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Especialistas orientam como escolher bem o pescado para a Páscoa

Médicos-veterinários alertam sobre cuidados com temperatura, aparência, conservação e manipulação de peixes e moluscos

O período que antecede a Páscoa é normalmente acompanhado por um aumento na compra e consumo de peixes em todo o país. Devido a essa tendência é importante orientar a população para a adoção de boas práticas para se selecionar, comprar e conservar o peixe ou fruto do mar, tendo em vista que as doenças transmitidas por alimentos (DTA) são uma importante causa de morbidade no Brasil. Em 2018, segundo o Ministério da Saúde (MS), ocorreram 503 surtos com quase 7 mil doentes, 731 hospitalizados e nove óbitos.

Na hora da compra em um mercado ou feira, o consumidor deve se preocupar com a procedência dos produtos, garantindo que só chegue à mesa de Páscoa itens inspecionados por um médico-veterinário. Nas peixarias, a origem dos pescados frescos comercializados deve estar disponível. No caso dos peixes embalados, o selo de inspeção deve estar visível na embalagem.

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“É importante saber se o produto passou pela inspeção oficial, para garantir a segurança do pescado”, ressalta o presidente da Comissão Técnica de Alimentos (CTA) do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), Ricardo Calil.

Segundo o médico-veterinário, o processo de conservação ideal do pescado começa muito antes de chegar ao consumidor final. “A carne do pescado fresco, pela sua constituição, exige temperatura próxima de zero (0°C). E no caso da carne congelada, a dezoito graus negativos (-18°C), para que a durabilidade seja a maior possível”, afirma.

Para avaliar se o peixe fresco está em boas condições, o consumidor precisa fazer uma avaliação criteriosa, conforme orienta Camila Hirai, médica-veterinária integrante da CTA e responsável técnica pela central de distribuição de uma importante rede de supermercados.

“O peixe deve estar com pele, escamas e olhos brilhantes, com tonalidade viva e ausência de muco espesso. As escamas devem estar, ainda, bem aderidas, os olhos ocupando toda a órbita e salientes, as brânquias úmidas e avermelhadas, a carne firme e elástica, e o odor suave e característico.”

Já os peixes congelados devem estar em embalagem íntegra, com data em que foi embalado e, quando comercializados em pedaços, não devem estar em blocos. “Através da embalagem que é possível identificar a origem do produto, a faixa de temperatura para manter o alimento seguro, como também a validade”, destaca Calil.

“O pescado deve ser a última coisa a ser colocada no carrinho de compras”, completa a médica-veterinária.

Bacalhau

Gadus morhua, o tipo mais tradicional e mais consumido_ Créditos Divulgação
Gadus morhua, o tipo mais tradicional e mais consumido – Foto: Banca da Ramon

Tradicional iguaria consumida na Páscoa, o bacalhau tem características particulares a serem observadas pelo consumidor no momento da compra. “O bacalhau deve apresentar a superfície devidamente seca, não pode estar pegajoso e apresentar limosidade ou bolor”, alerta Camila.

Calil orienta os consumidores quanto à procedência do peixe e o cuidado para escolher entre o bacalhau e os peixes salgados secos. “É preciso tomar alguns cuidados para pagar pelo que o bacalhau vale. O verdadeiro é o Gadus morhua (Cod), também denominado Porto. O Gadus macrocephalus tem semelhança com o verdadeiro, porém não se desfaz em lascas e tem uma carne fibrosa, por isso, costuma ter um preço abaixo do morhua. As demais espécies comercializadas, como ling, zarbo ou saithe, não são bacalhau, mas peixes salgados secos, e, portanto, devem ser comercializadas adequadamente”, alerta o presidente da CTA do CRMV-SP.

Fonte: CRMV-SP

 

Adoção responsável: cães e gatos exigem cuidados essenciais ao ganharem um novo lar

Veterinária dá dicas das primeiras medidas a serem tomadas para garantir o bem estar do pet que será levado para casa

Optar por adotar um animal é uma das atitudes mais importantes para diminuir o número exorbitante de cães e gatos abandonados e sujeitos a maus-tratos em todo o país. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 30 milhões de animais abandonados vivendo nas ruas do Brasil. Destes, mais de 20 milhões são cachorros. Porém, é crucial que a adoção seja responsável e ofereça os cuidados básicos e fundamentais para assegurar o bem-estar do animal e também dos membros da família.

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De acordo com a médica veterinária da Esalpet, Leocádia Chalita de Lima, o primeiro passo para quem acabou de adotar um pet é providenciar o controle de pulgas e carrapatos e a vermifugação dos animais.

“São medidas fundamentais para garantir o conforto do pet e prevenir diversos tipos de zoonoses, doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos”, explica a especialista. Para garantir a saúde de cães e gatos adotados, é fundamental também que o dono certifique que o animal recebeu todas as vacinas necessárias. “Somente o esquema vacinal completo confere a imunização do animal deixando-os livres de doenças infectocontagiosas e com boa qualidade de vida”, esclarece.

Outro cuidado primordial que contribui com o aumento da expectativa de vida dos animais é a castração. Segundo a profissional, o procedimento cirúrgico colabora não só com o controle de reprodução animal mas também protege de futuras doenças no aparelho reprodutivo como tumores e infecções. “A castração é recomendada tanto para fêmeas quanto para machos a partir dos 6 meses de idade, lembrando que nas fêmeas o procedimento deve ser realizado antes do primeiro cio”, detalha a especialista.

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Para completar, a médica veterinária lembra que outros cuidados básicos podem fazer toda a diferença para a saúde e bem estar dos pets. “Garantir uma alimentação regrada e balanceada, procurar um veterinário a qualquer sinal ou mudança de comportamento e manter a higiene em dia sem dúvida vão garantir uma adaptação muito mais sadia e tranquila para o cão ou gato em um novo lar”, completa Leocádia.

Fonte: Esalpet

 

Dicas de como proteger os pets do barulho de trovões

Não deixá-los presos na coleira e mantê-los num espaço seguro são algumas das orientações

Assim como os fogos de artifício, o som das trovoadas também deixa muitos pets assustados. Com maior sensibilidade auditiva, cães e gatos sofrem com medo, desconforto e estresse provocado pelo barulho, além do risco de se machucarem, ao buscar esconderijo ou tentar escapar. E como diz a canção: “São as água de março fechando o verão”, ou seja, muita chuva caindo.

“As pessoas não devem tentar abraçá-los ou pegá-los no colo nesses momentos, para evitar que o animal associe a algo ruim”, explica a veterinária Karina Mussolino, gerente técnica de clínicas da Petz e do Centro Veterinário Seres.

Ela orienta a agir naturalmente, brincar com os pets, fazer festa, como se nada estivesse acontecendo. Também é importante evitar deixá-los presos com a coleira, permitir que se escondam e manter o ambiente vazio para que não se machuquem. “Procure não deixá-los ao ar livre, mas trazê-los para dentro de casa, onde o som é abafado”, explica a veterinária.

Pets com doenças cardíacas devem ter atenção dobrada. Alguns cães podem apresentar complicações cardiorrespiratórias e até ter convulsões nessas situações de medo. Por isso, as consultas no veterinário devem estar em dia para que o profissional possa acompanhar esse animal de forma preventiva.

10 dicas para driblar o barulho

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1 – Cães e gatos costumam se esconder nesses momentos de medo, por isso é importante deixá-los livres, não prender na coleira (em alguns casos eles podem ficar rodando em círculos e até se enforcar) e manter em espaço livre para que não se machuquem (por exemplo: áreas pequenas, portões, lanças…).

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2 – Alguns bichinhos toleram bem o colo do dono, pois se sentem mais seguros, outros preferem buscar áreas que possam se esconder, como embaixo de móveis. Deixe o seu pet se ajeitar da melhor maneira para ele, não force situações desconfortáveis.

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3 – Uma das formas de evitar transtorno é manter o pet quieto em um local fechado e silencioso, o que pode ajudá-lo a se sentir mais protegido (por exemplo: um quarto).

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Foto: MalibuPetCare

4 – Alguns pets toleram bem a colocação de algodões nos ouvidos para abafamento dos sons. Mas vale lembrar que o algodão deve colocado com cuidado e retirado imediatamente após o término dos ruídos.

cachorro e gato brincando
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5 – O ideal é agir de forma natural, brincar com o pet, entretê-lo com seu brinquedo favorito, fazer festa, como se nada estivesse acontecendo.

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6 – No caso dos gatos, é comum que sumam da vista dos donos. Se a casa ou o apartamento forem seguros, com redes nas janelas e portões fechados, deixe o bichano por lá, evite ficar chamando para não estressá-lo mais.

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7 – Também não é recomendado deixá-los sozinhos nesta época. Em caso de viagens, é aconselhável deixá-los com parentes, vizinhos ou em hotéis especializados.

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8 – Evite a automedicação, sem orientação do veterinário, pois há risco à saúde dos bichinhos.

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9 – Cães e gatos que já tenham histórico de doença cardíaca devem ter cuidados especiais nessas situações. É importante que o dono converse com o veterinário.

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10 – Caso o animal apresente qualquer tipo de alteração ou acabe se machucando de alguma forma, ele deve ser levado imediatamente a um veterinário, para ser avaliado e ter certeza que nenhuma lesão mais grave aconteceu com ele.

Fonte: Petz

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Dia Nacional dos Animais: saiba a importância da castração

Especialista explica a importância do processo para os animais de companhia

Apesar de muitas pessoas acreditarem que a castração animal é uma forma de mutilação, os médicos veterinários afirmam o contrário, considerando uma maneira eficaz de prevenir doenças graves e evitar o abandono de filhotes de ninhadas não desejadas. Aproveitando o Dia Nacional dos Animais, comemorado hoje (14), o professor do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Anápolis, Gabriel de A. Pfrimer, comenta que a castração é um importante procedimento para evitar a superpopulação de animais domésticos, que hoje é considerado um caso de saúde pública.

“A maioria dos filhotes abandonados não consegue um lar e permanece nas ruas. Quando atingem a maturidade procriam, dando origem a novos animais abandonados. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, apenas no Brasil devem existir aproximadamente 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães abandonados”, afirma.

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Foto: Mel Schmitz/Morguefile

Para alguns a injeção anticoncepcional é a melhor opção de contraceptivo, mas para o especialista esse medicamento pode ocasionar diversos efeitos colaterais, como, por exemplo, a hiperplasia mamária benigna ou maligna; a piometra, que é a infecção de útero; e estudos recentes comprovam a possibilidade de algumas cadelas desenvolverem diabetes.

“Por muito tempo o anticoncepcional serviu como método de se evitar a gravidez nas fêmeas e para controle populacional de maneira geral no Brasil, muito pela falta de informação da população sobre os benefícios da castração e também por conta dos custos. Com as mudanças das técnicas cirúrgicas, medicamentos anestésicos cada vez mais funcionais e eficientes, houve uma diminuição no valor total da castração. Com um único gasto, as pessoas conseguem evitar uma série de transtornos que o anticoncepcional proporciona nas cadelas e gatas”, explica Gabriel.

O docente da Anhanguera esclarece que os problemas com o uso dos anticoncepcionais para as fêmeas podem vir tanto a curto, médio ou a longo prazo. “Existem fêmeas que na primeira aplicação desenvolvem os efeitos colaterais e têm fêmeas que passam a metade do ciclo reprodutivo sem problemas. Hoje dentro da classe da Medicina Veterinária nenhum profissional recomenda o uso de anticoncepcional, pois os efeitos prejudiciais são bem maiores que os benefícios”.

gata e filhotinhos gato

Para o especialista, a população deve ser conscientizada sobre os benefícios da castração. “Esse não é um ato de penitência ao animal, mas um ato de amor, uma forma saudável de se manter o controle populacional e evitar os prejuízos que os anticoncepcionais causam nos animais”, finaliza.

Fonte: Medicina Veterinária da Anhanguera de Anápolis

Hospital Veterinário da UNG fornece serviços com preços baixos

Consultas devem ser agendadas com antecedência, exceto em situações de emergência

O Hospital Veterinário da Universidade Univeritas/UNG retomou os agendamentos para o atendimento de animais de grande e pequeno porte. Embora não sejam gratuitas, as consultas e cirurgias do hospital veterinário são em média 50% mais em conta do que em clínicas particulares. Os valores são destinados a manter e repor os suprimentos.

“O Hospital Veterinário oferece serviço de qualidade por um valor acessível, disponibilizando, também, a opção de parcelamento, favorecendo as pessoas de baixa renda”, explica o coordenador do curso de Medicina Veterinária, Paulo Cesar de Carvalho Ferreira de Freitas. Os atendimentos são realizados por alunos de pós-graduação e docentes da Universidade, enquanto graduandos acompanham os procedimentos.

A clínica faz exames laboratoriais e de imagem, como sangue, urina, fezes, e histopatológicos que verificam a presença de doenças por meio da análise de um tecido celular. O tempo de espera e de atendimento pode variar dependendo do quadro apresentado pelo animal, dos exames que necessitam ser realizados e do fluxo das consultas.

As consultas podem ser agendadas com antecedência, pessoalmente ou por telefone. Casos emergenciais poder ser encaixados mediante análise da equipe.

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Hospital Veterinário da Universidade Univeritas/UNG
Local: Prédio H do Campus Dutra
Rua: Anthon Philips, 446 – Vila Herminia, Guarulhos, São Paulo
Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h3
Informações: Telefone (11) 2423-7601

Março Amarelo: 50% dos gatos idosos apresentam problemas renais, alerta especialista

De acordo com o veterinário Alexandre Daniel, da campanha Março Amarelo, diagnóstico precoce é a principal ferramenta para aumentar a sobrevida dos animais

Uma doença silenciosa e incurável, que já afeta metade dos gatos idosos no Brasil. A doença renal crônica (DRC) é atualmente o mal mais comum em felinos acima dos 12 anos de idade e a causa de morte de milhares de animais de estimação todos os anos. A boa notícia é que, embora ainda não exista uma cura para a doença, a DRC pode ser controlada quando diagnosticada em seu estágio inicial, garantindo uma sobrevida de até cinco anos aos animais.

Buscando informar os tutores sobre a doença e conscientizá-los sobre a importância de se fazer exames regulares em seus gatos e manter um acompanhamento veterinário especializado, a campanha Março Amarelo, idealizada pela Elanco Saúde Animal, chega à sua quarta edição em 2019 com o tema “A importância da medicina preventiva e a estruturação de programas de saúde por faixa etária na clínica.”

“O diagnóstico precoce aumenta a expectativa de vida dos animais. Quanto antes for diagnosticado o problema, maior é a possibilidade de prolongar a vida do paciente”, diz o médico veterinário Alexandre Daniel, uma das maiores autoridades brasileiras no assunto e consultor do Março Amarelo, lembrando que cerca de 50% dos gatos idosos no Brasil já apresentam algum grau de disfunção renal.

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É preciso atenção redobrada por parte dos tutores, já que a DRC apresenta sintomas apenas em estágio avançado, quando os rins já estão com 75% de suas funções comprometidas — o que torna os check-ups periódicos fundamentais para a identificação da doença em fase precoce e o tratamento adequado, evitando assim o sofrimento do animal.

De acordo com Alexandre Daniel, a DRC é tradada por estágios, que variam de 1 a 4. “O paciente que é diagnosticado no estágio 2 tem uma sobrevida média de cinco anos. Já no caso do paciente que é diagnosticado no estágio 3, a sobrevida cai para dois anos. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais prolonga a vida do animal”, afirma o especialista.

A recomendação dos veterinários é para que os gatos de meia idade, a partir dos 10 anos, façam os exames uma vez ao ano. A partir dos 14 anos, a cada seis meses. Caso haja alterações nos resultados ou o animal apresente algum tipo de sintoma, como perda de peso, ingestão excessiva de água ou aumento do volume de urina, é necessário procurar um profissional especializado para entender o melhor tratamento, que é feito caso a caso.

“Existem vários fatores que precisam ser levados em consideração. Pacientes que têm pressão alta podem viver menos, pacientes com variação na concentração de fósforo também podem viver menos, gatos com proteína na urina também, mas é possível controlar com fármacos, como o Fortekor, da Elanco”, explica o veterinário.

Março Amarelo

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O Março Amarelo é uma ação de conscientização para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença renal crônica em gatos. Idealizada pela Elanco, uma das empresas líderes em saúde animal em todo o mundo, a campanha chega à sua quarta edição em 2019 com o objetivo de engajar tutores e médicos veterinários em prol da saúde dos animais.

“O Março Amarelo é hoje mais do que uma campanha, já é uma causa”, afirma Eliane Estephan, gerente de Marketing e Serviços Técnicos para Animais de Companhia da Elanco. De acordo com a executiva, a campanha é nacional e está focada em dois pilares de atuação: atualização técnica dos veterinários e conscientização dos tutores para os perigos da DRC.

“Oferecemos aos profissionais diversos materiais atualizados sobre o tema, com alta aplicabilidade na rotina clínica. Já os tutores são impactados através das campanhas de comunicação, por meio de postagens nas redes sociais da Elanco e de clinicas engajadas na causa e de vídeos educativos sobre a doença, os principais sintomas e formas de tratamento”, explica Eliane. “Em três anos de campanha, já alcançamos mais de 10 mil clínicas veterinárias em todo o Brasil e impactamos cerca de 5 milhões de pessoas por meio das mídias sociais.”

Sobre o Fortekor 5TM

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Fortekor 5TM é um medicamento fabricado pela Elanco indicado para o tratamento de doença renal crônica em gatos e da insuficiência cardíaca congestiva em cães. Composto pelo cloridrato de benazepril, um importante inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA), o Fortekor 5TM vem em comprimidos palatáveis que auxiliam na administração diária do medicamento.

Ginger tem este problema

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Ginger abraçando Ringo, que ela trata como seu filho

Eu tenho uma gata com este problema, a Ginger. Não sei a idade correta dela, pois eu a resgatei da minha rua, em 2012. Naquela época, ela devia ter entre três e quatro anos, portanto, já passou dos dez. Ela apresentou a doença após todos meus gatos ficarem doentes por terem pego rinotraqueíte do gato do vizinho. Sim, pelo ar.

Ela não melhorava e, um dia, meio sem ser proposital, senti o hálito dela. Como eu já tinha tido uma gatinha com o problema, achei que o odor era parecido e comentei com os veterinários que a tratavam. Fizeram exame de sangue e veio a comprovação. Desde esta época, ela come ração especial e faz fluidoterapia, ou seja, toma soro, de forma subcutânea, duas vezes por semana.

Como tenho outros seis gatos, e a maioria deles já passou dos oito anos, vira e mexe, faço exames de sangue para ver como andam a ureia e a creatinina. E Ginger faz acompanhamento também. Quanto antes descobrir o problema, melhor. Prevenção é tudo!

 

Hábitos, alimentos e sedentarismo são fatores de risco para os pets

Os animais estão obesos. É o que revela a última pesquisa divulgada mundialmente, da Mars Petcare: 59% dos cães e 52% dos gatos se encontram nessa condição. Segundo os dados, o excesso de peso pode afetar as funções cardiopulmonares, locomoção, acarretar doenças no órgão reprodutor, aumentar a predisposição a diabetes e a incidência de transtornos cutâneos.

O número de casos da doença cresce nos animais pelos mesmos motivos que tem aumentado nos seres humanos, sedentarismo e má alimentação. Muitos tutores acreditam que ao oferecer guloseimas como chocolate, pão, entre outros alimentos tipicamente humanos aos pets, estão entregando amor e carinho ao seu animal.

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Porém, a médica veterinária do Hospital Veterinário Cão Bernardo, Carolina Ferreira, afirma que a prática é extremamente prejudicial. “Além do risco de infecção, o bicho não precisa desse alimento, que é nosso. Muitas substâncias, inclusive, não são totalmente digeridas pelo organismo deles, portanto, não podem ser dadas”, afirma.

Há ainda os pets que são mais propensos a engordar, os mais velhos e também os castrados, todos exigem cuidados redobrados. Assim como raças mais inclinadas a obesidade, como Beagle, Pug, Bulldog inglês, Labrador, Cocker, Rottweiler, Terra Nova, Boxer, Pastor Alemão e Shih Tzu. No caso dos gatos, os mistos ou mestiços têm maior chance de desenvolver a doença.

Carolina ainda orienta como escolher a ração ideal para o pet: “O ideal é conversar com o especialista que cuida do animal para avaliar qual a melhor ração, porque há opções especiais para cães que já se enquadram no quadro de obesidade”. É preciso analisar as necessidades do animal para escolher a alimentação mais adequada para a idade e o porte.

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Outra opção para ajudar no controle de peso é fracionar a refeição, o pet precisa se alimentar de duas a quatro vezes por dia. Os vilões da obesidade são os petiscos extras, por isso, a dica é não consumir alimentos na frente do bichinho. “É preciso evitar alimentar o pet toda vez que comemos, a nossa dieta não é igual a dele. É interessante ter um horário e um padrão de refeições por dia”, finaliza a médica.

Fonte: Hospital Veterinário Cão Bernardo

São Paulo ganha novo centro veterinário de alta complexidade

Petz lança a marca Seres para nova rede de medicina veterinária; primeira unidade na Ricardo Jafet tem equipamentos de última geração, tecnologia e equipe multidisciplinar

A Petz lançou uma nova operação no país. Trata-se da rede nacional de centros veterinários Seres. A primeira unidade já está em funcionamento na avenida Dr. Ricardo Jafet, em São Paulo. Com equipamentos de última geração e serviços de alta complexidade para diagnósticos, cirurgias, tratamentos e emergências, o centro veterinário traz inovações e recursos tecnológicos para o bem-estar e qualidade de vida dos pets e de suas famílias.

A equipe multidisciplinar tem especialistas em oncologia, cardiologia, endocrinologia, dermatologia, ortopedia e odontologia, entre outros, para garantir a atenção necessária a todas as fases da vida dos bichinhos de estimação.

Seres oferece um novo conceito de hospital veterinário, inspirado em redes americanas e planejado a partir da ótica do tutor e do pet. “Não é um ambiente hospitalar, é um ambiente acolhedor, mas com tecnologia e seriedade. A experiência positiva do paciente dentro de um espaço de saúde ajuda no prognóstico e no resultado melhor”, afirma Aline Amália de Araujo Giovannetti, diretora de Negócios Veterinários da Petz.

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Experiência

A disposição dos setores foi pensada para criar a atmosfera de acolhimento e ao mesmo tempo dar eficiência ao atendimento. O fluxo do paciente felino é separado do fluxo do cão. Eles não ficam na sala de espera juntos e cada um tem espaço de atendimento diferente, para se soltarem no ambiente enquanto o médico veterinário faz o exame de forma adequada.

O ambiente também é separado para o cliente que está num momento muito bom, no caso de filhotes no início do relacionamento com o médico veterinário, em relação aos que estão passando por uma emergência, procedimento quimioterápico ou eutanásia, por exemplo.

Hi-tech

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Entre os diferenciais tecnológicos, está a tomografia de 16 canais, equipamento de última linha da Siemens, importante para diagnósticos de doenças neurológicas, osteomusculares, tumores, planejamento cirúrgico e urgências. Salas de ultrassonografia, ecocardiograma, eletrocardiograma, equipamento de anestesia de última geração e raio X digitalizado e UTI são outros destaques.

Dois centros cirúrgicos podem realizar procedimentos simultâneos, no caso de uma emergência ao mesmo tempo de uma cirurgia eletiva. O setor de procedimentos odontológicos, chamado de “cirurgia suja”, é separado para evitar e controlar risco de infecção.

A internação tem três alas: para cães, gatos e infectocontagiosos, totalmente separada das outras, num ambiente fechado e controlado para evitar infecção hospitalar. Além da ala de reabilitação, tem farmácia de manipulação de quimioterápicos e sala para a quimioterapia.

Layout

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O espaço de controle médico central envidraçado, com visão de quase 360 graus de todos os setores, permite aos veterinários enxergar todas as internações, os centros cirúrgicos, as salas de diagnóstico e a sala de atendimento de urgência. “Esse foi um dos conceitos que chamou atenção. A transparência dá segurança ao tutor e ao veterinário, porque facilita muito. Consegue estar de olho em tudo e ter um cuidado maior”, avalia Aline.

Equipe multidisciplinar

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Um time de especialistas trabalha em conjunto no dia a dia e já no atendimento primário, para identificar o encaminhamento de maneira rápida. Junto com o atendimento de alta complexidade, o Seres trabalha a prevenção com check-ups, vacinas, orientações nutricionais e castração.

Nova marca

Com maior investimento no negócio de medicina veterinária, a rede Petz decidiu criar uma nova marca. O Seres traz o DNA da marca mãe, mas com aspectos diferentes e adicionais. “A gente identificou que em medicina veterinária tem alguns aspectos um pouco diferentes da marca Petz, que é muito divertida, está nos momentos felizes, de diversão e de cuidados. E medicina veterinária, muitas vezes, está presente em momentos difíceis também, que exigem outras características, como mais de conhecimento, tecnologia e seriedade”, explica Aline.

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A nova rede complementa o que a Petz já tem na área veterinária, com infraestrutura nova e equipamentos de ponta. Atualmente conta com o centro veterinário 24 horas no Pacaembu e na unidade Marginal Tietê, e clínicas e atendimentos dentro de mais de 70 lojas, das 81 existentes. Aos poucos, esses espaços serão remodelados e ganharão a nova identidade, além de outras instalações e eventuais aquisições que estão em análise dentro do mercado veterinário.

Informações: Petz

Encontro de cães Buldogue Francês, feira de adoção e oficina sobre cuidados com tartarugas

Focinho achatado, corpinho atarracado e temperamento alegre e sociável são algumas características do Buldogue Francês, raça que terá um encontro dedicado a ela e aos seus tutores no próximo domingo (27), das 14 às 17 horas. O evento, no pet center HiperZoo, em Curitiba, é uma das atrações do final de semana para os amantes de animais, que contam com eventos gratuitos para toda a família.

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Quem participa do encontro no domingo pode ainda ganhar uma foto produzida em estúdio, em parceria com Mayara Moraes Fotografia Pet, e assistir a uma palestra sobre nutrição específica e curiosidades sobre o Buldogue Francês. Ministrada pela veterinária da marca Royal Canin, Daniele Chami, a palestra tem início às 15h com entrada gratuita.

Já no sábado (26), o HiperZoo realiza mais uma edição da feirinha de adoção de cães e gatos, aula de adestramento coletivo e uma palestra para ensinar crianças sobre os cuidados na criação de tartarugas.

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A feira de adoção será realizada das 11h às 16h com cães e gatos, adultos e filhotes, da ONG Amigo Animal. Para adotar um pet, o interessado deve ter mais de 21 anos, responder a uma entrevista sobre os motivos de adoção, aceitar receber a visita de um voluntário da ONG e apresentar RG, CPF e comprovante de endereço para assinar o termo de adoção. Para quem deseja ter um gato como animal de estimação, ainda é necessário ter caixa de transporte e telas de proteção nas janelas de casa.

O pet center também abre espaço para quem deseja colaborar com as ONGs parceiras. É possível doar ração, alimentos úmidos, antipulgas, vermífugos e medicamentos. “As instituições recebem, inclusive, sobras de medicamentos de uso veterinário e humano, que ainda estão no prazo de validade, e direcionam para o tratamento de um animal que necessite. As doações são muito importantes para dar continuidade ao trabalho das ONGs”, comenta a sócia-proprietária do HiperZoo, Patrícia Maeoka.

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O sábado ainda conta com uma atração especial para as crianças: a oficina “Minha primeira tartaruga”. Ministrada pelo consultor técnico do HiperZoo, Juliano Sapio, o evento tem como objetivo ensinar as crianças sobre características, alimentação e hábitos do pet, montagem e manutenção do aquaterrário. As inscrições são gratuitas e podem participar crianças de 7 a 14 anos, acompanhadas de um adulto.

E, a partir das 17h, inicia mais uma aula de adestramento coletivo promovido pelo pet center. Com o tema “Senta, fica e deita”, o evento reúne tutores acompanhados de seus cães para ensinar esses comandos básicos. As vagas são limitadas a 20 tutores com seus cães por turma e, para participar, os interessados devem se inscrever na loja apresentando cupom fiscal de compras.

Feirinha de adoção com Amigo Animal
Quando: sábado, 26 de janeiro, das 11h às 16h

Oficina “Minha primeira tartaruga” com Juliano Sapio
Quando: sábado, 26 de janeiro, das 15h às 16h
Entrada: gratuita, dirigida a crianças de 7 a 14 anos acompanhadas de um adulto

Aula de adestramento “Senta, fica e deita” com Daiane Regonato
Quando: sábado, 26 de janeiro, das 17h às 18h
Entrada: apresentação de cupom fiscal do HiperZoo

Encontro de cães da raça Buldogue Francês
Quando: domingo, 27 de janeiro, das 14h às 17h

Fotobrinde profissional com a fotógrafa de pets Mayara Moraes
Quando: domingo, 27 de janeiro, das 14h às 18h
Entrada: apresentação de cupom fiscal do HiperZoo
Vagas: limitadas

Palestra “Nutrição específica e particularidades da raça Buldogue Francês” com Daniele Chami
Quando: domingo, 27 de janeiro, das 15h às 16h
Entrada: gratuita, com sorteio de brindes e promoções no interior da loja

HiperZoo – Rua Desembargador Westphalen, 3.448 – Curitiba/PR

Verão: cães e gatos precisam de mais cuidados com alergias e hidratação

Os dias muito quentes já começaram e os cães e gatos sofrem com as temperaturas elevadas. É nesta época do ano que incidências, como doenças dermatológicas e alergias, aumentam consideravelmente.

Alguns cuidados especiais precisam ser tomados para que seu pet não sofra com o calor, por isso, o médico veterinário e gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado, dá algumas orientações.
1. Alimentação

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No verão, o metabolismo dos pets fica mais lento e ele gasta menos energia para o funcionamento do organismo. Logo, cães e gatos tendem a comer menos no calor. Mas não é só isso: os cães e gatos procuram as horas mais frescas do dia para se alimentar, por isso o ideal é que o tutor forneça o alimento pela manhã ou à noite.

Algumas pessoas, principalmente as que têm gatos, acreditam que o pet não está se alimentando, mas na verdade o gatinho está comendo durante a madrugada, pois tem hábitos noturnos e também prefere a temperatura mais baixa da noite para comer.
“É importante lembrar que, incentivar a alimentação não significa deixar a ração do pet disponível a todo o momento. O alimento exposto pode oxidar, por causa do calor e da umidade, e ficar rançoso”, orienta Machado.

2. Banho

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Foto: Amanda Cullingford/Pixabay

No verão, o ideal é que o tutor dê banhos nos cães de 15 em 15 dias. Mesmo que seja refrescante, o excesso de banho retira a proteção natural da pele e os expõe à alergias, fungos e doenças dermatológicas, que são ainda mais frequentes nos períodos quentes. Se o animal estiver com mau odor, o banho até pode ser realizado semanalmente, mas é importante lembrar dos cuidados, como manter a água morna a fria, realizar num local sem vento e de preferência em dia de sol.

Já os gatos fazem a auto-higiene por meio de várias lambidas pelo corpo. “O que pouca gente sabe é que, ao lamber-se, os gatos também regulam a temperatura corporal. O problema é que este comportamento causa o acúmulo de pelos no trato digestivo, causando as bolas de pelos. A dica no calor é escovar mais o gato, para que ele evite ingerir tantos pelos ao lamber-se”, completa o médico veterinário.

3. Hidratação

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Cães e gatos precisam ter sempre água fresca. Os felinos precisam de mais atenção, pois, naturalmente ingerem menos água e são mais caprichosos. “Manter as vasilhas limpas, colocar gelo na água e oferecer água corrente são dicas importantes para atrair o seu animal de estimação e incentivá-lo a tomar água”, aconselha Marcello.

4. Exposição ao sol

cachorro jardim verao

Assim como os humanos, os pets não podem ficar expostos durante os horários mais quentes do dia. “O cuidado deve ser redobrado para animais de pelagem branca, clara ou sem pelo, pois, infelizmente, os raios ultravioletas também causam câncer de pele nos pets. Geralmente, a lesão ocorre nas áreas sem pelo, como barriga, ponta de orelhas, focinho e ao redor dos olhos”, explica Marcello.

Passear por um tempo prolongado e em horários quentes pode causar queimaduras sérias nos coxins de cães e gatos. O asfalto e calçadas são vilões, então, leve seu amigo para passear em gramados e evite sair entre às 10 e 16 horas. “Se perceber que os coxins ficaram vermelhos ou com bolhas, procure imediatamente um médico veterinário, pois esse quadro é doloroso para os pets. Uma dica é, antes de sair com o cão no asfalto, verifique com a mão qual é a temperatura do solo”, conclui o médico veterinário.

5. Alergias

gato coceira coçando

Alergias são causadas por vários motivos, principalmente por picada de pulgas e carrapatos, que são parasitas que ficam no ambiente durante bastante tempo. Se não forem controlados adequadamente, hibernam no inverno e no verão se multiplicam rapidamente atacando os pets.

Coceira e lambidas excessivas são os sinais mais frequentes, ao percebê-los o tutor precisar procurar um médico veterinário para que ele indique o melhor tratamento. “O especialista também pode indicar um produto para o ambiente: algumas fórmulas precisam ser pulverizadas no quintal ou na casa para pôr fim à infestação”, esclarece Machado.

No caso das alergias alimentares, os cães podem apresentar intolerância a algum tipo de proteína e precisar de alimentos específicos, coadjuvantes no tratamento de dermatopatias, mas só o médico veterinário poderá analisar o quadro para diagnosticar a causa da alergia.

Fonte: Total Alimentos