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Especialistas dão dicas para não ganhar quilinhos a mais durante o inverno

Já se perguntou por que fugimos da dieta durante o inverno? Isso acontece porque a baixa temperatura do ambiente e do corpo faz com que passemos a consumir mais alimentos ricos em açúcar e gordura.

A nutricionista funcional e oncológica Michelle Mendes, da Aliança Instituto de Oncologia, explica que no frio o corpo gasta mais energia para se manter aquecido e isso pode levar a um aumento da necessidade de ingerir mais calorias.

Segundo a especialista, cada época do ano requer cuidados específicos de acordo com suas características. “No inverno é muito importante reforçar a imunidade para evitar doenças típicas desta estação, como gripes e resfriados”, afirma. Ela complementa que, além disso, é importante ter uma dieta equilibrada, pois o fato de ficarmos mais quietos pode aumentar o consumo de alimentos mais calóricos, o que favorece o ganho de peso.

“Não é necessário mudar a alimentação em cada época do ano. Mas é preciso variar as refeições e dar preferência a alimentos da estação, seguindo uma alimentação saudável e balanceada ao longo do ano”, comenta Michelle.

A nutricionista separou algumas dicas para aproveitar a estação sem culpa:

chá pixabay

– Prefira alimentos quentes como sopas e chás.

sopa caldo verde
Sopa Caldo Verde

– Não deixe de comer legumes e verduras, inclua-os nas sopas, caldos, cozidos e ensopados.

Sopa karê
Karê

– Prefira sopas sem adição de queijo, creme de leite e outros alimentos que podem deixá-la mais calórica.

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– Nos fondues, se forem de queijo, dar preferência para queijos mais brancos ao invés dos amarelos e mais gordurosos. Se for de carne, substitua o óleo por água e o de chocolate dê preferência para um chocolate mais amargo, que inclusive possui propriedades antioxidantes.

pão integral forma

– Dê preferência para alimentos integrais, pois trazem mais saciedade.

maçã com canela pixabay
Pixabay

– Frutas frescas como maçã e banana ficam deliciosas quando levadas ao forno com uma pitada de canela e são ótimas opções para matar a vontade de doce.

mulher tomando chá frio inverno

– Mantenha-se hidratado.

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– Evite longos períodos sem se alimentar.

shutterstock mulher comendo doces
Shutterstock

– Evite cometer excessos alimentares.

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– Mantenha uma alimentação balanceada e não deixe de praticar atividade física.

Saia de casa

corrida caminhada inverno

Segundo o professor de musculação da Bodytech Asa Norte Welbert Lucas, quando aliado com atividade física, o frio também pode ajudar a eliminar as gordurinhas indesejadas. Ele ressalta que durante a estação, para se manter aquecido, o metabolismo acelera e o corpo queima mais calorias.

Seja qual for a atividade escolhida, o importante é conciliar o exercício com uma boa alimentação. “As pessoas precisam procurar um exercício que elas mais se adequem. Não existe uma atividade específica. Escolha aquela que goste mais”, finaliza o educador físico

Junho Vermelho: doar sangue pode salvar vidas e reduzir doenças do doador

Ato reduz o risco de alguns tipos doenças cardíacas e até de câncer, além de promover a satisfação pessoal pela boa ação

Doar sangue faz bem. Além de salvar vidas, o ato promove uma série de benefícios à saúde do doador, que vai desde a redução de risco de doenças cardíacas e alguns tipos de câncer até a satisfação em promover uma boa ação. Neste mês, quando é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue (14), o médico e intensivista do Hapvida, João Rodolfo, ressalta os benefícios dessa atitude, que já foi cercada de mitos e que hoje é um procedimento simples, seguro e indolor.

O médico explica que existem estudos que comprovam que a doação de sangue reduz a viscosidade do sangue, permitindo assim, que os doadores sejam menos propensos a desenvolver doenças do coração. Sem falar que, segundo ele, o processo funciona como uma espécie de ‘limpeza sanguínea’.

“O nosso sangue é produzido na medula e renovado a cada três, quatro meses. Nesse processo, de uma forma bem simbólica, é como se dentro desse período o sangue fosse para o lixo; a doação de sangue é pegar algo que é nosso, que leigamente vai para o lixo e ajudar pessoas. Um processo simples, seguro e indolor”, afirma.

A doação também colabora com a redução de certos tipos de câncer. “Já houve a comprovação que a doação sanguínea promove a redução de alguns tipos de câncer pela redução oxidativos. Com a doação há uma renovação das células, com isso, as células velhas são renovadas”, ressalta João Rodolfo.

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Outro benefício, conforme explicou o médico, é a possibilidade de fazer uma espécie de mini-check up, já que o doador precisa ser submetido a uma bateria de exames para identificação de possíveis doenças infecto-contagiosas, a exemplo de AIDS, Sífilis, Doença de Chagas, contato prévio com hepatite B e C e vírus HTLV, permitindo que o voluntário esteja mais atento à saúde.

“Sem falar na satisfação de promover o bem: o sentimento de poder ajudar de uma a quatro pessoas com uma única doação. Não existe outra forma de salvar a vida de quem precisa de doação se não for doando. Dessa forma, é possível ter uma satisfação, fortalecer a autoestima e ter a sensação de felicidade”, destaca.

Junho Vermelho

João Rodolfo ainda aproveitou para lembrar que este mês é dedicado a campanha de doação de sangue, no movimento que foi denominado de Junho Vermelho. “Esclarecer a importância da doação é o principal caminho. É preciso levar informação clara e objetiva sobre a doação para combater as ‘fake news’, que muitas vezes afastam os doadores’, reforça.

Médica hematologista da Aliança Instituto de Oncologia fala sobre benefícios importância e tipos de doação

sangue doação

O Dia Mundial do Doador de Sangue foi criado em 2014 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para homenagear o empenho dos doadores voluntários e conscientizar a população sobre a falta de doadores em todo o mundo. De acordo com o Hemocentro de Brasília, apenas 2,4% dos brasilienses são doadores de sangue. Em 2018, a entidade recebeu mais de 53 mil doações.

Dados recentes mostram que no Brasil 1,8% da população doa sangue, número que está dentro dos parâmetros de pelo menos 1%, mas longe da meta da OMS, que seria de 3% da população doadora.

A médica hematologista Nadia Misael da Aliança Instituto de Oncologia afirma que a doação pode trazer diversos benefícios também para o doador. “Com o gesto nobre, ele pode se orgulhar de poder ajudar muitas pessoas em situação de risco de vida, seja para sair da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), realizar uma quimioterapia ou até mesmo se recuperar de uma cirurgia. Além disso, ele pode ter certeza que a sua saúde está adequada e que a quantidade de células de sangue será reposta ao organismo”.

De acordo com Nadia há dois tipos de doação, por aférese ou doação de sangue total. A modalidade mais comum é a doação de sangue total, na qual, é retirado cerca de 400 a 450 ml de sangue. Neste tipo, o doador não entra em contato com o anticoagulante, diferente da aférese. Essa doação é rápida, dura menos de 10 minutos, com poucos efeitos colaterais.

Menos comum, na doação por aférese o sangue do doador é processado em uma máquina, para isso, é utilizado um anticoagulante. “Nesta modalidade, é retirado um grupo específico de células, apenas as plaquetas ou hemácias”, explica.

Segundo a médica, essa doação demora um pouco, cerca de uma hora ou mais, a depender do acesso venoso do paciente. Ela acrescenta que existe o retorno para o doador de anticoagulante, por isso, alguns pacientes podem ter alguns efeitos colaterais desta medicação. São candidatos a doação por aférese os doadores frequentes com bom acesso vascular.

Nadia destaca que para realizar a doação de sangue é necessária uma entrevista prévia para avaliação da saúde do doador, que precisa ter entre 16 e 69 anos e ainda pesar mais de 50 quilos. “Não é necessário jejum para a doação de sangue”, finaliza.

Oito motivos para Doar Sangue:

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1. Alguém precisa de sangue a cada 3 segundos. Uma média de 40.000 unidades são necessárias todos os dias no Brasil. Não há substituto para o sangue humano.
2. 60% da população necessitará de sangue em algum momento das suas vidas, mas menos de 5% da população doa.
3. Desastres como acidentes automobilísticos, incêndios e outros casos de trauma acontecem todos os dias e esses pacientes precisam de sangue, e raramente precisam de apenas um litro.
4. Se todos os doadores elegíveis doassem regularmente, quatro a seis vezes por ano, as necessidades de sangue seriam satisfeitas e a escassez poderia ser uma coisa do passado.
5. Durante décadas, o Brasil contou com um grande grupo de doadores de sangue mas, infelizmente, essa geração está desaparecendo rapidamente e outros novos doadores não estão avançando para substituí-los.
6. Doar sangue é seguro e saudável. Não só você recebe um miniexercício físico gratuito, incluindo a verificação da pressão arterial, a frequência cardíaca, a temperatura e os níveis de ferro, mas é o modo mais rápido de perder um quilo.
7. Para os homens há um benefício salvador de vidas para doar sangue. Os homens correm um risco maior de “hemocromatose ou sobrecarga de ferro”, um problema potencialmente mortal em que muito ferro se acumula no sangue. Pode levar a doenças cardíacas e outros grandes problemas de saúde. A pesquisa mostra que se os homens derem sangue 3 vezes por ano, eles podem reduzir sua sobrecarga de ferro e, portanto, o risco de um ataque cardíaco em até 50%.
8. Os doadores de sangue são verdadeiros heróis. Na verdade, sua doação de sangue será dividida em vários componentes, permitindo que você, com apenas uma doação, economize até três vidas.

Médico orienta como adaptar o corpo ao fim do horário de verão

Atrasar o relógio em uma hora pode causar alterações na qualidade do sono e no funcionamento natural do organismo

Com o fim do horário de verão, à meia noite do último sábado (16), os relógios foram atrasados uma hora. Brasileiros residentes das regiões sul, sudeste e centro-oeste, nas quais vigora o horário de verão, sentem os reflexos da mudança nos hábitos cotidianos. Segundo especialistas, esta alteração no relógio afeta diretamente a qualidade do sono e o funcionamento natural do organismo.

“Sabe-se que o organismo sofre mais quando adiantamos uma hora do que quando atrasamos uma hora, pois estamos propensos a permanecer mais tempos acordados a noite que de acordar mais cedo, porém isso não é uma regra”, atesta o médico clínico geral Sergio Pontes, da Aliança Instituto de Oncologia.

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Para evitar a perda de sono e a dificuldade de deitar no horário normal após esta mudança, é importante seguir algumas dicas. “Há pessoas que sentem muito pouco essas alterações de horário. Geralmente as mais sensíveis são os idosos e as mulheres por características individuais”, enfatiza Pontes. De acordo com o especialista, não existe uma definição ideal para um bom sono, mas existem hábitos que podem facilitar essa adaptação.

– Evite a desidratação pois a água também ajuda na disponibilidade de energia e evita o cansaço;

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– No período da noite, evite atividades exageradas como exercícios intensos e leitura longa;

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Foto: GaborfromHngary/Morguefile

– Atividades físicas leves, como caminhada e alongamento, podem ajudar com um efeito relaxante;

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– Próximo à hora de dormir, evite ingerir alimentos pesados e com estimulantes, como café, chocolate, chá preto e chá verde;

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– Na hora de deitar deixe o ambiente no quarto bem escuro, silencioso, com boa temperatura e confortável;

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– Evite assistir TV ou usar celular e computador no quarto de dormir;

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– Esta vale para o fim da próxima edição do horário de verão: dias antes da mudança tente dormir 10 minutos mais cedo, gradativamente, para que o organismo não sinta a alteração abrupta de 1h.

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Além das alterações consideradas normais, caso surjam outros sinais e sintomas como ronco, insônia, apneia e sonolência excessiva diurna, além de hipertensão e arritmia, é importante procurar um médico do sono para uma avaliação adequada.

Fonte: Aliança Instituto de Oncologia

Sem derreter: saiba como não errar na maquiagem nos dias mais quentes

Dermatologista e maquiadora explicam a importância da preparação e hidratação da pele e os produtos indicados para uma make duradoura

Manter a make nos dias mais quentes é um grande desafio para a maioria das mulheres. O calor e o suor podem derreter a maquiagem e deixar a pele com aspecto oleoso durante o decorrer do dia. Para evitar que isso aconteça, é preciso que haja uma preparação adequada para a absorção dos produtos, e claro, alguns truques de beleza para garantir uma produção mais duradoura.

A preparação da pele é fundamental nesse período mais quente. Segundo a dermatologista Fernanda Seabra da Aliança Instituto de Oncologia, o primeiro passo é deixá-la livre de impurezas.

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“Primeiro, lave o rosto fazendo movimentos circulares com o sabonete próprio para seu tipo de pele, indicado por um especialista. Depois de secar, aplique um tônico facial, que ajuda a remover os resíduos. Após a limpeza, a pele deve ser hidratada, e isso vale para tanto as secas como as oleosas. A verdade é que toda pele precisa de hidratação, com uma boa hidratação, esta estará protegida e a maquiagem será mais facilmente aplicada”, esclarece Fernanda.

Outro ponto importante é a hidratação com cremes adequados para cada tipo de pele. “Os cremes mais densos são indicados para peles mais secas, pois são ricos em matérias-primas oclusivas (são mais oleosos, formam um filme oclusivo sobre a pele, impedindo a água de evaporar). Já os cremes mais fluidos são indicados, principalmente, para pele normal a oleosa, são ricos em matérias-primas umectantes (retiram água do ar, atraindo-a para a pele, além de ‘puxar’ água da profundidade da pele, atraindo-a para as camadas mais superficiais da pele, hidratando-a)”, orienta a dermatologista.

Para os dias muito abafados, a naturalidade da pele prevalece. A maquiadora oficial da Gads Brasil, Patricia Rosa, indica o uso de uma quantidade pequena de base durante a exposição ao sol e/ao calor como essencial. “A cobertura deve ser leve com um pincel duo fiber para dar toques de uniformização da pele, mas sem carregar no produto”, pontua.

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Foto: Makeup.com

Quando se tem evento à noite, o ideal é refazer a maquiagem nos dias mais quentes. “Claro, que existem peles que transpiram mais e outras menos, mas o ideal é fazer novamente todo o processo da maquiagem para que ela fique mais bonita. Quando não há muito tempo para a produção, o ideal é dar batidinhas de leve com pó translúcido ou compacto na zona T, de acordo com a necessidade de cada pele”, afirma Rosa.

Três segredos para uma make duradoura, segundo Patricia Rosa:

Pele limpa

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Foto; Skincare.com

O primeiro passo é manter a pele limpa. Lavar o rosto com um sabão adequado para cada tipo de pele é essencial. Recomendo o uso da água termal, um spray rico em minerais que, borrifado após a limpeza da pele, ajuda na durabilidade da produção. Antes de dormir, também é indicada, pois hidrata e refresca a cútis.

Hidratação

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Manter a pele hidratada é o segundo passo para segurar a maquiagem. Hidratação não tem nada a ver com oleosidade e nos dias mais quentes vale investir em um hidratante oil-free, que além de ter rápida absorção ajuda a controlar a oleosidade durante o dia.

Primer

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Foto: Lionesse Beauty Bar

O primer tem função importante na fixação da maquiagem. Nos dias com muito sol e calor, é melhor preferir os primers com efeito matificante, que disfarçam o brilho na pele.

Sugestão de produto:

linha one

A Linha One da Gads Brasil é perfeita para os dias mais quentes, pela cobertura e acabamentos leves que dão à pele. A linha se divide em cinco tonalidades de base líquidas: 10 (coloração neutra), 30 (coloração amarelada), 50 (coloração rosada), 70 e 90 (também com coloração amarelada). As fórmulas exclusivas do produto combinam quatro propriedades importantes: silicone, dry flor purê, bentone gel, e vitamina E, que garantem suavidade, maciez, além da revitalização da região contra o ataque dos radicais livres.

Informações: Gads Brasil

Médicos alertam importância da prevenção das DST no Carnaval

Após o período de folia, são comuns o surgimento de  mais casos de HPV, herpes e sífilis contraídos em relações sem uso de camisinha. O clima de diversão da temporada de carnaval ressalta a importância da prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). A Secretaria de Estado e Saúde do Distrito Federal aumentou o estoque de preservativos em 30%, disponibilizando 1,57 milhão de unidades nos centros de saúde para o mês de fevereiro.

O médico urologista Rafael Buta, da Aliança Instituto de Oncologia, alerta para graves patologias que podem ser evitadas com o uso da camisinha. “O vírus HIV, causador da Aids; Sífilis, Hepatite B e C; e o HPV são as doenças mais graves que podem ser adquiridas em relações sexuais sem preservativo e podem ser evitadas com este cuidado”, destaca.

De acordo com o médico, passado o período de folia são recorrentes no consultório episódios de gonorreia e a clamídia, que causam uretrite no homem e doença inflamatória pélvica na mulher. Além destas, o HPV, a Herpes e a sífilis são consideradas doenças comuns após o paciente ter relação sexual sem o uso de preservativo.

“A prevenção das doenças é feita com o sexo seguro, apenas com preservativo”, enfatiza Rafael. Segundo o médico, para a maioria das doenças, a proteção com a camisinha é bem eficaz. Entretanto, em casos de lesões, como HPV e outras doenças, que podem surgir em outras regiões além do pênis, como na virilha, região pubiana e na bolsa testicular, o preservativo não protege 100%.

As consequências das DST podem variar de acordo com a gravidade de cada doença. A gonorreia, por exemplo, pode causar uma inflamação na uretra, no canal urinário do homem, ou no canal genital da mulher. Com o tempo são geradas cicatrizes que podem obstruir o fluxo urinário, podendo resultar até mesmo na infertilidade.

A sífilis, se não tratada, pode espalhar-se pelo corpo e causar lesões neurológicas. Já o HPV é a principal causa de câncer de colo de útero nas mulheres e também está relacionado ao câncer do canal anal tanto no público masculino quanto no feminino.

Para curtir a folia com saúde, o diagnóstico prévio e conhecimento sobre qualquer doença é o principal fator a ser avaliado. “Um dos principais problemas não apenas no carnaval é não identificar e não tratar corretamente estas doenças, e consequentemente, o paciente continuar transmitindo essas doenças para outros parceiros”, ressalta.

Qualquer ferida que surja na área genital pode indicar a incidência de alguma DST. No caso de aparecimento de ínguas, bolhas, feridas, coceira e odor diferente, o médico deve ser consultado imediatamente para o diagnóstico correto. “Qualquer lesão ou anormalidade na região genital que aparecer depois de uma relação sem proteção é indicativo de DST”, explica o médico. Ardência na hora de urinar e corrimentos também são sintomas sugestivos de doenças.

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Foto: Shutterstock

Prevenir-se contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é algo que deve ser feito durante o ano todo. Porém, com a proximidade do Carnaval, época em que predomina o clima de festa e diversão, a probabilidade de contágio tende a aumentar. “Nesse período, é importante reforçar a necessidade de prevenção e recomendar uso de preservativos para evitar doenças”, afirma o dr. Horacio Cardoso Salles, Gerente da Medicina Assistencial do Seconci-SP (Serviço Social da Construção).

Cada vez mais os jovens estão deixando de usar camisinha. Apesar dos alertas de que o preservativo evita DSTs e gravidez não planejada, diferentes justificativas aparecem e a ausência da camisinha vira hábito. “Para eles, a eficiência no tratamento da Aids, que deixou de ser uma doença fatal, e o desconhecimento sobre a doença sífilis, faz com que abandonem o uso do preservativo”, explica o médico.

Pesquisa do Ministério da Saúde divulgada neste mês revela que 9 em cada 10 jovens de 15 a 19 anos sabem que usar camisinha é o melhor jeito de evitar HIV, mas mesmo assim, 6 em cada 10 destes adolescentes não usaram preservativo em alguma relação sexual no último ano. A Pense (Pesquisa Nacional de Saúde Escolar), publicada pelo IBGE, mostrou que em 2015, 33,8% dos adolescentes entre 13 e 17 anos que já tinham começado sua vida sexual não usaram camisinha na última relação sexual – o índice é nove pontos percentuais maior do que em 2012.

O dr. Salles reforça que o uso de preservativos nas relações sexuais é um método eficaz e relativamente barato de se prevenir contra as DSTs, entre elas não apenas a Aids e sífilis, mas também a gonorreia, a HPV e hepatite virais. “O preservativo deve estar sempre no bolso e nem as comemorações típicas de Carnaval, muito menos o abuso do álcool pode deixar o folião se esquecer dela”, diz o médico, que afirma que pesquisas indicam que a procura por exames para detectar as DSTs aumenta nas semanas seguintes a do Carnaval.

“Praticar o sexo seguro é a melhor forma de prevenção”, recomenda.

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Outras doenças e formas de transmissão

Ainda que a forma de se prevenir pareça simples, há muitas dúvidas e falta de informação sobre o assunto. Segundo o Serviço Social do Seconci-SP, entre as causas de novos casos de DST no Brasil estão a desinformação sobre outras formas de transmissão. Um exemplo é o caso do HTLV (vírus linfotrópico da célula humana), um retrovírus da mesma família do HIV, que infecta a célula T humana, um tipo de linfócito importante para o sistema de defesa do organismo.

Da mesma forma que o HIV, o HTLV é transmitido por via sexual (relações sexuais desprotegidas), nas transfusões de sangue, pelo uso compartilhado de seringas e agulhas, e da mãe para o filho durante a gestação, o aleitamento e no momento do parto.

As estatísticas indicam que apenas 5% das pessoas infectadas pelo HTLV desenvolvem problemas de saúde relacionados com o vírus. Nesses casos, em geral, instalam-se quadros neurológicos degenerativos graves e de leucemias e linfomas. “Tomar conhecimento da infecção é fundamental para controlar a transmissão do vírus”, afirma o dr. Salles.

A profilaxia pós-exposição (PEP) é um procedimento de prevenção para as pessoas que tiveram exposição ao vírus do HIV. Os medicamentos devem ser usados em até 72 horas após o contato com o vírus. Segundo o médico, o ideal, de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, é que seu uso seja feito nas primeiras duas horas após a exposição ao risco. “Ao todo, são 28 dias consecutivos de uso dos quatro medicamentos antirretrovirais previstos no novo protocolo”, diz.

Segundo o Ministério da Saúde, durante todo o ano de 2015, foram ofertados 42,3 mil tratamentos para PEP em todo o país, um crescimento de 49,7% em relação ao ano de 2014, quando foram dispensados 28,4 mil tratamentos.

exame de sangue são luiz

Serviço

No site do Departamento de DST, Aids e hepatites virais (DDAHV), do Ministério da Saúde, há uma nova área sobre Profilaxia Pós-Exposição com informações customizadas para o usuário do SUS, profissionais de saúde e gestores estaduais e municipais. Para visitar o site, clique aqui. O conteúdo inclui a lista das 515 unidades de saúde que ofertam a PEP.

Prevenir-se contra doenças sexualmente transmissíveis (DST) é algo que deve ser feito durante o ano todo. Porém, com a proximidade do Carnaval, época em que predomina o clima de festa e diversão, a probabilidade de contágio tende a aumentar. “Nesse período, é importante reforçar a necessidade de prevenção e recomendar uso de preservativos para evitar doenças”, afirma Horacio Cardoso Salles, Gerente da Medicina Assistencial do Seconci-SP (Serviço Social da Construção).

Cada vez mais os jovens estão deixando de usar camisinha. Apesar dos alertas de que o preservativo evita DSTs e gravidez não planejada, diferentes justificativas aparecem e a ausência da camisinha vira hábito. “Para eles, a eficiência no tratamento da Aids, que deixou de ser uma doença fatal, e o desconhecimento sobre a doença sífilis, faz com que abandonem o uso do preservativo”, explica o médico.

Pesquisa do Ministério da Saúde divulgada neste mês revela que 9 em cada 10 jovens de 15 a 19 anos sabem que usar camisinha é o melhor jeito de evitar HIV, mas mesmo assim, 6 em cada 10 destes adolescentes não usaram preservativo em alguma relação sexual no último ano. A Pense (Pesquisa Nacional de Saúde Escolar), publicada pelo IBGE, mostrou que em 2015, 33,8% dos adolescentes entre 13 e 17 anos que já tinham começado sua vida sexual não usaram camisinha na última relação sexual – o índice é nove pontos percentuais maior do que em 2012.

Salles reforça que o uso de preservativos nas relações sexuais é um método eficaz e relativamente barato de se prevenir contra as DST, entre elas não apenas a Aids e sífilis, mas também a gonorreia, a HPV e hepatite virais. “O preservativo deve estar sempre no bolso e nem as comemorações típicas de Carnaval, muito menos o abuso do álcool pode deixar o folião se esquecer dela”, diz o médico. Como seu colega, Salles também afirma que pesquisas indicam que a procura por exames para detectar as DST aumenta nas semanas seguintes a do Carnaval.

 

Médico orienta como adaptar o corpo ao fim do horário de verão

Atrasar o relógio em uma hora pode causar alterações na qualidade do sono e no funcionamento natural do organismo

Com o fim do horário de verão, à meia noite do último sábado (18), os relógios foram atrasados uma hora. Brasileiros residentes das regiões sul, sudeste e centro-oeste, nas quais vigora o horário de verão, sentem os reflexos da mudança nos hábitos cotidianos. Segundo especialistas, esta alteração no relógio afeta diretamente a qualidade do sono e o funcionamento natural do organismo.

“Sabe-se que o organismo sofre mais quando adiantamos uma hora do que quando atrasamos uma hora, pois estamos propensos a permanecer mais tempos acordados a noite que de acordar mais cedo, porém isso não é uma regra”, atesta o médico clínico geral Sergio Pontes, da Aliança Instituto de Oncologia.

relogio

Para evitar a perda de sono e a dificuldade de deitar no horário normal após esta mudança, é importante seguir algumas dicas. “Há pessoas que sentem muito pouco essas alterações de horário. Geralmente as mais sensíveis são os idosos e as mulheres por características individuais”, enfatiza Pontes. De acordo com o especialista, não existe uma definição ideal para um bom sono, mas existem hábitos que podem facilitar essa adaptação.

– Evite a desidratação pois a água também ajuda na disponibilidade de energia e evita o cansaço;

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– No período da noite, evite atividades exageradas como exercícios intensos e leitura longa;

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Foto: GaborfromHngary/Morguefile

– Atividades físicas leves, como caminhada e alongamento, podem ajudar com um efeito relaxante;

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Foto: Gabor / Morguefile

– Próximo à hora de dormir, evite ingerir alimentos pesados e com estimulantes, como café, chocolate, chá preto e chá verde;

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– Na hora de deitar deixe o ambiente no quarto bem escuro, silencioso, com boa temperatura e confortável;

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– Evite assistir TV ou usar celular e computador no quarto de dormir;

television

– Esta vale para o fim da próxima edição do horário de verão: dias antes da mudança tente dormir 10 minutos mais cedo, gradativamente, para que o organismo não sinta a alteração abrupta de 1h.

dormir

Além das alterações consideradas normais, caso surjam outros sinais e sintomas como ronco, insônia, apneia e sonolência excessiva diurna, além de hipertensão e arritmia, é importante procurar um médico do sono para uma avaliação adequada.

Fonte: Aliança Instituto de Oncologia