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Consumo balanceado de gorduras auxilia sistema imunológico e saúde cardiovascular*

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que o consumo de dietas inadequadas e a inatividade física estão entre os dez principais fatores de mortalidade. Mas quando se fala de gorduras, especificamente do tipo poli-insaturadas, é importante salientar que são inúmeros os benefícios para a saúde quando ingeridas de forma correta.

Tal gordura nada mais é do que um ácido graxo que auxilia a diminuir ou prevenir significativamente o aparecimento de várias doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), exercendo influência direta sobre fatores de risco cardiovascular e aos processos inflamatórios do corpo humano.

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Os ácidos graxos estão presentes em óleos de origem vegetal e peixes, conhecidas como ômega-3 (encontrada em alimentos como sardinha, óleo de canola, azeite de oliva, óleo de peixe, salmão, dentre outros) e ômega-6 (presentes em óleo de soja, girassol, milho, linhaça dourada e ovos).

Se consumidos com uma frequência regular e equilibrada, tais óleos apresentam especial importância para o funcionamento do sistema imunológico e diminuindo os níveis de LDL (colesterol ruim) no sangue, além de apresentarem ação anti-inflamatória nas células. Além disso, esses ácidos graxos têm grande importância no desenvolvimento cerebral, principalmente durante a gestação e nos primeiros anos de vida.

azeites

Devido a sua elevada concentração de caloria (9kcal/grama), é importante ressaltar que as gorduras devem ser consumidas com moderação e de forma balanceada e os óleos ricos em gorduras poli-insaturadas devem ser consumidos de preferência no estado natural (in natura), pois, se aquecidos em altas temperaturas (frituras), podem perder todos os seus benefícios ou grande parte deles.

O ILSI – International Life Sciences Institute Brasil – indica que haja uma substituição dos ácidos graxos saturados da dieta por poli-insaturados, incluindo ômega-6, para otimizar a redução dos níveis plasmáticos de LDL-colesterol, melhorar a sensibilidade a insulina e reduzir o risco de diabetes melito.

Presentes na dieta mediterrânea, o consumo desses ácidos graxos ainda é tema de diversos estudos ao se falar de saúde. Essa dieta, com base nos hábitos alimentares das populações do litoral do Mar Mediterrâneo, já foi relacionada a um menor risco de síndrome metabólica, doença cardíaca, derrame e demência.

maionese de abacate california avocado commission
Foto: California Avocado Comission

Outro ácido graxo considerado de boa qualidade nutricional, se ingerido de forma adequada, é a gordura monoinsaturada. Essa gordura, formada por uma ligação dupla e predominante nos ácidos oleicos, está presente no azeite de oliva, abacate, óleo de palma, nozes etc. Assim como a gordura poli-insaturada, a monoinsaturada contribui para a saúde cardiovascular, aumentando as concentrações de HDL e diminuindo as do LDL, podendo também reduzir o risco de hipertensão e contribuir para a melhor absorção de cálcio.

Dessa forma, é bom que se saiba que certas gorduras fazem bem para a saúde, e podem e devem ser consumidas, mas é fundamental que se consuma, junto com outros macronutrientes, de forma equilibrada e balanceadaác ao longo do dia.

*Bianca Naves é nutricionista especialista em Nutrição em Cardiologia e Nutrição Esportiva pela USP. Sócia proprietária da Clínica NutriOffice em SP; colaboradora do programa jornalístico “Hoje em Dia” transmitido pela Record.

Novas pesquisas expandem os poderes anti-inflamatórios do ômega 3

Ao mesmo tempo em que os benefícios do ômega 3 para a saúde humana – entre eles o seu poder anti-inflamatório – já estavam comprovados, quanto mais pesquisas são feitas, mais ocorrem novas descobertas sobre as propriedades desses ácidos graxos poli-insaturados, que deveriam já fazer parte da rotina nutricional de tantos brasileiros.

“A ingestão diária e em quantidade ideal desse nutriente traz, comprovadamente, melhora nos quadros inflamatórios, como os envolvidos em algumas doenças de pele, como a psoríase e a dermatite. Além disso, ele é um aliado da saúde do coração, pois contribui de forma significativa para a redução dos triglicerídeos”, afirma Maria Inês Harris, PhD e consultora da Biobalance.

Um dos trabalhos mais recentes foi publicado em março no jornal Arthritis Care & Research. Nesse estudo, observou-se que o consumo elevado de ômega 3 pode ajudar na melhora do quadro de artrose nos joelhos, caracterizado pela condição inflamada das estruturas articulares (cartilagem, membrana e líquido sinovial).

Os pesquisadores avaliaram 2.092 pacientes com artrose ao longo de quatro anos, monitorando sua ingestão de gorduras totais, inclusive ômega 3. Para analisar a progressão do quadro, mediram o espaço entre os ossos que se juntam nos joelhos, normalmente a principal causa da dor e inflamação. De acordo com os resultados, as pessoas que consumiram mais ácidos graxos mono e poli-insaturados tiveram uma perda menor nesse espaço, caracterizando o controle da doença.

osteoartrose-joelho

Em Londres, também no início deste ano, um grupo de pesquisadores descobriu novos poderes anti-inflamatórios e preventivos do ômega 3. Os cientistas apuraram que uma dieta rica nesse nutriente pode precaver problemas inflamatórios do intestino, como a Doença de Crohn, além de outras patologias graves, como obesidade e diabetes. O trabalho contou com a participação de 876 mulheres, cujo microbioma intestinal foi examinado, bem como a ingestão de ômega 3. Segundo os resultados obtidos e publicados no jornal Scientific Reports, as mulheres que consumiam maior quantidade do ômega-3 apresentavam, relativamente, uma flora intestinal mais equilibrada (bactérias boas x ruins), além um número maior de nutrientes no sangue.

Pesquisa brasileira

Um grupo acadêmico no Brasil também realizou recentemente uma pesquisa sobre a atuação do ômega 3 em processos inflamatórios. O trabalho foi publicado em julho na revista Metabolic Brain Disease e teve como foco os benefícios da suplementação para a proteção da memória e diminuição da resistência à insulina e dos marcadores de inflamação.

“Relacionando os resultados, podemos concluir que a ingestão de ômega 3 pode ser muito benéfica ao sistema nervoso, inibindo a progressão da neuro inflamação, inclusive nos quadros de obesidade”, declara a consultora da Biobalance.

suplemento omega 3

Sobre a base de ingestão por meio do consumo alimentar, principalmente de peixes com alto teor do nutriente, não é raro que a carne desses animais esteja contaminada por metais pesados como o mercúrio, que são prejudiciais à saúde e acabam inclusive comprometendo a absorção de ômega 3 pelo organismo.

Dessa forma, uma alternativa a essa ingestão do ácido graxo é a suplementação por meio de cápsulas que contenham apenas ácidos graxos ômega 3 de cadeia longa (EPA e DHA) e sejam altamente purificadas, livres de colesterol, metais pesados ou contaminantes, como o OmegaPURE da Biobalance, vendido em farmácias de manipulação em todo o país.

Informações: Biobalance – SAC 0800-771-8438