compressão, faz com que o paciente tenha dores na região lateral da nuca, semelhantes a uma dor muscular. “Para melhorar a condição clínica, a cirurgia realiza a neurotomia (secção) do nervo. A incisão é pequena e no couro cabeludo do paciente, não resultando em cicatriz visível, e com melhora significativa do quadro de enxaqueca na grande maioria dos casos”, enfatiza o especialista.

Rubez enfatiza que as cirurgias são realizadas em ambiente hospitalar e sob anestesia geral e em alguns casos sob anestesia local. “A duração da cirurgia, para cada nervo, é de cerca de uma a duas horas, e o paciente tem alta no mesmo dia, ou no dia seguinte, para casa”, explica.

Como surgiu a cirurgia para enxaqueca

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A Cirurgia para Enxaqueca foi criada e desenvolvida, a partir de 2000, pelo cirurgião plástico Dr. Bahman Guyuron, em Cleveland nos EUA. Desde então, diversas equipes ao redor de todo o mundo vêm realizando este tipo de cirurgia com sucesso. Único médico a realizar a cirurgia em São Paulo, Rubez aprendeu detalhes das técnicas cirúrgicas desse procedimento com o médico Bahman Guyuron, por meio de sete estágios entre os anos de 2014 e 2019.

Segundo Rubez, o procedimento foi criado a partir de cirurgias estéticas para a região frontal ou superior da face, de forma que Guyuron notou que seus pacientes melhoravam das dores de enxaqueca, quando sofriam com o problema. Em 2005, Guyuron e sua equipe publicaram um estudo prospectivo com randomização entre um grupo tratado e um controle sem cirurgia, envolvendo no total 125 pacientes.

Do grupo tratado 92% dos pacientes obtiveram sucesso com a cirurgia, sendo que 35% apresentaram eliminação completa dos quadros de Enxaqueca. “Nos trabalhos científicos sobre a Cirurgia de Enxaqueca, o sucesso do procedimento é definido como uma melhora de no mínimo 50% na intensidade, duração e frequência das crises. Este mesmo grupo de pacientes foi acompanhado por cinco anos e, em nova publicação de 2011, comprovou-se a manutenção da melhora dos pacientes operados”, finaliza.

Fonte: Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Resistência bacteriana poderá ser a principal causa de mortes no mundo

Estima-se que 10 milhões de pessoas podem falecer por conta deste problema em 2050

O uso indiscriminado de antibióticos traz uma realidade alarmante: em 2050, a resistência bacteriana poderá ser a principal causa de óbitos no mundo, resultando na morte de 10 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) na pesquisa “Tackling drug-resistant infections globally. Final report and recommendations”, apoiada pelo governo britânico. Com o intuito de combater a resistência bacteriana, a iniciativa Global Respiratory Infection Partnership (GRIP) implementa uma série de iniciativas de conscientização, como a divulgação de tratamentos sintomáticos adequados para as infecções respiratórias com base em estudos médicos.

Bactéria-Pixabay

A resistência bacteriana ocorre quando bactérias sofrem mudanças e deixam de responder aos antibióticos. Com o tempo, infecções bacterianas simples se tornam cada vez mais difíceis de serem combatidas, podendo, eventualmente, levar a uma piora do quadro e até ao óbito. O uso excessivo e indiscriminado dos antibióticos é uma das causas para que as bactérias resistentes se multipliquem.

Desde 2010, a venda de antibióticos no Brasil é controlada com retenção de receita, de acordo com determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Porém, o número destes medicamentos vendidos no país continuou em crescimento.

Além de aumentar a taxa de mortalidade e interferir no tratamento de infecções simples, este cenário também irá dificultar outros procedimentos, como cirurgias e quimioterapia, podendo chegar até a restrições em viagens e migrações.

O que pode ser feito?

Segundo a pesquisa “Does This Patient Have Strep Throat?”, conduzida pelo epidemiologista norte-americano Mark H. Ebell, oito em cada dez infecções de garganta são causadas por vírus e, portanto, não devem ser combatidas com o uso antibióticos. Por isso, o diagnóstico correto por parte dos médicos e a indicação dos medicamentos específicos têm um papel fundamental.

Nos casos de infecções virais de garganta, o tratamento se baseia na utilização de medicamentos para combater diretamente os sintomas. O flurbiprofeno, por exemplo, é um anti-inflamatório não esteroidal com ação local, que pode ser, inclusive, ministrado como complemento no caso de infecções de garganta bacterianas.

“Além do diagnóstico correto, é necessário conscientizar a população sobre os riscos de utilizar antibióticos em excesso. Há pacientes que demandam que os médicos receitem estes medicamentos ou ficam descontentes com a consulta se não saem do consultório com uma receita deste tipo. E, muitas vezes, esta atitude do médico, em indicar um anti-inflamatório, por exemplo, é a mais acertada”, explica o membro do GRIP Antônio Carlos Pignatari.

Um dos signatários que fazem parte do GRIP é o Grupo RB Brasil, multinacional de bens de consumo em saúde, higiene e nutrição por meio de sua divisão RB Health & Nutrition Comercial.

O Grupo RB está comprometido em contribuir para a conscientização desta realidade e investe no combate a este problema a partir de iniciativas que buscam implementar práticas para reverter essa situação. Por isso, desenvolveu materiais para serem entregues em filiais da Cruz Vermelha alertando para as consequências do uso indiscriminado de antibióticos. “Fizemos um treinamento com voluntários da Cruz Vermelha para torná-los multiplicadores de conhecimento, transmitindo o que aprenderam a outros voluntários e pessoas atendidas nestas filiais da instituição”, completa Daniel Torres, General Manager da RB Health & Nutrition Comercial.

Em complemento a esta ação, entre outubro e novembro deste ano, a RB Health & Nutrition Comercial doará à Cruz Vermelha mais de 1,2 milhão de caixas de Strepsils, medicamento que possui como principal ativo o flurbiprofeno, que promove ação local e rápida para o alívio da dor de garganta. Os medicamentos serão distribuídos para filiais da instituição nos estados de Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, além do Distrito Federal.

O Presidente Nacional da Cruz Vermelha Brasileira, Julio Cals, ressaltou a importância da ação no país e, segundo ele, a instituição está pronta para mais uma ajuda humanitária. “Sabemos da necessidade de levar a conscientização à população, então além de promovermos a campanha de doação de Strepsils, a Cruz Vermelha Brasileira irá promover ações de educação e saúde para que, de fato, as pessoas entendam a importância do uso correto dos antibióticos. Junto à RB Helth & Nutrition Comercial, a instituição cumpre assim, sem medir esforços, a sua missão de cuidar de pessoas”, destaca Julio Cals.

Fonte: RB Helth & Nutrition

Água Bioativa: produto natural pode ser usado no tratamento de peles sensíveis

A Positiv.a, empresa B* que cria soluções para cuidar da casa, do corpo e da natureza, acaba de lançar mais duas novidades em sua linha de autocuidado: as Águas Bioativas de Ylang Ylang e Alecrim. Ideais para limpeza, hidratação e tonificação da pele, as Águas Bioativas – também conhecidas como Hidrolatos – possuem as mesmas características básicas dos óleos essenciais, mas, por serem diluídas, podem ser utilizadas em contato direto com a pele. Além disso, elas ainda possuem os benefícios hidrossolúveis das plantas medicinais, que acabam não se misturando aos óleos essenciais e ficam apenas na água.

No processo de fabricação, os óleos essenciais são extraídos a partir do material vegetal, como folhas, flores, sementes e raízes, onde são submetidos a processos de decantação e condensação. A água utilizada nesse processo se transforma em vapor, que entra em contato com os princípios ativos das plantas e, ao voltar para o estado líquido, preserva um percentual das propriedades terapêuticas originais.

O principal diferencial das Águas vendidas pela Positiv.a é que sua produção é 100% pura, orgânica e agroflorestal, sistema sustentável e que ainda contribui para a recuperação da floresta e regeneração do solo.

Ideal para cuidar do corpo e da casa, as Águas são indicadas para todas as idades e até para o uso em animais de estimação. O Alecrim é conhecido por auxiliar na concentração, já a Ylang Ylang é uma flor reconhecida por suas propriedades afrodisíacas.

Dicas de uso

Assim como os óleos essenciais, as Águas Bioativas podem ser usadas de diversas maneiras. Abaixo, a Head de Inovação da Positiv.a, Gicele Brandão, dá dicas de algumas maneiras de utilizar ao máximos os benefícios:

Spray Refrescante: para aumentar o poder de refrescância do produto, é possível mantê-lo refrigerado e pulverizar sobre o rosto e corpo quando necessário.

Tratamentos da pele: apesar de serem poderosas, as Águas Bioativas são suaves e por isso podem ser usadas em áreas sensíveis e também em crianças e bebês.

Gripes e Resfriados: para essa função as Águas podem ser usados no difusor, criando uma atmosfera que melhora a respiração. Na impossibilidade de uso do difusor, borrife direto no ambiente.

Lavagens bucais e gargarejos: os produtos podem ser usados para amenizar problemas nas gengivas e dentes, além de refrescar o hálito ou para aliviar dores de garganta. Para isso, basta diluir em uma proporção de metade de Água Bioativa e metade de água mineral, e utilizar para fazer gargarejo.

As duas versões do lançamento estão à venda no site da Positiv.a por R$ 38,99.

*empresa que visa como modelo de negócio o desenvolvimento social e ambiental.

Médico alerta que praticar exercícios físicos após os 50 anos traz inúmeros benefícios

Geriatra explica a importância de fazer atividades com o corpo nessa fase da vida

Muitos mitos e suposições cercam o processo natural de envelhecimento. Mas se tem algo que é unânime é que, para manter uma vida mais tranquila acima dos 50 anos, bons hábitos são fundamentais e fazem toda a diferença. “Nunca é tarde demais para começar uma atividade física. Tem gente que pensa que, se não começou até agora, não dá mais tempo. Mas dá”, garante Felipe Bozi, geriatra da startup Nilo Saúde.

O médico explica que os benefícios de realizar atividades físicas existem independentemente da idade em que se inicia a prática, contribuindo para a melhora da qualidade do sono e do humor, maior controle de doenças como hipertensão e diabetes, melhora da atenção e das funções cardiovascular e respiratória, promovendo mais qualidade de vida e saúde física e mental.

A partir da terceira e quarta década de vida, as pessoas apresentam uma redução natural de massa muscular. A prática de exercícios físicos na juventude consegue impedir ou ao menos atrasar essa perda. Mas, mesmo que esse hábito não venha desde cedo, o início da prática de atividade física é capaz de melhorar a saúde muscular e óssea.

“A perda da massa muscular está associada a um maior risco de quedas, maior desequilíbrio, o que pode aumentar as hospitalizações, reduzir a velocidade e a força da pessoa, tirando a sua qualidade de vida. Hoje em dia se sabe que a atividade física está associada também à prevenção de Alzheimer”, completa.

Para essa faixa etária, o recomendado é que, antes de iniciar os exercícios, a pessoa procure um médico para que seja feita uma avaliação minuciosa, identificando se existe algum tipo de risco ou restrição, além da orientação do melhor tipo de exercício a ser realizado.

Segundo o geriatra, de forma geral, é indicado que os exercícios sejam feitos cinco vezes por semana com duração de 30 minutos, intercalando entre atividades físicas aeróbicas, com intensidade moderada, treino resistido, com o auxílio de pesos e elásticos – para que haja uma resistência muscular -, e exercícios de equilíbrio, que buscam manter o balanço do corpo.

Os exercícios aeróbicos incluem caminhada um pouco mais acelerada, bicicleta ou atividades na água, por exemplo. Os treinos resistidos devem ser feitos pelo menos duas vezes por semana, alternando entre os grandes músculos dos membros inferiores e superiores. Quanto às práticas de equilíbrio, indispensáveis para evitar que as quedas ocorram, são indicados Tai Chi Chuan, yoga, pilates, entre outros. Mas vale lembrar que os treinos devem acontecer sob supervisão de um profissional educador físico que possa ajustar a prática para a especificidade de cada pessoa.

Sobre Felipe Bozi

Felipe Bozi é médico formado pela Escola Superior de Ciências da Saúde em Brasília (ESCS) e especializado em Clínica Médica e Geriatria pelo Hospital das Clínicas da USP. Após terminar a residência de Geriatria, trabalhou por um ano como preceptor dos residentes no HCFMUSP. Depois, passou a integrar o time da Nilo.

Sobre a Nilo Saúde

A Nilo é uma startup criada em janeiro de 2020, que iniciou sua atuação em plena pandemia do coronavírus. É uma clínica multidisciplinar digital, especializada no público acima de 50 anos, que oferece serviços de atenção primária e secundária a todo o Brasil. O processo de apresentação da empresa, triagem de pacientes e consultas é 100% online, com direcionamento a hospitais e laboratórios em caso de internação ou realização de exames, e a especialistas em casos específicos. Um médico da Nilo fica responsável pelo paciente para que possa centralizar o seu histórico e acompanhar constantemente a sua saúde. O objetivo é prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida.

PhD em Nutrição aponta os quatro mitos da obesidade

Sophie Deram, pesquisadora e autora do best-seller “O Peso das Dietas”, traz reflexões sobre o que pode mudar no tratamento contra a doença

É comum encontrar pessoas obesas ou com excesso de peso que já tenham sofrido algum tipo de discriminação. As atitudes preconceituosas direcionadas para os que convivem com essa condição são inúmeras, como um olhar atravessado ao passar na catraca do ônibus ou comprar roupas novas, ao montar a refeição em um restaurante ou até mesmo ao ocupar assentos no transporte público.

Julgamentos preconcebidos podem, muitas vezes, acuar pacientes e impedir que procurem ajuda especializada. Este cenário resulta em pessoas na busca de se tratar de forma autônoma, com o uso de medicamentos e dietas restritivas que não resolvem, mas pioram a condição do indivíduo.


“Muitos pensam que as causas da obesidade dependem exclusivamente de questões pessoais, como preguiça gula e a falta de força de vontade. São suposições que estão em desacordo com as evidências científicas”, repudia Sophie Deram, PHD em Nutrição, autora do best seller “O Peso das Dietas” e especialista em comportamento alimentar.

A partir de diversas pesquisas, o consenso indica que o estigma da obesidade é uma questão bem difundida na sociedade. A prevalência de discriminação apresenta taxas mais altas entre aqueles com maior Índice de Massa Corporal (IMC) e entre as mulheres, quando comparadas com os homens. Um estudo de 2018 citado pelos autores sugere que aproximadamente 40% a 50% de adultos norte-americanos com excesso de peso e obesidade sofrem internalização do estigma, e cerca de 20% experimentam isso em níveis elevados

Sophie esclarece que existem quatro mitos relacionados à obesidade. Para a especialista é necessário mostrar às pessoas os reais motivos por trás desta condição pode tornar o tratamento desta doença mais humano e efetivo, não apenas no ponto de vista dos estudiosos da área, como também da população em geral que convive e, muitas vezes, maltrata quem sofre com o excesso de peso. Confira abaixo:

1 – Obesidade é uma opção

Foto: Xenia/Morguefile

Esta é uma das declarações mais irresponsáveis que podem ser feitas em relação ao excesso de peso, pois transfere toda a responsabilidade para a pessoa que já está vulnerável. “É preciso se atentar que a obesidade é um problema multifatorial, ou seja, envolve questões genéticas, emocionais, culturais e fisiológicas”, esclarece a especialista.

2 – Consome mais calorias do que gasta

Usar esta expressão é simplificar a complexidade com a qual o corpo humano trabalha. A conta não é tão simples. “São muitos os fatores que podem levar um indivíduo a desenvolver esta condição, comer muito não pode ser considerada uma causa predominante”, destaca Sophie.

3 – Obesidade é um estilo de vida

Pixabay

Mais uma vez a desinformação pode levar as pessoas a tirarem conclusões equivocadas como esta. Dados de estudos realizados em diversos países mostram que a obesidade é sim um problema de saúde que pode afetar as pessoas em diferentes momentos da vida. “Considerar a obesidade como opção é transferir toda a responsabilidade para o indivíduo. Na verdade, é um problema multifatorial, que envolve questões sociais, culturais, genéticas, emocionais e fisiológicas”, avalia.

4 – Obesidade severa pode ser resolvida com dietas e exercícios físicos
E por último, porém não menos insensata, esta afirmação pode ser refutada pelo simples fato de não ter apoio científico. Estudos já comprovaram a ineficácia de tentativas voluntárias de restringir a alimentação e adicionar exercícios físicos nesta equação ajuda menos ainda. Esta combinação, para aqueles que sofrem com um quadro severo de excesso de peso, traz resultados modestos que não se sustentam em longo prazo.

Sophie explica que, quando aderimos às dietas restritivas, acontecem duas mudanças em nosso corpo: o aumento de apetite e a redução da taxa metabólica basal – mínimo de energia necessária para manter as funções vitais do organismo. “Justamente por essa combinação de resultados, nosso corpo entende que estamos passando pela privação de alimentos e promove a recuperação de peso”, aponta Sophie.

Manifesto sobre a obesidade
Sophie acredita que a falta de informações no tocante à obesidade com base na ciência é uma das principais responsáveis pela existência desses quatro mitos sobre o tema. Para desmistificar esses equívocos, a nutricionista realiza no próximo sábado (21/11) o “Manifesto para um novo olhar sobre a obesidade” no formato online. O evento debaterá com um time de especialistas um tratamento mais humano e digno para as pessoas que sofrem com esta condição. Confira a programação clicando aqui.

Fonte: Sophie Deram é autora do livro “O Peso das Dietas”, é engenheira agrônoma de AgroParisTech (Paris), nutricionista franco-brasileira e doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no departamento de Endocrinologia. Além de especialista em tratamento de Transtornos Alimentares pelo Ambulim – Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, é coordenadora do projeto de genética e do banco de DNA dos pacientes com transtorno alimentar no Ambulim no laboratório de Neurociências.

Inversão de papéis: quando os pais viram os filhos

Especialista em gerontologia lista os sinais que mostram quando os idosos não podem mais continuar sozinhos

Com a idade avançada, é essencial que a família – ou quem for responsável – tenha um olhar mais atento aos idosos. A partir daí, levanta-se o questionamento: até quando eles podem viver sozinhos? Apesar da resposta dessa pergunta não ser exata, toda atenção é pouca, mesmo que a distância.

“É normal achar que está tudo certo porque o idoso está lúcido, toma os remédios diariamente e passa por consultas”, explica Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior, especializada em gerontologia. “A inaptidão física é mais simples de ser percebida e aceita do que a diminuição da cognição. Por isso, alguns sinais podem ajudar as famílias a ter esse acompanhamento”, ressalta.

Os pontos abaixo mostram a importância de buscar uma orientação médica a fim de obter um tratamento adequado:

Ilustração: Tumisu/Pixabay

1- Acidentes recentes: ao envelhecer, o risco de quedas aumenta e é crucial dar atenção a isso, mesmo que o idoso diga que não foi nada. “Eles costumam ter um preconceito com o uso de bengala, mas é um apoio necessário para evitar quedas”, explica Santos.

2- Dificuldade durante as atividades cotidianas: a especialista ressalta que se o idoso começa a agir de forma diferente do que antes era habitual, o alarme vermelho pode estar tocando. “Dificuldade no autocuidado, alimentação inadequada, isolamento e apatia, dificuldade com as finanças, são sinais que apontam algum problema”, alerta.

3- Objetos quebrados e coisas queimadas: sinais que indicam esquecimento e falta de atenção devem ser bem observados, como por exemplo, bocas do fogão escuras, fundos de panela queimados, itens quebrados e acúmulo de papéis. A especialista explica que as demências são doenças neurodegenerativas que geram uma decadência nas funções cognitivas, afetando o comportamento, personalidade e memória.

4- Ganho ou perda de peso: para manter o controle do peso do idoso, verifique os alimentos presentes na geladeira. Confira se não há nada vencido ou estragado, se os produtos são saudáveis para a alimentação ou se não há uma quantidade exacerbada de um determinado mantimento.

EPM-Unifesp abre processo Seletivo de Residência Médica 2020/2021

A Comissão de Residência Médica da Escola Paulista de Medicina -Unifesp informa que estão abertas as inscrições do Processo Seletivo para preenchimento de vagas de médicos residentes em seus Programas de Residência Médica da Escola Paulista de Medicina, devidamente credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) do Ministério da Educação, para o ano 2021.

A inscrição será efetuada, exclusivamente, via Internet, nos endereços eletrônicos http://www.coreme.epm.br e http://www.fapunifesp.edu.br/coreme2021, até às 20 horas e 59 minutos do dia 27 de novembro de 2020, considerado o horário de Brasília-DF, mediante o pagamento da taxa a ela pertinente, no valor de R$ 670, 28 (seiscentos e setenta reais e vinte e oito centavos), por meio de boleto, pagável em toda a rede bancária. No momento da inscrição o candidato deverá escolher onde realizará a prova teórica, na cidade de São Paulo ou no Distrito Federal (em locais a serem definidos).

As provas teóricas serão aplicadas em 06/12/2020,às 13h (horário de Brasília), em locais a serem divulgados nos sites citados acima, a partir de 25/11/2020, por meio do número de inscrição do candidato. Os resultados da 1ª fase serão divulgados a partir de 18/12/2020, exclusivamente via on-line (Internet) nos sites já citados. Os convocados para a 2ª fase, prova prática dos Programas de Acesso Direto, Especialidades Clínicas, Clínica Médica Ano Opcional e Especialidades Cirúrgicas, irão realizá-la em 10/01/2021. Vale lembrar que todos os protocolos de saúde necessários serão tomados durante as provas.

Os resultados finais serão divulgados juntamente com a convocação para a matrícula a partir de 04/02/2021 nos sites citados acima. O Programa de Residência Médica terá início no dia 01/03/2021 ou conforme normativa do CNRM. São 100 programas de residência médica para 622 ingressantes.

Seleção em Brasília facilitará a mobilidade de candidatos

“Temos poucos médicos em algumas regiões do Brasil? Sim. Então, a EPM – Escola Paulista de Medicina vai aplicar prova de seleção em Brasília (cidade que facilita o acesso a vários estados das regiões mais distantes). Assim, estudantes de medicina de outras regiões estarão mais próximos da oportunidade de fazer residência em uma das melhores escolas de medicina do Brasil. Um gesto assim alimenta a possibilidade de ter mais médicos em outras regiões”, afirma Luiz Jurandir Simoes de Araújo – Diretor Administrativo FapUnifesp.

O edital está disponível aqui.

A FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo) viabiliza a realização deste e de outros projetos e eventos da Unifesp.