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Diabetes: conheça dez cuidados na hora da alimentação

O Dia Mundial do Diabetes, celebrado ontem (14) é um alerta: de acordo com a última pesquisa do Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, no período de 2008 a 2018 o diagnóstico da doença cresceu 24% entre os brasileiros de 18 anos ou mais. Segundo levantamento da IDF (International Diabetes Federation), o Brasil tem cerca de 14 milhões de diabéticos, ficando em quarto lugar no mundo em números de portadores.

O naturopata Daniel Alan Costa, professor de fitoterapia na USP e coordenador do curso de pós-graduação em Naturopatia na Unip, explica que mudanças dos hábitos alimentares são fundamentais para reduzir os sintomas e controlar a doença. “O nosso pâncreas é a glândula que produz a insulina, hormônio que permite a entrada da glicose vinda dos alimentos e que se transforma em energia para nosso organismo. Além da qualidade dos alimentos, devemos estar especialmente atentos aos hábitos alimentares”, explica.

O professor indica 10 cuidados e alimentos importantes para reduzir os sintomas da doença:

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=Estudos mostram que adotar uma rotina alimentar com horários regrados é um dos principais benefícios para amenizar os sintomas da doença.

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Foto: Hello Doktor

=No caso de diabetes infantil os mesmos cuidados devem ser tomados. A mudança de hábitos deve incluir toda a família, pois as crianças se espelham nos adultos.

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=O ponto mais delicado quando falamos de diabetes é sem dúvida a ingestão de açúcar que deve ser moderada. Prefira sempre açúcar de malte, açúcar mascavo, alcaçuz, anis, malte de cevada ou mel. Refrigerantes e bebidas industrializadas que possuem grandes quantidades de açúcar devem ser evitados.

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Foto: Nudnik/Pìxabay

=Diabéticos devem restringir o consumo de carboidratos de cadeia simples, como arroz branco, macarrão, pão branco e substituir por exemplo por arroz, macarrão e pão integrais.

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=Batata baroa, batata doce e inhame são fontes de carboidratos mais complexos e que ajudam a controlar os níveis glicêmico, retardando a absorção da glicose.

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Pixabay

=Proteínas e gorduras não podem faltar, assim como alimentos ricos em fibras.

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Pixabay

=Abacate, farinhas funcionais (banana verde, berinjela, linhaça e chia), alimentos ricos em ômega 3 como o salmão, sardinha, atum e anchova, além de leguminosas são importantes aliados da alimentação.

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=Outra alternativa são os alimentos funcionais. Um exemplo é o gengibre, que fortalece o sistema digestório e é um poderoso anti-inflamatório.

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=Blueberry ou mirtilo como é mais conhecido aqui, é um excelente alimento por conter taninos, além de ser antioxidante e proteger os capilares sanguíneos e a visão, e é indicado para prevenir as complicações do diabetes em especial as oculares. Na falta do mirtilo é possível substituir pelo consumo da amora ou pitanga.

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=Maxixe, vagem, tanchagem e berinjela fortalecem a energia do elemento Terra da Medicina Chinesa, elemento este que quando em desequilíbrio pode levar a essa enfermidade.

“O acompanhamento médico é fundamental para monitorar toda a evolução do tratamento. Mas vale ressaltar que as práticas integrativas como acupuntura, fitoterapia, aromaterapia e meditação têm trazido excelentes resultados no controle desta enfermidade”, finaliza Costa.

Fonte: Daniel Alan Costa, é naturopata, professor de fitoterapia na USP e coordenador do curso de pós-graduação em Naturopatia na Unip

Dia Mundial do Diabetes: você realmente sabe o que está comendo?

Hoje, dia 14 de novembro, marca o Dia Mundial do Diabetes e o tema continua sendo “Proteja a sua família”. A campanha no Brasil leva o nome Novembro Diabetes Azul, a ideia é conscientizar a população a reduzir os níveis de açúcar da dieta, a fim de evitar o diabetes. Em caso de existência da doença, a proposta é adotar medidas para cuidados eficazes.

Hoje existe no mundo cerca de 387 milhões de diabéticos (12.5 milhões no Brasil)* e as estimativas não são boas. De acordo com o Atlas do Diabetes, a previsão é que esse número chegue a 20.3 milhões até 2045. Além disso, o Brasil está em quinto lugar, com 5.7 milhões de indivíduos, entre os 10 países com mais pessoas sem diagnóstico.

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Os especialistas da Sociedade Brasileira da Cirurgia Bariátrica consideram que o Diabetes tipo 2, será a próxima epidemia global. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2, caracterizada quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para balancear a taxa de glicemia.

María Teresa Onetto, Nutricionista do Departamento de Nutrição, Diabetes e Metabolismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, destaca: “O ideal é que a dieta das pessoas com diabetes seja baseada nos parâmetros da alimentação saudável. Todos deveriam comer como as pessoas com diabetes, isto é, ter horários fixos, comer em porções, evitar gorduras e açúcares, comer alimentos altos em fibra. Recomendamos uma dieta o mais natural possível e que o consumo de alimentos processados como biscoitos, salgadinhos, sucos e bebidas seja com moderação”

E ela completa: “Existem certos produtos que contêm edulcorantes não calóricos, mas também ensinamos que o fato de um alimento ter rótulo de light ou dietético, ou conter estévia em vez de açúcar, não significa que não tenha carboidratos. Por exemplo: os biscoitos sem açúcar não contêm açúcar, mas contêm carboidratos que aumentam os níveis de açúcar no sangue. Nem tudo o que é light pode ser consumido livremente”.

Segundo a nutricionista, os edulcorantes contribuem com o sabor doce dos alimentos e preparações sem ter calorias nem aumentar a glicemia. Essas substâncias são essenciais para controlar o diabetes, manter níveis ideais de glicose no sangue, menor peso corporal e evitar ao máximo o açúcar, mel, sucos de frutas, geleias. “Graças aos edulcorantes, as pessoas com diabetes podem aderir melhor aos planos e tratamentos nutricionais. Os adoçantes não calóricos permitem tornar a dieta mais fácil de seguir e menos restritiva, pois podemos continuar desfrutando de sabores doces, mas sem os efeitos que o açúcar tem nas pessoas com diabetes”, apontou a nutricionista.

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Finalmente, é importante notar que todas as recomendações nutricionais devem ser individualizadas para cada paciente e sempre supervisionadas por um especialista em nutrição.

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*Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, novembro, 2019.

Nutricionista alerta: dieta restritiva não é sinônimo de alimentação saudável

Muitas pessoas confundem e têm a mania de associar alimentação saudável com alimentação restritiva. Mas você sabe a diferença entre as duas? Enquanto as dietas restritivas são vistas como tratamentos imediatistas, a alimentação saudável faz parte de uma rotina planejada, elaborada e duradoura.

Muitas pessoas se afundam em dietas restritivas sem fundamento científico que prometem secar incontáveis quilos em um intervalo de tempo muito pequeno na desesperada vontade de perder peso de forma rápida e fácil, mas a consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), Ana Pallottini, alerta: “optar dietas restritivas sem a recomendação de um nutricionista pode trazer riscos para a saúde”.

Segundo ela, essas dietas que prometem resultados milagrosos, na maioria das vezes, são extremamente restritivas e nem um pouco saudáveis. Um adulto sem problemas de saúde consome em média 2.000 kcal diárias. Este mesmo adulto, quando adere a uma dieta restritiva, pode passar a consumir entre 1000 e 1200 calorias diárias ou em alguns casos mais radicais, entre 500 e 800 calorias diárias.

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Pinterest

“Com a alta restrição energética é impossível atingir as recomendações de macro e micronutrientes presente nos grupos alimentares (carboidratos, proteínas e gorduras) levando a fadiga, cansaço e à perda de cognição. Além disso, pode gerar o ‘efeito sanfona’, ou seja, ao voltar para uma dieta normal o ganho de peso é maior do que antes e consequentemente gerar gatilhos para a compulsão alimentar”, diz a especialista.

Quando o assunto é alimentação saudável, se engana quem pensa que o ideal é comer apenas salada. Uma boa alimentação está relacionada à ingestão equilibrada dos nutrientes necessários para suprir nossas demandas diárias. O carboidrato, por exemplo, muitas vezes é associado ao ganho de peso de forma equivocada.

“Os benefícios de uma alimentação saudável não vêm de componentes isolados, mas sim da combinação de nutrientes de uma refeição. No caso do carboidrato, ele é constituído por moléculas de carbono, oxigênio e hidrogênio. Esses macronutrientes são as nossas principais fontes de energia, abastecendo o sistema nervoso central, mantendo o bem-estar do cérebro e dando ‘aquela’ disposição para o nosso corpo”, afirma Ana.

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Assim, ao oferecer os nutrientes nas proporções corretas ao seu organismo, você aproveita uma série de benefícios como: perda de peso e manutenção de um peso saudável, bom funcionamento do intestino, prevenção e controle do diabetes e proteção da saúde cardiovascular. A regra de ouro é sempre o equilíbrio.

Fonte: Abimapi

Dez grupos de alimentos que contribuem para a saúde do coração

Cardiologista do Hospital Santa Catarina explica a importância da boa alimentação para evitar problemas cardiovasculares

Em meio à correria do dia a dia, muitas vezes, as pessoas não conseguem manter uma alimentação balanceada ou mesmo consumir produtos mais naturais, sem muitos corantes e conservantes. Por conta disso, é comum o aparecimento de problemas de saúde, em especial relacionados à obesidade, diabetes e cardiopatias.

De acordo com o coordenador de Cardiologia do Hospital Santa Catarina, Diego Gaia, muitos desses problemas de saúde podem ser evitados ou amenizados com uma alimentação mais equilibrada, além da prática de atividades esportivas. Segundo ele, existem frutas, verduras, legumes, castanhas e cereais que podem contribuir para a saúde do coração:

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Peixes: Gaia explica que peixes como salmão e sardinha são ricos em ômega 3 (ácidos graxos), que auxilia no controle da pressão arterial e da coagulação do sangue. Segundo ele, consumir um ou duas porções por semana pode trazer benefícios ao coração.

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Aveia: o alimento, rico em fibras, ácidos graxos, ácido fólico e potássio, reduz os níveis de LDL, conhecido como o colesterol ruim, e ajuda a manter as artérias limpas e desobstruídas.

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Frutas: segundo doutor Gaia, há uma variedade de frutas que podem beneficiar a saúde do coração. Entre elas, o abacate, que pode ajudar a reduzir os níveis do colesterol ruim e elevar a quantidade do colesterol bom em seu corpo. As frutas vermelhas também estão no grupo de alimentos benéficos, pois são anti-inflamatórias e reduzem o risco de doenças cardíacas e câncer. A banana, rica em potássio, ajuda a manter a função normal do coração e o equilíbrio do sódio e da água no corpo. O potássio ajuda os rins a excretar o excesso de sódio, contribuindo assim para a pressão sanguínea saudável.

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Chocolate amargo: o consumo diário de um pequeno pedaço de chocolate com mais de 70% de cacau pode auxiliar no combate ao aumento da pressão arterial, pois, de acordo com doutor Gaia, o cacau é rico em resveratrol e flavonoides.

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OrganicFacts

Brócolis, cenoura e batata doce: o brócolis é rico em beta-caroteno, vitaminas C e E, potássio, folato, cálcio e fibras, assim como a batata doce. A cenoura tem grande quantidade de vitamina A.

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Grãos: segundo Gaia, cereais como arroz integral (rico em vitaminas do complexo B, fibras, niacina e magnésio), feijão preto (tem grande quantidade de niacina, folato, magnésio, ácidos graxos, cálcio e fibra solúvel) e soja (auxilia na redução do colesterol e é uma ótima fonte de proteína magra) são importantes para manter o organismo saudável, o que estimula o bom funcionamento do coração.

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Vinho tinto: o médico explica que uma taça de vinho por dia ajuda a elevar os níveis de HDL, conhecido como colesterol bom.

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Nozes: contém ômega-3 e, assim como as amêndoas e as nozes de macadâmia, são ricas em gordura mono e poli-insaturada. Além disso, nozes possuem mais fibras e são uma grande fonte de gordura saudável.

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Azeite: o óleo das olivas também tem gorduras monoinsaturadas, por isso reduz o colesterol LDL e diminui o risco de se desenvolver doenças cardíacas.

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Espinafre: o vegetal possui luteína, folato, potássio, além fibras. Por isso, pode ajudar o seu coração a se manter mais saudável.

Ainda de acordo com Gaia, a alimentação é apenas um dos pilares para uma boa saúde do coração. “É importante que, além de comer alimentos mais saudáveis, as pessoas pratiquem atividades físicas e procurem, sempre que possível, relaxar a mente para eliminar parte do estresse do dia a dia”, diz.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Especialista aponta o papel fundamental da nutrição na prevenção de diabetes

Diabetes é uma doença metabólica crônica que tem atingido cada vez mais pessoas em todo o mundo, em especial no Ocidente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com diabetes vem crescendo principalmente devido aos maus hábitos alimentares e rotina sedentária. 16 milhões de brasileiros sofrem de diabetes e a taxa de incidência da doença cresceu 61,8% nos últimos dez anos em todo o mundo, tornando-se uma epidemia global.

Leone Gonçalves, nutricionista e preparador físico, revela que sem a devida atenção com a alimentação, qualquer pessoa está sujeita ao diabetes: “A nutrição e a prática de atividades físicas cruciais em seu papel de prevenção a diabetes. O fato é que qualquer pessoa pode sofrer de diabetes. No entanto, a exposição a fatores de risco aumenta a probabilidade do seu aparecimento. Muitos têm deixado de ter uma alimentação saudável, optando por fast food, refrigerantes, alimentos industrializados, que estão cada vez mais açucarados e processados, e isto tem aumentado a incidência da diabetes, assim como sobrepeso e obesidade, que também são fatores de risco”.

Tipos de Diabetes

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O especialista conta que existem tipos de diabetes: “Diabetes tipo I, geralmente já diagnosticada desde a infância ou adolescência, está relacionada a uma insuficiência do pâncreas em produzir insulina, que é o hormônio que regula o aproveitamento do açúcar no organismo e, consequentemente, o nível de glicose na corrente sanguínea. Geralmente o diagnóstico é precoce, quer pelos sintomas, quer pelas análises de rotina. Já o diabetes tipo II, ocorre quando o organismo não consegue usar de forma adequada a insulina que produz. Assim, o nível de glicose no sangue se mantém sempre elevado. Este tipo de diabetes é desenvolvida na vida adulta e sempre por conta da má alimentação”.

Sendo a má alimentação a responsável pelo aparecimento do Diabetes tipo II, o nutricionista recomenda alguns cuidados quanto a alimentação: “Para prevenir o aparecimento da Diabetes tipo II, que costuma estar associada a pessoas com sobrepeso, o ideal é uma dieta de emagrecimento. Portanto, além de evitarem açúcares, também devem evitar alimentos gordurosos que promovem alterações nos níveis de colesterol e triglicérides”.

Segundo o nutricionista, prevenir o diabetes ou controlá-lo é importante para evitar também outras complicações severas: “entre as complicações que podem surgir como consequência do diabetes estão a retinopatia, doença renal, amputações, infartos e derrames, que ainda são frequentes embora dados de mortalidade tenham apresentado discreta queda”

Alimentação como aliada no combate ao Diabetes

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Alguns hábitos alimentares podem ajudar no controle da glicemia e consequentemente previnem picos glicêmicos: “Sempre recomendo aos meus pacientes que, além de ingerir alimentos naturais e o menos açucarados possíveis, que façam várias refeições diárias para minimizar os picos glicêmicos (alta taxa de glicose no sangue ou baixa taxa), ajudando o organismo a fazer uma melhor gestão da produção de insulina”.

Para aqueles que têm diabetes tipo I e precisam manter os níveis de glicose sob controle, Gonçalves aponta que as restrições alimentares não são tão severas como muitos pressupõem, mas que é fundamental manter-se sempre em estado de atenção: “No doente diabético, o controle da glicemia é fundamental para prevenir episódios de hiperglicemia e de hipoglicemia, por isso ele precisa de carboidratos integrais, como o amido da batata, do arroz e do feijão, que são digeridos mais lentamente pelo organismo, por isso liberam glicose em pequenas quantidades. A única restrição é para a ingestão de açúcares que são rapidamente absorvidos pelo organismo”.

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Gonçalves aponta ainda que existem alguns alimentos que podem ser utilizados para melhorar o quadro de diabetes: “Em geral, alimentos ricos em fibras e proteínas (inhame, aipim, leguminosas, verduras, legumes, frutas, ovos e iogurtes naturais) e frutas com cascas, pois apresentam mais fibras. Todos estes ajudam a impedir a oscilação de taxas de glicose no sangue, que faz muito mal ao paciente”.

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Fonte: Leone Gonçalves é preparador físico e nutricionista com especialização em nutrição ortomolecular, especialista em fitoterápicos e graduando em Biomedicina

Dia Mundial do Veganismo: confira cinco mitos e verdades sobre o tema

Especialista esclarece principais dúvidas sobre o estilo de vida e hábito alimentar que exclui carnes e derivados de animais

Celebrado em várias partes do mundo, 1º de novembro é dedicado ao Dia Mundial do Veganismo, estilo de vida que exclui o consumo de qualquer produto de origem animal. Apesar do assunto estar em alta, com a manifestação inclusive de celebridades que estão, aos poucos, tirando carne animal da alimentação, ainda restam muitas dúvidas sobre o que é o veganismo.

Por isso, Jessica Santos, nutricionista da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, explica alguns mitos sobre o assunto:

Adotar uma alimentação vegana pode ser mais saudável.

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Verdade. Quando a substituição da carne é feita com sucesso dentro uma alimentação balanceada com a ingestão de verduras, grãos e leguminosas, esse hábito se traduz em uma melhora significativa, tanto da saúde física como emocional.

O veganismo se restringe apenas aos hábitos alimentares.

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Mito. “Ser vegano não está relacionado apenas com a alimentação, mas sim com um estilo de vida, que procura evitar o consumo de produtos ou marcas que envolvam a exploração de animais para a fabricação, sejam eles alimentícios ou não”, comenta a nutricionista da Superbom.

Ovolactovegetarianismo é diferente do veganismo.

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Fotos: FreeFoodPhotos

Verdade. Quando alguém se declara como ovolactovegetariano exclui proteína animal do cardápio, ou seja, não come nenhum tipo de carne, mas continua comendo ovos, laticínios e outros derivados dos animais. Já veganos excluem qualquer derivado de animal.

Plant-based e veganismo são iguais.

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Mito. Apesar de ambos excluírem carne ou derivados de animais do cardápio, a alimentação plant-based tem como princípio o consumo de produtos de origem vegetal, priorizando sua forma mais natural possível. Além da busca por uma alimentação saudável, quem segue uma dieta plant-based também procura melhorias quanto à qualidade de vida e ao meio ambiente.
Atletas amadores e profissionais não podem ser veganos.

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Carl Lewis é um atleta norte-americano, vegano, que ganhou dez medalhas olímpicas, nove delas de ouro

Mito. Não há nada que impeça praticantes de atividades físicas de adotarem uma alimentação livre de derivados de animais. Inclusive, atletas veganos podem ter mais energia e tempo de recuperação muscular menor. “Para quem busca excluir carne animal do próprio prato, adotar o consumo equilibrado de verduras, grãos, frutas e, principalmente, leguminosas, pode ser suficiente para suprir as necessidades de nutrientes que o organismo precisa”, conclui.

Sugestão de produtos para quem busca reduzir o consumo de carne

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O Burger Gourmet Vegan Superbom é semelhante ao de origem animal, porém feito à base de ervilha e saboroso, ideal para composição de lanches saborosos e nutritivos.

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Outras opções de proteínas plant-based são: a minicoxinha vegana, a steak vegano sabor peixe e o frango vegano em pedaços. Todos feito à base de proteína da ervilha com características e sabor semelhantes dos produtos de origem animal.

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Queijos veganos da Superbom disponíveis nos sabores cheddar, prato, mussarela, provolone, parmesão e na versão gourmet brie, cheddar, parmesão e mussarela.

Fonte: Superbom

Consumo balanceado de gorduras auxilia sistema imunológico e saúde cardiovascular*

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que o consumo de dietas inadequadas e a inatividade física estão entre os dez principais fatores de mortalidade. Mas quando se fala de gorduras, especificamente do tipo poli-insaturadas, é importante salientar que são inúmeros os benefícios para a saúde quando ingeridas de forma correta.

Tal gordura nada mais é do que um ácido graxo que auxilia a diminuir ou prevenir significativamente o aparecimento de várias doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), exercendo influência direta sobre fatores de risco cardiovascular e aos processos inflamatórios do corpo humano.

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Os ácidos graxos estão presentes em óleos de origem vegetal e peixes, conhecidas como ômega-3 (encontrada em alimentos como sardinha, óleo de canola, azeite de oliva, óleo de peixe, salmão, dentre outros) e ômega-6 (presentes em óleo de soja, girassol, milho, linhaça dourada e ovos).

Se consumidos com uma frequência regular e equilibrada, tais óleos apresentam especial importância para o funcionamento do sistema imunológico e diminuindo os níveis de LDL (colesterol ruim) no sangue, além de apresentarem ação anti-inflamatória nas células. Além disso, esses ácidos graxos têm grande importância no desenvolvimento cerebral, principalmente durante a gestação e nos primeiros anos de vida.

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Devido a sua elevada concentração de caloria (9kcal/grama), é importante ressaltar que as gorduras devem ser consumidas com moderação e de forma balanceada e os óleos ricos em gorduras poli-insaturadas devem ser consumidos de preferência no estado natural (in natura), pois, se aquecidos em altas temperaturas (frituras), podem perder todos os seus benefícios ou grande parte deles.

O ILSI – International Life Sciences Institute Brasil – indica que haja uma substituição dos ácidos graxos saturados da dieta por poli-insaturados, incluindo ômega-6, para otimizar a redução dos níveis plasmáticos de LDL-colesterol, melhorar a sensibilidade a insulina e reduzir o risco de diabetes melito.

Presentes na dieta mediterrânea, o consumo desses ácidos graxos ainda é tema de diversos estudos ao se falar de saúde. Essa dieta, com base nos hábitos alimentares das populações do litoral do Mar Mediterrâneo, já foi relacionada a um menor risco de síndrome metabólica, doença cardíaca, derrame e demência.

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Foto: California Avocado Comission

Outro ácido graxo considerado de boa qualidade nutricional, se ingerido de forma adequada, é a gordura monoinsaturada. Essa gordura, formada por uma ligação dupla e predominante nos ácidos oleicos, está presente no azeite de oliva, abacate, óleo de palma, nozes etc. Assim como a gordura poli-insaturada, a monoinsaturada contribui para a saúde cardiovascular, aumentando as concentrações de HDL e diminuindo as do LDL, podendo também reduzir o risco de hipertensão e contribuir para a melhor absorção de cálcio.

Dessa forma, é bom que se saiba que certas gorduras fazem bem para a saúde, e podem e devem ser consumidas, mas é fundamental que se consuma, junto com outros macronutrientes, de forma equilibrada e balanceadaác ao longo do dia.

*Bianca Naves é nutricionista especialista em Nutrição em Cardiologia e Nutrição Esportiva pela USP. Sócia proprietária da Clínica NutriOffice em SP; colaboradora do programa jornalístico “Hoje em Dia” transmitido pela Record.

Três pontos que comprovam que a aveia é um supergrão

Comparada a outros grãos disponíveis no mercado, aveia se destaca no ponto de vista nutricional e o consumo de três colheres pode auxiliar na redução do colesterol

Um mesmo alimento pode ajudar no controle do colesterol e no bom funcionamento do intestino? Muitas vezes esquecida na dieta brasileira, a aveia é um alimento funcional poderoso quando comparada a outros grãos cereais, como quinoa, milho, trigo e arroz. A Quaker, marca líder do mercado de aveia, explica como ela ajuda no equilíbrio alimentar.

A composição nutricional deste cereal apresenta alto teor de fibras e proteínas, promovendo inúmeros benefícios à saúde. Por exemplo, três colheres de aveia ajudam na diminuição do colesterol, quando o seu consumo está associado à uma alimentação equilibrada e baixa em gorduras saturadas e à hábitos de vida saudáveis. Além disso, por conter uma fibra chamada betaglucana, a aveia também ajuda a aumentar a viscosidade do bolo alimentar, estimulando a sensação de saciedade e contribuindo para que se coma menos.

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A aveia também acelera o trânsito intestinal e ainda auxilia a manter em boas condições a saúde cardiovascular.

Confira os três pontos levantados por Quaker que comprovam que a aveia é um supergrão:

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1. Ajuda na redução do colesterol: três colheres de aveia ajudam a diminuir o colesterol. A aveia é fonte natural de betaglucanas, fibras solúveis que contribuem para a diminuição da absorção do colesterol ingerido na alimentação. A redução das taxas de colesterol faz bem para o coração, pois este é um importante fator na diminuição do risco de doenças cardíacas.

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Foto: Haaijk/Pixabay

2. Ajuda no bom funcionamento do intestino: as fibras presentes na aveia são benéficas para a função intestinal, porque ajudam a retardar o esvaziamento gástrico e estimulam o funcionamento do trânsito intestinal.

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3. Saciedade: a betaglucana da aveia também possui a propriedade de aumentar a viscosidade do bolo alimentar, aumentando o tempo que o alimento leva para deixar o estômago. Isso aumenta a sensação de saciedade, que, por sua vez, pode contribuir para o controle de peso.

Fonte: Quaker/PepsiCo

Outubro Rosa: alimentação tem papel importante na prevenção do câncer de mama

A nutricionista clínica, Marinna Reis, explica a importância de uma alimentação balanceada na prevenção da doença e explica porque alguns alimentos devem ser evitados

No decorrer deste mês é colocada em foco a campanha “Outubro Rosa”, dedicada à conscientização e combate ao câncer de mama. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), no Brasil, as estimativas de incidência de câncer de mama para o ano de 2019 são de 59.700 casos novos, o que representa 29,5% dos cânceres em mulheres. Em 2016, ocorreram 16.069 mortes de mulheres por câncer de mama no país.

O câncer de mama é uma doença multifatorial — a herança genética é apenas um dos elementos que contribuem para o seu aparecimento (entre 5 % a 10% dos casos segundo o BioMed Research International). Fora este fator, a doença tem mais relação com hábitos de vida, como o sedentarismo, alimentação cheia de ultraprocessados e consumo de álcool.

Hábitos saudáveis, principalmente na alimentação, possuem um papel de extrema importância para a prevenção da doença, é o que explica a nutricionista clínica Marinna Reis: “A literatura reconhece que os fatores dietéticos representam cerca de 30% das causas de câncer, sendo somente superados pelo tabaco, como fator de risco prevenível. Hábitos alimentares nos quais há o consumo exagerado e frequente de gorduras saturadas e trans, carnes gordurosas, alimentos embutidos e/ou defumados e ultraprocessados, oferecem um grande risco”.

Segundo Marinna, estudos recentes também mostram evidências relacionando nutrição e sobrevida após diagnóstico de câncer de mama, que enfatizam os efeitos benéficos dos fitoquímicos presentes na dieta, por meio das atividades antioxidantes e na diminuição do risco de progressão deste tipo de câncer. Portanto, alimentos que apresentem esses compostos são antioxidantes e anti-inflamatórios , tornando-se benéficos na prevenção e tratamento da doença.

Alimentação e Prevenção

Alguns alimentos, merecem destaque na prevenção de patologias como o câncer de mama. Sendo eles fonte de ácidos graxos poli-insaturado (ômega 3 e linoléico conjugado), vitaminas A, C, E, assim como folato e selênio, e alguns fitoquímicos. Dietas baseadas no consumo de frutas, vegetais, grãos integrais e outras plantas parecem atuar na prevenção e controle, minimizando o impacto do acometimento por esta patologia. Ainda no âmbito da prevenção, especiarias como pimenta e gengibre também têm sua importância. Saiba quais outros alimentos têm seus benefícios na prevenção da doença;

Imunidade:

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ervas,

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chás.

Prevenção:

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pimenta
pimenta.

Evitar:

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carne vermelha,

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farinha branca,

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açúcar,

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embutidos,

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industrializados.

A cura e novos hábitos

Para o tratamento do câncer de mama é indispensável um acompanhamento multiprofissional, no qual a equipe médica oncológica interage com os demais profissionais da saúde envolvidos para que o paciente tenha um bom prognóstico.Aos pacientes que passaram por todos os devidos tratamentos, a nutricionista reforça a importância de uma nova postura diante os hábitos alimentares.

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“É importante diminuir a quantidade de gordura em suas refeições, substituindo frituras por alimentos assados ou fervidos e o leite integral pelo desnatado. Reduzir a ingestão de carne vermelha (bovina, de porco e de cordeiro) a no máximo 3 ou 4 refeições por semana. Evite usar muito sal e consumir itens defumados (por exemplo, bacon, salsicha e frios) e em conserva, bem como alimentos ultraprocessados, pois possuem substâncias que podem fazer mal para o organismo. Além disso, o álcool é um conhecido fator de risco para o desenvolvimento de câncer, portanto, tente evitar” finaliza.

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Fonte: Marinna Reis é nutricionista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Pós-Graduada em Nutrição Hospitalar – Instituto Israelita de Pesquisa Albert Einstein, Pós-Graduada em Nutrição Esportiva Funcional, Pós-Graduada em Nutrição Esportiva Credenciada pelo método Nutricoaching. Atualmente é membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e membro júnior da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN).

Emoções negativas são vilãs do emagrecimento

Sentimentos ruins servem de gatilho para que cérebro use a alimentação como “refúgio” emocional; para especialista em obesidade Gladia Bernardi, é importante observar quais são “armadilhas” levam ao excesso de peso

Muitas pessoas, quando passam por momentos difíceis, acabam buscando algum tipo de compensação. E, por muitas vezes, a comida acaba ganhando o papel de válvula de escape. Apesar de proporcionar uma satisfação momentânea, a prática não traz benefício algum e sentimentos de fracasso, desânimo, rancor, inveja, tristeza, e até depressão, acabam se tornando verdadeiros inimigos para quem quer emagrecer.

Nossa cérebro aponta, de forma equivocada, que devemos comer uma quantidade exagerada de comida para acabar com determinadas frustrações ou tristezas. Essas atitudes viciam o cérebro e criam um padrão alimentar ruim e desnecessário.

As emoções negativas podem ter o papel de “gatilhos” que disparam reações no nosso cérebro e no nosso corpo e determinam comportamentos que podem nos afastar de nossos objetivos.

“Se nos alimentamos com sentimentos negativos, nossas células também irão receber mensagens ruins. Por isso, quando comemos o chocolate, por exemplo, pensando que vamos engordar, automaticamente o corpo vai entender que aquele alimento ingerido engorda. Uma coisa acaba levando à outra”, comenta Gladia Bernardi, autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento” (Ed. Gente).

Segundo a especialista, um ponto interessante é observar qual foi ou quais foram os gatilhos emocionais que levaram ao excesso de peso. “Pressão de amigos e familiares? Bullying na época de escola? Exigência do mercado de trabalho? A dificuldade em emagrecer pode ter esta natureza, no passado. Trabalhar a inteligência emocional ajuda a superar tais barreiras e pode fazer a diferença na luta contra a balança”.

mulher comendo sorvete na cama

Gladia ainda aponta que a inteligência emocional é preponderante para manter o foco na reeducação alimentar e reconhecer quais as barreiras emocionais que impedem o emagrecimento saudável. “Uma dica é elaborar uma lista com os hábitos que impedem seu processo de emagrecimento e identificar quais as emoções que despertam sua vontade de comer. Para acabar com a fome emocional é importante buscar novos caminhos para aliviar esses sentimentos sem a comida e encontrar alternativas práticas para acalmar suas angústias”, completa.

Fonte: Gladia Bernardi é autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento (Ed. Gente), nutricionista funcional, especialista em obesidade e em emagrecimento consciente. Há 18 anos pesquisa e trabalha em busca da solução para a obesidade, e após mais de 35 cursos em nutrição, medicina integrativa, física quântica, neurociência e programação neurolinguística, criou seu próprio método, o Emagrecimento Consciente.