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Abril Marrom: seis dicas para prevenir problemas oculares

O mês de abril é marcado pela conscientização para prevenção da cegueira, doença que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta cerca de 39 milhões de pessoas em todo o mundo. A estimativa mostra ainda que 246 milhões de pessoas sofrem de perda moderada ou severa da visão. Atenta e sempre desenvolvendo soluções para à saúde da visão, a Zeiss, referência na área, alerta para a importância de cuidar adequadamente dos olhos com dicas da oftalmologista Alessia Braz, especialista em cirurgia refrativa e catarata, médica parceira da Zeiss.

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Foto: Shutterstock

Alimentação: consumir alimentos como cenouras, folhas verdes, ovos, frutas vermelhas, frutas cítricas e peixes ajuda a evitar problemas na visão. Para se beneficiar, mantenha uma alimentação balanceada e adequada à sua rotina, incluindo alguns desses alimentos nas refeições e nos lanches.

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Foto: Optix

Exposição à luz: a constante exposição à luz azul violeta emitida por TVs, celulares, computadores, tablets e, também, por lâmpadas de LED- pode causar danos irreversíveis aos olhos, por isso, é muito importante fazer pausas a cada 30 minutos de exposição. Para isso, cubra os olhos com as mãos (em formato de concha e sem apertar) e permaneça assim, com os olhos fechados, por cerca de 1 minuto.

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Controle da diabetes: o descontrole do diabetes, que atinge 16 milhões de brasileiros segundo a OMS, pode causar bloqueio e rompimento do vaso sanguíneo dos olhos, a chamada retinopatia diabética que, se não tratada, causa cegueira. Assim, é muito importante fazer o controle periódico da glicemia e seguir as orientações médicas para evitar danos à visão.

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Exposição ao sol: o Brasil tem registrado alta incidência de raios ultravioletas (UV), segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). A exposição solar de forma intensa e prolongada pode causar cegueira, por isso, é fundamental que as lentes dos óculos (solares e de grau) tenham proteção contra os raios UV. A alemã Zeiss possui tecnologia UVProtect, que expande o nível de proteção, em todas as suas lentes, garantindo o bloqueio máximo aos raios ultravioletas.

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Dormir: o sono inadequado pode contribuir para a fadiga ocular, causando irritação nos olhos, dificuldade para focalizar, secura ou lágrimas excessivas, visão turva e sensibilidade à luz. Para evitar esses problemas, procure dormir no mínimo sete horas contínuas e em ambiente com nenhuma ou baixa luminosidade todas as noites.

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Exames em dia: a saúde dos olhos precisa ser levada a sério e, para isso, é essencial manter os exames oftalmológicos em dia, fazendo visitas periódicas ao especialista de confiança, além de conhecer o histórico familiar de doenças oculares. Proteja sempre os olhos de exposições excessivas à luz solar e artificial, e use lentes de alta qualidades adequadas à sua necessidade visual.

Fonte: Zeiss

Abril Marrom alerta para cuidados com a saúde ocular e prevenção da cegueira

Nos últimos anos, a saúde ganhou campanhas nacionais e mundiais com foco na prevenção, diagnóstico e tratamento de diferentes doenças. Para marcar um mês inteiro de conscientização, essas campanhas são acompanhadas por cores. Contudo, a intenção não é apenas o calendário colorido de saúde, mas, principalmente, o alerta sobre os riscos das doenças quando não tratadas.

Neste sentido, em abril comemora-se o Abril Marrom, que surgiu em 2016, reforçando medidas para conter a evolução dos casos de cegueira que crescem a cada ano. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cegueira é problema que atinge atualmente mais de 1,2 milhão de pessoas no Brasil. Considerando que 80% dos casos de cegueira são evitáveis e/ou tratáveis, significa que quase 700 mil brasileiros cegos poderiam estar enxergando caso tivessem sido tratados a tempo.

Segundo o médico oftalmologista e secretário-geral do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Cristiano Caixeta Umbelino, “são muitos os fatores para o desenvolvimento da cegueira e pacientes que são acometidos por doenças sérias, sem o conhecimento necessário, acabam por negligenciar hábitos, sintomas e tratamentos, que incorrem nas consequências da perda da visão que, infelizmente, é bastante comum”.

Dentre algumas das doenças que causam a cegueira estão a catarata, o glaucoma e a retinopatia diabética, que precisam de acompanhamento médico regular e terapias especificas para controlar a sua evolução, baseadas em colírios, laser, cirurgias e tratamento farmacológico intravítreo.

Catarata

Doença caracterizada pela opacificação do cristalino que atrapalha a entrada de luz nos olhos, acarretando em diminuição da visão. A catarata pode ser classificada como secundária ou senil. A primeira pode estar relacionada a fatores tanto oculares quanto outros problemas de saúde; a segunda ocorre devido ao envelhecimento natural do cristalino, pela idade.

Por se tratar de uma doença progressiva, somente a facectomia, cirurgia de substituição do cristalino, gera resultados efetivos e definitivos para a recuperação da visão. Ao notar qualquer sinal de embaçamento na visão, dificuldade para dirigir à noite por conta do brilho dos faróis, visão com feixes de luz, é necessário buscar ajuda do médico oftalmologista.

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Imagem mostra olhos saudáveis, com glaucoma e com catarata – Shutterstock

Glaucoma

É caracterizada por danos no nervo óptico causada, especialmente, pelo aumento da pressão intraocular (PIO) e que pode levar à cegueira. Como o nervo óptico é o responsável por levar as informações ao cérebro, qualquer dano nessa região pode interferir na qualidade da visão.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 1 a 2% da população acima de 40 anos é portadora de algum tipo de glaucoma, que leva à cegueira irreversível. A doença não apresenta sintomas iniciais e por isso a visita regular ao médico oftalmologista é importante.

Retinopatia Diabética

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Imagem mostra olho normal e olho com a retinopatia diabética – Ilustração: Researchgate

Doença complexa e progressiva que afeta os vasos sanguíneos do olho, podendo levar a perda parcial ou total da visão. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o diabetes atinge mais de 13 milhões de brasileiros, com evoluções para outras comorbidades, incluindo a retinopatia diabética.

A doença se dá pela disfunção nos vasos que levam sangue e oxigênio para as células da retina. Esses frequentemente se rompem ou extravasam sangue causando hemorragia e infiltração de gordura na retina. Pode também ocorrer um acúmulo de líquido e de proteínas na região da mácula, levando a formação do edema macular diabético. Todas estas alterações podem levar a perda parcial ou total da visão.

A retinopatia diabética também não apresenta sintomas no início. Porém, em estágio avançado, podem surgir alterações visuais súbitas e indolores. Para não alcançar este estágio, é importante que os portadores de diabetes visitem um médico oftalmologista para realizar o mapeamento da retina, além de consultar o endocrinologista para controle do diabetes.

Tratamentos

Os tratamentos são indicados de acordo com cada estágio. Para controle da doença sistêmica de base, o diabetes, é importante adotar hábitos alimentares saudáveis, atividades físicas e medicações especificas para controle da glicemia, enquanto para tratar a retinopatia diabética as terapias podem variar desde medicamentos administrados diretamente dentro do olho (injeções intravítreas de dexametasona – já presente no rol da ANS para cobertura dos planos de saúde – ou anti-VEGF), fotocoagulação a laser e cirurgia ocular.

Atualmente, a medicina tem evoluído também no desenvolvimento de medicações inovadoras que combinam mais de um princípio ativo em um único colírio, facilitando a aderência do paciente ao tratamento.

Para Caixeta, datas temáticas, como o Abril Marrom, são importantes para conscientizar a população sobre os cuidados necessários com os olhos e os perigos das doenças a que eles estão suscetíveis, e com isso gerar mudanças de hábitos.

“Ninguém deseja ter problemas de visão, porque isso compromete muito a qualidade de vida do paciente, mas infelizmente é comum acharmos que não acontecerá conosco. O fato é que muitas destas doenças têm tratamento, portanto exames oftalmológicos e aderência do paciente são fundamentais.”

Fonte: Cristiano Caixeta Umbelino tem Mestrado em Medicina – Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia em 2002. Vice-presidente do Centro de Estudos Jacques Tupinambá ligado ao Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo de gestões 2012 – 2014 e 2014-2016. Atualmente, ocupa o cargo de chefe da seção de glaucoma – Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, diretor Sociedade Brasileira de Glaucoma, Secretário-Geral Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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