Arquivo da tag: 50 anos

E De Repente 50 completa cinco anos hoje

Hoje, cinco de agosto, o E De Repente 50 faz cinco anos. Começamos em 2015, como um blog, hoje somos um site. A proposta era (e é) trazer notícias e dicas para as mulheres que entraram na casa dos 50 anos, idade em que, infelizmente, nos tornamos meio invisíveis.

Porém, aos poucos, as coisas vão mudando e vamos ganhando mais visibilidade. Afinal, a expectativa de vida cresceu e não é mais incomum vermos pessoas vivendo mais de 100 anos, então, os 50 seriam a metade da vida.

Isso sem falar que os 50 já são chamados de novos 30… Pode ser exagero, mas para algumas pessoas, é uma verdade.

Para comemorar, fiz uma montagem com algumas mulheres que muitas admiramos. Espero que gostem.  Feliz aniversário para nós.

 

 

 

No Brasil, onde estão as mulheres maduras? – por Bete Marin*

Se elas não estão em casa, no mercado de trabalho ou representadas na publicidade, onde é que as mulheres maduras estão? Quando comecei a trabalhar com longevidade, cinco anos atrás, o envelhecimento da população era uma onda prestes a chegar, mas ainda invisível para marcas, organizações e para a sociedade em geral. Hoje, com mais de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos – 54 milhões, se considerarmos as 50+, de acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, não há mais como negar: o Brasil está envelhecendo.

As mulheres maduras, por exemplo, já representam 13,7% da população, ultrapassando os 29 milhões de pessoas – o equivalente a quase três vezes a população de Portugal.Mas, nós não estamos envelhecendo como antigamente. Definitivamente, não. Na busca por novos paradigmas do que é envelhecer, as mulheres maduras também têm buscado novos lugares sociais. E, aqueles que ocupamos até hoje, estão sendo ressignificados. Mas, se as mulheres maduras já representam um volume tão grande da população, onde estão, afinal?

Elas não estão na publicidade. Repare no anúncio de xampu, na vitrine das lojas e no e-commerce, ou nas campanhas de redes sociais. As mulheres maduras ainda são invisíveis na publicidade. Em Cannes de 2019, mais de 70% das agências de publicidade afirmaram nunca ter recebido um briefing voltado para o público sênior, apesar de serem responsável por 50% do consumo global. E, para piorar, se um departamento de marketing descobre que a média de idade do seu público mudou, isso é motivo de desespero. Afinal, sua marca está envelhecendo.

Essa miopia do mercado torna invisível o potencial de consumo do mercado maduro. Só no Brasil, a população mais velha gera uma receita de R$ 1,6 trilhão por ano. Mas, enquanto todos os olhares se voltam para os millennials, as marcas não se dão conta de que o Brasil já tem mais avós do que netos. A distorção é gigante. Noventa e dois por cento das mulheres que entrevistamos no Focus Group 2018 para a pesquisa Beleza Pura não se sentem representadas na publicidade.

Isso porque, mesmo quando existem modelos maduras em campanhas femininas, elas estão representadas por velhos estereótipos que ainda as colocam de cabelos em coque e xale. O que é sentido na comunicação, também, está refletido nas prateleiras. Mais de 40% das mulheres maduras reclamam da falta de produtos e serviços para suas necessidades, segundo estudo Tsunami60+. Entre a miopia e a invisibilidade, eu faço essa provocação: quando foi a última vez que você viu uma mulher madura bem representada na mídia?

Elas não estão (na proporção em que poderiam) no mercado de trabalho. As maiores companhias do mundo já começam a conversar sobre o efeito da diversidade no ambiente de trabalho. Porém, nessas conversas, a questão geracional ainda é raramente abordada. Em uma pesquisa realizada, nos Estados Unidos, pela The Riveter, mostra que 43% das mulheres acima de 55 anos afirmam que perderam uma promoção na carreira por conta da idade.

Para essas mesmas respondentes, a idade (25%) é um fator que afeta mais sua experiência no trabalho do que o gênero (17%). Ou seja, além do desafio de equidade de gênero – que se reflete na diferença de salário e oportunidades –, elas ainda enfrentam vieses relativos à idade. No Brasil, segundo relatório da Maturijobs, 48% das mulheres relatam já ter sofrido discriminação no trabalho por conta da idade.

Na prática, o preconceito com a idade, conhecido como ageísmo, afeta mais as mulheres do que os homens. No Reino Unido, enquanto as mulheres começam a sentir o preconceito no ambiente de trabalho a partir dos 40 anos, os homens só relatam essa discriminação, na mesma proporção, aos 45 anos. Essa diferença está relacionada ao nosso viés cognitivo de beleza e juventude cobrado das mulheres, somado também à ideia de que as pessoas maduras são menos inovadoras, adaptativas e, portanto, menos qualificadas para os desafios mais atuais do trabalho.

O resultado é uma taxa de desemprego mais alta entre as mulheres maduras. Segundo o estudo Gendered Ageism do Catalyst, de 2007 a 2013, a taxa de desemprego das mulheres inglesas com mais de 65 anos subiu, nesse período, de 14% para 50%. Nos Estados Unidos, quase 30% da população acima de 50 anos foi afastada de forma involuntária do trabalho. E, na empresa onde você trabalha, qual a representatividade das profissionais acima de 50 anos?

mulher celular cama

Elas não estão em casa. Procure na cadeira de balanço, na janela ou no sofá. As mulheres maduras não estão mais lá. Com a extensão da vida, o empoderamento feminino e a independência financeira – que marcou a geração 50+ no Brasil –, as mulheres têm buscado realizar seus sonhos, descobrir novos hobbies e se conhecer profundamente com práticas que, até então, nunca experimentaram.

Durante a minha jornada nos encontros presenciais e nas interações digitais, conheci várias mulheres maduras que inovaram e se reinventaram durante a maturidade, resgataram sonhos e os transformaram em realidade. Duas delas, as pianistas Ciça Terzini e Cíntia Motta estarão comigo na abertura do evento Beleza Pura 2020. Elas, recentemente, criaram o Projeto DuoemCi e estão harmonizando jazz e piano popular com propósito e trabalho.

As mulheres maduras estão nas aulas de música e dança, no curso de arte, na universidade, nos cruzeiros, na ioga, no Tinder. Elas estão na arena da vida, inovando, aproveitando, como nunca, a liberdade que vem com a idade. Para muitas, especialmente acima dos 70 anos, a partida do marido trouxe a liberdade de descobrirem os próprios gostos, hobbies e vontades – como a Vó Izaura Demari. Ao lado das amigas, dos parentes, se permitem conhecer pessoas novas – e se autoconhecer por uma nova perspectiva. Com tudo isso acontecendo, não dá nem tempo de ficar em casa.

Elas estão abraçando o risco! Se as mulheres maduras não se veem representadas na publicidade, nem nas prateleiras; não têm espaço no mercado de trabalho e não desejam mais envelhecer em casa, existe um caminho natural que muitas estão adotando: empreender. O Brasil já conta com 23 milhões de empreendedoras, sendo 34% do total de ‘donos de negócio’ do país, segundo o PNAD. Para essas mulheres, empreender pode ser tanto uma resposta a uma oportunidade de mercado ou descoberta pela própria experiência, como uma necessidade de se manter economicamente ativas para dar suporte às outras gerações da família, em um fenômeno conhecido como ‘geração sanduíche’.

Helena Schargel

Do total de empreendedoras no Brasil, 46% têm mais de 45 anos. São mulheres como Helena Schargel que, aos 79 anos, desenvolveu uma coleção de roupas íntimas para 60+. Em parceria com a Recco Lingerie – e depois de 40 anos trabalhando no mercado têxtil –, a empreendedora decidiu transformar as passarelas de moda incluindo as mulheres maduras como modelos.

Enxergar as mulheres ocupando novos espaços de poder e transformação na sociedade é uma das minhas maiores motivações realizando o que faço. Tenho me dedicado nos últimos anos a entender o universo do empreendedorismo feminino maduro e enxergar formas de impulsioná-lo. Assim, essa transformação acontece de forma mais rápida, impactando milhões de mulheres que, nesse mesmo momento, estão buscando por uma alternativa para viver da melhor forma possível a maturidade.

Foto-BeteMarinAlta-HYPE60

*Bete Marin é cofundadora das empresas Hype60+, Amo Minha Idade, ED Comunicação, ED Promoção e Eventos, é sócia da Virada da Maturidade, Beleza Pura e parceira do Longevidade Expo+Forum 2019. Especialista em planejamento estratégico, comunicação integrada, marketing digital e eventos, Bete é graduada em Marketing; pós-graduada em comunicação pela ESPM; possui MBA pela FGV e é pós-graduanda em Gerontologia (Albert Einstein).

Programa de mentoria ajuda empreendedores acima dos 50 anos a lançar negócios

Participantes vão planejar e colocar suas empresas no mercado com menor risco. O programa utiliza metodologia específica para a faixa etária, desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseada na andragogia

Nextt 49+, hub de inovação voltado para pessoas acima de 50 anos, está inaugurando um programa de mentoria específico para o público maduro interessado em empreender. Na prática, o programa irá oferecer apoio e aceleração para os negócios do público sênior, com o menor risco e a maior efetividade.

A expectativa é atender empreendedores em diferentes estágios de seus negócios. “Por meio de um processo estruturado, os principais desafios e questionamentos deverão ser confrontados e atendidos”, explica Mauricio Turra, um dos diretores da Nextt 49+ e idealizador do projeto.

mulher trabalho computador home office

O programa de mentoria da Nextt 49+ , voltado a quem está iniciando, terá encontros semanais e prevê cinco fases: descoberta, ideação, validação, concepção e expansão. O processo todo é bastante ágil, envolvendo até cinco meses (dependendo da complexidade do negócio), mas esse tempo poderá ser menor, em função do estágio que o empreendimento se encontra.

O Programa de Mentoria utiliza uma metodologia específica voltada para o público adulto e desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseado na andragogia, valorizando a experiência e os saberes de cada empreendedor. Prevê também o acompanhamento do negócio de cada participante.

Para isso, cada empreendedor será orientado por um mentor com experiência profissional e acadêmica. O trio de diretores da Nextt 49+ conhece em profundidade o ecossistema das startups e das novas empresas. São eles Mauricio Turra, Ismael Rocha e Luiz Fernando D. Garcia, que têm em comum, além da vivência no mundo executivo, a docência e a direção em uma das mais renomadas instituições do País na área de negócios, a ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, de onde saíram recentemente.

A Nextt 49+ ganhou destaque em todo o País ao se lançar como primeiro hub de inovação voltado a empreendedores acima dos 50 anos, em meados de abril de 2019.

Mais sobre a NEXTT 49+

nextt49

Primeiro hub de inovação do Brasil voltado para o público acima de 50 anos, chegou ao mercado para auxiliar profissionais em transição de carreira e, até mesmo, aposentados que desejam empreender, em um ambiente desenhado para o networking e a conectividade.

Por trás da Nextt 49+ estão Luiz Fernando D. Garcia, Ismael Rocha e Mauricio Turra Ponte, trio que tem em comum a direção em uma das mais renomadas instituições de ensino do País na área de negócios, propaganda e marketing.

Localizado na capital paulista, no bairro da Vila Mariana, o hub fica em um casarão dos anos 1930 – ambiente amigável para empreendedores veteranos — e conta com todo suporte e estrutura para o sucesso dos negócios.

Programa de Mentoria Nextt 49+
Inscrições: site Nextt 49+
Endereço: Rua Capitão Cavalcanti, 38, Vila Mariana – São Paulo – SP
Telefone: (11) 94109-6653
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Sete dicas para quem deseja trocar de emprego depois dos 40 anos

Algumas tradições ainda nos fazem acreditar que mudar de profissão depois dos 40 anos ou mais é loucura. “Você vai perder sua estabilidade?”, “Vai querer começar do zero?”, “E se der errado? Como vai pagar a casa? E a escola dos seus filhos?”, são perguntas que surgem para quem planeja essa transição. Ainda somos da geração em que se manter 20 ou 30 anos na mesma empresa é sinônimo de uma carreira estável e bem-sucedida.

Mas como falar de estabilidade e sucesso em um mundo onde tantas coisas acontecem por minuto e tudo muda tão rápido? A especialista em estratégia e gestão da Effecta, Janaina Manfredini, comenta que a realidade mudou e que quem não quiser acompanhar vai ficar para trás.

“Ser resistente à mudança pode gerar sofrimento desnecessário e, até mesmo, um atraso em relação às mudanças do mundo. Não adianta fugir, esse cenário de mudanças constantes e imprevisíveis é o nosso momento atual, e te garanto, isso não é tão complicado como parece”, completa Janaina.

A especialista separou ainda sete dicas para quem, com 40 anos ou mais, está criando coragem de se jogar em outras áreas. Veja:

pixabay arquiteto engenheiro trabalho
Pixabay

1. Use suas experiências ao seu favor: a cada dia que passa vamos vivendo situações que nos trazem novas experiências, somos mais maduros, seguros de si e menos impulsivos, características que são importantes para o começo de uma carreira.

estudante laptop computador

2. Faça uma lista dos seus pontos fortes: separe aqueles pontos em que você sabe que pode confiar, que lhe ajudaram até agora. Se tiver dificuldades, pergunte para pessoas que já trabalharam com você.

mulher trabalho computador home office

3. Faça uma lista do que deseja encontrar na sua nova fase: pense o que tolera e o que não admite. Essa lista vai lhe ajudar a não entrar em uma fria, a não mudar pelos motivos errados e não aceitar qualquer coisa. Use a sua experiência para avaliar essas questões.

calculadora-gamerzero
Foto: Gamerzero/Morguefile

4. Planeje-se: estamos falando de uma mudança que vai mexer não só com a sua vida, mas com todos que de alguma forma estão ligados a você. Isso não deve te prender, mas deve te fazer pensar. Compare as atribuições, faças as contas, liste os prós e contras, converse com pessoas que confia e analise cada ponto antes de bater o martelo, isso lhe trará segurança em todas as novas decisões, sejam elas quais forem.

mulher homem conversa trabalho pexels
Pexels

5. Converse com outras pessoas: use sua rede de contatos, procure quem já trocou de emprego ou quem está atuando com o que você gostaria de atuar. Caso não conheça ninguém nesses perfis, procure. Pode ser através de outros contatos ou diretamente nas redes sociais, o máximo que pode acontecer é a pessoa não te responder.

mulher executiva

6. Entenda o que você vai precisar melhorar: para alcançar o sucesso no novo desafio, o que você precisa mudar? Seja em seu comportamento, nos seus conhecimentos técnicos ou em seus relacionamentos, anote as mudanças necessárias e vá atrás para fazer acontecer.

curriculo analise carreira envato tuts

7. Pilote sua ideia: que tal se voluntariar para miniprojetos em ONGs ou em empresas de amigos? Você saberá os pontos a ajustar, e isso lhe ajudará a estar mais seguro, seja em uma entrevista de emprego ou como prestador de serviços. Se sua ideia é empreender com produto, faça o piloto, o plano de negócios e coloque na linha do tempo para entender o momento dos movimentos maiores.

O segredo é não se precipitar, até que sua decisão esteja bem clara e segura, continue fazendo o seu melhor no que faz agora, isso também ajudará na sua autoconfiança. E jamais pare de sonhar e entender que devemos melhorar quem somos e o que fazemos durante todos os dias de nossas vidas.

Quais problemas de saúde repentinos devemos observar após os 50 anos

Supere sua idade

casal meia idade feliz

Mais de 9 em 10 adultos de meia idade ou idosos têm algum tipo de doença crônica e quase 8 em 10 têm mais de uma. Então, é provável que você tenha uma mais cedo ou mais tarde. Mas há coisas que você pode fazer para viver uma vida mais saudável.

Pressão alta

hipertensao coração pressao alta pixabay

À medida que você envelhece, seus vasos sanguíneos ficam menos flexíveis e isso pressiona o sistema que transporta sangue pelo seu corpo. Isso pode explicar porque cerca de 2 em cada 3 adultos acima de 60 anos têm pressão alta. Mas existem outras causas que você pode controlar: observe seu peso, faça exercícios, pare de fumar, encontre maneiras de lidar com o estresse e coma de forma saudável.

Diabetes

teste-de-glicemia-diabetes-tipo

Desde 1980, o número de adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes quase dobrou. Nos Estados Unidos, já consideram a doença uma epidemia. O risco de contrair a doença aumenta após você atingir os 45 anos, e isso pode ser sério. Pode levar a doenças cardíacas, renais, cegueira e outros problemas. Converse com seu médico sobre a verificação de seu açúcar no sangue.

Doença cardíaca

mulher infarte

O acúmulo de placa nas artérias é uma das principais causas de doenças cardíacas. Começa na infância e piora com a idade. É por isso que as pessoas de 40 a 59 anos têm mais de cinco vezes mais chances de sofrer de doenças cardíacas do que as de 20 a 39 anos.

Obesidade

obesidade mulher obesa gorda pixabay
Pixabay

Se você pesa muito mais do que é saudável para a sua altura, pode ser considerado obeso – não está apenas com alguns quilos a mais. Obesidade está ligada a pelo menos 20 doenças crônicas, incluindo cardíacas, derrame, diabetes, câncer, pressão alta e artrite. A taxa mais alta entre todas as faixas etárias é em adultos com idades entre 40 e 59 anos – 41% dos quais são obesos.

Osteoartrite

joelho

Os médicos atribuíram essa doença das articulações ao desgaste da idade, e isso é um fator (37% das pessoas com 45 anos ou mais têm osteoartrite do joelho). Mas genética e estilo de vida provavelmente têm algo a ver com isso também. E lesões articulares anteriores, falta de atividade física, diabetes e excesso de peso também podem desempenhar um papel.

Osteoporose

Osteoporosis 1a

Cerca de metade das mulheres com mais de 50 anos e até 25% dos homens nessa faixa etária têm fraturas porque perderam muita massa óssea e seus corpos não a substituíram. Algumas coisas que podem ajudar: uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D (você precisa de ossos fortes) e exercícios regulares de sustentação de peso, como dançar, correr ou subir escadas.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

usando bombinha asma mulher

Essa doença causa inflamação e bloqueia o ar dos pulmões. É uma doença lenta que você pode ter durante anos sem saber – os sintomas geralmente aparecem nos seus 40 ou 50 anos. Isso pode causar problemas para respirar e tossir, chiar e cuspir muco. Exercício, dieta saudável e evitar fumaça e poluição podem ajudar.

Perda de audição

surdez

Talvez nada diga “você está envelhecendo” mais do que ter que perguntar: “O que você disse?”. Cerca de 18% dos americanos de 45 a 64 anos, por exemplo, têm algum tipo de problema de audição e tende a piorar com a idade. Barulho alto, doença e seus genes desempenham um papel. Alguns medicamentos também podem causar problemas auditivos. Consulte o seu médico se você não conseguir ouvir o que costumava ouvir.

Problemas de visão

olhos glaucoma catarata

Esse borrão irritante quando você tenta ler o tipo pequeno em rótulos ou menus não é a única ameaça à sua visão à medida que envelhece. Cataratas (que ofuscam as lentes do seu olho) e glaucoma (um grupo de doenças oculares que danificam seu nervo óptico) podem prejudicar sua visão. Consulte seu oftalmologista para exames regulares.

Problemas de bexiga

agua torneira trestletech
Foto: Trestletech

Você não pode ir ao banheiro quando precisa, ou precisa ir com muita frequência, são os problemas com o controle da bexiga que tendem a acontecer à medida que envelhecemos. Eles podem ser causados por problemas nos nervos, fraqueza muscular, tecido espessado ou aumento da próstata. Exercícios e mudanças no estilo de vida – beber menos cafeína ou não levantar coisas pesadas, por exemplo – geralmente ajudam.

Câncer

cancer de mama

A idade é o maior fator de risco para o câncer. A doença também afeta os jovens, mas suas chances de tê-la mais que dobram entre 45 e 54 anos. Você não pode controlar sua idade ou seus genes, mas pode ter algo a dizer em coisas como fumar ou passar muito tempo tomando sol.

Depressão

mulher pensando depressao grisalha

Pessoas entre 40 e 59 anos têm uma taxa mais alta de depressão do que qualquer outra faixa etária. Muitas pessoas caem à medida que surgem problemas de saúde, perdem ou se afastam de entes queridos e outras mudanças na vida acontecem. No entanto, após 59, os números caem para apenas 7% das mulheres e 5% dos homens.

Dor nas costas

dor nas costas

Quanto mais velho você fica, mais comum essa dor se torna. Muitas coisas podem torná-lo mais propenso a tê-lo: estar acima do peso, fumar, não fazer exercícios suficientes ou ter doenças como artrite e câncer. Observe seu peso, exercite-se e obtenha bastante vitamina D e cálcio para manter seus ossos fortes. E fortaleça os músculos das costas – você precisará deles.

Demência

alzheimer-ebook

A doença de Alzheimer, uma forma de demência, geralmente não aparece até os 65 anos. Uma em cada nove pessoas nessa faixa, ou mais, tem Alzheimer, mas a taxa sobe para 1 em cada 3 para as idades de 85 anos ou mais. Alguns fatores de risco (como idade e hereditariedade) são incontroláveis. Mas as evidências sugerem que uma dieta saudável para o coração e observar sua pressão e açúcar no sangue podem ajudar.

Fonte: WebMD

Gwen Stefani faz 50 anos hoje

E quem completa 50 anos hoje, é a cantora Gwen Stefani. Ela nasceu em 3 de outubro de 1969 no St. Jude’s Hospital em Fullerton, Califórnia. Seus pais são Dennis Stefani e Patti Flynn e seus irmãos são Eric Stefani, Jill e Todd Stefani. O pai é descendente de italianos e a ascendência da mãe é inglesa, irlandesa, escocesa, alemã e norueguesa.

Gwen e seu irmão Eric começaram a banda No Doubt quando ela era adolescente. A cantora passou dos vocais de apoio para principal quando o vocalista original, John Spence, se suicidou. Ela namorou o colega de banda Tony Kanal por sete anos,e o rompimento rendeu uma das canções mais famosas do grupo: “Don’t Speak”. Em 2004, lançou o primeiro álbum solo, “Love. Angel. Music. Baby.”

gwen e gavin pinterest
Gwen com o ex-marido, Gavin – Pinterest

Após o término do relacionamento com o colega de banda, ela namorou e se casou com o roqueiro inglês Gavin Rossdale, vocalista da banda Bush, em setembro de 2002, em Londres. Eles tiveram três filhos juntos – Kingston de 13 anos, Zuma de 11 e Apollo de 5 – e se separaram em 2016, por causa de uma traição do rapaz.

gwen e blake Steve Granitz--WireImage
Gwen com o namorado, Blake, e os três filhos dela – Foto: Steve Granitz/WireImage

Nesta época, ela fazia parte do júri do programa The Voice. Não demorou muito para que se interessasse em conhecer mais um dos colegas de cadeira, o cantor country Blake Shelton. Os dois estão juntos desde então.

TURA2019_LAMB_GwenStefani_01A.jpg

Gwen é considerada um ícone fashion. Desde a época do No Doubt ela já era responsável pelo seu figurino. Isso a levou a criar uma linha de roupas chamada L.A.M.B. em 2004 que fez muito sucesso.

leo and gwen

Ela também se aventurou pelo cinema. Seu primeiro papel foi em O Aviador, de Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio, no qual interpretou a diva do cinema Jean Harlow.

gwengwen-stefani-new-music-2017gwen

A marca registrada da cantora é o cabelo platinado e o batom vermelho. Porém, para mim, o que mais chama a atenção é que Gwen parece nunca envelhecer. Continua linda, com uma pele de fazer inveja e superjovem em tudo o mais. Parabéns para mais esta libriana.

 

 

Cinco dicas para empreender com sucesso após os 50 anos

Há dez anos, a grande maioria das pessoas na faixa dos 50 anos estava se aposentando ou começando a planejar sua retirada do mercado de trabalho. Hoje, o cenário mudou radicalmente. Segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população entre 50 e 54 anos, formada hoje por mais de 12,3 milhões de brasileiros que caminham para a maturidade, desejam continuar no mercado de trabalho; muitos deles, como empreendedores.

“Essas pessoas continuam ativas, produzindo. E, aos 50 anos, encontram-se no auge de suas capacidades intelectual, emocional, relacional, social e, consequentemente, produtiva. São indivíduos que enxergam a aposentadoria como algo muito distante da realidade deles”, explica Ismael Rocha, mestre em sociologia e consultor de negócios, sócio-diretor da Nextt 49+, primeiro hub de inovação do Brasil para empreendedores acima dos 50 anos.

Confira, a seguir, as estratégias do consultor da Nextt 49+ para quem deseja empreender com sucesso após os 50 anos:

mulher trabalho empreendedora nasirkhan-morguefile

=Acredite nas oportunidades alinhadas com seu perfil. O mercado apresenta inúmeras ofertas para quem deseja empreender. É preciso, porém, estar preparado para aproveitá-las. Por isso, antes de mergulhar em um negócio, é necessário fazer uma autoanálise do seu perfil e competências. “Lembre-se: ter afinidade com a área já é um grande ganho”, explica Ismael Rocha.

simbolos-da-reciclagem-6
=Negócios de impacto social são tendência para futuro. “Antes de iniciar a sua jornada empreendedora, é importante estudar o mercado onde se deseja atuar”, diz Rocha. “E vale também apostar em algo que melhore e cause impacto na vida das pessoas, segmentos bastantes promissores”, conclui ele.

homem mulher trabalho negocio
=Busque ajuda. Profissionais mais experientes tendem a ser mais autoconfiantes, porém, isso pode ser uma armadilha. É importante consultar especialistas para conseguir orientações sobre a viabilidade do seu projeto e dispor de um plano de negócios, antes de dar o start no projeto. “Por fim, elabore quais serão os diferenciais e avalie os riscos”, alerta o consultor.

mulher estudando wiseGEEK
=Invista em capacitação. No atual mundo do trabalho e dos negócios, sempre haverá algo novo para se aprender. É preciso sair da zona de conforto e buscar conhecimento. Muitos dos empreendedores acima dos 50 anos passaram boa parte de suas vidas como funcionários de empresas; muitas vezes, como especialistas em determinada atividade. “Ser dono de empresa, por sua vez, exige colocar em prática várias competências ao mesmo tempo. Buscar o aperfeiçoamento nas várias áreas que sentir necessidade é o caminho para superar com mais facilidade os desafios”, explica.

inteligencia artificial futuro pixabay2
Pixabay

=Construa uma visão de futuro. O mundo muda a uma velocidade nunca vista. Podemos dizer que o que vale hoje, não valerá amanhã. “Então, vale construir uma visão de futuro, identificando quais variáveis compõem o seu universo e como você está situado nele”, diz Rocha. “Lembre-se: o empreendedor de sucesso tem visão de longo prazo e diariamente encontra chances de inovar”, completa ele.

Fonte: Nextt 49+

Ano sabático aos 50 pode ajudar a encontrar novos rumos, mas é preciso planejamento

Muitos sonham em tirar um ano sabático para refletirem, desacelerarem, aprenderem e voltarem revigorados e fortes, para continuar ou dar uma grande virada na vida. O comum é passar esse período, que não precisa ser necessariamente de um ano, em outro país ou cidade, mas isso não é algo obrigatório. O importante é mesmo dar um tempo.

O termo sabático tem origem na palavra hebraica shabat que significa repousar. Na antiguidade, de sete em sete anos, celebrava-se o ano sabático, um período de repouso para as pessoas e para a terra, durante o qual não se podia semear nem colher. No ano sabático ocorria o perdão das dívidas. A intenção era que as pessoas não ficassem pobres. Além disso, também significava a libertação de quem trabalhasse como escravo para pagar seus débitos.

“Um ano sabático é o plano de muitas pessoas que almejam ter um período para o autoconhecimento, um momento para o desafio de lidar com o novo, desfrutar e desconstruir modelos mentais que muitas vezes só pesam, porém não agregam”, afirma a psicóloga clínica Sirlene Ferreira. “A pessoa sente a necessidade de se permitir um momento de introspecção, de elaborar algo, ter contato com novas culturas, com pessoas e lugares desconhecidos”, completa.

Para a psicóloga, as pessoas voltam, sim, modificadas e empolgadas com a experiência, e que vale a pena passar por ela: “Pode ser um excelente momento para simplesmente recarregar as energias, ou até mesmo pensar em novos projetos. Porém, o ano sabático requer elaboração, planejamento, disposição e baixa expectativa”, conclui.

E, a cada dia, mais pessoas que estão chegando aos 50 resolvem dar este repouso, seja na vida profissional ou pessoal. Confira alguns depoimentos:

Causa animal

silvana no canadá 5.jpgsilvana no canadá.jpg

Silvana Andrade, 55 anos, mora em São Paulo, fundadora e presidente da Anda (Agência de Notícias de Direitos Animais), divorciada, sem filhos, São Paulo: “O período que tirei não foi programado, ele ocorreu por conta da morte da minha cachorrinha, Nina, que inspirou a criação da Anda. Aliás, ela mudou minha vida em 180º, pois me tornei ativista e vegana por ela. Então, quando Nina morreu senti uma tristeza profunda e percebi que precisava fazer algo. Três semanas depois, comprei um intercambio, havia completado 50 anos em fevereiro e, em março, deixei o site aos cuidados de outras pessoas e fui para o Canadá para aprender inglês. Para isso, vendi carro e alguns bens para me sustentar por lá, o curso já estava pago. Minha intenção era fazer coisas diferentes para quebrar a dor que sentia. Mudou minha vida completamente, após vivenciar tudo o que passei. Fiquei mais tempo do que imaginava, ia para passar seis meses e fiquei três anos, só voltava em dezembro para cá, passava os meses que lá são mais frios aqui e depois voltava. Continuei na direção do site, mas em um ritmo bem menor, poucas horas por dia. Descansei, mas continuei o ativismo pelos animais. Hoje sou uma cidadã do mundo, tenho amigos em todos os lugares, fiz palestras lá e nos EUA, e essa mudança ampliou muito minhas perspectivas e meu trabalho dentro da causa animal. Eu me sinto renovada e muito jovem aos 55 anos, acho que é muito importante, em algum momento da vida, parar, refletir e ver o que se pode mudar, é recompensador. Resolvi fazer o intercambio aos 50 e foi fabuloso, do ponto de vista emocional, me fortaleci. Você também conhece e vivencia outras culturas e volta melhor. Tirando questões muito particulares, de forma geral, sou melhor e mais feliz por ter vivenciado esse período fora do país”.

Uma nova missão

MARCIA OLANDIM 2MARCIA OLANDIM 1

Márcia Olandim Spinola, 54 anos, mora em Belo Horizonte (MG), foi professora e hoje é missionária MPC (Mocidade para Cristo), divorciada, três filhos: “Sempre gostei de fazer coisas diferentes, e passava por um divórcio conturbado, daí resolvi dar uma parada, li sobre ano sabático em um site e achei interessante. Tinha 48 anos quando fui e fiz 49 lá. Queria fazer algo novo, descansar e começar outro ciclo. Eu me preparei primeiro lendo e estudando, tinha um emprego muito bom, era coordenadora em uma escola e tinha três filhos adultos. Pedi demissão e me preparei financeiramente. O dinheiro teria de dar pra viagem e para manter a casa aqui. Emocionalmente, me preparei também para ficar longe, mas tenho um jeito meio livre e tranquilo. Sou extrovertida, corajosa, esta parte foi fácil. Fui para Naples, na Flórida, Estados Unidos. Pesquisei sobre a cidade, cultura e tal. Conhecia os EUA como turista e havia um casal conhecido que me recebeu com muito carinho. Minha intenção era sair do país, fazer algo novo, conhecer gente e ter um tempo livre para servir as pessoas. Você tem de ir com o coração aberto e curtir. Trabalhei em uma revista de negócios que seria publicada no Brasil colaborando nos textos; fui organizer na casa de uma acumuladora; morei na casa de uma colombiana e estudei inglês em um college. Mudou tudo na minha vida, tomei gosto de servir as pessoas. Voltei e fui trabalhar em uma escola, mas pedi demissão depois de uns meses e me tornei missionária. Falo do amor de Deus por meio de Jesus. Faço capelania escolar, servimos professores, alunos, famílias. Levo projetos sociais, aconselhamento, conto histórias com valores para crianças. Valeu muito à pena, tenho vontade de fazer de novo. Aconselho, mas precisa pesquisar, não tomar decisão na emoção, e se planejar, pois você fica longe da família, da zona de conforto. Esse período mudou toda minha perspectiva de vida, e de pessoas próximas a mim, meu filho mais novo foi para lá com 20 anos me visitar, e não voltou. Já os outros dois ficaram mais independentes. A Bíblia diz para ampliar suas tendas, olhar mais longe. Não penso na minha idade, vejo jovens sem ânimo, com medo de viver, com a cabeça tão engessada. Parecem ter mais de 100 anos. Minha cabeça é muito jovem, mas gosto da maturidade porque coisas que me faziam sofrer aos 30, não me atingem mais. Curto de forma vibrante, sei quem sou e qual meu propósito na Terra, convivo bem com o envelhecer, estou bem comigo, cheia de vigor e faço planos como se tivesse 20 anos”.

Ser e não só fazer

DENISE NA ISLANDIA DE BIKEDENISE EM LONDRES

Denise Alves, 52 anos, mora em São Paulo, Engenheira Química de formação, atuou como executiva em marketing, inovação e sustentabilidade por mais de 20 anos, casada, sem filhos: “Saí da Universidade e fui direto trabalhar, primeiro na Unilever (7 anos) e, depois, na Natura (14 anos). Achei que já tinha vivido dentro das paredes e das salas de reuniões por muito tempo. Precisava respirar outros ares, transitar em novos ambientes, ter um tempo livre para pensar na vida, desenvolver outras habilidades. Acredito que para nos desenvolvermos temos que nos colocar em posições diferentes, de desconforto, e o sabático pode possibilitar isso. Tinha 48 anos na época e a proximidade dos 50 pesou por um lado. Tive dúvidas do tipo: será que ao voltar vou ter meu emprego ainda ou será que vou me adaptar novamente ao mundo executivo? Por outro lado, meus anos de estrada me possibilitaram ter uma boa reserva financeira. O fato de não ter filhos também ajudou. Meu chefe na época é o atual presidente da Natura. Quando da minha avaliação de desempenho, no começo de 2014, conversamos, coloquei meu desejo de fazer um sabático no ano seguinte, combinamos quais deveriam ser minhas entregas até lá e acordamos os prazos. A Natura já tinha uma política permitindo o período sabático, de no máximo dois anos, e vários funcionários já haviam saído. Portanto, não era um “big deal”. Financeiramente, foram minhas economias que me permitiram sair tranquila. Fiz todos os cálculos de quanto gastaria em dois anos. Mas, entramos em uma supercrise em 2015 e a desvalorização do real foi tremenda, quase furou todos os meus planos. A intenção, primeiramente, era fazer um mestrado. Cheguei a ser aprovada, mas na hora de pagar a primeira anuidade da escola, a libra estava mais de 6 reais. Havia saído no pior período possível, no começo de 2015, quando o real começou a desvalorizar. Daí, achei que não valia a pena. Fui com minha esposa para Londres, morei lá um ano, estudei inglês, depois viajei pela Europa. Compramos duas bicicletas dobráveis e por todas as cidades andávamos só de bike. Fomos aos países escandinavos, depois um mês na Islândia, de lá para o sul da França, onde aluguei uma casa por um mês e percorremos a região de carro. Sabático é para ser e não só fazer. Na volta, mudou tudo na minha vida, saí da Natura e montei minha própria consultoria. Fui Diretora de Sustentabilidade da Natura por 4 anos e esta bagagem me permitiu montar a GOM, minha própria consultoria em sustentabilidade, juntamente com a Touch Branding e a Touch Green, uma extensão da Touch Branding, especializada em posicionar marcas de um ponto de vista social e/ou ambiental. Valeu muito à pena. Acho que é superimportante dar “rebooting na máquina” de tempos em tempos. Quem tem mais de 50, hoje em dia, passou por tantas mudanças que hoje está superescolado (não confundir com descolado). Quando entrei na Unilever, como trainee em 1993, havia só um microcomputador para todos os trainees. Não tinha mail! Não havia internet, nem Google, nem celular. Dependendo de quando a pessoa nasceu, nem consegue imaginar um mundo assim. O ideal era ser engenheiro, médico ou advogado. O sonho dos pais era que entrássemos no Banco do Brasil, na Petrobrás ou em algum emprego público. Imagine o quanto minha geração já teve que se adaptar nestes últimos 26 anos e como estamos escolados. Esperei na fila do orelhão para ligar para a mãe, hoje é só pegar o celular. Viajava reservando hotel em Budapeste, por telefone, sem saber ao certo o que ia encontrar lá. Hoje, é só entrar no Booking, no Airbnb, pronto, tudo resolvido. Nós, os cinquentões, tivemos o privilégio de ter vivido e estarmos vivendo todas essas mudanças. Para mim, é um privilégio. A mudança me faz correr atrás, me faz ficar esperta, me faz crescer. Por outro lado, nem todo mundo gosta de tanta mudança e quem não for se atualizando ou já perdeu ou vai perder o bonde em breve, porque a tecnologia está promovendo mudanças exponenciais, em todos os aspectos da nossa vida. As relações estão mudando, o trabalho está mudando, os valores estão mudando, enfim tudo. E a uma velocidade surreal. Mas também como temos referências, pra gente algumas coisas são bem chatas! Só para deixar claro que não é tudo cor de rosa, achava mais legal o tempo que íamos aos museus e não tinha fila para tirar self ao lado da obra de arte. Que não tinha nenhum ‘mané’ atendendo o celular no meio do filme! E outras coisinhas aqui ou ali. Mas isso é tão pequeno comparado à quantidade de coisas legais que existem hoje. Em suma, ter 50 é muito bom, se você tem consciência de tudo isso”.

Expecialista explica porque namorar aos 50 é melhor que na juventude

Sexóloga e terapeuta de casais diz que experiências vividas dão mais confiança para um relacionamento mais tranquilo e feliz

Muitas mulheres solteiras que atingiram a casa dos 50 anos pensam que namorar nessa idade é angustioso, fora de moda, podendo trazer muito mais frustração e confusão que felicidade. Para a sexóloga e terapeuta de casais, Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50 não é a idade a principal razão para o medo, mas as características da nossa sociedade que dão valor exacerbado para a juventude.

A vida conturbada faz muitas pessoas, nesta faixa de idade, ainda não terem se estabelecido profissionalmente ou pessoalmente. “Esse é um processo pelo qual todas as pessoas, homens e mulheres, atravessam, mas há um lado positivo em ter atingido a maturidade”, afirma a especialista.

shutterstock maturidade mulher brinde vinho
Shutterstock

De acordo com Carla, a correria cotidiana, os afazeres, a pressão, as responsabilidades tem feito pessoas chegarem aos 50 sem sequer terem vivido um romance duradouro, sem contar a solidão ou a indefinição da vida profissional. Por outro lado, existem razões para comemorar, segundo a consultora, como as mudanças ocorridas na sociedade e que permitiram uma qualidade de via superior aos que chegam aos 50 anos.

Essas mulheres e homens estão em plena movimentação, seja profissional e pessoal, que incluem as atividades físicas, intelectuais e porque não dizer sexuais. “As mulheres de 50 anos, por exemplo, não deixam nada a desejar e não perdem em relação às garotas de 20 e poucos anos em especial no que tange ao namoro”, diz Carla Cecarello.

Há outros motivos que transformaram a forma de encarar a realidade por parte das mulheres mais maduras. A qualidade de vida melhor, mais ativa e porque não dizer com uma intensidade em vários campos, permite ter uma vida amorosa ou até pensar em montar uma família nesta idade. Além das novas estruturas da sociedade, as pessoas de 50 anos são mais bem informadas, estão mais atualizadas e algumas já economicamente definidas, atentas, inclusive, as novidades tecnológicas.

“Há uma falsa noção de que aos 50 anos as pessoas deixaram a vida de lado ou deixaram de produzir”, afirma a consultora do site de relacionamento focado em pessoas nesta faixa etária.

O Solteiros50 foi criado por uma empresa alemã que notou uma intensa atividade entre pessoas que procuravam recomeçar suas vidas seja após um casamento frustrado e finalizado ou por se tornarem viúvas ou viúvos em plena atividade. No Brasil, desde 2018, o site reúne em torno de 2 milhões de assinantes e cerca de 15 mil novos registros diariamente. A intensa troca de mensagens no sistema mostra que as cinquentonas e cinquentões estão bem ativos e querem sim experimentar e vivenciar o que lhes é oferecido.

Para Carla, as mulheres sabem que o processo de namoro é tão brilhante e belo como elas são. “Elas sabem que podem fazer toda a diferença porque possuem visão sobre homens e os relacionamentos justamente por causa das experiências já vividas”, afirma a sexóloga.

Essa é a diferença que faz das mulheres de 50 tão boas quanto as jovens de 20, porque essas podem dar beleza e prazer e as outras podem dar tranquilidade e prazer com toda a experiência. Para destacar essas diferenças entre as jovens e as maduras, a consultora do site Solteiros50 apontou 6 razões de porque as mulheres consideram os 50 anos a melhor idade para engatar um romance e ser feliz.

Riqueza de conhecimentos

mindfulness- mulher meia idade
Aos 50 elas não se importam mais quem são ou como eram aos 20 anos ou as diferenças entre um período e outro. As mulheres com mais de 50 anos sentem-se mais seguras, sabem do que gostam (e não gostam) e confiam mais em si mesmas. Esse é o benefício da experiência de vida – maior confiança. “Elas sabem que podem aproveitar mais e melhor a vida nesta faixa”, diz a consultora.

Encontrou a si mesma

casal briga separação pixabay
Pixabay

Se aos 20 e poucos anos, a mulher busca se impor e se estabelecer, aos 50 ela já encontrou a si mesma, não necessita comparar-se às outras ou se preocupar com o que as pessoas pensam. As descobertas já foram feitas assim como as preferências. As lições mais fáceis assim como as mais difíceis foram aprendidas e assimiladas. Os benefícios desta experiência são notáveis e podem ser usados para encontrar o amor da vida delas, pois já sabe o que gosta e não gosta nos homens.

Começar ou não projetos

casal 50
A liberdade permitida nesta idade impõe regras como perceber o avanço do relógio biológico. Ou a pessoa já tem seus filhos ou não, o parceiro tem ou não. Assim, se o projeto é formar uma família com filhos, ela sabe que o relógio biológico é um problema, o que não a impede de assumir a maternidade por vias alternativas, como a adoção, por exemplo. Lá atrás essas mulheres procuravam por homens com quem pudessem começar uma família e tinham critérios como ser bom provedor e pai. Atualmente, elas podem decidir e escolher de que forma será, uma vez que já estão economicamente resolvidas e independentes. A missão delas é apenas escolher um homem com potencial de ser um bom pai, na formação, educação e auxilio para cuidar do filho. “Se a opção for não ter filhos, significa que elas querem se divertir, com a liberdade de escolher um homem que saiba aproveitar e compartilhar os bons momentos da vida”, diz Carla.

Experiência nos relacionamentos

casal maos dadas coracao
As mulheres aos 50 já passaram pelo casamento e relacionamentos diversos e adquiriram habilidades de comunicação para lidar com situações que surgem. Não tem mais medo de falar ou de dialogar sobre esses problemas e tampouco se exasperam por simples dificuldades. Elas conversam mais, tem mais calma e raciocínio lógico para resolver as situações com sucesso. As explosões e os ciúmes comuns na juventude desaparecem, pois são comportamentos inaceitáveis. Não há garantias de que agir desta forma gere felicidade perpétua, mas é uma chance de que as soluções sejam mais duradouras e efetivas.

Símbolos e demonstrações de posse

casal meia idade feliz
Como casamento não é uma necessidade nesta faixa de idade para as mulheres, encontrar um parceiro não necessita demonstrar controle ou posse como forma de garantir a efetividade da relação. Assim, nem sempre elas desejam colocar uma aliança nos dedos para confirmar o relacionamento ou a posse sobre o outro e também não demonstram ciúmes como forma de segurar o companheiro, embora desejem um relacionamento de longo prazo e comprometido. Elas são livres para escolher e dão liberdade para os parceiros decidirem. Essa é uma pressão que deixa de existir aos 50 anos.

Parceiros também estão melhores

casal na banheira
Assim como as mulheres, os homens aos 50 anos e mais estão muito melhores. Não é a regra, mas a maioria está bem melhor e madura. Eles são mais sensíveis e demonstram isso com mais facilidade e menos vergonha. Na medida em que envelhecem, os homens sentem-se mais à vontade com a intimidade, se tornam carinhosos, sábios ou têm melhores habilidades no sexo e no amor. A tecnologia, os sites de namoro, os aplicativos de encontro, por exemplo, são formas de contribuir para a aproximação entre elas e eles.

Fonte: Solteiros50 

Sexo aos 50: por que é melhor nesta faixa etária?

A experiência de vida conta muito nesta faixa de idade, especialmente porque boa parte delas já foram experimentadas e, apesar das controvérsias sobre a capacidade física dos cinquentões, a sexóloga Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50 e a psicóloga Iris de Souza, especialista em relacionamentos do site Amor&Classe, confirmam: “esta é a melhor idade para tudo, inclusive para os relacionamentos e para o sexo”, afirmam.

Para Carla, há algumas razões para o sexo ter mais qualidade nesta faixa etária, porém, se houver informação e cuidados, há ainda muitas formas de melhorar a vida sexual dos novos 50+. Já para Iris, está é também uma fase em que os homens já vivenciaram muitas experiências e podem se dedicar a uma relação afetiva mais contundente.

Ambas as especialistas dizem existirem argumentos suficientemente reveladores de como o sexo e a relação amorosa vai melhorando com o passar dos anos. No caso deles, as relações tornam-se muito mais fáceis de serem conduzidas. Para elas, nem tanto, principalmente pelos erros deles em serem menos interessados anteriormente. Por isso, as especialistas listaram dez razões do porquê tanto o sexo quanto as relações podem ser interessantes aos 50 anos. Confira:

Autoconfiança

casal 50
Para as especialistas, aos 50 anos, tanto ele quanto ela já possuem maior conhecimento de suas capacidades pessoais e determinações. Sabem também de tudo o que gostam e do que não gostam. Nesta faixa etária já estão como queriam estar e como querem ficar na vida, de forma que não precisam se autoafirmar continuamente para outras pessoas. Por essa razão, as pessoas de 50 anos se concentram nas coisas que são realmente importantes para elas. Essa autoconfiança permite a elas viverem melhor cada momento e abraçar de forma muito mais responsável suas escolhas, notadamente na intimidade e nos relacionamentos.

Mais prazer e menos pressão
Antes de chegar aos cinquenta anos, as pessoas levam a vida em uma intensidade tão grande que é preciso se autoafirmar constantemente. Quando se é jovem, por exemplo, existe uma pressão muito maior para que haja correspondência entre o corpo (parte física) e o sexo. Essa tensão na parte física do sexo exige mais correspondência no que diz aos resultados, o que, em vez de ajudar, na maioria das vezes, atrapalha. Os mais jovens vivem sobre pressão para se apresentar bem fisicamente, especialmente sobre a cama e sobre o corpo do outro, para oferecer prazer. Com a idade e com o autoconhecimento, percebem que não é a duração do sexo, nem a quantidade de prazer e orgasmos que têm ou dão que conta, mas o prazer e a satisfação de ambos em completa e absoluta sintonia e sincronia. Por essa razão, sexo depois dos 50 é conexão. Mesmo que seja sexo casual, o foco mudou da performance para o conectar-se ao outro.

Sem pressa

casal meia idade feliz
O passar dos anos ensina muita coisa, uma delas é dar tempo ao tempo e não viver apenas em relação a ele, mas conectado ao seu redor e com todos, inclusive com o próprio Chronos*. Desta forma, as pessoas aprendem a gerir melhor o seu tempo e ganham, assim, oportunidades para apostar mais na vida sexual. Dar tempo ao tempo significa que elas passam a uma posição privilegiada de poder investir em si mesmas e a possuir mais tempo para cultivar gostos, hobbies e namoros, que incluem o prazer sexual, não como objetivo, mas como forma de expressar a forma de encarar a vida.

Experiência e qualidade
Se o sexo já não é apenas uma capacidade física e tampouco uma demonstração de força, mas de jeito e forma, só com o tempo as pessoas percebem-se melhor e valorizam outras formas de atingir o prazer sexual. A leitura de bons livros ou a consulta com especialistas, como sexólogas, psicólogas ou terapeutas entram no circuito de conhecimento e informação dessas pessoas. Existem livros sobre satisfação sexual e novas experiências sexuais que antes eram impensáveis de ser lidos, ou eram considerados objetos que jamais seriam contemplados. Conhecer-se a si mesmo e a sexualidade abre novas fronteiras de relacionamentos e experiências que aqueles que têm mais de 50 se colocam disponíveis e abertos para conhecer.

Liberdade absoluta

casal na cama iStock
iStock

Há durante o percurso até os 50 anos inúmeras preocupações, especialmente em relação as questões profissionais, financeiras e suporte material. Atribui-se a elas um peso maior. Quando se obtém as experiência de vida, percebe-se que o peso pode ser igual para todos os assuntos e temas, o que é libertador. Isto permite à pessoa priorizar o que é realmente importante para ela e, de acordo com o que gosta, dedicar mais ou menos atenção e prioridade. Na vida sexual, a libertação, principalmente em relação a questão física, permite que se procure e se entregue a novas aventuras.

O ápice com mais facilidade
A libertação da questão da prática sexual concede às pessoas com mais de 50 atingir o orgasmo com muito mais facilidade e qualidade, mesmo várias vezes. O prazer completo, o ápice da relação, pode ser conseguido mais facilmente porque as pessoas são mais seletivas na escolha dos parceiros e as escolhas são baseadas em gostos, compatibilidades e não apenas por beleza física, comum nos jovens, como processo de seleção. Além disso, a pressa para se levar alguém para a cama não permite que se conheça tão bem o outro, como em uma relação aos 50 anos.

Espontaneidade

lareira inverno casal
Outra razão é a quebra da rotina, que pode aumentar a libido do casal. As mudanças de hábitos trazem novidades. Inovar ajuda no aumento da atividade sexual, sobretudo quando os casais já se conhecem há muito tempo.

Relações mais simples e claras
Honestidade nem sempre é o forte das relações mais jovens. Aprende-se com o tempo que a necessidade de se falar com clareza e ser honesto naquilo que diz é fundamental para que a relação ocorra de forma simples e verdadeira. Aos 50 anos, essa é outra das coisas que se ganha: clareza e honestidade nas relações interpessoais. As pessoas sentem-se mais à vontade com o outro e dão mais liberdade para se autoafirmarem ou apresentar suas ideias e opiniões. É algo fabuloso. Ser direto e objetivo na relação com os outros não é algo apenas para pessoas aos 50, mas deve ser para todas as idades, em que os estereótipos deveriam ser deixados de lado e os estigmas esquecidos para facilitar a experiência da vida.

Tolerância

casal na banheira
Desde que o ser humano é ser humano deveria ser tolerante com o outro. Numa relação interpessoal ou amorosa, a tolerância deveria ser central, pois evitaria o desperdício de tempo entre duas pessoas que não se respeitam ou não se conhecem por não serem diretas e objetivas ou porque vivem com seus estigmas e montam seus estereótipos (de como deve ser a pessoa ideal para elas). Ser tolerante com o outro não é aceitar suas ideias e opiniões, mas entender quais são essas ideias e opiniões. Se ambos agem com tolerância, as opiniões serão claras e as decisões tomadas suavemente tanto para a vida em conjunto quanto não. Aos 50, isso está claro.

Inovar e experimentar
Aos 50, a inovação não tem de ser uma barreira para o sucesso, mesmo que as experiências já tenham sido vividas. Ainda há tempo para aprender. Esse aprendizado é sempre obtido com muita qualidade e, por isso, capaz de inovar e experimentar, de forma a analisar os ganhos e as perdas em torno da inovação. Nos relacionamentos, a inovação e experiência se tornam mais fáceis e muito mais aceitas.