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Orgasmo: mulheres descubram 7 benefícios que ele proporciona

Alcançar um orgasmo faz mais do que apenas aumentar o prazer sexual. Também pode fortalecer o assoalho pélvico e até melhorar o sono. Qualquer que seja o nome – pico, clímax ou gozo – ter um orgasmo consigo mesma ou com um(a) parceiro(a) pode aumentar o prazer sexual e pode ter alguns benefícios adicionais à saúde, como aliviar estresse ou dor.

No entanto, pesquisas sobre as vantagens do orgasmo são limitadas, especialmente porque a experiência é diferente para cada pessoa. Algumas têm orgasmo várias vezes, algumas uma vez e outras nenhuma, e isso é totalmente normal, segundo Rosara Torrisi, terapeuta sexual certificada e diretora fundadora do Instituto de Terapia Sexual de Long Island.

Com isso em mente, os sete benefícios a seguir não são de forma alguma uma lista abrangente ou uma garantia para todas. Mas podem trazer a você alguns impulsos surpreendentes para a mente e o corpo que vão muito além do quarto.

Orgasmo melhora o humor

Ter um orgasmo libera uma inundação de hormônios de bem-estar na corrente sanguínea, o que pode fazer você se sentir mais feliz, mais calma e menos estressada. De acordo com especialistas, esses hormônios incluem:

Oxitocina: também conhecida como “hormônio do amor”, facilita os sentimentos de amor e apego. Também é liberada durante o trabalho de parto para ajudar no vínculo com o bebê.

Dopamina: desencadeia sentimentos intensos de recompensa, desejo e prazer.

Endorfina: “opiáceo natural” que induz uma sensação de euforia e reduz o estresse.

Serotonina: ajuda a regular o humor, o apetite e o sono.

Prolactina: o principal produto químico que inicia a produção de leite após a gravidez e desempenha um papel na formação de vínculos, também nos faz sentir satisfeitas após o orgasmo.

Atingir o clímax também pode fazer você se sentir mais confiante, o que pode melhorar ainda mais o seu humor. Uma coisa a saber, porém, é que não está claro por quanto tempo esses benefícios para aumentar o humor podem durar devido à falta de pesquisas.

Ajuda a se conectar com seu corpo

Young woman sleeping on bed

Ter orgasmos, especialmente por meio da masturbação, pode revelar o que é normal e o que não é no que diz respeito à sua saúde sexual. “É uma das poucas vezes que as pessoas, especialmente aquelas com vulvas, se permitem tocar nos órgãos genitais”, afirma Rosara.

Pense em atingir o pico como uma oportunidade de se conectar com seu corpo, de modo que você identifique quaisquer alterações que possam indicar uma condição médica, como uma IST ou infecção por fungos. É muito útil saber como o seu corpo se sente, parece e até cheira, porque se você não sabe qual é a norma para o seu corpo, é realmente difícil identificar quando algo está errado.

Ter orgasmos também cria um nível de conforto com seu corpo e, sem esse nível de conforto, você pode hesitar em compartilhar informações de saúde com médicos. Quando alguém não está familiarizado ou se sente desconfortável com seus órgãos genitais, isso pode fazer com que tenha medo de exames pélvicos ou evite que exponha preocupações aos profissionais de saúde, potencialmente atrasando cuidados essenciais e tratamento.

E para pacientes com doenças crônicas, Rosara diz que o clímax tem um bônus adicional: oferece a eles a garantia de que seu corpo é capaz de dar-lhes prazer.

Ensina o que é bom para você

Sem sentir orgasmos, você não será capaz de explorar totalmente o que a excita – potencialmente enganando-a quanto ao prazer sexual que você merece. Muitas pessoas desejam ter orgasmos consistentes com a penetração, e a verdade é que algumas podem gozar consistentemente dessa forma, mas a maioria não consegue, segundo especialistas. Se isso lhe parece familiar, chegar ao clímax por meio da masturbação pode lhe dar uma ideia mais clara do tipo de estímulo de que você precisa para chegar ao grande O.

Médicos recomendam experimentar brinquedos sexuais ou se tocar de maneiras diferentes até saber o que é bom para você – e comunicar o que gosta ou não gosta quando está com um(a) parceiro(a). Entender que seu corpo tem a capacidade inata para o prazer e não depende de um(a) parceiro(a) é fortalecedor. Saiba que você não precisa depender de outra pessoa para se tornar um ser sexual ou para se sentir de uma determinada maneira.

Fortalece relacionamentos

Além de construir o relacionamento que você tem consigo mesma, os orgasmos também podem prendê-la mais e mais perto de um(a) parceiro(a). Uma revisão de 2016 publicada na Socioaffective Neuroscience & Psychology descobriu que as concentrações dos neurotransmissores oxitocina e prolactina – que são considerados facilitadores da ligação – aumentam durante o orgasmo. Por causa disso, os autores do estudo acreditam que pode haver uma ligação entre o clímax e a conexão com o(a) parceiro(a) sexual.

Claro, isso não significa que, se você não atingir o pico com outra pessoa, seu relacionamento não seja forte. Mas se o(a) parceiro(a) sexual é particularmente bom(boa) em fazer você gozar, é provável que você queira vê-lo(a) novamente, o que aumenta a chance de investimento nesse relacionamento. Além disso, saber que ele(a) pode lhe dar prazer também pode aumentar sua confiança e satisfação.

Melhora o sono

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Se você estiver tendo problemas para adormecer, considere ter mais orgasmos. Muitas pessoas acham que orgasmos as deixa sonolentas, e é por isso que podem ser um ótimo complemento para o seu comportamento na hora de dormir.  Como os orgasmos induzem a sonolência? Pode ser devido aos hormônios relaxantes que circulam em seu sistema depois que você atinge o pico.

Ou pode ser porque o orgasmo é semelhante ao relaxamento muscular progressivo, segundo Rosara. O relaxamento muscular progressivo é uma técnica de relaxamento que envolve contrair um grupo de músculos o mais firmemente possível e, em seguida, soltá-los. Abandonar a tensão pode ajudar as pessoas a adormecer, da mesma forma que os músculos se contraem e depois relaxam durante o clímax.

Ou pode ser simplesmente condicional. “Algumas pessoas também desenvolvem o hábito de ter orgasmo antes de dormir, então isso faz parte de sua rotina de sono”, explica Rosara. “Portanto, seu corpo meio que sabe que isso significa dormir”, completa.

Mantém os músculos do assoalho pélvico

Um orgasmo é uma série de contrações musculares e essas contrações podem ajudar a manter ou fortalecer o assoalho pélvico, dizem os ginecologistas. As contrações são as mesmas que acontecem durante os exercícios de Kegel: quando você contrai intencionalmente os músculos do assoalho pélvico, segure por 3 a 10 segundos e depois solte.

Orgasmos também melhoram a saúde do assoalho pélvico ao aumentar o fluxo sanguíneo para a região pélvica, que suporta o crescimento muscular. Flexionar regularmente os músculos do assoalho pélvico pode levar a um sexo melhor, aumentando a lubrificação vaginal, reduzindo a dor da penetração e fortalecendo a intensidade do orgasmo. Isso porque um assoalho pélvico mais forte melhora o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais e pode levar a uma pegada mais firme durante a penetração.

Alivia a dor

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Como se a melhora do humor e do sono não fossem benefícios suficientes, os hormônios induzidos pelo orgasmo, como a oxitocina e as endorfinas, parecem agir como analgésicos naturais. Essas sensações de prazer tendem a entorpecer as sensações de dor. Pode ser por isso que algumas pessoas acham que o orgasmo alivia as cólicas menstruais.

No entanto, para outras, gozar pode realmente aumentar a dor menstrual, segundo Rosara. Isso ocorre porque o orgasmo desencadeia contrações uterinas, piorando as que a pessoa já está sentindo graças à menstruação.

Sinta-se à vontade para experimentar o clímax como uma forma de aliviar as dores relacionadas ao período menstrual – ou qualquer outra dor que você esteja sentindo. Só não espere que funcione como uma varinha de condão, já que cada corpo é diferente.

Fonte: Health

Magalu lança categoria de Bem-Estar Sexual oferecendo de óleo íntimo a vibrador

-Marketplace oferece de óleos íntimos a vibradores, e companhia afirma que sexo está diretamente ligado à saúde, principalmente das mulheres;
-Pesquisa da USP mostra que 50% das brasileiras têm dificuldade de atingir o orgasmo por motivos como vergonha e falta de conhecimento do próprio corpo;
-Isolamento social potencializou as vendas do setor que movimentou 78 bilhões de dólares no ano passado em todo o mundo

O Magalu acaba de lançar a categoria Bem-Estar Sexual, que oferece produtos que vão de óleos íntimos a vibradores em seu marketplace. De acordo com a consultoria KBV Research, esse mercado deve chegar a 125 bilhões de dólares em 2026. A expectativa de crescimento é de 12% ao ano no período.

“O isolamento social potencializou a busca por esse tipo de produto e acelerou a necessidade de digitalização desse varejo, oportunidade que damos a esses sellers no nosso marketplace”, afirma Mariana Castriota, gerente de marketplace do Magalu. “E, mesmo sendo um assunto ainda tabu, muitas mulheres têm se interessado mais pelo tema, usando esses itens não apenas para o erotismo, mas pensando também em saúde”.

Em 2020, impulsionada pelo confinamento, a venda global de produtos de bem-estar sexual cresceu 4% e movimentou mais de 78 bilhões de dólares, de acordo com a Allied Market Research. A categoria estreou no marketplace do Magalu oferecendo marcas como Pantynova, Fun Factory, Nuasis, Lilit e Dona Coelha. Entre os produtos estão géis lubrificantes, vibradores, acessórios e toys. As compras podem ser realizadas tanto no superaplicativo quanto no site do Magalu.

A companhia também colocou um time de especialistas para o atendimento aos clientes no pós-venda. A intenção é que os consumidores possam tirar dúvidas sobre os produtos e esclarecer as políticas de compra, envio e devolução.

Muito além do erotismo

Saúde física e mental. Esse é o mote que as empresas mais modernas do setor adotam, tanto para a criação, quanto para a venda de seus produtos. “O aspecto da saúde física e mental costuma ficar escondido por trás de abordagens eróticas, e que contribuem para manter como tabu, um assunto que deveria ser tratado de maneira natural, afinal, o sexo é a base para a nossa existência”, afirma Mariana.

O Magalu entra no segmento com a compreensão de que produtos de Bem-Estar Sexual vão muito além de satisfazer fantasias eróticas. Podem melhorar — e muito — a qualidade de vida das pessoas, especialmente das mulheres.

Uma pesquisa realizada a pedido de uma farmacêutica mostra que 20% das brasileiras não sabem o que é ressecamento vaginal. O estudo vai além: apenas 24% das mulheres que relataram sofrer de ressecamento íntimo procuraram um ginecologista. Pior: 40% delas consideravam “normal sentir-se ressecada” e que “o desconforto não precisava ser tratado”. O estudo foi realizado pela Conecta, em 2017.

Outra pesquisa, esta do Projeto de Sexualidade da USP (ProSex), revelou que cerca de 50% das brasileiras têm dificuldade para atingir o orgasmo na relação sexual, por motivos como vergonha e falta de conhecimento do próprio corpo. “Intimidade é uma parte importante de nossas vidas, merece ser abraçada sem culpa e sem vergonha”, afirma Mariana Ratton, fundadora da femtech brasileira Feel. “Buscar qualidade para nossa intimidade é um movimento que deve ser natural assim como comprar um bom creme para o rosto”.

Informações: Magalu

Entenda por que sua pele se beneficia da prática sexual

Acredite, há até um efeito anti-idade quando a prática sexual é realizada com frequência

Ter uma rotina skincare, proteger a pele com filtro solar e fazer procedimentos estéticos são ações que, definitivamente, vão beneficiar sua pele, mas os hábitos de vida também contam muito nessa jornada. E, dentro desses hábitos, a atividade sexual deve ser levada em consideração.

“Isso porque durante o sexo são liberados hormônios e substâncias, como o estrogênio e a testosterona, que estão diretamente envolvidos na manutenção da saúde da pele”, destaca a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “A melhora da circulação sanguínea proveniente da atividade sexual é capaz de diminuir o nível de cortisol, melhorando a elasticidade, controle de acne e oleosidade, além de aumentarmos a própria barreira de proteção da pele”, acrescenta a cirurgiã vascular Aline Lamaita, médica atuante em Medicina do Estilo de Vida e membro do American College of Lifestyle Medicine.

Segundo Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, o acúmulo de radicais livres nos tecidos é um dos fatores que levam ao envelhecimento. “A atividade sexual consome energia e consegue, com isso, neutralizar esses radicais, melhorando o que chamamos de estresse oxidativo. A produção de colágeno melhora, a circulação na pele fica melhor. O sexo acelera o metabolismo de todo o organismo, as células são estimuladas a absorverem mais nutrientes, e secretar toxinas de maneira mais eficiente”.

“Durante a atividade sexual, toda a nossa circulação fica mais solicitada. O sistema arterial (sangue que “alimenta” os músculos em movimento, por exemplo) aumenta seu fluxo, e consequentemente, o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Isso se reverte na pele deixando-a mais hidratada, corada e mais viçosa”, explica Aline. “Também temos aumento de antioxidantes endógenos, que combatem os radicais livres; isso leva ao retardamento do envelhecimento, com efeito antiaging”, completa. Dessa forma, nosso corpo tem uma melhor resposta antioxidante com a prática regular do sexo.

Assim como um exercício físico, durante o sexo, o fluxo sanguíneo aumenta, passando a levar oxigênio e nutrientes de forma mais eficaz para os tecidos, incluindo a pele. “Com isso, o sistema linfático passa a trabalhar em maior velocidade, desintoxicando o organismo e diminuindo a retenção de líquidos. Como resultado, a pele ganha um aspecto mais saudável, tornando-se hidratada, corada e viçosa”, diz Paola.

Com relação à ação anti-idade, a prática sexual promove o estímulo da produção das fibras de colágeno e elastinas, que são responsáveis por conferir sustentação e elasticidade ao tecido cutâneo, segundo a dermatologista. “Logo, há um risco menor da pele tornar-se flácida ou apresentar rugas e linhas de expressão precocemente, além de tornar-se mais firme, elástica e com menos sinais de envelhecimento”, diz Paola.

“Outro benefício antienvelhecimento é usar adequadamente a energia proveniente do carboidrato (açúcar) que consumimos, diminuindo o estresse oxidativo e evitando a glicação do colágeno, um processo no qual o açúcar excedente liga-se às fibras de sustentação da pele, favorecendo o aparecimento de flacidez e rugas”, explica Beatriz.

A prática sexual também fortalece e favorece a regeneração da pele, o que pode tornar a cicatrização mais rápida. “Além disso, estudos apontam que o sexo melhora o sistema imunológico, que também está envolvido no processo de cicatrização da pele”, completa Paola.

A atividade também atua por vias indiretas para melhorar a pele, como é o caso da redução do estresse. A atividade sexual diminui o nível de cortisol (o hormônio do estresse) ao longo do dia. “A diminuição do nível de cortisol melhora também a qualidade do sono. Além disso, altos níveis de cortisol podem contribuir para o aparecimento da acne. Por isso a prática é interessante”, diz a dermatologista Patrícia Mafra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Altos níveis de cortisol podem contribuir para diversos problemas de pele, como envelhecimento e acne. O cortisol potencializa o estado inflamatório persistente do tecido cutâneo, diminuindo a longevidade e a atividade das células que compõem a pele, o que a torna mais propensa a ter rugas”, explica Paola.

“O cortisol está também relacionado ao aumento de oleosidade e à diminuição da produção natural de ácido hialurônico na pele”, conta Aline. É comum suarmos durante o sexo, assim como quando realizamos qualquer tipo de esforço físico intenso. “E o suor auxilia na eliminação de sujidades acumuladas no interior dos poros, desobstruindo-os e, consequentemente, prevenindo a formação de cravos e espinhas”, finaliza Paola.

ISTs e saúde bucal: a boca também pode ser infectada no ato sexual

Infecções sexualmente transmissíveis são contraídas pela boca no sexo desprotegido

Uma das preocupações atuais da Odontologia é com o risco de infecções adquiridas nas relações sexuais sem preservativos e que podem afetar a saúde bucal. Isso porque o sexo desprotegido tornou-se mais frequente, principalmente entre a população mais jovem. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde de 2017, quase metade dos jovens entre 15 e 24 anos não usam camisinha. Apenas 56,6% dos jovens dessa faixa de idade usam a proteção.

Doenças como Aids, sífilis, herpes genitais, HPV, Hepatite (A, B e C) e gonorreia também são transmitidas pelo sexo oral sem uso de preservativo, representando as chamadas ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), uma terminologia recentemente adotada para substituir a anterior demonimada DST (doenças sexualmente transmissíveis). Esses males podem ser contraídos e se manifestarem na região da boca e não só isso: problemas como gengivite e cárie dentária profunda aumentam o risco de contágio, o que requer atenção de um cirurgião-dentista no diagnóstico e tratamento.

Dreamstime

“Tivemos recentemente uma epidemia de sífilis em que diversos casos de manifestações bucais da doença foram diagnosticados. Os cirurgiões-dentistas estão recebendo esses indivíduos em seus consultórios e podem ajudar a diagnosticar e quebrar a cadeia de transmissão”, diz Desiree Rosa Cavalcanti, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia (Crosp).

Os sintomas mais comuns de ISTs na boca são:
=Manchas ou placas brancas;
=Feridas na boca, dolorosas ou não;
=Feridas na pele ao redor da boca;
=Orofaringe avermelhada;
=Dor ao engolir;
=Placas brancas nas amígdalas, semelhantes à amigdalite;
=Secreções branco-amareladas.

“Depende do tipo de IST contraída. A sífilis, por exemplo, pode se manifestar na boca em qualquer uma de suas fases (primária, secundária ou terciária), sendo que a fase secundária é a mais encontrada e se caracteriza por manchas ou placas branco-pálidas, que podem ser dolorosas e acometer qualquer parte da boca, mas principalmente língua, mucosa labial e gengivas”, explica Denise.

Darwin Laganzon/Pixabay

“Já no caso do HIV (vírus da Aids), a presença de lesões na boca pode estar relacionada a um estágio de descontrole da doença ou ocorrer antes do diagnóstico e tratamento, enquanto a gonorreia e a clamídia oral podem afetar a orofaringe, gerando eritema, dor e desconforto ao engolir”, detalha.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o não uso de preservativos impactou diretamente no aumento de casos de HIV entre jovens. Na faixa etária de 20 a 24 anos, a taxa de detecção subiu de 14,9 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para o patamar de 22,2 casos em 2016. Entre os jovens de 15 a 19 anos, aumentou de 3,0 para 5,4 no mesmo período.

Diante desse cenário, ressalta-se a importância do preservativo, que ainda é a melhor forma de prevenção contra uma IST, seja de transmissão oral ou não. Mas, para deixar a saúde bucal longe dos riscos também é preciso manter uma boa higiene da boca para evitar problemas bucais como úlceras, gengivite ou doenças periodontais, que podem servir como meio de entrada de vírus e de bactérias causadores das infecções sexualmente transmissíveis.

Além disso, é essencial a realização de testes diagnósticos e a busca pelo tratamento rápido e adequado para o caso de suspeita de IST por contágio oral. “É importante que o cirurgião-dentista seja assertivo em sua comunicação com o paciente. Ele deve ser sincero, discreto e transmitir confiança. Um ambiente adequado e reservado em que ele possa estar a sós com o paciente facilita muito a comunicação para explicar o que o faz suspeitar de uma IST e recomendar a realização de testes diagnósticos, como os testes rápidos e a citologia esfoliativa. Sífilis, HIV, hepatites B e C já possuem testes rápidos eficazes e a maioria dos pacientes aceita a realização dos testes, especialmente diante de um profissional que lhe traz segurança”, completa a cirurgiã-dentista.

Fonte: CRO-SP

Sexo aos 50 x sexo aos 20: como o envelhecimento afeta a libido da mulher ao longo dos anos

Ginecologista explica como fatores diretamente ligados ao envelhecimento do organismo, como fertilidade, energia, autoestima e hormônios, podem interferir no apetite sexual feminino

O sexo é um instinto natural do ser humano que, além de servir para a reprodução, possui uma série de benefícios para o organismo, incluindo desde melhora da pele e do cabelo até diminuição do estresse. No entanto, cada um de nós possui uma relação específica com o sexo e é natural que, em alguns dias, algumas pessoas não sintam necessidade de praticar relações sexuais, o que pode estar associado a fatores que vão desde situações cotidianas, como cansaço e problemas no relacionamento, até condições sérias, como o vaginismo e a depressão.

“Além disso, o próprio processo de envelhecimento pode interferir em nossa libido. E isso não ocorre apenas por fatores hormonais, mas também por questões sociais, físicas e psicológicas, afinal, conforme envelhecemos, interagimos de diferentes formas com o ambiente a nossa volta”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. Para ajudar a entender mais sobre o assunto, a especialista explicou abaixo de que maneiras a libido feminina é afetada com o passar dos anos. Confira:

20 anos: o fim da adolescência e o início da fase adulta são pensados por muitos como os momentos de maior atividade sexual, afinal, os hormônios estão à flor da pele e temos mais energia. “No entanto, alguns outros fatores podem prejudicar a libido nessa idade. Por exemplo, o fato de a mulher ser mais fértil nessa época da vida pode torná-la mais seletiva com relação a quando fazer sexo. Na verdade, estudiosos estimam que o desejo sexual da mulher tende a aumentar conforme os anos passam, principalmente após os 30 anos, momento em que a fertilidade começa a diminuir”, destaca a médica.

30 e 40 anos: a terceira e quarta década de vida parecem ser o período em que o desejo sexual feminino está mais forte. “Esse fato pode estar relacionado a fatores como maior segurança com o próprio corpo e maior dedicação a relacionamentos, além da diminuição das chances de gravidez”, afirma a ginecologista. Estudos mostram, inclusive, que mulheres entre 27 e 45 anos têm fantasias sexuais mais frequentes e fazem mais sexo do que mulheres mais jovens ou mais velhas.

Foto: Veggiegretz/Morguefile

Gravidez: independentemente da idade em que ocorra, a gestação possui grande impacto na vida da mulher, afetando até mesmo sua libido. “O corpo da mulher e os níveis de hormônios passam por uma série de alterações ao longo da gestação. Por isso, é natural que a mulher apresente menor libido em alguns momentos e maior em outros, principalmente durante o segundo trimestre de gravidez. Além disso, algumas mulheres têm dúvidas sobre a segurança de fazer sexo na gravidez, o que, salvo em casos de risco, é perfeitamente seguro”, diz a especialista. “E as mudanças na libido não param com o nascimento do bebê, pois fatores como a amamentação e a criação também podem afetar o interesse da mulher no sexo.”

50 anos ou mais: por volta dos 50 anos, a saída dos filhos de casa e a diminuição da fertilidade podem tornar a mulher mais interessada no sexo. No entanto, um processo que ocorre naturalmente no corpo da mulher nessa época de vida pode afetar significativamente a libido: a menopausa. “A diminuição nos níveis de estrogênio que ocorre durante a menopausa pode fazer com que o desejo sexual diminua, o que ainda é intensificado devido a fatores também comuns desse período, como a diminuição da lubrificação vaginal e a atrofia da musculatura da região. Além disso, outros sintomas da menopausa, como ondas de calor, mudanças no humor e ganho de peso, também pode afetar a vontade da mulher de fazer sexo. Felizmente, nesses casos, é possível verificar com o ginecologista a possibilidade do uso medicamentos, hormônios e lubrificantes para aliviar os sintomas da menopausa e melhorar a libido”, explica Eloisa.

Mas é importante ressaltar que cada organismo é único e o processo de envelhecimento pode afetar a libido das mulheres de diferentes formas. Além disso, você deve ter em mente que não há problema algum em não sentir vontade ou necessidade de praticar relações sexuais, afinal, essa é uma decisão que cabe apenas a você. “Mas, caso a falta de libido esteja te afetando física, mental e amorosamente, o recomendado é que você consulte um ginecologista, pois apenas o médico especializado poderá diagnosticar a real causa do problema e indicar o tratamento mais adequado, que vai variar de acordo com a idade, características e histórico médico da paciente”, finaliza Eloisa.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Entenda alguns fatores que podem reduzir o desejo sexual em mulheres

Além de fatores do cotidiano, como estresse e cansaço, alterações hormonais e até mesmo doenças sérias, como a depressão, também podem causar a diminuição e perda da libido no público feminino

O sexo faz parte da rotina de qualquer casal, sendo uma das bases de um relacionamento. Mas é natural que, em alguns dias, as mulheres não sintam necessidade de praticar relações sexuais.

“A perda ou diminuição da libido, ou seja, a falta de apetite sexual é um problema muito frequente, acometendo de 15 a 35% das mulheres. O problema pode estar relacionado simplesmente à dinâmica do relacionamento e ao cotidiano, sendo causado por fatores como cansaço e estresse, o que, geralmente, é solucionado naturalmente”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

No entanto, o comportamento pode ser também sinal de algo mais sério. Por isso, é fundamental ficar atenta ao apetite sexual e consultar um ginecologista caso o problema se estenda por longos períodos, o que pode estar relacionado a diversas causas, que a especialista listou abaixo:

Doenças ginecológicas: algumas condições que afetam a saúde da vagina podem prejudicar a mulher não apenas fisicamente, mas também mentalmente, diminuindo então a libido. “O vaginismo, por exemplo, é uma doença geralmente causada por fatores psicológicos em que os músculos da vagina realizam contrações involuntárias que podem impedir a penetração e, consequentemente causar grande dor durante as relações sexuais, diminuindo a vontade da mulher de praticá-las”, afirma a ginecologista.

Depressão: a depressão figura entre uma das principais causas da redução da libido, pois é uma doença acompanhada de sintomas como estresse, ansiedade e baixa autoestima, fatores que contribuem diretamente para a perda do desejo sexual. “Além disso, os medicamentos antidepressivos utilizados no tratamento da condição também são responsáveis pela diminuição do apetite sexual, já que causam desequilíbrios nos níveis hormonais. Porém, nem todos os medicamentos causam esse efeito e, por isso, o acompanhamento psicológico e ginecológico é fundamental no tratamento da condição de forma a evitar impacto sobre a libido”, aconselha a especialista.

Menopausa: afetando todas as mulheres em algum momento da vida, a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorre quando a quantidade de óvulos se esgota e a produção de hormônios é reduzida, causando assim uma série de alterações no organismo da mulher, como a redução da libido. “Isso porque, além da diminuição drástica na produção de testosterona e estrogênio, a menopausa também é marcada por aumento de peso, ressecamento vaginal e dor, desconforto e até sangramento durante relações sexuais, o que, consequentemente pode diminuir a vontade da mulher de fazer sexo”, diz a Dra. Eloisa.

Transtorno do desejo sexual hipoativo: existe ainda uma condição médica caracterizada justamente pela redução ou perda da libido, conhecida como transtorno ou distúrbio do desejo sexual hipoativo. “Afetando principalmente mulheres, o distúrbio do desejo sexual hipoativo é uma condição comum e de difícil diagnóstico que causa a falta persistente de desejo sexual sem que haja outras causas envolvidas. O problema pode causar sofrimento pessoal e dificuldades no relacionamento e geralmente está relacionado a questões psicológicas”, destaca a médica.

Por fim, é importante ressaltar que não há problema algum em não sentir vontade ou necessidade de praticar relações sexuais, afinal, essa é uma decisão que cabe apenas a você.

“No entanto, caso a falta de libido esteja te afetando física, mental e amorosamente, o recomendado é que você consulte um ginecologista, já que apenas ele poderá diagnosticar a real causa do problema e indicar o tratamento mais adequado, que vai variar de acordo com cada caso e pode incluir terapia de reposição hormonal, acompanhamento psicológico, substituição dos métodos contraceptivos e outros medicamentos ou simplesmente a adoção de um estilo de vida mais saudável, com uma alimentação balanceada, a prática regular de exercícios físicos e boas noites de sono”, finaliza a médica.

Fonte: Eloisa Pinheiro é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Além de dores durante o sexo, ressecamento vaginal pode causar infecção bacteriana

Dor durante ou após a relação sexual, coceira, queimação e infecção bacteriana: esses são alguns dos sintomas de ressecamento vaginal. De acordo com a Women’s Health Concern, uma associação que trabalha em conjunto com a Sociedade Britânica para a Menopausa, aproximadamente 17% das mulheres entre os 18 e 50 anos sofrem com secura vaginal bem antes de entrarem na menopausa, o que geralmente ocorre após os 50 anos.

Há diversos fatores que podem ter relação com o ressecamento vaginal, inclusive o estresse. “A lubrificação acontece pelo fluxo de sangue que passa pela zona genital quando a mulher está excitada. Isso ocorre normalmente durante as preliminares da atividade sexual, então, se ela estiver nervosa ou estressada, certamente irá influenciar no nível hormonal e ela não vai conseguir ficar lubrificada”, explica a sexóloga da INTT, Lauren Souza.

O ressecamento vaginal é mais comum durante o pós-parto, tratamento de câncer, menopausa e uso de medicamentos específicos. “É fato que a secura vaginal ocorre, na maioria da vezes, após a menopausa, pois é nesse período que a mulher passa por alterações hormonais e tem uma queda na produção de estrogênio, o que causa uma atrofia na região da vagina, levando à secura”, diz Lauren.

Mas esse problema não é restrito apenas às mulheres depois da menopausa, muitas não sabem, no entanto, que a lavagem em excesso e a utilização de produtos inadequados na hora de realizar a higiene da região intima podem influenciar e agravar o ressecamento vaginal. Pensando nisso, a INTT Cosméticos decidiu lançar o Vagisex: um hidratante intravaginal à base de ácido hialurônico que restaura naturalmente a umidade vaginal.

O ácido hialurônico é uma molécula natural responsável pela manutenção do nível correto de hidratação nos tecidos e que, quando utilizado por um determinado período, proporciona lubrificação e umidade. Ele fixa-se à parede vaginal, formando uma superfície hidratada e permanece até a descamação das células epiteliais, que ocorre geralmente em três dias, hidratando, dessa maneira, o tecido da região.

Livre de hormônios e parabenos, além se der testado ginecologica e dermatologicamente, o Vagisex deve ser utilizado diariamente após a última urina do dia, devendo-se dormir com o produto. A forma de uso é bem simples e prática: no total são 10 aplicadores e uma bisnaga de 30g. Em geral, o tratamento dura em torno de dez dias e possui preço sugerido de R$ 65,00.

Informações: INTT Cosméticos

Dia dos Namorados: Simple Organic ingressa no segmento sexual care com edição limitada de kits

Diferentes opções estão disponíveis no e-commerce, nas lojas físicas e nos quiosques da marca pelo Brasil para comemorar a data sozinho ou acompanhado, como um incentivo para incluir os cuidados na rotina diária

O Dia dos Namorados não precisa ser uma data só para casais. Pensando nisso, a Simple Organic, marca brasileira de cosméticos orgânicos, veganos, naturais, cruelty free e sem gênero, lança a campanha sexual care é o novo skincare, com o foco nos cuidados íntimos, em edição especial de kits para celebrar o seu amor próprio ou presentear quem você ama.

Para incentivar os cuidados íntimos e o autoconhecimento, a Simple Organic, apresenta a nova campanha “sexual care é o novo skincare”, em que apoia os consumidores a se cuidarem diariamente, buscando sempre o prazer e o bem-estar físico e mental, sem se encaixar em padrões preestabelecidos.

De lubrificante à base de água, ácido hialurônico e aloe vera a velas aromáticas e baralho inclusivo Enjoy the Simple Pleasures, com posições variadas para héteros e LGBTQ+, a marca traz diversas opções para transformar a sua relação com o sexo, criando uma rotina que alia prazer e autocuidado com itens formulados com ingredientes seguros, rastreados e livres de crueldade animal.

Kit Desire I de R$ 128,00
Composto pelo lubrificante Enjoy, o produto é formulado à base de água, ácido hialurônico e aloe vera, desenvolvido para lubrificar, hidratar, além de restaurar a umidade da região aplicada. Para o sexo, o lubrificante é uma opção segura e natural para uso com preservativos. Por ser a base de água, não há o ressecamento do látex, minimizando o risco de estourar a camisinha, além de ser indicado para uso junto aos sex toys. Acompanha um baralho Kama Sutra inclusivo, com cartas inclusivas para todos e posições que variam entre o nível fácil, moderado e difícil, além de uma vela aromática à sua escolha (Self Care Bamboo ou Light Up Vanilla).

Kit Quarteto de Soluções I R$ 499,00
Se três já é bom, quatro é perfeito. Trata-se do quarteto de ativos de alta performance, composto pelas soluções Niacinamida, Vitamina C, Retinol-Like e Gaba. É um kit completo para o skincare, oferecendo a uniformização da derme, a diminuição dos poros e linhas de expressão, até a hidratação e a produção de colágeno. Acompanhadas de uma vela aromática à sua escolha (Self Care Bamboo ou Light Up Vanilla).

Kit Trio de Soluções I R$ 399,00
Reúne três soluções: Niacinamida, Vitamina C e Retinol-Like, indicadas para quem está começando os cuidados com a pele ou buscando produtos orgânicos para essa finalidade. As soluções uniformizam a derme, auxiliam na diminuição dos poros e linhas de expressão, hidratam, além de auxiliarem na produção de colágeno.

Kit Breathe I R$ 199,00
Solução de Vitamina C, que uniformiza o tom da pele, ilumina e desacelera o envelhecimento da pele, junto a uma vela em edição limitada para o dia dos namorados a ser escolhida (Self Care Bamboo ou Light Up Vanilla).

Kit Feel I R$ 225,00
Solução Gaba + Óleo de Rosa Mosqueta: a dupla de alta performance para todos os tipos de pele. A solução GABA promove naturalmente um potente efeito lifting na pele, além de melhorar e prevenir linhas de expressão.

Kit Touch I R$ 99,00
Traz as três versões das argilas travel-size (Wild, Young e Free). A argila Wild tem efeito revitalizante, é recomendada para peles desidratadas e cansadas. A Free é indicada para as peles sensíveis, enquanto a Young tem efeito rejuvenescedor. Indicada para peles maduras, para levar e usar onde quiser, junto à Green Water de Lavanda.

Vela Self-care – Bamboo I R$ 69,00
Vela vegana, com aroma cítrico e refrescante de bambu, pensada para auxiliar os momentos de autocuidado.

Vela Light Up – Vanilla I R$ 69,00
Vela vegana com aroma de baunilha, um potente estimulante que auxilia na criação de um clima gostoso para curtir seu momento de sexual care .

Enjoy Sexual Care I R$ 59,00
Lubrificante à base de água, com ácido hialurônico e aloe vera. Desenvolvido para lubrificar, hidratar, além de restaurar a umidade da região aplicada. Para o sexo, o lubrificante é uma opção segura e natural para uso com preservativos. Por ser a base de água, não há ressecamento do látex, minimizando o risco de estourar a camisinha.

Baralho Kama Sutra inclusivo I R$ 29,00
Edição limitada para o dia dos namorados, o Enjoy the Simple Pleasures (tradução livre: aproveite os simples prazeres), é um baralho Kama Sutra inclusivo, com posições de níveis de dificuldade fácil, médio e difícil, para todos.

Informações: Simple Organic l @simpleorganic

Sexualidade prateada: a presença dos prateados nos aplicativos de relacionamento*

Tecnologia e relacionamentos têm tudo a ver com maturidade, aliás, são duas coisas que os maduros gostam e nas quais investem tempo e energia. A pandemia, com todo o contexto de isolamento e distanciamento social, contribuiu muito para o aumento nas buscas por aplicativos de relacionamentos. Confinadas em casa, pessoas de todas as idades passaram a procurar mais por esse recurso para se relacionar com o outro.

De acordo com dados divulgados pelas próprias plataformas, o Happn – aplicativo de paquera no estilo do Tinder –teve um aumento de 18% nas mensagens trocadas; The Inner Circle, também no mesmo estilo, mas com um posicionamento de mercado mais voltado para a qualidade dos matches e não para a quantidade, teve um aumento de 15% nas “curtidas” e 10% nas mensagens enviadas. O Par Perfeito, por sua vez, registrou um crescimento de 70% de novos usuários, além de um ganho de 20% no tempo médio gasto no aplicativo e no site.

Os maduros não ficam fora desses resultados. Parcela da população que ganhou holofotes nesta pandemia por causa da vulnerabilidade diante do vírus, os prateados também estão nesses aplicativos. No Coroa Metade, plataforma focada em pessoas a partir de 40 anos, houve um aumento de 17% nos cadastros entre abril e outubro de 2020 em comparação aos seis meses anteriores à pandemia.

A presença digital dos maduros não me espanta! Quando coordenei a pesquisa Tsunami 60+, em 2018, descobri que esse grupo tem uma presença forte e marcante em tecnologia. Para se ter uma ideia, somente 10% dos entrevistados – em um universo de quase três mil pessoas – disseram não estar em nenhuma rede social. E, uma vez conectados, 81% acessam redes sociais; 80% pesquisam na internet; 66% tiram e gerenciam fotos e vídeos; 64% checam e-mails e 61% assistem a vídeos.

Por isso, gosto de dizer que a internet, para eles, é a janela para o mundo. Nas entrevistas que fizemos, as pessoas afirmaram adorar receber de 50 a 60 “mensagens de bom-dia” a cada manhã. Para esse público, isso é um movimento ¬– uma pulsão da existência muito forte nessa fase da vida – quando a pessoa começa a trabalhar menos e ficar mais em casa. O que a internet tem feito é proporcionar que essa movimentação permeie diferentes áreas da vida. E o relacionamento é uma delas. Os maduros são um público que quer viver o agora e não têm mais tempo a perder. Relacionar-se com o outro, na forma de amizade ou amor, é fundamental para que mantenham a qualidade de vida.

No Coroa Metade, 69% dos homens procuram namoro; 54%, amizade; 21%, casamento; e 38%, sexo. Com relação às mulheres, 70% querem namoro; 51%, amizade; 20%, casamento; e 6%, sexo. Isso tem muito a ver com a liberdade que os maduros estão conquistando, seja na forma de procurar o relacionamento, seja na necessidade de não esconder mais a idade e os cabelos brancos. Grande parte dos usuários maduros quer mesmo é mostrar que aos 50, 60, 70 ou 80 anos ainda é possível namorar, ter uma vida sexual ativa, fazer novos amigos e se divertir.

Prova disso é que este público também está em sites de pornografia. Dados de 2019 do Pornhub – maior site de pornografia no mundo – apontam que os visitantes com idade entre 55 e 64 anos têm 83% mais probabilidade de assistir a vídeos na categoria “Vintage” e 65% acessam os da categoria “Maduros”, quando comparados a outras faixas etárias. Para visitantes seniores com mais de 65 anos, a categoria “Closed Captions” ganhou 77% de visualização e os vídeos “Vintage” foram duas vezes mais populares quando comparados aos visitantes mais jovens.

Esses dados revelam que tanto a pornografia quanto os aplicativos são recursos que estão presentes na realidade dos maduros, um grupo que cresce no mundo todo e tem como característica uma curiosidade de entender as novidades que o mundo oferece. Não é à toa que já existem diversas empresas focadas em oferecer encontros a esse público, como Coroa Metade, Solteiros 50 e OurTime Brasil. E, se o caminho para expandir as relações passa pela internet e pelos aplicativos, eles estão lá, curiosos para entender, aprender e utilizar essa ferramenta.

*Layla Vallias foi eleita, em 2021, pela Forbes Under 30, uma das jovens brasileiras mais influentes com menos de 30 anos – é cofundadora do Hype50+, consultoria de marketing especializada no consumidor sênior e da Janno – startup agetech que tem como missão apoiar brasileiros 50+ em seu novo plano de vida. Foi coordenadora do Tsunami60+, maior estudo sobre Economia Prateada e Raio-X do público maduro no Brasil, e diretora do Aging2.0 São Paulo, organização de apoio a empreendedores com soluções para o envelhecimento em mais de 20 países. Mercadóloga de formação, com especialização em marketing digital pela Universidade de Nova York, trabalhou com desenvolvimento de produto na Endeavor Brasil.

Canabidiol é indicado para mulheres que sentem desconforto e/ou dores durante o sexo

A sexualidade feminina é considerada um tabu em muitas famílias brasileiras, especialmente quando o tema principal é o desconforto ou a incidência de dores no sexo, mesmo considerando que, no país, 18% das mulheres sentem dor durante a relação sexual. Os dados integram um estudo realizado em dezembro de 2019 pelo Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex), da Faculdade de Medicina de São Paulo.

“Esse índice aumenta quando falamos de dor ou desconforto não só durante, mas também após o sexo – em todo o mundo, estima-se de 60% das mulheres já viveram este episódio”, diz Ailane Araújo, médica especializada e que é referência em cannabis medicinal, além de diretora do Centro Brasileiro de Referência em Medicina Canabinóide (CBRMC), o primeiro do Brasil, localizado em São Paulo.

Em que pese a necessidade de uma avaliação clínica completa, com a realização de exame físico ginecológico e conhecimento da história clínica da paciente, o que permitirá encontrar a causa da dor, que pode ter uma série de origens (emocionais ou físicas), um tratamento vem despontando como alternativa: o uso do canabidiol, ou CBD na forma de gel vaginal.

Para ter acesso ao produto (que não é disponibilizado para livre comercialização no Brasil) e, consequentemente, ao tratamento, a mulher precisa estar acompanhada por um médico que fará a prescrição adequada. A partir daí, é preciso fazer um cadastro no site do Governo Federal e dar início ao processo de envio de documentos, indicação do produto e empresa importadora. “Este processo já foi muito mais burocrático e demorado. Hoje, considerando a prescrição, em aproximadamente 20 dias é possível ter o produto em casa e iniciar o tratamento”, diz Ailane.

A especialista explica que o produto se conecta a receptores de corpo presentes em vários órgãos. No caso da dor ele provoca uma dessensibilização nos canais de dor, aumentando o limiar de dor, sem diminuir a sensibilidade, o que leva ao aumento da lubrificação natural e da excitação, gerando um relaxamento muscular e tornando a região mais sensível ao toque, além da redução do incômodo na região antes ou durante o sexo.

“Ele age como anti-inflamatório – e muitas patologias são de origens inflamatórias -, além de auxiliar na redução da ansiedade e melhorar também a libido”, destaca a médica, reforçando que é este também é um dos grandes diferenciais em relação aos tratamentos usuais. “O uso de ansiolíticos impacta diretamente na libido feminina”, diz.

“Cannabis medicinal não é maconha”

A afirmação que soa quase como um mantra na voz da médica, uma das primeiras e principais prescritoras da cannabis medicinal no Brasil, é um alerta para a necessidade de aumento da informação na sociedade. “Hoje, temos resultados efetivos e melhora na qualidade de vida de pacientes que tratam de patologias como Alzheimer, epilepsia, Parkinson, esquizofrenia, dores crônicas, ansiedade, depressão e até câncer. O CBD, princípio ativo do canabidiol, não pode ser confundido com o uso recreativo da cannabis”, explica.

Geralmente vendido na forma de um óleo extraído da planta, o canabidiol também está disponível em outras apresentações de uso fora do Brasil que incluem gel, creme, vaporização, aplicação por supositórios entre outros – no caso do Brasil, temos algumas restrições ainda para uso quanto a apresentação do produto e precisa ter sua importação aprovada individualmente pela Anvisa. A médica reforça que o uso do canabidiol também está diretamente ligado ao processo de investigação do motivo e da escala da dor, o que dará a recomendação para o tratamento adequado.

Causas mais comuns da dor no sexo

Mesmo sabendo que a dor durante a relação sexual pode ter sua origem em causas psicológicas, de acordo coma médica, entre as causas físicas mais comuns estão a doença inflamatória pélvica (geralmente ocasionada por uma doença sexualmente transmissível como gonorreia ou clamídia); a menopausa (que pode ocasionar o ressecamento e a atrofia vaginal); a vulvodinia (irritação crônica da vulva que pode ser desencadeada por alterações hormonais ou por uma infecção ou inflamação); o vaginismo (contração involuntária da musculatura pélvica); o líquen (doença dermatológica que também tem como efeito o ressecamento vaginal) e a endometriose.

“A cannabis medicinal é uma opção terapêutica desejável e pode ser considerada, além de um complemento, um redutor da carga dos sintomas, atuando na causa. Ou seja, trata-se de uma abordagem sistêmica que promove a qualidade de vida dos pacientes”, finaliza Ailane.

Fonte: Centro Brasileiro de Referência em Medicina Canabinóide (CBRMC)