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Inhame é alternativa natural ao tratamento dos sintomas da menopausa

Nutricionista Adriana Stavro destaca os benefícios do tubérculo, também conhecido como cará

Muitas mulheres buscam alternativas às terapias hormonais para o tratamento dos sintomas da menopausa para amenizar os efeitos associadas a queda dos estrógenos, que causam fogachos, desordens do sono, dor nas articulações, instabilidade de humor, cefaleias e pode levar ao aparecimento de doenças como osteoporose, hipertensão e depressão.

Entre as opções mais populares está o inhame (Dioscorea villosa). A raiz do tubérculo contém um fitoestrógeno chamado diosgenina, uma substância vegetal que tem estrutura similar ao estrogênio humano. Estudos mostram que o consumo diário, é uma alternativa natural ao tratamento na melhora dos sintomas da menopausa.

Algumas sugestões de consumo:

Bernadette WurzingerPixabay

· Salada: cozinhar, ralar, e temperar com azeite, sal e limão. Acrescentar outros vegetais a gosto.

· Suco: cozinhar, descascar, ralar e adicionar em sucos de frutas.

Katharina Klinski/Pixabay

· Cozido: cozinhar sem casca, inteiro ou em pedaços, no vapor ou na pressão e temperar com azeite, cebolinha, salsinha e gengibre a gosto. Pode servir acompanhando uma proteína grelhada.

Chá de inhame

Foto meramente ilustrativa

Ingredientes
· casca de 1 inhame (bem lavada e higienizada)
· 250 ml de água filtrada.

Modo de preparo:
Leve a casca já lavada e higienizada com a água em um bule para chá e deixe ferver por cerca de 5 minutos. Tampe e deixe em infusão até esfriar. Sirva em seguida coado. Tomar 1 xícara ao dia.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Açúcares secretos nos alimentos: cuidado, ele aparece com os mais diferentes nomes

Nutricionista Adriana Stavro faz um alerta sobre os perigos do açúcar

O açúcar adicionado é o mestre do disfarce no rótulo nutricional de inúmeros alimentos. Ele aparece com vários nomes desiguais, e é por isso que é tão difícil identificar na lista de ingredientes. Existem pelo menos 35 nomes listados nos rótulos dos alimentos. Alguns comuns como sacarose, açúcar mascavo, demerara, porém outros são mais difíceis como maltodextrina e dextrose.

Alguns açúcares são encontrados naturalmente em alimentos como leite, mel, frutas, enquanto outros são adicionados durante a preparação, como iogurtes, pães, cereais, molhos prontos, barras de cereais, granola, carnes processadas e muito mais.

A melhor maneira de evitar a compra de produtos com adição de açúcar é ler a lista de ingredientes, mas também aprender a identificar outros tipos de açúcar que aparecem na forma de sacarose, glicose, dextrose, xarope de glicose, xarope de milho com alto teor de frutose, dextrina, adoçantes ou malte. Lembre-se que os ingredientes são listados por ordem de quantidade, do maior para o menor.

Adriana lista os diferentes nomes de açúcar. Mas primeiro explica o que são açúcares adicionados, e como os diferentes tipos podem afetar sua saúde.

O que é açúcar adicionado?
O açúcar adicionado é geralmente uma mistura de açúcares simples, como glicose, frutose ou sacarose que é acrescentado aos alimentos na hora do preparo para melhorar o sabor, a textura, o prazo de validade e outras propriedades do produto.

Glicose ou frutose – isso importa?
Sim. Glicose e frutose, mesmo sendo muito comuns e frequentemente encontradas juntas, têm efeitos muito diferentes no corpo. A glicose pode ser metabolizada por quase todas as células, enquanto a frutose é metabolizada quase 100% no fígado. Estudos evidenciaram os efeitos nocivos do alto consumo de frutose, dentre eles, a resistência à insulina, a síndrome metabólica, a esteatose hepática não alcoólica (fígado gorduroso) e o diabetes tipo II.

Açúcar / sacarose
A sacarose é o tipo mais comum de açúcar.Muitas vezes chamado de “açúcar de mesa”, é um carboidrato simples extraído da cana de açúcar ou beterraba. Consiste em 50% de glicose e 50% de frutose.A sacarose é encontrada em muitos alimentos, incluindo sorvetes, doces, bolos, biscoitos, refrigerantes, conservas de frutas, carnes processadas, cereais matinais e ketchup.

Xarope de milho rico em frutose
O xarope de milho com alto teor de frutose é amplamente utilizado na indústria alimentícia.É produzido a partir de amido de milho, por meio de um processo industrial, e consiste em frutose e glicose.É encontrado em muitos alimentos como refrigerantes, pães, biscoitos, doces, sorvetes, bolos, barras de cereais e muitos outros.

Néctar de agave
O néctar de agave , também chamado de xarope de agave, é produzido a partir da planta de agave.É frequentemente usado como uma alternativa “saudável” ao açúcar, porque não aumenta tanto os níveis de açúcar no sangue quanto muitas outras variedades.No entanto contém cerca de 70% a 90% de frutose e 10% a 30% de glicose.

Sentindo-se confuso? Consulte a lista de nomes abaixo. Os mais comuns são:

Açúcares simples
· Dextrose
· Frutose
· Galactose
· Glicose
· Lactose
· Maltose
· Sacarose

Foto: Max Straeten / Morguefile

Açúcares sólidos ou granulados
· Açúcar de beterraba
· Açúcar mascavo
· Açúcar cristal
· Açúcar de coco
· Açúcar de confeiteiro (também conhecido como açúcar em pó)
· Xarope de glicose
· Frutose cristalina
· Açúcar demerara
· Dextrina
· Malte diastático
· Etil maltol
· Açúcar dourado
· Maltodextrina
· Açúcar branco refinado
· Açúcar granulado ou de mesa
· Açúcar light

Pexels

Açúcares líquidos ou em xarope:
· Agave néctar / Syrup
· Melaço
· Xarope de arroz
· Caramelo
· Xarope de alfarroba
· Xarope de milho
· Açúcar de cana evaporado ou desidratado
· Xarope de ouro
· Mel
· Extrato/xarope de malte
· Xarope de bordo
· Xarope de sorgo

Observação: não há necessidade de evitar açúcares naturais

Não há razão para evitar o açúcar que está naturalmente presente em alimentos.Frutas, vegetais e laticínios contêm naturalmente pequenas quantidades de açúcar, mas também contêm fibras , nutrientes e vários compostos benéficos. Os efeitos negativos para a saúde do alto consumo de açúcar, são devidos à enorme quantidade de açúcar adicionado presente na dieta ocidental.A maneira mais eficaz de reduzir a ingestão de açúcar é comer principalmente alimentos integrais e não processados.No entanto, se você decidir comprar alimentos embalados, fique atento aos muitos nomes diferentes pelos quais o açúcar aparece.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Confira os benefícios em consumir alimentos da safra de novembro

As frutas da estação geralmente são mais frescas, mais saborosas e mais nutritivas. Quando comemos alimentos da maneira que a natureza planejou, desfrutamos não apenas de um melhor sabor, como também dos ingredientes adequados às necessidades do corpo com aquela época do ano, como frutas de verão com alto teor de líquidos. Além disso, costumam ter o melhor preço, o que significa que é possível comer de forma saudável sem prejudicar seu orçamento.

Frutas e vegetais são fonte de vitaminas e minerais. Com todos os seus sabores únicos e interessantes, os alimentos vegetais permitem criatividade na cozinha. Experimente sabores fortes como cebola, azeitona e pimentão, ou opções mais suaves, como berinjela e cenoura. Sabores doces abacaxi, manga, ou pêssego são ótimas, enquanto maracujá e laranjas são mais azedos.

Ricos em fibras, baixos em calorias e gordura, e com muitos nutrientes que protegem de inúmeras doenças como diabetes tipo 2, derrame, doença cardíaca, hipertensão, câncer entre muitas outras.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Confira sucos para impulsionar o sistema imunológico com frutas e legumes

Todo mundo sabe que alimentação saudável e equilibrada com frutas e vegetais frescos pode melhorar sua saúde e bem estar, fornecendo vitaminas e minerais importantes para o suporte imunológico. Mas comer frutas e verduras não é a única maneira, você também pode beber. De fato, algumas pessoas preferem beber suco a comer as porções recomendadas ao dia.

Algumas combinações oferecem ótimo sabor além de nutrientes essenciais. Confira algumas sugestões da nutricionista Adriana Stavro:

Suco de laranja, cenoura e cúrcuma

A cenoura é uma fonte de betacaroteno, que se converte em vitamina A no organismo. A vitamina A desempenha papel importante na regulação do sistema imunológico. A laranja é fonte de vitamina C. Um antioxidante que protege as células de substâncias nocivas. A cúrcuma (curcumina) é conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias antiviral e antifúngico.

Ingredientes
● 200 ml de água filtrada
● 1 laranja sem casca e sem sementes
● 1 cenoura pequena descascada e picada
● 1/4 de colher de chá de açafrão ou cúrcuma

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificado. Coe e beba em seguida.

Suco de morango e tangerina

Este suco delícia fornece super dose de antioxidantes

Ingredientes
● 200 ml de água filtrada
● 1 tangerina sem casca e sem sementes
● 5 morangos médios

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificado e beba em seguida.

Suco de morango com kiwi e hortelã

Os kiwis e os morangos são frutas doces e cheias de vitamina C, e a hortelã é fonte de folato, vitamina A, magnésio e zinco.

Ingredientes
● 200ml de água filtrada
● 1 kiwi sem casca
● 5 morangos médios
● 10 folhas de hortelã

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificado e beba em seguida.

Suco de cenoura, gengibre e açafrão

Este suco traz três vegetais importantes para suporte a imunidade e para diminuir quadros inflamatórios. A inflamação é uma resposta imune a infecções. Este trio, podem amenizar sintomas de gripes, resfriados, coriza, tosse e dores no corpo. Pessoas com artrite reumatoide podem se beneficiar com esse suco, pois o açafrão e o gengibre têm efeitos anti-inflamatórios.

Ingredientes
● 200 ml de água filtrada
● 3 pedaços de 2 cm de gengibre sem casca
● 1 colher de café de cúrcuma
● 1 cenoura pequena descascada e picada

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificado e beba em seguida.

Espinafre, pepino, couve, melão e limão

Um suco verde à base de vegetais é uma boa dose de nutrientes fundamentais para o sistema imunológico. Adicione salsa para uma porção extra de vitamina B-6.

Ingredientes
● 200 ml de água filtrada
● Suco de 1 limão
● 1 pepino pequeno
● 1 folha de couve
● 1 fatia média de melão
● 5 folhas de espinafre (cozido)

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificado e beba em seguida.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Dia Mundial da Osteoporose – confira como a nutrição pode ajudar a prevenir

Nutricionista Adriana Stavro dá algumas sugestões para construir e manter ossos saudáveis

A osteoporose é uma doença crônica que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. É uma doença esquelética caracterizada por baixa massa óssea e arquitetura óssea interrompida que aumenta a fragilidade e o risco de fratura. A perda de massa óssea muitas vezes passa despercebida, pois é um processo contínuo, lento e assintomático. A mineralização óssea é afetada pelo metabolismo do cálcio e do fósforo, que é controlado pela vitamina D, paratormônio e calcitonina.

Até recentemente, acreditava-se que a osteoporose atingia principalmente mulheres na pós-menopausa e idosos. Porém,resultados de pesquisas atuais, indicam que esta doença pode ocorrer em indivíduos por volta dos 40 anos, bem como em jovens.

Os fatores de risco que causam o desenvolvimento da osteoporose incluem a insuficiência do pico de massa óssea, o que é particularmente importante em crianças pois cerca de 90% do pico é alcançado antes do término do processo de maturação. Nas meninas sua densidade óssea máxima é por volta dos 18 anos e nos meninos aos 20. Ao longo da vida, é importante manter a densidade óssea e tentar diminuir a perda óssea.

Por isso todos os fatores de risco: intrínsecos (genéticos, raça, sexo, idade), extrínsecos (medicamentos recebidos, influência de doenças crônicas) e aqueles que podem ser potencialmente modificáveis como, baixo peso corporal, tabagismo, consumo excessivo de álcool e de café, sedentarismo e os fatores de risco dietéticos tais como deficiência de cálcio, vitamina D e baixa ingestão proteica devem ser evitados desde o início da vida até a senescência.

Ter uma alimentação saudável e balanceada, evitar cigarro e álcool, manter-se fisicamente ativo e ingerir quantidades adequadas de cálcio, é um passo importante para construir e manter ossos fortes e saudáveis ao longo de toda a vida. Aqui estão algumas sugestões para construir e manter ossos saudáveis.

Vitamina D

É bem conhecido que a vitamina D promove a absorção de cálcio no intestino e ajuda a manter as concentrações de cálcio sérico adequadas para permitir a mineralização normal dos ossos. Assim, o cálcio e a vitamina D trabalham juntos de forma sinérgica.Você pode obter vitamina D por meio da exposição à luz solar e em pequenas quantidades em alimentos como: peixes gordurosos (salmão, arenque, cavala), fígado, ovos.

Cálcio

Os produtos lácteos são uma excelente fonte de cálcio e boa fonte de proteína. Se você é intolerante a laticínios ou se prefere evitar, existem outras fontes alternativas de alimentos com alto teor de cálcio. Esses incluem: espinafre, sardinha, grão-de-bico, brócolis, aveia, semente de gergelim, ovos, amêndoas.

Vitaminas e Minerais


Embora o cálcio e a vitamina D tenham sido o foco principal da prevenção nutricional da osteoporose, pesquisas recentes esclareceram a importância de vários nutrientes adicionais. Além de laticínios, a ingestão de frutas e vegetais emergiu como um importante fator de proteção modificável para a saúde óssea. Vários nutrientes, incluindo magnésio, potássio, vitamina C, vitamina K, complexo B e carotenoides, mostraram ser importantes aos ossos. Boas fontes incluem: abóbora, beterraba, cenoura, couve, damasco seco, melão, ervilha, acerola, brócolis, caju, couve, espinafre, kiwi, laranja, limão, manga, melão, morango, papaia, tomate, arroz integral, amêndoa, amendoim, castanha-do-pará, gema de ovo, gérmen de trigo, milho, óleos vegetais, semente de girassol, aves, cereais integrais, feijões, leite, carne branca, atum, lentilhas, feijões, cebola e alho.

Proteína e atividade física


A ingestão de proteínas de boa qualidade e a atividade física adequada são os principais estímulos anabólicos para a síntese de proteínas musculares. O treinamento físico leva ao aumento da massa e força muscular, e a combinação de ambos produz maior aumento de proteína muscular que qualquer intervenção isolada. Boas fontes de proteína: frango, carne, peixe, ovos, tofu, soja. Pessoas com diagnóstico de osteoporose precisam ter cuidado com exercícios de alto impacto e certos alongamentos. O seu médico poderá aconselhá-lo melhor.

Cálcio e fósforo


A proporção de cálcio para fósforo também é uma consideração importante, mas a dieta moderna raramente garante o equilíbrio certo entre esses nutrientes. A presença de fosfatos em produtos alimentícios (emulsificantes e estabilizadores de pH) aumenta as concentrações de fósforo na dieta, levando à acidificação dos tecidos corporais e à intensificação da atividade da paratireoide. As glândulas paratireoides produzem paratormônio, que promove a perda de cálcio dos dentes e ossos. A vitamina D é essencial para manter o equilíbrio cálcio-fósforo no corpo e mineralizar a matriz óssea. A deficiência de vitamina D pode ter um efeito prejudicial na qualidade óssea e na absorção de cálcio dos alimentos.

Tabaco

O tabagismo é bem conhecido por ter um efeito adverso na saúde geral e demonstrou retardar o trabalho das células de construção óssea. Fumar também pode resultar em menopausa precoce nas mulheres e aumentar o risco de fratura do quadril. A boa notícia é que o risco de fratura é reduzido naqueles que param de fumar.

Álcool


O consumo excessivo de álcool parece ser um fator de risco significativo para osteoporose e fraturas. Se você for mais velho, mesmo uma pequena intoxicação está associada a um aumento nas quedas, o que pode resultar em fraturas.

Peso corporal

Procure manter um peso corporal saudável , pois estar abaixo ou acima pode aumentar o risco de osteoporose e fraturas. Mesmo após a menopausa, as mulheres com peso saudável podem continuar a produzir pequenas quantidades de estrogênio protetor dos ossos nas camadas de gordura sob a pele. Garantir que você não está muito magro também ajuda a fornecer alguma proteção aos ossos. No entanto, o excesso de peso não ajuda, aumenta o risco de fratura e de desenvolver muitas outras doenças.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Hoje é o Dia Mundial da Alimentação

Nutricionista Adriana Stavro ressalta a importância da refeição saudável

A população global deve atingir quase 10 bilhões em 2050. Mais de 2 bilhões de pessoas não têm acesso regular a alimentos seguros, nutritivos e suficientes;

Quase 690 milhões de pessoas passam fome, um aumento de 10 milhões desde 2019. A pandemia COVID-19 pode adicionar entre 83-132 milhões de pessoas a este número, dependendo do cenário de crescimento econômico;

O impacto da desnutrição em todas as suas formas, desnutrição, deficiências de micronutrientes, bem como sobrepeso e obesidade, na economia global, é estimado em US $ 3,5 trilhões por ano;

Aproximadamente 14% dos alimentos produzidos para consumo humano, são perdidos a cada ano entre as fases de cultivo ou criação, até chegar ao mercado atacadista. Mais alimentos são desperdiçados entre estágios de varejo e consumo.

Por isso no Dia Mundial da Alimentação anote estas dicas da nutricionista Adriana Stavro para reduzir o desperdício de alimentos

Pixabay

=Planeje suas refeições. Criar um cardápio antes de fazer as compras, permitirá que você compre apenas o necessário.
=Limpe a geladeira regularmente. Isso é um grande passo para uma vida com menos desperdício, uma vez que que você pode ver tudo o que tem lá dentro, evitando sobras, frutas e vegetais estragados. Tente fazer isso uma vez por semana.

=Organize sua cozinha para que seja mais fácil cozinhar. Pode parecer óbvio, mas criar um espaço no qual você realmente goste de passar o tempo é fundamental.
=Tenha cuidado com o tamanho das porções. Uma mudança simples é começar com uma porção menor,e repetir se ainda estiver com fome.
=Armazene seus alimentos adequadamente. Pequenas mudanças, como manter o coentro em uma jarra de água na geladeira, não armazenar as cebolas e as batatas juntas, ou manter o leite e os ovos longe da porta da geladeira, aumentará muito a duração dos produtos perecíveis.


=Lembre-se, o”primeiro a entrar, deve ser o primeiro a sair”. É um princípio de restaurante que você pode aplicar em casa, para evitar facilmente o desperdício. Isso significa que você deve girar as compras mais antigas para a frente da sua geladeira, para que possa encontrá-las facilmente e usá-las. Tirar um pouco mais de tempo quando guardar seus mantimentos, colocando os novos itens na parte de trás, e os antigos na frente, faz uma grande diferença no longo prazo.
=Etiquete e date suas sobras. Quantas vezes você olhou para um pote cheio de um alimento, e se perguntou o que exatamente é, e se ainda está bom? Dedicar alguns minutos para etiquetar e datar seus alimentos com fita adesiva,ficará mais fácil saber o que você tem em mãos, e quando deve usá-lo.
=Aprenda novas receitas. A capacidade de ser criativo na cozinha ajudará a transformar seus alimentos.

Foto: Savory Lotus

=Comece a fazer caldos caseiros. Aproveite talos dos vegetais para fazer caldos, sopa, refogados, molhos, feijão e arroz com um sabor especial.
=Evite fazer compras quanto estiver com fome. Além de dificultar a concentração, sentir fome durante as compras pode causar um aumento nos seus gastos. Pesquisas mostraram que comprar comida com fome é um risco, pois os compradores têm a tendência de comprar itens que não precisam, ou encher o carrinho com lanches não saudáveis. Por isso, se sentir uma pontada de fome antes de sair, não hesite em fazer um lanche, mesmo que esteja fora da sua rotina típica de refeições.

FoodNetwrok

=Cozinhe “da raiz à folha”. Verduras, legumes e frutas são alimentos ricos em vitaminas e minerais, então o alimento como um todo é saudável. Mas alguns deles têm concentração maior de nutrientes nas partes que costumam ser desprezadas. As cascas de abacaxi podem ser utilizadas para fazer chá. As sementes de abóbora incrementam o preparo de uma salada. Já os talos de agrião ou brócolis podem servir para rechear uma torta ou farofa.

Confira uma receita que utiliza a fruta toda:

Bolo de casca de banana funcional

Imagem meramente ilustrativa – Foto: Yummly

Ingredientes:
4 cascas de banana
4 bananas
2 xícaras de farinha de arroz
1 xícara de fécula de batata
½ xícara de polvilho
1 colher de sobremesa de canela
1 colher de chá de gengibre em pó
1 ½ xícara de açúcar mascavo
3 ovos
½ xícara de óleo
1 colher de fermento em pó
1 ½ xícara de leite de coco ou outro de sua preferência

Modo de fazer:
Faça uma calda com ½ xícara do açúcar mascavo. Corte as bananas em rodelas de ½ cm e distribua na assadeira. Lave bem as cascas e bata no liquidificador junto com os ovos, o óleo e o leite de coco. Depois misture os outros ingredientes, deixando o fermento por último. Mexa bem até formar um creme homogêneo. Despeje na assadeira com a calda e as bananas. Leve ao forno médio preaquecido por aproximadamente 40 minutos.

Earth911

Se tudo mais falhar, faça compostagem! Se você simplesmente não conseguir encontrar outro uso para restos de comida, certifique-se de que eles acabem em uma caixa de compostagem ao invés de uma lata de lixo. Quando restos de comida vão para aterros sanitários, eles liberam metano , um gás de efeito estufa muito mais potente que o CO². É do interesse de todos que os restos de alimentos não consumidos, se transformem em compostagem.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Primavera: alimentos da estação e os benefícios nutricionais de cada um

É primavera, os dias estão cada vez mais longos, o ar cada vez mais fresco e todos parecem estar de bom humor. Esta mudança de estação marca um momento em que todas as coisas ganham vida e experimentam renovação.

Na natureza, isso significa crescimento, flores e deliciosos produtos coloridos. E para nossos corpos, significa deixar para trás a alimentação pesada do inverno e iniciar um novo ciclo.

Na primavera, é a alimentação mais leve do ano e deve conter alimentos refrescantes como brotos, folhas verdes, grãos integrais, frutas, raízes em especial beterraba e cenoura. Sabores doces pouco concentrados e pungentes como mel, hortelã, manjericão, erva doce, manjerona, alecrim, endro e louro podem criar uma primavera interna com muita proteção. Use cebola, alho e hortelã com arroz, sopas leves de vegetais são preparações simples, que ajudam a limpar e refrescar o organismo. Esta ampla variedade de produtos frescos fará você se sentir nutrido, ao mesmo tempo que limpam e reconfiguram suavemente o sistema digestivo e imunológico evitando o aparecimento de doenças.

Para ajudá-la a desfrutar esta estação maravilhosa, cheia de vida, a nutricionista Adriana Stavro fez uma lista dos alimentos da primavera e como usá-los.

Rúcula e outras folhas verdes como alface romana

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Rico em vitaminas A, K e ácido fólico, além de clorofila, fibra e água, essas folhas ajudam a reduzir inflamação, ao mesmo tempo que hidratam e desintoxicam o corpo.
Como comer: Basta misturar as verduras cruas em uma tigela com outros vegetais e algumas nozes ou sementes. Regue com um pouco de azeite de oliva extra virgem e vinagre balsâmico ou suco de limão.

Alcachofras

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Aproveitando um alimento da safra (de setembro a novembro), as alcachofras são ricas em ácido fólico, vitamina C, vitaminas do complexo B e muitos minerais. Esses nutrientes ajudam a diminuir o colesterol, garantem uma gravidez saudável e reduzem os radicais livres.
Como comer: há uma arte na forma básica de cozinhar e comer alcachofra. Eu gosto de fervê-las por + ou – cerca de 20 minutos com muito alho e cebola e um pouco de sal entre suas folhas. Depois sirvo uma inteira para cada convidado, é só descascar e comer a parte comestível do fundo do folhas.

Aspargos

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Abundante em vitamina K, fundamental para a coagulação do sangue, saúde do coração e dos ossos, bem como cobre, selênio, vitaminas B e muitos outros nutrientes importantes.
Como comer: são deliciosos salteados com um alho, sal e azeite. Fique atento para não cozinhar demais. + ou -10 minutos é o suficiente.

Beterraba

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São suculentos, adocicados, saboroso. Eles podem reduzir a pressão arterial, aumentar sua resistência e ajudar a desintoxicação devido seu fitonutriente chamado betaína.
Como comer: você pode adicioná-los a um smoothie, assá-los como acompanhamento, usar cru em saladas.

Cenouras

Estamos todos familiarizados com este vegetal clássico, mas quando estão na estação, as cenouras são absolutamente deliciosas. Rico em vitamina A e outros antioxidantes, eles são ótimos para manter cabelos, pele e unhas saudáveis, portanto considerado um alimento antienvelhecimento, da beleza.
Como comer: são muitas maneiras diferentes de consumir, cru, cozido, assada, em sopas, picar, fatiar, usar em lanches, e até mesmo como uma alternativa à junto com a abobrinha para fazer macarrão.

Hortelã

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Esta erva tem propriedades curativas. A hortelã contém um antioxidante chamado ácido rosmarínico, que pode aliviar os sintomas da alergia sazonal. O mentol que contém é um descongestionante natural e também pode aliviar dores de estômago.
Como comer: a hortelã é delicada, por isso é melhor não cozinhá-la. Eu adoro adicioná-la à água ou ao chá gelado para um sabor natural refrescante, ela também é uma ótima guarnição comestível e pode ser picado e adicionado a saladas de frutas.

Morangos

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Ricos em polifenóis vão apoiar a imunidade, renovação das células e muitas outras funções.
Como comer: poder comer cru, adicioná-los aos smoothies, pode colocá-los em pudim de chia, fazer uma geleia e muitas outras receitas

Cebolinhas

Alicja/Pixabay

A cebola contém grande quantidade de polifenóis, principalmente, flavonoides, compostos que desempenham papel importante na prevenção de doenças e na redução do estresse oxidativo. Eles também são anti-histamínicos naturais e têm propriedades antibacterianas e antifúngicas.
Como comer: adicione cebolinhas cruas para finalizar preparações. Molhos, arroz, patês, arroz etc.

Rabanetes

AlicjaPixabay

São ótimos para remover resíduos e toxinas do estômago e do fígado. Eles também são um diurético natural e ajudam a tratar problemas urinários e renais.
Como comer: o ideal é consumir crua. Fatiar em fatias finas para salada, adicioná-los a uma salada de quinoa ou em outra salada de sua preferência.

Lembre-se, variedade maior que quantidade, e boa primavera para você

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Alimentos antienvelhecimento para mulheres 40+

A beleza vem de dentro, quem nunca ouviu isso? A conexão entre nutrição e beleza da pele, ou melhor, o efeito da nutrição no envelhecimento da pele, tem sido um campo de pesquisa ao longo dos últimos anos. O envelhecimento cutâneo consiste em dois processos, intrínseco e extrínseco. A prevenção é a forma mais eficaz de combater os efeitos do tempo na saúde da pele, e a melhor estratégia de autocuidados é incluir um estilo de vida estruturado com ingestão alimentar de qualidade, com boas quantidades de antioxidantes, alimentos anti-inflamatórios, boas fontes de proteínas, vitaminais e minerais essenciais e gorduras saudáveis.

Neste sentido alguns nutrientes são fundamentais, confira com a nutricionista Adriana Stavro:

Foto: ImageParty/Pixabay

Brócolis – os cuidados com a pele não incluem apenas brilho, mas também sua imunidade. Uma vez que o brócolis é uma fonte de antioxidantes e nutrientes como a vitamina C e minerais como cobre e zinco, o brócolis ajuda a manter a pele saudável. Isso significa que também protege a pele contra infecções, além de manter o brilho natural. Além disso a Vit C auxilia na produção de colágeno, tornando a pele mais jovem. Os brócolis contêm uma substância chamada glucorafanina que é convertida em sulforafano, auxiliando na reparação da pele, tornando-a mais saudável. Assim, comer brócolis renova sua pele mais rapidamente, e dá à sua tez um belo brilho natural.

Fruchthandel_Magazin/Pixabay

Sementes de romã – é uma das frutas mais saudáveis. Sua atividade antioxidante parece ser ainda maior do que a do chá verde. Além disso são ricos em vitamina C, que protegem nosso corpo dos danos dos radicais livres, e ajudam a reduzir os níveis de inflamação. Essas frutas contêm um composto chamado punicalaginas, um antioxidante que pode ajudar a preservar o colágeno da pele, retardando os sinais de envelhecimento. Eles também ajudam a proteger a pele dos danos do sol. Além do mais, os pesquisadores sugerem que diferentes partes da romã podem trabalhar juntas para reparar a pele danificada, e aumentar a produção de colágeno.

Silverstylus/Pixabay

Abacate – são ricos em ácidos graxos, que combatem a inflamação e promovem uma pele macia e flexível. Eles também contêm uma variedade de nutrientes essenciais que podem prevenir o envelhecimento, incluindo vitaminas K, C, E e A, complexo B e potássio. O alto teor de vitamina A nos abacates pode ajudar a eliminar as células mortas, deixando uma pele linda e brilhante. Seu teor de carotenoides também pode ajudar a bloquear as toxinas e os danos dos raios solares, e ajudar a proteger contra o câncer de pele. Além disso, os abacates contêm compostos únicos chamados álcoois graxos poli hidroxilados. Eles podem combater a inflamação, proteger a pele do sol, e ajudar a reparar o DNA danificado. Seu alto teor de gordura monoinsaturada, e os antioxidantes luteína e zeaxantina, fornecem proteção adicional à pele e ao DNA.

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Agrião – atua como um antisséptico interno, aumentando a circulação e distribuição de minerais a todas as células, resultando em maior oxigenação da pele. Rico em antioxidantes, o agrião neutraliza os radicais livres prejudiciais, reduzindo as linhas de expressão, as rugas finas. Os isotiocianatos do agrião também podem prevenir o câncer de pele. Esses compostos interferem nas células malignas, e restauram a função celular normal.

Manfred Richter/Pixabay

Pimentão vermelho – os pimentões vermelhos são ricos em antioxidantes chamados carotenoides, além de vitamina C, que ajuda na produção de colágeno. Os carotenoides são pigmentos vegetais responsáveis pelas cores vermelha, amarela, e laranja em muitas frutas e vegetais. Eles têm uma variedade de propriedades anti-inflamatórias, e pode ajudar a proteger a pele da luz solar, poluição e toxinas ambientais.

Foto: S. Hermann & F. Richter/Pixabay

Mirtilos – são ricos em vitaminas A, C e antocianina. Estes antioxidantes combatem os radicais livres da exposição ao sol, estresse e poluição, moderando a resposta inflamatória, e prevenindo a perda de colágeno, que podem causar danos à pele ao longo do tempo, e acelerar o processo de envelhecimento. Os mirtilos também contêm quantidades significativas de zinco e ferro, ambos elementos amigos da pele.

Mamão – rico em vitaminas A, C, K, E e complexo B, cálcio, potássio, magnésio e fósforo. Fonte de antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres, retardar os sinais de envelhecimento, reduz as rugas e linhas de expressão, diminui a acne, (principalmente em adolescente) e melasmas.

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Espinafre – um super-hidratante cheio de antioxidantes, que ajudam a oxigenar e reabastecer o corpo todo. Também é rico em: vitaminas A, C, E, K, magnésio, ferro heme e luteína. O alto teor de vitamina C desta folha verde, aumenta a produção de colágeno para manter a pele firme. A vitamina A promove cabelos fortes e brilhantes, enquanto a vitamina K ajuda reduzir a inflamação nas células.

Foto: Clara Sander/Pixabay

Amêndoas – são ótima fonte de vitamina E, que ajudam a reparar o tecido da pele, reter a umidade e proteger dos raios UV. As amêndoas contém ácidos graxos ômega-3, um anti-inflamatório que ajuda a fortalecer as membranas celulares da pele contra danos dos raios solares, e dão à pele um brilho preservando sua barreira natural. Além disso, fornecem fibras, gorduras essenciais e proteínas. Elas são responsáveis por deixar a cútis macia e flexível, além de dar-lhe um brilho natural e com aparência mais lisa. Portanto, se você ainda não adicionou essas amêndoas em sua alimentação, faça logo para obter uma pele naturalmente brilhante e saudável.

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Temperos e especiarias – as especiarias fazem mais que apenas adicionar sabor à comida. Eles contêm vários compostos que podem ter efeitos benéficos para a saúde. Pesquisas sugerem que algumas especiarias podem até mesmo ajudar a sua pele a parecer mais jovem. É o caso da canela, que demonstrou aumentar a produção de colágeno, e aumentou a firmeza e elasticidade da pele. Além disso, o gengibre contém gingerol. Este composto tem efeitos anti-inflamatórios que podem ajudar a prevenir as manchas senis, que se desenvolvem devido à exposição ao sol.

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Batata doce – a cor laranja da batata-doce vem de um antioxidante chamado betacaroteno, que é convertido em vitamina A, e pode ajudar a restaurar a elasticidade da pele, promover a renovação das células mortas, e contribuir para uma pele macia e com aparência saudável. A batata doce também é rica em vitamina C e vitamina E, ambas muito importantes para manter a pele saudável, brilhante e flexível. A vitamina C ajuda a aumentar o colágeno, que fortalece a pele. Os antioxidantes presentes na batata-doce também são responsáveis pelo brilho natural da pele. O tubérculo também é uma fonte rica em antocianinas que ajudam a prevenir manchas escuras, mantendo a atividade dos radicais livres sob controle.

Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Mamão, delicioso e carregado de nutrientes

Mamão é o fruto da planta Carica papaya, tem sabor doce e cores vibrantes. Quando maduro, a polpa é laranja com muitas sementes pretas comestíveis, mas amargas, e pode ser consumido cru. No entanto, o mamão verde deve ser sempre cozido antes, especialmente durante a gravidez, pois a fruta verde é rica em látex, que pode estimular as contrações. O mamão é rico em muitos nutrientes, e seu consumo frequente pode reduzir o risco de muitas doenças, especialmente aquelas que tendem a surgir com a idade.

Confira 9 benefícios desta fruta maravilhosa com a nutricionista Adriana Stavro:

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Melhora beleza da pele – rico em vitaminas A, C, K, E e complexo B, cálcio, potássio, magnésio e fósforo. Fonte de antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres, retardar os sinais de envelhecimento, reduzir as rugas e linhas de expressão, diminuir a acne, principalmente em adolescente e melasmas.

Preveni asma – o risco de desenvolver asma é menor em pessoas que consomem grande quantidade de certos nutrientes. Um deles é o betacaroteno, presente em alimentos como mamão, damasco, brócolis, melão, abóbora e cenoura.

Propriedades anticâncer – mamão pode atuar reduzindo os radicais livres, que contribuem para muitas doenças inclusive o câncer. Além disso, o mamão pode ter alguns benefícios extras. Entre 14 frutas e vegetais avaliadas com propriedades antioxidantes, apenas o mamão demonstrou atividade anticâncer nas células do câncer de mama. Em outro estudo publicado na revista Cancer Epidemiology and Prevention Biomarkers, mostrou que consumir antioxidantes como betacaroteno encontrado no mamão, pode reduzir o risco de câncer de próstata entre os homens jovens.

Saúde óssea – a baixa ingestão de vitamina K tem sido associada a um maior risco de fratura óssea . O consumo adequado deste mineral é importante pois, melhora a absorção de cálcio e pode reduzir a excreção urinária de cálcio, o que significa que terá mais cálcio circulante para fortalecer os ossos.

Controle glicêmico – estudos demonstraram que, indivíduos com diabetes tipo 1 e tipo 2 que consomem dietas ricas em fibras, têm níveis mais baixos de glicemia e lipídios sanguíneos. 100g de mamão, que equivale a uma fatia pequena, fornece em média 3 gramas de fibras.

Previne constipação – mamão é rico em fibras e água, o que ajuda a prevenir a constipação e a promover a regularidade e um aparelho digestivo saudável. Muitas pessoas consideram o mamão um remédio para constipação, e outros sintomas para a síndrome do intestino irritável (SII).

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Melhora a digestão – esta fruta contêm uma enzima chamada papaína, que pode tornar a proteína mais fácil de digerir.

Prevenção de doenças cardíacas (DCV) – um aumento na ingestão de potássio, juntamente com uma diminuição na ingestão de sódio, é a mudança alimentar mais importante que uma pessoa pode fazer para reduzir os de DCV.

Diminui inflamação – a inflamação crônica está na raiz de muitas doenças. A alimentação inadequada associada a um estilo de vida pouco saudável, pode conduzir a um processo inflamatório grave. Estudos mostram que frutas e vegetais ricos em antioxidantes, como o mamão, ajudam a reduzir marcadores inflamatórios. Um estudo de 2005, observou que os homens que aumentaram a ingestão de frutas e vegetais ricos em carotenoides, tiveram diminuição significativa na PCR, um marcador inflamatório específico. A colina é um nutriente muito importante encontrado no mamão. Este ajuda melhorar o sono, os movimentos musculares, o aprendizado e a memória. Ela também ajuda a manter a estrutura das membranas celulares, auxiliar na transmissão de impulsos nervosos, e reduzir a absorção de gordura e inflamação crônica.

Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Transição para o vegetarianismo: cuidados nutricionais

O número de pessoas aderindo a uma alimentação vegetariana, vegana ou simplesmente reduzindo o consumo de produtos de origem animal, cresce a cada dia. Os vegetarianos são definidos como pessoas que não comem carne, frango ou peixe. Dependendo da inclusão ou exclusão dos derivados animais, a dieta recebe uma definição específica: ovo-lacto-vegetariana (inclui ovos, leites e derivados), ovo-vegetariana (inclui ovos), lacto-vegetariana (inclui leites e derivados), vegetariana estrita (não inclui nenhum produto de origem animal) ou vegana (exclui produtos de origem animal na alimentação, higiene e vestuário).

Para a nutricionista Adriana Stavro, quer você escolha seguir uma dieta vegana, vegetariana ou flexiterian (reduz o consumo de carne), os benefícios para sua saúde são muitos. As dietas com foco em plantas são naturalmente ricas em fibras, pobres em gordura saturada e fontes de fito químicos, que ajudam a diminuir o risco de várias doenças. Estudos mostram que os vegetarianos são 40% menos propensos a desenvolver câncer, quando comparado aos onívoros. Alimentação à base de vegetais podem reduzir o risco de doenças cardíacas, hipertensão, osteoporose e diabetes mellitus do tipo 2.

Porém, antes de adotar um regime alimentar vegetariano, é aconselhável examinar se existem carências nutricionais. Para isso, devem ser realizadas exames de rotina que incluam os níveis de ferro, vitamina D, complexo B (em especial destaque para a vitamina B12), cálcio e iodo. Na presença de uma deficiência, esta deve ser corrigida através da combinação correta de alimentos ou suplementos alimentares, e com monitoração de um profissional da saúde qualificado.

Após a exclusão de possíveis carências nutricionais, a eliminação do consumo de carne e pescado pode ser imediata. No entanto, a transição para um regime alimentar vegetariano deve ser adaptada a cada indivíduo. Algumas pessoas preferem eliminar as carnes de um dia para o outro, enquanto outras preferem uma redução gradual.

O regime alimentar “flexitarian diet” corresponde às expectativas das pessoas que pretendem uma transição gradual. Esta é uma dieta baseada em produtos de origem vegetal, com um consumo ocasional de carne e pescado. Quem adota esta prática, aumenta progressivamente o número de refeições vegetarianas.

Tendo em consideração que a adaptação de uma dieta vegetariana requer uma modificação dos hábitos alimentares, a organização assume um papel importante. Este planejamento permite a adoção de uma alimentação equilibrada, o que significa que deve fornecer proteínas completas, ou seja, que contenham todos os aminoácidos essenciais, gorduras de boa qualidade (amêndoas, nozes, azeite, abacate), carboidratos integrais (grãos, farináceos integrais), vitaminas e minerais (frutas, verduras, legumes).

Os ovo-lacto-vegetarianos podem facilmente obter proteínas de qualidade, através do consumo de ovos e de lacticínios. Para os vegetarianos estritos e veganos, que excluem todos os alimentos de origem animal, o desafio é maior, uma vez que necessitam combinar diferentes fontes de proteína vegetal ao longo do dia. Alguns alimentos fontes são: lentilha, feijão, grão-de-bico, soja, tofu, tempeh, bebidas à base de soja, nozes e sementes. Os grãos integrais e os vegetais também fornecem alguma proteína.

A Academia de Nutrição e Dietética afirmou que, uma dieta vegetariana ou vegana pode fornecer todos os nutrientes essenciais para crianças, adolescentes, adultos, gestantes e nutrizes. Porém, obter proteína, cálcio , ferro vitamina B-12 e ômega3 pode ser um pouco mais difícil. Por isso, planejar é fundamental para garantir um aporte adequado e evitar deficiências.

A suplementação alimentar destes nutrientes pode ser considerada (com destaque para a vitamina B12, ferro e o ômega 3), porém é importante o acompanhamento de um médico ou nutricionista.

Os vegetarianos, assim como a população em geral, devem estar atentos a um conjunto de sinais e sintomas. Por exemplo:

● Fadiga, cansaço e falta de energia podem indicar carência de ferro ou vitamina B12.
● Problemas relacionados com a imunidade, como cansaço excessivo, febre e calafrios frequentes, náuseas, vômitos ou diarreia, gripes que duram semanas, otites, herpes, estomatite, amigdalite, infecções respiratórias persistentes, perda de peso, queda de cabelo, unhas fracas, estresse e depressão, pode ser deficiência de vitamina C, D, E, ácido fólico, zinco, selênio.
● Se os níveis de iodo estiverem baixos, os sintomas são cansaço, sonolência e pele seca.
● Por fim, a queda de cabelo, unhas fracas e quebradiças, podem indicar ingestão insuficiente de proteínas de alto valor biológico.

Por isso uma monitorização contínua da alimentação e dos vários indicadores do estado nutricional, através da realização de análises sanguíneas e de consultas médicas é fundamental.

Por fim, a alimentação vegetariana não deve ser monótona. O consumo variado de alimentos é fundamental, e devem estar especialmente atentos à ingestão de alguns nutrientes, como:

● Cálcio: leite e derivados, extratos vegetais fortificadas, vegetais de folha verde-escura
● Ferro: ovos, vegetais de folha verde-escura, leguminosas, cereais integrais, semente de girassol, abóbora, nozes
● Iodo: algas marinhas, sal iodado
● Vitamina D: laticínios, ovos, bebidas vegetais fortificadas, exposição solar
● Vitamina B12: laticínios, ovos

Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.