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Médico alerta que praticar exercícios físicos após os 50 anos traz inúmeros benefícios

Geriatra explica a importância de fazer atividades com o corpo nessa fase da vida

Muitos mitos e suposições cercam o processo natural de envelhecimento. Mas se tem algo que é unânime é que, para manter uma vida mais tranquila acima dos 50 anos, bons hábitos são fundamentais e fazem toda a diferença. “Nunca é tarde demais para começar uma atividade física. Tem gente que pensa que, se não começou até agora, não dá mais tempo. Mas dá”, garante Felipe Bozi, geriatra da startup Nilo Saúde.

O médico explica que os benefícios de realizar atividades físicas existem independentemente da idade em que se inicia a prática, contribuindo para a melhora da qualidade do sono e do humor, maior controle de doenças como hipertensão e diabetes, melhora da atenção e das funções cardiovascular e respiratória, promovendo mais qualidade de vida e saúde física e mental.

A partir da terceira e quarta década de vida, as pessoas apresentam uma redução natural de massa muscular. A prática de exercícios físicos na juventude consegue impedir ou ao menos atrasar essa perda. Mas, mesmo que esse hábito não venha desde cedo, o início da prática de atividade física é capaz de melhorar a saúde muscular e óssea.

“A perda da massa muscular está associada a um maior risco de quedas, maior desequilíbrio, o que pode aumentar as hospitalizações, reduzir a velocidade e a força da pessoa, tirando a sua qualidade de vida. Hoje em dia se sabe que a atividade física está associada também à prevenção de Alzheimer”, completa.

Para essa faixa etária, o recomendado é que, antes de iniciar os exercícios, a pessoa procure um médico para que seja feita uma avaliação minuciosa, identificando se existe algum tipo de risco ou restrição, além da orientação do melhor tipo de exercício a ser realizado.

Segundo o geriatra, de forma geral, é indicado que os exercícios sejam feitos cinco vezes por semana com duração de 30 minutos, intercalando entre atividades físicas aeróbicas, com intensidade moderada, treino resistido, com o auxílio de pesos e elásticos – para que haja uma resistência muscular -, e exercícios de equilíbrio, que buscam manter o balanço do corpo.

Os exercícios aeróbicos incluem caminhada um pouco mais acelerada, bicicleta ou atividades na água, por exemplo. Os treinos resistidos devem ser feitos pelo menos duas vezes por semana, alternando entre os grandes músculos dos membros inferiores e superiores. Quanto às práticas de equilíbrio, indispensáveis para evitar que as quedas ocorram, são indicados Tai Chi Chuan, yoga, pilates, entre outros. Mas vale lembrar que os treinos devem acontecer sob supervisão de um profissional educador físico que possa ajustar a prática para a especificidade de cada pessoa.

Sobre Felipe Bozi

Felipe Bozi é médico formado pela Escola Superior de Ciências da Saúde em Brasília (ESCS) e especializado em Clínica Médica e Geriatria pelo Hospital das Clínicas da USP. Após terminar a residência de Geriatria, trabalhou por um ano como preceptor dos residentes no HCFMUSP. Depois, passou a integrar o time da Nilo.

Sobre a Nilo Saúde

A Nilo é uma startup criada em janeiro de 2020, que iniciou sua atuação em plena pandemia do coronavírus. É uma clínica multidisciplinar digital, especializada no público acima de 50 anos, que oferece serviços de atenção primária e secundária a todo o Brasil. O processo de apresentação da empresa, triagem de pacientes e consultas é 100% online, com direcionamento a hospitais e laboratórios em caso de internação ou realização de exames, e a especialistas em casos específicos. Um médico da Nilo fica responsável pelo paciente para que possa centralizar o seu histórico e acompanhar constantemente a sua saúde. O objetivo é prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida.

Linha Vitasay50+ ganha novos itens

Pensando em manter a vitalidade e qualidade de vida do público 50+, a marca apresenta três novos produtos: Vitasay50+ Vitaly, Vitasay50+ Serenne e Vitasay50+ Pró Ômega 3

O corpo humano requer cuidados específicos em cada fase da vida e, com a chegada dos 50 anos, algumas vitaminas e minerais podem precisar de suplementação para que o organismo continue funcionando plenamente. Vitasay50+, linha de suplementos alimentares especialista nesta faixa etária, produziu fórmulas com concentrações adequadas de vitaminas, minerais e outros nutrientes. Em 2020 Vitasay50+ traz para o mercado três novos produtos para auxiliar na melhora da libido, humor e qualidade do sono e também manter a saúde do coração.

Conheça os lançamentos:

Vitasay50+ Vitaly: energia e vigor da maca peruana com guaraná associado a vitaminas e minerais. Com a chegada da menopausa, as mulheres podem sofrer uma queda na libido, principalmente por fatores hormonais. A proposta de Vitaly é justamente atender as queixas destes sintomas.

Vitasay50+ Serenne: o sono é vital para o corpo humano, sendo importante para renovar as energias, regular o metabolismo e, liberar hormônios essenciais, como a serotonina, responsável pela sensação de prazer. No entanto, assim como outras características do corpo, o sono muda com a idade, se tornando motivo de preocupação para adultos maduros, que passam a acordar com mais frequência à noite. Por isso, Vitasay50+ Serenne combina o aminoácido triptofano com as vitaminas B3, B6 e ácido fólico. O triptofano auxilia na produção de serotonina, melhorando o humor e a qualidade do sono.

Vitasay50+ Pró Ômega 3: segundo a OMS, em 2015 as doenças cardiovasculares representaram 31% de todas as mortes em nível global, e o ômega 3 pode ser um grande aliado para manter a saúde do coração em dia. Com a tecnologia Low Reflux, patenteada na Europa que proporciona um menor sabor residual de peixe após o consumo, Vitasay50+ Pró Ômega 3, traz 2.000mg de óleo de peixe.

“Estamos constantemente observando as principais necessidades do nosso público, que já supera os 54 milhões de pessoas no Brasil. Vitasay50+ tem como propósito ajudar mulheres e homens que chegaram aos 50 anos a viver com vitalidade essa fase da vida. Muitos já criaram os filhos, a base de toda uma vida, e agora quando começam a ter mais tempo para aproveitar, empreender e viajar, a saúde do corpo precisa acompanhá-los”, comenta Jurema Aguiar de Araujo, Diretora de Marketing da Hypera Pharma.

A linha Vitasay50+

A linha completa de Vitasay50+ tem formulações e concentrações adequadas de vitaminas e minerais. A linha conta com cinco formulações, além dos lançamentos acima:

• Vitasay50+ A-Z Homem – Energia E Concentração
• Vitasay50+ A-Z Mulher- Energia E Disposição
• Vitasay50+ Vitaly- Auxilia na melhora da Libido
• Vitasay50+ Serene – Humor e qualidade do sono
• Vitasay50+ Pró Ômega 3 – Ômega

Informações: Vitasay

Sete dicas para empreender depois dos 50

Para especialista da ESPM Rio, o aprendizado perene é essencial para profissionais que desejam iniciar um novo negócio

Não há idade para desenvolver uma atitude empreendedora. Por isso, o lifelong learning, conceito de aprender e se atualizar ao longo da vida, deve ser usado por profissionais diante de qualquer oportunidade na carreira e até mesmo para iniciar um novo negócio. Paula Calil, professora do curso Mercado Sênior – Bora Empreender?, da ESPM Rio, dá sete dicas para pessoas acima dos 50 anos de idade que desejam entender as práticas do mercado e enfrentar as adversidades de um novo negócio.

“Há um certo grau de inquietação e alegria por estar diante da oportunidade de empreender após os 50”, diz Paula. “Esse momento deve possibilitar a essas pessoas um espaço para reflexão não só para o autoconhecimento, mas especialmente para aprender e se capacitar a assumir seu próprio negócio”, completa.

Veja as sete dicas para quem quer empreender após os 50 anos:

Radoan Tanvir/Pixabay

1) Participe sempre de eventos de empreendedorismo e inovação para estar atualizado em relação às diferentes tendências e modelos de negócios. Entidades reconhecidas, como o Sebrae e a Endeavor, oferecem cursos, palestras e uma série de outros benefícios. A ESPM, pelo seu programa de extensão tem se dedicado a oferecer programas que atendam os interessados em empreender, oferecendo uma base sólida com os professores altamente capacitados não só como acadêmicos, mas como profissionais de mercado.

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2) Procure estar atualizado com novas tecnologias de gestão, assim como de comunicação e videoconferência. Inscreva-se em cursos que o capacitem em novas plataformas digitais, que ampliam sua visão de negócio, para que nesse momento de exceção seja possível usufruir de recursos digitais que contribuam à adesão ao home office.

3) Este é o momento de revisitar sua história de vida e história profissional, para reconhecer suas competências e identificar suas fraquezas. Comece pelas competências de relacionamento: suas habilidades de comunicação, sua capacidade de resiliência, sua liderança, sua habilidade em se relacionar com as pessoas, seu conceito de bom atendimento, busca por inovação, entre outras.

4) Independentemente do negócio que for empreender, você irá utilizar fortemente sua rede de contatos (networking). Negociar fará parte do seu dia a partir de agora, lembrando que a base disso sempre será seus contatos.

5) Reveja suas crenças. Tenha sempre em mente que iniciar seu negócio exige um desapego de muitos conceitos e expectativas que você já teve. Além disso, vale lembrar que você não terá mais toda a infraestrutura que um dia se beneficiou como executivo.

6) Tenha em mente que a venda não é a atividade mais importante que planejamento ou gestão do seu negócio, seja ele produto ou serviço. Em outras palavras, vender compulsivamente de nada adianta se você não estiver atento a gestão do seu negócio e ao planejamento de suas atividades no curto, médio e longo prazos.

7) A Internet é a maior fonte de informações para qualquer tipo de negócio. Você poderá iniciar sua pesquisa buscando fontes seguras para entender os negócios existentes no mercado, seja local ou global. Além disso, diversas ferramentas e recursos de busca podem ajudá-lo a entender as melhores práticas (benchmarking) para o negócio que você pretende empreender.

Fonte: ESPM

A mulher de 50 nas organizações, por Monica Teófilo*

A mulher de 50, na sua maioria, foi criada para dar conta do trabalho, da casa, dos filhos. É a mulher polvo que fez jus à máxima de que “mulher dá conta de mais de uma coisa ao mesmo tempo”.

A mulher de 50 não foi convidada a entrar em contato com seus desejos profissionais no início de sua carreira, com seu propósito ou com seus sonhos. Foi incentivada a estudar e desbravar o mundo que se abria para o pensamento feminino. Um mundo que seria conquistado pelas mulheres que se relacionavam com os homens da era industrial em empresas mecanicistas – e hierárquicas.

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A mulher de 50, que é mãe, está vendo seus filhos entrando na vida adulta ou na puberdade. Suas crias começam a ser independentes, a trilhar seus próprios caminhos e a alcançarem seus voos solos. São “crianças” colocando no mundo os valores já instalados pela maternidade gestacionada por essa mulher de 50.

A mulher de 50 pode, agora, se sentir liberta, voltar a olhar pra si e se (re)conhecer com seus desejos e, quem sabe, sonhar com seus próprios sonhos.

A mulher de 50, mais madura hoje, pode refletir sobre o sentido da vida e seu legado, escolher as batalhas que quer entrar e, ao mesmo tempo, refletir sobre aquelas que deixou para trás e se questionar sobre qual o futuro quer viver no agora?

Quando mulheres de 50 estão dentro de empresas, não é raro se compararem aos seus pares e –pela comparação etária – sentirem que estão no local errado, que o tempo passou. Ou, até mesmo pela pressão do tempo e não pelo desejo genuíno, perceberem que precisam decidir seguir para um próximo passo, porque o mercado é implacável.

Se você é uma mulher de 50 e tem uma posição de liderança média, há uma cobrança da sociedade para que assuma uma posição executiva ou libere espaço para os mais jovens.

Se você é uma mulher de 50 na alta liderança de uma organização e decidiu não ter filhos, tem que lidar com o olhar dos que estão à sua volta questionando se é uma escolha ser líder ou ser mãe.

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A mulher de 50 é jovem para ser avó. A mulher de 50 é velha para ser mãe.

Mas a verdade é uma só: a mulher de 50 tem idade para aprender, tem seu próprio ritmo de aprendizado e pode fazer isso das maneiras mais diversa. Mais: as mulheres de 50 são excelentes tecelãs de saberes, conectam as gerações e quando se dão contam e aproveitam desse seu poder pessoal, são excelentes transformadoras do ambiente organizacional.

*Monica Teófilo é psicóloga, mestranda, psicodramatista, consteladora sistêmica e cofundadora da Fator Diversidade, consultoria que une ciência e arte para o desenvolvimento de ambientes corporativos diversos e inclusivos

E De Repente 50 completa cinco anos hoje

Hoje, cinco de agosto, o E De Repente 50 faz cinco anos. Começamos em 2015, como um blog, hoje somos um site. A proposta era (e é) trazer notícias e dicas para as mulheres que entraram na casa dos 50 anos, idade em que, infelizmente, nos tornamos meio invisíveis.

Porém, aos poucos, as coisas vão mudando e vamos ganhando mais visibilidade. Afinal, a expectativa de vida cresceu e não é mais incomum vermos pessoas vivendo mais de 100 anos, então, os 50 seriam a metade da vida.

Isso sem falar que os 50 já são chamados de novos 30… Pode ser exagero, mas para algumas pessoas, é uma verdade.

Para comemorar, fiz uma montagem com algumas mulheres que muitas admiramos. Espero que gostem.  Feliz aniversário para nós.

 

 

 

No Brasil, onde estão as mulheres maduras? – por Bete Marin*

Se elas não estão em casa, no mercado de trabalho ou representadas na publicidade, onde é que as mulheres maduras estão? Quando comecei a trabalhar com longevidade, cinco anos atrás, o envelhecimento da população era uma onda prestes a chegar, mas ainda invisível para marcas, organizações e para a sociedade em geral. Hoje, com mais de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos – 54 milhões, se considerarmos as 50+, de acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, não há mais como negar: o Brasil está envelhecendo.

As mulheres maduras, por exemplo, já representam 13,7% da população, ultrapassando os 29 milhões de pessoas – o equivalente a quase três vezes a população de Portugal.Mas, nós não estamos envelhecendo como antigamente. Definitivamente, não. Na busca por novos paradigmas do que é envelhecer, as mulheres maduras também têm buscado novos lugares sociais. E, aqueles que ocupamos até hoje, estão sendo ressignificados. Mas, se as mulheres maduras já representam um volume tão grande da população, onde estão, afinal?

Elas não estão na publicidade. Repare no anúncio de xampu, na vitrine das lojas e no e-commerce, ou nas campanhas de redes sociais. As mulheres maduras ainda são invisíveis na publicidade. Em Cannes de 2019, mais de 70% das agências de publicidade afirmaram nunca ter recebido um briefing voltado para o público sênior, apesar de serem responsável por 50% do consumo global. E, para piorar, se um departamento de marketing descobre que a média de idade do seu público mudou, isso é motivo de desespero. Afinal, sua marca está envelhecendo.

Essa miopia do mercado torna invisível o potencial de consumo do mercado maduro. Só no Brasil, a população mais velha gera uma receita de R$ 1,6 trilhão por ano. Mas, enquanto todos os olhares se voltam para os millennials, as marcas não se dão conta de que o Brasil já tem mais avós do que netos. A distorção é gigante. Noventa e dois por cento das mulheres que entrevistamos no Focus Group 2018 para a pesquisa Beleza Pura não se sentem representadas na publicidade.

Isso porque, mesmo quando existem modelos maduras em campanhas femininas, elas estão representadas por velhos estereótipos que ainda as colocam de cabelos em coque e xale. O que é sentido na comunicação, também, está refletido nas prateleiras. Mais de 40% das mulheres maduras reclamam da falta de produtos e serviços para suas necessidades, segundo estudo Tsunami60+. Entre a miopia e a invisibilidade, eu faço essa provocação: quando foi a última vez que você viu uma mulher madura bem representada na mídia?

Elas não estão (na proporção em que poderiam) no mercado de trabalho. As maiores companhias do mundo já começam a conversar sobre o efeito da diversidade no ambiente de trabalho. Porém, nessas conversas, a questão geracional ainda é raramente abordada. Em uma pesquisa realizada, nos Estados Unidos, pela The Riveter, mostra que 43% das mulheres acima de 55 anos afirmam que perderam uma promoção na carreira por conta da idade.

Para essas mesmas respondentes, a idade (25%) é um fator que afeta mais sua experiência no trabalho do que o gênero (17%). Ou seja, além do desafio de equidade de gênero – que se reflete na diferença de salário e oportunidades –, elas ainda enfrentam vieses relativos à idade. No Brasil, segundo relatório da Maturijobs, 48% das mulheres relatam já ter sofrido discriminação no trabalho por conta da idade.

Na prática, o preconceito com a idade, conhecido como ageísmo, afeta mais as mulheres do que os homens. No Reino Unido, enquanto as mulheres começam a sentir o preconceito no ambiente de trabalho a partir dos 40 anos, os homens só relatam essa discriminação, na mesma proporção, aos 45 anos. Essa diferença está relacionada ao nosso viés cognitivo de beleza e juventude cobrado das mulheres, somado também à ideia de que as pessoas maduras são menos inovadoras, adaptativas e, portanto, menos qualificadas para os desafios mais atuais do trabalho.

O resultado é uma taxa de desemprego mais alta entre as mulheres maduras. Segundo o estudo Gendered Ageism do Catalyst, de 2007 a 2013, a taxa de desemprego das mulheres inglesas com mais de 65 anos subiu, nesse período, de 14% para 50%. Nos Estados Unidos, quase 30% da população acima de 50 anos foi afastada de forma involuntária do trabalho. E, na empresa onde você trabalha, qual a representatividade das profissionais acima de 50 anos?

mulher celular cama

Elas não estão em casa. Procure na cadeira de balanço, na janela ou no sofá. As mulheres maduras não estão mais lá. Com a extensão da vida, o empoderamento feminino e a independência financeira – que marcou a geração 50+ no Brasil –, as mulheres têm buscado realizar seus sonhos, descobrir novos hobbies e se conhecer profundamente com práticas que, até então, nunca experimentaram.

Durante a minha jornada nos encontros presenciais e nas interações digitais, conheci várias mulheres maduras que inovaram e se reinventaram durante a maturidade, resgataram sonhos e os transformaram em realidade. Duas delas, as pianistas Ciça Terzini e Cíntia Motta estarão comigo na abertura do evento Beleza Pura 2020. Elas, recentemente, criaram o Projeto DuoemCi e estão harmonizando jazz e piano popular com propósito e trabalho.

As mulheres maduras estão nas aulas de música e dança, no curso de arte, na universidade, nos cruzeiros, na ioga, no Tinder. Elas estão na arena da vida, inovando, aproveitando, como nunca, a liberdade que vem com a idade. Para muitas, especialmente acima dos 70 anos, a partida do marido trouxe a liberdade de descobrirem os próprios gostos, hobbies e vontades – como a Vó Izaura Demari. Ao lado das amigas, dos parentes, se permitem conhecer pessoas novas – e se autoconhecer por uma nova perspectiva. Com tudo isso acontecendo, não dá nem tempo de ficar em casa.

Elas estão abraçando o risco! Se as mulheres maduras não se veem representadas na publicidade, nem nas prateleiras; não têm espaço no mercado de trabalho e não desejam mais envelhecer em casa, existe um caminho natural que muitas estão adotando: empreender. O Brasil já conta com 23 milhões de empreendedoras, sendo 34% do total de ‘donos de negócio’ do país, segundo o PNAD. Para essas mulheres, empreender pode ser tanto uma resposta a uma oportunidade de mercado ou descoberta pela própria experiência, como uma necessidade de se manter economicamente ativas para dar suporte às outras gerações da família, em um fenômeno conhecido como ‘geração sanduíche’.

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Do total de empreendedoras no Brasil, 46% têm mais de 45 anos. São mulheres como Helena Schargel que, aos 79 anos, desenvolveu uma coleção de roupas íntimas para 60+. Em parceria com a Recco Lingerie – e depois de 40 anos trabalhando no mercado têxtil –, a empreendedora decidiu transformar as passarelas de moda incluindo as mulheres maduras como modelos.

Enxergar as mulheres ocupando novos espaços de poder e transformação na sociedade é uma das minhas maiores motivações realizando o que faço. Tenho me dedicado nos últimos anos a entender o universo do empreendedorismo feminino maduro e enxergar formas de impulsioná-lo. Assim, essa transformação acontece de forma mais rápida, impactando milhões de mulheres que, nesse mesmo momento, estão buscando por uma alternativa para viver da melhor forma possível a maturidade.

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*Bete Marin é cofundadora das empresas Hype60+, Amo Minha Idade, ED Comunicação, ED Promoção e Eventos, é sócia da Virada da Maturidade, Beleza Pura e parceira do Longevidade Expo+Forum 2019. Especialista em planejamento estratégico, comunicação integrada, marketing digital e eventos, Bete é graduada em Marketing; pós-graduada em comunicação pela ESPM; possui MBA pela FGV e é pós-graduanda em Gerontologia (Albert Einstein).

Programa de mentoria ajuda empreendedores acima dos 50 anos a lançar negócios

Participantes vão planejar e colocar suas empresas no mercado com menor risco. O programa utiliza metodologia específica para a faixa etária, desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseada na andragogia

Nextt 49+, hub de inovação voltado para pessoas acima de 50 anos, está inaugurando um programa de mentoria específico para o público maduro interessado em empreender. Na prática, o programa irá oferecer apoio e aceleração para os negócios do público sênior, com o menor risco e a maior efetividade.

A expectativa é atender empreendedores em diferentes estágios de seus negócios. “Por meio de um processo estruturado, os principais desafios e questionamentos deverão ser confrontados e atendidos”, explica Mauricio Turra, um dos diretores da Nextt 49+ e idealizador do projeto.

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O programa de mentoria da Nextt 49+ , voltado a quem está iniciando, terá encontros semanais e prevê cinco fases: descoberta, ideação, validação, concepção e expansão. O processo todo é bastante ágil, envolvendo até cinco meses (dependendo da complexidade do negócio), mas esse tempo poderá ser menor, em função do estágio que o empreendimento se encontra.

O Programa de Mentoria utiliza uma metodologia específica voltada para o público adulto e desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseado na andragogia, valorizando a experiência e os saberes de cada empreendedor. Prevê também o acompanhamento do negócio de cada participante.

Para isso, cada empreendedor será orientado por um mentor com experiência profissional e acadêmica. O trio de diretores da Nextt 49+ conhece em profundidade o ecossistema das startups e das novas empresas. São eles Mauricio Turra, Ismael Rocha e Luiz Fernando D. Garcia, que têm em comum, além da vivência no mundo executivo, a docência e a direção em uma das mais renomadas instituições do País na área de negócios, a ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, de onde saíram recentemente.

A Nextt 49+ ganhou destaque em todo o País ao se lançar como primeiro hub de inovação voltado a empreendedores acima dos 50 anos, em meados de abril de 2019.

Mais sobre a NEXTT 49+

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Primeiro hub de inovação do Brasil voltado para o público acima de 50 anos, chegou ao mercado para auxiliar profissionais em transição de carreira e, até mesmo, aposentados que desejam empreender, em um ambiente desenhado para o networking e a conectividade.

Por trás da Nextt 49+ estão Luiz Fernando D. Garcia, Ismael Rocha e Mauricio Turra Ponte, trio que tem em comum a direção em uma das mais renomadas instituições de ensino do País na área de negócios, propaganda e marketing.

Localizado na capital paulista, no bairro da Vila Mariana, o hub fica em um casarão dos anos 1930 – ambiente amigável para empreendedores veteranos — e conta com todo suporte e estrutura para o sucesso dos negócios.

Programa de Mentoria Nextt 49+
Inscrições: site Nextt 49+
Endereço: Rua Capitão Cavalcanti, 38, Vila Mariana – São Paulo – SP
Telefone: (11) 94109-6653
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Sete dicas para quem deseja trocar de emprego depois dos 40 anos

Algumas tradições ainda nos fazem acreditar que mudar de profissão depois dos 40 anos ou mais é loucura. “Você vai perder sua estabilidade?”, “Vai querer começar do zero?”, “E se der errado? Como vai pagar a casa? E a escola dos seus filhos?”, são perguntas que surgem para quem planeja essa transição. Ainda somos da geração em que se manter 20 ou 30 anos na mesma empresa é sinônimo de uma carreira estável e bem-sucedida.

Mas como falar de estabilidade e sucesso em um mundo onde tantas coisas acontecem por minuto e tudo muda tão rápido? A especialista em estratégia e gestão da Effecta, Janaina Manfredini, comenta que a realidade mudou e que quem não quiser acompanhar vai ficar para trás.

“Ser resistente à mudança pode gerar sofrimento desnecessário e, até mesmo, um atraso em relação às mudanças do mundo. Não adianta fugir, esse cenário de mudanças constantes e imprevisíveis é o nosso momento atual, e te garanto, isso não é tão complicado como parece”, completa Janaina.

A especialista separou ainda sete dicas para quem, com 40 anos ou mais, está criando coragem de se jogar em outras áreas. Veja:

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1. Use suas experiências ao seu favor: a cada dia que passa vamos vivendo situações que nos trazem novas experiências, somos mais maduros, seguros de si e menos impulsivos, características que são importantes para o começo de uma carreira.

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2. Faça uma lista dos seus pontos fortes: separe aqueles pontos em que você sabe que pode confiar, que lhe ajudaram até agora. Se tiver dificuldades, pergunte para pessoas que já trabalharam com você.

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3. Faça uma lista do que deseja encontrar na sua nova fase: pense o que tolera e o que não admite. Essa lista vai lhe ajudar a não entrar em uma fria, a não mudar pelos motivos errados e não aceitar qualquer coisa. Use a sua experiência para avaliar essas questões.

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Foto: Gamerzero/Morguefile

4. Planeje-se: estamos falando de uma mudança que vai mexer não só com a sua vida, mas com todos que de alguma forma estão ligados a você. Isso não deve te prender, mas deve te fazer pensar. Compare as atribuições, faças as contas, liste os prós e contras, converse com pessoas que confia e analise cada ponto antes de bater o martelo, isso lhe trará segurança em todas as novas decisões, sejam elas quais forem.

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5. Converse com outras pessoas: use sua rede de contatos, procure quem já trocou de emprego ou quem está atuando com o que você gostaria de atuar. Caso não conheça ninguém nesses perfis, procure. Pode ser através de outros contatos ou diretamente nas redes sociais, o máximo que pode acontecer é a pessoa não te responder.

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6. Entenda o que você vai precisar melhorar: para alcançar o sucesso no novo desafio, o que você precisa mudar? Seja em seu comportamento, nos seus conhecimentos técnicos ou em seus relacionamentos, anote as mudanças necessárias e vá atrás para fazer acontecer.

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7. Pilote sua ideia: que tal se voluntariar para miniprojetos em ONGs ou em empresas de amigos? Você saberá os pontos a ajustar, e isso lhe ajudará a estar mais seguro, seja em uma entrevista de emprego ou como prestador de serviços. Se sua ideia é empreender com produto, faça o piloto, o plano de negócios e coloque na linha do tempo para entender o momento dos movimentos maiores.

O segredo é não se precipitar, até que sua decisão esteja bem clara e segura, continue fazendo o seu melhor no que faz agora, isso também ajudará na sua autoconfiança. E jamais pare de sonhar e entender que devemos melhorar quem somos e o que fazemos durante todos os dias de nossas vidas.

Quais problemas de saúde repentinos devemos observar após os 50 anos

Supere sua idade

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Mais de 9 em 10 adultos de meia idade ou idosos têm algum tipo de doença crônica e quase 8 em 10 têm mais de uma. Então, é provável que você tenha uma mais cedo ou mais tarde. Mas há coisas que você pode fazer para viver uma vida mais saudável.

Pressão alta

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À medida que você envelhece, seus vasos sanguíneos ficam menos flexíveis e isso pressiona o sistema que transporta sangue pelo seu corpo. Isso pode explicar porque cerca de 2 em cada 3 adultos acima de 60 anos têm pressão alta. Mas existem outras causas que você pode controlar: observe seu peso, faça exercícios, pare de fumar, encontre maneiras de lidar com o estresse e coma de forma saudável.

Diabetes

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Desde 1980, o número de adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes quase dobrou. Nos Estados Unidos, já consideram a doença uma epidemia. O risco de contrair a doença aumenta após você atingir os 45 anos, e isso pode ser sério. Pode levar a doenças cardíacas, renais, cegueira e outros problemas. Converse com seu médico sobre a verificação de seu açúcar no sangue.

Doença cardíaca

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O acúmulo de placa nas artérias é uma das principais causas de doenças cardíacas. Começa na infância e piora com a idade. É por isso que as pessoas de 40 a 59 anos têm mais de cinco vezes mais chances de sofrer de doenças cardíacas do que as de 20 a 39 anos.

Obesidade

obesidade mulher obesa gorda pixabay
Pixabay

Se você pesa muito mais do que é saudável para a sua altura, pode ser considerado obeso – não está apenas com alguns quilos a mais. Obesidade está ligada a pelo menos 20 doenças crônicas, incluindo cardíacas, derrame, diabetes, câncer, pressão alta e artrite. A taxa mais alta entre todas as faixas etárias é em adultos com idades entre 40 e 59 anos – 41% dos quais são obesos.

Osteoartrite

joelho

Os médicos atribuíram essa doença das articulações ao desgaste da idade, e isso é um fator (37% das pessoas com 45 anos ou mais têm osteoartrite do joelho). Mas genética e estilo de vida provavelmente têm algo a ver com isso também. E lesões articulares anteriores, falta de atividade física, diabetes e excesso de peso também podem desempenhar um papel.

Osteoporose

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Cerca de metade das mulheres com mais de 50 anos e até 25% dos homens nessa faixa etária têm fraturas porque perderam muita massa óssea e seus corpos não a substituíram. Algumas coisas que podem ajudar: uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D (você precisa de ossos fortes) e exercícios regulares de sustentação de peso, como dançar, correr ou subir escadas.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

usando bombinha asma mulher

Essa doença causa inflamação e bloqueia o ar dos pulmões. É uma doença lenta que você pode ter durante anos sem saber – os sintomas geralmente aparecem nos seus 40 ou 50 anos. Isso pode causar problemas para respirar e tossir, chiar e cuspir muco. Exercício, dieta saudável e evitar fumaça e poluição podem ajudar.

Perda de audição

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Talvez nada diga “você está envelhecendo” mais do que ter que perguntar: “O que você disse?”. Cerca de 18% dos americanos de 45 a 64 anos, por exemplo, têm algum tipo de problema de audição e tende a piorar com a idade. Barulho alto, doença e seus genes desempenham um papel. Alguns medicamentos também podem causar problemas auditivos. Consulte o seu médico se você não conseguir ouvir o que costumava ouvir.

Problemas de visão

olhos glaucoma catarata

Esse borrão irritante quando você tenta ler o tipo pequeno em rótulos ou menus não é a única ameaça à sua visão à medida que envelhece. Cataratas (que ofuscam as lentes do seu olho) e glaucoma (um grupo de doenças oculares que danificam seu nervo óptico) podem prejudicar sua visão. Consulte seu oftalmologista para exames regulares.

Problemas de bexiga

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Foto: Trestletech

Você não pode ir ao banheiro quando precisa, ou precisa ir com muita frequência, são os problemas com o controle da bexiga que tendem a acontecer à medida que envelhecemos. Eles podem ser causados por problemas nos nervos, fraqueza muscular, tecido espessado ou aumento da próstata. Exercícios e mudanças no estilo de vida – beber menos cafeína ou não levantar coisas pesadas, por exemplo – geralmente ajudam.

Câncer

cancer de mama

A idade é o maior fator de risco para o câncer. A doença também afeta os jovens, mas suas chances de tê-la mais que dobram entre 45 e 54 anos. Você não pode controlar sua idade ou seus genes, mas pode ter algo a dizer em coisas como fumar ou passar muito tempo tomando sol.

Depressão

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Pessoas entre 40 e 59 anos têm uma taxa mais alta de depressão do que qualquer outra faixa etária. Muitas pessoas caem à medida que surgem problemas de saúde, perdem ou se afastam de entes queridos e outras mudanças na vida acontecem. No entanto, após 59, os números caem para apenas 7% das mulheres e 5% dos homens.

Dor nas costas

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Quanto mais velho você fica, mais comum essa dor se torna. Muitas coisas podem torná-lo mais propenso a tê-lo: estar acima do peso, fumar, não fazer exercícios suficientes ou ter doenças como artrite e câncer. Observe seu peso, exercite-se e obtenha bastante vitamina D e cálcio para manter seus ossos fortes. E fortaleça os músculos das costas – você precisará deles.

Demência

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A doença de Alzheimer, uma forma de demência, geralmente não aparece até os 65 anos. Uma em cada nove pessoas nessa faixa, ou mais, tem Alzheimer, mas a taxa sobe para 1 em cada 3 para as idades de 85 anos ou mais. Alguns fatores de risco (como idade e hereditariedade) são incontroláveis. Mas as evidências sugerem que uma dieta saudável para o coração e observar sua pressão e açúcar no sangue podem ajudar.

Fonte: WebMD

Gwen Stefani faz 50 anos hoje

E quem completa 50 anos hoje, é a cantora Gwen Stefani. Ela nasceu em 3 de outubro de 1969 no St. Jude’s Hospital em Fullerton, Califórnia. Seus pais são Dennis Stefani e Patti Flynn e seus irmãos são Eric Stefani, Jill e Todd Stefani. O pai é descendente de italianos e a ascendência da mãe é inglesa, irlandesa, escocesa, alemã e norueguesa.

Gwen e seu irmão Eric começaram a banda No Doubt quando ela era adolescente. A cantora passou dos vocais de apoio para principal quando o vocalista original, John Spence, se suicidou. Ela namorou o colega de banda Tony Kanal por sete anos,e o rompimento rendeu uma das canções mais famosas do grupo: “Don’t Speak”. Em 2004, lançou o primeiro álbum solo, “Love. Angel. Music. Baby.”

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Gwen com o ex-marido, Gavin – Pinterest

Após o término do relacionamento com o colega de banda, ela namorou e se casou com o roqueiro inglês Gavin Rossdale, vocalista da banda Bush, em setembro de 2002, em Londres. Eles tiveram três filhos juntos – Kingston de 13 anos, Zuma de 11 e Apollo de 5 – e se separaram em 2016, por causa de uma traição do rapaz.

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Gwen com o namorado, Blake, e os três filhos dela – Foto: Steve Granitz/WireImage

Nesta época, ela fazia parte do júri do programa The Voice. Não demorou muito para que se interessasse em conhecer mais um dos colegas de cadeira, o cantor country Blake Shelton. Os dois estão juntos desde então.

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Gwen é considerada um ícone fashion. Desde a época do No Doubt ela já era responsável pelo seu figurino. Isso a levou a criar uma linha de roupas chamada L.A.M.B. em 2004 que fez muito sucesso.

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Ela também se aventurou pelo cinema. Seu primeiro papel foi em O Aviador, de Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio, no qual interpretou a diva do cinema Jean Harlow.

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A marca registrada da cantora é o cabelo platinado e o batom vermelho. Porém, para mim, o que mais chama a atenção é que Gwen parece nunca envelhecer. Continua linda, com uma pele de fazer inveja e superjovem em tudo o mais. Parabéns para mais esta libriana.