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Os maiores mentores do cinema

O aconselhamento pode ser fundamental para o desenvolvimento dos personagens

É normal que durante o desenvolvimento do protagonista em um filme ele passe por diversas provações e dificuldades. Muitas vezes, para que este progresso seja efetivo, é necessário que o personagem busque o aconselhamento de uma pessoa que já passou por alguma coisa parecida.

Reconhecendo a importância deste arquétipo, a Knowe, plataforma de mentoria e aconselhamento profissional sob demanda, preparou uma lista com alguns dos maiores mentores do cinema. Confira:

Yoda – Star Wars

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O sábio mestre Jedi, que por anos foi líder do Conselho, é responsável por auxiliar o jovem Luke Skywalker em seu processo de aprendizado para se tornar o principal guerreiro da Aliança Rebelde em Star Wars, a franquia mais rentável do cinema. Antes de se tornar professor de Luke, Yoda foi um dos mais sábios e poderosos Jedi de todos os tempos.

Gandalf – O Senhor dos Anéis

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Personagem das épicas histórias ambientadas na Terra Média de J.R.R.Tolkien, Gandalf é o responsável por orientar guerreiros, anões, elfos e hobbits na guerra contra Sauron, na trilogia “O Senhor dos Anéis”. Antes disso, o Mago ajudou um grupo de anões e um Hobbit na batalha contra o poderoso dragão Smaug em “O Hobbit”.

Lester Bangs – Quase Famosos

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Interpretado no cinema por Philip Seymour Hoffman (1967/2014), Lester Bangs é essencial para o crescimento pessoal e profissional do protagonista Russell Hammond no longa “Quase Famosos”. O filme acompanha a história de um garoto de 15 anos que deve acompanhar a banda Stillwater em sua primeira excursão pelos Estados Unidos para escrever uma matéria para a revista Rolling Stone.

John Keating – A Sociedade dos Poetas Mortos

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Em um dos seus papéis mais emblemáticos, Robin Williams (1951/2014) é John Keating, um professor de poesia diferente do tradicional no clássico “Sociedade dos Poetas Mortos”. Apoiado em uma metodologia bem diferente da habitual, ele usa as aulas revolucionárias para inspirar seus alunos a perseguirem suas paixões independente do que as outras pessoas querem impor.

Senhor Miyagi – Karatê Kid

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Para ensinar artes marciais ao jovem Daniel San em Karatê Kid, Senhor Miyagi, um mestre de karatê utiliza métodos nada ortodoxos, com atividades cotidianas, como pintar uma parede, consertar a cerca ou limpar um carro. Aos poucos, Daniel se especializa e enfrenta as pessoas que faziam bullying com ele em um campeonato de luta.

Frankie Dunn – Menina de Ouro

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Vivendo o ex-treinador de boxe que passou a vida nos ringues Frankie Dunn, Clint Eastwood decide ajudar a jovem lutadora Maggie Fitzgerald (Hilary Swank) em sua trajetória de determinação até se tornar uma lutadora profissional.

Fonte: Knowe

Saiba como se alimentar de forma saudável durante o expediente

Com a rotina corrida dos dias de hoje, fica cada vez mais difícil realizar as refeições de maneira adequada. Por isso, é importante buscar elementos que permitam adaptar uma alimentação saudável a esse estilo/ritmo de vida. De acordo com a nutricionista do Grupo São Cristóvão Saúde, Cintya Bassi, frutas oleaginosas, como castanhas, amêndoas e nozes, assim como barras de cereais de baixo valor calórico, frutas secas e biscoitos integrais são boas opções de lanche.

Ao longo do dia, o cansaço vai aumentando, com isso o corpo pede pra repormos energia. Como doces e carboidratos são as fontes mais rápidas de energia, é comum sentir vontade desses tipos de alimento. Por isso, a nutricionista recomenda o consumo de 30g de chocolate meio amargo, a partir de 60% de cacau, que pode fornecer, ao mesmo tempo, esse prazer momentâneo e a energia necessária.

“O chocolate meio amargo tem menos gordura e mais cacau, o que aumenta a concentração de componentes benéficos à saúde cardiovascular, além de dar energia”, explica.

Caso marmitas sejam uma opção viável no local de trabalho, a dica é montar uma alimentação balanceada, que inclua o maior número de fontes de nutrientes possível, como as indicadas pela especialista:

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=Carboidratos complexos, como arroz e massas integrais – são digeridos e absorvidos lentamente, prolongando a sensação de saciedade;
=Grãos integrais, como linhaça e quinoa – são fontes de fibra;
=Vitaminas e minerais, presentes em frutas e hortaliças;
=Gorduras de boa qualidade, como óleos e azeites;
=Proteínas – presentes em carnes magras e grãos, como feijão, soja, lentilha e grão-de-bico.

A especialista do Grupo São Cristóvão Saúde ainda alerta que, caso sofram aquecimento, alguns nutrientes podem se decompor, como a Vitamina C e algumas vitaminas do Complexo B. Portanto, alimentos frescos e não processados podem ser uma boa opção, uma vez que garantem melhor aproveitamento de todos os componentes nutritivos.

Se não for possível levar comida de casa, Cintya Bassi dá algumas sugestões para escolher de forma saudável, onde e o que almoçar. De acordo com ela, quando a escolha for por comida a quilo, é importante observar todas as opções oferecidas e pensar nos alimentos e nas quantidades antes de montar o prato.

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Latife Restaurante

“Comece preenchendo com saladas, evite molhos brancos e dê preferência ao simples e clássico, como arroz integral, feijão e frango grelhado”, orienta a nutricionista.

Fonte: Grupo São Cristóvão Saúde

Quatro coisas que seu currículo não deve ter de jeito nenhum

Segundo pesquisa realizada pela Catho, dados de contato desatualizados são considerados o item de maior atenção de acordo com 74% dos recrutadores

Falar sobre currículo é sempre um tema inesgotável, e por vezes cercado por dúvidas: enviar foto? Exaltar características pessoais? Linguagem técnica ou informal? Segundo uma pesquisa realizada pela Catho com mais de 400 recrutadores, existem alguns itens que realmente não devem aparecer no documento de jeito nenhum.

“Por mais simples que pareça, é muito comum o recrutador receber currículos com número de telefone e e-mail desatualizados. Facilmente esse currículo é descartado, diminuindo as chances desse candidato de participar do processo seletivo e, consequentemente, de ser contratado”, afirma Bianca Machado, gerente da Catho.

Com base no levantamento realizado, a Catho fez um ranking com 4 itens que não devem ser colocados no currículo de jeito nenhum:

Dados de contatos desatualizados (74%)

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Ocupando a área mais nobre do currículo, o cabeçalho com os dados pessoais do candidato fica na base superior do documento e contém os principais meios de contato entre o recrutador e o profissional. Mesmo que pareça óbvio, é muito comum o entrevistador receber documentos com e-mail, endereço e número de telefone desatualizados. Não é à toa que o item ocupa o 1º lugar no ranking. Sem dados de contato, sem chances de contratação.

Fotos inadequadas (70%)

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Uma grande dúvida na hora de enviar o currículo é: colocar ou não uma foto? Bem, a resposta é simples. Se a empresa não solicitou o envio, não colocar é a melhor opção, afinal de contas, o objetivo do documento é destacar as qualificações profissionais do candidato. Algumas áreas em específico veem como diferencial o uso da foto. Nesses casos, dê preferência a fotos sóbrias, em formato 3×4, com fundo neutro. E claro, em boa qualidade.

Número de documentos como CPF, RG e CNH (40%)

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RG, CPF, CNH, título de eleitor, dentre outros documentos, não são necessários no preenchimento de um currículo. Normalmente só há necessidade desses dados no momento da contratação e não previamente. Logo, não se deve confundir a área de recrutamento de uma empresa com Departamento Pessoal. Além disso, vale ressaltar a importância de se manter em sigilo esses dados pessoais, que em currículo, pode cair em mãos de diversas pessoas.

Características pessoais (21%)

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Ambicioso, perfeccionista, dinâmico, dedicado, essas e outras características pessoais, muitas vezes, não convencem o recrutador. Busque sempre priorizar informações objetivas, tais como experiência, resultados alcançados e projetos liderados. E claro, aproveite o momento de contato da entrevista para potencializar as habilidades profissionais.

A soma dos itens não totalizam em 100% pois o recrutador, nesse campo da pesquisa, tinha a opção de marcar mais de uma alternativa.

Fonte: Catho

São Paulo sedia MaturiFest, festival de empreendedorismo para 50+

Levantando a bandeira da longevidade ativa, festival promoverá uma experiência única para quem quer manter-se relevante para o mercado e lançará a plataforma MaturiServices

A MaturiJobs, primeira e única plataforma de trabalho e desenvolvimento para pessoas acima de 50 anos do país, com mais de 80 mil profissionais cadastrados, é a idealizadora do evento MaturiFest 2019, o primeiro festival de empreendedorismo 50+ do Brasil, que se realizará de 26 a 28 de abril, e espera receber mais de 700 pessoas durante os três dias de evento.

Com workshops práticos, palestras e debates, o MaturiFest é uma oportunidade única para pessoas maduras se manterem ativas, atualizadas e relevantes no novo mundo do trabalho.

Entre os assuntos explorados serão debatidos mudança de carreira, autoconhecimento e propósito, economia compartilhada, presença digital, startups, vendas e comportamento do “maturi” de hoje e do futuro, além de cases de pessoas que se reinventaram profissionalmente após os 50 anos.

“Hoje fala-se muito do trabalho além do emprego: trabalho autônomo, freelancer, empreendedorismo individual, economia compartilhada e colaborativa. Vamos desbravar todas as possibilidades que os 50+ podem e devem usufruir no mundo do trabalho atual”, diz Mórris Litvak, fundador e CEO da MaturiJobs.

Durante o evento será lançada a MaturiServices, nova plataforma criada por Litvak, juntamente com os insights da pesquisa “Empreendedorismo 50+” realizada em conjunto com a NOZ Pesquisa e Inteligência. “Maturi é muito mais do que jobs. A tendência é que as pessoas empreendam e é esse o nosso foco: ajudar os maturis a empreender”, diz Litvak. A MaturiServices vai permitir que os 50+ ofereçam seus serviços e produtos por meio da plataforma, revolucionando o modo como esse público vive seu lado profissional.

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Com apoio do Sebrae, o festival vai ocorrer em dois lugares: no InovaBra Habitat, centro de tecnologia e startups do Bradesco localizado na Consolação, e na Unibes Cultural, que fica no Sumaré – ambos próximos e colados a estações de metrô, e deverá ser o maior encontro de empreendedorismo já realizado na América Latina para esse público. Todos os participantes poderão fazer networking na minifeira de negócios e na praça de food trucks montada no evento.

Alguns dos palestrantes e painelistas são: a fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes; o empreendedor social e fundador da ONG Doutores da Alegria, Wellington Nogueira; o professor e colunista de inovação, startups e empreendedorismo Marcelo Nakagawa; a especialista em economia criativa Ana Carla Fonseca; a criadora do movimento O Poder da Colaboração, Izabella Ceccato, e o consultor e secretário municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Cid Torquato.

Os valores para participar do encontro vão de R$ 150,00 a R$ 289,00. As inscrições e a programação completa do evento, com os 12 workshops e 20 palestras e debates, estão no site Maturifest.

Profissionais mais maduros vêm ganhando espaço no mercado de trabalho

Essa tendência se deve ao envelhecimento progressivo da população mundial que passará de 606 milhões, no ano de 2000, para cerca de 2 bilhões, em 2050

Conhecimento, experiência, sabedoria, autoridade moral e capacidade de liderança são algumas das principais qualidades que podem ser encontradas em profissionais mais maduros ou ditos seniores. Mesmo, que em diversas situações ainda sejam vistos como pessoas improdutivas, desatualizadas, inflexíveis e desvinculadas de conceitos sociais, econômicos e sociais, os idosos vêm se tornando cada vez mais atuantes no mercado de trabalho e prometem estar ainda mais presentes nos próximos 30 anos.

Essa tendência de mercado se deve ao envelhecimento progressivo da população mundial que passará de 606 milhões (no ano de 2000), para cerca de 2 bilhões, em 2050, segundo dados do Relatório Mundial de Saúde e Envelhecimento, da Organização Mundial da Saúde (OMS). No mundo, esse aumento será mais marcante em países pobres, onde a população idosa quase quadruplicará, passando de 374 milhões para 1,6 bilhão.

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No Brasil, a estimativa aponta que de 21 milhões de idosos (11% da população) contabilizados em 2010, a população idosa somará cerca de 65 milhões (30% da população) em 2050, ou seja, em 2046, para cada 100 jovens, haverá 258 idosos. Entre os anos de 1940 e 2015, a expectativa de vida aumentou mais ou menos 30 anos, passando de 40,7 para 75,5 anos, com isso em 2050 se prospecta que a população viva até os 80,7 anos.

Levando em consideração os dados anteriores, somente um quarto dos brasileiros irá parar de trabalhar na idade da aposentadoria, já o restante continuará trabalhando em algum nível após a idade de se aposentar. Indo contra preconceitos, o mercado de trabalho está acolhendo um grande número de idosos que vem sendo contratados formalmente e sendo valorizados por seu potencial agregador, confiável e estimulante.

Segundo a consultora e diretora da empresa Leaders – HR Consultants, Astrid Vieira, o Ministério do Trabalho vem estudando métodos para cuidar de questões de discriminação, entre elas contra profissionais mais experientes no mercado de trabalho. “O objetivo é oferecer maior atenção ao combate ao preconceito no ambiente de trabalho”, afirma.

A consultora ainda explica que seja para complementar a renda familiar, cobrir despesas médicas ou se manter ativo, os idosos se mantêm no mercado de trabalho, atuando principalmente nas áreas de serviços, administração pública, indústria e comércio. “Evidenciando essa realidade, pesquisa recente informa que 36% dos brasileiros que possuem mais de 50 anos ainda estão em plena atividade, no mercado de trabalho”, comenta Astrid Vieira.

Ainda de acordo com Astrid, um dos maiores receios dentre as empresas é o de que um profissional mais maduro não possua o vigor necessário para desempenhar funções laborais intensas, mas hoje já se mostra evidente, que um profissional idoso possui as mesmas dificuldades e demanda o mesmo cuidado básico de um profissional mais jovem.

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“No entanto, as vantagens de se investir no desenvolvimento da carreira pós-corporativa de um profissional prestes a se aposentar, também vem sendo levada em consideração pelas empresas, que se beneficiam da habilidade de transmissão de conhecimento desse profissional e da difusão das práticas que possibilitam a continuidade dos negócios”, completa.

Fonte: Astrid Vieira, consultora e diretora da empresa Leaders – HR Consultants

Cinco passos para redirecionar a carreira

A maior dúvida de quem quer mudar o caminho profissional é: por onde começar? Claro que a ajuda profissional é fundamental nessa hora, porque muitas vezes não conseguimos enxergar os problemas sozinhos, e nem mesmo as soluções. Mas, para Tarsia Gonzalez, existem alguns passos que podem ajudar a tomar as primeiras decisões.

1. Invista no autoconhecimento

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Entender o que se quer é a primeira grande etapa da mudança e requer uma busca constante de questões que passam pelo que se ama de verdade, quais são as aspirações de vida, quais os propósitos que movem o caminho pessoal e profissional. “Autoconhecimento é algo que não tem fórmula e é um caminho sem fim. Somos seres mutáveis, em constante transformação e, por isso, precisamos ouvir sempre nossa voz interior”, explica Tarsia. Para ela, o primeiro passo para rever o caminho profissional é ter certeza do que se quer: “é preciso jogar fora a indecisão e desenvolver a ousadia, com integridade”.

2. Obtenha informação do mercado

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pixabay

Esse passo é importante para entender como seus talentos serão recebidos e poderão ser utilizados pelo mercado. “Para buscar a melhor vaga ou até mesmo empreender, é preciso entender o que está acontecendo no mundo do trabalho, quais os setores mais prósperos e, mesmo naqueles que ainda estão se reerguendo, quais as funções mais necessárias e de que forma se pode contribuir. Conhecer o mercado é fundamental para gerar oportunidades”.

3. Busque as ferramentas

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Depois se decidir o que quer e entender de que forma o mercado pode receber sua força de trabalho, é importante buscar conhecimento, cursos, consultorias que vão ajudar no processo. “São essas as ferramentas que vão ajudar a construir o planejamento pessoal”, reflete a especialista, que completa: “sem um plano de voo, avião nenhum é autorizado a sair do chão. Da mesma forma, não dá para querer atingir um objetivo sem um planejamento de onde se quer chegar”.

4. Trace suas metas

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Planejamento traçado, é hora de determinar as metas, em curto, médio e longo prazo: “Construir metas reais dá mais força, ânimo e permite galgar os primeiros degraus, gerando coragem e autonomia para ir, aos poucos, aumentando os objetivos a atingir”, explica Tarsia. Ela enfatiza: “de nada adianta colocar metas grandiosas e desistir na primeira dificuldade. Com metas possíveis, reais, o potencial de vitória vai aumentando exponencialmente”.

5. Monte um planejamento anual

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Um planejamento, por melhor que seja, precisa ser revisado de tempos em tempos. “Sozinha ou com ajuda de um especialista, é ótimo rever anualmente seus objetivos e metas. O mercado muda, nós mudamos também, e a máxima ‘em time que está ganhando não se mexe’ não vale mais. Agora, o que sabemos, é que a palavra de ordem é transformação. Então, é preciso rever, de tempos em tempos, e readequar o caminho profissional”, finaliza.

Fonte: Tarsia Gonzalez é gestora, psicóloga, especialista em finanças, presidente do conselho de uma das maiores companhias do país, consultora e palestrante, Tarsia Gonzalez construiu uma carreira de sucesso observando as pessoas, angariando conhecimento e expertise para gerenciar com propriedade e criar times fortes e coesos. Seu esforço para equilibrar governança corporativa e profissionalização com a felicidade das pessoas que formam a empresa levou a Transpes, companhia fundada por seu pai, a receber por três anos consecutivos o prêmio da Revista Você S/A como Melhor Empresa para se Trabalhar do Brasil.

Dia da Síndrome de Down: trabalho melhora desenvolvimento e qualidade de vida

Pessoas com essa condição são consideradas comprometidas e disciplinadas e podem melhorar ambiente de trabalho e relação interpessoal nas empresas

Muito mais do que apenas uma atividade que às pessoas se manterem economicamente, o trabalho tem a função de melhorar as relações sociais, desenvolver habilidades e trazer realização pessoal e intelectual. Isso também vale para pessoas com síndrome de Down, que comemoram seu Dia Internacional neste 21 de março. Para eles, ter uma ocupação profissional significa receber estímulo para o desenvolvimento e conquistar mais qualidade de vida.

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Foto: Shutterstock

A legislação brasileira possui normas para a inclusão das pessoas com necessidades específicas no mercado de trabalho. Desde 1991, as empresas com 100 ou mais empregados devem manter em seus quadros uma porcentagem mínima de funcionários com algum tipo de deficiência.

Para empregadores que oferecem entre 100 e 200 vínculos empregatícios, esse percentual é de 2%. O número aumenta de acordo com a quantidade de funcionários, chegando a 5% para empresas com 1.001 empregados ou mais. Desde a entrada em vigor da Lei de Cotas, a participação dessas pessoas no mercado de trabalho tem aumentado.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2017 mostram uma tendência de crescimento de vagas ocupadas por pessoas com deficiência mental/intelectual. Foram 34.851 mil contratados naquele ano, 2.764 mil a mais do que os 32.087 de 2016. A Rais não engloba dados específicos sobre os subtipos de deficiências, mas apenas grupos (física, visual, auditiva, mental/intelectual e múltipla).

De acordo com o chefe da Divisão de Fiscalização para Inclusão de Pessoas com Deficiência e Combate à Discriminação no Trabalho da Secretaria Especial de Trabalho e Previdência, João Paulo Reis, auditores-fiscais do Trabalho têm uma atuação específica para garantir a inclusão produtiva de pessoas com deficiência mental/intelectual.

Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, por exemplo, os auditores celebram um termo de compromisso com empregadores para que contratem as pessoas com necessidades específicas inicialmente como aprendizes. Depois, mais capacitados, eles devem ser efetivados pelo contrato de emprego por prazo indeterminado. “Há vários casos de sucesso, de empresas que completaram a cota por meio dessa metodologia”, afirma João Paulo.

Dia Internacional – Causada por uma mutação genética, com a presença de três cromossomos 21 nas células, a Síndrome de Down tem consequências físicas, intelectuais e psicomotoras específicas, mas nenhuma delas impede o exercício de atividade produtiva.

Mãe de Henrique Gurgel, um rapaz de 27 anos com Down, Dirce Gurgel afirma que a ocupação como auxiliar em uma biblioteca fez muito bem ao filho. Henrique aprendeu a se comunicar mais assertivamente e a falar melhor. Na escola em que ele trabalhou foram realizados treinamentos que melhoraram o desempenho dele. “Não é só contratar para cumprir a cota. É importante fazer essa preparação”, enfatiza Dirce.

Segundo ela, por não estar trabalhando atualmente, o filho retrocedeu um pouco em relação ao desenvolvimento. “Ele se sentia acolhido, e os colegas na escola aprenderam bastante com ele. É preciso acabar com o preconceito. Contratar um Down é bom para todos”.

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Foto: Collettey’s Cookie

A presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Lenir Santos, explica que não há justificativa para não contratar pessoas com essa condição se elas estiverem bem preparadas e se houver a correta mediação no local de atuação. Ela afirma que o trabalho empodera, melhora a compreensão de cidadania, de direitos, de obrigações e também o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo. “A inclusão de pessoas com deficiência intelectual melhora o ambiente de trabalho, pois exige o exercício da tolerância, da capacidade de convívio com as diferenças”.

Fonte: Secretária Especial de Previdência e Trabalho

As mulheres e a relação com o dinheiro no século 21, por Natalia Cunha*

Antigamente, as mulheres não precisavam se preocupar com as finanças, pois os homens eram os provedores da casa. Fazia parte da cultura conservadora que elas não tivessem envolvimento com o dinheiro. A maioria se dedicava às tarefas domésticas e aos filhos, ou seja, serviam exclusivamente à família.

Pesquisas afirmam que a insegurança da mulher em lidar com o tema vem principalmente das sequelas da cultura machista em que apenas o homem se revelava como um profissional, provedor, assim como falado anteriormente. Isso explica a menor tendência feminina às jornadas integrais de trabalho, não há uma divisão igualitária das tarefas cotidianas na estrutura familiar brasileira, diferente do que acontece em muitos países desenvolvidos, a exemplo disso, a Suécia.

A critério de exemplo, em 2003, Araújo e Scaflon realizaram uma pesquisa em que participaram 2.000 domicílios brasileiros e chegaram à conclusão de que o trabalho doméstico continua sendo designado às mulheres, gerando assim dupla jornada onde pode influenciar a dificuldade da mulher em administrar o dinheiro.

Muito embora alguns estudos apontem para o fato de que as mulheres decidem na hora da compra, o que ocorre é que a decisão de onde/como investir o dinheiro que sobrou no mês fica a cargo dos homens, ou seja, o provedor continua decidindo o destino das finanças em dias atuais.

guarda roupa duvida

Eu diria que hoje a mulher tem quase 50% do seu orçamento destinado a “estética”, dessa forma comprometendo seus rendimentos. No entanto, no meio masculino, isso é irrelevante e a mulher tem uma cobrança imposta pela sociedade. Elas pagam mais caro a coparticipação em seus convênios, pois usam mais que os homens. Exemplo simples, homem pode, durante uma semana, trabalhar com uma calça e uma camiseta branca e a mulher tem uma cobrança para não pode repetir roupas.

Qual seria a solução para isso?

Devemos ficar esperando a sociedade entender que a mulher não é uma “vitrine de moda”? Será mesmo que temos que esperar a sociedade entender isso ou cabe a nós mostrarmos no dia a dia ? Ou mudar nossa postura diante das cobranças excessivas de imagem da sociedade, que impactam diretamente em nossas finanças?

Conseguimos enxergar um posicionamento feminino maior no mercado de trabalho, alcançando assim cargos de diretoria e muitas delas empreendendo. Essa participação mais sólida é um processo que precisou do movimento feminista para mudar e está melhorando, lentamente é claro, pois há muito preconceito enraizado, mas esse posicionamento ainda está longe de ter uma igualdade. Exemplo disso é a desigualdade salarial entre os gêneros, assim como afirma pesquisa do IBGE de 2018, em que mulheres ganham no máximo 77,5% dos rendimentos masculinos.

É quase nulo encontrar conteúdos de cunho financeiro destinado às mulheres, sendo este tema voltado sempre aos homens, numa linguagem masculina e em veículos de comunicação voltado a eles, o que o torna distante do público feminino e assim dificultando o acesso àquelas que tenham realmente interesse em conhecer mais sobre este universo.

Apesar dos poucos avanços culturais neste sentido, existem literaturas, APPs que foram desenvolvidos e publicados para o nicho feminino, no qual ensinam, estimulam e aconselham mulheres a lidar com suas próprias finanças e a realizarem investimentos, dessa forma quebrando paradigmas sobre o seu relacionamento com o dinheiro.

Existe a questão da oferta X demanda. Eu acredito que para mudar essa tendência da pink tax, da mulher ainda vista como bonequinha de luxo, tem que mudar a cultura… porém para isso acontecer, tem que haver uma mudança de tendência. É paradoxal, são assuntos correlacionados.

A solução está na conscientização: a mulher empoderada, que toma para si o conhecimento, que exige que lhe vendam informações e não apenas maquiagens, que vai à luta pela equiparidade salarial.

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Tome como exemplo quando as “chapinhas” entraram no mercado brasileiro. Custavam uma fortuna, era o valor de um salário mínimo na época. Com o passar do tempo a demanda aumentou, todas queriam esse acessório de beleza, com isso os preços caíram e hoje é totalmente acessível ter uma.

Com o conteúdo de finanças voltado ao universo feminino tem que ser assim: as mulheres têm que exigir, para que o mercado forneça isso à elas e desse modo, somente assim, poderá se iniciar um processo de modificação cultural sobre o relacionamento mulher x dinheiro.

*Natalia Cunha é administradora executiva, formada pela Universidade Anhembi Morumbi e com capacitação em Psicologia Econômica pela B3 Educação. Atuou em mais de seis anos na área financeira, em empresas como Banco Pan-americano, Nextel, Banco Itaú, Laboratório Cerba LCA e Cummins Brasil. Hoje, atua como consultora financeira na Plano Consultoria, empresa que há dois anos ajuda pessoas a manterem uma relação equilibrada com suas finanças.

No Brasil, apenas 38% das mulheres ocupam posições gerenciais, segundo o IBGE

Formação em liderança feminina pode ser diferencial para mulheres assumirem cargos de destaque

No mundo inteiro, serão necessários mais de 200 anos para mulheres conquistarem o mesmo espaço que homens nas empresas, de acordo com o relatório Global Gender Gap 2018. A realidade nacional é ainda mais alarmante: apenas 38% das brasileiras ocupam cargos de nível hierárquico mais alto, como os gerenciais, enquanto na posição de presidência nas companhias, o número cai para 18%, conforme pesquisa feita pelo Panorama Mulher 2018.

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Para escapar do destino traçado pela sociedade, muitas dessas mulheres têm recorrido a mais faculdades, mais especializações e mais cursos técnicos, o que explica seu maior número nas universidades. Lutando contra essa realidade, empreendedoras criaram a primeira escola com foco no desenvolvimento pessoal e profissional da mulher, batizado de ELAS (Exercendo Liderança com Assertividade e Sabedoria).

À frente do negócio estão Amanda Gomes e Carine Roos, que desenvolveram um projeto único que já formou 200 mulheres desde 2017 e impactou outras três mil em suas extensões, com workshops e imersões. No Programa ELAS, carro-chefe da escola, profissionais de diversas áreas de atuação e idades podem trocar vivências por três meses e receber um material exclusivo com exemplos práticos e técnicos para exercer liderança de maneira assertiva, receber aumento salarial ou promoções, por exemplo.

Das alunas certificadas pelo Programa, 30% foram promovidas ou aumentaram seu poder aquisitivo no prazo de 12 meses, após a participação no curso. “Buscamos ser o meio para que tantas mulheres competentes no Brasil e no mundo alcancem posições de destaque na sociedade e no trabalho e realizem sonhos que, hoje, parecem distantes”, conta Amanda Gomes.

Para Carine Roos, é necessário dar fim aos vieses inconscientes que tanto prejudicam a contratação de mulheres nas corporações. “Precisamos ser admitidas por nossas competências e habilidades, não pelo nosso gênero. Vamos encurtar os 200 anos que nos distanciam da realidade que deveria ser comum”, afirma.

Empresas conscientes de suas responsabilidades e com a mente inovadora já estão oferecendo o curso para suas funcionárias. Nomes como GIZ, Accenture, Regus e Bradesco estão agindo em direção à equidade de gênero nas companhias e garantindo mais uma formação altamente qualificada e exclusiva, mas desta vez em prol do empoderamento e ascensão da mulher.

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Consultora de Mobility Digital na Accenture, Ana Beatriz Ribeiro sente que, após participar do Programa, ganhou maturidade emocional para lidar com problemas corriqueiros no trabalho. “Eu consigo entender meus sentimentos e racionalizar e, assim, tomar decisões baseadas em fatos. Além disso, consegui desenvolver uma comunicação mais efetiva e acredito que isso esteja influenciando positivamente na minha forma de lidar com a equipe”, destaca.

Informações: ELAS

Como a consultoria de imagem influencia no dress code de trabalho

Silvia Scigliano, consultora de tendência e comportamento explica a importância da consultoria de imagem no dress code de trabalho, e como ele vem se adaptando à novas tendências e estilos.

O dress code é um código de vestimenta muitas vezes adotado por empresas que querem comunicar as características do seu trabalho através das roupas. Algumas adotam um dress code rígido, uniformes ou trajes sociais, mas atualmente cada vez mais empresas são flexíveis e livres para esses tipos de regras.

inspiração dress code

Para definir o dress code e melhor opção de estilo que a empresa deve adotar, Silvia Scigliano explica que em primeiro lugar é preciso fazer uma análise da empresa: qual sua área de atuação, quem são os clientes, investidores, parceiros, fornecedores e etc. Depois alinhar com eles qual a imagem desejam passar.

“Se for uma empresa grande, fazemos um estudo de cada departamento, mas o foco é sempre o departamento comercial que lida com clientes.” explica a consultora certifica pelo FIT (Fashion Institute of Tecnology) e vice presidente da Associação Internacional dos Consultores de Imagem.

O mais importante das regras no local de trabalho é entender que aquele ambiente precisa ser respeitado, mas que também o estilo pessoal do funcionário deve ser levado em conta. “Hoje existe uma flexibilidade muito maior, mas há limites pra tudo”, explica Silvia.

dress code no verão

Em dias com altas temperaturas, como as que grande parte do país está enfrentando, a consultora também aposta no equilibro entre a flexibilidade e limites “Minha dica do que usar nesses dias de forte calor no trabalho, é em geral tecidos leves e fluídos, de fibras naturais. Cores claras também ajudam. A bermuda está em alta e algumas marcas fizeram conjunto com blazer, o que pode ficar bem atual.”

Essas e outras tendências, Silvia Scigliano abordará no curso de extensão que ministrará na FAAP, em São Paulo, do dia 14 a 16 de fevereiro.

Informações: Clivorot & Scigliano