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Cinco razões para escrever os seus planos no pós-pandemia

O psicólogo da rede educacional Minds Idiomas, Augusto Jimenez, desvenda o que acontece na mente quanto raciocinamos a nossa volta ao “novo normal”

O Covid-19 estabeleceu alterações nas rotinas de pessoas de todo o mundo. Até o começo de abril, um terço da população mundial estava em quarentena. Isto é: 2,6 bilhões de pessoas isoladas em suas casas. Quando fala-se desta mudança na rotina das pessoas precisamos falar de ansiedade. O ser humano não é programado para mudanças. O nosso cérebro busca segurança e conforto. Quando precisamos mudar: temos ansiedade. É sair do comum. O conceito de normalidade está atrelado ao de segurança, e é por isso que este período de isolamento é considerado atípico.

De acordo com a mestre e doutora da USP (Universidade de São Paulo), Maria Augusta Rhein, o novo normal nada é mais é que uma proposta de um novo padrão que possa garantir a sequência dos seus humanos, ou seja a sobrevivência. “O Kit Covid (máscara, luvas e álcool em gel) no inicio parece estranho, mas a garantia que nos traz de não ficarmos doentes faz com que assimilemos melhor esse padrão de uso”, explica Maria Augusta.

“A mente dos mamíferos demonstra a importância da socialização. É por isso que neste momento temos um crescente no mundo de indivíduos com depressão e um aumento na taxas de suicídio. Na minha rede educacional, como psicólogo, assim que começou o isolamento, coordenamos reuniões semanais com professores, comercial e administração. Essa interação, mesmo por vídeo, fortalece o sentimento de pertencimento e que não estamos encarando isso sozinhos. Deu muito certo, e desde março tivemos apenas uma solicitação de desligamento dos nossos mais de mil profissionais”, explica o psicólogo da Minds English School.

Uma das técnicas recomendadas pelos psicólogos de todo o mundo é a prática do Mindfulness. Que consiste em estar no presente, com foco na ação presente, porém lembrando dos reflexos a longo prazo daquela ação continuada. ” Na rede Minds Idiomas praticamos nas mais de 70 escolas, o Mindfulness, dentro e fora da sala de aula”, evidencia Jimenez, da Minds Idiomas.

Pensando neste cenário, o psicólogo lista cinco razões para você começar hoje mesmo a anotar os seus planos futuros pós pandemia:

1) A ansiedade diminui

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Isso mesmo. A adrenalina tende a diminuir quando nos acalmamos, e essa adrenalina é potencializada na ansiedade. Ao anotar os seus projetos e traçar ações para alcançá-los, mesmo em casa, você consegue ter uma expectativa na mente de término do confinamento.

2) A endorfina é produzida

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Ao anotar e começar a cumprir pequenos passos para conquistar os seus planos na pós pandemia, picos de endorfina começam a ocorrer. Por exemplo, se você deseja emagrecer 10 quilos até o fim da pandemia, e começar a caminhar na esteira em casa e/ou comer melhor em casa terá a sensação de estar fazendo algo em prol do seu objetivo. Isso traz satisfação ao seu cérebro e a endorfina é desencadeada.

3) O seu currículo ficará melhor

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Sempre que criamos listas de objetivos, ao menos uma das metas se trata de um desejo profissional. Se você perdeu o emprego neste período e/ou quer crescer na sua carreira após tudo isso passar, ao iniciar um curso de idiomas e/ou curso profissionalizante, você chega mais próximo do objetivo de trabalho. Na Minds Idiomas, as matrículas cresceram 10% neste período. Isso porque além de apenas 3% da população brasileira ser fluente no inglês, o idioma será o diferencial no momento da contratação, após a pandemia. Além disso, a maioria dos estudantes tem nos reportado que as aulas remotas oferecem a chance de eles conhecerem pessoas de todo o Brasil, com diferentes profissões e anseios. Isso eleva a endorfina: bem estar por estar convivendo, mesmo que por vídeo, com outras pessoas.

4) Melhora a sua capacidade neural e diminui a sensação de solidão

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Como mencionei no inicio deste material: temos necessidade de contato com os outros indivíduos. Nossa capacidade neural evolui ao termos contato com o outro, mesmo que seja por vídeo. Isso envolve todos os mamíferos, incluindo a nós seres humanos. Por isso, ao anotar as suas metas e percorrê-las, você terá que ter contato com outros indivíduos por vídeo. Isso reflete a sensação de pertencimento e a satisfação individual de estar perseguindo os próprios objetivos.

5) Seu convívio em casa será melhor

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Pexels

Ao escrever as suas metas pós-pandemia e começar a percorrer o caminho para alcançá-las, você começará a ter uma rotina mais estabelecida em casa. Por exemplo: metas como fazer um intercâmbio e/ou ter uma nova colocação no mercado de trabalho fará com que você se dedique para um idioma e veja a sua evolução nele. Traz satisfação, você terá o seu tempo preenchido e concomitantemente as suas relações sociais com quem mora com você melhorará. Porque você estará mais estável.

Fonte: Minds Idiomas

Home office: Adria dá dicas para ajudar na organização e ensina receita de lasanha

Com algumas iniciativas, você consegue tornar os dias em casa mais produtivos

Neste período em que várias famílias estão trabalhando de casa, é necessário reorganizar a rotina. Pais e mães estão enfrentando um desafio inédito de dar conta de todas as tarefas profissionais, ao mesmo tempo em que cuidam da casa, dos filhos e do preparo das refeições.

Pensando nisso, Adria listou oito dicas que vão te ajudar nesta reorganização:

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1. Levante no horário de costume, tome o café da manhã com a família e aproveite o tempo extra em que estaria a caminho do escritório para organizar as primeiras tarefas. Tirar o lixo, dar uma geral no banheiro, colocar a roupa suja na máquina de lavar;

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iStock

2. Neste período, planeje o almoço e o jantar. Dê preferência a pratos práticos, nos quais as carnes, por exemplo, possam servir às duas refeições. Digamos que hoje você vai retirar o frango do congelador. Tire uma porção extra, já pensando na refeição da noite. Tempere, prepare a receita e separe uma parte do frango já pronto para desfiar. À noite você pode preparar uma massa com frango e legumes, refeição leve e nutritiva ideal para o jantar;

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Dissolve

3. Divida as tarefas e as responsabilidades com toda a família. Se seus filhos já têm mais de 7 anos, podem arrumar o próprio quarto. O ideal é que façam a limpeza mais pesada da casa juntos, durante o fim de semana para que, de segunda a sexta, só cuidem da manutenção. Assim, você não vai se atrapalhar em suas tarefas profissionais e eles, caso estejam tendo aulas online, vão poder se concentrar. Com crianças menores, é ainda mais importante deixar tudo organizado no fim de semana, para que seja possível trabalhar com atenção e manter o cuidado com os filhos;

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4. Respeite os horários de home office combinados com a sua empresa e crie realmente uma rotina. Separe um canto da casa para trabalhar, como a mesa de jantar, e deixe claro para a família que vocês só devem ser interrompidos em caso realmente necessário. Peça silêncio, para poder fazer calls ou vídeo conferências de forma sempre profissional. Lembre-se que este é um momento em que a empresa precisa muito de seu empenho;

Penne Adria ao Molho de Espinafre com Tomate Seco

5. Neste momento, alimentos práticos e simples de fazer, serão seus maiores aliados. O preparo de massas, por exemplo, não requer mais de 15 minutos. Junte a elas carnes, peixe ou frango, além de legumes frescos ou em conserva;

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Foto: Goodiegodmother

6. Arroz com feijão também não devem faltar na mesa. Mas, como demoram a ficar prontos, uma dica é cozinhar uma grande quantidade no fim de semana e congelar em pequenas porções;

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7. Entre os utensílios de cozinha que serão mais adequados neste momento, vale destacar o forno. Os pratos feitos no forno, como assados, lasanhas e empadões, são muito práticos. Você pode cuidar da montagem pela manhã, naquela primeira hora reservada para a organização do dia. Os assados requerem maior tempo de preparo e você pode colocar no forno enquanto estiver em seu home office. Já as lasanhas podem ser levadas para assar um pouco antes do horário do almoço. A receita que estamos sugerindo precisa de cinco minutos extras no forno e mais cinco antes de ser servida, tempo suficiente para organizar a mesa e preparar uma salada de acompanhamento antes do início da refeição;

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8. A última dica é: em seu home office, respeitar o intervalo de almoço combinado com a empresa. Esta uma hora será essencial para você relaxar um pouco, conversar com sua família e voltar ao trabalho com tranquilidade, dedicando-se às tarefas profissionais.

Agora, confira uma receita que fará sucesso em tempos de home office ou não:

Lasanha de cenoura e couve-flor

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Ingredientes
1 cebola pequena picada
1 xícara (chá) de farinha de trigo
5 colheres (sopa) de margarina (100 g)
3 ½ litros de leite
1 couve-flor grande (só os buquês em pedaços pequenos -n700 g)
2 cenouras médias em rodelas
500 g de mussarela ralada
5 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 embalagem de Lasanha Adria (500 g)
Sal e noz-moscada ralada a gosto

Modo de Preparo
Doure a cebola e a farinha na margarina. Junte, aos poucos, o leite mexendo sempre até engrossar. Tempere com o sal e a noz-moscada. Reserve. Em uma fôrma retangular grande e alta nº 4 (30cm x 43cm) espalhe o molho no fundo. Cubra com as folhas de Lasanha Adria e com o molho. Espalhe a couve-flor, a cenoura, a mussarela e o queijo parmesão. Cubra com o molho reservado. Faça camadas de lasanha, molho, couve-flor, cenoura, mussarela e queijo parmesão, terminando com lasanha, molho, mussarela e queijo parmesão. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno médio preaquecido, por cerca de 45 minutos. Retire o papel e deixe por mais 5 minutos para dourar. Retire do forno e aguarde 5 minutos para servir.

Rendimento: 20 porções

Fonte: Adria

Guia do home office: como ser produtivo, manter o foco e a postura

Michael Page indica maneiras de manter um bom desempenho durante o trabalho remoto

Nos últimos dez anos, o home office virou tendência entre escritórios de todo o mundo. Com a pandemia global de coronavírus, o tema ganhou ainda mais relevância, já que impacta na saúde e no bem-estar dos colaboradores, em produtividade, economia de recursos e até na gestão de pessoas.

Segundo Lucas Oggiam, diretor da Michael Page, consultoria especializada no recrutamento de alta e média gerência, “Empresas que não vêm o home office como possibilidade devem repensar seu posicionamento. O modelo alternativo de trabalho é fundamental para enfrentarmos situações de instabilidade sem colocarmos a saúde dos profissionais ou as atividades da instituição em risco. Mas, no Brasil, nem todas as corporações têm uma cultura de trabalho remoto consolidada. É importante ressaltar que a implantação do home office deve dar atenção aos detalhes, pois isso está diretamente relacionado à segurança de dados da companhia (compliance), à preocupação com excelência em serviços e relacionamento, performance e até na dedicação ao negócio”.

Em outras palavras: o trabalho a distância pode deixar de ser um benefício e se tornar um risco trabalhista se não for bem conduzido. Demanda orientações das empresas para garantir segurança e eficiência, ao mesmo tempo em que envolve autorresponsabilidade e dedicação dos profissionais.

O consultor  elaborou 5 dicas para que profissionais obtenham bom desempenho trabalhando de casa. Confira:

1 – Escolha um ambiente que reflita seu local de trabalho

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Evitar barulho excessivo e muitas distrações é um dos pontos centrais para conseguir manter a produtividade durante o trabalho remoto. O mais indicado é escolher um ambiente que remeta ao local de trabalho da empresa, que seja confortável, afinal, é muito mais difícil ter concentração em meio ao incômodo e, principalmente, que disponha dos equipamentos necessários para a realização das atividades diárias, ponto que deve ser previamente combinado com a empresa, caso haja a necessidade de materiais extras.

2 – Alinhe expectativas e procedimentos com a empresa

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O primeiro passo para acertar no alinhamento de expectativas é a confiança entre empresa/gestor e equipes/colaboradores. Deve estar claro na política de home office o que a empresa espera das pessoas neste quesito. O empregador precisa orientar se é preciso estar conectado o tempo todo, quanto tempo de refeição o colaborador terá e explicar em quais dias os profissionais poderão fazer uso do benefício, entre outros. Já o profissional deve ser claro quanto às suas responsabilidades e cumprir com os acordos firmados, caso contrário, perderá credibilidade perante seus gestores – principalmente em situações emergenciais, em que a equipe deve estar engajada para continuar obtendo resultados.

3 – Crie uma agenda e compartilhe com a equipe

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A agenda compartilhada é uma ferramenta importante para o controle de atividades que foram ou devem ser realizadas. Além de orientar a equipe, também pode ser útil para evitar interrupções durante o expediente, que desconcentram os profissionais. Basta adicionar um status de disponibilidade.

4 – Evite trabalhar de pijama

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Embora a prática seja comum, trabalhar de pijama condiciona o cérebro a diminuir o ritmo das atividades. O conforto extra pode deixar o profissional mais lento, o que abre brechas para a distração. O mais indicado é prosseguir com a rotina do trabalho presencial e vestir roupas leves – exceto em casos de reuniões virtuais, que demandam traje adequado.

5 – Cumpra com o horário de trabalho

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Estar em casa abre portas para inúmeras distrações, sejam com a família, com os animais ou com demais questões pessoais. É importante delimitar um horário de trabalho e segui-lo corretamente para evitar queda de produtividade e acúmulo de tarefas. Para funcionar, o home office exige disciplina e organização, caso contrário, é fácil perder prazos.

Dicas para manter a postura e o foco no home office

Diante da pandemia que já tomou conta de todo o mundo, e da preocupação das empresas em manter em segurança os colaboradores e, por consequência, a saúde de toda a população brasileira, a mestre em fisiologia do exercício pela Unifesp e palestrante, Bianca Vilela, de São Paulo, que atua há quase 20 anos em ergonomia, reabilitação, prevenção e saúde corporativa, dá dicas de quais pontos chaves de atenção e cuidados para manter a saúde e a produtividade trabalhando em home office.

Bianca ressalta que mais um problema de saúde pode aparecer se os trabalhadores não se acomodarem corretamente fora da mesa de trabalho. “Dentro de um ambiente mais favorável para o conforto, que é a sala de casa, é comum que a maioria das pessoas se sentem desalinhadas no sofá com o computador no colo, não sentem se apoiando nos glúteos, e sim no quadril e por aí vai.

“Com isso, é natural que todos acabem projetando o pescoço e os ombros para frente por não conseguirem também ajustar o computador na mesa prejudicam a ergonomia corporal, desalinham as vertebras da coluna e forçam o pescoço – isso tudo sem falar nos movimentos repetitivos do teclado e do mouse, que muitas vezes, são impossíveis de serem deixados de lado”.

Para Bianca, basicamente tudo isso se resume a falta de consciência corporal – um dos grandes inimigos da produtividade e da saúde. Mesmo que a maioria dos trabalhadores fiquem por um curto período do tempo em home office, até mesmo a curto prazo, a especialista fala que as dores e a indisposição começam a aparecer. A médio, aparece o desenvolvimento do desvio postural e a longo prazo os problemas mais sérios como hérnias de disco e o desalinhamento das vertebras da coluna se instalam.

Como ajustar a postura e evitar problemas:

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• Escolha uma cadeira confortável e sente-se com as pernas paralelas às pernas da cadeira, joelhos flexionados em 90 graus, canelas paralelas às pernas da cadeira e com os pés plantados no chão;

• Ombros e o pescoço devem se manter relaxados;

• O teclado precisa ficar diretamente à frente do corpo, sem que qualquer parte do corpo gire ou flexione qualquer parte para encostar nas teclas;

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• O monitor do computador deve ser ajustado para que ele fique alinhado na direção dos olhos e para isso alguns livros em baixo do laptop podem ajudar a elevar o olhar sem ter que se esticar, distorcer ou mexer o pescoço.

Depois de um tempo passado na frente do computador, o corpo começa a apresentar mais do que sinais de cansaço comece a incomodar ou doer. Neste momento, é importante parar por um período de 10 a 20 minutos e fazer exercícios de alongamento para aliviar a fadiga muscular e até mesmo o mental.

“Para aliviar o estresse extra que está sendo provocado pelo momento vivido pelo mundo todo, três técnicas simples de respiração ajudam a manter a consciência corporal e a produtividade em alta, mesmo fora do escritório”, fala a especialista que ensina duas táticas.

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Para se manter mais tranquilo e equilibrado: a respiração profunda consiste em puxar o ar por 5 segundos e expirá-lo também por 5 segundos, repetindo a ação por 10 vezes;

Para aumentar o foco para voltar a atenção ao trabalho: a técnica de respiração acelerada é aquela que inspira e expira o ar no menor tempo possível, conhecida como a respiração ‘cachorrinho’.

Guia para o Home Office em tempos de pandemia

por André Zukerman

 

Estamos vivendo um chacoalhão na economia e, pelo visto, isso não vai parar tão cedo. Com tantas coisas sendo literalmente paralisadas (ligas esportivas, escola, entre outras), é impossível não pensar que algo está errado e querer manter tudo funcionamento normalmente dentro de um negócio. Esses pensamentos talvez tenham origem no lado egoísta do empresário que só esteja pensando no próprio bolso.

A pandemia do Covid-19 está provocando não só um desespero na sociedade, mas também um momento para que nós possamos revisar nossos hábitos e principalmente nossos valores. Uma das coisas mais importantes que temos que ponderar, neste momento, é a vulnerabilidade do outro. Sendo assim, é hora de colocar o egoísmo de lado, assim como o heroísmo de achar que somos autoimunes e que coisas ruins nunca vão acontecer conosco, e contribuir para que tenhamos uma sociedade que se respeite e que colabora entre si em momentos de crise.

Falando em economia, temos que pensar nas melhores atitudes para serem tomadas em nossas empresas, e escrevo isso não só para os donos, mas para colaboradores que devem se manifestar exigindo as melhores práticas, e neste momento, tudo indica que o melhor é ficar em casa.

Algumas empresas, ainda não possuem a cultura do home office, mas chegou o grande dia e a hora de se estruturar para que essa adaptação aconteça da melhor forma. Por isso, compartilho algumas boas práticas para quem for trabalhar de casa nestes próximos dias – indeterminado por enquanto – e quando falo de casa é de casa mesmo. Sem cafezinhos, coworkings etc.

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Aproveite as diversas ferramentas que existem (e grátis): hoje em dia há diversas ferramentas para que você possa trabalhar remotamente, e isso vai bem além do e-mail e WhatsApp. Algumas são bastante usadas e recomendadas pelas melhores empresas como os gerenciadores de projetos, Trello, Asana e Jira; na questão da comunicação, Slack e Skype; para a parte de vendas, Sales Force; e no que diz respeito ao atendimento, Zendesk. E claro, o Google Drive e Office 365 que, além do e-mail, possuem as ferramentas de documentos, planilhas, apresentações, entre outras.

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Estrutura: o principal aqui é o computador e a internet, e nem todo mundo tem isso em casa. O que pode ser feito é liberar que as pessoas levem os computadores do escritório para casa (quem tem carro leva o seu e dá carona para quem precisa. Quem não tem nenhum dos dois, a corrida do táxi até em casa pode ser custeada pela empresa). Para quem tem laptop, pode instalar o VPN.

Quanto à internet, a disponibilização de um dispositivo 4G para quem precisa, pode ajudar bastante. Se não funcionar, contratar um pacote de internet para casa do colaborador, não vai custar muito e trará bons resultados para a empresa. Obviamente todos devem estar atentos a segurança das informações da empresa, e aqui cabe ao TI de cada negócio implementar a segurança necessária.

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Esteja pronto: dificilmente você vai para o escritório de pijama, sem tomar banho e escovar os dentes. Em casa não pode ser diferente. O ideal é estar pronto para sair, a única diferença é que você vai ficar em casa.

Manter o foco e a organização: home office que acontecerá neste momento, é diferente daquele dia da semana que você optou por ficar em casa, pois vai ter mais silêncio para trabalhar. Para quem tem filhos, vai ser um momento de muito mais agito em casa levando em consideração que as escolas estão fechadas, então, pesquise algumas brincadeiras para crianças fazerem em casa. Além disso, é muito importante buscar um “cantinho” da casa que você tenha mais privacidade, e neste lugar, montar o “seu escritório” com as coisas que você está acostumado a ter.

Gerenciar de forma eficiente: este é um momento que vai além da gestão de performance, é momento de garantir que ninguém se sinta sozinho. Trabalhar muitos dias de casa pode começar a ficar chato e os gestores têm um papel importante de manter a motivação de suas equipes, mesmo em suas casas. Se você ainda não tem uma base do que são boas práticas de um gestor, pode dar uma olhada no estudo que o Google fez com o Project Oxygen.

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Manter a visibilidade: isso é diferente de ser “puxa saco”. Como não estarão fisicamente no mesmo lugar, é importante mostrar o trabalho que estão fazendo. Com as ferramentas que tem de gerenciamento de projetos, vocês vão ver que isso vai ficar ainda mais fácil, mas garanta que está sendo visto! Este será um momento muito relevante também no qual empresas podem entender que algumas pessoas ou atividades eram extremamente necessárias, e outras o contrário, podem ser feitas em home office daqui para frente.

Estabelecer uma rotina: pense que é um dia como os outros na sua vida, se você não se organizar, você vai se perder. Não é férias (e mesmo em férias uma rotina cai bem para tirar o melhor proveito dela). Ou seja, antes de dormir, revise como foi o seu dia e faça o seu plano para o dia seguinte.

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Pixabay

Faça atividade física e mantenha uma boa alimentação: bom, isso não é novidade, mas vamos lá. Ir na academia não vai ser uma opção neste momento, então a solução é se exercitar de casa, e para quem não conhece, hoje existem diversos apoicativos que te passam treinamentos para que você possa fazer um ótimo treino de casa, e sem precisar de equipamentos. Algumas dicas são Aeróbico e fortalecimento, Freelatics; Meditação, Headspace e Calm; e Yoga, Om e Daily Yoga.

Cinco Why’s : perguntar o porquê você está com certo hábito até cinco vezes pode te ajudar a solucionar a raiz de um problema. Alguns hábitos como impressão de boletos e comprovantes de pagamentos, muitas vezes achamos que são essenciais e, quando perguntamos o porquê estamos fazendo isso, chegamos na conclusão que muita coisa pode ser mudada.

Não serão tempos fáceis. Não sabemos o que vem pela frente, mas a recomendação é que a gente tente tirar o melhor deste momento e que possamos contribuir para que as coisas voltem ao normal, e quem sabe ainda melhores. Aproveite este momento que vai ter com você mesmo e sua família. Reflita, converse, leia, trabalhe, cozinhe, durma, se exercite, brinque e tenha ainda mais amor ao próximo.

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*André Zukerman é diretor da Zukerman Leilões, empresa referência em leilões imobiliários.

Mulheres na Tecnologia: até quando seremos vistas como um peixe fora d’água?*

Augusta Ada King, Mary Kenneth Keller e Katherine Johnson. Reconhece alguns desses nomes? Augusta foi a primeira programadora da história. Mary, a primeira mulher a receber um diploma de pós-graduação em computação. Já Katherine Johnson foi uma das funcionárias da Nasa que contribuiu para o projeto de lançamento do astronauta John Glenn para o espaço, em 1962 – a história é contada no filme “Estrelas Além do Tempo” (2016). Estas três mulheres fizeram história no segmento de tecnologia, mas não recebem o mesmo nível de reconhecimento que outros profissionais com feitos tão importantes quanto os delas, mas com uma diferença: são homens.

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Augusta Ada King ou Ada Lovelace

Dados mais recentes mostram a disparidade entre homens e mulheres no setor de TI. Nas empresas do Vale do Silício (EUA), por exemplo, símbolos dos maiores avanços tecnológicos dos últimos anos, apenas 11% dos cargos executivos são ocupados por mulheres. Em companhias como Google, Facebook, Twitter e Apple, as mulheres compõem apenas 30% do quadro de colaboradores. Nossa realidade no Brasil também não é nada animadora: aqui, essas profissionais ocupam apenas 25% dos empregos em TI.

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Mary Kenneth Keller/Pinterest

A conta não fecha desde a faculdade. Nas salas de aula, era comum conviver com grupos formados em sua maioria por homens. Mas, no ambiente profissional, sente-se ainda mais a falta de mulheres. Os obstáculos são diversos. Durante reuniões e apresentações, as mulheres têm muito mais dificuldade de serem ouvidas que os homens. Nossas ideias são menos levadas em consideração que as deles. Isso sem falar nos assédios, em sermos reduzidas a nossa aparência ou à maneira como nos portamos. Em cargos de liderança, uma mulher assertiva é considerada mandona. Ainda mais quando se é jovem, o esforço para se provar competente – ou tão competente quanto outro homem da equipe – é ainda maior.

É uma questão histórica. Desde cedo, os homens são mais estimulados a pensar racionalmente, a tomar as decisões, a serem pragmáticos. Quando crescem, eles tendem a optar por áreas mais técnicas, ao contrário das mulheres, que ouvem desde os primeiros anos o quanto são naturalmente acolhedoras, sentimentais e idealistas. Não à toa, ocupamos a maior parte das profissões da área de humanas.

A gente tenta se impor de alguma forma, seja retomando falas, tentando embasar nossos argumentos de um jeito melhor ou até, eventualmente, adotando uma postura mais rígida. Uma hora ou outra, ignoramos. Entendemos que em nem todos os momentos cabe uma discussão. Respiramos fundo e seguimos acreditando e desempenhando nosso trabalho, pois foi para isso que dedicamos tantas horas de estudo.

Além de ser uma questão justa de igualdade de gêneros, uma equipe diversificada, como encontramos na Neotix, traz novos olhares aos projetos que desenvolvemos. Cada um contribui com suas experiências profissionais, mas, muitas vezes, a vivência é importante para observarmos um tema de forma mais ampla. Essa troca de ideias é fundamental em empresas que querem crescer.

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Katherine Johnson

Quanto mais conseguirmos inspirar outras mulheres, mostrar que elas podem ocupar os cargos que quiserem, na área que desejarem, mais cedo teremos um ambiente igualitário nas empresas. Podemos criar programas de incentivo e capacitação, promover palestras de conscientização, aceitar mais mulheres em cargos de liderança e, principalmente, valorizá-las com salários justos. Trabalhar com tecnologia é criar algo do zero pensando em melhorar a vida das pessoas. Para isso, é preciso ser apaixonado por mudanças, gostar de aprender constantemente e estar disposto a tirar ideias do papel. E, acima de tudo, nenhuma dessas características tem a ver com gênero. É hora de deixarmos de ser vistas como um peixe fora d’água!

*Karen Cristina Pereira Lara é desenvolvedora de sistemas na Neotix Transformação Digital. Graduada em sistemas para internet, também possui pós-graduação em análise de dados com BI e Big Data. Sara Cavalcante Bernardino é Product Designer na Neotix Transformação Digital. Graduada em Design Gráfico, está se especializando em Design Digital e Novas Mídias

A startup Labora dá match entre empresas e candidatos acima de 50 anos

Objetivo da nova HR tech é não apenas preencher vagas, mas também atuar junto às empresas para a criação de posições para os mais velhos

Em um cenário no qual o número de idosos vai ultrapassar o de jovens nos próximos 20 anos, a Labora é a primeira HR tech (startup de RH) do Brasil que surge com o objetivo de criar vagas de trabalho para o público sênior.

Por trás da iniciativa está o especialista em longevidade Sergio Serapião, reconhecido pela rede de empreendedores sociais Fellow Ashoka, e que há mais de cinco anos lidera o movimento LAB 60+, com o intuito de redefinir a longevidade e diminuir a desigualdade social. “Nós queremos transformar a experiência de vida dos seniores num ativo valioso, sendo que nosso propósito é auxiliar para que usufruam de seu maior patrimônio — seu tempo de vida”, afirma Serapião.

Ao criar oportunidades de trabalho para seniores, a Labora promove a reintegração dessas pessoas à sociedade, produzindo enorme impacto social. Além de proporcionar renda complementar, o trabalho para a pessoa 50+, segundo o CEO da Labora, melhora a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar.

Serapião explica que a Labora nasceu a partir da observação das três principais dores na maturidade, que são a preocupação financeira, o medo de ficar doente e o isolamento social. A startup busca atacar os três problemas de forma integrada.

mulher meia idade laptop pixabay

A ideia da Labora é inserir o sênior numa situação de trabalho adequada às suas habilidades e, ao mesmo tempo, auxiliar para que este profissional contribua de maneira determinante para o desenvolvimento das organizações e de toda a sociedade.

As empresas que contratam os talentos seniores também ganham. A diversidade geracional rende bons frutos e pode ser um motor e tanto para transformar negócios. “Ao integrar o público mais velho à corporação, os indicadores de resultados melhoram”, comemora Serapião.

De acordo com o empreendedor, o público sênior tem competências particularmente aderentes às áreas de relacionamento com o consumidor em setores como turismo, educação, comunicação, bancos e lojas. “Pessoas maduras tendem a performar melhor quando é necessário criar empatia com o público e promover acolhimento, por exemplo”, diz.

Profissões do futuro

Entre as frentes de atuação da Labora está aumentar as oportunidades de trabalho para 50+ dentro das organizações – as chamadas profissões do futuro para seniores. “Sabemos que as posições disponíveis foram desenhadas para pessoas com até 40 anos”, conta ele. “O que fazemos é desenvolver posições de trabalho condizentes com as competências e limitações de pessoas acima de 50, 60 ou 70 anos, que podem, de forma inovadora, responder aos desafios e às dores da empresa.”

Valores alinhados

mulher madura trabalho celular

Antes de ser introduzido no mercado de trabalho, o sênior passa por um programa de certificação, que valoriza habilidades e competências construídas por toda sua vida. “Na verdade, os idosos já possuem essas soft skills; a Labora apenas coloca luz a cada uma delas”, explica Serapião.

O passo seguinte é conectar os seniores – já então certificados — com as empresas, mas sempre com o cuidado de “dar matching” de acordo com propósito dos profissionais. “Na idade madura, mais do que fazer algo que sabe, o desejo do sênior é trabalhar com uma causa que ele ama”, explica.

Jornadas de trabalho adaptáveis

Horários flexíveis são ponto de honra na Labora. “Seniores não querem ficar no quadradinho de uma função. Desejam ter jornadas de trabalho flexíveis. Por isso, o sistema Labora permite que escolham o dia e o horário da semana em que querem trabalhar, a cada quinzena”, conta Serapião.

Processo completo

mulher madura usando celular grisalha stocksy united
Stocksy United

As performances dos seniores nas empresas são monitoradas diária e mensalmente, assim como os reflexos do trabalho na saúde deles. O app Labora verifica como a volta ao trabalho impacta os relacionamentos e, ainda, os aspectos psicológicos e sociais do indivíduo. “Se o trabalho não for um fator de fortalecimento da saúde e do bem estar do sênior, não recomendamos”, diz Serapião.

E os resultados consolidados auxiliam a empresa a solucionar seus desafios. “Os seniores registram cada atendimento no app e a empresa passa a compreender melhor seu público, especialmente no que diz respeito ao cliente 50+, que frequentemente é atendido por outro sênior”, complementa o empreendedor.

Informações: Labora

Quatro atitudes simples para garantir um ano zen no trabalho

O novo ano chegou, as férias de muitos acabaram e você ainda está procurando as resoluções que vão fazer diferença na sua produtividade e bem-estar no trabalho, essas que vão te permitir alcançar os seus objetivos, sem que sejam impossíveis de segurar passado o mês de janeiro?

Pois bem, essas pequenas mudanças que conseguimos manter em longo prazo são as que vão trazer os resultados duradouros. Se tratam de pequenos hábitos que ajudam a gerenciar de forma inteligente e saudável o seu estresse, de forma a alavancar a sua produtividade e aumentar o seu bem-estar.

Pensando nisso, Armele Champetier, diretora da Yogist Brasil , empresa que desenvolveu um método exclusivo de yoga corporativo, listou 4 dicas para garantir um ano zen no trabalho.

1. Descubra e redescubra o poder da pausa

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No nosso cotidiano moderno, acreditamos que devemos otimizar cada minuto que passamos no trabalho. Tomar um café, ter uma conversa não orientada em trabalho com um colega, sair mais cedo para fazer exercício são desperdícios, tempo de trabalho jogado fora. Entretanto, o que sabemos do funcionamento do nosso cérebro, os estudos experimentais demonstram o contrário: já nos anos 1950, o pesquisador do sono Nathaniel Kleitman definiu o ritmo ultradiano do cérebro humano, correspondendo a ciclos de 90 minutos de atividade e 20 minutos de descanso do cérebro. Várias pesquisas estenderam esse conceito de ciclo de 90/20 minutos às questões de foco e esforço cerebral. Esses ciclos podem variar de estudo para estudo, alguns recomendam a técnica do pomodoro que consiste em 25 minutos de concentração e 5 minutos de pausa, outros sugerem um ritmo de 52 minutos de trabalho seguido de 17 minutos de descanso. Mas todos concordam em um ponto: não é nada produtivo tentar trabalhar 8 horas em seguida. Conceda-se, ou melhor, impõe-se pausas curtas, planejadas, ao longo da sua jornada de trabalho. São pausas de verdade, saindo do celular e se abrindo para o mundo externo que vão ser as mais eficientes.

2.Menos sedentarismo, mais produtividade e criatividade

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Segundo a neurociência, o nosso cérebro tem dois modos de pensar: o modo focado e o modo difuso. O modo focado é o modo de concentração direcionada, quando por exemplo o estudante se prepara para uma prova, repetindo e memorizando os conceitos da matéria. O modo difuso, como diz o nome, já é muito mais disperso, mas não menos importante. São as fases onde o nosso cérebro cria vínculos entre diferentes conceitos, de forma mais ou menos aleatória, gerando novas ideias e fomentando a criatividade. No fim das contas, esse modo é o que traz o maior valor agregado na nossa atividade profissional. Ele acontece quando não estamos pensando em nada e que o cérebro tem toda a liberdade de vaguear. Não é à toa que aparecem os melhores insights debaixo do chuveiro. Uma outra forma muito eficiente de incentivar esse tipo de ideias novas é a caminhada: desça um ponto antes do seu trabalho, ou estacione mais longe do seu trabalho, esses momentos são muito preciosos para a inovação, não deixe de provocá-los.

3.Use e abuse do poder da respiração

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Já fez o teste de ver o que acontece quando você para, e respira de forma consciente e profunda durante 15 respirações (ou seja, uma pausa de aproximadamente 1 minuto)? Se não, faça o teste agora e perceba os efeitos. Se o seu objetivo é saber lidar melhor com o seu estresse, que seja na hora de se concentrar numa tarefa específica, ou em alguma reunião importante, ou até na hora de dormir, a respiração é a sua melhor aliada: sempre acessível e discreta, a respiração profunda, de olhos fechados se possível, focando no movimento abdominal, ajuda a aliviar os efeitos fisiológicos do estresse, redução do ritmo cardíaco, da tensão arterial, da temperatura no corpo e no rosto, a aumento da sensação de bem-estar de clareza da mente. Tem efeitos positivos imediato, aumenta o poder de concentração e o bem-estar, e no longo prazo, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

4.Reorganize as suas prioridades

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Você não precisa se tornar uma pessoa “organizada” para poder usufruir de alguns princípios de otimização do tempo. Ao serviço da sua produtividade: use apenas os dez primeiros minutos do seu dia de trabalho para organizar as suas prioridades, e ter certeza que você está investindo o seu tempo onde precisa, saiba dizer não, pedir uma extensão de prazo, se isolar em um lugar onde não há interrupções indesejadas, e diferenciar o urgente do importante. Pode parecer uma orientação óbvia, mas na prática, não é nada simples. Quando chegamos ao trabalho é muito difícil resistir à tentação e apelos para “apagar incêndios”. Para facilitar a implementação desse novo hábito, marque esses 10 minutos na sua agenda, e considere esse momento consigo como a sua reunião mais importante do seu dia.

Fonte: Yogist Brasil

Inscrições para processo seletivo de Residência Multiprofissional Unifesp vão até dia 26

ATUALIZAÇÃO: o prazo das inscrições foi prorrogado para o dia 1º de dezembro

 

A Comissão de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) informa que o Processo Seletivo de Residência Multiprofissional (prova) 2020 será realizado no dia 8 de dezembro de 2019.

O processo seletivo 2019/2020 será constituído por três etapas: prova objetiva, prova teórico-prática e pontuação acadêmica. Podem participar profissionais que tenham graduação nos cursos oferecidos, sendo que para Psicologia será exigido o Título de Psicólogo.

A Residência Multiprofissional é oferecida pela Unifesp desde 2010. O processo seletivo 2018/2019 teve quase mil inscritos e a expectativa da comissão para este ano é que os números aumentem. Hoje, a Universidade Federal de São Paulo tem 11 Programas de residência multiprofissional em saúde no campus São Paulo, dois no Campus Baixada Santista e três programas de residência Uniprofissional em Saúde campus São Paulo.

São oferecidas 196 bolsas distribuídas nas áreas: enfermagem, enfermagem obstétrica, psicologia, nutrição, terapia ocupacional, serviço social, farmácia, odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia e física médica. A carga horária nos dois anos ultrapassa 5.000 horas.

Interessados que atendam ao perfil das vagas podem se inscrever clicando aqui,  até as 18 horas do dia 26 de novembro. É cobrada taxa de R$ 320,00 e a bolsa é de R$ 3.330,43.

Atendimento SUS

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Os programas têm docentes, tutores e preceptores qualificados para desenvolver tanto a parte teórica quanto a prática. Todos estão engajados em integrar as diferentes categorias profissionais em um único propósito, atender o usuário do SUS.
O atendimento ao usuário do SUS e sua família, por uma equipe multiprofissional, vem sendo incorporada de maneira progressiva e contribuirá oferecendo ao cliente e comunidade conhecimento e motivação para adotar atitudes de mudança e vencer os desafios. Vale frisar que é oferecida aos residentes do segundo ano a oportunidade de realizar estágio optativo em diferentes instituições públicas e privadas, inclusive do exterior.

A residência multiprofissional em saúde e uniprofissional são modalidades diferenciadas de formação, oferecendo aprofundamento dos conhecimentos teóricos e práticos, sobretudo favorecendo uma articulação entre a academia e os serviços que atendam as diretrizes do SUS. Os programas são orientados por uma visão diferenciada na qual as diversas profissões devem efetivamente estar integradas para o cuidado do usuário do SUS.

Informações: Unifesp

A FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo) viabiliza a realização deste e de outros projetos e eventos da Unifesp.

FapUnifesp

FapUnifesp é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Tem como Missão prover infraestrutura, logística e suporte administrativo relativos ao desenvolvimento de projetos acadêmicos em ensino, pesquisa e extensão da Unifesp, além de prestar serviço à sociedade nessas respectivas áreas, em âmbito público ou particular. O objetivo principal da FapUnifesp é apoiar a Universidade Federal de São Paulo em ações, projetos e iniciativas de ensino, pesquisa, extensão, inovação e transferência de conhecimento, assim como no seu desenvolvimento institucional e relacionamento com o ambiente externo. A Fundação busca colaborar para a inserção internacional da Unifesp e procura ser um elemento integrador para a formação de uma Universidade multicampi. Seu objetivo é ser uma Fundação de notório reconhecimento por sua capacidade de apoio administrativo à Unifesp em termos de execução de projetos educacionais em ensino, pesquisa e extensão, bem como de apoio à Universidade em suas relações institucionais com a sociedade, voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico, atividades educacionais, artísticas e de preservação ambiental.

Residência Multiprofissional

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Apesar de já existir há vários anos, a Residência Multiprofissional ainda é pouco divulgada e conhecida, especialmente pela população que, quando muito, tem noção da residência médica. Podemos defini-la como um projeto de cooperação intersetorial para beneficiar a inserção qualificada de profissionais da saúde no mercado de trabalho, especialmente em áreas prioritárias do Sistema Único de Saúde. Alguns até chegam a considerá-la uma Pós-Graduação Lato Sensu como todo curso de especialização, só que voltada para a educação em serviço e destinada às categorias que integram a área de saúde.

Os programas de Residência se submetem à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde – CNRMS, coordenada conjuntamente pelo Ministério da Saúde e do Ministério da Educação. De acordo com a Resolução CNS nº 287/1998, os programas de Residência Multiprofissional devem receber profissionais graduados nos seguintes cursos: Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.

E a melhor parte é que não importa se o candidato se formou este ano ou há décadas. É possível ingressar em uma Residência Multiprofissional em Saúde a qualquer momento da carreira. O CNRMS não impõe idade limite ou tempo máximo de atuação na área para que o profissional possa se candidatar a uma vaga. No entanto, as Instituições têm autonomia para estabelecer algumas regras.

Um pouco de história

“Em 1999, o então Departamento de Atenção Básica, da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, junto a atores do Movimento Sanitário, articularam-se formando grupos interessados em criar, reavivar e reinventar residências em saúde da família. A proposta, construída em um seminário, era criar um modelo de Residência Multiprofissional, onde embora fossem preservadas as especialidades de cada profissão envolvida, seria criada uma área comum, especialmente vinculada ao pensamento da velha saúde pública, acrescida de valores como a promoção da saúde, a integralidade da atenção e o acolhimento.

Um movimento que contou com a participação dos órgãos formadores, das Associações de Ensino das respectivas áreas, da Federação Nacional dos Trabalhadores da Área da Saúde (Fentas), da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS), conseguiu elaborar e propor diretrizes curriculares para os cursos de graduação da área da Saúde, publicadas a partir de 2001 na forma de resoluções pelo Conselho Nacional de Educação. No ano de 2002 foram criadas 19 residências multiprofissionais em saúde da família, com financiamento do Ministério da Saúde, com formatos diversificados, mas dentro da perspectiva de trabalhar integradamente com todas as profissões da saúde.

Tendo tido sua primeira versão elaborada em 1998, e sua terceira versão editada em 2000, sob a coordenação da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH), do Conselho Nacional de Saúde, o documento “Princípios e Diretrizes para a Gestão do Trabalho no SUS, a NOB/RH-SUS vem subsidiar a gestão do trabalho, bem como a política de desenvolvimento dos trabalhadores do SUS”*.

*Residência Multiprofissional em Saúde: experiências, avanços e desafios – Ministério da Saúde (2006)

 

Programa de mentoria ajuda empreendedores acima dos 50 anos a lançar negócios

Participantes vão planejar e colocar suas empresas no mercado com menor risco. O programa utiliza metodologia específica para a faixa etária, desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseada na andragogia

Nextt 49+, hub de inovação voltado para pessoas acima de 50 anos, está inaugurando um programa de mentoria específico para o público maduro interessado em empreender. Na prática, o programa irá oferecer apoio e aceleração para os negócios do público sênior, com o menor risco e a maior efetividade.

A expectativa é atender empreendedores em diferentes estágios de seus negócios. “Por meio de um processo estruturado, os principais desafios e questionamentos deverão ser confrontados e atendidos”, explica Mauricio Turra, um dos diretores da Nextt 49+ e idealizador do projeto.

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O programa de mentoria da Nextt 49+ , voltado a quem está iniciando, terá encontros semanais e prevê cinco fases: descoberta, ideação, validação, concepção e expansão. O processo todo é bastante ágil, envolvendo até cinco meses (dependendo da complexidade do negócio), mas esse tempo poderá ser menor, em função do estágio que o empreendimento se encontra.

O Programa de Mentoria utiliza uma metodologia específica voltada para o público adulto e desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseado na andragogia, valorizando a experiência e os saberes de cada empreendedor. Prevê também o acompanhamento do negócio de cada participante.

Para isso, cada empreendedor será orientado por um mentor com experiência profissional e acadêmica. O trio de diretores da Nextt 49+ conhece em profundidade o ecossistema das startups e das novas empresas. São eles Mauricio Turra, Ismael Rocha e Luiz Fernando D. Garcia, que têm em comum, além da vivência no mundo executivo, a docência e a direção em uma das mais renomadas instituições do País na área de negócios, a ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, de onde saíram recentemente.

A Nextt 49+ ganhou destaque em todo o País ao se lançar como primeiro hub de inovação voltado a empreendedores acima dos 50 anos, em meados de abril de 2019.

Mais sobre a NEXTT 49+

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Primeiro hub de inovação do Brasil voltado para o público acima de 50 anos, chegou ao mercado para auxiliar profissionais em transição de carreira e, até mesmo, aposentados que desejam empreender, em um ambiente desenhado para o networking e a conectividade.

Por trás da Nextt 49+ estão Luiz Fernando D. Garcia, Ismael Rocha e Mauricio Turra Ponte, trio que tem em comum a direção em uma das mais renomadas instituições de ensino do País na área de negócios, propaganda e marketing.

Localizado na capital paulista, no bairro da Vila Mariana, o hub fica em um casarão dos anos 1930 – ambiente amigável para empreendedores veteranos — e conta com todo suporte e estrutura para o sucesso dos negócios.

Programa de Mentoria Nextt 49+
Inscrições: site Nextt 49+
Endereço: Rua Capitão Cavalcanti, 38, Vila Mariana – São Paulo – SP
Telefone: (11) 94109-6653
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Você é leniente? Professor da FGV dá dicas para alcançar um grau de suavidade

Ultimamente temos ouvido muito a palavra leniência relacionada a acordos jurídicos em processos na justiça, onde um acusado em processos econômicos colabora com a investigação delatando outros crimes e pessoas envolvidas.

Mas a leniência tem um significado além do palavreado jurídico. De origem latina, leniência quer dizer aquele que é manso, lene, suave, agradável, brando, leve, tolerante.

Para o professor Luciano Salamacha, consultor de empresas e especialista em carreira, a leniência pode levar bons resultados a uma empresa, a uma equipe ou uma carreira. “É o que a maioria das empresas busca num profissional.”

Segundo Salamacha, que também leciona gestão e estratégia no MBA da FGV Management, algumas pessoas se equivocam dando duas desculpas clássicas para não ser leniente: “Não consigo ser suave diante da pressão diária e falta de tempo no ambiente corporativo”.

O professor afirma que, justamente esses dois critérios, são a alavanca para essa mudança e a prática da leniência. Salamacha dá cinco dicas para incorporar a leniência na sua forma de ser:

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1- A pressão no trabalho não vai mudar, faz parte do mundo empresarial e, justamente para aguentar e dar respostas à pressão, o profissional tem que ser leniente. Pratique.

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2 – Não acredite que somente quando os problemas diminuírem você terá chance de ser leniente. Esse é um paradoxo falso. Paradoxo é aquela situação que te coloca em contradição. E quanto mais problemas, mais necessidade de se ter um bom profissional, e quanto mais problemas e necessidade de um bom profissional, mais leniente ele deve ser.

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

3- Fuja, se proteja, evite pessoas que interferem negativamente e influenciam aumentando a dimensão de um problema. Colegas que aumentam a criticidade das situações podem tirar o seu objetivo de ser mais suave. Chame para si a responsabilidade em avaliar o problema e dê a ele o tamanho e importância que merece.

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4- Quando a pessoa não é leniente, normalmente é rigorosa, pouco flexível e, às vezes, intransigente. A intransigência é a falta de capacidade de transigir, de estabelecer acordos. Como uma pessoa dura e inflexível pode envolver as pessoas da empresa para atingir objetivos? Como fará bons acordos? Certamente não será lembrada quando a necessidade exigir uma pessoa que unifica, que “coloca a bola no chão” nos momentos de crise.

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5- Faça uma autocrítica. A leniência, essa palavra que está mais popular nos dias de hoje, pode significar um alto grau de evolução de um profissional ou de uma empresa.

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6 – Todo leniente deve sempre ter um conjunto de projetos pessoais e profissionais que o estimulam a se manter focado em coisas boas e saudáveis, evitando a pressão do dia a dia e, que possam envolvê-lo em coisas negativas. Logo, cultuar a prática de bons projetos é um dos fundamentos para se manter leniente. Invista!

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Healthista

Salamacha lembra que a suavidade é a presença da audição e da tolerância. Qualidades que deveriam estar presentes em todas nossas relações e no nosso cotidiano. Jamais a leniência estará ligada à falta de presença e de argumentação, mas como se deve argumentar para ser ouvido. Então, seja “ suave na comando “ e boa jornada.

Fonte: Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e multinacionais, Atua como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos, faz parte do “Quadro de Honra de Docentes” da FGV Management. Coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, autor de livros e artigos científicos. Foi pioneiro na América Latina em pesquisas sobre neuroestratégia e neurociência aplicada ao mundo empresarial.

Sete dicas para quem deseja trocar de emprego depois dos 40 anos

Algumas tradições ainda nos fazem acreditar que mudar de profissão depois dos 40 anos ou mais é loucura. “Você vai perder sua estabilidade?”, “Vai querer começar do zero?”, “E se der errado? Como vai pagar a casa? E a escola dos seus filhos?”, são perguntas que surgem para quem planeja essa transição. Ainda somos da geração em que se manter 20 ou 30 anos na mesma empresa é sinônimo de uma carreira estável e bem-sucedida.

Mas como falar de estabilidade e sucesso em um mundo onde tantas coisas acontecem por minuto e tudo muda tão rápido? A especialista em estratégia e gestão da Effecta, Janaina Manfredini, comenta que a realidade mudou e que quem não quiser acompanhar vai ficar para trás.

“Ser resistente à mudança pode gerar sofrimento desnecessário e, até mesmo, um atraso em relação às mudanças do mundo. Não adianta fugir, esse cenário de mudanças constantes e imprevisíveis é o nosso momento atual, e te garanto, isso não é tão complicado como parece”, completa Janaina.

A especialista separou ainda sete dicas para quem, com 40 anos ou mais, está criando coragem de se jogar em outras áreas. Veja:

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Pixabay

1. Use suas experiências ao seu favor: a cada dia que passa vamos vivendo situações que nos trazem novas experiências, somos mais maduros, seguros de si e menos impulsivos, características que são importantes para o começo de uma carreira.

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2. Faça uma lista dos seus pontos fortes: separe aqueles pontos em que você sabe que pode confiar, que lhe ajudaram até agora. Se tiver dificuldades, pergunte para pessoas que já trabalharam com você.

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3. Faça uma lista do que deseja encontrar na sua nova fase: pense o que tolera e o que não admite. Essa lista vai lhe ajudar a não entrar em uma fria, a não mudar pelos motivos errados e não aceitar qualquer coisa. Use a sua experiência para avaliar essas questões.

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Foto: Gamerzero/Morguefile

4. Planeje-se: estamos falando de uma mudança que vai mexer não só com a sua vida, mas com todos que de alguma forma estão ligados a você. Isso não deve te prender, mas deve te fazer pensar. Compare as atribuições, faças as contas, liste os prós e contras, converse com pessoas que confia e analise cada ponto antes de bater o martelo, isso lhe trará segurança em todas as novas decisões, sejam elas quais forem.

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Pexels

5. Converse com outras pessoas: use sua rede de contatos, procure quem já trocou de emprego ou quem está atuando com o que você gostaria de atuar. Caso não conheça ninguém nesses perfis, procure. Pode ser através de outros contatos ou diretamente nas redes sociais, o máximo que pode acontecer é a pessoa não te responder.

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6. Entenda o que você vai precisar melhorar: para alcançar o sucesso no novo desafio, o que você precisa mudar? Seja em seu comportamento, nos seus conhecimentos técnicos ou em seus relacionamentos, anote as mudanças necessárias e vá atrás para fazer acontecer.

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7. Pilote sua ideia: que tal se voluntariar para miniprojetos em ONGs ou em empresas de amigos? Você saberá os pontos a ajustar, e isso lhe ajudará a estar mais seguro, seja em uma entrevista de emprego ou como prestador de serviços. Se sua ideia é empreender com produto, faça o piloto, o plano de negócios e coloque na linha do tempo para entender o momento dos movimentos maiores.

O segredo é não se precipitar, até que sua decisão esteja bem clara e segura, continue fazendo o seu melhor no que faz agora, isso também ajudará na sua autoconfiança. E jamais pare de sonhar e entender que devemos melhorar quem somos e o que fazemos durante todos os dias de nossas vidas.