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Pesquisa mostra que tratamentos para engravidar aumentarão quase 10% até 2026

Um dos motivos do crescimento é o adiamento da maternidade pelos casais

De acordo com um relatório publicado este ano pela consultoria norte-americana Allied Market Research, intitulado “Mercado de serviços de fertilização in vitro, por tipo de ciclo e usuário final: análise de oportunidades globais e previsão do setor, 2019-2026 (IVF Services Market, by Cycle Type and End User: Global Opportunity Analysis and Industry Forecast, 2019–2026)”, o mercado global de serviços de FIV gerou US$ 12.505 milhões em 2018 e a projeção é que atinja US$ 26.376 milhões até 2026, crescendo cerca de 9,8% de 2019 a 2026. De 1978 até hoje, cerca de sete milhões de bebês nasceram por meio desse procedimento no mundo todo.

E por que a expectativa é de mais crescimento? Segundo pesquisas da Sociedade Médica de Fertilidade Europeia (ESHRE), um em cada seis casais tem ou terá problemas de fertilidade. Além disso, há outro motivo bem mais conhecido: as pessoas estão deixando para ter filhos mais tarde e, em muitos casos, elas precisarão de tratamento para alcançar o objetivo. Como a maioria dos países não disponibiliza esse tipo de atendimento gratuito, elas acabarão pagando do próprio bolso. E, em alguns casos, haverá mais de uma tentativa.

“Dependendo do caso, e da idade da mulher – a maioria das pacientes das clínicas de reprodução está na faixa dos 40 anos -, será preciso usar o óvulo de uma doadora. Isso não seria necessário se, por exemplo, o médico ginecologista, que acompanha a paciente abordasse a queda da fertilidade depois dos 30 anos durante as consultas. Assim, se aquela mulher estivesse pensando em adiar a gravidez por um longo período, ela poderia ser informada que existe a opção de congelar seus próprios óvulos para utilizá-los no futuro”, afirma Arnaldo Cambiaghi, especialista em ginecologia e obstetrícia, com certificado de atuação na área de reprodução assistida, e responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

Felizmente, a medicina está sempre se renovando e novas técnicas, estudos e medicamentos surgem todos os dias. Na reprodução humana não é diferente. Confira duas técnicas voltadas a mulheres maduras:

Estimulação ovariana

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“Não é novidade que mulheres acima dos 40 anos têm uma redução do potencial da fertilidade quando comparadas a mulheres mais jovens e, consequentemente, têm também uma chance menor de sucesso nos tratamentos de fertilização. Mas, o ponto obscuro é: qual o limite de idade da mulher para o tratamento de FIV com os próprios óvulos? A partir de qual idade é recomendável utilizar óvulos de doadoras?”, comenta o médico.

A grande maioria dos insucessos nos tratamentos em mulheres acima dos 40 anos vem da qualidade dos óvulos que elas produzem, por formarem embriões de má qualidade, que podem ser chamados de embriões incompetentes. Em outras palavras e com mais objetividade: os óvulos destas mulheres tendem a formar embriões com alterações cromossômicas inadequados para a implantação.

“Se isso ocorrer, a paciente poderá sofrer abortos ou, em alguns casos, se a gestação se desenvolver, o bebê poderá ter alterações, como, por exemplo, Síndrome de Down. Entretanto, se conseguirmos um número maior de óvulos, poderemos ter uma chance maior de obter embriões de ótima qualidade (embriões competentes) e, consequentemente, um tratamento bem sucedido e filhos saudáveis. Porém, em muitos casos de baixa reserva ovariana, a paciente produz poucos óvulos e, na maioria das vezes, precisamos de um maior número de estimulações – de duas a três”, diz Cambiaghi.

O médico lembra que, para se definir o melhor protocolo para a estimulação ovariana, é importante a compreensão do significado “Individualização e Customização” dos protocolos para a estimulação do ovário. Customizar significa alterar algo para que melhor se adeque os requisitos de alguém; personalizar. Assim, o protocolo de estimulação ovariana deve der individualizado para cada paciente e customizado de acordo com o seu histórico e situação que ela se encontre.

Protocolo com uso prolongado do hormônio de crescimento

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O hormônio de crescimento (GH) atua por meio da estimulação da somatomedina C, ou IGF-1 (fator de crescimento de insulina I). É encontrado em vários tecidos e também nos folículos ovarianos, porém, de acordo com estudos, a quantidade desse hormônio é menor em mulheres que apresentam baixa reserva ovariana. Logo, conclui-se que a redução do IGF-1 altera as funções celulares de mulheres com idade avançada ou acometidas pela Insuficiência Ovariana Prematura.

Partindo desse princípio, pesquisas demonstraram que mulheres com baixa contagem de óvulos, que tiveram o hormônio GH adicionado ao protocolo de estimulação ovariana, tiveram uma melhor resposta folicular. O uso do hormônio GH pode, ainda, aprimorar a qualidade dos óvulos, proporcionando embriões de melhor qualidade e, consequentemente, aumentando as taxas de gravidez. Entretanto, interfere pouco na quantidade de óvulos gerados na indução da ovulação.

“Portanto, se pudermos chegar a um tratamento que ajude as más respondedoras a produzir mais óvulos e de melhor qualidade, ou ambos, seremos capazes de melhorar positivamente a chance de se ter um bebê. Vários tipos de protocolos de suplementação têm sido usados ​​para tentar melhorar os resultados para essas pacientes, e a maioria deles éestimulador das mitocôndrias”, explica o médico.

Para finalizar, Cambiaghi reforça uma mensagem: “Enfatizo que as mulheres devem ser informadas, seja por seus médicos ou pela mídia, que é preferível engravidar antes dos 35 anos, pois é mais seguro, e a probabilidade de se ter um bebê saudável é bem maior se comparada a gestações em idades mais avançadas. Se mesmo assim elas quiserem adiar, congelar os óvulos é a opção mais segura”.

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Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO, ginecologista obstetra com certificado em reprodução assistida. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros.

Make up free: 6 dicas para conquistar uma pele linda e dispensar a maquiagem

Dermatologista membro da Academia Americana de Dermatologia dá dicas valiosas para mulheres que desejam abandonar a maquiagem. Tratamentos cosméticos, nutracêuticos e com equipamentos podem ser usados para realçar a luminosidade natural e uniformização da face

Sair da casa sem um ponto de maquiagem, uma gota de corretivo ou mesmo uma base, é o anseio muitas mulheres. Mas, para a maioria delas, as manchas, rosácea, acne, danos causados pelo sol e melasma, entre muitas outras coisas, ainda geram dependência da pele facial pelos pigmentos. Mas a dúvida sempre fica: é possível ter uma pele perfeita sem recorrer ao make?

“Uma pele naturalmente bonita deve ser saudável e ter uma rotina de cuidados adequados a cada tipo, idade e época do ano. Independente da boa genética, bons hábitos de vida são pilares que promovem a beleza, saúde e longevidade. A alimentação equilibrada, sono de boa qualidade, exercícios regulares, baixa ingestão de bebida alcoólica e evitar o tabagismo são fundamentais para a manutenção da beleza da pele, além do uso de fotoprotetores adequados, que são os princípios elementares para prover saúde ao nosso corpo como um todo e, isto, claramente inclui seu maior órgão: a pele”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O passo a passo diário de cuidados com a pele e o hábito constante de visitar o seu dermatologista podem colaborar muito nesse processo de desistir das bases e pigmentos de uma vez por todas. A dermatologista lembra os principais cuidados:

Limpeza

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O rosto, pescoço e área do colo devem ser lavados de manhã e à noite para controle da oleosidade, retirada da sujidade e das nanopartículas de poluentes que ficam aderidas à superfície da pele. “Os sabonetes devem ter pH próximo ao da pele, sem amidas, sulfas ou parabenos e, de preferência, que apresentem na formulação extratos puros naturais em alta concentração como hamamélis, camomila, calêndula, aveia, malva grapefruit, entre outros”, afirma a médica. Após lavar, o uso de um esfoliante, duas vezes na semana, é bem-vindo. Ele deve conseguir retirar estas pequenas imperfeições do estrato córneo em mais de 50% com remoção de asperezas e microcomedos que ficam depositados no ducto de saída das glândulas sebáceas”, explica. A última etapa conclusiva do ritual de limpeza é a tonificação. “Estes produtos, apesar da nomenclatura tônico, podem ser calmantes, hidratantes, antioxidantes e adstringentes”. Os tônicos têm o papel de recuperar também o PH da pele, além das funções já descritas.

Hidratação com antioxidantes e fotoproteção

mulher usando protetor solar

Após lavar e tonificar pela manhã, é o momento de usar um sérum tensor com efeito lifting, hidratante, que promova ação antioxidante e de proteção à barreira cutânea. “Ácido ferúlico e um pool de Vitaminas podem estar na formulação, que é um booster de energia para a boa atividade celular principalmente para atuar da junção dermoepidérmica”, explica. “A seguir o uso de fotoprotetor sempre acima de FPS 30 E PPD sempre 1/3 do total da proteção solar com ação anti UVA”, recomenda. Fototipos mais claros devem aumentar a fotoproteção: FPS 50 no mínimo.

Tratamentos noturnos

mulher meia idade espelho grisalho rosto

Principalmente durante as épocas mais frias do ano, explica Claudia, à noite é o momento de seguir a prescrição do dermatologista e utilizar compostos à base de vitamina A ácida, alfa-hidroxiácidos e derivados associados a clareadores como hidroquinona, alfa arbutin, decapeptídeo e antioxidantes como o resveratrol a vitamina E e C, as antocianinas presentes nos frutos vermelhos, fatores de crescimento, dentre outras formulações específicas para cada caso, tipo de pele e idade. “O regime de tratamento utilizado é prescrito no receituário e pode variar de acordo com a necessidade da pele, o problema em questão, além do estilo de vida de cada paciente”, destaca.

Não esquecer de lábios e olhos

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Pexels

A dermatologista lembra que lábios e olhos devem ser tratados com cremes com boa espalhabilidade que promovam a formação de filme na pele da região para maior proteção. “O produto para a região dos olhos deve ser usado duas vezes ao dia e a fórmula em questão adequada a cada idade com ação tensora, nutritiva, hidratante e capaz de melhorar a turgescência local, com hidratação e volumização”, conta. “Quanto aos lábios, para a hidratação das mucosas podemos utilizar substâncias emolientes como a manteiga de karité, a vitamina B5, a Vitamina E, ácido hialurônico, fosfolipídios e glicerina”, recomenda.

Nutracêuticos ajudam

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Os nutracêuticos são fórmulas extremamente benéficas e que potencializam e muito a ação do tratamento tópico, explica a médica. “Eles atuam no combate aos radicais livres, ajudam a hidratar e recuperar a membrana de água e gordura sobre a pele, estimulam a elasticidade das fibras de colágeno e elastina, melhoram a perfusão para a microcirculação periférica, auxiliam na fotoimunoproteção do tecido cutâneo e são importantes no controle de patologias como melasma, dermatite atópica, rosácea e na melhora da condição estrutural de textura, coloração, tônus e viscoelasticidade”, destaca. “Estes produtos devem ser prescritos pelo especialista para cada caso clínico em questão e podem conter ativos como o colágeno peptídeo, Exsynutriment, Glycoxil, silício orgânico, carnosina, resveratrol, picnogenol, polipodium leucotomus, vitamina C, FC Oral, extrato de gengibre e extrato de green tea.”

Tratamentos em clínica

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A curto prazo, os tratamentos em clínicas dermatológicas com lasers e radiofrequências podem ser indicados para resultados mais rápidos. “Os tratamentos mais indicados são o laser de CO2 fracionado com radiofrequência para face e pescoço, o microagulhamento de ouro com radiofrequência, entre outros que são indicados de acordo com a necessidade da pele do paciente”, finaliza.

Fonte: Claudia Marçal é  médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

 

Novo tratamento estético ajuda na perda de gordura abdominal

Redux 360° promete acabar de vez com aquela barriguinha indesejada

A gordura abdominal é considerada uma das mais perigosas do nosso corpo, afinal, ela está associada a vários problemas de saúde. Perder medidas na região abdominal e costas não é uma tarefa das mais fáceis. Mesmo com uma rotina saudável, que inclua exercícios e alimentação balanceada, em algumas pessoas os resultados às vezes demoram para aparecer. Mas não desanime. Hoje existem métodos eficazes que podem te ajudar.

De acordo com a esteticista Ângela Coelho, o Redux 360° é um método que proporciona a perda de medidas de forma rápida e duradoura. Esse protocolo trabalha a região abdominal e as costas, transformando o corpo em apenas 30 dias. Para alcançar esse resultado, são utilizadas ações terapêuticas e nutracêuticos que auxiliam na quebra e na queima da gordura, evitando que ela se aloje novamente na região.

O tratamento tem duração de 30 dias, com 10 sessões, e é indicado para homens e mulheres maiores de 18 anos – exceto para gestantes e lactantes. A especialista lembra, ainda, que antes de iniciar os procedimentos, é realizada uma avaliação corporal que auxilia na escolha dos nutracêuticos e do método mais indicado para cada caso.

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“O tratamento é personalizado de acordo com as necessidades da pessoa e com os seus objetivos. Para potencializar ainda mais os resultados, o ideal é que a pessoas pratique alguma atividade física e mantenha uma alimentação mais equilibrada”, finaliza Ângela.

Informações: Ângela Coelho 

Beautification utiliza os padrões de proporções para embelezar o rosto – sem modificá-lo

O mundo da beleza está em constante evolução. Os estudos na área não param e, com eles, novos conceitos são criados. É o exemplo das intervenções faciais realizadas hoje, que diferem de anos atrás. A busca não é a perfeição do rosto e, sim, criar uma harmonia do todo, deixando-o com aspecto mais atraente e menos cansado.

É aí que entra o conceito de Beautification. Segundo a Merz, uma das principais empresas de estética do mundo, este termo refere-se a uma combinação de intervenções não cirúrgicas para obter equilíbrio estético e funcional da face.

De acordo com a dermatologista Bárbara Saavedra, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, é possível embelezar o rosto a partir de um estudo criterioso de proporções, medidas e ângulos.

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“A ideia é alcançar o embelezamento da face, com intervenções sutis, minimizando as assimetrias e realçando áreas que merecem destaque, sempre com naturalidade e preservando as características de cada pessoa. Para isso, é necessário um olhar individualizado e um conhecimento adequado de anatomia”, explica a médica.

Primeiro é importante fazer uma análise aprofundada dos pontos de sustentação da face. Segundo a dermatologista, é preciso dar atenção a três camadas diferentes: ossos, músculos e gordura. “Elas compõem a estrutura facial e são responsáveis por alterações que podem ocorrer ao longo do tempo. A partir daí, são definidas as áreas que devem ser melhoradas e os procedimentos adequados para cada caso – e até mesmo a combinação deles”, diz.

Muitas técnicas são usadas na abordagem de Beautification. O preenchimento à base de ácido hialurônico é uma delas. “Pode ser usado, por exemplo, para dar volume e/ou reposicionamento malar, é o caso do famoso ‘efeito blush’; melhorar o contorno do rosto e dar projeção para o queixo; e aperfeiçoar a proporção dos lábios”, explica. Neste último, é possível aplicar a Liplush Technique, um método inovador que utiliza produtos da linha Belotero, com diferentes densidades de ácido hialurônico, e atua em áreas e pontos pré-definidos para realçar a beleza dos lábios, com mudanças sutis.

Outro exemplo é a toxina botulínica. Ela é usada para melhorar o sorriso – pessoas que têm sorriso gengival ou invertido -, para suavizar rugas e modelar as sobrancelhas. “O Grid 21 é uma das grandes invenções aqui. Lançado recentemente, é uma técnica personalizada de aplicação da toxina botulínica purificada. É usado para modelar a sobrancelha e tratar a testa, funcionando como um guia de orientação para o médico”, explica Bárbara.

Por último, o bioestimulador de colágeno e o ultrassom microfocado são usados para tratar flacidez superficial e profunda e melhorar a qualidade da pele. “Muito vezes, utilizo a combinação do Ulthera e Radiesse para potencializar os resultados. Cada um atinge uma camada da pele e, juntos, estimulam uma quantidade maior de colágeno, deixando a pele mais firme e bonita”, explica.

“Além disso, em alguns casos, costumo usar o Radiesse para dar suporte para o rosto. Ele é um bioestimulador versátil e consegue atuar no contorno facial também, deixando-o mais definido. É ideal para interferências menores, nas quais o preenchedor não se faz necessário, já que a ideia não é volumizar”, acrescenta.

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A médica diz que o conceito está longe de propagar padrões ideais. Não existe um nariz ou uma boca que se adaptem a todas as pessoas. O importante é fazer um tratamento que valorize a beleza de cada um. “O objetivo é que o paciente conquiste uma face mais proporcional, com ângulos e contornos definidos, uma pele bonita e com frescor, sem exageros e respeitando a sua personalidade”, finaliza.

Fontes:

Bárbara Saavedra é médica dermatologist, membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) inscrita no Cremesp sob número 143664.

Merz: uma das principais empresas de estética do mundo e oferece um portfólio completo para tratamentos estéticos minimamente invasivos. A farmacêutica é detentora das marcas Belotero (preenchedor e volumizador à base de ácido hialurônico, consagrado em mais de 50 países em todo o mundo), Radiesse (bioestimulador de colágeno) e Xeomin (toxina botulínica A purificada). 

Brasil: morte por câncer de mama está abaixo da média mundial, mas país enfrenta desafios

Especialistas do Inca apresentam análise comparativa da doença no país, em relação ao resto do mundo

Na cerimônia de celebração do Outubro Rosa, a área técnica do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apresenta uma análise da situação do câncer de mama no Brasil, que mostra que a mortalidade da doença no país é baixa, em relação a outros países, mas precisamos avançar na prevenção e diminuição das desigualdades regionais e socioeconômicas.

O Brasil figura, em 2018, na segunda faixa mais alta de incidência de câncer de mama entre os todos os países com uma taxa de 62,9 casos por 100 mil mulheres (taxa padrão utilizada mundialmente). Os países são agrupados em cinco faixas.

Quanto à taxa de mortalidade de câncer de mama, o Brasil está situado na segunda faixa mais baixa com uma taxa de 13 por 100 mil, ao lado de países desenvolvidos como EUA, Canadá e Austrália, e melhor de que alguns deles, como a França e o Reino Unido.

“O fato de a taxa de incidência ser relativamente alta e a de mortalidade ser relativamente baixa mostra que o nosso sistema de saúde, apesar de todos os problemas, está salvando muitas vidas. Mas temos imensos desafios pela frente,” afirma Liz Almeida, chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do INCA.

Um dos desafios é a redução das desigualdades entre as regiões e classes sociais. A mortalidade por câncer de mama está ligada principalmente ao acesso a diagnóstico e tratamento adequado no tempo oportuno. O objetivo é diagnosticar o câncer o mais precocemente possível, ainda nos estágios iniciais da doença, quando o tratamento é mais efetivo. Ano a ano, o Brasil vem conseguindo aumentar o percentual de casos diagnosticados nos estágios in situ e I de 17,3% em 2000 para 27,6% em 2015. Mas essa proporção continua muita baixa na região Norte (12,7%), em contraste com as regiões Sul (29,2%) e Sudeste (30,8%).

A desigualdade regional e social também se evidencia no acesso ao exame de mamografia de rastreamento, que deve ser realizado a cada dois anos por todas as mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos. O percentual de mulheres brasileiras nessa faixa que fizeram o exame em 2013, de acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde, foi de 60%, mas de apenas 38,7% na região Norte e 47,9% no Nordeste, bem abaixo das regiões Sul (64,5%) e Sudeste (67,9%).

Por nível de instrução, o índice médio de mulheres brasileiras com nível superior nesse faixa etária que realizou uma mamografia foi de 80%, mas de 50% entre as mulheres sem instrução e fundamental incompleto.

Segundo o Inca, são estimados 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019.

O desafio da obesidade

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Pixabay

Entre os fatores que aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de mama, alguns podem ser evitados e outros não. O envelhecimento, histórico familiar da doença e mutações genéticas herdadas são fatores que não podem ser evitados pela mulher.

Quanto à exposição das mamas à radiação ionizante, outro fator de risco, é possível reduzi-lo ao não se realizar exames desnecessários. Em alguns casos, como nas sessões de radioterapia relacionada ao tratamento de um outro câncer, a exposição à radiação é inevitável.

Três dos fatores de risco evitáveis estão ligados a estilo de vida: estar acima do peso, levar uma vida sedentária e tomar mais do que uma dose de bebida alcoólica por dia. Outro fator de risco evitável é o uso de hormônios após a menopausa, opção que deve ser descartada pela mulher.

Os especialistas do Inca estão particularmente preocupados com o excesso de peso corporal e o sedentarismo, fatores de risco não só para mama, como também para vários outros tipos de câncer e outras doenças. Segundo a pesquisa Vigitel 2018, realizada nas capitais brasileiras e DF, 53,9% das mulheres estão com excesso de peso e 20,7% estão obesas, proporções que cresceram muito neste século. A recomendação é que todos se exercitem regularmente durante uma média de 3 a 4 horas por semana e adotem uma dieta saudável, de acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, que pode ser obtido clicando aqui.

Rede de solidariedade

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Cabe às instituições envolvidas com o cuidado do câncer de mama e à sociedade brasileira unirem esforços para reduzir as desigualdades socioeconômicas e regionais de acesso a informações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama.

Profissionais de saúde e mulheres devem conhecer os sinais e sintomas de alerta para o câncer de mama e o sistema de saúde deve estar preparado para priorizar os casos suspeitos e fornecer investigação diagnóstica no tempo adequado.

As informações sobre riscos e possíveis benefícios dos exames de rotina devem ser amplamente divulgadas para toda a sociedade. As mulheres na faixa de 50 a 69 anos devem realizar mamografias de rotina uma vez a cada dois anos. É importante também que os profissionais estejam atualizados em relação às condutas relacionadas aos laudos da mamografia.

Amigos, vizinhos, colegas de trabalho, grupos religiosos, ONGs etc., todos podem, e devem, contribuir no apoio a pacientes e familiares de todas as formas possíveis, por exemplo, na multiplicação de informações corretas e encorajando a busca pelos serviços de saúde.

“A obrigação do Estado é indiscutível. Mas as pessoas podem ajudar muito. Por exemplo, ajudar uma mulher a obter informações online sobre um exame ou consulta, o que requer o uso de dispositivos eletrônicos e conhecimento digital. Um grupo de amigos e vizinhos pode apoiar uma paciente no deslocamento para sessões de tratamento ou ajudando com as tarefas de vida diárias. O apoio pode ser também psicológico. Este é o verdadeiro espírito do Outubro Rosa,” ressalta Ana Cristina Pinho, diretora geral do Inca.

Exposição

A exposição “A Mulher e o Câncer de Mama no Brasil” pode ser conferida até sexta-feira, 11 de outubro, no embarque superior da Rodoviária Novo Rio. Os 22 painéis ilustram aspectos históricos, médicos e culturais das mamas, com foco especial no câncer e ações para o seu controle. A exposição é uma iniciativa do Inca e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Campanha

O Inca e o Ministério da Saúde lançaram a campanha Outubro Rosa 2019, que reforça três pilares estratégicos no controle da doença: prevenção primária, diagnóstico precoce e mamografia A campanha, que inclui cartazes, folders, banners e cards para impressão e utilização nas redes sociais, foi criada para divulgação não apenas em outubro, mas sim ao longo do ano inteiro, porque o cuidado com as mamas deve ser uma preocupação permanente. O mote da campanha é “Cada corpo tem uma história. O cuidado com as mamas faz parte dela”.

Fonte: Inca

Outubro Rosa: cinco mitos e verdades sobre o tratamento do câncer de mama

Notícias falsas podem prejudicar pacientes em tratamento. Antes de repassar ou de seguir à risca informações que recebeu no WhatsApp ou redes sociais, é importante garantir que a orientação está correta

Neste mês de Outubro Rosa, o Instituto Oncoguia – ONG de apoio a pacientes com câncer, alerta para o risco que notícias falsas podem trazer para pacientes com câncer de mama.

“Quando uma mulher recebe o diagnóstico de um câncer, alguns segundos depois ela já estará cercada de notícias e dicas que, supostamente, irão ajudar nessa fase. Pedimos muito cuidado e cautela com isso, pois há o risco de algumas não serem verdadeiras e, pior, que envolvam tratamentos alternativos que podem prejudicar os tratamentos convencionais”, alerta a psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

Na opinião de Luciana, a principal forma de combater essas notícias falsas é garantindo o acesso a informação de qualidade, útil e adequada à fase do tratamento, engajando os pacientes ativamente em todas as decisões necessárias desse momento. “Fale com seu médico, procure por fontes confiáveis antes de acreditar em toda informação que você recebe”, orienta.

Para ampliar ainda mais as discussões sobre a importância da informação de qualidade, apoio e networking para pacientes com câncer de mama durante o Outubro Rosa, o Oncoguia realizará, no dia 12 de outubro, o “Encontro Oncoguia de Câncer de Mama para Pacientes em Tratamento: Inicial e Metastático”. O evento é gratuito e acontecerá em São Paulo, no Hotel Radisson Paulista. Para se inscrever e conferir a programação basta clicar aqui.

Abaixo, o Oncoguia separou algumas dúvidas bastante comuns recebidas pelo Oncoguia Confirma – canal de WhatsApp para o combate a fake news sobre câncer criado pela ONG em 2018, confira:

Crioablação é uma alternativa para curar o câncer de mama

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lustração: Drattai.com

Mito: crioterapia ou crioablação já é feita em casos muito selecionados, mas em nenhum centro (nem mesmo em Israel, de onde surgiu um vídeo que viralizou nas redes falando sobre esse procedimento) substitui o tratamento convencional de cirurgia, radioterapia, quimioterapia etc. A crioablação pode ser feita em alguns raros casos de metástases, com resultados equivalentes aos de uma radioablação ou de uma radiocirurgia. Porém, este ainda é um procedimento experimental em tumores primários de mama. “É uma técnica que, no futuro, é aceitável de imaginarmos. Porém, não sabemos quando este futuro será. Mais estudos são necessários. Estamos de olho nas pesquisas”, comenta Nivaldo Vieira, oncologista clínico e membro do comitê científico do Instituto Oncoguia.

Paciente com câncer de mama tem direito à cirurgia reparadora pelo SUS

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Verdade: é garantido por lei ao paciente com câncer de mama a realização da cirurgia plástica reparadora da mama retirada (total ou parcialmente) em decorrência do tratamento do tumor, assim como a realização da simetria. A reconstrução pode ocorrer no mesmo ato da cirurgia para retirada da mama, quando houver condições técnicas e clínicas. Ou seja, a indicação sempre dependerá do seu médico e do seu caso.

É possível tratar o câncer de mama com imunoterapia

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MedicalNewsToday

Verdade: em maio de 2019, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a primeira imunoterapia para câncer de mama no Brasil. O tratamento pode beneficiar pacientes com câncer de mama triplo negativo. Outras possibilidades do uso de imunoterapia para pacientes com câncer de mama estão sendo discutidas e em breve poderá haver novidades.

Cuidado multidisciplinar faz a diferença no tratamento do câncer de mama

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Foto: Is-Med.com

Verdade: não só para pacientes com câncer de mama, mas com qualquer tipo de tumor, principalmente se for metastático, o envolvimento de uma equipe multidisciplinar pode garantir um tratamento mais integral e mais qualidade de vida aos pacientes oncológicos. Os especialistas que fazem parte da equipe multidisciplinar podem variar de acordo com as diferentes necessidades de cada paciente, mas podem compor esse time oncologista, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, paliativista, entre muitos outros.

Pacientes em tratamento de câncer não podem fazer atividade física

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Mito: há muito tempo acreditou-se que pacientes com doenças como o câncer deveriam fazer repouso. Mas isso já é passado e pesquisas científicas já comprovaram que a prática de atividade física por pacientes oncológicos é possível, segura e pode melhorar a disposição, reduzir dores e efeitos colaterais de tratamentos e garantir mais qualidade de vida aos pacientes. A única recomendação é que, antes de começar a se exercitar, o paciente peça orientações ao seu médico e as siga.

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Encontro Oncoguia de Câncer de Mama para Pacientes em Tratamento: Inicial e Metastático
Dia: 12/10/2019
Horário: das 8h às 18h30
Local: Radisson Paulista São Paulo
Alameda Santos, 85 – Cerqueira César
Inscrições gratuitas: Oncoguia

Dermatologista esclarece mitos e verdades sobre o botox

A toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, é um dos procedimentos estéticos não cirúrgicos mais realizados no Brasil e no mundo, e não é à toa que surjam muitas dúvidas e inverdades sobre o assunto. Tendo em vista esta realidade, o dermatologista Gustavo Saczk desmistificou algumas questões sobre essa substância que é febre no mundo da estética.

Há oito anos atuando na dermatologia, o médico é chamado o ‘mestre do botox’ e surpreende por não fazer nenhuma marcação antes da aplicação, um dom aperfeiçoado com a prática.

Mitos e verdades

Botox  pode ser usado para preencher lábios, bigode chinês ou qualquer área que precise de volume.

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Mito: isso é feito por meio de preenchimento. A toxina botulínica não preenche ou aumenta o volume de determinada região. Ao contrário, o botox é usado para suavizar rugas e linhas de expressão por meio do relaxamento do músculo, sem preenchimento.

O efeito do botox não é permanente

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Verdade: ele dura de 4 a 6 meses. Lembrando que pacientes com muita expressão facial terão uma durabilidade menor da paralisação.

Sua expressão facial não vai ser alterada

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Verdade: isso se o dermatologista ou cirurgião plástico que fizer a aplicação respeitar os pontos corretos de aplicação. A ideia é diminuir as rugas sem alterar sua fisionomia.

 Cremes não substituem o botox

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Verdade: eles atuam junto, buscando melhorar sua beleza. O tratamento antissinais deve ser feito de forma global, em conjunto.

Nada substitui uma plástica se o paciente tem indicação, mas o botox será usado junto, assim como os cremes

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Verdade: não adianta achar que fazendo plástica você não precisará de botox caso ainda queira melhorar as rugas. As aplicações da toxina botulínica podem postergar a necessidade de uma intervenção cirúrgica, pois, além de atenuarem as rugas de expressão, podem prevenir o surgimento de novas rugas pela reeducação da mímica facial. Este tratamento também pode ser uma opção para pacientes com receio dos procedimentos mais invasivos ou mesmo para pacientes que buscam resultados eficazes sem períodos de recuperação.

Não existe uma idade mínima para o início do tratamento

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Verdade: o mais importante é ter a indicação apropriada para o tratamento. O Botox pode ser aplicado em qualquer idade, não causando resistência ou diminuindo seu efeito com o passar do tempo, se for aplicado corretamente. Assim, ele pode funcionar como preventivo no surgimento das rugas.

Seu efeito não é imediato

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Verdade: as primeiras mudanças são percebidas após 48 horas, entretanto, os efeitos podem ser notados de forma mais completa em até 15 dias após a aplicação.

Botox é diferente do preenchimento

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Verdade: como foi dito antes, ele faz a paralisação da musculatura no local em que é aplicado, não sendo capaz de corrigir rugas estáticas, que são mais profundas e que aparecem mesmo quando você não está movimentando o rosto. Mas pode suavizar rugas que estão começando a aparecer.

Se você tem excesso de pele nas pálpebras, o botox pode dar uma sensação de peso nos olhos

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Verdade: nesses casos, o dermatologista tem que ser criterioso na aplicação.

O tratamento tem duração, em média, de 6 meses

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Verdade: podendo ser mais ou menos tempo, dependendo do organismo de cada paciente. Ao término desse período é necessário procurar o dermatologista para fazer uma reaplicação.

Fonte: Gustavo Saczk é formado pela Universidade Federal do Paraná (2011), consolidou seu nome como um dos principais profissionais da área de saúde em Curitiba onde é considerado o ‘mestre do botox’ e surpreende por não fazer nenhuma marcação antes da aplicação, um dom aperfeiçoado com a prática. Também se destaca no tratamento de cicatrizes causadas pela acne. Criou o “Minuto de pele” – pílulas em vídeo de 1 minuto – onde ele fala sobre diversos assuntos da Dermatologia, seja estética, cirúrgica ou clínica. Também participa do quadro “Minuto de Pele”, uma vez por semana, na Rádio Clube FM, em Curitiba.

Saiba qual é o seu tipo de olheira e quais tratamentos podem ser adotados

Sabe aquelas manchas escuras, que aparecem embaixo dos olhos e tanto incomodam homens e mulheres quando o assunto é beleza facial? Agora não é mais preciso conviver com elas. As temidas e indesejadas olheiras podem ser tratadas e amenizadas por meio de uma série de técnicas, que vão desde a aplicação de cosméticos a um procedimento estético minimamente invasivo realizado em consultório.

A dermatologista e speaker da Sinclair Pharma, Jaciara Hunnicutt , alerta, no entanto, que antes de adotar qualquer tipo de tratamento, é importante conhecer a origem do problema. Segundo a especialista, existem quatro tipos de olheiras, que podem se manifestar pelos mais diversos motivos, como genética, exposição excessiva ao sol, noites mal dormidas, entre outros.

Confira agora os tipos de olheiras existentes e os tratamentos recomendados:

1. Olheiras vasculares:

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As olheiras vasculares são aquelas que apresentam coloração arroxeada, azulada ou até algo avermelhada. Também podem deixar a região abaixo dos olhos mais inchada em algumas circunstâncias. As principais causas são distúrbio do sistema circulatório, aumento dos vasos sanguíneos e pele muito fina na região. Retenção de líquidos, estresse, noites mal dormidas ou cansaço pioram a situação. O tratamento pode ser realizado com laser, drenagem linfática, dermocosméticos com cafeína, entre outros. “Laser e Luz pulsada são excelentes opções de tratamento”, explica Jaciara.

2. Olheiras pigmentares:

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As olheiras pigmentares possuem coloração amarronzada ou marrom-acinzentada, podendo ter a tonalidade parecida com outras manchas da face, como o melasma, por exemplo. São causadas pelo acúmulo de pigmentos na pele fina dos olhos. Geralmente, são mais comuns em pessoas que possuem a pele morenas a negra ou que tenham rinite. Segundo a dermatologista, o tratamento ideal depende do tipo de pigmento, que pode ser melanina ou hemossiderina, mas de forma geral, dermocosméticos despigmentantes, peelings e procedimentos a laser fazem parte do tratamento. Já a exposição solar pode piorar o aspecto das manchas ao longo do tempo.

3. Olheiras estruturais ou profundas:

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De coloração castanha ou marrom-acinzentada, as olheiras profundas costumam dar um ar de constante cansaço em quem as possui e, curiosamente, de todas as olheiras essas são as menos influenciadas pelos hábitos de vida do paciente. Na verdade, essas olheiras, que são como sombras na face, estão intimamente ligadas à estrutura do rosto; acontecem devido a maior profundidade do sulco nasojugal (goteira lacrimal) e, às vezes, do sulco palpebromalar. A boa notícia é que podem ser facilmente tratadas com preenchimento.

De acordo com a médica, os preenchimentos têm se mostrado bastante efetivos para estes casos. “Eu indico a linha Perfectha, uma geração de preenchedores de ácido hialurônico da Sinclair Pharma, empresa internacional de dermatologia. Entre as quatro apresentações do produto, voltadas para o tratamento de diferentes áreas do rosto e das mãos, a Perfectha Finelines, desenvolvida exclusivamente para a região dos olhos (pés de galinha e olheiras), apresenta um resultado realmente espetacular”, enfatiza.

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Jaciara ainda ressalta que, aplicado por um profissional capacitado e na medida certa, o preenchedor possui poucas contraindicações. “O produto traz em sua fórmula o acido hialurônico, um componente natural do nosso organismo, que promove sustentação, brilho e hidratação da pele. O Perfectha devolve ao paciente uma expressão realmente mais jovem e saudável”, finaliza.

4. Olheiras mistas

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Acontecem quando dois ou mais tipos se associam. Nesse caso, as olheiras apresentam características combinadas e, normalmente, exigem também tratamentos combinados.

Fonte: Sinclair

Quais problemas de visão podem ser corrigidos com cirurgias?

Dores de cabeça, perda da concentração, tonturas. Quem utiliza óculos sabe o quanto é ruim esquecê-los em casa. E pior do que os sintomas físicos, que causam diversos transtornos no trabalho e nos estudos, há aqueles famosos inconvenientes, como: sinalizar o ônibus errado e se passar por arrogante por não reconhecer amigos e parentes na rua. Tirando o fato de nunca enxergar por inteiro.

A boa notícia é que já é possível evitar este tipo de situação, eliminando por completo o uso de armações e lentes de contato. As cirurgias retrativas a laser estão se tornando cada vez mais comuns entre os brasileiros. Elas tratam as deficiências mais comuns entre a população, como: miopia, astigmatismo e hipermetropia, e podem ser encontradas em hospitais e clínicas de pequeno, grande e médio porte, espalhadas por todo o país.

“O procedimento é bem simples. Leva em torno de 20 minutos por olho, não existe internações e logo após o procedimento o paciente é liberado”, comenta Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica. A cirurgia refrativa trata-se de uma correção da visão com laser e existem duas técnicas de aplicação. A escolha dependerá da espessura da córnea, que varia de acordo com cada pessoa.

“Na maioria dos casos, o paciente retorna as suas atividades após três dias de repouso”, explica Korn. O tempo de descanso é importante para a regeneração do epitélio, que foi alterado para a correção visual. O acesso a este método tem se tornado mais acessível aos brasileiros devido ao aumento de especializações no assunto e da oferta de crédito no mercado, como ocorre pelo Centro Nacional – Cirurgia Plástica, entidade que fornece recursos, à base do crédito, para pacientes cirúrgicos. No caso, o cirurgião recebe do paciente, à vista, o valor de seus honorários e o paciente tem a opção de pagamento em parcelas.

Segundo análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais de 35 milhões de pessoas no Brasil lidam com alguma dificuldade de visão, o número equivale a quase 19% da população. A pesquisa aponta também que torno de 500 mil pessoas receberam o diagnóstico de cegueira. Como diz o ditado, melhor prevenir do remediar. “As chances de sucesso das cirurgias refrativas são altíssimas. A maioria dos pacientes têm as expectativas atendidas, ficando livres de óculos”, finaliza Korn.

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Veja o quadro abaixo, que detalha as diferenças entre problemas de visão:

Miopia

Miopia é uma deficiência visual que dificulta a visualização de objetos que estão longe. A palavra miopia tem origem no grego “myopia”, que significa “olho fechado”, porque as pessoas com esta condição muitas vezes fecham ligeiramente os olhos na tentativa de ver o que está mais longe.

A miopia é causada por um aumento anormal do eixo ocular (miopia axial) ou por uma ação de refração demasiada intensa do cristalino (miopia de refração), fazendo com que a imagem se forme antes da retina.

Isto significa que em uma curta distância a visão ainda é possível, mas para além desta, a imagem não é nítida, sendo necessário o uso de lentes ou óculos. A miopia é geralmente congênita, embora com frequência se desenvolva só com o avançar dos anos, com tendência para aumentar durante a fase de crescimento.

Hipermetropia

A hipermetropia ocorre quando o olho é um pouco menor do que o normal, provocando uma focalização errada da imagem, que se forma após a retina. Ela também pode ser causada pela diminuição do poder refrativo do olho, causada por alterações no formato da córnea ou no cristalino.

Geralmente o paciente com hipermetropia tem boa visão de longe, pois se o seu grau não for muito elevado, é naturalmente corrigido pelo aumento do poder dióptrico do cristalino, em um processo chamado de acomodação. A maior parte das crianças apresenta hipermetropia, porque seus olhos normalmente são menores do que deveriam ser, porém elas têm um maior poder de acomodação e suportam graus muito mais elevados. São comuns casos de pessoas que necessitam de óculos na infância, mas deixam de usá-los na idade adulta, quando o olho atinge o tamanho ideal.

A hipermetropia também pode estar associada ao aparecimento de estrabismo acomodativo na infância, com o surgimento de sintomas ao redor dos dois anos de idade. Neste caso a correção total do problema pode ser feita com o uso de lentes de óculos adequadas.

Astigmatismo

Astigmatismo é uma imperfeição comum, leve e facilmente tratável na curvatura do olho. A maior parte do poder de foco no olho ocorre ao longo da superfície frontal, chamada córnea. A próxima estrutura envolvida na focagem é o cristalino, lente que fica atrás da íris, no interior do olho.

A córnea ideal tem uma superfície simetricamente curva, como uma bola de basquete. O astigmatismo é causado por uma córnea ou uma lente que não é simétrica. Como resultado, as pessoas com astigmatismo podem ter visão distorcida ou borrada.

O astigmatismo pode ocorrer em famílias e, na maioria dos casos, está associado com outros problemas de refração, como miopia ou hipermetropia. Ele também pode aumentar ao longo do tempo, devido à idade.

Segundo o diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica as chances de sucesso nos procedimentos oftalmológicos são altíssimas e a maioria dos pacientes têm suas expectativas atendidas, ficando livres de óculos.

Fonte: Centro Nacional – Cirurgia Plástica

 

 

Conheça quatro tipos de manchas na pele e como tratá-los

As manchas podem ter origem interna ou depender de fatores externos como a exposição solar. Produtos de tratamento devem primar pela renovação celular combinada com ação despigmentante e antioxidante

As manchas ou hipercromias ocorrem quando há produção excessiva de melanina (pigmento que dá cor à pele), o que confere à região afetada uma coloração mais escura que o restante do tom da pele ao redor.

“Essa coloração pode ser resultado de fatores externos, como a exposição solar excessiva, traumas na superfície cutânea ou até mesmo a utilização de certos medicamentos e uso de cosméticos inadequados. Como fatores internos, por exemplo, estão os de natureza genética, distúrbios endócrinos (hormonais), características raciais ou até mesmo fatores de fundo emocional”, explica Isabel Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia, embaixadora do CIA — Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas, Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica – ABEC.

“As manchas, inclusive, podem ser causadas pela ação de cosméticos (como os que contém parabenos, justamente pela ação estrogênica da substância, assemelhando-se aqui à causa de origem hormonal”, completa a especialista. Com relação ao tipo, elas podem ser, segundo a especialista, melasma (ou cloasma), efélides (ou sardas), hiperpigmentação pós-inflamatória e melanose solar (ou mancha senil). Ela explica:

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Melasma — dermatose caracterizada por manchas escuras ou acastanhadas (e geralmente com padrão bilateral), o melasma afeta principalmente mulheres em idade fértil com peles mais morenas e que residem em países de climas quentes. Pode estar localizado em áreas como a região centro facial, mentoniana, buço, malar e até mesmo em todo o rosto. “Afeta frequentemente mulheres grávidas, pessoas com propensão genética ou que usam anticoncepcionais à base de estrógeno. Essas manchas pigmentadas, em tom castanho, desenvolvem-se e aumentam de intensidade com a exposição solar que é estimulante da formação da melanina”, explica. Segundo a especialista, o melasma classifica-se em epidérmico, quando o depósito de melanina ocorre nas camadas basais e suprabasais da epiderme e, ocasionalmente, entre as células da camada córnea; dérmico, quando atingem a derme superficial e profunda; e misto, quando os dois coexistem no mesmo tecido. “Atualmente, os tratamentos de melasma levam em consideração o gerenciamento e controle da mancha. Além da radiação, pessoas com melasma devem estar atentas, também, à luz visível, aquela emitida por lâmpadas, pela tela do computador, TV, tablet e celular e também pelo sol, e que pode piorar as manchas”, completa.

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Efélides — manchas castanho-claras que aparecem na infância, após exposição solar. “Com frequente caráter hereditário, aparece em ruivos e pessoas de pele clara”, explica Isabel.

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MedicalNewsToday

Hiperpigmentação pós-inflamatória — ocorre na pele após traumas ou processos inflamatórios como acne, dermatites, picadas de insetos, queimaduras, entre outros. Também é comum esse tipo de pigmentação em pós-procedimentos com lasers ablativos e mais agressivos, explica a especialista. “Costuma ser frequente nos pós-operatórios (cicatrizes) e os fototipos mais altos são os que apresentam maior tendência de serem atingidos”, completa.

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Basic Medical Key

Melanose solar —– manchas marrons variando de claras a escuras que surgem principalmente no dorso das mãos e antebraços em indivíduos com mais de 40 anos. “Fortemente relacionadas com a exposição solar sem a devida proteção ao longo da vida e com o envelhecimento cronológico, é mais comum em pessoas de pele e olhos claros”, comenta.

Tratamentos

Isabel explica que quanto mais profunda a localização do pigmento, mais difícil será o tratamento. “Para que o diagnóstico seja o mais preciso possível, é recomendado o uso da Lâmpada de Wood, que permite a visualização desse tipo de lesão e também ajuda a definir em que camada da pele se encontra a hipercromia”.

Para tratar as hipercromias o ideal, segundo a especialista, é combinar cosméticos que promovam a renovação celular – peelings, inclusive química (ácidos), com despigmentantes e ativos com finalidade inibidora, como os antioxidantes, sempre aplicados por profissionais especializados ou sob orientação dos mesmos.

“Essa sinergia é importante porque, no caso dos ativos de renovação celular expressiva e que provocam descamação, quando você associa o despigmentante, faz com que ele consiga penetrar mais facilmente”, explica. “Já o uso isolado do ácido de renovação celular remove apenas as manchas da camada superficial da pele, sem impedir que o melanócito (célula que produz melanina) continue produzindo pigmento em excesso”, conta.

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Isabel sugere a combinação sinérgica de ativos como a Vitamina C estável e o Ácido Ferúlico, à ação despigmentante de compostos como o Skin Whitening Complex e o Belides. Outro ativo de destaque no tratamento de melasma e manchas inflamatórias é o ácido tranexâmico — por agir nos mensageiros celulares que causam a inflamação e consequentemente a mancha.

Cada um deles apresenta uma finalidade específica e muito importante no tratamento da hipercromia, mas Isabel complementa: “Um tratamento completo, para ser realmente completo, deve atuar em todas as etapas da formação da mancha. Não adianta usar produtos com apenas um ou outro ativo, e sim uma sinergia deles, pois é a associação que vai proporcionar o clareamento efetivo, agindo nos diferentes mecanismos e fases da mancha. Por isso indico produtos que contenham os ativos belides, ácido ferúlico, skin whitening complex, TGP2, antipollon e B-white”.

Sobre as fases de formação da mancha, Isabel esclarece que o tratamento deve atuar inibindo a formação da mancha, durante a sua formação e também depois, inclusive na absorção do excesso de melanina que se formou, descolorindo o pigmento já depositado na pele.

“Funciona mais ou menos assim: antes, reduzindo a Endotelina-1, responsável por formar a tirosinase – enzima que dá início à formação da melanina; durante, inibindo a formação da tirosinase; e depois, impedindo a transferência dos grânulos de melanina já formada para os queratinócitos (camada superficial), dando resultado mais rápido e de efeito long lasting, ou seja, prolongado. A associação cosmética também deve ser capaz de inibir tanto a pigmentação de origem genética quando a que se dá por fatores epigenéticos – ação do ambiente – como fotoexposição em excesso. Dessa forma será reduzida a hiperpigmentação da pele e irregularidades de cor, como manchas causadas pela idade ou excesso de sol”.

A profissional também faz um alerta com relação ao Hidroquinona. “Ainda encontramos muitos profissionais que fazem tratamento com base na Hidroquinona, porém seu uso é muito perigoso, porque o paciente pode ter a chamada hipopigmentação, que é caracterizada por uma despigmentação irreversível de uma área da pele. Quando usada por muito tempo, deixa-se de produzir melanina naquele local, e a pele fica com manchas esbranquiçadas, efeito também conhecido por ‘confete branco’”, alerta.

Fonte: Buona Vita