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Inverno pede atenção redobrada às articulações dos pets

Kauê Ribeiro da Silva, veterinário da Vetnil, reforça a importância do acompanhamento veterinário

Assim como os humanos, pets também podem sofrer de problemas nas articulações. Ainda que a enfermidade seja bastante comum durante todo o ano, a chegada do inverno requer ainda mais atenção dos tutores aos possíveis sinais clínicos. Segundo Kauê Ribeiro da Silva, veterinário e analista de desenvolvimento de produtos da Vetnil, problemas articulares podem surgir principalmente em pets idosos, mas complicações preexistentes, como traumas e displasias, também são fatores de risco.

cachorro labrador quieto deitado dor

Entre as principais doenças articulares, pode-se destacar a osteoartrose, que gera dor crônica e acomete em torno de 20% dos cães e gatos em geral. Kauê recomenda que para evitar problemas mais graves, é fundamental que seja realizado um acompanhamento veterinário desde os primeiros sintomas. Com as consultas, o profissional poderá inclusive recomendar uma terapia preventiva (utilizando medicamentos condroprotetores), além de outras medidas como exercícios físicos de leve intensidade e controle de peso, caso o animal apresente sobrepeso.

O veterinário ressalta ainda a importância de se atentar a todos os sinais. Cães com dor crônica em decorrência de doenças articulares tendem a apresentar alterações de comportamento, atrofia muscular, dificuldade de caminhar e se movimentar, letargia e tendem a lamber constantemente as articulações acometidas.

gato deitado triste doente Gundula Vogel por Pixabay
Gundula Vogel/Pixabay

Já os gatos costumam apresentar maior irritabilidade, menor tolerância ao contato (como nos momentos de escovação ou carinho), mudança dos locais usuais de descanso, além de poderem diminuir a interação com o dono e a ingestão de água e comida (principalmente quando o comedouro e bebedouro estão em locais altos – o que normalmente é positivo, mas representa uma dificuldade para um gato com dor).

“Ao observar alguma dessas manifestações ou quaisquer outras no pet, é fundamental que o tutor o leve ao veterinário para que seja realizado um diagnóstico correto e tratamento adequado. A dor crônica é muito prejudicial à saúde dos pets, assim como à nossa, e se torna mais difícil de tratar quanto mais tempo se leva para iniciar a terapia”, complementa Kauê.

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Foto: Valley Vets, Cardiff

Dentre as possibilidades de terapia, a realização de exercícios físicos leves é recomendada, já que os exercícios elevam a temperatura corporal e melhoram a circulação sanguínea, o que ajuda a diminuir a contração muscular e auxilia na reversão dos processos que causam dores musculares e articulares. Outros efeitos benéficos do exercício incluem evitar o sobrepeso e a atrofia muscular (consequências que podem piorar o quadro e a dor articular).

Nesse sentido, um exercício fácil e prazeroso de se realizar com seu cão são os passeios, porém deve-se prestar atenção às regras de isolamento e cuidados para não promover a transmissão da Covid-19. Assim, os tutores devem utilizar máscaras e preferir locais com o mínimo possível de circulação de pessoas.

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Ao retornar às suas casas, é recomendado higienizar as patas dos cães com solução antisséptica (à base de clorexidina, por exemplo) e lavar bem as mãos, tomando cuidado para que roupas potencialmente contaminadas não contaminem outros objetos da casa. Para os gatos, a utilização de itens de enriquecimento ambiental e de brinquedos que o estimulem é recomendada, mas o tratamento para reduzir a dor e promover a saúde articular deve ser realizado de forma conjunta.

Kauê ainda destaca produtos da Vetnil que podem contribuir para os cuidados com os pets durante o inverno:

Condroton é um medicamento que atua na causa primária das enfermidades articulares, proporcionando melhor qualidade de vida para o animal. Ele é indicado no tratamento de artropatias em geral, doenças tendíneas, pós-operatório de cirurgias articulares, prevenção de doenças osteoarticulares e como auxiliar para os casos de fratura. O Condroton Injetável, com indicação para cães e gatos, está disponível em frasco ampola de 10 ml, enquanto o Condroton, com indicação para cães, tem apresentação em comprimidos de 500 mg e 1000 mg, disponíveis em frascos plásticos com 60 comprimidos.

Geripet é um suplemento formulado especialmente para suprir as principais demandas nutricionais de cães e gatos com idade mais avançada, possuindo nutrientes específicos para uma melhor qualidade de vida de animais idosos. Geripet está disponível em frascos contendo 30 comprimidos.

Meloxinew Comprimido é um anti-inflamatório não esteroidal com atividade preferencial na inibição da COX-2. É indicado para cães e gatos no tratamento da inflamação e dor, aguda ou crônica, nos casos que envolvam tecidos moles ou musculoesqueléticos, além de ser indicado no controle da dor e inflamação em pós-operatório. O produto está disponível em apresentações de 0,5, 1, 2 e 4 mg, em cartuchos contendo 1 blíster com 10 comprimidos e displays contendo 12 blísteres com 10 comprimidos cada.

Ômega3+SE é um suplemento à base dos ácidos graxos essenciais da família ômega-3, obtidos de peixes marinhos de águas frias e fornece EPA e DHA na proporção ideal, além de possuir a Vitamina E e o Selênio, que são potentes antioxidantes. O produto tem duas apresentações, o Ômega3+SE 550 e o Ômega3+SE® 1100, ambos disponíveis em frascos contendo 30 cápsulas.

Fonte: Vetnil

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Entenda a diferença entre o coronavírus humano e os coronavírus em animais

O uso indevido de produtos veterinários destinados à prevenção do coronavírus em animais, fora da indicação oficial contida em suas bulas, pode ocasionar graves reações adversas

A Zoetis esclarece que são falsos os conteúdos que associam o atual surto de coronavírus humano (SARS-CoV-2) aos coronavírus observados em animais de companhia e de produção.

Não devemos associar os produtos veterinários à recente pandemia de COVID-19 (causada pelo SARS-CoV-2), pois trata-se de tipos de vírus diferentes que possuem diferenças marcantes quanto aos seus hospedeiros e capacidade de provocar doença.

A diferença entre os vírus

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Os coronavírus pertencem à família Coronaviridae. Nessa família, temos os gêneros Alfa e Betacoronavírus, que geralmente infectam mamíferos, enquanto os Gama e Deltacoronavírus geralmente infectam pássaros e peixes. O coronavírus canino, que pode causar diarreia, e o coronavírus felino, que pode causar peritonite infecciosa felina (PIF), são ambos Alfacoronavírus. Estes já são conhecidos há décadas e não são transmitidos aos seres humanos.

O coronavírus bovino (BCov), que pode causar diarreia nos animais, e o Gamacoronavírus, que pode causar bronquite infecciosa das galinhas (BIG), são também conhecidos há muitos anos, não são transmitidos aos seres humanos e não estão associados ao atual surto de coronavírus.

Alerta

O uso indevido de produtos veterinários destinados à prevenção do coronavírus, tanto para animais de companhia e de produção, em quaisquer espécies fora da indicação oficial contida em suas bulas, pode ocasionar graves reações adversas.

“As vacinas veterinárias são indicadas apenas para aplicação em animais, conforme indicado em bula, e contêm cepas do coronavírus específicas para cada espécie. Os coronavírus animais, apesar de pertencerem à família Coronaviridae, não são relacionados ao atual vírus humano que causa a Covid-19 (SARS-CoV-2). Portanto, não faz o menor sentido injetar em seres humanos uma vacina destinada a cães para prevenir a Covid-19. Além de não funcionar, a vacina pode provocar reações adversas graves, como alergias, lesões no ponto de injeção e outros problemas sérios”, explica o médico-veterinário Alexandre Merlo, Gerente Técnico e de Pesquisa Aplicada da Zoetis.

Monitoramento

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Além do constante cuidado com a saúde das pessoas, a Zoetis segue monitorando um possível efeito do SARS-CoV-2, que causa a Covid-19, em animais de companhia e de produção, por meio do seu Centro Global para Doenças Emergentes. Até o momento, não há evidência de que estes animais transmitam o SARS-CoV-2 a seres humanos.

A Zoetis ressalta ainda que a situação pode mudar conforme a evolução do Covid-19, e que está comprometida em manter todos informados em caso de alterações relevantes.

Fonte: Zoetis

Vai curtir o Carnaval? Cuidado com os alimentos de rua!

Durante os dias de folia do Carnaval, quem se diverte ou trabalha acaba consumindo produtos e bebidas clandestinos na rua. Além de intoxicações alimentares, ingerir alimentos de origem animal não fiscalizados pode ser a porta de entrada para doenças transmitidas dos animais aos homens, as chamadas zoonoses, como tuberculose e brucelose, além de outras enfermidades.

Para garantir a segurança alimentar da população, os médicos-veterinários das Vigilâncias Sanitárias (Visa) reforçam, nesta época, a fiscalização do comércio de produtos de origem animal, como carne, queijos, ovos, peixes e mariscos. O objetivo é prevenir a venda e o consumo de alimentos sem adequações sanitárias, que ofereçam riscos à saúde pública e transmitam doenças.

Na hora de comprar esses produtos, o ideal é conferir as condições de higienização, embalagem e refrigeração do produto, além de verificar se nos rótulos há o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), dos municípios (SIM) ou estados (SIE). É importante também prestar atenção se existe um funcionário exclusivo para manusear dinheiro, para não haver a contaminação cruzada.

“Todo produto de origem animal deve ser registrado no órgão de agricultura federal, estadual ou municipal. Quando não há registro, ele certamente vem de um estabelecimento clandestino, onde não há qualquer controle de qualidade, programa de autocontrole e presença de um responsável técnico médico-veterinário. É um risco ao consumidor”, explica a médica-veterinária Aline Pinheiro Borges, integrante da Comissão Nacional de Tecnologia e Higiene Alimentar do Conselho Federal de Medicina Veterinária (Contha/CFMV).

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A melhor opção, sugere Aline, “é evitar o consumo desses alimentos quando manipulados por ambulantes, pois, normalmente, a conservação não é feita sob temperatura adequada e não há água para higienização das mãos antes e após a manipulação. Quando já preparados previamente, não tem como ter a rastreabilidade do produto e não há como saber quem é o fornecedor”.

Carnaval no Rio de Janeiro (RJ)

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Pixabay

Aline Borges atua, desde 2003, como coordenadora de Alimentos da Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro. Ela explica que, no Rio, na época do carnaval, são realizadas ações de fiscalização em todos os estabelecimentos localizados nas rotas dos principais blocos. Bares, restaurantes, hotéis e quiosques da orla são visitados.

Durante as inspeções, são verificadas as condições estruturais e higiênico-sanitárias do local, assim como o fluxo de manipulação e características sensoriais dos alimentos. Além disso, são realizadas verificações prévias na Cidade do Samba. Ali os médicos-veterinários avaliam a manipulação e higiene dos refeitórios dos trabalhadores. Terreirão do Samba e Sambódromo também estão na rota.

“O objetivo do nosso trabalho é orientar a montagem das instalações para os dias do evento. Realizamos reuniões de alinhamento com os organizadores do evento, fornecedores de alimentos e bebidas esclarecendo os pontos que serão cobrados durante o evento, sempre pautados nas legislações sanitárias vigentes”.

Folia em Salvador (BA)

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Pixabay

Em Salvador, a ação da Vigilância começou em janeiro, com a intensificação das inspeções prévias em restaurantes, bares, lanchonetes, hotéis, motéis, drogarias e outros estabelecimentos situados em todos os percursos da folia.

Profissionais de diversas áreas de atuação e técnicos da Visa vão se revezar dia e a noite, durante o período do carnaval. Neste ano serão mais de 20 médicos-veterinários inspecionando estabelecimentos e orientando ambulantes.

“O objetivo é prevenir a venda e o consumo de alimentos sem adequações sanitárias, que ofereçam riscos à saúde pública e transmitam doenças”, explica a médica-veterinária Elenaide de Paula Lyra, da Comissão de Alimentos do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA), fiscal de controle sanitário da capital.

Elenaide explica que dez pontos dos circuitos da folia contam com pórticos, que são estruturas fixas da Vigilância Sanitária para as ações de inspeção. “Diariamente, serão fiscalizadas e notificadas as irregularidades nos trios elétricos, carros de apoio, camarotes, bares, restaurantes e hotéis, além dos comércios informais, como balcões de alimentos, baianas de acarajé e ambulantes. Serão verificadas as condições de higiene, manipulação e comercialização de alimentos; se há ponto de água potável; se estão comercializando produtos clandestinos, bebida sem rótulo, fora do prazo de validade, gelo de indústrias clandestinas, mercadoria deteriorada. Enfim, o trabalho dos fiscais visa evitar surtos alimentares e intoxicações causadas pelo consumo de produtos sem as adequações sanitárias exigidas por lei”, completa.

Maceió (AL)

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Cinco médicos-veterinários das equipes da Gerência de Alimentos de Maceió (AL) iniciaram os trabalhos de inspeção, na semana passada, no Jaraguá Folia, no tradicional bloco do Pinto da Madrugada, nas Pecinhas de Maceió e no Vulcão. Durante os dias de Carnaval, os profissionais vão trabalhar em oito polos da prefeitura, junto aos ambulantes, por meio de inspeções. Eles vão verificar questões como acondicionamento, manipulação dos alimentos, higiene pessoal dos vendedores e condições de utensílios e caixas térmicas.

Boa Vista (RR)

milho cozido comida rua pixabay

Na capital de Roraima, as fiscalizações serão realizadas na Praça Fábio Marques Paracat, local tradicional das festas de carnaval da cidade, onde há mais de cem espaços reservados para oferecer comidas típicas e bebidas.

A equipe é coordenada por um médico-veterinário mais dez profissionais que atuam como agentes de fiscalização. Eles observarão as condições de higiene, manipulação e acondicionamento dos alimentos. A festa vai de sexta-feira (21) até quarta-feira de Cinzas (26).

Fonte: Assessoria de Comunicação do CFMV, com a colaboração das equipes de comunicação dos CRMVs Bahia, Alagoas e Roraima

Especialistas orientam como escolher bem o pescado para a Páscoa

Médicos-veterinários alertam sobre cuidados com temperatura, aparência, conservação e manipulação de peixes e moluscos

O período que antecede a Páscoa é normalmente acompanhado por um aumento na compra e consumo de peixes em todo o país. Devido a essa tendência é importante orientar a população para a adoção de boas práticas para se selecionar, comprar e conservar o peixe ou fruto do mar, tendo em vista que as doenças transmitidas por alimentos (DTA) são uma importante causa de morbidade no Brasil. Em 2018, segundo o Ministério da Saúde (MS), ocorreram 503 surtos com quase 7 mil doentes, 731 hospitalizados e nove óbitos.

Na hora da compra em um mercado ou feira, o consumidor deve se preocupar com a procedência dos produtos, garantindo que só chegue à mesa de Páscoa itens inspecionados por um médico-veterinário. Nas peixarias, a origem dos pescados frescos comercializados deve estar disponível. No caso dos peixes embalados, o selo de inspeção deve estar visível na embalagem.

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“É importante saber se o produto passou pela inspeção oficial, para garantir a segurança do pescado”, ressalta o presidente da Comissão Técnica de Alimentos (CTA) do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), Ricardo Calil.

Segundo o médico-veterinário, o processo de conservação ideal do pescado começa muito antes de chegar ao consumidor final. “A carne do pescado fresco, pela sua constituição, exige temperatura próxima de zero (0°C). E no caso da carne congelada, a dezoito graus negativos (-18°C), para que a durabilidade seja a maior possível”, afirma.

Para avaliar se o peixe fresco está em boas condições, o consumidor precisa fazer uma avaliação criteriosa, conforme orienta Camila Hirai, médica-veterinária integrante da CTA e responsável técnica pela central de distribuição de uma importante rede de supermercados.

“O peixe deve estar com pele, escamas e olhos brilhantes, com tonalidade viva e ausência de muco espesso. As escamas devem estar, ainda, bem aderidas, os olhos ocupando toda a órbita e salientes, as brânquias úmidas e avermelhadas, a carne firme e elástica, e o odor suave e característico.”

Já os peixes congelados devem estar em embalagem íntegra, com data em que foi embalado e, quando comercializados em pedaços, não devem estar em blocos. “Através da embalagem que é possível identificar a origem do produto, a faixa de temperatura para manter o alimento seguro, como também a validade”, destaca Calil.

“O pescado deve ser a última coisa a ser colocada no carrinho de compras”, completa a médica-veterinária.

Bacalhau

Gadus morhua, o tipo mais tradicional e mais consumido_ Créditos Divulgação
Gadus morhua, o tipo mais tradicional e mais consumido – Foto: Banca da Ramon

Tradicional iguaria consumida na Páscoa, o bacalhau tem características particulares a serem observadas pelo consumidor no momento da compra. “O bacalhau deve apresentar a superfície devidamente seca, não pode estar pegajoso e apresentar limosidade ou bolor”, alerta Camila.

Calil orienta os consumidores quanto à procedência do peixe e o cuidado para escolher entre o bacalhau e os peixes salgados secos. “É preciso tomar alguns cuidados para pagar pelo que o bacalhau vale. O verdadeiro é o Gadus morhua (Cod), também denominado Porto. O Gadus macrocephalus tem semelhança com o verdadeiro, porém não se desfaz em lascas e tem uma carne fibrosa, por isso, costuma ter um preço abaixo do morhua. As demais espécies comercializadas, como ling, zarbo ou saithe, não são bacalhau, mas peixes salgados secos, e, portanto, devem ser comercializadas adequadamente”, alerta o presidente da CTA do CRMV-SP.

Fonte: CRMV-SP

 

Adoção responsável: cães e gatos exigem cuidados essenciais ao ganharem um novo lar

Veterinária dá dicas das primeiras medidas a serem tomadas para garantir o bem estar do pet que será levado para casa

Optar por adotar um animal é uma das atitudes mais importantes para diminuir o número exorbitante de cães e gatos abandonados e sujeitos a maus-tratos em todo o país. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 30 milhões de animais abandonados vivendo nas ruas do Brasil. Destes, mais de 20 milhões são cachorros. Porém, é crucial que a adoção seja responsável e ofereça os cuidados básicos e fundamentais para assegurar o bem-estar do animal e também dos membros da família.

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De acordo com a médica veterinária da Esalpet, Leocádia Chalita de Lima, o primeiro passo para quem acabou de adotar um pet é providenciar o controle de pulgas e carrapatos e a vermifugação dos animais.

“São medidas fundamentais para garantir o conforto do pet e prevenir diversos tipos de zoonoses, doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos”, explica a especialista. Para garantir a saúde de cães e gatos adotados, é fundamental também que o dono certifique que o animal recebeu todas as vacinas necessárias. “Somente o esquema vacinal completo confere a imunização do animal deixando-os livres de doenças infectocontagiosas e com boa qualidade de vida”, esclarece.

Outro cuidado primordial que contribui com o aumento da expectativa de vida dos animais é a castração. Segundo a profissional, o procedimento cirúrgico colabora não só com o controle de reprodução animal mas também protege de futuras doenças no aparelho reprodutivo como tumores e infecções. “A castração é recomendada tanto para fêmeas quanto para machos a partir dos 6 meses de idade, lembrando que nas fêmeas o procedimento deve ser realizado antes do primeiro cio”, detalha a especialista.

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Para completar, a médica veterinária lembra que outros cuidados básicos podem fazer toda a diferença para a saúde e bem estar dos pets. “Garantir uma alimentação regrada e balanceada, procurar um veterinário a qualquer sinal ou mudança de comportamento e manter a higiene em dia sem dúvida vão garantir uma adaptação muito mais sadia e tranquila para o cão ou gato em um novo lar”, completa Leocádia.

Fonte: Esalpet

 

Dicas de como proteger os pets do barulho de trovões

Não deixá-los presos na coleira e mantê-los num espaço seguro são algumas das orientações

Assim como os fogos de artifício, o som das trovoadas também deixa muitos pets assustados. Com maior sensibilidade auditiva, cães e gatos sofrem com medo, desconforto e estresse provocado pelo barulho, além do risco de se machucarem, ao buscar esconderijo ou tentar escapar. E como diz a canção: “São as água de março fechando o verão”, ou seja, muita chuva caindo.

“As pessoas não devem tentar abraçá-los ou pegá-los no colo nesses momentos, para evitar que o animal associe a algo ruim”, explica a veterinária Karina Mussolino, gerente técnica de clínicas da Petz e do Centro Veterinário Seres.

Ela orienta a agir naturalmente, brincar com os pets, fazer festa, como se nada estivesse acontecendo. Também é importante evitar deixá-los presos com a coleira, permitir que se escondam e manter o ambiente vazio para que não se machuquem. “Procure não deixá-los ao ar livre, mas trazê-los para dentro de casa, onde o som é abafado”, explica a veterinária.

Pets com doenças cardíacas devem ter atenção dobrada. Alguns cães podem apresentar complicações cardiorrespiratórias e até ter convulsões nessas situações de medo. Por isso, as consultas no veterinário devem estar em dia para que o profissional possa acompanhar esse animal de forma preventiva.

10 dicas para driblar o barulho

gato assustado escondido pinterest

1 – Cães e gatos costumam se esconder nesses momentos de medo, por isso é importante deixá-los livres, não prender na coleira (em alguns casos eles podem ficar rodando em círculos e até se enforcar) e manter em espaço livre para que não se machuquem (por exemplo: áreas pequenas, portões, lanças…).

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2 – Alguns bichinhos toleram bem o colo do dono, pois se sentem mais seguros, outros preferem buscar áreas que possam se esconder, como embaixo de móveis. Deixe o seu pet se ajeitar da melhor maneira para ele, não force situações desconfortáveis.

gato frio cobertor

3 – Uma das formas de evitar transtorno é manter o pet quieto em um local fechado e silencioso, o que pode ajudá-lo a se sentir mais protegido (por exemplo: um quarto).

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Foto: MalibuPetCare

4 – Alguns pets toleram bem a colocação de algodões nos ouvidos para abafamento dos sons. Mas vale lembrar que o algodão deve colocado com cuidado e retirado imediatamente após o término dos ruídos.

cachorro e gato brincando
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5 – O ideal é agir de forma natural, brincar com o pet, entretê-lo com seu brinquedo favorito, fazer festa, como se nada estivesse acontecendo.

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6 – No caso dos gatos, é comum que sumam da vista dos donos. Se a casa ou o apartamento forem seguros, com redes nas janelas e portões fechados, deixe o bichano por lá, evite ficar chamando para não estressá-lo mais.

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7 – Também não é recomendado deixá-los sozinhos nesta época. Em caso de viagens, é aconselhável deixá-los com parentes, vizinhos ou em hotéis especializados.

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8 – Evite a automedicação, sem orientação do veterinário, pois há risco à saúde dos bichinhos.

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9 – Cães e gatos que já tenham histórico de doença cardíaca devem ter cuidados especiais nessas situações. É importante que o dono converse com o veterinário.

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10 – Caso o animal apresente qualquer tipo de alteração ou acabe se machucando de alguma forma, ele deve ser levado imediatamente a um veterinário, para ser avaliado e ter certeza que nenhuma lesão mais grave aconteceu com ele.

Fonte: Petz

Salvar

Dia Nacional dos Animais: saiba a importância da castração

Especialista explica a importância do processo para os animais de companhia

Apesar de muitas pessoas acreditarem que a castração animal é uma forma de mutilação, os médicos veterinários afirmam o contrário, considerando uma maneira eficaz de prevenir doenças graves e evitar o abandono de filhotes de ninhadas não desejadas. Aproveitando o Dia Nacional dos Animais, comemorado hoje (14), o professor do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Anápolis, Gabriel de A. Pfrimer, comenta que a castração é um importante procedimento para evitar a superpopulação de animais domésticos, que hoje é considerado um caso de saúde pública.

“A maioria dos filhotes abandonados não consegue um lar e permanece nas ruas. Quando atingem a maturidade procriam, dando origem a novos animais abandonados. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, apenas no Brasil devem existir aproximadamente 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães abandonados”, afirma.

cachorra e filhotes
Foto: Mel Schmitz/Morguefile

Para alguns a injeção anticoncepcional é a melhor opção de contraceptivo, mas para o especialista esse medicamento pode ocasionar diversos efeitos colaterais, como, por exemplo, a hiperplasia mamária benigna ou maligna; a piometra, que é a infecção de útero; e estudos recentes comprovam a possibilidade de algumas cadelas desenvolverem diabetes.

“Por muito tempo o anticoncepcional serviu como método de se evitar a gravidez nas fêmeas e para controle populacional de maneira geral no Brasil, muito pela falta de informação da população sobre os benefícios da castração e também por conta dos custos. Com as mudanças das técnicas cirúrgicas, medicamentos anestésicos cada vez mais funcionais e eficientes, houve uma diminuição no valor total da castração. Com um único gasto, as pessoas conseguem evitar uma série de transtornos que o anticoncepcional proporciona nas cadelas e gatas”, explica Gabriel.

O docente da Anhanguera esclarece que os problemas com o uso dos anticoncepcionais para as fêmeas podem vir tanto a curto, médio ou a longo prazo. “Existem fêmeas que na primeira aplicação desenvolvem os efeitos colaterais e têm fêmeas que passam a metade do ciclo reprodutivo sem problemas. Hoje dentro da classe da Medicina Veterinária nenhum profissional recomenda o uso de anticoncepcional, pois os efeitos prejudiciais são bem maiores que os benefícios”.

gata e filhotinhos gato

Para o especialista, a população deve ser conscientizada sobre os benefícios da castração. “Esse não é um ato de penitência ao animal, mas um ato de amor, uma forma saudável de se manter o controle populacional e evitar os prejuízos que os anticoncepcionais causam nos animais”, finaliza.

Fonte: Medicina Veterinária da Anhanguera de Anápolis

Hospital Veterinário da UNG fornece serviços com preços baixos

Consultas devem ser agendadas com antecedência, exceto em situações de emergência

O Hospital Veterinário da Universidade Univeritas/UNG retomou os agendamentos para o atendimento de animais de grande e pequeno porte. Embora não sejam gratuitas, as consultas e cirurgias do hospital veterinário são em média 50% mais em conta do que em clínicas particulares. Os valores são destinados a manter e repor os suprimentos.

“O Hospital Veterinário oferece serviço de qualidade por um valor acessível, disponibilizando, também, a opção de parcelamento, favorecendo as pessoas de baixa renda”, explica o coordenador do curso de Medicina Veterinária, Paulo Cesar de Carvalho Ferreira de Freitas. Os atendimentos são realizados por alunos de pós-graduação e docentes da Universidade, enquanto graduandos acompanham os procedimentos.

A clínica faz exames laboratoriais e de imagem, como sangue, urina, fezes, e histopatológicos que verificam a presença de doenças por meio da análise de um tecido celular. O tempo de espera e de atendimento pode variar dependendo do quadro apresentado pelo animal, dos exames que necessitam ser realizados e do fluxo das consultas.

As consultas podem ser agendadas com antecedência, pessoalmente ou por telefone. Casos emergenciais poder ser encaixados mediante análise da equipe.

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Hospital Veterinário da Universidade Univeritas/UNG
Local: Prédio H do Campus Dutra
Rua: Anthon Philips, 446 – Vila Herminia, Guarulhos, São Paulo
Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h3
Informações: Telefone (11) 2423-7601

Março Amarelo: 50% dos gatos idosos apresentam problemas renais, alerta especialista

De acordo com o veterinário Alexandre Daniel, da campanha Março Amarelo, diagnóstico precoce é a principal ferramenta para aumentar a sobrevida dos animais

Uma doença silenciosa e incurável, que já afeta metade dos gatos idosos no Brasil. A doença renal crônica (DRC) é atualmente o mal mais comum em felinos acima dos 12 anos de idade e a causa de morte de milhares de animais de estimação todos os anos. A boa notícia é que, embora ainda não exista uma cura para a doença, a DRC pode ser controlada quando diagnosticada em seu estágio inicial, garantindo uma sobrevida de até cinco anos aos animais.

Buscando informar os tutores sobre a doença e conscientizá-los sobre a importância de se fazer exames regulares em seus gatos e manter um acompanhamento veterinário especializado, a campanha Março Amarelo, idealizada pela Elanco Saúde Animal, chega à sua quarta edição em 2019 com o tema “A importância da medicina preventiva e a estruturação de programas de saúde por faixa etária na clínica.”

“O diagnóstico precoce aumenta a expectativa de vida dos animais. Quanto antes for diagnosticado o problema, maior é a possibilidade de prolongar a vida do paciente”, diz o médico veterinário Alexandre Daniel, uma das maiores autoridades brasileiras no assunto e consultor do Março Amarelo, lembrando que cerca de 50% dos gatos idosos no Brasil já apresentam algum grau de disfunção renal.

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É preciso atenção redobrada por parte dos tutores, já que a DRC apresenta sintomas apenas em estágio avançado, quando os rins já estão com 75% de suas funções comprometidas — o que torna os check-ups periódicos fundamentais para a identificação da doença em fase precoce e o tratamento adequado, evitando assim o sofrimento do animal.

De acordo com Alexandre Daniel, a DRC é tradada por estágios, que variam de 1 a 4. “O paciente que é diagnosticado no estágio 2 tem uma sobrevida média de cinco anos. Já no caso do paciente que é diagnosticado no estágio 3, a sobrevida cai para dois anos. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais prolonga a vida do animal”, afirma o especialista.

A recomendação dos veterinários é para que os gatos de meia idade, a partir dos 10 anos, façam os exames uma vez ao ano. A partir dos 14 anos, a cada seis meses. Caso haja alterações nos resultados ou o animal apresente algum tipo de sintoma, como perda de peso, ingestão excessiva de água ou aumento do volume de urina, é necessário procurar um profissional especializado para entender o melhor tratamento, que é feito caso a caso.

“Existem vários fatores que precisam ser levados em consideração. Pacientes que têm pressão alta podem viver menos, pacientes com variação na concentração de fósforo também podem viver menos, gatos com proteína na urina também, mas é possível controlar com fármacos, como o Fortekor, da Elanco”, explica o veterinário.

Março Amarelo

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O Março Amarelo é uma ação de conscientização para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença renal crônica em gatos. Idealizada pela Elanco, uma das empresas líderes em saúde animal em todo o mundo, a campanha chega à sua quarta edição em 2019 com o objetivo de engajar tutores e médicos veterinários em prol da saúde dos animais.

“O Março Amarelo é hoje mais do que uma campanha, já é uma causa”, afirma Eliane Estephan, gerente de Marketing e Serviços Técnicos para Animais de Companhia da Elanco. De acordo com a executiva, a campanha é nacional e está focada em dois pilares de atuação: atualização técnica dos veterinários e conscientização dos tutores para os perigos da DRC.

“Oferecemos aos profissionais diversos materiais atualizados sobre o tema, com alta aplicabilidade na rotina clínica. Já os tutores são impactados através das campanhas de comunicação, por meio de postagens nas redes sociais da Elanco e de clinicas engajadas na causa e de vídeos educativos sobre a doença, os principais sintomas e formas de tratamento”, explica Eliane. “Em três anos de campanha, já alcançamos mais de 10 mil clínicas veterinárias em todo o Brasil e impactamos cerca de 5 milhões de pessoas por meio das mídias sociais.”

Sobre o Fortekor 5TM

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Fortekor 5TM é um medicamento fabricado pela Elanco indicado para o tratamento de doença renal crônica em gatos e da insuficiência cardíaca congestiva em cães. Composto pelo cloridrato de benazepril, um importante inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA), o Fortekor 5TM vem em comprimidos palatáveis que auxiliam na administração diária do medicamento.

Ginger tem este problema

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Ginger abraçando Ringo, que ela trata como seu filho

Eu tenho uma gata com este problema, a Ginger. Não sei a idade correta dela, pois eu a resgatei da minha rua, em 2012. Naquela época, ela devia ter entre três e quatro anos, portanto, já passou dos dez. Ela apresentou a doença após todos meus gatos ficarem doentes por terem pego rinotraqueíte do gato do vizinho. Sim, pelo ar.

Ela não melhorava e, um dia, meio sem ser proposital, senti o hálito dela. Como eu já tinha tido uma gatinha com o problema, achei que o odor era parecido e comentei com os veterinários que a tratavam. Fizeram exame de sangue e veio a comprovação. Desde esta época, ela come ração especial e faz fluidoterapia, ou seja, toma soro, de forma subcutânea, duas vezes por semana.

Como tenho outros seis gatos, e a maioria deles já passou dos oito anos, vira e mexe, faço exames de sangue para ver como andam a ureia e a creatinina. E Ginger faz acompanhamento também. Quanto antes descobrir o problema, melhor. Prevenção é tudo!

 

Hábitos, alimentos e sedentarismo são fatores de risco para os pets

Os animais estão obesos. É o que revela a última pesquisa divulgada mundialmente, da Mars Petcare: 59% dos cães e 52% dos gatos se encontram nessa condição. Segundo os dados, o excesso de peso pode afetar as funções cardiopulmonares, locomoção, acarretar doenças no órgão reprodutor, aumentar a predisposição a diabetes e a incidência de transtornos cutâneos.

O número de casos da doença cresce nos animais pelos mesmos motivos que tem aumentado nos seres humanos, sedentarismo e má alimentação. Muitos tutores acreditam que ao oferecer guloseimas como chocolate, pão, entre outros alimentos tipicamente humanos aos pets, estão entregando amor e carinho ao seu animal.

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Porém, a médica veterinária do Hospital Veterinário Cão Bernardo, Carolina Ferreira, afirma que a prática é extremamente prejudicial. “Além do risco de infecção, o bicho não precisa desse alimento, que é nosso. Muitas substâncias, inclusive, não são totalmente digeridas pelo organismo deles, portanto, não podem ser dadas”, afirma.

Há ainda os pets que são mais propensos a engordar, os mais velhos e também os castrados, todos exigem cuidados redobrados. Assim como raças mais inclinadas a obesidade, como Beagle, Pug, Bulldog inglês, Labrador, Cocker, Rottweiler, Terra Nova, Boxer, Pastor Alemão e Shih Tzu. No caso dos gatos, os mistos ou mestiços têm maior chance de desenvolver a doença.

Carolina ainda orienta como escolher a ração ideal para o pet: “O ideal é conversar com o especialista que cuida do animal para avaliar qual a melhor ração, porque há opções especiais para cães que já se enquadram no quadro de obesidade”. É preciso analisar as necessidades do animal para escolher a alimentação mais adequada para a idade e o porte.

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Outra opção para ajudar no controle de peso é fracionar a refeição, o pet precisa se alimentar de duas a quatro vezes por dia. Os vilões da obesidade são os petiscos extras, por isso, a dica é não consumir alimentos na frente do bichinho. “É preciso evitar alimentar o pet toda vez que comemos, a nossa dieta não é igual a dele. É interessante ter um horário e um padrão de refeições por dia”, finaliza a médica.

Fonte: Hospital Veterinário Cão Bernardo