Arquivo da categoria: vitamina d

Sete alimentos saudáveis que são ricos em vitamina D

A vitamina D é o único nutriente que seu corpo produz quando exposto à luz solar. No entanto, até 50% da população mundial pode não ter sol suficiente e 40% dos residentes nos EUA, por exemplo, são deficientes em vitamina D).

Isso ocorre em parte porque as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, usam protetor solar do lado de fora e seguem uma dieta ocidental pobre em boas fontes dessa vitamina. O valor recomendado é de 800 UI (20 mcg) de vitamina D por dia por alimentos.

1. Salmão

salmao

O salmão é um peixe gordo popular e uma excelente fonte de vitamina D. De acordo com o Banco de Dados de Composição de Alimentos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, uma porção de 100 gramas de salmão de criação contém 526 UI de vitamina D, ou 66% do valor diário (VD). Se o salmão for selvagem ou cultivado, pode fazer uma grande diferença.

Em média, o salmão capturado na natureza contém 988 UI de vitamina D por porção de 100 gramas, ou 124% da VD. Alguns estudos descobriram níveis ainda mais altos no salmão selvagem – até 1.300 UI por porção. No entanto, o salmão de criação contém apenas 25% dessa quantidade. Ainda assim, uma porção de salmão cultivado fornece cerca de 250 UI de vitamina D, ou 32% de VD.

Resumo: salmão selvagem contém cerca de 988 UI de vitamina D por porção, enquanto o salmão de criação contém 250 UI, em média. Isso representa 124% e 32% do VD, respectivamente.

2. Arenque e sardinha

sardinhas em lata pixabay
Pixabay

O arenque é um peixe comido em todo o mundo. Pode ser servido cru, enlatado, defumado ou em conserva. Este peixe pequeno também é uma das melhores fontes de vitamina D. O arenque fresco do Atlântico fornece 216 UI por porção de 100 gramas, o que representa 27% do VD.

Se você não gosta de peixe fresco, o arenque em conserva também é uma boa fonte de vitamina D, fornecendo 112 UI por porção de 100 gramas, ou 14% da VD. No entanto, o arenque em conserva também contém uma grande quantidade de sódio, que algumas pessoas consomem muito.

As sardinhas enlatadas também são uma boa fonte de vitamina D – uma lata contém 177 UI, ou 22% da VD. Outros tipos de peixe gordo também são boas fontes de vitamina D. O linguado e a cavala fornecem 384 UI e 360 ​​UI por metade de um filete, respectivamente.

Resumo: o arenque contém 216 UI de vitamina D por porção de 100 onças. Arenque em conserva, sardinha e outros peixes gordurosos, como o alabote e a cavala, também são boas fontes.

3. Óleo de fígado de bacalhau

Fish oil pills over white background
123RF

O óleo de fígado de bacalhau é um suplemento popular. Se você não gosta de peixe, tomar óleo de fígado de bacalhau pode ser a chave para obter certos nutrientes que não estão disponíveis em outras fontes.

É uma excelente fonte de vitamina D – com cerca de 448 UI por colher de chá (4,9 ml), com uma enorme quantidade de 56% do VD. Ele é usado há muitos anos para prevenir e tratar a deficiência em crianças. O óleo de fígado de bacalhau também é uma fonte fantástica de vitamina A, com 150% da VD em apenas uma colher de chá (4,9 ml). No entanto, a vitamina A pode ser tóxica em grandes quantidades.

Portanto, tenha cuidado com o óleo de fígado de bacalhau, certificando-se de não tomar muito. Além disso, ele é rico em ácidos graxos ômega-3, dos quais muitas pessoas são deficientes.

Resumo: óleo de fígado de bacalhau contém 448 UI de vitamina D por colher de chá (4,9 ml), ou 56% da VD. Também é rico em outros nutrientes, como vitamina A e ácidos graxos ômega-3.

4. Atum em conserva

atum lata lummi island wild
LuminiIslandWild

Muitas pessoas gostam de atum em conserva por causa de seu sabor e métodos fáceis de armazenamento. Também, geralmente, é mais barato do que comprar peixe fresco.

O atum light enlatado comporta até 268 UI de vitamina D em uma porção de 100 gramas, que é de 34% do VD. Também é uma boa fonte de niacina e vitamina K). Infelizmente, o atum enlatado contém metilmercúrio, uma toxina encontrada em muitos tipos de peixes. Se acumular no seu corpo, poderá causar sérios problemas de saúde.

No entanto, alguns tipos de peixe representam menos riscos do que outros. Por exemplo, o atum light é ​​tipicamente uma escolha melhor do que o atum branco – é considerado seguro comer até 170 gramas por semana.

Resumo: o atum enlatado contém 268 UI de vitamina D por porção. Escolha atum leve e coma 170 gramas ou menos por semana para evitar o acúmulo de metilmercúrio.

5. Gemas de ovos

gema ovo ponce photography-pixabay
Foto: Ponce Photography

As pessoas que não comem peixe devem saber que frutos do mar não são a única fonte de vitamina D. Ovos inteiros são outra boa fonte, além de alimentos maravilhosamente nutritivos. Enquanto a maioria das proteínas de um ovo é encontrada no branco, a gordura, as vitaminas e os minerais são encontrados principalmente na gema.

Uma gema de ovo típica contém 37 UI de vitamina D, ou 5% da VD. Os níveis de vitamina D na gema de ovo dependem da exposição ao sol e do conteúdo de vitamina D na alimentação dos frangos. Quando recebem o mesmo alimento, as galinhas criadas livres, que tomam sol, produzem ovos com níveis 3 a 4 vezes mais altos.

Além disso, os ovos de galinhas que recebem ração enriquecida com vitamina D podem ter até 6.000 UI de vitamina D por gema. São 7 vezes o VD. A escolha de ovos de galinhas criadas fora ou comercializadas com alto teor de vitamina D pode ser uma ótima maneira de atender às necessidades diárias.

Resumo: ovos de galinhas criadas comercialmente contêm apenas cerca de 37 UI de vitamina D por gema. No entanto, os ovos de galinhas criadas fora ou alimentados com rações enriquecidas com vitamina D contêm níveis muito mais altos.

6. Cogumelos

mushroom cogumelo

Excluindo alimentos fortificados, os cogumelos são a única boa fonte vegetal de vitamina D. Como os humanos, os cogumelos podem sintetizar essa vitamina quando expostos à luz UV. No entanto, os cogumelos produzem vitamina D2, enquanto os animais produzem vitamina D3.

Embora a vitamina D2 ajude a aumentar os níveis sanguíneos de vitamina D, ela pode não ser tão eficaz quanto a vitamina D3. No entanto, os cogumelos selvagens são excelentes fontes de vitamina D2. De fato, algumas variedades embalam até 2.300 UI por porção de 100 gramas – quase três vezes o VD (30).

Por outro lado, os cogumelos cultivados comercialmente são frequentemente semeados no escuro e contêm muito pouco D2. No entanto, certas marcas são tratadas com ultravioleta (luz UV). Esses cogumelos podem fornecer de 130 a 450 UI de vitamina D2 por 100 gramas.

Resumo: cogumelos podem sintetizar vitamina D2 quando expostos à luz UV. Apenas cogumelos selvagens ou cogumelos tratados com luz UV são boas fontes de vitamina D.

7. Alimentos fortificados

leite

As fontes naturais de vitamina D são limitadas, especialmente se você é vegetariano ou não gosta de peixe. Felizmente, alguns produtos alimentares que naturalmente não contêm vitamina D são enriquecidos com esse nutriente.

Leite de vaca: é o tipo de leite mais consumido, é naturalmente uma boa fonte de muitos nutrientes, incluindo cálcio, fósforo e riboflavina. Em vários países, o leite de vaca é enriquecido com vitamina D. Ele geralmente contém cerca de 115-130 UI por xícara (237 ml), ou cerca de 15% a 22% do VD.

Leite de soja: como a vitamina D é encontrada quase exclusivamente em produtos de origem animal, os vegetarianos e veganos correm um risco particularmente alto de não obter o suficiente. Por esse motivo, substitutos do leite à base de plantas, como o de soja, costumam ser fortificados com esse nutriente e outras vitaminas e minerais normalmente encontrados no leite de vaca. Um copo (237 ml) normalmente contém 107-117 UI de vitamina D, ou 13-15% do VD.

Suco de laranja: cerca de 75% das pessoas em todo o mundo são intolerantes à lactose e outros 2% a 3% têm alergia ao leite. Por esse motivo, alguns países fortalecem o suco de laranja com vitamina D e outros nutrientes, como o cálcio. Uma xícara (237 ml) de suco de laranja fortificado no café da manhã pode fazer você começar o dia com até 100 UI de vitamina D, ou 12% do VD.

Cereais e aveia: certos cereais e aveia instantânea também são enriquecidos com vitamina D. Meia xícara (78 gramas) desses alimentos pode fornecer 54–136 UI, ou até 17% do VD. Embora cereais fortificados e aveia forneçam menos vitamina D do que muitas fontes naturais, eles ainda podem ser uma boa maneira de aumentar a ingestão.

Resumo

mulher loira cabelos sol verão

Seu corpo precisa de vitamina D para absorver o cálcio. Isso faz com que o suficiente de vitamina D e cálcio seja crucial para manter a saúde óssea e prevenir a osteoporose. Passar um tempo ao sol é uma boa maneira de obter sua dose diária de vitamina D. No entanto, é difícil para muitas pessoas conseguir exposição solar suficiente.

Obter o suficiente apenas da sua dieta pode ser difícil, mas não impossível. Os alimentos listados neste artigo são algumas das principais fontes de vitamina D disponíveis. Comer muitos desses alimentos ricos em vitamina D é uma ótima maneira de garantir que você receba o suficiente desse nutriente importante.

Fonte: Healthline

Vitamina D tem papel importante no tratamento da depressão, mostra estudo

Pesquisa clínica aponta que ausência do nutriente aumenta em até 75% o risco de desenvolvimento da doença

A falta de vitamina D pode aumentar o risco de depressão em pessoas com mais de 50 anos. É o que aponta o estudo feito na Irlanda e publicado no Journal of Post-Acute e Long-Term Care Medicine. Especialistas responsáveis pela pesquisa acompanharam 3.965 pessoas nesta faixa etária durante quatro anos e constaram que 400 pessoas haviam desenvolvido depressão. Os participantes do grupo com nível baixo de vitamina D foram os que mostraram um risco 75% maior de apresentar a doença.

tristeza-ansiedade-depressao

O psiquiatra Kalil Dualibi, presidente do Departamento Científico de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (APM), corrobora com a pesquisa e reforça que relação entre o nível de vitamina D e a saúde mental é estudada há séculos pela comunidade médica. “Para se ter como exemplo, em textos do Tratado de Hipócrates já havia menções sobre o hábito de tomar banho de sol para melhorar o humor”, explica.

A vitamina D pode ser útil para prevenir a depressão e também ajudar no tratamento de pacientes que já apresentam quadro depressivo. Para Dualibi, é fundamental verificar o nível de vitamina D nos pacientes com depressão e fazer suplementação sempre que necessário. “Atendi um paciente frustrado por estar em tratamento há tempos sem ter sucesso. Quando pedi exames, a vitamina D dele estava baixíssima, perto de 8ng/ml. Depois da suplementação, ele melhorou muito e nem precisei alterar as medicações”, afirma o médico.

Para o especialista, pessoas com depressão devem ter atenção especial quando o assunto é o nível de vitamina D – assim como as que apresentam doenças crônicas como diabetes, hipertensão e osteoporose. “Pacientes com depressão também estão entre os grupos de risco porque eles costumam não ter vontade de sair de casa e a exposição ao sol é muito importante para produção da vitamina D”, lembra o especialista.

A falta do nutriente também está associada à diminuição da imunidade e ao comprometimento da massa óssea, o que pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose. Sem o nível ideal de vitamina D, apenas entre 10% e 15% do cálcio é absorvido pelo organismo. Além disso, a ausência da vitamina tem relação com a evolução do raquitismo e até alguns tipos de câncer.

Fontes de Vitamina D: o sol não precisa ser sua única alternativa

shutterstock-pilula
Shutterstock

Além da exposição ao sol de áreas específicas do corpo, como braços e pernas – durante 15 a 45 minutos, entre o período das 10h às 16h30 –, e sem filtro solar, o nível ideal de vitamina D pode ser alcançado também por fonte alimentar. Porém, garantir a ingesta adequada vitamina D só com alimentação é extremamente difícil.

De acordo com o médico para atingir 2.000UI de vitamina D seria preciso ingerir cerca de 422g de salmão por dia ou 706g de sardinha (seis latas) ou ainda 80 gemas de ovo. Uma opção mais prática e que não compromete a saúde é a suplementação. Atualmente no mercado, é possível encontrar a vitamina D em cápsulas moles, de fácil ingestão, como o lançamento de Addera D3 2000UI.

Vitamina D para veganos e vegetarianos melhora sistema imune

Alternativa vegana à Vitamina D3, obtida da lanolina (gordura extraída da lã da ovelha), a vitamina D vegana da Pharmapele provém do cogumelo e ajuda no tratamento da psoríase e prevenção do câncer, diminui a resistência à insulina, ajuda no controle da obesidade e regula o desenvolvimento de funções

O número de pesquisas que tem como alvo a vitamina D vem aumentando. Principalmente os estudos sobre os problemas relacionados à queda dos seus níveis ideais. “A deficiência de vitamina D é apontada como um problema de saúde pública em todo o mundo. Dependendo da população estudada, a hipovitaminose D pode acometer até 90% dos indivíduos”, explica Luisa Saldanha, farmacêutica e diretora científica da Pharmapele.

cogumelo_portobello.jpg

“Esse dado é preocupante, porque cada vez mais os estudos relacionam a Vitamina D não só com uma função de metabolismo do cálcio e saúde óssea, mas com questão imunológica, participando de funções essenciais à manutenção do equilíbrio do organismo”, acrescenta. Por esse motivo, a Pharmapele apresenta a Veg-D, vitamina D obtida dos cogumelos Portobello, representando uma alternativa vegana à vitamina D3, de origem animal, geralmente extraída da lanolina (gordura da lã da ovelha).

De acordo com a especialista, a vitamina D está envolvida em diversos processos do organismo, como: homeostase do cálcio (normaliza o metabolismo ósseo protegendo contra osteoporose, quedas e fraturas); sistema imunológico (efeito imunomodulador sobre as células do sistema imune); sistema cardiovascular (controle da função cardíaca e da pressão arterial); sistema neuromuscular (protege contra sarcopenia e aumenta a força muscular); obesidade (deficiência de vitamina D é um dos fatores que desencadeia o acúmulo de gordura corporal); desenvolvimento de funções cerebrais (protegendo contra demência e esclerose múltipla); além de sua atuação no pâncreas e no tratamento de doenças como psoríase e cânceres.

“O ativo inibe a proliferação celular. Uma descontrolada proliferação das células pode estar associada a mutações específicas, podendo acarretar doenças como psoríase e até mesmo câncer. No caso da atuação no pâncreas, a vitamina D está relacionada à diminuição da resistência insulínica, estímulo e liberação de insulina e diminuição do risco de diabetes melito tipo 2”, afirma a farmacêutica.

Câncer

vitamina-d peq

De acordo com Luisa, estudos epidemiológicos mostram associação entre baixos níveis sanguíneos de vitamina D (25-OHD) e risco aumentado para o desenvolvimento de alguns tipos de cânceres, sendo os mais estudados os de mama, colorretal e de próstata.

“A vitamina D também tem ação inibitória na angiogênese (crescimento de novos casos a partir dos já existentes), provavelmente pela inibição do fator de crescimento endotelial vascular; esse processo é fundamental para o crescimento de tumores sólidos, então acredita-se que essa atividade antiangiogênica seja um dos mecanismos responsáveis por sua capacidade de supressão tumoral”, diz a farmacêutica.

Indicações

suplementos vitaminas Jeltovski
Foto: Jeltovski

A suplementação de vitamina D é segura e indicada para todos os indivíduos de todas as faixas etárias, respeitando-se o diagnóstico prévio de deficiência ou insuficiência da vitamina D, explica a farmacêutica. “O diagnóstico é obtido de forma muito rápida, fazendo um simples exame sanguíneo. De posse do resultado do exame e diagnóstico médico, é feita a suplementação com a dose adequada para cada caso e faixa etária”, diz a farmacêutica.

Ela enfatiza, no entanto, que certos indivíduos, antes mesmo de algum diagnóstico, já são considerados grupo de risco, pois se encaixam em algumas características que vão favorecer a deficiência da vitamina D no organismo. São eles: pacientes com quadro de raquitismo ou osteomalácia; portadores de osteoporose, idosos com história de quedas e fraturas; obesos; grávidas e lactantes; pacientes com síndromes de má-absorção; pós-cirurgia bariátrica; insuficiência renal ou hepática; hiperparatiroidismo; pessoas que fazem uso de medicações que interfiram no metabolismo da vitamina D (anticonvulsivantes, glicocorticoides, antifúngicos, antirretrovirais, colestiramina, orlistat); doenças granulomatosas e linfomas.

“É importante ressaltar que toda a condição que limite a exposição solar pode potencialmente causar hipovitaminose D e podem ser acrescentados à lista indivíduos em regime de fotoproteção e usuários de vestimenta religiosa (véu, burca, paramentos ou batina)”, finaliza.

Fonte: Pharmapele

Vitamina D: nutriente essencial para o bom funcionamento do organismo

A exposição solar ainda é motivo de impasse entre algumas especialidades médicas, mas é consenso que se expor moderadamente ao sol é benéfico para a saúde e pode ajudar na prevenção de algumas doenças. Um desses benefícios é que essa exposição proporciona a vitamina D, cuja a deficiência é muito comum no Brasil e afeta ambos os sexos, inclusive muitos adolescentes.

A vitamina D contribui para o bom funcionamento do organismo e pode ajudar na prevenção de doenças autoimunes, neurológicas, cardiovasculares, metabólicas e alguns tipos de câncer. Também ajuda na absorção do cálcio e do fósforo no intestino, fortalece ossos e dentes, aumenta a produção de músculos, melhora o equilíbrio, fortalece o sistema imunológico; previne alguns tipos de câncer, como os de cólon, de reto e da mama e o envelhecimento precoce. Obesidade, diabetes, depressão, Alzheimer, doença cardiovascular, câncer de mama, câncer colorretal, câncer de próstata e artrite reumatoide.

De acordo com Simone Neri, dermatologista da Clínica Medcin, a Vitamina D é um pró-hormônio produzido a partir da ação do raio ultravioleta B na pele. As duas principais formas são a vitamina D2 (ergo calciferol) e a vitamina D3 (cole calciferol). No fígado, a vitamina D3 é transformada em 25 hidroxivitamina D e é esta a vitamina D medida pelos médicos nos exames de sangue. Porém, a forma ativa da vitamina D é o calcitriol, obtido a partir da transformação da 25 hidroxi nos rins. O calcitriol é um hormônio que facilita a absorção de cálcio pelo organismo.

mulher-correndo-com-cachorro

Muitos estudos mostram que grande parte da população tem deficiência de vitamina D, o que aumenta a chance de desenvolver doenças. A população de maior risco são mulheres acima de 55 anos, na pós–menopausa. Mas, homens e mulheres de diferentes idades também apresentam com frequência níveis baixos da vitamina D. Os valores considerados adequados em adultos são acima de 30 ng/ml, conforme recomendação do Consenso da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, divulgado em agosto de 2018. Para o bom funcionamento do corpo, são necessárias, no mínimo, 200 UI (unidade internacional usada para a vitamina D) para os adultos, por dia. Já entre as crianças, as doses variam de acordo com a idade.

“É importante que a exposição solar seja cuidadosa. Deve ocorrer no início da manhã, antes das 10h ou no final da tarde, após as 16h, para evitar os efeitos nocivos dos raios ultravioletas, de preferência em áreas não expostas cronicamente a luz solar, como palmas e plantas dos pés, costas e pernas”, explica a médica.

Quanto ao uso de filtros solares é importante salientar, que não há impacto sobre a produção da vitamina D, como demonstra estudo recente conduzido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia no qual dois grupos de pessoas foram expostos ao sol, sendo que um deles com filtro solar e outro sem filtro. Foi realizada a dosagem da Vitamina D antes e depois da exposição e o que se observou é que não houve diferença de produção de vitamina D no grupo de pessoas expostas ao sol com filtro solar quando comparado ao grupo controle sem filtro solar. Portanto, ao contrário do que muitos pensam, é fundamental o uso dos protetores solares, principalmente em áreas do corpo cronicamente expostas a radiação ultravioleta, na prevenção ao câncer de pele.

vitamina-d
Imagem: Nursing.com

Além da exposição controlada ao sol, a alimentação também contribui para a produção da vitamina D. Alimentos como óleos de salmão, atum e sardinha, gema de ovo, fígado, leite, iogurte e queijos ajudam na produção do hormônio. Mas somente a alimentação não é suficiente para manter um nível adequado de vitamina D no sangue. O banho de sol, portanto, é a principal forma de conseguir a quantidade indicada. Em alguns casos, a suplementação também se faz necessária.

“A suplementação normaliza os níveis de vitamina D em torno de três meses após o uso diário ou semanal de forma contínua. A dose correta de suplementação depende de idade, nível de deficiência e fatores de risco que cada paciente apresenta. A deficiência da vitamina D pode ser silenciosa, ou seja, não produzir sintomas. Mas, pessoas com níveis muito baixos podem apresentar sinais de fadiga, fraqueza muscular e até dor crônica”, conta Simone.

Antes de tomar qualquer suplemento é importante checar a dosagem do nível de vitamina D no sangue já que as consequências do excesso do pró-hormônio no organismo também geram problemas sérios à saúde. Entre eles, o enfraquecimento dos ossos, elevação dos níveis de cálcio que pode gerar pedras nos rins, arritmia cardíaca, falta de apetite, náuseas, vômitos, aumento da frequência urinária, fraqueza, hipertensão arterial, sede, coceira na pele e nervosismo. Portanto, é fundamental procurar um médico e fazer um check-up anual para verificar a dosagem de vitamina D no sangue.

“Sabemos que a radiação solar é essencial à vida no planeta, e seres humanos privados do sol desenvolvem uma série de doenças físicas e psiquiátricas. Entretanto, é possível expor-se ao sol com cuidado, de forma leve e gradual, evitando queimaduras, câncer da pele e minimizando o envelhecimento, a fim de se beneficiar do bem-estar que ele nos proporciona”, finaliza a dermatologista.

Fonte: Simone Neri tem 25 anos de formação em Clínica Médica e em Dermatologia. É graduada em Medicina pela Universidade de Santo Amaro Unisa, possui residência em Clínica Médica pela Universidade de Santo Amaro Unisa, residência em Dermatologia pela Universidade de Santo Amaro Unisa, é ex-preceptora do Ambulatório de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro Unisa, médica plantonista do Pronto Socorro do Hospital São Luiz, ex-coordenadora médica do Pronto Socorro do Hospital São Luiz Anália Franco. Atualmente é dermatologista na Clínica Medcin. 

Salvar

Médicos alertam sobre importância da vitamina D

Entre as carências da população brasileira, a insuficiência de vitamina D predomina em homens e mulheres entre 19 e 59 anos. O dado foi apresentado na última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelou também uma das principais causas desse problema: a falta de exposição à luz solar. Fundamental para o bom funcionamento do organismo, a vitamina D, que na verdade é um hormônio chamado colecalciferol, é produzida pela própria pele, mas pode ser encontrada em alimentos e suplementos.

O sol é o grande responsável pela produção e absorção de vitamina D no corpo humano. Vinte minutos, entre 10 e 17 horas, três vezes na semana, já são suficientes para aumentar e potencializar a vitamina. “Quanto maior a área exposta, maior a produção”, indica a chefe do serviço de endocrinologia do Hospital de Clínicas do Paraná e vice-presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), Victoria Borba.

E ela complementa: “Apesar de existirem alimentos que contém vitamina D, como carnes, peixes, ovo, leite etc., e suplementos, a melhor forma é a produzida pelo nosso próprio corpo. Por meio da exposição solar, pelos raios ultravioletas, ocorre a transformação da pré-vitamina D, que desencadeia a produção de vitamina D por ativação de enzimas específicas. Parte da vitamina D produzida fica guardada principalmente no fígado e é utilizada quando precisamos”.

mulher-correndo-com-cachorro

De acordo com a médica, a vitamina D é importante para segurar o cálcio nos ossos e mantê-los firmes. Fraqueza muscular, dores articulares e fadiga são alguns dos sintomas que podem ser apresentados pela ausência da vitamina.

“A falta dele acarreta em perda de absorção de cálcio pelo intestino, o que desencadeia uma reação do organismo para manter o cálcio do sangue normal. Assim, há um aumento do hormônio chamado PTH, que retira o cálcio do osso para equilibrar novamente o cálcio sérico, mas acaba levando à perda óssea e osteoporose”, explica.

Doenças autoimunes, inflamatórias e neurodegenerativas também podem aparecer quando há um déficit da vitamina no corpo. “Outro problema associado à falta de vitamina D é a perda de força muscular, levando a quedas, o que é extremamente perigoso, principalmente, para idosos, uma vez que aumenta muito o risco de fraturas”, diz Victoria.

Estudos já identificam a vitamina D como uma forma de prevenção a diversos tipos de câncer, como o de próstata, mamário, ovariano, etc. A médica alerta: “Cada caso deve ser estudado e analisado com atenção”.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional Paraná (SBEM-PR), Silmara Leite, diabéticos e obesos apresentam maior deficiência de vitamina D: “Com a reposição de vitamina, podemos notar melhora na firmeza do osso e na massa magra”.

Os valores ideais da vitamina D no organismo são diferentes para bebês, crianças, adultos, grávidas e idosos. “Estudos recentes mostram uma alta prevalência de deficiência de vitamina D em gestantes e recém-nascidos, associada a parto prematuro. As crianças nascem pequenas para a idade gestacional, além de consequências na própria gestação. Por isso, recomenda-se que todas as gestantes mantenham níveis adequados da vitamina D e, para isso, é recomendado o uso de suplementos, de acordo com a recomendação médica”, explica Victoria.

Atletas também têm tendência a fazer mais reposição, pois, com treinos excessivos, muitas vezes apresentam deficiência de vitaminas e, com a reposição, conseguem resultados melhores. A única restrição é com relação à vitamina D injetável. Victoria explica que a prática envolve quantidades acima do recomendado e já foi proibida nos Estados Unidos. Em excesso, a vitamina D pode acarretar problemas como intoxicação, que leva à desidratação, insuficiência renal e alterações cardíacas graves.

vitamina-d
Imagem: Nursing.com

“A reposição deve ser feita, na maioria das vezes, por cápsulas. Hoje, as gelatinosas apresentam boa absorção. Em situações especiais, em que existem problemas de deglutição e em crianças, podem ser usadas gotas. Formulações injetáveis, além de serem dolorosas, não estão disponíveis comercialmente e não são recomendadas. Estas formulações só teriam indicação em pacientes com síndromes disabsortivas graves”, conclui a médica.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná 

Exposição solar leve, com fotoprotetor, não impacta na produção de vitamina D

Um estudo inédito promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, durante o II Simpósio Nacional de Cabelos e Unhas, em agosto de 2017, no Rio de Janeiro, identificou que a utilização do fotoprotetor e exposição leve ao sol não afeta a capacidade de síntese cutânea de vitamina D.

Coordenado pelos dermatologistas Flávio Luz (secretário-geral), Clívia Carneiro, Hélio Miot (1º secretário) e Sandra Durães, o estudo contou com o apoio da equipe do laboratório de análises clínicas da Universidade Federal Fluminense (UFF) e envolveu 95 voluntários, entre dermatologistas, alunos e participantes espontâneos.

Os participantes foram divididos em três grupos: confinados da exposição solar por 24 horas, expostos a doses baixas de sol (10-15 minutos que não chegam deixar a pele avermelhada) com e sem fotoprotetor tópico (FPS 30). Os seus níveis de vitamina D no sangue foram medidos na manhã antes da exposição solar e também na manhã seguinte, permitindo o cálculo da variação desses níveis, no intervalo de 24 horas.

A pesquisa revelou que a variação dos níveis plasmáticos de vitamina D foi maior para o grupo exposto com filtro solar do que para o grupo confinado, mostrando que ocorreu síntese efetiva de vitamina D após breve exposição ao sol, mesmo com filtro solar.

“A diferença da variação dos níveis plasmáticos de vitamina D entre o grupo exposto com filtro solar e o grupo exposto sem o filtro não atingiu diferença significativa, indicando que não houve diferença substancial entre a exposição solar leve com e sem filtro solar”, explica Hélio Miot.

O médico salienta que a síntese de vitamina D depende de doses muito baixas de UVB em pequenas áreas do corpo. A radiação atinge a pele através do vestuário leve e couro cabeludo, áreas que não são completamente cobertas pelo filtro solar.

Entre outras informações decorrentes do estudo realizado pela SBD estão:

protetor solar colorido fapesp
Foto: Wikimedia)

– O uso regular de filtro solar nas áreas diretamente expostas ao sol para prevenção ao câncer da pele, queimaduras e fotoenvelhecimento tem sido criticado por alguns profissionais como importante causa da hipovitaminose D na população devido à redução de sua síntese cutânea, culpando o dermatologista e sua recomendação do uso de filtro solar. Até o momento, nenhum estudo havia sido conduzido para avaliar e subsidiar recomendações de uso de filtro solar, especialmente, em populações de risco para hipovitaminose D.

crianca-protetor-praia

– A vitamina D é um importante hormônio produzido a partir da ingesta nutricional, e, principalmente (90%) pela pele, a partir da exposição leve à radiação UVB. Desempenha importantes funções no organismo, principalmente no metabolismo ósseo, imunidade e resistência à insulina. Diversas condições clínicas e de hábitos interferem nos níveis de vitamina D, como dietas restritivas, cirurgia bariátrica, obesidade, hepatopatia, nefropatia, idosos, acamados, indivíduos que não se expõem diretamente ao sol, sedentarismo, diabetes mellitus, entre outras.

suplemento omega 3

– Significativa fração da população mundial apresenta níveis plasmáticos de vitamina D insuficientes e até deficientes. Isso tem originado políticas de suplementação da indústria alimentar (por exemplo, laticínios, sucos industrializados), ou mesmo suplementação oral em populações de risco (por exemplo, idosos).

cachorro mulher jardim sol verão livro

– Os resultados do experimento subsidiam a manutenção da indicação da fotoproteção regular frente à exposição moderada ao sol e confirmam que a exposição solar mais segura para a pele deva ocorrer fora dos horários de pico do UVB (10h-16h), sob vestuário adequado, sem risco de vermelhidão (o que degrada a vitamina D da pele) e sem compromisso da síntese de vitamina D.

shopping praça alimentação pixabay
Pixabay

– A atual epidemia de hipovitaminose D deve decorrer da ingestão insuficiente e, principalmente, dos hábitos de lazer e de trabalho em ambientes abrigados da proteção solar, característicos da sociedade moderna que não se expõe ao sol no seu cotidiano. Isso não depende do uso de filtro solar. Ademais, há elementos ligados ao indivíduo, como a espessura da pele exposta (reduzida em idosos), má-absorção do intestino (como ocorre em pacientes que fizeram cirurgia bariátrica), medicamentos de uso regular, obesidade, sedentarismo, e variações nos receptores de vitamina D nos tecidos, que interferem com a síntese e disponibilidade de vitamina D.

Fonte: SBD

Estudo mostra associação entre baixos níveis de vitamina D e SII

Por Yvette Brazier

Muitas pessoas que vivem com a síndrome do intestino irritável são deficientes em vitamina D, de acordo com um estudo publicado na BMJ Open Gastroenterology

A síndrome do intestino irritável (SII) é um transtorno funcional crônico e debilitante do trato gastrointestinal, afetando cerca de 9% a 23% das pessoas em todo o mundo e 10% a 15% das pessoas nos EUA.

Por que e em qual condição se desenvolve é ainda um mistério, embora os fatores alimentares e o estresse sejam conhecidos por piorarem os sintomas.

Os sintomas incluem uma combinação de diarreia e constipação, inchaço, urgência (a necessidade de usar um banheiro com pressa), muco branco ou amarelo nas fezes e a sensação de evacuação incompleta.

Isso pode causar constrangimento para os pacientes, que podem viver com a condição não diagnosticada. Não há cura. Os desencadeantes e os efeitos da SII variam de um indivíduo para outro, dificultando o tratamento.

A SII conta com 2,4-3,5 milhões de visitas médicas a cada ano só nos EUA, sendo que até 12% do total de visitas são aos prestadores de atenção primária. O fardo econômico também é alto, com custos relacionados à assistência médica, perda de produtividade e absentismo do trabalho estimado em cerca de US$ 21 bilhões por ano.

mulher dor sii

82% das pessoas com a síndrome têm carência de vitamina D

Pesquisadores, liderados por  Bernard Corfe, do Grupo de Pesquisa de Gastroenterologia Molecular da Universidade de Sheffield, investigaram a associação entre os níveis de vitamina D e a gravidade dos sintomas da SII – e particularmente a extensão com a qual o problema afeta a qualidade de vida das pessoas.

Dos 51 pacientes com SII pesquisados, 82% apresentaram níveis insuficientes de vitamina D. Além disso, o status de vitamina D refletia a qualidade de vida percebida pelo paciente, avaliada pela medida em que eles relataram o impacto da síndrome sobre o cotidiano.

Corfe afirmou que os dados fornecem “uma nova visão potencial sobre a condição e, mais importante, uma nova maneira de tentar gerenciá-la”. Ele acrescentou: “A SII é uma condição mal-compreendida que afeta severamente a qualidade de vida dos pacientes. Não há uma única causa e também nenhuma cura conhecidas. Os clínicos e os pacientes atualmente precisam trabalhar juntos e usar a tentativa e o erro para gerenciar a condição, e isso pode levar anos sem garantia de sucesso”.

A pesquisadora Vicky Grant viveu com a SII por mais de 30 anos, mas experimentou uma melhora significativa nos sintomas após uma introdução a uma dose elevada de suplemento de vitamina D3 há aproximadamente cinco anos.

Ela descobriu que a suplementação melhorou drasticamente sua condição, enquanto outros tratamentos foram ineficazes. Vicky observou que a síndrome é uma doença bastante complexa que pode ocorrer ao lado de outras condições, que também podem se beneficiar dos suplementos de vitamina D.

Associações já foram estabelecidas entre vitamina D e doenças inflamatórias do intestino, pressão arterial e doença cardíaca e renal.

vitamina-d
Imagem: Nursing.com

Os pesquisadores planejam realizar um ensaio clínico maior e mais definitivo e sugerem que o teste de níveis e a suplementação de vitamina D podem ajudar muitos pacientes.

Fonte: Medical News Today

 

 

 

 

Vitamina D pode influenciar em tratamentos de fertilidade?

Uma nova análise concluiu que existe uma relação entre o status de vitamina D da mulher e a taxa de sucesso do tratamento de reprodução assistida. A infertilidade é uma questão comum e angustiante, e afeta cerca de 6,1 milhões de casais só nos Estados Unidos. Isso é cerca de 10% de todos os casais em idade fértil.

Ao longo dos anos, os tratamentos de reprodução assistida – incluindo a fertilização in vitro (FIV) e a medicação de fertilidade – tornou-se muito mais generalizada e as taxas de sucesso aumentaram. Como exemplo, dependendo da idade da mulher e da clínica envolvida, as taxas de sucesso de FIV nos EUA variam de 13% a 43%.

“Houve um aumento inicial nas taxas de sucesso graças a métodos aprimorados de escolha de embriões com as maiores chances de sobrevivência. Mas, mais recentemente, as taxas de sucesso começaram a estagnar”, afirma Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

Vitamina D e reprodução

Os pesquisadores acreditam que há margem para melhorar as taxas de sucesso dos tratamentos. Uma série de fatores potenciais está sendo explorado e alguns cientistas voltaram sua atenção para o papel potencial da vitamina D.

A grande maioria do nosso suprimento de vitamina D é gerada em nossa pele após a exposição à luz solar. Isso significa que os indivíduos que vivem em ambientes mais frios ou mais escuros são mais suscetíveis a menores níveis, assim como as pessoas com pele mais escura, aqueles que regularmente usam roupas cobrindo a maioria da pele e aqueles que raramente vão para fora.

Uma ligação entre a vitamina D e a fertilidade tem sido teorizada com base em uma série de observações. Por exemplo, os receptores e as enzimas da vitamina D foram encontrados no endométrio. Além disso, em estudos com animais, a deficiência de vitamina D causa menor fertilidade e menor função dos órgãos reprodutores. Em humanos, a deficiência de vitamina D mostrou aumentar o risco de pré-eclâmpsia, hipertensão induzida pela gravidez, diabetes gestacional e menor peso ao nascer.

Pesquisadores da Universidade de Birmingham no Reino Unido decidiram dar uma olhada nos dados existentes para investigar ainda mais. Eles realizaram uma análise, reabriram 11 estudos, incluindo 2.700 mulheres submetidas a tratamentos. Suas descobertas foram publicadas na revista Human Reproduction.

vitamina-d
Imagem: Nursing.com

Deficiência de vitamina D e menores taxas de sucesso

Os estudos destacados envolveram mulheres submetidas à FIV ou injeção intracitoplasmática de esperma, transferência de embriões congelados ou ambos. Todos os níveis de vitamina D dos participantes foram verificados por exame de sangue. As concentrações de vitamina D de mais de 75 nanomol/l de sangue foram consideradas suficientes, inferiores a 75 nanomol/l de sangue como insuficientes e menos de 50 nanomol/l de sangue como deficientes.

A análise mostrou que os procedimentos em mulheres com níveis adequados de vitamina D eram um terço mais propensos a causar partos vivos do que em mulheres que eram deficientes. Quando os pesquisadores analisaram testes de gravidez positivos e gravidezes clínicas – ou seja, onde um batimento cardíaco pode ser detectado – em vez de nascimentos vivos, os resultados foram semelhantes.

Quando comparados com as mulheres que tinham concentrações insuficientes de vitamina D, aqueles com quantidades suficientes eram 46% mais propensos a ter uma gravidez clínica e 34% mais propensos a ter um resultado de teste de gravidez positivo. A análise não mostrou associação entre aborto e concentrações de vitamina D.

Uma descoberta surpreendente foi a alta prevalência de deficiência de vitamina D entre essas mulheres. Foi descoberto que apenas 26% das mulheres nos estudos tinham concentrações suficientes de vitamina D, 35% tinham concentrações deficientes e 45% tinham concentrações insuficientes.

Os pesquisadores são rápidos em explicar as limitações do estudo. O líder da equipe diz que embora uma associação tenha sido identificada, o efeito benéfico da correção da deficiência ou insuficiência de vitamina D precisa ser testado por meio da realização de um ensaio clínico. Também fala de uma nota importante de cautela para que as mulheres que desejam alcançar uma gravidez bem sucedida não corram para a farmácia para comprar suplementos de vitamina D até que saibam mais sobre seus efeitos.

Existe a possibilidade de overdose de vitamina D e isso pode levar a maior taxa de calcificação no corpo, o que pode enfraquecer os ossos e danificar o coração e os rins. Esta análise atual sustenta a teoria de que a vitamina D desempenha um papel importante na fertilização e na gravidez. No entanto, o teste de vitamina D é relativamente simples e econômico, e com isso as expectativas em torno dela aumentam.

mulher grávida

Outros estudos sobre vitamina D

Cambiaghi cita outra pesquisa sobre o tema: “A vitamina D pode ajudar a desacelerar o processo de envelhecimento das células e tecidos, de acordo com pesquisadores britânicos. Um trabalho científico do King›s College London chefiado pelo médico Brent Richards e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, avaliou 2.160 mulheres com idades entre 18 e 79 anos, e verificou a concentração de vitamina D no sangue, comparando esse dado ao comprimento dos telômeros*. Foi observado que as mulheres com níveis mais altos de vitamina D no organismo tinham maior probabilidade de ter telômeros mais longos em suas células. Este estudo ainda não chega a comprovar causa e efeito, mas acredita-se que a vitamina D pode aumentar a atividade da telomerase**”.

“Direta ou indiretamente, a vitamina D controla mais de 200 genes, responsáveis pela integridade da resposta imunológica. As fontes alimentares não são suficientes para suprir a necessidade diária, mesmo havendo o consumo desses alimentos, a exposição solar é necessária para que ocorra a conversão da vitamina D em sua forma ativa para o organismo O Instituto Linus Pauling – Instituto de pesquisa de Micronutrientes para saúde/Universidade do Estado de Oregon – recomenda a exposição de 5 a 10 minutos ao sol diariamente sem proteção, no período de menor intensidade solar”, aconselha Cambiaghi.

Porém, ele lembra que não podemos esquecer que as radiações solares provocam manchas e apressam o envelhecimento cutâneo, além de constituir a principal causa do câncer de pele, portanto deve-se ter cuidado com exposição solar em excesso.

“As fontes naturais mais ricas em vitamina D são os óleos de fígado de peixe, salmão, sardinha, cavalinha, aveia, gema de ovo e produtos fortificados com vitamina D. Os vegetais e as frutas possuem baixo teor de Vitamina D, porém é fundamental que o consumo destes alimentos seja mantido devido a sua importância nutricional para a saúde como um todo”, finaliza o especialista.

*Os telômeros ou telómeros (do grego telos, final, e meros, parte) são estruturas constituídas por fileiras repetitivas de DNA que formam as extremidades dos cromossomos, que são os componentes do núcleo da célula responsáveis pela transmissão das características hereditárias. Sua principal função é manter a integridade estrutural do cromossomo.
** telomerase é uma enzima que funciona como protetor dos telômeros e tem influência crucial nos tipos de células; foi descoberta por Liz Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak, que receberam o Premio Nobel em 2009

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é Diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros na área médica