Arquivo da categoria: viagem

Mulheres que viajam sozinhas: histórias para conhecer e se inspirar

O hábito de viajar sozinha tem ganhando força entre as mulheres. Os números mostram que, ao longo dos anos, elas têm optado cada vez mais por se aventurar em viagens sem companhia.

Um levantamento feito pela empresa MaxMilhas, demonstra que entre os anos de 2019 e 2020 houve um aumento de 8% no número de mulheres que compraram voos sem acompanhante.

mulher turista praia viagem pixabay
Pixabay

Esse movimento é corroborado por uma pesquisa do Ministério do Turismo, que aponta que o porcentual de mulheres que desejam viajar sozinhas (17,8%) é maior do que o de homens que desejam fazer o mesmo (11,8%).

Porém, em comparação ao resto do mundo, esse índice ainda é baixo. Uma pesquisa realizada pela British Airways, batizada de (Don’t) Come Fly With Me, mostrou que, no mundo todo, 50% das mulheres estão optando por viajar sem acompanhante. Ou sejam, trata-se de um hábito mais recorrente mundo afora.

Porém, partir para uma viagem solo nem sempre é uma tarefa fácil para mulheres, o que acaba desencorajando muitas a fazê-lo. Ainda há muito receio, uma vez que explorar o mundo sozinha pode significar correr riscos, devido à cultura machista disseminada em muitos países do globo.

Para inspirar e incentivar quem deseja embarcar solo, separamos histórias de algumas mulheres com dicas que podem ser o empurrãozinho que faltava para tirar a viagem – seja curta ou longa – do papel.

Assédio e outras violências

A jornalista Kívia Costa, de 33 anos, tem o hábito de viajar sozinha e já conheceu 70 países. Para ela, uma das grandes preocupações da mulher que viaja sozinha é o assédio.

Kívia é uma das diversas viajantes que já sentiu na pele a dificuldade de transitar sozinha pelos lugares. “Sempre tem assédio. Na América Latina é particularmente preocupante, sobretudo no Caribe. No leste e centro da Europa o machismo também é bem forte”, afirma.

Processed with VSCO with  preset
Kívia Costa em frente ao Taj Mahal, na Índia, em 2015 | (Arquivo Pessoal)

A historiadora da arte, Laís Daflon, de 28 anos, relata que o assédio foi um problema em alguns dos destinos visitados. “Onde mais senti isso foi em Roma. Havia homens que puxavam assunto ou faziam algum comentário e, se eu ignorasse, continuavam falando e até me seguindo”, afirma a jovem, que já esteve em países como Tailândia, Camboja e Singapura.

“No Peru também ocorria bastante de ouvir cantadas insistentes na rua, mesmo estando em grupo”, completa.

Processed with VSCO with  preset
Laís Daflon em 2014 durante sua visita pela Caboja | (Arquivo Pessoal)

Já Patrícia Matos, tradutora e doutoranda em Comunicação, de 34 anos, teve uma experiência diferente: “nunca sofri assédio em nenhum local que visitei, só onde moro, no Rio de Janeiro”.

No entanto, para além do assédio, o machismo pode transparecer sob outras formas.

O sexismo por exemplo, pode se manifestar quando tentam impedir uma mulher de fazer algo, sem justificativa além do gênero ou quando há um entendimento de que a viajante não será capaz de fazer alguma atividade que um homem conseguiria.

Kívia diz que isso é uma realidade quando se está sozinha em outro lugar do mundo. “Muitos desconhecidos tentam me impedir de fazer algo porque aquilo ‘é perigoso para uma mulher’. Também há questionamentos constantes sobre onde está meu marido, meu namorado, meu pai… Enfim, onde está o homem”, afirma a jornalista.

Processed with VSCO with  preset
Kívia registrou muitos momentos de seu passeio pelo Deserto do Saara em 2014 | (Arquivo Pessoal)

Laís viveu experiência parecida. “Me perguntaram algumas vezes se meus pais tinham me deixado viajar, mas eu não precisava pedir a permissão deles. Talvez essa pergunta não fosse feita a um homem da minha família”, reflete.

Apesar de conseguir ter lidado bem com o machismo em viagens mundo afora, Patrícia ainda tem receio de viajar para alguns destinos específicos.

“A única coisa que realmente deixo de fazer por ser mulher e ainda não ter companhia é viajar para países reconhecidamente mais difíceis para mulheres, como o Marrocos, que é um sonho que tenho”, lamenta a tradutora.

A desconfiança de Patrícia tem razão de ser, de acordo com o site internacional sobre viagens Asher Fergusoon & Lyric. O veículo levantou dados de diversos países sobre desigualdade de gênero, a fim de enumerar destinos que seriam mais perigosos para as mulheres que viajam sozinhas. Na lista, o Marrocos aparece como a oitava pior nação para uma mulher visitar só.

A pesquisa leva em conta índices de feminicídio, ocorrências de estupros e a porcentagem de mulheres que se sentem confortáveis andando sozinhas na rua em seus próprios países.

Apesar de muitas mulheres temerem territórios mais longínquos, o Brasil figura na lista como segundo pior país do mundo para receber mulheres viajantes. O número, provavelmente é impulsionado pela taxa alarmante de feminicídio no país: a quinta maior do mundo, com uma média de 4,8 assassinatos para cada 100 mil mulheres, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por outro lado, os países considerados mais seguros para mulheres que viajam sozinhas foram a Espanha, Singapura, Irlanda, Áustria e Suíça respectivamente.

Processed with VSCO with  preset
Patrícia em sua viagem pela Espanha, país que chegou a ser sua casa por alguns anos | (Arquivo Pessoal)

Por que viajar sozinha?

Para muitas mulheres, tomar a decisão de viajar sozinha é um processo complicado. Mas, para essas três viajantes, a escolha veio da forma mais tranquila possível.

Kívia, que realizou o desejo de dar a volta ao mundo entre 2013 e 2014, relembra que encarou todo o processo com naturalidade. “Era um sonho antigo e sempre via minha mãe viajando sozinha, achava isso muito normal”, afirma.

Laís decidiu voar sem companhia depois de acompanhar várias histórias de pessoas que viajavam sozinhas em fóruns virtuais. Porém, a jovem admite que essa escolha chocou algumas pessoas que conhecia.

“Ouvi muitas perguntas sobre minha coragem. As pessoas ficavam chocadas e diziam que nunca teriam a mesma coragem ou que achavam que não iriam gostar da experiência”, relembra.

Viajar sozinha pode garantir uma experiência enriquecedora. Além de ser mais fácil planejar a viagem – visto que não é preciso conciliar agendas e gostos para comprar a passagem aérea – a vivência do destino pode ser mais completa, pois é preciso estar mais atenta aos detalhes, se informar bem sobre o que fazer e como chegar.

Outros benefícios são a possibilidade de conhecer pessoas novas e o amadurecimento. Afinal, especialmente em viagens longas, é preciso tomar decisões e fazer acompanhamento do orçamento.

Patrícia tinha certeza de sua vontade de viajar sozinha desde cedo. “Nunca considerei viajar de outra forma. Valorizo muito minha independência e a minha liberdade, difícil pra mim é viajar com outras pessoas, ter que conciliar planos e expectativas”, afirma a tradutora.

Processed with VSCO with  preset
Na Espanha, Patrícia conheceu várias cidades como Sevilha, Granada, Madri, Salamanca e Barcelona | (Arquivo Pessoal)

Dicas para as viajantes solo

Além de escolher um destino que passe segurança, uma boa dica é procurar outras mulheres que já passaram por essa experiência, para conhecer um pouco mais sobre sua vivência.

Se for o caso de não conhecer ninguém pessoalmente, há fóruns digitais destinados para isso.

“Existem muitos grupos online para falar sobre o assunto, com dicas de hospedagem, indicações de lugares mais seguros, além de haver mulheres combinando de se encontrar em alguma cidade”, indica Laís.

Processed with VSCO with  preset
Laís conheceu o mar tailandês em 2015 | (Arquivo Pessoal)

Quando se opta por serviços como o Airbnb, por exemplo, um passo essencial é checar várias vezes as referências e avaliações sobre a hospedagem e o hóspede.

Se a mulher for viajar sozinha pela primeira vez e pretende se hospedar em um hostel, procurar locais que disponibilizem quartos exclusivamente femininos pode ser uma boa ideia. Eles costumam ser um pouco mais caros do que os mistos mas podem ajudar muito no sentimento de confiança da viajante.

Seguem outras dicas para viajar sozinha que podem ser bastante úteis:

aeroporto viagem mulher pixabay 2

Bagagem leve: como será preciso monitorar a mala a todo momento, inclusive indo com ela a locais como o banheiro, carregar muito peso pode atrapalhar bastante. Nesse caso, vale considerar levar a boa e velha mochila.

turista viagem desenho pixabay

Informação salva: logo ao chegar ao destino, vale checar com o hotel se há pontos da cidade perigosos para andar sozinha. Na rua, priorizar famílias, mulheres e funcionários de lojas e restaurantes ao pedir informação é mais seguro.

tech_neck mulher checando celular

Mantenha-se conectada: é essencial ter em mãos contatos de emergência e da embaixada, caso a viagem seja para outro país.

“Não dá pra ser ingênua e é sempre bom estar atenta, mas deixar de viajar por medo definitivamente não é a solução”, afirma Patrícia, que lança mão de aplicativos e grupos digitais, como o ‘Couchsurfing das Minas’, para buscar hospedagem entre mulheres. “Tem mais gente boa do que ruim no mundo e durante minhas viagens sempre fui muito bem acolhida por todos”, conclui otimista.

Vai curtir o Carnaval? Cuidado com os alimentos de rua!

Durante os dias de folia do Carnaval, quem se diverte ou trabalha acaba consumindo produtos e bebidas clandestinos na rua. Além de intoxicações alimentares, ingerir alimentos de origem animal não fiscalizados pode ser a porta de entrada para doenças transmitidas dos animais aos homens, as chamadas zoonoses, como tuberculose e brucelose, além de outras enfermidades.

Para garantir a segurança alimentar da população, os médicos-veterinários das Vigilâncias Sanitárias (Visa) reforçam, nesta época, a fiscalização do comércio de produtos de origem animal, como carne, queijos, ovos, peixes e mariscos. O objetivo é prevenir a venda e o consumo de alimentos sem adequações sanitárias, que ofereçam riscos à saúde pública e transmitam doenças.

Na hora de comprar esses produtos, o ideal é conferir as condições de higienização, embalagem e refrigeração do produto, além de verificar se nos rótulos há o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), dos municípios (SIM) ou estados (SIE). É importante também prestar atenção se existe um funcionário exclusivo para manusear dinheiro, para não haver a contaminação cruzada.

“Todo produto de origem animal deve ser registrado no órgão de agricultura federal, estadual ou municipal. Quando não há registro, ele certamente vem de um estabelecimento clandestino, onde não há qualquer controle de qualidade, programa de autocontrole e presença de um responsável técnico médico-veterinário. É um risco ao consumidor”, explica a médica-veterinária Aline Pinheiro Borges, integrante da Comissão Nacional de Tecnologia e Higiene Alimentar do Conselho Federal de Medicina Veterinária (Contha/CFMV).

comida de rua churrasco pixabay

A melhor opção, sugere Aline, “é evitar o consumo desses alimentos quando manipulados por ambulantes, pois, normalmente, a conservação não é feita sob temperatura adequada e não há água para higienização das mãos antes e após a manipulação. Quando já preparados previamente, não tem como ter a rastreabilidade do produto e não há como saber quem é o fornecedor”.

Carnaval no Rio de Janeiro (RJ)

comida de rua salsicha pixabay
Pixabay

Aline Borges atua, desde 2003, como coordenadora de Alimentos da Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro. Ela explica que, no Rio, na época do carnaval, são realizadas ações de fiscalização em todos os estabelecimentos localizados nas rotas dos principais blocos. Bares, restaurantes, hotéis e quiosques da orla são visitados.

Durante as inspeções, são verificadas as condições estruturais e higiênico-sanitárias do local, assim como o fluxo de manipulação e características sensoriais dos alimentos. Além disso, são realizadas verificações prévias na Cidade do Samba. Ali os médicos-veterinários avaliam a manipulação e higiene dos refeitórios dos trabalhadores. Terreirão do Samba e Sambódromo também estão na rota.

“O objetivo do nosso trabalho é orientar a montagem das instalações para os dias do evento. Realizamos reuniões de alinhamento com os organizadores do evento, fornecedores de alimentos e bebidas esclarecendo os pontos que serão cobrados durante o evento, sempre pautados nas legislações sanitárias vigentes”.

Folia em Salvador (BA)

acaraje- pixabay
Pixabay

Em Salvador, a ação da Vigilância começou em janeiro, com a intensificação das inspeções prévias em restaurantes, bares, lanchonetes, hotéis, motéis, drogarias e outros estabelecimentos situados em todos os percursos da folia.

Profissionais de diversas áreas de atuação e técnicos da Visa vão se revezar dia e a noite, durante o período do carnaval. Neste ano serão mais de 20 médicos-veterinários inspecionando estabelecimentos e orientando ambulantes.

“O objetivo é prevenir a venda e o consumo de alimentos sem adequações sanitárias, que ofereçam riscos à saúde pública e transmitam doenças”, explica a médica-veterinária Elenaide de Paula Lyra, da Comissão de Alimentos do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA), fiscal de controle sanitário da capital.

Elenaide explica que dez pontos dos circuitos da folia contam com pórticos, que são estruturas fixas da Vigilância Sanitária para as ações de inspeção. “Diariamente, serão fiscalizadas e notificadas as irregularidades nos trios elétricos, carros de apoio, camarotes, bares, restaurantes e hotéis, além dos comércios informais, como balcões de alimentos, baianas de acarajé e ambulantes. Serão verificadas as condições de higiene, manipulação e comercialização de alimentos; se há ponto de água potável; se estão comercializando produtos clandestinos, bebida sem rótulo, fora do prazo de validade, gelo de indústrias clandestinas, mercadoria deteriorada. Enfim, o trabalho dos fiscais visa evitar surtos alimentares e intoxicações causadas pelo consumo de produtos sem as adequações sanitárias exigidas por lei”, completa.

Maceió (AL)

espaguete comifa rua pixabay

Cinco médicos-veterinários das equipes da Gerência de Alimentos de Maceió (AL) iniciaram os trabalhos de inspeção, na semana passada, no Jaraguá Folia, no tradicional bloco do Pinto da Madrugada, nas Pecinhas de Maceió e no Vulcão. Durante os dias de Carnaval, os profissionais vão trabalhar em oito polos da prefeitura, junto aos ambulantes, por meio de inspeções. Eles vão verificar questões como acondicionamento, manipulação dos alimentos, higiene pessoal dos vendedores e condições de utensílios e caixas térmicas.

Boa Vista (RR)

milho cozido comida rua pixabay

Na capital de Roraima, as fiscalizações serão realizadas na Praça Fábio Marques Paracat, local tradicional das festas de carnaval da cidade, onde há mais de cem espaços reservados para oferecer comidas típicas e bebidas.

A equipe é coordenada por um médico-veterinário mais dez profissionais que atuam como agentes de fiscalização. Eles observarão as condições de higiene, manipulação e acondicionamento dos alimentos. A festa vai de sexta-feira (21) até quarta-feira de Cinzas (26).

Fonte: Assessoria de Comunicação do CFMV, com a colaboração das equipes de comunicação dos CRMVs Bahia, Alagoas e Roraima

É possível manter uma boa alimentação durante uma viagem de Carnaval?

Quem nunca saiu de uma dieta durante uma viagem? A nutróloga Marcella Garcez explica que manter-se regrado não é tão difícil como parece

Carnaval é época de festa. Mas, para aqueles que não curtem a folia, também de viajar e aproveitar o feriado prolongado para nos desligarmos um pouco da rotina habitual. Porém, essa mudança de rotina geralmente afeta bastante nossa alimentação, pois, quando estamos viajando, acabamos optando por refeições fora de casa – muitas vezes por meio de alimentos de caloria vazia.

“É possível, sim, manter uma alimentação regrada durante uma viagem de carnaval, mas é preciso organização prévia e força de vontade”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

sanduichenaturalvegetariano_foto-min

A dificuldade já começa no local de embarque. “Muitas vezes não temos boas opções para ingerir alimentos saudáveis nos aeroportos e rodoviárias. A saída é se programar antes: compre snacks saudáveis, barrinhas, leve frutas e prepare lanches naturais para levar com você durante o percurso. Dessa forma você garante lanches leves e saudáveis, com o bônus de gastar menos dinheiro”, destaca.

Uma vez que já estamos no local da viagem, não é tão difícil como parece. Marcella sugere não pular nenhuma das grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar), nem as realizar muito distante do horário habitual, pois isso faz com que a rotina se perca, nos deixando mais suscetíveis a sair do foco.

ovos mexidos pao fruta cafe da manha
TheSpruceEats

“Ao acordar, faça um café da manhã reforçado, com frutas, ovos ou iogurte, cereais, aveia etc. Evite pães brancos, bolos e biscoitos. Não saia de casa ou do hotel sem estar bem alimentado, pois a fome virá quando estiver na rua, e as opções diversas que a rua oferece pode acabar te seduzindo”, alerta.

Quanto ao almoço e ao jantar, o ideal é preparar a própria refeição. Como nem sempre é possível – e nem mesmo desejável –, nesse caso dê preferência a restaurantes que possuem opções saudáveis e nutritivas. “Escolha alimentos naturais, incluindo os molhos, temperos e bebidas. Ainda que seja tentador, não exagere na sobremesa”, sugere a especialista.

Alimentos-que-auxiliam-a-digestao

Durante os passeios, evite comer petiscos de ambulantes, pois não se sabe a procedência do alimento e ninguém quer correr o risco de passar mal durante uma viagem, não é? Recorrer aos fast-foods? Nem pensar.

“Para esse tipo de passeio, a dica é a mesma do local de embarque: prepare previamente o que for consumir. Lanches naturais são sempre uma ótima opção, pois matam a fome de maneira saudável. Uma visita a mercados que vendem alimentos frescos locais sempre é um bom programa e uma oportunidade para se abastecer de snacks saudáveis e frutas para os passeios. E não se esqueça de se hidratar bastante, preferencialmente tomando água”, ressalta.

mulher bebendo agua na praia

Por fim, a pergunta que não quer calar: não posso comer nada fora da dieta? A nutróloga esclarece: “Pode. Tudo é uma questão de equilíbrio. É claro que, muitas vezes, em uma viagem, queremos conhecer a cultura local e seus pratos típicos e isso deve ser incentivado. Só não vale exagerar e comer ‘errado’ em todos os dias da viagem, pois dessa forma a dieta vai por água abaixo, além do fato que a má alimentação prejudica nossa saúde”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Alentejo é eleito uma das seis melhores regiões vinícolas para visitar em 2020

Região foi a única de Portugal na lista da prestigiosa revista Condé Nast Traveler

O Alentejo, maior região de Portugal, foi eleito pela prestigiosa revista de turismo Condé Nast Traveler como uma das melhores regiões vinícolas para visitar em 2020. A publicação utilizou a opinião dos mais importantes especialistas em vinho dos Estados Unidos para a elaboração da lista.

20160623_GONCALO VILLAVERDE_0319 - QUINTADO QUETZALExperiência da vindima para turistas - Casa de Campo Vila Galé - Adega Santa Vitória - Crédito VictorCarvalho.com.brPiquenique - Alentejo - Credito Manuel Gomes da Costa

Segundo a matéria, tanto os vinhos tintos quanto os brancos, feitos principalmente com uvas autóctones, como a touriga nacional, aragonez e alicante bouschet, são as atrações mais importantes da região. A publicação também destacou as adegas alentejanas e o design vanguardista de algumas delas.

Prova de Vinhos na Quinta do Quetzal - CREDITO GONCALO VILLAVERDEProva de Vinhos - Herdade dos Grous - Credito Turismo do Alentejo

A revista conversou com Michele Gargiulo, sommelier do Jean Georges Philadelphia, restaurante do hotel Four Seasons. A especialista afirmou que há muitos produtores que fazem vinhos fantásticos no Alentejo, exaltando a qualidade excepcional das bebidas e seus preços excelentes.

Prova de vinhos no Alentejo_Crédito - Divulgação Turismo do Alentejo

A região tem muito a oferecer aos enófilos: não apenas é possível provar os vinhos locais, mas também conhecer onde e como são produzidos, participar de degustações variadas, fazer harmonizações de vinhos com a saborosa gastronomia local e mesmo, durante as vindimas, que acontecem em agosto ou setembro, participar da colheita ou da pisa das uvas.

Casal degustando vinhos em casa típica, Alentejo_Crédito - Divulgação Turismo do Alentejo

Há vinícolas espalhadas por todo o território alentejano. Além do enoturismo, o Alentejo convida os viajantes a conhecerem um vasto patrimônio histórico, vilas charmosas e restaurantes deliciosos.

Torre de Palma - Vinhos - Alentejo - DivulgacaoVariedade de vinhos alentejanos_Crédito - Divulgação Turismo do Alentejo

A Condé Nast Traveler também divulgou os resultados de sua tradicional premiação feita com votos dos leitores, e Portugal ficou em terceiro lugar no ranking dos melhores países do mundo de 2019. A pesquisa teve mais de 600 mil votos, e a revista indicou uma viagem pelo Alentejo e seus vinhos, uma região que afirmaram ser fantástica. Para conferir a lista completa clique aqui.

É possível manter uma boa alimentação durante uma viagem?

Quem nunca saiu de uma dieta durante uma viagem? A nutróloga Marcella Garcez explica que manter-se regrado não é tão difícil como parece

Viajar e conhecer novos lugares é uma ótima experiência, muito pelo fato de nos desligarmos um pouco da nossa rotina habitual. Porém, essa mudança de rotina geralmente afeta bastante a nossa alimentação, pois, quando estamos viajando, acabamos optando por refeições fora de casa – muitas vezes através de alimentos de caloria vazia.

“É possível, sim, manter uma alimentação regrada durante uma viagem, mas é preciso organização prévia e força de vontade”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

A dificuldade já começa no local de embarque. “Muitas vezes não temos boas opções para ingerir alimentos saudáveis nos aeroportos e rodoviárias. A saída é se programar antes: compre snacks saudáveis, barrinhas, leve frutas e prepare lanches naturais para levar com você durante o percurso. Dessa forma você garante lanches leves e saudáveis, com o bônus de gastar menos dinheiro”, destaca.

Uma vez que já estamos no local da viagem, não é tão difícil como parece. Marcella sugere não pular nenhuma das grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar), nem as realizar muito distante do horário habitual, pois isso faz com que a rotina se perca, nos deixando mais suscetíveis a sair do foco.

café da manhã viagem.jpg

“Ao acordar, faça um café da manhã reforçado, com frutas, ovos ou iogurte, cereais, aveia etc. Evite pães brancos, bolos e biscoitos. “Não saia de casa ou do hotel sem estar bem alimentado, pois a fome virá quando estiver na rua, e as opções diversas que a rua oferece pode acabar te seduzindo”, alerta.

prato-comida

Quanto ao almoço e ao jantar, o ideal é preparar a própria refeição. Como nem sempre é possível – e nem mesmo desejável –, nesse caso dê preferência a restaurantes que possuem opções saudáveis e nutritivas. “Escolha alimentos naturais, incluindo os molhos, temperos e bebidas. Ainda que seja tentador, não exagere na sobremesa”, sugere a especialista.

Durante os passeios, evite comer petiscos de ambulantes, pois não se sabe a procedência do alimento e ninguém quer correr o risco de passar mal durante uma viagem, não é? Recorrer aos fast-foods? Nem pensar.

praia comida

“Para esse tipo de passeio, a dica é a mesma do local de embarque: prepare previamente o que for consumir. Lanches naturais são sempre uma ótima opção, pois matam a fome de maneira saudável. Uma visita a mercados que vendem alimentos frescos locais sempre é um bom programa e uma oportunidade para se abastecer de snacks saudáveis e frutas para os passeios. E não se esqueça de se hidratar bastante, preferencialmente tomando água”, ressalta.

Por fim, a pergunta que não quer calar: não posso comer nada fora da dieta? A nutróloga esclarece: “Pode. Tudo é uma questão de equilíbrio. É claro que, muitas vezes, em uma viagem, queremos conhecer a cultura local e seus pratos típicos e isso deve ser incentivado. Só não vale exagerar e comer ‘errado’ em todos os dias da viagem, pois dessa forma a dieta vai por água abaixo, além do fato que a má alimentação prejudica a nossa saúde”, finaliza

Fonte: Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Técnicas para evitar desgaste físico e emocional durante longos voos

As cidades do Rio de Janeiro, Florianópolis e Recife são os destinos nacionais com as melhores ofertas para celebrar o Natal e o Réveillon neste ano, de acordo com levantamento realizado pela Almundo – empresa de tecnologia para viagens e agência omnichannel. A expectativa da companhia é que as viagens para o período representem 20% dos pedidos realizados no último trimestre do ano, um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2018.

Considerando as compras realizadas de 1º de junho a 30 de novembro, com datas para embarques e retornos compreendidas entre 20 de dezembro e 10 de janeiro, os destinos nacionais mais buscados em 2019 foram São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Florianópolis, Porto Seguro e Jericoacoara. Na categoria dos internacionais, se destacaram Santiago Do Chile, Buenos Aires, Cusco (Peru), Paris, Miami, Roma, Joanesburgo, El Calafate (Argentina), Lisboa e Madrid, respectivamente.

Voos longos: como torná-los menos cansativo

trombose-aviao

Ainda que viajar seja um dos maiores prazeres da vida, enfrentar longos voos é estressante. Chega um momento em que permanecer muitas horas dentro de um avião se torna desagradável, sem falar que pode afetar a saúde física e mental.

“Nossa energia e motivação atingem o nível mais baixo durante a segunda metade do voo, quando já nos alimentamos, assistimos a alguns filmes e ainda não conseguimos dormir”, afirma Vivian Wolff, especialista em desenvolvimento humano e mindfulness pelo Integrated Coaching Institute (ICI).

Pensando no conforto de quem enfrentará horas de voo neste final de ano, Vivian formulou técnicas simples para você praticar ao longo da viagem, proporcionando bem-estar e evitando desgaste físico e emocional:

– Fique de pé no corredor. Se possível, tire os sapatos. Esse exercício aumenta o fluxo sanguíneo para os pés e, finalmente, para o resto do corpo. Enquanto inspira, levante os calcanhares. Ao expirar, solte os calcanhares e levante os dedos dos pés. Balance para frente e para trás por cinco respirações, focando toda sua atenção nesse vai e vem.

– Mexer o tronco para cima alonga e revigora. Fique de pé. Faça uma respiração profunda e coloque os braços esticados acima de sua cabeça, como se fosse tocar o teto do avião. Ao inspirar, estique um pouco mais o braço direito acima da cabeça, como se fosse colher uma fruta bem no alto de uma árvore. Exale e traga o braço de volta. Inale e faça o mesmo com o braço esquerdo sempre com consciência e presença. Repita por 5 respirações.

– Lembre-se de respirar, levando sua atenção para o movimento do ar entrando e saindo de seu corpo. Chamar nossa atenção para a respiração regula nossa resposta ao estresse e melhora o humor. Antes de entrar no voo, você pode baixar alguma meditação guiada que te ajude a relaxar, sem criar expectativas ou pressa para chegar.

Estudo revela o que as mulheres buscam quando viajam sozinhas

Pesquisa da Booking.com avalia o que pensam viajantes de Brasil, Argentina, Colômbia e México quando o assunto é o chamado turismo solo

O que buscam as mulheres na América Latina quando viajam? Segundo uma pesquisa* da Booking.com, as atividades preferidas das latino-americanas incluem visitar as atrações turísticas (74%) e caminhar pelas ruas da cidade (73%). Um número parecido (67%) aproveita as férias para conhecer a culinária local e mais da metade (58%) quer curtir a vida noturna do destino.

mulher turista praia viagem pixabay
Pixabay

Atividades como fazer compras e aproveitar programas culturais são mais a cara da turista brasileira: 58% delas dão prioridade a esses passeios, enquanto a média regional é de 52% e 51%, respectivamente. Conhecer gente (41%) e assistir a um evento específico durante a viagem são, no geral, as atividades menos apreciadas das turistas latino-americanas.

Quando estão sozinhas, a acomodação também vira uma prioridade para as viajantes, tanto que sete em cada dez latino-americanas buscam por um local limpo e confortável, em uma região mais central e que tenha boas avaliações de outros hóspedes.

Além disso, as turistas do continente buscam destinos com mais infraestrutura (68%), incluindo meios de transportes mais eficientes e ruas mais iluminadas, e mais policiamento em locais de maior circulação de pessoas e com vida noturna mais agitada (61%). Em seguida no ranking estão pacotes de turismo que incentivem passeios em grupos de mulheres (58%).

De modo geral, quando viajam com outras mulheres — inclusive, quase todas (97%) as viajantes da América Latina se dizem dispostas a se aventurar com amigas pela região -, essas turistas se sentem mais confortáveis para fazer passeios, especialmente à noite (63%), economizam ao dividir acomodação (57%) e se sentem mais seguras (48%). Em meio às brasileiras, estes números sobem, respectivamente, para 65%, 59% e 55%.

viagem mulher pixabay
Pixabay

*A pesquisa foi feita em março de 2019 com 4 mil respondentes de Brasil, México, Colômbia e Argentina, sendo mil por país, com homens e mulheres de 18 a +60 anos que já realizaram pelo menos duas viagens internacionais.

Fonte: Booking.com

Paleta de viagem Autobalm GRL PWDR TheBalm traz cores que podem ser mescladas

O novo modelo vem em embalagem reutilizável equipado com contorno e blushes que podem ser mesclados para criar cor customizada

A orientação é apertar o cinto e preparar o coração para um lançamento que é uma verdadeira viagem. A theBalm pisou fundo no acelerador para apresentar o novo modelo da paleta Autobalm. De “lataria” nova, a versão GRL PWDR Cheeks on the Go vem equipada com dois blushes em tons rosados, um bronzer e um blush iluminador. Autobalm GRL PWDR Cheeks on the Go é para mulheres ousadas.

autobalm4

A paleta de blushes e contorno tem tráfego livre durante o dia e também conta com luz alta de muitos watts de potência para makes noturnas. As três cores mattes podem ser utilizadas individualmente ou calibradas para criar uma cor customizada para diferentes tipos de estradas, ocasiões, climas, humores ou peles. Já o tom cintilante pode ser abastecido para dar um acabamento luminoso e surpreendentemente radiante. Altamente pigmentada, a Autobalm GRL PWDR Cheeks on the Go tem textura aveludada e sedosa que permite facilmente as manobras de mistura.

autobalm2

A embalagem metálica na cor fúcsia é inspirada em placa de carro. Apesar de ser totalmente reciclável, seu design adorável e inspirador, a torna um objeto de desejo totalmente reutilizável. Dentro, a Autobalm GRL PWDR Cheeks on the Go propõe um tour de cores que roda por descolados endereços.

autobalm3

O primeiro check-in é em Houston St, um suave coral. A segunda visita é em Bourbon St, um pêssego com fundo rosado. Depois, é só seguir em frente para encontrar a Bleeker St, um marrom quente para contornos perfeitos. A última parada é na estonteante Fifth St, um rosa perolado digno da elegância e efervescência da avenida mais movimentada do mundo.

Autobalm GRL PWDR Cheeks on the Go ainda vem com garantias tradicionais de fábrica como qualidade; durabilidade; multifuncionalidade; cruelty free; livre de parabenos e sulfatos, além de ter formato anatômico para trânsito sem pedágio em bolsas, clutchs, nécessaires e afins. Nessa viagem da theBalm é permitido acelerar e brilhar sem licença.

autobalm1

Autobalm GRL PWDR Cheeks on the Go: R$ 149,00

Informações: theBalm – SAC (41) 3045-8584 – sac@thebalm.com.br

Ano sabático aos 50 pode ajudar a encontrar novos rumos, mas é preciso planejamento

Muitos sonham em tirar um ano sabático para refletirem, desacelerarem, aprenderem e voltarem revigorados e fortes, para continuar ou dar uma grande virada na vida. O comum é passar esse período, que não precisa ser necessariamente de um ano, em outro país ou cidade, mas isso não é algo obrigatório. O importante é mesmo dar um tempo.

O termo sabático tem origem na palavra hebraica shabat que significa repousar. Na antiguidade, de sete em sete anos, celebrava-se o ano sabático, um período de repouso para as pessoas e para a terra, durante o qual não se podia semear nem colher. No ano sabático ocorria o perdão das dívidas. A intenção era que as pessoas não ficassem pobres. Além disso, também significava a libertação de quem trabalhasse como escravo para pagar seus débitos.

“Um ano sabático é o plano de muitas pessoas que almejam ter um período para o autoconhecimento, um momento para o desafio de lidar com o novo, desfrutar e desconstruir modelos mentais que muitas vezes só pesam, porém não agregam”, afirma a psicóloga clínica Sirlene Ferreira. “A pessoa sente a necessidade de se permitir um momento de introspecção, de elaborar algo, ter contato com novas culturas, com pessoas e lugares desconhecidos”, completa.

Para a psicóloga, as pessoas voltam, sim, modificadas e empolgadas com a experiência, e que vale a pena passar por ela: “Pode ser um excelente momento para simplesmente recarregar as energias, ou até mesmo pensar em novos projetos. Porém, o ano sabático requer elaboração, planejamento, disposição e baixa expectativa”, conclui.

E, a cada dia, mais pessoas que estão chegando aos 50 resolvem dar este repouso, seja na vida profissional ou pessoal. Confira alguns depoimentos:

Causa animal

silvana no canadá 5.jpgsilvana no canadá.jpg

Silvana Andrade, 55 anos, mora em São Paulo, fundadora e presidente da Anda (Agência de Notícias de Direitos Animais), divorciada, sem filhos, São Paulo: “O período que tirei não foi programado, ele ocorreu por conta da morte da minha cachorrinha, Nina, que inspirou a criação da Anda. Aliás, ela mudou minha vida em 180º, pois me tornei ativista e vegana por ela. Então, quando Nina morreu senti uma tristeza profunda e percebi que precisava fazer algo. Três semanas depois, comprei um intercambio, havia completado 50 anos em fevereiro e, em março, deixei o site aos cuidados de outras pessoas e fui para o Canadá para aprender inglês. Para isso, vendi carro e alguns bens para me sustentar por lá, o curso já estava pago. Minha intenção era fazer coisas diferentes para quebrar a dor que sentia. Mudou minha vida completamente, após vivenciar tudo o que passei. Fiquei mais tempo do que imaginava, ia para passar seis meses e fiquei três anos, só voltava em dezembro para cá, passava os meses que lá são mais frios aqui e depois voltava. Continuei na direção do site, mas em um ritmo bem menor, poucas horas por dia. Descansei, mas continuei o ativismo pelos animais. Hoje sou uma cidadã do mundo, tenho amigos em todos os lugares, fiz palestras lá e nos EUA, e essa mudança ampliou muito minhas perspectivas e meu trabalho dentro da causa animal. Eu me sinto renovada e muito jovem aos 55 anos, acho que é muito importante, em algum momento da vida, parar, refletir e ver o que se pode mudar, é recompensador. Resolvi fazer o intercambio aos 50 e foi fabuloso, do ponto de vista emocional, me fortaleci. Você também conhece e vivencia outras culturas e volta melhor. Tirando questões muito particulares, de forma geral, sou melhor e mais feliz por ter vivenciado esse período fora do país”.

Uma nova missão

MARCIA OLANDIM 2MARCIA OLANDIM 1

Márcia Olandim Spinola, 54 anos, mora em Belo Horizonte (MG), foi professora e hoje é missionária MPC (Mocidade para Cristo), divorciada, três filhos: “Sempre gostei de fazer coisas diferentes, e passava por um divórcio conturbado, daí resolvi dar uma parada, li sobre ano sabático em um site e achei interessante. Tinha 48 anos quando fui e fiz 49 lá. Queria fazer algo novo, descansar e começar outro ciclo. Eu me preparei primeiro lendo e estudando, tinha um emprego muito bom, era coordenadora em uma escola e tinha três filhos adultos. Pedi demissão e me preparei financeiramente. O dinheiro teria de dar pra viagem e para manter a casa aqui. Emocionalmente, me preparei também para ficar longe, mas tenho um jeito meio livre e tranquilo. Sou extrovertida, corajosa, esta parte foi fácil. Fui para Naples, na Flórida, Estados Unidos. Pesquisei sobre a cidade, cultura e tal. Conhecia os EUA como turista e havia um casal conhecido que me recebeu com muito carinho. Minha intenção era sair do país, fazer algo novo, conhecer gente e ter um tempo livre para servir as pessoas. Você tem de ir com o coração aberto e curtir. Trabalhei em uma revista de negócios que seria publicada no Brasil colaborando nos textos; fui organizer na casa de uma acumuladora; morei na casa de uma colombiana e estudei inglês em um college. Mudou tudo na minha vida, tomei gosto de servir as pessoas. Voltei e fui trabalhar em uma escola, mas pedi demissão depois de uns meses e me tornei missionária. Falo do amor de Deus por meio de Jesus. Faço capelania escolar, servimos professores, alunos, famílias. Levo projetos sociais, aconselhamento, conto histórias com valores para crianças. Valeu muito à pena, tenho vontade de fazer de novo. Aconselho, mas precisa pesquisar, não tomar decisão na emoção, e se planejar, pois você fica longe da família, da zona de conforto. Esse período mudou toda minha perspectiva de vida, e de pessoas próximas a mim, meu filho mais novo foi para lá com 20 anos me visitar, e não voltou. Já os outros dois ficaram mais independentes. A Bíblia diz para ampliar suas tendas, olhar mais longe. Não penso na minha idade, vejo jovens sem ânimo, com medo de viver, com a cabeça tão engessada. Parecem ter mais de 100 anos. Minha cabeça é muito jovem, mas gosto da maturidade porque coisas que me faziam sofrer aos 30, não me atingem mais. Curto de forma vibrante, sei quem sou e qual meu propósito na Terra, convivo bem com o envelhecer, estou bem comigo, cheia de vigor e faço planos como se tivesse 20 anos”.

Ser e não só fazer

DENISE NA ISLANDIA DE BIKEDENISE EM LONDRES

Denise Alves, 52 anos, mora em São Paulo, Engenheira Química de formação, atuou como executiva em marketing, inovação e sustentabilidade por mais de 20 anos, casada, sem filhos: “Saí da Universidade e fui direto trabalhar, primeiro na Unilever (7 anos) e, depois, na Natura (14 anos). Achei que já tinha vivido dentro das paredes e das salas de reuniões por muito tempo. Precisava respirar outros ares, transitar em novos ambientes, ter um tempo livre para pensar na vida, desenvolver outras habilidades. Acredito que para nos desenvolvermos temos que nos colocar em posições diferentes, de desconforto, e o sabático pode possibilitar isso. Tinha 48 anos na época e a proximidade dos 50 pesou por um lado. Tive dúvidas do tipo: será que ao voltar vou ter meu emprego ainda ou será que vou me adaptar novamente ao mundo executivo? Por outro lado, meus anos de estrada me possibilitaram ter uma boa reserva financeira. O fato de não ter filhos também ajudou. Meu chefe na época é o atual presidente da Natura. Quando da minha avaliação de desempenho, no começo de 2014, conversamos, coloquei meu desejo de fazer um sabático no ano seguinte, combinamos quais deveriam ser minhas entregas até lá e acordamos os prazos. A Natura já tinha uma política permitindo o período sabático, de no máximo dois anos, e vários funcionários já haviam saído. Portanto, não era um “big deal”. Financeiramente, foram minhas economias que me permitiram sair tranquila. Fiz todos os cálculos de quanto gastaria em dois anos. Mas, entramos em uma supercrise em 2015 e a desvalorização do real foi tremenda, quase furou todos os meus planos. A intenção, primeiramente, era fazer um mestrado. Cheguei a ser aprovada, mas na hora de pagar a primeira anuidade da escola, a libra estava mais de 6 reais. Havia saído no pior período possível, no começo de 2015, quando o real começou a desvalorizar. Daí, achei que não valia a pena. Fui com minha esposa para Londres, morei lá um ano, estudei inglês, depois viajei pela Europa. Compramos duas bicicletas dobráveis e por todas as cidades andávamos só de bike. Fomos aos países escandinavos, depois um mês na Islândia, de lá para o sul da França, onde aluguei uma casa por um mês e percorremos a região de carro. Sabático é para ser e não só fazer. Na volta, mudou tudo na minha vida, saí da Natura e montei minha própria consultoria. Fui Diretora de Sustentabilidade da Natura por 4 anos e esta bagagem me permitiu montar a GOM, minha própria consultoria em sustentabilidade, juntamente com a Touch Branding e a Touch Green, uma extensão da Touch Branding, especializada em posicionar marcas de um ponto de vista social e/ou ambiental. Valeu muito à pena. Acho que é superimportante dar “rebooting na máquina” de tempos em tempos. Quem tem mais de 50, hoje em dia, passou por tantas mudanças que hoje está superescolado (não confundir com descolado). Quando entrei na Unilever, como trainee em 1993, havia só um microcomputador para todos os trainees. Não tinha mail! Não havia internet, nem Google, nem celular. Dependendo de quando a pessoa nasceu, nem consegue imaginar um mundo assim. O ideal era ser engenheiro, médico ou advogado. O sonho dos pais era que entrássemos no Banco do Brasil, na Petrobrás ou em algum emprego público. Imagine o quanto minha geração já teve que se adaptar nestes últimos 26 anos e como estamos escolados. Esperei na fila do orelhão para ligar para a mãe, hoje é só pegar o celular. Viajava reservando hotel em Budapeste, por telefone, sem saber ao certo o que ia encontrar lá. Hoje, é só entrar no Booking, no Airbnb, pronto, tudo resolvido. Nós, os cinquentões, tivemos o privilégio de ter vivido e estarmos vivendo todas essas mudanças. Para mim, é um privilégio. A mudança me faz correr atrás, me faz ficar esperta, me faz crescer. Por outro lado, nem todo mundo gosta de tanta mudança e quem não for se atualizando ou já perdeu ou vai perder o bonde em breve, porque a tecnologia está promovendo mudanças exponenciais, em todos os aspectos da nossa vida. As relações estão mudando, o trabalho está mudando, os valores estão mudando, enfim tudo. E a uma velocidade surreal. Mas também como temos referências, pra gente algumas coisas são bem chatas! Só para deixar claro que não é tudo cor de rosa, achava mais legal o tempo que íamos aos museus e não tinha fila para tirar self ao lado da obra de arte. Que não tinha nenhum ‘mané’ atendendo o celular no meio do filme! E outras coisinhas aqui ou ali. Mas isso é tão pequeno comparado à quantidade de coisas legais que existem hoje. Em suma, ter 50 é muito bom, se você tem consciência de tudo isso”.

Quatro dicas para cuidar da pele durante viagens de avião

Especialista da Onodera indica truques simples e rápidos que ajudam a manter a hidratação facial

Durante o período de férias muita gente se prepara para viajar de avião. Neste cenário, além de todos os preparativos que antecedem a viagem, é necessário pensar nos cuidados com a pele do rosto. “Dependendo do tempo de voo, é comum sentir a pele rígida, mais enrugada e com coceira. Isso acontece devido a pressurização, ar condicionado e quantidade menor de oxigênio, fatores que favorecem a perda de água da pele”, explica Thaís Carvalho, fisioterapeuta dermato-funcional da Onodera Estética.

Para quem está de malas prontas e deseja enfrentar a viagem sem desconfortos, a especialista separou algumas dicas. Confira:

limpeza pele mulher

1 – Prepare a pele: um dia antes de viajar, lave o rosto com água morna e aplique uma máscara de hidratação seguida de um creme para fortalecer a pele e prevenir a desidratação durante o voo.

alimentação-saciedade
Foto: Shutterstock

2 – Hidrate-se: reforce a ingestão de líquidos e invista em alimentos que tenham alto teor de água, como frutas e saladas. Evite bebidas alcoólicas e comidas ricas em gordura, sal e açúcar, que aceleram a perda de água do corpo.

shutterstock mulher pele rosto
Foto: Shutterstock

3 – Evite maquiagens pesadas: em vez da base, que é mais pesada, opte pelo uso de um BB ou CC Cream. Para voos longos, lembre-se também de retirar a maquiagem para que a pele possa respirar e se regenerar naturalmente.

pexels protetor labial lábios
Pexels

4 – Arrume a nécessaire: invista em lencinhos para remover a maquiagem e o excesso de oleosidade. “Protetor labial, hidratante e água termal também são ótimos produtos para serem usados durante a viagem. Não esqueça de colocá-los na bagagem de mão e conferir a medida permitida”, finaliza.

Fonte: Onodera Estética