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Comer muita gordura e açúcar afeta mais que a cintura: a pele também inflama, diz estudo

Estudo publicado em fevereiro de 2020 no Journal of Investigative Dermatology destaca que, mesmo a curto prazo, a exposição à dieta ocidental rica em gordura e açúcar é capaz de induzir doenças inflamatórias na pele, como acne, psoríase e envelhecimento antes de um significativo ganho de peso corporal

Antes mesmo de experimentar o peso a mais de alguns abusos na alimentação, podemos literalmente sentir na pele as consequências. Pelo menos é o que mostra um estudo, publicado em fevereiro de 2020 no Journal of Investigative Dermatology. “Os pesquisadores da UC Davis Health demonstraram que, mesmo uma exposição a curto prazo à dieta ocidental rica em gordura e açúcar pode levar a doenças inflamatórias da pele, como a psoríase”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

“Segundo o estudo, as doenças inflamatórias da pele podem aparecer antes mesmo de experimentarmos os quilinhos a mais dos excessos”, acrescenta a médica. Embora o estudo tenha relacionado a casos de psoríase, há evidências de que a dieta rica em gorduras ruins (como frituras) e açúcar pode causar acne e envelhecimento da pele.

“Existe um gene chamado TNF-alfa que está associado ao processo inflamatório; se o indivíduo tem um alelo (forma alternativa de um determinado gene) que leva a um processo inflamatório mais intenso, vai usar alguns ativos orais em uma determinada concentração para frear e adequar a expressão desse gene. Além disso, você deve tomar cuidado com a alimentação, pois existem alimentos que são pró-inflamatórios e o consumo exagerado pode piorar a inflamação da acne e também o envelhecimento da pele”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

O estudo “Short-term exposure to a Western diet induces psoriasiform dermatitis by promoting accumulation of IL-17A-producing γδ Tcells” sugere que os componentes da dieta podem levar à inflamação da pele e ao desenvolvimento de psoríase. De acordo com a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, a psoríase é uma inflamação que ocorre quando os anticorpos começam a agredir os queratinócitos, células produtoras da proteína morta responsável por formar a camada protetora da pele. Em resposta a essa agressão, os queratinócitos começam a se proliferar, multiplicando-se de maneira muito mais rápida e assim favorecendo a formação de crostas.

“Além disso, há a dilatação dos vasos sanguíneos, que leva ao surgimento de manchas vermelhas. Posteriormente, ainda ocorre um processo de micropontos de sangramento no local, chamado de orvalho sangrento, devido a remoção dessas crostas que se formaram durante o processo inflamatório”, explica a médica. “Dessa forma, a psoríase é categorizada como uma doença autoimune, sendo causada então principalmente devido à predisposição genética. Porém, outros gatilhos também podem agravar a doença, como fatores ambientais, alimentação e o estresse”, acrescenta.

Estudos anteriores mostraram que a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento ou agravamento da psoríase. A dieta ocidental, caracterizada por uma alta ingestão de gorduras saturadas e sacarose e baixa ingestão de fibras, tem sido associada ao aumento da prevalência de obesidade no mundo. Para o estudo da UC Davis Health, que utilizou um modelo de camundongo, os pesquisadores descobriram que era necessária uma dieta contendo alto teor de gordura e alto teor de açúcar (imitando a dieta ocidental em humanos) para induzir a inflamação da pele. Em apenas quatro semanas, os ratos com dieta ocidental aumentaram significativamente o inchaço dos ouvidos e a dermatite visível em comparação com os ratos alimentados com dieta controlada e com dieta rica em gordura. “A dieta não saudável não afeta apenas a sua cintura, mas também a imunidade da pele”, diz Marcella.

O estudo detalhou os mecanismos pelos quais a inflamação ocorre após uma dieta ocidental. “O trabalho identificou que a alimentação rica em gordura e açúcares é capaz de despertar a sinalização inflamatória na pele, desregulando a via Interleucina-23, um mensageiro pró-inflamatório que contribui para o desenvolvimento de dermatites”, afirma a nutróloga.

A pesquisa também enfatiza a importância da dieta para pacientes com doenças de pele. Pacientes com psoríase, por exemplo, com má alimentação têm maior risco de desenvolver doenças relacionadas, incluindo diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, que podem ser evitadas ou melhoradas por abordagens dietéticas.

Ilustração: Ficusbio

Um exame de genotipagem também pode ajudar no tratamento da psoríase. “Prevenir a psoríase também pode ajudar na prevenção contra o câncer. Segundo um estudo recente, publicado em outubro de 2019, no conceituado JAMA Dermatology, portadores de psoríase apresentam risco aumentado de diversos tipos de câncer, principalmente portadores de psoríase severa, cujo risco de câncer de células escamosas (um dos tipos de câncer de pele), pode ser até aproximadamente doze vezes maior”, afirma o geneticista. A multigene já trabalha com o perfil de genotipagem para prevenção e tratamento de psoríase, que não só identifica a presença dessas variantes genéticas responsáveis por maior incidência da doença, como também ajuda a orientar o paciente a como controlar a ação negativa das variantes mais importantes.

Em uma revisão sistemática da literatura, o aumento da gravidade da psoríase pareceu correlacionar-se com um maior índice de massa corporal (IMC), e acredita-se que a obesidade provavelmente predisponha à psoríase e vice-versa. “Embora as recomendações dietéticas específicas não sejam claras, um estudo observacional encontrou uma associação benéfica de melhora com pacientes que seguiram a dieta mediterrânea. Em termos de suplementos nutricionais, vários estudos apostam no óleo de peixe como o mais promissor e a vitamina D oral demonstrando alguma promessa em estudos abertos”, diz Claudia.

“De qualquer forma, uma boa alimentação, equilibrada e com boa ingestão de fibras, sem excessos em açúcar e gordura de má qualidade, é capaz de trazer diversos benefícios para a pele e evitar muitas doenças. Por isso, procure ajuda de um médico nutrólogo para ajustar os desequilíbrios da sua dieta”, finaliza Marcella.

Fontes
Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
Marcelo Sady é pós-doutor em genética com foco em genética toxicológica e humana pela UNESP- Botucatu. Speaker, diretor Geral e Consultor Científico da Multigene, empresa especializada em análise genética e exames de genotipagem, professor, orientador e palestrante. Autor de diversos artigos e trabalhos científicos publicados em periódicos especializados, fez parte do Grupo de Pesquisa Toxigenômica e Nutrigenômica da FMB – Botucatu, além de coordenar e ministrar 19 cursos da Multigene nas áreas de genética toxicológica, genômica, biologia molecular, farmacogenômica e nutrigenômica.

Sete piores tipos de alimentos para a pele e por que você deve evitá-los

Acne, aceleração do envelhecimento, inflamações constantes e alergias. Descubra por que esses alimentos devem entrar na sua lista de bloqueio

Alguns alimentos podem impactar negativamente o equilíbrio do organismo em geral e, com isso, ajudar a provocar inflamações, acne, alergias, além de acelerar o envelhecimento cutâneo. “Eles geralmente são ricos em açúcares, sal e gorduras modificadas, as frituras de imersão, além dos alimentos ultraprocessados, que são os industrializados nos quais não conseguimos identificar os ingredientes à primeira vista. Eles são os maiores responsáveis pelo aumento do perfil inflamatório do organismo como um todo, além de promoverem estresse oxidativo, que resulta em maior liberação de radicais livres, em situações metabólicas que aceleram sobremaneira o envelhecimento cutâneo”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Quer saber quais alimentos você deve evitar de todo modo?

Freepik

Carboidratos, massas e pão francês: “Os pães brancos são feitos com farinhas refinadas e têm alto índice glicêmico, portanto são absorvidos rapidamente e, ao aumentar rapidamente os níveis circulantes de glicose e insulina, desencadeiam uma série de reações metabólicas com potencial aumento de perfil inflamatório e consequentemente o envelhecimento precoce ou acelerado, mesmo os livres de glúten”, explica Marcella. O envelhecimento da pele relacionado à alimentação é causado por um processo denominado glicação.

“A glicação é o nome dado para a ligação covalente entre duas fibras de proteína – o colágeno, por exemplo, é a proteína mais abundante na derme. Em uma pele normal, as fibras de colágeno estão ligadas de maneira padronizada, no entanto, dependendo da dieta, essas ligações podem aumentar. Quanto maior o cross-linking, maior a dificuldade de reparo dessas fibras, o que acelera a degeneração do colágeno. As fibras de elastina (outra proteína presente na derme) também aumentam o cross-linking devido à glicação, resultando numa pele menos flexível. A glicose é o principal ligante. Dessa maneira, uma dieta rica em açúcar e carboidrato é causa de envelhecimento, pois aumenta a glicação do colágeno e elastina da pele, impossibilitando o seu reparo”, afirma o dermatologista Daniel Cassiano, da Clínica GRU e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Foto: Hans Benn/Pixabay

Frituras de imersão: batata frita, coxinhas, pastéis e todas as frituras de imersão impactam negativamente a saúde da pele. “Alimentos gordurosos no geral favorecem muito o surgimento da acne, pois estimulam a pele a produzir mais gordura através das glândulas sebáceas. Além disso, uma dieta mais gordurosa também faz com que sejam liberadas substâncias inflamatórias que podem estar relacionadas ao desencadeamento da acne”, afirma o farmacêutico Maurizio Pupo, Pesquisador, Consultor em Cosmetologia e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina Italy.

“Existe um gene chamado TNF-alfa e ele está associado com o processo inflamatório; se o indivíduo tem um alelo (forma alternativa de um determinado gene) que leva a um processo inflamatório mais intenso, ele deve tomar cuidado com a alimentação, pois existem alimentos que são pró-inflamatórios e o consumo exagerado pode piorar a inflamação da acne e também o envelhecimento da pele”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

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Segundo a dermatologista Claudia Marçal, esse tipo de gordura ruim pode piorar casos de psoríase, alergias e dermatites. “O fato de ingerir proteínas glicadas também induz a glicação do colágeno e da elastina. As proteínas glicadas da nossa dieta são provenientes dos alimentos aquecidos em alta temperatura na ausência de água. A crosta marrom de um pão francês ou a pele tostada do peru de natal, por exemplo, contêm proteínas glicadas. Dessa forma, fritar (superficialmente ou por imersão) ou assar produzem mais proteínas glicadas que outros processos de cocção envolvendo água como o cozimento ou vapor. A restrição da ingesta de proteínas glicadas também diminui o estresse oxidativo e a inflamação da pele”, explica Cassiano.

Doces e guloseimas ricas em açúcares: comer açúcar não é uma boa coisa para sua saúde e aparência. “O excesso de açúcar em doces e bolos contribui para a formação de AGEs (agentes avançados de glicação) prejudiciais ao colágeno, mas também está envolvido em processos inflamatórios, como a acne”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“O açúcar refinado talvez seja o ingrediente isolado que mais acelera o envelhecimento cutâneo, por fatores intrínsecos, e a radiação UV é o principal fator extrínseco”, completa a médica nutróloga Marcella. Ao mesmo tempo, é difícil abandonar o vício em açúcar. O que fazer? Comece com um passo de cada vez. “Além de adequar o paladar, buscando consumir menos açúcar, é possível em muitas receitas substituir esse ingrediente por frutas mais doces e mel, que são fontes de vitaminas, ou versões mais ‘magras’, como o açúcar demerara ou o adoçante xylitol – também evitando o excesso”, completa Beatriz.

Foto: Yahoo

Carnes ultraprocessadas: salsicha, bacon e linguiça são exemplos de carnes processadas que podem ser prejudiciais à pele. “Essas carnes são ricas em sódio e gorduras saturadas, que podem desidratar a pele e enfraquecer o colágeno, causando inflamação”, lembra Beatriz. “Além disso, as carnes processadas trazem conservantes, corantes, grande quantidade de sal e seu consumo frequente tem consequências metabólicas indesejáveis na saúde da pele”, diz Marcella. Ou seja, elas roubam o brilho natural da sua pele, que perde viço. Esse tipo de proteína pode ser substituído por ovos e frango ou proteínas vegetais como feijão, grão-de-bico e ervilha.

Laticínios, manteiga e margarina: “As gorduras saturadas de origem animal, como a manteiga, são o segundo tipo de gordura a ser ingerida com muita moderação, por seus impactos negativos na pele. Pior que essa categoria somente as gorduras modificadas e as trans, presentes nas margarinas”, afirma Marcella. O perigo é que esses tipos de gorduras são potencialmente inflamatórios, aumentando os riscos de alergias, envelhecimento e acne.

Salgadinhos, bolachas e biscoitos: unindo gorduras trans, sódio em excesso, carboidratos simples em alta quantidade, além de corantes, aditivos e ingredientes desconhecidos, esse tipo de alimento é um dos principais causadores do envelhecimento da pele, por seu perfil pró-inflamatório, além de contarem com ‘calorias vazias’.

Refrigerantes e bebidas alcoólicas: segundo a médica nutróloga, os refrigerantes são bebidas ultraprocessadas que deveriam ser evitadas por todos, tanto as versões regulares, que são as piores quanto as dietéticas são desaconselháveis para quem quer envelhecer com saúde. “O problema é a alta quantidade de açúcar, aditivos, corantes que podem causar irritação, vermelhidão, enfraquecimento da barreira cutânea por meio da inflamação causada pelos seus componentes”, afirma Claudia.

“A bebida é, na verdade, um dos piores e mais agressivos compostos para destruir a pele. O álcool em excesso pode causar não só a desidratação, mas também a inflamação sistêmica, que colabora para a vermelhidão e envelhecimento da pele”, acrescenta a dermatologista. Ao beber dois ou mais drinks por dia, há uma enorme quantidade de dano que ocorre na pele: “O álcool afeta qualquer membrana ou mucosa, do pâncreas e fígado à pele. O primeiro efeito é a desidratação, uma vez que, na verdade, retira todo o fluido da pele. Se você olhar para uma mulher que está bebendo há 20 ou 30 anos e uma mulher da mesma idade que não tem esse hábito, veremos uma enorme diferença na pele”, afirma Claudia. Esse tipo de desidratação causa mais rugas, o que pode fazer você parecer até dez anos mais velho.

Por fim, Claudia Marçal afirma que alimentos como milho, soja e carne vermelha também podem aumentar o risco do aparecimento de acne e merecem atenção. “Isso porque são alimentos ricos em ácidos graxos do ômega-6, substância com efeitos que favorecem a inflamação”, afirma a dermatologista.

Já Marcella lembra que os laticínios são um capítulo à parte, pois apresentam inúmeras variações em suas composições, e a depender das sensibilidades, seu consumo deva ser individualizado, para não causar danos à pele e seus anexos. Mas existem alimentos que podem retardar o efeito do tempo.

“Um hábito alimentar equilibrado, variado e natural com boas fontes de proteínas magras, carboidratos complexos, fibras, gorduras boas como os ácidos graxos omega-3, presentes nos peixes de água fria, sementes e nozes, vegetais ricos em carotenoides que são todos aqueles de coloração verde, passando pelos amarelos, alaranjados e vermelhos, além dos ricos em polifenóis presentes nas frutas vermelhas e roxas, além do chocolate amargo”, diz a nutróloga. “Não podemos esquecer da água, que é insubstituível para a boa hidratação do organismo em geral e da pele, pois os cremes hidratantes apenas seguram na pele a água que foi ingerida”, finaliza.

O açúcar e o sexo feminino

Sabia que aquela vontade irresistível de comer doces, pode ser apenas seu corpo querendo uma compensação? Quem explica melhor isso é Bruna Marisa, médica, pós graduada em endocrinologia e Medicina ortomolecular, Membro da SBEM (Sociedade Brasileira Endocrinologia Metabologia) e especialista em emagrecimento.

Depois de ouvir por volta de 5 mil pessoas, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo, concluiu em pesquisa de campo, que o consumo de açúcar é maior entre as mulheres (53,3%) em relação aos homens.

Isso pode estar associado a certos períodos na vida da mulher, quando o corpo vai em busca de alimentos com maior concentração de açúcar. Esse desejo de comer doces é mais intenso principalmente no período pré-menstrual (durante a TPM) e depois da menopausa; período de baixa nos níveis de progesterona e estrogênio.

“Esses períodos delicados na vida da mulher requerem maior atenção, seja na manutenção hormonal ou mesmo na dieta alimentar adequada que ela deve buscar”- comenta Bruna Marisa, médica, especialista em emagrecimento, pós graduada em medicina ortomolecular e endocrinologia, com diversos títulos em medicina esportiva.

O consumo acentuado de doces, entre as mulheres, significa que o corpo está buscando uma compensação para a queda na produção hormonal que acaba alterando a geração de neurotransmissores.

Alguns alimentos acabam ajudando na produção de neurotransmissores. Como muitas pessoas já sabem, o chocolate estimula a produção de serotonina; neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. O cacau ajuda também na liberação de endorfina, substância natural (neuro-hormônio), responsável pela sensação de bem-estar e bom humor.

Mas como lidar com o consumo de açúcar?

Sabemos que o açúcar é o vilão que nós colocamos dentro da nossa casa, que ele é responsável não apenas pelo ganho de peso, mas porque o açúcar é viciante; ele é absorvido rapidamente pelo nosso organismo, isso faz com que o corpo necessite de mais doses diárias. Além do cansaço demasiado e da irritação causados pelo consumo, o açúcar não vai acrescentar nenhum tipo de nutriente ao nosso organismo.

O açúcar não vai diminuir os sintomas de ansiedade, tampouco o estresse. A sensação de alívio é momentânea. O seu consumo ao longo da vida pode aumentar o risco de desenvolvimento de algumas doenças como hipertensão, diabetes e outros males.

“A dieta Low Carb pode ser uma alternativa bem interessante para muitas pessoas que desejam ter um maior controle sobre o consumo de carboidratos”- ressalta Bruna Marisa, que é praticante deste estilo de vida e indica para todos seus pacientes, conseguindo uma taxa de 100% de sucesso entre eles.

Uma opção para diminuir o consumo de açúcar são os chamados “doces funcionais”, que não tem açúcar branco e nem farinha refinada em sua composição; eles são feitos com ingredientes específicos para um melhor aproveitamento do alimento em benefício da saúde.

Não adianta o produto ser light ou mesmo diet, é necessário que o produto tenha os ingredientes adequados, necessário para se ter um alimento nutritivo. Por exemplo, o chocolate amargo, sem adição de leite, oferece os inúmeros benefícios do cacau.

Outra alternativa que pode ajudar para estimular a serotonina é a banana, carnes brancas, ovos e frutos do mar. Seja qual for a dieta alimentar, seja no caso da manutenção hormonal ou não, é necessário deixar de lado os maus hábitos e adotar hábitos saudáveis, realizando exercícios físicos com regularidade, dormir bem e consumir muita água. E claro, ter sempre o acompanhamento profissional multidisciplinar; nutrólogos, nutricionistas, endocrinologistas e educadores físicos.

“A dieta alimentar ajuda, seja na saúde da mulher ou do homem, mas não podemos nos esquecer de que para termos uma vida saudável ao longo dos anos, se faz necessário uma mudança de hábitos integrais, ainda que isso venha exigir disciplina e esforço pessoal, os resultados são incríveis”- completa Bruna Marisa.

Fonte: Bruna Marisa é médica, pós-graduada em endocrinologia, membro da SBEM, pós-graduada em Medicina Ortomolecular, especialista em Emagrecimento e Low Carb, com vários cursos na área de Medicina Esportiva, na qual também atua. Autora do e-book: Guia de Emagrecimento Definitivo e Duradouro.

Pele saudável no verão: saiba quais os melhores alimentos para manter o rosto hidratado

Calor intenso pode causar aumento da oleosidade, perda de nutrientes e ressecamento severo da derme

O verão chega no fim deste mês, pouco antes do Natal. Trata-se da época do ano em que os dias são mais longos e as noites mais curtas. A exposição ao sol, porém, demanda cuidados redobrados com a pele.

A nutricionista Ellen D’arc, da Bio Mundo, indica alguns alimentos que promovem a manutenção da derme, uma vez que todos os tipos de pele estão sujeitos a alterações quando os termômetros marcam temperaturas altas. “O excesso de transpiração promove a perda de nutrientes importantes. Para repor, além da ingestão de alguns ingredientes naturais, eles também podem ser usados de forma tópica e trazer bons resultados”, afirma Ellen.

Para conter a oleosidade

Em dias mais quentes é comum que o corpo produza mais suor e o rosto fique com aquele brilho que incomoda muita gente. “Alguns ingredientes naturais encontrados na maçã en o pepino têm poderes adstringentes e oferecem limpeza para o rosto, além de serem extremamente benéficos para quem tem acnes, inclusive”, explica a especialista.

Além disso, a fruta promove a hidratação perfeita na hora de repor a água da pele e ficar longe dos óleos. Já o pepino tem propriedades clareadoras, ideal para diminuir a vermelhidão do sol e, de quebra, amenizar as olheiras. Ambos podem ser usados em rodelas ou terem extraídos o suco para aplicar com um algodão sobre a face higienizada.

Rosto seco nunca mais

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Se engana quem pensa que a pele seca leva vantagens diante do sol forte, isso porque, por ser mais sensível, há maior possibilidade de descamação, ressecamento acentuado e em situações mais graves até feridas. Para manter a cútis saudável e com um aspecto bonito, mel e aveia são bons itens para serem associados às máscaras faciais caseiras, já que suas propriedades altamente hidratantes atingem camadas profundas da derme.

“Outra vantagem é o poder anti-inflamatório, que ajuda na cicatrização de feridas e até a diminuir as linhas de expressão”. A hidratação do mel é proveniente das moléculas de açúcar, já a aveia possui grânulos perfeitos para uma esfoliação leve, podendo ser combinados entre si para potencializar os resultados.

Esfoliação natural

Uma superdica para limpar a pele é a esfoliação natural. A esfoliação com mel e açúcar além de limpar, promove a sua hidratação. Basta misturar uma colher de sopa de mel com uma colher de açúcar em um recipiente e depois aplicar no rosto em movimentos circulares suaves. Deixar agir por 10 minutos e remover com água.

Pele normal também precisa de cuidados

A pele normal também exige alguns cuidados e manutenções específicos. Mesmo que ela tenha um bom nível de hidratação, o uso de produtos inadequados pode causar alterações e desencadear aumento do suor ou ressecamento. O iogurte é um grande aliado nesses momentos por possuir ácido lático na fórmula. Ele é capaz de hidratar, combater os efeitos da poluição na pele e reduzir os poros.

“É um alimento abundante em proteínas essenciais, cálcio, vitamina B2, B12 e D” informa a profissional. Uma ótima dica é espalhar uma camada bem grossa sobre a pele limpa e deixar agir entre 15 a 20 minutos, isso irá promover uma limpeza suave e desobstruir os poros.

Fonte: Bio Mundo

Seis hábitos e alimentos que enfraquecem o sistema imune

Nesse momento em que suas defesas precisam estar mais fortes do que nunca, esses hábitos alimentares podem fazer seu sistema imune ficar mais suscetível aos ataques de agressores como vírus, fungos e bactérias

Manter o sistema imunológico em equilíbrio é uma das coisas mais importantes e impactantes que você pode fazer agora, enquanto a pandemia do Novo Coronavírus continua. Mas reforçar a imunidade é uma moeda de dois lados: trata-se de escolher alimentos que ajudem a apoiar a função imunológica, evitando comportamentos que podem enfraquecer a imunidade.

“Alguns hábitos alimentares e excesso de alguns alimentos podem prejudicar o comportamento de defesa do organismo”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Abaixo, ela cita os hábitos envolvidos com a piora do sistema imune:

Foto: Emilysimagery/Morguefile

Beber muito álcool: uma taça de vinho aqui e ali pode ser uma maneira de tentar lidar com essa crise. Mas o consumo excessivo de álcool, mesmo em curto prazo, pode alterar seu sistema imunológico de maneiras que são particularmente impactantes para o momento. Em um artigo publicado na revista Alcohol Research, os pesquisadores observam que existe uma relação há muito observada entre a ingestão excessiva de álcool e uma resposta imunológica enfraquecida. “O efeito inclui um aumento da suscetibilidade à pneumonia e uma maior probabilidade de desenvolver síndromes de estresse respiratório agudo (SDRA) – fatores que podem impactar os resultados da Covid-19. Outros resultados observados envolvem um risco aumentado de sepse, uma maior incidência de complicações pós-operatórias, cicatrização deficiente de feridas e uma recuperação mais lenta e menos completa das infecções”, afirma a médica. O Centers for Disease Control (CDC) define o consumo excessivo de álcool como quatro ou mais drinques durante uma única ocasião para mulheres e cinco ou mais para homens. Beber demais significa consumir oito ou mais bebidas por semana para mulheres e 15 ou mais para homens, mas dependendo da bebida consumir mais de um copo por dia já tem efeitos negativos. Se você estiver bebendo muito, reduza para uma quantidade moderada de não mais do que uma bebida por dia para mulheres ou duas para homens. E se você acha que pode precisar de ajuda com relação ao álcool, não hesite em procurar um profissional.

Bruno/Germany/Pixabay

Abusar do sal: você pode associar o excesso de sódio a problemas como retenção de líquidos e pressão alta. Mas um novo estudo do Hospital Universitário de Bonn realizado em humanos e camundongos concluiu que muito sal pode levar a deficiências imunológicas. Os pesquisadores descobriram que, quando os rins excretam o excesso de sódio ocorre um efeito dominó que reduz a capacidade do corpo de combater infecções bacterianas. “Embora a Covid-19 seja uma doença viral, pode levar a infecções bacterianas secundárias. E essa pesquisa emergente pode resultar em uma melhor compreensão da relação entre o excesso de sódio e a função imunológica geral”, afirma. O limite diário recomendado de sódio é inferior a 2.300 mg por dia para adultos saudáveis, menos do que a ingestão média real de 3.440 mg por dia. Mais de 70% do consumo de sódio dos brasileiros vêm de alimentos processados. É por isso que a melhor maneira de conter a ingestão é limitar os produtos altamente processados, como, macarrões instantâneos, sopa enlatada e pizza congelada. Verifique os mg de sódio por porção nos rótulos de informações nutricionais. Quanto à salga dos alimentos, uma colher de chá de sal de cozinha contém 2.300 mg de sódio. Se você usar pouco sal para temperar alimentos frescos, ainda poderá permanecer abaixo do limite recomendado. Por exemplo, um quarto de colher de chá de sal, que é uma quantidade generosa se você medir, fornece 575 mg de sódio. A combinação de sal com outros temperos, como ervas e especiarias, também pode ajudar a reduzir a necessidade de polvilhar em excesso.

Consumir açúcar em excesso: cortar o excesso de açúcar adicionado é uma ideia inteligente por uma série de razões, incluindo benefícios para o suporte imunológico. Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition descobriu que, após um jejum noturno, os humanos alimentados com 100 gramas de açúcar experimentaram uma redução na capacidade das células imunológicas de abrir espaço a bactérias. Os maiores efeitos foram encontrados entre uma e duas horas depois, mas duraram até cinco horas. “Isso não significa que você deva abandonar os carboidratos completamente, mas evitar um excedente contínuo ou excessos de curto prazo é uma meta que vale a pena. A American Heart Association recomenda limitar o açúcar adicionado – o tipo adicionado aos alimentos por você ou um fabricante – a não mais do que seis colheres de chá por dia para mulheres e nove para homens. Uma colher de chá equivale a quatro gramas de açúcar adicionado, ou seja, 24 e 36 gramas de açúcar adicionado, respectivamente, para mulheres e homens diariamente”, afirma a médica. Se você é propenso a comer guloseimas açucaradas, teste alguns mecanismos alternativos de enfrentamento, como praticar meditação, exercícios físicos ou mesmo jogar videogame pode reduzir a necessidade de comer em virtude de seus sentimentos.

Ingerir muita cafeína: o café e o chá protegem a saúde, devido aos seus altos níveis de antioxidantes ligados ao efeito anti-inflamatório. No entanto, o excesso de cafeína pode interferir no sono e esse resultado pode aumentar a inflamação e comprometer a imunidade. “Para melhor apoiar a função imunológica, descarte bebidas com cafeína sem nutrientes, feitas com açúcar ou adoçantes artificiais, como refrigerantes e bebidas energéticas. Quando você gosta de café e chá, certifique-se de cortar a ingestão de cafeína pelo menos seis horas antes de deitar para evitar interferências no sono”, afirma a médica.

Economizar no consumo de fibras: as fibras apoiam uma boa saúde digestiva e ajudam a mudar a composição das bactérias intestinais de forma a melhorar a imunidade e o humor, segundo a médica nutróloga. “Uma maior ingestão de fibra alimentar e prebióticos oferece suporte a uma função imunológica mais saudável, incluindo proteção contra microrganismos. A fibra adequada também promove uma melhor qualidade do sono. A melhor maneira de aumentar a ingestão de fibras é comer mais alimentos integrais, incluindo vegetais, frutas, grãos inteiros, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico), nozes e sementes. Troque alimentos processados com baixo teor de fibras por alimentos não processados ricos em fibras”, diz a médica. Troque cereal açucarado por aveia coberta com frutas e nozes, troque o arroz branco por integral ou com grãos. Tente substituir a carne, sem fibras, por feijão ou lentilha, macarrão tradicional por massas de leguminosas, e troque os lanches embalados, como biscoitos e batatas fritas, por combinações de frutas e nozes ou vegetais com homus ou guacamole.

Não comer vegetais verdes suficientes: os vegetais verdes podem ser particularmente úteis para a imunidade. “Essas plantas fornecem nutrientes essenciais conhecidos por ajudarem a função imunológica, incluindo vitaminas A e C, além de ácido fólico. Os verdes também oferecem compostos bioativos que liberam um sinal químico que otimiza a imunidade no intestino, a localização de 70-80% das células imunológicas. Para obter o maior benefício, concentre-se especificamente nos vegetais verdes da família dos crucíferos, que incluem couve, brócolis, repolho e couve de Bruxelas. Incorpore pelo menos três xícaras por semana – crus, como salada de couve, salada de repolho e floretes de brócolis frescos com molho, ou versões cozidas no vapor, salteadas ou assadas no forno”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Este doce vai fazer você se perguntar: é churro ou bolinho de chuva?

Quem não morria de vontade quando a Tia Nastácia preparava seus famosos bolinhos de chuva para a turma do Sítio do Picapau Amarelo? Essa é uma receita queridinha no Brasil e que marcou a infância de muita gente. Pensando nisso, a chef pâtissier e cake designer Andrea Follador fez uma releitura do bolinho de chuva: desta vez recheado com doce de leite e polvilhado com açúcar e canela. Ou seja, uma receita que lembra churros. Confira o passo a passo abaixo.

Bolinho de chuva de churros, pela Chef Andrea Follador

Ingredientes

Massa
2 ovos inteiros batidos
1 xícara chá de açúcar refinado
1 xícara (chá) de leite
2 ½ xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) fermento em pó químico
Óleo de milho para fritar

Recheio
1 xícara (chá) doce de leite

Cobertura
1 xícara (chá) de açúcar mascavo
4 colheres (sopa) de canela em pó

Modo de preparo

Massa
Em uma tigela misture bem todos os ingredientes até a massa ficar homogênea. Em outra panela coloque o óleo para a fritura e quando estiver bem quente, com o auxílio de uma colher, faça as bolinhas e frite até dourar.

Montagem
Em um prato misture o açúcar mascavo e a canela, reserve. Corte os bolinhos no meio e recheie com o doce de leite e feche, após esse processo passe o bolinho na mistura de açúcar e canela. Sirva em seguida.

Tempo de Preparo: 20 minutos
Rendimento: 20 porções

Ingestão de açúcar e sal é alta entre brasileiros, segundo pesquisa do IBGE

Adicionar açúcar em bebidas e alimentos e colocar sal em preparações prontas não são escolhas saudáveis. Nutricionista da Cia. da Consulta ensina cinco dicas para driblar hábitos ruins e ter mais saúde

De acordo com levantamento recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 85,4% da população afirmou adoçar o que vai à mesa. A frequência diminuiu (era de 90,8% em 2008), mas este consumo ainda é considerado alto. E o uso exagerado de sal também ganha atenção na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018: Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil, publicada recentemente pelo órgão.

O prato na mesa do brasileiro apresentou mudanças em dez anos que acabaram alterando o perfil de consumo de alguns nutrientes. Nesse período, a ingestão de gorduras saturadas e o consumo de fibras diminuíram.

“Diminuir o consumo de gorduras saturadas, muito presente em alimentos processados e ultraprocessados é ótimo, mas a diminuição no consumo de fibras traz um alerta, já que a fibra ajuda no funcionamento do intestino e pode melhorar a imunidade”, Tamiris Oliveira, nutricionista da Cia da Consulta.

O uso do sal adicionado em comidas prontas foi mencionado por 13,5% da população, sendo mais frequente em homens adultos (16,5%). O sódio foi ingerido acima do limite por 53,5% da população e o índice foi mais elevado em homens adultos (74,2%).

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a recomendação é a ingestão de menos de 5 gramas (um pouco menos de uma colher de chá) de sal por dia. A utilização de açúcar para adoçar líquidos ou alimentos não é recomendada. Os açúcares dos próprios alimentos, como o das frutas, por exemplo, são suficientes para suprir a necessidade do organismo. A nutricionista explica que, tomando por base uma dieta de 2000 calorias, a recomendação de açúcar estabelecida pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Diabetes é entre 25 a 50 gramas de sacarose/dia.

“Consumo muito acima destes números está ligado ao aumento de diversas doenças, como diabetes e colesterol elevado”, explica o diretor médico de Cia. da Consulta, Felipe Folco.

E para driblar os hábitos ruins, a nutricionista da Cia. da Consulta, ensina cinco dicas que podem ajudar a diminuir o uso de sal e açúcar na cozinha:

Bruno/Germany/Pixabay

– Não colocar saleiros na mesa;

– Ler rótulos – escolher produtos com baixo teor de sódio até (300 mg);

– Optar por produtos in natura ao invés de congelados;

– Evitar o consumo de alimentos embutidos e ultraprocessados, como: salgadinhos, biscoito, refrigerante, macarrão instantâneo, molhos prontos, doces e fast-food em geral. Embutidos salsicha, linguiça, mortadela, presunto, peito de peru e salame;

Cocktails

-Evitar consumo de refrigerantes, sucos de caixinha e bebidas alcoólicas.

Fonte: Cia. da Consulta

Confira alimentos que podem fazer você envelhecer mais rápido

Já está mais que provado que uma alimentação saudável não só previne doenças como também faz bem para o corpo todo, incluindo pele, unhas e cabelos. Porém, o contrário também ocorre. Ou seja, dependendo daquilo que você ingere normalmente, não só sua saúde, mas também sua aparência pode ser afetada, para pior.

Confira uma lista de alimentos que você deve evitar se quiser manter-se jovem e saudável por mais tempo:

Alimentos picantes


Alguns gostam de calor … e alguns não o aguentam. Alimentos apimentados fazem os vasos sanguíneos incharem e até mesmo romper, causando manchas roxas em seu rosto. Se você tiver rosácea – comum em mulheres após a menopausa – o calor da especiaria pode desencadear um surto. Também aumenta a temperatura do corpo, de modo que você transpira para se refrescar. Quando o suor se mistura com as bactérias em sua pele, pode causar erupções e manchas.

Margarina


Sua pele é o maior órgão do corpo e tudo o que você come a afeta. A maioria das margarinas, especialmente as sólidas, contém gorduras trans. Elas aumentam o colesterol “ruim”, diminuem o colesterol “bom” e criam inflamação por todo o corpo. A inflamação está associada a doenças cardíacas e derrame, duas condições que podem dar a você uma aparência envelhecida.

Refrigerantes e bebidas energéticas


Quanto mais refrigerantes e bebidas energéticas você consome, mais rápido as células em seus tecidos envelhecem. Além da efervescência, eles têm mais calorias e adição de açúcar – 7 a 10 colheres de chá em 350ml – do que qualquer outra bebida. Combinado com as bactérias da boca, esse açúcar também forma ácido que desgasta o esmalte dos dentes e causa cáries. Outros contras incluem ganho de peso e maior risco de acidente vascular cerebral e demência.

Pratos congelados


Um jantar congelado pode acumular pela metade o sódio de uma dieta diária saudável. Quando há muito sal, você bebe mais do que o normal e inunda os rins. Qualquer água extra irá se mover para lugares em seu corpo que tenham menos sal, como seu rosto e mãos. Isso é o que faz você parecer inchado.

Álcool


Margaritas não ficam tão boas na sua pele como pareciam no copo. Se você já acordou com a boca com gosto amargo pela manhã, após uma noite de bebidas, sabe que o álcool desidrata. Isso causa um grande impacto na pele, que é 63% água. Mesmo se você beber um copo grande de água, ele hidratará todos os outros órgãos antes da pele. Quando você não se hidrata o suficente, sua pele parece, e se sente, seca, e não pode se defender contra as rugas.

Carnes processadas


Largue a calabresa: carnes processadas, como bacon, salsicha, presunto e cortes de delicatessen, são defumadas, curadas ou salgadas para durar mais tempo sem estragar. É o que as torna deliciosas e perigosas. O sódio e os conservantes químicos causam inflamação que pode desgastar seu corpo por dentro e por fora. Um pouco de inflamação é bom: ajuda a cicatrizar as células. Demais, pode causar doenças cardíacas, derrame e diabetes.

Frituras


A diferença entre a massa e um donut é um bom banho longo em óleo fervente. Esse banho promove radicais livres, ou moléculas instáveis ​​que danificam outras moléculas em suas células e acrescentam anos à sua pele. Você também pode encontrar radicais livres em outros alimentos fritos, como batatas, cachorros quentes e palitos de mussarela.

Produtos de panificação


Só porque eles não estão fritos, não significa que ficam bem em você. Produtos de padaria, como biscoitos e bolos, têm alto teor de gordura que obstrui as artérias e engorda. Eles também não economizam no açúcar, que pode causar diabetes, hipertensão e cáries (entre outras coisas). A inflamação é outro motivo para pular o sundae. Quanto mais inflamação você tiver, maiores serão as chances de artrite, depressão, doença de Alzheimer e alguns tipos de câncer.

Carnes carbonizadas


Que tal uma sigla? Fritar ou grelhar carne em alta temperatura cria produtos finais de glicação avançada, ou AGEs (Advanced Glycation End-products). Níveis baixos de AGEs são bons (seu próprio corpo os produz), mas grandes quantidades de carnes carbonizadas causam inflamação no seu corpo e desencadeia doenças cardíacas e diabetes e aumentam o risco de câncer.

Xarope de milho rico em frutose


Primo químico do açúcar de mesa, xarope de milho com alto teor de frutose adoça refrigerantes e sucos de frutas. Entre muitas outras desvantagens para a saúde, ele interfere na capacidade do seu corpo de empregar o cobre, que ajuda a formar o colágeno e a elastina que mantêm a pele saudável. Também é cheio de calorias e coloca você em risco de diabetes e doenças cardíacas.

Cafeína


A cafeína é um diurético: estimula o cérebro e estimula a necessidade de urinar. Isso pode causar desidratação. Quando você não tem água suficiente, sua pele para de liberar toxinas o que torna você mais sujeito a pele seca, psoríase e rugas.

Agave


Embora seja melhor para o seu corpo do que adoçantes artificiais, o agave tem 90% de frutose, um tipo de açúcar que só pode ser decomposto no fígado. Quando o fígado está sobrecarregado, ele transforma a frutose em gordura e produz mais radicais livres, os compostos que danificam as células.

Porém, lembre-se, não precisa eliminar os alimentos citados para sempre. O importante é não ingeri-los com frequência. Pense na palavra mágica: parcimônia.

Fotos: Getty Images

Fonte: WebMD

Pandemia dispara consumo de açúcar; saiba como consumir de forma equilibrada

Ingestão excessiva de açucares pode contribuir para desenvolvimento de diabetes e dificuldade no controle de peso

O período de isolamento e a incerteza quanto ao futuro da pandemia são fatores que vêm contribuindo para o aumento do estresse na população brasileira. O resultado disso é não apenas um crescimento dos problemas relacionados à saúde mental, mas também uma mudança de comportamento alimentar.

cake bolo pedaco doce

De acordo com dados da pesquisa ConVid, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a UFMG e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o consumo de alimentos saudáveis diminuiu durante a pandemia, passando de 37% para 33%.

Por outro lado, a ingestão de alimentos não saudáveis — tais quais doces, congelados e embutidos — aumentou. Entre jovens adultos, na faixa de 18 a 29 anos, 63% está consumindo doces ou chocolates duas vezes por semana ou mais.

Segundo o nutricionista Leone Gonçalves, esse aumento se explica pela forma como os doces agem no organismo. Ricos em glicose, substância que entra rapidamente na corrente sanguínea, o consumo desses alimentos gera rápida absorção e estimula a produção de alguns hormônios, como a serotonina — neurotransmissor responsável pela regulação do sono e humor.

“Devido a isso, a pessoa experimenta uma sensação de leveza e desestresse, além dos doces estarem frequentemente associados a memórias e sensação de prazer. Ao considerar o cenário atual, é comum que as pessoas busquem por válvulas de escape alimentar, como uma forma de aliviar a tensão”, argumenta o nutricionista.

candy doce bala goma

O grande problema é que, quando consumido em excesso, o açúcar provoca a sobrecarga do pâncreas, que tem que produzir insulina constantemente para regular os níveis de glicose, podendo não ser o suficiente, o que contribui para o desenvolvimento do diabetes.

Outro fator é que há dificuldade em fazer o controle de peso corporal, o que pode levar a um quadro de obesidade e gerar consequências como propensão a doenças cardiovasculares e hipertensão. “Sem contar que um dos problemas mais citados ao falar de consumo excessivo de doces é a cárie, devido a desmineralização das estruturas dentárias”, comenta o nutricionista.

Atenção aos excessos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, do percentual de calorias consumidas diariamente, apenas 10% devem ser oriundas de açúcares. Em uma dieta saudável, esse nível de ingestão se restringir a 5%. O ideal é que a pessoa não consuma mais do que 50 gramas da substância por dia.

De acordo com Gonçalves, a dica é procurar manter as principais refeições nos horários corretos e não colocar o doce como o grande vilão. “O doce pode fazer parte da refeição, desde que de maneira equilibrada. Ele pode ser incluído na forma de sobremesas ou como café da manhã, se tiver como base a adição de frutas, por exemplo”, recomenda.

pancake panqueca doce

Além disso, é possível apostar em receitas de doces com ingredientes naturais, que podem ir desde cremes de cacau a picolés de frutas. “É importante não se culpar caso queira comer um doce, ele pode fazer parte da alimentação. É preciso apenas que haja atenção a quantidade e a frequência”, alerta o especialista.

Fonte: Leone Gonçalves é nutricionista, educador físico e acadêmico de Biomedicina

Aprenda a preparar um brownie perfeito para o fim de tarde

Finalzinho da tarde, dia friozinho e a vontade de comer um doce, não é? Pensando nisso, a Cozinha Experimental da União vai ensinar você a fazer um Brownie com Sucralose que vai saciar esse desejo e deixar este momento feliz.

Brownie com Sucralose

Ingredientes
• 150 gramas chocolate meio amargo sem açúcar
• 100 gramas manteiga sem sal
• 1 xícara (chá) adoçante culinário União Sucralose (115g)
• 3/4 xícara (chá) farinha de trigo (82.5g)
• 1 Pitada sal
• 2 colheres (sopa) cacau em pó (20g)
• 4 ovos (240g)
• 1/2 xícara (chá) nozes picadas (50g)
• Manteiga sem sal para untar
• farinha de trigo para enfarinhar

Modo de fazer
Preaqueça o forno a 200°C e unte e enfarinhe uma assadeira pequena retangular (19,5×29,5 cm) e reserve. Derreta o chocolate com a manteiga em banho-maria ou micro-ondas e reserve. Em uma tigela, misture o adoçante culinário União Sucralose, a farinha, o sal e o cacau e acrescente o chocolate derretido com a manteiga reservado, mexendo bem. Bata ligeiramente os ovos e adicione aos poucos, misturando bem até obter uma massa lisa e homogênea.  Junte as nozes picadas e distribua a massa na assadeira reservada. Asse em forno preaquecido por 15 a 20 minutos.  Espere amornar para cortar e sirva em seguida.

brownie

Rendimento: 12 porções
Tempo de preparo: 30 minutos

Fonte: União