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Mês da família: campanha arrecada doações em prol de crianças e adolescentes com câncer

Instituto Ronald McDonald busca aumentar as chances de cura do câncer infantojuvenil no Brasil aos mesmos patamares dos países com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

No mês de maio é celebrado o Dia Internacional da Família (15), e para reconhecer o valor da instituição familiar e ajudar tantas famílias que lutam pela vida dos seus filhos em tratamento oncológico, o Instituto Ronald McDonald está promovendo uma campanha de arrecadação online. A instituição sem fins lucrativos, que há 22 anos atua para aproximar famílias da cura do câncer infantojuvenil no Brasil, pede apoio de toda a sociedade para manter seus projetos e ajudar crianças e adolescentes com câncer, que apresentam um quadro de imunidade muito frágil devido ao tratamento oncológico, sendo mais um perfil no grupo de risco da Covid-19.

“Sem a ajuda que recebemos, nem sei se teria minha filha comigo hoje. O sonho dela é ser curada do câncer. Depois que isso tudo passar e quando ela crescer, Júlia será modelo e estilista. E eu tenho certeza que ela vai realizar todos esses sonhos”. Esse é o relato emocionado de Milene Pereira, mãe da pequena Julia Moreno Faria, de 13 anos, que desde os primeiros meses de vida luta contra o câncer. Julia é uma das crianças que integra as famílias auxiliadas através de doações e projetos do Instituto Ronald McDonald.

Vicente Nascimento e o filho Antônio, de 13 anos, hóspedes da Casa Ronald McDonald Belém

No Brasil, o câncer é a doença que mais mata na faixa etária de 1 a 19 anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o Inca. A cada hora, no país, surge um novo caso em crianças e adolescentes. No atual cenário da pandemia da Covid-19, o dado se torna ainda mais alarmante, visto que pacientes oncológicos costumam apresentar imunossupressão, seja pela própria doença, seja pelo tratamento, o que os tornam mais suscetíveis a infecções, e não podem interromper o tratamento oncológico.

Devido ao contexto mundial, o Instituto Ronald McDonald realizou em 2020 uma revisão estratégica, e suspendeu a grade de eventos presenciais de arrecadação prevista, principal fonte de doações da instituição. A suspensão resultou em uma queda nas receitas. Mesmo com esse cenário, a organização sem fins lucrativos impactou, só no ano passado, de 154 mil crianças e adolescentes e seus familiares, através de 78 projetos apoiados em 17 Estados e o Distrito Federal no Brasil.

Em 22 anos de história na oncologia pediátrica do Brasil, o Instituto Ronald já investiu mais de R$ 341 milhões mudando a vida de milhares de famílias que lutam pelas vidas de seus filhos. A organização já apoiou 1.624 projetos de mais de 100 instituições de todo o país.

“Ao longo desses 22 anos de história, o Instituto investiu em diversos programas com o objetivo de promover saúde e qualidade de vida de crianças e adolescente com câncer antes, durante e após o tratamento. Mas nada disso teria sido possível sem a parceria e auxílio de voluntários, parceiros e amigos da causa, que através da dedicação incansável, se doaram para mudar a realidade e futuro de milhares de famílias. Mas agora, temos mais um desafio, enfrentar a pandemia do Coronavírus e mais do que nunca precisamos de doações”, solicita o superintendente do Instituto Ronald McDonald, Francisco Neves.

Os recursos arrecadados serão investidos na causa da oncologia pediátrica. Para doar, basta clicar aqui.

Adolescentes na pandemia: psicanalista explica impactos e faz alerta aos pais

Psicanalista e terapeuta amazonense Samiza Soares afirma que dificuldade de concentração, irritabilidade, medo, inquietação, tédio, sensação de solidão, alterações no padrão de sono e alimentação podem ser efeitos da pandemia nos adolescentes

A adolescência pode ser um período desafiador para a maioria das pessoas. A junção de hormônios, as novas descobertas e a transição para a fase adulta às vezes acarreta em uma sobrecarga mental. Atrelado a tudo isso, nesse último ano, os adolescentes precisaram lidar com mais um desafio: a pandemia da Covid-19.

“O momento tem afetado a vida de todos, mas, nos adolescentes, os efeitos foram ainda mais intensos. No consultório, tenho percebido que os impactos da pandemia desencadearam uma série de consequências nos mais jovens, como dificuldade de concentração, irritabilidade, medo, inquietação, tédio, sensação de solidão, alterações no padrão de sono e alimentação”, destacou a psicanalista e terapeuta amazonense Samiza Soares.

Segundo a especialista, pais e responsáveis devem ficar atentos às mudanças e buscarem ajuda quando notarem alterações no comportamento dos adolescentes.

“Os cuidados necessários para controlar a ansiedade durante o isolamento social deve, primeiramente, começar pelos responsáveis, pois são eles os exemplos dentro de casa. Por isso, meu alerta é observar continuamente os filhos, observar como está a alimentação, a relação com o lazer, o tempo de estudo e o que os têm motivado ultimamente”, recomenda.

“Os pais devem ficar atentos e reconhecer os sinais de estresse e da ansiedade, identificá-los e transmitir aos filhos respostas de acolhimento, segurança e aprendizado, tentando criar um momento mais tranquilo e positivo quanto ao futuro” completa.

Samiza, que desde março de 2020, início da pandemia no país, tem realizado atendimentos presenciais e online, também destaca a importância de definir horários e manter uma rotina em casa.

“É fundamental ter horário para acordar, fazer as refeições e dormir, sempre, é claro, reservando um tempo para momentos de lazer que, se possível, envolvam atividades físicas juntos, brincadeiras, conversas e, até mesmo, inseri-los nas tarefas simples de casa”, finaliza.

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Psicóloga dá dicas para lidar com as crianças durante a separação dos pais

Diálogo e sinceridade são essenciais para que os pequenos se sintam seguros nesta etapa

A separação é um momento difícil, principalmente se o casal tiver filhos. Não importa a idade, para eles é sempre complicado aceitar e entender a decisão dos pais de não viverem mais juntos. A psicóloga do Grupo São Cristóvão Saúde, Aline Cristina de Melo, sugere a melhor forma de abordar o assunto e ajudar as crianças a lidarem com o divórcio.

Para a profissional, o melhor momento para informar aos filhos é quando esta decisão está seguramente resolvida pelos pais. “Isso evita gerar angústias desnecessárias para a criança ou adolescente, caso eles mudem de ideia”.

Não existe receita, mas a especialista lembra que a adaptação do discurso para a realidade dos pequenos e a sinceridade são pontos que devem ser levados em conta. “Posicioná-los sobre a separação de forma clara, sincera e verdadeira, transparecendo tranquilidade e segurança, faz com que a criança identifique tais sentimentos e apazigue sua angústia por meio deste acolhimento”, diz.

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Ela explica que não há necessidade de expor os reais motivos do divórcio, porém é muito importante que fique claro para a criança que ela não teve qualquer culpa ou participação nesta decisão.

Paciência e sensibilidade também são muito importantes diante das dúvidas que surgirão no decorrer deste processo. Segundo a psicóloga, na maioria dos casos, a criança não absorve bem a notícia, pois tal aspecto implica no surgimento de muitas fantasias em suas mentes, que vão desde a culpa e a contribuição delas para a separação dos pais, até a possibilidade de o divórcio afetar o amor que sentem por ela. “Isso sem falar na angústia da ausência do cônjuge que sairá de casa”, complementa.

Aline ressalta que a rejeição da criança pode ser temporária. “Ela dura até que perceba que, embora sua rotina mude, o carinho e amor que recebe dos pais não mudará. Com o tempo, essa reação de rebeldia tende a se dissipar, conforme os filhos forem recuperando a segurança na família e nos laços afetivos”, acrescenta a psicóloga do São Cristóvão.

Em alguns casos, as crianças podem apresentar uma mudança no seu comportamento e no seu rendimento em algumas atividades, inclusive na escola. Quando isso acontece, Aline aponta que é importante que os pais, juntamente com seu filho, reflitam sobre o que pode estar interferindo.

Segundo ela, a falta de motivação para as atividades pode estar ligada a aspectos emocionais relacionados à dificuldade em compreender e aceitar o divórcio, “como também uma forma de chamar atenção, mesmo que seja por meio de um aspecto negativo e prejudicial”, diz.

A especialista aconselha que os pais conversem com os educadores sobre ao assunto. “Investiguem se a criança expõe suas insatisfações e angústias perante a separação dos pais em ambiente escolar. Essa é também uma forma de compreender melhor o que ocorre”, explica.

Para a psicóloga, evitar expor os filhos aos conflitos do casal deve ser a maior preocupação dos pais. “É importante tomar cuidado para não acabar usando os filhos para afetar o outro, isso poderá se refletir negativamente na criança”. Ela explica que um cônjuge não pode falar mal do outro para a criança, o ideal é que eles saibam separar a relação deles como casal da relação deles como pais.

A dica da profissional é que os pais mantenham um relacionamento saudável, ou pelo menos, tenham um diálogo cordial. “Ter um bom relacionamento é importante, pois eles precisam dialogar e se organizar quanto aos cuidados, atenção e rotina dos filhos”. Dessa forma, as crianças perceberão que sua família passou por uma grande mudança, mas que isso não afetou no carinho e amor dos pais.

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Foto: Educaloi

“Quando isso acontece, os filhos percebem que não há motivo para sentirem-se abandonados”, reforça. Em alguns casos a separação traz alívio, principalmente quando as situações de conflitos vivenciados pelo casal eram presenciadas pelos filhos.

“Muitos pais depois da separação conseguem até melhorar a convivência com as crianças, gerando uma relação ainda mais próxima”, diz a psicóloga. E, caso a criança tenha dificuldade em lidar com todas as mudanças causadas pela separação dos pais, a profissional explica que a psicoterapia pode ser um auxílio valioso na compreensão dos sentimentos e nas mudanças que serão enfrentadas.

60% dos adolescentes ficam com celular ao alcance das mãos ao menos 12 horas por dia

Dados são da pesquisa on-line Phone Life Balance, realizada pela Motorola, que aponta ainda que a situação se intensifica durante as férias

“Quantas horas por dia o celular está ao alcance das suas mãos?” Essa foi a pergunta feita no questionário on-line Phone Life Balance, realizado globalmente pela Motorola em 2018 e que, no Brasil, contou com a participação de mais de 65 mil adolescentes. As respostas dos jovens, cujas idades variam entre 10 e 19 anos, refletem a importância do telefone celular na vida deles.

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Pixabay

Seis em cada dez adolescentes têm o celular ao alcance das mãos 12 horas por dia. Em outras palavras, 60% dos jovens. A relevância do celular na vida cotidiana dos jovens fica ainda mais clara quando se analisam os dois extremos da tabela: somente 1% disse ter o celular ao seu alcance por uma hora ou menos. Já no outro extremo, 30% afirmaram ter o celular ao seu lado durante as 24 horas do dia, ou seja, o deixam próximo até enquanto dormem.

“Assim como a pesquisa realizada no Brasil, as internacionais também confirmam que os adolescentes mantêm o celular ligado 24 horas por dia. A pergunta da pesquisa da Motorola dá um passo a mais: o telefone não só está ativo, como também fica nas mãos deles praticamente o tempo todo. Não é que eles tenham acesso enquanto realizam outra atividade, a atividade é o próprio celular”, explica Roxana Morduchowicz, especialista em cultura juvenil, consultora da Unesco e autora do livro Ruídos na Web.

Por ser um dispositivo portátil, o celular faz com que sua tela seja a que mais acompanha os adolescentes durante o dia. Em todo o mundo, o celular é a tela principal (e em muitos casos, a única) na vida dos jovens. Eles realizam todas as suas atividades nela: falam com amigos, escutam música, buscam informações, jogam e realizam as tarefas escolares.

“A vida diária dos adolescentes do século XXI se define por sua relação com as telas. As tecnologias vêm transformando a maneira como eles aprendem, leem, se informam, se divertem, assistem a filmes, séries, escutam música e se relacionam com os amigos. Trata-se, sem dúvida, de transformações muito recentes e muito dinâmicas: há dez anos, nenhum adolescente acessava as redes sociais e, hoje, não existe nenhum fora delas. Em apenas uma década, as redes sociais se converteram na principal atividade dos jovens, quando navegam pela internet”, afirma Roxana.

garotas com celular na mao

Por isso, segundo a especialista, não é de surpreender que eles deixem o celular ligado as 24 horas do dia, ou que, como demonstra o estudo, esteja ao alcance de suas mãos durante metade do dia. Essa situação se intensifica quando chegam as férias. Durante o recesso escolar, os jovens têm mais tempo livre e, portanto, muito mais horas para passar navegando pela rede no smartphone.

Um bom ponto de partida para tentar resolver essa questão é entrar em um acordo com o jovem, quanto ao tempo de uso do dispositivo e as tarefas que ele deve realizar. Dessa maneira, pais e filhos podem decidir em quais momentos podem ficar livres das telas e quais outras atividades podem realizar, para que a tecnologia não ocupe a totalidade do tempo livre nas férias.

Ler um livro, compartilhar uma atividade em família, ir a uma praça, a um clube, ao cinema, ao museu ou à casa de um amigo podem ser momentos apropriados para ficar livre da tecnologia e deixar o celular em segundo plano.

mae filha smartphone computer

A respeito da relação dos mais velhos com os celulares dos filhos, é importante que os adultos estejam atentos à maneira que eles usam as tecnologias. Isso se reflete na necessidade dos pais de incorporar uma nova pergunta ao diálogo familiar: “O que você fez hoje na internet, quais páginas você conheceu, com quem se comunicou, houve algo de que você gostou ou não?” Essa é a melhor maneira de conhecer, saber e compartilhar o uso que os filhos fazem das tecnologias, conclui a consultora.

Fonte: Motorola

Cyberbullying, presidente da Sociedade de Pediatra fala dos riscos aos jovens

O que antes era tido como uma brincadeira entre amigos e aceito por pais e professores, transformou-se em um problema de proporções gigantesca. Crianças e adolescentes estão sendo humilhados continuamente nas escolas, nas ruas e, principalmente, no meio virtual, as chamadas redes sociais.

São vítimas do bullying (palavra em inglês que significa intimidar, amedrontar), quando acontece no colégio, por exemplo, e cyberbullying, quando as agressões são feitas na internet, em e-mails e posts. Segundo pesquisa da ONG Plan, 69% das vítimas do bullying têm entre 12 e 14 anos.

“O bullying é uma forma de agressão física ou psicológica sempre intencional, às vezes, repetidamente. Pode ser de uma pessoa ou de várias tendo como vítimas uma pessoa ou diversas; acontece nos mais diversos lugares da comunidade. Nos últimos anos vimos o nascer do cyberbullying que passa a existir como ferramenta de agressão nos meios eletrônicos. Na verdade, o bullying, embora esse nome tenha surgido na década de 1980, é uma prática, infelizmente, secular”, constata o pediatra Claudio Barsanti, presidente da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo).

Segundo ele, estudos apontam que essa prática já se transformou na mais comum forma de violência entre crianças e adolescentes. “O bullying e o cyberbullying tornaram-se um problema de saúde pública, pois temos visto até suicídio de adolescentes que foram vítimas desse tipo de agressão”, destaca.

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Em geral, as vítimas são aquelas que apresentam alguma diferença com os demais do grupo. Essas diferenças podem ser psicológicas, físicas ou biológicas. São tímidas ou pouco sociáveis, tem baixa autoestima, o que agrava a situação. São incapazes de reagir e não reclamam por medo de ficarem sem acesso à rede. Os agredidos podem desenvolver doenças como angústia, ataques de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia.

Com a internet, o bullying passou de restrito a poucos para atingir um público incontável, pois as redes sociais disseminam as agressões de maneira incontrolável e com muita rapidez, além de permanecer nos meios virtuais para sempre.

“A principal diferença entre o bulying e o cyberbullying é que no segundo existe a falta ideia do anonimato, mas o cyberbullying pode ser caracterizado como crime e os pais podem ser responsabilizados”, explica Barsanti.

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Pixabay

Já o agressor, ressalta, o presidente da SPSP, se sente mais importante e poderoso quando pratica esse tipo de ação.

“O agressor tem dificuldade em assumir os problemas e os esconde agindo dessa maneira. Ele é incapaz de dialogar e pode ter sido vítima antes de se tornar um agressor”, informa.

Além da vítima e do agressor, o bullying precisa de um terceiro personagem para sobreviver, o espectador, aquelas pessoas que assistem aos vídeos, leem os posts, riem das vítimas e divulgam as agressões.

Mas Barsanti adverte que “as mensagens podem ser utilizadas em juízo como prova de crime conforme previsto na lei 13.185, de 2015”.

Fonte: Sociedade de Pediatria de São Paulo

Adolescentes e computadores: aí meu Deus!

Nada mais comum atualmente do que encontrar adolescentes grudados no celular, tablet e computadores. Às vezes dá impressão que já nasceram grudados aos aparelhos eletrônicos. Com o exagero, o que poderia ser de grande ajuda para o estudo e a comunicação, acaba se tornando problema.

Para a professora adjunta Maria Sylvia de Souza Vitalle, presidente do Departamento Científico da Adolescência da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo) e chefe do Setor de Medicina do Adolescente do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a questão do uso incontrolável dos computadores por parte dos adolescentes é meio uma consequência da ‘terceirização’ dos filhos.

computador mulher pixabay

“Muitos pais precisam se ausentar por períodos longos por exigências de trabalho, por exemplo, e não conseguem supervisionar adequadamente as atividades das crianças”. Ela ressalta que os adolescentes precisam de supervisão sempre. Para que não se tornem totalmente dependentes das máquinas, é essencial dar o exemplo.

“Existem regras básicas de convívio e participação em todas as atividades familiares, como limitar o uso de todos os aparelhos eletrônicos, selecionar o que os adolescentes podem acessar, ensinar a ver as máquinas com olhar crítico e manter-se alerta para o que o filho vê na internet. Além de lembrar frequentemente que TV e computador não são babás”.

Maria Sylvia aconselha os pais a não confundir privacidade, com liberalidade total, pois isso acarreta exposição a riscos.

“Além de colocar limites ao uso, é necessário explorar as ferramentas possíveis de bloqueio de conteúdos e informar dos riscos do mundo digital, como o cyberbullying”, destaca.

Estudos apontam que 33% dos adolescentes mudam o comportamento quando sabem que os pais estão supervisionando; 48% deles escondem algumas atividades dos pais; 20% apagam mensagens; 23% apagam o histórico do navegador; e 16% minimizam o navegador quando adultos estão por perto.

TECLADO COMPUTADOR

Quanto ao tempo que eles podem passar nos aparelhos, Maria Sylvia adverte que a utilização dos dispositivos eletrônicos “não pode nunca comprometer as atividades cotidianas; e o tempo precisa ser delimitado de acordo com as idades e o desenvolvimento das crianças e adolescentes”.

Claro que a conexão com a internet tem pontos positivos também, diversos. “São ótimos aliados para a educação e aquisição de conhecimento. As mídias sociais têm imenso potencial de motivação. Sabendo usar, incrementam as habilidades cognitivas, sendo capazes de desenvolver a leitura, o vocabulário e a criatividade. Podem auxiliar na resolução de problemas e atuar na melhora do desempenho de matemática. Portanto, podem enriquecer e em muito o conteúdo acadêmico, trazendo benefícios em distintas áreas, como história, artes, ciência, literatura, música, somente para citar algumas. Há a facilidade do acesso, trazendo o mundo à palma da mão; isso pode aumentar o capital cultural das pessoas. E é o capital cultural que também auxiliará na formação de cidadãos melhores”, conclui.

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Fonte: SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo)

Mundo virtual: é preciso proteger crianças e adolescentes

Em um mundo no qual a inclusão digital se dá cada vez mais cedo e para um número cada vez maior de crianças, os pais e responsáveis precisam estar sempre atentos aos passos dos menores no ambiente virtual. Para a consultora de Direito Digital do Sistema Positivo de Ensino, Patrícia Peck, a internet é uma rua gigantesca de mais de 5 bilhões de pessoas que traz excessos e perigos.

“A negligência, neste caso, quase sempre gera danos – alguns deles irreversíveis. É preciso um controle rigoroso para impedir que nossos filhos acabem se tornando ‘menores abandonados digitais’, sujeitos à própria sorte”, afirma a especialista. A consultora dá algumas dicas que podem ajudar nessa era digital:

1. Estabeleça regras claras (o que pode ou não fazer).

2. Vigilância dos pais é um dever – realize inspeção e monitoramento.

crianças computador

3. Crie perfis de acordo com a idade dos filhos, separando principalmente criança (até 12 anos) de adolescente (maior de 13 anos) em serviços como Netflix e em grupos de WhatsApp.

4. Habilite o controle de segurança no YouTube – via browser – e dê preferência por utilizar o YouTube Kids, se for criança.

5. Defina um horário limite para o uso da internet, para fechar a “porta da casa digital” na hora de dormir.

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6. Monitore a privacidade da família, digitando os nomes dos filhos em buscadores – e veja o que aparece.

7. Ensine os filhos a proteger as informações da família (não exponha rotina, trajetos, horários, informações de viagens, quanto os pais ganham, onde trabalham).

8. Instale ferramentas protetivas antes de dar o dispositivo à criança (antivírus e software de controle dos pais).

9. Sempre leia os termos de uso, verificando a idade mínima dos serviços.

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10. Acompanhe quem são os amigos digitais de seu filho (jogos em rede, grupos de WhatsApp e outras redes sociais).

Fonte: Editora Positivo

“Diabetes do adulto” está cada vez mais frequente na infância e na adolescência

Fabiano Lago, médico no Spa Estância do Lago e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que o número de crianças e jovens com diabetes tipo 2 vem aumentando expressivamente, preocupando os especialistas

De acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU, são mais de 380 milhões de pessoas com diabetes no mundo. Somente no Brasil, esse número chega a 16 milhões e, segundo o Ministério da Saúde, a última década apresentou aumento de mais de 60% nos casos.

O endocrinologista do Spa Estância do Lago, Fabiano Lago – também membro da Sociedade Brasileira de Diabetes – ressalta que cada vez mais a patologia aparece mais cedo. “A diabetes adulta, do tipo 2, vem crescendo expressivamente na infância e adolescência”, ressalta o médico.

Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, situações simples de serem revertidas na visão do endocrinologista. “A taxa de glicose no sangue pode ser reduzida com a perda de peso, que pode ser entre 5% e 10%. Ou seja, basta incorporar uma alimentação um pouco mais saudável aliada a atividades físicas prazerosas, especialmente em se tratando de criança e adolescente”, orienta Lago.

Pós-graduado em Biologia Molecular e Obesidade pela Laval Université em Quebec City, no Canadá, e considerado uma das maiores referências em emagrecimento pelo Spa Estância do Lago –localizado a 15 km de Curitiba, o médico aponta maneiras especiais para tratar a criança e o jovem.

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Foto: Hello Doktor

“Eu me torno amigo dos meus pequenos pacientes em fase de reeducação alimentar, e não alguém que impõe um sofrimento. Os pais precisam estar engajados no tratamento, evitando o termo dieta, falando em alimentação saudável para toda a família, mudando apenas um hábito por consulta, facilitando assim o processo de mudança”, ensina.

Em 2017, o tema para a campanha em prol do Dia Mundial do Diabetes, comemorado hoje, é “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”. E o especialista também comenta o comportamento da doença no público feminino. “As mulheres estão em maior risco de desenvolver diabetes na fase do climatério. A queda dos níveis hormonais femininos favorece o acúmulo de gordura abdominal, em especial gordura visceral, aumentando o risco de resistência à insulina e diabetes”.

Ainda para mensurar o cenário, segundo pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, com um grupo de mil homens e mulheres, a diabetes tem mais prevalência nas mulheres, por fatores metabólicos, sedentarismo e aumento de gordura. O estudo revelou que pacientes femininos têm 44% mais chances de desenvolver doenças coronarianas.

Fonte: Fabiano Lago é médico endocrinologista do Spa Estância do Lago, graduado pela PUC Paraná; fez residência em Clínica Médica no Hospital de Clínicas da UFPR; residência em Endocrinologia e Metabologia no Hospital de Clínicas da UFPR. Membro da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade;  Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia;  Sociedade Brasileira de Tireoide e  Sociedade Brasileira de Diabetes.

 

Hoje é o ‘Dia D’ para atualizar carteira de vacinação de crianças e adolescentes

Postos fixos ficarão abertos das 8 às 17 horas; Campanha de Multivacinação de SP disponibiliza vacinas contra 18 tipos de doenças

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realiza neste sábado, 16 de setembro, o ‘Dia D’ da Campanha Estadual de Multivacinação de crianças e adolescentes até 15 anos.

Estarão disponíveis doses contra 18 tipos de doença, entre as quais tuberculose, rotavírus, paralisia infantil, febre amarela, sarampo e HPV. O objetivo é colocar em dia a caderneta de vacinação de cerca de 9,8 milhões de paulistas que compõem o público-alvo (dados regionais abaixo).

A campanha continuará até 22 de setembro e os profissionais dos postos de vacinação atuarão para conferir e atualizar as cadernetas dos menores de 15 anos e aplicar as doses em atraso de acordo com cada faixa etária, caso seja necessário.

Neste sábado, das 8 às 17 horas, 314,7 mil profissionais estarão distribuídos em 5,1 mil postos fixos e volantes em todo o Estado de São Paulo. Também serão mobilizados, em parceria com as prefeituras do Estado, 1.749 carros, 17 ônibus, três barcos, um trem e outros 13 tipos de veículos.

“O ‘Dia D’ é mais uma oportunidade para que os pais ou responsáveis se programem para levar as crianças e adolescentes aos postos de vacinação. Aproveitamos essa data para reforçar a importância da imunização para proteger esse público contra as doenças e complicações”, afirma a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

Em situações de perda da caderneta de vacinação, a recomendação é de que os pais ou responsáveis compareçam ao mesmo posto de saúde onde vacinaram as crianças anteriormente, para que seja possível consultar quais doses já foram aplicadas na ficha de registro arquivada na unidade.

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Foto: Portal Brasil

Público-alvo da Campanha Estadual de Multivacinação:

REGIÃO PÚBLICO ESTIMADO
CAPITAL e GRANDE SP 4.789.703
ARAÇATUBA 153.129
ARARAQUARA 203.977
BARRETOS 91.092
BAURU   377.522
CAMPINAS 928.149
FRANCA 157.765
MARÍLIA 235.717
PIRACICABA 324.408
PRES PRUDENTE 161.614
REGISTRO 77.939
RIBEIRÃO PRETO      306.128
BAIXADA SANTISTA 405.176
SÃO JOÃO DA BOA VISTA 171.000
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 303.069
SOROCABA 567.324
VALE DO PARAÍBA 554.854
TOTAL 9.808.566

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Campanha traz informações sobre educação sexual e planejamento familiar

Campanha “A vida é feita de escolhas” promoverá debates e informações e atividades sobre educação sexual, prevenção da gravidez na adolescência e planejamento familiar. Campanha conta com apoio de ginecologistas, sexólogos e educadores

Sim, este blog foi criado pensando na mulher madura, que hoje, podemos dizer, não tem mais uma idade, ou seja, ela se encaixa em uma nova categoria: ageless, sem idade. Porém, nossos textos são lidos por pessoas de várias faixas etárias. E muitas mulheres maduras que nos leem têm filhos na adolescência, fase complicada da vida, na qual o diálogo costuma não acontecer como antes. Já os jovens que também nos leem sempre podem ampliar seu conhecimento, não é mesmo? Portanto, este texto é interessante para todos nossos leitores.

A adolescência é uma fase de mudanças, de descobertas e incertezas, todos sabemos. O corpo e o cérebro passam por transformações, chegam mais responsabilidades na escola, o desejo de mais liberdade e autonomia, a sexualidade aflora, as ficadas e namoros entram em cena e, nessa fase de transição entre a infância e a idade adulta, o adolescente quer ser cada vez mais responsável por suas decisões. Este é um período de alegrias, amizades e gargalhadas, mas que tem também os seus conflitos. Vamos conversar a respeito?

Um dos conflitos pode estar associado à gravidez não-planejada. Como lidar com essa situação? Segundo estudo divulgado em 2014 pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em países em desenvolvimento, como o Brasil, a cada dia, 20 mil meninas com menos de 18 anos dão à luz, e a cada ano, cerca de 70 mil delas morrem de causas relacionadas à gravidez e ao parto. Além do risco à saúde, muitas vezes, os adolescentes precisam deixar de lado oportunidades de estudo, trabalho, lazer e se tornam alvo de discriminação.

Por isso, o laboratório farmacêutico EMS acaba de lançar a campanha nacional “A vida é feita de escolhas”, para levar informações de qualidade sobre educação sexual, prevenção de gravidez e planejamento familiar a mulheres e homens em todo o Brasil, principalmente para adolescentes em fase de iniciação da vida sexual. “A ideia é de falarmos sobre prevenção, do uso dos métodos contraceptivos e, ao mesmo tempo, esclarecer dúvidas sobre sexualidade, de forma leve e baseada no diálogo”, explica Joaquim Alves, diretor de Marketing e Demanda da unidade de Prescrição da EMS.

Consenso entre os principais estudos brasileiros e internacionais sobre o assunto, a orientação é sempre um caminho essencial para a prevenção da gravidez na adolescência, um problema de saúde pública no Brasil. O objetivo do movimento é fazer esse trabalho de conscientização para estimular discussões, o engajamento e a mobilização. A ideia central é trabalhar para que gravidez na adolescência seja fruto de uma escolha e não um “acidente”. As informações sobre comportamento, saúde e educação sexual terão o respaldo de especialistas, como ginecologistas, sexólogos e educadores.

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Ações da campanha

Para se aproximar dos adolescentes e jovens, o movimento “A vida é feita de escolhas” tem forte presença digital, com o lançamento deste hotsite, e já está também no Facebook, Instagram e Youtube. Nesses canais, a empresa apresentará, mensalmente, uma série com episódios em vídeo sobre temas de interesse dessa faixa etária, como mudanças no corpo, tensão pré-menstrual, virgindade, escolha do método anticoncepcional e ciclo menstrual, conteúdos produzidos por médicos de renome. Os assuntos também serão abordados em folhetos educativos a serem produzidos e distribuídos pela EMS.

As personagens Niki e Lyne, presentes nos materiais de comunicação, no hot site e nas redes socais, foram criadas para personificar as adolescentes, gerarem identificação com este público e “vivenciarem” algumas das situações reais, . Ao longo do movimento, elas ganharão a companhia de vários amigos para conversarem sobre gravidez e sexualidade.

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A gravidez na adolescência traz impactos na vida das pessoas, principalmente entre as mulheres. Deve-se considerar ainda o aumento do número de casos de AIDS e de doenças sexualmente transmissíveis entre os adolescentes e jovens. Outro ponto relevante é que a vida sexual dos brasileiros e brasileiras está começando cada vez mais cedo e não existem estatísticas sobre os casos de gravidez entre os pré-adolescentes.

Próximos passos

Nos próximos meses, a campanha levará a palestra “Mulher no Controle” para mais de 350 escolas, faculdades e empresas espalhadas pelo Brasil. A apresentação será conduzida por profissionais da saúde de cada região, e abordará temas como gravidez na adolescência, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e planejamento familiar.

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Também para este ano, o movimento prevê, entre outras iniciativas, a realização de 60 palestras da psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo, livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), para médicos ginecologistas, sobre sexualidade e o comportamento. O conteúdo terá transmissão online e interação por aplicativo, com previsão de atingir mais de cinco mil profissionais pelo Brasil.

Fonte: EMS