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Da dieta rica em sal às roupas apertadas, descubra 7 maus hábitos que pioram a celulite

Conhecer os hábitos que influenciam no aparecimento da celulite é fundamental para saber como combatê-la

Apesar do fator genético ser a principal causa para a celulite, os hábitos de vida influenciam – e muito – no aparecimento ou piora do quadro – e também no resultado dos tratamentos. “Existe tratamento para essa alteração estética, mas eles devem ser iniciados após o paciente ter consciência da importância da mudança do estilo de vida, senão não haverá resultado”, afirma Cláudia Merlo, médica especialista em Cosmetologia pelo Instituto BWS. Abaixo, consultamos especialistas para explicar quais são os hábitos que estão envolvidos com o aparecimento da celulite:

Excesso de peso. Segundo o dermatologista Abdo Salomão Jr., basicamente, os hormônios femininos predispõem gordura nas regiões dos quadris e coxas e onde existe um acúmulo maior de gordura, existe maior probabilidade da instalação de celulite. “A gordura comprime as veias e os canais linfáticos, o que causa um inchaço no local. Então, a região, com pouca circulação, agrava mais ainda a celulite. A partir daí, surge um círculo vicioso que, se não for tratado corretamente, pode permanecer para sempre”, explica o dermatologista. Mas isso não quer dizer que mulheres magras não tenham celulite: “Ao ver uma mulher magra, não estamos realizando uma avaliação de composição corporal, sendo assim, ela pode ter alto percentual de gordura e consequente celulite. Não sabemos dos hábitos de vida dessa mulher magra e, além disso, do consumo de alimentos inflamatórios que ela ingere”, explica Cláudia. Mudar a composição corporal, com dieta e exercícios, é altamente recomendado, segundo os médicos.

Dieta inflamatória e refrigerantes. Os refrigerantes e alimentos ultraprocessados contêm alta concentração de açúcar e sódio. “O açúcar em excesso aumenta a gordura localizada e o sódio aumenta a retenção de líquidos, piorando a circulação local. Não apenas os refrigerantes, como todos os alimentos com alto teor de açúcar e gordura podem agravar as celulites, pois aumentam as células de gordura”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Para celulite, além do excesso de açúcar, o de sal também é extremamente maléfico, na medida em que o sódio piora a retenção de líquidos. Deve-se fazer uma dieta hipossódica, ou seja, com pouco sal. Além disso, é indicado evitar alimentos ultraprocessados, frituras de imersão, massas, fast-foods e sucos de caixinha, que têm alta quantidade de sódio. É importante também inserir fibras na dieta, pois o bom funcionamento do intestino é um aliado na medida em que o aumento da pressão sobre as veias do abdômen, por conta da prisão de ventre e inchaço, pode comprometer a circulação, piorando a celulite. Coma mais frutas como mamão, legumes, verduras e sementes. Os alimentos pré e probióticos também podem ajudar, desde que bem orientados por médicos nutrólogos. Alimentos com atividade termogênica, como o café e chá verde, além das pimentas e especiarias como gengibre, cúrcuma, cravo e canela, também são indicados, já que todos ajudam a estimular a circulação sanguínea e podem trazer benefícios para o quadro”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Sedentarismo. “O ser humano hoje mal faz força; dentro do carro, o vidro é elétrico, o câmbio é automático; chega em casa, sobe de elevador; chega no trabalho, fica sentado. Ou seja, o sedentarismo está cada vez mais presente na vida das pessoas. E ele é perigoso, porque atrapalha a circulação, favorece o acúmulo de gordura e piora a celulite”, explica Salomão Jr. “Então, principalmente para quem vive em cidade grande tem que frequentar uma academia, tem que fazer exercícios físicos, principalmente os aeróbicos, que é o que vão consumir bastante energia e manter uma capacidade aeróbica correta para que a pessoa tenha uma vida saudável. Não adianta comer pouco se não faz exercício, senão o organismo acaba não fazendo músculo, o que deixa o corpo flácido e com mais propensão à celulite”, diz o médico. “A hipertrofia dos músculos aumenta o volume de toda a região e melhora muito a flacidez glútea. O músculo mais ativo melhora a circulação sanguínea de todos os tecidos ao redor e pode melhorar a celulite como consequência”, destaca a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “O retorno venoso, e também o linfático, fica extremamente ativo e funcional durante a atividade física. O efeito direto é a diminuição do inchaço das pernas, deixando-as mais descansadas; além de melhorar aquele aspecto de casca de laranja da celulite”, explica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Beber pouca água. “A ingestão de água ajuda o organismo a eliminar as toxinas do organismo, ocasionando uma melhora na pele. O ideal é ingerir, no mínimo, 2 litros de água por dia”, diz a Dra. Paola. É claro que essa não será a solução do problema, mas Cláudia destaca que os tratamentos para a alteração estética devem ser iniciados após o paciente ter consciência da importância da mudança do estilo de vida, senão não haverá resultado. “Dieta, exercícios físicos e drenagem linfática são altamente indicados para tratar a celulite”, conta Cláudia.

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Fumo e bebidas alcoólicas. “As substâncias tóxicas do cigarro acometem diversas funções do organismo, piorando a oxigenação e microcirculação da pele, o que diminui a produção de colágeno e promove o acúmulo de gordura localizada”, diz Paola. Não tem jeito: você precisa parar. “Para muitas pessoas, o cigarro está ligado ao hábito; quem consegue identificar o gatilho que a faz ter vontade de fumar pode tentar mudar esse hábito mais facilmente e largar o vício”, afirma Beatriz. “O álcool piora a celulite por ser uma substância inflamatória e de alta concentração de calorias, que consequentemente contribui com o ganho de peso e obesidade”, completa a Cláudia.

Sono e hormônios. Além desses hábitos, também é importante ficar de olho em pelo menos mais duas coisas: o sono e o uso de anticoncepcionais. “Não dormir bem dificulta a produção hormonal, atrapalha a circulação e piora o quadro de celulite”, diz o médico. “O sono é um potente detox. Durante o sono produzimos várias substâncias consideradas antioxidantes, como hormônio de crescimento e melatonina e diminuímos a produção de radicais livres, ou seja o sono é um regulador do estresse oxidativo”, afirma Beatriz. “Com relação aos hormônios, incluindo anticoncepcionais, eles podem iniciar ou agravar o quadro”, explica o dermatologista.

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Roupas apertadas. Paola explica que o uso de roupas apertadas não causa, mas pode agravar a celulite existente, uma vez que piora a circulação linfática e sanguínea. “Isso causa retenção de líquidos e piora a microcirculação local. Se você está tentando se livrar das celulites, dê preferência para roupas mais confortáveis”, diz a médica. Já as meias de compressão podem ajudar. “Mas elas precisam ser orientadas por especialistas vasculares (cirurgião vascular ou fisioterapeuta vascular), pois são inúmeras características de compressão da meia, portanto o uso é individualizado”, explica Cláudia.

Sobre os tratamentos, o dermatologista indica a tecnologia macrofocada do Atria, que conta com a Coagulação Radial Intermitente para entregar a energia de forma pulsada, com a mesma eficácia e menos dor, em um protocolo de quatro tratamentos a cada 15 dias. “Esse tratamento age na gordura, reduzindo seu volume, além de quebrar as traves fibróticas que puxam a pele para dentro e causam aqueles furinhos, e, também, melhora a tensão superficial, causando uma retração no tecido, tratando também a flacidez. Com isso, acontece uma reestruturação dos tecidos, com consequente melhora da celulite e da aparência da pele como um todo”, diz o Salomão. De acordo com Cláudia, em consultório, há opções como injeções redutoras de gordura, que são aplicadas em regiões com maior resistência de eliminar com dieta e exercícios físicos, subcisão das bandas fibrosas, radiofrequência e bioestimuladores de colágeno injetáveis. “Os procedimentos podem ser associados, de acordo com a avaliação médica sobre a necessidade da paciente”, finaliza.

Uso de produtos anti-idade melhora a autoestima da mulher, diz estudo recente

Trabalho português encontrou uma correlação positiva entre aumento da autoestima e o uso de produtos anti-idade firmadores da pele. A maior eficácia percebida dos cosméticos reafirmantes faciais é uma possível explicação

Tratamentos estéticos podem melhorar a autoestima de pacientes, mas um novo estudo português, publicado no começo de maio no periódico Cosmetics, encontrou uma relação entre aumento da autoestima e o uso de cosméticos anti-idade firmadores.

“Existe uma grande variedade de produtos cosméticos antienvelhecimento que incorporam ingredientes ativos testados para comprovar sua eficácia na prevenção ou reversão dos sinais de envelhecimento cutâneo. A rotina antienvelhecimento inclui o uso de diversos produtos, como protetores solares, hidratantes para rosto e corpo, esfoliantes e cremes reafirmantes (destinados ao tratamento da flacidez) para rosto e olhos, além de antirrugas, produtos reafirmantes para o corpo, tinturas de cabelo e produtos despigmentantes”, explica o dermatologista Daniel Cassiano, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e professor de Dermatologia do curso de Medicina da Universidade São Camilo.

“A base de um bom regime de cuidados é o uso de produtos que protegem e reparam a pele. Os produtos reafirmantes e antirrugas também podem conter ingredientes que atuam nas camadas mais profundas da pele, ativando e regenerando as células da pele”, completa.

Segundo o médico, o uso de cosméticos reflete o desejo do indivíduo de se sentir bem consigo mesmo. “No geral, indivíduos insatisfeitos com sua aparência relatam baixa autoestima quando comparados com aqueles que consideravam seu rosto e corpo bonito. A insatisfação pode ser resultado de características perfeccionistas, mas também com sinais perceptíveis do envelhecimento”, diz o médico. A amostra do estudo incluiu 260 mulheres com idade igual ou superior a 25 anos (a faixa etária foi estabelecida de acordo com o período de início da diminuição do colágeno) e que usam (ou relatam ter usado nos últimos 12 meses) um produto cosmético antienvelhecimento que não tenha sido prescrito como tratamento de doença.

A média de idade, no entanto, é de 35 anos. Os produtos cosméticos mais utilizados foram: hidratantes faciais, corporais e labiais; protetores solares; esfoliantes; e produtos firmadores e antirrugas para o rosto e contorno dos olhos. Além de analisar os efeitos dos produtos, os pesquisadores encontraram uma correlação direta entre a diminuição da autoestima e o padrão de beleza estabelecido pela sociedade ocidental.

Segundo o estudo, uma possível explicação para os resultados pode ser a maior eficácia percebida dos cosméticos firmadores faciais, promovendo assim uma melhora na aparência e, consequentemente, aumento da autoestima. Para outros produtos antienvelhecimento específicos, como produtos antirrugas, os resultados podem não atender às expectativas dos consumidores.

“Quando a flacidez já está instalada, nenhum produto tópico consegue reverter esse processo. Por essa razão os procedimentos não invasivos são mais indicados. O passo mais importante da rotina de skincare é o filtro solar, já que a radiação UV é maior responsável pela degeneração do colágeno. Os produtos firmadores costumam contar com ativos antioxidantes. O uso desses ativos tópicos, como a vitamina C, o resveratrol e o ácido ferúlico, também podem ser utilizados para otimizar a proteção solar, atuar contra radicais livres que degradam colágeno e prevenir a flacidez. O tratamento noturno com alfa-hidroxiácidos ou ácido retinoico atua mais na textura da pele, não tem muito efeito na flacidez”, diz o médico.

“A percepção dos resultados, no entanto, é algo altamente individual. Muitos pacientes ficam satisfeitos com a melhora do brilho, textura e luminosidade da pele, o que colabora para o aumento da autoestima”, afirma Cassiano.

O dermatologista destaca, por fim, que o melhor tratamento para flacidez de pele é conseguido por meio da associação dos bioestimuladores de colágenos, injetáveis com substâncias que estimulam o colágeno diretamente no local aplicado, com o ultrassom microfocado, tecnologia que promove pontos de coagulação (aquecimento) em camadas da pele para promover a produção de novas fibras de colágeno. “Em todo caso, o uso de produtos dermocosméticos deve ter indicação do dermatologista, para uma orientação mais precisa e adequada às necessidades do paciente”, finaliza o médico.

Fonte: Daniel Cassiano é dermatologista formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Doutor em medicina translacional também pela Unifesp, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Cofundador da clínica GRU Saúde, Professor de Dermatologia do curso de medicina da Universidade São Camilo. Instagram: @clinicagrusaude

7 maiores dúvidas sobre cuidados com a pele durante o frio respondidas por experts de beleza

Time de especialistas responde as principais questões que envolvem os cuidados com a pele e com o corpo durante as estações mais frias do ano

Com a chegada do frio, o tempo fica mais seco e, como consequência, nosso organismo passa por uma série de alterações, levando ao surgimento de dúvidas. Por exemplo, os aficionados por beleza passam a questionar sobre como realizar sua rotina diária e quais novos cuidados devem passar a fazer parte de seu dia a dia. Ainda há necessidade de aplicar protetor solar? Os cabelos merecem cuidados especiais? A rotina skincare pode continuar a mesma do verão? Para te ajudar nesse momento, reunimos um time de especialistas para responder essas e outras questões. Confira:

1-É normal a pele ficar mais ressecada no inverno? Sim. “A baixa umidade do ar e a queda da temperatura levam a uma diminuição da transpiração corporal. Dessa forma, a pele torna-se mais ressecada e áspera, podendo até mesmo apresentar descamação e vermelhidão em algumas áreas”, afirma o dermatologista Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O estudo “Changes in filaggrin degradation products and corneocyte surface texture by season”, publicado em março de 2018 no British Journal of Dermatology descobriu exatamente por qual razão isso acontece: as células da pele literalmente encolhem no frio e prejudicam uma proteína chamada filagrina, que ajuda na hidratação natural.

“A filagrina é uma importante proteína da pele que desempenha um papel importante na barreira cutânea. Ela é degradada em aminoácidos que mantêm a hidratação dentro das células e fornecem proteção. E esse processo é essencial para garantir que sua pele continue produzindo seu fator de hidratação natural (NMF)”, explica o dermatologista. Além disso, a pele é prejudicada pelos banhos quentes e demorados, pois a água quente provoca a remoção intensa da oleosidade natural do tecido, diminuindo o manto hidrolipídico que retém a umidade e protege a pele. “Evitar banho quente é um cuidado importante. Outro cuidado essencial com a pele é em relação à hidratação, pois é a etapa do skincare responsável por prevenir o ressecamento da pele, devendo ser então realizada de acordo com o tipo de pele de cada paciente”, recomenda o especialista.

Além disso, é importante evitar produtos de limpeza agressivos para a pele e investir na hidratação com produtos que vão reduzir a perda de água, como é o caso do Gel-Creme Complex Antissinais, da Età Cosmetics, um hidratante anti-idade capaz de formar um filme altamente protetor e hidratante sobre o tecido cutâneo, além de auxiliar na recuperação da firmeza e elasticidade, reduzindo a aparência de manchas, promovendo ação preenchedora de rugas e conferindo luminosidade ao tecido cutâneo. Não devemos também esquecer de ingerir bastante água e investir em uma alimentação saudável, que deve conter legumes, frutas e vegetais ricos em vitaminas e minerais, como a Vitamina C.

2-Preciso aplicar fotoprotetor no inverno? Sim! Não tem jeito, o fotoprotetor é de uso diário e eterno. “A radiação ultravioleta, também no inverno, provoca danos que comprometem a estrutura de sustentação da pele, causando o aparecimento precoce de rugas e flacidez, além das manchas como reação à fotoexposição. E isso também vale para quem está dentro de casa, já que a radiação UV ultrapassa vidros e janelas. Então, a orientação continua a ser a de reaplicar o fotoprotetor de quatro em quatro horas em ambientes fechados. O filtro deve ter dióxido de titânio ou óxido de zinco na formulação: esses são bloqueadores físicos importantes”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Então seu filtro solar deve ter amplo espectro de proteção solar e ação antioxidante, como o protetor solar Bonelli Solare, da Be Belle.

3O inverno é realmente a melhor estação para realizar procedimentos estéticos? Sim, pois, durante essa época do ano, a exposição solar é menos frequente e intensa. “A exposição solar de áreas que acabaram de passar por cirurgia pode causar manchas na pele e o escurecimento das cicatrizes”, alerta Beatriz Lassance, cirurgiã plástica e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Segundo a especialista, a temperatura amena também minimiza o inchaço após a cirurgia plástica, o que pode ajudar a otimizar o tempo de recuperação, se comparado aos dias mais quentes. “O calor pode levar a um maior inchaço e causar incômodo, especialmente quando o paciente já tem uma tendência natural à retenção de líquidos”, destaca a médica.

“Os dias mais frescos também dão maior conforto para o uso de malhas compressivas, necessárias no pós-operatório de algumas cirurgias, o que acaba fazendo com que o paciente o utilize da forma recomendada, garantindo resultados satisfatórios.” Os tratamentos não cirúrgicos, mas que ‘retiram’ a primeira camada da pele, também são interessantes. Para o tratamento de rugas, o laser Pro Collagen promove um efeito fototérmico que resulta no rejuvenescimento facial. “O tratamento faz uma ‘ablação’, ou seja, ele queima os tecidos. O organismo entende que aquele tecido não serve mais, então ele será eliminado, ocorrendo ao mesmo tempo o estímulo para um novo colágeno. Com isso, temos uma melhora da textura da pele e de rugas, por meio da neocolagênese”, explica Ana Paula Urzedo, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Apesar de não ser um tratamento indolor, o procedimento é bem tolerado com a aplicação de anestésico tópico. No geral, são necessárias três sessões, com intervalo mensal.

4-A rotina skincare do inverno deve ser igual à do verão? Não, pois as necessidades da pele mudam de acordo com a estação. “No inverno, a pele fica naturalmente mais seca por conta do frio, baixa umidade, banhos quentes e ventos constantes. Então, temos que adequar os produtos do necessaire a esse novo momento, procurando por cosméticos que privilegiem a pele nessa estação”, recomenda Paola. Nessa época, o uso dos ácidos também é mais acentuado.

“Mas nem todos os ácidos são iguais. Os alfa-hidroxiácidos (AHAs), por exemplo, são clareadores, reparadores e suavizantes. Os beta-hidroxiácidos (BHAs) são melhores para peles oleosas e com tendência acneica e têm propriedades antibacterianas. Também existem os menos conhecidos poli-hidroxiácidos (PHAs), com características semelhantes aos alfa-hidroxiáciados, porém como apresentam moléculas maiores trabalham apenas na camada mais superficial da pele”, explica o dermatologista Daniel Cassiano, da Clínica GRU e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Mas cuidado com o uso sem orientação de ácidos, retinol e peelings muito agressivos: eles podem ser um dos motivos do aparecimento dos vasinhos faciais.

“Quando fazemos peeling, estamos criando um processo inflamatório, “queimando a pele” para ela descamar. Se esse processo for excessivo, abusivo, pode gerar, sim, os vasinhos no rosto. Peelings químicos intensos e com muita frequência, sem orientação médica, provocam um grande processo inflamatório. Para quem já tem tendência, essa circulação não vai embora, então os vasinhos aparecem”, argumenta a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da diretoria (comissão de marketing) da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). A estação também é excelente para tratar imperfeições da pele, por isso investir em um esfoliante suave pode ser interessante. O esfoliante Tribeca, da B.URB, traz sementes de Apricot (damasco) em sua composição, para ajudar na renovação celular da pele, e pode ser usado diariamente.

5-É verdade que a poluição que prejudica a pele é maior no inverno? Sim, pois no inverno ocorre um fenômeno conhecido como inversão térmica, quando o ar frio é impedido de circular por uma camada de ar quente. Como resultado, a camada de ar fria fica retida nas regiões próximas à superfície terrestre com uma grande concentração de poluentes, que são extremamente prejudicais à pele. É interessante então investir em cosméticos formulados com ativos antipoluição, que possuem mecanismos diferenciados para combater a ação dos poluentes na pele, como a formação de um escudo biomimético ou um filme de proteção sobre o tecido cutâneo.

“Grande parte desses cosméticos também possuem ação antioxidante, promovendo reparo e, principalmente, impedindo os mensageiros pró-inflamatórios que levam ao dano celular. Alguns ativos poderosos para evitar o problema são: Exo-P, Alistin, Coffee Skin e Arct-Alg”, explica a farmacêutica Maria Eugênia Ayres, gestora técnica da Biotec Dermocosméticos. Ou então, você pode incluir na sua rotina um cosmético de alta capacidade antioxidante e hidratante, como o Derm Deep C, da Be Belle. O sérum clareador, antioxidante e rejuvenescedor é formulado com Vitamina C encapsulada em permeadores biocompatíveis de Silício Orgânico.

6-Os cabelos também devem ser uma preocupação no inverno? Sim. “Com a queda da temperatura, os banhos se tornam mais longos e quentes e o couro cabeludo, que é rico em glândulas sebáceas, sofre um ressecamento excessivo causado pela alta temperatura. O resultado é a produção de oleosidade rebote, o que torna os fios pesados e favorece o surgimento da caspa e da queda capilar”, alerta Abdo. Além disso, com a baixa umidade do ar, é comum os fios ficarem mais ressecados e sujeitos à quebra. “Por isso, devemos investir em cuidados como evitar banhos quentes, utilizar uma máscara capilar de efeito nutritivo semanalmente, diminuir a frequência de uso do secador, sempre aplicando protetor térmico quando utilizá-lo, e não esquecer de consumir água, frutas e verduras, que auxiliam na hidratação”, aconselha.

7-Que outros problemas estéticos podem surgir no inverno? Um problema menos comentado, mas frequente no frio é o surgimento de vasos sanguíneos que podem comprometer a beleza das pernas. “O tempo frio estimula a contração dos vasos sanguíneos, principalmente das artérias periféricas, o que pode ser perigoso principalmente para pessoas com quadro de obesidade e sedentarismo, pois o excesso de gordura na parede das artérias atrapalha ainda mais a chegada do sangue até alguns tecidos”, explica Aline.

E, nesse caso, o problema não é apenas estético. “Essa má circulação pode ser extremamente perigosa, porque há riscos de desenvolvimento de insuficiência arterial periférica, infartos do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC)”, alerta. O fenômeno de Raynaud também costuma aparecer com maior frequência no frio, provocando um espasmo da artéria em reação ao frio, o que torna os pés ou mãos gelados, pálidos e com alteração de coloração. “Por isso, no frio é especialmente importante tomar alguns cuidados para melhorar a circulação, como usar roupas confortáveis e quentes, evitar peças justas que possam comprimir os músculos das pernas e cintura e consumir alimentos ricos em fibras, que auxiliam na boa digestão e controle do colesterol. É importante também realizar exercícios físicos regularmente, optar pelo consumo de alimentos com gorduras poli-insaturadas e beber muita água”, finaliza a especialista.

Futuro da beleza: 3 grandes novidades do Congresso Americano de Dermatologia 2022

De lifting não cirúrgico à criolipólise injetável, especialistas contam em primeira mão os principais destaques do evento nesse ano

O Congresso Americano de Dermatologia é o principal evento do setor. Todos os anos, o evento, que em 2022 ocorre em Boston entre os dias 25 e 29 de março, é responsável por apresentar as maiores novidades em procedimentos, técnicas, aparelhos, protocolos e fórmulas cosméticas e nutracêuticas.

E, para aqueles que estão ansiosos para ver o que há de novo no mundo da dermatologia, a espera acabou: convidamos a dermatologista Valéria Campos, professora convidada do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí e Pós-Graduada em Laser e Dermatologia pela Harvard Medical School, e a farmacêutica Patrícia França, professora de Cursos de Pós-Graduação e Extensão e gerente científica da Biotec Dermocosméticos, para contar em primeira mão as principais tendências do congresso nesse ano. Confira:

Lifting não cirúrgico Cytrellis

Segundo a dermatologista, essa é uma técnica inovadora de lifting facial que não exige cirurgias invasivas ou causa cicatrizes. “Nesse procedimento, pequenos pedaços da pele são removidos, deixando microfuros no local. No total, cerca de 10% do tecido da área tratada é retirado. Conforme esses furos cicatrizam, há a contração da pele, com consequente efeito lifting e diminuição da flacidez, o que resulta em uma aparência mais jovial”, explica a médica.

“Desenvolvido por um professor de Harvard, o tratamento é rápido, durando cerca de 30 minutos, pouco dolorido, já que é realizado com anestesia local, e tem tempo de recuperação mínimo: em um final de semana, já é possível retornar as atividades normalmente”, destaca. O tratamento já está aprovado nos Estados Unidos, então podemos esperar que chegue em breve ao Brasil. E o melhor é que seu efeito ainda pode ser potencializado através do uso de fórmulas nutracêuticas que combinam ativos como Exsynutriment, Vitamina C e FC Oral.

“Enquanto o Exsynutriment, um sílicio orgânico de Mônaco, promove hidratação e estimula a produção de colágeno para potencializar o rejuvenescimento, o FC Oral atua na resolução do processo inflamatório, otimizando a cicatrização e os resultados. A Vitamina C, por sua vez, é capaz de potencializar a ação do Exsynutriment na síntese do colágeno”, diz Patrícia França.

Criolipólise injetável Slurry

Ideal para eliminação de gordura, a criolipólise injetável tem resultados superiores quando comparada ao ‘congelamento’ convencional, já que é capaz de atuar profundamente. “O procedimento consiste em uma substância pastosa de glicerol e solução salina que é congelada e injetada no local a ser tratado para eliminar as células de gordura”, explica a Dra. Valéria Campos. Ainda sem aprovação da Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador americano, o procedimento entrará na etapa de testes em humanos agora, mas já apresenta bons resultados nos testes em animais, com melhora das fibras de colágeno e redução de 55% da camada de gordura após 8 semanas do tratamento, o que ainda é melhorado através do uso de suplementos que unem Slim Green Coffee, Bio-Arct, Modulip e Coleus forskohlii.

“Esses ativos potencializam o processo de eliminação da gordura provocado pelo procedimento. O Slim Green Coffee, por exemplo, estimula a oxidação das células gordurosas. Já o Modulip promove a lipólise, isto é, a quebra de gordura por meio de modulação neural no tecido adiposo branco. O Coleus forskohlii, por sua vez, aumenta o AMP cíclico, um mensageiro celular, e, consequentemente, a atividade lipolítica. Por fim, o Bio-Arct acelera o metabolismo celular para que a morte das células de gordura ocorra de maneira mais eficiente”, destaca Patrícia França.

A criolipólise injetável também vem sendo estudada no combate à gordura visceral. “Por estar localizada na cavidade abdominal, próxima a órgãos vitais, esse é o tipo de gordura que predispõe a problemas de saúde como infartos. Essa é uma aplicação revolucionária, que já apresenta bons resultados em porcos, com diminuição da gordura visceral próxima ao coração sem prejudicar seu funcionamento, mas ainda não tem previsão para ser testada em humanos”, completa a dermatologista.

Criomodulação

Desenvolvida por pesquisadores de Harvard, no mesmo laboratório em que a famosa criolipólise foi inventada, a tecnologia de criomodulação também funciona através da ação do frio, assim atuando na eliminação de gordura e podendo, inclusive, ser associado ao uso dos ativos Slim Green Coffee, Bio-Arct, Modulip e Coleus forskohlii.

Mas essa não é a única aplicação do procedimento: “A tecnologia é capaz, por exemplo, de combater manchas na pele, pois reduz a capacidade dos melanócitos de produzir melanina e promove esfoliação do tecido, assim tornando a pele mais luminosa e com tom homogêneo. Além disso, a criomodulação é capaz de combater processos inflamatórios e diminuir a condição nervosa, assim podendo ser utilizada para reduzir dores e inchaços em diversas regiões do corpo”, diz Valéria Campos, que ressalta que o procedimento já tem aprovação do governo americano e deve chegar nos próximos anos ao território brasileiro.

Fonte: Biotec Dermacosméticos

4 formas de ‘reanimar’ a pele que sofre com rugas e o aspecto cansado

Exposição solar sem fotoproteção, alimentação desbalanceada e tabagismo são os principais fatores que contribuem para o aparecimento das rugas mais cedo do que o normal

Quem já passou dos 30 anos sabe: o metabolismo não é mais o mesmo e, de repente, olheiras aparecem com mais facilidade, as linhas finas surgem e algumas rugas passam até a ficarem mais demarcadas, o que expressa também uma aparência mais triste e cansada. Os locais mais comuns de aparecimento dessas rugas dependem do tipo de expressão mais frequente em cada pessoa, além de hábitos, principalmente com relação à exposição solar, alimentação, estresse, qualidade do sono e tabagismo. Mas a genética também pode influenciar.

“Por exemplo, o genótipo do gene MMP1 está relacionado a uma degradação do colágeno oito vezes maior que o normal após a exposição solar. Existe também o genótipo do gene COL1A1, ligado à menor produção de colágeno. Além disso, a carência de genótipos de genes como SOD2 e CAT compromete a capacidade antioxidante da pele em responder bem contra a ação dos radicais livres. E temos também genes que influenciam na hidratação e secura da pele. Ou seja, essas características predispõem o paciente a ter mais rugas e sofrer mais com o fotoenvelhecimento”, destaca o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

Segundo o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), com cuidados diários como hidratação, proteção solar e hábitos saudáveis é possível postergar em 5 a 10 anos a evolução de rugas. No entanto, segundo o médico, com hábitos de vida ruins, as rugas mais profundas que deveriam aparecer após os 40 ou 50 podem surgir antes. Quando as alterações já apareceram, existem meios de tratá-las. Especialistas em Dermatologia e Cirurgia Plástica contam mais sobre as formas mais indicadas de ‘reanimar’ a pele:

Rejuvenescimento ultrafracionado: exclusivo do Pico Ultra 300, o modo de tratamento ultrafracionado é revolucionário, pois faz uma varredura na pele, segundo Letícia Bortolini, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Diferente dos outros lasers de picossegundos, é possível com o comprimento de onda 532nm eliminar os sinais de fotodano, que são os causados pela radiação solar crônica, como pigmento acastanhado e vermelho, que vemos principalmente na poiquilodermia, condição em que há uma combinação de atrofia da pele, aparecimento de vasos e hiperpigmentação”, explica a médica.

“Nesse tipo de fotodano, além da hiperpigmentação, o envelhecimento ocorre pela desnaturação e redução de fibras elásticas e colágenas, então Pico Ultra 300 promove uma reorganização dessas fibras, além de aumento da produção dessas proteínas de sustentação da pele”, explica Letícia. A grande vantagem, segundo a médica, é o rejuvenescimento sem downtime ou com mínimo incômodo por pouco tempo.

“Hoje as pessoas não querem e não têm tempo para ficar vermelhas ou descamando em casa. Além disso, o tratamento não dói, mas ainda é possível aplicar anestésico tópico antes para pessoas mais sensíveis”, conta. No geral, são feitas três sessões, sendo uma a cada 30 dias, mas podem ser feitas mais vezes, dependendo da indicação.

Nano Fat: procedimento que visa melhorar o aspecto geral da pele através da injeção de pequenas partículas de gordura no tecido cutâneo. “No procedimento, utiliza-se da lipoaspiração para retirar uma pequena quantidade de gordura do próprio paciente, que é então transformada em partículas menores para ser novamente injetada na pele. Apesar de não conferir volume ou preenchimento, visto que as partículas de gordura são muito pequenas, a melhora no aspecto da pele é proporcionada pela presença de células-tronco na gordura, que promovem uma potente regeneração dos tecidos da região tratada”, diz Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Realizado sob o efeito de anestesia local, o procedimento é feito em apenas uma sessão e não possui downtime, permitindo que o paciente retorne às atividades normalmente. No entanto, a aplicação de fotoprotetor é indispensável e atividades físicas só podem ser realizadas após 7 dias.

Litlift: é um tratamento que surgiu nos Estados Unidos baseado no anseio dos millenials para abandonar o uso de filtros e maquiagens, visando assim conferir resultados muito satisfatórios, mas sem afetar a naturalidade do rosto. “Ideal para otimização da harmonia facial, o litlift consiste na combinação estratégica de preenchedores e neuromodulares injetáveis que são aplicados sob a pele em uma sessão de, no máximo, 30 minutos para promover rejuvenescimento e melhora geral da aparência”, afirma Farinazzo. Com resultados visíveis em apenas uma semana, o tratamento não tem downtime e nem causa inchaço, vermelhidão ou descamação da pele, permitindo ao paciente retornar imediatamente as suas atividades.

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Total Remake: os tratamentos rejuvenescedores a laser nem sempre precisam lesionar a camada mais superficial da pele – o que exige alguns dias longe das atividades diárias. Um exemplo é o Total Remake, um laser Erbium Glass com comprimento de onda de 1350 nanômetros. “Este laser tem afinidade pela água, sendo interessante para tratamentos onde a produção de colágeno é desejada. Esse é um tratamento não ablativo, ou seja, não faz furinhos na pele, mas age na derme promovendo coagulação, o que estimula colágeno”, explica a dermatologista Daniella Curi. O tratamento também melhora as cicatrizes de acne, poros abertos e a textura da pele, ajudando a tratar linhas finas. Apesar de não lesionar a camada superficial, o tratamento não é indolor, mas o uso de anestésico tópico ou resfriador externo auxiliam bastante no manejo dessa sensação. No geral, são indicadas de três a cinco sessões, com intervalo mensal entre elas.

Falando em prevenção, os cremes podem ajudar – e um exame genético também. “Como existem genes envolvidos em diversas alterações na pele, o exame permite um tratamento mais direcionado. Quando há uma menor produção de colágeno, por exemplo, o médico pode reforçar o tratamento tópico, melhorar a dieta do paciente e, principalmente, suplementar. Percebida essa alteração, será necessário um estímulo maior na produção desse tipo de colágeno com a utilização de cápsulas de Exsynutriment, um silício biodisponível, e In.Cell, um complexo extraído da gema do ovo que, em conjunto, atuarão na nutrição celular e formação desses tipos de proteína. No creme, é necessário utilizar ativos potentes como Hydroxyprolisilane C, Progeline e DensiSkin”, explica a farmacêutica Maria Eugênia Ayres, gestora técnica da Biotec Dermocosméticos. Além disso, não esqueça de consultar um dermatologista para a indicação correta de produtos para hidratação e ação antienvelhecimento, não esquecendo nunca a proteção solar, que deve ser diária.
Por fim, Farinazzo explica que também existem opções cirúrgicas, indicadas para alguns pacientes. “De qualquer maneira, o melhor é sempre procurar um médico para indicação do melhor procedimento para a necessidade do paciente”, finaliza o cirurgião plástico.

Conheça alguns alimentos que ajudam a potenciar tratamentos estéticos

Carboidratos, fibras e minerais são essenciais para manter a boa forma neste verão

Manter uma rotina saudável pode ser uma tarefa difícil, demanda dedicação, foco e disciplina para alcançar os resultados desejados. Muitas vezes, é preciso adaptar o cardápio e introduzir alimentos saudáveis, evitar exageros e manter uma rotina regular de exercícios físicos, principalmente, para potencializar os resultados de tratamentos estéticos. 

Pensando nisso, a Bio Mundo, franquia de alimentos naturais e saudáveis, em parceria com a nutricionista Fernanda Larralde, listou alguns alimentos ricos em fibras, nutrientes e minerais, que são indispensáveis na rotina alimentar, importantes para garantir um bom funcionamento do organismo e manter o corpo em forma. Confira: 

Amendoim

Além de saboroso, o amendoim é um alimento muito nutritivo e rico em fibras, proteínas e minerais. Possui ômega 3, que contribui para diminuição da inflamação no corpo e previne o surgimento de doenças cardiovasculares.
 

Abacate

Foto: Szafirek/Morguefile

O consumo da fruta é uma ótima opção para o café da manhã, pois é fonte de gordura boa e fibras, e possui vitaminas A, C, E e K e complexo B. O abacate é um alimento indispensável para aqueles que desejam manter a boa forma ou até mesmo emagrecer, diminui o colesterol, previne de doenças cardiovasculares e esteticamente ajuda a combater o aparecimento de acnes e rugas. 

Coco

O coco é uma fruta rica em gorduras e fibras. Ajuda no emagrecimento, contribui para um bom funcionamento intestinal, fortalece o sistema imunológico e a água de coco repõe os minerais perdidos durante as atividades físicas. 

Castanha-do-pará

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Rica em selênio, fibras, cálcio e vitaminas A, E e do complexo B. Além disso, o fruto diminui o colesterol, previne alguns tipos de câncer e contribui para a melhora do sistema imunológico. 

Fonte: Bio Mundo

Dermatologista dá dicas de como lidar com os poros

A dermatologista Luciana Garbelini explica como lidar melhor com esta estrutura da pele que muitos buscam esconder a qualquer custo

Ter uma pele perfeita e, principalmente, sem poros só é possível ao usar um dos diversos filtros das redes sociais. E é só olhar um pouco mais de perto que qualquer pele normal – e saudável – vai apresentar poros. E que bom que estão lá.

“Os poros são estruturas que compõem a pele porque apresentam uma função. A busca por minimizá-los ou ‘extingui-los’ a qualquer custo não é saudável não só para a derme, mas para saúde como um todo”, diz a dermatologista Luciana Garbelini, da Clínica que leva seu nome em São Paulo.

Os poros são aberturas naturais da pele. Têm relação com os pelos e por meio deles a derme expele diversas secreções, como oleosidade e suor. “Apesar de em um primeiro momento pensarmos nessa estrutura por um viés estético, os poros desempenham diversas funções fisiológicas” afirma a dermatologista.

Poros não são inimigos

Entre as funcionalidades desta estrutura uma das principais é a regulação de temperatura e hidratação natural da pele, criando um ambiente adequado para a microbiota cutânea existente em diferentes regiões do corpo. “Assim, toda pele saudável deve e precisa apresentar poros, podendo estar mais ou menos dilatados” diz a médica. “O correto é tratá-los para que se mantenham em boas condições e desempenhem suas funções adequadamente, e como consequência o aspecto estético consegue ser alcançado”, explica Luciana.

Uma das principais reclamações relacionadas aos poros é por conta do aspecto dilatado. E se tratando de tamanho, a produção de óleo pela pele interfere diretamente nessa questão. “Regiões com oleosidade em excesso apresentam tendência a terem poros mais evidentes. Além disso, o envelhecimento – e consequentemente a flacidez – também evidenciam essas estruturas”. A especialista explica ainda que nesse caso há uma alteração estrutural da pele em diversos níveis, o que atinge e reflete em todas as camadas da pele. “Assim, os poros também acabam ficando mais frouxos e, portanto, mais perceptíveis ou dilatados,” diz.

Como disfarçar sem deixar de cuidar

No caso de poros dilatados, a etapa da higienização é fundamental. Como essa abertura em excesso pode ter como primeira causa o aumento da produção de oleosidade pela pele, manter a derme limpa – sem exagero – faz com que essa estrutura não fique sobrecarregada ou desregulada. “E diferentemente do que muitos acreditam, a hidratação também ajuda no tratamento dos poros dilatados. Isso faz com que a pele entenda que não precisa produzir óleo em excesso para repor o que foi retirado durante o passo da limpeza.”

A temperatura é mais um fator de influência no aspecto dos poros. “As estações acabam influenciando em uma maior dilatação ou não dos poros, assim esse problema pode ser evidenciado durante o verão, por exemplo”. Porém, se a questão tiver relação com a época do ano, com adaptações na rotina e nos produtos de skincare – levando em conta essa variante – se torna mais fácil resolver o problema.

Outro passo do skincare que ajuda com os poros dilatados é a esfoliação. “A esfoliação além de contribuir com a limpeza, consegue remover os resíduos que estão mais presos à pele. A prática promove a renovação celular, e assim a pele mais ‘jovem’ que está embaixo da camada solta de células mortas apresenta mais tônus e poros menos dilatados.”

Os peeling e lasers também são ferramentas interessantes na busca por um tratamento mais imediato ou intenso. “O uso de certos ácidos dentro do skincare também pode trazer em associado esse objetivo de diminuir a oleosidade da pele, e ajudam na retração dos poros. Além disso, os bioestimuladores de colágeno injetáveis ao estimularem a produção de colágeno e uma melhora estrutural da pele, também acabam auxiliando com o aspecto dos poros como mais um dos benefícios da sua aplicação.”

Assim, a dilatação em excesso dos poros faz com que resíduos e bactérias se acumulem nesses locais, se tornando um ambiente propício para o desenvolvimento de cravos. E quando isso acontece com inflamação, ocorre a formação da acne. “O importante é lembrar que disfarçar os poros pode ser o objetivo, mas que uma pele sem eles não é algo real. Além disso, almejar uma pele perfeita deve estar muito mais associado com a busca por uma pele saudável do que conquistar uma derme sem manchas, rugas ou poros,” conclui a dermatologista.

Fonte: Luciana Garbelini é dermatologista pela Universidade de Santo Amaro. Residência médica em Dermatologia na Universidade de Santo Amaro, Pós-graduada em cosmiatria e estética no Instituto Superior de Medicina. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia=

Mitos e verdades sobre beleza e bem-estar no inverno

Especialistas falam dos benefícios e desvantagens do frio para a beleza e a saúde

O frio engorda? A pele resseca? Não é raro que o inverno seja associado a mudanças negativas no corpo e que os benefícios e vantagens das temperaturas mais amenas sejam esquecidos ou ignorados. Se, por um lado, é natural sentir mais fome nos dias frios, por outro, o corpo apresenta espontaneamente um maior gasto energético, o que acaba levando muitas pessoas a adotarem hábitos equivocados. Para manter o corpo e a saúde em dia neste inverno, confira uma lista de mitos e verdades da estação segundo especialistas:

Foto: Shutterstock

É comum sentir mais fome nos dias frios
Verdade. Você certamente já se perguntou por que a gula parece vir com tudo no inverno. “Em temperaturas baixas, nosso metabolismo tem como tendência ficar mais acelerado. Com isso, é gerado mais calor na tentativa de aquecer o nosso corpo e, por consequência, o gasto calórico é maior, assim como a necessidade de se ingerir mais calorias. No frio, a sensação de prazer é muito maior quando ingerimos alimentos quentes. E, normalmente, eles são mais calóricos. Mas, é preciso cuidado porque costuma-se praticar menos exercícios físicos e é possível que se ganhe quilos a mais na balança”, alerta Nívea Bordin Chacur, nutróloga da Clínica Leger.

Se exercitar no inverno ajuda a emagrecer
Verdade.
É normal bater aquela preguiça só de pensar em sair da cama nos dias mais frios, mas para quem quer emagrecer, essa pode ser a época ideal para dar início ao projeto verão. Isso porque no inverno o metabolismo do corpo acelera, pela necessidade de produzir mais calor, ativando mecanismos naturais que promovem a queima de gorduras. “Para impulsionar ainda mais essa tendência do corpo a gastar calorias, vale manter a rotina de exercícios sempre em dia. O ideal é praticar alguma atividade física diária por pelo menos 40 minutos”, completa Nívea.

É a melhor época para fazer cirurgia plástica e tratamentos estéticos
Verdade. Você sabia que é neste período que as clínicas de cirurgia plástica e estética apresentam um aumento de cerca de 40% no movimento? E isso tem explicação. De acordo com a dermatologista Gina Matzenbacher, que também atua na Clínica Leger, a tendência é que as pessoas passem mais tempo em casa e se exponham menos ao sol, o que torna o pós-operatório muito mais agradável. “A preocupação não está com a cirurgia em si, mas sim no pós-operatório. As cirurgias nos seios e abdômen, por exemplo, exigem o uso da cinta durante dias ou até mesmo meses, o que pode incomodar nos dias quentes de verão. Agora no inverno, recomendamos também, tratamentos como o laser de CO2 fracionado ou um peeling mais profundo, uma vez que o sol é inimigo da cicatrização e prejudica a recuperação da pele, podendo até piorar ou agravar o estado da cútis se exposta ao sol durante um tratamento. Costumamos dizer que o inverno é a nossa época de eleições para estes tipos de procedimentos estéticos”.

Pode dispensar o protetor solar no inverno
Mito.
O sol pode até não estar brilhando tão intensamente quanto durante os dias quentes de verão, mas isso não pode servir de desculpa para você abrir mão dos cuidados com a pele. Usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados, continua sendo a recomendação dos especialistas. “O protetor solar, com fator de proteção 30, tem que ser aplicado em todas as estações do ano, com chuva ou sol. As radiciações UV estão presentes em qualquer momento do ano, até mesmo quando o tempo está nublado. Lembrando que o protetor solar tem uma duração de no máximo quatro horas, por isso é extremamente importante a sua reaplicação”, garante Ana Cecilia Corcini, médica especialista em estética da Clínica Leger. E não basta aplicar o produto no rosto. Todas as demais áreas expostas ao sol, como mãos, braços e colo, devem ser contempladas.

Pele ressecada é mais comum em baixas temperaturas
Verdade.
A queda na umidade relativa do ar aliada às alterações na temperatura comprometem a hidratação da pele nessa época do ano. É preciso um cuidado redobrado, pois é muito comum, além do ressecamento, rachaduras nos lábios e pés. O ideal é usar produtos para uma pele mais sensível e fragilizada, substituir o sabonete em barra pelo líquido, que já tem um hidratante na composição, além de aproveitar os três minutinhos após o banho, quando a pele ainda está úmida e vai absorver um pouco mais dos produtos tópicos, para passar um bom hidratante. Segundo Ana Cecilia Corcini, “no frio temos um hábito não muito saudável de aumentar a temperatura do chuveiro, com isso temos ressecamento da pele e maior produção de oleosidade no couro cabeludo, o que pode gerar até a queda capilar. Por isso é importante, investir em cremes a base de ureia e óleos e evitar o chuveiro muito quente ao lavar o cabelo”, reforça a médica.

Foto: Winzy Lee/Shuttestock

É a melhor estação do ano para tratamentos de varizes
Verdade.
“O inverno é a melhor época para tratar as varizes e os “vasinhos” (veias finas avermelhadas ou arroxeadas). Durante os meses de junho a setembro, as temperaturas são mais amenas e as pernas podem ficar mais protegidas do sol durante o tratamento. A maior vantagem em tratar as varizes no inverno é ficar com as pernas prontas para aproveitar o verão”, afirma Fernanda Federico, cirurgiã vascular da Clínica Leger. Além de melhorar a aparência estética, o tratamento das varizes proporciona melhora da saúde, bem estar e qualidade de vida. Às vezes, apenas os vasinhos são visíveis, mas é possível que haja microvarizes e varizes que também precisam ser tratadas. Antes de começar qualquer procedimento, ainda que para fins estéticos, é preciso fazer uma avaliação clínica vascular das pernas. “Menor exposição ao sol, roupas mais quentinhas e fechadas protegem as regiões tratadas e, assim, menor será a chance de surgir manchinhas na pele. Baixas temperaturas reduzem o inchaço e facilita o uso de meias elásticas”, conclui a médica.

Fonte: Clínica Leger

Os 50 são os novos 30? Tratamentos preventivos deixam a pele mais jovem e saudável

O especialista Danilo Bravo revela os procedimentos e cuidados com a pele indicados para a fase dos 50 anos

Com a evolução do ramo da estética, há cada vez mais opções de procedimentos e cuidados com a pele para rejuvenescer. Por conta disso, as mulheres começam a se cuidar mais cedo, dão importância à prevenção e muitas delas chegam ao auge da beleza aos 50 anos.

“A frase ‘os 50 são os novos 30’ faz muito sentido, uma vez que as mulheres realmente estão se preocupando mais em se cuidar, e as novidades do mercado, cada vez mais eficazes, favorecem esse resultado jovial”, aponta o especialista Danilo Bravo.

Ele afirma que o segredo está na combinação entre um estilo de vida saudável com a ingestão adequada de água, exercícios físicos, skincare e procedimentos estéticos. Juntos, esses cuidados são capazes de suavizar o envelhecimento da pele. Porém, essa prática precisa se tornar um hábito desde sempre.

O especialista indica os principais cuidados com a pele nesta fase da vida. “Quanto antes o paciente começar a se cuidar, melhor. Mas, aos 50, os cuidados devem se intensificar”, alerta. “É preciso ter uma rotina de skincare voltada para o antiage (anti-idade) e abusar do protetor solar. Gosto sempre de ressaltar que uma menor exposição ao sol realmente ajuda as pessoas mais novas, quando chegarem aos 50 anos, a não aparentarem a idade que tem”, completa.

Aos 50 anos, os melhores procedimentos estéticos são focados em tratar rugas e flacidez, com o objetivo de estimular o colágeno. A frequência na qual o paciente irá realizar esses procedimentos também dependem do grau de envelhecimento em que ele se encontra, precisando, algumas vezes, de alguns estímulos para uma melhora significativa.

“Os bioestimuladores de colágeno são ótimos para esse público. A perda de colágeno no organismo ocorre naturalmente a partir dos 30 anos de idade, mas a exposição solar excessiva, poluição e tabagismo podem acelerar este processo. A aplicação de bioestimuladores, nesses casos, resulta em uma pele mais firme”, explica o médico. O preenchimento facial também costuma ser viável. “Podemos preencher o rosto para promover sustentação, preencher sulcos ou rugas profundas. Vai depender de cada caso”, aponta.

O Fotona 4D, procedimento a laser, é outra alternativa possível. O tratamento promove um lifting facial, trata a flacidez e melhora a textura da pele. “O tratamento utiliza uma combinação de lasers que conseguem alcançar as quatro camadas da pele, rejuvenescendo de dentro para fora”, pontua Danilo.

Equipamentos de ultrassom micro e macrofocado, como o Ultraformer, são superpopulares no combate à flacidez. O principal benefício desse procedimento é conseguir atingir até a camada muscular da face. “O tratamento é totalmente individualizado. A aplicação é feita com um transdutor, com ponteiras e energia ajustadas para garantir os melhores resultados para cada paciente”, conta. “O aparelho envia ondas de som para a região, aquecendo a área, visando ativar a produção de colágeno. Assim, a pele fica mais firme na área das bochechas e pescoço e a flacidez na região dos olhos diminui”, acrescenta.

Segundo o especialista, o microagulhamento robótico é um dos tratamentos mais procurados nessa faixa etária: “Ele é realizado por meio do equipamento Endymed, plataforma de radiofrequência com agulhas de ouro que conduzem o calor de forma eficiente e estimulam o colágeno com precisão. Por conta disso, além de tratar flacidez e rugas, reduz manchas, melasmas e até mesmo a alopecia.”

Mesmo com tantas opções de tratamento, o tradicional botox, de acordo com o especialista, continua sendo indispensável na maioria dos casos. “A toxina botulínica, conhecida por botox, é um dos procedimentos mais realizados no Brasil e no mundo e continua sendo essencial para um tratamento preventivo. Essa toxina paralisa a contração muscular, provocando o relaxamento da região”, explica.

“Os resultados duram entre três e seis meses, e a paralisia muscular vai diminuindo de maneira progressiva. Mas uma vantagem da toxina é que ela pode ser usada de maneira preventiva, evitando a formação de novas marcas de expressão”, finaliza.

Fonte: Danilo Bravo é formado em Medicina pela Universidade de Alfenas – Unifenas – BH. Residência Médica Cirurgia Geral e pós-graduação em Dermatologia pela Associação Beneficente do Noroeste do Paraná. Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – CBC

Cannabis medicinal tem eficiência no tratamento de dor crônica, aponta estudo

Especialistas em dor falam dos benefícios da medicina canabinóide

O uso de plantas para o tratamento de doenças é milenar, o que não é diferente com a Cannabis sativa, a maconha. Os primeiros registros de seu uso medicinal são datados antes de Cristo, mas o fato de ser considerada substância ilícita até este mês dificultou os avanços e estudos científicos da planta. Apesar do Brasil ter votado contra, em 2 de dezembro passado, depois de 60 anos, a Organização das Nações Unidas (ONU) retirou a maconha da lista de drogas mais perigosas, reconhecendo seus efeitos terapêuticos e trazendo novas possibilidades de pesquisas nessa área.

Segundo estudo realizado pela The Health Effects of Cannabis and Cannabinoids, nos Estados Unidos, o alívio da dor crônica é a condição mais comum relatada pelos pacientes que fazem uso da cannabis medicinal. Isso se dá pela existência do sistema endocanabinoide presente em todo o organismo que inclui receptores para substâncias da maconha.

“É o único sistema do organismo que tem receptores em todos os órgãos e nos tecidos. Diferente de todos os sistemas orgânicos, ele só entra em funcionamento em situações de alerta para recuperar o equilíbrio do organismo”, diz Maria Teresa Jacob, médica que desenvolve a medicina canabinóide com foco na dor crônica. Dentre os fitocanabinoides mais conhecidos e pesquisados, estão o THC (tetra-hidrocanabinol) e o CBD (canabidiol), mas existem mais de 400 substâncias ativas em sua composição. “Como são receptores que temos no corpo inteiro, a cannabis não vai atuar somente na dor”, reforça Beatriz Jacob Milani, filha e parceira de trabalho de Maria Teresa.

As especialistas, que têm prescrito remédios à base da cannabis principalmente neste ano, citam as patologias que respondem bem ao tratamento. Epilepsia, doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, transtornos de saúde mental (como estresse pós-traumático, ansiedade, depressão, vício, insônia), transtorno do espectro autista, doença de Crohn, síndrome do intestino irritável, náuseas e vômitos secundários à quimioterapia, anorexia e caquexia, são alguns exemplos.

Além disso, todos os tipos de dor crônica (incluindo enxaqueca e fibromialgia), doenças reumáticas, doenças autoimunes, diabetes tipo 1, síndrome de Raynaud, distúrbios de pele (psoríase, acne, dermatite), osteoporose, distúrbios ginecológicos (endometriose, adenomiose e cólica menstrual), dor oncológica e pacientes sob cuidados paliativos. “Em oncologia, a cannabis pode ser utilizada tanto para melhorar os sintomas da quimioterapia como para aumentar a eficácia da mesma, uma vez que apresenta efeito antitumoral. Nessas doenças já existem pesquisas. A alteração de classificação pela ONU, facilita o surgimento de mais estudos científicos em humanos”, destaca Maria Teresa.

Por ser uma planta, a cannabis oferece menos efeitos adversos em relação à alopatia convencional. Outra vantagem é a possibilidade da sua utilização concomitante com outros medicamentos para tratamento de dor crônica, aumentando a eficácia e, em alguns casos, diminuindo as doses destes, a partir da melhora do quadro com consequente melhora da qualidade de vida do paciente. Entretanto, é fundamental que o médico conheça a interação medicamentosa da cannabis com outros remédios, pois ela pode potencializar ou inibir a ação deles quando em associação.

“De certa forma, não existe nenhuma contraindicação formal ao uso da cannabis, principalmente do CBD com outros medicamentos. Ela é uma substância extremamente segura e não existe nenhum relato de óbito pelo uso de cannabis medicinal”, argumenta Maria Teresa. Quanto ao THC, a médica conta que existem algumas contraindicações, que têm sido estudadas recentemente.

Hoje, o paciente precisa passar por uma consulta, em que será avaliada a indicação ou não do uso da cannabis. Com a prescrição em mãos, basta acessar o site da Anvisa para solicitar a importação de produtos à base da planta. “É um processo burocrático, mas que se tornou muito mais ágil, principalmente depois da Covid-19. Entre sete a dez dias, no máximo, esses processos já estão sendo liberados. Esses medicamentos têm aprovação no país de origem com todo estudo cromatográfico e análise do produto, para que o médico possa saber aquilo que ele realmente está prescrevendo, quais as substâncias da cannabis presentes e em quais concentrações. Desta forma temos uma prescrição bem mais segura”, explica.

Vale ressaltar que a cannabis medicinal tem dosagens específicas dos fitocanabinóides, conforme a necessidade, os antecedentes e o perfil de cada paciente. “A cannabis medicinal possui dosagens de THC dentro de limites seguros, sem efeito psicoativo”, esclarece. As opções disponíveis no Brasil são via oral, em cápsula ou óleo em tintura, mas também já se encontra sob a forma tópica. “Não existem relatos de caso de vício com o uso de cannabis medicinal”, finaliza Maria Teresa.

Bem – Medicina Canábica e Bem Estar

A clínica Bem – Medicina Canábica e Bem Estar está localizada na cidade de Campinas. Com foco em saúde e bem-estar, atende pacientes de dor crônica com a medicina canabinóide, oferecendo tratamento complementar com a acupuntura. Realizam a prescrição e o acompanhamento da cannabis medicinal nos mais diversos casos e patologias. As médicas responsáveis, Maria Teresa Jacob e Beatriz Jacob Milani, mãe e filha respectivamente, fizeram cursos de especialização internacional no uso terapêutico da planta.