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Saúde mental no trabalho: existe prevenção?*

O que é mesmo saúde mental? Em primeiro lugar, é bom lembrar que saúde mental não significa apenas a ausência de doença mental. A própria OMS (Organização Mundial da Saúde) realça que o conceito de saúde mental não se limita à ausência de doença ou enfermidade. Abrange, na verdade, o conjunto das atividades que promovem o bem-estar e permitem o equilíbrio dinâmico entre diferentes esferas da vida: social, física, espiritual, econômica, emocional…

E hoje, 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, é uma excelente oportunidade para falarmos de prevenção, ou seja, como detectar as primeiras falhas nesse equilíbrio sutil que é a saúde mental. Existem formas simples e acessíveis de monitorar alguns aspectos no dia a dia, em particular no trabalho.

Faça regularmente o check-in com você mesmo

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Em um dia típico de trabalho, é comum acordar cedo, passar o dia inteiro entre uma atividade e outra e chegar em casa exausto, sem se atentar a alguns alertas que o corpo ou a mente possam estar emitindo, como uma dor na lombar, uma tensão muscular no pescoço, ou algum assunto que anda preocupando, uma sensação de baixa energia se arrastando. Somente quando sentimos algo mais intenso é que corremos ao fisioterapeuta, ou recorremos a algum remédio para ajudar a relaxar e a dormir.

Por que não agir de forma preventiva e não curativa? Tome um tempo para si mesmo, para se auto-observar e perceber esses sinais. Esse momento pode ser uma caminhada, uma meditação, ou uma simples pausa de alguns minutos para respirar profundamente. Aproveite esses minutos para avaliar os diferentes aspectos do seu equilíbrio e, num segundo tempo, elabore um plano de ação para tratar na raiz esses sintomas. Dívida com os seus colegas, amigos ou familiares a sua situação e saiba pedir ajuda.

Tenha uma estratégia de gerenciamento do estresse

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O estresse é uma reação inerente ao ser humano, um elemento evolutivo central na sobrevivência da nossa espécie: não tem como eliminar completamente o estresse da nossa vida, até porque, às vezes, é um elemento positivo e ajuda em um momento específico a estar alerto e acordado.

O que está dentro do nosso alcance é estabelecer uma estratégia de gerenciamento do estresse, para evitar que ele se torne uma condição crônica e vire uma verdadeira ameaça à nossa saúde. Um pré-requisito essencial antes de tudo: saiba identificar os seus gatilhos, as situações que causam estresse em excesso. Num segundo momento, instaure uma rotina que favoreça a regularização do seu nível de estresse: uma conversa com uma pessoa atenciosa, uma caminhada.

A prática da meditação e de mindfulness (conjunto de técnicas práticas, possíveis e cientificamente comprovadas que ajudam a focar no momento presente, sem deixar o passado ou o futuro te afetarem, tornando sua mente mais desperta e saudável, sendo sua aliada) são ferramentas comprovadamente eficientes para abaixar o nível de estresse, diminuir a frequência cardíaca e pressão arterial, e, de forma geral, aumentar a sensação de bem-estar.

Pratique a atenção plena

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Evitar olhar os e-mails de trabalho em casa, ou cuidar de assuntos pessoais pelo celular durante uma reunião de trabalho são apenas exemplos de situações em que a nossa cabeça está em um lugar e a mente em outro. Esse comportamento, muito favorecido pela presença das tecnologias no nosso dia a dia, prejudica de várias formas a nossa saúde mental: atrapalha a nossa concentração e a nossa produtividade no trabalho, criando mais estresse e potenciais frustrações e baixo desempenho, ameaçando o pilar emocional e econômico do equilíbrio que compõe a saúde mental. Em situações de socialização, trazer questões de trabalho, por exemplo, lendo os seus e-mails, põe em perigo a sua capacidade de criar, manter e fortalecer vínculos com amigos e familiares, escutar e ser escutado de volta, ameaçando o pilar social tão importante da sua saúde mental.

Pratique a benevolência consigo mesmo e com os seus colegas

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Criar um ambiente de trabalho no qual é fácil pedir ajuda, fazer uma pausa, realizar uma atividade de relaxamento é a base para fomentar a saúde mental. Aproveite as iniciativas propostas pela sua empresa (massagem, ginástica laboral, meditação, yoga corporativo…) e seja também protagonista. Não seja perfeccionista e reavalie as suas expectativas em relação aos seus colegas. Isso ajuda a evitar frustrações e estresse em excesso.

*Armelle Champetier é diretora da Yogist no Brasil, que tem como objetivo levar o yoga às empresas, com foco na saúde e bem-estar das equipes, combatendo o estresse no trabalho e os distúrbios osteomusculares.

 

Especialista em carreira alerta para armadilhas da vaidade

A vaidade é perigosa. Tem um conceito tão amplo e sedutor quanto o próprio sentimento. A palavra originária do latim significa oco, vazio. No dicionário quer dizer valorização que se atribui a própria aparência ou a intelectualidade, mas pode se encontrar mais de 130 sinônimos correlacionados a vaidade. Na história do cristianismo, a vaidade é o primeiro pecado capital.

Para o professor da FGV e fundador da escola do Pensar da ESIC Internacional, Luciano Salamacha, a vaidade é uma fera que deve ser controlada no ambiente profissional. Em excesso pode cegar, colocar tudo a perder e, na falta dela, pode ser a pitada que faltava para a autoestima, sentimento fundamental na disputa de cargos de liderança.

Salamacha orienta algumas atitudes que podem fazer com que não se caia na fogueira da vaidade:

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1 – Todo profissional deve, periodicamente, revisar as atividades que desenvolve, pois algumas vezes, alimentamos por vaidade certa rotina de trabalho que passou a ser desnecessária.

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2- A vaidade acontece o tempo todo em nossas vidas, por isso, tenha sempre pessoas de sua confiança que possam apontar se deve manter afazeres por necessidade ou por pura vaidade. Pessoas que possam, inclusive apontar se você está certo sobre certas habilidades que você considera ter.

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3 – Não seja refém de pessoas que, por maldade, vão usar essa característica para provar que você deve ser menos pretensioso, sem ganância, sem ambição, porque, na verdade, querem te frear na competição.

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4- Perceba o que está cultuando na empresa. Estamos em um momento em que certos valores estão sendo revistos. Às vezes, valorizamos coisas que não têm a menor finalidade prática.

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5 – Perceba o quanto sua vaidade é nociva ou não. Há pessoas autocríticas que se condenam demais, destroem a própria autoestima. Saem de um extremo a outro. Gerencie melhor suas emoções e seu julgamento sobre você.

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5 – Troque a vaidade por validade. Na vaidade somos oco, na validade temos força e poder. Estamos plenos.

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6- Use a vaidade para avaliar melhor a si mesmo e aos outros e tenha cuidado ao alertar um vaidoso. Talvez ele saiba, mas prefere mostrar que continua na ignorância, ou talvez acredite que seja esse o caminho.

Salamacha diz que subir na carreira requer antes de mais nada melhorar a nós mesmos, por isso temos que entrar em contato com a realidade e tentar controlá-la. O antídoto da vaidade é a humildade e isso nada tem a ver com nos humilhar, mas em encarar o outro de forma mais igual, muitas vezes aceitando os defeitos e erros, pois somos seres humanos e como tal, absolutamente todos erramos.

As pessoas vaidosas dentro de uma empresa são soberbas na hora de ensinar, deixando claro que estão em uma posição acima do outro, mas Salamacha aconselha: “Nada é estático principalmente em uma companhia, o estagiário que se ensina hoje, pode chegar a chefia amanhã.”

O professor afirma que pessoa vaidosa é pouco estratégica e é frágil porque alguns elogios podem quebrar sua resistência. Salamacha avalia que a vaidade é o caminho para a autossatisfação, é como uma droga: “Ilude temporariamente, fazendo com que talvez a pessoa seja o que não é, achando que tem um poder que não existe e, nessa ilusão, o vaidoso coloca os pés pelas mãos”.

Salamacha diz que vaidade extrema é um defeito, mas a falta dela também. A falta de vaidade também pode indicar falta de amor próprio. Como amar o que se faz, ou ganhar o respeito do outro quando demonstramos que não amamos a nós mesmos?

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O lado positivo da vaidade na medida certa é a autoconfiança e a autoestima que temos ter todos os dias quando saímos para o trabalho. Para Salamacha, não basta apenas uma boa formação curricular, há de se ter nessa era uma boa formação ética e acima de tudo cultivar boas relações.

Fonte: Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e de multinacionais, atuando como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos. É um dos raros professores que fazem parte do “Quadro de Honra de Docentes”, da FGV Management. Fundador da Escola do Pensar, coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, uma das mais importantes escolas de negócios da Europa.

Girls just wanna be CEO – por Thaísa Passos*

O ano é 1983 e Cyndi Lauper contagia multidões, ao cantar que, ao fim de um dia de trabalho, “garotas só querem se divertir”. A canção com Girls Just Wanna Have Fun vira hit imediatamente, e se torna um hino à igualdade de gêneros para as várias gerações de mulheres.

Quase três décadas depois, Beyoncé hipnotiza um público de 110 milhões no Super Bowl defendendo que as mulheres é que comandam o mundo. São “espertas o bastante para fazer milhões” e “fortes o suficiente para cuidar dos filhos e depois voltar aos negócios”, diz ela em Run the world (Girls).

Essas músicas, que aliás recomendo fortemente que entrem para sua playlist, são ótimas provocações para pensarmos a respeito dos desafios mulheres no mercado de trabalho.

A OIT (Organização Internacional do Trabalho), por exemplo, divulgou em maio desse ano que empresas com lideranças femininas impulsionam seus resultados em até 20%. Na prática, a abertura à diversidade de gêneros é latente – 6 em cada 10 companhias monitoradas pela OIT, aliás, se dizem adeptas à ideia. Infelizmente, isso não significa que ela ocorra em todos os níveis.

Um dado alarmante, por exemplo, é que menos de um terço dos conselhos administrativos do mundo tenham uma representatividade feminina minimamente relevante, com 30% de suas cadeiras ocupadas por mulheres.

Além disso, atualmente, em nível global, para cada 10 homens empregados, há apenas seis mulheres exercendo funções remuneradas, número que sinaliza para uma grande desigualdade no mercado de trabalho.

E o que dizer de nossa capacidade de liderança?

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Ler na mesma frase as palavras CEO (ou presidente) e um nome feminino ainda hoje é raríssimo, mesmo com todas as conquistas recentes. Nos anos 1980, Katharine Graham foi uma das pioneiras ao exibir a famosa plaquinha de CEO em sua mesa. O cargo máximo no Washington Post, e o comando da cobertura do escândalo de Watergate, aliás, garantiu a ela o mérito de botar o jornal na lista das maiores e mais rentáveis corporações do planeta, na lista da Fortune 500, da revista Fortune.

Mulheres para nos inspirar não faltam. O que precisamos mesmo é de movimentos individuais para, conjuntamente, quebrarmos paradigmas.

E já passamos da hora de quebrar alguns paradigmas. Há séculos uma questão é particularmente preponderante nas discussões sobre empoderamento feminino e trabalho: a maternidade. Essa verdadeira dádiva da natureza, para os empregadores, é sinônimo de “perdas” em doses homeopáticas, com pagamento de licença, ausências devido a doenças da criança, reuniões escolares… isso sem falar no preconceito mais raso e típico, onde se questiona a capacidade de uma mulher em cuidar dos filhos ao mesmo tempo em que exerce seu papel no mundo do trabalho.

Em tempos de Beyoncé, existem várias líderes que confrontam esses discursos limitantes e que carregam, junto com sua prole, o sucesso das empresas que lideram. Esses exemplos devem ser seguidos. Não deixemos que destruam nossos sonhos. Mas, por outro lado, também é preciso compreender a realidade para partirmos para a ação.

Jornada interrompida

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Segundo a Unesco, as mulheres já são maioria quando o assunto é graduação, mas ainda são minoria ostentando diplomas em áreas científicas, tecnológicas, de engenharia e matemática. Ou seja: esses setores seguem majoritariamente ocupados por homens.

No Brasil, temos um cenário no qual, de acordo com IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), elas trabalham mais e recebem menos, chegando a espantosos 76,5% dos rendimentos pagos a homens.

E é lamentável que uma pesquisa produzida pela FGV tenha mostrado que quase metade das trabalhadoras gestantes perdem seus empregos após retornarem da licença-maternidade, no Brasil.

Enfim, enfrentamos um enorme desafio. As corporações precisam urgentemente de um olhar mais atento sobre como se formam suas lideranças. Porque hoje a realidade é que, ao sermos lançadas fora do mercado de trabalho assim que nos tornamos mães, mesmo sendo mais estudiosas que os homens, subir novos degraus rumo a cargos de liderança se torna uma verdadeira proeza.

Não deveria ser assim. Afinal, de acordo com a consultoria empresarial Mckinsey, empresas com pelo menos uma mulher em seu time executivo são mais lucrativas.

Em recente estudo, intitulado “Um panorama atual das mulheres no mercado de trabalho 2018”, onde foram analisados dados de 279 empresas, que empregam no total 13 milhões de pessoas, a Mckinsey alerta para a necessidade de se eliminar as lacunas de gênero na contratação e nas promoções, especialmente no início do processo, quando as mulheres geralmente são negligenciadas. Isso significa adotar medidas arrojadas e efetivas para criar uma cultura respeitosa e inclusiva na qual todos, no mundo corporativo, se sintam seguros e apoiados.

A ideia é, então, promovermos mudança para avançarmos mais rápido. Fórum Econômico Mundial calcula que a igualdade de gênero só será alcançada na América Latina em 74 anos – embora o nosso continente seja uma das regiões mais prósperas do planeta nesse sentido.

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É hora de mostrar como as organizações podem tirar o melhor proveito dos nossos talentos. Por exemplo? Vários cientistas e pesquisadores têm demonstrado como a jornada dupla – maternidade e administração – drenam a nossa energia de maneira particularmente desafiadora, trazendo prosperidade. E até mesmo os altos e baixos emocionais, que enfrentamos com maior frequência e intensidade do que os homens, nos fazem ganhar resiliência para seguir em frente, mesmo quando coisas ruins acontecem. Tudo isso nos traz uma forma mais construtiva de ver o mundo. Vamos estabelecer novos significados para nós mesmas, e aceitar riscos para ajudar a pavimentar um novo mundo empresarial. You go, girl. You can be a CEO!

*Thaísa Passos é gerente global de marketing da S.I.N. Implant System

Como aliviar as dores crônicas no ambiente de trabalho

Você sabia que não é preciso trabalhar em uma linha de produção para sentir dores crônicas devidas ao ambiente de trabalho? O trabalho sedentário (sentado ou de pé), o contato prolongado com telas e a rotina corrida e estressante são suficientes para começar a sentir dores crônicas: aquele nó na musculatura do meio das costas, a sensação de cansaço na região lombar no fim do dia ou a ardência dos olhos tendem a se manifestar com frequência.

Para aliviar as dores e evitar que apareçam novamente, veja algumas técnicas simples preparadas por Armelle Champetier, diretora da Yogist no Brasil:

Estresse e dores crônicas

dores nas costas

Muitas dores que sentimos depois de um dia ou uma semana de trabalho são consequências do nível alto de estresse. Em um primeiro momento, o estresse é um mecanismo do sistema nervoso simpático que, depois de um estímulo externo (uma reunião importante com um cliente por exemplo), ativa certas mudanças no corpo, como acelerar os batimentos cardíacos ou aumentar a pressão sanguínea.

Se esse estado de estresse elevado se manter por longos períodos, dores físicas podem começar a aparecer: tensão muscular nas costas, nos ombros ou no pescoço é um caso clássico. Mas antes de correr para o fisioterapeuta ou massagista, conheça as soluções para cuidar da origem dessas dores: o estresse.

Na prática do yoga corporativo, o foco principal é o uso da respiração como ferramenta poderosa de combate ao estresse. Desta forma, evita-se os períodos prolongados de estresse e, por consequência, a aparição dessas tensões musculares, principalmente na parte superior do seu corpo.

Respiração completa

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A respiração completa ajuda a relaxar e a se concentrar: sente-se com a coluna reta na cadeira (sem apoiar as costas), pernas descruzadas e joelhos afastados na largura do quadril. Coloque as mãos na barriga e comece a visualizar a sua respiração em três tempos, sempre pelo nariz:
– inspire primeiro pela barriga, expandido a barriga para frente;
– depois pelo peito, afastando as costelas flutuantes e expandido a caixa torácica;
– e, por fim, pela garganta, garantindo que você inalou o volume máximo de ar.

Na exalação, siga os mesmos três passos:
– retraia a barriga, levando com uma leve contração abdominal o seu umbigo na direção da coluna;
– exale todo o ar dos pulmões, afundando o peito;
– e expulsando para terminar todo ar, inclusive da garganta.

Repita por, pelo menos 5 ciclos, procurando sempre alongar o ciclo respiratório, em particular na exalação. Observe os bloqueios e as diferenças com a respiração natural, e, no fim do exercício, a sensação de relaxamento e bem-estar.

Dor na lombar

É muito comum sentir dor na parte de baixo das costas, mais especificamente na região lombar depois de ficar muito tempo sentado (no trabalho ou no carro) ou de pé. Isso pode ser aliviado através de fortalecimento muscular da cintura abdominal e alongamento da coluna.

A parede

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Desenvolver uma musculatura abdominal tônica é essencial para aliviar a pressão exercida na lombar. O papel desses músculos posturais é justamente o de sustentar a coluna e a postura. Para isso, não é preciso se trocar nem pagar um plano de academia, basta ter acesso a uma parede:

Vire as costas para a parede, colando os seus calcanhares no rodapé, pés afastados na largura do quadril e joelhos levemente dobrados. Inspire e, na exalação, contraia a musculatura abdominal, de forma a colar as costas inteiras na parede, dos ombros até o cóccix. Verifique com a mão que não tenha espaço entre a parede e as costas. Mantenha por cinco longas respirações, relaxe as pernas e tire as costas da parede. Lembre-se de reproduzir esse exercício fácil sempre que tiver oportunidade, principalmente para quem tem dor frequente na lombar e tem uma postura muito curvada.

A criança

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Para providenciar um relaxamento completo do corpo, a prática do yoga corporativo propõe posturas de curvatura para frente, onde a cabeça fica abaixo do coração, auxiliando o relaxamento rápido do sistema nervoso: sentando-se na borda da cadeira com os joelhos bem afastados, inspire e alongue a coluna para cima. Na exalação, incline o busto para frente e para baixo, deixando, aos poucos, a parte de cima do corpo relaxada entre as pernas, com a cabeça solta. Mantenha a postura por cinco respirações profundas, sentido o alongamento da lombar, o corpo se relaxando e a mente se acalmando. Na hora de voltar, suba inspirando, devagar, desenrolando a coluna, deixando a cabeça subir por último. Antes de voltar ao trabalho, fique de olhos fechados um momento, observando o efeito dessa postura.

Olhos cansados e dor de cabeça

Depois de longas horas na sala de reunião, ou concentrado na tela do computador, a mente está cansada, cabeça doendo e olhos ardendo, precisando de um momento de descanso para si.

“Power nap” com massagem do rosto

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A automassagem no rosto é uma forma de relaxar e descansar a cabeça em apenas alguns minutos: esfregue uma palma da mão contra a outra durante 10 segundos para elevar a temperatura das palmas. Fechando os olhos, aplique as mãos na região ocular do rosto, sem tocar as pálpebras. Descanse um minuto os olhos no calor e na escuridão e, em seguida, comece a massagear o rosto com a ponta dos dedos – sobrancelhas, testa, têmporas, maçãs do rosto, bochechas… junto com uma respiração profunda.

Fonte: Armelle Champetier é diretora da Yogist no Brasil, que tem como objetivo levar o yoga às empresas, com foco na saúde e bem-estar das equipes, combatendo o estresse no trabalho e os distúrbios osteomusculares.

Mulheres já representam 43% dos cargos de liderança no Brasil

Cerca de 70% do quadro de funcionários da Fundação Pró-Renal são mulheres

Atualmente no Brasil há 9,3 milhões de mulheres empreendedoras, segundo a Agência Sebrae de Notícias, o que representa 34% de todos os negócios formais e informais do país. A busca pela independência financeira ou ter uma outra fonte de renda são os principais motivos que levam as mulheres a se tornarem empreendedoras.

O número de mulheres que são chefes de família também é um número considerável. “Antes as mulheres não lutavam por espaço, era apenas um complemento para a renda. Em torno de 43% atualmente são chefes de domicílio, é um número bastante significativo. Antes a mulher buscava por condições diferentes. Hoje, não há mais motivos para ganhar menos”, afirma Juliana Bacilla de Souza, consultora de negócios do Sebrae-PR. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2017, dos 2,6 milhões de empregos em cargos de chefia, 1.143.821 eram ocupados por mulheres.

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Um estudo chamado Mulheres, Empresas e Direito 2019, feito pelo Banco Mundial, mostra que o Brasil, se comparado a outros países, encontra-se em uma boa posição no que diz respeito à liberdade das mulheres em se deslocar, iniciar em um emprego, trabalhar sem a permissão do marido e ter autonomia de gerenciar.

Mas as mulheres empreendedoras ainda encontram outra dificuldade: as linhas de financiamentos. O valor de crédito disponibilizado para empréstimos para elas em instituições bancárias é de R$ 13 mil a menos do que para os homens e a taxa de juros é de 3,5% a mais — mesmo que o público feminino represente uma taxa de inadimplência menor que o público masculino, sendo 3,7% para 4,2%.

“Hoje mais de 50% dos negócios iniciais são liderados por mulheres, em diversas áreas. O empreendedorismo por oportunidade voltou a crescer. As mulheres estudaram, voltaram a crescer, foram atrás e fizeram diferente do empreendedorismo por necessidade”, explica a consultora do Sebrae-PR.

Mulheres no poder

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Anelise Marcolin

Na Fundação Pró-Renal de Curitiba, 69,2% dos funcionários são mulheres e, dessas, 12 são líderes, representando 8,5% em relação ao número geral de funcionários. Um exemplo é Anelise Marcolin. Diretora executiva da instituição há dez anos, enfermeira de formação e pós-graduada em Nefrologia, ela conta que sua carreira foi desenvolvida sempre em empresa multinacional.

“Trabalhei em vendas e em marketing no desenvolvimento de produtos; coordenei e implantei programas de qualidade em saúde em clínicas de diálise em diferentes regiões do Brasil, também liderei equipes e participei de desenvolvimento de eventos de saúde. Meu aperfeiçoamento sempre foi voltado para gestão empresarial e liderança”, conta. Para ela, para ser diretora de uma instituição sem fins lucrativos, é necessário ter criatividade, entender as áreas de captação de recursos e é crucial diversificar inovar as fontes de receitas.

As mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades relacionadas ao preconceito e ao machismo dentro das organizações quando o assunto é o mercado de trabalho. Um bom exemplo são os salários pagos a elas, que, segundo a RAIS, representam 69,8% do salário dos homens. “Quanto à diferença salarial acho uma grande injustiça, pois não é o gênero que define a entrega do resultado, mas, sim, o compromisso e as competências para com as metas institucionais; acredito muito na competência e habilidade feminina em liderar”, complementa Anelise.

“A ascensão das mulheres é inevitável não só na saúde, mas em diferentes áreas, inclusive as exclusivas aos homens. Acho fundamental quebrar muitos preconceitos, como fragilidade, instabilidade de humor, falta de foco; ao contrário, somos muito mais focadas, dedicadas e trabalhamos muito melhor com equipes”, defende Anelise, que acredita no poder de compartilhar das mulheres, na flexibilidade e no poder de comunicação.

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“Acho que as mulheres são muito preparadas para ensinar e não reter o conhecimento. Aprendemos a respeitar as diferenças e a trabalhar com a multidisciplinaridade das equipes”, finaliza a diretora da Fundação Pró-Renal.

Fonte: Fundação Pró-Renal

Cinco dicas para otimizar seu tempo no trabalho*

Você quer otimizar o tempo no trabalho, para melhorar a produtividade, diminuir o estresse e encaixar outras atividades, mas não sabe por onde começar? Não precisa se precipitar no primeiro livro de autoajuda que você encontrar. Com algumas dicas simples, é possível organizar seu tempo desde já. Veja o que faz mais sentido para você e coloque em prática agora mesmo.

1 – Planejamento é tudo!

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Essa regra se aplica para os fãs de organização… e para os alérgicos. Isso não quer dizer que precisa virar escravo da agenda para se beneficiar das vantagens de atividades planejadas. Muito pelo contrário. A base é essa: todos temos momentos do dia de alta e de baixa produtividade. Ou seja, há períodos em que estamos mais dispostos a fazer uma atividade que exige muita concentração, outros em que estamos mais confortáveis a uma tarefa rotineira. Há dias em que queremos pensar sozinhos e há outros que estamos abertos para colaboração.

Essa sequência de fases costuma seguir o mesmo padrão todo dia, com pequenas alterações em função do seu estado de descanso e nível de estresse. Identifique primeiro o seu padrão e, no início do dia, ou da semana, planeje as suas atividades. Por exemplo, deixar a redação de um e-mail importante para o fim do dia não é sempre a melhor escolha. O período da manhã costuma ser o mais recomendado para atividades de alta concentração e pode ser considerado um desperdício de tempo usar esse período do dia para colocar os e-mails em dia. Este é apenas um exemplo, cabe a cada um se conhecer e identificar esse padrão.

2 – Saiba diferenciar o importante do urgente

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Quantas vezes temos a impressão de passar o dia apagando incêndios e começar a “trabalhar” de verdade a partir das 5 horas da tarde? Dessa forma, nunca conseguimos parar para planejar a longo prazo, pensar em estratégia, e realmente ganhar em produtividade e alcançar novos objetivos. Para que o tempo seja um parceiro e não um inimigo do seu dia, a matriz Eisenhower nos convida a organizar as nossas tarefas em função da importância e da urgência, conforme essa frase atribuída ao Dwight Eisenhower, presidente dos Estados Unidos, de 1953 até 1961: “Eu tenho dois tipos de problemas, o urgente e o importante. O que é urgente é raramente importante, e o que é importante é raramente urgente”.

Aloque cada uma das suas tarefas em um dos quatro quadros da matriz e trate cada tarefa com o comportamento adequado. Isso significa, muitas vezes, deixar os e-mails de lado no início do dia, saber dizer não e resistir à tentação de resolver um problema fácil e rápido. Pode ser que não flua tão naturalmente no início, mas, em breve, perceberá os benefícios para a sua produtividade e o tempo ganho.

3 – Identifique e modele os seus hábitos

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Estima-se que 60% das nossas ações ao longo do dia são definidas por um hábito, ou seja, não são decisões conscientes da mente. Alguns desses hábitos são necessários e positivos: escovar os dentes, ligar para alguém na volta do trabalho, ir para a academia à noite. Porém, não somos sempre conscientes de todos os nossos hábitos e, por consequência, não somos totalmente mestres do nosso tempo. Um primeiro passo para ter consciência e saber como efetivamente você gasta as horas acordadas do seu dia, é descobrir esses hábitos.

É provável que você identifique alguns hábitos inimigos da sua produtividade: entrar nas redes sociais toda vez que tiver o celular na mão, verificar e responder os e-mails sempre que for sentar na sua mesa no trabalho, sair para o almoço meio-dia em ponto porque é o hábito dos seus colegas, mas na realidade, meio-dia é um horário de alta produtividade para você, e você sente fome só uma hora mais tarde. Esses são apenas alguns exemplos, é importante identificar os seus próprios hábitos e modelá-los para servir à sua produtividade e ao seu bem-estar.

4 – A importância das pausas

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A tentação é grande de querer compactar as horas de trabalho em um bloco único, para poder encaixar outras atividades no seu dia: atividade física, tempo com a família, estudos. Por isso, você pula o almoço ou recusa o convite para um café com os seus colegas no meio da tarde. Porém, é comprovado que o nosso cérebro se mantém concentrado por um período limitado.

Já nos anos 1950, o pesquisador do sono Nathaniel Kleitman definiu o ritmo ultradiano do cérebro humano, correspondendo a ciclos de 90 minutos de atividade e 20 minutos de descanso do cérebro. Várias pesquisas estenderam esse conceito de ciclo de 90/20 minutos às questões de foco e esforço cerebral. Ignorar essa necessidade natural de descanso do cérebro tem um preço, em termos de estresse e tempo para concluir a tarefa.

Ou seja, você se tornará mais produtivo, menos cansado e menos estressado implementando pausas programadas na sua rotina: aproveite para caminhar, se hidratar, ter um momento de socialização com os seus colegas. Um exemplo de metodologia de produtividade inspirada nesse conceito é o pomodoro: essa técnica preconiza trabalhar por períodos de 25 minutos, sem interrupção e numa tarefa específica definida previamente, e descanso de 5 minutos. Depois de 4 ciclos (2 horas), faça uma longa pausa de 30 minutos, antes de iniciar um novo ciclo.

5 – O peso das interrupções

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Em oposição às pausas programadas, são as interrupções não solicitadas: uma ligação telefônica, a notificação do e-mail do seu desktop que incentiva você a abrir a mensagem na hora, uma conversa barulhenta dos colegas, ou as interrupções que você mesmo provoca sem perceber, abrindo as redes sociais no meio de uma tarefa. São vários os estudos que mostram o impacto nocivo sobre a concentração e produtividade dessas interrupções. Um deles foi realizado pela professora Gloria Mark (University of California Irvine), em que ela demonstrou que leva, em média, 23 minutos para se concentrar de volta na tarefa que foi interrompida. Diante desse número assustador, são inúmeras as dicas para diminuir essas interrupções: supressão das notificações no celular e no computador, uso de espaços adequados para atividades de alta concentração, política de limitação das reuniões e do uso do e-mail, bloqueio de aplicativos depois de um certo tempo de uso… Experimente.

*Por Armelle Champetier, diretora da Yogist no Brasil.

Quatro dicas para aliar alimentação e energia no trabalho

Os hábitos alimentares têm um papel central nas questões de saúde, em particular em relação a riscos a longo prazo de doenças cardiovasculares. No entanto, no curto prazo, o estilo de alimentação também impacta o nível de energia ao longo do dia de trabalho, a capacidade de concentração e a qualidade de vida.

Para garantir o nível de energia necessário no trabalho e nos outros momentos do cotidiano, Armelle Champetier, diretora da Yogist Brasil, startup que desenvolve um método exclusivo de Yoga Corporativo, traz algumas dicas:

Cuide da digestão

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Uma boa digestão é a garantia de uma boa saúde. O que você come influencia no nível de energia, no humor, no sono, nas dores e até na criatividade. Intestinos congestionados e gases podem causar dores nas costas, deixando a pessoa irritada.

Alguns exemplos de boas práticas:
– Ao acordar, antes de comer qualquer coisa, ajude o corpo a eliminar as toxinas, tomando um copo de água morna com meio limão espremido;
– À noite, fuja dos pratos pesados e dos legumes crus. Privilegie os alimentos cozidos e de fácil digestão.

Evite alimentos com glicemia elevada

mulher comendo chocolate

Ao ingerir alimentos ricos em açúcar – ou de alto nível de glicemia -, o nível de açúcar no sangue sobe de repente. Em resposta, o pâncreas – responsável pelo regulamento do sangue no organismo – libera doses altas de insulina, diminuindo rapidamente o nível de açúcar no sangue, além do nível normal. O resultado é uma queda na concentração, cansaço, sono e vontade de consumir mais açúcar.

Na medida do possível, fique longe de alimentos, como: farinhas e cereais “refinados” (pão branco, arroz e massa não integral), produtos industriais (bolachas, balas, bolos…), refrigerantes, açúcar adicionado (em sucos, café…).

Coma quando realmente precisa

mulher comendo macarrão

Além de diminuir o consumo de alimentos (bom para o seu bolso, e para o planeta!), deixar de comer em excesso reduz as inflamações, melhora a digestão, diminui as toxinas no corpo e aumenta o nível de energia.

Saber diferenciar a fome e a vontade de comer é crucial. Evite, na medida do possível, comer sob efeito do estresse, ou de fazer da comida a recompensa sistemática do esforço ou uma fonte de reconforto no fim de um longo dia.

Veja algumas situações em que essa dica entra em jogo:

banana

Perto da hora do almoço, no trabalho: fique atento aos sinais de fome do seu corpo e não coma porque “deu o horário”, e também não espere estar esfomeado para almoçar (isso aumenta o risco de você se jogar em qualquer comida que tiver na sua frente).

Se você é daqueles que sentem fome ao longo do dia, tenha sempre um lanche saudável (uma banana, uma porção de castanhas) para degustar às 11 horas da manhã ou das 4 da tarde. Não é porque está com “muita fome” que precisa comer “muito”!

Posturas que facilitam a digestão

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As posturas de torsão, onde o eixo do busto fica perpendicular ao eixo inferior do corpo, servem para torcer os músculos da coluna vertebral, mas também para incentivar a digestão: na torsão, a pessoa comprime os órgãos responsáveis pela digestão, como se fosse uma massagem. Dessa forma, o fluxo sanguíneo na direção do fígado está estimulado e a digestão fica mais suave.

Mas, cuidado! Pratique de barriga vazia, ou, pelo menos, duas horas depois da última refeição.

Sobre a Yogist:

Fundada na França, em 2015, a Yogist tem o objetivo de levar o yoga às empresas, com foco na saúde e bem-estar das equipes, combatendo o estresse no trabalho e os distúrbios osteomusculares. A empresa desenvolveu um método exclusivo que pode ser praticado em qualquer ambiente, sem vestuário ou materiais específicos, sem movimentos difíceis ou identificação com símbolos esotéricos. A filial brasileira é a primeira fora da França.

Cinco dicas simples para manter sua imagem pessoal

“A primeira impressão é a que fica” é um ditado verdadeiro, e essa impressão pode ser decisiva. Porém, ela não é tudo. Após a primeira impressão precisamos nos manter interessantes.

“Nós avaliamos e somos avaliados em, no máximo, 30 segundos, sendo que 55% dessa avaliação se baseia em nossa expressão facial, 38% em nosso tom de voz e 7% em nosso conteúdo” conta Ilse Gaedke, consultora de imagem e estilo, CEO da Lillys Consultoria.

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Depois destes 30 segundos iniciais quando somos apresentados a alguém, normalmente, segue-se uma conversa e é o momento de mostrar-se como alguém realmente interessante. Segundo Ilse, há cinco coisas às quais devemos prestar atenção para termos nossa imagem pessoal em alta tanto na primeira, quanto nas demais impressões.

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Pixabay

=Tenha um aperto de mão firme, mas não rude;

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Pexels

=Ouça com atenção, esteja realmente interessado em seu interlocutor;

jovem mulher homem conversa trabalho pexels

=Olhe nos olhos e não desvie o olhar enquanto conversam;

Woman smelling perfume on her wrist
Pinterest

=Não use perfume em excesso, ele deverá ser sentido apenas por aqueles que se aproximarem muito de você;

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=Não gesticule exageradamente, faça movimentos suaves e sutis.

Ao interagir com os demais, deve-se ter em mente que estes irão lembrar-se de você pela forte impressão que causou. Essa impressão precisa ser positiva e não negativa. Se vista com parcimônia, sempre de acordo com seu estilo, e siga as regras de etiqueta. “Por fim lembre-se de sorrir, um sorriso aproxima e quebra inúmeras barreiras”, finaliza a consultora.

Fonte: Lillys Consultoria

Especialista ensina como melhorar a autoestima e ser mais confiante

Muitas vezes profissionais se sentem desmotivados, pressionados e desvalorizados, e acabam tendo uma queda de produtividade que está relacionada a sua autoestima em baixa, como consequência disto. O que fazer para recuperar a autoestima, elevar a confiança e dar a volta por cima?

A especialista em produtividade, palestrante e empresária Tathiane Deândhela revela que é preciso olhar mais para os seus pontos fortes! Ninguém é perfeito, mas para onde a gente olha, se para os talentos ou vulnerabilidades, pode impactar nossos resultados! Identificar seu potencial é importante no processo.

“Se você não é capaz, se você ainda não conseguiu pensar tão positivo ao seu respeito, ou se ainda não acredita no seu potencial, provavelmente vai se sentir inferior quando se deparar frente a situações que não conseguir resolver. A autoestima é fundamental para o sucesso. E isso é treinável. É preciso uma negociação interna e assumir o controle dos pensamentos e da mente pra que tenha sentimentos positivos e que estes te impulsionem a seguir pelo caminho certo”, afirma Tathiane.

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Tathiane Deândhela

Ela aponta que existem métodos para elevar a autoestima e se sentir pronto para o combate: “Uma psicóloga famosa, professora da Universidade de Harvard, começou a estudar os comportamentos do ser humano e percebeu que a comunicação não verbal, ou seja, os nossos gestos, interferem diretamente naquilo que nós pensamos e naquilo que nós sentimos. Assim como se eu penso que sou capaz, se penso positivo, tendo a ter sentimentos positivos que me impulsionam a ter um comportamento coerente com aquilo que penso e com aquilo que eu sinto. Também posso ter resultados com ações de dentro para fora. Logo, é possível, sim, por meio de atitudes mudar o mindset e reconquistar a autoconfiança necessária”.

Tathiane ensina como elevar a sua autoestima em apenas dois minutos. Confira:

Comece pelos seus comportamentos

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Procure observar uma pessoa que tem a autoestima muito elevada, ou alguém de sucesso. Geralmente elas andam com o corpo reto, pose de super-herói. Fique por dois minutos nesta mesma posição. Imagine como é ser uma pessoa que se sente poderosa, que tem autoconfiança e permaneça nesta postura.

Analise: como que essas pessoas andam? Como que elas agem? Qual é o comportamento em termos de gestos, a comunicação não verbal dessas pessoas? O que os estudos concluíram é que trabalhando a respiração e a postura, você terá modificações na forma da pessoa pensar e sentir. Ou seja: você pode se tornar um pouco mais autoconfiante de fato.

Procure estar feliz e motivado

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“Eu costumo dizer muito uma frase: ‘Os pássaros não cantam só quando estão felizes. Mas eles cantam para ficar felizes’. Ou seja: se em determinado dia você não acordou tão bem, não tá muito bem humorado, ou às vezes não está conseguindo se perceber ali com a autoestima legal, ou não sente orgulho de si mesmo, então experimente 2 minutos com uma postura melhor”.

Se acordou mal, capriche na maquiagem, vista a sua melhor roupa, passe o seu melhor perfume. Isso já interfere no nosso estado interior. Ou seja, muitas vezes a gente tem que se produzir mais quando não está tão bem. Isso ajuda.

Experimente

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“Se você não é capaz de pensar, sentir e ter esse comportamento, então tenha o comportamento para gerar em você um sentimento positivo. Esse sentimento vai te fazer pensar que você pode, que você é capaz. Experimente, leva só dois minutos”, finaliza.

 

Empreender enquanto se está empregado é cada vez mais comum entre os 50+

A solução encontrada por muitos brasileiros tem sido empreender e continuar empregado, como aponta estudo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). A ideia é interessante, desde que o empreendedor faça um plano de negócios aprofundado, estudando o mercado, o consumidor e toda a concorrência

O empreendedorismo paralelo ganhou força no mercado brasileiro no último ano. Com a promessa de associar qualidade de vida e satisfação profissional, a prática de abrir um negócio e continuar empregado é um dos principais destaques apontados pelo Caderno de Tendências 2018/2019, divulgado pelo Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

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A ideia pode ser boa, sobretudo no estágio inicial de uma empresa. “Essa cautela em relação a empreender hoje no Brasil é explicada pelo atual cenário econômico, afinal o medo de se trocar o que parece certo, que é o emprego, pelo risco de um negócio novo, com os números atuais de desemprego e a recessão, faz total sentido”, explica Maurício Turra, consultor de negócios e empreendedorismo da Nextt 49+, que criou a empresa junto com os sócios Ismael Rocha e Luiz Fernando D. Garcia.

Então, como fazer para realizar o sonho de ser o dono do próprio negócio e, ainda, manter um emprego formal com carteira assinada? Turra explica que é fundamental que o futuro empreendedor faça um planejamento prévio, garantindo a sustentabilidade da operação, sobretudo no seu estágio inicial, quando o futuro é mais incerto em relação à aceitação de produtos e serviços do novo empreendimento.

Vale observar os dados do Sebrae mostrando que um terço das novas empresas abertas no País fecha em até dois anos. E mais: das empresas que ultrapassam os dois primeiros anos, apenas 40% delas conseguem se manter no mercado, após cinco anos.

“Sem dúvida, empreender traz consigo uma taxa de risco”, explica Turra. “Por isso, é importante investir em mentoria e cursos antes de se lançar em um negócio próprio. Em média, o investimento com o planejamento fica em torno de 5% do valor total do negócio, mas pode reduzir em muito o risco de insucesso”, indica Turra.

O consultor explica que é muito importante definir os custos da operação, sem esquecer de nada. “E, antes de se lançar em um empreendimento, tudo tem de ser colocado na calculadora. Por exemplo: se for montar uma loja, pensar sempre no aluguel do ponto, contratação de pessoal, compra de equipamentos, estoque etc.”, completa.

A etapa pré-abertura é a decisiva, sempre, pois é a fase primordial de qualquer negócio. E o consultor afirma que também é preciso ter uma reserva financeira que garanta, simultaneamente, os gastos pessoais (caso o emprego não o faça integralmente) e, pelo menos, de doze a dezoito meses iniciais da operação, garantindo os custos básicos e o fluxo de caixa necessários para manter a operação, dentro do pior cenário. “Se a lição de casa for bem-feita, antes de abrir as portas, o risco será minimizado”, comenta.

E além do plano de negócios e do planejamento financeiro, é preciso pensar em como será realizada a gestão à distância, quando não se está no local da empresa, no momento de sua operação. É fundamental contar com alguém competente e de confiança. “Atuar em duas frentes distintas, sendo que o horário comercial é apenas um, requer habilidade. É fundamental que cada uma das operações não afete a dedicação profissional esperada”, explica o consultor.

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Por fim, o especialista lembra que, após o período inicial, chegará a hora em que o empreendedor terá de se dedicar exclusivamente ao seu negócio próprio. “O ideal é se estabelecer uma meta para deixar o emprego atual, pois chegará uma hora em que a empresa exigirá muita dedicação”, diz.

Sobre a Nextt 49+

Primeiro hub de inovação do Brasil voltado para o público acima de 49 anos. Localizado na Vila Mariana, em São Paulo (SP), o hub fica em um casarão tombado do início dos anos 1930, e conta com todo suporte e estrutura para o sucesso de negócios de empresários seniores. A iniciativa pioneira conta com metodologia própria, desenhada para gerar valor e oportunidades para startups que tem por trás pessoas maduras.

O propósito é solucionar os principais dilemas dos empreendedores nessa faixa etária, oferecendo mentoria, incubadora, consultoria, coaching e educação. Todos os serviços são integrados em um ambiente desenhado para o networking e a conectividade. Por trás da Nextt 49+ estão Luiz Fernando Dabul Garcia, Ismael Rocha e Mauricio Turra Ponte, trio que tem em comum a direção em uma das mais renomadas instituições de ensino do país na área de negócios, propaganda e marketing.

Informações: Nextt 49+