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Programa de mentoria ajuda empreendedores acima dos 50 anos a lançar negócios

Participantes vão planejar e colocar suas empresas no mercado com menor risco. O programa utiliza metodologia específica para a faixa etária, desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseada na andragogia

Nextt 49+, hub de inovação voltado para pessoas acima de 50 anos, está inaugurando um programa de mentoria específico para o público maduro interessado em empreender. Na prática, o programa irá oferecer apoio e aceleração para os negócios do público sênior, com o menor risco e a maior efetividade.

A expectativa é atender empreendedores em diferentes estágios de seus negócios. “Por meio de um processo estruturado, os principais desafios e questionamentos deverão ser confrontados e atendidos”, explica Mauricio Turra, um dos diretores da Nextt 49+ e idealizador do projeto.

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O programa de mentoria da Nextt 49+ , voltado a quem está iniciando, terá encontros semanais e prevê cinco fases: descoberta, ideação, validação, concepção e expansão. O processo todo é bastante ágil, envolvendo até cinco meses (dependendo da complexidade do negócio), mas esse tempo poderá ser menor, em função do estágio que o empreendimento se encontra.

O Programa de Mentoria utiliza uma metodologia específica voltada para o público adulto e desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseado na andragogia, valorizando a experiência e os saberes de cada empreendedor. Prevê também o acompanhamento do negócio de cada participante.

Para isso, cada empreendedor será orientado por um mentor com experiência profissional e acadêmica. O trio de diretores da Nextt 49+ conhece em profundidade o ecossistema das startups e das novas empresas. São eles Mauricio Turra, Ismael Rocha e Luiz Fernando D. Garcia, que têm em comum, além da vivência no mundo executivo, a docência e a direção em uma das mais renomadas instituições do País na área de negócios, a ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, de onde saíram recentemente.

A Nextt 49+ ganhou destaque em todo o País ao se lançar como primeiro hub de inovação voltado a empreendedores acima dos 50 anos, em meados de abril de 2019.

Mais sobre a NEXTT 49+

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Primeiro hub de inovação do Brasil voltado para o público acima de 50 anos, chegou ao mercado para auxiliar profissionais em transição de carreira e, até mesmo, aposentados que desejam empreender, em um ambiente desenhado para o networking e a conectividade.

Por trás da Nextt 49+ estão Luiz Fernando D. Garcia, Ismael Rocha e Mauricio Turra Ponte, trio que tem em comum a direção em uma das mais renomadas instituições de ensino do País na área de negócios, propaganda e marketing.

Localizado na capital paulista, no bairro da Vila Mariana, o hub fica em um casarão dos anos 1930 – ambiente amigável para empreendedores veteranos — e conta com todo suporte e estrutura para o sucesso dos negócios.

Programa de Mentoria Nextt 49+
Inscrições: site Nextt 49+
Endereço: Rua Capitão Cavalcanti, 38, Vila Mariana – São Paulo – SP
Telefone: (11) 94109-6653
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Sete dicas para quem deseja trocar de emprego depois dos 40 anos

Algumas tradições ainda nos fazem acreditar que mudar de profissão depois dos 40 anos ou mais é loucura. “Você vai perder sua estabilidade?”, “Vai querer começar do zero?”, “E se der errado? Como vai pagar a casa? E a escola dos seus filhos?”, são perguntas que surgem para quem planeja essa transição. Ainda somos da geração em que se manter 20 ou 30 anos na mesma empresa é sinônimo de uma carreira estável e bem-sucedida.

Mas como falar de estabilidade e sucesso em um mundo onde tantas coisas acontecem por minuto e tudo muda tão rápido? A especialista em estratégia e gestão da Effecta, Janaina Manfredini, comenta que a realidade mudou e que quem não quiser acompanhar vai ficar para trás.

“Ser resistente à mudança pode gerar sofrimento desnecessário e, até mesmo, um atraso em relação às mudanças do mundo. Não adianta fugir, esse cenário de mudanças constantes e imprevisíveis é o nosso momento atual, e te garanto, isso não é tão complicado como parece”, completa Janaina.

A especialista separou ainda sete dicas para quem, com 40 anos ou mais, está criando coragem de se jogar em outras áreas. Veja:

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Pixabay

1. Use suas experiências ao seu favor: a cada dia que passa vamos vivendo situações que nos trazem novas experiências, somos mais maduros, seguros de si e menos impulsivos, características que são importantes para o começo de uma carreira.

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2. Faça uma lista dos seus pontos fortes: separe aqueles pontos em que você sabe que pode confiar, que lhe ajudaram até agora. Se tiver dificuldades, pergunte para pessoas que já trabalharam com você.

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3. Faça uma lista do que deseja encontrar na sua nova fase: pense o que tolera e o que não admite. Essa lista vai lhe ajudar a não entrar em uma fria, a não mudar pelos motivos errados e não aceitar qualquer coisa. Use a sua experiência para avaliar essas questões.

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Foto: Gamerzero/Morguefile

4. Planeje-se: estamos falando de uma mudança que vai mexer não só com a sua vida, mas com todos que de alguma forma estão ligados a você. Isso não deve te prender, mas deve te fazer pensar. Compare as atribuições, faças as contas, liste os prós e contras, converse com pessoas que confia e analise cada ponto antes de bater o martelo, isso lhe trará segurança em todas as novas decisões, sejam elas quais forem.

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5. Converse com outras pessoas: use sua rede de contatos, procure quem já trocou de emprego ou quem está atuando com o que você gostaria de atuar. Caso não conheça ninguém nesses perfis, procure. Pode ser através de outros contatos ou diretamente nas redes sociais, o máximo que pode acontecer é a pessoa não te responder.

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6. Entenda o que você vai precisar melhorar: para alcançar o sucesso no novo desafio, o que você precisa mudar? Seja em seu comportamento, nos seus conhecimentos técnicos ou em seus relacionamentos, anote as mudanças necessárias e vá atrás para fazer acontecer.

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7. Pilote sua ideia: que tal se voluntariar para miniprojetos em ONGs ou em empresas de amigos? Você saberá os pontos a ajustar, e isso lhe ajudará a estar mais seguro, seja em uma entrevista de emprego ou como prestador de serviços. Se sua ideia é empreender com produto, faça o piloto, o plano de negócios e coloque na linha do tempo para entender o momento dos movimentos maiores.

O segredo é não se precipitar, até que sua decisão esteja bem clara e segura, continue fazendo o seu melhor no que faz agora, isso também ajudará na sua autoconfiança. E jamais pare de sonhar e entender que devemos melhorar quem somos e o que fazemos durante todos os dias de nossas vidas.

Quais problemas de saúde repentinos devemos observar após os 50 anos

Supere sua idade

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Mais de 9 em 10 adultos de meia idade ou idosos têm algum tipo de doença crônica e quase 8 em 10 têm mais de uma. Então, é provável que você tenha uma mais cedo ou mais tarde. Mas há coisas que você pode fazer para viver uma vida mais saudável.

Pressão alta

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À medida que você envelhece, seus vasos sanguíneos ficam menos flexíveis e isso pressiona o sistema que transporta sangue pelo seu corpo. Isso pode explicar porque cerca de 2 em cada 3 adultos acima de 60 anos têm pressão alta. Mas existem outras causas que você pode controlar: observe seu peso, faça exercícios, pare de fumar, encontre maneiras de lidar com o estresse e coma de forma saudável.

Diabetes

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Desde 1980, o número de adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes quase dobrou. Nos Estados Unidos, já consideram a doença uma epidemia. O risco de contrair a doença aumenta após você atingir os 45 anos, e isso pode ser sério. Pode levar a doenças cardíacas, renais, cegueira e outros problemas. Converse com seu médico sobre a verificação de seu açúcar no sangue.

Doença cardíaca

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O acúmulo de placa nas artérias é uma das principais causas de doenças cardíacas. Começa na infância e piora com a idade. É por isso que as pessoas de 40 a 59 anos têm mais de cinco vezes mais chances de sofrer de doenças cardíacas do que as de 20 a 39 anos.

Obesidade

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Pixabay

Se você pesa muito mais do que é saudável para a sua altura, pode ser considerado obeso – não está apenas com alguns quilos a mais. Obesidade está ligada a pelo menos 20 doenças crônicas, incluindo cardíacas, derrame, diabetes, câncer, pressão alta e artrite. A taxa mais alta entre todas as faixas etárias é em adultos com idades entre 40 e 59 anos – 41% dos quais são obesos.

Osteoartrite

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Os médicos atribuíram essa doença das articulações ao desgaste da idade, e isso é um fator (37% das pessoas com 45 anos ou mais têm osteoartrite do joelho). Mas genética e estilo de vida provavelmente têm algo a ver com isso também. E lesões articulares anteriores, falta de atividade física, diabetes e excesso de peso também podem desempenhar um papel.

Osteoporose

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Cerca de metade das mulheres com mais de 50 anos e até 25% dos homens nessa faixa etária têm fraturas porque perderam muita massa óssea e seus corpos não a substituíram. Algumas coisas que podem ajudar: uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D (você precisa de ossos fortes) e exercícios regulares de sustentação de peso, como dançar, correr ou subir escadas.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

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Essa doença causa inflamação e bloqueia o ar dos pulmões. É uma doença lenta que você pode ter durante anos sem saber – os sintomas geralmente aparecem nos seus 40 ou 50 anos. Isso pode causar problemas para respirar e tossir, chiar e cuspir muco. Exercício, dieta saudável e evitar fumaça e poluição podem ajudar.

Perda de audição

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Talvez nada diga “você está envelhecendo” mais do que ter que perguntar: “O que você disse?”. Cerca de 18% dos americanos de 45 a 64 anos, por exemplo, têm algum tipo de problema de audição e tende a piorar com a idade. Barulho alto, doença e seus genes desempenham um papel. Alguns medicamentos também podem causar problemas auditivos. Consulte o seu médico se você não conseguir ouvir o que costumava ouvir.

Problemas de visão

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Esse borrão irritante quando você tenta ler o tipo pequeno em rótulos ou menus não é a única ameaça à sua visão à medida que envelhece. Cataratas (que ofuscam as lentes do seu olho) e glaucoma (um grupo de doenças oculares que danificam seu nervo óptico) podem prejudicar sua visão. Consulte seu oftalmologista para exames regulares.

Problemas de bexiga

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Foto: Trestletech

Você não pode ir ao banheiro quando precisa, ou precisa ir com muita frequência, são os problemas com o controle da bexiga que tendem a acontecer à medida que envelhecemos. Eles podem ser causados por problemas nos nervos, fraqueza muscular, tecido espessado ou aumento da próstata. Exercícios e mudanças no estilo de vida – beber menos cafeína ou não levantar coisas pesadas, por exemplo – geralmente ajudam.

Câncer

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A idade é o maior fator de risco para o câncer. A doença também afeta os jovens, mas suas chances de tê-la mais que dobram entre 45 e 54 anos. Você não pode controlar sua idade ou seus genes, mas pode ter algo a dizer em coisas como fumar ou passar muito tempo tomando sol.

Depressão

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Pessoas entre 40 e 59 anos têm uma taxa mais alta de depressão do que qualquer outra faixa etária. Muitas pessoas caem à medida que surgem problemas de saúde, perdem ou se afastam de entes queridos e outras mudanças na vida acontecem. No entanto, após 59, os números caem para apenas 7% das mulheres e 5% dos homens.

Dor nas costas

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Quanto mais velho você fica, mais comum essa dor se torna. Muitas coisas podem torná-lo mais propenso a tê-lo: estar acima do peso, fumar, não fazer exercícios suficientes ou ter doenças como artrite e câncer. Observe seu peso, exercite-se e obtenha bastante vitamina D e cálcio para manter seus ossos fortes. E fortaleça os músculos das costas – você precisará deles.

Demência

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A doença de Alzheimer, uma forma de demência, geralmente não aparece até os 65 anos. Uma em cada nove pessoas nessa faixa, ou mais, tem Alzheimer, mas a taxa sobe para 1 em cada 3 para as idades de 85 anos ou mais. Alguns fatores de risco (como idade e hereditariedade) são incontroláveis. Mas as evidências sugerem que uma dieta saudável para o coração e observar sua pressão e açúcar no sangue podem ajudar.

Fonte: WebMD

Gwen Stefani faz 50 anos hoje

E quem completa 50 anos hoje, é a cantora Gwen Stefani. Ela nasceu em 3 de outubro de 1969 no St. Jude’s Hospital em Fullerton, Califórnia. Seus pais são Dennis Stefani e Patti Flynn e seus irmãos são Eric Stefani, Jill e Todd Stefani. O pai é descendente de italianos e a ascendência da mãe é inglesa, irlandesa, escocesa, alemã e norueguesa.

Gwen e seu irmão Eric começaram a banda No Doubt quando ela era adolescente. A cantora passou dos vocais de apoio para principal quando o vocalista original, John Spence, se suicidou. Ela namorou o colega de banda Tony Kanal por sete anos,e o rompimento rendeu uma das canções mais famosas do grupo: “Don’t Speak”. Em 2004, lançou o primeiro álbum solo, “Love. Angel. Music. Baby.”

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Gwen com o ex-marido, Gavin – Pinterest

Após o término do relacionamento com o colega de banda, ela namorou e se casou com o roqueiro inglês Gavin Rossdale, vocalista da banda Bush, em setembro de 2002, em Londres. Eles tiveram três filhos juntos – Kingston de 13 anos, Zuma de 11 e Apollo de 5 – e se separaram em 2016, por causa de uma traição do rapaz.

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Gwen com o namorado, Blake, e os três filhos dela – Foto: Steve Granitz/WireImage

Nesta época, ela fazia parte do júri do programa The Voice. Não demorou muito para que se interessasse em conhecer mais um dos colegas de cadeira, o cantor country Blake Shelton. Os dois estão juntos desde então.

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Gwen é considerada um ícone fashion. Desde a época do No Doubt ela já era responsável pelo seu figurino. Isso a levou a criar uma linha de roupas chamada L.A.M.B. em 2004 que fez muito sucesso.

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Ela também se aventurou pelo cinema. Seu primeiro papel foi em O Aviador, de Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio, no qual interpretou a diva do cinema Jean Harlow.

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A marca registrada da cantora é o cabelo platinado e o batom vermelho. Porém, para mim, o que mais chama a atenção é que Gwen parece nunca envelhecer. Continua linda, com uma pele de fazer inveja e superjovem em tudo o mais. Parabéns para mais esta libriana.

 

 

Cinco dicas para empreender com sucesso após os 50 anos

Há dez anos, a grande maioria das pessoas na faixa dos 50 anos estava se aposentando ou começando a planejar sua retirada do mercado de trabalho. Hoje, o cenário mudou radicalmente. Segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população entre 50 e 54 anos, formada hoje por mais de 12,3 milhões de brasileiros que caminham para a maturidade, desejam continuar no mercado de trabalho; muitos deles, como empreendedores.

“Essas pessoas continuam ativas, produzindo. E, aos 50 anos, encontram-se no auge de suas capacidades intelectual, emocional, relacional, social e, consequentemente, produtiva. São indivíduos que enxergam a aposentadoria como algo muito distante da realidade deles”, explica Ismael Rocha, mestre em sociologia e consultor de negócios, sócio-diretor da Nextt 49+, primeiro hub de inovação do Brasil para empreendedores acima dos 50 anos.

Confira, a seguir, as estratégias do consultor da Nextt 49+ para quem deseja empreender com sucesso após os 50 anos:

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=Acredite nas oportunidades alinhadas com seu perfil. O mercado apresenta inúmeras ofertas para quem deseja empreender. É preciso, porém, estar preparado para aproveitá-las. Por isso, antes de mergulhar em um negócio, é necessário fazer uma autoanálise do seu perfil e competências. “Lembre-se: ter afinidade com a área já é um grande ganho”, explica Ismael Rocha.

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=Negócios de impacto social são tendência para futuro. “Antes de iniciar a sua jornada empreendedora, é importante estudar o mercado onde se deseja atuar”, diz Rocha. “E vale também apostar em algo que melhore e cause impacto na vida das pessoas, segmentos bastantes promissores”, conclui ele.

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=Busque ajuda. Profissionais mais experientes tendem a ser mais autoconfiantes, porém, isso pode ser uma armadilha. É importante consultar especialistas para conseguir orientações sobre a viabilidade do seu projeto e dispor de um plano de negócios, antes de dar o start no projeto. “Por fim, elabore quais serão os diferenciais e avalie os riscos”, alerta o consultor.

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=Invista em capacitação. No atual mundo do trabalho e dos negócios, sempre haverá algo novo para se aprender. É preciso sair da zona de conforto e buscar conhecimento. Muitos dos empreendedores acima dos 50 anos passaram boa parte de suas vidas como funcionários de empresas; muitas vezes, como especialistas em determinada atividade. “Ser dono de empresa, por sua vez, exige colocar em prática várias competências ao mesmo tempo. Buscar o aperfeiçoamento nas várias áreas que sentir necessidade é o caminho para superar com mais facilidade os desafios”, explica.

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Pixabay

=Construa uma visão de futuro. O mundo muda a uma velocidade nunca vista. Podemos dizer que o que vale hoje, não valerá amanhã. “Então, vale construir uma visão de futuro, identificando quais variáveis compõem o seu universo e como você está situado nele”, diz Rocha. “Lembre-se: o empreendedor de sucesso tem visão de longo prazo e diariamente encontra chances de inovar”, completa ele.

Fonte: Nextt 49+

Ano sabático aos 50 pode ajudar a encontrar novos rumos, mas é preciso planejamento

Muitos sonham em tirar um ano sabático para refletirem, desacelerarem, aprenderem e voltarem revigorados e fortes, para continuar ou dar uma grande virada na vida. O comum é passar esse período, que não precisa ser necessariamente de um ano, em outro país ou cidade, mas isso não é algo obrigatório. O importante é mesmo dar um tempo.

O termo sabático tem origem na palavra hebraica shabat que significa repousar. Na antiguidade, de sete em sete anos, celebrava-se o ano sabático, um período de repouso para as pessoas e para a terra, durante o qual não se podia semear nem colher. No ano sabático ocorria o perdão das dívidas. A intenção era que as pessoas não ficassem pobres. Além disso, também significava a libertação de quem trabalhasse como escravo para pagar seus débitos.

“Um ano sabático é o plano de muitas pessoas que almejam ter um período para o autoconhecimento, um momento para o desafio de lidar com o novo, desfrutar e desconstruir modelos mentais que muitas vezes só pesam, porém não agregam”, afirma a psicóloga clínica Sirlene Ferreira. “A pessoa sente a necessidade de se permitir um momento de introspecção, de elaborar algo, ter contato com novas culturas, com pessoas e lugares desconhecidos”, completa.

Para a psicóloga, as pessoas voltam, sim, modificadas e empolgadas com a experiência, e que vale a pena passar por ela: “Pode ser um excelente momento para simplesmente recarregar as energias, ou até mesmo pensar em novos projetos. Porém, o ano sabático requer elaboração, planejamento, disposição e baixa expectativa”, conclui.

E, a cada dia, mais pessoas que estão chegando aos 50 resolvem dar este repouso, seja na vida profissional ou pessoal. Confira alguns depoimentos:

Causa animal

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Silvana Andrade, 55 anos, mora em São Paulo, fundadora e presidente da Anda (Agência de Notícias de Direitos Animais), divorciada, sem filhos, São Paulo: “O período que tirei não foi programado, ele ocorreu por conta da morte da minha cachorrinha, Nina, que inspirou a criação da Anda. Aliás, ela mudou minha vida em 180º, pois me tornei ativista e vegana por ela. Então, quando Nina morreu senti uma tristeza profunda e percebi que precisava fazer algo. Três semanas depois, comprei um intercambio, havia completado 50 anos em fevereiro e, em março, deixei o site aos cuidados de outras pessoas e fui para o Canadá para aprender inglês. Para isso, vendi carro e alguns bens para me sustentar por lá, o curso já estava pago. Minha intenção era fazer coisas diferentes para quebrar a dor que sentia. Mudou minha vida completamente, após vivenciar tudo o que passei. Fiquei mais tempo do que imaginava, ia para passar seis meses e fiquei três anos, só voltava em dezembro para cá, passava os meses que lá são mais frios aqui e depois voltava. Continuei na direção do site, mas em um ritmo bem menor, poucas horas por dia. Descansei, mas continuei o ativismo pelos animais. Hoje sou uma cidadã do mundo, tenho amigos em todos os lugares, fiz palestras lá e nos EUA, e essa mudança ampliou muito minhas perspectivas e meu trabalho dentro da causa animal. Eu me sinto renovada e muito jovem aos 55 anos, acho que é muito importante, em algum momento da vida, parar, refletir e ver o que se pode mudar, é recompensador. Resolvi fazer o intercambio aos 50 e foi fabuloso, do ponto de vista emocional, me fortaleci. Você também conhece e vivencia outras culturas e volta melhor. Tirando questões muito particulares, de forma geral, sou melhor e mais feliz por ter vivenciado esse período fora do país”.

Uma nova missão

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Márcia Olandim Spinola, 54 anos, mora em Belo Horizonte (MG), foi professora e hoje é missionária MPC (Mocidade para Cristo), divorciada, três filhos: “Sempre gostei de fazer coisas diferentes, e passava por um divórcio conturbado, daí resolvi dar uma parada, li sobre ano sabático em um site e achei interessante. Tinha 48 anos quando fui e fiz 49 lá. Queria fazer algo novo, descansar e começar outro ciclo. Eu me preparei primeiro lendo e estudando, tinha um emprego muito bom, era coordenadora em uma escola e tinha três filhos adultos. Pedi demissão e me preparei financeiramente. O dinheiro teria de dar pra viagem e para manter a casa aqui. Emocionalmente, me preparei também para ficar longe, mas tenho um jeito meio livre e tranquilo. Sou extrovertida, corajosa, esta parte foi fácil. Fui para Naples, na Flórida, Estados Unidos. Pesquisei sobre a cidade, cultura e tal. Conhecia os EUA como turista e havia um casal conhecido que me recebeu com muito carinho. Minha intenção era sair do país, fazer algo novo, conhecer gente e ter um tempo livre para servir as pessoas. Você tem de ir com o coração aberto e curtir. Trabalhei em uma revista de negócios que seria publicada no Brasil colaborando nos textos; fui organizer na casa de uma acumuladora; morei na casa de uma colombiana e estudei inglês em um college. Mudou tudo na minha vida, tomei gosto de servir as pessoas. Voltei e fui trabalhar em uma escola, mas pedi demissão depois de uns meses e me tornei missionária. Falo do amor de Deus por meio de Jesus. Faço capelania escolar, servimos professores, alunos, famílias. Levo projetos sociais, aconselhamento, conto histórias com valores para crianças. Valeu muito à pena, tenho vontade de fazer de novo. Aconselho, mas precisa pesquisar, não tomar decisão na emoção, e se planejar, pois você fica longe da família, da zona de conforto. Esse período mudou toda minha perspectiva de vida, e de pessoas próximas a mim, meu filho mais novo foi para lá com 20 anos me visitar, e não voltou. Já os outros dois ficaram mais independentes. A Bíblia diz para ampliar suas tendas, olhar mais longe. Não penso na minha idade, vejo jovens sem ânimo, com medo de viver, com a cabeça tão engessada. Parecem ter mais de 100 anos. Minha cabeça é muito jovem, mas gosto da maturidade porque coisas que me faziam sofrer aos 30, não me atingem mais. Curto de forma vibrante, sei quem sou e qual meu propósito na Terra, convivo bem com o envelhecer, estou bem comigo, cheia de vigor e faço planos como se tivesse 20 anos”.

Ser e não só fazer

DENISE NA ISLANDIA DE BIKEDENISE EM LONDRES

Denise Alves, 52 anos, mora em São Paulo, Engenheira Química de formação, atuou como executiva em marketing, inovação e sustentabilidade por mais de 20 anos, casada, sem filhos: “Saí da Universidade e fui direto trabalhar, primeiro na Unilever (7 anos) e, depois, na Natura (14 anos). Achei que já tinha vivido dentro das paredes e das salas de reuniões por muito tempo. Precisava respirar outros ares, transitar em novos ambientes, ter um tempo livre para pensar na vida, desenvolver outras habilidades. Acredito que para nos desenvolvermos temos que nos colocar em posições diferentes, de desconforto, e o sabático pode possibilitar isso. Tinha 48 anos na época e a proximidade dos 50 pesou por um lado. Tive dúvidas do tipo: será que ao voltar vou ter meu emprego ainda ou será que vou me adaptar novamente ao mundo executivo? Por outro lado, meus anos de estrada me possibilitaram ter uma boa reserva financeira. O fato de não ter filhos também ajudou. Meu chefe na época é o atual presidente da Natura. Quando da minha avaliação de desempenho, no começo de 2014, conversamos, coloquei meu desejo de fazer um sabático no ano seguinte, combinamos quais deveriam ser minhas entregas até lá e acordamos os prazos. A Natura já tinha uma política permitindo o período sabático, de no máximo dois anos, e vários funcionários já haviam saído. Portanto, não era um “big deal”. Financeiramente, foram minhas economias que me permitiram sair tranquila. Fiz todos os cálculos de quanto gastaria em dois anos. Mas, entramos em uma supercrise em 2015 e a desvalorização do real foi tremenda, quase furou todos os meus planos. A intenção, primeiramente, era fazer um mestrado. Cheguei a ser aprovada, mas na hora de pagar a primeira anuidade da escola, a libra estava mais de 6 reais. Havia saído no pior período possível, no começo de 2015, quando o real começou a desvalorizar. Daí, achei que não valia a pena. Fui com minha esposa para Londres, morei lá um ano, estudei inglês, depois viajei pela Europa. Compramos duas bicicletas dobráveis e por todas as cidades andávamos só de bike. Fomos aos países escandinavos, depois um mês na Islândia, de lá para o sul da França, onde aluguei uma casa por um mês e percorremos a região de carro. Sabático é para ser e não só fazer. Na volta, mudou tudo na minha vida, saí da Natura e montei minha própria consultoria. Fui Diretora de Sustentabilidade da Natura por 4 anos e esta bagagem me permitiu montar a GOM, minha própria consultoria em sustentabilidade, juntamente com a Touch Branding e a Touch Green, uma extensão da Touch Branding, especializada em posicionar marcas de um ponto de vista social e/ou ambiental. Valeu muito à pena. Acho que é superimportante dar “rebooting na máquina” de tempos em tempos. Quem tem mais de 50, hoje em dia, passou por tantas mudanças que hoje está superescolado (não confundir com descolado). Quando entrei na Unilever, como trainee em 1993, havia só um microcomputador para todos os trainees. Não tinha mail! Não havia internet, nem Google, nem celular. Dependendo de quando a pessoa nasceu, nem consegue imaginar um mundo assim. O ideal era ser engenheiro, médico ou advogado. O sonho dos pais era que entrássemos no Banco do Brasil, na Petrobrás ou em algum emprego público. Imagine o quanto minha geração já teve que se adaptar nestes últimos 26 anos e como estamos escolados. Esperei na fila do orelhão para ligar para a mãe, hoje é só pegar o celular. Viajava reservando hotel em Budapeste, por telefone, sem saber ao certo o que ia encontrar lá. Hoje, é só entrar no Booking, no Airbnb, pronto, tudo resolvido. Nós, os cinquentões, tivemos o privilégio de ter vivido e estarmos vivendo todas essas mudanças. Para mim, é um privilégio. A mudança me faz correr atrás, me faz ficar esperta, me faz crescer. Por outro lado, nem todo mundo gosta de tanta mudança e quem não for se atualizando ou já perdeu ou vai perder o bonde em breve, porque a tecnologia está promovendo mudanças exponenciais, em todos os aspectos da nossa vida. As relações estão mudando, o trabalho está mudando, os valores estão mudando, enfim tudo. E a uma velocidade surreal. Mas também como temos referências, pra gente algumas coisas são bem chatas! Só para deixar claro que não é tudo cor de rosa, achava mais legal o tempo que íamos aos museus e não tinha fila para tirar self ao lado da obra de arte. Que não tinha nenhum ‘mané’ atendendo o celular no meio do filme! E outras coisinhas aqui ou ali. Mas isso é tão pequeno comparado à quantidade de coisas legais que existem hoje. Em suma, ter 50 é muito bom, se você tem consciência de tudo isso”.

Expecialista explica porque namorar aos 50 é melhor que na juventude

Sexóloga e terapeuta de casais diz que experiências vividas dão mais confiança para um relacionamento mais tranquilo e feliz

Muitas mulheres solteiras que atingiram a casa dos 50 anos pensam que namorar nessa idade é angustioso, fora de moda, podendo trazer muito mais frustração e confusão que felicidade. Para a sexóloga e terapeuta de casais, Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50 não é a idade a principal razão para o medo, mas as características da nossa sociedade que dão valor exacerbado para a juventude.

A vida conturbada faz muitas pessoas, nesta faixa de idade, ainda não terem se estabelecido profissionalmente ou pessoalmente. “Esse é um processo pelo qual todas as pessoas, homens e mulheres, atravessam, mas há um lado positivo em ter atingido a maturidade”, afirma a especialista.

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De acordo com Carla, a correria cotidiana, os afazeres, a pressão, as responsabilidades tem feito pessoas chegarem aos 50 sem sequer terem vivido um romance duradouro, sem contar a solidão ou a indefinição da vida profissional. Por outro lado, existem razões para comemorar, segundo a consultora, como as mudanças ocorridas na sociedade e que permitiram uma qualidade de via superior aos que chegam aos 50 anos.

Essas mulheres e homens estão em plena movimentação, seja profissional e pessoal, que incluem as atividades físicas, intelectuais e porque não dizer sexuais. “As mulheres de 50 anos, por exemplo, não deixam nada a desejar e não perdem em relação às garotas de 20 e poucos anos em especial no que tange ao namoro”, diz Carla Cecarello.

Há outros motivos que transformaram a forma de encarar a realidade por parte das mulheres mais maduras. A qualidade de vida melhor, mais ativa e porque não dizer com uma intensidade em vários campos, permite ter uma vida amorosa ou até pensar em montar uma família nesta idade. Além das novas estruturas da sociedade, as pessoas de 50 anos são mais bem informadas, estão mais atualizadas e algumas já economicamente definidas, atentas, inclusive, as novidades tecnológicas.

“Há uma falsa noção de que aos 50 anos as pessoas deixaram a vida de lado ou deixaram de produzir”, afirma a consultora do site de relacionamento focado em pessoas nesta faixa etária.

O Solteiros50 foi criado por uma empresa alemã que notou uma intensa atividade entre pessoas que procuravam recomeçar suas vidas seja após um casamento frustrado e finalizado ou por se tornarem viúvas ou viúvos em plena atividade. No Brasil, desde 2018, o site reúne em torno de 2 milhões de assinantes e cerca de 15 mil novos registros diariamente. A intensa troca de mensagens no sistema mostra que as cinquentonas e cinquentões estão bem ativos e querem sim experimentar e vivenciar o que lhes é oferecido.

Para Carla, as mulheres sabem que o processo de namoro é tão brilhante e belo como elas são. “Elas sabem que podem fazer toda a diferença porque possuem visão sobre homens e os relacionamentos justamente por causa das experiências já vividas”, afirma a sexóloga.

Essa é a diferença que faz das mulheres de 50 tão boas quanto as jovens de 20, porque essas podem dar beleza e prazer e as outras podem dar tranquilidade e prazer com toda a experiência. Para destacar essas diferenças entre as jovens e as maduras, a consultora do site Solteiros50 apontou 6 razões de porque as mulheres consideram os 50 anos a melhor idade para engatar um romance e ser feliz.

Riqueza de conhecimentos

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Aos 50 elas não se importam mais quem são ou como eram aos 20 anos ou as diferenças entre um período e outro. As mulheres com mais de 50 anos sentem-se mais seguras, sabem do que gostam (e não gostam) e confiam mais em si mesmas. Esse é o benefício da experiência de vida – maior confiança. “Elas sabem que podem aproveitar mais e melhor a vida nesta faixa”, diz a consultora.

Encontrou a si mesma

casal briga separação pixabay
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Se aos 20 e poucos anos, a mulher busca se impor e se estabelecer, aos 50 ela já encontrou a si mesma, não necessita comparar-se às outras ou se preocupar com o que as pessoas pensam. As descobertas já foram feitas assim como as preferências. As lições mais fáceis assim como as mais difíceis foram aprendidas e assimiladas. Os benefícios desta experiência são notáveis e podem ser usados para encontrar o amor da vida delas, pois já sabe o que gosta e não gosta nos homens.

Começar ou não projetos

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A liberdade permitida nesta idade impõe regras como perceber o avanço do relógio biológico. Ou a pessoa já tem seus filhos ou não, o parceiro tem ou não. Assim, se o projeto é formar uma família com filhos, ela sabe que o relógio biológico é um problema, o que não a impede de assumir a maternidade por vias alternativas, como a adoção, por exemplo. Lá atrás essas mulheres procuravam por homens com quem pudessem começar uma família e tinham critérios como ser bom provedor e pai. Atualmente, elas podem decidir e escolher de que forma será, uma vez que já estão economicamente resolvidas e independentes. A missão delas é apenas escolher um homem com potencial de ser um bom pai, na formação, educação e auxilio para cuidar do filho. “Se a opção for não ter filhos, significa que elas querem se divertir, com a liberdade de escolher um homem que saiba aproveitar e compartilhar os bons momentos da vida”, diz Carla.

Experiência nos relacionamentos

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As mulheres aos 50 já passaram pelo casamento e relacionamentos diversos e adquiriram habilidades de comunicação para lidar com situações que surgem. Não tem mais medo de falar ou de dialogar sobre esses problemas e tampouco se exasperam por simples dificuldades. Elas conversam mais, tem mais calma e raciocínio lógico para resolver as situações com sucesso. As explosões e os ciúmes comuns na juventude desaparecem, pois são comportamentos inaceitáveis. Não há garantias de que agir desta forma gere felicidade perpétua, mas é uma chance de que as soluções sejam mais duradouras e efetivas.

Símbolos e demonstrações de posse

casal meia idade feliz
Como casamento não é uma necessidade nesta faixa de idade para as mulheres, encontrar um parceiro não necessita demonstrar controle ou posse como forma de garantir a efetividade da relação. Assim, nem sempre elas desejam colocar uma aliança nos dedos para confirmar o relacionamento ou a posse sobre o outro e também não demonstram ciúmes como forma de segurar o companheiro, embora desejem um relacionamento de longo prazo e comprometido. Elas são livres para escolher e dão liberdade para os parceiros decidirem. Essa é uma pressão que deixa de existir aos 50 anos.

Parceiros também estão melhores

casal na banheira
Assim como as mulheres, os homens aos 50 anos e mais estão muito melhores. Não é a regra, mas a maioria está bem melhor e madura. Eles são mais sensíveis e demonstram isso com mais facilidade e menos vergonha. Na medida em que envelhecem, os homens sentem-se mais à vontade com a intimidade, se tornam carinhosos, sábios ou têm melhores habilidades no sexo e no amor. A tecnologia, os sites de namoro, os aplicativos de encontro, por exemplo, são formas de contribuir para a aproximação entre elas e eles.

Fonte: Solteiros50 

Sexo aos 50: por que é melhor nesta faixa etária?

A experiência de vida conta muito nesta faixa de idade, especialmente porque boa parte delas já foram experimentadas e, apesar das controvérsias sobre a capacidade física dos cinquentões, a sexóloga Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50 e a psicóloga Iris de Souza, especialista em relacionamentos do site Amor&Classe, confirmam: “esta é a melhor idade para tudo, inclusive para os relacionamentos e para o sexo”, afirmam.

Para Carla, há algumas razões para o sexo ter mais qualidade nesta faixa etária, porém, se houver informação e cuidados, há ainda muitas formas de melhorar a vida sexual dos novos 50+. Já para Iris, está é também uma fase em que os homens já vivenciaram muitas experiências e podem se dedicar a uma relação afetiva mais contundente.

Ambas as especialistas dizem existirem argumentos suficientemente reveladores de como o sexo e a relação amorosa vai melhorando com o passar dos anos. No caso deles, as relações tornam-se muito mais fáceis de serem conduzidas. Para elas, nem tanto, principalmente pelos erros deles em serem menos interessados anteriormente. Por isso, as especialistas listaram dez razões do porquê tanto o sexo quanto as relações podem ser interessantes aos 50 anos. Confira:

Autoconfiança

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Para as especialistas, aos 50 anos, tanto ele quanto ela já possuem maior conhecimento de suas capacidades pessoais e determinações. Sabem também de tudo o que gostam e do que não gostam. Nesta faixa etária já estão como queriam estar e como querem ficar na vida, de forma que não precisam se autoafirmar continuamente para outras pessoas. Por essa razão, as pessoas de 50 anos se concentram nas coisas que são realmente importantes para elas. Essa autoconfiança permite a elas viverem melhor cada momento e abraçar de forma muito mais responsável suas escolhas, notadamente na intimidade e nos relacionamentos.

Mais prazer e menos pressão
Antes de chegar aos cinquenta anos, as pessoas levam a vida em uma intensidade tão grande que é preciso se autoafirmar constantemente. Quando se é jovem, por exemplo, existe uma pressão muito maior para que haja correspondência entre o corpo (parte física) e o sexo. Essa tensão na parte física do sexo exige mais correspondência no que diz aos resultados, o que, em vez de ajudar, na maioria das vezes, atrapalha. Os mais jovens vivem sobre pressão para se apresentar bem fisicamente, especialmente sobre a cama e sobre o corpo do outro, para oferecer prazer. Com a idade e com o autoconhecimento, percebem que não é a duração do sexo, nem a quantidade de prazer e orgasmos que têm ou dão que conta, mas o prazer e a satisfação de ambos em completa e absoluta sintonia e sincronia. Por essa razão, sexo depois dos 50 é conexão. Mesmo que seja sexo casual, o foco mudou da performance para o conectar-se ao outro.

Sem pressa

casal meia idade feliz
O passar dos anos ensina muita coisa, uma delas é dar tempo ao tempo e não viver apenas em relação a ele, mas conectado ao seu redor e com todos, inclusive com o próprio Chronos*. Desta forma, as pessoas aprendem a gerir melhor o seu tempo e ganham, assim, oportunidades para apostar mais na vida sexual. Dar tempo ao tempo significa que elas passam a uma posição privilegiada de poder investir em si mesmas e a possuir mais tempo para cultivar gostos, hobbies e namoros, que incluem o prazer sexual, não como objetivo, mas como forma de expressar a forma de encarar a vida.

Experiência e qualidade
Se o sexo já não é apenas uma capacidade física e tampouco uma demonstração de força, mas de jeito e forma, só com o tempo as pessoas percebem-se melhor e valorizam outras formas de atingir o prazer sexual. A leitura de bons livros ou a consulta com especialistas, como sexólogas, psicólogas ou terapeutas entram no circuito de conhecimento e informação dessas pessoas. Existem livros sobre satisfação sexual e novas experiências sexuais que antes eram impensáveis de ser lidos, ou eram considerados objetos que jamais seriam contemplados. Conhecer-se a si mesmo e a sexualidade abre novas fronteiras de relacionamentos e experiências que aqueles que têm mais de 50 se colocam disponíveis e abertos para conhecer.

Liberdade absoluta

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Há durante o percurso até os 50 anos inúmeras preocupações, especialmente em relação as questões profissionais, financeiras e suporte material. Atribui-se a elas um peso maior. Quando se obtém as experiência de vida, percebe-se que o peso pode ser igual para todos os assuntos e temas, o que é libertador. Isto permite à pessoa priorizar o que é realmente importante para ela e, de acordo com o que gosta, dedicar mais ou menos atenção e prioridade. Na vida sexual, a libertação, principalmente em relação a questão física, permite que se procure e se entregue a novas aventuras.

O ápice com mais facilidade
A libertação da questão da prática sexual concede às pessoas com mais de 50 atingir o orgasmo com muito mais facilidade e qualidade, mesmo várias vezes. O prazer completo, o ápice da relação, pode ser conseguido mais facilmente porque as pessoas são mais seletivas na escolha dos parceiros e as escolhas são baseadas em gostos, compatibilidades e não apenas por beleza física, comum nos jovens, como processo de seleção. Além disso, a pressa para se levar alguém para a cama não permite que se conheça tão bem o outro, como em uma relação aos 50 anos.

Espontaneidade

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Outra razão é a quebra da rotina, que pode aumentar a libido do casal. As mudanças de hábitos trazem novidades. Inovar ajuda no aumento da atividade sexual, sobretudo quando os casais já se conhecem há muito tempo.

Relações mais simples e claras
Honestidade nem sempre é o forte das relações mais jovens. Aprende-se com o tempo que a necessidade de se falar com clareza e ser honesto naquilo que diz é fundamental para que a relação ocorra de forma simples e verdadeira. Aos 50 anos, essa é outra das coisas que se ganha: clareza e honestidade nas relações interpessoais. As pessoas sentem-se mais à vontade com o outro e dão mais liberdade para se autoafirmarem ou apresentar suas ideias e opiniões. É algo fabuloso. Ser direto e objetivo na relação com os outros não é algo apenas para pessoas aos 50, mas deve ser para todas as idades, em que os estereótipos deveriam ser deixados de lado e os estigmas esquecidos para facilitar a experiência da vida.

Tolerância

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Desde que o ser humano é ser humano deveria ser tolerante com o outro. Numa relação interpessoal ou amorosa, a tolerância deveria ser central, pois evitaria o desperdício de tempo entre duas pessoas que não se respeitam ou não se conhecem por não serem diretas e objetivas ou porque vivem com seus estigmas e montam seus estereótipos (de como deve ser a pessoa ideal para elas). Ser tolerante com o outro não é aceitar suas ideias e opiniões, mas entender quais são essas ideias e opiniões. Se ambos agem com tolerância, as opiniões serão claras e as decisões tomadas suavemente tanto para a vida em conjunto quanto não. Aos 50, isso está claro.

Inovar e experimentar
Aos 50, a inovação não tem de ser uma barreira para o sucesso, mesmo que as experiências já tenham sido vividas. Ainda há tempo para aprender. Esse aprendizado é sempre obtido com muita qualidade e, por isso, capaz de inovar e experimentar, de forma a analisar os ganhos e as perdas em torno da inovação. Nos relacionamentos, a inovação e experiência se tornam mais fáceis e muito mais aceitas.

Interesse por moda cresce entre os novos 50

Em 2017, durante a edição 43 da SPFW, a estilista Raquel Davidowicz, da grife UMA, convidou a prima, Suzana Kertzer, uma ex-modelo, então com 67 anos, para desfilar um de seus modelos. Na época, Raquel declarou: “Hoje, a roupa não tem idade, então, não tem que só mostrar modelos tão jovens”. Ela também lembrou que entre as mulheres que usam suas roupas havia clientes de 70 anos, “bacanérrimas”, que eram as mais ousadas e se vestiam com muita personalidade.

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Suzana Kertzer desfilando para a prima

Em agosto do mesmo ano, na 44ª edição da SPFW, foi a vez da estilista Gloria Coelho, em parceria com a Natura, abordar o tema #velhapra questionando os padrões de beleza da moda. Na época, ela comentou que “a idade não pode restringir a carreira, a atitude, a forma de se vestir e as feições de ninguém”. Na passarela, mulheres de várias idades, como a cantora Marina Lima e a empresária Teresa Fittipaldi, entre outras, desfilavam.

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A cantora Marina Lima

Sim, ao que parece, a moda está caminhando para ser ageless (sem idade) e os novos 50 estão cada dia mais interessados nesse tema. Eles não apenas são consumidores atentos que sabem o que querem, como também têm mostrado interesse em aprender a fazer e a entender a moda.

Auge da carreira

“Entre meus clientes, 25% deles estão na faixa dos 50 anos. E tenho percebido o aumento do interesse desse público por moda”, afirma a consultora de imagem Raissa Starosta, que acrescenta: “Antigamente, uma mulher dessa idade era considerada uma senhora. Hoje, ela está no auge da carreira e tem filhos pequenos. Creio que isso de ser mãe mais tarde esteja ajudando a manter a mulher mais jovem”.

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A atriz Viola Davis

Raissa diz que a maior diferença entre as mulheres jovens e as maduras é que as segundas sabem o que querem. “As de 50 geralmente passaram por um divórcio ou estão se reinventando na carreira e me procuram querendo mudar o estilo, mas sabem o que querem usar”.

Na opinião da profissional, não existe mais roupa para jovem e roupa para senhora. “Se uma garota comprar uma camisa branca, pode ser que a use em uma entrevista de emprego e, depois, dará um nó e a vestirá com shorts. Já uma mulher de 50, irá usar com jeans ou calça social e cinto. A maneira como se usa é o que diferencia, não a idade”.

Nasce uma modelo

Maria Rosa Von Horn tinha o desejo, desde pequena, de ser modelo. Porém, como a maioria das mulheres, fez a trajetória clássica: formou-se em Direito, se casou e teve filhos. Em 2007, prestes a completar 50 anos resolveu concretizar o sonho. E lá foi ela fazer um curso de passarela com meninas de 13 anos: “Sou meio fora da curva: mais alta que a média, sempre estive bem fisicamente e de saúde, então, por que não?”, diz ela, hoje com 61 anos.

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Ela conta que não conseguiu nada, foi tachada de maluca e, decepcionada, resolveu escrever para uma revista mostrando o preconceito que sentiu. A matéria repercutiu tanto que ela acabou dando entrevistas para vários outros veículos de comunicação. Maria Rosa recebeu milhares de mensagens de mulheres que a apoiavam: “Elas se sentiam inexistentes, criticavam o mundo restrito da moda e beleza e também a visão preconceituosa da publicidade, que retratava mulheres de 50 anos em anúncios de remédio ou fralda geriátrica”, conta. Mesmo sem um tostão, ela teve o insight de criar sua própria agência virtual, algo que não era comum em 2007. Assim nasceu a FiftyModels, especializada apenas em modelos maduras e na qual Maria Rosa também atua.

Hoje, 12 anos depois, a agência tem clientes como Arthur Caliman, Globe, Natura, Casas Pernambucanas, entre outros. Para Maria Rosa, o segmento só tende a aumentar: “Mulheres de 50 anos, hoje, estão no auge da vida, são ativas, elegantes, antenadas com o mundo e experientes. Representam a melhor fatia consumidora do mercado, pois chegaram ao topo da realização pessoal e profissional”.

Usando e criando moda

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Para o professor e coordenador da Pós-Graduação em Styling e Imagem de Moda das Faculdades Santa Marcelina, Marcio Banfi, os novos 50 estão, sim, mais interessados em moda: “Essas pessoas não querem mais se vestir como ‘velhas’, querem usar as mesmas roupas que pessoas mais jovens usam, sem distinção”.

O professor confirma que tem visto um aumento de alunos, nesta faixa etária, nos cursos de moda: “Sem dúvida, há muitos casos de pessoas com 50 anos procurando graduação, pós e cursos de moda. Sinto que aumentou e noto isso nas minhas proximidades”.

Porém, mesmo com essas mudanças, ele não acredita que se possa falar que a moda agora é ageless. “Ainda não chegamos lá, mas estamos caminhando para isso. Seria o ideal, uma roupa sem distinção de idade”. Quanto a quem faz a moda, Banfi é menos otimista: “Ainda são poucos os que pensam nesse público. Sei que, por exemplo, algumas marcas têm clientes maduros que acabam se identificando com parte da coleção. Porém, não posso dizer, exatamente, se existe o pensamento voltado especificamente para eles”.

Revista para mulheres reais

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A advogada e empresária Soraya Casseb Bahr de Miranda Barbosa estava folheando uma revista, com a filha, formada em publicidade e marketing, e as duas começaram a analisar o material: “Chegamos à conclusão que as publicações que existem retratam uma moda que não é para jovens nem para maduras. Fotos com moças muito magras usando roupas que não chamaríamos de ‘descoladas’. E o poder de compra dessa jovem não alcança os valores dos produtos oferecidos, como uma bolsa Chanel, por exemplo”, analisa.

E completa: “E os saltos altos? A maioria das jovens usa sapatilha, bota, tênis. Quem compra sapatos de saltos e vestidos de grifes costuma ser a mulher na faixa dos 50, que tem poder aquisitivo elevado, que pode se dar ao luxo de pagar R$ 5 mil por um sapato Louboutin”.

Foi aí que ela teve um insight e pensou em fazer uma revista diferente, para mulheres maduras e reais: “Criei a Senhora Atual para mulheres que estão trabalhando, produzindo, comprando e que só pensam em se aposentar depois dos 70 anos, e olhe lá. A revista mostra uma mulher vaidosa, que se cuida, paga suas contas, viaja, usa joias, troca de carro, investe em imóveis. Uma mulher que movimenta um mercado que a ignora e que, ao fazer uma propaganda, coloca uma garota que nem sabe o que está fazendo ali.”

No início, ela teve dificuldades em convencer anunciantes que teriam retorno. “Não tive problemas em colocar empresas brasileiras nos editoriais, não houve resistência. Agora, um ano depois, o retorno tem sido maior que o esperado. Não havia uma publicação como a nossa no Brasil”, finaliza a empresária, que tem 62 anos.

“Orgulho da pessoa que me tornei”

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Therezinha Lima Fernandes, 51 anos, advogada e modelo, casada há 30 anos, tem 3 filhos e 4 netos. “Tornei-me modelo aos 50 anos. Consumidora e muito vaidosa, atenta ao mundo da moda e aos lançamentos de produtos de beleza, percebi que o mercado de propaganda estava começando a exibir modelos maduros, de vários perfis. em seus lançamentos. Eu me interessei e fui pesquisar agências que contratavam modelos acima dos 50 anos. Assim, conheci a FiftyModels. Mandei uma foto, fui agenciada e, para minha surpresa, logo no primeiro mês participei de um editorial de moda. Tenho uma autoestima elevada, estou de bem com a vida e me agrada a imagem que vejo diante do espelho. Hoje busco capacitação profissional, faço cinema no Studio Fátima Toledo e acabei de concluir curso de passarela e expressão corporal na Namie Wihby School. Confesso que pessoas que me cercavam levaram um susto quando optei por essa nova carreira, pois, por exercer o Direito, aparentava um perfil muito sisudo, e a minha nova escolha exigia carisma e alegria. Hoje, no local onde trabalho, ou quando estou com os meus filhos e netos, sinto que as pessoas exibem certo orgulho da pessoa que me tornei, estão sempre distribuindo a revista na qual fiz parte do editorial de moda. Em relação ao mercado de trabalho, existe um estereótipo das mulheres acima de 50 anos que não condiz com a nova realidade. A publicidade rejeita as mulheres que considero fashion. Nós almejamos além dos comerciais e propagandas de reuniões de família e produtos para terceira idade, queremos exibir os produtos de beleza, roupas e acessórios modernos do qual somos consumista. Enfim, estamos invadindo as redes sociais por meio dos nossos ensaios fotográficos e mostrando um padrão que já existe, embora não se divulgue”.

Mudando a autoestima

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Alice Yuka Okuda, 52 anos, empreendedora, divorciada, sem filhos: “Não era modelo. Comecei depois que fui desligada de uma multinacional em 2017, aos 50 anos. Trabalhei na área tributária durante 27 anos, tinha um cargo de gerente, com muitas responsabilidades. Um ritmo muito estressante, que afetava minha saúde e lado pessoal, ou seja, não tinha qualidade de vida. Então, decidi que não voltaria a trabalhar nessa área, apesar do salário ser bem atrativo. Pensei que não tinha muito tempo para aproveitar a vida e que o momento de trabalhar com algo que me desse prazer, ser feliz, mesmo ganhando menos, tinha chegado. Vi um anúncio sobre modelos com mais de 50 anos na internet, pesquisei sobre o assunto e encontrei a Maria Rosa da FiftyModels. Isso mudou minha autoestima. Percebi que depois que sai da zona de conforto e da rotina, consegui desenvolver outras habilidades que nem conhecia. No início, as pessoas desconfiaram, mas depois que os resultados foram aparecendo, todos me apoiaram e entenderam a importância do meu momento. O mercado é muito concorrido, ainda mais com atual situação do país. Tenho muita coisa para aprender, começar uma nova atividade leva algum tempo para decolar. De qualquer forma, acredito que hoje tenha mais chances para pessoas de 50 anos ou mais do que antes. A leitura que estou fazendo, é que esse mercado está pedindo pessoas reais, não somente aquela modelo jovem e que tem as medidas perfeitas. Começar uma nova atividade, seja como modelo ou qualquer outra coisa que você ame, exige coragem e determinação. As pessoas não podem deixar seus sonhos de lado, têm que acreditar e ir até o fim. Afinal de contas, estamos aqui para viver e ser felizes. Viver é muito mais que existir”.

“Não acho que haja algo proibido para uma mulher de 50 anos vestir”

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Laura com o estilista Karl Lagerfeld

Laura Wie, 52 anos, casada, duas filhas, modelo, empresária, palestrante: Continuo envolvida com a moda, mas, claro, os convites para trabalhos, especialmente desfiles, diminuíram. Normalmente, a passarela é para mais jovens. Fiz as primeiras edições da SPFW, mas acho que houve uma mudança de perfil, hoje não há mais aquela supermodelo ou mesmo a mai conhecida. As meninas fazem parte de um grupo. Aquela fase passou. Como sempre trabalhei e gostei de moda, mesmo não sendo mais uma modelo tradicional, continuo envolvida. Fiz uma personagem no teatro, na peça Mademoiselle Chanel, entre 2004 e 2007. Marília Pêra era a Gabrielle Chanel e eu uma modelo da maison. Naquela época, já era apresentadora de televisão, e as matérias diziam: a modelo Laura Wie volta às passarelas pelo teatro. Fiquei receosa de ser chamada de modelo. E ela me disse: ‘Sempre fui bailarina e sempre serei. E estou com quase 70 anos. E você, pelo seu perfil e histórico, sempre será uma modelo. Aceite”. E eu aceito. O fato de manter a mesma forma de me vestir fez com que as pessoas continuem a me ver assim. Sobre mulheres maduras continuarem a trabalhar como modelo, isso sempre foi decisivo tanto na Europa quanto nos EUA. Quando trabalhei na Ford Models em Nova York , há cerca de 25 anos, havia um setor de mulheres maduras. O Brasil demorou para dar espaço para as plus size e negras, mas agora as vemos, o que é positivo, e acho que isso vai englobar as mais velhas também. Minha sogra, por exemplo, tem 75 anos, e se veste de forma bem moderna. Já minha mãe é mais classuda, então, tem aquele ar mais de senhora, enquanto minha sogra passa algo atemporal, alguém cuja idade você não sabe. Antes, uma mulher de 75 era uma senhorinha, hoje pode ser um mulherão. Não acho que haja algo proibido para uma mulher de 50 anos vestir. Sempre usei minissaia, mas outro dia vesti uma e me senti insegura, perguntei às minhas filhas, de 20 e 16 anos, se estava ridícula. Elas disseram que não, que tenho pernas bonitas e que era para eu não me trocar. Vale lembrar que meu campo de atuação me permite essa liberdade no vestir. Acho que o importante é ser mais elegante que moderna, não passar por uma mulher madura querendo ser uma garota. Se uma mãe, uma avó for a uma loja, tipo fast fashion, e quiser algo mais moderno, encontrará peças bacanas. Mais importante que ter roupa para essa ou aquela idade é ter numeração, havia um tempo em que ia até o 44 apenas. Creio que as pessoas maduras acham que não são representadas porque vemos campanhas de moda com jovens. Um exemplo bacana vem da Dolce & Gabbana, que sempre usou senhorinhas nas campanhas, aquela matriarca italiana e modelos mais novas, juntas. Outra grife que faz isso é a Missoni, também italiana. Tudo que sai da Itália vai para o mundo e incentiva a fazer parecido. Talvez, por aqui não tenhamos chegado a isso, mas estamos perto, pois estamos abarcando todos os tipos físicos e logo todas as idade entrarão nas campanhas também.

Empreender enquanto se está empregado é cada vez mais comum entre os 50+

A solução encontrada por muitos brasileiros tem sido empreender e continuar empregado, como aponta estudo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). A ideia é interessante, desde que o empreendedor faça um plano de negócios aprofundado, estudando o mercado, o consumidor e toda a concorrência

O empreendedorismo paralelo ganhou força no mercado brasileiro no último ano. Com a promessa de associar qualidade de vida e satisfação profissional, a prática de abrir um negócio e continuar empregado é um dos principais destaques apontados pelo Caderno de Tendências 2018/2019, divulgado pelo Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

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A ideia pode ser boa, sobretudo no estágio inicial de uma empresa. “Essa cautela em relação a empreender hoje no Brasil é explicada pelo atual cenário econômico, afinal o medo de se trocar o que parece certo, que é o emprego, pelo risco de um negócio novo, com os números atuais de desemprego e a recessão, faz total sentido”, explica Maurício Turra, consultor de negócios e empreendedorismo da Nextt 49+, que criou a empresa junto com os sócios Ismael Rocha e Luiz Fernando D. Garcia.

Então, como fazer para realizar o sonho de ser o dono do próprio negócio e, ainda, manter um emprego formal com carteira assinada? Turra explica que é fundamental que o futuro empreendedor faça um planejamento prévio, garantindo a sustentabilidade da operação, sobretudo no seu estágio inicial, quando o futuro é mais incerto em relação à aceitação de produtos e serviços do novo empreendimento.

Vale observar os dados do Sebrae mostrando que um terço das novas empresas abertas no País fecha em até dois anos. E mais: das empresas que ultrapassam os dois primeiros anos, apenas 40% delas conseguem se manter no mercado, após cinco anos.

“Sem dúvida, empreender traz consigo uma taxa de risco”, explica Turra. “Por isso, é importante investir em mentoria e cursos antes de se lançar em um negócio próprio. Em média, o investimento com o planejamento fica em torno de 5% do valor total do negócio, mas pode reduzir em muito o risco de insucesso”, indica Turra.

O consultor explica que é muito importante definir os custos da operação, sem esquecer de nada. “E, antes de se lançar em um empreendimento, tudo tem de ser colocado na calculadora. Por exemplo: se for montar uma loja, pensar sempre no aluguel do ponto, contratação de pessoal, compra de equipamentos, estoque etc.”, completa.

A etapa pré-abertura é a decisiva, sempre, pois é a fase primordial de qualquer negócio. E o consultor afirma que também é preciso ter uma reserva financeira que garanta, simultaneamente, os gastos pessoais (caso o emprego não o faça integralmente) e, pelo menos, de doze a dezoito meses iniciais da operação, garantindo os custos básicos e o fluxo de caixa necessários para manter a operação, dentro do pior cenário. “Se a lição de casa for bem-feita, antes de abrir as portas, o risco será minimizado”, comenta.

E além do plano de negócios e do planejamento financeiro, é preciso pensar em como será realizada a gestão à distância, quando não se está no local da empresa, no momento de sua operação. É fundamental contar com alguém competente e de confiança. “Atuar em duas frentes distintas, sendo que o horário comercial é apenas um, requer habilidade. É fundamental que cada uma das operações não afete a dedicação profissional esperada”, explica o consultor.

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Por fim, o especialista lembra que, após o período inicial, chegará a hora em que o empreendedor terá de se dedicar exclusivamente ao seu negócio próprio. “O ideal é se estabelecer uma meta para deixar o emprego atual, pois chegará uma hora em que a empresa exigirá muita dedicação”, diz.

Sobre a Nextt 49+

Primeiro hub de inovação do Brasil voltado para o público acima de 49 anos. Localizado na Vila Mariana, em São Paulo (SP), o hub fica em um casarão tombado do início dos anos 1930, e conta com todo suporte e estrutura para o sucesso de negócios de empresários seniores. A iniciativa pioneira conta com metodologia própria, desenhada para gerar valor e oportunidades para startups que tem por trás pessoas maduras.

O propósito é solucionar os principais dilemas dos empreendedores nessa faixa etária, oferecendo mentoria, incubadora, consultoria, coaching e educação. Todos os serviços são integrados em um ambiente desenhado para o networking e a conectividade. Por trás da Nextt 49+ estão Luiz Fernando Dabul Garcia, Ismael Rocha e Mauricio Turra Ponte, trio que tem em comum a direção em uma das mais renomadas instituições de ensino do país na área de negócios, propaganda e marketing.

Informações: Nextt 49+