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Vitasay50+ e Yunus lançam programa de aceleração focado em empreendedores 50+

Inscrições para aceleração de negócios sociais fundados e geridos por pessoas com 50 anos ou mais vão até 4 de maio

O programa de aceleração Vitasay Start 5.0+ reforça o posicionamento da marca de ser uma aliada dos 50+, que são agentes potentes de transformação e que estão cheios de experiência e vitalidade para fazer a diferença no mundo.

A marca Vitasay50+, linha de suplementos alimentares especialista nesta faixa etária, e a unidade de inovação social corporativa da Yunus Negócios Sociais, referência mundial no apoio e desenvolvimento de negócios com foco em impacto social e ambiental, lançam a Aceleradora Vitasay Start 5.0+, primeiro programa de aceleração direcionado a negócios geridos por pessoas a partir dos 50 anos de idade, com foco em inovação social e potencial de transformar a realidade de muitos brasileiros.

O objetivo é selecionar e acelerar negócios de impacto social que contribuam para o avanço nos segmentos de Saúde e Qualidade de Vida, Saúde Mental, Alimentação Saudável, Apoio ao empreendedorismo, Inserção no mercado de trabalho, Aprendizagem ao longo da vida, Educação para novas tecnologias e Economia Circular. As inscrições devem ser feitas pelo site até 4 de maio de 2021.

Além de fomentar soluções que resolvam alguns dos principais desafios do desenvolvimento sustentável do Brasil, como trabalho, redução da desigualdade, saúde, educação e sustentabilidade, a iniciativa tem por objetivo apoiar empreendedores maduros que assumiram novos desafios nessa fase da vida. O aumento na expectativa e qualidade de vida da população tem contribuído para a busca de novas oportunidades entre os maduros, seja pela complementação de renda, por um sonho antigo, vontade de se manterem ativos e participativos no mercado de trabalho, ou pelo desejo de continuar aprendendo.

De acordo com o Sebrae¹, existem 53 milhões de empreendedores no Brasil e 49% deles estão acima dos 45 anos. Apenas em 2020, o contingente de pessoas com mais de 50 anos iniciando um trabalho nas chamadas startups foi de, aproximadamente, 2,5 milhões. Ainda, outro estudo² conduzido pela mesma entidade, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, revelou que os empreendedores brasileiros com 65 anos ou mais são os que mais empregam no país, uma tendência que deverá crescer a cada ano.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)³, as pessoas acima dos 50 anos deverão representar 30% da população até 2030. Apesar disso, uma pesquisa realizada em 2019, pela consultoria Robert Half, concluiu que 69% das empresas não contratam trabalhadores com mais de 50 anos. E entre os receios dos recrutadores com relação a esse perfil estão salário alto (31%), pouca flexibilidade (18%), desatualização (12%) e o risco de ampliar conflitos entre gerações (7%).

Com base neste recorte, o programa de aceleração Vitasay Start 5.0+ foi desenvolvido em parceria com a unidade de inovação social corporativa da Yunus Negócios Sociais para gerar múltiplos impactos positivos. Além de fomentar o empreendedorismo maduro, o programa vai selecionar negócios de impacto social e grande poder de transformação na base da pirâmide, como explica Rui Lira, Head de Inovação Aberta da Yunus Negócios Sociais:

“O impacto que queremos gerar nessa aceleração tem duas perspectivas: intergeracional, conectando os maduros e promovendo conhecimento sobre a nova economia e geração de impacto positivo nos seus negócios, e interseccional para que os negócios acelerados se transformem e ajudem a resolver alguns dos principais desafios sociais que o Brasil enfrenta. Nesse sentido, junto com Vitasay50+, descobrimos oportunidades que endereçam problemas de saúde, educação, emprego e meio ambiente”, disse.

Programa de aceleração

O programa de aceleração Vitasay Start 5.0+ selecionará até seis negócios sociais que atuem com inovação social, seguindo os seguintes critérios:

Impacto Social – complexidade e tamanho do problema endereçado e potencial de transformação para a população; Equipe – qualificação, identificação e motivação da equipe empreendedora responsável; Modelo de Negócio – aquisição de clientes, potencial de sustentabilidade e prospecção financeira e potencial de escalabilidade e replicabilidade; Estágio do Negócio e Solução – a maturidade dos negócios será fundamental para ajudar a definir o conteúdo ofertado para as turmas; Diversidade de Inclusão – a atenção dada à diversidade dentro dos negócios também será um critério, especialmente em relação a diversidade racial, gênero, orientação sexual, idade e pessoas com deficiência; Tecnologia – serão verificadas as tecnologias desenvolvidas para a própria solução e potencial de patentes; Conexão com Corporação – caso a empresa seja B2B, B2B2C, ou potencial desenvolvimento nesses modelos, além da sinergia com posicionamento de marca ou oportunidades dentro da própria Vitasay50+.

Os negócios selecionados passarão por um programa de três meses de aceleração, que conta com quatro Bootcamps online em grupo, mentorias de experts do mercado e acompanhamento semanal da equipe de consultores da equipe da Yunus Negócios Sociais. Ao final, um dos empreendimentos poderá receber um aporte de até R$ 200 mil para maximizar o impacto social do seu negócio.

A participação dos empreendedores é gratuita e o programa não tem contrapartida financeira para os negócios selecionados (equity free).

Aceleradora Vitasay Start 5.0+
Inscrições: até 4 de maio de 2021
Site: Vitasay
Informações: vitasay.start@yunusnegociossociais.com

Especialistas dão dicas de saúde bucal para o público 50+

Com o passar dos anos, problemas bucais podem se agravar, porém, hoje em dia, por exemplo, repor um dente perdido não é mais tão caro ou complicado

Com certeza você já ouviu falar que a pele que terá quando mais velho irá refletir os cuidados que teve quando jovem, como não tomar muito sol ou fumar. Pois com a saúde bucal é a mesmíssima coisa. Seu sorriso aos 50 anos é o resultado dos cuidados que você teve com a higiene dental, e com as visitas frequentes ao dentista, na infância e na juventude. Afinal, algumas coisas não têm idade, e cuidar da saúde é uma delas.

No entanto, questões que foram negligenciadas ou ignoradas podem piorar, e muito, com o passar dos anos. As mais comuns são as cáries e os problemas gengivais, além do aumento da sensibilidade, como explica Luciana Aparecida de Sousa Iwamoto, Presidente da Câmara Técnica de Ortodontia do CROSP (Conselho Regional de Odontologia de SP): “A sensibilidade pode se agravar com a idade, pois, com o passar do tempo, é normal haver retração gengival, que expõe áreas do dente que não estão protegidas pelo esmalte dental, e que podem ser particularmente doloridas quando atingidas por alimentos e bebidas quentes ou frias”.

Luciana Aparecida de Sousa Iwamoto

Ela também explica que pessoas acima dos 50 anos podem se queixar de boca seca (xerostomia). Isso surge em decorrência do uso de medicamentos ou algum problema de saúde não tratado. “Enfermidades preexistentes (diabete, problemas cardíacos, câncer) também podem afetar a saúde da boca. Qualquer doença existente deve ser informada ao dentista para que ele possa ter uma visão completa da situação e poder ajudar de forma mais específica”, acrescenta. 

“A doença periodontal – doença inflamatória causada pelas bactérias bucais acumuladas na superfície do dente ao longo do dia que causa sangramento gengival e destruição do osso que sustenta o dente, e pode levar à perda dental se não tratada – começa a predominar depois dos 40, 45 anos. Portanto, o problema bucal mais comum depois dos 50 anos é a perda de dentes por falta de prevenção e do não tratamento desta doença”, aponta Marcelo Cavenague, especialista em Periodontia e em Prótese Dentária.

A boa notícia é que a grande maioria dos problemas tem solução. Mas e o paciente nesta faixa etária? É mais disciplinado e se cuida melhor que os jovens? Cavenague afirma que não: “A esmagadora maioria dos pacientes cuida mal dos próprios dentes, independente de idade. Nem sempre este cuidado deficiente é culpa apenas dele. A higiene bucal exige um aprendizado que é de responsabilidade dos profissionais da área. Além disso, o paciente tem que querer aprender e mudar seus velhos hábitos para atingir um nível ideal de higiene. Só a combinação de orientação profissional e dedicação do paciente leva a um bom resultado”.

E quais os erros mais comuns? Segundo Cavenague são fazer a escovação rapidamente, sem dar atenção aos contornos e reentrâncias e sem alcançar corretamente o espaço entre a gengiva e os dentes; não usar fio dental, na maioria das vezes porque acha que machuca, pois sempre que usa, sangra; utilizar bastante pasta de dente achando que isso compensa a escovação rápida; confiar que o bochecho com antisséptico substitui uma boa higiene; achar que se não comeu nada não precisa escovar; não prestar atenção naquilo que se está fazendo, agindo de forma automática.

Fábio Sato, especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, conta que os cuidados básicos envolvendo a saúde bucal, com o passar da idade, devem ser aprimorados. Isso porque as defesas do organismo acabam se enfraquecendo, bem como a própria habilidade manual na higiene bucal. Dessa forma, o cuidado rigoroso com a escovação dentária, uso de fio dental e a atenção com próteses dentárias devem ser aumentados. “Além disso, a visita regular ao profissional cirurgião-dentista deve ter uma frequência maior, com intervalos ideais de seis meses. E, dependendo das condições de saúde bucal, até mesmo com menor espaçamento”, avisa.

Dentes alinhados

Se antes, apenas crianças e adolescentes usavam aparelhos ortodônticos, agora vemos pessoas de todas as idades com aquele sorriso metálico. Sem contar aqueles que usam os alinhadores invisíveis e nem percebemos. Isso seria sinal de conscientização ou influência da Internet e das redes sociais?

Para Luciana, um sorriso bonito e saudável tem a mesma importância seja na adolescência ou na terceira idade: “Nunca é tarde para sorrir, felizmente, culturalmente, tudo melhorou. Idade não é empecilho para a colocação de aparelho. Creio que devemos envelhecer com as funções preservadas e otimizadas”.

Ela frisa que não existe uma idade limite para o uso do aparelho dentário, porém, lembra que o ideal é realizar uma avaliação ainda na fase de crescimento, pois quanto antes for detectado o problema, melhor o prognóstico. “Porém, como falei, nunca é tarde demais para corrigir o que incomoda. Contrariamente do que se pensa, não existe limite de idade para o uso do aparelho. Claro que uma avaliação criteriosa da saúde bucal e dentária deve ser realizada antes do procedimento”.

Também devemos levar em conta que, alguns anos atrás, os aparelhos ortodônticos eram mais limitados esteticamente. Mas hoje há mais opções. Por exemplo, os aparelhos ortodônticos fixos podem ser metálicos, de porcelana, de safira ou autoligado. “Há uma outra filosofia de tratamento ortodôntico fixo que é por meio do aparelho lingual que, como o próprio nome diz, é instalado por trás (ao lado da língua) e não aparece no sorriso. E, por último, o sistema dos alinhadores invisíveis, no qual o tratamento funciona por meio de uma sequência de placas removíveis e transparentes, facilitando, assim, as escolhas do paciente”, explica a profissional.

Fábio Sato

Sato acrescenta que, atualmente, muitos tratamentos odontológicos que, anos atrás eram restritos a uma pequena parcela da população, estão muito mais acessíveis, pela maior disponibilidade, inclusive no setor público. Há também a questão custo-benefício que, apesar de ainda parecer elevado, diminuiu em relação ao que era. “A Internet também tem um peso [na divulgação], pois torna a informação mais acessível ao público em geral em relação aos problemas de saúde bucal e formas de tratamento. Somando tudo isso, pessoas que no passado não tiveram a possibilidade de conseguir, por exemplo, um tratamento ortodôntico, hoje estão realizando o sonho de corrigir a oclusão e melhorar a qualidade de vida”.

Luciana menciona uma outra questão trazida pela Internet, e que vale para todas as idades: “Claro que as redes sociais fazem uma pressão por perfeição, o que tem afetado a qualidade de vida das pessoas, e termina por proporcionar maior desejo das pessoas em possuir um corpo e um sorriso perfeitos, mas é preciso cuidado para não se desenvolver transtornos psicológicos”.

E os pacientes? Se cuidam ou são relapsos?

Depositphotos

Para Sato, apesar de termos no Brasil o maior número de profissionais cirurgiões-dentistas do mundo, nossos números em relação à saúde bucal não são dos melhores: “Claro que isso é causado principalmente em decorrência da desigualdade de acesso ao tratamento odontológico, mas, de modo geral, observamos que o brasileiro não valoriza a questão da saúde bucal, não tem uma cultura de prevenção e vai atrás do tratamento somente quando a situação se agrava, necessitando de procedimentos mais invasivos e, consequentemente, de maior custo, e acaba não tendo condições de realizá-los de forma adequada”.

“Dificilmente se encontra uma pessoa que não cuide de seus dentes por opção. O que é comum é cuidar mal, achando que está cuidando bem, como, por exemplo, achar que não precisa de fio dental porque os dentes são um pouco separados”, conta Cavenague, acrescentando: “Na maioria das vezes, esta má higiene ocorre por falta de orientação profissional ou pela pessoa não ter dado muita atenção quando recebeu orientação do dentista”. 

Marcelo Cavenague

Para Luciana, o tema é mais profundo e engloba questões educacionais, culturais e socioeconômicas. Ela cita a mais recente Pesquisa Nacional de Saúde, feita pelo IBGE, em 2019, e divulgada em setembro de 2020, que constatou que apenas 12,9% dos brasileiros têm plano odontológico.

O mesmo levantamento apontou que, dos 162 milhões de brasileiros acima de 18 anos, 34 milhões perderam 13 dentes ou mais. Pior: 14 milhões perderam todos os dentes. “Além disso, menos da metade dos brasileiros consultou um dentista nos 12 meses anteriores à data da entrevista. Desse universo, apenas 36% das pessoas com renda menor que um quarto do salário mínimo foram ao dentista. Os dados são alarmantes em razão das consequências, que vão da perda dental até o acometimento de problemas de saúde mais graves”, lamenta.

Porém, nem sempre é uma questão financeira, pois há aqueles que mesmo tendo boa condição social, reclamam dos custos de um tratamento. “De fato, é muito comum ver pessoas de carro importado, telefone celular novinho, smartwatch, reclamando do preço de uma restauração. Mas esta situação tem a ver com o valor que se dá às coisas. Existem muitos pacientes que valorizam muito nosso trabalho também. Costumo dizer que não existe tratamento mais barato que a prevenção. Frequentar o dentista, mesmo sem nenhum sintoma, ajuda a diagnosticar problemas no início. Porém, se a pessoa passa anos sem ir a um consultório, é bem provável que a conta seja alta pelo acúmulo de problemas não diagnosticados precocemente”, afirma Cavenague. 

Perda dental

Freepik

Perder um dente, como a pesquisa do IBGE apontou, é algo muito comum para a população brasileira. Porém, não tomar providências para repô-lo é algo ruim em qualquer idade, pois a posição dos dentes não é fixa. E quanto mais os anos passam, pior a situação geral se torna.

“Com o tempo, os dentes vizinhos ao espaço que ficou, vão ‘tombando’ em direção àquele espaço. Quanto mais demora se leva para repor um dente perdido, mais essas mudanças são notadas, portanto, em uma idade mais avançada, a chance de ter maior acúmulo de alterações de posição aumenta”, alerta Cavenague.

Vale lembrar que a perda dentária não é exclusividade dos mais velhos. E ela causa transtornos em várias esferas, por exemplo, a funcional, com redução óssea, diminuição da capacidade de mastigação e de absorção de nutrientes, problemas de oclusão (mordida) e inúmeros outros danos dentários, musculares e articulares.

“Esteticamente, a perda dos dentes deixa a aparência do rosto mais envelhecida, a boca vai ficando murcha, o queixo vai perdendo a forma ideal. E todos esses efeitos causam um impacto emocional muito negativo, diminuindo a autoestima. A pessoa passa a ter dificuldade de sorrir, de socializar e até de conseguir um novo emprego”, afirma Luciana.

Ela gosta de lembrar que o tratamento devolve a função e a estética dentária, propiciando melhora na qualidade de vida do paciente. Esta reposição pode ser realizada por meio de tratamento ortodôntico, com fechamento de espaços, com próteses fixas e removíveis ou, até mesmo, com próteses sobre implante. 

Prevenção é o segredo

Foto: Zahnreinigung/Pixabay

Como foi dito no início da matéria, se uma pessoa cuidar bem dos dentes e se consultar periodicamente com um dentista de confiança, a dentição pode durar a vida inteira. “Independentemente de idade, essa pessoa pode ter dentes e gengivas saudáveis, mas, para isso, precisa fazer a escovação pelo menos três vezes ao dia e usar fio dental. Além de regularmente consultar o dentista para exames completos e limpeza periódica”, enfatiza Luciana.

Reforçando o conselho da colega, Cavenague comenta: “Tenha um bom relacionamento com um profissional de confiança e frequente o consultório, mesmo que não tenha nenhum sintoma. A doença periodontal, por exemplo, apresenta poucos sinais em seus estágios iniciais. No máximo, o paciente percebe um ligeiro sangramento gengival e acha normal. O diagnóstico precoce é de responsabilidade do cirurgião dentista. Quando for à consulta, questione sobre sua saúde gengival. Mesmo que ele não seja especialista na área, estará capacitado a orientá-lo e encaminhá-lo a um especialista, se for necessário.”. 

Divulgação

Sato finaliza, enfatizando que os tratamentos odontológicos evoluíram muito ao longo do tempo: “Por exemplo, os implantes dentários são excelentes opções de reabilitação para os pacientes que perderam os dentes, com tratamentos sem dor e com excelentes resultados. E a correção ortodôntica, como foi dito, é possível de ser realizada atualmente com uso de alinhadores sem a necessidade de uso de braquetes e fios metálicos, como no passado. Enfim, a idade hoje não é empecilho para o cuidado odontológico”.

Cuidados gerais para manter a saúde bucal

=Evite o consumo exagerado de açúcar (atenção especial para aquele “escondido”, como em pães, salgadinhos e biscoitos)
=Fuja de bebidas açucaradas ou muito ácidas
=Não fume
=Mantenha uma alimentação saudável no dia a dia

=Utilize fio dental e escova interdental
=Escove os dentes sempre após as refeições e antes de dormir
=Consulte um dentista regularmente (a periodicidade é individualizada e deve ser determinada pelo profissional para cada paciente)

Fontes:
Fábio Sato é formado em Odontologia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em Cirurgia Bucomaxilofacial. Inscrito no CROSP na especialidade de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial; Coordenador do Capítulo do Estado de São Paulo do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial; Membro da Internacional Association of Oral and Maxillofacial Surgeons.
Luciana Aparecida de Sousa Iwamoto, formada em Odontologia pela Universidade Guarulhos, habilitação em Prótese Dentária, especialização em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares ( ABO SP), Implantodontia (UnG) e Prótese Dentária ( UCLA), mestrado e doutorado em ciências da saúde pelo programa de cirurgia transacional, nota 6 CAPES, na Universidade Federal de São Paulo. Presidente da Câmara Técnica de Ortodontia do CROSP.
Marcelo Cavenague formado em Odontologia pela FZL, é Secretário da Câmara Técnica de Periodontia do CROSP; Especialista em Periodontia e em Prótese Dentária; Mestre em Anatomia.

Fundação Dom Cabral e Hype50+ lançam estudo sobre impacto da longevidade na sociedade brasileira

Para investigar os múltiplos impactos sociais da extensão de vida do brasileiro, o FDC Longevidade – projeto desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC) com apoio técnico da Hype50+ e patrocínio da Unimed-BH – lança o TrendBook Sociedade.

Quais são as 10 profissões do futuro quando pensamos na longevidade dos brasileiros e na necessidade de criar oportunidades novas de trabalho associadas a novas demandas demográficas? Essa é uma das perguntas respondidas pelo TrendBook Sociedade. Embora as previsões do impacto da longevidade descrevam cenários de 2030 ou 2050, a realidade de 2021 já revela os efeitos do envelhecimento em diversas áreas, inclusive, na atividade profissional.

A carreira que mais cresceu na última década foi a de cuidador de idosos. Em dez anos, o Brasil passou de 5.263 cuidadores (2007) para 34.051, em 2017 – segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No entanto, apesar do crescimento de 547% no número de profissionais, a regulamentação e a velocidade de formação dos cuidadores não acompanham a necessidade de cuidado da população madura. Para  ver todo o estudo, clique aqui. 

A lacuna se repete, também, em outras profissões. Hoje, o Brasil tem um déficit de 28 mil geriatras; em Estados como Acre, Amapá e Roraima, o número de profissionais não passa de cinco, de acordo com dados do Ministério da Saúde e IBGE (PNAD | 2017). O TrendBook Sociedade, um mapeamento que compõe o terceiro eixo do projeto FDC Longevidade – iniciativa da Fundação Dom Cabral (FDC) com apoio técnico da Hype50+ e patrocínio da Unimed-BH – reflete que o descompasso tem uma raiz.

Para surgirem novos profissionais, é preciso uma formação em massa da força de trabalho. A limitação de cursos e grades curriculares, especialmente na área da saúde, que contemplem as necessidades do envelhecimento, é um dos maiores gargalos para atender às demandas do país. Até 2017, por exemplo, apenas duas universidades brasileiras ofereciam uma graduação em Gerontologia, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. 

Em contrapartida, novas profissões nascem para atender às pessoas, mostrando mais uma vez que a sociedade caminha mais rápido que qualquer instituição. Dessa forma, uma carreira inexistente hoje pode ser a dos sonhos de quem prestar vestibular em 2030. O TrendBook Sociedade traz uma lista das 10 profissões ligadas à longevidade populacional. O estudo completo traz, ainda, análises aprofundadas sobre o impacto do envelhecimento populacional na sociedade; os capítulos do estudo investigam dimensões como as novas sociedades envelhecidas; cenários prateados; trabalho e previdência versus extensão da vida; mercado de trabalho; e mapa social da longevidade. Destaque, também, para entrevistas exclusivas com o gerontologista Alexandre Kalache e o economista Roberto Teixeira da Costa, além de artigo de Flávia Ranieri, arquiteta com especialização em Gerontologia, que compõem o conteúdo.

Longevidade: desafios e oportunidades

Foto: Meetcaregivers

De acordo com Michelle Queiroz, professora-associada da FDC e coordenadora do FDC Longevidade, o expressivo aumento da expectativa de vida, considerada uma conquista da humanidade, gera impactos profundos na sociedade que podem, inclusive, serem analisados a partir de inúmeras perspectivas.

“No recorte desta publicação, optamos por priorizar alguns dos principais desafios no campo do etarismo, previdência, trabalho e desigualdade social e, também, trouxemos exemplos de soluções e atores que fazem acontecer dentro deste ecossistema. Apesar de termos capítulos segmentados, facilitando a compreensão dos temas, na vida as linhas que as separam são quase inexistentes. Nossa intenção é descortinar olhares para uma visão integrada das diferentes dimensões de impacto, contribuindo para despertar o valor do engajamento social!”, avalia a especialista.

Segundo Layla Vallias – especialista em Economia Prateada, cofundadora da Hype50+ e Janno, coordenadora do estudo Tsunami Prateado (maior mapeamento brasileiro sobre longevidade) –, a prática de inovação, empreendedorismo e pesquisa de tendências traz o desafio de disseminar entre os gestores de grandes marcas, indústrias e governos dados que comprovam o quanto o envelhecimento da população apresenta oportunidades reais. “A revolução que estamos vivendo nos obriga a revisitar conceitos, quebrar padrões e discutir tabus. Para os mais estratégicos, é nesse oceano azul da longevidade que residem as grandes oportunidades para o futuro”, afirma.

Do ponto de vista do mercado de trabalho à luz da longevidade, a especialista aponta que as perspectivas são igualmente boas. “Todos os mercados e setores de trabalho serão profundamente impactados pelo envelhecimento da população; quem antes observar essa realidade e se preparar para atendê-la, sai na frente. Esse é um caminho sem volta: todos os profissionais, da saúde à hotelaria, da indústria de beleza à moradia deverão ser, necessariamente, profissionais capacitados para a longevidade”, defende.

Para o diretor-presidente da Unimed-BH, Samuel Flam, a longevidade ressignificou a forma como vemos a realidade. “Hoje, não estamos apenas vivendo mais; estamos vivendo com qualidade, mantendo a produtividade e cultivando hábitos saudáveis. Como empresa de saúde, a Unimed Belo Horizonte está atenta a esse cenário e vem contribuindo, há quase 50 anos, para promover mais saúde e qualidade de vida para a população com mais de 60 anos. Afinal, nossa vocação e nosso propósito são cuidar de pessoas. Por isso, para nós, é uma grande honra contribuir com este projeto, capitaneado pela Fundação Dom Cabral, com o objetivo de colocar a longevidade em perspectiva. Conhecer melhor essa geração, da qual faço parte, é fundamental para que possamos, dentro do que é possível, projetar o amanhã. Estamos certos de que esta pesquisa traduz o espírito de nosso tempo e servirá como importante insumo para o futuro”, analisa.

Insights do estudo

| 10 Profissões do futuro para cuidar do envelhecimento

Novas profissões nascem para atender às pessoas, mostrando mais uma vez que a sociedade caminha mais rápido que qualquer instituição. Dessa forma, uma profissão inexistente hoje pode ser a carreira dos sonhos de quem prestar vestibular em 2030. O TrendBook Sociedade traz uma lista das 10 profissões ligadas à longevidade populacional.

  1. Cuidador de Idosos | Responsável por auxiliar nas tarefas domésticas para garantir o bem-estar da pessoa idosa. Higiene pessoal, suporte no cuidado médico e acompanhamento em consultas são atribuições do trabalho.  Média salarial: R$ 1.271,82
  2. Geriatra | Esse profissional é o médico especialista no tratamento de idosos, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da longevidade. Atua ao lado de enfermeiros, fisioterapeutas e educadores físicos. Média salarial: R$ 8.271,27
  3. Gerontólogo| A Gerontologia estuda o processo de envelhecimento pela perspectiva social, psicológica e biológica. Média salarial: R$ 3.793,25
  4. Terapeuta ocupacional | Costuma trabalhar em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), clínicas e hospitais, apoiando os maduros a manter sua autonomia na sua rotina, a partir das habilidades, limitações e reservas de saúde de cada pessoa. Média salarial:  R$ 2.598,45
  5. Conselheiro de aposentadoria |Essa é uma das 10 tendências de profissão do futuro, segundo a Fundação Instituto Administração (FIA). Além do planejamento financeiro, esse profissional apoia na decisão de alternativas de investimento, escolha de plano de saúde, plano de carreira e programação do tempo. Média salarial: Não há.
  6. Consultor de bem-estar para idosos | Interdisciplinar, sem uma formação própria, essa profissão combina conhecimentos diversos de finanças, recursos humanos e até saúde e bem-estar. Pessoas formadas em Gerontologia ou terapia ocupacional podem exercê-la. Média salarial: Não há.
  7. Bioinformacionista | Vindo da Biomedicina, esse profissional combina as informações genéticas com a metodologia clínica para desenvolver medicamentos personalizados cada vez mais eficientes para doenças genéticas. Média salarial: Entre R$ 4 mil e R$ 7 mil.
  8. Cuidador remoto | Conhecido como Walker/Talker, por meio de uma plataforma on-line, essa pessoa é contratada para passar um tempo com os maduros, praticando a escuta ativa e a conversa, para diminuir a solidão e manter ativa sua sociabilidade. Média salarial: Não há.
  9. Curador de memórias pessoais | O trabalho envolve desde a investigação de notícias e biografias para pessoas que perderam a memória até criação de biografias, perfis póstumos, histórias de famílias e empresas. O resultado pode ser entregue na forma de livro, filme ou uma experiência em realidade virtual. Média salarial: Não há, mas o piso cobrado pelo trabalho é de R$ 1 mil.
  10. Especialista em adaptação de casa | Com a tendência de Aging in Place, é cada vez mais necessária a adaptação de casas de família para atender às necessidades dos idosos. As modificações vão do tipo de piso à altura da prateleira, largura dos corredores e adaptação do banheiro. Média salarial: Não há, mas pode ser comparada a de um arquiteto ou gerontólogo.

Trabalho e Previdência Versus Extensão da Vida

Mabel Amber/Pixabay

No capítulo, O Bê-á-Bá da Previdência, o TrendBook Sociedade traz uma análise sobre o sistema previdenciário nacional – um pacto entre gerações no qual trabalhadores de hoje são os responsáveis por custear a aposentadoria daqueles que saíram do mercado de trabalho – e a relação futura com o aumento da longevidade populacional. Em 1980, a proporção era de 9,2 pessoas em idade ativa trabalhando para cada aposentado; em 2060 serão 1,6 trabalhador para cada idoso. Na prática, há grandes desafios no modelo da previdência nacional, sendo o aumento da taxa do envelhecimento um dos principais.

Em entrevista ao estudo, o economista Roberto Teixeira da Costa analisa formas de encarar a aposentadoria e aponta como os brasileiros de diferentes gerações podem se preparar para o futuro. “Acredito que deveríamos criar mecanismos para redistribuição de renda para aposentados; recursos que mitiguem os problemas causados pela desigualdade”, avalia.
Estamos diante de uma condição social inédita. A geração baby boomer é a primeira a ingressar na aposentadoria em uma era em que as pessoas vivem mais de 100 anos.

O estudo analisa as previdências sociais pelo mundo e traz o Índice Global de Pensões, que aponta que muitos países estão promovendo mudanças em direção a sistemas mais sustentáveis. Entre as medidas comuns, aumento da idade para se aposentar; aumento do nível de poupança (dentro e fora dos fundos de pensão); ampliação da cobertura de pensões privadas para toda a força de trabalho, incluindo autônomos e contratados; preservar os fundos de aposentadoria, limitando o acesso aos benefícios antes da idade de aposentadoria; e aumento da confiança de todas as partes interessadas por meio da transparência dos planos de pensão.

As novas sociedades envelhecidas

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No capítulo, destaque para O Telhado Branco do Mundo que analisa A Década do Envelhecimento Saudável – parte da Estratégia Global sobre o Envelhecimento e a Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento recomenda que até 2030 seja conduzido um plano de colaboração combinada, catalítica e sustentada em prol da temática. Um alerta pertinente recai para a questão de gênero. As mulheres costumam viver mais do que os homens; em 2017, elas eram 64% da população mundial 60+, sendo que 61% tinham mais de 80 anos.

As que nascerem entre 2020 e 2030 terão uma expectativa de vida de três anos a mais do que os homens nascidos no mesmo período. Entretanto, o estudo mostra que as mulheres maduras são mais pobres; têm menos economias e ativos que os homens por conta de uma jornada de vida de discriminação – algo que afeta a equidade de oportunidades.

Entre os países que integram a Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), a pensão paga às mulheres é, em média, 27% menor do que a dos homens. As maduras estão, em algumas partes do mundo, entre as mais vulneráveis à pobreza e em desvantagem quando o assunto abarca propriedades e heranças de terras. Por conta das barreiras educacionais, as mulheres são desproporcionalmente afetadas pela automação das funções, pelas mudanças tecnológicas e pela inteligência artificial. A força de trabalho feminina compõe o maior número de cuidadores não remunerados, incluindo o setor informal.

Preconceito contra um futuro longevo

O ageísmo está dentro de casa, nas ruas e nas empresas. Na pandemia, o grupo de 60+ foi o mais atingido pelo desemprego: mais de 1,3 milhão de pessoas com sessenta anos ou mais deixaram de trabalhar ou de procurar emprego, o que representa 64% dos brasileiros sem uma colocação profissional. Para a geriatra Karla Giacomin, vice-presidente do Centro de Longevidade Internacional-Brasil (ILC-Brazil), a invisibilidade no processo do envelhecimento e dos direitos relacionados à velhice prejudica a inclusão do tema nas pautas políticas.

Preparar o mundo para o envelhecimento

Foto: MedicalNewsToday

Cresce o número de cidadãos acima de 60 anos nas zonas urbanas do mundo; os governantes precisam levar em consideração as necessidades e demandas dessa população prateada. O estudo mostra que o número de pessoas 60+ irá crescer 16 vezes até 2050. Para auxiliar governos e países a criarem um ambiente age-friendly, a OMS criou um guia com diretrizes de como transformar cidades em espaços onde pessoas de todas as idades possam viver de forma saudável. O TrendBook Sociedade analisa as recomendações nos tópicos Engajamento social, Serviços municipais e Infraestrutura.

Cada vez mais sozinhos. No Brasil, já são mais de 4 milhões de 60+ que vivem sozinhos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); na cidade de São Paulo, dos mais de 1,8 milhão de idosos, 290.771 (16%) vivem sozinhos; desses, 22.680 têm mais de 90 anos. O estudo traz um mapa, por Estado, dos sessenta mais que residem sozinhos.

Cenários prateados

Na análise, iniciativas em vários países que mostram a adaptação das sociedades à conquista da longevidade. Prédios públicos, transporte, moradia, participação social, trabalho e engajamento cívico, comunicação e informação. Além disso, traz um ranking das melhores cidades brasileiras para viver após os sessenta anos: São Caetano do Sul, São Paulo (longevidade e bem-estar); São Paulo, capital (finanças); Atibaia, São Paulo (habitação); Birigui, São Paulo (educação e trabalho); Caraguatatuba, São Paulo (cultura e engajamento); Brusque, Santa Catarina (qualidade de vida); e Campo Largo, Paraná (cuidados com a saúde).

Ecossistema social da longevidade

Na análise, iniciativas de governos, empresas, sociedade civil, coletivos e indivíduos têm apoiado o envelhecimento do país em prol da qualidade de vida dos sessenta mais.
Embora as iniciativas sejam pontuais e muito associadas à saúde, despontam ações que ampliam o repertório governamental para abarcar setores como cultura, lazer e habitação. Por outro lado, a sociedade civil se mobiliza com iniciativas criativas para combater uma ameaça da longevidade, sobretudo em tempos de pandemia: a solidão. Incluir o idoso na ágora pública tende a ser a resposta dada por muitas das iniciativas, tanto governamentais quanto da sociedade civil.

Um aspecto interessante trazido pelo inusitado contexto de distanciamento social foi a nova dimensão de compreensão social do papel e dos desafios enfrentados pelos mais velhos na sociedade. De invisíveis, eles passaram a ser vistos como um grupo de risco que deveria ser protegido. Nesse cenário, muitos cidadãos decidiram conduzir iniciativas para combater o isolamento e o etarismo; ações para incluir os longevos de maneiras possíveis e seguras. Surgindo a partir do interesse de um indivíduo, de uma família, de uma comunidade, de uma universidade, de uma empresa ou até de uma rede internacional. O estudo traz iniciativas brasileiras como a Vila do Idoso (São Paulo); SESC (atividades culturais e esportivas); Governo da Paraíba (moradia); Brasília, Distrito Federal (Sua Vida Vale Muito); Me pede que eu canto (Rio de Janeiro, iniciativa da sociedade civil); Meninas de Sinhá (Belo Horizonte, Minas Gerais), entre outros. No Mapa Social da Longevidade, perfis de pessoas que estão transformando a forma de envelhecer no país.

Fonte: Hype50+

Hilab abre vagas de emprego para pessoas com mais de 50 anos em Curitiba

Oportunidades são para a área de atendimento ao usuário

Com o objetivo de criar um ambiente mais diverso e inclusivo, além de promover trocas de experiências e ajudar pessoas que possuem mais de 50 anos a voltaram para o mercado de trabalho, a Hilab, health tech que desenvolveu o laboratório remoto Hilab, lança um projeto dedicado para vagas de emprego exclusivas para esta faixa etária.

As vagas são presenciais e direcionadas para o atendimento ao usuário que na Hilab deixou de se chamar SAC para se chamar UAU (Unidade de Atendimento ao Usuário). O setor é responsável por ter um acompanhamento dedicado e personalizado, como o paciente preferir ser atendido, de forma empática, eficaz, educada e altruísta. A Hilab acredita que pessoas com mais experiências de vida possuem facilidade na resolução de problemas, característica muito bem vinda em cada atendimento.

Os candidatos interessados devem possuir conhecimento básico em tecnologia. As inscrições podem ser realizadas por este link. Além disso, a empresa oferece benefícios como vale alimentação, vale transporte, plano de saúde e incentivo a estudos.

“Acredito que dar oportunidades para essas pessoas com mais de 50 anos, não quer dizer que estamos só apenas pensando em reintegrar essas pessoas que estão ociosas no mercado de trabalho, mas sim, dar oportunidade onde sabemos, que é difícil a recolocação no mercado de trabalho. Queremos que essas pessoas façam parte da nossa história, assim como queremos que a gente faça parte da história deles, mas com um porém, uma história baseada em cuidados, em amor ao próximo, em oportunidades, em busca de experiências profundas, e o melhor, em busca de mais um sorriso de esperança”, explica Ana Cavalin, integrante do comitê de diversidade com foco na inserção de pessoas 50+ na Hilab.

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Sobre a Hilab

Fundada pelos empreendedores Marcus Figueredo e Sérgio Rogal, respectivamente CEO e CTO, a Hilab começou com poucos recursos, mas não fez da falta de verbas uma barreira para seguir seu propósito de reinventar a tecnologia médica, criando produtos e soluções que ajudem a democratizar o acesso à saúde. Seu carro-chefe é um inovador laboratório de “bolso” conectado à internet, serviço de exames laboratoriais que usa inteligência artificial para acelerar o diagnóstico médico.

Este serviço foi vencedor do prêmio Inova e Saúde em 2018 pela Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos). A empresa também preza pela qualidade dos equipamentos, com certificações da ISO 9001:2015 e 13485:2016. Além de ter a Controllab como fornecedora de ensaios de proficiência e controles internos. Entre seus investidores, estão a Positivo Informática, a Qualcomm Ventures, a Monashees, Península Participações e a Endeavor Catalyst.

Faculdade Arnaldo, em Belo Horizonte, oferece descontos para pessoas com mais de 50 anos

Com o slogan “Nunca é tarde para realizar seu sonho”, a iniciativa da instituição visa incentivar pessoas com 50 anos ou mais a ingressarem em um curso do ensino superior

Dificuldades financeiras, cuidados com a família, falta de tempo. São vários os fatores que, muitas vezes, fazem as pessoas deixarem para depois o sonho de estudar. Os anos passam, mas o desejo de fazer um curso superior permanece. A Faculdade Arnaldo acredita que todos devem ter a oportunidade de cursar a tão sonhada graduação e, por isso, criou a campanha “Nunca é tarde para realizar seu sonho”, que oferece bolsas de 50% de desconto para pessoas com 50 anos ou mais.

João Guilherme Porto, diretor da Faculdade Arnaldo, explica que o intuito é possibilitar uma nova oportunidade ao público interessado a baixo custo. “A população brasileira está envelhecendo cada vez mais. Então, fazemos uma contribuição para a sociedade oferecendo uma educação de baixo custo para as pessoas da melhor idade. Oferecendo as bolsas de estudos, estamos oferecendo também uma atividade, uma ocupação, e isso melhora o bem estar e a qualidade de vida dessas pessoas. Assim, alinhamos qualidade de ensino a uma função social da instituição”, afirma o diretor da instituição de ensino.

O desconto de 50% na mensalidade é válido para novos alunos, ingressantes em qualquer curso de graduação. O candidato poderá escolher entre as seguintes opções: Administração EAD e presencial, Agronomia presencial, Ciências Contábeis EAD, Ciências Econômicas EAD, Comércio Exterior presencial, Direito presencial, Gastronomia presencial, Gestão Financeira EAD, Gestão Hospitalar presencial, Gestão Pública presencial, Logística presencial, Marketing (tecnólogo) EAD e presencial, Medicina Veterinária presencial, Odontologia presencial, Processos Gerenciais EAD, Psicologia presencial e Turismo EAD.

As inscrições para o vestibular online terminam no final deste mês. Interessados devem se inscrever no site ou entrar em contato pelo telefone (31) 9 9391-1115

Admissão de novos alunos

A Faculdade Arnaldo está com inscrições abertas para o vestibular primeiro semestre de 2021. São cursos presenciais e EAD. Os interessados devem se inscrever no site da instituição. Nesse período de pandemia, todo processo do vestibular é realizado de forma remota. O candidato deve agendar um horário e escolher a melhor data para fazer a prova. Não há taxa de inscrição e as aulas começam em fevereiro. Importante destacar que as aulas do primeiro semestre acontecerão de forma remota, seguindo as normas e protocolos para combate à pandemia.

Criada em 2001 pela Congregação do Verbo Divino e já nasceu com a força de uma congregação internacional que atua em 67 países, nos cinco continentes. Os professores e alunos contam com ampla infraestrutura e localização de fácil acesso, nos bairros Funcionários, Anchieta e Pilar.

Mercado de trabalho, emprego, pandemia e o “novo normal”: o que esperar de 2021

Não tem escapatória, o fim de ano chega e as pessoas fazem um balanço do que aconteceu e, principalmente, pensam no que gostariam para o ano que está chegando. Todos sabemos que 2020 foi um ano diferente, atípico e desafiador. E o que esperar de 2021, e dos próximos anos, quando pensarmos em emprego, mercado de trabalho, mudanças, pandemia e home office? São tantas dúvidas.

Foto: Joseph Mucira/Pixabay

O coach Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation, ajuda a compreender melhor o que as empresas esperam dos colaboradores e como se preparar para atendê-las. Para começar, ele cita dois termos que estão em alta quando se fala em carreira: upskilling e reskilling. “São processos nos quais as pessoas investem para estar em evolução constante. Costumo dizer que hardskill vem de fora para dentro, e softskill de dentro para fora, e você os desenvolve”.

Explicando: hardskill é conhecimento, aquilo que vamos buscar, como cursos, pesquisas, leituras. Softskill são habilidades sutis, aquilo que você já tem e desenvolve. Comunicação, por exemplo, você pode buscar as técnicas (hardskill) para aprimorar sua habilidade em se comunicar, que é algo que você traz de dentro (softskill).

“Upskilling é um aprimoramento das competências que desempenhamos. Reskilling, por outro lado, é a oportunidade de transformar os skills, se adaptar às transformações pelas quais o mundo está passando, principalmente nos aspectos digitais. Em ambos os casos são oportunidades de desenvolvimento para novas habilidades”, completa.

Um softskill muito festejado é a resiliência, porém Moraes cita um ainda mais importante: “Eu gosto muito de um aspecto de softskill que é a plasticidade, pois, às vezes, apenas a resiliência não é suficiente. Você vai, toma uma pancada e volta. E de novo. Quantas vezes vai aguentar? Então, você tem de ser plástico, se adaptar e fazer uma transformação, pois aquilo que você tinha tanta certeza pode não dar certo. E aí pode pensar: por que não posso tentar de outro jeito? Isso é ser plástico, não ser resiliente, você se adaptar e se moldar a uma nova condição”.

Se os jovens soubessem, se os maduros pudessem

Foto: Gabby K/Pexels

Pesquisas mostram que os jovens são os que mais estão sofrendo com o desemprego, pois não conseguem o primeiro emprego. Já os maduros, na casa dos 50, perdem o cargo e não conseguem se recolocar. Como resolver isso? Para o coach, só vão ter sucesso se os dois extremos trabalharem juntos e unirem a experiência de um com o desafio do outro, pois os dois públicos têm dificuldades parecidas: “Os mais jovens em entrar no mercado, porque isso está baseado em modelos antigos, e eles já entram perdendo, pois a maioria se formou e não tem um diferencial. Não importa a idade, as pessoas têm de desafiar o outro e a si mesmas”.

Segundo Moraes, em uma entrevista de emprego, é preciso se apresentar de forma interessante e atraente para quem for entrevistá-lo, o que vale para todos. Para os mais velhos, também valem o aprendizado contínuo, a disposição para conhecer coisas novas, ter propósitos na vida e se conectar a eles.

Algo que o coach frisa, constantemente, é que devemos esquecer as relações empregatícias como eram, pois o tempo em que alguém se formava na faculdade, entrava em uma empresa, com carteira assinada, e ficava lá por anos e anos, acabou. “Esqueça. Não vai funcionar, não falamos mais de emprego, mas de modalidade de trabalho, pois o vínculo ocorrerá de diversas formas, quando você se projeta e se atualiza, se sente desafiado e pode desafiar até o local onde está, isso fará toda a diferença, E isso vale para novos e maduros”.

Um pecado mortal para um profissional mais velho é se “sentar sobre uma carreira” e achar que viveu, sabe e aprendeu tudo. Ele precisa olhar e entender que sabe, sim, alguma coisa, e pode ensinar, mas também tem de aprender com o novo, se colocar de forma proativa, positiva. Não olhar para o copo meio vazio, para o problema sem focar na solução, e aprender a lidar com o humor dele e com o dos outros. Se não agir assim, terá dificuldades cada vez maiores ao tentar se recolocar no mercado.

Moraes lembra o exemplo das startups, que estão aprendendo que não adianta criar uma empresa só de jovens: “É preciso cabelo branco, ou sem cabelo, para fazer as pessoas interagirem e aprenderem umas com as outras. O jovem pode saber e se colocar na condição de aprendiz, enquanto o mais velho pode se colocar na posição de estar aberto a aprender coisas novas, como falei antes. Usar a experiencia que viveu, como lidou com as pessoas e grupos, pode fazer a diferença”.

Para o coach, a grande diferença para todos que procuram uma colocação é a capacidade de interrelação e de comunicação, o networking. “Não importa a idade, pois se colocar no mundo profissional depende da qualidade do networking construído. E isso pode se construir ou reconstruir em qualquer momento de vida. Requer disciplina e atenção, perceber a necessidade do outro e até que ponto se pode atendê-la. Se a pessoa se coloca na posição do ‘eu sei tudo e é assim que trabalho’ (não estou falando de valores e questões éticas), ela precisa se adequar à realidade urgentemente”.

Lifelong learning e o desafio dos 50+ de se manterem atualizados

Foto: August De Richelieu/Pexe

Para Moraes, o mais complicado ao se falar de lifelong learning (formação contínua em tradução livre), outro termo em alta, é como manter as pessoas animadas para que estudem por toda a vida. Ele lembra que a geração 50+ é aquela que pensava que faria uma faculdade, depois trabalharia dos 25 aos 60 anos, e entraria na aposentadoria e desfrutaria o melhor da vida.

“Novamente, esqueça. Isso não existe mais. É inconcebível. As mudanças de carreira vão ocorrer durante toda a existência. E insistir em só uma carreira pode ser prejudicial. Então, em determinados momentos da vida, buscar outras coisas, fazer transformações e mudar radicalmente é perfeitamente possível, aceitável e até louvável”, aponta.

Para ele, as universidades têm de se repensar, pois a essência continua válida, mas os conceitos, a metodologia, os processos e o ferramental mudam. As pessoas precisam se capacitar continuamente, não precisam fazer uma graduação, que é longa, mas cursos mais curtos, indo às universidades, experimentando outras coisas, mantendo-se atualizadas com as notícias, ouvindo podcasts, assistindo aos fóruns, seguindo pessoas que tenham conteúdo significativo.

“Lifelong learning é algo extremamente positivo para manter a pessoa não só atualizada, mas motivada, pois o aprendizado gera motivação. Estar disposto a conhecer coisas novas faz a vida ter outra cor. Insistir em não aprender é algo pequeno, pobre de espirito. É preciso despertar para o novo, se relacionar com ele, crescer e aprender, em qualquer idade, principalmente neste mundo que está em contínua transformação. Se a pessoa não tiver interesse pelo aprendizado, isso gerará dificuldades profissionais”.

Novo normal – trabalho é o que se faz e não o local para onde se vai

Foto: Lumen/Pexels

Para o coach já vivíamos um “novo normal” antes da chegada da pandemia, mas as pessoas insistiam em um mundo que não existia mais. “O trabalho remoto, por exemplo, será extremamente importante, mesmo quando as pessoas resgatarem dinâmicas e rotinas anteriores. A pandemia nos ensinou que podemos ter uma outra forma de trabalhar. Já falo há muito tempo que trabalho é o que se faz e não o local para onde se vai. Tenho conversado com clientes que estão trabalhando no conceito 4X1, quatro dias em casa e um no escritório. Alguns até diminuíram o espaço das empresas. Supondo que acabou a pandemia, a pessoa não vai voltar integralmente. Um grupo vai trabalhar quatro ou três dias em casa e os demais no local. Há carreiras nas quais não há como trabalhar remotamente, como algumas da área de saúde, por exemplo, mas, em geral, as pessoas vão trabalhar mais em casa que nos escritórios, isso já é uma transformação”.

O Brasil tem 14 milhões de desempregados, um número altíssimo, e isso tem outras razões além da crise econômica e da pandemia. Segundo Moraes, muitas dessas pessoas, infelizmente, não têm diferenciais a oferecer: “Em compensação, e falo por experiência própria, tenho projetos de consultoria que não consigo atender porque não encontro pessoas capacitadas. A forma como estão capacitando os profissionais está errada, já que as empresas precisam de pessoas, mas as que chegam não preenchem os requisitos. Muitos têm formação acadêmica, o que não significa mais nada hoje. O que vale é como esta pessoa se mantém atualizada para desenvolver o trabalho. E quando falo trabalho, não é emprego. É preciso parar de pensar que se vai sair da escola e conseguir um emprego de carteira assinada. Isso vai diminuir cada vez mais”.

Para Moraes, as pessoas terão de se colocar, de forma atraente, pelo conhecimento e experiência, pelo que podem agregar ao grupo. Elas trabalharão, provavelmente, por projeto ou demanda, serão freelancers, produzirão e entregarão o que for pedido.

“O tempo inteiro temos de entender para onde o que chamamos de mercado está indo, quais são os valores e princípios e o que estudar para atender as demandas solicitadas. E de que forma? Funcionário, freelancer, terceirizado ou prestador de serviços. O desemprego é enorme porque muitas pessoas têm a expectativa de um determinado cargo formal que, como falei antes, talvez não exista mais. É preciso se autoconhecer e estudar continuamente para ter algo a oferecer. Repito: fazer uma faculdade, se formar e achar que a carreira vai ser aquela pela vida toda é algo para se esquecer, pois isso não existe mais”, finaliza.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

Maratona digital discute participação de startups no mercado de soluções voltadas aos maduros

O fomento ao empreendedorismo voltado ao mercado 50+, assim como ao empreendedor longevo, são temáticas cotidianas da plataforma global Aging 2.0 São Paulo e da Ativen. Em sua segunda participação na Longevidade Expo + Fórum, este ano no formato Maratona Digital, a Aging 2.0 São Paulo e Ativen reunirão convidados em um painel sobre a saúde, o conceito de seguro para os longevos e o empreendedorismo voltado a este público.

O embaixador do Aging 2.0 para a América Latina, CEO da Ativen Envelhecimento Ativo e membro do Núcleo 60+, Sérgio Duque Estrada, explica que, este ano, o Aging Internacional realizou um concurso focado em startups com propostas de soluções para reduzir o isolamento social e a solidão, que muito têm afetado a vida dos mais maduros.

“O Brasil contabilizou seis finalistas nesse concurso, o que nos motivou a querer ampliar o debate na Longevidade Expo + Fórum, evento que se consolidou como um importante fórum para essas inovações”, afirma Duque Estrada.

Para debater tecnologia, empreendedorismo, viabilidade das startups (com viés para saúde e seguro saúde e de vida), Duque Estrada mediará um painel com convidados de duas startups: uma de jovens empreendedores com soluções para o mercado 50+ e outra de empreendedores 50+ que também são voltados a este público.

“Nosso terceiro convidado é o empresário Caito Maia, fundador da marca Chilli Beans e um dos mentores do conhecido programa Shark Tank para startups, que falará sobre como os investidores estão avaliando essas iniciativas para os 50+ e também sobre o olhar das marcas para este segmento”, conta Duque Estrada.

Há cinco anos atuando no segmento de 50+, Duque Estrada conta que sua origem é o mercado financeiro, mas que hoje entende que tem um importante papel no fomento às empresas que querem derrubar as barreiras e atuar para esse público. “Nossa função, e de muitos que participam conosco da Maratona Digital da Longevidade Expo + Fórum, é a de valorizar a intergeracionalidade e dar visibilidade às tecnologias que atendam aos longevos de forma útil, inclusiva e participativa, para que este público sinta-se à vontade e desejoso de aplicar tais inovações no seu dia a dia, sem medo de errar”, completa.

Duque Estrada participa da abertura dos trabalhos no sábado, 21 de novembro, às 9 horas, abordando o tema “Saúde, comportamento e consumo dos longevos no Pós Pandemia. O novo normal na vida do público sênior”, bate-papo mediado pelo gerente geral da Longevidade Expo+Fórum, Fábio Madeira, e com a participação da CEO do Portal do Envelhecimento/ PUC-SP, Beltrina Corte, do professor e coordenador da USP 60+, ILC Brazil, Aging 2.0 e Ativen, Egídio Dórea, do diretor do Observatório da Longevidade, Fábio Nogueira, da diretora da Raízes.Etc./ Núcleo 60+, Gabriela Michelin e do Presidente Seguros Unimed, Helton Freitas.

Ainda no sábado, às 16 horas, Sérgio Duque Estrada mediará o painel “Empreendedor com os sênior techs no mercado atual”, que tem curadoria da Aging 2.0 e da Ativen, e que receberá o fundador da Chilli Beans e um dos mentores do programa Shark Tank do Canal Sony, Caito Maia, do presidente da Nilo Saúde, Victor Marcondes de Oliveira e do presidente da Forest Holding & CEO da Ô Insurance Group, José Macedo.

Tecnologia conversando com a longevidade

Democratizar o acesso a coberturas de seguros (saúde, auto e vida) ao consumidor. Esse é o trabalho da Ô Insurance Group, que tem na tecnologia a grande protagonista desta mudança de cultura, sobretudo para a ampliação do alcance e mudança no hábito de consumo.

Segundo o presidente da Forest Holding e CEO da Ô Insurance Group, José Macedo, que participará da Maratona Digital da Longevidade Expo + Fórum, a empresa investiu em tecnologia para simplificar processos. “Desta forma, conseguirmos derrubar barreiras de custos, distribuição, precificação e customização do produto, por exemplo”, conta.

Macedo explica que a empresa vem trabalhando soluções específicas para o público longevo, como o On Vida +, uma alternativa aos planos de saúde, com preços acessíveis e atendimentos que vão desde a telemedicina ilimitada, exames, farmácia, até atendimento odontológico de urgência e assistência funeral.

“Nossa participação no evento vai evidenciar essa necessidade em tratar a longevidade como tema prioritário, tanto do poder público, quanto da iniciativa privada”, afirma o executivo, que completa: “É necessário investir em políticas públicas e sociais eficazes e inclusivas, capazes de fazer com que a longevidade seja melhor aproveitada. Do mesmo modo, as empresas têm a chance e o desafio de se aprimorar e oferecer produtos e serviços especializados para este público, como nós estamos fazendo, e a Longevidade Expo + Fórum nos dá a oportunidade de discutir todos esses aspectos do envelhecer com qualidade”.

O presidente da Nilo Saúde, Victor Marcondes de Oliveira, também fará parte do painel sobre os sênior techs. Para ele, o Brasil ainda está longe de se comparar com outros países em relação ao tratamento que dá aos seus longevos. Essa distinção fica bem clara no âmbito da saúde. “Em países como os Estados Unidos existem planos de saúde específicos para aos 60+ que contam com apoio governamental. Além disso, o ecossistema de empresas voltadas para o longevo é muito mais completo”, afirma.

Segundo o executivo, a realização de eventos como a Maratona Digital da Longevidade Expo + Fórum são essenciais para empresas que querem entender mais sobre o setor, criar conexões, fazer negócios e, acima de tudo, trazer a “economia prateada” para o centro das conversas em nossa sociedade.

“A Nilo Saúde é uma clínica digital para os 50+ e oferece saúde de qualidade sem que os pacientes tenham que sair de suas casas. Também possibilitamos que planos de saúde cuidem melhor da população longeva, de uma maneira mais digital e eficiente. Sendo o CEO de uma startup de saúde digital para a população 50+, tenho o dever de compartilhar o que aprendemos durante este período difícil de pandemia”, completa Oliveira.

Longevidade Expo+Fórum 2020 – Maratona Digital
Datas: 20 a 21 de novembro de 2020, das 9 às 21 horas/22 de novembro de 2020, das 9 às 13 horas.
Onde: Plataforma Zoom, com transmissão simultânea pelo Facebook, Instagram e YouTube.
Inscrições: clique aqui
Para conhecer a programação completa, clique aqui

A startup Labora dá match entre empresas e candidatos acima de 50 anos

Objetivo da nova HR tech é não apenas preencher vagas, mas também atuar junto às empresas para a criação de posições para os mais velhos

Em um cenário no qual o número de idosos vai ultrapassar o de jovens nos próximos 20 anos, a Labora é a primeira HR tech (startup de RH) do Brasil que surge com o objetivo de criar vagas de trabalho para o público sênior.

Por trás da iniciativa está o especialista em longevidade Sergio Serapião, reconhecido pela rede de empreendedores sociais Fellow Ashoka, e que há mais de cinco anos lidera o movimento LAB 60+, com o intuito de redefinir a longevidade e diminuir a desigualdade social. “Nós queremos transformar a experiência de vida dos seniores num ativo valioso, sendo que nosso propósito é auxiliar para que usufruam de seu maior patrimônio — seu tempo de vida”, afirma Serapião.

Ao criar oportunidades de trabalho para seniores, a Labora promove a reintegração dessas pessoas à sociedade, produzindo enorme impacto social. Além de proporcionar renda complementar, o trabalho para a pessoa 50+, segundo o CEO da Labora, melhora a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar.

Serapião explica que a Labora nasceu a partir da observação das três principais dores na maturidade, que são a preocupação financeira, o medo de ficar doente e o isolamento social. A startup busca atacar os três problemas de forma integrada.

mulher meia idade laptop pixabay

A ideia da Labora é inserir o sênior numa situação de trabalho adequada às suas habilidades e, ao mesmo tempo, auxiliar para que este profissional contribua de maneira determinante para o desenvolvimento das organizações e de toda a sociedade.

As empresas que contratam os talentos seniores também ganham. A diversidade geracional rende bons frutos e pode ser um motor e tanto para transformar negócios. “Ao integrar o público mais velho à corporação, os indicadores de resultados melhoram”, comemora Serapião.

De acordo com o empreendedor, o público sênior tem competências particularmente aderentes às áreas de relacionamento com o consumidor em setores como turismo, educação, comunicação, bancos e lojas. “Pessoas maduras tendem a performar melhor quando é necessário criar empatia com o público e promover acolhimento, por exemplo”, diz.

Profissões do futuro

Entre as frentes de atuação da Labora está aumentar as oportunidades de trabalho para 50+ dentro das organizações – as chamadas profissões do futuro para seniores. “Sabemos que as posições disponíveis foram desenhadas para pessoas com até 40 anos”, conta ele. “O que fazemos é desenvolver posições de trabalho condizentes com as competências e limitações de pessoas acima de 50, 60 ou 70 anos, que podem, de forma inovadora, responder aos desafios e às dores da empresa.”

Valores alinhados

mulher madura trabalho celular

Antes de ser introduzido no mercado de trabalho, o sênior passa por um programa de certificação, que valoriza habilidades e competências construídas por toda sua vida. “Na verdade, os idosos já possuem essas soft skills; a Labora apenas coloca luz a cada uma delas”, explica Serapião.

O passo seguinte é conectar os seniores – já então certificados — com as empresas, mas sempre com o cuidado de “dar matching” de acordo com propósito dos profissionais. “Na idade madura, mais do que fazer algo que sabe, o desejo do sênior é trabalhar com uma causa que ele ama”, explica.

Jornadas de trabalho adaptáveis

Horários flexíveis são ponto de honra na Labora. “Seniores não querem ficar no quadradinho de uma função. Desejam ter jornadas de trabalho flexíveis. Por isso, o sistema Labora permite que escolham o dia e o horário da semana em que querem trabalhar, a cada quinzena”, conta Serapião.

Processo completo

mulher madura usando celular grisalha stocksy united
Stocksy United

As performances dos seniores nas empresas são monitoradas diária e mensalmente, assim como os reflexos do trabalho na saúde deles. O app Labora verifica como a volta ao trabalho impacta os relacionamentos e, ainda, os aspectos psicológicos e sociais do indivíduo. “Se o trabalho não for um fator de fortalecimento da saúde e do bem estar do sênior, não recomendamos”, diz Serapião.

E os resultados consolidados auxiliam a empresa a solucionar seus desafios. “Os seniores registram cada atendimento no app e a empresa passa a compreender melhor seu público, especialmente no que diz respeito ao cliente 50+, que frequentemente é atendido por outro sênior”, complementa o empreendedor.

Informações: Labora

Pesquisa mostra perfil do doador e potencial de doação do segmento maturidade

A pesquisa quantitativa online “Doador brasileiro: potencial de doação no segmento maturidade”, conduzida pela Noz Pesquisa e Inteligência – em parceria com a Trackmob e Pitanga.Mob -, traz um panorama inédito do doador no país e destaca o potencial de doação representado pelos brasileiros com mais de 50 anos. A pesquisa – apresentada, hoje, no Festival da Associação Brasileira dos Captadores de Recursos – contou com 1.212 entrevistas feitas em São Paulo (capital, interior, região metropolitana e litoral); e nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Entre os brasileiros, 29% realizam doações mensais; na faixa etária acima de 50 anos, 26% costumam doar, em média, mais de R$ 100 mensais; entre os mais jovens, o índice é de 17%. Doadores há mais de três anos, para 50% desses cidadãos maduros as ações individuais somadas podem mudar o mundo; 81% dos entrevistados acreditam que é muito importante a transparência na prestação de contas para as organizações sem fins lucrativos e institutos; e 74% destacam o comprometimento de proteger informações financeiras e pessoais dos doadores contra violações de dados. Quando o tema abarca as principais causas, as primeiras posições são ocupadas pelas temáticas crianças e jovens (44%); animais domésticos (32%); causas humanitárias (27%); fome e sem teto (26%) e saúde (23%).

Essas são algumas das conclusões do mapeamento inédito Doador brasileiro: o potencial de doação no segmento maturidade, conduzida pela Noz Pesquisa e Inteligência em parceria com a Trackmob e Pitanga.Mob. Os dados foram apresentados no Festival de Captação da ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos), no dia 11 de junho.

Conduzida entre 17 de março e 25 de maio de 2019, a pesquisa Doador brasileiro: potencial de doação no segmento maturidade conta com 1.212 entrevistas – sendo 789 de pessoas com mais de 50 anos (65%); 5% dos entrevistados têm mais de 70 anos; 15% entre 60 e 69 anos; 45% entre 50 e 59 anos; 10% têm menos de 30 anos; 13% entre 30 e 39 anos; e 12% entre 40 e 49 anos. A pesquisa contou com 72% moradores da cidade de São Paulo; 9% na região metropolitana; 8% no interior e litoral; e 12% em cidades das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

No perfil da amostra, 82% são mulheres; 53% são casados/união estável; 24% solteiros; 16% divorciados; e 7% viúvos. A análise da situação profissional mostra que 28% têm vínculo empregatício; 22% são consultores, autônomos ou freelancer; e 18% são empreendedores. Sobre a escolaridade, 43% têm ensino fundamental, médio ou superior incompleto; 37% ensino superior; 16% possuem pós-graduação; 5% mestrado e/ou doutorado. Na análise da renda, 28% têm renda até R$ 2.500; 27% estão na faixa entre R$ 2.501 e R$ 5 mil; 14% entre R$ 5.001 e R$ 7.500; 8% mais de R$ 12.501; 7% entre R$ 7.501 e R$ 10 mil; e 12% não possuem renda própria. A pesquisa quantitativa online contou com questionário de autopreenchimento voluntário, sem incentivo.

O recorte do mapeamento será um dos destaques do Festival ABCR. Com o temaO futuro da captação de recursos no Brasil do futuro, o evento acontece de 9 a 11 de junho, no Centro de Convenções Frei Caneca. No painel que trará a pesquisa, o recorte que foca no doador prateado contará com a presença de Juliana Vanin, fundadora da Noz e coordenadora da pesquisa; Marcelo Jambeiro, desenvolvedor de projetos de captação de alto impacto para doadores, captadores e recebedores (Trackmob); Flávia Lang, fundadora da Pitanga.Mob (empresa especializada em engajamento e mobilização de indivíduos); e Amanda Fazano, responsável pelo programa de Retenção, Relacionamento e Desenvolvimento de Doadores da ACNUR (agência da ONU para Refugiados).

Principais conclusões da pesquisa

Cenário: com os avanços na expectativa de vida e queda na taxa de fecundidade, as faixas etárias de brasileiros com mais de 50 anos são as que mais crescem. Em 2019, o país conta com 24,21% de brasileiros sêniores; em 2030 o índice será de 31,18%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um quarto da população com mais de 60 anos está conectada à internet; metade da força de trabalho terá mais de 50 anos em 2040, segundo o IPEA. Diante desse significativo percentual da população que é prateada, a pesquisa buscou entender quais as oportunidades de ampliar as doações entre os 50+.

patas e maos

Causas abraçadas pelos 50+: entre os entrevistados com mais de 50 anos, 44% afirmam que a principal causa defendida envolve crianças e jovens; seguida de 32% de animais domésticos (gatos e cachorros); 25% causas humanitárias; 26% fome e sem teto; 23% saúde; 19% educação; 18% conservação e proteção ambiental; 14% desenvolvimento comunitário; 11% paz e não violência; 11% arte e cultura; 9% direitos humanos (mulheres, LGBT, equidade racial); e 5% investem em iniciativas de pesquisa e política pública.

Segundo Juliana Vanin, coordenadora da pesquisa, interessante notar que a causa “crianças e jovens” ocupa o primeiro lugar no ranking entre os maduros e os com menos de 50 anos – assim como a causa de animais domésticos. Em contrapartida, a temática de direitos humanos ocupa 11ª posição entre os prateados e é sétima no ranking entre os mais jovens.

É interessante notar que os entrevistados com menos de 50 anos disseram se interessar mais por causas de direitos humanos do que os acima de 50 anos que vivenciaram em sua grande maioria processos como o de redemocratização do país e luta por direitos, comenta Marcelo Jambeiro, executivo da Trackmob. “O interesse das pessoas com menos de 50 a causas ligadas aos direitos humanos me parece reflexo dos tempos atuais, porém, me intriga o apoio menor entre os acima de 50”, salienta.

celular redes sociais

Formas de apoio: a percepção de apoio efetivo às causas é feito por 68% dos entrevistados via doação de objetos, roupas e alimentos; 45% doam dinheiro; 41% realizam trabalhos voluntários; 38% participam de bazares ou compras produtos de organizações; 32% participam de rifas/bingos; 10% criam projetos; e 7% nunca ajudaram ou não lembram a forma de apoio. Quando perguntados sobre como divulgam as causas, 76% dos 50+ declaram que conversam com amigos, familiares ou pessoas próximas; 75% compartilhando informações nos grupos de WhatsApp; 74% no Facebook; 36% por e-mail; 31% por Instagram; e 16% em outras redes sociais. Apesar dos 45% citarem doação financeira como forma de apoio às causas, quando questionados se já realizaram doação financeira, 67% entre os entrevistados com menos de 50 anos afirmam que sim; entre os maduros o índice sobre para 74%.

mulher computador lendo

Informações sobre as causas: a indicação de amigos ou conhecidos é para 53% dos maduros a principal forma de tomar conhecimento sobre a causa; 43% apontam as redes sociais; 28% contatos telefônicos; 23% pela tevê; 14% em anúncios de jornais; 14% em WhatsApp; 13% em sites; e 13% são abordados nas ruas. Na análise da coordenadora da pesquisa, esse é um ponto relevante. “Entre os entrevistados com menos de 50 anos, a abordagem nas ruas é efetiva para 23% contra 13% dos maduros. Isso pode indicar que faltam captadores prateados para conversar com esse potencial doador de igual para igual”, analisa Flavia Lang, fundadora da Pitanga.Mob. A mala direta, instrumento tradicional, foi apontado por 8% dos entrevistados com menos de 50 anos e 11% dos 50+. Na última posição, o rádio com, respectivamente, 6% e 5%.

Segundo Flavia, a pesquisa mostra que 31% dos entrevistados com mais de 50 anos doam mensalmente e, mais da metade, também conduzem doações adicionais. Entre os entrevistados, 28% atualmente fazem doações pontuais, mas já fizeram mensais. “As organizações buscam aumentar a base de doadores recorrentes, pois isso garante a sustentabilidade e a previsibilidade da entrada do recurso. Temos um grande potencial de crescimento e, aliando à comunicação com uma boa jornada do doador, as organizações podem potencializar os recursos dos doadores atuais e dos novos”, afirma.

Frequência das doações: a pesquisa mostra que entre os com mais de 50 anos, 12% fazem doações mensais; 19% fazem mensais e pontuais; 28% já fizeram doações mensais e hoje somente pontuais; 29% nunca fizeram doações mensais; 12% não fazem nenhum tipo de doação financeira há mais de três anos. Entre os com menos de 50 anos, os índices são, respectivamente, 8%, 19%, 17%, 47% e 10%.

Motivos para não doar dinheiro: entre os 50+, os principais motivos apontados são a preferência em doar alimentos (34%); a falta de condições financeiras (28%); a preferência por realizar trabalhos voluntários (14%); o fato de não confiar em organizações que pedem doação em dinheiro (10%); não cultivar o hábito (4%); ter uma experiência negativa (3%); ninguém nunca pediu (2%); é complicado fazer doação em dinheiro ou não sei como fazer (1%); resolver problemas sociais é coisa do governo (1%); e nenhuma causa me sensibilizou (1%).

dinheiro

Principal motivo para doar dinheiro: entre os doadores pontuais e mensais encontram-se diferenças nos principais motivos apontados para doar. Um trabalho tangível e clareza na utilização do dinheiro é para 27% dos doadores mensais o principal motivo; entre os doadores pontuais, o índice é de 20%. Estar alinhado ao propósito pessoal é o motivo para 19% dos doadores mensais e 23% dos pontuais; a boa reputação da organização é motivo para 18% dos doares mensais e 14% dos pontuais. Entre os demais motivos, destaque para “quero que todas as pessoas tenham os mesmos direitos que eu” – 14% pontuais e 18% mensais –; porque alguém pediu e me motivou a saber mais sobre a organização/causa (8% pontuais e 4% mensais); e os dados alarmantes me chamaram a atenção (6% pontuais e 4% mensais). O fato de uma pessoa da família ou conhecido ter precisado de ajuda semelhante à atuação da organização foi apontado por 6% dos doares pontuais e 4% dos mensais. A facilidade em realizar a doação financeira é apontada por 2% de ambos. Entre os 50+ o principal motivo, 21% dos entrevistados, é o trabalho tangível e clareza da utilização do dinheiro. Além disso, destaque para a “boa reputação da organização” como drive de doação para 17% dos entrevistados 50+ contra 12% dos mais jovens.

“Entre os doadores, os itens considerados mais importantes para uma organização sem fins lucrativos, ONG ou instituição de caridade são a transparência na prestação de contas (81%) e proteger informações financeiras e doadores contra violações de dados (74%)”, avalia Juliana.

Valor médio doado & modalidade: entre as modalidades preferidas pelos doadores pontuais, 52% dos maduros optam por dinheiro; 32% por boleto bancário; 25% transferência bancária, TED ou DOC; 12% cartão de crédito; 11% débito em conta. Entre os doadores mensais, 78% realizaram doações nos últimos 12 meses; o valor médio pontual foi de R$ 475 no período. “A pesquisa aponta que o potencial de doação dos prateados não está condicionada diretamente à renda, mas ao engajamento e aderência às causas”, avalia a coordenadora da pesquisa.

Sobre a Noz Pesquisa e Inteligência

Ateliê de pesquisa e inteligência de negócios, o trabalho desenvolvido pela Noz é baseado em ouvir, observar e integrar para entender desejos e comportamentos humanos que se tornam insumos para a construção de novas ideias. Por meio de metodologias de inteligência de mercado e pesquisas, atua em todo ciclo de negócio de empresas. A empresa foi fundada por Juliana Vanin, Especialista em estratégia empresarial, pesquisa, análise de mercado e concorrência. Há mais de 14 anos atua na área de Inteligência de Negócios, Planejamento Estratégico e Financeiro. A executiva é Economista formada pela Universidade de São Paulo (USP); pós-graduada em Finanças pelo Insper; moderadora de discussões em grupo certificada pela ABEP.

Sobre a Pitanga.Mob

Especializada em captação de recursos de indivíduos – visa o crescimento das organizações com custos por doador mais acessíveis. A empresa acredita no poder das pessoas para mudar o mundo, ou seja, trabalha para engajar e mobilizar pessoas a contribuírem com as causas que mais se importam e, com isso, fazerem a diferença. Fundada em 2018 por Flavia Lang Revkolevsky, profissional com mais de 20 anos de experiência na área de mobilização de recursos e engajamento, a Pitanga.Mob está antenada com o mundo de hoje, oferecendo soluções e programas baseados nas melhores opções de crescimento e a melhor otimização do seu investimento – ou seja, maior impacto possível com a verba disponível e pagamento atrelado a resultados.

Sobre a Trackmob

Ecossistema financeiro para impactar e conectar pessoas que queiram um mundo melhor, a Trackmob oferece soluções de ponta a ponta para todo o processo de doação – do momento em que o doador conhece a causa até a organização aplicar o dinheiro em uma ação social. Por meio de um conjunto de soluções de SaaS (Software as a Service), BI (Business Intelligence) e serviços financeiros, cria uma experiência de doação incrível, que estimula as pessoas a doarem mais, com mais frequência e por mais tempo. Já foram processados mais de R$ 100 milhões em doações de pessoas físicas destinados a diferentes tipos de causas, ONGs e projetos sócio ambientais. Dessa quantia, R$ 40 milhões foram processados somente em 2018. Isto representa mais de 400 mil doadores individuais cadastrados em nossa base e mais de 500 mil doações individuais realizadas.

Beleza madura: dicas de make para mulheres 50+

Para cada fase da vida há uma beleza especial a ser evidenciada, e uma boa produção no make gera autoconfiança em todas as idades. Com essa máxima em mente, o beauty artist do salão C.Kamura SP, Roosevelt Vanini, destaca os melhores métodos e dicas para ressaltar a beleza madura, aquela que chega a partir dos 50 anos.

“Se quiserem, mulheres maduras podem, sim, ousar no make e apostar nas possibilidades das cores, detalhes e acabamentos, sempre com muita elegância. Depois de uma vida de regras, é hora de se reinventar”, comenta Vanini.

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A primeira dica é aceitar a pele madura, não tentando encobrir totalmente as marcas do tempo, para ele “cobrir tudo e usar produtos em excesso, acaba causando o efeito contrário, destacando ainda mais os sinais da pele, como as rugas”.

A opção é apostar em bases com pouca cobertura e mais fluída, que corrige imperfeições com leveza, não acumulando nos vincos. Esses produtos mais leves, recuperam o viço da pele de forma mais natural.

Para looks do dia a dia, o profissional sugere para a pele um corretivo emoliente e pó fixador sem cor na zona T do rosto, retirando o excesso de brilho. Para os olhos, a sugestão é investir em tons marrons para a pálpebra toda e, para o delineado, iluminar o canto interno e o supercílio, levantando o olhar.

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Já para a noite, a dica é apostar em cores fortes e diferentes para a boca e os olhos. Uma ótima combinação é o clássico smokey eyes combinado com um batom vermelho mate, na versão líquida. Para acompanhar toda essa produção, um penteado mais alto colabora com a imagem de uma mulher elegante a confiante.

C.Kamura SP – Rua da Consolação, 3679 – Cerqueira César – São Paulo