Arquivo da categoria: sono

Dia dos Namorados: dormir de conchinha é gostoso, mas faz bem?

Conheça as vantagens e desvantagens que a posição dos apaixonados oferece ao casal

Dormir de conchinha é considerada uma das posições preferidas dos casais. Faz as pessoas se sentirem acolhidas e seguras. A sensação é que ambos os corpos estão mais próximos e a união causa bem-estar, ainda mais no friozinho.

Dividir a cama com outra pessoa exige certos cuidados para que seja realmente relaxante e para que não comprometa a qualidade do sono do casal. “Noites maldormidas podem ser um gatilho para doenças cardiovasculares, diabetes, depressão e envelhecimento precoce”, explica Renata Federighi, Consultora do Sono da Duoflex.

Vantagens

casal dormindo buzzfuse

Pesquisadores comprovam que essa posição tem consequências bastante benéficas para o nosso organismo, especialmente em relação aos hormônios. Um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, revelou que dormir de conchinha com o parceiro diminui o nível de cortisol no sangue, hormônio responsável pelo estresse. A razão, segundo eles, é porque, ao dormir com alguém, a pessoa se sente mais segura e protegida e o corpo não vê a necessidade dessa substância para lhe deixar atento.

Ao mesmo tempo, a posição estimula a produção de ocitocina, o mesmo hormônio liberado durante o sexo. “Esse segundo proporciona uma grande sensação de relaxamento, além de combater inflamações e ajudar no bom funcionamento do sistema digestivo”, complementa Renata. Outro benefício apontado por especialistas é que dormir de conchinha, mesmo que apenas no início da noite, contribui de modo positivo para a intimidade do casal.

Desvantagens

Quando o assunto é postura, é importante se atentar a essa posição pois ela pode causar formigamento e dores no braço e na coluna. “Quem fica atrás tende a colocar o braço por baixo do parceiro. Essa pressão afeta o nervo radial e depois de um período causa dormência e dor. O formigamento é sinal de má circulação sanguínea, por exemplo, e a exposição a longo prazo pode causar lesão no músculo do membro”, explica Renata. A tentativa de deixar o braço acima da cabeça também não é a solução, pois tenciona o ombro e o pescoço, e também pode causar dores. Utilizar travesseiros ou rolos entre as pernas pode ajudar a aliviar a pressão em algumas juntas.

Para quem fica na frente, a posição também pode causar alguns males. Com a cabeça apoiada no braço do companheiro, o pescoço não fica reto como deveria e isso pode implicar em alguns problemas de coluna ou dores. Nesse caso, a recomendação é apoiar a cabeça direto no travesseiro e não no braço do parceiro.

Como escolher o travesseiro e o colchão da casa

02_Spoon_Sleep-Positions-for-Couples-and-What-They-Reveal-About-Your-Relationship_iStock_43052798_LARGE-760x506

Para que o casal consiga dormir bem, independentemente da posição, é essencial escolher corretamente os travesseiros e o colchão. No caso dos colchões, o ideal é que os dois estejam juntos para experimentar a sensação de conforto do colchão. Se o casal tiver grande diferença no biótipo de um para o outro, é importante considerar a maior estatura e peso para escolher o colchão de comprimento e densidade adequados.

No caso de grande diferença de peso, é indicado comprar um colchão com molas ensacadas individualmente, pois não provocam ruídos, garantem maior estabilidade e a mínima transferência de movimentos de um lado para outro. Assim, se um dos dois se virar na cama, o outro não irá sentir e não terá o seu sono interrompido.

Já no caso dos travesseiros, o modelo deve ser escolhido de acordo com às necessidades de cada um, levando em conta a posição em que dorme, o biótipo e, claro, o gosto pessoal. É apenas indispensável que o item preencha o espaço entre a cabeça e o colchão e proporcione alinhamento da coluna cervical com o tronco.

A espuma, por exemplo, é uma preferência de cada pessoa, e existem diversos tipos no mercado. Para quem gosta de maciez, a espuma Nasa é indicada. Automoldável e termossensível, o material se molda ao contorno do corpo, diminui a pressão e acompanha a temperatura corporal, oferecendo maior conforto térmico. Já para quem aprecia maior sustentação para a cabeça e um sono mais fresquinho, uma boa opção é a espuma de látex, extraído da seringueira. Moldada com furinhos, que facilitam a respiração e a ventilação, é ideal para pessoas que transpiram muito durante a noite.

O tipo de cama também pode influenciar na escolha do travesseiro. Se a cama for king size, por exemplo, o casal pode optar por modelos para fronha 50cmx90cm, que não deixarão lacunas entre o casal ou nas laterais, aumentando a sensação de conforto durante a noite. Já em uma casa de casal convencional, os travesseiros podem ter o padrão para fronha 50cmx70 cm.

Fonte: Duoflex

Travesseiro ideal: isso existe?

Especialista da Duoflex explica os detalhes sobre escolha e conservação do produto

A conquista de uma boa noite de sono pode depender de diversos fatores, desde alimentação balanceada à qualidade de colchões e travesseiro. Mas será que existe um travesseiro ideal para todos os tipos de pessoa? De acordo com a consultora do Sono da Duoflex, Renata Federighi, o que existe é um travesseiro que se adapta melhor às necessidades de cada um. Pensando nisso, a especialista separou algumas dicas para quem quer aprender a escolher e conservar esse importante parceiro do sono.

Há três pontos fundamentais para levar em conta na hora da escolha de um travesseiro: a posição em que você dorme, seu biótipo e, claro, o gosto pessoal. Sobre os primeiros pontos, a especialista explica: “O produto deve preencher o espaço entre a cabeça e o colchão e proporcionar alinhamento da coluna cervical com o tronco. Em termos práticos, significa que ao deitar de lado, o pescoço deve formar um ângulo de 90º com o ombro”.

Questões pessoais, por outro lado, interferem em pontos como o toque e suporte da espuma – macia, média ou firme; formato – tradicional ou anatômico; conforto térmico; proteção antiácaro, dentre outros. “Uma pessoa alérgica dá maior atenção à proteção, enquanto alguém que produz muito suor prioriza o frescor do travesseiro”, comenta. “São detalhes que fazem toda a diferença na hora de dormir. Lembrando que uma noite de sono ruim pode gerar alteração no humor, extremo cansaço, agitação ou até mesmo problemas de circulação e cardíacos, a longo prazo”, completa a especialista.

mulher domindo cama sono c_scott pixabay
Foto: C_Scott/Pìxabay

Outro ponto importante de atenção é o prazo de validade dos travesseiros. Sim, isso existe! Um travesseiro produzido em espuma especial de alta qualidade pode durar anos, porém, por se tratar de um produto de uso diário, acaba acumulando umidade, gordura, suor e outras secreções, o que facilita a proliferação de ácaros. “O ideal é realizar a troca dos travesseiros a cada dois anos”, alerta Renata.

É claro que pode haver higienização caseira, mas é preciso ter cuidado também com esses processos. “Manter um travesseiro em exposição direta ao sol pode elevar a temperatura de sua espuma de maneira exagerada, deixando o ambiente ainda mais propício à proliferação de bactérias. O ideal é arejar o travesseiro em luz indireta, protegido por uma fronha”, conclui a consultora.

Sugestões de produtos

Natural Látex

natural latex.jpg

Produzido em espuma de látex natural extraído da seringueira, o Natural Látex é composto por milhões de células abertas e centenas de furos, que permitem maior ventilação e evaporação e mantém o travesseiro sempre seco e fresquinho. Por ser altamente elástico, seu uso é recomendado para pessoas que necessitam de um travesseiro com maior sustentação para cabeça durante o sono e transpiram muito durante a noite.

Nasa

nasa.jpg

Macio e automoldável, o travesseiro Nasa adapta-se melhor ao contorno do corpo, oferecendo menor pressão e maior capacidade de absorção do peso da cabeça e do pescoço. Por ser termossensível, a espuma Nasa acompanha a temperatura corporal, proporcionando maior conforto térmico e uma agradável sensação de aconchego, sendo seu uso especialmente indicado para pessoas que apreciam travesseiros macios e confortáveis.

Gelflex Nasa

gelflex.jpg

O travesseiro Gelflex Nasa alia a suavidade e o conforto da espuma Nasa a uma manta de gel, proporcionando um toque ainda mais gostoso e fresquinho, sendo especialmente indicado para pessoas que apreciam o toque e a maciez do Nasa, porém não abrem mão de um travesseiro mais fresco.

Ventsoft

ventsoft.jpg

Ventsoft é produzido em espuma especial de poliuretano extra macia. Seu alto poder de ventilação, permite eliminar a umidade e a transpiração, retardando o aparecimento de odores desagradáveis ocasionados pelo suor. Com leveza e frescor incomparáveis, proporciona máximo prazer ao repouso e uma noite de sono agradável e relaxante, sendo especialmente indicado para pessoas que apreciam travesseiros extremamente macios e fofinhos.

Fonte: Duoflex

Páscoa: descubra os efeitos do chocolate no sono

Se houver exageros, alto índice de cafeína presente na guloseima pode prejudicar o descanso

Páscoa é sinônimo de se deliciar com uma variedade de ovos de chocolate. É nesta época que o consumo de um dos doces mais queridos do mundo aumenta e os exageros acontecem. Apesar de ser motivo de alegria, tanto da criançada quanto dos adultos, em excesso pode acarretar prejuízos à saúde, principalmente ao sono.

O chocolate contém cafeína em doses que variam de acordo com o tipo. As versões meio amargas são as campeãs: a cada 450 gramas, são 30 miligramas da substância, o que equivale a uma xícara de chá instantâneo. “Parece pouco, mas o descanso noturno pode ser prejudicado, principalmente se há alta ingestão do alimento próximo ao horário de dormir”, conta a Consultora do Sono da Duoflex, Renata Federighi.

chocolate escuro

“Em doses moderadas, a cafeína produz ótimo rendimento físico e intelectual, aumenta a capacidade de concentração e auxilia na reação aos estímulos sensoriais. Já em doses exageradas, esse consumo pode causar sintomas que comprometem o sono, como ansiedade, nervosismo, tremores musculares e taquicardia”, completa.

Um estudo da instituição americana National Sleep Foundation (Fundação Nacional do Sono), mostrou que o efeito da cafeína presente em uma barra de chocolate tem duração de três a quatro horas no corpo, chegando a 12 horas dependendo do organismo. “Por isso, para que a qualidade do sono não seja afetada, recomenda-se ingerir o doce pelo menos três horas antes de dormir e evitar exageros”, orienta Renata.

mulher comendo sorvete na cama

Apesar dos cuidados necessários, vale lembrar que 50 gramas de chocolate por dia, estimula a produção de serotonina, responsável pelo relaxamento do corpo e pela sensação de bem-estar. “Com moderação, a guloseima pode se tornar um aliado à saúde. O meio amargo é o mais indicado para uma alimentação saudável”, finaliza a consultora da Duoflex.

Fonte: Duoflex

Creme facial noturno renova, hidrata e confere nutrição e reparação celular

Necessidades da pele mudam de acordo com o período do dia. Dermatologista e farmacêutica explicam qual a importância de usar um cosmético noturno e o que deve haver no seu conteúdo
Limpar, tonificar e hidratar fazem parte da rotina diária de beleza. Mas ao pensar na necessidade da pele, é possível potencializar alguns processos que ocorrem naturalmente no organismo, como o de reparação e renovação celular. Por esse motivo, existem os cremes de uso noturno.

“É nesse período que deve ser feito o reparo, a regeneração e a reorganização celular, uma vez que o metabolismo basal está mais baixo. Durante a noite, como estamos em repouso, nosso organismo está propício ao reparo celular e biomolecular em relação a todos os órgãos”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

De acordo com a dermatologista, quando há uma pele fotoenvelhecida, alguns ácidos podem ser usados: “O creme noturno pode conter retinoides para fazer uma ação de melhora do turn over celular, fazer a troca do tecido envelhecido, bem como uso dos alfahidroxiácidos que preferencialmente devem ser usados à noite”, comenta.

mulher-dormir_maquiada

Ela também enfatiza que é durante a noite que o uso dos produtos nutritivos se faz necessário, já que eles terão uma ação muito mais proveitosa. “Usar substâncias que façam o processo de detoxificação celular, limpeza das células, reparo e proliferação celular dos queratinócitos, dos fibroblastos e que estimulem a sirtuína-1, que é uma proteína que estimula a longevidade celular”, comenta.

A farmacêutica Mika Yamaguchi, diretora científica da Biotec Dermocosméticos, explica que já está disponível no Brasil um ativo que potencializa a ação de reparação celular, ideal para o período noturno. “Overnight Repair é uma associação de biopeptídeos, micronutrientes e potentes antioxidantes que promovem reparo e auto-hidratação, de maneira prolongada”, explica.

A especialista também sugere renovadores como Lanablue e Progenitrix (que também ajuda na proliferação celular); antiglicantes como Alistin e EvenSkin A3; detoxificantes e energizantes como Arct-Alg; clareadores como Whitessence e B-White; os nutritivos Oligomix e Nutriomega 3, 6, 7 e 9; além dos potentes hidratantes Hyaxel e DSH CN.

“O uso diário dos produtos promove uma melhora considerável na aparência da pele”, acrescenta. Essas substâncias podem ser encontradas nas farmácias de manipulação e em produtos prontos. “Consulte sempre seu dermatologista, que poderá prescrever o creme ideal de acordo com suas necessidades”, afirma Mika.

Sugestões de produtos:

306903_685266_usk_advanced_defense_booster_anti_aging_50_ml___frente

U.SK Advanced Defense Booster, da Under Skin, é um poderoso antioxidante noturno, para combater rugas, flacidez e manchas. O sérum conta com uma concepção exclusiva com multibenefícios para completa recuperação e reparação dos danos ambientais, além de conferir hidratação imediata e prolongada. O produto conta com U.SK Biocomplex, combinação única com depósito de patente.

tenso_active_50g

Tenso Active, da Buona Vita, é um creme firmador para combater as rugas e flacidez. Contém Vitamina E. Possui ação antiglicante, impedindo os malefícios do açúcar na pele e protegendo fibras de colágeno e o DNA. Como resultado obtém-se uma melhora da textura e da aparência geral da pele.

prev_aging_night_alpha1.png

Prev-Aging Night, da Pharmapele, possui alta concentração de vitamina C nanosferizada, que penetra profundamente, prevenindo o envelhecimento precoce da pele. Associada ao Linefactor, estimula a síntese de colágeno, reduz a profundidade das rugas e redefine o contorno facial. Rico em do Ácido Hialurônico, proporciona alto poder de hidratação com efeito prolongado.

Boas noites de sono são fundamentais para o bem-estar da mulher

Dormir bem evita o estresse e melhora a disposição para enfrentar a rotina do dia a dia

Muitas vezes, os compromissos e as tarefas do dia a dia podem deixar a rotina da mulher ainda mais agitada. Para enfrentar essa correria, boas noites de descanso são essenciais. Segundo pesquisa da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, quando o assunto é sono, o sexo feminino tem padrões diferentes do masculino.

cama mulher sono dormir pixabay dieter robbins
Foto: Dieter Robbins/Pixabay

“Devido à diferença hormonal, o público feminino precisa de mais horas dormidas para manter a mesma disposição, se comparado ao sexo oposto” explica Renata Federighi, Consultora do Sono da Duoflex.

Outro estudo, realizado pelo Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostrou que as mulheres levam mais tempo para adormecer, porém o tempo do sono mais profundo (REM) é mais longo. Além disso, elas são mais propensas a terem sonhos ruins, os chamados pesadelos.

“Elas têm alterações hormonais que prejudicam o sono normal, como o período menstrual, a menopausa e a gravidez. A progesterona (hormônio feminino) tem papel fundamental nos mecanismos reguladores do sono. Tanto que as mulheres em pós menopausa, por exemplo, apresentam queda na qualidade e no número de minutos de sono”, esclarece a consultora.

Além disso, as mulheres estão mais propensas a desenvolver doenças cardíacas e depressão quando não dormem bem durante um período longo da vida.

Outra preocupação recorrente entre as mulheres é com a aparência. E ao contrário do que se imagina, sono da beleza não é só uma expressão. De acordo com Renata, o corpo produz hormônios associados ao estresse quando não há repouso adequado.

“Isso altera funções vitais e provoca vasoconstrição, ou seja, palidez e cansaço. Dormir menos do que precisamos deixa a pele sem brilho, com aumento dos vincos e flácida, pois o hormônio do crescimento, que é responsável pelo tônus muscular e pela renovação celular, é liberado em grande quantidade enquanto dormimos. As olheiras também se acentuam, o que faz com que a aparência fique ainda mais abatida”, explica.

Cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

Conhecer estas particularidades é essencial para se garantir horas de sono realmente reconfortantes e, consequentemente, o bom funcionamento do organismo. Outras práticas podem ajudar a ter boas noites de sono.

“É importante se atentar à postura, usar um travesseiro e colchão que ofereçam conforto e sustentação para a cabeça e corpo, preservando a curvatura natural e alinhando a coluna, seguir uma alimentação saudável e hidratar-se bem, manter o ambiente arejado e o mais silencioso e escuro possível e evitar atividades estimulantes antes de dormir”, orienta a consultora do sono da Duoflex.

Fonte: Duoflex

Médico orienta como adaptar o corpo ao fim do horário de verão

Atrasar o relógio em uma hora pode causar alterações na qualidade do sono e no funcionamento natural do organismo

Com o fim do horário de verão, à meia noite do último sábado (16), os relógios foram atrasados uma hora. Brasileiros residentes das regiões sul, sudeste e centro-oeste, nas quais vigora o horário de verão, sentem os reflexos da mudança nos hábitos cotidianos. Segundo especialistas, esta alteração no relógio afeta diretamente a qualidade do sono e o funcionamento natural do organismo.

“Sabe-se que o organismo sofre mais quando adiantamos uma hora do que quando atrasamos uma hora, pois estamos propensos a permanecer mais tempos acordados a noite que de acordar mais cedo, porém isso não é uma regra”, atesta o médico clínico geral Sergio Pontes, da Aliança Instituto de Oncologia.

relogio

Para evitar a perda de sono e a dificuldade de deitar no horário normal após esta mudança, é importante seguir algumas dicas. “Há pessoas que sentem muito pouco essas alterações de horário. Geralmente as mais sensíveis são os idosos e as mulheres por características individuais”, enfatiza Pontes. De acordo com o especialista, não existe uma definição ideal para um bom sono, mas existem hábitos que podem facilitar essa adaptação.

– Evite a desidratação pois a água também ajuda na disponibilidade de energia e evita o cansaço;

água

– No período da noite, evite atividades exageradas como exercícios intensos e leitura longa;

mulher lendo livro
Foto: GaborfromHngary/Morguefile

– Atividades físicas leves, como caminhada e alongamento, podem ajudar com um efeito relaxante;

Outdoor Running Series

 

– Próximo à hora de dormir, evite ingerir alimentos pesados e com estimulantes, como café, chocolate, chá preto e chá verde;

mulher copo bebida

– Na hora de deitar deixe o ambiente no quarto bem escuro, silencioso, com boa temperatura e confortável;

mulher-dormindo-sono

– Evite assistir TV ou usar celular e computador no quarto de dormir;

television

– Esta vale para o fim da próxima edição do horário de verão: dias antes da mudança tente dormir 10 minutos mais cedo, gradativamente, para que o organismo não sinta a alteração abrupta de 1h.

dormir

Além das alterações consideradas normais, caso surjam outros sinais e sintomas como ronco, insônia, apneia e sonolência excessiva diurna, além de hipertensão e arritmia, é importante procurar um médico do sono para uma avaliação adequada.

Fonte: Aliança Instituto de Oncologia

Como dormir bem no verão

As altas temperaturas do verão podem, muitas vezes, prejudicar a qualidade do sono e dificultar ou até inviabilizar um descanso adequado. No entanto, existem algumas medidas simples para possibilitar uma noite tranquila e dormir como um anjinho.

dormir geladeira aberta mulher.jpg

Como afirma Mauricio da Cunha Bagnato, pneumologista e Diretor do Departamento Científico de Sono da Associação Paulista de Medicina, tudo começa com uma ambientação correta. Ambiente ventilado, silencioso e com baixa luminosidade são medidas extremamente importantes. Recomenda-se reduzir a luminosidade inclusive dos aparelhos de Led e dos aparelhos de celular também, além de janelas com black out.

Espaços mais escuros facilitam a produção de melatonina no organismo e, consequentemente, a indução de sono. O nível ideal de escuridão ocorre quando não se pode ver as próprias mãos.

Outro complicador ao sono é a prática de atividades que geram excitação ou agitação ao corpo, assim como o consumo de bebidas como cafeína e álcool , e exercícios físicos noturnos. Uma boa hidratação é sempre bem-vinda.

Não é aconselhável ainda que a temperatura apresente grandes variações, devendo permanecer entre os 24 e 25 graus. Existem umidificadores de ar que auxiliam no controle de umidade e temperatura, também ventiladores e aparelhos de ar condicionado.

Para o ressecamento nasal pode-se aplicar soro fisiológico comum e também na forma de gel para proteger contra o ressecamento das vias aéreas principalmente em noites quentes e secas.

mulher domindo cama sono c_scott pixabay
Foto: C_Scott/Pìxabay

“A densidade do colchão deve estar de acordo com o peso de cada pessoa para melhor adaptação corporal. Usar travesseiros de apoio e dormir de lado também é benéfico”, pontua o médico.

Não permitir às crianças dormirem na cama dos pais é uma medida que contribui na qualidade do sono de toda a família.

Fonte: Associação Paulista de Medicina

 

Startup cria travesseiro adaptável às diferentes formas de dormir

Analisando os comportamentos dos brasileiros, Zissou estrutura produto com camadas individuais para se moldar ao conforto de cada usuário

Ao estudar as preferências dos brasileiros na hora de dormir, a startup do sono Zissou, que trouxe para o país um novo modelo de comercialização de colchões com a tecnologia bed in a box, identificou que cada pessoa tem um jeito particular de utilizar seu travesseiro.

Diferentemente do colchão, em que há um padrão de conforto e suporte, o uso deste produto varia conforme seu consumidor – que decide a altura, nível de conforto, resposta, entre outros aspectos. Para isso, a empresa idealizou um conceito interativo: com três camadas independentes, o travesseiro Zissou é adaptável a todas as formas de dormir.

travesseiro 4travesseiros2

“Os estudos de linguagem corporal mostram que a nossa forma de dormir é tão diversa quanto o nosso comportamento. Por exemplo, quem dorme à direita, tende a ser uma pessoa entusiasmada e criativa. Já à esquerda, se demonstra mais sensível. Se a pessoa deita de barriga para baixo, tende a ser mais organizada e assumir as decisões em processos de liderança. Por isso, pensamos em um produto que englobasse a diversidade do sono”, explica Andreas Burmeister, co-fundador da Zissou.

O travesseiro Zissou é composto por uma capa de algodão com fibra siliconizada e três camadas de viscoelástico de memória responsiva, com formas e alturas diferentes. Dentro da capa é possível colocar até duas camadas, decididas por quem irá utilizar o produto. A camada adicional pode ser apoiada entre as pernas, utilizada como travesseiro extra por usuários que preferem dormir com um produto mais alto na cabeça ou até como travesseiro portátil para viagens de carro e avião.

“É um conforto que cada um define da sua maneira. Assim como o segmento de colchões, o mercado de travesseiros oferece inúmeras fórmulas e composições, mas sem explicar às pessoas as características e benefícios de cada um. Nós pensamos em um produto único e com versatilidade para que as pessoas possam experimentar e perceber as suas preferências ao dormir”, complementa Burmeister.

Concepção do travesseiro envolveu estudos e cocriação

Para a idealização do travesseiro, foram conduzidos diversos worshops focados no comportamento do consumidor. “Por meio deles que confirmamos as teorias de sono: descobrimos que cada pessoa tem uma conexão diferente com o produto que utiliza. Este público sente que seus modos de uso também são únicos, variando desde a quantidade de travesseiros na cama, as percepções de conforto e resposta, posições de preferência, até outros aspectos pessoais”, detalha Ilan Vasserman, cofundador da Zissou.

A concepção do produto envolveu quatro etapas diferentes. A primeira foi a realização de workshops com diferentes públicos com o objetivo de entender o que compõe o sono perfeito para cada pessoa. Após os resultados, houve a mobilização de engenheiros de produto brasileiros e americanos para o desenvolvimento de protópitos.

Com diferentes composições desenvolvidas, foram realizados novos workshops, dessa vez voltados à experimentação e primeiras percepções, que auxiliaram na definição da composição ideal. Por fim o processo produtivo foi otimizado aplicando tecnologia e controle de qualidade.

travesseiro1

“Nós percebemos que analisar um travesseiro não é uma coisa imediata, exige tempo e identificação da pessoa com o produto. Por isso, decidimos oferecer 100 dias de experimentação, assim como fazemos para o Colchão Zissou. Se a pessoa não gostar, retiramos o produto e devolvemos o dinheiro. Nossa prioridade é oferecer uma experiência de sono única e inesquecível “, complementa Amit Eisler, cofundador da empresa.

infografico travesseiros

Os interessados poderão adquirir o travesseiro Zissou no site da marca ou na Casa Zissou, espaço conceito da marca localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Falta de sono pode prejudicar controle dos movimentos do corpo

“Jetlag social” causado por privação de sono no dia a dia pode provocar problemas de atenção em tarefas simples

Por Júlio Bernardes – Editorias: Ciências/Jornal da USP

 

Insonia_mulher faisal akram wikimedia commons
Obrigações sociais reduzem os períodos de sono, o que pode levar a problemas de atenção e concentração, além de mudanças abruptas nos horários de dormir e sonolência, fenômeno que é conhecido como “jetlag social”- Foto: Faisal Akram via Wikimedia Commons/CC 

A falta de sono no dia a dia também pode causar problemas de atenção e concentração em pessoas aparentemente saudáveis, fenômeno conhecido como “jetlag social”, comprova pesquisa com participação da Escola Politécnica (Poli) da USP. Em testes realizados com estudantes, o desempenho em tarefas simples que exigem controle dos movimentos do corpo era melhor às segundas-feiras, após as horas de sono compensadas no final de semana. A descoberta pode ajudar a entender quais as áreas do cérebro são afetadas pela privação de sono, comprometendo o controle corporal.

O professor Arturo Forner Cordero, que coordenou a pesquisa, conta que o Laboratório de Biomecatrônica da Poli estuda a modelagem do controle motor humano para a aplicação em robôs e exoesqueletos. “Para isso, são realizadas experiências de controle motor, como, por exemplo, simular tarefas de aprendizado, controle dos movimentos das mãos, em caminhadas e de postura”, diz. “Esses testes costumam ser realizados com alunos de graduação. Em determinados períodos, como no final dos semestres letivos, porém, o desempenho dos estudantes era ruim e não havia ideia do motivo.”

20180625_01_postura (1)
Um dos experimentos realizados em pessoas com restrição de sono realizados na Poli é um teste de aprendizagem no qual é preciso apontar alvos projetados por um computador com o dedo – Foto: Cedida pelo pesquisador

Os pesquisadores realizaram um experimento com alunos do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, em Barbacena. “Os estudantes utilizaram durante nove dias um actímetro, um relógio de pulso que mede a atividade física e distingue os períodos de sono, repouso, vigília e atividade, os quais são registrados em um gráfico”, explica o pesquisador Guilherme Umemura, que integrou o grupo de estudos. “Também foram aplicados questionários sobre hábitos diários, para complementar a avaliação sobre restrições de sono.”

20180625_03_postura
Na sequência acima, etapas da realização do teste de aprendizagem realizado no Laboratório de Biomecatrônica da Poli – Foto: Cedida pelo pesquisador

Nas sextas e segundas-feiras foram realizados testes de controle postural. “Os participantes eram instruídos a ficarem em cima de uma plataforma e eram submetidos a vários desafios estáticos e dinâmicos, como abrir e fechar os olhos”, diz Umemura. “O corpo humano, quando está em pé, nunca está totalmente parado, ele se movimenta em várias direções, e isso envolve mecanismos de controle do cérebro, como os da visão e da audição, por isso é importante o controle postural”, explica o professor.

“Jetlag” social

Os experimentos mostraram que o desempenho no controle postural era melhor na segunda-feira, depois do final de semana. “Acredita-se que as obrigações sociais reduzem os períodos de sono, o que pode levar a problemas de atenção e concentração, além de mudanças abruptas nos horários de dormir e sonolência. Esse fenômeno é chamado de ‘jetlag social’”, aponta Umemura.

“Nos finais de semana, em geral há uma compensação das horas de sono e, coincidentemente, o desempenho nos testes era melhor”, ressalta o pesquisador. “As comparações entre as respostas dos questionários e os gráficos de atividade e repouso revelaram uma diferença de aproximadamente duas horas entre o tempo de sono considerado ideal pelos alunos e a quantidade de sono apurada nos gráficos.”

20180625_04_postura
Actímetro (à esquerda), aparelho em formato de relógio de pulso que registra os períodos de sono, repouso, vigília e atividade ao longo do dia, os quais são mostrados em um gráfico (à direita) – Imagem: Cedida pelo pesquisador

De acordo com o professor, a hipótese para explicar o problema é que as áreas do cérebro mais sensíveis à privação do sono são as responsáveis pela cognição e pela integração sensorial. “Essas áreas são o córtex pré-frontal, responsável pela cognição e o planejamento motor; o tálamo, que da integração sensorial, que teria sua atividade diminuída”, descreve, “e o cerebelo, que faz o controle em tempo real do movimento; em resumo, todos esses processos possivelmente estão envolvidos no déficit motor.”

Forner Cordero alerta que é surpreendente encontrar problemas de controle postural em pessoas jovens e saudáveis, mas que não percebem a privação de sono. “Este não foi um estudo em que as pessoas ficam sem dormir, elas pensam que estão dormindo bem, mas a diferença no controle postural é significativa”, ressalta. “Também não são pessoas com restrições declaradas de sono, como trabalhadores de turnos. O estresse na qualidade e na quantidade do sono possivelmente traz malefícios ainda piores, como o aumento do risco de quedas, acidentes laborais e de trânsito.”

20180625_02_postura
Equipamento utilizado em testes de controle postural – Foto: Cedida pelo pesquisador

O estudo é descrito no artigo Social jetlag impairs balance control. Escrito por Guilherme Silva Umemura, João Pedro Pinho, Bruno da Silva Brandão Gonçalves, Fabianne Furtado e Arturo Forner Cordero, o texto foi publicado na revista Scientific Reports em 21 de junho. Além dos testes relatados no estudos, outros experimentos para avaliar desempenho motor e aprendizagem em pessoas com restrições de sono estão em andamento.

Fonte: Jornal da USP

 

É normal sentir mais sono durante o inverno?

No inverno, estação mais fria do ano, é comum sentirmos mais sono. Isso tem a ver com a diminuição da luminosidade, já que os dias são mais curtos e as noites mais longas. A melatonina, hormônio que induz ao sono, é estimulada pela escuridão. Como escurece mais rápido nesta estação, há uma maior produção de melatonina.

No inverno, aumenta também o mau humor, porque a produção de serotonina é menor. A substância é responsável por regular o sono, enxaqueca e a saciedade. A diminuição de exercícios físicos nesta época do ano reduz a produção desta substância.

Além disso, no clima frio, a temperatura do corpo fica mais baixa, o metabolismo fica menos acelerado e, agasalhados no conforto do lar, é normal sentir mais sono e vontade de ficar na cama. Para produzir mais calor, o corpo também precisa de mais fonte de energia, por isso as pessoas acabam ingerindo comidas mais pesadas para suprir essa necessidade, fator que também aumenta o sono.

Para a consultora do sono da Duoflex, Renata Federighi, mesmo com essas alterações, não significa que precisamos de mais horas dormindo. “O conforto da cama faz com que as pessoas sintam vontade de ficar mais tempo deitadas, é uma sensação de aconchego, mas não há necessidade biológica. A qualidade do descanso continua sendo mais importante do que a quantidade”, explica.

Abaixo, a especialista lista algumas dicas para ajudar a manter o padrão sem comprometer o sono durante o inverno. Confira:

• Atenção à postura

mulher domindo cama sono c_scott pixabay
Foto: C_Scott/Pìxabay

A postura correta ao dormir, associada ao uso do travesseiro correto, é imprescindível para um repouso de qualidade.

• Ambiente escuro

mulher dormindo quarto escuro
Mantenha o ambiente escuro. A claridade interfere na produção da melatonina. Evite atividades que atrapalhem um sono profundo, como assistir TV deitado na cama, utilizar o computador ou ficar horas no celular. A luminosidade emitida por esses aparelhos também pode interferir na qualidade do sono.

• Exposição solar

mulher-sol
A dica é tomar sol pela manhã, para aumentar a produção de serotonina.

• Alimentos leves

gatos na cama 3
Alimente-se até três horas antes de ir para a cama e dê preferência a alimentos leves.

• Atividades relaxantes

alongamento ioga pixabay
Pixabay

Até três ou quatro horas antes de deitar faça alguns movimentos tranquilos de alongamento, eles ajudam a aquecer e relaxar a musculatura.

Fonte: Duoflex