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ISTs e saúde bucal: a boca também pode ser infectada no ato sexual

Infecções sexualmente transmissíveis são contraídas pela boca no sexo desprotegido

Uma das preocupações atuais da Odontologia é com o risco de infecções adquiridas nas relações sexuais sem preservativos e que podem afetar a saúde bucal. Isso porque o sexo desprotegido tornou-se mais frequente, principalmente entre a população mais jovem. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde de 2017, quase metade dos jovens entre 15 e 24 anos não usam camisinha. Apenas 56,6% dos jovens dessa faixa de idade usam a proteção.

Doenças como Aids, sífilis, herpes genitais, HPV, Hepatite (A, B e C) e gonorreia também são transmitidas pelo sexo oral sem uso de preservativo, representando as chamadas ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), uma terminologia recentemente adotada para substituir a anterior demonimada DST (doenças sexualmente transmissíveis). Esses males podem ser contraídos e se manifestarem na região da boca e não só isso: problemas como gengivite e cárie dentária profunda aumentam o risco de contágio, o que requer atenção de um cirurgião-dentista no diagnóstico e tratamento.

Dreamstime

“Tivemos recentemente uma epidemia de sífilis em que diversos casos de manifestações bucais da doença foram diagnosticados. Os cirurgiões-dentistas estão recebendo esses indivíduos em seus consultórios e podem ajudar a diagnosticar e quebrar a cadeia de transmissão”, diz Desiree Rosa Cavalcanti, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia (Crosp).

Os sintomas mais comuns de ISTs na boca são:
=Manchas ou placas brancas;
=Feridas na boca, dolorosas ou não;
=Feridas na pele ao redor da boca;
=Orofaringe avermelhada;
=Dor ao engolir;
=Placas brancas nas amígdalas, semelhantes à amigdalite;
=Secreções branco-amareladas.

“Depende do tipo de IST contraída. A sífilis, por exemplo, pode se manifestar na boca em qualquer uma de suas fases (primária, secundária ou terciária), sendo que a fase secundária é a mais encontrada e se caracteriza por manchas ou placas branco-pálidas, que podem ser dolorosas e acometer qualquer parte da boca, mas principalmente língua, mucosa labial e gengivas”, explica Denise.

Darwin Laganzon/Pixabay

“Já no caso do HIV (vírus da Aids), a presença de lesões na boca pode estar relacionada a um estágio de descontrole da doença ou ocorrer antes do diagnóstico e tratamento, enquanto a gonorreia e a clamídia oral podem afetar a orofaringe, gerando eritema, dor e desconforto ao engolir”, detalha.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o não uso de preservativos impactou diretamente no aumento de casos de HIV entre jovens. Na faixa etária de 20 a 24 anos, a taxa de detecção subiu de 14,9 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para o patamar de 22,2 casos em 2016. Entre os jovens de 15 a 19 anos, aumentou de 3,0 para 5,4 no mesmo período.

Diante desse cenário, ressalta-se a importância do preservativo, que ainda é a melhor forma de prevenção contra uma IST, seja de transmissão oral ou não. Mas, para deixar a saúde bucal longe dos riscos também é preciso manter uma boa higiene da boca para evitar problemas bucais como úlceras, gengivite ou doenças periodontais, que podem servir como meio de entrada de vírus e de bactérias causadores das infecções sexualmente transmissíveis.

Além disso, é essencial a realização de testes diagnósticos e a busca pelo tratamento rápido e adequado para o caso de suspeita de IST por contágio oral. “É importante que o cirurgião-dentista seja assertivo em sua comunicação com o paciente. Ele deve ser sincero, discreto e transmitir confiança. Um ambiente adequado e reservado em que ele possa estar a sós com o paciente facilita muito a comunicação para explicar o que o faz suspeitar de uma IST e recomendar a realização de testes diagnósticos, como os testes rápidos e a citologia esfoliativa. Sífilis, HIV, hepatites B e C já possuem testes rápidos eficazes e a maioria dos pacientes aceita a realização dos testes, especialmente diante de um profissional que lhe traz segurança”, completa a cirurgiã-dentista.

Fonte: CRO-SP

Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Infectologista desvenda os mitos que ainda existem sobre o HIV/Aids

Hoje se comemora o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Já se passaram quatro décadas, mas a infecção pelo HIV/Ais ainda é motivo de alerta, exigindo campanhas de conscientização em relação à importância de se investir em prevenção, além da necessidade de diagnóstico e tratamentos precoces.

Apesar de os índices de mortalidade relacionados a infecção do HIV/Aids terem sofrido redução, um relatório de 2019 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) aponta que o número de casos da doença aumentou 21% no Brasil desde 2010, indo na contramão do que acontece no resto do mundo.

Para esclarecer dúvidas sobre a doença e desmistificar alguns fatos, a infectologista Romina Oliveira, especialista em Saúde Pública, elencou os temas abaixo.

Quem tem HIV, tem Aids

Darwin Laganzon/Pixabay

Mito. O HIV refere-se ao vírus da imunodeficiência humana, e a Aids é a síndrome da imunodeficiência humana adquirida. Os termos não podem ser usados como sinônimos. Estar infectado pelo vírus não significa estar doente. O termo Aids só é aplicado em estágio avançado da infecção quando ocorre um grande comprometimento do sistema imunológico, o que pode demorar anos para acontecer.

Aids pode ser uma doença silenciosa


Verdade. Há pessoas que vivem anos com o HIV sem ter sintomas ou desenvolver a Aids, mas, sem o diagnóstico precoce, seguido pelo início e adesão ao tratamento, essas pessoas podem transmitir o HIV. Além disso, sem a medicação antirretroviral, esses pacientes ficam suscetíveis ao agravamento da condição, levando ao enfraquecimento do sistema imunológico e ao aparecimento de doenças oportunistas. Por isso, é muito importante fazer o teste para detecção do HIV sempre que houver alguma exposição. Este hábito pode salvar vidas, pois aproximadamente 134 mil brasileiros vivem com HIV e não sabem.

Aids não mata mais como antigamente

Waldryano/Pixabay

Verdade. Não é uma sentença de morte como aconteceu nas décadas de 1980 e 1990, pois os antirretrovirais mais modernos trouxeram qualidade de vida e longevidade às pessoas que vivem com o HIV. Nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde, no Brasil a maioria dos casos de infecção em homens, acontece nas faixas etárias de 15 a 29 anos e mais velhos (acima de 50 anos). Na população de idade mais avançada, com o aumento da expectativa de vida, estendeu-se também a atividade sexual. Porém, ainda há o preconceito e a crença equivocada de que o uso de preservativos tira a sensibilidade ou é usada somente para evitar gravidez.
Além da relação sexual sem proteção, há outras formas de exposição ao HIV, como uso de seringas compartilhadas ou outros materiais perfurocortantes, de contato com sangue contaminado, de mãe para filho durante a gestação, parto e amamentação.

Os testes sorológicos (convencionais e rápidos) para HIV não estão na rede pública de saúde

Mito. Além dos testes rápidos para HIV serem vendidos em farmácias, estes e outros testes também são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, esses exames e testes detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Além disso, é garantida a total confidencialidade das informações dos resultados dos exames nas redes pública e privada.

Os antirretrovirais são de difícil acesso no país

Mito. No Brasil, o tratamento contra o HIV está disponível no Sistema Único de Saúde, bem como os testes de detecção do vírus5. O Programa Nacional de DST/Aids do governo brasileiro, inclusive, é reconhecido mundialmente por sua ampla atuação no campo de direitos humanos, prevenção e tratamento do HIV, e os pacientes em tratamento aqui apresentam ganhos em relação a expectativa de vida. Para as pessoas que se expuseram ao vírus por conta de acidentes com materiais perfurocortantes ou relação sexual sem preservativos, há medicamentos do coquetel do tratamento da Aids usados como prevenção de infecção pelo HIV. Eles devem ser tomados até duas horas após a exposição e no máximo após 72 horas. Trata-se da profilaxia pós-exposição (PEP). Há também a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) que consiste em uma nova abordagem de prevenção à infecção com o uso de um comprimido diário que impede que o vírus infecte o organismo.

Como o desmatamento da maior floresta tropical do mundo interfere na saúde da população?

Covid-19 e outras doenças chegam até nós como consequência da degradação ambiental

A preservação do meio ambiente nunca esteve tão em voga quanto ultimamente, o assunto é de extrema importância, não só pela vida dos seres vivos que ali habitam, mas também para a saúde ambiental do planeta e do ser humano.

A degradação ambiental ocorre há anos, e cada vez mais vemos de perto como esse descaso com as florestas interfere diretamente na vida da população. Estudos científicos já atestaram que o desmatamento gera uma cadeia de acontecimentos complexos, criando meios para que diferentes patógenos mortais se espalhem entre os humanos. Doença de Lyme e a malária, por exemplo, surgiram a partir daí.

São 40 mil espécies de plantas, milhões de insetos e 400 mamíferos que estima-se ter na Amazônia, floresta que ocupa sete milhões de quilômetros quadrados e faz parte de nove países da América do Sul. O especialista em Gestão de Resíduos Sólidos e fundador da Oceano Resíduos, Rafael Zarvos, alerta a necessidade das pessoas entenderem que desmatamento e doenças estão relacionados.

Doenças como a zika, que somada a dengue e chikungunya contabilizaram um aumento de 248% do número de casos no ano de 2019, é exemplo de enfermidade que veio da cena rural para a urbana pelo avanço do desmatamento em áreas florestais. “A destruição da natureza coloca em risco a nossa própria existência. O coronavírus, por exemplo, responsável pela pandemia que vivemos, é fruto do contato de humanos com morcegos”, destaca Rafael.

Em relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), é possível ver que a cada quatro meses o ser humano tem uma infecção originária de problemas relacionados ao meio ambiente, e que 75% das doenças são de origem animal. O consumo de carne crua de animais silvestres, o desmatamento, as mudanças climáticas e o tráfico ilegal de animais silvestres são fatores que contribuem para facilitar o contágio de seres humanos por patógenos que vivem na natureza e nas espécies que ali habitam.

Abaixo, artigo de Rafael Zarvos:

Meio ambiente, problema da destruição e pandemia. As pessoas precisam ter em mente que uma coisa está relacionada com a outra. Infelizmente, somos a única espécie capaz de de destruir e de ameaçar a nossa própria sobrevivência. A destruição da natureza coloca em risco a sobrevivência da espécie humana. A forma como a sociedade está transformando o meio ambiente e reduzindo os habitats, faz com que animais silvestres e seres humanos se aproximem.

Isso potencializa o risco de transmissão de variados patógenos aos seres humanos. Uma publicação recente da biblioteca nacional de medicina aponta que existem cerca de 165 espécies de doenças capaz de causar algum dano ao ser humano. Relatório da ONU mostra que a cada quatro meses a gente tem uma infecção originária de problemas relacionados ao meio ambiente, sendo que 75% das doenças que temos são de origem animal.

O impacto no meio ambiente de maneira negativa, acaba trazendo essas consequências que agora estamos vendo na pele, que é a pandemia originada pelo novo coronavírus. Em relação ao desmatamento, florestas estão sendo derrubadas para pasto, agronegócio. Mudanças climáticas, por conta da alteração da temperatura. Inclusive, uma publicação que saiu hoje (24) em um  jornal diz que a Groenlândia atingiu um ponto irreversível no degelo depois de 40 anos, e resultará no aumento de um milímetro por ano nos oceanos. Parece pouco, mas vai gerar impactos negativos a quem mora em ilhas e perto da costa. Um milímetro faz muita diferença.

A partir do momento que você tem mudanças climáticas com o aumento da temperatura, os micróbios começam a ter uma sobrevida maior. Tráfico ilegal de animais silvestres. Todos esses fatores contribuem, além do consumo da carne crua dos animais silvestres. Em relação ao coronavírus, por exemplo, tudo indica que a contaminação ocorreu pelo morcego no mercado chinês (mas ainda não está comprovado). Na história, para dar outro exemplo com origem já comprovada, o HIV, o vírus da Aids. Tudo indica que ele teria passado para o ser humano na década de 30 por meio de tribos africanas que faziam caça e domesticação de chimpanzés e macaco verde.

Passaram-se todas essas décadas, quando veio a explosão e, teoricamente, o marco zero teria ocorrido nos anos 1980 com um comissário americano que morreu nos Estados Unidos após viagem. Posteriormente, descobriu-se que surgiu, na verdade, em 1959, com registro de um rapaz no Congo que morreu de doença não detectada, mas que teve seu sangue congelado para posterior avaliação.

Ebola é outro exemplo de doença originária de animais silvestres, pois veio por meio do morcego de fruta. A gripe aviária, aqui no Brasil, a zika e por aí vai. Meio ambiente e doenças estão correlacionados, é preciso tomar cuidado. De acordo com o relatório da ONU, quanto maior a diversidade entre as espécies, mais difícil fica essa contaminação, pois passa de uma espécie para outra até chegar na gente. Se você elimina todas as espécies, ou se encurta a distância entre elas, você tem o que estamos vivendo agora: uma pandemia. E a relação de lixo descartado incorretamente e doenças?

A peste negra é um exemplo de doença que veio da falta de higiene. Se você descarta o lixo incorretamente, atrai vetores como o rato, por exemplo, que vai se aproximar e é vetor de doenças. Saneamento básico também. Cientistas especulam que o vírus que desencadeará a próxima pandemia já está em circulação, é só uma questão de tempo até sermos atingidos. Isso prova que está mais do que na hora de prestarmos atenção no consumo de produtos, além de pequenos hábitos do dia a dia que podem ser cruciais para ajudar o meio ambiente e a nós mesmos.

 

Carnaval vem aí: entenda os riscos de não se prevenir sexualmente

Todos os dias, mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis.

“São doenças transmitidas pela relação sexual sem proteção. Com o carnaval se aproximando, época em que muitos caem na folia e abusam do álcool, nunca é demais reforçar a importância do uso de preservativo”, alerta Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pela Santa Casa, e especialista em reprodução assistida pela Febrasgo.

Para que você entenda o risco de não se prevenir, a médica lista as DSTs e os danos causados à saúde:

exame de sangue são luiz
HIV
É a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causadora da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+.

Sífilis
Infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. Surge 20 a 30 dias após o contato sexual, como uma úlcera genital indolor. A úlcera desaparece após alguns dias, mas, se não tratada a doença, pode evoluir para estágios mais avançados, podendo levar à morte.

Gonorreia
Causada pela bactéria Neisséria gonorrhoeae. O quadro clínico é variado na mulher, podendo ser “silenciosa” (assintomática), até causar quadro grave de cervicite (inflamação da cerviz, cérvix ou cervice, que é a parte mais estreita do colo uterino).

Tricomoníase
É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher, causa corrimento esverdeado, abundante e fétido. Não há sintomas em homens.

Clamídia
Bactéria que pode causar desde um discreto corrimento até Doença Inflamatória Pélvica, que se caracteriza por febre e intensa dor pélvica. Se não tratada, pode evoluir para sepse e morte.

HPV-Infection vírus
Imagem: Agência Aids

Condiloma acuminado
É causada pelo Human Papiloma Vírus (HPV), que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Na vulva e no pênis, se caracteriza por pequenas verrugas.

Herpes simples
Infecção viral que se manifesta através do surgimento de pequenas bolhas muito doloridas ao redor da boca ou dos lábios genitais, que estouram e formam lesões crostosas.

Cancro mole
Causada pela bactéria Haemophilus ducrey. O quadro clínico se caracteriza pelo aparecimento de lesões dolorosas na região genital. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.

Mycoplasma genitalium
É uma bactéria de transmissão sexual que causa doença semelhante à clamídia e à gonorreia, mas com uma secreção mais transparente.

hepatite

Hepatite B e hepatite C
São transmitidas, principalmente, pelo contato com sangue contaminado, mas também por relação sexual. A transmissão sexual da hepatite C é pouco frequente, com menos de 3% em parceiros estáveis, mas ocorre em pessoas com múltiplos parceiros, sem uso de preservativo. Além disso, a coexistência de alguma DST – inclusive o HIV – é um importante facilitador dessa transmissão.

HTLV (Vírus Linfotrópico T humano)
Há dois subtipos: HTLV-1, que pode causar um quadro raro de leucemia e de doenças neurológicas, e o HTLV-2, com quadro clínico ainda não estabelecido.

“A maneira mais eficaz de evitar uma DST é utilizar a camisinha, tanto a feminina quanto a masculina, seja no sexo anal, vaginal e oral”, finaliza Karina.

Fonte: Febrasgo

Dia Internacional de Luta contra a Aids: prevenção ainda é o melhor remédio*

Quando falamos em Aids muitas coisas nos vêm à mente. O tabu e o preconceito relacionados aos pacientes acometidos pela patologia e, até mesmo, as mortes de grandes artistas contemporâneos, como as dos cantores Freddy Mercury, Cazuza e Renato Russo, que foram vítimas da Aids em uma época em que a epidemia se alastrava de forma vertiginosa em todo o mundo, são temas que ainda têm um grande impacto emocional em todos nós.

Para desmistificar o assunto e esclarecer a população sobre os principais meios de exposição ao vírus HIV, causador da doença, e os métodos preventivos disponíveis, no dia 1 de dezembro é celebrado o Dia Internacional da Luta contra a AIDS. A data foi instituída em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, desde 1988, o Ministério da Saúde aproveita a ocasião para promover ações de conscientização relacionadas a esta que ainda é uma das doenças mais letais que conhecemos.

Embora a mortalidade por conta da Aids no Brasil tenha caído 7,2%, a partir de 2014, de acordo com o Boletim Epidemiológico HIV Aids 2017, publicado pela Secretaria de Vigilância em Saúde (Ministério da Saúde), principalmente devido às boas políticas públicas de saúde e assertividade dos tratamentos, muitas pessoas ainda são negligentes quando o assunto é prevenção. Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2007 e 2016, foram registrados mais de 136 mil novos casos de infecção por HIV no País.

A principal via de transmissão do HIV, é, sem dúvida, a prática de qualquer relação sexual sem proteção, independentemente de haver ou não penetração. Nesse cenário, a melhor forma de prevenção ainda é o uso da camisinha, embora o seu uso esteja ficando cada vez mais impopular, principalmente entre os jovens brasileiros.

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), divulgada pelo IBGE e realizada com estudantes do 9o ano do ensino fundamental, mostrou que 33,8% dos entrevistados, jovens entre 13 e 17 anos de vida sexual ativa, não haviam utilizado o preservativo em sua última transa, o que é extremamente preocupante. Como principais justificativas, falta de informação e de preocupação, além do tradicional descuido foram citadas, embora, na prática, a eficácia da medicação dê uma falsa ideia de que os riscos de contaminação também diminuíram ao longo dos anos. As informações são de 2015, mas ainda são bastante atuais.

Não podemos esquecer também que existem outras maneiras de infecção, como o compartilhamento de seringas por usuários de drogas, o momento do parto (transmissão vertical) e, até mesmo, uma transfusão de sangue. Portanto, todo cuidado é pouco.

No caso de exposição ao risco de contágio, é recomendado que um médico seja imediatamente consultado. Para o diagnóstico, é necessário um exame de sangue ou da mucosa bucal para detecção dos anticorpos. A primeira etapa consiste em um teste rápido (anti-HIV) e, em caso de resultado positivo, realiza-se o Western Blot ou Elisa para a confirmação.

Uma vez detectado o HIV, um infectologista deve ser acionado e o tratamento iniciado imediatamente. Em geral, é indicada uma combinação de drogas antirretrovirais, que deve ser ingerida diariamente, sempre no mesmo horário. Atualmente, essas medicações são bem toleradas pelo organismo e fáceis de ministrar, com poucos efeitos colaterais, como enjoo ou alteração intestinal.

laço vermelho aids hiv.png

Geralmente, os primeiros sintomas da contaminação pelo vírus são as chamadas doenças oportunistas. Ao destruir as células de defesa, o HIV impacta diretamente na imunidade do indivíduo, abrindo caminho para que estas patologias se instalem. Dentre as mais comuns, podemos citar a pneumocistose, a toxoplasmose, o Sarcoma de Kaposi e a tuberculose. As primeiras reações são febre persistente, tosse seca, garganta arranhada, suor noturno, rápida perda de peso, náusea, queda de energia, entre outras. Muitas vezes, as pessoas ficam anos com o vírus incubado, sem apresentar sintomas. Por isso é sempre recomendada a realização de exames periódicos.

Uma das principais novidades no tratamento da Aids é a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ou pílula anti-HIV, que é distribuída pelo Ministério da Saúde desde 2017 a todas as pessoas que apresentam risco da exposição ao vírus. No entanto, mesmo com a medicina em constante evolução, a prudência não deve ser descartada. Embora a eficácia da PrEP seja reconhecida cientificamente, a prevenção ainda é o melhor remédio.

*Nelly Kobayashi é sexóloga, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com residência em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, possui título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia (Tego) pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e em sexologia pela Universidade de Pisa (Itália). Já atuou como médica colaboradora no setor de sexualidade no ambulatório de Ginecologia do Hospital das Clínicas da FMUSP e, atualmente, é médica da Clínica VidaBemVinda e pós-graduada em sexualidade humana pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Innuendo

 

Saúde oferta testes de HIV e sífilis no Terminal Jabaquara

Testes gratuitos e preservativos masculinos serão ofertados nesta quinta (29), entre às 9 e 15h30; finalidade é incentivar a prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo oferta hoje, 29 de novembro, a partir das 9 horas, testes gratuitos de HIV e sífilis para os frequentadores do Terminal Jabaquara. A finalidade da ação é orientar a população quanto à importância da prevenção para evitar o HIV e a sífilis.

A testagem ocorre na plataforma A do Terminal Jabaquara, até às 15h30, e é realizada pelo Centro de Referência e Treinamento DST/ Aids, em parceria com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Serão ofertados 300 testes rápidos de HIV e 300 testes rápidos de sífilis. Além disso, haverá distribuição de 8 mil preservativos masculinos e folhetos informativos sobre os testes realizados.

A iniciativa marca o início das atividades do Dezembro Vermelho, mês de conscientização e combate à Aids.

O teste rápido detecta anticorpos no fluído oral e o resultado é obtido em 30 minutos. “É simples, rápido e indolor, realizado com privacidade e sigilo, indicado para todas as pessoas que tem vida sexual”, orienta coordenadora adjunta do Programa Estadual DST/AIDS-SP, Maria Clara Gianna.

exame de sangue são luiz

Para obter mais informações sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e os serviços especializados disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde), basta acessar o site ou ligar para Disque DST/Aids, pelo número 0800-16-2550, de segunda à sexta-feira, das 8 às 18 horas.

Aids: 8 Mitos sobre a PREP – Profilaxia Pré-exposição Sexual com Truvada

A profilaxia pré-exposição sexual ao HIV (PrEP) é a mais nova opção preventiva contra o vírus causador da Aids. A estratégia, que consiste no uso do medicamento Truvada (combinação dos antirretrovirais fumarato de tenofovir desoproxila e entricitabina) como forma de reduzir a possibilidade de infecção, está prestes a ser oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) a populações-chave, como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Abaixo, segue um conjunto de informações sobre esse método, que chega como medida complementar às práticas de sexo seguro, especialmente o uso de preservativos.

8 Mitos sobre a PREP – Profilaxia Pré-exposição Sexual com Truvada

1. Com a utilização de PrEP com Truvada não é mais necessária a adoção de outros métodos de proteção contra o HIV.

A PrEP com Truvada não deve ser utilizada como único método de prevenção à infecção por HIV, e sim como complemento a outras medidas de proteção já usuais, como o uso de preservativos que, inclusive, protegem contra a transmissão de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como a sífilis e a hepatite B. De acordo com estudos clínicos e projetos de demonstração, a eficácia de Truvada varia de 92% a 100% quando tomado corretamente. A administração recomendada é de um comprimido ao dia, regularmente.

2. Com a PrEP, as pessoas terão um comportamento mais promíscuo, já que acreditam que estão protegidas.

Nos estudos clínicos já realizados essa expectativa não se confirmou. Os resultados mostram que os usuários, em sua grande maioria, mantiveram os procedimentos usuais de sexo seguro e consideraram a PrEP com Truvada® como uma proteção adicional, mas que não elimina a importância de outros métodos de prevenção como o uso dos preservativos.

3. Se eu tomar a PrEP com Truvada vou adquirir resistência aos medicamentos e, caso seja contaminado, os tratamentos com antirretrovirais terão menos efeito.

A utilização da PrEP com Truvada não causa nenhum tipo de resistência ao vírus , desde que o usuário seja HIV negativo. Por isso, é fundamental que ao prescrever a PrEPo médico solicite os exames e se assegure desta condição, voltando a repetir os exames a cada três meses durante a utilização do medicamento com fins preventivos para rastrear uma possível contaminação. As diretrizes para o tratamento de um indivíduo soropositivo são completamente diferentes da PrEP e em geral exigem uma combinação de diferentes medicamentos. Esta prescrição é específica para prevenção.

4. Posso tomar os comprimidos de Truvada apenas no dia em que for ter relação sexual e estarei protegido, desde que tome uma quantidade maior, dois ou quatro comprimidos de uma só vez.

Para que a PrEP com Truvada tenha a eficácia comprovada, o medicamento deve ser administrado uma vez ao dia, sem interrupções, regularmente. O uso incorreto pode comprometer os níveis do medicamento do sangue no momento da exposição ao risco e, em consequência, diminuir a proteção oferecida.

5. A PrEP com Truvada é indicada apenas para homossexuais e profissionais do sexo. O tratamento não é indicado para as mulheres.

PrEP com Truvada é indicada para adultos acima de 18 anos com alto risco de adquirir o HIV. Essa indicação se baseia em estudos clínicos com HSH (homens que fazem sexo com homens), casais heterossexuais soro-discordantes e indivíduos heterossexuais com alto risco de adquirir sexualmente o HIV. Truvada para PrEP deve ser prescrito apenas a indivíduos que sejam comprovadamente HIV negativos imediatamente antes do início do uso e periodicamente durante o uso. O médico deve avaliar a conveniência da prescrição conforme o grau de exposição do paciente.

PREP.png

6. A PrEP com Truvada tem efeitos colaterais horríveis e tornam a administração diária muito difícil. Pode ser perigoso para os rins e para os ossos.

Truvada tem uma posologia cômoda de apenas 1 cp ao dia.Como qualquer medicamento, Truvada também pode apresentar efeitos colaterais. Todo medicamento deve ser prescrito caso a caso a depender da condição de saúde do usuário bem como o seguimento frequente com seu médico para exames de reavaliação. Todo efeito colateral deve ser sempre reportado e discutido com o médico.

7. Se eu tomar a PrEP com Truvada, passarei a ser HIV positivo em testes.

Essa informação não procede. A composição de Truvada não contém o DNA do HIV. Apesar de ser utilizado como profilaxia, seu mecanismo de ação não tem nenhuma similaridade com uma vacina tradicional. Truvada possibilita a contenção da infecção ao bloquear a atividade da enzima denominada Transcriptase Reversa, liberada pelo vírus e utilizada no seu processo de replicação dentro das células, especialmente as do sistema imunológico.

8. Se eu tomar a PrEP com Truvada uma vez, terei que tomar pelo resto da vida.

Essa informação não procede. O usuário pode realizar a profilaxia quando desejar, interrompê-la, voltar a adotá-la sem qualquer impedimento, conforme sua conveniência. É importante apenas lembrar que a eficácia da prescrição como PrEP só é assegurada pela administração diária regular de um comprimido, o que garante a dosagem correta para a proteção oferecida.

Fonte: Gilead

 

Dia Mundial de Combate à Aids

Enfermidade atingiu 48 mil brasileiros em 2016, segundo dados da ONU

O dia 1º de dezembro foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Dia Mundial da Luta Contra a Aids (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida). A data tem como objetivo levar informação sobre a doença e diminuir o preconceito. E o Seconci-SP (Serviço Social da Construção) aproveita este período para esclarecer as principais dúvidas sobre a enfermidade, que em 2016 atingiu 48 mil brasileiros, de acordo com a UNAids, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).

O clínico geral do Seconci-SP, José Alfredo Penteado, explica que a Aids é causada pelo vírus Imunodeficiência Humana (HIV), que ataca o sistema imunológico responsável por defender o organismo de doenças. “Após se instalar no sangue, o vírus se multiplica atacando principalmente as células linfócitos CD4. A partir desse processo, surgem os primeiros sintomas como febre ou gripe, e com o tempo o aparecimento de doenças oportunistas mais graves resultantes da queda da imunidade ou defesa do organismo”.

O especialista salienta ainda que o vírus pode passar por um período de incubação no organismo. Por isso, o fato de o indivíduo ter HIV não significa que ele possui Aids, logo há soropositivos que não desenvolvem a doença ou demoram anos para apresentar os sintomas, porém eles podem transmitir o vírus. Portanto, é sempre importante realizar o teste com periodicidade e se proteger em todas as situações.

camisinhas

O contágio pode ocorrer por meio de relação sexual vaginal, oral e anal sem uso do preservativo; materiais não esterilizados que estejam contaminados, e transmissão vertical, quando a mãe passa a doença para o filho durante a gestação e amamentação. É obrigatório por lei que toda gestante faça o teste de HIV logo nas primeiras consultas do pré-natal, e se negativo, repete-se o exame no terceiro trimestre de gestação. Em caso positivo, são realizados exames de carga viral para acompanhar a evolução da paciente, que ao medicar-se corretamente, pode gerar um bebê saudável.

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames laboratoriais (teste fluido oral e sanguíneo) de forma gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS) e Centro de Referência e Treinamento DST Aids (CRT). “O exame deve ser feito após 30 dias da situação de exposição ao vírus, a chamada janela imunológica. Em alguns casos, o período pode alterar dependendo da reação do organismo, sendo necessário repetir o exame no intervalo de 3 a 9 meses”, enfatiza o médico.

Penteado ressalta também que o Seconci-SP dispõe de estrutura laboratorial completa para a realização dos exames necessários para a detecção da enfermidade e equipe de orientação. Por esta razão, é muito importante que o trabalhador procure atendimento caso tenha alguma suspeita.

O tratamento da Aids é feito por meio de 22 medicamentos antirretrovirais que são divididos em 38 apresentações, fornecidos gratuitamente pelo SUS. Estes medicamentos combatem o vírus e fortalecem o sistema imune, pois sua cura ainda não foi descoberta. “A dosagem da medicamentação é escolhida de acordo com o grau da síndrome, contribuindo para aumentar o tempo de vida do paciente e diminuir o risco de desenvolver outras doenças, como por exemplo, tuberculose, pneumonia e câncer”, orienta.

exame de sangue são luiz

Informações importantes

O Ministério da Saúde oferece atendimento gratuito após a exposição ao HIV através da Profilaxia Pós-Exposição, ou simplesmente PEP, responsável por utilizar medidas de prevenção contra a multiplicação do vírus. O procedimento é indicado para pessoas que podem ter sido expostas ao vírus em situações como: violência sexual, relação desprotegida (sem o uso do preservativo ou ruptura) e acidente ocupacional (contato direto com objetos perfurocortantes ou com material biológico contaminados).

A PEP consiste na ingestão de uma pílula em uma dose diária única até 72 horas após o contato, mas dependendo da avaliação do médico, poder ser orientada dosagem diária no período de 28 dias. “O atendimento é garantido pela Constituição Federal, pela Lei 8080/90 (Lei Orgânica do SUS) e pela Lei 9313/96, que determina a gratuidade da oferta universal de Terapia Antirretroviral (TARV) para aqueles que preencham os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Seguir as orientações médicas é essencial para que o tratamento não apresente falhas. Dessa forma, a probabilidade de reprodução do vírus é mínima” comenta.

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Outra estratégia de prevenção que envolve o uso de medicamento antirretroviral, é Profilaxia Pré-exposição (PrEP). O recurso, que obteve seu registro aprovado pela Anvisa em maio deste ano, diminui de maneira significativa as chances de contrair o HIV em caso de uma exposição e deve ser usado em conjunto com a camisinha.

A PrEP será oferecida apenas para pessoas mais vulneráveis ao contágio; poderão ser homens que fazem sexo com homens, gays, população trans, profissionais do sexo e casais sorodiferentes (quando um já tem o vírus e o outro não). O comprimido único deve ser ingerido diariamente e não incentiva relações sem preservativo, apenas poderá será uma alternativa para grupos de riscos que estão vulneráveis ao contato com o vírus.

Fonte: Seconci

“Dezembro Vermelho”e a importância de atividades físicas para pessoas com HIV/Aids

A chegada do mês dedicado ao enfrentamento da doença é uma excelente ocasião para reforçar os benefícios da prática regular de exercícios visando o aumento da qualidade de vida dos soropositivos

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids é 1º de dezembro, mas o mês inteiro está prestes a ser dedicado para ações direcionadas ao enfrentamento do HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). É o que prevê Dezembro Vermelho, projeto de lei da Câmara aprovado recentemente pelo Senado. O texto segue para sanção presidencial.

A ocasião também é importante para se falar das inúmeras vantagens dos treinos para quem convive com o vírus. O próprio Ministério da Saúde aprova e estimula como política pública a prática regular de exercícios físicos pelos soropositivos, em razão dos benefícios gerados.

“Porém, vale lembrar que, para produzirem resultados significativos, é fundamental a orientação de um especialista que terá condições de avaliar, prescrever e acompanhar a realização das atividades, indicadas para cada caso e, inclusive, interrompê-las quando julgar necessário”, explica Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

Caminhada, dança, musculação, natação, hidroginástica, corrida de rua, entre outras modalidades, promovem segundo a especialista uma resposta fisiológica melhorando a qualidade de vida do praticamente. No geral, proporcionam benefícios no sistema cardiorrespiratório, aumento dos níveis de força, elevação no “colesterol bom” (HDL) e redução no “colesterol ruim” (LDL).

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“Também diminuem os níveis de triglicérides, ajudam a controlar os índices de glicose no sangue, além de elevarem a disposição e a autoestima. Ainda aliviam o estresse e, o mais importante para os soropositivos, estimulam o sistema imunológico na defesa do organismo e amenizam alguns efeitos colaterais provocados pelos medicamentos”, comenta a médica.

O programa de treinamento deve ser individualizado, estabelecendo as metas e as intensidades para cada um. Precisa prever um monitoramento constante para adequação de carga e período de repouso, o que reforça ainda mais a necessidade de uma correta orientação.

Fonte: Karina Hatano é médica do exercício e do esporte, mestre em Medicina Esportiva pela Universidade Federal de São Paulo, onde também realizou a Residência Médica em Medicina do Esporte, além de acumular especialização em fisiologia do exercício e nutrologia. Preceptora da Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo e professora da Liga de medicina esportiva da UNIFESP, também é responsável pela saúde de atletas de alta performance de diversas modalidades esportivas, como da seleção brasileira de natação e das confederações brasileiras de beisebol e softbol

Saúde municipal disponibiliza testes de sífilis aos domingos na Paulista

Horário da testagem agora ocorre no período das 12 às 16 horas

O programa municipal de DST/AIDS, órgão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo, decidiu ampliar a testagem sorológica gratuita oferecida aos domingos na Avenida Paulista. A partir de agora, além dos testes rápidos anti-HIV, a unidade móvel do programa também vai disponibilizar exames de identificação da sífilis.

“Aproveitamos o sucesso da campanha ‘Fique Sabendo’ para estender a testagem também à sífilis. A ideia é aproveitar o fechamento para o trânsito de veículos na Av. Paulista, que ocorre todos os domingos, e oferecer à população a oportunidade de ter mais informações sobre as infecções sexualmente transmissíveis e a possibilidade de conhecerem sua condição sorológica”, explica Maria Cristina Abbate, coordenadora do Programa Municipal de DST/AIDS.

Outra novidade é a mudança do horário da campanha. A unidade móvel agora ficará estacionada das 12 às 16 horas, próxima ao Parque Mário Covas.

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Além da testagem, ao menos 10 técnicos do Programa Municipal de DST/AIDS também vão oferecer aconselhamento, orientações e distribuição de insumos de prevenção contra o vírus da AIDS, como preservativos masculinos e femininos. O resultado dos exames sai em cerca de 20 minutos.