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Como a produção da vacina a torna segura

O Brasil tornou-se referência mundial em vacinação, disponibilizando 19 vacinas para 20 doenças em seu Calendário Nacional de Vacinação. Anualmente, o Ministério da Saúde trabalha em campanhas para garantir que a cobertura de pessoas vacinadas atinja as metas necessárias para evitar epidemias de certas doenças.

Porém, algumas coberturas sofreram quedas nos últimos anos e, por conta disso, doenças ameaçam a população depois de anos de controle. Para que as pessoas não deixem de se vacinar, parte do objetivo das campanhas é garantir o entendimento de que a vacinação, além de muito necessária, é segura.

Por dento de etapas do processo de produção de algumas vacinas, o farmacêutico Henrique Silva explica como funciona esta fabricação para que o produto chegue seguro para a população. Hoje, Silva trabalha na área de Life Science da Merck, que fornece insumos para alguns fabricantes de vacina, e separou os principais processos que garantem a sua segurança:

Inativação do vírus

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A maior parte das vacinas contém o micro-organismo causador da doença, ou parte deste, para que o corpo crie imunidade contra ele. A aplicação de um vírus no corpo, por exemplo, pode gerar estranhamento, porém, o farmacêutico explica que este vírus passa por um processo de atenuação ou inativação antes de ser aplicado na vacina.

A inativação envolve tratamento químico ou a exposição a uma temperatura elevada, desta maneira, o vírus perde a capacidade de se reproduzir e logo, infectar a pessoa com a doença. “Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios, ou seja, não possuem todas as estruturas necessárias para se multiplicar sozinhos, para isso, ele precisa utilizar uma célula para duplicar o seu DNA. Quando está inativado, perde esta capacidade, garantindo que a pessoa recebedora da vacina não desenvolverá a doença”.

Uma vez que o processo é validado e submetido a constante controle de qualidade, o risco de produzir um lote de vacina com vírus ativado é nulo.

Eliminação de contaminantes

Com filtração e tratamentos químicos, o vírus e os componentes presentes na vacina são separados de qualquer contaminante externo que possa apresentar algum risco ao organismo.

São várias as etapas que passam por validação, inclusive as de filtração, visando garantir que cumpram efetivamente com a sua função. Desta maneira, serão removidas todas as demais substâncias produzidas pelas células e eventuais impurezas, as quais não devem estar presentes na vacina.

Armazenamento

Uma etapa importante para garantir a eficácia das vacinas é o armazenamento adequado. Durante toda a produção, as vacinas são armazenadas em tanques de aço ou bolsas plásticas. Essas bolsas são produzidas com um material de alta qualidade e tecnologia para que nenhum componente presente no plástico contagie o conteúdo. Isto garante que a vacina fique livre de qualquer contaminante.

Vigilância e controle de qualidade

A segurança da vacina é principalmente garantida pela pesquisa clínica, realizada previamente a autorização para comercialização de toda substância medicamentosa. Na manufatura, a segurança é compartilhada pela vigilância e controle de qualidade. “Para começar, as fábricas precisam de uma licença de funcionamento que é concedida após rigorosas e necessárias inspeções das agências regulatórios do país”, explica Silva.

Durante todo o desenvolvimento do processo, diversas avaliações são executadas para cada etapa de produção, garantindo que cada uma cumpra com o objetivo a que se destinam e assim garantam a segurança.

Além disso, todas as vacinas devem ser registradas e conseguem aprovação de comercialização apenas após a apresentação de diversos documentos que garantem as boas práticas e a comprovação que existe segurança para o uso humano.

Mas afinal, como funciona a vacina?

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Foto: Portal Brasil

Ao chegar no organismo, a bactéria ou vírus inativado estimula o sistema imunológico a criar uma memória. Desta maneira, o organismo já entendeu que aquele vírus representa uma ameaça para ele e consegue responder muito mais rápido caso o vírus original e ativado aparecer no corpo.

“O nosso corpo tem a capacidade de gravar que uma célula é perigosa para ele e criar ferramentas para se proteger contra ela, e é assim que a vacina funciona. Antes mesmo de você adquirir uma doença, o seu organismo já aprendeu a se proteger dela e assim, você ficará protegido”, complementa o farmacêutico.

Fonte: Merck

Os perigos escondidos por detrás dos mitos da vacinação

É preciso receber a dose bloqueio da vacina do sarampo? As reações das vacinas podem ser graves? Adultos devem ser vacinados? A vacina da gripe causa a doença. Ana Paula Moschione Castro, doutora em pediatria, especialista em alergia e imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e diretora da Clínica Croce, tira as dúvidas que existem em torno das vacinas.

1 – Vacinas causam autismo.

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Pixabay

Mito. E bem perigoso. Estudos científicos sérios foram realizados e não mostraram essa relação do espectro do transtorno autista e vacinas. Essa fake news pode gerar uma onda antivacinas perigosa, que traz consequências muito ruins, como é o caso da epidemia de sarampo que estamos acompanhando no momento.

2 – Somente as crianças devem ser vacinadas.

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Mito. Adultos também devem se vacinar. É muito importante a vacinação contra o tétano, a febre amarela. E hoje ainda temos à disposição para os adultos vacinas contra o herpes zoster, hepatite A e B, ou seja, uma série de imunizações à disposição que devem ser tomadas pelos adultos. Tenha a sua carteirinha de vacinação em dia, pois isso pode garantir saúde e, consequentemente, qualidade de vida.

3 – Vacinas podem ter contraindicações.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Verdade. Aqui vale o conceito de vacinar, para estimular o sistema imunológico a criar uma resposta de defesa contra um agente nocivo. Existem dois grupos para contraindicação: aqueles pacientes que não podem receber microrganismos vivos, que são as vacinas atenuadas (febre amarela, herpes zoster, sarampo e rubéola) estão contraindicadas. O outro grupo é o de pacientes que apresentaram reações alérgicas graves contra a vacina. Essas reações alérgicas sempre precisam ser discutidas com o médico.

4 – Sempre que me vacino contra a gripe fico gripada.

gripe mulher

Mito. A vacina contra a gripe não causa a gripe, pois é uma vacina inativada e indicada para proteger somente contra um tipo de gripe, que é a influenza. Na época do inverno existem outros vírus, como o rinovírus, que levam a quadros parecidos com gripes, mas não são. A vacina contra a gripe é segura, com uma cobertura ampla e não causa gripe.

5 – Quem está com febre não pode se vacinar.

mulher gripe doente cama

Verdade. Em parte! Ainda que a febre não seja uma contraindicação à vacina, podemos ter dois desdobramentos quando se vacina uma criança com febre: não sabemos se o pico de febre está relacionado à vacina ou ao à infecção, e nós, médicos esperamos nos quadros altos de febre, com duração de três a quatro dias, que a febre passe. Causas não conhecidas de febre também pode ser uma contraindicação. Melhor aguardar a criança melhorar.

6 – Alérgicos não devem se vacinar.

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Mito. E grande! Pacientes alérgicos se beneficiam de vacinas contra a gripe, contra pneumococo. Precisa tomar cuidado com algum componente que está presente na vacina que desencadeia a reação alérgica, como o ovo, por exemplo. Ou se o paciente teve uma reação alérgica grave específica à aquela vacina. Mesmo para pacientes com alergia à proteína do ovo, as vacinas contra a gripe e sarampo são liberadas. Não generalize que alérgicos não devem se vacinar, pois é o contrário, há grandes benefícios.

7 – Vacina é perigoso para idoso.

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Foto: Portal Brasil

Mito. Muitos estudos já comprovam que vacinar idosos contra a gripe e pneumonia melhora demais a qualidade de vida desses pacientes e reduz a mortalidade. Vacinar-se contra o tétano é fundamental, a vacina de herpes zoster também é muito importante, já que minimiza uma grande complicação que é a neurite herpética, ou seja, o paciente que deseja longevidade precisa ter a carteira de vacinação em dia.

8 – Toda vacina dá reação.

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Mito. As vacinas são extremamente seguras. As reações mais comuns acontecem em até 10% dos vacinados, com dor local e febre, que passa em um, dois dias. A maioria não apresenta reação. Mas sempre é aconselhável tirar suas dúvidas com o seu médico.

9 – Já me vacinei contra o sarampo e não preciso mais tomar nova dose.

Prazo estendido para vacinação de Sarampo.
Foto: GESP

Mito. Infelizmente, estamos vivendo uma epidemia de sarampo. Um aumento gigantesco no número de casos. Ainda que você tenha recebido as duas doses da vacina contra o sarampo depois de um ano de idade, é necessário receber uma terceira dose caso haja alguém com a doença no seu trabalho, condomínio, escola, ou seja, perto do seu convívio. É a chamada dose de bloqueio. O sarampo é uma doença grave, pode matar e a vacina é a única forma de prevenção. Somente pacientes em tratamento de quimioterapia ou com algum comprometimento da imunidade estão contraindicados a receber a vacina do sarampo. A vacina contra o sarampo é extremamente segura.

Fonte: Clínica Croce

Estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie fazem campanha de vacinação

Ações, que acontecem entre 17 e 20 de julho, têm como um dos públicos-alvo jovens entre 15 e 29 anos

Entre 17 e 20 de julho, as estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela de metrô, recebem a campanha de vacinação contra o sarampo. A ação que visa reforçar a imunização na cidade, é uma parceria da ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô de São Paulo, com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

A vacina oferecida é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e é a única forma de prevenir a ocorrência dessas doenças na população. Para receber a vacina, é necessário que o passageiro tenha em mãos um documento de identificação. O objetivo da iniciativa no metrô é imunizar quem não tem a disponibilidade de receber a dose durante a semana, e tem como um dos públicos-alvo jovens entre 15 e 29 anos.

Vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola

Prazo estendido para vacinação de Sarampo.
Foto: GESP

Data: 17, 18 e 19/7
Horário: Das 13h às 18h
Local: Estação Paulista – Rua da Consolação, n°2367

Data: 20/7
Horário: Das 10h às 16h
Local: Estação Paulista – Rua da Consolação, n°2367

Data: 20/7
Horário: Das 10h às 16h
Local: Estação Higienópolis-Mackenzie – Rua da Consolação, n°1.050

Shoppings Penha e Frei Caneca oferecem vacina tríplice viral neste sábado

Ação é preventiva contra sarampo, rubéola e caxumba

Neste sábado (29), os shoppings Penha e Frei Caneca recebem a Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo, rubéola e caxumba. A vacina tríplice viral é indicada para pessoas a partir de 15 anos. Para participar é necessário levar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e RG e estar dentro dos parâmetros da OMS.

Como a vacina possui contraindicações, profissionais capacitados estarão à disposição no local para fazer as checagens necessárias e auxiliar nas dúvidas da população. Confira abaixa o local e horário de cada shopping:

Vacina tríplice viral - Bernardo Portella - Ascom - Bio-Manguinhos
Vacina tríplice viral – Foto: Bernardo Portella – Ascom – Bio-Manguinhos

Vacinação no Shopping Penha
Quando: 29/06
Horário: das 10h às 17h
Local: Piso 1 / em frente a loja Via Uno.
Endereço: Rua Dr João Ribeiro, 304, Penha de França/ São Paulo
Mais Informações: (11) 2095-8240

Vacinação no Shopping Frei Caneca
Quando: 29/06
Horário: das 10h às 16h
Local: Entrada Principal
Endereço: Rua Frei Caneca, 569 – Cerqueira César
Mais Informações: (11) 3472-2075

 

Complicações da gripe: entenda a importância de se vacinar

A vacina contra a gripe é capaz de prevenir complicações sérias, que podem, até mesmo, resultar em óbito

Ficar resfriado não é nada agradável. Nariz entupido, coriza, espirros, dor no corpo e desânimo são os sintomas mais comuns. No entanto, ficar enfermo dessa forma nem se compara com as sérias complicações que uma gripe pode causar. A principal diferença entre gripe e resfriado está em sua gravidade. A gripe pode evoluir com sérias complicações, como a pneumonia e a inflamação dos músculos cardíacos e da membrana que recobre o coração.

Os primeiros alvos da campanha de vacinação contra a gripe (influenza) promovida pelo sistema público de saúde foram as crianças e gestantes. Em um segundo momento, desde o dia 22 do mês passado, também puderam se vacinar os trabalhadores da área da saúde, povos indígenas, mulheres no puerpério, idosos a partir dos 60 anos, professores, pessoas portadoras de doenças crônicas e com outras categorias de risco clínico e a população carcerária, incluindo os funcionários do sistema prisional.

A infectologista da clínica de vacinação Maximune, Cláudia Murta, explica que a vacina protege o paciente dos tipos de vírus mais comuns que estão em circulação. “A gripe é causada pelos vírus Influenza. Ao ser vacinado, o indivíduo desenvolve uma proteção, que não permite que ele desenvolva a doença pelos vírus contidos na vacina”, diz. Ela, que também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Imunizações, ressalta que a vacina começa a oferecer proteção após 15 dias de sua aplicação e ela não causa gripe pois é feita com vírus inativado (vírus morto).

Os sintomas principais da gripe são febre alta, dor muscular, dor de garganta e de cabeça, coriza e tosse seca, segundo o Ministério da Saúde. Além desses sinais, é possível que o paciente tenha a sensação de cansaço, fraqueza, diarreia, vômitos e perda de apetite. Em casos de complicações, pode ser necessária internação hospitalar, dependendo da gravidade, a doença pode até mesmo levar ao óbito.

“A principal complicação da gripe é a pneumonia. Caracterizada por ser uma infecção nos pulmões, se a pneumonia não for tratada rapidamente, pode gerar sérios problemas, como a dificuldade de respirar, bacteremia (bactérias na corrente sanguínea) e derrame pleural (acúmulo de líquidos em torno dos pulmões)”, alerta a infectologista.

Para Cláudia Murta, é preciso disseminar as informações corretas a respeito da vacina contra a gripe, pois ainda há muitas inverdades sendo ditas. “A vacina não é capaz de provocar a gripe em pessoas que a recebem; ela não faz mal ao bebê, em casos de gestantes. É preciso deixar claro que a vacina protege o indivíduo de contrair a gripe, e não o resfriado. Outro ponto importante a se destacar é o de que a ciência já descartou qualquer tipo de ligação entre vacina e autismo”, aponta a infectologista. De acordo com ela, esses são os pontos mais discutidos e ressaltados por pessoas que são receosas em tomar a vacina.

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A vacina contra a gripe tem que ser tomada anualmente, pois o vírus Influenza está em constante mutação. Sendo assim, uma equipe de cientistas move esforços em todos os anos para que seja feita a adaptação da composição da imunização.

Pessoas que não constam da lista de prioridades de vacinação do governo e que desejem se proteger contra a gripe (e evitar suas complicações) podem ser vacinadas em clínicas de vacinação particulares.

Fontes:

Cláudia Murta é especialista em Clínica Médica e em Infectologia Mestre em Medicina Tropical pela UFMG Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia Membro da Sociedade Brasileira de Imunizações
Maximune – Clínica de Vacinação

Campanha contra a gripe atinge 21% do grupo prioritário; sábado será Dia D

Dia D de mobilização será no próximo sábado, dia 4 de maio. O público-alvo total da campanha contra a gripe é de 59,5 milhões de pessoas

Até o dia 30 de abril, 12,2 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe em todo o Brasil. As pessoas que fazem parte do grupo prioritário devem procurar as unidades de saúde para receber a vacina gratuitamente até o dia 31 de maio. O sábado de vacinação, em que os postos de ficarão abertos em todo o país, será realizado no dia 04 de maio. O total de pessoas vacinadas considera o público estimado de profissionais das forças de segurança e salvamento, pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 59,5 milhões de pessoas até o final da campanha contra a gripe. Dessas, 46,9 milhões são idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de seis anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto). Até esta terça-feira (30), 21,6% dessa população recebeu a vacina contra a gripe – ou 10,1 milhões de pessoas.

O público com maior cobertura contra a gripe, até o momento, é de puérperas, com 38,8%, seguido pelas gestantes (33,4%); indígenas (27,6%); crianças (26,4%); idosos (21,5%); trabalhadores de saúde (17,1%) e professores (14,2%).

Para a realização da campanha, estão em funcionamento 41,8 mil postos de vacinação, com o envolvimento de 196,5 mil pessoas e a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença.

Casos de gripe no Brasil

mulher gripe nariz espirro

Neste ano, até 20 de abril, foram registrados 427 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 81 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é o vírus influenza A(H1N1)pdm09, com registro de 213 casos e 55 óbitos.

Todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Para o atendimento do ano de 2019, o Ministério da Saúde já enviou aproximadamente 9,5 milhões de unidades do medicamento aos estados. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas.

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe teve início no dia 10 de abril em todo o país. No primeiro momento, foram priorizadas as crianças e gestantes. A vacinação está aberta para todos os públicos desde o dia 22 de abril.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

Farmácias fazem campanha de vacinação contra a gripe

Droga Raia e Drogasil aplicam vacina contra gripe em 11 lojas da capital paulista desde 11 de abril

A Drogasil e a Droga Raia, que fazem parte da RD, estão aplicando a vacina contra a gripe em 11 lojas da capital paulista. Nas farmácias, a vacinação atende principalmente a população que não faz parte dos grupos de risco determinados pelo governo para receber a vacina gratuitamente. Dessa forma, o restante da população também pode se proteger da doença. As duas redes têm três tipos de vacina da gripe disponíveis: Influvac, Fluquadri e Fluarix.

De acordo com o diretor de novos negócios da RD, Dioscoro Gomes, as vantagens de optar por tomar a vacina nas farmácias são muitas. “O cliente que procura nossas farmácias para tomar vacina sabe que vai encontrar um ambiente moderno, seguro, dentro dos padrões mais avançados. Além disso, ele sabe que não enfrentará filas e vai pagar um preço justo por um produto de alta qualidade”, explica.

Apesar de estarem habilitadas a aplicar vacinas desde 2017, a Droga Raia e a Drogasil ainda não conseguiram ampliar o número de lojas certificadas para a aplicação por conta das dificuldades impostas pela legislação e fiscalização, não só na cidade e no Estado de São Paulo, mas em todo o Brasil. A expectativa era ter 90 lojas autorizadas para aplicar vacinas este ano, mas por causa dos requisitos dos órgãos reguladores, apenas 11 lojas foram habilitadas.

“As exigências são inúmeras, o investimento é alto. E, apesar de haver leis permitindo a vacinação em farmácias, temos de pedir licença específica para cada loja. Mesmo assim, queremos ampliar esse serviço para toda a população. Somente a nossa rede tem mais de 1.850 lojas em 22 Estados. Até o fim do ano teremos mais de 2 mil lojas no Brasil. Imaginem se estivermos autorizados a aplicar vacinas em uma boa parte desses pontos. Estaríamos ajudando o governo a controlar diversas doenças, aliviando o atendimento no sistema público saúde. Seria um bem muito grande para toda a sociedade”, afirma Gomes.

A vacina contra a gripe custa R$ 88,55 nas farmácias da rede e pode ser aplicada dentro dos horários de funcionamento das lojas, que ficam abertas de segunda a domingo, inclusive feriados, das 7 h às 23 h. Além disso, para dar mais comodidade aos clientes, as lojas têm estacionamento.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Veja abaixo as lojas Droga Raia e Drogasil que aplicam a vacina contra a gripe:
· Rua Maranhão n.º 812, Higienópolis
· Rua Dr. Mario Ferraz n.º 247, Itaim Bibi
· Rua Sócrates n.ºs 240 e 250, Vila Sofia.
· Avenida Morumbi n.º 3.600, Jardim Leonor
· Avenida Barão de Melgaço n.º 214, 220 e 226, Real Parque
· Rua Afonso Sardinha n.º 13, Lapa
· Avenida Morumbi n.ºs , 7.898, 7.906, 7.912, 7.920, 7.920 A, Santo Amaro
· Rua Pamplona n.º 1.792, Jardins
· Rua Sabará nº 442, Higienópolis
· Rua João Lourenço n.ºs 331 e 343, Vila Nova Conceição
. Alameda Barão de Limeira n.ºs 1.087, 1.097 e 1.101, Campos Elísios

 

Shopping Frei Caneca recebe Campanha de Vacinação contra Febre Amarela

Mobilização ocorre nos dias 15 e 28 de março e também 12 e 24 de abril

O Shopping Frei Caneca abre as portas para Campanha de Vacinação contra Febre Amarela nos dias 15 e 28 de março. A expectativa é a de imunizar mais de 500 pessoas em cada dia de campanha. Quem perder a chance de passar por lá nas datas do mês de março, pode se preparar para ir nos dias 12 e 24 de abril quando novas rodadas de vacinas serão aplicadas.

A vacinação no Shopping Frei Caneca acontece das 10h às 16h no posto volante montado no piso TS. Para se vacinar, os interessados precisam ser maiores de 15 anos e apresentar documento de identificação no local.

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Campanha de Vacinação Febre Amarela – Shopping Frei Caneca
Gratuita
Idade: 15 ou mais
Data: 15 e 28 de março / 12 e 24 de abril
Horário: das 10h às 16h
Local: Posto Volante – Piso TS
Endereço: Rua Frei Caneca, 569 – Cerqueira César
Informações: (11) 3472-2075

Carnaval também é tempo de se cuidar

Médicos do Hospital Sírio-Libanês dão dicas sobre como evitar problemas com o uso do glitter e alertam sobre importância do protetor solar, do repelente de insetos e do preservativo

O Carnaval chegou muita gente se prepara para sair nos blocos ou para viajar a fim de relaxar. Os médicos alertam que, nos dois casos, é preciso se precaver para evitar que a festa termine antes por causa de situações inesperadas como irritação nos olhos provocada pela maquiagem e queimaduras de sol. Ou, mais grave ainda, pegar febre amarela. Isso sem falar nas precauções necessárias para evitar as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

Mas, com pequenos cuidados, é possível evitar esses problemas e aproveitar a folia ou o descanso. Veja, abaixo, as dicas de médicos do Hospital Sírio-Libanês.

Glitter e maquiagem

olhos maquiagem brilho carnaval

O glitter e a maquiagem colorida fazem parte da rotina carnavalesca, mas eles exigem certos cuidados. O glitter, por exemplo, é uma partícula sólida e, se entrar no olho, pode arranhar a córnea (porção transparente, anterior do olho, como se fosse o vidro de um relógio). “Uma lesão na córnea, mesmo pequena, pode provocar dor, sensação de corpo estranho e vermelhidão ocular, podendo evoluir para infecções como conjuntivite e úlcera de córnea”, explica Newton Kara Jose Junior, oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês.

Caso o produto entre no olho, o oftalmologista recomenda não esfregar, mas sim lavá-lo com bastante água corrente, inicialmente, ou instilar colírio lubrificante, preferencialmente. “Se não sair, é preciso ir a um pronto-socorro.”

Com relação à maquiagem, ele alerta: “Verifique a data de validade dos produtos antes de aplicá-los nos olhos”. Outra recomendação é não compartilhar produtos como base, sombras, lápis e pincéis – assim, evite maquiagem colocada à disposição de convidados em banheiros e camarotes, por exemplo. Os principais sinais de problemas provocados pelo mau uso de cosméticos são irritação e vermelhidão, olhos secos, coceira, visão embaçada, sensação de areia nos olhos, secreção e pálpebras inchadas.

limpeza maquiagem glitter fita

Por fim, mas não menos importante, o oftalmologista lembra que é necessário limpar toda a maquiagem ao chegar em casa: “Nunca durma com maquiagem. Isso evitará irritações nos olhos.”

Protetor solar

mulher tomando sol protetor solar

Para quem sairá em blocos, ou vai para a praia, o protetor solar é item obrigatório de acordo com médica dermatologista Cristina Abdalla. “O ideal é usar um protetor com FPS 30, que oferece quase 96% de proteção”, explica.

A médica alerta que o protetor deve ser usado mesmo que o dia esteja nublado. Além disso não esquecer das medidas gerais de proteção, como procurar a sombra, usar roupas protetoras, como chapéu, boné, camiseta etc.

A dermatologista explica que, para quem vai sair em blocos, o ideal é passar o protetor e só depois aplicar a maquiagem. Dessa forma, a pele fica protegida e não interfere na produção carnavalesca.

Outra dica importante é reaplicar o protetor a cada duas horas ou sempre que necessário, ou seja, depois de transpirar ou de entrar no mar ou piscina.

Febre amarela

mulher passando repelente - Foto WiseGeek

Para quem vai viajar no Carnaval, a recomendação da médica infectologista Mirian Dal Ben é se informar se a área tem registro de febre amarela. Há casos registrados recentemente no litoral paulista (norte e sul), vale do Ribeira e região Sul do país. Por isso, a vacina é essencial e deve ser tomada dez dias antes da viagem.Quem não pode tomar a vacina, caso de maiores de 60 anos com restrições médicas, gestantes, crianças com menos de seis meses e transplantados ou pacientes que tomam imunossupressores, devem usar repelente o tempo todo.

“Repelentes devem ser aplicados sobre a pele exposta e podem ser borrifados sobre as roupas, mas não é necessário passar o produto nas áreas cobertas pelas roupas”, explica a médica. Para gestantes e crianças, uma boa dica é usar roupas que cubram boa parte do corpo para que a quantidade total do repelente a ser aplicado seja reduzida”, afirma a médica.

Pode-se aplicar uma fina camada na face, colocando o repelente nas mãos, esfregando uma palma contra a outra e, em seguida, aplicando-o à face. Deve-se evitar o contato com os olhos e boca. “Mas lembre-se de higienizar as mãos depois da aplicação para evitar contato inadvertido com os olhos, mãos e genitais”, alerta a infectologista. E lembre-se de reaplicar o produto conforme a indicação da embalagem, pois ele vai perdendo a eficácia.

Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)

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Outro aliado importante e que não pode ser esquecido no Carnaval é o preservativo. É a forma mais eficaz e barata de se prevenir as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), como Aids, sífilis e gonorreia. De 2006 a 2015, a taxa de detecção de casos de Aids no Brasil entre jovens do sexo masculino de 15 a 24 anos aumentou em mais de duas vezes. O boletim do Ministério da Saúde aponta, também, um aumento expressivo no número de casos de sífilis no país. “Por isso, o uso de preservativo é muito importante”, alerta a infectologista Mirian Dal Ben.

Fonte: Hospital Sírio-Libanês

Shopping Praça da Moça recebe posto de vacinação da febre amarela

Neste sábado, 23, a cidade de Diadema estará mobilizada para a imunização contra a febre amarela e os clientes do Shopping Praça da Moça podem aproveitar o passeio para tomar a vacina.

O empreendimento terá um posto de vacinação com uma equipe especializada, técnicos de enfermagem e agentes de saúde da Prefeitura. A imunização estará aberta para o público a partir dos 9 anos de idade das 10h às 17h do sábado. É importante levar a carteirinha de vacinação e o cartão do SUS (é possível fazer na hora também) e é obrigatório apresentar o RG ou documento com foto.

“Apoiar iniciativas de saúde e bem-estar da população está sempre nos objetivos do shopping. Afinal somos o ponto de encontro de muitas famílias da cidade. Trazer para dentro do empreendimento uma campanha tão séria, em parceria com a prefeitura, fortalece nosso compromisso com a sociedade”, comenta Daniel Lima, gerente de marketing do Shopping Praça da Moça.

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Vacinação contra a Febre Amarela
Sábado, 23/02, das 10h às 17h
Shopping Praça da Moça Loja 262 – Piso Araucária (em frente a Livraria Curitiba)
Rua Manoel da Nóbrega, 712 – Centro, Diadema