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Vegetarianismo: tudo que é preciso saber para considerar esta dieta

Uma dieta pode ser saudável mesmo sem a presença de proteína animal

Embora faça parte da mesa do brasileiro, as proteínas de origem animal não são as únicas fontes de aminoácidos essenciais que necessitamos para o bom funcionamento do organismo. É possível encontrar o mesmo nutriente em combinações simples.

Segundo a nutricionista da clínica Atual Nutrição, Cátia Medeiros, é perfeitamente possível alcançar as necessidades orgânicas diárias, por meio de substituições. “A famosa dupla do arroz e feijão consegue nos dar um suporte no consumo de um bom perfil proteico, pois o que falta em um alimento está no outro, e quando os unimos na refeição, chegamos ao que era esperado vir por meio de uma carne, por exemplo”.

Isso quer dizer que, apesar do nosso organismo precisar dos nutrientes que a proteína animal fornece, ela não é a única fonte. Com as adaptações corretas, o corpo com uma dieta vegetariana é totalmente saudável.

De olho nas vitaminas

Para retirar de vez o consumo de proteína animal da dieta, é preciso buscar orientação para substitui-la com alimentos que forneçam os nutrientes necessários para o corpo, e não se tenha o risco de ter uma deficiência proteica, desenvolvimento de anemia, alteração de sistema nervoso, entre outros.

Ao serem excluídos alimentos de origem animal, nutrientes como vitamina B12, cálcio, ferro e zinco, podem ter seu consumo comprometido. Também pode ocorrer deficiência de ácido graxo ômega-3, fornecido pelos peixes e ovos, por exemplo.

“Além disso, a grande ingestão de fatores antinutricionais, presentes em inúmeros alimentos vegetais que, se não forem inativados corretamente, ou tiverem sua ingestão devidamente orientada, poderão comprometer a absorção de vários nutrientes, aumentando o risco de deficiências nutricionais”, comenta Cátia.

Substituições que dão certo

Problemas nutricionais podem ocorrer com qualquer pessoa, por isso atentar-se às substituições é fundamental para oferecer ao organismo tudo que ele precisa, e com os vegetarianos não é diferente.

“Para substituição desses alimentos de origem animal, é preciso garantir um consumo diário de leguminosas (feijão de qualquer tipo, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico) junto aos cereais (milho, arroz, trigo etc.) é essencial para que se obtenha todos os aminoácidos necessários à síntese de proteínas pelo organismo”, explica Cátia.

Foto: Nicole Franzen

Quanto à ingestão de ferro, a nutricionista explica que as fontes vegetais do mineral não fornecem boa absorção como a de origem da proteína animal, por isso, é importante consumir alguma fonte de vitamina C para que o organismo consiga absorvê-lo.

Pixabay

“Para garantir a ingestão diária de ferro é necessário o consumo diário de cereais integrais, aumento da ingestão de leguminosas e oleaginosas em geral, de sementes e frutas secas, usar melado ou açúcar mascavo como adoçante, e ingerir mais fontes de vitamina C junto às refeições principais”, acrescenta Cátia.

Foto: Everyday Health

A nutricionista ainda explica que é preciso evitar o consumo exagerado de fibras, pois elas podem diminuir o consumo energético, pois oferecem grande sensação de saciedade, diminuindo a absorção de minerais como ferro, zinco, selênio. “A dica é utilizar uma mistura entre cereais integrais e refinados”, completa.

Para quem está considerando o vegetarianismo, Cátia salienta a importância de se conversar com um profissional especialista, pois a quantidade de nutrientes que precisa ser ingerido tem como base de cálculo, idade, metas como hipertrofia, emagrecimento e manutenção de massa magra. “Mas geralmente de 0,75g a 1g /kg de peso/dia, já é suficiente. Lembrando que este cálculo é feito não por grama do alimento, mas por grama de proteína presente no alimento”, finaliza.

Cátia Medeiros tem 13 anos anos de experiência na área, formada em Nutrição pela Unitri – Centro Universitário do Triângulo, com especialização em Nutrição Clínica pelo Ganep – Centro de Nutrição Humana de São Paulo, especialista em Fitoterapia e Nutrição Esportiva pelo Cefit, assim como em atendimento Gestacional e Pediatria. É fundadora da clínica Atual Nutrição.

Carrefour oferece novas opções de pratos veganos congelados

Lançamentos de pratos congelados vêm complementar a linha que já conta com snacks integrais veganos

Quem disse que não dá para ter uma refeição vegana gostosa com praticidade e conforto? Os quatro lançamentos de pratos veganos da linha Carrefour Veggie vieram para provar que isso é possível. Os pratos congelados da linha são ricas fontes de fibra alimentar e foram pensados para estar presentes em diferentes momentos do seu dia.

Para o seu café da manhã, que tal o pão de mandioquinha e batata sabor queijo? Ele é feito com grãos de linhaça, gergelim e chia. Já para as refeições principais, opções não vão faltar: Hambúrguer de grão de bico com alho-poró, Falafel de grão de bico e Kibe de abóbora e aveia.

Todos os produtos são feitos com ingredientes naturais e foram desenvolvidos para trazer aos clientes opções saudáveis e com preços mais acessíveis: os produtos são até 20% mais baratos que itens equivalentes de outras marcas.

“Os novos lançamentos trazem ainda mais opções para os nossos clientes. E o melhor: os produtos não são direcionados apenas aos veganos, mas também para todas as pessoas que querem ter uma alimentação ao mesmo tempo saudável, sustentável e mais acessível”, explica Allan Gate, diretor de Marcas Próprias do Carrefour. “A linha Veggie está alinhada ao Act for Food, posicionamento global do Grupo Carrefour que busca influenciar a mudança de hábitos nos consumidores, ampliando a oferta de produtos frescos, saudáveis e preços mais acessíveis em nossas lojas. Uma abordagem que vai do campo à mesa dos clientes”.

A linha Carrefour Veggie é certificada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Além das opções de pratos congelados, também são oferecidas aos clientes snacks em três sabores: Cream Cheese e Cebolinha com grãos; Oliva e Ervas de Provence com grãos; e Tomate e Manjericão com grãos. Todos esses produtos são assados e feitos com cereais integrais.

A linha Carrefour Veggie está disponível em todos os hiper e supermercados (Bairro e Market) da rede espalhados por todas as regiões do país. Atualmente, o Carrefour possui também em seus hipermercados os Espaços Saudáveis, que são corredores que reúnem toda a oferta de alimentos com tais características. Nesses espaços, os clientes podem encontrar uma variedade de mais de 3.500 produtos saudáveis e com preços mais acessíveis.

Informações: Carrefour

Desafio de leites vegetais: ONG incentiva pessoas a adotarem dieta mais saudável e sustentável

Projeto ajuda intolerantes e novos adeptos do vegetarianismo a substituir o leite

A ONG internacional Sinergia Animal lançou o Desafio dos Leites Vegetais, uma ferramenta gratuita pensada para as pessoas que querem ou precisam parar de consumir laticínios de origem animal. Durante sete dias, os inscritos recebem comunicações diárias com dicas, receitas com substituições e informações sobre os impactos na saúde e no meio ambiente causados pelo consumo de leite animal.

“O projeto visa ajudar vegetarianos, que de acordo com pesquisa Ibope já são 14% da população brasileira, a fazerem a transição para o veganismo, estilo de vida que exclui o consumo de todos os tipos de produtos de origem animal. Além disso, também contempla pessoas que sentem desconforto digestivo após a ingestão de lactose, que segundo levantamento do Instituto Datafolha representam 35% dos brasileiros acima de 16 anos, e aqueles que desejam simplesmente explorar novas receitas”, explica Mirelle Coppi, coordenadora de ativismo e comunicações da Sinergia Animal.

Ela destaca que retirar o leite de origem animal da alimentação faz muitas pessoas descobrirem novos ingredientes e sabores. “Uma das vantagens dos leites vegetais é a diversidade: você pode fazê-lo com diversos insumos, desde soja, aveia, passando por todos os tipos de castanhas e sementes. Essa variedade pode tornar nossa alimentação muito mais nutritiva e também mostra que as alternativas podem muitas vezes ser baratas e acessíveis”, lembra Coppi, destacando que no desafio os inscritos aprendem não apenas a fazer o próprio leite vegetal, mas também diversas receitas como molhos, tortas e patês. 

Os hábitos de consumo dos brasileiros estão mudando

Foto: Steve Buissinne/Pixabay

Uma pesquisa realizada pela Euromonitor revelou que preocupações com a saúde, meio ambiente e bem-estar animal estão mudando os hábitos de consumo de produtos animais no Brasil. Entre 2013 e 2018, por exemplo, o consumo de bebidas vegetais como leite de coco, arroz, amêndoas e de outras castanhas registrou um crescimento de 35% ao ano no Brasil.

Não são poucos os motivos que explicam essa transformação. Segundo estudo realizado pela Universidade de Oxford, as emissões de gases de efeito estufa causados pela produção de leite de origem animal são até três vezes maiores do que as de alternativas vegetais. Ao mesmo tempo, estudos têm relacionado o consumo de leite de vaca com desenvolvimento de cânceres de próstata e de mama e de diabetes. Além disso, a produção de leite animal levanta preocupações a respeito da forma como as vacas são tratadas na pecuária industrial.

Conheça os benefícios de algumas das principais alternativas:

Leite de amêndoas

O leite de amêndoa é um dos mais utilizados e tem um sabor especial de nozes! É baixo em calorias, menos gordura saturada e mais gordura insaturada do que o leite de vaca. Quando feito em casa, é um dos leites vegetais que mais agrada as pessoas. Além de ter benefícios para a saúde, como gorduras saudáveis e alto índice de vitamina E. 

Leite de soja

É uma das alternativas com maior teor de proteína e menor impacto na pegada de carbono (muito menor que o leite de vaca!). As pessoas também consomem leite de soja por conter isoflavonas, que, de acordo com pesquisadores, têm efeitos anticâncer. Rico em cálcio e fósforo, pode ajudar a prevenir doenças cardíacas e osteoartrose. Também possui alto teor de ferro e vitaminas do grupo B, como folato e B6.

Leite de aveia

Foto: Antonis Achilleos – Food Stylist: Rishon Hanners

Você verá que a aveia produz um leite cremoso com sabor suave, perfeito tanto para bebidas quentes quanto para ser utilizado em várias receitas! Pode ser feito facilmente em casa e, portanto, é uma alternativa barata. Fornece mais vitamina B2 do que o leite de vaca e é rico em fibras e carboidratos de absorção lenta.

“Ainda é comum encontrar pessoas com receios sobre dietas vegetais, especialmente quando se trata de sabor — o que é absolutamente normal, já que a maioria de nós cresceu mergulhado em uma cultura alimentar muito dependente do consumo de animais. Mas o universo da alimentação vegetal é imenso e possui opções para todos os gostos. E é tendo em mente essa enorme variedade de sabores e das diferentes preferências das pessoas que propomos o desafio”, conta Coppi. 

Informações: Desafio dos Leites Vegetais da Sinergia Animal

Aproveite o Dia do Hambúrguer para conhecer receitas diferenciadas

Aprenda a nova receita de X Picanha Salada do Divino Fogão

Popular em todo o mundo, o hambúrguer foi criado na cidade de Hamburgo, na Alemanha, no século 19. De lá para cá, a carne já recebeu diversas transformações, mas ainda assim o tradicional pão com carne, alface e queijo é um dos mais pedidos em lanchonetes, hamburguerias e restaurantes. Aprenda com o Divino Fogão a receita de X Picanha Salada para comemorar o Dia Mundial do Hambúrguer, celebrado em 28 de maio.

X Picanha Salada

Ingredientes
200 gramas de picanha moída
Ervas batidas no processador de preferência (tomilho, sálvia, salsinha e cebolinha)
Sal refinado a gosto
Pão de hambúrguer francês
Maionese a gosto
2 rodelas de tomate
Alface americana a gosto
Queijo prato a gosto

Modo de preparo
Misture a carne moída, as ervas batidas e o sal e modele em formato de hambúrguer. Se preferir, use um modelador para ajudar. Grelhe o hambúrguer em uma grelha ou frigideira antiaderente. Enquanto isso, pincele manteiga no pão e toste um pouco em uma frigideira antiaderente. Após, passe maionese, coloque duas rodelas de tomate, alface americana e duas fatias de queijo prato. Sirva.

Tempo de preparo: 30 minutos
Grau de dificuldade: fácil
Rendimento: 1 unidade

Cepêra e chef Lucas Vicenzzo ensinam a preparar um Hambúrguer de Costela, Cebola Roxa e American Burguer

Hambúrguer: aquela refeição que une praticidade, rapidez de preparo e sabor em um combo só!

Com receitas cada vez mais inovadoras – e até inusitadas – é cada vez maior a popularização no consumo de hambúrguer no Brasil. Desde as receitas tradicionais, à base de carne, até mesmo versões gourmet ou à base de de plantas, o fato é que atende aos mais variados gostos.

De acordo com dados do Instituto de Gastronomia, na última década, o consumo da deliciosa combinação entre disco de carne, pão e queijo cresceu 575% no Brasil. Um estudo realizado pela Kantar, o “Consumer Insights”, identificou que durante a pandemia os brasileiros aumentaram o consumo de sanduíches, motivados pela busca de refeições mais rápidas por conta do tempo reduzido disponível para o preparo.

O mercado de hambúrguer cresce no setor alimentício como um todo, sendo muito impulsionado pelo efeito “ficar em casa”. Por conta de sua versatilidade e praticidade, a categoria performa muito bem para um consumo rápido nas refeições, além dos momentos especiais nos finais de semana.

A Cepêra convidou o chef Lucas Vicenzzo, apresentador da TV Gazeta e chef de cozinha, para indicar uma receita fácil de preparar e muito saborosa.

Hambúrguer de Costela, Cebola Roxa e American Burguer Linha Sabores Cepêra By Chef Lucas Vicenzzo

Ingredientes:
500gr de costela moída;
2 tomates em rodelas;
500gr de Peito moído;
Sal a gosto;
2 cebolas roxas em rodelas;
Pão de hambúrguer
200gr de queijo tipo cheedar fatiado
Meio maço de rúcula
American Burguer Sabores Cepêra

Modo de preparo:
Em um bowl misture as duas carnes e depois forme os hambúrgueres usando como base para cada um deles uma rodela de cebola roxa. Em uma grelha ou frigideira bem quente, grelhe os hambúrgueres de ambos os lados e tempere com sal a gosto e adicione algumas fatias de queijo tipo cheedar.

Montagem:
Corte o pão ao meio e disponha o hambúrguer de costela, cubra com bastante Molho American Burguer Sabores Cepêra. Em seguida, coloque a rúcula e o tomate.

Para assistir ao vídeo da receita, clique aqui.

Vegetariano ou tradicional: aprenda a preparar duas opções de hambúrguer

Chef Lidiane Barbosa traz duas sugestões para agradar quem come carne e quem não come: um hambúrguer feito de carne moída e outro de feijão, vegano.

Hambúrguer de carne, abobrinha e cenoura

Foto ilustrativa – Niek VerlaanPixabay

Ingredientes:
100 g de patinho moído
100 g de fraldinha moída
1 pitada de pimenta-do-reino
1 pitada de páprica doce em pó
2 colheres (sopa) de salsinha picada
2 colheres (sopa) de cebolinha picada
1 pitada de sal marinho moído
1 pitada de noz-moscada ralada
2 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem
½ xícara (chá) de cenoura ralada
½ xícara (chá) de abobrinha ralada
1 ovo

Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes, sele em uma frigideira bem quente com um fio de azeite de oliva extravirgem.

Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 8 unidades pessoas porções

Hambúrguer de Feijão

Imagem ilustrativa

Ingredientes:
2 e 1/2 xícaras de feijão preto cozido
2 colheres (sopa) de vinagre de maçã
1 xícara de flocos de aveia
1 cebola roxa
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (sopa) de páprica defumada
1 e 1/ 2 colher (sopa) de mostarda
1 colher (sopa) de salsinha picada
1 colher (sopa) de cebolinha picada
Sal marinho moído e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:
Deixe os grãos de feijão de molho em água suficiente para cobri- los, com o vinagre de maçã, por 8 horas. Passado o tempo, despreze a água e coloque o feijão para cozinhar em 1 litro de água por 40 minutos. Após, bata os grãos de feijão em um processador para ficar uma pasta, não muito mole. Reserve. Pique bem a cebola roxa. Refogue no azeite de oliva. Acrescente a páprica defumada e refogue mais um pouco. Coloque todos os ingredientes, inclusive o feijão processado e a cebola refogada, em uma tigela. Com as mãos, amasse bem e misture, até que essa mistura fique bem homogênea. Leve a massa à geladeira por 40 minutos. Retire da geladeira e modele os hambúrgueres. Sele em uma frigideira, com óleo de coco ou azeite e pitadas de sal. Sugestão: sirva com uma saladinha verde.

Tempo de preparo: 10 horas
Rendimento: 5 porções

Vegano passa fome? Veja fontes de proteínas e vitaminas para adeptos do hábito alimentar

Nutricionista da Superbom, empresa pioneira na produção de alimentos saudáveis, separou dicas imperdíveis para quem procura uma refeição livre de origem animal, mas rica em sabor

O veganismo vai muito além do fato de não consumir carne. Dentre vários motivos, muitos escolhem esse estilo de vida por questões de saúde, éticas ou ambientais. Segundo uma análise realizada pela Universidade de Florença, na Itália, as pessoas que aderem a esse hábito têm 15% menos de chance de sofrer de câncer comparando com os não adeptos.

Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom , empresa pioneira na produção de alimentos saudáveis, afirma que umas das vantagens de ser vegano ou vegetariano estrito é a prevenção de doenças crônicas e outras enfermidades. “Quando feita de forma correta e acompanhada por um profissional da saúde, a prática pode ajudar na prevenção da hipertensão, diabetes e do câncer de mama. Além disso, diminui a probabilidade de obesidade, pois há um aumento no consumo de fibras, presentes nos vegetais, cereais, oleaginosas e leguminosas, que trazem uma maior sensação de saciedade e melhoram significativamente a atuação do intestino”, explica.

Muitos se enganam ao pensar que ao seguir esse novo estilo de vida o cardápio terá apenas folhas e verduras. A riqueza das opções de alimentos disponíveis no mercado abrange diversos grupos alimentares como legumes, verduras, frutas, cereais, leguminosas, sementes, oleaginosas. “É possível fazer combinações variadas e ter um prato saboroso, colorido e, principalmente, nutritivo, que atenda as necessidades de cada indivíduo”, afirma a nutricionista.

Abaixo, Cyntia indica alimentos que não podem ficar de fora da mesa dos seguidores deste estilo de vida. Confira:

• Carnes vegetais (análogos de carnes)

Miroro/Pixabay

São produtos feitos à base de leguminosas como soja, grão-de-bico, ervilha. “Ótimas opções para quem procura substituir proteínas animais mantendo os níveis em equilíbrio”, comenta.

• Sementes

Foto Agromix.In

Sementes de chia, linhaça, girassol e gergelim fornecem boas quantidades de proteína, Ômega-3 e vitaminas do complexo B. O gergelim é também excelente fonte de cálcio. “O consumo das sementes somado a uma boa ingestão de água é muito importante para ajudar no funcionamento do intestino. Além disso, provoca uma lenta absorção de açúcar no sangue, prevenindo e tratando diabetes.” explica.

• Cereais integrais

Como o arroz integral, aveia, amaranto, trigo, quinoa e centeio, são boas fontes complementares de proteína vegetal, fornecem vitaminas do complexo B, ferro e fibras. “Por evitarem as carnes, os veganos possuem um receio de não obter a quantidade ideal de proteína diária. Mas essas opções, associadas as leguminosas, substituem tranquilamente o alimento cárneo e ainda ajudam a manter uma prática mais saudável bem como prevenção de vários tipos de doenças.” acrescenta.

• Oleaginosas

Castanhas, amêndoas, nozes, avelãs e macadâmias são ricas em gorduras boas, proteínas, fibras e antioxidantes. Além disso são fontes de vitaminas E e do complexo B, e de minerais como zinco, potássio, manganês, ferro, cobre e selênio. “Entre os pontos positivos, está o fato de que elas possuem Ômega 3, que auxilia o organismo a utilizar a gordura como fonte de energia, traz benefícios cerebrais, diminui as taxas do mau colesterol (LDL) e aumenta as do bom (HDL).” finaliza.

Confira abaixo produtos da Superbom excelentes para veganos:

Carne Vegetal

Geleia de Frutas Vermelhas com Chia

Granola Premium

A Granola Premium da Superbom é um mix de cereais composta por frutas secas, grãos, oleaginosas e adoçantes naturais. É um preparo que concentra carboidratos, lipídios, fibras, alto conteúdo de vitaminas A, D e E. Muito baixo em sódio, fonte de fibras, isento de gorduras trans. O resultado disso, é a melhora dos casos de prisão de ventre, redução do colesterol e da incidência de câncer no intestino. Sem contar que seu bom funcionamento dá maior disposição e proporciona uma pele mais bonita. A granola também é uma aliada na luta contra o envelhecimento, já que os minerais presentes, em especial selênio e zinco, são antioxidantes e ajudam a manter as células sempre jovens.

Fonte: Superbom

Receita de Coxinha Vegana pela influencer Laari Michelin

A cada dia aumenta o número de pessoas que vem diminuindo o consumo de carne ou se tornando vegetariana ou vegana. E para provar que a culinária vegana pode ser tão apetitosa quanto àquela que leva proteína animal, a influencer Lari Michelin ensina como fazer uma coxinha fit maravilhosa. Confira:

Coxinha Vegana

Ingredientes:
1 batata doce média (+/- 200g) assada
2 colheres de sopa de farinha de aveia
1 colher de farinha de linhaça
1 colher de creme de leite de coco
Sal a gosto e temperos
Cogumelos (shimeji ou shitake)
Manteiga ghee

Modo de fazer:
Amassar a batata com um garfo e misturar com a farinha de aveia até formar uma massinha. Temperar com sal a gosto, salsinha, cebolinha desidratados. Reservar pelo menos 1 hora na geladeira. Cortar os cogumelos, grelhar na manteiga ghee vegana ou azeite e temperar. Depois, pegar a massa e moldar em forma de coxinha, rechear com os cogumelos, mergulhar no creme de leite de coco e empanar na farinha de linhaça. Levar ao forno ou airfryer (+/- 15-20 minutos em temperatura alta). Depois só jogar um ketchup por cima.

Fonte: Laari Michelin

Açougue Vegano lança loja online para compra da linha de congelados

Entre os produtos, tem a disposição a premiada coxinha de jaca, feijoada vegana, moqueca de banana e hambúrguer de grão de bico

A rede Açougue Vegano, primeira franquia de restaurante vegano do Brasil, criada pelos chefs Celso Fortes e Michelle Rodriguez, acaba de lançar sua loja online para a compra de toda linha de congelados. Inicialmente, a plataforma vai atender apenas a capital paulista e o estado do Rio de Janeiro. No site os clientes poderão programar a data e a hora da entrega e para pedidos acima de R$ 100,00 o frete é grátis.

O portfólio completo inclui desde a premiada coxinha de jaca, eleita a melhor pela Sociedade Vegetariana Brasileira, a feijoada vegana, a deliciosa moqueca de banana, hambúrgueres de grão de bico e shitake, salsicha vegana, uma linha completa para aquele churrasco isento de proteína animal com linguiça, espetinhos e kafta, além das práticas embalagens com carne de jaca desfiada e em pedaços próprias para elaborar receitas saudáveis e nutritivas.

De acordo com Celso Fortes, a loja online vem para dar mais agilidade no atendimento dos seus e-consumidores e também amenizar o impacto com as medidas de isolamento e o fechamento das lojas físicas devido a segunda onda da pandemia do coronavírus.

“Com as restrições de circulação de pessoas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e o endurecimento das determinações com relação à abertura dos estabelecimentos, queremos continuar entregando aos clientes nossas receitas que são originais, saborosas e 100% veganas”, declara.

Sobre o Açougue Vegano

Criada no Rio de Janeiro em 2016, é a primeira rede de franquias de restaurantes veganos do Brasil. Nasceu do encontro entre os amigos Celso Fortes e Michelle Rodriguez que, na época estudantes de gastronomia, começaram a elaborar receitas que fossem realmente saborosas e convencessem os paladares mais exigentes de que a carne não é assim tão essencial. As receitas impressionam até quem não abdicou do consumo da carne, que inclusive hoje representa 58% dos clientes da rede. Entre elas, a coxinha de jaca, premiada pela Sociedade Vegetariana Brasileira, o espetinho de soja, a feijoada vegana, a moqueca de banana da terra, além de uma linha de congelados para ser preparada em casa. Entrou para o franchising em 2019 e, atualmente, possui seis lojas no eixo Rio-São Paulo e com previsão de inaugurar nos próximos meses nas cidades de Teresina/PI e João Pessoa/PB.

Almond Breeze amplia portfólio e lança primeiro Creme com Amêndoas do Brasil

O produto cumpre o papel do tradicional creme de leite

Estrogonofe, mousse, cobertura, goiabada com creme… essas e muitas outras receitas ganham, a partir de agora, uma nova opção de ingrediente saboroso e sem leite: o Creme com Amêndoas Almond Breeze, em embalagem de 200g. O produto é um lançamento da Blue Diamond, em parceria com o Laticínios Bela Vista, que licencia, no Brasil, a marca Almond Breeze.

Cremoso, naturalmente sem lactose e sem glúten, o lançamento apresenta alta performance em receitas doces e salgadas. O Creme com Amêndoas Almond Breeze é uma alternativa ao creme de leite de origem animal, tanto para receitas doces como salgadas, inclusive em preparos que precisam ser aquecidos.

“Em sua formulação, não há presença de amendoim, soja, leite ou qualquer outro tipo de proteína animal. Sendo assim, apresentamos um produto que é ideal para o público vegetariano, vegano ou alérgicos à proteína do leite, e que faz questão de apreciar preparos deliciosos. A performance deste creme sem leite em receitas é surpreendente!”, destaca o Diretor da Blue Diamond para a América Latina, Edgar Fernandes.

Novo sabor da Bebida com Amêndoas Almond BreezeTM

Além do lançamento inédito no Brasil, a marca oferece mais uma novidade na sua linha de bebidas vegetais: o Almond Breeze Amêndoa e Coco, uma inovadora e deliciosa combinação de ingredientes e sabores, disponível na embalagem de 1 litro. Além de ser naturalmente sem lactose e livre de proteínas de origem animal, o produto é rico em vitaminas e cálcio, sendo ideal para quem procura uma alimentação mais leve e saudável.

“Quando a Almond Breeze chegou ao Brasil, apresentamos para o público a bebida de amêndoas em três sabores: Original, Baunilha e Chocolate. Por ser uma opção de bebida saudável e ao mesmo tempo muito saborosa, ela caiu no gosto dos consumidores e, para atender diversos pedidos, desenvolvemos um novo produto, misturando as amêndoas da Califórnia com a brasilidade do coco. O resultado é um produto gostoso, saudável e refrescante, no ponto do paladar brasileiro”, conta Ricardo Ebel, Executivo da marca para o Brasil e o Cone Sul.

Os consumidores brasileiros poderão conhecer o primeiro Creme com Amêndoas do país e escolher o novo sabor da bebida vegetal Almond Breeze Amêndoa e Coco nas gôndolas dos principais pontos de vendas, além das opções de compra pelos sites de e-commerce, como Magazine Luiza, Extra, Amazon, Americanas.com.

Informações: Almond BreezeTM

Consumo de carne diminui durante a pandemia; saiba como substitui-la sem prejuízo nutricional

Nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz dá dicas de como manter uma dieta saudável sem carne

Segundo pesquisa realizada pelo Ibope e coordenada pelo Good Food Institute Brasil, metade dos brasileiros reduziu o consumo de carne bovina, suína, aves e peixes em 2020. De acordo com Thaís Sarian, nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, adotar uma rotina alimentar com menor consumo de carne promove vários benefícios para a saúde a longo prazo. “Podemos destacar, entre diversos benefícios, a melhora da saúde intestinal e a redução da ingestão de gorduras saturadas”, explica a especialista.

O hábito de reduzir o consumo de produtos de origem animal sem interrompê-lo completamente é chamado de flexitarianismo. Ainda de acordo com a pesquisa, das pessoas que diminuíram o consumo de carne, ao menos 47% substituíram a proteína animal por vegetais como legumes, verduras e grãos. Na análise da nutricionista, este é outro ponto positivo da substituição. “Quando ocorre o aumento da ingestão de alimentos vegetais, também aumenta a densidade nutricional dos alimentos e sua consequente ingestão de vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos”, explica Thaís.

O que não pode faltar no meu prato?

Para montar a refeição ideal sem carne, a especialista recomenda a seguinte proporção para um prato vegetariano saudável: 50% de legumes e verduras, 25% de fontes de proteínas vegetais (especialmente presentes no grupo do feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, soja) e 25% de carboidratos (como o arroz integral, milho, batata, mandioca, entre outros). Para quem segue uma dieta ovolactovegetariana, a inclusão de ovos também é bem-vinda. Ter isso em mente é importante para não correr o risco de substituir a proteína animal por carboidratos mais pobres em nutrientes, uma tendência quando a transição de dieta é feita sem o devido acompanhamento profissional.

Outro risco na substituição da carne é optar por receitas e pratos que contenham grande quantidade de laticínios e derivados do leite, já que o consumo excessivo desses produtos eleva substancialmente a ingestão de gorduras saturadas. “Acontece com frequência da pessoa simplesmente excluir a carne e não mudar o restante da alimentação. Por isso é tão importante um bom planejamento alimentar. Já sabemos que dietas vegetarianas, quando bem planejadas, são saudáveis e nutricionalmente adequadas”, completa a especialista.

Miroro/Pixabay

Segundo pesquisa do Ibope Inteligência conduzida em abril de 2018, 14% da população brasileira se declara vegetariana. Uma opção de proteína tanto para vegetarianos, quanto flexitarianos dispostos a fazer a transição de dieta é a carne vegetal. O alerta da nutricionista é com relação à frequência de consumo do produto, já que a carne vegetal também é um alimento processado. “Na hora de comprar, uma dica é dar atenção à lista de ingredientes do produto e optar por aqueles que tenham menor quantidade de aditivos químicos, mas o ideal é que as refeições sejam preparadas em casa e com ingredientes naturais.”

Reposição de B12

Foto: Jeltovski

Quem pensa em adotar uma alimentação vegetariana estrita (onde não há consumo de alimentos de origem animal), não pode esquecer da vitamina B12, única vitamina que não se pode obter a partir de plantas. Além de ser importante para a formação das células vermelhas do sangue, ela também é necessária para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso. “Para repor esse nutriente, é necessário fazer a suplementação sempre com acompanhamento profissional, onde também é avaliado o estado de saúde geral do indivíduo”, finaliza a nutricionista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Dieta baseada em vegetais e pouca quantidade de carne e laticínios ajuda a diminuir pressão arterial

Queijos e outros produtos lácteos, além da carne, são alimentos que devem ser consumidos com muita moderação por pacientes hipertensos. Estudo, publicado em julho no Journal of Hypertension, avaliou que mais importante que não comê-los é priorizar os vegetais na dieta.

“Segundo o estudo, qualquer esforço para aumentar alimentos à base de plantas em sua dieta e limitar produtos animais provavelmente beneficiará sua pressão arterial e reduzirá o risco de ataques cardíacos, derrames e doenças cardiovasculares”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Os pesquisadores da Universidade de Warwick conduziram uma revisão sistemática de pesquisas anteriores de ensaios clínicos controlados para comparar sete dietas à base de plantas, várias das quais incluíam produtos de origem animal em pequenas quantidades, a uma dieta de controle padronizada e o impacto que estes tiveram na pressão arterial dos indivíduos.

Foto: Olga’s Flavor Factory

“As dietas à base de plantas sustentam o alto consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, legumes, nozes e sementes, limitando o consumo da maioria ou de todos os produtos de origem animal (principalmente carne),” afirma a médica. A pressão alta é o principal fator de risco global para ataques cardíacos, derrames e outras doenças cardiovasculares. Uma redução na pressão sanguínea traz importantes benefícios à saúde, tanto para indivíduos quanto para populações.

Segundo a médica, dietas não saudáveis são responsáveis por mais mortes e incapacidades, globalmente, do que o uso de tabaco, alto consumo de álcool, uso de drogas e sexo inseguro juntos. Segundo o estudo, um aumento no consumo de grãos integrais, vegetais, nozes, sementes e frutas, como alcançado em dietas à base de plantas, poderia evitar até 1,7, 1,8, 2,5 e 4,9 milhões de mortes globalmente a cada ano, respectivamente, anualmente, de acordo com pesquisas anteriores.

“Já se sabe que dietas vegetarianas e veganas com total ausência de produtos de origem animal diminuem a pressão arterial em comparação com dietas onívoras. Sua viabilidade e sustentabilidade são, no entanto, limitadas. Até agora, não se sabia se era necessária uma completa ausência de produtos de origem animal nos padrões alimentares baseados em plantas para obter um efeito benéfico significativo na pressão sanguínea”, diz Marcella.

O estudo estima que uma redução na escala da pressão arterial causada por um maior consumo de dietas à base de plantas, mesmo com produtos de origem animal limitados, resultaria em uma diminuição de: 14% nos acidentes vasculares cerebrais, 9% nos ataques cardíacos, e 7% na mortalidade geral. “Esta é uma descoberta significativa, pois destaca que a erradicação completa de produtos de origem animal não é necessária para produzir reduções e melhorias na pressão arterial. Dessa forma, fica mais fácil para o paciente colocar em prática uma mudança em direção a uma dieta baseada em plantas”.

A pesquisa ainda sugere ações multissetoriais por parte de governos e sociedade para aumentar a disponibilidade e diminuir os custos de alimentos vegetais com a intenção de promover mudanças de políticas com foco na sustentabilidade ambiental da produção de alimentos, coleta de informações científicas e consequências para a saúde. “Introduzir mais vegetais à dieta trará uma série de benefícios à saúde. Independente da opção alimentar pessoal, as escolhas devem compor um hábito de consumo variado, equilibrado e o mais natural quanto possível”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.