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Descubra alimentos que aceleram o processo de envelhecimento e como substituí-los

Cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, explica qual a relação desses alimentos com os terríveis produtos avançados de glicação, agentes que envelhecem a pele

Existem dois principais culpados por acelerar o processo de envelhecimento da pele: a exposição solar e os produtos avançados de glicação (AGEs). “Os AGEs se formam quando a molécula de glicose (açúcar) reage com as proteínas do organismo. Isso gera a glicação que, somada ao excesso de radicias livres produzidos por má alimentação e outros hábitos como tabagismo e privação do sono, leva o organismo ao estresse oxidativo, que danifica o DNA das células provocando menor atividade celular, menor produção de colágeno e fibras elásticas, menor atividade de células de defesa e menor poder de cicatrização”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Como resultado desse processo, há o aparecimento de rugas, manchas e flacidez.

Há outra parte ruim nessa história. Se não ficou claro, os AGEs são formados principalmente pela má alimentação, incluindo deliciosos bolos, tortas, doces, massas e frituras. Mas o problema é alavancado pelo excesso: é o açúcar excedente que faz mal. E além disso, segundo a cirurgiã plástica, devemos incluir também em nossa dieta os alimentos antirradicais livres, e começar a fazer exercícios físicos, que estimulam nosso sistema antioxidante endógeno a combater os radicais livres. Abaixo, a médica lembra os principais alimentos responsáveis pelo envelhecimento da pele:

Açúcar – o excesso de açúcar em doces e bolos contribui para a formação de AGEs prejudiciais ao colágeno, mas também está envolvido em processos inflamatórios, como a acne. Além de adequar o paladar, buscando consumir menos açúcar, é possível em muitas receitas substituir esse ingrediente por frutas mais doces e mel, que são fontes de vitaminas, ou versões mais ‘magras’, como o açúcar demerara ou o adoçante xylitol – também evitando o excesso.

Batatas fritas – ninguém discute o sabor, mas alimentos feitos em alta temperatura e baixa umidade causam a reação de glicação, com a formação de AGEs, além de aumentarem a produção de radicais livres que podem causar danos celulares à pele. “A exposição aos radicais livres acelera o processo de envelhecimento. A interligação afeta as moléculas de DNA e pode enfraquecer a elasticidade da pele”, diz a médica. O excesso de gorduras do óleo também causa danos ao organismo. Além disso, no caso das batatas fritas, elas são servidas com muito sal, sendo que o excesso de sódio pode tirar água do tecido cutâneo e levar à desidratação, tornando sua pele ainda mais propensa às rugas. Uma boa opção é substituir as batatas fritas por chips de babata doce assada.

Pão – o francês, de fôrma e o croissant são exemplos de alimentos com farinha branca, carboidrato de alto índice glicêmico. Além de envolvido no processo de glicação, seu excesso pode causar inflamação no corpo por aumentar muito a produção de radicais livres. Uma alternativa é apostar nas versões integrais e com grãos, que são excelentes fontes de fibra, e atingem a corrente sanguínea mais lentamente.

Margarina – se você já disse adeus ao pãozinho, mas ainda continua com a margarina, saiba que ela é rica em gordura hidrogenada e muitos aditivos químicos que tornam nossa pele mais vulnerável à radiação ultravioleta, que pode danificar colágeno e elastina, as proteínas de sustentação da pele. Em receitas, o azeite e até o abacate podem ser boas trocas. Para passar no pão, aposte no creme de gergelim (tahine), boa fonte de proteínas e fibras.

Carnes processadas – salsicha, calabresa, bacon e linguiça são exemplos de carnes processadas que podem ser prejudiciais à pele. “Essas carnes são ricas em sódio e gorduras saturadas, que podem desidratar a pele e enfraquecer o colágeno, causando inflamação”, lembra a médica. Esse tipo de proteína pode ser substituído por ovos e frangos ou proteínas vegetais como feijão, grão-de-bico e ervilha.

Sucos industrializados – os de caixinha, no geral, contam com açúcar e sódio em excesso, uma combinação perigosa para acentuar os danos de desidratação da pele e enfraquecimento do colágeno. Sempre que possível, em vez de sucos, o ideal é investir na ingestão da fruta, que traz o carboidrato e as fibras.

Álcool – embora não seja necessariamente um alimento, o álcool é muitas vezes o acompanhamento ideal, mas ele pode causar uma série de problemas quando se trata da pele, incluindo vermelhidão, inchaço, perda de colágeno e rugas. “O álcool esgota seus nutrientes, hidratação e níveis de vitamina A, os quais têm um impacto direto sobre as rugas. A vitamina A é especialmente importante no que diz respeito ao crescimento de novas células e à produção de colágeno, assegurando que a pele seja elástica e livre de rugas”, diz a médica. Uma boa dica é manter-se hidratado e fazer boas escolhas com moderação, como o vinho tinto, que traz a molécula de resveratrol, um poderoso anti-idade. “Essa molécula traz vários benefícios para a saúde em virtude da sua ação antioxidante, que funciona para combater o envelhecimento. Além disso, o resveratrol é capaz de ativar a sirtuína-1, proteína que age no aumento da longevidade celular”, explica. Mas o consumo de álcool deve ser em pequenas quantidades e em pessoas capazes de metabolizar o álcool, ou seja o benefício do vinho tinto não é para todos.

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De acordo com a médica, evitar o excesso desses alimentos é um hábito que deve ser aprendido o quanto antes a fim de impedir que os problemas de pele surjam de maneira precoce. “Consulte sempre seu médico ou nutricionista para adequar sua alimentação”, finaliza a médica.

Fonte: Beatriz Lassance é cirurgiã plástica formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL , é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Malefícios do álcool para a pele, em especial após procedimento estético

Álcool pode envelhecer a pele e é completamente contraindicado após a realização de um procedimento estético, principalmente no caso dos invasivos

Você já deve ter percebido que, após o consumo excessivo de álcool, sua pele fica naturalmente mais desidratada. Se isso acontece com frequência, há uma piora da qualidade da pele, que acelera o envelhecimento cutâneo.

“Quem ingere álcool em excesso, sente muita sede, principalmente no dia seguinte. Isso acontece porque o organismo precisa de água para metabolizar o álcool. No entanto, se não houver água suficiente, o organismo busca nos tecidos periféricos a água para realizar o seu trabalho. E esse é o grande problema, pois a perda d’água afeta a pele, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação”, explica Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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“Além disso, o álcool é especialmente maléfico após a realização de um procedimento estético, afetando na recuperação e até mesmo nos resultados”, acrescenta. Segundo o médico, quanto mais elevado o teor alcoólico da bebida, mais difícil a recuperação da pele ou mais intenso o dano causado.

“A exceção é o vinho tinto, que contém altos níveis de polifenóis antioxidantes, dentre eles o resveratrol, e pode ser consumido moderadamente, com cerca de meia taça por dia. Ele traz benefícios para a pele”, afirma.

Abaixo, o especialista explica três razões para se afastar do álcool após os procedimentos estéticos:

Aumenta o inchaço – “O álcool dilata os vasos sanguíneos e o resultado disso é o inchaço do corpo. Como a desidratação também é uma consequência do álcool, isso faz com que o corpo retenha o máximo de água possível, piorando a sensação de inchaço. Uma área extremamente susceptível é o nariz, então o paciente deve redobrar atenção após rinoplastias.”

Aumenta o sangramento – “Em procedimentos que demandam tempo de recuperação, como as cirurgias invasivas, o álcool é especialmente maléfico, pois ele afina o sangue e aumenta o risco de pacientes terem sangramento e prolongando a recuperação.”

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Foto: Emilysimagery/Morguefile

Resseca a pele – álcool aumenta a perda de água no corpo e causa desidratação da pele (e nem sempre beber água serve como medida para combater isso). “Para resultados otimizados, os cirurgiões podem recomendar a suspensão do consumo duas semanas antes e depois da cirurgia plástica – o tempo pode variar de acordo com o procedimento a ser realizado”, finaliza.

Fonte: Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (Isaps), Dr. Paolo Rubez é Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Como não deixar a ressaca atrapalhar a folia

Já no ritmo de feriado e chegada do Carnaval, muita gente traçou planos para aproveitar os dias de folga. Seja em casa, no litoral ou no interior, as comemorações não param e, muitas delas, vêm acompanhadas de cerveja, drinques e outras bebidas alcoólicas. Mas, depois de muita festa, é importante pensar na chamada ressaca.

Sintomas comuns após a ingestão exagerada de bebidas alcoólicas são as dores de cabeça, sensibilidade à luz, enjoo e vômito, falta de apetite e sede. De acordo com o cardiologista Luiz Bettini, professor do curso de Medicina da Universidade Positivo, os efeitos são causados por conta da absorção do álcool no organismo.

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“Para metabolizar o álcool, diversos órgãos do corpo, principalmente o fígado e o pâncreas, precisam trabalhar mais, causando os sintomas conhecidos da ressaca”, explica o cardiologista.

Outro efeito muito conhecido após a ingestão de bebidas alcoólicas é o aumento da necessidade de urinar. Esse sintoma é explicado pelo estímulo causado pelo álcool na diurese. “Quando a pessoa ingere altas doses de álcool, a bebida aumenta a vontade de ir ao banheiro e, não ocorrendo a ingestão adequada de líquidos, isso acelera o risco de desidratação”, conta Bettini.

A glicose também deve ser um ponto de atenção ao ingerir álcool. “A metabolização do etanol sobrecarrega as células do fígado, que acabam deixando de lado a produção de glicose e aumentam o risco de hipoglicemia”, explica Bettini. De acordo com o professor, o ideal, ao ingerir álcool, é não ultrapassar mais de dois drinques por dia. “A ingestão moderada corresponde a 30 ml de álcool, sendo, em média, 720 ml de cerveja, 300 ml de vinho ou 60 ml de uísque 100% puro”, ressalta.

E como evitar ou curar todos esses sintomas? Seguem algumas dicas do cardiologista:

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Pixabay

=Beba bastante água intercalando com a ingestão de álcool e também durante a ressaca.

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Foto: Dvir;/Morguefile

=Tome suco natural de frutas: um copo de suco de laranja, por exemplo, contém frutose, açúcar que ajuda o corpo a eliminar o álcool.

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=Repouso. Descansar bastante. A maioria das ressacas some dentro de 24 horas.

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=Azeite. Nos países do Mediterrâneo, um remédio popular é tomar uma colher de azeite de oliva antes de beber, para diminuir a absorção do álcool. Mas é preciso cuidado, pois a gordura pode levar ao desenvolvimento de outras doenças.

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Foto: Tulsa Lifestyle

=Uma das práticas adotadas em prontos socorros para tratar a intoxicação por álcool é a ingestão de compostos de carvão. Comer uma fatia de torrada queimada funciona como uma versão muito mais leve desse tratamento.

O principal conselho para evitar a ressaca é “beba com moderação!”.

Fonte: Universidade Positivo

Carnaval: alimentação correta aumenta energia e dribla efeitos do álcool

O Carnaval chegou e é importante tomar alguns cuidados com a alimentação para curtir os cinco dias de festa sem dores de cabeça. Alguns alimentos, como frutas, ajudam a diminuir os efeitos colaterais do álcool e da ressaca. O ideal, nesse período, é fazer refeições mais leves e frequentes, o que ajuda a manter a energia sem excessos, e tomar cuidado com as comidas de rua.

“O principal foco deve ser a hidratação. Em seguida, manter a alimentação em volumes moderados e espaçados”, conta Patrícia Costa Bezerra, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário IESB.

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Pixabay

“Os carboidratos, como pães e massas, ajudam a repor a energia e devem ser consumidos com moderação. As proteínas reforçam nossa musculatura e sistema imunológico. As gorduras boas – presentes no azeite e em castanhas – são excelentes fontes de energia também, e os vegetais repõem vitaminas e sais minerais”, continua.

Para a professora, os principais vilões são os períodos longos sem refeições. Eles podem causar fraqueza, tontura e, em casos mais graves, até desmaios, já que a festa costuma exigir bastante energia. O excesso de gordura e frituras também pode trazer mal-estar, principalmente se forem consumidos na rua, em locais de procedência duvidosa.

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“Observe principalmente as condições de armazenamento das comidas. O grande problema é que muitas vezes os alimentos já contaminados ou mantidos em temperaturas inadequadas não apresentam mudanças na aparência, no sabor ou na cor”, diz Patrícia.

“Por isso, os foliões devem procurar locais mais seguros para comer e evitar alimentos expostos há muito tempo. É preciso ter um cuidado especial com preparações que levam molhos e cremes, pois elas têm um maior risco de contaminação”, completa.

Outro fator importante a se considerar é o consumo de bebidas alcoólicas. O consumo em grandes quantidades ou por um tempo prolongado é perigoso para o corpo. Frutas e líquidos são a ferramenta mais importante para combater os efeitos colaterais e a ressaca.

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Foto: Kamdora

“Aumente a quantidade de água, frutas e sucos de frutas no período, como de melancia, abacaxi, melão e água de coco”, diz a professora. “É fundamental destacar que os líquidos consumidos para hidratação não podem conter álcool, já que as bebidas alcoólicas desidratam ainda mais o corpo”, finaliza Patrícia.

Fonte: Centro Universitário IESB

Álcool e medicamento: uma mistura que requer cuidados nas festas de fim de ano

Vagner Miguel, farmacêutico da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, tira as principais dúvidas sobre o assunto

Dezembro e as confraternizações de fim de ano, happy hours com os amigos, o Natal e o Réveillon. Com muita frequência, essas comemorações envolvem o consumo de bebida alcoólica. A principal dúvida que surge para quem está tomando medicação é: será que posso beber? E o anticoncepcional, será que perde o efeito? Quais serão as consequências da interação da bebida com o antidepressivo?

Para sanar essas e outras questões, Vagner Miguel, farmacêutico da Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais –, explica que as consequências da interação entre álcool e medicamentos dependem de vários fatores. Entre eles está a composição do medicamento, o organismo do paciente e a quantidade de álcool ingerida.

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Por isso, de forma geral, a recomendação é evitar misturar álcool com medicamento. O principal órgão prejudicado é o fígado, que metaboliza, por meio das enzimas que produz, o álcool e grande parte dos medicamentos, ficando sobrecarregado. O álcool também afeta especialmente o sistema nervoso central, que comanda nossas ações, alterando substancialmente as capacidades cognitivas estruturais e comportamentais.

Como a bebida altera o metabolismo, o tempo de eliminação do medicamento será alterado, podendo ocorrer antes ou depois do previsto, com possibilidade de prejudicar o tratamento. Aumenta a gravidade quando são utilizadas drogas para tratar problemas neurológicos e psiquiátricos, pois o álcool em geral potencializa o efeito dessas substâncias.

“Antidepressivos agem diretamente no sistema nervoso central. Inicialmente, as bebidas alcoólicas aumentam o efeito do antidepressivo, deixando a pessoa mais estimulada; porém, após passar o efeito da bebida, os sintomas da depressão podem aumentar. Já quando os ansiolíticos são misturados ao álcool aumenta o efeito sedativo, deixando a pessoa inabilitada para conduzir um veículo por exemplo, além de uma maior probabilidade de efeitos adversos graves, a exemplo de coma e insuficiência respiratória”, explica o farmacêutico.

As mulheres que tomam anticoncepcional devem conversar com o médico para usar um método contraceptivo complementar, já que, com a bebida, o efeito pode cair até pela metade. Vagner alerta: “Os anticoncepcionais podem ter tempos variados de permanência no organismo antes de serem eliminados, com duração que varia entre 12 a 24 horas ou mais, dependendo da substância, e isso gera riscos, já que a mulher pode achar que está protegida e ter atividade sexual sem preservativo.”

A mistura de antibióticos e álcool, por sua vez, pode causar desde vômitos, palpitação, cefaleia, hipotensão, dificuldade respiratória até a morte. “Esse tipo de reação seria mais comum com as substâncias metronidazol; trimetoprima-sulfametoxazol, tinidazole e griseofulvin. Já outros antibióticos – como cetoconazol, nitrofurantoína, eritromicina, rifampicina e isoniazida – tampouco devem ser tomados com cerveja e afins pelo risco de inibição do efeito e potencialização de toxicidade hepática”, diz o especialista.

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Shutterstock/Jennifer Bui/Thrillist

Vagner completa explicando o efeito com analgésicos e antitérmicos. “O efeito do álcool pode ser potencializado e a velocidade de eliminação do medicamento do organismo será maior, diminuindo seu efeito. Nos casos mais graves, o uso do álcool com paracetamol pode danificar o fígado, uma vez que ambos são metabolizados nesse órgão. Já a mistura com ácido acetilsalicílico pode causar, em casos extremos, hemorragia estomacal, pois ambos irritam a mucosa estomacal”

“Portanto, na dúvida, a regra é: não misturar álcool com nenhum tipo de medicamento”, finaliza o farmacêutico. A medicação não pode ser desculpa para faltar a reunião de amigos, afinal, o mais importante nestas festas é o carinho, a atenção e a comemoração por terem passado mais um ano juntos e felizes.

Fontes

Vagner Miguel é Gerente Técnico e de Assuntos Regulatórios da Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais), farmacêutico, palestrante e docente. Formado pela Unesp como farmacêutico em 1985, o profissional pós graduou-se em Gestão pela Trevisan e em Engenharia Farmacêutica Cosmética pelo Instituto Racine.

Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais é uma organização sem fins lucrativos e representa o setor magistral, voltado para a preparação (manipulação) de medicamentos e produtos para a saúde nas farmácias de manipulação de forma personalizada, atendendo às necessidades específicas de cada paciente. O trabalho da associação é voltado para a defesa, promoção e desenvolvimento do setor magistral. Atualmente, conta com 14 escritórios regionais e é composta por 5.000 associados, entre empresas e profissionais que atuam no segmento, distribuídos em todo o território nacional.

Veja dicas para cuidar da voz durante os jogos

Durante os jogos é difícil conter a emoção e não gritar na hora do gol. No entanto, forçar excessivamente a voz com gritos pode inclusive causar problemas permanentes nas pregas vocais. Veja abaixo algumas dicas de Renata Donegá, fonoaudióloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, para cuidar da voz e continuar torcendo muito.

– Não grite: por mais que a euforia da comemoração esteja alta, gritar exageradamente machuca as pregas vocais. Ajuste o tom da voz e evite gritar.

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– Cuidado com o álcool: além de fazer mal para outras partes do corpo – como o coração – o álcool anestesia as pregas vocais e quem grita não sente que está fazendo esforço, o que pode provocar ainda mais danos. Além disso, quem sofre com refluxo gastroesofágico é ainda mais impactado pelo consumo de álcool, já que ele pode aumentar a acidez estomacal e refluir até a região da garganta, piorando a rouquidão.

– Hidrate-se com água: a água é um excelente hidratante das pregas vocais. Beber cerca de dois litros de água por dia ajuda a manter a laringe em boas condições.

– Faça repouso vocal depois de um exagero: se a emoção foi muito grande, as cordas vocais certamente sofreram consequências. O ideal, então, é fazer um repouso vocal por alguns dias, para que a laringe se recupere adequadamente.

– Não pigarreie: apesar de muitas vezes inevitável, pigarrear faz com que as pregas vocais se choquem. Com o tempo, é possível que se formem calosidades, que prejudicam a voz.

– Faça exercícios para a voz: fazer vibrações com a língua (a onomatopeia “trrrrr”) de forma relaxada ajuda a recuperar a voz depois de alguns excessos, além de afastar a necessidade de pigarrear.

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– Aposte no bocejo: simples, bocejar assim que acordar ajuda a alongar o trato vocal e relaxa a laringe, preparando para um dia de grandes emoções em campo.

– Visite um médico em caso de rouquidão persistente: se a voz não retornar em alguns dias ou não voltar no padrão normal depois dos exageros, considere procurar um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo para verificar o que houve. Em alguns casos, exercícios específicos para a voz podem ser necessários.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Estudo da USP mostra como o álcool em dose moderada protege o coração

Karina Toledo | Agência FAPESP

Há pelo menos 20 anos estudos têm mostrado que o consumo moderado de álcool pode ter efeito cardioprotetor em grande parte das pessoas, mas ainda não se sabia ao certo por quê.

Dados de uma pesquisa conduzida no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) indicam que essa proteção pode estar relacionada com a ativação de uma enzima mitocondrial chamada ALDH2 (aldeído desidrogenase-2), que ajuda a eliminar do organismo tanto os subprodutos tóxicos gerados pelo metabolismo do álcool como também um tipo de molécula reativa produzido nas células cardíacas quando estas sofrem um dano importante – como o causado pelo infarto, por exemplo.

“Nossos dados sugerem que a exposição moderada ao etanol causa um pequeno estresse nas células do coração, não suficiente para matá-las. Como consequência, ocorre uma reorganização no sinal intracelular e a célula cardíaca acaba criando uma memória bioquímica contra estresse, também chamada de precondicionamento. Quando a célula é submetida a um estresse maior, já sabe como lidar”, disse Julio Cesar Batista Ferreira, professor do Departamento de Anatomia do ICB-USP e coordenador da pesquisa apoiada pela FAPESP.

O trabalho vem sendo feito em parceria com cientistas da Stanford University, nos Estados Unidos. Resultados recentes, obtidos durante o pós-doutorado de Cintia Bagne Ueta, foram publicados na revista Cardiovascular Research.

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Resultados publicados na Cardiovascular Research indicam que efeito está relacionado com ativação da enzima ALDH2, responsável por livrar o organismo de moléculas tóxicas pertencentes à classe dos aldeídos (ilustração: Marcio Ribeiro)

Para estudar os efeitos cardioprotetores do álcool em nível celular, os pesquisadores simularam uma condição semelhante ao infarto em corações de camundongo mantidos vivos em um sistema artificial. Nesse modelo, chamado ex vivo, o órgão permanece batendo fora do corpo durante várias horas, sendo alimentado por uma solução rica em nutrientes e oxigênio.

Os cientistas então simulam uma condição clínica conhecida como isquemia e reperfusão interrompendo o fluxo nutritivo para o coração durante 30 minutos. Quando a solução nutritiva volta a correr, o órgão recomeça a bater lentamente e, após uma hora, os pesquisadores conseguem avaliar o tamanho do dano. Em média, nesse modelo, cerca de 50% das células cardíacas morrem caso não seja feito nenhum tipo de intervenção.

“Acreditava-se, antigamente, que o dano principal era consequência do período sem oxigênio. Mas estudos mostraram que, durante a isquemia, as células mudam seu metabolismo e entram em uma espécie de estado dormente. Quando a artéria é desobstruída [reperfusão], o tecido recebe uma enxurrada de sangue com nutrientes e oxigênio e acaba ocorrendo um colapso metabólico nas células”, explicou Ferreira.

Em resposta ao estresse, as células cardíacas começam a produzir grandes quantidades de uma molécula reativa conhecida como 4-HNE (4-hydroxy-2-nonenal), pertencente à classe química dos aldeídos. Em excesso, essa substância tóxica começa a destruir estruturas celulares essenciais.

A enzima mitocondrial ALDH2 é a principal responsável por livrar o organismo dos aldeídos acumulados – tanto o 4-HNE das células cardíacas em estresse quanto o acetaldeído resultante da quebra da molécula de etanol no fígado após uma noite de bebedeira.

No entanto, em trabalhos anteriores, o grupo de Ferreira em parceria com pesquisadores de Stanford coordenados por Daria Mochly-Rosen mostraram que, durante o processo de isquemia e reperfusão, a atividade da enzima ALDH2 era significativamente reduzida. Esses achados foram divulgados na revista Science Translational Medicine e no Circulation Journal.

“A quantidade de 4-HNE se torna tão grande dentro da célula cardíaca que a molécula acaba atacando a própria enzima responsável pelo seu metabolismo”, contou Ferreira.

“Em nosso novo estudo, observamos que no coração exposto ao etanol antes do processo de isquemia e reperfusão a atividade da ALDH2 se manteve igual à de um órgão que não sofreu injúria. Acreditamos que o estresse causado pelo etanol em dose moderada deixa uma memória e, assim, a célula aprende a manter a enzima ALDH2 mais ativa”, acrescentou.

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Grupos de estudo

Cinco grupos de estudos foram montados com o objetivo de esmiuçar os mecanismos por trás do efeito protetor observado. No primeiro, considerado como grupo-controle, os corações não sofreram nenhum tipo de dano e não receberam nenhum tratamento ou intervenção. No segundo grupo, os corações foram apenas submetidos à isquemia e reperfusão e, como consequência, perderam em torno de 50% das células.

No terceiro grupo, antes de induzir o dano, os pesquisadores expuseram durante 10 minutos os órgãos extraídos de camundongos machos a uma dose de etanol equivalente a duas latas de cerveja ou duas taças de vinho para um humano médio do sexo masculino. A dose foi ajustada de acordo com a massa dos animais.

“Procuramos seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de até uma dose por dia para mulheres [18 gramas de álcool] e até duas doses para homens. No caso de camundongos, foi algo em torno de 50 milimolar”, explicou Ferreira.

Os órgãos foram depois lavados por outros 10 minutos para retirar o excesso de álcool e, em seguida, tiveram o fluxo nutritivo interrompido, como ocorreu com o grupo dois. Na análise feita cerca de uma hora após a reperfusão, apenas 30% das células haviam morrido, ou seja, o dano foi reduzido em quase 60% na comparação com o grupo dois. Além disso, os cientistas observaram que a atividade de ALDH2 estava duas vezes maior que no grupo não tratado – e em nível equivalente ao do grupo-controle, que não sofreu dano.

No quarto grupo de estudo, além do tratamento com etanol, os corações foram expostos a uma droga capaz de inibir a atividade de ALDH2. Nesse caso, o índice de morte celular subiu de 50% para 80%, confirmando que a proteção promovida pelo etanol de fato é dependente da ação da enzima.

Já no último grupo experimental foram usados corações de camundongos que apresentam uma mutação no gene codificador da ALDH2, que reduz a atividade da enzima em quase 80%. Como explicou Ferreira, os animais são modificados geneticamente para simular essa mutação, que é muito comum na população oriental e afeta quase 600 milhões de pessoas no mundo.

“Nesse grupo, quando expusemos os corações ao etanol, o dano causado pela isquemia e reperfusão foi aumentado. O índice de morte celular passou de 50% para 70%. Porém, quando tratamos os órgãos desse grupo com uma droga experimental capaz de ativar a ALDH2 – conhecida como Alda-1 – o índice de morte celular caiu para 35%”, contou Ferreira.

Segundo o pesquisador, não foi observado benefício ao tratar com a Alda-1 os corações de animais sem a mutação na enzima ALDH2 expostos ao etanol. “Isso sugere que tanto a droga experimental quanto o álcool estão atuando no mesmo mecanismo molecular para ativar ALDH2”, disse.

A molécula Alda-1 já passou pela primeira fase de ensaios clínicos nos Estados Unidos, nos quais se mostrou segura para uso em humanos saudáveis. Deve ter início em breve uma nova fase de testes onde a substância será oferecida a portadores de cardiopatias (leia mais aqui).

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Depende do DNA

Na avaliação de Ferreira, é possível fazer um paralelo entre o consumo regular de pequenas quantidades de álcool por seres humanos e os resultados observados nos corações de camundongos tratados em laboratório com etanol.

“Mas tudo depende do que a pessoa carrega no DNA”, ressaltou. “O acetaldeído resultante do metabolismo do etanol pode ser protetor em pequenas quantidades para a maioria da população, mas também pode maximizar o dano do infarto em um indivíduo com a mutação no gene da ALDH2. Essas pessoas são fáceis de serem identificadas, pois com apenas um copo de cerveja ficam com o rosto vermelho, dor de cabeça e não ganham resistência ao álcool com o tempo”, disse.

O dano ao coração também pode ser agravado caso o álcool seja ingerido em quantidades elevadas, alertou Ferreira, pois isso resulta na produção excessiva de acetaldeído e torna o trabalho de limpeza promovido pela ALDH2 ainda mais difícil.

“O grupo tratado com a droga inibidora da ALDH2 [no qual o índice de morte celular chegou a 80%] mimetiza o que aconteceria em um caso de consumo excessivo de álcool. O difícil é estabelecer a dose segura para cada indivíduo, pois há muitas variáveis que afetam o metabolismo”, disse o pesquisador.

O grupo do ICB-USP tenta agora entender como a presença do acetaldeído resultante do metabolismo do álcool na célula cardíaca cria a memória que mantém a ALDH2 mais ativa. A ideia seria desenvolver uma droga capaz de mimetizar o efeito benéfico do etanol sem expor os indivíduos a riscos – entre eles o desenvolvimento de dependência química.

“A molécula Alda-1 é um possível candidato. Entretanto, é necessário dar continuidade aos estudos de segurança e eficácia em humanos”, comentou Ferreira.

O artigo Cardioprotection induced by a brief exposure to acetaldehyde: role of aldehyde dehydrogenase 2, de Cintia Bagne Ueta, Juliane Cruz Campos, Rudá Prestes e Albuquerque, Vanessa Morais Lima, Marie-Hélène Disatnik, Angélica Bianchini Sanchez, Che-Hong Chen, Marisa Helena Gennari de Medeiros, Wenjin Yang, Daria Mochly-Rosen e Julio Cesar Batista Ferreira, está publicado aqui.

Confira mitos e verdades sobre hipertensão

Hoje, 26 de abril, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. A data promovida pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) tem como objetivo mostrar a importância de medir a pressão arterial regularmente e incentivar hábitos de vida saudáveis à população. O tema da campanha deste ano é “Meça Sua Pressão”, com ações multidisciplinares da SBH abordando alimentação saudável, práticas de atividade física e controle do estresse.

A hipertensão, também conhecida como pressão alta, ocorre quando a pressão do sangue, causada pela força de contração do coração nas paredes das artérias para impulsionar o sangue para todo o corpo, se eleva. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), ter uma pressão abaixo de 12/8 é normal, enquanto ter valores iguais ou superiores a 14/9 são considerados casos de hipertensão.

Segundo a SBH, a doença acomete uma em cada quatro pessoas adultas, o que representa cerca de 30% deste grupo. Após os 60 anos, o número de atingidos aumenta para mais de 50%. Em crianças e adolescentes, 5% são hipertensos. A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

Na maioria dos casos, a hipertensão não apresenta sintomas, mas alguns sinais podem indicar alterações do bombeamento do sangue e devem ser examinados por um médico, são eles: tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alteração na visão.

Pessoas obesas, estressadas ou com histórico familiar da doença devem ficar mais atentas. Os hábitos alimentares têm um grande impacto para o surgimento e desenvolvimento da hipertensão. A SBC aponta que o sobrepeso e a obesidade podem acelerar em até 10 anos o aparecimento da doença.

Para auxiliar no combate à doença, o cardiologista do Hospital Santa Paula, Fabricio Assami, fala sobre sete mitos e verdades:

1. Hipertensos não devem praticar exercícios físicos.

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Mito: a prática de atividades físicas, pelo menos 5 dias por semana, é essencial para a manutenção de uma vida saudável. Faça caminhadas, substitua o elevador pela escada, ande de bicicleta, nade, dance, mas sempre controlando a pressão.

2. Reduzir o consumo de sal é o suficiente para prevenir a hipertensão.

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Mito: o consumo exagerado de sal é apenas um dos fatores que influenciam na pressão alta. Deve-se ficar atento à alimentação como um todo, incluindo o consumo de alimentos industrializados e açúcares.

3. Hipertensos devem evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

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Verdade: a ingestão excessiva de álcool, além de ser calórica, aumenta a pressão arterial.

4. A apneia do sono (despertares noturnos, ronco e sonolência durante o dia) predispõe à hipertensão.

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Verdade: o organismo de quem tem apneia do sono libera adrenalina para combater o distúrbio e contrai os vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial. Se a apneia for tratada, a pressão pode se normalizar.

5. A hipertensão não atinge pessoas jovens.

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Mito: embora o número de atingidos pela pressão alta seja maior entre idosos, pessoas de todas as faixas etárias podem desenvolver a doença e devem se prevenir.

6. Fumar prejudica quem tem pressão alta.

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Verdade: o fumo é capaz de aumentar o ritmo das batidas do coração e a pressão. Sendo assim, é capaz de desencadear ou piorar um quadro de hipertensão.

7. Manter a mente tranquila e controlar o estresse pode ajudar hipertensos.

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Foto: Pinterest

Verdade: o estresse, quando acumulado, deixa o organismo em alerta e aumenta a pressão arterial. Controlar o estado emocional é essencial tanto para combater a doença, como para tratá-la.

Fonte: Hospital Santa Paula

 

Os piores alimentos para quem tem constipação

Pode ser um pesadelo e representar muito tempo no banheiro. Só quem tem constipação sabe o quanto isso pode ser desagradável, inconveniente e até dolorido. Sendo assim, que tal fazer uma lista com o que deve ser evitado? Abaixo alguns itens que você já pode incluir:

Laticínios

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Se você fica constipado com frequência, faça um favor a si mesmo e dê uma olhada na sua dieta. Entre os alimentos que podem bloqueá-lo estão muito queijo e leite. Mas você pode não ter que desistir dos laticínios – apenas coma menos e mude suas escolhas. Experimente iogurte com probióticos, bactérias vivas que são boas para o seu sistema digestivo. Pode ajudar a aliviar a constipação.

Alimentos preparados e fast foods

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Seu estilo de vida ocupado faz com que você coma em movimento? Essas refeições prontas podem ser convenientes, mas podem causar problemas de saúde. A maioria delas tem pouca fibra, o que você precisa para ajudar a comida a passar pelo seu sistema. Tenha tempo para desacelerar, assim você pode acelerar sua digestão.

Comida frita

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Frango frito  é quase impossível de ignorar, mas pense em optar por uma entrada com mais fibra se estiver passando por momentos difíceis no banheiro. Alimentos fritos são cheios de gordura e difíceis de digerir. Quando a comida se move lentamente pelo seu cólon, muita água pode ser retirada dela. Isso faz com que as fezes fiquem duras e secas.

Ovos

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Eles são ricos em proteínas, mas pobres em fibras. Você não precisa tirá-los do menu. Basta adicionar alguns alimentos ricos em fibras na mistura. Experimente uma omelete com espinafres e tomates frescos.

Carne tenra

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Cheio de proteína e gordura, mas sem fibras, esse bife suculento precisa ser equilibrado com o acompanhamento de brócolis, por exemplo. Isso ajudará a carne a passar confortavelmente pelo seu sistema digestivo.

Cupcake

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Acrescentes à possível constipação as muitas razões pelas quais uma sobremesa doce deve ser uma coisa ocasional, não regular. Bolos, biscoitos e outras delícias com açúcar refinado são pobres em fibras e líquidos, e ricos em gordura. Isso não é bom se você estiver com dificuldades para manter as coisas em movimento. Satisfaça sua gula por doce com morangos e iogurte. Sua barriga vai agradecer por isso.

Pão branco

getty_rf_photo pão branco

Muito disso lhe dará fezes duras e secas. Ele é feito com farinha branca de baixa fibra. Prefira torrada de grãos inteiros. Isso pode ajudar a sua próxima ida ao banheiro a ser mais suave.

Cafeína

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Algumas xícaras de café fazem com que algumas pessoas corram para o banheiro, mas também podem provocar o efeito oposto. A cafeína no café e nos refrigerantes pode impedir que o seu corpo mantenha água, e você precisa que a H2O permaneça regular. Se você está constipado, pule a segunda xícara até que as coisas passem.

Álcool

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Assim como o café, bebida alcoólicas podem dificultar que o seu corpo mantenha água. Isso pode significar problemas para as visitas ao banheiro até você ficar hidratado novamente. Se você vai tomar um coquetel, tome um copo de água ao mesmo tempo para manter as coisas fluindo.

Fotos: Getty Images

Fonte: WebMD – Revisado por Melinda Ratini