Arquivo da categoria: turismo

Drinque “Lagoa Azul”, da Pousada do Sandi, é uma sugestão refrescante para os dias mais quentes

Quer aproveitar a gastronomia da Pousada do Sandi sem sair de sua casa? Aprenda a fazer o delicioso drinque “Lagoa Azul” ideal para ser saboreado em ocasiões especiais e em dias mais quentes. Confira a seguir o passo a passo:

Lagoa Azul

Ingredientes:
• Suco de limão
• Curaçao Blue
• Vodca
• Refrigerante de Limão
• Cereja
• Gelo

Modo de preparo:
Esse drinque é feito geralmente no copo long drink, ou copo de cerveja. Complete o copo com gelo. Adicione a vodca, o suco de limão e o Curaçao Blue. Complete com o refrigerante de limão. Decore com laranja em rodela e uma ou duas cerejas no palito.

Fonte: Pousada do Sandi

Vinhos portugueses do Alentejo para provar no Brasil

Maior região de Portugal é uma das favoritas de enófilos do mundo todo

Não é segredo que o Alentejo, maior região de Portugal, é também um grande produtor de vinhos do país. Diversos vinhos premiados são desenvolvidos em terras alentejanas, o que explica porque este destino está entre os favoritos de enófilos do mundo todo.

Quem viaja para a região pode visitar as inúmeras herdades produtoras e adegas e viver experiências maravilhosas, como provas de vinhos, refeições harmonizadas, piqueniques nos vinhedos e até workshops temáticos. Na época das vindimas, que já estão a todo vapor este ano, muitas propriedades convidam os visitantes a participar do processo da colheita e pisa das uvas!

Também é possível provar muitos dos vinhos alentejanos aqui no Brasil. Confira alguns dos rótulos disponíveis em lojas, adegas e importadoras brasileiras:

Caiado – Adega Mayor

Foto: Gonçalo Villaverde

Situada em Campo Maior, esta é a primeira adega de autor de Portugal, além de ser uma referência arquitetônica no mundo todo, considerada por muitos uma verdadeira obra de arte. O vinho Caiado é um rótulo jovem, com personalidade e grande abrangência gastronômica, além de um aroma envolvente e cheio de frutas. Sua versão branca é versátil, fresca e muito harmoniosa.

Guadalupe – Quinta do Quetzal


Nas encostas de Vidigueira, a Quinta do Quetzal também impressiona por sua arquitetura. Um de seus edifícios é uma construção moderna com restaurante, loja e galeria de arte. No entanto, a produção preserva antigas tradições e técnicas vinícolas, apostando no caráter verdadeiramente alentejano. O Guadalupe tinto tem um sabor intenso com notas de frutos vermelhos. O branco, por sua vez, possui um paladar frutado, com um final cítrico e mineral.

Herdade de São Miguel – Casa Relvas


A Casa Relvas é uma grande produtora com essência familiar e que investe fortemente na sustentabilidade. Suas vinhas contam com a presença de adoráveis ovelhas, que ajudam a reduzir o uso de herbicidas e adubos químicos durante o inverno. A Herdade de São Miguel foi a primeira linha de vinhos da Casa Relvas: o tinto é equilibrado, redondo e com aroma maduro; o branco, por sua vez, é bastante mineral e harmonioso, com aroma complexo e fina acidez.

Herdade dos Grous – Herdade dos Grous


A Herdade dos Grous é uma excelente produtora localizada em Albernôa. O vinho que leva seu nome é feito com uvas colhidas à mão, o que resulta em um produto elegante e de altíssima qualidade, com sabor encorpado. O branco é fino e delicado, enquanto o tinto é concentrado e estruturado.

Malhadinha – Herdade da Malhadinha Nova


Os 450 hectares da Herdade da Malhadinha Nova, em Albernôa, englobam uma adega moderna, um hotel de charme e um delicioso restaurante. Alicerce da marca, o Malhadinha é finamente trabalhado, desenvolvido com o casamento de castas criteriosamente selecionadas, apresentando um aroma complexo e paladar cheio. Conta com o calor e a generosidade típicos do Alentejo e é extremamente elegante.

Monte Velho – Esporão


A Herdade do Esporão é extremamente conhecida mundialmente por seus deliciosos vinhos e azeites. Situada próximo a Évora, principal cidade alentejana, trabalha com um sistema de produção biodinâmico, evitando ao máximo danos ao solo. O Monte Velho é um vinho versátil produzido há mais de 25 anos. Com um perfil equilibrado e gastronômico, é elaborado segundo as tradições alentejanas e apenas com uvas locais. Muitos dizem que é o próprio Alentejo em uma taça!

Pêra-Manca – Cartuxa


É impossível falar de vinhos alentejanos e não mencionar o Pêra-Manca, considerado um dos melhores do mundo. A fama se deve ao fato de ser uma bebida encorpada, complexa e elegante, além de muito exclusiva: sua produção não ultrapassa as 30 mil garrafas. Situada também nos arredores de Évora, a Cartuxa preserva a riqueza de sua memória arquitetônica e histórica em sua propriedade, que existe há muitos séculos.

Rio dos Patos – Herdade do Sobroso

Herdade do Sobroso

Inserida em uma paisagem ímpar nas proximidades do Rio Guadiana, a Herdade do Sobroso, com seus 1,6 mil hectares, conta com uma das mais extensas vinhas plantadas da região. O Rio dos Patos é uma homenagem aos mais de 2 mil anos de história e tradição na produção de vinhos junto ao Guadiana. Feito com uvas colhidas manualmente, tem uma versão branca fresca e elegante e um tinto intenso e vibrante.

Vila Santa – João Portugal Ramos


Com um nome que faz referência ao conhecido “Milagre das Rosas”, protagonizado pela Rainha Santa Isabel em Estremoz, o Vila Santa foi o primeiro vinho do projeto pessoal de João Portugal Ramos. As uvas são colhidas manualmente e, para o tinto, passam pela tradicional pisa a pé, resultando em um vinho carnudo, poderoso e cheio. O branco tem um sabor complexo e uma frescura mineral de grande elegância.

Sobre o Alentejo

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de cinco títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística internacional do Alentejo é cofinanciada pelo Alentejo 2020, Portugal 2020 e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder).

Informações: Turismo do Alentejo

Conheça uma das bebidas que fazem sucesso no cardápio do Txai Resort Itacaré

O Txai Resort Itacaré apresenta uma das bebidas que fazem sucesso entre os hóspedes que escolheram o lugar para desfrutar dos atrativos da Costa do Cacau, o drinque cacau spritz. A sugestão também pode compor a mesa de quem está buscando alternativas para manter os próximos dias mais agradáveis dentro de casa, já que, em muitos lugares, a quarentena continua e é preciso criatividade para incrementar o cardápio.

No Txai Resort Itacaré, a culinária ganha sabores e aromas únicos em seus dois restaurantes, o Praia e o Orixás, combinando o melhor da cozinha baiana com técnicas contemporâneas.

Cacau Spritz

bebida

Ingredientes
• 150 ml de espumante;
• 120 ml de mel de cacau;
• 50 ml de água com gás;
• 8 pedras de gelo;
• 2 folhas de capim-limão.

Modo de preparo:
Em uma taça coloque as pedras de gelo, o espumante, o mel de cacau e a água com gás. Por fim, decore com as folhas de capim-limão e aproveite!

Gostou da dica? Esta e outras podem ser encontradas no perfil do resort no Instagram.

txai ba

Txai Resort Itacaré: Rodovia Ilhéus – Itacaré/Bahia BA 001 – km 48
Três companhias aéreas nacionais realizam voos diretos das principais capitais brasileiras para Ilhéus: TAM, Gol e Azul.
– Informações e reservas: Tel: (11) 3040-5010 / (73) 2101-5000 – Email: central.reservas@txairesorts.com e

Quickly Travel ganha menu especial do Aizomê para celebrar Dia da Imigração Japonesa

Três regiões do Japão inspiram um menu elaborado especialmente pelo restaurante Aizomê para a Quickly Travel, especialista no destino, e uma das três subdistribuidoras oficiais da Match Hospitality AG para a revenda autorizada de ingressos a residentes no Brasil para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em julho de 2021. O menu foi criado pela chef Telma Shiraishi, a pedido da Quickly Travel, para comemorar o aniversário da imigração japonesa, celebrado no próximo dia 18 de junho. Tanto a entrada quanto o prato principal estão disponíveis no delivery do Aizomê. Uma oportunidade única de viajar pelo universo do Japão através de sua rica culinária!

Confira o menu:

1) Entrada: Kaisen Ju

Kaisen-Ju

Arroz temperado coberto por atum, vieira, ovas de salmão, ouriço do mar e algas

Destino que representa: Hokkaido – Ilha ao Norte

lavender and another flower field in hokkaido , Japan - nature background

As águas frias que banham o arquipélago japonês ao norte garantem uma diversidade e qualidade incomparável em pescados, frutos do mar e algas. Iniciamos a jornada gastronômica com um prato que representa essa riqueza de cores e sabores do mar.

2) Prato Principal: Sukiyaki

Sukiyaki---Rafael-Salvador
Foto: Rafael Salvador

Fatias de carne cozidas em shoyu e saquê com tofu, vegetais e cogumelos

Destino que representa: Honshu – A maior ilha na região central do Japão

Daigoji, Kyoto, Japan

A maior ilha do arquipélago japonês é composta por muitas regiões montanhosas e uma costa bem recortada. Cada região apresenta particularidades e pratos típicos tradicionais bem variados, tanto na composição quanto nos sabores. Mas as preparações reconfortantes preparadas em uma grande panela para todos se servirem são talvez a maior expressão da culinária afetiva japonesa.

3) Sobremesa: Beni Imo Tart

BENI IMO TART pinterest
Pinterest

Tartelete de crème légère e mousse de batata-doce roxa

Destino que representa:  Okinawa: lha ao Sul

Aharen Beach in Okinawa, Japan

Okinawa é um local de praias paradisíacas e clima ameno – o Japão tropical. Seu povo alegre e com o estilo de vida mais saudável do mundo contribui com uma receita típica para adoçar nosso menu. 

Preço do menu: R$ 195,00 por pessoa. 

Pedidos podem ser feitos pelo telefone: (11) 2222.1176 ou WhatsApp (11) 97247.3862

Cinco drinques da terra do sol nascente para preparar e saborear em casa

Quickly Travel, especialista no destino Japão, dá dicas de como fazer bebidas típicas japonesas

Mount fuji at Lake kawaguchiko with cherry blossom in Yamanashi near Tokyo, Japan.

Com diferentes bases, mas sempre exóticos e saborosos, drinques japoneses em geral utilizam shochu (bebida destilada, feita normalmente a partir da cevada, arroz ou batata doce) umeshu, saquê e gim. Muitos usam também frutas e matcha, resultando em bebidas saborosas e originais.

A Quickly Travel, uma das três subdistribuidoras oficias da Match Hospitality AG para a revenda autorizada de ingressos a residentes no Brasil para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em julho de 2021 dá dicas de como preparar alguns clássicos da coquetelaria nipônica.

Confira:

– Red Eye

Homemade Michelada with Beer and Tomato Juice

Inspirado no clássico Bloody Mary, o Red Eye utiliza 30% de suco de tomate, 65% de cerveja e 5% de suco de limão. O coquetel japonês geralmente é preparado com uma cerveja japonesa do estilo lager, que combina com a doçura e a acidez do suco de tomate.

Ingredientes:
• 30 ml de vodca
• 180 ml de suco de tomate gelado
• 350 ml de cerveja
• 1 ovo
• 20 ml de suco de limão

Método 2: (faça a quantidade que desejar, aqui apenas a proporção)
• 1/2 parte de cerveja gelada
• 1/2 parte de suco de tomate
• Algumas gotas de molho de pimenta

Modo de preparo:
• Coloque 30 ml de vodca em um copo congelado.
• Adicione 180 ml de suco de tomate gelado.
• Abra uma lata de cerveja (350 ml) e despeje no copo.
• Despeje os 20 ml do suco de limão.
• Vire a lata de cabeça para baixo e deixe sobre o copo até sair tudo.
• Quebre o ovo. Coloque no copo. Não misture.
• Sirva a bebida.

– Sake Martini

Sake Martini

O verdadeiro encontro do ocidente com a Ásia: o gim e o saque unidos em um Martini diferentão!

Ingredientes:
• 3 doses de gim (150 ml)
• ½ dose de saquê seco
• (25 ml)gelo a gosto
Modo de preparo:
• Num copo misturador com bastante gelo, junte o gim e o saquê. Misture com uma colher bailarina.
• Na borda de uma taça modelo “Y” (ou coupée), apoie uma peneira para coquetelaria (ou peneira pequena). Coe o drinque sem deixar passar pedaços do gelo. Se gostar, decore com finas fatias de pepino fatiado.

– Umeshu

Umeshu is a traditional Japanese plum drink (ume) Umeshu is a Japanese plum liqueur very associated with summer as it is refreshing.

O umeshu é um licor de ameixa japonesa de sabor adocicado, leve e com suave toque cítrico. O ume é a mesma fruta usada para fazer umeboshi. É feita de ameixa japonesa verde, açúcar e álcool de arroz (shochu). A época de produção é agora, junho, no Japão. A bebida era consumida como medicinal no período Showa para tratar dores de garganta. Virou uma bebida alcoólica popular e os japoneses costumavam fazer em casa.

Receita:
Deixe 1kg de ume de molho em água filtrada de oito a doze horas. Descartar a água e lavar as ameixas em água corrente; Coloque o ume verde em uma jarra com ½ kg de açúcar (de preferência em pedra) com 2 litros de shochu. Se optar pelo açúcar granulado, recomenda-se agitar a jarra uma vez ao dia. Se usar açúcar mascavo, ele fica mais doce e com aroma mais forte. O recipiente deve ser hermeticamente fechado e descansar em local escuro por no mínimo seis meses. O tempo ideal é esperar um ano. A mistura pode ser feita com qualquer bebida alcoólica. No entanto, o shochu é o mais utilizado e indicado. O umeshu pode ser consumido com pedras de gelo, puro (mais recomendado), com água (mizuwari), com chá verde (ochawari), com água quente (oyuwari), ou com soda ou tônica.

– Amasake

Japanese traditional sweet alcohol amazake

Amazake, ou ama-saquê, é um vinho de arroz japonês doce, de teor alcoólico baixo, fabricado a partir da fermentação do arroz e remonta ao período Kofun (300-538 AD). Dizem que amazake tira a fadiga causada por altas temperaturas, cura ressacas, e é bom para o fígado. Basicamente é uma mistura de arroz cozido com koji (usado para fazer missô) e água. A diferença para o saquê é que o amazake não usa levedura. Além disso, tem consistência cremosa já que não é filtrado. A receita usa poucos ingredientes, no entanto, é preciso medir a temperatura para que o amazake fermente. O komekoji pode ser encontrado pronto em pacotes em lojas de produtos orientais.

Ingredientes:
• 200 gramas de komekoji;
• 150 gramas de arroz japonês;
• Água

Modo de preparo:
Faça 150 gramas de arroz japonês na panela elétrica. Coloque três medidas de água para uma de arroz. Use o copo medidor de sua panela e coloque na função para fazer mingau. O objetivo é ter uma pasta cremosa. Retire a tigela com o arroz e deixe esfriar um pouco. Com ajuda de um termômetro monitore e espere até chegar a 60 graus Celsius para colocar o komekoji. Adicione o komekoji no arroz e misture bem. Coloque a tigela no suporte elétrico novamente, mas não tampe. Coloque o termômetro e cubra com um papel toalha. Ligue a panela para manter a temperatura entre 55 a 60 graus e deixe por 8 horas. Se precisar, coloque mais papel toalha por cima. De tempos em tempos, misture tudo para ajudar a fermentação.

– Tea Martini

Drink-Shangri-la-Toqui (1)

No Shangri-La Toquio, é servido um drinque exótico que combina chá, gim e saquê Amabu, que usa fermento de flores frutado, de nome Abelia. O gim é o Ki-No-Bi, fabricado em Kyoto, com botânicos japoneses. Para conferir um caráter exótico, o drinque recebe uma mistura original do Shangri-la Toquio à base de folhas de chá Darjeeling, embebida por uma hora, para extrair o aroma. E eles usam o vinho de sobremesa Sauternes para completar o sabor frutado e floral.

Ingredientes:
• Ki-No-Bi Gin (infusionado com Darjeeling Tea) 40ml
• Sake (Tenbuki Daiginjo) 20ml
• 10ml de Sauternes
• Casca de limão
• Griottines cherry (embebidas em Kirsch) ou cerejas em calda
Modo de preparo
• Coloque o gim infusionado no freezer, e o Tenbuki Daiginjo Sake e Sauternes na geladeira
• Gele no refrigerador a taça para o cocktail
• Adicione à taça o gim, o saque ice e o Sauternes e um pouco de água
• Sirva na taça escolhida para o drinque
• Adicione a cereja em calda para dar um toque a mais
• Decore com casca de limão

Fonte: Quickly Travel

Conheça o vinho Madeira e por que ele é tão famoso

Bebida produzida na Ilha da Madeira é apreciada no mundo todo

Vinho Madeira - Credito Turismo da Madeira
Foto: Turismo da Madeira

A Ilha da Madeira, território português situado em meio ao Atlântico, é um destino fascinante e completo. E, mesmo estando cerca de mil quilômetros distante da parte continental do país, o arquipélago também segue as tradições de Portugal no que diz respeito aos vinhos. Sua localização privilegiada, solo vulcânico e método de preparo especial dão origem a uma bebida de características singulares: o vinho Madeira, famoso no mundo todo e que é uma ótima maneira de conhecer um pouco o destino mesmo sem viajar para lá.

Foi no século 15 que as castas de uva foram introduzidas nas terras madeirenses, pouco depois de sua descoberta. A ideia era fornecer a bebida aos navios que seguiam para o chamado “Novo Mundo” e para as Índias. A produção acabou se tornando uma das principais fontes da economia madeirense. Tanto que, atualmente, mais de 500 hectares de vinhas se misturam aos belos cenários do destino.

Vinho Madeira - Credito Andre Carvalho
Foto: Andre Carvalho

O vinho Madeira tem alto teor alcoólico, podendo ultrapassar os 19%. Isso porque é fortificado, ou seja, recebe álcool vínico para barrar a fermentação. Seu processo de produção também é bastante curioso. Diferente de qualquer outro vinho e desafiando as lógicas da enologia, o vinho Madeira pode utilizar dois métodos de maturação distintos.

Um deles é a maturação com calor, em que o vinho é armazenado em tonéis de inox sob temperaturas entre 45ºC e 50ºC durante um período de, no mínimo, três meses, simulando as condições a que eram submetidos durante as travessias oceânicas até as Índias, quando atravessavam duas vezes a linha do Equador. Existe também o processo chamado canteiro, no qual o vinho é armazenado em barris de madeira por um período mínimo de dois anos, nos pisos superiores das adegas, onde a temperatura é mais elevada.

©GregSnell-9008-Barbeiro Estate Winery

É possível encontrar vinhos Madeira com diferentes graus de doçura, desde seco e meio seco até doce e meio doce, cada um associado a uma espécie de uva. Os vinhos doces são produzidos com a casta Malvasia, os meio doces são da casta Bual, meio secos com a casta Verdelho e os secos com a casta Sercial. Já a casta Tinta Negra é base da maior parte da produção, dada a sua versatilidade para produzir os quatro graus de doçura.

6. Vinho Madeira 2 - Credito IBVAM
Foto: IBVAM

Degustar uma boa taça de vinho Madeira pode ser uma experiência inesquecível. Imagine provar uma bebida centenária? Com longevidade incomparável, o líquido pode ganhar sabor ainda mais extraordinário com o passar dos anos. Algumas amostras chegam aos três séculos.

Vinho Madeira - Blandy's Wine Lodge - Credito Andre Carvalho
Foto: Andre Carvalho

Todos esses processos resultam em uma bebida complexa, de aromas ricos e intensos, reconhecida por sua energia e frescor, graças a uma acidez surpreendente e paladar inigualável.

Sobre a Ilha da Madeira

Madeira_Lifestyle020©Andre Carvalho
Foto: Andre Carvalho

Considerado o melhor destino insular do mundo, a Ilha da Madeira é um pequeno paraíso português situado em meio à imensidão do Oceano Atlântico. De origem vulcânica, sua localização privilegiada proporciona clima ameno e mar com temperatura agradável o ano inteiro, além de impressionantes cenários de montanhas, vales e penhascos, todos cobertos pela exuberante vegetação Laurissilva, nomeada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

O arquipélago é formado por um conjunto de ilhas, sendo as principais e únicas habitadas Madeira e Porto Santo. Há excelentes opções em balneários, monumentos históricos e ótimos hotéis e restaurantes, onde se pode provar a deliciosa gastronomia e os premiados vinhos madeirenses. Para mais informações, acesse

Fonte: Madeira All Year

Mulheres que viajam sozinhas: histórias para conhecer e se inspirar

O hábito de viajar sozinha tem ganhando força entre as mulheres. Os números mostram que, ao longo dos anos, elas têm optado cada vez mais por se aventurar em viagens sem companhia.

Um levantamento feito pela empresa MaxMilhas, demonstra que entre os anos de 2019 e 2020 houve um aumento de 8% no número de mulheres que compraram voos sem acompanhante.

mulher turista praia viagem pixabay
Pixabay

Esse movimento é corroborado por uma pesquisa do Ministério do Turismo, que aponta que o porcentual de mulheres que desejam viajar sozinhas (17,8%) é maior do que o de homens que desejam fazer o mesmo (11,8%).

Porém, em comparação ao resto do mundo, esse índice ainda é baixo. Uma pesquisa realizada pela British Airways, batizada de (Don’t) Come Fly With Me, mostrou que, no mundo todo, 50% das mulheres estão optando por viajar sem acompanhante. Ou sejam, trata-se de um hábito mais recorrente mundo afora.

Porém, partir para uma viagem solo nem sempre é uma tarefa fácil para mulheres, o que acaba desencorajando muitas a fazê-lo. Ainda há muito receio, uma vez que explorar o mundo sozinha pode significar correr riscos, devido à cultura machista disseminada em muitos países do globo.

Para inspirar e incentivar quem deseja embarcar solo, separamos histórias de algumas mulheres com dicas que podem ser o empurrãozinho que faltava para tirar a viagem – seja curta ou longa – do papel.

Assédio e outras violências

A jornalista Kívia Costa, de 33 anos, tem o hábito de viajar sozinha e já conheceu 70 países. Para ela, uma das grandes preocupações da mulher que viaja sozinha é o assédio.

Kívia é uma das diversas viajantes que já sentiu na pele a dificuldade de transitar sozinha pelos lugares. “Sempre tem assédio. Na América Latina é particularmente preocupante, sobretudo no Caribe. No leste e centro da Europa o machismo também é bem forte”, afirma.

Processed with VSCO with  preset
Kívia Costa em frente ao Taj Mahal, na Índia, em 2015 | (Arquivo Pessoal)

A historiadora da arte, Laís Daflon, de 28 anos, relata que o assédio foi um problema em alguns dos destinos visitados. “Onde mais senti isso foi em Roma. Havia homens que puxavam assunto ou faziam algum comentário e, se eu ignorasse, continuavam falando e até me seguindo”, afirma a jovem, que já esteve em países como Tailândia, Camboja e Singapura.

“No Peru também ocorria bastante de ouvir cantadas insistentes na rua, mesmo estando em grupo”, completa.

Processed with VSCO with  preset
Laís Daflon em 2014 durante sua visita pela Caboja | (Arquivo Pessoal)

Já Patrícia Matos, tradutora e doutoranda em Comunicação, de 34 anos, teve uma experiência diferente: “nunca sofri assédio em nenhum local que visitei, só onde moro, no Rio de Janeiro”.

No entanto, para além do assédio, o machismo pode transparecer sob outras formas.

O sexismo por exemplo, pode se manifestar quando tentam impedir uma mulher de fazer algo, sem justificativa além do gênero ou quando há um entendimento de que a viajante não será capaz de fazer alguma atividade que um homem conseguiria.

Kívia diz que isso é uma realidade quando se está sozinha em outro lugar do mundo. “Muitos desconhecidos tentam me impedir de fazer algo porque aquilo ‘é perigoso para uma mulher’. Também há questionamentos constantes sobre onde está meu marido, meu namorado, meu pai… Enfim, onde está o homem”, afirma a jornalista.

Processed with VSCO with  preset
Kívia registrou muitos momentos de seu passeio pelo Deserto do Saara em 2014 | (Arquivo Pessoal)

Laís viveu experiência parecida. “Me perguntaram algumas vezes se meus pais tinham me deixado viajar, mas eu não precisava pedir a permissão deles. Talvez essa pergunta não fosse feita a um homem da minha família”, reflete.

Apesar de conseguir ter lidado bem com o machismo em viagens mundo afora, Patrícia ainda tem receio de viajar para alguns destinos específicos.

“A única coisa que realmente deixo de fazer por ser mulher e ainda não ter companhia é viajar para países reconhecidamente mais difíceis para mulheres, como o Marrocos, que é um sonho que tenho”, lamenta a tradutora.

A desconfiança de Patrícia tem razão de ser, de acordo com o site internacional sobre viagens Asher Fergusoon & Lyric. O veículo levantou dados de diversos países sobre desigualdade de gênero, a fim de enumerar destinos que seriam mais perigosos para as mulheres que viajam sozinhas. Na lista, o Marrocos aparece como a oitava pior nação para uma mulher visitar só.

A pesquisa leva em conta índices de feminicídio, ocorrências de estupros e a porcentagem de mulheres que se sentem confortáveis andando sozinhas na rua em seus próprios países.

Apesar de muitas mulheres temerem territórios mais longínquos, o Brasil figura na lista como segundo pior país do mundo para receber mulheres viajantes. O número, provavelmente é impulsionado pela taxa alarmante de feminicídio no país: a quinta maior do mundo, com uma média de 4,8 assassinatos para cada 100 mil mulheres, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por outro lado, os países considerados mais seguros para mulheres que viajam sozinhas foram a Espanha, Singapura, Irlanda, Áustria e Suíça respectivamente.

Processed with VSCO with  preset
Patrícia em sua viagem pela Espanha, país que chegou a ser sua casa por alguns anos | (Arquivo Pessoal)

Por que viajar sozinha?

Para muitas mulheres, tomar a decisão de viajar sozinha é um processo complicado. Mas, para essas três viajantes, a escolha veio da forma mais tranquila possível.

Kívia, que realizou o desejo de dar a volta ao mundo entre 2013 e 2014, relembra que encarou todo o processo com naturalidade. “Era um sonho antigo e sempre via minha mãe viajando sozinha, achava isso muito normal”, afirma.

Laís decidiu voar sem companhia depois de acompanhar várias histórias de pessoas que viajavam sozinhas em fóruns virtuais. Porém, a jovem admite que essa escolha chocou algumas pessoas que conhecia.

“Ouvi muitas perguntas sobre minha coragem. As pessoas ficavam chocadas e diziam que nunca teriam a mesma coragem ou que achavam que não iriam gostar da experiência”, relembra.

Viajar sozinha pode garantir uma experiência enriquecedora. Além de ser mais fácil planejar a viagem – visto que não é preciso conciliar agendas e gostos para comprar a passagem aérea – a vivência do destino pode ser mais completa, pois é preciso estar mais atenta aos detalhes, se informar bem sobre o que fazer e como chegar.

Outros benefícios são a possibilidade de conhecer pessoas novas e o amadurecimento. Afinal, especialmente em viagens longas, é preciso tomar decisões e fazer acompanhamento do orçamento.

Patrícia tinha certeza de sua vontade de viajar sozinha desde cedo. “Nunca considerei viajar de outra forma. Valorizo muito minha independência e a minha liberdade, difícil pra mim é viajar com outras pessoas, ter que conciliar planos e expectativas”, afirma a tradutora.

Processed with VSCO with  preset
Na Espanha, Patrícia conheceu várias cidades como Sevilha, Granada, Madri, Salamanca e Barcelona | (Arquivo Pessoal)

Dicas para as viajantes solo

Além de escolher um destino que passe segurança, uma boa dica é procurar outras mulheres que já passaram por essa experiência, para conhecer um pouco mais sobre sua vivência.

Se for o caso de não conhecer ninguém pessoalmente, há fóruns digitais destinados para isso.

“Existem muitos grupos online para falar sobre o assunto, com dicas de hospedagem, indicações de lugares mais seguros, além de haver mulheres combinando de se encontrar em alguma cidade”, indica Laís.

Processed with VSCO with  preset
Laís conheceu o mar tailandês em 2015 | (Arquivo Pessoal)

Quando se opta por serviços como o Airbnb, por exemplo, um passo essencial é checar várias vezes as referências e avaliações sobre a hospedagem e o hóspede.

Se a mulher for viajar sozinha pela primeira vez e pretende se hospedar em um hostel, procurar locais que disponibilizem quartos exclusivamente femininos pode ser uma boa ideia. Eles costumam ser um pouco mais caros do que os mistos mas podem ajudar muito no sentimento de confiança da viajante.

Seguem outras dicas para viajar sozinha que podem ser bastante úteis:

aeroporto viagem mulher pixabay 2

Bagagem leve: como será preciso monitorar a mala a todo momento, inclusive indo com ela a locais como o banheiro, carregar muito peso pode atrapalhar bastante. Nesse caso, vale considerar levar a boa e velha mochila.

turista viagem desenho pixabay

Informação salva: logo ao chegar ao destino, vale checar com o hotel se há pontos da cidade perigosos para andar sozinha. Na rua, priorizar famílias, mulheres e funcionários de lojas e restaurantes ao pedir informação é mais seguro.

tech_neck mulher checando celular

Mantenha-se conectada: é essencial ter em mãos contatos de emergência e da embaixada, caso a viagem seja para outro país.

“Não dá pra ser ingênua e é sempre bom estar atenta, mas deixar de viajar por medo definitivamente não é a solução”, afirma Patrícia, que lança mão de aplicativos e grupos digitais, como o ‘Couchsurfing das Minas’, para buscar hospedagem entre mulheres. “Tem mais gente boa do que ruim no mundo e durante minhas viagens sempre fui muito bem acolhida por todos”, conclui otimista.

Carnaval de Holambra: carros alegóricos com flores e distribuição de rosas e sorvetes

Antiga colônia holandesa, localizada a 40 quilômetros de Campinas e a 140 da capital paulista, promove na terça, dia 25, um desfile bem diferente que chega a atrair cerca de 10 mil turistas por ano para a pequena cidade de apenas 15 mil habitantes.

Tem holandeses no samba. Para encontrá-los, basta seguir os carros alegóricos decorados com flores, cujo desfile acontece na terça-feira de Carnaval (25), às 14h, na Alameda Maurício de Nassau, em Holambra, antiga colônia localizada a 140 km da capital paulista e que reponde, hoje, pela metade do comércio floricultor do país. A cidade de 15 mil habitantes deve receber 10 mil turistas no Carnaval.

carro alegóricodesfile-carnaval-holambra-2019--63-

Doze mil hastes e 20 mil vasos de flores e plantas ornamentais serão doados pela Cooperativa Veiling Holambra e pela Cooperflora para decorar cinco carros alegóricos. Obviamente, pelo fato de a cidade ser agrícola, eles serão puxados por tratores. Os moradores e comerciantes organizam-se em blocos – cerca de 30 – que trazem temas e fantasias divertidas, somente reveladas no momento das inscrições que são feitas uma hora antes do início do desfile. Os jurados são escolhidos aleatoriamente entre o público para que não haja nenhum tipo de favorecimento.

desfile-carnaval-holambra-2019--43-desfile-carnaval-holambra-2019--45-

A Parada de Flores e Cores ainda tem como atrações banda ao vivo, tocando marchinhas de Carnaval, artistas com pernas-de-pau, cospe-fogo e distribuição de flores, picolés e bolachinhas tradicionais holandesas para o público. O cortejo concentra-se às 13 horas na Praça dos Pioneiros e segue pela Alameda Maurício de Nassau até a sede administrativa da Expoflora, quando ingressa na área do Clube Fazenda Ribeirão para a dispersão no campo de futebol.

desfile-carnaval-holambra-2019--75-didstribuicao flores

Organização voluntária

O Carnaval das Flores é organizado, em Holambra, por voluntários do Raad van Elf (Grupo dos Onze), que deixam seus afazeres profissionais para organizar o desfile. Tem produtor de flores (Geraldo Barendse), agricultores (Richard Van Den Broek, Junior Granchelli e Mariella Schut), agrônomo (Carlo de Block), empresários (Joanes Eltink e Paco van der Louw), paisagista (Yuri Graat), dentista (Celso Quiles), educadora física (Daniela Fonseca) e consultor (Aryan Schut). O ambiente é bem familiar.

desfile-carnaval-holambra-2019--74-

A decoração dos carros alegóricos é também feita por dezenas de voluntários, cidadãos de Holambra, sob a coordenação do artista floral Jan Willen, responsável pela Exposição de Arranjos Florais da Expoflora. As carretas já estão sendo montadas no Parque da Expoflora, mas as flores – por serem perecíveis – somente serão colocadas na segunda-feira.

desfile-carnaval-holambra-2019--50-holambra carnaval

Segundo Geraldo Barendse, do “Grupo dos Onze”, o divertido é não saber o que esperar dos blocos, que sempre trazem temas atuais ou de protesto. “Como não há inscrição antecipada, todo ano é uma surpresa”, comenta.

Carnaval na Holanda

Na Holanda tem Carnaval, mas com suas peculiaridades. Como o Norte do país é mais protestante, apenas o Sul – de maioria católica – comemora a data. As cidades nas quais o Carnaval é mais animado são Tilburg, Den Bosch, Breda, Eindhoven e Maastricht. O pré-carnaval começa em meados de novembro – com a escolha do Príncipe e do Conselho dos Onze (Raad van Elf), e, em alguns lugares, das Damas de Companhia (hofdames) – e só termina em fevereiro, mesma época em que o brasileiro.

Neste período, o Príncipe do Carnaval ganha a chave da cidade e a governa no lugar do prefeito. O nome da cidade e a sua bandeira são alteradas. Tilburg vira Kruikenstad, Den Bosch torna-se Oeteldonk e Eindhoven é Lampegat, por exemplo. O Príncipe do Carnaval é acompanhado pelo Conselho dos Onze (Raad van Elf) e, em alguns lugares, pelas Damas de companhia (hofdames). Não há feriado, mas as instituições de ensino chegam a suspender as atividades para que todos possam curtir o Carnaval.

As bandas (brass bands) também acompanham o Príncipe, sua corte e cortejo, tocando marchinhas e outras músicas alegres, mas de outros estilos pelas ruas, entrando nos bares para atrair foliões. As fantasias são fundamentais. No entanto, como é inverno, com temperaturas em torno de 3 graus centígrados, elas são muito bem elaboradas ou divertidas e complementadas com gorros, meias e luvas. A maquiagem bem carregada faz parte dos figurinos.

Carnaval em Holambra
Desfile de carros alegóricos
Data: 25 de fevereiro, terça-feira
Hora: 14h
Local: Concentração às 13h na Praça dos Pioneiros, horário em que haverá a inscrição dos blocos

Vai curtir o Carnaval? Cuidado com os alimentos de rua!

Durante os dias de folia do Carnaval, quem se diverte ou trabalha acaba consumindo produtos e bebidas clandestinos na rua. Além de intoxicações alimentares, ingerir alimentos de origem animal não fiscalizados pode ser a porta de entrada para doenças transmitidas dos animais aos homens, as chamadas zoonoses, como tuberculose e brucelose, além de outras enfermidades.

Para garantir a segurança alimentar da população, os médicos-veterinários das Vigilâncias Sanitárias (Visa) reforçam, nesta época, a fiscalização do comércio de produtos de origem animal, como carne, queijos, ovos, peixes e mariscos. O objetivo é prevenir a venda e o consumo de alimentos sem adequações sanitárias, que ofereçam riscos à saúde pública e transmitam doenças.

Na hora de comprar esses produtos, o ideal é conferir as condições de higienização, embalagem e refrigeração do produto, além de verificar se nos rótulos há o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), dos municípios (SIM) ou estados (SIE). É importante também prestar atenção se existe um funcionário exclusivo para manusear dinheiro, para não haver a contaminação cruzada.

“Todo produto de origem animal deve ser registrado no órgão de agricultura federal, estadual ou municipal. Quando não há registro, ele certamente vem de um estabelecimento clandestino, onde não há qualquer controle de qualidade, programa de autocontrole e presença de um responsável técnico médico-veterinário. É um risco ao consumidor”, explica a médica-veterinária Aline Pinheiro Borges, integrante da Comissão Nacional de Tecnologia e Higiene Alimentar do Conselho Federal de Medicina Veterinária (Contha/CFMV).

comida de rua churrasco pixabay

A melhor opção, sugere Aline, “é evitar o consumo desses alimentos quando manipulados por ambulantes, pois, normalmente, a conservação não é feita sob temperatura adequada e não há água para higienização das mãos antes e após a manipulação. Quando já preparados previamente, não tem como ter a rastreabilidade do produto e não há como saber quem é o fornecedor”.

Carnaval no Rio de Janeiro (RJ)

comida de rua salsicha pixabay
Pixabay

Aline Borges atua, desde 2003, como coordenadora de Alimentos da Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro. Ela explica que, no Rio, na época do carnaval, são realizadas ações de fiscalização em todos os estabelecimentos localizados nas rotas dos principais blocos. Bares, restaurantes, hotéis e quiosques da orla são visitados.

Durante as inspeções, são verificadas as condições estruturais e higiênico-sanitárias do local, assim como o fluxo de manipulação e características sensoriais dos alimentos. Além disso, são realizadas verificações prévias na Cidade do Samba. Ali os médicos-veterinários avaliam a manipulação e higiene dos refeitórios dos trabalhadores. Terreirão do Samba e Sambódromo também estão na rota.

“O objetivo do nosso trabalho é orientar a montagem das instalações para os dias do evento. Realizamos reuniões de alinhamento com os organizadores do evento, fornecedores de alimentos e bebidas esclarecendo os pontos que serão cobrados durante o evento, sempre pautados nas legislações sanitárias vigentes”.

Folia em Salvador (BA)

acaraje- pixabay
Pixabay

Em Salvador, a ação da Vigilância começou em janeiro, com a intensificação das inspeções prévias em restaurantes, bares, lanchonetes, hotéis, motéis, drogarias e outros estabelecimentos situados em todos os percursos da folia.

Profissionais de diversas áreas de atuação e técnicos da Visa vão se revezar dia e a noite, durante o período do carnaval. Neste ano serão mais de 20 médicos-veterinários inspecionando estabelecimentos e orientando ambulantes.

“O objetivo é prevenir a venda e o consumo de alimentos sem adequações sanitárias, que ofereçam riscos à saúde pública e transmitam doenças”, explica a médica-veterinária Elenaide de Paula Lyra, da Comissão de Alimentos do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA), fiscal de controle sanitário da capital.

Elenaide explica que dez pontos dos circuitos da folia contam com pórticos, que são estruturas fixas da Vigilância Sanitária para as ações de inspeção. “Diariamente, serão fiscalizadas e notificadas as irregularidades nos trios elétricos, carros de apoio, camarotes, bares, restaurantes e hotéis, além dos comércios informais, como balcões de alimentos, baianas de acarajé e ambulantes. Serão verificadas as condições de higiene, manipulação e comercialização de alimentos; se há ponto de água potável; se estão comercializando produtos clandestinos, bebida sem rótulo, fora do prazo de validade, gelo de indústrias clandestinas, mercadoria deteriorada. Enfim, o trabalho dos fiscais visa evitar surtos alimentares e intoxicações causadas pelo consumo de produtos sem as adequações sanitárias exigidas por lei”, completa.

Maceió (AL)

espaguete comifa rua pixabay

Cinco médicos-veterinários das equipes da Gerência de Alimentos de Maceió (AL) iniciaram os trabalhos de inspeção, na semana passada, no Jaraguá Folia, no tradicional bloco do Pinto da Madrugada, nas Pecinhas de Maceió e no Vulcão. Durante os dias de Carnaval, os profissionais vão trabalhar em oito polos da prefeitura, junto aos ambulantes, por meio de inspeções. Eles vão verificar questões como acondicionamento, manipulação dos alimentos, higiene pessoal dos vendedores e condições de utensílios e caixas térmicas.

Boa Vista (RR)

milho cozido comida rua pixabay

Na capital de Roraima, as fiscalizações serão realizadas na Praça Fábio Marques Paracat, local tradicional das festas de carnaval da cidade, onde há mais de cem espaços reservados para oferecer comidas típicas e bebidas.

A equipe é coordenada por um médico-veterinário mais dez profissionais que atuam como agentes de fiscalização. Eles observarão as condições de higiene, manipulação e acondicionamento dos alimentos. A festa vai de sexta-feira (21) até quarta-feira de Cinzas (26).

Fonte: Assessoria de Comunicação do CFMV, com a colaboração das equipes de comunicação dos CRMVs Bahia, Alagoas e Roraima

Pisa da Uva na Quinta do Olivardo termina neste fim de semana

Evento tradicional da cultura portuguesa acontece em São Roque

Um dia diferente, cheio de tradição é o que oferece a 9ª Pisa da Uva da Quinta do Olivardo em São Roque. O evento tem sua última data desta edição no dia 8 de fevereiro, das 10h30 às 16h, e traz uma experiência incrível aos visitantes. O valor é de R$ 259,00 por pessoa, criança de 8 a 12 anos paga meia, menor não paga.

colheitauva 1uvas pisa

A tradição portuguesa já encanta os visitantes logo na entrada, quando todos recebem um chapéu de palha, uma cesta de vime e uma tesoura e, assim como os antigos colonos, são convidados a percorrer os caminhos entre as videiras para colher e provar os frutos.

pisa

Depois da colheita, começa a Pisa. “Esse processo manual separa as uvas da casca do sumo e da semente. Nas prensas esse processo demora minutos, mas com os pés é um trabalho de horas, que vale cada minuto, pois a qualidade e o sabor do vinho são densos em cores e sabores”, afirma Olivardo Saqui, proprietário da Quinta do Olivardo.

cortejo

A festa é animada pelo Grupo Folclórico da Casa da Ilha da Madeira Infanto Juvenil, que encanta a todos com suas músicas tradicionais portuguesas. Logo após a Pisa os convidados seguem para o almoço que tem no cardápio Bacalhau à Moda e Espetada Madeirense (ambos à vontade), 2 bolinhos de bacalhau por pessoa e 1 pastel de Belém. Todos ganham uma caneca personalizada do evento. Vinho e suco à vontade o dia todo.

9ª Pisa da Uva na Quinta do Olivardo
Onde: Estrada do Vinho, km 4, com acesso pelo km 58,5 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270)
Quando: 8 de fevereiro
Horário: das 10h30 às 16h
Quanto: Pisa da Família – R$ 259 por pessoa. Criança de 8 a 12 anos paga meia, menor não paga.