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Nutricionista ensina cardápio fácil, prático e saudável para o Dia das Mães

O dia é especial, o momento é de homenagem, mas como ainda não é o momento, melhor deixar os abraços e beijos para depois, cuide-se

Tradicionalmente o Dia das é Mães é comemorado no segundo domingo de maio. E como a pandemia de Covid-19 continua em alta no país, melhor comemorar a data com quem moramos e preparando os pratos.

Por isso reinvente-se, e prepare você mesmo um almoço especial para sua mãe ou esposa. E para te ajudar nesta tarefa, a nutricionista Adriana Stavro montou um cardápio fácil que pode ser adaptado de acordo com a preferência de cada uma. Lembrando: organize suas compras e evite aglomerações de última hora. #proteja-se

Entrada – Creme de Palmito

Ingredientes
1 colher sopa de manteiga
1 cebola média ralada
1 dente de alho bem picadinho
2 vidros de palmito picados em cubos pequenos
1 colher sopa de farinha de trigo ou amido de milho
1 litro de leite ou de caldo de legumes
Sal e pimenta do reino à gosto
Salsinha e cebolinha à gosto

Preparo:
Em uma panela, coloque a manteiga e leve ao fogo até derreter. Acrescente cebola e alho, refogue até a cebola ficar transparente, acrescente o palmito e deixe cozinhar por + ou – 5 minutos, mexendo de vez em quando. Polvilhe com uma peneira a farinha ou amido de milho e misture. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Aos poucos, junte o leite ou o caldo de legumes, mexendo sempre até obter um creme homogêneo (se o creme empelotou, bata no liquidificador ou passe por uma peneira grossa). Acerte o sal e finalize com salsinha e cebolinha.

Dica:o palmito pode ser substituído por aspargos ou cebolas.

Prato principal – Risoto de Shitake e Amêndoas Torradas

Ingredientes:
2 litros de caldo de legumes (receita abaixo)
1 cebola grande picada em cubinhos finos
2 dentes de alho picados em cubinhos finos
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de manteiga
200 gramas de cogumelo tipo shimeji
200 gramas de cogumelo tipo shitake cortado em tiras finas
500g de arroz arbóreo
2 xícaras de chá (400ml) de vinho branco seco
Sal de ervas e pimenta do reino à gosto
Salsinha e cebolinha a gosto
Queijo parmesão ralado a gosto
1 xícara chá de amêndoas torradas e picadas

Modo de preparo:
Para o caldo de legumes: adicione legumes como cenoura, cebola, alho-poró, talos de salsinha e cebolinha ou alho em 2,5 litros de água. Deixe ferver em fogo baixo por 30 minutos. Isso vai render em média 2,0 litros de caldo.

Base: em uma panela aqueça o azeite e 1 colher de sopa de manteiga. Acrescente a cebola e o alho e frite muito lentamente até ficarem macios. Acrescente o arroz e abaixe o fogo. O arroz vai começar a fritar levemente. Continue mexendo lentamente. Depois de aproximadamente 2 minutos, ele vai ficar levemente transparente. Aumente o fogo e acrescente o vinho e continue mexendo até secar. Acrescente o caldo (quente) aos poucos (de concha em concha) mexendo lentamente. Adicione um pouco de sal e abaixe o fogo. Deixe cada concha de caldo secar antes de adicionar a próxima. Prove o arroz. Se estiver al dente, está pronto. Em outra frigideira coloque 1 colher de sopa de azeite e refogue os cogumelos com sal e pimenta do reino.
Retire a panela do fogo e misture o restante da manteiga, o parmesão, e os cogumelos. Mexa bem delicadamente. Tampe a panela e deixe descansar de 2 a 3 minutos, no máximo, tempo suficiente para atingir a cremosidade necessária. Por fim, salpique a salsinha a cebolinha e por último acrescente as amêndoas torradas. Sirva imediatamente.

Dica: cogumelos podem ser substituídos por camarão, rúcula com tomate seco, pera com gorgonzola. Lembrando que se usar frutos do mar, tire o queijo parmesão. Eles não combinam.

Sobremesa – Torta Crua de Castanhas com Recheio de Mousse de Chocolate 70% Cacau

Ingredientes:
200g de castanhas-do-pará
200g de nozes
100g de pistache
200g de ameixas secas ou uvas passas ou tâmaras
1 colher de sopa de óleo de coco ou manteiga de coco
1 pitada de sal ou flor de sal

Recheio – ingredientes mouse 70% cacau:
200g de chocolate 70% cacau
1 pitada de sal ou flor de sal
1 colher de chá de café solúvel (opcional)
½ xícara de leite desnatado (se preferir pode pôr um leite vegetal)
1 lata de creme de leite batido em chantili ou chantili de garrafa com xylitol a gosto
Essência de baunilha a gosto

Cobertura – Ingredientes:
1 xícara de chá de morangos
1 xícara de chá de mirtilos
1 xícara de chá de framboesa
Uva sem caroço (se preferir uma opção mais barata)

Preparo – mouse 70% cacau:
Misture o chocolate com o leite quente. Adicione o café e deixe descansar por 5 minutos. Prepare o chantili com a essência de baunilha. Misture todos os ingredientes até formar um creme homogêneo.

Preparo da base:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Use a tecla pulsar. Não deixe virar uma massa. O ideal é ficar pedaços das sementes. Misture a manteiga de coco ou o óleo de coco. Isso vai ajudar a dar liga. Coloque em uma forma previamente untada com óleo de coco e molde com as mãos. Adicione a mousse de chocolate e leve à geladeira por 4 horas. Retire da geladeira e coloque as frutas vermelhas. Para finalizar jogue nozes e amêndoas cortadas grosseiramente.
OBS. as frutas e as amêndoas podem ser colocadas na hora de servir.

Para beber – Suco de Laranja, Cenoura, Acerola e Gengibre

Ingredientes:
2 laranjas pera sem casca e sem sementes
1 cenoura média descascada
1 pedaço pequeno de gengibre cortado em cubinhos
1 sachê de acerola congelada ou 1 xícara de chá acerolas

Modo de fazer:

Bata todos os ingredientes no liquidificador, com 500ml de água filtrada e gelo a gosto. Passe pela peneira. Sirva em taças, fica lindo e gostoso.

Vinho – sugestões
Vinho Pérez Cruz Reserva Doña Mariana Sauvignon Blanc
Vinho Eternitá Rosa Rosé

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Confira alternativas ao leite de vaca

Nutricionista Adriana Stavro explica a ampla variedade de opções de produtos em forma de leite

Quando se trata de leite, são muitas as opções. Se você é intolerante a lactose, alérgico a proteína do leite de vaca (APLV), vegano, alérgico a nozes, soja ou coco, não se preocupe, nas prateleiras dos supermercados você encontra diferentes opções, que com certeza, vai atender às suas necessidades com bons perfis nutricionais e sabores diferentes.

Leite de vaca: integral, semidesnatado, desnato ou zero lactose

A principal diferença é o teor de gordura, e, portanto, a quantidade de calorias. O leite integral é o que contém mais gordura (mínimo de 3% de sua composição). O leite semidesnatado é mais leve em relação ao integral. No processo de fabricação, parte da gordura é retirada, mantendo os níveis entre 0,6 e 2,9%. O leite desnatado tem menos gordura, porém, ele não contém as vitaminas A e D. Com exceção das vitaminas A e D do leite desnatado, todas as versões contém as mesmas quantidades de proteínas, sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, e vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, biotina, ácido fólico, B12, C, D, E, e K. É importante ressaltar que as quantidades de carboidratos nas 3 versões são as mesmas (em média 9,0g por 200ml). Com uma ampla variedade de extratos vegetais disponíveis, pode ser difícil saber qual é o melhor. É importante ficar atento aos ingredientes ocultos que possam ter impacto negativo na sua saúde.

Aqui estão alguns pontos importantes a considerar:

Conteúdo de cálcio: leite de vaca é rico em cálcio, essencial para ossos saudáveis e para prevenir a osteoporose. A maioria dos extratos vegetais é enriquecida com cálcio, portanto, escolha um que contenha no mínimo 120 mg de cálcio por 100 ml.

Vitamina B12: encontrada naturalmente em produtos de origem animal. Pessoas que limitam ou evitam estes produtos devem escolher produtos enriquecidos com esta vitamina.

Alergias e intolerâncias alimentares: algumas pessoas têm alergias ou intolerâncias a certos ingredientes usados em leites à base de plantas, como glúten, nozes e soja. Verifique os rótulos se você tiver alergias ou intolerâncias.

Açúcar: é disfarçado por muitos nomes (dextrose, frutose, galactose, glicose, lactose, maltose, sacarose entre outros). É importante ficar atento e evitar produtos com adição de açúcar e de adoçantes artificiais.

Estabilizadores como goma de gel: goma de gel é um polissacarídeo produzido pela bactéria Sphingomonas elodea. É frequentemente combinado com o agente espessante de gomaxantana, que pode ter efeito laxante quando consumido em grandes quantidades.

Reguladores de ácido: como o fosfatos, são adicionados às alternativas de leite para manter o pH durante o armazenamento. No entanto, há muita controvérsia em torno do uso de altas concentrações de fosfatos como aditivo alimentar, razão pela qual eles devem ser consumidos apenas em pequenas quantidades.

Lembre-se de ler a lista de ingredientes antes de adquirir alternativas ao leite de vaca.

Extrato vegetal de soja

Tem sido o substituto não lácteo mais popular porque seu perfil nutricional se assemelha muito ao leite de vaca. algumas marcas, são enriquecidas com cálcio e vitamina D, portanto, verifique o rótulo nutricional. Uma xícara (240 ml) de leite de soja sem açúcar contém 80-90 calorias, 4-5 gramas de gordura, 7-9 gramas de proteína e 4 gramas de carboidratos

Extrato vegetal de amêndoas

É feito com amêndoas e água. Tem uma textura leve e um sabor ligeiramente doce. Pode ser adicionado ao café e chá, misturado em smoothies e usado como substituto do leite de vaca em sobremesas e assados. Uma xícara (240 ml) de extrato de amêndoa sem açúcar contém 30 a 35 calorias, 2,5 gramas de gordura, 1 grama de proteína e 1 a 2 gramas de carboidratos
Comparado ao leite de vaca, contém menos calorias e menos gorduras. Também é significativamente mais baixo em proteínas e carboidratos. É um dos extratos vegetais de menor teor calórico disponíveis, e é uma ótima opção para aqueles que desejam ou precisam diminuir o número de calorias. Escolha marcas que contenham um conteúdo mais alto de amêndoas, em torno de 7 a 15%. As amêndoas também contêm ácido fítico, uma substância que se liga ao ferro, zinco e cálcio para reduzir sua absorção no organismo. Isso pode diminuir um pouco a absorção desses nutrientes pelo extrato de amêndoa

Extrato vegetal de coco

O extrato de coco é feito da água e da polpa branca dos cocos marrons. Tem uma textura cremosa e um sabor doce, mais sutil que o coco. Um copo (240 ml) contém 45 calorias, 4 gramas de gordura, nenhuma proteína e quase nenhum carboidrato. Contém um terço das calorias do leite de vaca, metade da gordura e significativamente menos proteínas e carboidratos. Tem o menor teor de proteínas e carboidratos dos extratos não lácteos. Por isso pode não ser a melhor opção para aqueles com maiores necessidades de proteína, mas seria adequado para quem procura reduzir a ingestão de carboidratos. Além disso, cerca de 90% das calorias do extrato de coco são provenientes de gordura saturada, conhecida como triglicerídeos de cadeia média.

Extrato vegetal de aveia

O extrato de aveia é feito a partir de uma mistura de aveia e água. No entanto, os fabricantes costumam adicionar ingredientes extras, como gomas , óleos e sal, para produzir sabor e textura agradáveis. É naturalmente doce e de sabor suave. Pode ser usado para cozinhar da mesma maneira que o leite de vaca e é ótimo com cereais ou smoothies. Um copo (240 ml) contém 140-170 calorias, 4-5 gramas de gordura, 2-5 gramas de proteína e 19-29 gramas de carboidratos. Contém um número semelhante de calorias que o leite de vaca, e cerca de metade da quantidade de proteína e gordura. Curiosamente, o extrato de aveia é rico em fibras totais e beta glucana, um tipo de fibra solúvel que forma um gel espesso à medida que passa pelo intestino. O gel de betaglucana se liga ao colesterol, reduzindo sua absorção no organismo. Isso ajuda a diminuir os níveis de colesterol, principalmente o colesterol LDL, o tipo associado a um risco aumentado de doença cardíaca. Pesquisas mostraram que as betaglucanas ajudam a aumentar a sensação de saciedade, e diminuem os níveis de açúcar no sangue após uma refeição. O extrato de aveia também é barato e fácil de fazer em casa.

Extrato vegetal de arroz


É feito de água e arroz branco ou marrom moído. Tal como acontece com outros não lácteos, geralmente contém espessantes para melhorar a textura e o sabor. O extrato de arroz é o menos alergênico dos não lácteos. Isso o torna uma opção segura para pessoas com alergias ou intolerâncias a laticínios, glúten, soja ou nozes. Tem sabor suave e naturalmente doce com consistência levemente aquosa. É ótimo para beber, preparar smoothies e sobremesas.
Uma xícara (240 ml) contém 130-140 calorias, 2-3 gramas de gordura, 1 grama de proteína e 27-38 gramas de carboidratos. O extrato de arroz contém calorias semelhantes ao leite de vaca. Ele também contém consideravelmente menos proteína e gordura. De todas as alternativas não lácteo, o extrato de arroz contém mais carboidratos, cerca de três vezes mais que os outros. Além disso, tem um alto índice glicêmico (IG) de 79 a 92, o que significa que é absorvido rapidamente no intestino, e aumenta rapidamente os níveis de açúcar no sangue. Por esse motivo, pode não ser a melhor opção para pessoas com diabetes. Devido ao seu baixo teor de proteínas, também pode não ser a melhor opção para crianças, atletas e idosos. Essas populações têm maiores necessidades de proteína.

Extrato vegetal de caju

É feito de uma mistura de castanha-de-caju e água. É cremoso e tem um sabor doce e sutil de nozes. Tal como acontece com a maioria dos extratos à base de nozes, a polpa é extraída do leite. Isso significa que as fibras, proteínas, vitaminas e minerais de todo o caju são perdidos.
Um copo (240 ml) de extrato de caju sem açúcar contém apenas 25 a 50 calorias, 2 a 4 gramas de gordura, 0 a 1 grama de proteína e 1 a 2 gramas de carboidratos. O extrato de caju contém menos calorias do leite de vaca, metade da gordura e significativamente menos proteínas e carboidratos. Devido ao seu baixo teor de proteínas, pode não ser a melhor opção para pessoas com maiores necessidades como idosos, crianças e atletas. Com apenas 25 a 50 calorias por xícara (240 ml), o extrato de caju sem açúcar é uma ótima opção de baixa caloria para quem procura reduzir sua ingestão calórica. O baixo teor de carboidratos e açúcar também a torna uma opção adequada para pessoas que precisam monitorar sua ingestão de carboidratos, como diabéticos. Por fim, o extrato de caju é um dos extratos mais fáceis de fazer em casa.

Extrato vegetal de macadâmia

O extrato de macadâmia é feito principalmente de água e cerca de 3% de macadâmia. É relativamente novo no mercado. Tem sabor suave e é mais cremoso que a maioria dos extratos vegetais. Um copo (240 ml) contém 50 a 55 calorias, 4-5 gramas de gordura, 3-5 gramas de proteína. Isso faz com que seja uma ótima opção para quem tenta reduzir a ingestão de calorias. Contém menos calorias e gordura em relação ao leite de vaca. Também tem menos proteínas e carboidratos. Além disso, o extrato de macadâmia é uma ótima fonte de gorduras monoinsaturadas saudáveis , com 3,8 gramas por xícara (240 ml). Aumentar a ingestão de gorduras monoinsaturadas pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol no sangue, a pressão sanguínea e o risco de doença cardíaca, especialmente se ele substituir alguma gordura saturada ou carboidrato em sua dieta

Extrato vegetal de cânhamo

É produzido a partir das sementes da planta de cânhamo. O extrato de cânhamo tem um sabor levemente adocicado e uma textura fina e aquosa. Uma xícara (240 ml) de extrato de cânhamo sem açúcar contém 60 a 80 calorias, 4,5 a 8g de gordura e 1 a 2g de carboidratos. Contém quantidade semelhante de gordura ao leite de vaca, mas cerca da metade das calorias e proteínas. Ele também contém significativamente menos carboidratos em relação ao leite.
É uma boa opção para veganos e vegetarianos, pois um copo fornece 2 a 3g de proteína com todos os aminoácidos essenciais. É baixo em carboidratos, tornando-o uma ótima opção para quem deseja reduzir a ingestão. Evite variedades adocicadas, pois elas podem conter até 20 gramas de carboidratos por xícara (240 ml)

Extrato vegetal de quinoa

Embora a quinoa tenha se tornado um superalimento muito popular nos últimos anos, o extrato é relativamente novo no mercado. Por esse motivo, é um pouco mais caro que outros extratos e pode ser um pouco mais difícil de encontrar. Um copo (240 ml) contém 70 calorias, 1 grama de gordura, 2 gramas de proteína e 12 gramas de carboidratos em média. É composto principalmente de água e de 5 a 10% de quinoa. Isso significa que a maioria das proteínas, fibras, vitaminas e minerais da quinoa são diluídas. Possui um perfil nutricional bastante equilibrado em comparação com outros extratos. É relativamente baixo em gordura, com quantidades moderadas de proteínas, calorias e carboidratos. É uma boa fonte de proteína para vegetarianos e veganos. Se estiver disponível no supermercado, pode valer a pena apostar.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Abacate: conheça 13 benefícios desta fruta considerada um superalimento

Enquanto a maioria das frutas consiste principalmente de carboidratos, o abacate é rico em gorduras saudáveis

É uma fruta deliciosa, rica em fibras, potássio, sódio, magnésio, vitamina A, C, E, K 1, folato, B-6, niacina, ácido pantatênico, riboflavina, colina, luteína, zeaxantina, criptoxantina, fitoesteróis e gorduras monoinsaturada, que ajudam a reduzir os riscos de doenças crônicas. É frequentemente citado como um superalimento, o que não é surpreendente, dadas as suas propriedades para a saúde.

Existem centenas de tipos de abacates que variam em formas, tamanhos, cores e texturas. No Brasil, são produzidas as variedades Breda, Fortuna, Geada, Margarida, Ouro Verde, Quintal e Hass (conhecida como avocado).

Saiba um pouco mais sobre os benefícios da fruta com a nutricionista Adriana Stavro:

Protege contra danos ao DNA

Foto: Szafirek/Morguefile

Um estudo com 83 pilotos de avião do sexo masculino de uma companhia aérea Americana, sobre biomarcador de exposição à radiação cósmica e danos ao DNA, (esta população é exposta a altos níveis de radiação ionizante [RI] conhecida por danificar o DNA, acelerando o processo de envelhecimento), mostrou que a alta ingestão de vitaminas C e E, betacaroteno, beta criptoxantina, luteína e zeaxantina, podem proteger contra danos cumulativos ao DNA em pessoas expostas a RI.

Diminui hipertensão

Os abacates são ricos em potássio. Uma porção de 100 gramas contêm 14% da dose diária recomendada (RDA), em comparação com 10% na banana, que é um alimento típico com alto teor de potássio. Na revisão sistemática e meta-análises sobre o efeito do aumento da ingestão de potássio na prevenção de doenças cardiovasculares, que incluiu 22 ensaios clínicos randomizados com 1.606 participantes com hipertensão e lipídios altos no sangue, e 11 estudos de coorte com 127.038 participantes relatando doença cardiovascular, acidente vascular cerebral ou doença cardíaca, mostrou que o aumento da ingestão de potássio reduziu a pressão arterial sistólica em 3,49 e a diastólica em 1,96.

Diminui colesterol total e LDL e aumenta HDL

Foto: Avocado.org

O abacate é uma excelente fonte de ácidos graxos monoinsaturados em dietas destinadas ao tratamento da hipercolesterolemia. O abacate é rico em esteróis vegetais, que demonstraram diminuir o colesterol ao bloquear sua absorção na corrente sanguínea. Eles também são ricos em vitaminas e minerais, incluindo vitamina E, C, magnésio, folato e zinco. O consumo do abacate mostrou redução dos níveis de colesterol total, triglicerídeos, colesteróis LDL e aumento do colesterol HDL (bom).

Extrato de abacate pode aliviar os sintomas da osteoartrite (OA)

A OA é uma doença crônica comum, dolorosa e debilitante, que atinge milhares de indivíduos. Estudos sugerem que o consumo de 300mg de insaponificáveis de abacate (ASU), podem reduzir a OA de quadril e joelho.

Reduz risco de doença cardíaca

Uma meta-análise com 50 estudos sobre o efeito da dieta mediterrânea na síndrome metabólica mostrou que, uma dieta rica em gordura monoinsaturada era eficaz na prevenção da síndrome metabólica. Outro estudo sobre dieta mediterrânea e incidência e mortalidade por doença cardíaca e derrame, acompanhou por de 20 anos e seguiu mais de 74.000 mulheres com idades entre 38 e 63 anos. Os autores relataram que as mulheres que aderiram a uma dieta no estilo mediterrâneo tinham menor risco de derrame.

Ajudar a absorver melhor os antioxidantes

Silverstylus/Pixabay

Os lipídios dietéticos são considerados um fator importante para a biodisponibilidade de carotenoides. No entanto, a maioria das frutas e vegetais ricos em carotenoides são pobres em lipídios. No estudo de 2005 que avaliou o consumo de óleo de abacate ou abacate e a absorção de carotenoides, mostrou que o consumo de 150g de abacate ou 24g de óleo de abacate na salada, aumentou a absorção de alfacaroteno, betacaroteno e lluteína.

Pode prevenir e ajudar a tratar o câncer

Um estudo de 2015 publicado na Cancer Research mostrou que a abacatina B, um composto derivado do abacate, pode ajudar a matar as células de leucemia. Uma revisão de pesquisa de 2015 publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry descobriu que, os fitoquímicos presentes no abacate os tornam potencialmente benéficos para a prevenção desta doença.

Saúde ocular

Foto: California Avocado Comission

Os abacates contêm luteína e zeaxantina, dois fitoquímicos importantes para a saúde dos olhos. Incluir a fruta na alimentação, ajuda a reduzir o risco de desenvolver degeneração macular relacionada à idade.

Mantém o açúcar no sangue estável

Os abacates são ricos em nutrientes com propriedades que podem impactar favoravelmente o balanço energético. Adicionar abacate à sua alimentação ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue controlados. A gordura presente na fruta não altera a glicemia. Isso significa que os pacientes diabéticos podem se beneficiar com o consumo. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Loma Linda descobriu que, os participantes que comeram meio abacate no almoço relataram se sentir satisfeitos por mais tempo. Também mostrou que comer abacate não resultou em aumento nos níveis de açúcar no sangue. Os pesquisadores acreditam que o consumo pode ser benéfico na manutenção do peso e controle do diabetes.

Melhora a saúde digestiva

A fibra do abacate não só estabiliza o açúcar no sangue, mas também ajuda a melhorar a saúde digestiva, e ajuda a mudar o equilíbrio de bactérias no intestino, aumentando as saudáveis e diminuindo as prejudiciais que podem ser a chave de alguns problemas digestivos. A gordura do abacate também nutre o revestimento do intestino, o que diminui a chance de constipação e os sintomas da síndrome do intestino irritável (SII).

Melhora a função cognitiva e mantém sistema nervoso saudável

Os ácidos graxos são cruciais na manutenção do sistema nervoso saudável, sistema reprodutivo e processos cognitivos. Como seus ácidos graxos são um dos melhores benefícios do abacate, isso o torna um excelente alimento para o cérebro. Esses ácidos ajudam a equilibrar os hormônios que afetam diretamente o humor. Dietas com mais gordura podem reduzir os riscos de depressão, ansiedade e outros transtornos mentais, pois facilitam os mecanismos adequados de processamento de pensamentos, produção de hormônios e redução de estresse que ocorrem no cérebro. Consumidores de abacate têm maior colesterol HDL, menor risco de síndrome metabólica, menor peso, IMC e circunferência da cinturaAuxilia na perda de peso

Um estudo randomizado publicado no Nutrition Journal em 2013, para avaliar o efeito do consumo de abacate Hass na saciedade, mostrou que a adição de 150g de abacate Hass (avocado) no almoço, influenciou a saciedade pós-ingestão durante um período subsequente de 3 e 5 horas em adultos com sobrepeso.Proteção contra doenças crônicas


De acordo com o Programa do Departamento de Medicina Interna e Ciências Nutricionais da Universidade de Kentucky , a ingestão elevada de fibras está associada a menores riscos de desenvolver doença cardíaca, hipertensão, diabetes, obesidade, doenças gastrointestinais, derrame, sensibilidade à insulina, hipercolesterolemia, e ajuda na perda de peso. Apesar de sua textura cremosa, o abacate contém aproximadamente 3g de fibras a cada 100g da polpa.

Fonte: Adriana Stavro é Nutricionista Funcional e Fitoterapeuta Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Mamão, delicioso e carregado de nutrientes

Mamão é o fruto da planta Carica papaya. Têm sabor doce e cores vibrantes. Quando maduro, a polpa é laranja com muitas sementes pretas comestíveis, mas amargas, e pode ser consumido cru. No entanto, o mamão verde deve ser sempre cozido antes, especialmente durante a gravidez, pois a fruta verde é rica em látex, que pode estimular as contrações. O mamão é rico em muitos nutrientes, e seu consumo frequente pode reduzir o risco de muitas doenças, especialmente aquelas que tendem a surgir com a idade.

Confira nove benefícios desta fruta maravilhosa com a nutricionista Adriana Stavro:

Melhora beleza da pele – rico em vitaminas A, C, K, E e complexo B, cálcio, potássio, magnésio e fósforo. Fonte de antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres, retardar os sinais de envelhecimento, reduzir as rugas e linhas de expressão, diminuir a acne, principalmente em adolescente e melasmas.

Preveni asma – o risco de desenvolver asma é menor em pessoas que consomem grande quantidade de certos nutrientes. Um deles é o betacaroteno, presente em alimentos como mamão, damasco, brócolis, melão, abóbora e cenoura.

Propriedades anticâncer – o mamão pode atuar reduzindo os radicais livres, que contribuem para muitas doenças inclusive o câncer. Além disso, o mamão pode ter alguns benefícios extras. Entre 14 frutas e vegetais avaliadas com propriedades antioxidantes, apenas o mamão demonstrou atividade anticâncer nas células do câncer de mama. Em outro estudo publicado na revista Cancer Epidemiology and Prevention Biomarkers, mostrou que consumir antioxidantes como betacaroteno encontrado no mamão, pode reduzir o risco de câncer de próstata entre os homens jovens.

Saúde óssea – a baixa ingestão de vitamina K tem sido associada a um maior risco de fratura óssea . O consumo adequado deste mineral é importante pois, melhora a absorção de cálcio e pode reduzir a excreção urinária de cálcio, o que significa que terá mais cálcio circulante para fortalecer os ossos.

Controle glicêmico – estudos demonstraram que, indivíduos com diabetes tipo 1 e tipo 2 que consomem dietas ricas em fibras, têm níveis mais baixos de glicemia e lipídios sanguíneos. 100g de mamão, que equivale a uma fatia pequena, fornece em média 3 gramas de fibras.

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Previne constipação – o mamão é rico em fibras e água, o que ajuda a prevenir a constipação e a promover a regularidade e um aparelho digestivo saudável. Muitas pessoas consideram o mamão um remédio para constipação, e outros sintomas para a síndrome do intestino irritável (SII).

Melhora a digestão – esta fruta contém uma enzima chamada papaína, que pode tornar a proteína mais fácil de digerir.

Prevenção de doenças cardíacas (DCV) – um aumento na ingestão de potássio, juntamente com uma diminuição na ingestão de sódio, é a mudança alimentar mais importante que uma pessoa pode fazer para reduzir os de DCV.

Foto: AniaMineeva/Pixabay

Diminui inflamação – a inflamação crônica está na raiz de muitas doenças. A alimentação inadequada associada a um estilo de vida pouco saudável, pode conduzir a um processo inflamatório grave. Estudos mostram que frutas e vegetais ricos em antioxidantes, como o mamão, ajudam a reduzir marcadores inflamatórios. Um estudo de 2005, observou que os homens que aumentaram a ingestão de frutas e vegetais ricos em carotenoides, tiveram diminuição significativa na PCR, um marcador inflamatório específico. A colina é um nutriente muito importante encontrado no mamão. Este ajuda melhorar o sono, os movimentos musculares, o aprendizado e a memória. Ela também ajuda a manter a estrutura das membranas celulares, auxiliar na transmissão de impulsos nervosos, e reduzir a absorção de gordura e inflamação crônica.

Fonte: Adriana Stavro é Nutricionista Funcional e Fitoterapeuta, especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis, mestre do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: alimentação é fundamental para prevenção

Nutricionista Adriana Stavro conta como a dieta pode ajudar a evitar a doença

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data importante para incentivar a conscientização sobre prevenção. Vários fatores ambientais, como fumo, sedentarismo, má alimentação e obesidade estão supostamente associados à doença. Desde 1980, a prevalência da obesidade dobrou no mundo e é causada por fatores genéticos, neuroendócrinos, psicológicos e ambientais.

A superalimentação com uma dieta rica em gorduras e calorias e menos atividade física, resulta em um desequilíbrio energético e adiposidade. Evidências demonstraram que, o excesso de tecido adiposo está relacionado no início e progressão do câncer. Muitos alimentos contêm compostos que podem ajudar no tratamento, recuperação e prevenção da doença. Portanto, nossas escolhas alimentares estão associadas a aumento ou redução de risco de desenvolver câncer.

O consumo de carnes processadas como salame, mortadela, salsicha e bacon, são alguns exemplos de alimentos que devemos evitar.

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• Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), carne processada é cancerígena para humanos (Grupo 1), e a carne vermelha como provável cancerígena. O consumo de carne vermelha está associado ao câncer colorretal. Também há evidências de ligações com câncer de pâncreas e próstata (CaP). Já a carne processada causa câncer colorretal. Uma associação com câncer de estômago também foi observada

Já a atividade física e uma dieta estilo mediterrâneo estão associadas a um risco reduzido de qualquer tipo de câncer.

• A dieta mediterrânea (DM) é caracterizada por uma alta ingestão de alimentos de origem vegetal como frutas, vegetais, cereais integrais, leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha, ervilha), oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas) e sementes. O azeite é a principal fonte de gorduras. Produtos lácteos magros, peixes e aves são consumidos em quantidades moderadas, e o consumo de ovos é limitado ao máximo de quatro por semana. Já a carne vermelha fica para ocasiões especiais e em pequenas quantidades.
• No estudo Dieta mediterrânea espanhola e outros padrões dietéticos e risco de câncer de mama de 2014, os autores mostraram que o padrão alimentar de estilo mediterrâneo tem papel protetor contra o risco de mortalidade por câncer de mama. A ligação entre a ingestão alimentar e o câncer pode ser atribuída ao efeito indireto de nutrientes específicos sobre o câncer, devido à sua influência na inflamação, dano e reparo do DNA, estresse oxidativo e modificações genéticas. Esses nutrientes incluem ácidos graxos, polifenóis (epigalocatequina-3-galato (EGCG), resveratrol, compostos organossulfurados, quercetina e micronutrientes (zinco e selênio) comumente encontrados em uma dieta de estilo mediterrâneo.
• Em um estudo de 2011 com 2.705 homens, que avaliou atividade física (AF) e sobrevida após diagnóstico de CaP, os indivíduos que se exercitavam três ou mais horas por semana, tinham risco 61% menor de morrer, em comparação com homens com menos de 1h de AF por semana.
• Em um estudo de coorte com 4623 homens suecos com CaP localizado, mostrou que homens com níveis mais elevados de AF foram associados a taxas reduzidas de mortalidade.

Ácidos graxos ômega-3: peixes gordurosos, incluindo salmão , sardinha e cavala, são conhecidos por seus benefícios à saúde incluindo efeito protetor contra o câncer. Os ácidos graxos eicosapentaenoico (EPA) e docosaexaenoico (DHA) são mediadores lipídicos importantes, associados à diminuição da inflamação ena prevenção da doença.

Quercetina: é um pigmento flavonoide encontrado em várias frutas, vegetais e folhas (brócolis, cebola, maçã, pimentão, alcaparra, limão, uva, trigo sarraceno). Além de sua atividade antioxidante, foi relatado que a quercetina exerce propriedades antitumorais potentes.

• Estudos sugerem que os efeitos protetores da quercetina resultam da morte de células cancerosas, restauração de genes supressores de tumor e inibição da expressão de oncogene. Além disso, descobriu-se que a quercetina reverte as alterações epigenéticas associadas à ativação de oncogenes, e inativação de genes supressores de tumor. Além disso, a quercetina aumenta os efeitos quimioterápicos da doxorrubicina contra células de câncer de mama, e reduz seus efeitos colaterais citotóxicos (a doxorrubicina é um quimioterápico de primeira linha para câncer de mama). A quercetina também pode inibir a angiogênese em células de câncer de mama resistentes ao tamoxifeno, o que é um sério problema terapêutico entre pacientes com a doença.

Epigalocatequina-3-galato (EGCG): esta substância presente no chá verde, foi amplamente estudado por seu potencial efeito protetor de vários tipos de cânceres em humanos. Em comparação com outros chás, ele contém a maior quantidade de compostos bioativos que pertencem ao grupo dos polifenóis. Há evidências de que o EGCG exerce efeitos protetores contra a tumor gênese, devido ao seu principal polifenol, a epigalocatequina-3-galato (EGCG). A maioria dos dados experimentais mostrou que os polifenóis podem modular várias vias de sinalização, e regular o crescimento, a sobrevivência e a metástase de células cancerosas em vários níveis.

Ervas e especiarias: salsa, alecrim, orégano, tomilho, cúrcuma, curry e gengibre, contêm compostos vegetais que podem ajudar a proteger contra a doença. Estes incluem vitaminas, ácidos graxos e antioxidantes. O orégano é fonte de vitaminas A, C, K e zinco, ferro, magnésio, cálcio e potássio. Além disso, possui propriedades antioxidantes (ácido rosmarínico) que ajudam a combater doenças degenerativas como o câncer. Ele também possui propriedades antibactericidas, anti-inflamatórias e diuréticas.

Foto: Pixabay

Curcumina: a cúrcuma é uma especiaria amarela com um sabor específico, usada na culinária asiática. A curcumina , o principal composto ativo na cúrcuma, demonstrou propriedades anticâncer significativas. O uso da curcumina como agente terapêutico e preventivo no câncer de mama é apoiado por extensas evidências derivadas de estudos laboratoriais e com animais, demonstrando atividade biológica diversa contra células de câncer e tumores, muitos dos quais permanecem inexplicável. A administração concomitante de piperina aumenta em até 20 vezes a absorção, concentração sérica e biodisponibilidade da curcumina em humanos.

Piperina: ao estudar o efeito anticâncer de fitoquímicos bioativos, combinados com terapias convencionais de câncer, descobriu-se que a piperina potencializa a citotoxicidade de drogas anticâncer, e até mesmo reverte a resistência a múltiplas drogas que prejudica a eficácia da quimioterapia.

Foto: Hotblack

Compostos organossulfurados: alho , cebola, cebolinha e alho-poró são vegetais que possuem inúmeros nutrientes, incluindo compostos organossulfurados, antioxidantes flavonoides e vitamina C.

Folato (vitamina B9): feijões, lentilha, ervilha, grão-de-bico, ovo, carne e vísceras. Não é difícil conseguir um bom aporte da vitamina se o cardápio incluir estes alimentos.

• Uma análise conjunta de 23 estudos prospectivos envolvendo um total de 41.516 casos de câncer de mama e 1.171.048 indivíduos, foram incluídos para meta-análise. Descobriu-se que a ingestão de folato está associada a uma redução de 18% no risco de desenvolver câncer de mama. Por fim, a ingestão alimentar relativamente alta de folato, foi inversamente associada ao risco de câncer no útero e nos ovários. Mulheres com folato no quartil mais alto tiveram um risco menor de câncer endometrial, que aquelas com níveis de folato no quartil mais baixo, com redução de risco de 48%. Mulheres no terço superior para ingestão de folato tiveram menor risco de câncer de ovário, do que aquelas no terço inferior, com redução de risco de 61%.

Foto: James Hills/Pixabay

Vitamina B6: encontrada com maior frequência em alimentos de origem animal, como carnes bovina, suína, leite e ovos. Entre os alimentos de origem vegetal, as principais fontes são, batata inglesa, aveia, banana, gérmen de trigo, abacate, levedo de cerveja, cereais, sementes e nozes. A B6 está envolvida em muitas reações bioquímicas, e pode desempenhar papel importante na proteção da carcinogênese.

Indol-3-carbinol: é outro fitoquímico produzido pela quebra dos glicosinolatos, que também são encontrados em vegetais crucíferos. O indol-3-carbinol demonstrou ser um potente agente quimio-preventivo.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis, Mestre do Nascimento à adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Probióticos e prebióticos: qual é a diferença?

Nutricionista Adriana Stavro lista os alimentos e fala tudo que você precisa saber do assunto

Probióticos e prebióticos são tópicos muito importantes na nutrição atual. No entanto, embora pareçam semelhantes, os dois desempenham papéis diferentes. Os prebióticos são um tipo de fibra que o corpo humano não consegue digerir. Eles servem como alimento para probióticos, que são minúsculos micro-organismos vivos, incluindo bactérias e leveduras. Tanto os prebióticos quanto os probióticos podem apoiar bactérias úteis e outros organismos no intestino.

Probióticos: microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro. São encontradas em certos alimentos ou suplementos, e podem fornecer diversos benefícios à saúde.

Prebióticos: essas substâncias vêm de tipos de carboidratos (fibras) que os humanos não conseguem digerir. As bactérias benéficas em seu intestino se alimentam dessas fibras.

Segundo a nutricionista Adriana Stavro, as bactérias intestinais, chamadas coletivamente de microbiota, desempenham muitas funções importantes no corpo, dentre elas, ajudam a protegê-lo de vírus, bactérias e fungos nocivos à saúde.

Dentro da microbiota gastrointestinal humana, existe um complexo ecossistema de aproximadamente 300 a 500 espécies bacterianas, compreendendo cerca de 2 milhões de genes chamado microbioma.

Ao nascer, todo o trato intestinal é estéril, e o intestino do bebê é colonizado pela primeira vez por bactérias maternas e ambientais durante o nascimento, e continua a ser povoado por meio da alimentação e outros contatos. Fatores que influenciam a colonização incluem idade gestacional, tipo de parto (parto vaginal vs parto assistido), dieta (leite materno vs fórmula), nível de saneamento e exposição a antibióticos.

A composição da microbiota é específica de cada ser humano, que evolui ao longo da vida do indivíduo e é suscetível a modificações exógenas e endógenas (sexo, idade, tipo de alimentação, índice de massa muscular, peso, estado de saúde). Comer quantidades balanceadas de probióticos e prebióticos pode ajudar a garantir o equilíbrio certo dessas bactérias.

A composição da microbiota intestinal é única para cada indivíduo, é variável entre as pessoas, e é razoavelmente estável após o primeiro ano de vida. Apesar disso, a literatura afirma que a dieta influência no perfil microbiano. Como tal, a falta de nutrição adequada tem sido associada à microbiota disfuncional e a disbiose.

Um estudo de 2013 sobre a função das bactérias intestinais na saúde e na doença, confirma que, uma microbiota saudável, pode ajudar nas funções do sistema imunológico, tratar doenças gastrointestinais, auxiliar na redução do colesterol LDL (ruim) e no aumento do HDL (bom), e diminuição dos triglicerídeos, além de ajudar a tratar a obesidade, entre outros benefícios.

Uma revisão sistemática de 2016, com 38 estudos em animais e humanos sobre os efeitos dos probióticos nas funções do sistema nervoso central, mostrou que vários probióticos ajudaram a melhorar os sintomas de ansiedade, depressão, autismo, transtorno obsessivo-compulsivo e memória.

Além disso, algumas bactérias entéricas podem produzir nutrientes e vitaminas como folato, vitamina K e ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Os AGCC são a principal fonte de nutrientes das células que revestem o cólon. Eles promovem uma forte barreira intestinal que ajuda a impedir a entrada de substâncias nocivas, vírus e bactérias. Isso ajuda a reduzir a inflamação e pode ter o potencial de diminuir o risco de câncer.

Como os alimentos auxiliam a microbiota intestinal?


Os alimentos que ingerimos desempenham papel importante no equilíbrio das bactérias intestinais boas e ruins. Uma dieta rica em açúcar e gordura influencia negativamente (geralmente leva a uma diminuição de bacteroidetes e a um aumento de firmicutes, alterações que têm sido associadas à obesidade e subsequente desenvolvimento de doenças crônicas), e pode contribuir para obesidade, resistência à insulina entre outras condições.

Quais alimentos são prebióticos?


Os prebióticos são fibras encontrados em alimentos como leguminosas (feijão, ervilhas, lentilha, grão de bico), aveia, verduras, legumes, frutas que os humanos não são capazes de digerir, mas as bactérias do intestino podem digeri-las. A fibra dietética e o amido são decompostos pelas bactérias em AGCC. Os AGCC são os principais produtos finais da fermentação bacteriana no cólon, e são conhecidos por terem impacto positivo na fisiologia do hospedeiro. O butirato, em particular, é importante para a manutenção da saúde por meio da regulação do sistema imunológico, manutenção da barreira epitelial e promoção da saciedade após as refeições. Pode ser protetor contra várias doenças, incluindo câncer colorretal, doença inflamatória intestinal, diabetes e obesidade. Portanto, estimular a produção de butirato pelo microbioma pode ser útil para manter a saúde e tratar doenças.

Quais alimentos são probióticos?

Os alimentos probióticos que naturalmente contêm bactérias úteis, são o chucrute, o kombuchá, kefir, alguns tipos de picles (não pasteurizados), vegetais em conserva (não pasteurizados), e alguns tipos de iogurtes. Se for comer alimentos fermentados por seus benefícios probióticos, certifique-se de que não sejam pasteurizados, pois esse processo mata as bactérias. Os probióticos também podem ser encontrados em suplementos em forma de comprimidos, pós ou líquidos. Alguns desses alimentos também podem ser considerados simbióticos, porque contêm bactérias benéficas e fibras prebiótica, que servem para as bactérias se alimentarem. Alguns exemplos de alimentos simbióticos são queijo, kefir e chucrute.

Quem pode tomar suplementos de probióticos?

Os probióticos são seguros para a maioria da população, mas podem ocorrer efeitos colaterais em alguns casos raros, como em pessoas com sistema imunológico comprometido, hospitalizações prolongadas ou cirurgias recentes. Nestas circunstâncias podem desenvolver uma infecção por bactérias probióticas. Pessoas com essas condições devem pesar os riscos e benefícios antes de consumir (converse com seu médico). Indivíduos com crescimento excessivo de bactérias no intestino delgado (Sibo), também devem conversar com seu médico ou nutricionista.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Alimentos climatéricos e não climatéricos. Por que devem ser armazenados separados?

O amadurecimento das frutas e vegetais ocorre quando enzimas como a pectinase e a amilase quebram os amidos e a pectina, que amolecem e adoçam as frutas. Outro fator essencial é o etileno, um gás natural que algumas frutas e vegetais produzem e que promove o processo de maturação.

As frutas climatéricas – São aquelas que podem amadurecer após serem colhidas. Estas produzem muito mais etileno que as não climatéricas, que não podem amadurecer depois de removidas da planta.

Algumas frutas, como maçãs e bananas, produzem ainda mais gás etileno que outras frutas climatéricas. Por isso, se você quer amadurecer uma fruta mais rápido, pode acelerar o processo colocando-a em um saco de papel kraft, para concentrar o etileno e posicioná-la perto de uma maçã ou banana.

Frutas como goiaba, nectarina, manga, mamão, pera, damasco, pêssego, ameixa, abacate, banana, maçã, maracujá, mirtilo, melão são climatéricos, portanto, você não precisa se preocupar se comprou verde, pois elas amadureceram.

Por outro lado, as frutas não climatéricas, como laranja, mexerica, limão, framboesa, morango, cereja, uvas, abacaxi, melão melancia e romã, já amadurecem na planta, e começam a apodrecer lentamente após serem colhidas. Por isso devem ser compradas maduras. Sempre que possível, compre orgânicos.

Confira as dicas da nutricionista Adriana Stavro do que deve ser armazenado separado.

Não armazene abóbora com maçãs e peras


Abóboras são bem conhecidas por terem uma vida útil longa, mas as maçãs e peras não devem ser armazenadas com elas. De acordo com o Serviço de Extensão da Universidade Estadual do Oregon, elas farão com que a abóbora amarele e fique ruim. O ideal é manter as abóboras em temperatura ambiente, em local fresco, longe do sol. Abóboras maiores duram mais, mas fique de olho nas menores, pois estragam rápido.

Não armazene maçãs com laranjas

Anelka/Pixabay

Guarde as maçãs na geladeira se desejar prolongar sua vida útil. As laranjas armazenadas na geladeira (longe das maçãs), devem ser colocadas em um saco de papel kraft ou pano para que o ar possa circular. Os sacos de plástico tornam as laranjas mofadas. As maçãs produzem muito gás etileno, o agente de amadurecimento que levará a uma deterioração mais rápida das laranjas.

Não armazene cebolas com batatas


Batatas e cebolas são uma combinação deliciosa, mas não as guarde juntas antes de cozinhá-las, pois as cebolas farão com que as batatas estraguem mais rapidamente. As batatas e as cebolas devem ser armazenadas separadas em temperatura ambiente, e em local fresco e seco. As batatas não devem ser levadas à geladeira pois o amido se transforma em açúcar quando refrigerado.

✔Armazene batatas com abóbora

As batatas e abóboras podem ser colocadas juntas em uma cesta de vime ao ar livre, em um local fresco e escuro para preservar o frescor, ou podem ser armazenadas em saco de papel kraft, mas apenas certifique-se de que estejam em um recipiente onde a umidade não possa se acumular, o que as faria amolecer e estragar mais rapidamente.

✔Um vizinho amigável para as cebolas é o alho

Foto: Hotblack

Eles podem ser colocados próximos um do outro, sem amadurecer ou estragar. Apenas guarde-os em um espaço bem ventilado e com a casca intacta até o uso.

✔Amadureça abacates mais rápido colocando ao lado de bananas

Se seus abacates estão verdes, guarde-os ao lado das bananas. O gás etileno liberado pelas bananas promovem o amadurecimento do abacate mais rapidamente. Se precisar prolongar a vida de um abacate, guarde-o na geladeira, isso retardará significativamente o processo de amadurecimento. Se cortou um abacate e consumiu apenas parte dele, o ideal é guardar o restante com a semente intacta em um recipiente hermético de vidro, juntamente com uma fatia de cebola.

✔Separe as bananas para durarem mais


Mantenha um pouco em temperatura ambiente e guarde parte na gaveta da geladeira para atrasar o processo de amadurecimento. Se tiver excesso de bananas maduras, faça um pão de banana ou fatie, regue com limão e congele para fazer sorvete ou smoothie.

✔Regra básica
Para um simples lembrete, os produtores de etileno são principalmente frutas, e os produtos sensíveis ao etileno são principalmente vegetais. As exceções são melancia e bananas verdes.

Frutas que produzem etileno: maçãs, damascos, abacates, bananas amadurecidas, melão, figos, kiwi, manga, nectarinas, mamão, maracujá, pêssego, pera, caqui, banana, ameixa, marmelo e tomates.

Frutas e vegetais sensíveis ao etileno: banana verde, feijão verde, endívia, brócolis, couve de Bruxelas, repolho, cenoura, couve-flor, acelga, pepino, berinjela, quiabo, salsa, ervilha, pimentão, espinafre, abóbora, batata doce, agrião e melancia

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Inhame é alternativa natural ao tratamento dos sintomas da menopausa

Nutricionista Adriana Stavro destaca os benefícios do tubérculo, também conhecido como cará

Muitas mulheres buscam alternativas às terapias hormonais para o tratamento dos sintomas da menopausa para amenizar os efeitos associadas a queda dos estrógenos, que causam fogachos, desordens do sono, dor nas articulações, instabilidade de humor, cefaleias e pode levar ao aparecimento de doenças como osteoporose, hipertensão e depressão.

Entre as opções mais populares está o inhame (Dioscorea villosa). A raiz do tubérculo contém um fitoestrógeno chamado diosgenina, uma substância vegetal que tem estrutura similar ao estrogênio humano. Estudos mostram que o consumo diário, é uma alternativa natural ao tratamento na melhora dos sintomas da menopausa.

Algumas sugestões de consumo:

Bernadette WurzingerPixabay

· Salada: cozinhar, ralar, e temperar com azeite, sal e limão. Acrescentar outros vegetais a gosto.

· Suco: cozinhar, descascar, ralar e adicionar em sucos de frutas.

Katharina Klinski/Pixabay

· Cozido: cozinhar sem casca, inteiro ou em pedaços, no vapor ou na pressão e temperar com azeite, cebolinha, salsinha e gengibre a gosto. Pode servir acompanhando uma proteína grelhada.

Chá de inhame

Foto meramente ilustrativa

Ingredientes
· casca de 1 inhame (bem lavada e higienizada)
· 250 ml de água filtrada.

Modo de preparo:
Leve a casca já lavada e higienizada com a água em um bule para chá e deixe ferver por cerca de 5 minutos. Tampe e deixe em infusão até esfriar. Sirva em seguida coado. Tomar 1 xícara ao dia.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Açúcares secretos nos alimentos: cuidado, ele aparece com os mais diferentes nomes

Nutricionista Adriana Stavro faz um alerta sobre os perigos do açúcar

O açúcar adicionado é o mestre do disfarce no rótulo nutricional de inúmeros alimentos. Ele aparece com vários nomes desiguais, e é por isso que é tão difícil identificar na lista de ingredientes. Existem pelo menos 35 nomes listados nos rótulos dos alimentos. Alguns comuns como sacarose, açúcar mascavo, demerara, porém outros são mais difíceis como maltodextrina e dextrose.

Alguns açúcares são encontrados naturalmente em alimentos como leite, mel, frutas, enquanto outros são adicionados durante a preparação, como iogurtes, pães, cereais, molhos prontos, barras de cereais, granola, carnes processadas e muito mais.

A melhor maneira de evitar a compra de produtos com adição de açúcar é ler a lista de ingredientes, mas também aprender a identificar outros tipos de açúcar que aparecem na forma de sacarose, glicose, dextrose, xarope de glicose, xarope de milho com alto teor de frutose, dextrina, adoçantes ou malte. Lembre-se que os ingredientes são listados por ordem de quantidade, do maior para o menor.

Adriana lista os diferentes nomes de açúcar. Mas primeiro explica o que são açúcares adicionados, e como os diferentes tipos podem afetar sua saúde.

O que é açúcar adicionado?
O açúcar adicionado é geralmente uma mistura de açúcares simples, como glicose, frutose ou sacarose que é acrescentado aos alimentos na hora do preparo para melhorar o sabor, a textura, o prazo de validade e outras propriedades do produto.

Glicose ou frutose – isso importa?
Sim. Glicose e frutose, mesmo sendo muito comuns e frequentemente encontradas juntas, têm efeitos muito diferentes no corpo. A glicose pode ser metabolizada por quase todas as células, enquanto a frutose é metabolizada quase 100% no fígado. Estudos evidenciaram os efeitos nocivos do alto consumo de frutose, dentre eles, a resistência à insulina, a síndrome metabólica, a esteatose hepática não alcoólica (fígado gorduroso) e o diabetes tipo II.

Açúcar / sacarose
A sacarose é o tipo mais comum de açúcar.Muitas vezes chamado de “açúcar de mesa”, é um carboidrato simples extraído da cana de açúcar ou beterraba. Consiste em 50% de glicose e 50% de frutose.A sacarose é encontrada em muitos alimentos, incluindo sorvetes, doces, bolos, biscoitos, refrigerantes, conservas de frutas, carnes processadas, cereais matinais e ketchup.

Xarope de milho rico em frutose
O xarope de milho com alto teor de frutose é amplamente utilizado na indústria alimentícia.É produzido a partir de amido de milho, por meio de um processo industrial, e consiste em frutose e glicose.É encontrado em muitos alimentos como refrigerantes, pães, biscoitos, doces, sorvetes, bolos, barras de cereais e muitos outros.

Néctar de agave
O néctar de agave , também chamado de xarope de agave, é produzido a partir da planta de agave.É frequentemente usado como uma alternativa “saudável” ao açúcar, porque não aumenta tanto os níveis de açúcar no sangue quanto muitas outras variedades.No entanto contém cerca de 70% a 90% de frutose e 10% a 30% de glicose.

Sentindo-se confuso? Consulte a lista de nomes abaixo. Os mais comuns são:

Açúcares simples
· Dextrose
· Frutose
· Galactose
· Glicose
· Lactose
· Maltose
· Sacarose

Foto: Max Straeten / Morguefile

Açúcares sólidos ou granulados
· Açúcar de beterraba
· Açúcar mascavo
· Açúcar cristal
· Açúcar de coco
· Açúcar de confeiteiro (também conhecido como açúcar em pó)
· Xarope de glicose
· Frutose cristalina
· Açúcar demerara
· Dextrina
· Malte diastático
· Etil maltol
· Açúcar dourado
· Maltodextrina
· Açúcar branco refinado
· Açúcar granulado ou de mesa
· Açúcar light

Pexels

Açúcares líquidos ou em xarope:
· Agave néctar / Syrup
· Melaço
· Xarope de arroz
· Caramelo
· Xarope de alfarroba
· Xarope de milho
· Açúcar de cana evaporado ou desidratado
· Xarope de ouro
· Mel
· Extrato/xarope de malte
· Xarope de bordo
· Xarope de sorgo

Observação: não há necessidade de evitar açúcares naturais

Não há razão para evitar o açúcar que está naturalmente presente em alimentos.Frutas, vegetais e laticínios contêm naturalmente pequenas quantidades de açúcar, mas também contêm fibras , nutrientes e vários compostos benéficos. Os efeitos negativos para a saúde do alto consumo de açúcar, são devidos à enorme quantidade de açúcar adicionado presente na dieta ocidental.A maneira mais eficaz de reduzir a ingestão de açúcar é comer principalmente alimentos integrais e não processados.No entanto, se você decidir comprar alimentos embalados, fique atento aos muitos nomes diferentes pelos quais o açúcar aparece.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Confira os benefícios em consumir alimentos da safra de novembro

As frutas da estação geralmente são mais frescas, mais saborosas e mais nutritivas. Quando comemos alimentos da maneira que a natureza planejou, desfrutamos não apenas de um melhor sabor, como também dos ingredientes adequados às necessidades do corpo com aquela época do ano, como frutas de verão com alto teor de líquidos. Além disso, costumam ter o melhor preço, o que significa que é possível comer de forma saudável sem prejudicar seu orçamento.

Frutas e vegetais são fonte de vitaminas e minerais. Com todos os seus sabores únicos e interessantes, os alimentos vegetais permitem criatividade na cozinha. Experimente sabores fortes como cebola, azeitona e pimentão, ou opções mais suaves, como berinjela e cenoura. Sabores doces abacaxi, manga, ou pêssego são ótimas, enquanto maracujá e laranjas são mais azedos.

Ricos em fibras, baixos em calorias e gordura, e com muitos nutrientes que protegem de inúmeras doenças como diabetes tipo 2, derrame, doença cardíaca, hipertensão, câncer entre muitas outras.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.