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SII: terapia cognitivo-comportamental por telefone e Internet alivia sintomas

O tratamento usual para a síndrome do intestino irritável consiste em drogas e conselhos sobre estilo de vida e dieta. Agora, um novo estudo sugere que fazer terapia comportamental cognitiva pela Internet ou pelo telefone, além dos cuidados habituais, pode reduzir os sintomas de forma mais eficaz do que o tratamento padrão para aqueles cuja SII não está respondendo aos medicamentos.

A pesquisa, que tomou a forma de um estudo controlado randomizado, é a maior até agora a ter testado esses tipos de terapia cognitivo-comportamental (TCC) para o tratamento da síndrome do intestino irritável (SII).

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O experimento foi realizado no Reino Unido, sob a direção de pesquisadores da Universidade de Southampton e do King’s College London, que detalharam os métodos e descobertas em um artigo publicado na revista Gut.

A SII é uma condição intestinal comum com sintomas persistentes que podem afetar significativamente a qualidade de vida de uma pessoa. As novas descobertas podem ajudar a ampliar o acesso ao Serviço Nacional de Saúde (NHS) no Reino Unido e à terapia psicológica efetiva para pessoas com a síndrome.

As diretrizes clínicas do Reino Unido recomendam a TCC para pessoas com SII cujos sintomas permanentes não respondem aos medicamentos após 12 meses. Os pesquisadores afirmam que, embora a TCC possa “reduzir as pontuações dos sintomas e melhorar a qualidade de vida por meio de crenças e comportamentos de enfrentamento inúteis”, ainda não sabem quais métodos de administração são os mais eficazes.

Estudos anteriores sugeriram que sessões presenciais de TCC poderiam ajudar a reduzir os sintomas da SII. Porém, a primeira autora do estudo, Drª Hazel A. Everitt, que é professora associada em clínica geral na Universidade de Southampton, explica: “No entanto, na minha experiência clínica descobri que a disponibilidade [de face a  face] da TCC é extremamente limitada”.

SII e TCC

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SII é uma condição gastrointestinal persistente e angustiante que afeta cerca de 11% das pessoas em todo o mundo, e “requer carga significativa de cuidados de saúde”. Os sintomas incluem dor abdominal, cólicas, inchaço, constipação e diarreia. Eles podem ter um impacto considerável na capacidade de uma pessoa para trabalhar e manter sua qualidade de vida. SII não é o mesmo que doença inflamatória intestinal (DII), embora as duas condições tenham alguns sintomas semelhantes.

Já a TCC é uma “terapia da fala” que ajuda as pessoas a alterarem seu pensamento e comportamento para gerenciar os problemas de uma maneira positiva e sistemática. A terapia concentra-se no presente e incentiva a mudança por meio de pequenos passos práticos que os indivíduos podem implementar em suas vidas diárias imediatamente.

A abordagem pode ajudar várias condições médicas, desde SII a transtornos alimentares, depressão, ansiedade, insônia e estresse pós-traumático.

Comparando a TCC adaptada ao atendimento padrão

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Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 558 pessoas com SII que estavam passando por sintomas contínuos sem alívio e em outros tratamentos por pelo menos 12 meses. Eles atribuíram aleatoriamente os participantes a três grupos. Em um grupo, de controle, receberam cuidados padrão, enquanto os outros dois grupos receberam duas formas de TCC adaptadas para a SII, além do tratamento padrão.

Os cuidados padronizados incluíam o “tratamento como de costume”, que os pesquisadores definiram como “continuação dos medicamentos atuais e acompanhamento habitual do clínico geral ou consultores sem terapia psicológica”. Ele também incluiu conselhos e um folheto sobre estilo de vida e dieta.

As duas formas de TCC – por telefone e pela Internet – tinham os mesmos objetivos, mas diferentes modos de entrega e quantidades variáveis ​​de informações dos terapeutas, que também passaram por um treinamento.

Ambas as formas de TCC visavam melhorar os hábitos intestinais e desenvolver padrões estáveis ​​e saudáveis ​​de alimentação. Também procuraram gerenciar o estresse, desafiar o pensamento negativo, reduzir o foco nos sintomas e prevenir a recaída.

Aqueles no programa de TCC por telefone receberam um manual com conselhos detalhados e trabalhos de casa. Eles também falaram por uma hora ao telefone com um terapeuta por seis vezes durante as primeiras nove semanas. Então, eles tiveram mais duas sessões de reforço de uma hora com o terapeuta no telefone, aos quatro e aos 8 meses após o início do programa.

Os participantes do programa de TCC pela Internet poderiam acessar um pacote de autoajuda interativa baseado em materiais de um teste anterior para SII. Eles também receberam três sessões de telefone de 30 minutos com um terapeuta nas primeiras cinco semanas e depois duas sessões de reforço de 30 minutos após quatro e oito meses.

Os resultados favoreceram ambos os modos de TCC

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Para avaliar a eficácia do tratamento nos três grupos, os pesquisadores analisaram uma série de medidas, incluindo mudanças nos escores de gravidade dos sintomas, nível de interrupção do trabalho e da vida social, humor e capacidade de lidar com os sintomas.

Eles avaliaram algumas pessoas, 3 e 6 meses após o início dos tratamentos e, em seguida, no final do estudo, que durou 12 meses. Os resultados mostraram que, em comparação com os participantes que receberam apenas tratamento padrão por 12 meses, aqueles que receberam TCC por telefone ou pela web tiveram maior probabilidade de relatar que seus sintomas diminuíram em gravidade e que o trabalho e vida social melhoraram.

É importante notar que apenas as pessoas cuja SII não respondeu às drogas participaram do estudo, então, os resultados não se aplicam necessariamente a todos com o problema.

A equipe está agora trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde inglês para que mais pessoas com SII possam acessar esses tratamentos. Eles também estão trabalhando com uma empresa privada para tornar a TCC pela web mais acessível fora do serviço de saúde e em outros países.

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“O fato de que ambas as sessões de TCC realizadas por telefone e pela web se mostraram tratamentos eficazes é uma descoberta realmente importante e excitante. Os pacientes são capazes de realizar esses tratamentos em um momento conveniente para eles, sem terem que se deslocar para clínicas”, afirma um dos pesquisadores, o médico Hazel A. Everitt.

Fonte: Medical News Today

Cavalos são aliados no tratamento de pessoas com deficiência intelectual

A equoterapia traz excelentes resultados de desenvolvimento dos educandos da instituição

Não é de hoje que ouvimos falar sobre os benefícios do convívio dos humanos com os animais. Muitos dos bichos são considerados pela Medicina como um grande aliado em diferentes tratamentos de saúde. No Centro Especializado Nossa Senhora D’Assumpção a filosofia não poderia ser diferente. O lugar reconhecido pelo acolhimento e educação socializadora de pessoas com deficiência intelectual há anos dispõe de uma modalidade que usa o cavalo como meio de terapia e agrada não só os educandos, mas toda a equipe técnica do centro.

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Conhecido como “equoterapia”, o método terapêutico com abordagem interdisciplinar ganhou as atenções da equipe do Censa por exigir do praticante a participação do corpo inteiro. Uma observação que tem colocado em evidência a presença do cavalo nos excelentes resultados de desenvolvimento das atividades motoras dos educandos.

Carla Braz, fisioterapeuta da equipe do CET – Centro de Equoterapia Talentos, atuante no Censa Betim explica: “O cavalo não é só fonte de esporte ou diversão, mas útil, também, quando o assunto é saúde. Aqui no Censa vemos muitos avanços nos casos de educandos com deficiência intelectual. Em alguns casos, temos indivíduos mais agitados ou com dificuldades de concentração e a terapia com o animal ajuda a desenvolver a mente e corpo e trabalhar a concentração”.

Segundo a fisioterapeuta, a atividade faz parte da proposta diferenciada de atividades esportivas e recreativas do Centro. E a prática da modalidade, cientificamente foi comprovada pela sua contribuição para o desenvolvimento de várias cadeias da deficiência como a força, o tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

Na prática, o ambiente e a formação da equipe devem seguir normas específicas que garantam a segurança e o acolhimento do educando. No Censa Betim, cada sessão é acompanhada por, no mínimo, três profissionais de diferentes categorias: a equitação, a fisioterapia e a psicologia.

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“Realizar a equoterapia no Censa é um privilégio, pois estamos rodeados de profissionais comprometidos que buscam o melhor para os educandos. Por isso eu ressalto que trabalhar com os cavalos e com pessoas com deficiência intelectual é um presente pra mim, já que a cada atendimento, nós profissionais é quem aprendemos com eles! Cada praticante tem suas limitações, assim como também potencialidades que são valorizadas sessão por sessão. Por isso, a terapia com o animal significa permitir o desenvolvimento não somente físico, como também emocional, social e educacional. Abrangendo assim, a pessoa como um todo” explica Carla Braz.

Além da equoterapia, o lugar oferece também durante todo o ano oficinas de teatro, música, artesanato e esportes adaptados em uma proposta diferenciada de escolaridade com o objetivo de desenvolver ao máximo as potencialidades dos educandos.

Com atendimento particular, o Censa cumpre a missão de apoiar e garantir a qualidade de vida das pessoas com deficiência intelectual, tudo isso em um ambiente familiar e integrado à natureza. Por isso, o Centro conta com uma equipe multidisciplinar regada de profissionais como psiquiatra, clínico geral, psicóloga, enfermeira, nutricionista, farmacêutica, musicoterapeuta, fisioterapeuta, pedagoga e fonoaudióloga. A instituição oferta diferentes modalidades de atendimento.

Censa Betim – Centro Especializado Nossa Senhora D’Assumpção – Rodovia Fernão Dias, Km 494 – S/N | Betim – MG

Infertilidade e depressão: quais as ligações, os sintomas e como enfrentá-los

A infertilidade pode ser angustiante e muitas pessoas experimentam crises de estresse, tristeza ou sentimentos de desesperança. Algumas, porém, chegam a ficar deprimidas. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos, em 2015, encontrou uma alta prevalência de transtorno depressivo maior em pessoas que estavam recebendo tratamento para infertilidade.

Se você está passando por isso ou conhece alguém próximo que esteja, leia com atenção este texto.

Como a infertilidade está ligada à depressão?

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Enquanto os médicos há muito entendem que a infertilidade é um problema de saúde, a vergonha e o sigilo continuam prevalentes entre as pessoas com infertilidade. Isso pode dificultar a busca de ajuda de amigos e familiares. Não engravidar depois de tentar por um período prolongado pode ser profundamente decepcionante e frustrante, especialmente sem o apoio dos entes queridos. Uma pesquisa de 2010 descobriu que a depressão pode impedir as pessoas de procurar tratamento para a infertilidade.

Embora muitas pessoas com problemas de fertilidade possam ter um filho após o tratamento, como a fertilização in vitro (FIV), a ansiedade sobre se o tratamento irá funcionar também pode prejudicar a saúde mental de uma pessoa.

“A infertilidade, do ponto de vista emocional, é vivida como uma perda, e toda perda pressupõe um luto. Esta perda pode ser vivida em diferentes momentos: quando se descobre que a gravidez muito provavelmente não acontecerá sem tratamento; quando há insucessos nos tratamentos e quando a gravidez é seguida pelo aborto”, afirma o médico Arnaldo Schizzi Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

“Os sentimentos depressivos indicam o fim da fase de raiva e revolta, comuns do primeiro momento, e o início de uma nova fase na qual há a possibilidade de suportar as frustrações sem ressentimentos e com menos hostilidade, e as projeções da raiva no mundo externo diminuem”, completa o médico.

Cambiaghi lembra que, apesar de ser uma fase necessária ao processo de elaboração emocional, é extremamente importante que o médico esteja atento para a intensidade e a permanência da paciente neste quadro. Caso os sintomas depressivos se intensifiquem, um aspecto mais severo de depressão pode se configurar. A indicação fármica e psicoterápica é extremamente benéfica e se faz necessária em tais situações.

Algumas das razões pelas quais as pessoas com infertilidade lutam contra a depressão incluem:

=Estresse: a infertilidade pode ser uma experiência estressante, particularmente quando há muita pressão sobre alguém para engravidar.
=Condições médicas: vários problemas médicos podem causar infertilidade, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e também podem aumentar o risco de depressão. Um estudo de 2010 encontrou taxas mais altas de depressão e ansiedade em mulheres com SOP.
=Os desafios emocionais e físicos do tratamento: um pequeno estudo de 2014 com mulheres que procuraram tratamento de infertilidade ou serviços de preservação de fertilidade descobriu que a ansiedade e a depressão pioravam à medida que o tratamento progredia.
=Efeitos colaterais do tratamento: muitos medicamentos para fertilidade envolvem o uso de hormônios. Às vezes, esses podem afetar o humor de uma pessoa, aumentando o risco de depressão.

Qualquer um pode experimentar depressão por causa da infertilidade.

Sintomas

Não é incomum sentir-se triste ou deprimido ocasionalmente. No entanto, quando esses sentimentos persistem com o tempo e afetam a qualidade de vida de uma pessoa, ela pode estar sofrendo de depressão. Uma pessoa pode receber um diagnóstico de depressão quando tiver cinco ou mais dos seguintes sintomas:

=humor deprimido durante a maior parte do dia na maioria dos dias;
=perda de interesse na maioria das atividades, mesmo aquelas que aprecia;
=perda de peso ou ganho, não devido à dieta deliberada ou condição de saúde;
=dormindo muito ou pouco;
=sentindo-se fisicamente agitado ou lento na maioria dos dias;
=tendo baixa energia na maioria dos dias;
=sentindo-se sem valor, culpado ou envergonhado;
=dificuldade para pensar claramente ou se concentrar;
=pensamentos frequentes de morte ou suicídio.

Para um médico diagnosticar a depressão, os sintomas de uma pessoa não devem ser causados ​​por medicação ou abuso de substâncias. Ele também deve pedir avaliação para outras condições de saúde mental. Se outra condição explicar com mais precisão os sintomas, o médico pode diagnosticá-la com essa condição e não com a depressão.

Quando procurar ajuda

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Ilustração: Serena Wong/Pixabay

Pessoas com infertilidade que sofrem de depressão devem procurar tratamento para ambas as condições. Embora a infertilidade possa ser a causa da depressão, é essencial tratar também os problemas de saúde mental.

Casais incapazes de engravidar depois de tentar por 12 meses ou mais devem considerar conversar com um médico sobre a infertilidade. No entanto, mulheres com mais de 35 anos devem consultar um médico caso não tenham conseguido engravidar após 6 meses de tentativas. Casais com história de infertilidade, mulheres com períodos irregulares e pessoas com problemas médicos crônicos, como diabetes, devem procurar um médico antes de tentar engravidar.

Um médico de família pode encaminhar homens a um urologista e mulheres a um ginecologista. Se os sintomas da depressão dificultarem a atuação de uma pessoa em casa, no trabalho ou na escola, elas devem procurar ajuda.

O desespero da depressão pode fazer as pessoas pensarem que o tratamento não funcionará. No entanto, isso também pode ser um sintoma de depressão. O tratamento pode, e muitas vezes alivia, os sintomas da depressão e melhora a qualidade de vida de uma pessoa.

Tratamento

Existem muitos medicamentos disponíveis que podem tratar a depressão. Os antidepressivos vêm em muitas formas, incluindo os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), os antidepressivos tricíclicos, os moduladores da serotonina e os inibidores da monoamina oxidase.

Algumas pessoas podem precisar experimentar vários medicamentos antes de encontrar um que funcione bem para elas. Ser honesto com um médico sobre quaisquer efeitos colaterais é essencial, pois o profissional pode alterar a dose ou o tipo de medicação.

A terapia também é uma maneira eficaz de tratar a depressão. Quando uma pessoa está em terapia, ela pode discutir seus sentimentos sobre a infertilidade, estabelecer metas e identificar estratégias para melhorar seu relacionamento. Alguns casais acham que a infertilidade prejudica seu relacionamento, portanto, participar de um aconselhamento em conjunto também pode ajudar.

Para a maioria das pessoas, a medicação e a terapia juntas oferecem os melhores resultados de tratamento. Um estilo de vida saudável, como manter uma dieta nutritiva e fazer exercícios regularmente, também é importante.

Alguns casais acham que um novo hobby ou atividade compartilhada pode ajudar. Ao lidar com problemas de fertilidade, é fácil se concentrar apenas em engravidar e negligenciar outros aspectos do relacionamento. Experimentar novas atividades, ter novas coisas para esperar e construir interesses compartilhados pode ajudar a reequilibrar a vida de um casal.

“A resistência em procurar um psicólogo ainda é muito grande pelos casais. Colocar o sofrimento em palavras, reviver sentimentos dolorosos é visto como algo muito penoso em um primeiro momento. É comum subestimar o impacto emocional ao longo do tratamento, principalmente quando há causas orgânicas absolutamente esclarecidas. Muitas pacientes ficam meses, às vezes anos com o número de telefone do psicólogo guardado em algum lugar até tomarem coragem para ligar”, explica Cambiaghi, que atende casais nesta situação há mais de 30 anos .

Ele enfatiza que a forma com que os profissionais da equipe de saúde encaminham os pacientes ao psicólogo pode facilitar ou dificultar essa procura. Quando os pacientes sentem que estão sendo encaminhados por estarem “problemáticos”, “dando trabalho”, isso só aumenta o estigma e o preconceito em relação às dificuldades mentais e a resistência na busca de apoio psicológico especializado. Sentem-se mais uma vez “incompetentes”, até para lidarem com suas emoções, e essa procura é dificultada.

“Porém, se o médico encaminha o paciente ao psicólogo de forma acolhedora, acreditando de fato que esse tratamento emocional terá eficácia em aliviar as angústias e ansiedades, aumentando o bem-estar e a qualidade de vida das pacientes, o caminho para a aceitação e procura de apoio psicológico especializado fica extremamente facilitado”, ensina o especialista.

Apoio

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Embora a infertilidade seja comum, ela pode fazer com que uma pessoa se isole. Segundo pesquisa norte-americana, cerca de 6% das mulheres entre 15 e 44 anos não engravidam depois de um ano de tentativas. No entanto, a infertilidade não precisa durar para sempre, e o tratamento permite que muitas pessoas tenham bebês saudáveis.

Encontrar apoio de outras pessoas com experiências semelhantes pode ser útil. Elas podem oferecer recursos para controlar o estresse, manter um bom relacionamento e mostrar que ninguém está sozinho. Grupos on-line, como alguns privados do Facebook e fóruns de mensagens de fertilidade, também podem oferecer suporte.

“Não queremos que as pacientes deixem aspectos psicológicos implícitos na infertilidade tomarem conta da vida delas ou tirarem a energia e a esperança não só de continuar tentando a gravidez, mas, também, de viverem a vida em toda a sua plenitude”, afirma Cambiaghi, completando: “É preciso lembrar que não há apenas sofrimento e dor nos obstáculos que a vida impõe, mas também a possibilidade de encontrar força, saúde e resistência para enfrentar com coragem os novos desafios. Quanto maior o bem-estar, quanto maior a compreensão dos conflitos emocionais íntimos e profundos que a infertilidade provoca, menor a angústia e a ansiedade e maiores são as chances de o corpo encontrar um caminho ‘livre’ para a realização do desejo”.

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros.

Tratamento promete eliminar traumas em até quatro sessões

Com uma mistura de técnicas que incluem Microfisioterapia e Psych-K, o tratamento criado pelos fisioterapeutas da Biointegral Saúde promete eliminar memórias traumáticas em até quatro sessões

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Imagine se livrar, de uma vez por todas, de crenças e de memórias traumáticas que, silenciosamente, impedem seu crescimento e sua felicidade? Pois isso é possível. No tratamento criado pelos fisioterapeutas da Biointegral Saúde, o foco é detectar quais são os entraves que atrapalham nossas decisões e que nos direcionam, mesmo sem que tenhamos consciência.

Para isso, são usadas técnicas que encontram memórias traumáticas gravadas nas células do corpo, como é o caso da Microfisioterapia, e também que descobrem se estamos sendo guiados por crenças que nos limitam.

Segundo médico Sergio Bastos Jr, grande parte das doenças crônicas que nos acometem está ligada a algum trauma vivido e que, mesmo sem termos consciência, ficou gravado em nosso corpo: “tudo que nos acontece, de alguma forma, é registrado. Alguns acontecimentos que nos provocam dor são eliminados da memória consciente, mas seguem gravados em tecidos de determinadas partes do corpo. Assim, ao menor sinal de situação similar, as reações idênticas à quando ocorreu o trauma aparecem. Por isso, temos dores recorrentes e inexplicáveis”.

Os criadores da microfisioterapia, técnica surgida na França na década de 1980, mapearam o corpo humano, descobrindo os lugares em que essas memórias são gravadas, por tipo e período em que aconteceram.

“Podemos ter memórias traumáticas ligadas, inclusive, ao uso de determinado medicamento”, explica Bastos Jr. É possível eliminar essas memórias? Segundo ele, sim: “quando detectamos onde elas estão e de que tipo são, emitimos comandos ao corpo de que é seguro que essas células, com memórias, sejam trocadas por células saudáveis”. Tudo isso acontece por meio de microtoques, em uma sessão rápida e indolor.

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O método é tão eficaz que a grande maioria dos pacientes resolve boa parte dos problemas em apenas uma sessão. Mas a indicação, caso os sintomas permaneçam, é realizar até 4 aplicações, com intervalo de 60 a 90 dias entre elas: “na microfisioterapia, nós descobrimos quais são as memórias e onde estão, mas a limpeza é realizada pelo próprio organismo, que precisa de tempo para agir”, explica o fisioterapeuta.

Dependendo do caso, são utilizadas outras técnicas em conjunto, como o Psych-K, que trabalha na mudança da frequência do pensamento, encontrando e modificando crenças limitantes que possivelmente também atuam para aumentar as sensações causadas pelos traumas. “Na primeira consulta, entendemos quais são os problemas e explicamos as ferramentas que temos à disposição. Junto com o paciente, criamos um plano de ação que melhor se adeque aos seus objetivos”, enfatiza Bastos Jr.

Apesar de não ser amplamente conhecida, a microfisioterapia já é usada há alguns anos no Brasil, e com sucesso. Tanto que a Biointegral Saúde tem pacientes famosos, como a ex-BBB Adriana Santana, uma das maiores incentivadoras do trabalho de de Bastos Jr, o DJ e modelo Jesus Luz, a atriz Fran Elmor, os youtubers Dora Figueiredo, PC Siqueira e Tavião, além de atletas como Martim Farley e Lucas Mineiro, lutadores de MMA.

Fonte: Biointegral Saúde

Equipamento reúne tecnologias para reduzir gordura, celulite e flacidez

Procedimento com resultado em uma sessão para gordura, Total Sculptor é a única plataforma corporal do mundo a associar criolipólise, ultrassom inovador focado em gordura, corrente de estímulo muscular, além da radiofrequência multipolar (para flacidez e celulite) e criofrequência (para gordura).

Chega ao mercado Total Sculptor, uma nova plataforma de tratamento corporal que oferece maior rapidez nos resultados de diminuição de medidas, definição do contorno corporal, melhora da celulite e enrijecimento da pele. Isso acontece porque o equipamento é o único do mundo a associar criolipólise, ultrassom macrofocado, corrente de estímulo muscular, radiofrequência multipolar e criofrequência para tratar de forma efetiva a gordura localizada e celulite, promover firmeza e remodelação corporal, além de ajudar a definir o músculo

“Essa associação de tecnologias em uma mesma máquina é exclusiva e pode ser associada em uma mesma sessão. O trunfo do procedimento é associar duas tecnologias padrão ouro no tratamento de gordura: a criolipólise e o ultrassom macrofocado. E o mais brilhante é que, durante o tratamento de gordura, também há estímulo do músculo”, comenta o dermatologista Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O equipamento dispõe de duas ponteiras de criolipólise que tratam ao mesmo tempo duas áreas do corpo e fazem um congelamento tridimensional. “A criolipólise é um método não invasivo que elimina as células de gordura através do frio, com segurança. A aplicação em baixa temperatura promove a redução da área pela destruição seletiva das células de gordura por congelamento”, explica.

No mesmo momento em que é feita a criolipólise, a corrente de estímulo muscular começa a agir: “É uma tecnologia que faz a paciente ‘malhar’ de forma passiva. Enquanto a paciente está parada, o equipamento começa a contrair e soltar o músculo várias vezes até fazer a definição da área muscular.” Essa tecnologia já existe há algum tempo, segundo o dermatologista, mas é a primeira vez que é associada à criolipólise no momento do procedimento.

Logo após à criolipólise, entra em cena uma das tecnologias mais comentadas dos últimos congressos de Dermatologia: o ultrassom macrofocado para gordura, que “derrete” a célula de gordura condensada pelo frio. “Ele vibra intensamente o ponto e destrói a gordura no momento da aplicação. Trata-se do mesmo ultrassom que foi feito para quebrar pedras nos rins, mas nesse caso ele está focado para queimar gordura e potencializar ainda mais o resultado da criolipólise”, explica o dermatologista.

Segundo o médico, a técnica dói só no início do procedimento. “Essa criolipólise é mais potente, já que tem vácuo mais intenso e área de congelamento maior. O ultrassom não dói porque vem logo depois da criolipólise e a gordura e os nervos estão congelados”, garante. Não há cuidados especiais pós-tratamento e nem downtime: “Após o procedimento, o paciente pode voltar normalmente para suas atividades normais.”

Uma sessão é necessária para atingir os resultados. “A perda de gordura é muito maior do que todos os métodos não invasivos que vieram até então. Primeiro porque tem a criolipólise, segundo porque a gordura congelada vai ser quebrada na hora e terceiro porque melhora a musculatura”, explica o dermatologista.

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BeautyHeaven

O procedimento é seguro e não há risco de trombose segundo estudos da empresa: “essa gordura é metabolizada e boa parte (lipossolúvel) sai pela bile enquanto a parte hidrossolúvel sai pela urina”, assegura. Os resultados são visíveis logo após a primeira semana e a perda máxima é depois de três meses. Como dispõe de radiofrequência multipolar, há ainda a possibilidade de aquecer a pele para promover o colágeno, tratar celulite e enrijecer.

Contraindicações: grávidas, pessoas com intolerância ao frio, pacientes que não podem fazer radiofrequência ou que têm marcapasso cardíaco não podem fazer o procedimento.

Informações: LMG – Laser Medical Group

Salvar

Dicas de como repor o colágeno da pele

Após os 30 anos, homens e mulheres sentem a elasticidade e firmeza da pele diminuírem pouco a pouco, pois, a partir dessa idade, o corpo passa a perder colágeno gradativamente, impactando diretamente a aparência.

O colágeno é uma proteína produzida pelo nosso organismo, cuja principal função é dar firmeza, elasticidade e sustentação à pele.

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Existem alimentos que ajudam na firmeza da pele, os chamados firmadores da pele. Muitos médicos solicitam que seus pacientes aliem uma dieta rica em reposição de colágeno com o Sculptra (ácido poli – L – lático injetável), que é um tratamento estético estimulante da produção natural do colágeno do organismo. Assim, os resultados, além de mais certeiros, tendem a ter uma duração maior e mais permanente na pele.

Abaixo seguem algumas dicas que muitos médicos especialistas indicam para pacientes:

Alimentação

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Foto: Nicole Franzen

Frutas cítricas: são ricas em vitamina C, substância indispensável para a formação de colágeno. Indicação de quatro porções ao dia.

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Frutas vermelhas: morango e a amora são exemplos de frutas vermelhas que contêm vitamina C e flavonoides que, ao trabalharem juntos, possuem ação antioxidante que combate os radicais livres e o envelhecimento do corpo humano.

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GreenMe

Linhaça: rica ação das fibras e ômega-3. O ideal é consumir uma colher (chá) por dia, de preferência triturada.

aveia

Aveia: é uma fonte de silício, um dos nutrientes necessários para a formação de colágeno.

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Foto: Max Straeten / Morguefile

Peixes: ricos em ômega-3 e DMAE. Comer no mínimo três vezes por semana garante uma ótima absorção das enzimas.

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Pixabay

Castanha, nozes e amêndoas: contêm ácidos graxos poli-insaturados importantes para a vitalidade da pele e vitamina E.

Cenoura

Abóbora, cenoura, melão e pêssego: contêm vitamina A, responsável pela regeneração da pele. Comer ½ xícara por dia, em saladas ou sucos.

chá branco pixabay

Chá Branco: pode proteger as proteínas presentes na estrutura da pele, em especial o colágeno. A justificativa para a ocorrência de tal fato é que a bebida previne a ação de enzimas que destroem o colágeno.

Sculptra

A aplicação de Sculptra, que pode ser realizado em consultório médico, consiste na aplicação de uma substância chamada ácido poli–L–láctico, um estimulante da produção natural do colágeno do organismo que melhora a flacidez e o contorno facial.

Revolucionário e reverenciado pelos médicos, dermatologistas e especialistas, o Sculptra é um bioestimulador de colágeno injetável, composto por ácido poli-L-láctico, uma substância absorvível pelo nosso organismo.

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Sculptra atua de dentro para fora, suavizando os sinais do envelhecimento e melhorando a flacidez. O tratamento consiste em cerca de três sessões, com intervalo médio de 30 dias entre cada uma delas. Os resultados são graduais e começam a surgir a partir da terceira semana após a primeira sessão, sendo mais visíveis após seis meses. Devido ao exclusivo mecanismo de ação de Sculptra, os resultados são duradouros e percebidos por até 25 meses.

Por que dentre todos os tratamentos o Sculptra é apontado como diferenciado?

Uma pesquisa* com 383 mulheres, entre 35 e 69 anos, sobre o comportamento do consumidor de tratamentos estéticos faciais anti-idade, mostrou que os pacientes preferem resultados graduais e duradouros, ao invés de imediatos. 75% das mulheres questionadas sobre suas preferências quanto a tratamentos estéticos desejam algo gradual, com resultados que duram dois anos.

*Weinkle S, Lupo M. Attitudes, awareness, and usage of medical antiagingtreatments. Results of a patient survey. J Clin Aesthetic Dermatol. 2010;3(9):30-33.dual, com resultados que duram dois anos.

Fonte: retirado e adaptado de Rebecca Fitzgerald, Danny Vleggaar. Facial volume restoration of the aging face with poly-L-lactic acid. Dermatologic Therapy, Vol. 24, 2011, 2–27.

Adaptado de Brandt, Fredic S. et al. Investigator global evaluations of efficacy of injectable poly-l-lactic acid versus human collagen in the correction of nasolabial fold wrinkles. Aesthet surg j. 2011 Jul;31(5): 521-8.

Fonte: Galderma

A importância de consultar um especialista antes de iniciar um procedimento estético

O Brasil é hoje o terceiro país com o maior mercado de estética no mundo, atrás, apenas, dos Estados Unidos e da China, que representam, respectivamente, 16,5% e 10,3% do consumo do mercado de estética no mundo. O dado é parte de um levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e reforça o quanto homens e mulheres estão cada vez mais preocupados com a aparência física e investindo nisso.

Mas para ter um rosto bonito e bem cuidado, não basta apenas escolher um procedimento e já realizá-lo. É preciso ter muita cautela ao buscar profissionais e tratamentos que tragam resultados realmente adequados para cada um. A avaliação facial é fundamental para o estabelecimento do plano de tratamento estético correto. Para isso, é recomendável que o médico planeje uma abordagem que atenda às necessidades de cada paciente, identificando corretamente as prioridades e correções que enalteçam a beleza particular de cada um.

Segundo o MAP (Managing Aesthetic Patients), projeto que reúne a experiência clínica de 16 médicos brasileiros especialistas em procedimentos estéticos, há algumas diretrizes que devem ser avaliadas antes de se iniciar qualquer tratamento. São elas:

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1. Qualidade da pele, que é avaliada pela cor e pela textura;

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2. Formato do rosto, que contribuem para a beleza e atratividade e que possuem fatores como idade, etnia e gênero determinando o seu formato;

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3. Contornos e proporções, que devem manter uma proporcionalidade mínima em relação à natureza do rosto;

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4. Simetria, que é um dos parâmetros de beleza mais citados e deve ser avaliada separadamente na área superior do rosto;

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5. Avaliação Dinâmica, que determina a presença de linhas estáticas e dinâmicas ao longo do tempo.

Com tantas variáveis, é essencial a busca por um profissional que possa trazer um planejamento estético especializado e que contemple as queixas e expectativas do paciente. Ao fazer uma avaliação detalhada tanto da pele como dos hábitos de vida do indivíduo, o médico poderá, além de individualizar, criar um tratamento estético específico para cada caso, evitando problemas relacionados aos procedimentos e, claro, aumentando a satisfação do paciente.

Em um mundo regido pela internet, muitos sites e clínicas de estética oferecem promoções de pacotes pré-definidos sem saber se aquele procedimento é realmente o mais indicado para aquela pessoa. Ou seja, não é um atendimento individualizado e nem com garantia de sucesso. Em resposta a esta realidade, especialistas alertam para a importância de consultar um médico antes de realizar qualquer procedimento estético.

“No consultório é de extrema importância conhecer o paciente e conversar sobre queixas e expectativas para poder encaminhá-lo para o tratamento estético mais indicado para a sua patologia e assim chegar a um resultado mais eficaz e satisfatório para ambos. Se pularmos essa etapa podem ocorrer diversas falhas que vão desde um resultado que não agrade o paciente ou a perda de tempo e dinheiro até casos que podem piorar o motivo da queixa”, afirma a cirurgiã plástica Alessandra Haddad.

Mas algumas dicas são unânimes entre os especialistas:

mulher lavando o rosto

Limpeza: é muito comum não usarem sabonetes faciais específicos para cada pele, o que pode levar a reações aos componentes químicos ou não dar o resultado ideal. O médico especialista pode identificar o tipo de cada pele e então indicar sabonetes apropriados.

pele rosto mulher

Proteção solar: em um país tropical como o Brasil, é muito importante o uso diário de filtro solar, pois somente este produto protege da radiação solar, raios UVA e UVB que podem causar além de manchas, queimaduras e envelhecimento, o câncer de pele. Hoje no mercado há tipos de protetores para cada pele nas versões incolor ou com cor.

Estética

Assim como as mulheres, os homens também podem atenuar rugas, linhas de expressão e sulcos. Basta uma visita ao dermatologista para a indicação das melhores intervenções para este problema. Um dos mais indicados são os tratamentos bioestimulador, à base de radiofrequência, que auxiliam no estímulo da fibra colágena, aumentando a produção da substância e minimizando os efeitos. O ácido poli-L-láctico, também conhecido como Sculptra, é o tratamento mais recomendado para a prevenção da flacidez corporal, podendo aumentar a produção de colágeno em até 70%, benefício que nenhum outro tratamento disponível no mercado proporciona.

Fonte: Sculptra

Tratamentos estéticos feitos em casa podem ser perigosos

Atualmente, na Internet, é possível encontrar orientações sobre os mais diversos tratamentos estéticos caseiros. Desde simples soluções, até os “milagrosos”. No entanto, apesar de alguns métodos serem eficientes, outros oferecem riscos à saúde.
Existem muitas receitas caseiras que são perigosas e que, além de não tratarem, podem piorar o estado da pele.

As receitas de esfoliantes com açúcar, fubá e aveia, por exemplo, são extremamente comuns. E, realmente, elas promovem uma esfoliação da pele. No entanto, movimentos muito vigorosos, grânulos muito grosseiros e intervalos não adequados entre as esfoliações podem machucar a pele, causar infecções e manchas. Outro ponto a ressaltar é que os esfoliantes corporais não são iguais aos faciais, já que são tipos diferentes de pele.

O uso inadequado do limão

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Utilizar limão como clareador é um clássico da cultura popular. Mas a verdade é que, além de não surtir efeito, esse tratamento caseiro apresenta um grande risco. Mesmo que o limão tenha sido aplicado à noite, resíduos podem permanecer na pele. Além disso, o contato com o sol, por menor que seja, pode levar a uma queimadura, conhecida como “fitofotodermatose”, que causa manchas escuras, bolhas e cicatrizes.

Quais tratamentos são confiáveis?

salão de beleza pixabay
Pixabay

Karina Muriano, especialista em cosmecêuticos, explica que a primeira preocupação que o cliente deve ter é se a clínica, centro de estética e até mesmo salões de beleza têm um profissional capacitado para realizar os procedimentos estéticos. “O uso de cosméticos específicos para cada disfunção também é um fator que deve ser observado, bem como a data de validade. Alguns procedimentos requerem produtos de uso individual e descartável, por isso, é importante ficar atento a esse detalhe”, ressalta. O profissional capacitado deverá explicar, em detalhes, como o procedimento será realizado, qual o cosmético associado, as possíveis reações e, principalmente, as contraindicações de cada procedimento.

Tratamentos milagrosos

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Para atrair clientes, algumas clínicas podem fazer promessas nada realistas. Já existem diversos tratamentos estéticos que garantem resultados, mas todos têm base científica. Encontrou uma empresa que oferece aquilo que você sempre quis? Procure saber mais sobre a técnica para não ser enganado. Desconfie também de promoções ou preços muito reduzidos. Procedimentos estéticos podem ser mais simples que intervenções cirúrgicas, mas também exigem cuidados que garantem a sua integridade física e resultados eficazes. Não deixe de escolher a sua clínica adequadamente.

Profissionais especializados

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Além de contar com profissionais qualificados, Karina Muriano destaca a importância de que a clínica ofereça todo o aparato para a realização correta dos procedimentos, diferente dos processos caseiros, que podem piorar o caso. Para isso, a Bothanica Mineral, empresa de cosmecêuticos que conta com uma exclusiva linha de produtos da mais alta qualidade, garante resultados sucesso irrevogável ao profissional da área da beleza, o que resultará em ampla eficácia nos tratamentos e satisfação de suas clientes. Os produtos da Bothanica Mineral são genuinamente ortomoleculares e possuem uma sinergia bioquímica e energética.

Fonte: Bothanica Mineral

Dia Mundial da Conscientização do Autismo: mitos que atrapalham o tratamento

Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (Cerne) destaca a importância do atendimento precoce do transtorno

Neste Dia Mundial da Conscientização do Autismo (2 de abril), o Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (Cerne) deseja contribuir para desfazer mitos que dificultam a identificação do espectro autista e seu tratamento.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é a deficiência que mais afeta o neurodesenvolvimento em crianças. Os indicadores norte-americanos têm apontado um aumento na prevalência de casos, passando de 1 em cada 166 pessoas em 2002 para 1 em cada 59 pessoas em 2018. “Esses dados refletem a necessidade de se investir não apenas em pesquisas para descobrir suas causas, mas também em tratamentos que reduzam os sintomas”, salienta a psicóloga do Cerne especializada em TEA, Giulianna Kume.

Diante de um transtorno que vem aumentando significativamente, é imprescindível que a sociedade esteja mais informada para identificar precocemente os sintomas e desenvolver mecanismos de intervenção para que autistas possam participar ao máximo da vida em sociedade, possibilitando maior independência e autonomia.

Portanto, vamos desfazer esses quatro mitos:

1) O comportamento do autista é imutável.

menino criança

Mito: TEA é caracterizado por um déficit na comunicação e interação social, além de apresentar comportamentos restritos. Essas dificuldades afetam não apenas a plena participação da pessoa na sociedade, mas sobretudo o processo de aprendizagem. Atualmente, têm sido ofertados diversos tipos de terapias e tratamentos para minimizar o impacto do TEA na vida dos indivíduos.

2) Não há comprovação científica para o tratamento do autismo.

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Mito: a análise do comportamento aplicada (ABA) tem sido a terapia mais indicada e com maior comprovação científica de eficácia no tratamento do TEA. Ela consiste na aplicação dos princípios da ciência na análise do comportamento em contextos de intervenção social. Utiliza-se de procedimentos para aumentar e refinar o repertório comportamental.

3) É preciso esperar a criança crescer para iniciar o tratamento.

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Foto: Stocksnap/Pixabay

Mito: um fator importante no tratamento é a precocidade. Quanto antes for realizado o diagnóstico e a intervenção melhores são os resultados e a resposta da criança. Isso devido ao desenvolvimento neurológico, que permite maior aprendizagem, e aos atrasos menores em relação a indivíduos neurotípicos de mesma idade.

4) Crianças não respondem tão bem ao tratamento.

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Ilustração: clker-free pixabay

Errado: o modelo Denver é uma terapia com embasamento em ABA para intervenção precoce de crianças com TEA. É o tratamento com melhor taxa de resposta para crianças com idade de 12 a 60 meses. Em 2012, foi eleito pela revista Time uma das 10 maiores descobertas na área médica. Seu maior objetivo é ensinar a criança a partir do fortalecimento da interação social em jogos e brincadeiras, simulando um ambiente muito próximo ao natural.

Fonte: Cerne

 

Tratamentos rejuvenescedores para um rosto impecável e rápida recuperação

Alterações na textura da pele, flacidez e manchas são alterações estéticas difíceis de serem tratadas com dermocosméticos, por esse motivo é melhor recorrer a procedimentos dermatológicos, que usam tecnologias como lasers e radiofrequências para acelerar os resultados

Nos últimos anos, as cirurgias plásticas com cunho estético despencaram em número, enquanto os procedimentos menos invasivos obtiveram crescimento expressivo. Além disso, a procura por procedimentos dermatológicos tem crescido. “As manchas do sol, as alterações de textura, os poros abertos e as olheiras são problemas que podem ser solucionados de maneira muito mais rápida e efetiva com lasers”, aponta Abdo Salomão Jr, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O especialista explica quatro tratamentos menos invasivos que podem ser feitos nos consultórios dermatológicos e com curto tempo de recuperação:

Manchas e olheiras – Procedimento: Vektra QS

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Usado no tratamento de melasma, manchas, olheiras e remoção de tatuagens, o laser Vektra QS, da plataforma Solon, tem duração de pulso de 15 nanossegundos e é fracionado. “Solon Vektra age no melanócito (células produtoras de melanina) impedindo a célula de liberar o pigmento para as células mais superficiais. É como se o melanócito guardasse o pigmento para ele, por isso acaba clareando”, afirma o médico. Com relação às olheiras, Vektra melhora a textura e principalmente clareia: “Ele age tanto no castanho que é o pigmento de melanina quanto no pigmento férrico que é o da hemoglobina”, afirma. O ideal é fazer uma sessão a cada 15 dias (total de quatro a seis sessões rápidas). O resultado dura um ano, depois é necessário fazer manutenções. “Esse procedimento é bem interessante porque consegue chegar onde não conseguíamos com as tecnologias anteriores”.

Poros abertos -Procedimento: Eletroderme (+ Laser Pro Collagen)

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Segundo o dermatologista, a associação da radiofrequência microagulhada Eletroderme com o laser 2940 Pro Collagen resolve o problema dos poros abertos com efeito benéfico sobre a textura da pele. “A radiofrequência microagulhada Eletroderme penetra profundamente na pele, promovendo coagulação, aquecimento e reorganização das fibras de colágeno. A temperatura da derme chega até a 70ºC, estimulando a regeneração celular por meio do processo de cicatrização, a proliferação de células-tronco e estímulo da síntese de elastina, da neocolagênese (produção de colágeno) e angiogênese (proliferação de vasos sanquíneos)”, explica o médico. Já o laser 2940 Pro Collagen age na derme estimulando intensamente o colágeno. Este novo colágeno melhora o tônus da derme fazendo com que os ductos das glândulas se fechem com melhora da sua aparência”, completa. A associação é feita da seguinte maneira: um mês é feito o Eletroderme, no segundo o Pro-Collagen. “Em três meses a melhora é exuberante e definitiva”, garante.

Alterações na textura e cicatriz de acne – Procedimento: Eletroderme

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“Para cicatriz de acne, o recurso mais moderno e atual, que se fala em todo congresso, também é o Eletroderme, uma radiofrequência microagulhada segura, profunda, com resultados rápidos e oferece a possibilidade do drug delivery, com abertura de canais para inserção de fármacos como o ácido retinoico, Vitamina C, Ácido Hialurônico Hyaxel, Silicium P e Progenitrix, que ajuda na renovação das células”, explica. A ação de neocolagênese da radiofrequência microagulhada é potencializada com o uso das substâncias.

Flacidez facial – Procedimento: D&D (Drug Delivery Digital)

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A novidade D&D, drug delivery digital, é um procedimento que acaba com a flacidez facial em sessões rápidas. “A técnica permite a inserção de ácido hialurônico na região facial por meio de agulhas, com total controle do médico e na dosagem perfeita, que é 100% aproveitada”, explica. A substância promove firmeza ao estimular as fibras de sustentação da pele. Segundo o dermatologista, diferente da técnica de drug delivery comum, em que as microagulhas perfuram a pele e as substâncias são aplicadas posteriormente aproveitando esses canais de entrada das agulhas, o D&D funciona como uma injeção, então não há perda de substância na camada mais superficial da pele. “Com a nova tecnologia D&D, as agulhas fazem a entrega dos ativos diretamente no alvo, como se fosse uma ‘injeção’. Por isso, D&D permite um tratamento homogêneo e preciso”, afirma o médico. O tratamento para flacidez facial é feito em quatro sessões mensais. “Após 30 dias da primeira sessão já é possível notar mais firmeza, com melhora do aspecto geral da pele. Diferentemente de cirurgias, que tem pós-operatório complicado, o D&D tem tempo de recuperação tranquilo. Além disso, não fica cicatriz”, finaliza o médico.

Fonte: Abdo Salomão Jr é doutorando em Dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo), sócio-efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Membro da Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e da American Academy of Dermatology. Diretor da Clínica Dermatológica Abdo Salomão Junior.