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Combate à meningite: vacinação é maneira mais efetiva de prevenir doença

Manter a carteirinha de vacinação em dia mesmo durante a pandemia é uma atitude recomendada para evitar a volta de surtos de doenças imunopreviníveis

Ainda que um dos temas mais comentados atualmente seja a busca por uma vacina contra o novo coronavírus, a imunização de doenças preveníveis têm historicamente diminuído no Brasil. De acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado em parceria com a Unicef,14 milhões de crianças não foram vacinadas em 2019, sendo que dois terços delas estão concentradas em países de média e baixa renda, entre eles, o Brasil. Outra constatação feita sobre a cobertura vacinal é a diminuição da adesão às doses de reforço, importantes para manter o nível de imunidade alto.

“Historicamente, a cobertura vacinal em adolescentes é muito baixa. É uma faixa etária diferente do bebê, que tem o calendário de imunizações discutido durante as consultas com o pediatra. Além disso, geralmente as gerações mais jovens não tiveram pessoas próximas com doenças como paralisia infantil, meningite, tétano e difteria e, por isso, tendem a acreditar que a vacinação não é necessária”, explica o pediatra e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Marco Aurélio Sáfadi.

Mas, estar em dia com o calendário vacinal e ficar atento às doses de reforço é um passo importante para a manutenção da saúde. Essa é a mensagem trazida pelo atleta de voleibol sentado da Seleção Brasileira e do Sesi-SP, Daniel Yoshizawa. Ele sentiu a sua vida mudar por conta da meningite meningocócica. Aos 21 anos de idade, Daniel acordou com uma forte dor de cabeça e entrou em coma em questão de poucas horas. No hospital, foi diagnosticado com a doença e, após 14 dias em estado de coma, acordou e foi informado que teria que amputar as duas pernas e parte de cinco dedos, sendo quatro da mão direita e um da mão esquerda.

“Independentemente das dificuldades, é possível reverter situações adversas com muito foco e dedicação. Mas isso não invalida o fato de eu ter tido a vida completamente transformada e impactada pela meningite. Por isso, levo comigo a importante mensagem de manter a vacinação em dia”, alertou o atleta.

Atenção à doença

Causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes infecciosos, a meningite é considerada uma das mais temidas doenças imunopreveníveis. A doença pode ser causada por diversos agentes, sendo que os mais comuns são os vírus e, os mais severos, as bactérias. Entre as principais bactérias que causam a enfermidade está a Neisseria meningitidis, também chamada de meningococo.

A meningite meningocócica é uma doença grave que, mesmo com tratamento adequado, leva à morte entre 8% e 15% dos pacientes entre 24 e 48 horas após os primeiros sintomas, além de deixar sequelas irreversíveis entre 10% a 20% dos pacientes que sobrevivem5, como surdez, cegueira, amputação de membros e alterações neurológicas.

A meningite tem um alto poder de contágio, visto que algumas pessoas podem ser portadoras assintomáticas da bactéria e transmitirem a doença sem estarem doentes. Por isso, a melhor forma de prevenção é a vacinação, que protege não apenas o imunizado, mas quem está ao seu redor.

“É possível hospedar a bactéria sem adoecer e, ainda assim, transmitir a doença. Essas pessoas são chamadas de “portadoras”. Adolescentes e adultos jovens estão entre os principais portadores do meningococo, sendo que os adolescentes são os que mais transmitem a doença”, explica a diretora médica da Sanofi Pasteur, Sheila Homsani. Por esse motivo, a vacinação dos adolescentes é um dos grandes aliados no combate à meningite meningocócica.

Devido ao alto grau de letalidade da doença, ao perceber os primeiros sintomas que podem dar indícios de meningite, como início súbito de febre, dor de cabeça e rigidez do pescoço, a orientação é procurar imediatamente o atendimento médico.

O Brasil possui um dos maiores programas públicos de imunização do mundo e, no Calendário Nacional de Imunização, está disponível a vacina contra a meningite meningocócica causada pelo sorogrupo C da bactéria Neisseria meningiditis, com doses aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses, e entre 11 e 12 anos de idade.

Em 2017, especificamente para esta vacina, as taxas de imunização também caíram, respectivamente, de 87,04%, para 82,13%, até que em adolescentes atingiram 51%. Em 2020 o sistema público de saúde começou a oferecer a vacina conjugada quadrivalente para adolescentes entre 11 e 12 anos. O imunizante tem uma proteção ampliada, abrangendo os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningiditis.

Fonte: Sanofi

Vacinação: obrigatoriedade é constitucional e protege cidadãos

“Constituição é o limite entre imposições estatais e a autonomia individual”, afirma Mérces da Silva Nunes

O assunto já tem o mínimo regimental de quatro votos para ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). A pauta: a obrigatoriedade de vacinação de crianças e adolescentes pelos pais. Afinal, o Estado pode obrigar o cidadão a manter seus filhos menores de idade imunizados? Até onde vai o poder de autoridade do Estado em relação à liberdade individual?

Para a especialista em Direito Médico, Mérces da Silva Nunes, não há dúvidas sobre o tema. “O limite entre imposições estatais e a autonomia individual das famílias é a Constituição”. Segundo ela, a Constituição Federal estabelece que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, a não ser em virtude da lei.

“E a Lei nº 8.069/90, o Estatuto da Criança e do Adolescente, impõe aos seus responsáveis legais o dever de proteger a saúde desta população. Ela dispõe que a vacinação das crianças é obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias, levando em conta que a proteção é indispensável para evitar que essa população fique doente, em decorrência de doenças para as quais há vacinas comprovadamente seguras e eficazes”.

Confira entrevista com Mérces de Silva Nunes sobre o tema:

Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

P – O STF está para julgar recurso extraordinário com agravo no qual se discute se os pais podem deixar de vacinar os seus filhos, tendo como fundamento “convicções filosóficas, religiosas, morais e existenciais”. Hoje, o que diz a lei sobre a vacinação?
Mérces da Silva Nunes: O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) assegura o direito à vida e à saúde de crianças e adolescentes e impõe aos seus representantes legais o dever de proteger a saúde desta população, sob pena de responsabilidade. O parágrafo 1º do artigo 14, do ECA, dispõe que a vacinação das crianças é obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. E a legislação assim determina porque a proteção das crianças e adolescentes é indispensável para evitar que essa população fique doente, em decorrência de doenças para as quais há vacinas comprovadamente seguras e eficazes e para impedir que essa mesma população não atue como agente propagador dessas doenças. O Programa Nacional de Imunização (Ministério da Saúde) dispõe sobre a vacinação infantil e estabelece que as vacinas já comecem a ser aplicadas ainda na maternidade, logo após o nascimento do bebê.

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P – Em sua opinião, qual o limite entre imposições estatais (especialmente as relacionadas à saúde das crianças) e a autonomia individual de uma família?
Mérces da Silva Nunes: A Constituição Federal é o limite. O artigo 5º, inciso II dispõe que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” e o inciso VIII, assegura que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;” Da interpretação conjugada dos referidos incisos infere-se que o limite da autonomia individual de uma família, em relação à vacinação obrigatória, é a Lei, o próprio comando normativo inserto no Estatuto da Criança e do Adolescente que, em seu artigo 14, §1º estabelece a obrigatoriedade da vacinação, nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. Portanto, o Programa Nacional de Imunização (PNI/MS), que estabelece o cronograma de vacinação infantil obrigatória, dá efetividade ao ECA e deve ser concebido como verdadeiro instrumento de proteção da vida e da saúde da criança e do adolescente.

P – Sendo a decisão do STF de repercussão geral, ela incidirá sobre as demais instâncias. Caso a decisão seja favorável à liberdade individual da família, qual o prejuízo para a saúde pública isso poderia causar?
Mérces da Silva Nunes: Na hipótese de a decisão do STF favorecer o direito à liberdade individual da família em detrimento do interesse coletivo, haverá um sério e irreversível dano à coletividade. Primeiro, a própria Constituição Federal terá sido diretamente violada em disposições específicas contrárias a este posicionamento do STF que, na qualidade de guardião a CF, deveria ser o primeiro a procurar manter a integridade e a inviolabilidade da Lei Maior. Segundo, o próprio ECA terá sido violado em sua essência, que é a de proteger a vida e a saúde de crianças e adolescentes. Além disso, a a sociedade ficará injustamente exposta ao risco de contaminação por doenças que poderiam ser evitadas. E a eventual contaminação dessas crianças e adolescentes – que deixaram de ser imunizados – representará um ônus para a sociedade, pois o Sistema Único de Saúde deverá atender essa população e tratar as sequelas permanentes deixadas pelas doenças.

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Fonte: Mérces da Silva Nunes possui graduação em direito – Instituição Toledo de Ensino – Faculdade de Direito de Araçatuba, mestrado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006) e Doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Advogada – sócia titular da Silva Nunes Advogados Associados. Autora de obras e artigos sobre Direito Médico.

Queda na vacinação acende alerta para volta de doenças erradicadas

Ontem (9) foi celebrado o Dia Nacional da Imunização; e um especialista observou a importância de os pais manterem a disciplina na vacinação. Imunizações precisam ser renovadas até a idade adulta

O Programa Nacional de Imunização (PNI), formulado em 1973, é referência mundial. O Brasil foi pioneiro na incorporação de diversas vacinas no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) e é um dos poucos países no mundo que ofertam de maneira universal um rol extenso e abrangente de imunobiológicos.

Porém, a alta taxa de cobertura, que sempre foi sua principal característica, vem caindo nos últimos anos, inclusive para crianças pequenas, colocando em alerta especialistas e profissionais da área, o que reforça a importância do Dia Mundial da Imunização, celebrado nesta terça-feira, 9 de junho.

Renato-Antonio

O farmacêutico hospitalar Renato Antônio Campos Freire, que vai inaugurar uma clínica de vacinação no Órion Shopping, em Goiânia, explica que na infância as crianças não têm imunidade e não conseguem combater sozinhas as doenças, por isso a vacinação é essencial. “Geralmente, até os dois anos os pais são mais cautelosos, depois relaxam. Mesmo para as vacinas gratuitas não vão”, diz ele.

O especialista afirma que datas como o Dia Nacional da Imunização são importantes, pois lembram as pessoas da ação e reforçam que a vacina não é proteção apenas individual. “Dependendo da doença e da região, se 80% da população é vacinada, os outras 20% também ficam protegidos”, diz.

Segundo dados preliminares do ano passado do Ministério da Saúde, divulgados em março deste ano, pela primeira vez desde 1994 – quando começou a disponibilização de dados – o País não atingiu a meta de vacinar 95% do público-alvo em nenhuma das 15 vacinas do calendário público. Isso inclui a cobertura vacinal em crianças de até 1 ano, a qual também está em queda no Brasil.

A taxa de vacinação da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, passou de 102,3% em 2011 para 90,5% em 2018, segundo dados divulgados oficialmente em 2019. O número está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 95% da meta estipulada.

Ainda de acordo com esse estudo, a taxa da poliomielite, contra paralisia infantil, caiu de 101,3% em 2011 para 86,3% em 2018. A cobertura vacinal da BCG, contra formas graves da tuberculose, era de 107,9% e também caiu para 95,6%, no mesmo período. O problema se estende para a meningocócica C, que antes tinha uma taxa de 105,6% e passou a ter apenas 85,6% de cobertura vacinal. Freire, que também é mestre em tecnologia farmacêutica, explica que a estimativa dos órgãos de saúde para uma campanha de vacinação é baseada nos anos anteriores e quando esse número é ultrapassado a meta passa de 100%.

Renato salienta que há vacina em todas as idades. “Para adolescentes, por exemplo, temos a HPV, reforço de DPT meningite, para adultos temos a hepatite e a pneumonia, e para idoso, além da gripe, muito conhecida, temos a herpes zoster, para pessoas a partir de 50 anos”. “A diferença das vacinas chamadas obrigatórias das sugeridas é que as primeiras o governo fornece gratuitamente, principalmente na fase infantil. Mas existem outras vacinas também para outras faixas etárias, que são recomendadas pelos profissionais da saúde, que são muito importantes. Se a pessoa tem condição, ela deve adquirir para preservar a saúde”.

Queda é preocupante

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O especialista vê de perto a queda dos números dos dados oficiais. “Temos uma preocupação com essa negligência, a população tem que ter consciência, não só o poder público. Quando se deixa de vacinar está contribuindo com a volta da doença e se gasta mais também, pois a cada um dólar investido em prevenção se economiza, em média, 16 dólares no tratamento”, ressalta ele, que reforçou que a vacinação é um tecnologia avançada para atuar antes da contaminação.

Coronavírus

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Sobre os estudos acerca de uma vacina para o novo coronavírus (Sars-Cov-2), Renato Freire, que atua na área há 25 anos, também mostra animação. “Estou otimista, pois vejo algo que não acontece há anos, o compartilhamento de informações. Os laboratórios têm segredos, que não costumam revelar para os concorrentes, por isso, normalmente, pode-se levar até cinco anos para produzir uma vacina, mas já estamos na terceira fase”, disse se referindo à vacina em desenvolvimento na Universidade de Oxford, no Reino Unido, que iniciou a etapa de testes em humanos na última semana.

Pelo menos dez mil pessoas serão vacinadas para averiguar a eficácia do produto. Para que essa terceira fase, da testagem maciça, não leve muito tempo, Oxford conclamou 18 centros de pesquisa em todo o Reino Unido a testar o imunizante, entre eles o de Liverpool, comandado pela imunologista brasileira Daniela Ferreira.

Do total, duas mil dessas vacinas serão testadas no Brasil a partir desta semana, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Normalmente, os testes em humanos podem levar até seis meses. No melhor cenário, se tudo ocorrer bem, podermos ter uma vacina até o final do ano. Porém, depois ela ainda precisará ser produzida em larga escala para beneficiar todos”, finaliza o especialista.

Como a produção da vacina a torna segura

O Brasil tornou-se referência mundial em vacinação, disponibilizando 19 vacinas para 20 doenças em seu Calendário Nacional de Vacinação. Anualmente, o Ministério da Saúde trabalha em campanhas para garantir que a cobertura de pessoas vacinadas atinja as metas necessárias para evitar epidemias de certas doenças.

Porém, algumas coberturas sofreram quedas nos últimos anos e, por conta disso, doenças ameaçam a população depois de anos de controle. Para que as pessoas não deixem de se vacinar, parte do objetivo das campanhas é garantir o entendimento de que a vacinação, além de muito necessária, é segura.

Por dento de etapas do processo de produção de algumas vacinas, o farmacêutico Henrique Silva explica como funciona esta fabricação para que o produto chegue seguro para a população. Hoje, Silva trabalha na área de Life Science da Merck, que fornece insumos para alguns fabricantes de vacina, e separou os principais processos que garantem a sua segurança:

Inativação do vírus

virus sarampo

A maior parte das vacinas contém o micro-organismo causador da doença, ou parte deste, para que o corpo crie imunidade contra ele. A aplicação de um vírus no corpo, por exemplo, pode gerar estranhamento, porém, o farmacêutico explica que este vírus passa por um processo de atenuação ou inativação antes de ser aplicado na vacina.

A inativação envolve tratamento químico ou a exposição a uma temperatura elevada, desta maneira, o vírus perde a capacidade de se reproduzir e logo, infectar a pessoa com a doença. “Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios, ou seja, não possuem todas as estruturas necessárias para se multiplicar sozinhos, para isso, ele precisa utilizar uma célula para duplicar o seu DNA. Quando está inativado, perde esta capacidade, garantindo que a pessoa recebedora da vacina não desenvolverá a doença”.

Uma vez que o processo é validado e submetido a constante controle de qualidade, o risco de produzir um lote de vacina com vírus ativado é nulo.

Eliminação de contaminantes

Com filtração e tratamentos químicos, o vírus e os componentes presentes na vacina são separados de qualquer contaminante externo que possa apresentar algum risco ao organismo.

São várias as etapas que passam por validação, inclusive as de filtração, visando garantir que cumpram efetivamente com a sua função. Desta maneira, serão removidas todas as demais substâncias produzidas pelas células e eventuais impurezas, as quais não devem estar presentes na vacina.

Armazenamento

Uma etapa importante para garantir a eficácia das vacinas é o armazenamento adequado. Durante toda a produção, as vacinas são armazenadas em tanques de aço ou bolsas plásticas. Essas bolsas são produzidas com um material de alta qualidade e tecnologia para que nenhum componente presente no plástico contagie o conteúdo. Isto garante que a vacina fique livre de qualquer contaminante.

Vigilância e controle de qualidade

A segurança da vacina é principalmente garantida pela pesquisa clínica, realizada previamente a autorização para comercialização de toda substância medicamentosa. Na manufatura, a segurança é compartilhada pela vigilância e controle de qualidade. “Para começar, as fábricas precisam de uma licença de funcionamento que é concedida após rigorosas e necessárias inspeções das agências regulatórios do país”, explica Silva.

Durante todo o desenvolvimento do processo, diversas avaliações são executadas para cada etapa de produção, garantindo que cada uma cumpra com o objetivo a que se destinam e assim garantam a segurança.

Além disso, todas as vacinas devem ser registradas e conseguem aprovação de comercialização apenas após a apresentação de diversos documentos que garantem as boas práticas e a comprovação que existe segurança para o uso humano.

Mas afinal, como funciona a vacina?

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Foto: Portal Brasil

Ao chegar no organismo, a bactéria ou vírus inativado estimula o sistema imunológico a criar uma memória. Desta maneira, o organismo já entendeu que aquele vírus representa uma ameaça para ele e consegue responder muito mais rápido caso o vírus original e ativado aparecer no corpo.

“O nosso corpo tem a capacidade de gravar que uma célula é perigosa para ele e criar ferramentas para se proteger contra ela, e é assim que a vacina funciona. Antes mesmo de você adquirir uma doença, o seu organismo já aprendeu a se proteger dela e assim, você ficará protegido”, complementa o farmacêutico.

Fonte: Merck

Os perigos escondidos por detrás dos mitos da vacinação

É preciso receber a dose bloqueio da vacina do sarampo? As reações das vacinas podem ser graves? Adultos devem ser vacinados? A vacina da gripe causa a doença. Ana Paula Moschione Castro, doutora em pediatria, especialista em alergia e imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e diretora da Clínica Croce, tira as dúvidas que existem em torno das vacinas.

1 – Vacinas causam autismo.

criança brinquedo autismo pixabay
Pixabay

Mito. E bem perigoso. Estudos científicos sérios foram realizados e não mostraram essa relação do espectro do transtorno autista e vacinas. Essa fake news pode gerar uma onda antivacinas perigosa, que traz consequências muito ruins, como é o caso da epidemia de sarampo que estamos acompanhando no momento.

2 – Somente as crianças devem ser vacinadas.

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Mito. Adultos também devem se vacinar. É muito importante a vacinação contra o tétano, a febre amarela. E hoje ainda temos à disposição para os adultos vacinas contra o herpes zoster, hepatite A e B, ou seja, uma série de imunizações à disposição que devem ser tomadas pelos adultos. Tenha a sua carteirinha de vacinação em dia, pois isso pode garantir saúde e, consequentemente, qualidade de vida.

3 – Vacinas podem ter contraindicações.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Verdade. Aqui vale o conceito de vacinar, para estimular o sistema imunológico a criar uma resposta de defesa contra um agente nocivo. Existem dois grupos para contraindicação: aqueles pacientes que não podem receber microrganismos vivos, que são as vacinas atenuadas (febre amarela, herpes zoster, sarampo e rubéola) estão contraindicadas. O outro grupo é o de pacientes que apresentaram reações alérgicas graves contra a vacina. Essas reações alérgicas sempre precisam ser discutidas com o médico.

4 – Sempre que me vacino contra a gripe fico gripada.

gripe mulher

Mito. A vacina contra a gripe não causa a gripe, pois é uma vacina inativada e indicada para proteger somente contra um tipo de gripe, que é a influenza. Na época do inverno existem outros vírus, como o rinovírus, que levam a quadros parecidos com gripes, mas não são. A vacina contra a gripe é segura, com uma cobertura ampla e não causa gripe.

5 – Quem está com febre não pode se vacinar.

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Verdade. Em parte! Ainda que a febre não seja uma contraindicação à vacina, podemos ter dois desdobramentos quando se vacina uma criança com febre: não sabemos se o pico de febre está relacionado à vacina ou ao à infecção, e nós, médicos esperamos nos quadros altos de febre, com duração de três a quatro dias, que a febre passe. Causas não conhecidas de febre também pode ser uma contraindicação. Melhor aguardar a criança melhorar.

6 – Alérgicos não devem se vacinar.

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Mito. E grande! Pacientes alérgicos se beneficiam de vacinas contra a gripe, contra pneumococo. Precisa tomar cuidado com algum componente que está presente na vacina que desencadeia a reação alérgica, como o ovo, por exemplo. Ou se o paciente teve uma reação alérgica grave específica à aquela vacina. Mesmo para pacientes com alergia à proteína do ovo, as vacinas contra a gripe e sarampo são liberadas. Não generalize que alérgicos não devem se vacinar, pois é o contrário, há grandes benefícios.

7 – Vacina é perigoso para idoso.

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Foto: Portal Brasil

Mito. Muitos estudos já comprovam que vacinar idosos contra a gripe e pneumonia melhora demais a qualidade de vida desses pacientes e reduz a mortalidade. Vacinar-se contra o tétano é fundamental, a vacina de herpes zoster também é muito importante, já que minimiza uma grande complicação que é a neurite herpética, ou seja, o paciente que deseja longevidade precisa ter a carteira de vacinação em dia.

8 – Toda vacina dá reação.

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Mito. As vacinas são extremamente seguras. As reações mais comuns acontecem em até 10% dos vacinados, com dor local e febre, que passa em um, dois dias. A maioria não apresenta reação. Mas sempre é aconselhável tirar suas dúvidas com o seu médico.

9 – Já me vacinei contra o sarampo e não preciso mais tomar nova dose.

Prazo estendido para vacinação de Sarampo.
Foto: GESP

Mito. Infelizmente, estamos vivendo uma epidemia de sarampo. Um aumento gigantesco no número de casos. Ainda que você tenha recebido as duas doses da vacina contra o sarampo depois de um ano de idade, é necessário receber uma terceira dose caso haja alguém com a doença no seu trabalho, condomínio, escola, ou seja, perto do seu convívio. É a chamada dose de bloqueio. O sarampo é uma doença grave, pode matar e a vacina é a única forma de prevenção. Somente pacientes em tratamento de quimioterapia ou com algum comprometimento da imunidade estão contraindicados a receber a vacina do sarampo. A vacina contra o sarampo é extremamente segura.

Fonte: Clínica Croce

Estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie fazem campanha de vacinação

Ações, que acontecem entre 17 e 20 de julho, têm como um dos públicos-alvo jovens entre 15 e 29 anos

Entre 17 e 20 de julho, as estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela de metrô, recebem a campanha de vacinação contra o sarampo. A ação que visa reforçar a imunização na cidade, é uma parceria da ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô de São Paulo, com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

A vacina oferecida é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e é a única forma de prevenir a ocorrência dessas doenças na população. Para receber a vacina, é necessário que o passageiro tenha em mãos um documento de identificação. O objetivo da iniciativa no metrô é imunizar quem não tem a disponibilidade de receber a dose durante a semana, e tem como um dos públicos-alvo jovens entre 15 e 29 anos.

Vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola

Prazo estendido para vacinação de Sarampo.
Foto: GESP

Data: 17, 18 e 19/7
Horário: Das 13h às 18h
Local: Estação Paulista – Rua da Consolação, n°2367

Data: 20/7
Horário: Das 10h às 16h
Local: Estação Paulista – Rua da Consolação, n°2367

Data: 20/7
Horário: Das 10h às 16h
Local: Estação Higienópolis-Mackenzie – Rua da Consolação, n°1.050

Shoppings Penha e Frei Caneca oferecem vacina tríplice viral neste sábado

Ação é preventiva contra sarampo, rubéola e caxumba

Neste sábado (29), os shoppings Penha e Frei Caneca recebem a Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo, rubéola e caxumba. A vacina tríplice viral é indicada para pessoas a partir de 15 anos. Para participar é necessário levar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e RG e estar dentro dos parâmetros da OMS.

Como a vacina possui contraindicações, profissionais capacitados estarão à disposição no local para fazer as checagens necessárias e auxiliar nas dúvidas da população. Confira abaixa o local e horário de cada shopping:

Vacina tríplice viral - Bernardo Portella - Ascom - Bio-Manguinhos
Vacina tríplice viral – Foto: Bernardo Portella – Ascom – Bio-Manguinhos

Vacinação no Shopping Penha
Quando: 29/06
Horário: das 10h às 17h
Local: Piso 1 / em frente a loja Via Uno.
Endereço: Rua Dr João Ribeiro, 304, Penha de França/ São Paulo
Mais Informações: (11) 2095-8240

Vacinação no Shopping Frei Caneca
Quando: 29/06
Horário: das 10h às 16h
Local: Entrada Principal
Endereço: Rua Frei Caneca, 569 – Cerqueira César
Mais Informações: (11) 3472-2075

 

Complicações da gripe: entenda a importância de se vacinar

A vacina contra a gripe é capaz de prevenir complicações sérias, que podem, até mesmo, resultar em óbito

Ficar resfriado não é nada agradável. Nariz entupido, coriza, espirros, dor no corpo e desânimo são os sintomas mais comuns. No entanto, ficar enfermo dessa forma nem se compara com as sérias complicações que uma gripe pode causar. A principal diferença entre gripe e resfriado está em sua gravidade. A gripe pode evoluir com sérias complicações, como a pneumonia e a inflamação dos músculos cardíacos e da membrana que recobre o coração.

Os primeiros alvos da campanha de vacinação contra a gripe (influenza) promovida pelo sistema público de saúde foram as crianças e gestantes. Em um segundo momento, desde o dia 22 do mês passado, também puderam se vacinar os trabalhadores da área da saúde, povos indígenas, mulheres no puerpério, idosos a partir dos 60 anos, professores, pessoas portadoras de doenças crônicas e com outras categorias de risco clínico e a população carcerária, incluindo os funcionários do sistema prisional.

A infectologista da clínica de vacinação Maximune, Cláudia Murta, explica que a vacina protege o paciente dos tipos de vírus mais comuns que estão em circulação. “A gripe é causada pelos vírus Influenza. Ao ser vacinado, o indivíduo desenvolve uma proteção, que não permite que ele desenvolva a doença pelos vírus contidos na vacina”, diz. Ela, que também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Imunizações, ressalta que a vacina começa a oferecer proteção após 15 dias de sua aplicação e ela não causa gripe pois é feita com vírus inativado (vírus morto).

Os sintomas principais da gripe são febre alta, dor muscular, dor de garganta e de cabeça, coriza e tosse seca, segundo o Ministério da Saúde. Além desses sinais, é possível que o paciente tenha a sensação de cansaço, fraqueza, diarreia, vômitos e perda de apetite. Em casos de complicações, pode ser necessária internação hospitalar, dependendo da gravidade, a doença pode até mesmo levar ao óbito.

“A principal complicação da gripe é a pneumonia. Caracterizada por ser uma infecção nos pulmões, se a pneumonia não for tratada rapidamente, pode gerar sérios problemas, como a dificuldade de respirar, bacteremia (bactérias na corrente sanguínea) e derrame pleural (acúmulo de líquidos em torno dos pulmões)”, alerta a infectologista.

Para Cláudia Murta, é preciso disseminar as informações corretas a respeito da vacina contra a gripe, pois ainda há muitas inverdades sendo ditas. “A vacina não é capaz de provocar a gripe em pessoas que a recebem; ela não faz mal ao bebê, em casos de gestantes. É preciso deixar claro que a vacina protege o indivíduo de contrair a gripe, e não o resfriado. Outro ponto importante a se destacar é o de que a ciência já descartou qualquer tipo de ligação entre vacina e autismo”, aponta a infectologista. De acordo com ela, esses são os pontos mais discutidos e ressaltados por pessoas que são receosas em tomar a vacina.

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A vacina contra a gripe tem que ser tomada anualmente, pois o vírus Influenza está em constante mutação. Sendo assim, uma equipe de cientistas move esforços em todos os anos para que seja feita a adaptação da composição da imunização.

Pessoas que não constam da lista de prioridades de vacinação do governo e que desejem se proteger contra a gripe (e evitar suas complicações) podem ser vacinadas em clínicas de vacinação particulares.

Fontes:

Cláudia Murta é especialista em Clínica Médica e em Infectologia Mestre em Medicina Tropical pela UFMG Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia Membro da Sociedade Brasileira de Imunizações
Maximune – Clínica de Vacinação

Campanha contra a gripe atinge 21% do grupo prioritário; sábado será Dia D

Dia D de mobilização será no próximo sábado, dia 4 de maio. O público-alvo total da campanha contra a gripe é de 59,5 milhões de pessoas

Até o dia 30 de abril, 12,2 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe em todo o Brasil. As pessoas que fazem parte do grupo prioritário devem procurar as unidades de saúde para receber a vacina gratuitamente até o dia 31 de maio. O sábado de vacinação, em que os postos de ficarão abertos em todo o país, será realizado no dia 04 de maio. O total de pessoas vacinadas considera o público estimado de profissionais das forças de segurança e salvamento, pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 59,5 milhões de pessoas até o final da campanha contra a gripe. Dessas, 46,9 milhões são idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de seis anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto). Até esta terça-feira (30), 21,6% dessa população recebeu a vacina contra a gripe – ou 10,1 milhões de pessoas.

O público com maior cobertura contra a gripe, até o momento, é de puérperas, com 38,8%, seguido pelas gestantes (33,4%); indígenas (27,6%); crianças (26,4%); idosos (21,5%); trabalhadores de saúde (17,1%) e professores (14,2%).

Para a realização da campanha, estão em funcionamento 41,8 mil postos de vacinação, com o envolvimento de 196,5 mil pessoas e a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença.

Casos de gripe no Brasil

mulher gripe nariz espirro

Neste ano, até 20 de abril, foram registrados 427 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 81 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é o vírus influenza A(H1N1)pdm09, com registro de 213 casos e 55 óbitos.

Todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Para o atendimento do ano de 2019, o Ministério da Saúde já enviou aproximadamente 9,5 milhões de unidades do medicamento aos estados. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas.

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe teve início no dia 10 de abril em todo o país. No primeiro momento, foram priorizadas as crianças e gestantes. A vacinação está aberta para todos os públicos desde o dia 22 de abril.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

Farmácias fazem campanha de vacinação contra a gripe

Droga Raia e Drogasil aplicam vacina contra gripe em 11 lojas da capital paulista desde 11 de abril

A Drogasil e a Droga Raia, que fazem parte da RD, estão aplicando a vacina contra a gripe em 11 lojas da capital paulista. Nas farmácias, a vacinação atende principalmente a população que não faz parte dos grupos de risco determinados pelo governo para receber a vacina gratuitamente. Dessa forma, o restante da população também pode se proteger da doença. As duas redes têm três tipos de vacina da gripe disponíveis: Influvac, Fluquadri e Fluarix.

De acordo com o diretor de novos negócios da RD, Dioscoro Gomes, as vantagens de optar por tomar a vacina nas farmácias são muitas. “O cliente que procura nossas farmácias para tomar vacina sabe que vai encontrar um ambiente moderno, seguro, dentro dos padrões mais avançados. Além disso, ele sabe que não enfrentará filas e vai pagar um preço justo por um produto de alta qualidade”, explica.

Apesar de estarem habilitadas a aplicar vacinas desde 2017, a Droga Raia e a Drogasil ainda não conseguiram ampliar o número de lojas certificadas para a aplicação por conta das dificuldades impostas pela legislação e fiscalização, não só na cidade e no Estado de São Paulo, mas em todo o Brasil. A expectativa era ter 90 lojas autorizadas para aplicar vacinas este ano, mas por causa dos requisitos dos órgãos reguladores, apenas 11 lojas foram habilitadas.

“As exigências são inúmeras, o investimento é alto. E, apesar de haver leis permitindo a vacinação em farmácias, temos de pedir licença específica para cada loja. Mesmo assim, queremos ampliar esse serviço para toda a população. Somente a nossa rede tem mais de 1.850 lojas em 22 Estados. Até o fim do ano teremos mais de 2 mil lojas no Brasil. Imaginem se estivermos autorizados a aplicar vacinas em uma boa parte desses pontos. Estaríamos ajudando o governo a controlar diversas doenças, aliviando o atendimento no sistema público saúde. Seria um bem muito grande para toda a sociedade”, afirma Gomes.

A vacina contra a gripe custa R$ 88,55 nas farmácias da rede e pode ser aplicada dentro dos horários de funcionamento das lojas, que ficam abertas de segunda a domingo, inclusive feriados, das 7 h às 23 h. Além disso, para dar mais comodidade aos clientes, as lojas têm estacionamento.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Veja abaixo as lojas Droga Raia e Drogasil que aplicam a vacina contra a gripe:
· Rua Maranhão n.º 812, Higienópolis
· Rua Dr. Mario Ferraz n.º 247, Itaim Bibi
· Rua Sócrates n.ºs 240 e 250, Vila Sofia.
· Avenida Morumbi n.º 3.600, Jardim Leonor
· Avenida Barão de Melgaço n.º 214, 220 e 226, Real Parque
· Rua Afonso Sardinha n.º 13, Lapa
· Avenida Morumbi n.ºs , 7.898, 7.906, 7.912, 7.920, 7.920 A, Santo Amaro
· Rua Pamplona n.º 1.792, Jardins
· Rua Sabará nº 442, Higienópolis
· Rua João Lourenço n.ºs 331 e 343, Vila Nova Conceição
. Alameda Barão de Limeira n.ºs 1.087, 1.097 e 1.101, Campos Elísios