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Ford Models Brasil aposta na diversidade da moda investindo em modelos 50+

Agência integra em seu casting top models maduras e oferece mentoria para quem deseja iniciar carreira como modelo independentemente da idade

A Ford Models Brasil aposta e investe na diversidade do mercado da moda. A prova disso é o Time 50+ da marca, composta por modelos maduras. Esse supercasting dispõe das top models Ana Luiza Nascimento, Beth Motta e Vita Christoffel. As três possuem vasta experiência, com carreiras de renome por passarelas internacionais, estampando campanhas e capas de revistas mundo à fora.

Ana Luiza Nascimento já realizou campanhas para marcas de vários segmentos, além de ter feito parte do editorial “Toda Beleza” da primeira edição da revista ForbesLife Fashion.

Já Beth Motta é um rosto bastante conhecido por estampar propagandas de grandes nomes do mercado de calçados, roupas e produtos de beleza.

Enquanto Vita Christoffel, que era produtora cultural e começou a modelar aos 58 anos, atesta que nunca é tarde para realizar um sonho. Vita, inclusive, já desfilou pela São Paulo Fashion Week a convite de Ronaldo Fraga. Foi no evento que ela conheceu o maquiador Marcos Costa, que a convidou para participar de seu livro e a apresentou à Ford Models Brasil.

O ato de coragem de Vita em apostar na carreira de modelo na maturidade a colocou na lista Forbes 50+ como destaque entre dez histórias de reinvenção e sucesso a partir dos 50 anos. Por acreditar que nunca é tarde para tornar o sonho de modelo em uma realidade, a Ford Models Brasil não só aposta como também oferece suporte para quem quer trilhar uma carreira de sucesso no mundo da moda, independentemente da idade.

Pensando nisso, a agência criou o “Masterclass: Como Se Tornar Modelo”, curso on-line de mentoria para quem quer ser modelo, mas ainda não sabe como e nem por onde começar. O Masterclass possui e-book exclusivo, avaliações e mentoria especializada, além de conter aulas que abordam temas como dicas de comportamento, orientações sobre a carreira de modelo e contra golpes que são cada vez mais praticados por pessoas e agências fraudulentas.

“É um excelente ponto de partida para quem deseja ingressar no mundo da moda, mas precisa de uma melhor direção sobre por onde começar. O Masterclass não só orienta, como é capaz de encorajar as pessoas a iniciar na profissão que sonham, seja em qual idade for”, afirma a sócia-diretora da Ford Models Brasil, Denise Céspedes.

Fonte: Ford Models

MultiGold Molico restaura nutrientes para preservar potência do corpo e mente do público 50+

O envelhecimento é uma realidade, mas é só mais um ciclo natural da vida, assim como a infância, a adolescência, a fase adulta. O número de pessoas com idade acima de 50 anos é uma crescente constante, e dados do IBGE revelam que o público entre 50 e 59 anos já corresponde a 12,4% da população brasileira. Da mesma forma, a expectativa de vida, que em 1940 era de 45,5 anos passou para 76,3 anos em 2018 (IBGE, 2019). Existe até um nome para este fenômeno: Revolução Prateada. Trata-se de uma realidade global que abraça o envelhecimento saudável da população e, portanto, o aumento da longevidade.

A alimentação é uma das principais aliadas da saúde, sobretudo, nesses anos de vida que vamos, pouco a pouco, ganhando a mais. É por isso que quanto mais cedo cultivarmos hábitos alimentares saudáveis, maiores são as chances de termos uma saudabilidade resistente e, por consequência, uma melhor qualidade de vida

“Porém, junto ao crescimento da expectativa de vida e do avanço da idade, outros fatores evoluem em comunhão: ganhamos maturidade, novas prioridades, segurança de escolher o que queremos, mas, ao mesmo tempo, temos que acompanhar os fatores fisiológicos”, explica Gisele Pavin, Gerente Sênior de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé.

A energia não é mais a mesma, a concentração diminui e as escolhas alimentares e o estilo de vida passam a ser ainda mais relevantes nessa fase da vida. Quanto antes começarmos, mais sucesso teremos na manutenção da nossa saúde.

E, se por um lado há chances desses fatores acometerem, por outro há uma série de ações, comportamentos e marcas dedicadas a oferecer soluções necessárias para preservar a saúde, física e mental, a independência e o bem-estar do corpo, da mente e da alma. São escolhas que se fazem hoje para que o estado saudável se perpetue.

Molico oferece aos consumidores um portfólio completo, que atende diferentes necessidades. Todas as versões contêm o Mix Restaura+: 12 vitaminas e minerais que ajudam a restaurar o que os adultos perdem todos os dias. E pensando na evolução dessa jornada de nutrição adulta, Molico apresenta um lançamento exclusivo para o Canal Farma: Molico Multigold: a combinação das funcionalidades de Molico em um único produto, especialmente desenvolvido para restaurar os principais nutrientes dos brasileiros 50+. Saúde dos ossos, formação dos músculos, mobilidade, apoio à imunidade e fibras para o equilíbrio do corpo, além do MIX Restaura+.

“De acordo com uma pesquisa realizada em 2020 pela Plataforma Gente, 68% dos brasileiros acima de 55 anos, se identificam com a frase: “Nunca pensei que chegaria tão bem na idade em que estou”. Molico Multigold anda de mãos dadas com este público para oferecer restauração multibenefícios para preservar o bem-estar físico e mental. E é assim que os adultos 50+ ganham liberdade para escolher o que querem fazer, aonde querem ir e quem querem ser: esportistas, artistas, turistas, empresários, chefs de cozinha…” detalha Stephanie Arnesen, Head de Marketing de Leites da Nestlé Brasil.

Mulher 50+: como liderar um time mais jovem, antenado, onde tudo é mais high tech?

O mês das mulheres é carregado de reflexões. Se no passado a data tinha um viés comercial, hoje ela representa, entre outras coisas, a conquista de novos espaços no mercado de trabalho e cargos de liderança. Quando direcionamos a conversa para o público feminino acima dos 50 anos, os questionamentos são ainda mais sensíveis, uma vez que a carreira profissional escolhida por cada uma de nós parece ter prazo de validade. E esse é apenas um dos nossos mais profundos dilemas.

Sou Diretora de Recursos Humanos e Customer Experience de umas das maiores startups de saúde do país, com mais de 60% do time formado por mulheres. No meu guarda-chuva, lidero uma equipe jovem, composta por cerca de 800 colaboradores que, na maior parte, ou está no primeiro emprego ou vivencia a primeira experiência em gestão. Eu poderia me sentir mais confortável coordenando uma equipe com mais tempo de estrada. Por outro lado, acho extremamente prazeroso poder acompanhar e contribuir com o desenvolvimento de profissionais e líderes tão jovens que vem trazendo resultados tão positivos.

Quando me perguntam como eu faço para estar inserida em um ambiente de tecnologia e inovação, digo que a sede pelo conhecimento e a humildade precisam falar mais alto sempre. Em reuniões ou conversas informais, constantemente registro termos e informações menos familiares para depois pesquisar. Sabe esse “incômodo” que aparece quando nos sentimos “por fora” dos assuntos? Ele é fundamental para nos provocar a ampliar nosso repertório.

Nos dias atuais, ser gestor acima dos cinquenta traz desafios ainda maiores do que somente desenvolver e capacitar pessoas com autonomia. É mostrar fragilidades — e isso não tem nada a ver com a ideia de “sexo frágil”. Mostrar fragilidade é deixar claro que não sabemos tudo, que temos dificuldades, que somos feitas de carne e osso, suscetíveis a falhas. É apresentar o nosso currículo para além do que está descrito no LinkedIn. Parece contraditório, mas quem eu sou por trás do crachá me conecta melhor ao grupo de colaboradores da empresa. Sou casada, adoro cozinhar, tenho dois filhos, fui atleta, gosto de corrida de rua, faço musculação e dança. Essa sou eu.

Vejo mulheres com 40, 50, 60 anos dizerem que ficaram para trás, alegando que o tempo passou e que agora é tarde demais para se destacarem e conseguirem uma posição de prestígio. A meu ver, sair deste lugar é o primeiro passo para uma revolução. É sim um grande desafio dividir o dia a dia de uma companhia com pessoas de outra geração, mas — aqui entre nós — se a gente quiser, as diferenças podem ser complementares e isso só tem a agregar no ambiente de trabalho. Ter disposição para ensinar e humildade para aprender é uma troca inexplicável.

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As mulheres são fantásticas na liderança. Sabem fazer gestão, são organizadas, observadoras e se posicionam com maestria. Por isso, para as nem tão jovens, diria para continuarem correndo atrás dos seus objetivos profissionais sem medo dos desafios que possam surgir. Já para as mulheres iniciando a carreira, aconselho que sejam persistentes na busca do conhecimento. Ser líder não é fácil. E a mulher em uma posição de liderança mostra o poder de transformação do mercado de trabalho. Mulheres, brilhem!

*Sônia Norões é Diretora de RH e Customer Experience da Beep Saúde, healthtech líder em serviço domiciliar no Brasil.

Nutren Senior ganha versão Zero Lactose Baunilha

O lançamento de Nutren Senior que teve a melhor performance da categoria agora se expande em versão saborizada

Para satisfazer uma necessidade de seus consumidores, Nutren Senior – complemento alimentar da Nestlé desenvolvido especialmente para quem tem mais de 50 anos – expande mais uma vez seu portfólio de produtos e anuncia o lançamento da versão zero lactose com sabor de baunilha.

Desenvolvido pela Nestlé Health Science (NHSc), unidade da Nestlé voltada para o desenvolvimento de soluções de saúde e nutrição, o novo sabor do produto foi resultado do sucesso de vendas que a versão zero lactose sem sabor obteve, desde seu lançamento em julho de 2020.

Dados de uma análise da IQVIA (uma das responsáveis por auditar a performance de mercado do varejo farmacêutico no Brasil) demonstram que as vendas da categoria aumentaram cerca de 22,5%, no período compreendido entre maio de 2020 e maio de 2021.

Com a intolerância à lactose atingindo uma grande parte da população adulta, a versão zero lactose encontrou espaço junto ao consumidor e alcançou a melhor performance de Nutren Senior dentro da categoria. “Baseado no sucesso do lançamento do ano passado, que superou nossas expectativas, desenvolvemos este ano a versão baunilha, que é o sabor mais vendido da categoria”, diz a gerente de marca, Vivian Beppu..

O novo sabor baunilha está disponível em latas de 740g, podendo ser encontrado nas principais redes farmacêuticas de todo o país.

Fonte: Nutren Senior

Festival de trabalho e empreendedorismo 50+ está com inscrições gratuitas abertas

MaturiFest 2021 trará cases de empresas, palestrantes de peso e oficinas práticas de forma 100% digital e gratuita

A 4ª edição do MaturiFest está com inscrições abertas, o evento gratuito acontecerá de forma 100% online de 26 a 29 de julho, das 14h às 20h30. Assim como nos anos anteriores, o festival traz para debate o futuro do trabalho e empreendedorismo 50+ no Brasil.

“Depois de um ano e meio de pandemia, o maior desafio é manter as pessoas engajadas em um evento online. O cansaço em torno de lives e conexões por telas é imenso, por isso, o MaturiFest busca acolher as pessoas com a promoção de um evento ainda mais prático e dinâmico”, explica Mórris. “Diferente do ano passado, nesta edição todos os participantes terão acesso gratuito às salas de networking e mentoria de carreira, isso reproduz um pouco o ar do festival físico e ajuda a engajar os participantes das mais diferentes regiões do Brasil”, completa o executivo.

Além disso, a grande novidade desta edição será a apresentação de cases de Inclusão de profissionais 50+por grandes empresas, como Credicard e Kimberly-Clark, e a realização de oficinas práticas que visam estimular a atualização e o empreendedorismo, com temas voltados ao marketing digital, vendas, preparação para entrevistas, finanças, marca pessoal, ferramentas de trabalho remoto e muito mais. Todas as iniciativas também têm como público empresas interessadas em diversidade etária.

Serão mais de 25 horas de conteúdos, 30 salas de networking, oficinas e mentorias e passarão por lá aproximadamente 60 palestrantes renomados, como Wellington Nogueira, Alexandre Kalache, Cris Guerra, Costanza Pascolato, Marc Tawil, Mirian Goldenberg, Beia Carvalho, Maria Cândida e o norte-americano Chip Conley. A agenda será voltada tanto para empresas quanto ao público 50+ e composta por temas como o trabalho do futuro, reinvenção profissional, transformação de carreira e vida, jornada do empreendedorismo maduro, trabalho autônomo, tecnologia, marketing e presença digital. Além de conteúdos inspiradores, seja com pessoas conhecidas como cases de pessoas 50+ que se reinventaram

Para criar uma grande rede de networking e troca rica de conhecimento, os profissionais maduros também poderão se conectar participando da iniciativa “Eu Busco / Eu Ofereço”, onde vão poder destacar o que buscam no mercado de trabalho e o que podem oferecer entre si ao longo do evento.

As inscrições para o festival podem ser realizadas até o primeiro dia de evento (26 de julho) e a participação é gratuita. Há também a opção do ingresso solidário que terá 60% do valor revertido como doação a organizações que apoiam idosos e crianças em situação de vulnerabilidade social. Quem optar por este formato de pagamento, terá acesso ainda a todo o conteúdo gravado para visitá-lo quando quiser.

MaturiFest 2021
Data: de 26 a 29 de julho
Horário: das 14h às 20h30
Inscrições gratuitas: MaturiFest

Promoção da Nutren Senior distribui amostras grátis

Nutren Senior, complemento alimentar da Nestlé desenvolvido especialmente para quem tem mais de 50 anos, está com uma campanha para distribuição de amostras grátis do produto. Veja abaixo como participar.

Nutren Senior contém uma combinação exclusiva de cálcio, proteína e nutrientes que podem auxiliar no sistema imunológico e na manutenção de ossos e músculos fortes, além de ajudar na absorção de cálcio.

Os interessados em receber uma amostra do produto devem se cadastrar no site, clicando aqui, para receber gratuitamente, no endereço desejado.

Os participantes poderão escolher entre os sabores baunilha, chocolate e o exclusivo café com leite, para ser misturado ao leite. Ou optar pela versão sem sabor e zero lactose. A promoção é válida enquanto durarem os estoques, com disponibilização de um produto por CPF.

Fonte: Nestlé

Mais de 70% dos profissionais com mais de 40 anos sofreram preconceito no mercado de trabalho

Pesquisa inédita feita pelo InfoJobs revelou qual é a realidade dos profissionais 40+ dentro do mundo corporativo

Como se já não fosse o suficiente o índice de 14,3 milhões de brasileiros desempregados, uma pesquisa inédita feita pelo InfoJobs, empresa de tecnologias para recrutamento, mostrou que 70,4% dos profissionais com mais de 40 anos revelam já ter sofrido preconceito no mercado de trabalho por conta da discriminação de sua idade. O levantamento foi feito em abril e ouviu 4.588 profissionais.

Na percepção de 78,5% dos respondentes, o mercado não dá as mesmas chances para profissionais 40+, quando comparado com os mais jovens. Ainda segundo o levantamento, 27,1% acreditam que é preciso estar mais atualizado para competir com as novas gerações e 68,4% alegam que muitas vezes nem isso é suficiente para garantir um emprego.

Foto: August De Richelieu/Pexels

Outro dado que chama atenção é que 61,1% dos profissionais afirmam que o principal desafio profissional é a falta de oportunidade de trabalho, enquanto outras dificuldades não chegam a 15% das respostas. “Isso realmente acontece, há menos oportunidades para profissionais mais experientes. É quase como um funil, as opções para cargos iniciais são muito numerosas, enquanto para cargos mais seniores, são cada vez menores. Fora que quanto mais experiência você tem, você é mais caro para uma empresa”, afirma Ana Paula Prado, Country Manager do InfoJobs.

Questionados sobre o que falta para as empresas contratarem profissionais com 40+, 56,2% acreditam que falta reconhecerem o potencial das contratações 40+, enquanto, 30,4% responderam que é necessário romper com preconceitos internos para impulsionar essas contratações. Apenas 12,8% das empresas possuem mais de 50% de funcionários com mais de 40 anos.

Além disso, 99,2% dos perfis de liderança respondentes da pesquisa acreditam que profissionais com mais de 40 anos agregam no ambiente de trabalho. “O que acontece é que mesmo sabendo que esses profissionais vão agregar no dia a dia, muitos recrutadores, e até mesmo empresas, ainda têm em mente que pessoas mais velhas não são mentalmente ágeis, não lidam bem com mudanças e não têm energia – conceitos que estão totalmente ultrapassados e devem ser ressignificados”, completa Ana Paula.

Por fim, questionados sobre como podem se destacar no mercado de trabalho, 25,9% responderam que comprometimento é a chave, seguido por maior tempo de experiência e capacidade de adaptação, ambas com 18.1%.

Foto: CPA/Canada

“Fazendo essa pesquisa, notamos como o tema ainda é um tabu para muitas pessoas e tivemos ainda mais a certeza de que devemos falar sobre ele. Pensando nisso, o InfoJobs lançou uma websérie com quatro episódios que conta com a participação de algumas empresas e reflexões sobre o mercado de trabalho para os profissionais com mais de 40 anos. Nosso maior objetivo é promover impacto positivo nos profissionais 40+ e na sociedade como um todo”, conclui a Country Manager. O primeiro episódio da websérie pode ser conferido a partir da próxima semana no canal do InfoJobs. Inscreva-se e acompanhe, o teaser já está no ar.

Fonte: InfoJobs

Vitasay50+ e Yunus lançam programa de aceleração focado em empreendedores 50+

Inscrições para aceleração de negócios sociais fundados e geridos por pessoas com 50 anos ou mais vão até 4 de maio

O programa de aceleração Vitasay Start 5.0+ reforça o posicionamento da marca de ser uma aliada dos 50+, que são agentes potentes de transformação e que estão cheios de experiência e vitalidade para fazer a diferença no mundo.

A marca Vitasay50+, linha de suplementos alimentares especialista nesta faixa etária, e a unidade de inovação social corporativa da Yunus Negócios Sociais, referência mundial no apoio e desenvolvimento de negócios com foco em impacto social e ambiental, lançam a Aceleradora Vitasay Start 5.0+, primeiro programa de aceleração direcionado a negócios geridos por pessoas a partir dos 50 anos de idade, com foco em inovação social e potencial de transformar a realidade de muitos brasileiros.

O objetivo é selecionar e acelerar negócios de impacto social que contribuam para o avanço nos segmentos de Saúde e Qualidade de Vida, Saúde Mental, Alimentação Saudável, Apoio ao empreendedorismo, Inserção no mercado de trabalho, Aprendizagem ao longo da vida, Educação para novas tecnologias e Economia Circular. As inscrições devem ser feitas pelo site até 4 de maio de 2021.

Além de fomentar soluções que resolvam alguns dos principais desafios do desenvolvimento sustentável do Brasil, como trabalho, redução da desigualdade, saúde, educação e sustentabilidade, a iniciativa tem por objetivo apoiar empreendedores maduros que assumiram novos desafios nessa fase da vida. O aumento na expectativa e qualidade de vida da população tem contribuído para a busca de novas oportunidades entre os maduros, seja pela complementação de renda, por um sonho antigo, vontade de se manterem ativos e participativos no mercado de trabalho, ou pelo desejo de continuar aprendendo.

De acordo com o Sebrae¹, existem 53 milhões de empreendedores no Brasil e 49% deles estão acima dos 45 anos. Apenas em 2020, o contingente de pessoas com mais de 50 anos iniciando um trabalho nas chamadas startups foi de, aproximadamente, 2,5 milhões. Ainda, outro estudo² conduzido pela mesma entidade, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, revelou que os empreendedores brasileiros com 65 anos ou mais são os que mais empregam no país, uma tendência que deverá crescer a cada ano.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)³, as pessoas acima dos 50 anos deverão representar 30% da população até 2030. Apesar disso, uma pesquisa realizada em 2019, pela consultoria Robert Half, concluiu que 69% das empresas não contratam trabalhadores com mais de 50 anos. E entre os receios dos recrutadores com relação a esse perfil estão salário alto (31%), pouca flexibilidade (18%), desatualização (12%) e o risco de ampliar conflitos entre gerações (7%).

Com base neste recorte, o programa de aceleração Vitasay Start 5.0+ foi desenvolvido em parceria com a unidade de inovação social corporativa da Yunus Negócios Sociais para gerar múltiplos impactos positivos. Além de fomentar o empreendedorismo maduro, o programa vai selecionar negócios de impacto social e grande poder de transformação na base da pirâmide, como explica Rui Lira, Head de Inovação Aberta da Yunus Negócios Sociais:

“O impacto que queremos gerar nessa aceleração tem duas perspectivas: intergeracional, conectando os maduros e promovendo conhecimento sobre a nova economia e geração de impacto positivo nos seus negócios, e interseccional para que os negócios acelerados se transformem e ajudem a resolver alguns dos principais desafios sociais que o Brasil enfrenta. Nesse sentido, junto com Vitasay50+, descobrimos oportunidades que endereçam problemas de saúde, educação, emprego e meio ambiente”, disse.

Programa de aceleração

O programa de aceleração Vitasay Start 5.0+ selecionará até seis negócios sociais que atuem com inovação social, seguindo os seguintes critérios:

Impacto Social – complexidade e tamanho do problema endereçado e potencial de transformação para a população; Equipe – qualificação, identificação e motivação da equipe empreendedora responsável; Modelo de Negócio – aquisição de clientes, potencial de sustentabilidade e prospecção financeira e potencial de escalabilidade e replicabilidade; Estágio do Negócio e Solução – a maturidade dos negócios será fundamental para ajudar a definir o conteúdo ofertado para as turmas; Diversidade de Inclusão – a atenção dada à diversidade dentro dos negócios também será um critério, especialmente em relação a diversidade racial, gênero, orientação sexual, idade e pessoas com deficiência; Tecnologia – serão verificadas as tecnologias desenvolvidas para a própria solução e potencial de patentes; Conexão com Corporação – caso a empresa seja B2B, B2B2C, ou potencial desenvolvimento nesses modelos, além da sinergia com posicionamento de marca ou oportunidades dentro da própria Vitasay50+.

Os negócios selecionados passarão por um programa de três meses de aceleração, que conta com quatro Bootcamps online em grupo, mentorias de experts do mercado e acompanhamento semanal da equipe de consultores da equipe da Yunus Negócios Sociais. Ao final, um dos empreendimentos poderá receber um aporte de até R$ 200 mil para maximizar o impacto social do seu negócio.

A participação dos empreendedores é gratuita e o programa não tem contrapartida financeira para os negócios selecionados (equity free).

Aceleradora Vitasay Start 5.0+
Inscrições: até 4 de maio de 2021
Site: Vitasay
Informações: vitasay.start@yunusnegociossociais.com

Especialistas dão dicas de saúde bucal para o público 50+

Com o passar dos anos, problemas bucais podem se agravar, porém, hoje em dia, por exemplo, repor um dente perdido não é mais tão caro ou complicado

Com certeza você já ouviu falar que a pele que terá quando mais velho irá refletir os cuidados que teve quando jovem, como não tomar muito sol ou fumar. Pois com a saúde bucal é a mesmíssima coisa. Seu sorriso aos 50 anos é o resultado dos cuidados que você teve com a higiene dental, e com as visitas frequentes ao dentista, na infância e na juventude. Afinal, algumas coisas não têm idade, e cuidar da saúde é uma delas.

No entanto, questões que foram negligenciadas ou ignoradas podem piorar, e muito, com o passar dos anos. As mais comuns são as cáries e os problemas gengivais, além do aumento da sensibilidade, como explica Luciana Aparecida de Sousa Iwamoto, Presidente da Câmara Técnica de Ortodontia do CROSP (Conselho Regional de Odontologia de SP): “A sensibilidade pode se agravar com a idade, pois, com o passar do tempo, é normal haver retração gengival, que expõe áreas do dente que não estão protegidas pelo esmalte dental, e que podem ser particularmente doloridas quando atingidas por alimentos e bebidas quentes ou frias”.

Luciana Aparecida de Sousa Iwamoto

Ela também explica que pessoas acima dos 50 anos podem se queixar de boca seca (xerostomia). Isso surge em decorrência do uso de medicamentos ou algum problema de saúde não tratado. “Enfermidades preexistentes (diabete, problemas cardíacos, câncer) também podem afetar a saúde da boca. Qualquer doença existente deve ser informada ao dentista para que ele possa ter uma visão completa da situação e poder ajudar de forma mais específica”, acrescenta. 

“A doença periodontal – doença inflamatória causada pelas bactérias bucais acumuladas na superfície do dente ao longo do dia que causa sangramento gengival e destruição do osso que sustenta o dente, e pode levar à perda dental se não tratada – começa a predominar depois dos 40, 45 anos. Portanto, o problema bucal mais comum depois dos 50 anos é a perda de dentes por falta de prevenção e do não tratamento desta doença”, aponta Marcelo Cavenague, especialista em Periodontia e em Prótese Dentária.

A boa notícia é que a grande maioria dos problemas tem solução. Mas e o paciente nesta faixa etária? É mais disciplinado e se cuida melhor que os jovens? Cavenague afirma que não: “A esmagadora maioria dos pacientes cuida mal dos próprios dentes, independente de idade. Nem sempre este cuidado deficiente é culpa apenas dele. A higiene bucal exige um aprendizado que é de responsabilidade dos profissionais da área. Além disso, o paciente tem que querer aprender e mudar seus velhos hábitos para atingir um nível ideal de higiene. Só a combinação de orientação profissional e dedicação do paciente leva a um bom resultado”.

E quais os erros mais comuns? Segundo Cavenague são fazer a escovação rapidamente, sem dar atenção aos contornos e reentrâncias e sem alcançar corretamente o espaço entre a gengiva e os dentes; não usar fio dental, na maioria das vezes porque acha que machuca, pois sempre que usa, sangra; utilizar bastante pasta de dente achando que isso compensa a escovação rápida; confiar que o bochecho com antisséptico substitui uma boa higiene; achar que se não comeu nada não precisa escovar; não prestar atenção naquilo que se está fazendo, agindo de forma automática.

Fábio Sato, especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, conta que os cuidados básicos envolvendo a saúde bucal, com o passar da idade, devem ser aprimorados. Isso porque as defesas do organismo acabam se enfraquecendo, bem como a própria habilidade manual na higiene bucal. Dessa forma, o cuidado rigoroso com a escovação dentária, uso de fio dental e a atenção com próteses dentárias devem ser aumentados. “Além disso, a visita regular ao profissional cirurgião-dentista deve ter uma frequência maior, com intervalos ideais de seis meses. E, dependendo das condições de saúde bucal, até mesmo com menor espaçamento”, avisa.

Dentes alinhados

Se antes apenas crianças e adolescentes usavam aparelhos ortodônticos, agora vemos pessoas de todas as idades com aquele sorriso metálico. Sem contar aqueles que usam os alinhadores invisíveis e nem percebemos. Isso seria sinal de conscientização ou influência da Internet e das redes sociais?

Para Luciana, um sorriso bonito e saudável tem a mesma importância seja na adolescência ou na terceira idade: “Nunca é tarde para sorrir, felizmente, culturalmente, tudo melhorou. Idade não é empecilho para a colocação de aparelho. Creio que devemos envelhecer com as funções preservadas e otimizadas”.

Ela frisa que não existe uma idade limite para o uso do aparelho dentário, porém, lembra que o ideal é realizar uma avaliação ainda na fase de crescimento, pois quanto antes for detectado o problema, melhor o prognóstico. “Porém, como falei, nunca é tarde demais para corrigir o que incomoda. Contrariamente do que se pensa, não existe limite de idade para o uso do aparelho. Claro que uma avaliação criteriosa da saúde bucal e dentária deve ser realizada antes do procedimento”.

Também devemos levar em conta que, alguns anos atrás, os aparelhos ortodônticos eram mais limitados esteticamente. Mas hoje há mais opções. Por exemplo, os aparelhos ortodônticos fixos podem ser metálicos, de porcelana, de safira ou autoligado. “Há uma outra filosofia de tratamento ortodôntico fixo que é por meio do aparelho lingual que, como o próprio nome diz, é instalado por trás (ao lado da língua) e não aparece no sorriso. E, por último, o sistema dos alinhadores invisíveis, no qual o tratamento funciona por meio de uma sequência de placas removíveis e transparentes, facilitando, assim, as escolhas do paciente”, explica a profissional.

Fábio Sato

Sato acrescenta que, atualmente, muitos tratamentos odontológicos que, anos atrás eram restritos a uma pequena parcela da população, estão muito mais acessíveis, pela maior disponibilidade, inclusive no setor público. Há também a questão custo-benefício que, apesar de ainda parecer elevado, diminuiu em relação ao que era. “A Internet também tem um peso [na divulgação], pois torna a informação mais acessível ao público em geral em relação aos problemas de saúde bucal e formas de tratamento. Somando tudo isso, pessoas que no passado não tiveram a possibilidade de conseguir, por exemplo, um tratamento ortodôntico, hoje estão realizando o sonho de corrigir a oclusão e melhorar a qualidade de vida”.

Luciana menciona uma outra questão trazida pela Internet, e que vale para todas as idades: “Claro que as redes sociais fazem uma pressão por perfeição, o que tem afetado a qualidade de vida das pessoas, e termina por proporcionar maior desejo das pessoas em possuir um corpo e um sorriso perfeitos, mas é preciso cuidado para não se desenvolver transtornos psicológicos”.

E os pacientes? Se cuidam ou são relapsos?

Depositphotos

Para Sato, apesar de termos no Brasil o maior número de profissionais cirurgiões-dentistas do mundo, nossos números em relação à saúde bucal não são dos melhores: “Claro que isso é causado principalmente em decorrência da desigualdade de acesso ao tratamento odontológico, mas, de modo geral, observamos que o brasileiro não valoriza a questão da saúde bucal, não tem uma cultura de prevenção e vai atrás do tratamento somente quando a situação se agrava, necessitando de procedimentos mais invasivos e, consequentemente, de maior custo, e acaba não tendo condições de realizá-los de forma adequada”.

“Dificilmente se encontra uma pessoa que não cuide de seus dentes por opção. O que é comum é cuidar mal, achando que está cuidando bem, como, por exemplo, achar que não precisa de fio dental porque os dentes são um pouco separados”, conta Cavenague, acrescentando: “Na maioria das vezes, esta má higiene ocorre por falta de orientação profissional ou pela pessoa não ter dado muita atenção quando recebeu orientação do dentista”. 

Marcelo Cavenague

Para Luciana, o tema é mais profundo e engloba questões educacionais, culturais e socioeconômicas. Ela cita a mais recente Pesquisa Nacional de Saúde, feita pelo IBGE, em 2019, e divulgada em setembro de 2020, que constatou que apenas 12,9% dos brasileiros têm plano odontológico.

O mesmo levantamento apontou que, dos 162 milhões de brasileiros acima de 18 anos, 34 milhões perderam 13 dentes ou mais. Pior: 14 milhões perderam todos os dentes. “Além disso, menos da metade dos brasileiros consultou um dentista nos 12 meses anteriores à data da entrevista. Desse universo, apenas 36% das pessoas com renda menor que um quarto do salário mínimo foram ao dentista. Os dados são alarmantes em razão das consequências, que vão da perda dental até o acometimento de problemas de saúde mais graves”, lamenta.

Porém, nem sempre é uma questão financeira, pois há aqueles que mesmo tendo boa condição social, reclamam dos custos de um tratamento. “De fato, é muito comum ver pessoas de carro importado, telefone celular novinho, smartwatch, reclamando do preço de uma restauração. Mas esta situação tem a ver com o valor que se dá às coisas. Existem muitos pacientes que valorizam muito nosso trabalho também. Costumo dizer que não existe tratamento mais barato que a prevenção. Frequentar o dentista, mesmo sem nenhum sintoma, ajuda a diagnosticar problemas no início. Porém, se a pessoa passa anos sem ir a um consultório, é bem provável que a conta seja alta pelo acúmulo de problemas não diagnosticados precocemente”, afirma Cavenague. 

Perda dental

Freepik

Perder um dente, como a pesquisa do IBGE apontou, é algo muito comum para a população brasileira. Porém, não tomar providências para repô-lo é algo ruim em qualquer idade, pois a posição dos dentes não é fixa. E quanto mais os anos passam, pior a situação geral se torna.

“Com o tempo, os dentes vizinhos ao espaço que ficou, vão ‘tombando’ em direção àquele espaço. Quanto mais demora se leva para repor um dente perdido, mais essas mudanças são notadas, portanto, em uma idade mais avançada, a chance de ter maior acúmulo de alterações de posição aumenta”, alerta Cavenague.

Vale lembrar que a perda dentária não é exclusividade dos mais velhos. E ela causa transtornos em várias esferas, por exemplo, a funcional, com redução óssea, diminuição da capacidade de mastigação e de absorção de nutrientes, problemas de oclusão (mordida) e inúmeros outros danos dentários, musculares e articulares.

“Esteticamente, a perda dos dentes deixa a aparência do rosto mais envelhecida, a boca vai ficando murcha, o queixo vai perdendo a forma ideal. E todos esses efeitos causam um impacto emocional muito negativo, diminuindo a autoestima. A pessoa passa a ter dificuldade de sorrir, de socializar e até de conseguir um novo emprego”, afirma Luciana.

Ela gosta de lembrar que o tratamento devolve a função e a estética dentária, propiciando melhora na qualidade de vida do paciente. Esta reposição pode ser realizada por meio de tratamento ortodôntico, com fechamento de espaços, com próteses fixas e removíveis ou, até mesmo, com próteses sobre implante. 

Prevenção é o segredo

Foto: Zahnreinigung/Pixabay

Como foi dito no início da matéria, se uma pessoa cuidar bem dos dentes e se consultar periodicamente com um dentista de confiança, a dentição pode durar a vida inteira. “Independentemente de idade, essa pessoa pode ter dentes e gengivas saudáveis, mas, para isso, precisa fazer a escovação pelo menos três vezes ao dia e usar fio dental. Além de regularmente consultar o dentista para exames completos e limpeza periódica”, enfatiza Luciana.

Reforçando o conselho da colega, Cavenague comenta: “Tenha um bom relacionamento com um profissional de confiança e frequente o consultório, mesmo que não tenha nenhum sintoma. A doença periodontal, por exemplo, apresenta poucos sinais em seus estágios iniciais. No máximo, o paciente percebe um ligeiro sangramento gengival e acha normal. O diagnóstico precoce é de responsabilidade do cirurgião dentista. Quando for à consulta, questione sobre sua saúde gengival. Mesmo que ele não seja especialista na área, estará capacitado a orientá-lo e encaminhá-lo a um especialista, se for necessário.”. 

Divulgação

Sato finaliza, enfatizando que os tratamentos odontológicos evoluíram muito ao longo do tempo: “Por exemplo, os implantes dentários são excelentes opções de reabilitação para os pacientes que perderam os dentes, com tratamentos sem dor e com excelentes resultados. E a correção ortodôntica, como foi dito, é possível de ser realizada atualmente com uso de alinhadores sem a necessidade de uso de braquetes e fios metálicos, como no passado. Enfim, a idade hoje não é empecilho para o cuidado odontológico”.

Cuidados gerais para manter a saúde bucal

=Evite o consumo exagerado de açúcar (atenção especial para aquele “escondido”, como em pães, salgadinhos e biscoitos)
=Fuja de bebidas açucaradas ou muito ácidas
=Não fume
=Mantenha uma alimentação saudável no dia a dia

=Utilize fio dental e escova interdental
=Escove os dentes sempre após as refeições e antes de dormir
=Consulte um dentista regularmente (a periodicidade é individualizada e deve ser determinada pelo profissional para cada paciente)

Fontes:
Fábio Sato é formado em Odontologia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em Cirurgia Bucomaxilofacial. Inscrito no CROSP na especialidade de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial; Coordenador do Capítulo do Estado de São Paulo do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial; Membro da Internacional Association of Oral and Maxillofacial Surgeons.
Luciana Aparecida de Sousa Iwamoto, formada em Odontologia pela Universidade Guarulhos, habilitação em Prótese Dentária, especialização em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares ( ABO SP), Implantodontia (UnG) e Prótese Dentária ( UCLA), mestrado e doutorado em ciências da saúde pelo programa de cirurgia transacional, nota 6 CAPES, na Universidade Federal de São Paulo. Presidente da Câmara Técnica de Ortodontia do CROSP.
Marcelo Cavenague formado em Odontologia pela FZL, é Secretário da Câmara Técnica de Periodontia do CROSP; Especialista em Periodontia e em Prótese Dentária; Mestre em Anatomia.

Fundação Dom Cabral e Hype50+ lançam estudo sobre impacto da longevidade na sociedade brasileira

Para investigar os múltiplos impactos sociais da extensão de vida do brasileiro, o FDC Longevidade – projeto desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC) com apoio técnico da Hype50+ e patrocínio da Unimed-BH – lança o TrendBook Sociedade.

Quais são as 10 profissões do futuro quando pensamos na longevidade dos brasileiros e na necessidade de criar oportunidades novas de trabalho associadas a novas demandas demográficas? Essa é uma das perguntas respondidas pelo TrendBook Sociedade. Embora as previsões do impacto da longevidade descrevam cenários de 2030 ou 2050, a realidade de 2021 já revela os efeitos do envelhecimento em diversas áreas, inclusive, na atividade profissional.

A carreira que mais cresceu na última década foi a de cuidador de idosos. Em dez anos, o Brasil passou de 5.263 cuidadores (2007) para 34.051, em 2017 – segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No entanto, apesar do crescimento de 547% no número de profissionais, a regulamentação e a velocidade de formação dos cuidadores não acompanham a necessidade de cuidado da população madura. Para  ver todo o estudo, clique aqui. 

A lacuna se repete, também, em outras profissões. Hoje, o Brasil tem um déficit de 28 mil geriatras; em Estados como Acre, Amapá e Roraima, o número de profissionais não passa de cinco, de acordo com dados do Ministério da Saúde e IBGE (PNAD | 2017). O TrendBook Sociedade, um mapeamento que compõe o terceiro eixo do projeto FDC Longevidade – iniciativa da Fundação Dom Cabral (FDC) com apoio técnico da Hype50+ e patrocínio da Unimed-BH – reflete que o descompasso tem uma raiz.

Para surgirem novos profissionais, é preciso uma formação em massa da força de trabalho. A limitação de cursos e grades curriculares, especialmente na área da saúde, que contemplem as necessidades do envelhecimento, é um dos maiores gargalos para atender às demandas do país. Até 2017, por exemplo, apenas duas universidades brasileiras ofereciam uma graduação em Gerontologia, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. 

Em contrapartida, novas profissões nascem para atender às pessoas, mostrando mais uma vez que a sociedade caminha mais rápido que qualquer instituição. Dessa forma, uma carreira inexistente hoje pode ser a dos sonhos de quem prestar vestibular em 2030. O TrendBook Sociedade traz uma lista das 10 profissões ligadas à longevidade populacional. O estudo completo traz, ainda, análises aprofundadas sobre o impacto do envelhecimento populacional na sociedade; os capítulos do estudo investigam dimensões como as novas sociedades envelhecidas; cenários prateados; trabalho e previdência versus extensão da vida; mercado de trabalho; e mapa social da longevidade. Destaque, também, para entrevistas exclusivas com o gerontologista Alexandre Kalache e o economista Roberto Teixeira da Costa, além de artigo de Flávia Ranieri, arquiteta com especialização em Gerontologia, que compõem o conteúdo.

Longevidade: desafios e oportunidades

Foto: Meetcaregivers

De acordo com Michelle Queiroz, professora-associada da FDC e coordenadora do FDC Longevidade, o expressivo aumento da expectativa de vida, considerada uma conquista da humanidade, gera impactos profundos na sociedade que podem, inclusive, serem analisados a partir de inúmeras perspectivas.

“No recorte desta publicação, optamos por priorizar alguns dos principais desafios no campo do etarismo, previdência, trabalho e desigualdade social e, também, trouxemos exemplos de soluções e atores que fazem acontecer dentro deste ecossistema. Apesar de termos capítulos segmentados, facilitando a compreensão dos temas, na vida as linhas que as separam são quase inexistentes. Nossa intenção é descortinar olhares para uma visão integrada das diferentes dimensões de impacto, contribuindo para despertar o valor do engajamento social!”, avalia a especialista.

Segundo Layla Vallias – especialista em Economia Prateada, cofundadora da Hype50+ e Janno, coordenadora do estudo Tsunami Prateado (maior mapeamento brasileiro sobre longevidade) –, a prática de inovação, empreendedorismo e pesquisa de tendências traz o desafio de disseminar entre os gestores de grandes marcas, indústrias e governos dados que comprovam o quanto o envelhecimento da população apresenta oportunidades reais. “A revolução que estamos vivendo nos obriga a revisitar conceitos, quebrar padrões e discutir tabus. Para os mais estratégicos, é nesse oceano azul da longevidade que residem as grandes oportunidades para o futuro”, afirma.

Do ponto de vista do mercado de trabalho à luz da longevidade, a especialista aponta que as perspectivas são igualmente boas. “Todos os mercados e setores de trabalho serão profundamente impactados pelo envelhecimento da população; quem antes observar essa realidade e se preparar para atendê-la, sai na frente. Esse é um caminho sem volta: todos os profissionais, da saúde à hotelaria, da indústria de beleza à moradia deverão ser, necessariamente, profissionais capacitados para a longevidade”, defende.

Para o diretor-presidente da Unimed-BH, Samuel Flam, a longevidade ressignificou a forma como vemos a realidade. “Hoje, não estamos apenas vivendo mais; estamos vivendo com qualidade, mantendo a produtividade e cultivando hábitos saudáveis. Como empresa de saúde, a Unimed Belo Horizonte está atenta a esse cenário e vem contribuindo, há quase 50 anos, para promover mais saúde e qualidade de vida para a população com mais de 60 anos. Afinal, nossa vocação e nosso propósito são cuidar de pessoas. Por isso, para nós, é uma grande honra contribuir com este projeto, capitaneado pela Fundação Dom Cabral, com o objetivo de colocar a longevidade em perspectiva. Conhecer melhor essa geração, da qual faço parte, é fundamental para que possamos, dentro do que é possível, projetar o amanhã. Estamos certos de que esta pesquisa traduz o espírito de nosso tempo e servirá como importante insumo para o futuro”, analisa.

Insights do estudo

| 10 Profissões do futuro para cuidar do envelhecimento

Novas profissões nascem para atender às pessoas, mostrando mais uma vez que a sociedade caminha mais rápido que qualquer instituição. Dessa forma, uma profissão inexistente hoje pode ser a carreira dos sonhos de quem prestar vestibular em 2030. O TrendBook Sociedade traz uma lista das 10 profissões ligadas à longevidade populacional.

  1. Cuidador de Idosos | Responsável por auxiliar nas tarefas domésticas para garantir o bem-estar da pessoa idosa. Higiene pessoal, suporte no cuidado médico e acompanhamento em consultas são atribuições do trabalho.  Média salarial: R$ 1.271,82
  2. Geriatra | Esse profissional é o médico especialista no tratamento de idosos, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da longevidade. Atua ao lado de enfermeiros, fisioterapeutas e educadores físicos. Média salarial: R$ 8.271,27
  3. Gerontólogo| A Gerontologia estuda o processo de envelhecimento pela perspectiva social, psicológica e biológica. Média salarial: R$ 3.793,25
  4. Terapeuta ocupacional | Costuma trabalhar em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), clínicas e hospitais, apoiando os maduros a manter sua autonomia na sua rotina, a partir das habilidades, limitações e reservas de saúde de cada pessoa. Média salarial:  R$ 2.598,45
  5. Conselheiro de aposentadoria |Essa é uma das 10 tendências de profissão do futuro, segundo a Fundação Instituto Administração (FIA). Além do planejamento financeiro, esse profissional apoia na decisão de alternativas de investimento, escolha de plano de saúde, plano de carreira e programação do tempo. Média salarial: Não há.
  6. Consultor de bem-estar para idosos | Interdisciplinar, sem uma formação própria, essa profissão combina conhecimentos diversos de finanças, recursos humanos e até saúde e bem-estar. Pessoas formadas em Gerontologia ou terapia ocupacional podem exercê-la. Média salarial: Não há.
  7. Bioinformacionista | Vindo da Biomedicina, esse profissional combina as informações genéticas com a metodologia clínica para desenvolver medicamentos personalizados cada vez mais eficientes para doenças genéticas. Média salarial: Entre R$ 4 mil e R$ 7 mil.
  8. Cuidador remoto | Conhecido como Walker/Talker, por meio de uma plataforma on-line, essa pessoa é contratada para passar um tempo com os maduros, praticando a escuta ativa e a conversa, para diminuir a solidão e manter ativa sua sociabilidade. Média salarial: Não há.
  9. Curador de memórias pessoais | O trabalho envolve desde a investigação de notícias e biografias para pessoas que perderam a memória até criação de biografias, perfis póstumos, histórias de famílias e empresas. O resultado pode ser entregue na forma de livro, filme ou uma experiência em realidade virtual. Média salarial: Não há, mas o piso cobrado pelo trabalho é de R$ 1 mil.
  10. Especialista em adaptação de casa | Com a tendência de Aging in Place, é cada vez mais necessária a adaptação de casas de família para atender às necessidades dos idosos. As modificações vão do tipo de piso à altura da prateleira, largura dos corredores e adaptação do banheiro. Média salarial: Não há, mas pode ser comparada a de um arquiteto ou gerontólogo.

Trabalho e Previdência Versus Extensão da Vida

Mabel Amber/Pixabay

No capítulo, O Bê-á-Bá da Previdência, o TrendBook Sociedade traz uma análise sobre o sistema previdenciário nacional – um pacto entre gerações no qual trabalhadores de hoje são os responsáveis por custear a aposentadoria daqueles que saíram do mercado de trabalho – e a relação futura com o aumento da longevidade populacional. Em 1980, a proporção era de 9,2 pessoas em idade ativa trabalhando para cada aposentado; em 2060 serão 1,6 trabalhador para cada idoso. Na prática, há grandes desafios no modelo da previdência nacional, sendo o aumento da taxa do envelhecimento um dos principais.

Em entrevista ao estudo, o economista Roberto Teixeira da Costa analisa formas de encarar a aposentadoria e aponta como os brasileiros de diferentes gerações podem se preparar para o futuro. “Acredito que deveríamos criar mecanismos para redistribuição de renda para aposentados; recursos que mitiguem os problemas causados pela desigualdade”, avalia.
Estamos diante de uma condição social inédita. A geração baby boomer é a primeira a ingressar na aposentadoria em uma era em que as pessoas vivem mais de 100 anos.

O estudo analisa as previdências sociais pelo mundo e traz o Índice Global de Pensões, que aponta que muitos países estão promovendo mudanças em direção a sistemas mais sustentáveis. Entre as medidas comuns, aumento da idade para se aposentar; aumento do nível de poupança (dentro e fora dos fundos de pensão); ampliação da cobertura de pensões privadas para toda a força de trabalho, incluindo autônomos e contratados; preservar os fundos de aposentadoria, limitando o acesso aos benefícios antes da idade de aposentadoria; e aumento da confiança de todas as partes interessadas por meio da transparência dos planos de pensão.

As novas sociedades envelhecidas

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No capítulo, destaque para O Telhado Branco do Mundo que analisa A Década do Envelhecimento Saudável – parte da Estratégia Global sobre o Envelhecimento e a Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento recomenda que até 2030 seja conduzido um plano de colaboração combinada, catalítica e sustentada em prol da temática. Um alerta pertinente recai para a questão de gênero. As mulheres costumam viver mais do que os homens; em 2017, elas eram 64% da população mundial 60+, sendo que 61% tinham mais de 80 anos.

As que nascerem entre 2020 e 2030 terão uma expectativa de vida de três anos a mais do que os homens nascidos no mesmo período. Entretanto, o estudo mostra que as mulheres maduras são mais pobres; têm menos economias e ativos que os homens por conta de uma jornada de vida de discriminação – algo que afeta a equidade de oportunidades.

Entre os países que integram a Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), a pensão paga às mulheres é, em média, 27% menor do que a dos homens. As maduras estão, em algumas partes do mundo, entre as mais vulneráveis à pobreza e em desvantagem quando o assunto abarca propriedades e heranças de terras. Por conta das barreiras educacionais, as mulheres são desproporcionalmente afetadas pela automação das funções, pelas mudanças tecnológicas e pela inteligência artificial. A força de trabalho feminina compõe o maior número de cuidadores não remunerados, incluindo o setor informal.

Preconceito contra um futuro longevo

O ageísmo está dentro de casa, nas ruas e nas empresas. Na pandemia, o grupo de 60+ foi o mais atingido pelo desemprego: mais de 1,3 milhão de pessoas com sessenta anos ou mais deixaram de trabalhar ou de procurar emprego, o que representa 64% dos brasileiros sem uma colocação profissional. Para a geriatra Karla Giacomin, vice-presidente do Centro de Longevidade Internacional-Brasil (ILC-Brazil), a invisibilidade no processo do envelhecimento e dos direitos relacionados à velhice prejudica a inclusão do tema nas pautas políticas.

Preparar o mundo para o envelhecimento

Foto: MedicalNewsToday

Cresce o número de cidadãos acima de 60 anos nas zonas urbanas do mundo; os governantes precisam levar em consideração as necessidades e demandas dessa população prateada. O estudo mostra que o número de pessoas 60+ irá crescer 16 vezes até 2050. Para auxiliar governos e países a criarem um ambiente age-friendly, a OMS criou um guia com diretrizes de como transformar cidades em espaços onde pessoas de todas as idades possam viver de forma saudável. O TrendBook Sociedade analisa as recomendações nos tópicos Engajamento social, Serviços municipais e Infraestrutura.

Cada vez mais sozinhos. No Brasil, já são mais de 4 milhões de 60+ que vivem sozinhos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); na cidade de São Paulo, dos mais de 1,8 milhão de idosos, 290.771 (16%) vivem sozinhos; desses, 22.680 têm mais de 90 anos. O estudo traz um mapa, por Estado, dos sessenta mais que residem sozinhos.

Cenários prateados

Na análise, iniciativas em vários países que mostram a adaptação das sociedades à conquista da longevidade. Prédios públicos, transporte, moradia, participação social, trabalho e engajamento cívico, comunicação e informação. Além disso, traz um ranking das melhores cidades brasileiras para viver após os sessenta anos: São Caetano do Sul, São Paulo (longevidade e bem-estar); São Paulo, capital (finanças); Atibaia, São Paulo (habitação); Birigui, São Paulo (educação e trabalho); Caraguatatuba, São Paulo (cultura e engajamento); Brusque, Santa Catarina (qualidade de vida); e Campo Largo, Paraná (cuidados com a saúde).

Ecossistema social da longevidade

Na análise, iniciativas de governos, empresas, sociedade civil, coletivos e indivíduos têm apoiado o envelhecimento do país em prol da qualidade de vida dos sessenta mais.
Embora as iniciativas sejam pontuais e muito associadas à saúde, despontam ações que ampliam o repertório governamental para abarcar setores como cultura, lazer e habitação. Por outro lado, a sociedade civil se mobiliza com iniciativas criativas para combater uma ameaça da longevidade, sobretudo em tempos de pandemia: a solidão. Incluir o idoso na ágora pública tende a ser a resposta dada por muitas das iniciativas, tanto governamentais quanto da sociedade civil.

Um aspecto interessante trazido pelo inusitado contexto de distanciamento social foi a nova dimensão de compreensão social do papel e dos desafios enfrentados pelos mais velhos na sociedade. De invisíveis, eles passaram a ser vistos como um grupo de risco que deveria ser protegido. Nesse cenário, muitos cidadãos decidiram conduzir iniciativas para combater o isolamento e o etarismo; ações para incluir os longevos de maneiras possíveis e seguras. Surgindo a partir do interesse de um indivíduo, de uma família, de uma comunidade, de uma universidade, de uma empresa ou até de uma rede internacional. O estudo traz iniciativas brasileiras como a Vila do Idoso (São Paulo); SESC (atividades culturais e esportivas); Governo da Paraíba (moradia); Brasília, Distrito Federal (Sua Vida Vale Muito); Me pede que eu canto (Rio de Janeiro, iniciativa da sociedade civil); Meninas de Sinhá (Belo Horizonte, Minas Gerais), entre outros. No Mapa Social da Longevidade, perfis de pessoas que estão transformando a forma de envelhecer no país.

Fonte: Hype50+