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Evite açúcar para uma vida mais plena

Os elementos mais abundantes e utilizados na dieta comum moderna – carboidratos refinados e óleos vegetais – nunca serviram como importante fonte nutricional para o ser humano. Estes componentes são raros na natureza, e o nosso corpo não evoluiu para utilizar esta quantidade de açúcares.

Quando estudamos nossos ancestrais, percebemos que eles utilizavam mel, frutas silvestres, poucos grãos e sementes, algumas batatas e raízes selvagens e seivas adocicadas de árvores. Além disso, seu estilo de vida era muito ativo, ou seja, mesmo com a ingestão de calorias de carboidratos, as atividades físicas impediam que estas calorias se depositassem na forma de gordura e se convertessem em problemas de saúde futuramente.

As consequências do açúcar mais conhecidas popularmente são o sobrepeso e as cáries. Mas se engana quem pensa que o problema para por aí. O excesso pode afetar muitas partes do seu corpo. Abaixo selecionamos alguns efeitos indesejáveis, confira.

Cérebro: dietas cheias de alimentos processados e ricos em açúcar podem aumentar o risco de depressão em 35%.

Coração: o açúcar inflama o revestimento das artérias, aumentando o risco de derrame e ataque cardíaco.

Pele: quando o açúcar bombardeia seu corpo, as proteínas o incorporam como parte de sua estrutura, envelhecendo a pele e causando rugas.

Rins: a sobrecarga de açúcar pode danificar nosso delicado sistema de filtração. Diabetes é uma das principais causas de insuficiência renal.

Genitais: o excesso de açúcar pode prejudicar o fluxo sanguíneo, aumentando o risco de disfunção erétil em homens e distúrbio de excitação sexual em mulheres.

Joelhos: as dietas ricas em açúcar bombeiam citocinas inflamatórias em sua corrente sanguínea, o que pode agravar a artrite.

Você concorda que faz muito sentido reduzir o consumo de açúcar?

Em substituição aos açúcares que causam picos de glicose e insulina, existem os edulcorantes naturais que são pouco ou nada glicêmicos. Estes são os adoçantes ideais e neste grupo destacam-se a stévia, e taumatina, o xilitol e o eritritol.

A Puravida, por exemplo, oferece o Zero, um o adoçante natural de alta potência que combina três extratos de qualidade: stevia reb A (new generation), taumatina premium extract e eritritol de nova geração, que de acordo com recentes estudos têm demonstrado não fermentar nos intestinos. Uma colher do adoçante é capaz de substituir 10 colheres de açúcar. O produto é uma estratégia inteligente para reduzir o açúcar e saciar o prazer pelo doce, sem, contudo, afetar a glicemia do sangue de forma significativa.

Fonte: Puravida

Chocolate contém muito açúcar e gordura e deve ser consumido com moderação

O almoço de domingo já costuma ser o vilão das rotinas saudáveis de alimentação. Mas quando chegam as datas especiais como Natal, Réveillon, Páscoa e demais feriados, a situação se torna mais crítica. A Páscoa em especial, se tornou o maior risco porque a população começa a ser exposta aos irresistíveis ovos de páscoa um mês e meio antes da data.

E todos fazem um agradinho, dando chocolate para alguém. No fim, o que se vê é um estoque que, para muitos, vai durar até dois meses. Ou seja, é nessa fase que alguns comem chocolate por quase quatro meses. E as principais vítimas são as crianças. Estas certamente recebem ainda mais presentinhos da família toda.

O médico Cid Pitombo, especialista em tratamentos em obesidade, alerta que o risco da obesidade nunca esteve tão presente em nossas vidas. “A Covid veio mais uma vez para nos alertar. A obesidade piora as chances de a pessoa se recuperar quando fica doente. Ou seja, ela não somente provoca doenças, como câncer, infarto, doenças coronarianas. A obesidade prejudica a cura porque os órgãos dos obesos normalmente funcionam no limite, sem reservas quando se necessita. E quando mais um fator chega, como um vírus que provoca mais inflamações ou prejuízo de oxigenação, como o SarsCov-2, da Covid, que afeta o pulmão, o nível de gravidade é maior. Por isso, meu apelo: controlem a alimentação até mesmo na Páscoa”.

De acordo com o médico, em vez de emagrecer, na pandemia, as pessoas engordaram. “Por mais que foram alertados para ter cuidado com o ganho de peso, a maior parte da população ganhou peso. O confinamento e sedentarismo levam inevitavelmente a mudanças comportamentais e busca maior por alimentos que nos dão prazer, como doces, alimentos gordurosos, massas e bebidas alcoólicas. No caso dos portadores de obesidade mórbida, o isolamento era ainda maior, pois sair à rua aumentava mais ainda a chance de contaminação. Controlar esses mecanismos envolvem tanto o apoio emocional, quanto uma rigorosa vigília no que se come. Uma dica é sempre que for ao mercado ou mesmo fazendo a compra on-line faça alimentado, sem fome”.

O que os médicos buscam é alertar para o fortalecimento da saúde em vários aspectos: dormir bem, praticar atividades físicas, consumir boa quantidade de líquidos e comer alimentos naturais, saudáveis, encontrados no hortifrúti. “Não tem fórmula mágica para se salvar da Covid. Não são própolis ou vitamina D que impedem o vírus de se reproduzir. Mas o organismo precisa estar mais preparado. É cuidado integral. Quem hoje está no peso ideal, certamente está com menos problemas psicológicos, porque sente menos medo de agravar. É claro que ninguém está fora de risco, a doença atingiu pessoas sem comorbidades, jovens, magras, até atletas. Mas a incidência de agravamento foi menor”, afirma o médico.

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Que completa: “A Páscoa é uma época especial, que na nossa cultura envolve consumo de chocolate, procurar os ovinhos…nada de errado com isso, mas nós, médicos, temos a obrigação de informar que é um alimento com muita gordura e açúcar, que deve ser consumido com atenção e limites. Um ovo de páscoa em média, sozinho, tem 20% a mais de toda gordura e açúcar que precisamos consumir em um dia. É algo que temos que ter em mente para nos controlarmos”.

Pitombo aconselha: comer com moderação é a melhor alternativa.

Fonte: Cid Pitombo é médico especialista em tratamentos de obesidade e cirurgia bariátrica por videolaparoscopia. Referência nacional em seu segmento de atuação, com 30 anos de experiência, sendo 22 com bariátricas. É proprietário da Clínica Cid Pitombo, onde realiza atendimento multidisciplinar para tratamento de obesidade, com acompanhamento psicológico e nutricional para cerca de 100 pacientes por mês, de todo o Brasil. Tem mestrado e doutorado em temas ligados à obesidade e é editor do livro Obesity Surgery: Principles and Practice.

Profissionais alertam para o alto consumo de açúcar

Com mais tempo em casa e aumento de pedidos de refeições, ingestão de açúcar passou dos 68%

A pandemia de Covid-19 alterou vários hábitos entre os brasileiros. Muitas pessoas passaram a trabalhar na modalidade de home office, outras em modelos híbridos e tantas outras já retomaram suas atividades presenciais.

O fato é que com mais tempo em casa, muitas ações que faziam parte do dia a dia se transformaram, uma das consequências foi o elevado consumo de açúcar. A pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com as universidades de Minas Gerais (UFMG) e de Campinas (Unicamp), mostrou que praticamente a metade das mulheres, por exemplo, estão consumindo chocolates e doces em dois ou mais dias da semana.

O estudo realizado com mais de 40 mil brasileiros mostrou que esse aumento representa 7% a mais do que antes da pandemia. Outros 63% dos entrevistados afirmaram que consomem doces duas vezes por semana ou mais.

Para o endocrinologista credenciado da Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmérica, Caoê Indio do Brasil Von Linsingen os açúcares são importantes para o bom equilíbrio do organismo, mas precisam de moderação. “Os açúcares são fontes importantes de energia e contribuem com a palatabilidade da dieta, mas moderação é fundamental. O excesso contribui para ganho de peso e pode também precipitar diabetes nas pessoas predispostas”, esclareceu.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda que no máximo 10% das calorias diárias devem vir do consumo de açúcar. Considerando uma média de 2.000 calorias ao dia, essa taxa equivale a 50 gramas de açúcar por dia (aproximadamente dez colheres de chá).

Outra pesquisa que tem chamado a atenção dos médicos foi publicada em setembro e realizada nos Estados Unidos. O estudo produzido pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA, com mais de 400 mil pacientes, mostrou uma elevada taxa de índice de massa corporal (IMC) das crianças e adolescentes durante a pandemia de Covid-19. Segundo o estudo, a proporção estimada de pessoas com obesidade aumentou de 19,3% em agosto de 2019 para 22,4% em agosto do ano passado.

Um dos fatores que levaram a esse aumento pode ser o maior período em casa e o aumento dos pedidos de comida por meio de aplicativos. “Geralmente, a pessoa pede a refeição e já coloca um refrigerante, um suco ou uma sobremesa já aproveitando o mesmo pedido. Há ainda locais que oferecem a bebida como combo da refeição. Outra possibilidade é que as pessoas podiam fazer um bolo para comer a tarde, por exemplo, fazer um docinho. Hábitos que antes não faziam parte do dia a dia do trabalho nas empresas e escritórios”, contou o médico.

Outro fator que pode ter contribuído para esse elevado consumo é a falta de atividade física, além das crises de ansiedade, estimuladas, muitas vezes, pelo longo período de distanciamento das pessoas e outras situações comportamentais.

É possível notar também esse consumo excessivo entre as crianças: “A interrupção das aulas pode ter contribuindo para essa situação. Os pesquisadores observaram que durante a pandemia as crianças provavelmente estavam longe de ambientes escolares estruturados e podem ter experimentado aumento do estresse, horários irregulares de refeições, menor acesso a alimentos nutritivos, aumento do consumo de ultraprocessados, aumento do tempo de tela e menos oportunidades de atividade física. Essas mudanças foram mais pronunciadas entre crianças do ensino fundamental de 6 a 11 anos, cuja taxa de mudança de IMC mais do que dobrou em comparação com a taxa pré-pandemia”, enfatizou Von Linsingen.

Cuidados redobrados

Foto meramente ilustrativa: Cait’s Place

Além da quantidade usual, é preciso que as pessoas que já possuam diabetes fiquem atentos a esses níveis, pois o consumo elevado de açúcares pode descompensar a doença. Engana-se quem acha que apenas os alimentos processados ou ultraprocessados possuem altas taxas de açúcar, já que fazem parte do grupo de alimentos chamado de carboidratos.

Dentro dessa grande classificação alimentar, os carboidratos são separados em simples e complexos. O primeiro de mais fácil digestibilidade está presente em produtos como pães, bolos, biscoitos, açúcar refinado, sucos e refrigerantes. Já os complexos têm absorção mais demorada pelo organismo, são mais saudáveis e estão presentes nos arrozes, massas integrais, aveias e outros.

Reeducação

Mesmo com os mais saudáveis é preciso ficar atento à quantidade. Para Von Linsingen, é importante reduzir o consumo e respeitar o corpo. “Reduzir essa porcentagem para 5% (25 gramas ou 5 colheres de chá) é ainda melhor para a saúde. Lembrando que essa quantidade abrange tanto os açúcares adicionados nos alimentos processados e ultraprocessados, quanto nos açucares naturalmente presentes nos alimentos. Um desafio e tanto para o momento em que vivemos, com alterações na rotina e consequente aumento na ansiedade. O doce acaba vindo como uma recompensa”, explicou.

Para a nutricionista credenciada pela Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmérica, Fernanda Gularte, a redução precisa ser lenta e gradativa para que o paciente não obtenha ainda mais vontade de consumir. “Muitas pessoas se empolgam no início da dieta e com o passar do tempo, começam a sofrer com essas substituições. Por isso, é preciso ir aos poucos, com paciência e criar um planejamento, para que assim, o objetivo seja alcançado”, enfatizou a profissional.

Para isso, a profissional separou algumas dicas:

-Reduza as bebida açucaradas
-Troque o tipo de chocolate para 60% cacau ou mais, e saiba o melhor horário de comer
-Reduza o açúcar do café

Fonte: Paraná Clínicas

Entenda como o açúcar em excesso pode arruinar a saúde bucal

Consumo de açúcar, que cresceu durante a pandemia, segundo pesquisa, está associado a problemas de saúde

Comer chocolate, bolo, paçoca e outras guloseimas contendo açúcar, apesar de tentador e prazeroso para muitas pessoas, pode representar um fator de risco aos dentes e também à saúde como um todo, principalmente se não forem tomados os devidos cuidados.

O açúcar é presença constante na dieta de quase todos os brasileiros e seus efeitos sobre a saúde nem sempre são conhecidos, mas ele é o responsável pela cárie dentária e outras complicações que não se restringem à boca, como diabetes, problemas cardiovasculares, hipertensão e obesidade.

“O açúcar é a causa da cárie dentária, que é uma doença que atinge grande parte da população mundial, independentemente da idade, e que pode levar à perda dentária, afetando a saúde geral do indivíduo”, conta a cirurgiã-dentista Sofia Takeda Uemura.

A cárie é um processo de desmineralização dos dentes, que ocorre quando as bactérias que vivem, normalmente, na cavidade bucal se multiplicam pela presença de resíduos alimentares e produzem ácidos que dissolvem o esmalte do dente, causando lesões cavitadas e dor. Nesse processo, o açúcar é fermentado por essas bactérias, produzindo os ácidos que darão origem à cárie.

“Os microrganismos são habitantes comuns na boca de todas as pessoas. Eles vivem entre si em equilíbrio, mas, diante de um consumo frequente de açúcares (especialmente sacarose), ocorre um desequilíbrio na composição dessas bactérias com seleção de microrganismos que têm maior capacidade de produzir ácidos e sobreviver em meio a essas substâncias. Portanto, o grande vilão no processo de desenvolvimento da cárie não é a bactéria; é o açúcar”, explica o Camillo Anauate Netto, membro da Câmara Técnica de Dentística do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp).

Consumo de doces cresce na pandemia

Shutterstock

Durante a pandemia de Covid-19, o hábito de consumo de doces se intensificou entre a população brasileira. É o que revela a pesquisa ConVid, estudo feito entre abril e maio de 2020 pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com o levantamento, quase metade das mulheres está consumindo chocolates e doces em dois ou mais dias da semana, um aumento de 7% em relação ao consumo observado antes da pandemia. Mais da metade dos entrevistados entre 18 e 29 anos (totalizando 63%) também disseram consumir doces duas vezes ou mais por semana. Um dos fatores para esse aumento no consumo de açúcar é que a pandemia de Covid-19 alterou a rotina dessas pessoas, incluindo sua alimentação, pois boa parte delas aderiram ao sistema de trabalho remoto, passando mais tempo em casa.

Reduzir o açúcar e adotar hábitos saudáveis como prevenção

A higienização bucal após as refeições, sobretudo quando se trata de alimentos com açúcar, ajuda a evitar o risco de cárie e outras doenças bucais, mas deve estar alinhada ao controle no consumo de doces. Quanto menor for a quantidade de açúcar na boca, maiores são as chances de removê-lo no processo de higienização.

“Sabemos que o açúcar na forma sólida ou pastosa tem maior adesão sobre os dentes e é mais difícil de ser removido do que o açúcar líquido, por exemplo. Devemos, portanto, orientar que o paciente faça um consumo moderado e que fique atento para a higienização, não só nas superfícies lisas dos dentes mas também nos espaços interdentais, aguardando trinta minutos após a ingestão do doce”, diz Anauate Netto.

Alinhado a isso, é fundamental que sejam adotados hábitos alimentares mais saudáveis, evitando assim complicações tanto para os dentes quanto para a saúde em geral. O primeiro passo começa por substituir alimentos industrializados e processados por alternativas mais naturais. Também é importante ter atenção quanto aos rótulos dos produtos que indicam sua composição.

“Temos uma ideia errada de que a higiene bucal é a principal arma contra a cárie, mas, na realidade, a prevenção é uma associação de medidas e a primeira é disciplinar o consumo de açúcar”, diz Sofia. “Faça uma dieta equilibrada e nutritiva; limite a frequência de lanchinhos entre as refeições e, quando o fizer, selecione alimentos saudáveis; verifique os rótulos dos alimentos para identificar a presença de açúcar; troque refrigerantes ou sucos industrializados por suco natural sem açúcar ou água e faça consultas periódicas de prevenção e controle ao cirurgião-dentista”, completa.

Fonte: Crosp

Pesquisa mostra por que algumas pessoas sentem fome o tempo todo

Pesquisa da Universidade King’s College London, publicada no Nature Metabolism, explica que pessoas que experimentam grandes quedas nos níveis de açúcar no sangue várias horas depois de comer acabam sentindo fome e consumindo centenas de calorias a mais durante o dia

Por que será que algumas pessoas sentem fome o tempo inteiro? Um estudo publicado no começo de abril na Nature Metabolism desvendou por que algumas pessoas sentem fome sempre e lutam para perder peso, mesmo em dietas com controle calórico. “A pesquisa diz que algumas pessoas experimentam uma queda brusca nos níveis de açúcar no sangue de duas a quatro horas depois de comer, o que estimula a fome. O trabalho destacou ainda a importância de compreender o metabolismo pessoal quando se trata de dieta e saúde”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

A equipe de pesquisa coletou dados detalhados sobre as respostas de açúcar no sangue e outros marcadores de saúde de 1.070 pessoas após comerem cafés da manhã padronizados e refeições escolhidas livremente por um período de duas semanas, somando mais de 8.000 cafés da manhã e 70.000 refeições no total. “Os cafés da manhã padrão eram baseados em muffins contendo a mesma quantidade de calorias, mas variando na composição em termos de carboidratos, proteínas, gorduras e fibras. Os participantes também realizaram um teste de resposta ao açúcar no sangue em jejum (teste oral de tolerância à glicose), para medir o quão bem seu corpo processa o açúcar”, explica.

Os participantes usaram monitores contínuos de glicose (CGMs) para medir seus níveis de açúcar no sangue durante todo o estudo, bem como um dispositivo para monitorar a atividade e o sono. “Eles também registraram os níveis de fome e estado de alerta usando um aplicativo de celular, juntamente com exatamente quando e o que comeram durante o dia. Estudos anteriores que analisaram o açúcar no sangue depois de comer se concentraram na maneira como os níveis aumentam e diminuem nas primeiras duas horas após uma refeição, conhecido como pico de açúcar no sangue. No entanto, após analisar os dados, essa pesquisa notou que algumas pessoas experimentaram ‘quedas de açúcar’ significativas de 2 a 4 horas após esse pico inicial, onde seus níveis de açúcar no sangue caíram rapidamente abaixo da linha de base antes de voltarem a subir”, afirma Marcella.

Essas pessoas tiveram um aumento de 9% na fome e esperaram cerca de meia hora a menos, em média, antes da refeição seguinte do que as pessoas que não experimentam essa queda brusca, embora comessem exatamente as mesmas refeições. “Os participantes que sofriam essa forte queda nos níveis de açúcar também ingeriram 75 calorias a mais nas 3 ou 4 horas após o café da manhã e cerca de 312 calorias a mais durante todo o dia do que os outros”, explica a médica. Esse tipo de padrão pode potencialmente se transformar em 20 libras de ganho de peso ao longo de um ano, o equivalente a 9 kg.

Há muito se suspeita que os níveis de açúcar no sangue desempenham um papel importante no controle da fome, mas os resultados de estudos anteriores foram inconclusivos. “Agora, a pesquisa mostrou que as quedas de açúcar são um indicador melhor da fome e da ingestão de calorias subsequente do que a resposta inicial do pico de açúcar no sangue após comer, mudando a forma como pensamos sobre a relação entre os níveis de açúcar no sangue e os alimentos que comemos”, explica a médica nutróloga.

Segundo Marcella, muitas pessoas lutam para perder peso e mantê-lo, e apenas algumas centenas de calorias extras por dia podem chegar a vários quilos de ganho de peso ao longo de um ano. “A descoberta de que o nível da queda do açúcar depois de comer tem um grande impacto sobre a fome e o apetite tem um grande potencial para ajudar as pessoas a entender e controlar seu peso e saúde a longo prazo”, explica. O ideal, segundo a médica nutróloga, é reduzir o consumo de açúcares, buscando uma alimentação mais rica em nutrientes como fibras, gorduras saudáveis e proteínas.

A comparação do que acontece quando os participantes comem as mesmas refeições de teste revelou grandes variações nas respostas de açúcar no sangue entre as pessoas. Os pesquisadores também não encontraram nenhuma correlação entre idade, peso corporal ou IMC, embora os homens tenham quedas de açúcares um pouco maiores do que as mulheres, em média.

Foto: Shutterstock

“Escolher alimentos que funcionem em conjunto com sua biologia única pode ajudar as pessoas a se sentirem saciadas por mais tempo e a comer menos no geral”, explica a médica. Esse estudo abre caminho para orientação personalizada baseada em dados para aqueles que procuram controlar sua fome e ingestão de calorias de uma forma que funcione com o corpo, e não contra ele”, finaliza Marcella.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Comer muita gordura e açúcar afeta mais que a cintura: a pele também inflama, diz estudo

Estudo publicado em fevereiro de 2020 no Journal of Investigative Dermatology destaca que, mesmo a curto prazo, a exposição à dieta ocidental rica em gordura e açúcar é capaz de induzir doenças inflamatórias na pele, como acne, psoríase e envelhecimento antes de um significativo ganho de peso corporal

Antes mesmo de experimentar o peso a mais de alguns abusos na alimentação, podemos literalmente sentir na pele as consequências. Pelo menos é o que mostra um estudo, publicado em fevereiro de 2020 no Journal of Investigative Dermatology. “Os pesquisadores da UC Davis Health demonstraram que, mesmo uma exposição a curto prazo à dieta ocidental rica em gordura e açúcar pode levar a doenças inflamatórias da pele, como a psoríase”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

“Segundo o estudo, as doenças inflamatórias da pele podem aparecer antes mesmo de experimentarmos os quilinhos a mais dos excessos”, acrescenta a médica. Embora o estudo tenha relacionado a casos de psoríase, há evidências de que a dieta rica em gorduras ruins (como frituras) e açúcar pode causar acne e envelhecimento da pele.

“Existe um gene chamado TNF-alfa que está associado ao processo inflamatório; se o indivíduo tem um alelo (forma alternativa de um determinado gene) que leva a um processo inflamatório mais intenso, vai usar alguns ativos orais em uma determinada concentração para frear e adequar a expressão desse gene. Além disso, você deve tomar cuidado com a alimentação, pois existem alimentos que são pró-inflamatórios e o consumo exagerado pode piorar a inflamação da acne e também o envelhecimento da pele”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

O estudo “Short-term exposure to a Western diet induces psoriasiform dermatitis by promoting accumulation of IL-17A-producing γδ Tcells” sugere que os componentes da dieta podem levar à inflamação da pele e ao desenvolvimento de psoríase. De acordo com a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, a psoríase é uma inflamação que ocorre quando os anticorpos começam a agredir os queratinócitos, células produtoras da proteína morta responsável por formar a camada protetora da pele. Em resposta a essa agressão, os queratinócitos começam a se proliferar, multiplicando-se de maneira muito mais rápida e assim favorecendo a formação de crostas.

“Além disso, há a dilatação dos vasos sanguíneos, que leva ao surgimento de manchas vermelhas. Posteriormente, ainda ocorre um processo de micropontos de sangramento no local, chamado de orvalho sangrento, devido a remoção dessas crostas que se formaram durante o processo inflamatório”, explica a médica. “Dessa forma, a psoríase é categorizada como uma doença autoimune, sendo causada então principalmente devido à predisposição genética. Porém, outros gatilhos também podem agravar a doença, como fatores ambientais, alimentação e o estresse”, acrescenta.

Estudos anteriores mostraram que a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento ou agravamento da psoríase. A dieta ocidental, caracterizada por uma alta ingestão de gorduras saturadas e sacarose e baixa ingestão de fibras, tem sido associada ao aumento da prevalência de obesidade no mundo. Para o estudo da UC Davis Health, que utilizou um modelo de camundongo, os pesquisadores descobriram que era necessária uma dieta contendo alto teor de gordura e alto teor de açúcar (imitando a dieta ocidental em humanos) para induzir a inflamação da pele. Em apenas quatro semanas, os ratos com dieta ocidental aumentaram significativamente o inchaço dos ouvidos e a dermatite visível em comparação com os ratos alimentados com dieta controlada e com dieta rica em gordura. “A dieta não saudável não afeta apenas a sua cintura, mas também a imunidade da pele”, diz Marcella.

O estudo detalhou os mecanismos pelos quais a inflamação ocorre após uma dieta ocidental. “O trabalho identificou que a alimentação rica em gordura e açúcares é capaz de despertar a sinalização inflamatória na pele, desregulando a via Interleucina-23, um mensageiro pró-inflamatório que contribui para o desenvolvimento de dermatites”, afirma a nutróloga.

A pesquisa também enfatiza a importância da dieta para pacientes com doenças de pele. Pacientes com psoríase, por exemplo, com má alimentação têm maior risco de desenvolver doenças relacionadas, incluindo diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, que podem ser evitadas ou melhoradas por abordagens dietéticas.

Ilustração: Ficusbio

Um exame de genotipagem também pode ajudar no tratamento da psoríase. “Prevenir a psoríase também pode ajudar na prevenção contra o câncer. Segundo um estudo recente, publicado em outubro de 2019, no conceituado JAMA Dermatology, portadores de psoríase apresentam risco aumentado de diversos tipos de câncer, principalmente portadores de psoríase severa, cujo risco de câncer de células escamosas (um dos tipos de câncer de pele), pode ser até aproximadamente doze vezes maior”, afirma o geneticista. A multigene já trabalha com o perfil de genotipagem para prevenção e tratamento de psoríase, que não só identifica a presença dessas variantes genéticas responsáveis por maior incidência da doença, como também ajuda a orientar o paciente a como controlar a ação negativa das variantes mais importantes.

Em uma revisão sistemática da literatura, o aumento da gravidade da psoríase pareceu correlacionar-se com um maior índice de massa corporal (IMC), e acredita-se que a obesidade provavelmente predisponha à psoríase e vice-versa. “Embora as recomendações dietéticas específicas não sejam claras, um estudo observacional encontrou uma associação benéfica de melhora com pacientes que seguiram a dieta mediterrânea. Em termos de suplementos nutricionais, vários estudos apostam no óleo de peixe como o mais promissor e a vitamina D oral demonstrando alguma promessa em estudos abertos”, diz Claudia.

“De qualquer forma, uma boa alimentação, equilibrada e com boa ingestão de fibras, sem excessos em açúcar e gordura de má qualidade, é capaz de trazer diversos benefícios para a pele e evitar muitas doenças. Por isso, procure ajuda de um médico nutrólogo para ajustar os desequilíbrios da sua dieta”, finaliza Marcella.

Fontes
Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
Marcelo Sady é pós-doutor em genética com foco em genética toxicológica e humana pela UNESP- Botucatu. Speaker, diretor Geral e Consultor Científico da Multigene, empresa especializada em análise genética e exames de genotipagem, professor, orientador e palestrante. Autor de diversos artigos e trabalhos científicos publicados em periódicos especializados, fez parte do Grupo de Pesquisa Toxigenômica e Nutrigenômica da FMB – Botucatu, além de coordenar e ministrar 19 cursos da Multigene nas áreas de genética toxicológica, genômica, biologia molecular, farmacogenômica e nutrigenômica.

Sete piores tipos de alimentos para a pele e por que você deve evitá-los

Acne, aceleração do envelhecimento, inflamações constantes e alergias. Descubra por que esses alimentos devem entrar na sua lista de bloqueio

Alguns alimentos podem impactar negativamente o equilíbrio do organismo em geral e, com isso, ajudar a provocar inflamações, acne, alergias, além de acelerar o envelhecimento cutâneo. “Eles geralmente são ricos em açúcares, sal e gorduras modificadas, as frituras de imersão, além dos alimentos ultraprocessados, que são os industrializados nos quais não conseguimos identificar os ingredientes à primeira vista. Eles são os maiores responsáveis pelo aumento do perfil inflamatório do organismo como um todo, além de promoverem estresse oxidativo, que resulta em maior liberação de radicais livres, em situações metabólicas que aceleram sobremaneira o envelhecimento cutâneo”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Quer saber quais alimentos você deve evitar de todo modo?

Freepik

Carboidratos, massas e pão francês: “Os pães brancos são feitos com farinhas refinadas e têm alto índice glicêmico, portanto são absorvidos rapidamente e, ao aumentar rapidamente os níveis circulantes de glicose e insulina, desencadeiam uma série de reações metabólicas com potencial aumento de perfil inflamatório e consequentemente o envelhecimento precoce ou acelerado, mesmo os livres de glúten”, explica Marcella. O envelhecimento da pele relacionado à alimentação é causado por um processo denominado glicação.

“A glicação é o nome dado para a ligação covalente entre duas fibras de proteína – o colágeno, por exemplo, é a proteína mais abundante na derme. Em uma pele normal, as fibras de colágeno estão ligadas de maneira padronizada, no entanto, dependendo da dieta, essas ligações podem aumentar. Quanto maior o cross-linking, maior a dificuldade de reparo dessas fibras, o que acelera a degeneração do colágeno. As fibras de elastina (outra proteína presente na derme) também aumentam o cross-linking devido à glicação, resultando numa pele menos flexível. A glicose é o principal ligante. Dessa maneira, uma dieta rica em açúcar e carboidrato é causa de envelhecimento, pois aumenta a glicação do colágeno e elastina da pele, impossibilitando o seu reparo”, afirma o dermatologista Daniel Cassiano, da Clínica GRU e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Foto: Hans Benn/Pixabay

Frituras de imersão: batata frita, coxinhas, pastéis e todas as frituras de imersão impactam negativamente a saúde da pele. “Alimentos gordurosos no geral favorecem muito o surgimento da acne, pois estimulam a pele a produzir mais gordura através das glândulas sebáceas. Além disso, uma dieta mais gordurosa também faz com que sejam liberadas substâncias inflamatórias que podem estar relacionadas ao desencadeamento da acne”, afirma o farmacêutico Maurizio Pupo, Pesquisador, Consultor em Cosmetologia e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina Italy.

“Existe um gene chamado TNF-alfa e ele está associado com o processo inflamatório; se o indivíduo tem um alelo (forma alternativa de um determinado gene) que leva a um processo inflamatório mais intenso, ele deve tomar cuidado com a alimentação, pois existem alimentos que são pró-inflamatórios e o consumo exagerado pode piorar a inflamação da acne e também o envelhecimento da pele”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

Free-Photos/Pixabay

Segundo a dermatologista Claudia Marçal, esse tipo de gordura ruim pode piorar casos de psoríase, alergias e dermatites. “O fato de ingerir proteínas glicadas também induz a glicação do colágeno e da elastina. As proteínas glicadas da nossa dieta são provenientes dos alimentos aquecidos em alta temperatura na ausência de água. A crosta marrom de um pão francês ou a pele tostada do peru de natal, por exemplo, contêm proteínas glicadas. Dessa forma, fritar (superficialmente ou por imersão) ou assar produzem mais proteínas glicadas que outros processos de cocção envolvendo água como o cozimento ou vapor. A restrição da ingesta de proteínas glicadas também diminui o estresse oxidativo e a inflamação da pele”, explica Cassiano.

Doces e guloseimas ricas em açúcares: comer açúcar não é uma boa coisa para sua saúde e aparência. “O excesso de açúcar em doces e bolos contribui para a formação de AGEs (agentes avançados de glicação) prejudiciais ao colágeno, mas também está envolvido em processos inflamatórios, como a acne”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“O açúcar refinado talvez seja o ingrediente isolado que mais acelera o envelhecimento cutâneo, por fatores intrínsecos, e a radiação UV é o principal fator extrínseco”, completa a médica nutróloga Marcella. Ao mesmo tempo, é difícil abandonar o vício em açúcar. O que fazer? Comece com um passo de cada vez. “Além de adequar o paladar, buscando consumir menos açúcar, é possível em muitas receitas substituir esse ingrediente por frutas mais doces e mel, que são fontes de vitaminas, ou versões mais ‘magras’, como o açúcar demerara ou o adoçante xylitol – também evitando o excesso”, completa Beatriz.

Foto: Yahoo

Carnes ultraprocessadas: salsicha, bacon e linguiça são exemplos de carnes processadas que podem ser prejudiciais à pele. “Essas carnes são ricas em sódio e gorduras saturadas, que podem desidratar a pele e enfraquecer o colágeno, causando inflamação”, lembra Beatriz. “Além disso, as carnes processadas trazem conservantes, corantes, grande quantidade de sal e seu consumo frequente tem consequências metabólicas indesejáveis na saúde da pele”, diz Marcella. Ou seja, elas roubam o brilho natural da sua pele, que perde viço. Esse tipo de proteína pode ser substituído por ovos e frango ou proteínas vegetais como feijão, grão-de-bico e ervilha.

Laticínios, manteiga e margarina: “As gorduras saturadas de origem animal, como a manteiga, são o segundo tipo de gordura a ser ingerida com muita moderação, por seus impactos negativos na pele. Pior que essa categoria somente as gorduras modificadas e as trans, presentes nas margarinas”, afirma Marcella. O perigo é que esses tipos de gorduras são potencialmente inflamatórios, aumentando os riscos de alergias, envelhecimento e acne.

Salgadinhos, bolachas e biscoitos: unindo gorduras trans, sódio em excesso, carboidratos simples em alta quantidade, além de corantes, aditivos e ingredientes desconhecidos, esse tipo de alimento é um dos principais causadores do envelhecimento da pele, por seu perfil pró-inflamatório, além de contarem com ‘calorias vazias’.

Refrigerantes e bebidas alcoólicas: segundo a médica nutróloga, os refrigerantes são bebidas ultraprocessadas que deveriam ser evitadas por todos, tanto as versões regulares, que são as piores quanto as dietéticas são desaconselháveis para quem quer envelhecer com saúde. “O problema é a alta quantidade de açúcar, aditivos, corantes que podem causar irritação, vermelhidão, enfraquecimento da barreira cutânea por meio da inflamação causada pelos seus componentes”, afirma Claudia.

“A bebida é, na verdade, um dos piores e mais agressivos compostos para destruir a pele. O álcool em excesso pode causar não só a desidratação, mas também a inflamação sistêmica, que colabora para a vermelhidão e envelhecimento da pele”, acrescenta a dermatologista. Ao beber dois ou mais drinks por dia, há uma enorme quantidade de dano que ocorre na pele: “O álcool afeta qualquer membrana ou mucosa, do pâncreas e fígado à pele. O primeiro efeito é a desidratação, uma vez que, na verdade, retira todo o fluido da pele. Se você olhar para uma mulher que está bebendo há 20 ou 30 anos e uma mulher da mesma idade que não tem esse hábito, veremos uma enorme diferença na pele”, afirma Claudia. Esse tipo de desidratação causa mais rugas, o que pode fazer você parecer até dez anos mais velho.

Por fim, Claudia Marçal afirma que alimentos como milho, soja e carne vermelha também podem aumentar o risco do aparecimento de acne e merecem atenção. “Isso porque são alimentos ricos em ácidos graxos do ômega-6, substância com efeitos que favorecem a inflamação”, afirma a dermatologista.

Já Marcella lembra que os laticínios são um capítulo à parte, pois apresentam inúmeras variações em suas composições, e a depender das sensibilidades, seu consumo deva ser individualizado, para não causar danos à pele e seus anexos. Mas existem alimentos que podem retardar o efeito do tempo.

“Um hábito alimentar equilibrado, variado e natural com boas fontes de proteínas magras, carboidratos complexos, fibras, gorduras boas como os ácidos graxos omega-3, presentes nos peixes de água fria, sementes e nozes, vegetais ricos em carotenoides que são todos aqueles de coloração verde, passando pelos amarelos, alaranjados e vermelhos, além dos ricos em polifenóis presentes nas frutas vermelhas e roxas, além do chocolate amargo”, diz a nutróloga. “Não podemos esquecer da água, que é insubstituível para a boa hidratação do organismo em geral e da pele, pois os cremes hidratantes apenas seguram na pele a água que foi ingerida”, finaliza.

O açúcar e o sexo feminino

Sabia que aquela vontade irresistível de comer doces, pode ser apenas seu corpo querendo uma compensação? Quem explica melhor isso é Bruna Marisa, médica, pós graduada em endocrinologia e Medicina ortomolecular, Membro da SBEM (Sociedade Brasileira Endocrinologia Metabologia) e especialista em emagrecimento.

Depois de ouvir por volta de 5 mil pessoas, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo, concluiu em pesquisa de campo, que o consumo de açúcar é maior entre as mulheres (53,3%) em relação aos homens.

Isso pode estar associado a certos períodos na vida da mulher, quando o corpo vai em busca de alimentos com maior concentração de açúcar. Esse desejo de comer doces é mais intenso principalmente no período pré-menstrual (durante a TPM) e depois da menopausa; período de baixa nos níveis de progesterona e estrogênio.

“Esses períodos delicados na vida da mulher requerem maior atenção, seja na manutenção hormonal ou mesmo na dieta alimentar adequada que ela deve buscar”- comenta Bruna Marisa, médica, especialista em emagrecimento, pós graduada em medicina ortomolecular e endocrinologia, com diversos títulos em medicina esportiva.

O consumo acentuado de doces, entre as mulheres, significa que o corpo está buscando uma compensação para a queda na produção hormonal que acaba alterando a geração de neurotransmissores.

Alguns alimentos acabam ajudando na produção de neurotransmissores. Como muitas pessoas já sabem, o chocolate estimula a produção de serotonina; neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. O cacau ajuda também na liberação de endorfina, substância natural (neuro-hormônio), responsável pela sensação de bem-estar e bom humor.

Mas como lidar com o consumo de açúcar?

Sabemos que o açúcar é o vilão que nós colocamos dentro da nossa casa, que ele é responsável não apenas pelo ganho de peso, mas porque o açúcar é viciante; ele é absorvido rapidamente pelo nosso organismo, isso faz com que o corpo necessite de mais doses diárias. Além do cansaço demasiado e da irritação causados pelo consumo, o açúcar não vai acrescentar nenhum tipo de nutriente ao nosso organismo.

O açúcar não vai diminuir os sintomas de ansiedade, tampouco o estresse. A sensação de alívio é momentânea. O seu consumo ao longo da vida pode aumentar o risco de desenvolvimento de algumas doenças como hipertensão, diabetes e outros males.

“A dieta Low Carb pode ser uma alternativa bem interessante para muitas pessoas que desejam ter um maior controle sobre o consumo de carboidratos”- ressalta Bruna Marisa, que é praticante deste estilo de vida e indica para todos seus pacientes, conseguindo uma taxa de 100% de sucesso entre eles.

Uma opção para diminuir o consumo de açúcar são os chamados “doces funcionais”, que não tem açúcar branco e nem farinha refinada em sua composição; eles são feitos com ingredientes específicos para um melhor aproveitamento do alimento em benefício da saúde.

Não adianta o produto ser light ou mesmo diet, é necessário que o produto tenha os ingredientes adequados, necessário para se ter um alimento nutritivo. Por exemplo, o chocolate amargo, sem adição de leite, oferece os inúmeros benefícios do cacau.

Outra alternativa que pode ajudar para estimular a serotonina é a banana, carnes brancas, ovos e frutos do mar. Seja qual for a dieta alimentar, seja no caso da manutenção hormonal ou não, é necessário deixar de lado os maus hábitos e adotar hábitos saudáveis, realizando exercícios físicos com regularidade, dormir bem e consumir muita água. E claro, ter sempre o acompanhamento profissional multidisciplinar; nutrólogos, nutricionistas, endocrinologistas e educadores físicos.

“A dieta alimentar ajuda, seja na saúde da mulher ou do homem, mas não podemos nos esquecer de que para termos uma vida saudável ao longo dos anos, se faz necessário uma mudança de hábitos integrais, ainda que isso venha exigir disciplina e esforço pessoal, os resultados são incríveis”- completa Bruna Marisa.

Fonte: Bruna Marisa é médica, pós-graduada em endocrinologia, membro da SBEM, pós-graduada em Medicina Ortomolecular, especialista em Emagrecimento e Low Carb, com vários cursos na área de Medicina Esportiva, na qual também atua. Autora do e-book: Guia de Emagrecimento Definitivo e Duradouro.

Pele saudável no verão: saiba quais os melhores alimentos para manter o rosto hidratado

Calor intenso pode causar aumento da oleosidade, perda de nutrientes e ressecamento severo da derme

O verão chega no fim deste mês, pouco antes do Natal. Trata-se da época do ano em que os dias são mais longos e as noites mais curtas. A exposição ao sol, porém, demanda cuidados redobrados com a pele.

A nutricionista Ellen D’arc, da Bio Mundo, indica alguns alimentos que promovem a manutenção da derme, uma vez que todos os tipos de pele estão sujeitos a alterações quando os termômetros marcam temperaturas altas. “O excesso de transpiração promove a perda de nutrientes importantes. Para repor, além da ingestão de alguns ingredientes naturais, eles também podem ser usados de forma tópica e trazer bons resultados”, afirma Ellen.

Para conter a oleosidade

Em dias mais quentes é comum que o corpo produza mais suor e o rosto fique com aquele brilho que incomoda muita gente. “Alguns ingredientes naturais encontrados na maçã en o pepino têm poderes adstringentes e oferecem limpeza para o rosto, além de serem extremamente benéficos para quem tem acnes, inclusive”, explica a especialista.

Além disso, a fruta promove a hidratação perfeita na hora de repor a água da pele e ficar longe dos óleos. Já o pepino tem propriedades clareadoras, ideal para diminuir a vermelhidão do sol e, de quebra, amenizar as olheiras. Ambos podem ser usados em rodelas ou terem extraídos o suco para aplicar com um algodão sobre a face higienizada.

Rosto seco nunca mais

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Se engana quem pensa que a pele seca leva vantagens diante do sol forte, isso porque, por ser mais sensível, há maior possibilidade de descamação, ressecamento acentuado e em situações mais graves até feridas. Para manter a cútis saudável e com um aspecto bonito, mel e aveia são bons itens para serem associados às máscaras faciais caseiras, já que suas propriedades altamente hidratantes atingem camadas profundas da derme.

“Outra vantagem é o poder anti-inflamatório, que ajuda na cicatrização de feridas e até a diminuir as linhas de expressão”. A hidratação do mel é proveniente das moléculas de açúcar, já a aveia possui grânulos perfeitos para uma esfoliação leve, podendo ser combinados entre si para potencializar os resultados.

Esfoliação natural

Uma superdica para limpar a pele é a esfoliação natural. A esfoliação com mel e açúcar além de limpar, promove a sua hidratação. Basta misturar uma colher de sopa de mel com uma colher de açúcar em um recipiente e depois aplicar no rosto em movimentos circulares suaves. Deixar agir por 10 minutos e remover com água.

Pele normal também precisa de cuidados

A pele normal também exige alguns cuidados e manutenções específicos. Mesmo que ela tenha um bom nível de hidratação, o uso de produtos inadequados pode causar alterações e desencadear aumento do suor ou ressecamento. O iogurte é um grande aliado nesses momentos por possuir ácido lático na fórmula. Ele é capaz de hidratar, combater os efeitos da poluição na pele e reduzir os poros.

“É um alimento abundante em proteínas essenciais, cálcio, vitamina B2, B12 e D” informa a profissional. Uma ótima dica é espalhar uma camada bem grossa sobre a pele limpa e deixar agir entre 15 a 20 minutos, isso irá promover uma limpeza suave e desobstruir os poros.

Fonte: Bio Mundo

Seis hábitos e alimentos que enfraquecem o sistema imune

Nesse momento em que suas defesas precisam estar mais fortes do que nunca, esses hábitos alimentares podem fazer seu sistema imune ficar mais suscetível aos ataques de agressores como vírus, fungos e bactérias

Manter o sistema imunológico em equilíbrio é uma das coisas mais importantes e impactantes que você pode fazer agora, enquanto a pandemia do Novo Coronavírus continua. Mas reforçar a imunidade é uma moeda de dois lados: trata-se de escolher alimentos que ajudem a apoiar a função imunológica, evitando comportamentos que podem enfraquecer a imunidade.

“Alguns hábitos alimentares e excesso de alguns alimentos podem prejudicar o comportamento de defesa do organismo”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Abaixo, ela cita os hábitos envolvidos com a piora do sistema imune:

Foto: Emilysimagery/Morguefile

Beber muito álcool: uma taça de vinho aqui e ali pode ser uma maneira de tentar lidar com essa crise. Mas o consumo excessivo de álcool, mesmo em curto prazo, pode alterar seu sistema imunológico de maneiras que são particularmente impactantes para o momento. Em um artigo publicado na revista Alcohol Research, os pesquisadores observam que existe uma relação há muito observada entre a ingestão excessiva de álcool e uma resposta imunológica enfraquecida. “O efeito inclui um aumento da suscetibilidade à pneumonia e uma maior probabilidade de desenvolver síndromes de estresse respiratório agudo (SDRA) – fatores que podem impactar os resultados da Covid-19. Outros resultados observados envolvem um risco aumentado de sepse, uma maior incidência de complicações pós-operatórias, cicatrização deficiente de feridas e uma recuperação mais lenta e menos completa das infecções”, afirma a médica. O Centers for Disease Control (CDC) define o consumo excessivo de álcool como quatro ou mais drinques durante uma única ocasião para mulheres e cinco ou mais para homens. Beber demais significa consumir oito ou mais bebidas por semana para mulheres e 15 ou mais para homens, mas dependendo da bebida consumir mais de um copo por dia já tem efeitos negativos. Se você estiver bebendo muito, reduza para uma quantidade moderada de não mais do que uma bebida por dia para mulheres ou duas para homens. E se você acha que pode precisar de ajuda com relação ao álcool, não hesite em procurar um profissional.

Bruno/Germany/Pixabay

Abusar do sal: você pode associar o excesso de sódio a problemas como retenção de líquidos e pressão alta. Mas um novo estudo do Hospital Universitário de Bonn realizado em humanos e camundongos concluiu que muito sal pode levar a deficiências imunológicas. Os pesquisadores descobriram que, quando os rins excretam o excesso de sódio ocorre um efeito dominó que reduz a capacidade do corpo de combater infecções bacterianas. “Embora a Covid-19 seja uma doença viral, pode levar a infecções bacterianas secundárias. E essa pesquisa emergente pode resultar em uma melhor compreensão da relação entre o excesso de sódio e a função imunológica geral”, afirma. O limite diário recomendado de sódio é inferior a 2.300 mg por dia para adultos saudáveis, menos do que a ingestão média real de 3.440 mg por dia. Mais de 70% do consumo de sódio dos brasileiros vêm de alimentos processados. É por isso que a melhor maneira de conter a ingestão é limitar os produtos altamente processados, como, macarrões instantâneos, sopa enlatada e pizza congelada. Verifique os mg de sódio por porção nos rótulos de informações nutricionais. Quanto à salga dos alimentos, uma colher de chá de sal de cozinha contém 2.300 mg de sódio. Se você usar pouco sal para temperar alimentos frescos, ainda poderá permanecer abaixo do limite recomendado. Por exemplo, um quarto de colher de chá de sal, que é uma quantidade generosa se você medir, fornece 575 mg de sódio. A combinação de sal com outros temperos, como ervas e especiarias, também pode ajudar a reduzir a necessidade de polvilhar em excesso.

Consumir açúcar em excesso: cortar o excesso de açúcar adicionado é uma ideia inteligente por uma série de razões, incluindo benefícios para o suporte imunológico. Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition descobriu que, após um jejum noturno, os humanos alimentados com 100 gramas de açúcar experimentaram uma redução na capacidade das células imunológicas de abrir espaço a bactérias. Os maiores efeitos foram encontrados entre uma e duas horas depois, mas duraram até cinco horas. “Isso não significa que você deva abandonar os carboidratos completamente, mas evitar um excedente contínuo ou excessos de curto prazo é uma meta que vale a pena. A American Heart Association recomenda limitar o açúcar adicionado – o tipo adicionado aos alimentos por você ou um fabricante – a não mais do que seis colheres de chá por dia para mulheres e nove para homens. Uma colher de chá equivale a quatro gramas de açúcar adicionado, ou seja, 24 e 36 gramas de açúcar adicionado, respectivamente, para mulheres e homens diariamente”, afirma a médica. Se você é propenso a comer guloseimas açucaradas, teste alguns mecanismos alternativos de enfrentamento, como praticar meditação, exercícios físicos ou mesmo jogar videogame pode reduzir a necessidade de comer em virtude de seus sentimentos.

Ingerir muita cafeína: o café e o chá protegem a saúde, devido aos seus altos níveis de antioxidantes ligados ao efeito anti-inflamatório. No entanto, o excesso de cafeína pode interferir no sono e esse resultado pode aumentar a inflamação e comprometer a imunidade. “Para melhor apoiar a função imunológica, descarte bebidas com cafeína sem nutrientes, feitas com açúcar ou adoçantes artificiais, como refrigerantes e bebidas energéticas. Quando você gosta de café e chá, certifique-se de cortar a ingestão de cafeína pelo menos seis horas antes de deitar para evitar interferências no sono”, afirma a médica.

Economizar no consumo de fibras: as fibras apoiam uma boa saúde digestiva e ajudam a mudar a composição das bactérias intestinais de forma a melhorar a imunidade e o humor, segundo a médica nutróloga. “Uma maior ingestão de fibra alimentar e prebióticos oferece suporte a uma função imunológica mais saudável, incluindo proteção contra microrganismos. A fibra adequada também promove uma melhor qualidade do sono. A melhor maneira de aumentar a ingestão de fibras é comer mais alimentos integrais, incluindo vegetais, frutas, grãos inteiros, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico), nozes e sementes. Troque alimentos processados com baixo teor de fibras por alimentos não processados ricos em fibras”, diz a médica. Troque cereal açucarado por aveia coberta com frutas e nozes, troque o arroz branco por integral ou com grãos. Tente substituir a carne, sem fibras, por feijão ou lentilha, macarrão tradicional por massas de leguminosas, e troque os lanches embalados, como biscoitos e batatas fritas, por combinações de frutas e nozes ou vegetais com homus ou guacamole.

Não comer vegetais verdes suficientes: os vegetais verdes podem ser particularmente úteis para a imunidade. “Essas plantas fornecem nutrientes essenciais conhecidos por ajudarem a função imunológica, incluindo vitaminas A e C, além de ácido fólico. Os verdes também oferecem compostos bioativos que liberam um sinal químico que otimiza a imunidade no intestino, a localização de 70-80% das células imunológicas. Para obter o maior benefício, concentre-se especificamente nos vegetais verdes da família dos crucíferos, que incluem couve, brócolis, repolho e couve de Bruxelas. Incorpore pelo menos três xícaras por semana – crus, como salada de couve, salada de repolho e floretes de brócolis frescos com molho, ou versões cozidas no vapor, salteadas ou assadas no forno”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.