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Inscrições para processo seletivo de Residência Multiprofissional Unifesp vão até dia 26

ATUALIZAÇÃO: o prazo das inscrições foi prorrogado para o dia 1º de dezembro

 

A Comissão de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) informa que o Processo Seletivo de Residência Multiprofissional (prova) 2020 será realizado no dia 8 de dezembro de 2019.

O processo seletivo 2019/2020 será constituído por três etapas: prova objetiva, prova teórico-prática e pontuação acadêmica. Podem participar profissionais que tenham graduação nos cursos oferecidos, sendo que para Psicologia será exigido o Título de Psicólogo.

A Residência Multiprofissional é oferecida pela Unifesp desde 2010. O processo seletivo 2018/2019 teve quase mil inscritos e a expectativa da comissão para este ano é que os números aumentem. Hoje, a Universidade Federal de São Paulo tem 11 Programas de residência multiprofissional em saúde no campus São Paulo, dois no Campus Baixada Santista e três programas de residência Uniprofissional em Saúde campus São Paulo.

São oferecidas 196 bolsas distribuídas nas áreas: enfermagem, enfermagem obstétrica, psicologia, nutrição, terapia ocupacional, serviço social, farmácia, odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia e física médica. A carga horária nos dois anos ultrapassa 5.000 horas.

Interessados que atendam ao perfil das vagas podem se inscrever clicando aqui,  até as 18 horas do dia 26 de novembro. É cobrada taxa de R$ 320,00 e a bolsa é de R$ 3.330,43.

Atendimento SUS

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Os programas têm docentes, tutores e preceptores qualificados para desenvolver tanto a parte teórica quanto a prática. Todos estão engajados em integrar as diferentes categorias profissionais em um único propósito, atender o usuário do SUS.
O atendimento ao usuário do SUS e sua família, por uma equipe multiprofissional, vem sendo incorporada de maneira progressiva e contribuirá oferecendo ao cliente e comunidade conhecimento e motivação para adotar atitudes de mudança e vencer os desafios. Vale frisar que é oferecida aos residentes do segundo ano a oportunidade de realizar estágio optativo em diferentes instituições públicas e privadas, inclusive do exterior.

A residência multiprofissional em saúde e uniprofissional são modalidades diferenciadas de formação, oferecendo aprofundamento dos conhecimentos teóricos e práticos, sobretudo favorecendo uma articulação entre a academia e os serviços que atendam as diretrizes do SUS. Os programas são orientados por uma visão diferenciada na qual as diversas profissões devem efetivamente estar integradas para o cuidado do usuário do SUS.

Informações: Unifesp

A FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo) viabiliza a realização deste e de outros projetos e eventos da Unifesp.

FapUnifesp

FapUnifesp é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Tem como Missão prover infraestrutura, logística e suporte administrativo relativos ao desenvolvimento de projetos acadêmicos em ensino, pesquisa e extensão da Unifesp, além de prestar serviço à sociedade nessas respectivas áreas, em âmbito público ou particular. O objetivo principal da FapUnifesp é apoiar a Universidade Federal de São Paulo em ações, projetos e iniciativas de ensino, pesquisa, extensão, inovação e transferência de conhecimento, assim como no seu desenvolvimento institucional e relacionamento com o ambiente externo. A Fundação busca colaborar para a inserção internacional da Unifesp e procura ser um elemento integrador para a formação de uma Universidade multicampi. Seu objetivo é ser uma Fundação de notório reconhecimento por sua capacidade de apoio administrativo à Unifesp em termos de execução de projetos educacionais em ensino, pesquisa e extensão, bem como de apoio à Universidade em suas relações institucionais com a sociedade, voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico, atividades educacionais, artísticas e de preservação ambiental.

Residência Multiprofissional

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Apesar de já existir há vários anos, a Residência Multiprofissional ainda é pouco divulgada e conhecida, especialmente pela população que, quando muito, tem noção da residência médica. Podemos defini-la como um projeto de cooperação intersetorial para beneficiar a inserção qualificada de profissionais da saúde no mercado de trabalho, especialmente em áreas prioritárias do Sistema Único de Saúde. Alguns até chegam a considerá-la uma Pós-Graduação Lato Sensu como todo curso de especialização, só que voltada para a educação em serviço e destinada às categorias que integram a área de saúde.

Os programas de Residência se submetem à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde – CNRMS, coordenada conjuntamente pelo Ministério da Saúde e do Ministério da Educação. De acordo com a Resolução CNS nº 287/1998, os programas de Residência Multiprofissional devem receber profissionais graduados nos seguintes cursos: Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.

E a melhor parte é que não importa se o candidato se formou este ano ou há décadas. É possível ingressar em uma Residência Multiprofissional em Saúde a qualquer momento da carreira. O CNRMS não impõe idade limite ou tempo máximo de atuação na área para que o profissional possa se candidatar a uma vaga. No entanto, as Instituições têm autonomia para estabelecer algumas regras.

Um pouco de história

“Em 1999, o então Departamento de Atenção Básica, da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, junto a atores do Movimento Sanitário, articularam-se formando grupos interessados em criar, reavivar e reinventar residências em saúde da família. A proposta, construída em um seminário, era criar um modelo de Residência Multiprofissional, onde embora fossem preservadas as especialidades de cada profissão envolvida, seria criada uma área comum, especialmente vinculada ao pensamento da velha saúde pública, acrescida de valores como a promoção da saúde, a integralidade da atenção e o acolhimento.

Um movimento que contou com a participação dos órgãos formadores, das Associações de Ensino das respectivas áreas, da Federação Nacional dos Trabalhadores da Área da Saúde (Fentas), da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS), conseguiu elaborar e propor diretrizes curriculares para os cursos de graduação da área da Saúde, publicadas a partir de 2001 na forma de resoluções pelo Conselho Nacional de Educação. No ano de 2002 foram criadas 19 residências multiprofissionais em saúde da família, com financiamento do Ministério da Saúde, com formatos diversificados, mas dentro da perspectiva de trabalhar integradamente com todas as profissões da saúde.

Tendo tido sua primeira versão elaborada em 1998, e sua terceira versão editada em 2000, sob a coordenação da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH), do Conselho Nacional de Saúde, o documento “Princípios e Diretrizes para a Gestão do Trabalho no SUS, a NOB/RH-SUS vem subsidiar a gestão do trabalho, bem como a política de desenvolvimento dos trabalhadores do SUS”*.

*Residência Multiprofissional em Saúde: experiências, avanços e desafios – Ministério da Saúde (2006)

 

Programa de mentoria ajuda empreendedores acima dos 50 anos a lançar negócios

Participantes vão planejar e colocar suas empresas no mercado com menor risco. O programa utiliza metodologia específica para a faixa etária, desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseada na andragogia

Nextt 49+, hub de inovação voltado para pessoas acima de 50 anos, está inaugurando um programa de mentoria específico para o público maduro interessado em empreender. Na prática, o programa irá oferecer apoio e aceleração para os negócios do público sênior, com o menor risco e a maior efetividade.

A expectativa é atender empreendedores em diferentes estágios de seus negócios. “Por meio de um processo estruturado, os principais desafios e questionamentos deverão ser confrontados e atendidos”, explica Mauricio Turra, um dos diretores da Nextt 49+ e idealizador do projeto.

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O programa de mentoria da Nextt 49+ , voltado a quem está iniciando, terá encontros semanais e prevê cinco fases: descoberta, ideação, validação, concepção e expansão. O processo todo é bastante ágil, envolvendo até cinco meses (dependendo da complexidade do negócio), mas esse tempo poderá ser menor, em função do estágio que o empreendimento se encontra.

O Programa de Mentoria utiliza uma metodologia específica voltada para o público adulto e desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseado na andragogia, valorizando a experiência e os saberes de cada empreendedor. Prevê também o acompanhamento do negócio de cada participante.

Para isso, cada empreendedor será orientado por um mentor com experiência profissional e acadêmica. O trio de diretores da Nextt 49+ conhece em profundidade o ecossistema das startups e das novas empresas. São eles Mauricio Turra, Ismael Rocha e Luiz Fernando D. Garcia, que têm em comum, além da vivência no mundo executivo, a docência e a direção em uma das mais renomadas instituições do País na área de negócios, a ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, de onde saíram recentemente.

A Nextt 49+ ganhou destaque em todo o País ao se lançar como primeiro hub de inovação voltado a empreendedores acima dos 50 anos, em meados de abril de 2019.

Mais sobre a NEXTT 49+

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Primeiro hub de inovação do Brasil voltado para o público acima de 50 anos, chegou ao mercado para auxiliar profissionais em transição de carreira e, até mesmo, aposentados que desejam empreender, em um ambiente desenhado para o networking e a conectividade.

Por trás da Nextt 49+ estão Luiz Fernando D. Garcia, Ismael Rocha e Mauricio Turra Ponte, trio que tem em comum a direção em uma das mais renomadas instituições de ensino do País na área de negócios, propaganda e marketing.

Localizado na capital paulista, no bairro da Vila Mariana, o hub fica em um casarão dos anos 1930 – ambiente amigável para empreendedores veteranos — e conta com todo suporte e estrutura para o sucesso dos negócios.

Programa de Mentoria Nextt 49+
Inscrições: site Nextt 49+
Endereço: Rua Capitão Cavalcanti, 38, Vila Mariana – São Paulo – SP
Telefone: (11) 94109-6653
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Você é leniente? Professor da FGV dá dicas para alcançar um grau de suavidade

Ultimamente temos ouvido muito a palavra leniência relacionada a acordos jurídicos em processos na justiça, onde um acusado em processos econômicos colabora com a investigação delatando outros crimes e pessoas envolvidas.

Mas a leniência tem um significado além do palavreado jurídico. De origem latina, leniência quer dizer aquele que é manso, lene, suave, agradável, brando, leve, tolerante.

Para o professor Luciano Salamacha, consultor de empresas e especialista em carreira, a leniência pode levar bons resultados a uma empresa, a uma equipe ou uma carreira. “É o que a maioria das empresas busca num profissional.”

Segundo Salamacha, que também leciona gestão e estratégia no MBA da FGV Management, algumas pessoas se equivocam dando duas desculpas clássicas para não ser leniente: “Não consigo ser suave diante da pressão diária e falta de tempo no ambiente corporativo”.

O professor afirma que, justamente esses dois critérios, são a alavanca para essa mudança e a prática da leniência. Salamacha dá cinco dicas para incorporar a leniência na sua forma de ser:

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1- A pressão no trabalho não vai mudar, faz parte do mundo empresarial e, justamente para aguentar e dar respostas à pressão, o profissional tem que ser leniente. Pratique.

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2 – Não acredite que somente quando os problemas diminuírem você terá chance de ser leniente. Esse é um paradoxo falso. Paradoxo é aquela situação que te coloca em contradição. E quanto mais problemas, mais necessidade de se ter um bom profissional, e quanto mais problemas e necessidade de um bom profissional, mais leniente ele deve ser.

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

3- Fuja, se proteja, evite pessoas que interferem negativamente e influenciam aumentando a dimensão de um problema. Colegas que aumentam a criticidade das situações podem tirar o seu objetivo de ser mais suave. Chame para si a responsabilidade em avaliar o problema e dê a ele o tamanho e importância que merece.

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4- Quando a pessoa não é leniente, normalmente é rigorosa, pouco flexível e, às vezes, intransigente. A intransigência é a falta de capacidade de transigir, de estabelecer acordos. Como uma pessoa dura e inflexível pode envolver as pessoas da empresa para atingir objetivos? Como fará bons acordos? Certamente não será lembrada quando a necessidade exigir uma pessoa que unifica, que “coloca a bola no chão” nos momentos de crise.

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5- Faça uma autocrítica. A leniência, essa palavra que está mais popular nos dias de hoje, pode significar um alto grau de evolução de um profissional ou de uma empresa.

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6 – Todo leniente deve sempre ter um conjunto de projetos pessoais e profissionais que o estimulam a se manter focado em coisas boas e saudáveis, evitando a pressão do dia a dia e, que possam envolvê-lo em coisas negativas. Logo, cultuar a prática de bons projetos é um dos fundamentos para se manter leniente. Invista!

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Salamacha lembra que a suavidade é a presença da audição e da tolerância. Qualidades que deveriam estar presentes em todas nossas relações e no nosso cotidiano. Jamais a leniência estará ligada à falta de presença e de argumentação, mas como se deve argumentar para ser ouvido. Então, seja “ suave na comando “ e boa jornada.

Fonte: Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e multinacionais, Atua como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos, faz parte do “Quadro de Honra de Docentes” da FGV Management. Coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, autor de livros e artigos científicos. Foi pioneiro na América Latina em pesquisas sobre neuroestratégia e neurociência aplicada ao mundo empresarial.

Sete dicas para quem deseja trocar de emprego depois dos 40 anos

Algumas tradições ainda nos fazem acreditar que mudar de profissão depois dos 40 anos ou mais é loucura. “Você vai perder sua estabilidade?”, “Vai querer começar do zero?”, “E se der errado? Como vai pagar a casa? E a escola dos seus filhos?”, são perguntas que surgem para quem planeja essa transição. Ainda somos da geração em que se manter 20 ou 30 anos na mesma empresa é sinônimo de uma carreira estável e bem-sucedida.

Mas como falar de estabilidade e sucesso em um mundo onde tantas coisas acontecem por minuto e tudo muda tão rápido? A especialista em estratégia e gestão da Effecta, Janaina Manfredini, comenta que a realidade mudou e que quem não quiser acompanhar vai ficar para trás.

“Ser resistente à mudança pode gerar sofrimento desnecessário e, até mesmo, um atraso em relação às mudanças do mundo. Não adianta fugir, esse cenário de mudanças constantes e imprevisíveis é o nosso momento atual, e te garanto, isso não é tão complicado como parece”, completa Janaina.

A especialista separou ainda sete dicas para quem, com 40 anos ou mais, está criando coragem de se jogar em outras áreas. Veja:

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1. Use suas experiências ao seu favor: a cada dia que passa vamos vivendo situações que nos trazem novas experiências, somos mais maduros, seguros de si e menos impulsivos, características que são importantes para o começo de uma carreira.

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2. Faça uma lista dos seus pontos fortes: separe aqueles pontos em que você sabe que pode confiar, que lhe ajudaram até agora. Se tiver dificuldades, pergunte para pessoas que já trabalharam com você.

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3. Faça uma lista do que deseja encontrar na sua nova fase: pense o que tolera e o que não admite. Essa lista vai lhe ajudar a não entrar em uma fria, a não mudar pelos motivos errados e não aceitar qualquer coisa. Use a sua experiência para avaliar essas questões.

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Foto: Gamerzero/Morguefile

4. Planeje-se: estamos falando de uma mudança que vai mexer não só com a sua vida, mas com todos que de alguma forma estão ligados a você. Isso não deve te prender, mas deve te fazer pensar. Compare as atribuições, faças as contas, liste os prós e contras, converse com pessoas que confia e analise cada ponto antes de bater o martelo, isso lhe trará segurança em todas as novas decisões, sejam elas quais forem.

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5. Converse com outras pessoas: use sua rede de contatos, procure quem já trocou de emprego ou quem está atuando com o que você gostaria de atuar. Caso não conheça ninguém nesses perfis, procure. Pode ser através de outros contatos ou diretamente nas redes sociais, o máximo que pode acontecer é a pessoa não te responder.

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6. Entenda o que você vai precisar melhorar: para alcançar o sucesso no novo desafio, o que você precisa mudar? Seja em seu comportamento, nos seus conhecimentos técnicos ou em seus relacionamentos, anote as mudanças necessárias e vá atrás para fazer acontecer.

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7. Pilote sua ideia: que tal se voluntariar para miniprojetos em ONGs ou em empresas de amigos? Você saberá os pontos a ajustar, e isso lhe ajudará a estar mais seguro, seja em uma entrevista de emprego ou como prestador de serviços. Se sua ideia é empreender com produto, faça o piloto, o plano de negócios e coloque na linha do tempo para entender o momento dos movimentos maiores.

O segredo é não se precipitar, até que sua decisão esteja bem clara e segura, continue fazendo o seu melhor no que faz agora, isso também ajudará na sua autoconfiança. E jamais pare de sonhar e entender que devemos melhorar quem somos e o que fazemos durante todos os dias de nossas vidas.

Saúde mental no trabalho: existe prevenção?*

O que é mesmo saúde mental? Em primeiro lugar, é bom lembrar que saúde mental não significa apenas a ausência de doença mental. A própria OMS (Organização Mundial da Saúde) realça que o conceito de saúde mental não se limita à ausência de doença ou enfermidade. Abrange, na verdade, o conjunto das atividades que promovem o bem-estar e permitem o equilíbrio dinâmico entre diferentes esferas da vida: social, física, espiritual, econômica, emocional…

E hoje, 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, é uma excelente oportunidade para falarmos de prevenção, ou seja, como detectar as primeiras falhas nesse equilíbrio sutil que é a saúde mental. Existem formas simples e acessíveis de monitorar alguns aspectos no dia a dia, em particular no trabalho.

Faça regularmente o check-in com você mesmo

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Em um dia típico de trabalho, é comum acordar cedo, passar o dia inteiro entre uma atividade e outra e chegar em casa exausto, sem se atentar a alguns alertas que o corpo ou a mente possam estar emitindo, como uma dor na lombar, uma tensão muscular no pescoço, ou algum assunto que anda preocupando, uma sensação de baixa energia se arrastando. Somente quando sentimos algo mais intenso é que corremos ao fisioterapeuta, ou recorremos a algum remédio para ajudar a relaxar e a dormir.

Por que não agir de forma preventiva e não curativa? Tome um tempo para si mesmo, para se auto-observar e perceber esses sinais. Esse momento pode ser uma caminhada, uma meditação, ou uma simples pausa de alguns minutos para respirar profundamente. Aproveite esses minutos para avaliar os diferentes aspectos do seu equilíbrio e, num segundo tempo, elabore um plano de ação para tratar na raiz esses sintomas. Dívida com os seus colegas, amigos ou familiares a sua situação e saiba pedir ajuda.

Tenha uma estratégia de gerenciamento do estresse

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O estresse é uma reação inerente ao ser humano, um elemento evolutivo central na sobrevivência da nossa espécie: não tem como eliminar completamente o estresse da nossa vida, até porque, às vezes, é um elemento positivo e ajuda em um momento específico a estar alerto e acordado.

O que está dentro do nosso alcance é estabelecer uma estratégia de gerenciamento do estresse, para evitar que ele se torne uma condição crônica e vire uma verdadeira ameaça à nossa saúde. Um pré-requisito essencial antes de tudo: saiba identificar os seus gatilhos, as situações que causam estresse em excesso. Num segundo momento, instaure uma rotina que favoreça a regularização do seu nível de estresse: uma conversa com uma pessoa atenciosa, uma caminhada.

A prática da meditação e de mindfulness (conjunto de técnicas práticas, possíveis e cientificamente comprovadas que ajudam a focar no momento presente, sem deixar o passado ou o futuro te afetarem, tornando sua mente mais desperta e saudável, sendo sua aliada) são ferramentas comprovadamente eficientes para abaixar o nível de estresse, diminuir a frequência cardíaca e pressão arterial, e, de forma geral, aumentar a sensação de bem-estar.

Pratique a atenção plena

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Evitar olhar os e-mails de trabalho em casa, ou cuidar de assuntos pessoais pelo celular durante uma reunião de trabalho são apenas exemplos de situações em que a nossa cabeça está em um lugar e a mente em outro. Esse comportamento, muito favorecido pela presença das tecnologias no nosso dia a dia, prejudica de várias formas a nossa saúde mental: atrapalha a nossa concentração e a nossa produtividade no trabalho, criando mais estresse e potenciais frustrações e baixo desempenho, ameaçando o pilar emocional e econômico do equilíbrio que compõe a saúde mental. Em situações de socialização, trazer questões de trabalho, por exemplo, lendo os seus e-mails, põe em perigo a sua capacidade de criar, manter e fortalecer vínculos com amigos e familiares, escutar e ser escutado de volta, ameaçando o pilar social tão importante da sua saúde mental.

Pratique a benevolência consigo mesmo e com os seus colegas

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Criar um ambiente de trabalho no qual é fácil pedir ajuda, fazer uma pausa, realizar uma atividade de relaxamento é a base para fomentar a saúde mental. Aproveite as iniciativas propostas pela sua empresa (massagem, ginástica laboral, meditação, yoga corporativo…) e seja também protagonista. Não seja perfeccionista e reavalie as suas expectativas em relação aos seus colegas. Isso ajuda a evitar frustrações e estresse em excesso.

*Armelle Champetier é diretora da Yogist no Brasil, que tem como objetivo levar o yoga às empresas, com foco na saúde e bem-estar das equipes, combatendo o estresse no trabalho e os distúrbios osteomusculares.

 

Especialista em carreira alerta para armadilhas da vaidade

A vaidade é perigosa. Tem um conceito tão amplo e sedutor quanto o próprio sentimento. A palavra originária do latim significa oco, vazio. No dicionário quer dizer valorização que se atribui a própria aparência ou a intelectualidade, mas pode se encontrar mais de 130 sinônimos correlacionados a vaidade. Na história do cristianismo, a vaidade é o primeiro pecado capital.

Para o professor da FGV e fundador da escola do Pensar da ESIC Internacional, Luciano Salamacha, a vaidade é uma fera que deve ser controlada no ambiente profissional. Em excesso pode cegar, colocar tudo a perder e, na falta dela, pode ser a pitada que faltava para a autoestima, sentimento fundamental na disputa de cargos de liderança.

Salamacha orienta algumas atitudes que podem fazer com que não se caia na fogueira da vaidade:

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1 – Todo profissional deve, periodicamente, revisar as atividades que desenvolve, pois algumas vezes, alimentamos por vaidade certa rotina de trabalho que passou a ser desnecessária.

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2- A vaidade acontece o tempo todo em nossas vidas, por isso, tenha sempre pessoas de sua confiança que possam apontar se deve manter afazeres por necessidade ou por pura vaidade. Pessoas que possam, inclusive apontar se você está certo sobre certas habilidades que você considera ter.

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3 – Não seja refém de pessoas que, por maldade, vão usar essa característica para provar que você deve ser menos pretensioso, sem ganância, sem ambição, porque, na verdade, querem te frear na competição.

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4- Perceba o que está cultuando na empresa. Estamos em um momento em que certos valores estão sendo revistos. Às vezes, valorizamos coisas que não têm a menor finalidade prática.

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5 – Perceba o quanto sua vaidade é nociva ou não. Há pessoas autocríticas que se condenam demais, destroem a própria autoestima. Saem de um extremo a outro. Gerencie melhor suas emoções e seu julgamento sobre você.

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5 – Troque a vaidade por validade. Na vaidade somos oco, na validade temos força e poder. Estamos plenos.

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6- Use a vaidade para avaliar melhor a si mesmo e aos outros e tenha cuidado ao alertar um vaidoso. Talvez ele saiba, mas prefere mostrar que continua na ignorância, ou talvez acredite que seja esse o caminho.

Salamacha diz que subir na carreira requer antes de mais nada melhorar a nós mesmos, por isso temos que entrar em contato com a realidade e tentar controlá-la. O antídoto da vaidade é a humildade e isso nada tem a ver com nos humilhar, mas em encarar o outro de forma mais igual, muitas vezes aceitando os defeitos e erros, pois somos seres humanos e como tal, absolutamente todos erramos.

As pessoas vaidosas dentro de uma empresa são soberbas na hora de ensinar, deixando claro que estão em uma posição acima do outro, mas Salamacha aconselha: “Nada é estático principalmente em uma companhia, o estagiário que se ensina hoje, pode chegar a chefia amanhã.”

O professor afirma que pessoa vaidosa é pouco estratégica e é frágil porque alguns elogios podem quebrar sua resistência. Salamacha avalia que a vaidade é o caminho para a autossatisfação, é como uma droga: “Ilude temporariamente, fazendo com que talvez a pessoa seja o que não é, achando que tem um poder que não existe e, nessa ilusão, o vaidoso coloca os pés pelas mãos”.

Salamacha diz que vaidade extrema é um defeito, mas a falta dela também. A falta de vaidade também pode indicar falta de amor próprio. Como amar o que se faz, ou ganhar o respeito do outro quando demonstramos que não amamos a nós mesmos?

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O lado positivo da vaidade na medida certa é a autoconfiança e a autoestima que temos ter todos os dias quando saímos para o trabalho. Para Salamacha, não basta apenas uma boa formação curricular, há de se ter nessa era uma boa formação ética e acima de tudo cultivar boas relações.

Fonte: Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e de multinacionais, atuando como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos. É um dos raros professores que fazem parte do “Quadro de Honra de Docentes”, da FGV Management. Fundador da Escola do Pensar, coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, uma das mais importantes escolas de negócios da Europa.

Girls just wanna be CEO – por Thaísa Passos*

O ano é 1983 e Cyndi Lauper contagia multidões, ao cantar que, ao fim de um dia de trabalho, “garotas só querem se divertir”. A canção com Girls Just Wanna Have Fun vira hit imediatamente, e se torna um hino à igualdade de gêneros para as várias gerações de mulheres.

Quase três décadas depois, Beyoncé hipnotiza um público de 110 milhões no Super Bowl defendendo que as mulheres é que comandam o mundo. São “espertas o bastante para fazer milhões” e “fortes o suficiente para cuidar dos filhos e depois voltar aos negócios”, diz ela em Run the world (Girls).

Essas músicas, que aliás recomendo fortemente que entrem para sua playlist, são ótimas provocações para pensarmos a respeito dos desafios mulheres no mercado de trabalho.

A OIT (Organização Internacional do Trabalho), por exemplo, divulgou em maio desse ano que empresas com lideranças femininas impulsionam seus resultados em até 20%. Na prática, a abertura à diversidade de gêneros é latente – 6 em cada 10 companhias monitoradas pela OIT, aliás, se dizem adeptas à ideia. Infelizmente, isso não significa que ela ocorra em todos os níveis.

Um dado alarmante, por exemplo, é que menos de um terço dos conselhos administrativos do mundo tenham uma representatividade feminina minimamente relevante, com 30% de suas cadeiras ocupadas por mulheres.

Além disso, atualmente, em nível global, para cada 10 homens empregados, há apenas seis mulheres exercendo funções remuneradas, número que sinaliza para uma grande desigualdade no mercado de trabalho.

E o que dizer de nossa capacidade de liderança?

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Ler na mesma frase as palavras CEO (ou presidente) e um nome feminino ainda hoje é raríssimo, mesmo com todas as conquistas recentes. Nos anos 1980, Katharine Graham foi uma das pioneiras ao exibir a famosa plaquinha de CEO em sua mesa. O cargo máximo no Washington Post, e o comando da cobertura do escândalo de Watergate, aliás, garantiu a ela o mérito de botar o jornal na lista das maiores e mais rentáveis corporações do planeta, na lista da Fortune 500, da revista Fortune.

Mulheres para nos inspirar não faltam. O que precisamos mesmo é de movimentos individuais para, conjuntamente, quebrarmos paradigmas.

E já passamos da hora de quebrar alguns paradigmas. Há séculos uma questão é particularmente preponderante nas discussões sobre empoderamento feminino e trabalho: a maternidade. Essa verdadeira dádiva da natureza, para os empregadores, é sinônimo de “perdas” em doses homeopáticas, com pagamento de licença, ausências devido a doenças da criança, reuniões escolares… isso sem falar no preconceito mais raso e típico, onde se questiona a capacidade de uma mulher em cuidar dos filhos ao mesmo tempo em que exerce seu papel no mundo do trabalho.

Em tempos de Beyoncé, existem várias líderes que confrontam esses discursos limitantes e que carregam, junto com sua prole, o sucesso das empresas que lideram. Esses exemplos devem ser seguidos. Não deixemos que destruam nossos sonhos. Mas, por outro lado, também é preciso compreender a realidade para partirmos para a ação.

Jornada interrompida

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Segundo a Unesco, as mulheres já são maioria quando o assunto é graduação, mas ainda são minoria ostentando diplomas em áreas científicas, tecnológicas, de engenharia e matemática. Ou seja: esses setores seguem majoritariamente ocupados por homens.

No Brasil, temos um cenário no qual, de acordo com IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), elas trabalham mais e recebem menos, chegando a espantosos 76,5% dos rendimentos pagos a homens.

E é lamentável que uma pesquisa produzida pela FGV tenha mostrado que quase metade das trabalhadoras gestantes perdem seus empregos após retornarem da licença-maternidade, no Brasil.

Enfim, enfrentamos um enorme desafio. As corporações precisam urgentemente de um olhar mais atento sobre como se formam suas lideranças. Porque hoje a realidade é que, ao sermos lançadas fora do mercado de trabalho assim que nos tornamos mães, mesmo sendo mais estudiosas que os homens, subir novos degraus rumo a cargos de liderança se torna uma verdadeira proeza.

Não deveria ser assim. Afinal, de acordo com a consultoria empresarial Mckinsey, empresas com pelo menos uma mulher em seu time executivo são mais lucrativas.

Em recente estudo, intitulado “Um panorama atual das mulheres no mercado de trabalho 2018”, onde foram analisados dados de 279 empresas, que empregam no total 13 milhões de pessoas, a Mckinsey alerta para a necessidade de se eliminar as lacunas de gênero na contratação e nas promoções, especialmente no início do processo, quando as mulheres geralmente são negligenciadas. Isso significa adotar medidas arrojadas e efetivas para criar uma cultura respeitosa e inclusiva na qual todos, no mundo corporativo, se sintam seguros e apoiados.

A ideia é, então, promovermos mudança para avançarmos mais rápido. Fórum Econômico Mundial calcula que a igualdade de gênero só será alcançada na América Latina em 74 anos – embora o nosso continente seja uma das regiões mais prósperas do planeta nesse sentido.

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É hora de mostrar como as organizações podem tirar o melhor proveito dos nossos talentos. Por exemplo? Vários cientistas e pesquisadores têm demonstrado como a jornada dupla – maternidade e administração – drenam a nossa energia de maneira particularmente desafiadora, trazendo prosperidade. E até mesmo os altos e baixos emocionais, que enfrentamos com maior frequência e intensidade do que os homens, nos fazem ganhar resiliência para seguir em frente, mesmo quando coisas ruins acontecem. Tudo isso nos traz uma forma mais construtiva de ver o mundo. Vamos estabelecer novos significados para nós mesmas, e aceitar riscos para ajudar a pavimentar um novo mundo empresarial. You go, girl. You can be a CEO!

*Thaísa Passos é gerente global de marketing da S.I.N. Implant System

Como aliviar as dores crônicas no ambiente de trabalho

Você sabia que não é preciso trabalhar em uma linha de produção para sentir dores crônicas devidas ao ambiente de trabalho? O trabalho sedentário (sentado ou de pé), o contato prolongado com telas e a rotina corrida e estressante são suficientes para começar a sentir dores crônicas: aquele nó na musculatura do meio das costas, a sensação de cansaço na região lombar no fim do dia ou a ardência dos olhos tendem a se manifestar com frequência.

Para aliviar as dores e evitar que apareçam novamente, veja algumas técnicas simples preparadas por Armelle Champetier, diretora da Yogist no Brasil:

Estresse e dores crônicas

dores nas costas

Muitas dores que sentimos depois de um dia ou uma semana de trabalho são consequências do nível alto de estresse. Em um primeiro momento, o estresse é um mecanismo do sistema nervoso simpático que, depois de um estímulo externo (uma reunião importante com um cliente por exemplo), ativa certas mudanças no corpo, como acelerar os batimentos cardíacos ou aumentar a pressão sanguínea.

Se esse estado de estresse elevado se manter por longos períodos, dores físicas podem começar a aparecer: tensão muscular nas costas, nos ombros ou no pescoço é um caso clássico. Mas antes de correr para o fisioterapeuta ou massagista, conheça as soluções para cuidar da origem dessas dores: o estresse.

Na prática do yoga corporativo, o foco principal é o uso da respiração como ferramenta poderosa de combate ao estresse. Desta forma, evita-se os períodos prolongados de estresse e, por consequência, a aparição dessas tensões musculares, principalmente na parte superior do seu corpo.

Respiração completa

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A respiração completa ajuda a relaxar e a se concentrar: sente-se com a coluna reta na cadeira (sem apoiar as costas), pernas descruzadas e joelhos afastados na largura do quadril. Coloque as mãos na barriga e comece a visualizar a sua respiração em três tempos, sempre pelo nariz:
– inspire primeiro pela barriga, expandido a barriga para frente;
– depois pelo peito, afastando as costelas flutuantes e expandido a caixa torácica;
– e, por fim, pela garganta, garantindo que você inalou o volume máximo de ar.

Na exalação, siga os mesmos três passos:
– retraia a barriga, levando com uma leve contração abdominal o seu umbigo na direção da coluna;
– exale todo o ar dos pulmões, afundando o peito;
– e expulsando para terminar todo ar, inclusive da garganta.

Repita por, pelo menos 5 ciclos, procurando sempre alongar o ciclo respiratório, em particular na exalação. Observe os bloqueios e as diferenças com a respiração natural, e, no fim do exercício, a sensação de relaxamento e bem-estar.

Dor na lombar

É muito comum sentir dor na parte de baixo das costas, mais especificamente na região lombar depois de ficar muito tempo sentado (no trabalho ou no carro) ou de pé. Isso pode ser aliviado através de fortalecimento muscular da cintura abdominal e alongamento da coluna.

A parede

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Desenvolver uma musculatura abdominal tônica é essencial para aliviar a pressão exercida na lombar. O papel desses músculos posturais é justamente o de sustentar a coluna e a postura. Para isso, não é preciso se trocar nem pagar um plano de academia, basta ter acesso a uma parede:

Vire as costas para a parede, colando os seus calcanhares no rodapé, pés afastados na largura do quadril e joelhos levemente dobrados. Inspire e, na exalação, contraia a musculatura abdominal, de forma a colar as costas inteiras na parede, dos ombros até o cóccix. Verifique com a mão que não tenha espaço entre a parede e as costas. Mantenha por cinco longas respirações, relaxe as pernas e tire as costas da parede. Lembre-se de reproduzir esse exercício fácil sempre que tiver oportunidade, principalmente para quem tem dor frequente na lombar e tem uma postura muito curvada.

A criança

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Para providenciar um relaxamento completo do corpo, a prática do yoga corporativo propõe posturas de curvatura para frente, onde a cabeça fica abaixo do coração, auxiliando o relaxamento rápido do sistema nervoso: sentando-se na borda da cadeira com os joelhos bem afastados, inspire e alongue a coluna para cima. Na exalação, incline o busto para frente e para baixo, deixando, aos poucos, a parte de cima do corpo relaxada entre as pernas, com a cabeça solta. Mantenha a postura por cinco respirações profundas, sentido o alongamento da lombar, o corpo se relaxando e a mente se acalmando. Na hora de voltar, suba inspirando, devagar, desenrolando a coluna, deixando a cabeça subir por último. Antes de voltar ao trabalho, fique de olhos fechados um momento, observando o efeito dessa postura.

Olhos cansados e dor de cabeça

Depois de longas horas na sala de reunião, ou concentrado na tela do computador, a mente está cansada, cabeça doendo e olhos ardendo, precisando de um momento de descanso para si.

“Power nap” com massagem do rosto

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A automassagem no rosto é uma forma de relaxar e descansar a cabeça em apenas alguns minutos: esfregue uma palma da mão contra a outra durante 10 segundos para elevar a temperatura das palmas. Fechando os olhos, aplique as mãos na região ocular do rosto, sem tocar as pálpebras. Descanse um minuto os olhos no calor e na escuridão e, em seguida, comece a massagear o rosto com a ponta dos dedos – sobrancelhas, testa, têmporas, maçãs do rosto, bochechas… junto com uma respiração profunda.

Fonte: Armelle Champetier é diretora da Yogist no Brasil, que tem como objetivo levar o yoga às empresas, com foco na saúde e bem-estar das equipes, combatendo o estresse no trabalho e os distúrbios osteomusculares.

Mulheres já representam 43% dos cargos de liderança no Brasil

Cerca de 70% do quadro de funcionários da Fundação Pró-Renal são mulheres

Atualmente no Brasil há 9,3 milhões de mulheres empreendedoras, segundo a Agência Sebrae de Notícias, o que representa 34% de todos os negócios formais e informais do país. A busca pela independência financeira ou ter uma outra fonte de renda são os principais motivos que levam as mulheres a se tornarem empreendedoras.

O número de mulheres que são chefes de família também é um número considerável. “Antes as mulheres não lutavam por espaço, era apenas um complemento para a renda. Em torno de 43% atualmente são chefes de domicílio, é um número bastante significativo. Antes a mulher buscava por condições diferentes. Hoje, não há mais motivos para ganhar menos”, afirma Juliana Bacilla de Souza, consultora de negócios do Sebrae-PR. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2017, dos 2,6 milhões de empregos em cargos de chefia, 1.143.821 eram ocupados por mulheres.

mulher executiva celular
Pexels

Um estudo chamado Mulheres, Empresas e Direito 2019, feito pelo Banco Mundial, mostra que o Brasil, se comparado a outros países, encontra-se em uma boa posição no que diz respeito à liberdade das mulheres em se deslocar, iniciar em um emprego, trabalhar sem a permissão do marido e ter autonomia de gerenciar.

Mas as mulheres empreendedoras ainda encontram outra dificuldade: as linhas de financiamentos. O valor de crédito disponibilizado para empréstimos para elas em instituições bancárias é de R$ 13 mil a menos do que para os homens e a taxa de juros é de 3,5% a mais — mesmo que o público feminino represente uma taxa de inadimplência menor que o público masculino, sendo 3,7% para 4,2%.

“Hoje mais de 50% dos negócios iniciais são liderados por mulheres, em diversas áreas. O empreendedorismo por oportunidade voltou a crescer. As mulheres estudaram, voltaram a crescer, foram atrás e fizeram diferente do empreendedorismo por necessidade”, explica a consultora do Sebrae-PR.

Mulheres no poder

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Anelise Marcolin

Na Fundação Pró-Renal de Curitiba, 69,2% dos funcionários são mulheres e, dessas, 12 são líderes, representando 8,5% em relação ao número geral de funcionários. Um exemplo é Anelise Marcolin. Diretora executiva da instituição há dez anos, enfermeira de formação e pós-graduada em Nefrologia, ela conta que sua carreira foi desenvolvida sempre em empresa multinacional.

“Trabalhei em vendas e em marketing no desenvolvimento de produtos; coordenei e implantei programas de qualidade em saúde em clínicas de diálise em diferentes regiões do Brasil, também liderei equipes e participei de desenvolvimento de eventos de saúde. Meu aperfeiçoamento sempre foi voltado para gestão empresarial e liderança”, conta. Para ela, para ser diretora de uma instituição sem fins lucrativos, é necessário ter criatividade, entender as áreas de captação de recursos e é crucial diversificar inovar as fontes de receitas.

As mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades relacionadas ao preconceito e ao machismo dentro das organizações quando o assunto é o mercado de trabalho. Um bom exemplo são os salários pagos a elas, que, segundo a RAIS, representam 69,8% do salário dos homens. “Quanto à diferença salarial acho uma grande injustiça, pois não é o gênero que define a entrega do resultado, mas, sim, o compromisso e as competências para com as metas institucionais; acredito muito na competência e habilidade feminina em liderar”, complementa Anelise.

“A ascensão das mulheres é inevitável não só na saúde, mas em diferentes áreas, inclusive as exclusivas aos homens. Acho fundamental quebrar muitos preconceitos, como fragilidade, instabilidade de humor, falta de foco; ao contrário, somos muito mais focadas, dedicadas e trabalhamos muito melhor com equipes”, defende Anelise, que acredita no poder de compartilhar das mulheres, na flexibilidade e no poder de comunicação.

autoestima mulher executiva

“Acho que as mulheres são muito preparadas para ensinar e não reter o conhecimento. Aprendemos a respeitar as diferenças e a trabalhar com a multidisciplinaridade das equipes”, finaliza a diretora da Fundação Pró-Renal.

Fonte: Fundação Pró-Renal

Cinco dicas para otimizar seu tempo no trabalho*

Você quer otimizar o tempo no trabalho, para melhorar a produtividade, diminuir o estresse e encaixar outras atividades, mas não sabe por onde começar? Não precisa se precipitar no primeiro livro de autoajuda que você encontrar. Com algumas dicas simples, é possível organizar seu tempo desde já. Veja o que faz mais sentido para você e coloque em prática agora mesmo.

1 – Planejamento é tudo!

mulher trabalho

Essa regra se aplica para os fãs de organização… e para os alérgicos. Isso não quer dizer que precisa virar escravo da agenda para se beneficiar das vantagens de atividades planejadas. Muito pelo contrário. A base é essa: todos temos momentos do dia de alta e de baixa produtividade. Ou seja, há períodos em que estamos mais dispostos a fazer uma atividade que exige muita concentração, outros em que estamos mais confortáveis a uma tarefa rotineira. Há dias em que queremos pensar sozinhos e há outros que estamos abertos para colaboração.

Essa sequência de fases costuma seguir o mesmo padrão todo dia, com pequenas alterações em função do seu estado de descanso e nível de estresse. Identifique primeiro o seu padrão e, no início do dia, ou da semana, planeje as suas atividades. Por exemplo, deixar a redação de um e-mail importante para o fim do dia não é sempre a melhor escolha. O período da manhã costuma ser o mais recomendado para atividades de alta concentração e pode ser considerado um desperdício de tempo usar esse período do dia para colocar os e-mails em dia. Este é apenas um exemplo, cabe a cada um se conhecer e identificar esse padrão.

2 – Saiba diferenciar o importante do urgente

mulher executiva

Quantas vezes temos a impressão de passar o dia apagando incêndios e começar a “trabalhar” de verdade a partir das 5 horas da tarde? Dessa forma, nunca conseguimos parar para planejar a longo prazo, pensar em estratégia, e realmente ganhar em produtividade e alcançar novos objetivos. Para que o tempo seja um parceiro e não um inimigo do seu dia, a matriz Eisenhower nos convida a organizar as nossas tarefas em função da importância e da urgência, conforme essa frase atribuída ao Dwight Eisenhower, presidente dos Estados Unidos, de 1953 até 1961: “Eu tenho dois tipos de problemas, o urgente e o importante. O que é urgente é raramente importante, e o que é importante é raramente urgente”.

Aloque cada uma das suas tarefas em um dos quatro quadros da matriz e trate cada tarefa com o comportamento adequado. Isso significa, muitas vezes, deixar os e-mails de lado no início do dia, saber dizer não e resistir à tentação de resolver um problema fácil e rápido. Pode ser que não flua tão naturalmente no início, mas, em breve, perceberá os benefícios para a sua produtividade e o tempo ganho.

3 – Identifique e modele os seus hábitos

mulher trabalho computador home office

Estima-se que 60% das nossas ações ao longo do dia são definidas por um hábito, ou seja, não são decisões conscientes da mente. Alguns desses hábitos são necessários e positivos: escovar os dentes, ligar para alguém na volta do trabalho, ir para a academia à noite. Porém, não somos sempre conscientes de todos os nossos hábitos e, por consequência, não somos totalmente mestres do nosso tempo. Um primeiro passo para ter consciência e saber como efetivamente você gasta as horas acordadas do seu dia, é descobrir esses hábitos.

É provável que você identifique alguns hábitos inimigos da sua produtividade: entrar nas redes sociais toda vez que tiver o celular na mão, verificar e responder os e-mails sempre que for sentar na sua mesa no trabalho, sair para o almoço meio-dia em ponto porque é o hábito dos seus colegas, mas na realidade, meio-dia é um horário de alta produtividade para você, e você sente fome só uma hora mais tarde. Esses são apenas alguns exemplos, é importante identificar os seus próprios hábitos e modelá-los para servir à sua produtividade e ao seu bem-estar.

4 – A importância das pausas

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A tentação é grande de querer compactar as horas de trabalho em um bloco único, para poder encaixar outras atividades no seu dia: atividade física, tempo com a família, estudos. Por isso, você pula o almoço ou recusa o convite para um café com os seus colegas no meio da tarde. Porém, é comprovado que o nosso cérebro se mantém concentrado por um período limitado.

Já nos anos 1950, o pesquisador do sono Nathaniel Kleitman definiu o ritmo ultradiano do cérebro humano, correspondendo a ciclos de 90 minutos de atividade e 20 minutos de descanso do cérebro. Várias pesquisas estenderam esse conceito de ciclo de 90/20 minutos às questões de foco e esforço cerebral. Ignorar essa necessidade natural de descanso do cérebro tem um preço, em termos de estresse e tempo para concluir a tarefa.

Ou seja, você se tornará mais produtivo, menos cansado e menos estressado implementando pausas programadas na sua rotina: aproveite para caminhar, se hidratar, ter um momento de socialização com os seus colegas. Um exemplo de metodologia de produtividade inspirada nesse conceito é o pomodoro: essa técnica preconiza trabalhar por períodos de 25 minutos, sem interrupção e numa tarefa específica definida previamente, e descanso de 5 minutos. Depois de 4 ciclos (2 horas), faça uma longa pausa de 30 minutos, antes de iniciar um novo ciclo.

5 – O peso das interrupções

mulher ocupada trabalho

Em oposição às pausas programadas, são as interrupções não solicitadas: uma ligação telefônica, a notificação do e-mail do seu desktop que incentiva você a abrir a mensagem na hora, uma conversa barulhenta dos colegas, ou as interrupções que você mesmo provoca sem perceber, abrindo as redes sociais no meio de uma tarefa. São vários os estudos que mostram o impacto nocivo sobre a concentração e produtividade dessas interrupções. Um deles foi realizado pela professora Gloria Mark (University of California Irvine), em que ela demonstrou que leva, em média, 23 minutos para se concentrar de volta na tarefa que foi interrompida. Diante desse número assustador, são inúmeras as dicas para diminuir essas interrupções: supressão das notificações no celular e no computador, uso de espaços adequados para atividades de alta concentração, política de limitação das reuniões e do uso do e-mail, bloqueio de aplicativos depois de um certo tempo de uso… Experimente.

*Por Armelle Champetier, diretora da Yogist no Brasil.