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Nutricionista alerta: dieta restritiva não é sinônimo de alimentação saudável

Muitas pessoas confundem e têm a mania de associar alimentação saudável com alimentação restritiva. Mas você sabe a diferença entre as duas? Enquanto as dietas restritivas são vistas como tratamentos imediatistas, a alimentação saudável faz parte de uma rotina planejada, elaborada e duradoura.

Muitas pessoas se afundam em dietas restritivas sem fundamento científico que prometem secar incontáveis quilos em um intervalo de tempo muito pequeno na desesperada vontade de perder peso de forma rápida e fácil, mas a consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), Ana Pallottini, alerta: “optar dietas restritivas sem a recomendação de um nutricionista pode trazer riscos para a saúde”.

Segundo ela, essas dietas que prometem resultados milagrosos, na maioria das vezes, são extremamente restritivas e nem um pouco saudáveis. Um adulto sem problemas de saúde consome em média 2.000 kcal diárias. Este mesmo adulto, quando adere a uma dieta restritiva, pode passar a consumir entre 1000 e 1200 calorias diárias ou em alguns casos mais radicais, entre 500 e 800 calorias diárias.

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“Com a alta restrição energética é impossível atingir as recomendações de macro e micronutrientes presente nos grupos alimentares (carboidratos, proteínas e gorduras) levando a fadiga, cansaço e à perda de cognição. Além disso, pode gerar o ‘efeito sanfona’, ou seja, ao voltar para uma dieta normal o ganho de peso é maior do que antes e consequentemente gerar gatilhos para a compulsão alimentar”, diz a especialista.

Quando o assunto é alimentação saudável, se engana quem pensa que o ideal é comer apenas salada. Uma boa alimentação está relacionada à ingestão equilibrada dos nutrientes necessários para suprir nossas demandas diárias. O carboidrato, por exemplo, muitas vezes é associado ao ganho de peso de forma equivocada.

“Os benefícios de uma alimentação saudável não vêm de componentes isolados, mas sim da combinação de nutrientes de uma refeição. No caso do carboidrato, ele é constituído por moléculas de carbono, oxigênio e hidrogênio. Esses macronutrientes são as nossas principais fontes de energia, abastecendo o sistema nervoso central, mantendo o bem-estar do cérebro e dando ‘aquela’ disposição para o nosso corpo”, afirma Ana.

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Assim, ao oferecer os nutrientes nas proporções corretas ao seu organismo, você aproveita uma série de benefícios como: perda de peso e manutenção de um peso saudável, bom funcionamento do intestino, prevenção e controle do diabetes e proteção da saúde cardiovascular. A regra de ouro é sempre o equilíbrio.

Fonte: Abimapi

Dia Mundial do Macarrão: nutricionista explica como ele age no organismo à noite

Comer macarrão antes de dormir reduz estresse, combate insônia e não engorda

Hoje, 25 de outubro, comemorados o Dia Mundial do Macarrão, e nada melhor do que um bom prato de macarrão para celebrar a data. Pode ser espaguete, penne, fusilli, talharim, conchiglione, farfalle, entre tantos outros formatos. Não importa qual o tipo ou o molho, uma coisa é certa: será um prato delicioso e muito prático de fazer.

Mas será que cai bem à noite? A resposta é sim. O macarrão quando consumido à noite pode auxiliar na redução do estresse, no combate a insônia e não engorda.

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De acordo com Ana Pallottini, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), o macarrão é fonte de carboidrato, fornece energia para o nosso corpo e deve fazer parte de uma dieta equilibrada. Segundo a recomendação do Guia Alimentar para População Brasileira, do Ministério da Saúde, de 55% a 75% do total de calorias ingeridas diariamente devem ser provenientes de carboidrato, ou seja, de cinco a seis porções diárias.

“No caso do macarrão, um dos maiores mitos sobre o alimento é que ele engorda, principalmente se for consumido antes de dormir, mas consumir massa dentro de uma dieta saudável não atrapalha o emagrecimento. Considerando que a alimentação diária é dividida em cinco refeições — café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar — uma porção de macarrão, equivalente a quatro colheres de sopa (105g), pode estar no jantar e, quando unido a um molho leve, fornece aproximadamente 180 kcal”, explica a nutricionista.

Um estudo realizado este ano por pesquisadores do Brigham and Women Hospital, em Boston (EUA), revelou que o macarrão consumido nas últimas horas do dia não faz acumular gordura, ajuda a relaxar e a dormir. “Por ser fonte de triptofano, o alimento estimula a produção de serotonina, o chamado hormônio de relaxamento, e a melatonina, hormônio que regula sono”, diz Ana.

A especialista ressalta que optar por massa do tipo integral trará um efeito ainda melhor para o corpo, já que ela possui índice glicêmico mais baixo, além disso, é importante escolher um molho leve, como o de abobrinha ou tomate, por exemplo, e evitar ingredientes de difícil digestão como carnes gordas, queijos e etc.

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“Um efeito positivo do macarrão integral é a baixa resposta glicêmica pós-ingestão, que é uma consequência da estrutura e do tipo de amido, aumentando a sensação de saciedade e melhorando a sensibilidade à insulina, regulando a microbiota intestinal. Além disso, a massa integral pode contribuir para o consumo diário de fibras alimentares”, finaliza a nutricionista.

Fonte: Abimapi

Especialista explica a relação entre o desejo por comer algo e reações emotivas

Saber diferenciar fome, apetite e saciedade é o primeiro passo para evitar transtornos alimentares

Quantas vezes nos deparamos com um desejo imenso de comer aquele doce na TPM? Ou em um dia estressante, a vontade incontrolável por uma comida mais pesada e gordurosa? Ou um doce para compensar? Sabemos que em determinadas situações, como no caso de dietas restritivas, nosso corpo carece de alguns nutrientes que são essenciais para o organismo e encontrados em diferentes tipos de alimentos. Mas grande parte das pesquisas feitas sobre os desejos alimentares apontam que provavelmente eles ocorrem devido a reações psicológicas.

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Essas situações estão ligadas às nossas emoções e a sinais externos capazes de provocar sentimentos, como tristeza, felicidade, preocupação, ansiedade, entre outros. De acordo com Ana Pallottini, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), os nossos sentimentos estão diretamente relacionados com nossas escolhas alimentares. “É importante identificar e saber discernir, para que não se desenvolva um caso de transtorno alimentar. Uma boa dica é respeitar o corpo e as vontades, mas acima de tudo, saber diferenciar o que é fome, apetite e saciedade”, explica.

A fome é a necessidade fisiológica de comer e não está relacionada a alimentos específicos. Já o apetite é muito sensível ao sabor dos alimentos e expressa o desejo de comer algum algo específico. Por fim, a saciedade pode estar relacionada ao momento de parar de comer e seus sinais já aparecem quando pequenas quantidades de nutrientes são absorvidas no organismo.

A parte do corpo humano que controla essa sensação de necessidade de comer algo é o hipotálamo, uma área localizada no cérebro. Quando não sabemos lidar com as nossas emoções e descontamos nossos sentimentos na comida, ocorre o excesso de estímulo do hipotálamo. Essa confusão pode gerar a hiperfagia, também chamada de polifagia, uma grave desordem alimentar caracterizada pela ingestão de alimentos exagerada, ultrapassando o necessário para atender a demanda energética do organismo.

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Foto: Food Coach NYC

“A lesão no hipotálamo pode levar a distúrbios alimentares e obesidade, causar dificuldade de realizar a deglutição de alimentos e deficiência de nutrição grave e prolongada”, alerta a nutricionista.

Para Ana Pallottini, a relação entre o eixo cérebro-intestino é capaz de melhorar as chances de optarmos por alimentos mais saudáveis. Por isso, uma alimentação mais consciente e equilibrada ajuda na tomada de decisão e principalmente no controle sobre nossas emoções.

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Foto: News Medical

“Nosso intestino é capaz de produzir hormônios que nos trazem felicidade. Para mantê-lo equilibrado e funcionando adequadamente, é fundamental cuidar da saúde de nossa flora intestinal. Além disso, consumir todos os grupos alimentares, possibilita um aporte de nutrientes capazes de suprir todas as carências nutricionais: os carboidratos integrais, por exemplo, oferecem vitaminas, fibras e minerais responsáveis para a saúde de nossas células intestinais”, reforça a especialista.

Desta forma, quando sentirmos desejos por determinados alimentos, estaremos mais conscientes para a tomada de decisão e principalmente para o controle sobre nossas emoções.

Fonte: Abimapi

Hoje é o Dia do Biscoito

Afinal, é biscoito ou bolacha? A Abimapi separou algumas curiosidades sobre o alimento, que de tão popular ganhou uma data no calendário em sua homenagem

É biscoito ou bolacha? Este é um dos questionamento mais frequentes e curiosos entre os brasileiros, que já viralizou, inclusive, com um vídeo protagonizado pela youtuber e influencer digital Julia Tolezano, também conhecida como JoutJout. Em alusão ao Dia do Biscoito, 20 de julho, a Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados) vai, enfim, acabar com essa dúvida.

As duas expressões estão corretas e equivalentes no que diz respeito à legislação. A diferença está no modo de preparo. Ambos são feitos com massa de farinha de qualquer cereal, com ou sem açúcar, gordura ou levedura. Normalmente as bolachas são secas, enquanto os biscoitos podem ser secos ou úmidos. Apesar da pluralidade em seus formatos, as bolachas distinguem-se dos biscoitos por serem planas.

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A palavra biscoito vem do latim bis (duas vezes) + coctus (cozido) e chegou ao português pela palavra francesa “bescuit”, que surgiu no século 12. O nome vem da prática de assar o alimento duas vezes para que ficasse menos úmido e durasse mais sem estragar. Bolacha vem de “bolo” (do latim “bulla”, objeto esférico) com o sufixo “acha”, que indica diminutivo. A palavra holandesa “koekje” significa a mesma coisa e gerou termos como “cookie” e “cracker”.

“Existe uma diferença regional e cultural para o uso das palavras, gerando até uma brincadeira saudável entre a população. De todo modo, nós, representantes da indústria, utilizamos o termo biscoito” explica Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi.

Maria ou maisena? Cream-cracker ou água e sal?

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O Brasil é o quarto maior produtor mundial de biscoitos, com 1,15 milhão de tonelada fabricada por ano. Entre os cerca de 200 tipos disponíveis nas gôndolas dos mercados, os mais consumidos foram os biscoitos secos doces, com 39% do total, correspondente a 452,4mil toneladas. Em seguida, aparecem os salgados, com 33% (382,9 mil toneladas) e os recheados, com 19,5% (225,6 mil toneladas).

Já que estamos falando sobre os segmentos mais populares, você sabe a diferença entre Maria e maisena? E cream-cracker e água e sal? Na comparação entre as versões, não existem grandes diferenças: o Maria é um biscoito redondo de formulação tradicional com leve sabor de baunilha e leite, enquanto o maisena tem o formato retangular ovalado, com formulação tradicional e aromas de baunilha, laranja e limão.

Em relação aos salgados, a verdade, não existe diferença de ingredientes. O que muda de um para o outro é a quantidade gordura, que é maior no cream craker do que no do biscoito água e sal. Isso é necessário para deixar a massa do craker mais cremosa e crocante.

Afinal, por que alguns biscoitos têm furinhos?

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Foto: Xandert/Morguefile

A questão não é estética. Na verdade, se não fosse por esses furinhos, eles não assariam da forma correta. Os furos são feitos para que o vapor possa escapar enquanto a massa é assada, o que permite que os biscoitos continuem achatados e sem muitas bolhas de ar. Além disso, ajudam para que fiquem mais crocantes.

A distribuição dos furos nos biscoitos também não é feita de forma aleatória: a quantidade de furinhos depende muito do tamanho e do formato da massa. Muitos furos bem próximos uns aos outros, resultaria em biscoitos mais secos e duros, enquanto buraquinhos mais espaçados que o normal fariam com que bolhas (que são responsáveis por esfarelamento mais fácil) surgissem na superfície.

Fonte: Abimapi

O que são alimentos energéticos, reguladores e construtores?

A pirâmide alimentar é um esquema gráfico que indica a proporção que cada tipo de alimento deve ser consumido, de acordo com os seus nutrientes e as suas funções – energética, reguladora e construtora. Ela funciona como um “roteiro” para quem deseja uma alimentação saudável e uma dieta eficaz no controle do peso.

Para reforçar a importância do esquema e facilitar a tarefa de equilibrar os alimentos diariamente durante as várias refeições diárias, a nutricionista e consultora da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), Mariana Nacarato, explica o a diferença entre os grupos de alimentos que formam a pirâmide:

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Energéticos – são os carboidratos, que fornecem energia e disposição para o dia a dia e podem ser encontrados no macarrão, arroz, biscoitos, pães, entre outros. Prefira as versões integrais, ricas em fibras, que promovem sensação de saciedade, fornecimento gradual de energia e melhora do funcionamento do intestino;

Reguladores – ricos em vitaminas e sais minerais, são responsáveis por regular as funções do organismo e manter o sistema imunológico forte, prevenindo doenças como gripes e resfriados. Encontram-se neste grupo as frutas, legumes e verduras;

Construtores – alimentos ricos em proteínas, que auxiliam na construção, crescimento e restabelecimento dos tecidos, ossos, pele e outras partes do corpo. Como exemplos, todos os tipos de carne, leite e derivados.

Apesar das variações em função de questões culturais, regionais e até religiosas, todos os modelos de pirâmide alimentar – brasileira, mediterrânea, latino-americana, asiática, africana e vegetariana – têm por objetivo mostrar que uma alimentação saudável deve ser variada e moderada para promover o bem estar nutricional da população.

Fonte: Abimapi

Receita de talharim com alho poro, abobrinhas e amêndoas

Que tal um prato nutritivo e saboroso? A Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados) ensina a preparar talharim com alho poro, abobrinhas e amêndoas

Talharim com alho poro, abobrinhas e amêndoas

Ingredientes
500 gramas de talharim cozido al dente
Azeite a gosto para servir
Queijo gorgonzola esfarelado ou parmesão ralado
Amêndoas a gosto

Refogado de alho poro e abobrinhas
4 colheres das de sopa de azeite
1 colher das de sopa de manteiga (20 gramas)
400 gramas de alho poro cru lavado e fatiado
600 gramas de abobrinha italiana ralada grosso (sem o miolo)
Sal, pimenta do reino branca e noz-moscada a gosto
5 colheres das de sopa de cebolinha verde picada

Modo de preparo
Em uma frigideira grande aqueça o azeite, a manteiga e refogue o alho poro por 5 minutos. Em seguida adicione a abobrinha e refogue rapidamente temperando com sal, pimenta e noz-moscada a gosto. Junte a massa já cozida e deixe aquecer. Retire do fogo e sirva com um fio de azeite, as amêndoas e o queijo de sua preferência.

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Rendimento: 6 porções
Grau de dificuldade: fácil
Tempo de preparo: 50 minutos

Fonte: Abimapi

Fibras alimentam e regulam 100 trilhões de bactérias presentes na microbiota intestinal

Estima-se que cerca de 100 trilhões de bactérias vivem dentro do nosso sistema digestivo. Este conjunto de bactérias e outros micro-organismos formam a microbiota intestinal que auxilia em processos fisiológicos, como a digestão e a produção de vitaminas, além de fortalecer o sistema imunológico no combate de bactérias nocivas à saúde. Desse modo, para garantir o bom funcionamento do organismo é essencial mantê-la saudável e a alimentação é o principal modo de alcançar este equilíbrio.

De acordo com Anna Pallottini, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), para manter a flora intestinal regulada é necessário ter uma alimentação balanceada e rica em fibras. “Algumas bactérias digerem fibras, e o resultado é a produção de ácidos graxos que são importantes para a saúde intestinal”, diz.

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Encontradas em frutas, verduras e legumes, além das versões integrais de alimentos como massas, pães, biscoitos, cereais matinais, arroz, entre outros, as fibras são conhecidas por prevenir e tratar a constipação, além de afetar a forma como a gordura é absorvida no intestino delgado e promover a sensação de saciedade por mais tempo.

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Foto: Nudnik/Pìxabay

No macarrão integral, por exemplo, podemos encontrar dois tipos de fibras: as solúveis e as insolúveis. “As fibras solúveis ajudam a controlar a liberação de açúcar no sangue e capturam o excesso de glicose e colesterol da corrente sanguínea, já as fibras insolúveis, auxiliam a formação do bolo fecal, facilitando o trânsito intestinal. Lembrando que todo alimento rico em fibras aumenta a necessidade de ingestão de água, para não ocasionar constipação ou prisão de ventre”, explica a especialista.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada oito gramas a mais de fibras alimentares ingeridas por dia há uma redução de 5% a 27% do risco de desenvolvimento de doenças coronarianas, diabetes tipo 2 e câncer no colo retal. “A maioria das pessoas consome menos de 20g de fibra por dia e deveríamos consumir no mínimo 25g. “Uma dieta pobre em fibras, prejudica nossa flora intestinal, dificultando a absorção adequada dos nutrientes”, alerta a nutricionista.

Fonte: Abimapi

Nutricionista desvenda os mitos e verdades sobre o pão industrializado

Com manteiga, requeijão, geleia e até mesmo puro. Quente ou frio, de manhã a tarde ou a noite, o pão é um dos alimentos mais versáteis e queridos por parte das famílias. Com tanta popularidade, a consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) Marcela Tardioli, lista algumas curiosidades e desvenda mitos e verdades sobre o alimento.

Ao contrário do que alguns pensam, por ser fonte de carboidrato o pão é nutritivo e essencial para fornecimento de energia para o corpo e a mente no dia a dia. “Nas versões industrializadas, que são ainda mais práticos e possuem maior prazo de validade, encontramos ainda mais opções com apelo de saudabilidade, como os integrais, enriquecidos com grãos, entre outros”, explica Marcela.

Vamos, então, esclarecer as principais dúvidas sobre o alimento:

Pão de forma é realmente o vilão das dietas

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Mito. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os carboidratos devem contribuir com 60% do total de calorias ingeridas. Dentro dessa recomendação, o consumo de pão não faz mal à saúde e não contribui para o aumento do peso desde que seja consumido com moderação e em porções corretas, assim como qualquer outro alimento. Além disso, é importante se atentar ao que escolhemos para adicionar no pão como manteiga, requeijão ou queijos, que podem acabar deixando-o mais calórico.

Nem todo pão de forma dito como integral é, de fato, integral

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Verdade. Fique sempre atento ao rótulo. O primeiro ingrediente descrito é o que vem em maior quantidade no produto. Para o pão ser considerado integral deve vir descrito na lista dos ingredientes em primeiro lugar a farinha de trigo integral e não farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, por exemplo.

A opção de pão de forma integral é mais saudável

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Verdade. O pão integral é rico em fibras, que favorecem o controle dos níveis de gordura no sangue e contribuem positivamente para melhores índices glicêmicos, principalmente após as refeições. Dessa forma, os alimentos integrais podem contribuir para redução do risco de doenças do coração e de diabetes, quando inseridos em uma dieta balanceada aliada a hábitos saudáveis de vida.

Para quem deseja perder peso, o pão não deve ser consumido nem antes e nem depois de atividades físicas.

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Mito. Uma boa alimentação para academia prevê carboidratos associados a fontes de proteína, especialmente no período pós-treino. Portanto, ingestão do alimento ajuda a recarregar a energia do corpo, favorecendo a recuperação muscular e evitando a fadiga.

O pão promove a formação de serotonina

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Verdade. Alimentos ricos em carboidratos contribuem para a formação deste neurotransmissor, responsável pelo humor e sensação de bem-estar. Sendo assim, consumir pão pode ajudar a manter a disposição e alto-astral no dia a dia.

Comer pão deixa inchado

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Mito. Como já dito anteriormente, o pão, em si, não faz mal se consumido moderadamente. Um fator que pode provocar a sensação de inchaço é se a pessoa for celíaca (intolerante ao glúten). Por isso, em caso de desconforto abdominal, é importante procurar um profissional para uma melhor avaliação e orientação.

Hoje é o Dia Mundial do Macarrão

O estado de São Paulo é responsável por 20,5% do consumo do alimento no país; segundo a consultoria Kantar WorldPanel, o macarrão está em 99,5% dos lares da região

Em homenagem ao Dia Mundial do Macarrão, celebrado hoje, 25 de outubro, a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) divulga a segunda edição de um estudo realizado pela Kantar WorldPanel a respeito dos hábitos de consumo do alimento no país.

De acordo com a pesquisa, o estado de São Paulo é responsável por 20,5% do volume total (1,208 milhão de toneladas) consumido em 2017, o que corresponde a 247,8 mil toneladas. Lá, o alimento está presente em 99,5% dos lares.

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Somente a região metropolitana concentrou 10,2% do total de macarrão consumido no Brasil, aproximadamente 123 mil toneladas. A preferência por massas secas (tradicional, caseira, sêmola, integral, grano duro e com ovos) é a maior (79%), seguida do macarrão instantâneo, que representou 15% do mercado, e das massas frescas (recheadas, que necessitam de refrigeração), com 5,3%. Já o interior do estado representou 10,3% do total do volume de vendas nacional, 124,5 mil toneladas, também com preferência para as massas secas (81%), macarrão instantâneo (15%) e do tipo fresca (4,3%).

Assim como na primeira edição da pesquisa, que mostrou os formatos de macarrão preferidos pelo brasileiro e destacou o espaguete como o principal em São Paulo, o novo estudo analisou durante o ano de 2017 uma mostra de 11.300 lares que representam um universo de 53 milhões de famílias espalhadas por sete macrorregiões.

No ranking nacional de consumo, Norte e Nordeste juntos apresentaram o maior índice de compra, responsável por 38,2% do volume de vendas; em seguida aparecem Sul (15,6%), Leste e interior do Rio de Janeiro (12,3%), Interior de São Paulo (10,3%), Grande São Paulo (10,2%), Grande Rio de Janeiro (7,4%) e, por fim, Centro-Oeste (6,1%).

“O macarrão é um alimento democrático, prático, saboroso e tradicional na mesa dos brasileiros. Com tanta diversidade, acreditamos que é só uma questão de tempo para que o consumidor perceba que as massas podem participar ainda mais da sua rotina alimentar, por serem nutritivas e de alto rendimento”, explica Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi.

Sobre o Dia Mundial do Macarrão

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O Dia Mundial do Macarrão foi instituído em 25 de outubro de 1995 em Roma, durante o I World Pasta Congress (Congresso Mundial de Macarrão), que reuniu os principais fabricantes em todo o mundo. O Brasil é o 3º maior produtor e consumidor mundial. Em 2017, o mercado brasileiro de massas alimentícias faturou mais de R$ 8,751 bilhões e foram consumidos 1,208 milhão de toneladas. Nosso consumo per capita é de 5,8 kg por ano.

Fonte: Abimapi

Hoje é o Dia Mundial do Pão

Entre tantas variedades de pães industrializados, você sabe quais são os mais consumidos pelos brasileiros? Pesquisa realizada pela Kantar aponta a Grande São Paulo como maior região consumidora do país

Pelo segundo ano consecutivo, a Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados) encomendou para a Kantar WorldPanel uma pesquisa sobre as preferências e os perfis dos consumidores de pão no país.

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Foto: Max Straeten

No Brasil, as versões industrializadas têm conquistado mercado por sua praticidade e tempo maior de vida útil e já estão presentes em 78% dos lares. Entre tantas opções disponíveis nos pontos de venda, você sabe qual é o preferido dos brasileiros?

Em 2017 foram consumidas 433,911 mil toneladas de pães industrializados. Os fatiados – também conhecidos como pães de forma – representaram 75,2% do volume de vendas da categoria, ou seja, 326,3 mil toneladas; em seguida aparecem as bisnaguinhas, com 11,9% (51,6 mil toneladas), e os específicos para hot dog e hambúrguer, com 3,1% (13,4 mil toneladas) e 2,7% (11,7 mil toneladas) respectivamente.

Quando restringimos os resultados para o universo dos pães de forma, a pesquisa concluiu que os especiais (nas versões integral, com grãos, preto, de centeio, entre outras) atraíram novos compradores e cresceram 12,6% na comparação entre 2016 e o ano passado. Somente em 2017 este tipo correspondeu a 21,6% do total de consumo dos fatiados, cerca de 70,4 mil toneladas, ficando atrás apenas dos tradicionais (pão branco), com 48% (156,6 mil toneladas).

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“A nova geração de consumidores, que está cada vez mais consciente e ligada às questões que envolvem saúde, bem-estar e praticidade, trouxe diversos desafios à indústria alimentícia. Atentos a esse conceito, os fabricantes de pães investiram no desenvolvimento de novos produtos e ampliaram seu espaço nas gôndolas com linhas que equilibram nutrição e sabor na medida certa”, comenta Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi.

Assim como na primeira edição da pesquisa, o novo estudo analisou durante o ano de 2017 uma mostra de 11.300 lares que representam um universo de 53 milhões de famílias espalhadas por sete macrorregiões. Repetindo o ranking de 2016, a Grande São Paulo apresentou maior índice de compra, responsável por 20,5% do consumo; em seguida aparecem Sul (18,1%), Leste e interior do Rio de Janeiro (16,6%), Interior de São Paulo (16,2%), Grande Rio de Janeiro (13,3%), Norte e Nordeste (9,6%) e Centro-Oeste (5,7%).

Fonte: Abimapi