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O que são os vírus de origem alimentar e como podem ser evitados?

Gastroenterite e hepatite são as síndromes mais comumente relatadas de vírus transmitidos por alimentos. A contaminação de alimentos com vírus patogênicos é causada por práticas de higiene inadequadas na linha de produção ou contato do alimento com dejetos animais ou esgoto.

Por conta do novo coronavírus, readequamos nossa higiene e passamos a nos preocupar mais com tudo aquilo que entra em nossa casa, desde pessoas que nos visitam até uma simples compra de mês para abastecer a despensa. E, com relação aos alimentos, esses cuidados já deviam fazer parte da nossa rotina há anos, porque existem vírus cuja origem provém de alimentos e bebidas.

“Eles são tipicamente e altamente resistentes a fatores ambientais, como baixo pH (acidez) e calor. Isso os torna persistentes, de modo que podem permanecer infectantes por mais de um mês em alimentos e água. Como se originam nos intestinos de humanos e animais, esses vírus se espalham predominantemente por fezes e outros fluidos corporais. A contaminação de alimentos com vírus patogênicos é frequentemente causada por práticas de higiene inadequadas na linha de produção ou no contato do alimento com dejetos animais ou esgoto”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

“Gastroenterite e hepatite são as síndromes mais comumente relatadas de vírus transmitidos por alimentos”, completa a médica.

Os alimentos mais comumente associados a vírus de origem alimentar incluem mariscos, que são colhidos perto de esgotos humanos, carnes malcozidas, bem como frutas e vegetais, orgânicos, que são cultivados em solos fertilizados com resíduos de animais. “Mesmo se os sistemas de esgoto forem tratados, a remoção do vírus e a eficiência da remoção dependem de quanta carga viral está presente”, diz a médica.

Embora muitos tipos diferentes de vírus gastrointestinais possam ser encontrados em humanos, a gastroenterite causada pelo norovírus humano e o vírus da hepatite A (HAV) são relatados predominantemente com vírus transmitidos por alimentos. Outros vírus, incluindo enterovírus, sapovírus, rotavírus, astrovírus, adenovírus e vírus da Hepatite E, também foram associados às transmissões por meio de alimentos e água.

Norovírus

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O norovírus causa gastroenterite, cujos sintomas são diarreia, vômito, febre, dores de cabeça e dor abdominal. “As causas bacterianas de gastroenterite incluem Campylobacter, que está associada a alimentos crus ou malcozidos, Salmonella, que geralmente é encontrada em carnes ou ovos, e Listeria, que pode estar presente em alimentos prontos. Eles causam sintomas como diarreia, vômito e febre, mas também podem levar a doenças potencialmente fatais e morte”, diz a médica. Em todo o mundo, o norovírus é a causa mais comum de gastroenterite aguda. Cerca de 1 em cada 5 casos em países desenvolvidos são causados por norovírus.

Hepatite A

Outro vírus comum de origem alimentar é a hepatite A, que causa inflamação do fígado. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, náuseas e vômitos, diarreia, dor abdominal e icterícia (coloração amarelada da pele e/ou dos olhos). “O vírus é responsável por 50% dos casos de hepatite e geralmente é autolimitado, o que significa que o patógeno desaparece ou seu hospedeiro morre. No entanto, o vírus da hepatite A raramente pode causar insuficiência hepática (exigindo um transplante de fígado) ou morte”, explica.

Carga global de doenças causadas por vírus transmitidos por alimentos

As doenças transmitidas por alimentos são os principais contribuintes para a carga global de doenças. Os surtos e as doenças associadas não afetam apenas a saúde dos pacientes, mas também aumentam os custos do tratamento e das medidas para prevenir novos surtos. O potencial desses vírus para se espalharem por meio das fronteiras é imenso devido às condições de viagem irrestritas em muitas partes do mundo.

“Portanto, as avaliações de risco em segurança alimentar são as principais prioridades para reduzir o risco de vírus transmitidos por alimentos. Embora esses vírus sejam motivo de preocupação para a indústria de alimentos, alguns países industrializados começaram a monitorar os vírus de origem alimentar apenas recentemente. Devido à falta de métodos de detecção adequados para quantificar a carga viral presente e aos baixos níveis de vírus presentes nos alimentos, o risco de propagação permanece”, explica a médica nutróloga.

Atualmente, o único método usado na detecção de vírus em alimentos é baseado em ácidos nucleicos virais e enfoca os patógenos do vírus da Hepatite A e do norovírus. Porém, para fins de avaliação de risco, torna-se difícil determinar se o vírus detectado leva a uma doença ou não, pois não é possível avaliar se o vírus continua infeccioso ou se torna infeccioso posteriormente. Notícias recentes relatam surtos de Listeria causados por carnes fatiadas e queijos nos EUA e sanduíches em hospitais do Reino Unido que levam à morte de pacientes, mostrando a importância da higiene durante o processo de manipulação dos alimentos.

Os vírus de origem alimentar podem ser evitados?

Para evitar o risco e a propagação de vírus de origem alimentar, a segurança alimentar e a manutenção de uma boa higiene são muito importantes durante o manuseio dos alimentos. “Por exemplo, lavar as mãos e evitar a contaminação cruzada usando diferentes tábuas de cortar para carnes e vegetais pode ajudar a impedir a propagação do vírus. Cozinhar bem em certas temperaturas também pode ajudar a matar os vírus presentes. Alimentos que são consumidos crus ou malcozidos apresentam maior risco de conter vírus de origem alimentar, portanto devem ser higienizados com maior cuidado, particularmente os vegetais orgânicos, que são livres de toxinas, mas podem carregar patógenos”, diz a médica.

“Além disso, os fabricantes de alimentos devem realizar avaliações de risco e educar sua equipe sobre os riscos da falta de higiene durante o manuseio dos alimentos. Isso é fundamental para evitar a propagação dessas doenças”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Verdades e mentiras a respeito das vacinas contra a Covid-19

Profª Drª Lúcia Abel Awad, imunologista com pós-doutorado em doenças infecciosas, esclarece as dúvidas

Há muitos mitos e inverdades sobre as vacinas que estão sendo produzidas para o combate da Covid-19. Para esclarecer as dúvidas, a Profª Drª Lúcia Abel Awad, imunologista com pós-doutorado em doenças infecciosas, respondeu algumas perguntas a respeito do tema.

O Ministro da Saúde afirmou em outubro que, em janeiro de 2021, vai começar a vacinar todo mundo. Mas o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse que a vacina não deve ser disponibilizada para toda a população. A vacina deve ou não ser para todos? Ou só para os grupos de risco?
R. Sim, a vacina deve estar disponível para todos. Porém, estamos diante de um enorme desafio, que é o de avaliarmos as vacinas em plena pandemia. Temos que compreender o tempo da ciência, as vacinas nunca foram testadas com tanta rapidez. Antes de qualquer situação, precisamos saber se elas irão conferir proteção, ou seja, se serão capazes de induzir a produção de anticorpos neutralizantes contra o SARS- CoV-2. Para termos esta resposta, temos que aguardar os resultados dos estudos da fase III. É compreensível que a pressão seja enorme para termos uma vacina, mas ressalto a importância de termos os resultados dos estudos para, de fato, comprovarem seu efeito, segurança e toxicidade e, a partir daí, iniciarmos o processo de imunização em massa. Está previsto que as primeiras doses das vacinas sejam disponibilizadas entre dezembro deste ano e janeiro de 2021. O Ministério da Saúde assumiu inicialmente a compra de 30 milhões de doses da vacina de Oxford, enquanto aguardamos a finalização dos testes clínicos. Sendo assim, esta quantidade de doses estará disponível para 15 milhões de pessoas, visto que serão necessárias duas doses da vacina, com prioridade aos profissionais da saúde, pessoas de grupo de risco como idosos, indivíduos com diabetes, obesidade, hipertensão e outras doenças nas quais exista algum comprometimento do sistema imunológico. Uma vez comprovada a segurança e a eficácia da vacina de Oxford, estão previstas mais 70 milhões de doses. Enquanto aguardarmos as vacinas com os resultados da fase III, investimentos em fábricas, logística, distribuição, infraestrutura e qualificação de profissionais são fundamentais para o início do processo de imunização em massa.

Foto: Fernando Zhiminaicela/Pixabay

No mundo há grupos contra a vacinação, inclusive com correntes, nos Estados Unidos, se manifestando contra as vacinas. No caso da Covid-19, qual a sua opinião?
R.
Eu acredito que esses movimentos antivacinas estão perdendo força neste momento da pandemia, por se tratar de uma doença de curso rápido e alta letalidade para alguns pacientes. Uma pesquisa feita recentemente, mostrou que cerca de metade dos adultos nos EUA (51%) receberia a vacina, caso estivesse disponível, ao passo que 49% disseram que não tomariam ou provavelmente não receberiam. Comparativamente às pesquisas anteriores, o número de norte-americanos a favor da vacina vem aumentando, indicando uma maior aderência ao processo de imunização. Aqui no Brasil, graças ao acesso gratuito à uma ampla variedade de vacinas, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Programa Nacional de Imunizações (PNI), as pessoas acreditam nos benefícios das vacinas, visto que as campanhas de vacinação resultaram na erradicação de doenças importantes. O Japão está entre os países com maior desconfiança com relação às vacinas, de acordo com trabalho publicado na revista The Lancet no mês de setembro. Hoje, a maior preocupação das pessoas está no fato de que os interesses políticos e das indústrias farmacêuticas estejam à frente das etapas que devem ser cumpridas com os testes vacinas, temendo uma aprovação precoce antes mesmo da finalização dos testes clínicos. Por outro lado, os movimentos antivacinas comprometem os esforços de imunizar a população visando acabar com a pandemia. Existem grupos alegando que as vacinas com RNA mensageiro, cujo propósito é promover a produção de resposta imune contra o Sars-Cov-2, podem alterar o DNA das nossas células, mas essas informações são falsas e não têm embasamento científico.

O presidente Jair Bolsonaro afirma que a vacina não pode ser obrigatória. Na sua opinião, deve ser ou não?
R.
Na minha opinião, o presidente não foi feliz nesta fala, já que criticou a obrigatoriedade da vacinação. Vale lembrar que ele mesmo sancionou uma lei que prevê a obrigatoriedade da vacina em fevereiro deste ano, na gestão do então ministro Luiz Henrique Mandetta. Não vejo isso como uma questão de opção, uma vez que, caso alguém se negue a tomar a vacina, poderá transmitir a doença para outra pessoa. É dever do nosso presidente e das autoridades públicas conscientizarem a população e mostrarem a importância do procedimento, visando não apenas a proteção individual, mas também a coletiva.

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Com relação aos idosos, a vacina será 100% eficaz?
R.
À medida que envelhecemos as condições de saúde associadas ao envelhecimento como aparecimento de doenças cardíacas, câncer, doenças metabólicas e autoimunes, podem surgir com maior frequência. A senescência do sistema imunológico trabalha em condição menos efetiva e mais inflamatória em idosos, o que poderia prejudicar a resposta às vacinas contra a Covid-19. Entretanto, se os outros grupos de pessoas mais jovens tomarem a vacina, estarão protegidas e protegerão os mais idosos. Os testes em andamento com a vacina de Oxford ampliaram a idade para maiores de 65 anos, com o objetivo de avaliar se a vacina será efetiva. As outras vacinas também contemplam a inclusão de grupos de pessoas idosas; a ideia é que proteja também essas pessoas, assim como outras vacinas hoje disponíveis.

Há alguma contraindicação com relação à vacina? Ou todos podem tomar?
R.
As vacinas são contraindicadas para pessoas com imunodeficiências que façam uso de corticoides, a pacientes imunossuprimidos, como, por exemplo, transplantados, ou que tenham doenças autoimunes. Imunidade pré-existente em resposta a algum componente vacinal pode interferir na eficácia das vacinas.

Há algum efeito colateral? As vacinas contra influenza apresentam alguns. A vacina da Covid pode apresentar efeitos adversos mais severos?
R.
As reações adversas mais comuns até agora evidenciadas nos testes vacinais foram dor e inflamação no local da aplicação da injeção. Os efeitos menos comuns e de curta duração: febre, fadiga, dor de cabeça e dor muscular. A maioria dos eventos adversos relatados foram de gravidade leve ou moderada. Processos alérgicos decorrentes de algum componente vacinal podem ocorrer, mas são raros. Outro risco que merece atenção, e foi observado recentemente em um voluntário com a vacina de Oxford, foi o desenvolvimento de uma resposta autoimune. Estes casos devem ser avaliados com muita atenção. Mas, um dos principais temores dos cientistas está na possibilidade da vacina provocar uma doença mais aguda para quem tomá-la, caso seja infectado pelo SARS-Cov-2. Esse receio tem origem em estudos feitos com outros tipos de coronavírus, que mostraram que animais imunizados com vacinas contra outros tipos de coronavírus, nos testes pré-clínicos, tiveram uma doença pior em relação àqueles que não foram vacinados. Isso é um fenômeno que acontece quando não detectamos uma resposta imune com produção de anticorpos neutralizante do vírus. Todos os testes pré-clínicos realizados com as vacinas contra a Covid-19 em andamento, mostraram que essas vacinas promoveram a produção de anticorpos protetores.

Pete Linforth/Pixabay

Após tomar a vacina, quanto tempo a pessoa fica imunizada?
R.
Estudos realizados pela Instituto de Biotecnologia de Pequim, em parceria com a empresa Cansino, e publicados na revista The Lancet, demonstraram que, utilizando um vetor viral, ou seja, um vírus do resfriado humano vivo, porém enfraquecido pelo adenovírus 5, a vacina é tolerável e imunogênica, com resposta de anticorpos após 28 dias da vacinação, com resposta de células T evidenciadas, 14 dias após a vacinação. Entretanto, alguns pacientes apresentaram uma resposta imune a parte do adenovírus (AD5) da vacina e não contra a SARS-Cov-2, ou seja, contra a proteína da espícula. Por conta disso, vacinas com este vetor AD5 foram descontinuadas. A vacina de Oxford, por sua vez, que utiliza o adenovírus de macaco expressando a proteína da SARS-Cov-2 (proteína da espícula), os resultados mostram uma forte resposta de anticorpos neutralizantes após 28 dias da imunização, com resposta imune de linfócitos T específicas no 7o dia, com pico no14 o dia, e mantidas até o 56 o dia, de acordo com os resultados publicados na revista Lancet. A vacina se mostrou imunogênica e bem tolerada; estudos com pacientes idosos e crianças com maior número de voluntários expostos ao vírus estão sendo analisados neste momento. O uso de vacina com adenovírus de chipanzés garante não existir uma imunidade pré-existente em voluntários, o que torna a vacina de Oxford muito promissora.

A vacina terá que sofrer alterações por causa das mutações do vírus?
R.
Um estudo recente publicado na revista PNAS, mostrou que o vírus da Covic-19 sofreu mutações mínimas desde dezembro de 2019, o que nos mostra que não teremos problemas na elaboração de vacinas contra a Covid-19. A presença de mutações em vírus é um fator limitante no desenvolvimento de vacinas como no caso do HIV, influenza e dengue

Há algumas vacinas que estão sendo produzidas. Oxford, Butantan, americana… Há alguma melhor, mais eficaz? Ou as informações são ainda muito prematuras?
R.
O Brasil tem quatro vacinas contra a Covid-19 em fase III de testes clínicos em andamento. A vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford do Reino Unido, a vacina das farmacêuticas Pfizer (EUA) e Biontech (Alemanha), e a vacina Coronavac da empresa Chinesa Sinovac e a da empresa Johnson & Johnson. A vacina de Oxford e a Coronavac estão em fase mais adiantada, a fase III dos testes clínicos, e são as vacinas candidatas para registro. Os resultados da vacina de Oxford apresentaram resultados muito promissores e foram publicados recentemente. Na minha opinião é a mais promissora.

A Covid-19 ‘do futuro’ deverá ser sazonal como outros vírus respiratórios. Artigo recente publicado no periódico Frontiers in Public Health, indica que, após a imunidade coletiva ser atingida, a Sars-CoV-2 poderá ser mais problemática em determinadas épocas do ano.
R.
Ao que tudo indica esse novo coronavírus também se tornará uma doença respiratória sazonal, como outros tipos de coronavírus, possivelmente trazendo mais problemas no inverno. A Covid-19 veio para ficar e continuará a causar surtos ao longo do tempo até que a imunidade coletiva seja atingida. As pessoas precisarão aprender a viver com a doença e a continuar praticando as medidas de prevenção, principalmente o uso de máscaras, evitar aglomerações, manter o distanciamento social e a higiene das mãos. Apesar de sabermos muita coisa sobre esse novo coronavírus, ainda estamos aprendendo sobre a doença.

Foto: Fernando Zhiminaicela/Pixabay

No caso da vacina, o objetivo inicial é proteger contra a doença, mas também protegerá contra a infecção?
R.
Por isso há a importância de se testar a vacina em um grande número de pessoas; não sabemos se isso vai gerar uma resposta imunológica boa o suficiente para proteger contra a Covid-19. Espera-se que a vacina seja capaz de induzir a produção de anticorpos neutralizantes impedindo a entrada do vírus nas células e, consequentemente, a disseminação da doença. A outra possibilidade é que o vírus consiga infectar a pessoa, mas graças à vacina, provoque uma manifestação menos grave da doença. O vírus continuará a circular na população porque não está sendo impedido de infectar, mas sua capacidade de causar os sintomas e as consequências mais graves da infecção será reduzida. O ideal é que a vacina proteja as pessoas do grupo de risco.

Fonte: Lúcia Abel Awad é imunologista, professora e doutora em doenças infecciosas

Como o desmatamento da maior floresta tropical do mundo interfere na saúde da população?

Covid-19 e outras doenças chegam até nós como consequência da degradação ambiental

A preservação do meio ambiente nunca esteve tão em voga quanto ultimamente, o assunto é de extrema importância, não só pela vida dos seres vivos que ali habitam, mas também para a saúde ambiental do planeta e do ser humano.

A degradação ambiental ocorre há anos, e cada vez mais vemos de perto como esse descaso com as florestas interfere diretamente na vida da população. Estudos científicos já atestaram que o desmatamento gera uma cadeia de acontecimentos complexos, criando meios para que diferentes patógenos mortais se espalhem entre os humanos. Doença de Lyme e a malária, por exemplo, surgiram a partir daí.

São 40 mil espécies de plantas, milhões de insetos e 400 mamíferos que estima-se ter na Amazônia, floresta que ocupa sete milhões de quilômetros quadrados e faz parte de nove países da América do Sul. O especialista em Gestão de Resíduos Sólidos e fundador da Oceano Resíduos, Rafael Zarvos, alerta a necessidade das pessoas entenderem que desmatamento e doenças estão relacionados.

Doenças como a zika, que somada a dengue e chikungunya contabilizaram um aumento de 248% do número de casos no ano de 2019, é exemplo de enfermidade que veio da cena rural para a urbana pelo avanço do desmatamento em áreas florestais. “A destruição da natureza coloca em risco a nossa própria existência. O coronavírus, por exemplo, responsável pela pandemia que vivemos, é fruto do contato de humanos com morcegos”, destaca Rafael.

Em relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), é possível ver que a cada quatro meses o ser humano tem uma infecção originária de problemas relacionados ao meio ambiente, e que 75% das doenças são de origem animal. O consumo de carne crua de animais silvestres, o desmatamento, as mudanças climáticas e o tráfico ilegal de animais silvestres são fatores que contribuem para facilitar o contágio de seres humanos por patógenos que vivem na natureza e nas espécies que ali habitam.

Abaixo, artigo de Rafael Zarvos:

Meio ambiente, problema da destruição e pandemia. As pessoas precisam ter em mente que uma coisa está relacionada com a outra. Infelizmente, somos a única espécie capaz de de destruir e de ameaçar a nossa própria sobrevivência. A destruição da natureza coloca em risco a sobrevivência da espécie humana. A forma como a sociedade está transformando o meio ambiente e reduzindo os habitats, faz com que animais silvestres e seres humanos se aproximem.

Isso potencializa o risco de transmissão de variados patógenos aos seres humanos. Uma publicação recente da biblioteca nacional de medicina aponta que existem cerca de 165 espécies de doenças capaz de causar algum dano ao ser humano. Relatório da ONU mostra que a cada quatro meses a gente tem uma infecção originária de problemas relacionados ao meio ambiente, sendo que 75% das doenças que temos são de origem animal.

O impacto no meio ambiente de maneira negativa, acaba trazendo essas consequências que agora estamos vendo na pele, que é a pandemia originada pelo novo coronavírus. Em relação ao desmatamento, florestas estão sendo derrubadas para pasto, agronegócio. Mudanças climáticas, por conta da alteração da temperatura. Inclusive, uma publicação que saiu hoje (24) em um  jornal diz que a Groenlândia atingiu um ponto irreversível no degelo depois de 40 anos, e resultará no aumento de um milímetro por ano nos oceanos. Parece pouco, mas vai gerar impactos negativos a quem mora em ilhas e perto da costa. Um milímetro faz muita diferença.

A partir do momento que você tem mudanças climáticas com o aumento da temperatura, os micróbios começam a ter uma sobrevida maior. Tráfico ilegal de animais silvestres. Todos esses fatores contribuem, além do consumo da carne crua dos animais silvestres. Em relação ao coronavírus, por exemplo, tudo indica que a contaminação ocorreu pelo morcego no mercado chinês (mas ainda não está comprovado). Na história, para dar outro exemplo com origem já comprovada, o HIV, o vírus da Aids. Tudo indica que ele teria passado para o ser humano na década de 30 por meio de tribos africanas que faziam caça e domesticação de chimpanzés e macaco verde.

Passaram-se todas essas décadas, quando veio a explosão e, teoricamente, o marco zero teria ocorrido nos anos 1980 com um comissário americano que morreu nos Estados Unidos após viagem. Posteriormente, descobriu-se que surgiu, na verdade, em 1959, com registro de um rapaz no Congo que morreu de doença não detectada, mas que teve seu sangue congelado para posterior avaliação.

Ebola é outro exemplo de doença originária de animais silvestres, pois veio por meio do morcego de fruta. A gripe aviária, aqui no Brasil, a zika e por aí vai. Meio ambiente e doenças estão correlacionados, é preciso tomar cuidado. De acordo com o relatório da ONU, quanto maior a diversidade entre as espécies, mais difícil fica essa contaminação, pois passa de uma espécie para outra até chegar na gente. Se você elimina todas as espécies, ou se encurta a distância entre elas, você tem o que estamos vivendo agora: uma pandemia. E a relação de lixo descartado incorretamente e doenças?

A peste negra é um exemplo de doença que veio da falta de higiene. Se você descarta o lixo incorretamente, atrai vetores como o rato, por exemplo, que vai se aproximar e é vetor de doenças. Saneamento básico também. Cientistas especulam que o vírus que desencadeará a próxima pandemia já está em circulação, é só uma questão de tempo até sermos atingidos. Isso prova que está mais do que na hora de prestarmos atenção no consumo de produtos, além de pequenos hábitos do dia a dia que podem ser cruciais para ajudar o meio ambiente e a nós mesmos.

 

Combate à meningite: vacinação é maneira mais efetiva de prevenir doença

Manter a carteirinha de vacinação em dia mesmo durante a pandemia é uma atitude recomendada para evitar a volta de surtos de doenças imunopreviníveis

Ainda que um dos temas mais comentados atualmente seja a busca por uma vacina contra o novo coronavírus, a imunização de doenças preveníveis têm historicamente diminuído no Brasil. De acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado em parceria com a Unicef,14 milhões de crianças não foram vacinadas em 2019, sendo que dois terços delas estão concentradas em países de média e baixa renda, entre eles, o Brasil. Outra constatação feita sobre a cobertura vacinal é a diminuição da adesão às doses de reforço, importantes para manter o nível de imunidade alto.

“Historicamente, a cobertura vacinal em adolescentes é muito baixa. É uma faixa etária diferente do bebê, que tem o calendário de imunizações discutido durante as consultas com o pediatra. Além disso, geralmente as gerações mais jovens não tiveram pessoas próximas com doenças como paralisia infantil, meningite, tétano e difteria e, por isso, tendem a acreditar que a vacinação não é necessária”, explica o pediatra e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Marco Aurélio Sáfadi.

Mas, estar em dia com o calendário vacinal e ficar atento às doses de reforço é um passo importante para a manutenção da saúde. Essa é a mensagem trazida pelo atleta de voleibol sentado da Seleção Brasileira e do Sesi-SP, Daniel Yoshizawa. Ele sentiu a sua vida mudar por conta da meningite meningocócica. Aos 21 anos de idade, Daniel acordou com uma forte dor de cabeça e entrou em coma em questão de poucas horas. No hospital, foi diagnosticado com a doença e, após 14 dias em estado de coma, acordou e foi informado que teria que amputar as duas pernas e parte de cinco dedos, sendo quatro da mão direita e um da mão esquerda.

“Independentemente das dificuldades, é possível reverter situações adversas com muito foco e dedicação. Mas isso não invalida o fato de eu ter tido a vida completamente transformada e impactada pela meningite. Por isso, levo comigo a importante mensagem de manter a vacinação em dia”, alertou o atleta.

Atenção à doença

Causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes infecciosos, a meningite é considerada uma das mais temidas doenças imunopreveníveis. A doença pode ser causada por diversos agentes, sendo que os mais comuns são os vírus e, os mais severos, as bactérias. Entre as principais bactérias que causam a enfermidade está a Neisseria meningitidis, também chamada de meningococo.

A meningite meningocócica é uma doença grave que, mesmo com tratamento adequado, leva à morte entre 8% e 15% dos pacientes entre 24 e 48 horas após os primeiros sintomas, além de deixar sequelas irreversíveis entre 10% a 20% dos pacientes que sobrevivem5, como surdez, cegueira, amputação de membros e alterações neurológicas.

A meningite tem um alto poder de contágio, visto que algumas pessoas podem ser portadoras assintomáticas da bactéria e transmitirem a doença sem estarem doentes. Por isso, a melhor forma de prevenção é a vacinação, que protege não apenas o imunizado, mas quem está ao seu redor.

“É possível hospedar a bactéria sem adoecer e, ainda assim, transmitir a doença. Essas pessoas são chamadas de “portadoras”. Adolescentes e adultos jovens estão entre os principais portadores do meningococo, sendo que os adolescentes são os que mais transmitem a doença”, explica a diretora médica da Sanofi Pasteur, Sheila Homsani. Por esse motivo, a vacinação dos adolescentes é um dos grandes aliados no combate à meningite meningocócica.

Devido ao alto grau de letalidade da doença, ao perceber os primeiros sintomas que podem dar indícios de meningite, como início súbito de febre, dor de cabeça e rigidez do pescoço, a orientação é procurar imediatamente o atendimento médico.

O Brasil possui um dos maiores programas públicos de imunização do mundo e, no Calendário Nacional de Imunização, está disponível a vacina contra a meningite meningocócica causada pelo sorogrupo C da bactéria Neisseria meningiditis, com doses aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses, e entre 11 e 12 anos de idade.

Em 2017, especificamente para esta vacina, as taxas de imunização também caíram, respectivamente, de 87,04%, para 82,13%, até que em adolescentes atingiram 51%. Em 2020 o sistema público de saúde começou a oferecer a vacina conjugada quadrivalente para adolescentes entre 11 e 12 anos. O imunizante tem uma proteção ampliada, abrangendo os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningiditis.

Fonte: Sanofi

Luvas descartáveis dão sensação enganosa de segurança

Nos supermercados, na feira semanal, na vida cotidiana: cada vez mais pessoas são vistas não apenas com máscaras faciais, mas também com luvas descartáveis para se protegerem do coronavírus Sars-Cov-2. Há semanas que as luvas estão esgotadas em muitas farmácias em todo o mundo.

O uso de luvas descartáveis é uma ideia óbvia, afinal, a infecção pelo coronavírus é causada por gotículas, por exemplo, através da tosse ou espirro, mas também pelo tato: quando se toca em alguma coisa, os patógenos passam para as mãos. Tocando o rosto, olhos, nariz ou boca com as mãos, o vírus acaba entrando no corpo.

Embora luvas descartáveis sejam usadas em consultórios médicos ou por paramédicos, ela protegem as mãos apenas de contaminação grosseira, como sangue ou outros fluidos corporais.

Elas só conseguem proteger da contaminação por bactérias e vírus por um período muito curto. Pois o material usado nas luvas descartáveis é poroso, e quanto mais elas são usadas, mais facilmente os patógenos podem penetrar por meio da membrana supostamente protetora.

Essa é uma das razões pelas quais uma equipe médica limpa e desinfeta as mãos cuidadosamente após o uso de luvas descartáveis. Elas não substituem, de forma alguma, essas simples regras de higiene.

Luvas descartáveis só protegem contra vírus e bactérias por muito pouco tempo

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Envato

Luvas de uso único feitas de vinil, látex ou nitrila transmitem uma sensação de esterilidade, mas essa sensação de segurança é enganosa. Embora muitas pessoas acabem tomando mais cuidado para não tocar no rosto quando usam luvas descartáveis, isso acontece acidentalmente com frequência.

Luvas descartáveis podem até aumentar o risco de uma infecção, pois a pele começa a suar muito rapidamente sob as luvas. E o clima quente e úmido é o ambiente ideal para bactérias e vírus de todos os tipos.

O pneumologista Jens Mathews descreve as luvas descartáveis como “espalhadoras” do coronavírus. Além de não oferecerem proteção, são contraproducentes, explica. Em muito pouco tempo, uma luva descartável usada tem muito mais bactérias em sua superfície do que uma mão recém-lavada, diz o médico.

Já há anos o médico Ojan Assadian, presidente da Sociedade Austríaca de Higiene Hospitalar, adverte contra o uso incorreto de luvas descartáveis. “Eu não recomendaria, de forma alguma, que pessoas sem treinamento médico usassem luvas descartáveis no dia a dia”, afirma.

“É preciso certo nível de conhecimento e prática para retirá-las de tal maneira que os microrganismos coletados permaneçam em suas superfícies e os usuários das luvas não os espalhem pelas mãos, pulsos ou mangas da camisa ao tirá-las”, explica o infectologista em entrevista ao site pflege-online.de.

luvas descartaveis

Quem quer proteger a si e aos outros do coronavírus pode, portanto, se ater às medidas de proteção e higiene e deixar as luvas descartáveis de lado. Quem mesmo assim preferir utilizar luvas de uso único deve ao menos descartá-las corretamente após o uso e não – como infelizmente é observado com frequência no momento – simplesmente jogá-las fora.

Jogar luvas descartáveis usadas na rua ou em espaço público ou “esquecê-las” em carrinhos de compras é um comportamento negligente e antissocial. Como as máscaras de proteção, elas devem ser descartadas em saco fechado no lixo não reciclável.

Fonte: Climatempo

Coronavírus e os objetos do dia a dia: saiba como se prevenir do contágio

Especialista Anhanguera de Guarulhos aponta quais são os objetos extremamente suscetíveis para disseminação da Covid-19 e como fazer para diminuir as chances de contaminação

De repente, tudo em nossa volta se tornou uma ameaça. Não é exagero pensar que estamos vivendo num ambiente atual completamente hostil, já que o coronavírus (Covid-19) tem um poder de disseminação altíssimo e a capacidade de ser levado para os quatro cantos de uma localidade em qualquer tipo de objeto. Por isso, em tempos de quarentena, sair de casa se tornou algo tão arriscado: voltar ao ambiente doméstico portando objetos pessoais contaminados pelo vírus é extremamente fácil de acontecer.

O professor do curso de Biomedicina da Anhanguera Guarulhos, Sergio de Mendonça, explica que o vírus não tem a capacidade de se replicar em contato com objetos, mas alerta. “Ele pode sobreviver por dias nesses locais e objetos e quando encontra uma célula animal (humana) começa a se replicar. O vírus é transmitido pelas gotículas respiratórias, mas acaba se fixando em objetos. Por isso, a transmissão comunitária não é apenas de pessoa para pessoa, mas também de pessoa e objeto contaminado”, ressalta.

bolsa aberta

E que fique bem claro: os nossos pertences pessoais são prato cheio para o Covid-19. “Roupas, bolsas, chaves, sapatos e celulares. Todos têm extrema propensão de fixar o vírus. Uma chave por exemplo pode cair no chão, o celular está em contato direto com a boca ou a mão e a bolsa pode ser colocada em qualquer canto, em cadeiras e no chão contaminado”, exemplifica o biólogo.

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Foto: Nuzree/Pixabay

A dica para resolver a situação é muito simples, mas poucos, segundo a especialista, fazem com eficiência. “O ideal é chegar em casa, tirar a roupa do corpo e colocar dentro de uma sacola ou direto para lavar. Já os sapatos, é possível colocar a sola numa solução diluída de água com hipoclorito de sódio (água sanitária) num pano embebido e deixar para fora de casa”, comenta.

smartphone limpeza celular

Para aqueles objetos que inevitavelmente vão para dentro do lar como embalagens de supermercados, chaves ou celulares, o álcool 70% é extremamente eficiente, mas aqui vai uma dica. “Não adianta só passar ou borrifar o álcool. O ideal é pegar um pano limpo e friccionar nos objetos para que a limpeza seja de fato eficiente”, pontua.

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Outra dica está ligada à importância da água e sabão para a limpeza das mãos. De acordo com o coordenador, muitos estão apenas usando o álcool gel ou álcool líquido, o que pode gerar uma limpeza que não atinge os 100% de eficácia. “O álcool gel não tem a capacidade de tirar a gordura que está em nossa mão. Ele pode até reduzir o número de vírus, mas não exterminar completamente”.

Fonte: Anhanguera

Uso contínuo do álcool gel exige cuidados com a hidratação das mãos

Produto é um grande aliado na luta contra a Covid-19 e deve ser usado frequentemente. Para evitar o ressecamento que pode causar na pele das mãos, é recomendado o uso de hidratantes apropriados

Desde 31 de dezembro de 2019, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta do novo coronavírus, a Covid-19 se alastrou e o mundo vem travando uma intensa batalha para detê-lo. Entre as recomendações médicas, estão: evitar contato físico, etiqueta respiratória, não compartilhar objetos de uso pessoal, manter os ambientes ventilados, não frequentar locais com aglomerações e higienizar bem as mãos com água e sabão ou álcool gel.

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“Esse é um problema grave para a saúde pública do Brasil. Vemos os números aumentarem diariamente, mas manter-se calmo e informar-se corretamente são os recursos importantes para lidar com a doença neste momento”, afirma o dermatologista André Piancastelli. Assim como o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, da qual Piancastelli faz parte, indica utilizar álcool gel na impossibilidade de lavar as mãos com água corrente e sabonete.

O álcool gel recomendado é o 70% medicinal, que é apropriado para a pele e diminui o tempo de vida do vírus para um minuto, em até 70% dos casos. Devido a sua alta sobrevivência em superfícies — nas de metal, vidro e plástico é de nove dias –, o cuidado com a higiene das mãos torna-se fundamental para evitar contaminações.

“Graças a eficácia e praticidade de uso, o álcool gel é um grande aliado na luta contra o Covid-19. É importante usá-lo continuamente, mas com atenção ao ressecamento que pode causar na pele”, completa Piancastelli.

O uso frequente do produto compromete a camada de gordura e reduz a umidade natural da pele. Além disso, lavar as mãos continuamente pode causar o ressecamento, pois, o excesso de água retira o NMF, sigla em inglês para fator de hidratação natural. Esse importante fator é solúvel em água e é fundamental para a descamação normal da pele.

As mãos, então, ficam com sensação de ressecamento, aspereza e aspecto descamativo. O ressecamento também compromete a função de barreira da pele, contribuindo para o surgimento de dermatites e outras patologias. Para contornar esse ponto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia indica a aplicação de cremes e loções hidratantes de três a quatro vezes ao dia, sempre após o álcool gel evaporar por completo das mãos.

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Ao escolher o hidratante, é importante considerar o tipo de pele para que o efeito seja o desejado. A linha Cetaphil conta com produtos específicos e que podem evitar o ressecamento das mãos.

Fonte: Cetaphil

A importância de higienizar corretamente os pincéis de make

Infelizmente uma pandemia se espalhou pelo mundo e todo o cuidado que podemos ter para impedir que o vírus se espalhe ainda mais é necessário nesse momento. Ainda não foram desenvolvidos medicamentos para combater o novo coronavírus, mas sabemos que ele detesta limpeza e dificilmente se propaga em ambientes limpos.

Por isso, a importância de sempre lavar as mãos com água e sabão, na falta dele, pode usar álcool 70 e não levar as mãos sujas perto da boca, olhos e nariz. Além disso, superfícies como teclados, telefones e mesas que são usadas por muitas pessoas ao longo do dia também precisam ser higienizadas.

E essa regra vale para as maquiagens e pincéis! Não é hora de emprestar para a amiga o seu pincel, máscara de cílios ou batom favorito. O contato desses objetos com a mucosa da boca, olhos e nariz é suficiente para propagar o vírus. Mas, isso não é novidade para ninguém, afinal, por muitas vezes vemos casos de fungos, vírus e bactérias que são passados por conta de pincéis e itens de make emprestados. Além disso, mantenha os pincéis higienizados, com produtos próprios para isso.

Mas e quem trabalha com maquiagem, como lidar com o fluxo de clientes? É importante sempre higienizar os pincéis utilizados após realizar uma maquiagem. E se o próximo cliente está chegando, o ideal é pegar outro conjunto de pincéis enquanto o anterior é devidamente higienizado. Quantos aos produtos, é melhor optar sempre por passá-los com pincéis e não diretamente na pele, nos casos de corretivo e batom, principalmente. A máscara de cílios pode ser utilizada com pincéis descartáveis, assim como as sombras. Alguns maquiadores já adotam essa rotina, mas é importante que todos se atentem a esses detalhes durante esse surto.

Usar higienizadores de pincéis é simples e bem eficaz. A Koloss Cosméticos, por exemplo, tem um produto que é em spray, super prático para aplicar. O sabonete líquido higienizador foi formulado para retirar o acúmulo de maquiagem dos pincéis, limpando-os profundamente. O melhor é que ele não precisa de enxágue, portanto, rapidamente os pincéis poderão ser utilizados novamente.

Para usá-lo basta borrifar o produto em uma toalha ou papel absorvente e depois passar os pincéis com movimentos suaves em cima. Dessa forma, os pigmentos saem, deixando os pincéis livres do acúmulo de maquiagem.

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A melhor maneira de evitar a propagação de vírus é sempre limpando os pincéis corretamente após cada uso. Disponibilizar álcool 70 no ambiente de trabalho também é importante e ajuda no combate ao coronavírus.

A mortalidade das pessoas contaminadas com o novo coronavírus, segundo os pesquisadores, é baixa, atingindo principalmente idosos e pessoas com doenças crônicas. Porém, a propagação é muito rápida e em semanas, o Brasil deve ter muitos casos confirmados. Portanto, incluir maneiras de minimizar o problema é necessário e todos devem ficar atentos com as normas de segurança.

Informações: Koloss Cosméticos

Coronavírus: como reforçar o sistema imunológico para dificultar contaminação*

O coronavírus chegou ao Brasil e colocou governos e órgãos de saúde em alerta máximo. A propagação do covid-19, como vimos na China, é rápida e requer uma série de cuidados. A chave para a proteção não está somente em ter um ambiente esterilizado. É preciso que tenhamos cuidados diários para o fortalecimento do sistema imunológico, pois é ele o responsável por proteger nosso organismo e responder a ataques provocados por vírus e bactérias. E isso passa, necessariamente, pelo delicado equilíbrio entre o corpo e a mente.

O surgimento do novo vírus e a pandemia que enfrentamos hoje decorrem de um grande desequilíbrio ambiental, que permitiu a sua multiplicação em um ambiente lotado de pessoas com sistemas imunológicos debilitados ou incapazes de conhecerem esta classe de micro-organismos como sendo de alto risco.

Por isso, ações preventivas são a resposta para minimizar esses fatores. O melhor a fazer é reforçar as defesas do nosso organismo para tentar barrar as ameaças externas. Nos seres humanos, as baixas atividades imunológicas ocorrem quando há desequilíbrios fisiológicos e emocionais.

Neste processo de proteção, tudo começa na comida, já que o intestino representa 90% em um processo imune. Por isso, é necessário cuidar da qualidade dos alimentos que colocamos na nossa mesa e manter em equilíbrio as emoções e pensamentos. Esta, certamente, é a parte mais difícil.

Evitar alimentos industrializados e fontes de carboidratos simples, como açúcar refinado e os sucos industrializados compostos por néctar, e investir na reconstituição da microbiologia, são imprescindíveis, pois mais de 50% das pessoas estão com alguma deficiência em relação aos bacilos que formam e promovem a microbiota intestinal. Nesse sentido, alguns alimentos são indispensáveis: inhame, rabanete, nabo, couve, brócolis e vegetais escuros. Frutas cítricas, como limão e laranja, tomate e linhaça, são outros itens que não podem faltar na mesa durante o processo de fortalecimento da imunidade.

É possível, ainda, lançar mão dos complementos alimentares, como ômega-3, lactobacilos e fibras alimentares. Seja em cápsulas ou na forma de chás, a cúrcuma, a maca peruana, a equinácea, o ginseng, o gingko biloba, astragalus, anis estrelado e a erva-moura também são aliados de peso na construção da saúde.

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Outro passo importante é controlar o estresse, pois um dos hormônios liberado nestas condições é o cortisol, que, em desequilíbrio, interfere na qualidade do sono, o que resultará na predisposição a contaminações. Sabemos que, em tempos modernos, é difícil se manter livre do estresse e até mesmo desfrutar de uma boa noite de sono, mas estes são fatores preponderantes para que o nosso organismo esteja forte. Um caminho para quem precisa atingir esse estágio é a prática diária de atividade física. Além de preparar o corpo, a liberação de endorfina ajuda a combater o estresse e a melhorar a qualidade do sono. Tudo está interligado.

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Depois desses cuidados, entram em cena as dicas referentes ao ambiente. Deve-se tanto higienizar constantemente as mãos e evitar ambientes abafados quanto evitar pessoas, relacionamentos e ambientes emocionalmente “tóxicos”. Outro fator importante é evitar a contaminação eletromagnética, mantendo o celular longe do corpo sempre que possível e, à noite, fora do quarto.

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A exposição (com proteção) ao sol e a ambientes naturais é tão vital quanto selecionarmos melhor as informações e programas que assistimos, além das músicas que ouvimos. A boa noite de sono, cada vez mais rara, tem valor fundamental para o nosso equilíbrio. No mais, procure manter a mente em constante funcionamento, seja estudando idiomas, culturas ou tocando algum instrumento musical. E tente, sempre que possível, trabalhar menos e viajar mais. Sempre que possível, claro.

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*Fernando Facini é terapeuta quântico, especialista em saúde integral, diretor de prevenção a doenças no Instituto Mispá, bacharel em Educação Física pela PUC de Campinas.

Como proteger idosos do novo coronavírus

Grupo DG Sênior dá dicas de prevenção à doença para pessoas da terceira idade

Prevenção é a palavra de ordem quando o assunto é o novo coronavírus, especialmente quando se trata de pessoas acima de 60 anos. Um Estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China aponta que a letalidade progride de acordo com a faixa etária e, em pessoas com mais de 80 anos é de 15%.

Diante disso, o Grupo DG Sênior, que atua há 35 anos com residenciais especializados para pessoas idosas, criou uma cartilha dando dicas de prevenção.

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Dica 1: lavar bem as mãos com sabão até os cotovelos sem esquecer de esfregar entre os dedos. Dê preferência a sabonete líquido.

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Foto: Clean Hands JA

Dica 2: utilize álcool 70% para substituir a lavagem das mãos ou até para finalizar.

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Dica3: em ambiente público, evite passar a mão na boca, olhos e nariz já que o vírus é transmitido por vias aéreas e pelo contato com secreções respiratórias.

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Dica 4: manter limpos os ambientes. Higienizar superfícies, móveis e até o celular com produtos desinfetantes.

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Pixabay

Dica 5: prefira não cumprimentar as pessoas com beijo no rosto. O contato próximo e a saliva devem ser evitados.

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Dica 6: estar com vacinas contra gripe em dia.

“Pegar uma gripe e o coronavírus ao mesmo tempo pode gerar uma infecção cruzada e potencializar as duas doenças. Isso proporciona a queda do sistema imunológico e consequentemente aumenta os riscos de letalidade”, explica Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior.

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“É comum esquecermos de manter o controle sobre outras doenças quando aparece uma epidemia como coronavírus, no entanto, se o organismo estiver forte as chances de uma nova infecção levar o paciente à morte é muito menor”, conclui Marcella.

Manter-se saudável e no controle é a principal dica contra o coronavírus.

Fonte: Grupo DG Sênior