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Alimentação variada e saudável: confira os alimentos que estão na época em outubro


O mês de outubro traz uma variedade de frutas e hortaliças saborosas e nutritivas, que podem ser encontradas com maior facilidade nos supermercados, feiras e sacolões. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo lista alguns deles:

Manga tommy


É a variedade da fruta mais cultivada no país, e possui uma grande quantidade de nutrientes que são essenciais para saúde. De cor amarela avermelhada e polpa bem firme, essa fruta está associada ao fortalecimento do sistema imunológico, pelas suas boas quantidades de vitamina C. A manga é riquíssima em vitamina A, nutriente benéfico à saúde dos olhos.

Jabuticaba

Facily


A polpa da jabuticaba é rica em zinco, manganês, magnésio e potássio. Com todos esses minerais, ela desempenha papel essencial para as células cerebrais, retina, fígado, rins, músculos, cabelos e ossos. Sua casca apresenta poder antioxidante, auxiliando no fortalecimento do sistema imunológico, cicatrização e na prevenção de doenças cardíacas.

Caju

Foto: Giovanni42/Pixabay

Além da vitamina C, a fruta também contém zinco, ferro e cálcio, nutrientes eficazes no fortalecimento do sistema imunológico, no combate à anemia e no fortalecimento dos ossos. Na fruta também são encontrados muitos flavonoides, que possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas, entre outras.

Maxixe

Cornershop


O maxixe faz parte da mesma família das abóboras, pepino, melão e melancia. Seu fruto apresenta formato oval, com casca espinhosa ou lisa, de cor verde clara. É fonte de minerais, como o zinco e é rico em cálcio e magnésio, que em conjunto são importantes para a saúde óssea e também ajudam a prevenir problemas cardiovasculares.

Mostarda

Stock Photo


Existem várias espécies de mostarda, todas da família das Brássicas, portanto próximas ao repolho e à couve-flor. O sabor picante é característico dessa hortaliça. É fonte de vitaminas C e A, de cálcio e possui teores moderados de ferro, sódio, potássio e magnésio. Os talos da mostarda são ótimas opções para enriquecer farofas, refogados e sopas. E a suas folhas podem ser usadas em pratos frios e quentes.

Alcachofra

Foto: Max Straeten/Morguefile

A alcachofra é uma hortaliça, pertencente à família Asterácea, a mesma da alface, chicória e girassol. É fonte de vitamina C, ácido fólico e minerais como magnésio e potássio. Possui poucas calorias. Pode ser utilizada em saladas, recheios, base para molhos ou acompanhamento de massas.

Receitas:

Geleia de Jabuticaba

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Ingredientes
3 xícaras (chá) de jabuticaba (450g)
2 xícaras (chá) de água (480ml)
1/2 xícara (chá) + 3 colheres (sopa) de açúcar mascavo (105g)
Suco de 1/2 limão (12ml)

Modo de preparo
Em uma panela grande, coloque as jabuticabas já lavadas, cubra-as com água até a metade e leve para o fogo tempo suficiente para que as jabuticabas estourem e o caldo fique bem roxo, sobrando apenas as cascas. Em uma peneira coe o líquido e volte para o fogo, acrescentando o açúcar e o suco do limão. Mexa até que o líquido comece a engrossar, não deixe ficar muito grosso, pois fora do fogo ele já tende a ficar mais seco. Coloque em um recipiente de sua preferência e mantenha em temperatura ambiente. Dica: Quando esfria a geleia cria uma película em sua superfície, deixando-a semelhante a uma gelatina, basta misturar bem para que volte a consistência normal.

Rendimento: 18 Porções
Valor Calórico: 35 kcal
Peso da porção: 10g
Tempo de preparo: 55 min

Alcachofras recheadas

Cooking Channel

Ingredientes
4 alcachofras grandes (560g)
3 tomates pequenos (465g)
1 cebola pequena (100g)
1 dente de alho (2g)
3 ramos de salsinha (3g)
1 talo de salsão (50g)
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal(40g)
Sal a gosto
½ xícara (chá) de pão amanhecido ralado (60g)
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado (25g)

Modo de preparo
Lave as alcachofras e cozinhe-as com água e sal por 30 minutos. Após cozidas, escorra-as, corte a ponta das folhas e reserve. Lave, retire as sementes e a pele dos tomates, pique-os e reserve. Lave, descasque e pique a cebola e o alho. Lave e pique a salsinha e o salsão e reserve. Aqueça a manteiga, doure a cebola e o alho, acrescente o tomate e cozinhe até dissolver, acrescente o sal, o pão amanhecido, a salsinha e o salsão. Recheie as alcachofras com a farofa de pão, finalize cada uma delas com o queijo ralado e leve ao forno gratinar

Rendimento: 4 Porções
Valor Calórico: 332 kcal
Peso da porção: 280g
Tempo de preparo: 50 min

Fonte: Assessoria de Comunicação Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Dia Mundial da Alimentação: o papel do plant-based para uma vida mais saudável

Nutricionista da Superbom explica os benefícios de uma alimentação livre de produtos de origem animal

No último sábado, 16 de outubro, comemoramos o Dia Mundial da Alimentação. E é importante notar que cresce cada vez mais no Brasil o número de adeptos a uma alimentação que prioriza a remoção total ou parcial dos alimentos de origem animal, como forma de zelar não somente pelo meio ambiente, mas também pela saúde.

Mesmo que para alguns pareça ser uma mudança muito difícil, sabendo fazer as adaptações de forma correta e mantendo um cardápio saudável e nutritivo, é possível introduzir o novo hábito alimentar de uma forma mais prazerosa e simples.

Dados divulgados pelo Índice de Alimentação Saudável (HEI-2010) apontam que a dieta vegana (ou plant-based) possui o melhor índice de valor nutricional dentre as analisadas. Já a onívora, que conta com a ingestão de carnes, por outro lado, foi a indicada com o menor valor nutricional. Os estudos mostram que as alimentações pescovegetariana – quando peixes e frutos do mar são as únicas proteínas animais consumidas -, vegetariana e especialmente a vegana geram um Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo das onívoras, sendo ideais para o combate da obesidade e aos malefícios causados por ela. Quando questionada sobre táticas de aderir a uma alimentação plant-based, Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom , marca pioneira na produção de alimentos saudáveis, explica:

“Uma opção para os que buscam dar início ao novo estilo de alimentação é começar de uma forma mais sutil, através da ‘segunda sem carne’, por exemplo. Esse movimento consiste em se alimentar apenas de alimentos vegetais ao menos uma vez na semana. A ideia é que, aos poucos, as pessoas aumentem o número de refeições sem derivados de origem animal até que, quando se perceba, tenham virado vegetarianas ou até mesmo veganas. Com uma introdução mais gradativa, fica mais fácil de não desistir”.

A profissional continua e explica que, ao retirar a carne da alimentação, é fundamental investir nas leguminosas – fontes de proteína vegetal. Feijões, grão-de-bico, lentilha, ervilha, além de hortaliças verdes escuras, como brócolis, rúcula, couve e espinafre, estão entre as opções que podem fazer parte do novo cardápio. “É muito importante experimentar e incluir de tudo um pouco. A alimentação precisa ser colorida com as cores da natureza. Sendo assim, a dieta também deverá ser preenchida com verduras e legumes, como couve, abóbora cenoura, alface, couve-flor e carboidratos, como cereais ou tubérculos. O céu é o limite”, pontua Maureen.

Por fim, a profissional explica que, além da transição ser feita de forma gradual, é muito importante o acompanhamento de um nutricionista: “ele poderá auxiliar para que sejam feitas as substituições adequadas, o que evita a deficiência de algum nutriente no organismo e, consequentemente, no desenvolvimento de alguma enfermidade”.

Os produtos Superbom presentes nas receitas podem ser encontrados no Mercado Livre, Magalu, Shopee e mais de 25 mil pontos de vendas físicos ao redor do Brasil.

5 maneiras de evitar o desperdício de alimentos e ajudar o planeta*

Um dos maiores problemas que assolam o mundo é o desperdício de alimentos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, cerca de 1,3 bilhão de toneladas é perdido ou vai para o lixo, impactando a insegurança alimentar no mundo, número que corresponde a um terço de todos os alimentos produzidos globalmente.

É um cenário difícil de entender especialmente quando temos a sorte de ter comida na geladeira ou na despensa sempre que sentimos fome. Mas esse privilégio também pode nos inspirar a fazer escolhas mais conscientes.

Uma pesquisa conduzida pela Herbalife Nutrition nos Estados Unidos sobre dietas a base de plantas mostrou que 40% das escolhas alimentares dos entrevistados são motivadas pelo interesse em ser mais ecologicamente correto. Reduzir o desperdício de alimentos é uma ação adicional e simples que pode ter um grande efeito.

Como causar um impacto positivo

Existem várias maneiras de reduzir o desperdício de alimentos e viver de forma mais sustentável. Confira cinco delas:

Planeje com antecedência


Preparar refeições nutritivas para a semana ou planejar o menu do próximo encontro em família são ótimas maneiras de garantir que você prepare apenas a comida que irá consumir e evitar servir quantidades além do que seus convidados podem comer.

Considere cozinhar com ingredientes mais sustentáveis

As pessoas estão buscando dietas baseadas em vegetais por muitas razões. Dentre elas: saudabilidade, perda de peso e preocuação com o meio ambiente. Para aqueles que estão começando, um cardápio flexível, baseado principalmente em vegetais com a inclusão ocasional de carnes, aves, peixes ou ovos, pode ser um bom início e é uma ótima maneira de manter uma dieta saudável e equilibrada. Ao mesmo tempo, ajuda a proteger o meio ambiente, reduzindo a energia e os recursos que a produção da carne vermelha requer.

Proporcione adequadamente o alimento em seu prato

Foto: Stocksnap/Pixabay

Deixe as panelas sobre o fogão e se sirva na cozinha. Este simples hábito evita a sobra de alimentos no prato. Com os pratos servidos na mesa é muito mais fácil colocar “apenas mais uma colherada”, que pode acabar sobrando. Aliás, os restos deixados no prato são uma das maiores fontes de desperdício de alimentos que acabam no lixo. Isso ainda ajuda a controlar as porções.

Reaproveite os alimentos que estão prestes a estragar

Christopher Chilton/Pixabay

Existem muitas maneiras de aproveitar os alimentos perecíveis, mesmo quando eles começam a parecer um pouco “tristes”. Quando seus tomates ficarem moles demais para serem usados na salada, considere transformá-los em molho caseiro. As bananas estão ficando marrons e moles? Descasque e congele para usar como ingrediente saudável para preparar deliciosos smoothies. Sopas, refogados e saladas também são ótimos pratos que podem incluir diferentes ingredientes com vida útil mais curta.

Doe o excedente para quem precisa

Foto: Onehundreddollarsamonth

Quando for organizar a despensa, considere doar os alimentos não perecíveis extras para bancos de alimentos e instituições de caridade locais. E da próxima vez que for limpar a geladeira, o freezer ou a despensa, preste atenção no que você jogou fora e faça um esforço para reduzir o desperdício de alimentos no futuro.

*Por Susan Bowerman, Diretora Sênior Global de Educação e Treinamento em Nutrição da Herbalife Nutrition

O papel da alimentação na prevenção do câncer de mama

Nutricionista explica que dieta deve ser rica em frutas, vegetais e leguminosas

Um levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostra que 29% dos tumores malignos registrados anualmente no Brasil são de câncer de mama. Muitas vezes, os riscos estão relacionados a fatores genéticos, porém, o mesmo estudo aponta que 30% destes tumores poderiam ser evitados com hábitos de vida saudáveis, como evitar o consumo de alimentos processados, gordurosos e ultraprocessados.

Júlia Canabarro, nutricionista da startup de nutrição Dietbox, explica que, além dos exames periódicos, como o autoexame e a mamografia, a alimentação contribui na prevenção da doença. Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas podem prevenir novos casos de câncer. “Uma dieta equilibrada, à base de hortaliças e frutas, pode atuar preventivamente em casos onde a possibilidade de desenvolver a doença é maior, pois estes alimentos possuem antioxidantes e outras substâncias que ajudam a combater os radicais livres, fortalecendo o organismo”, comenta Júlia .

Freepik

O Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama, tem o objetivo de compartilhar informações e contribuir com a redução do número de mortes.

“As mulheres que estão passando por tratamento de câncer de mama precisam seguir um cardápio que permita a ingestão de nutrientes que fortaleçam o organismo. É importante lembrar que cada organismo reage de uma maneira à quimioterapia e, por este motivo, o acompanhamento de um nutricionista é fundamental para que os resultados sejam satisfatórios”, observa a nutricionista.

Alimentos que ajudam a combater o câncer de mama

Frutas vermelhas: são potentes antioxidantes que combatem os radicais livres podendo retardar o crescimento ou desenvolvimento de um tumor.

Fruchthandel_Magazin/Pixabay

Romã: é um alimento aliado ao combate ao câncer de mama. Pesquisam demonstram que os fito químicos presentes na fruta podem inibir a ação do estrogênio – hormônio considerado o principal combustível para o câncer de mama.

Cenoura: estudos mostram que consumir cenoura regularmente pode reduzir significativamente a probabilidade de desenvolver a doença.

Brócolis: é um alimento rico em vitaminas e antioxidantes, assim pode ajudar a prevenir o aparecimento de tumores malignos no organismo, além de auxiliar pacientes que tratam algum tipo de câncer.

Feijão, ervilha e lentilha: estudos indicam que o consumo de alimentos ricos em proteínas e fibras, como leguminosas, pode estar associado a um risco reduzido de cânceres específicos, como câncer de mama, colorretal e de próstata.

Fonte: Dietbox 

Especialista dá cinco dicas para uma alimentação barata e saudável

Entre as orientações, estão evitar alimentos ultraprocessados e escolher sempre os alimentos in natura da safra atual

Uma alimentação balanceada possui uma função vital na manutenção e proteção da saúde física e mental, incluindo a prevenção de doenças como hipertensão, aumento do colesterol e triglicérides, sobrepeso, obesidade, diabetes, entre outros. No entanto, esses tipos de alimentos ainda sofrem um estigma muito grande, sendo considerados mais caros, elitizados e reservados apenas às camadas mais privilegiadas da população.

Não é o que acredita Irani Gomes dos Santos Souza, coordenadora do curso de graduação em nutrição da Faculdade Santa Marcelina. “Existe um mito muito presente no pensamento da população que diz que comida saudável tende a ser mais cara e que comer de maneira saudável está relacionado a consumir alimentos de alto valor ou de difícil acesso”, comenta a professora. “Se considerarmos que a alimentação saudável está relacionada ao consumo de alimentos pouco processados, de preferência in natura, da safra e de melhor acesso, conseguiremos ter comida saudável e mais barata”.

Veja abaixo cinco dicas que a professora Irani separou para ajudar você a seguir uma boa alimentação, mas sem estourar o orçamento.

Planejamento

Uma das ferramentas mais efetivas para ter refeições mais saudáveis é o planejamento alimentar no lugar do improviso. “Se planeje e procure sempre frutas, legumes e verduras da safra, ou seja, o que estão em seu período de produção. Você saberá disso pois estarão em maior quantidade nos mercados e feiras livres”, explica Irani. Além disso, essa organização também poderá auxiliar a romper maus hábitos alimentares, como o consumo de alimentos com muito sal, gorduras, temperos artificiais e muito açúcar. “Fibras são bem-vindas sempre, mas caso alimentos integrais para você seja mais caro, tem a opção de incluir na sua refeição aveia, linhaça, quinoa, farelo de trigo, chia, entre outros”, afirma a docente.

Quais alimentos?

O ideal é sempre optar por alimentos naturais e evitar o consumo de ultraprocessados, como bebidas açucaradas, salgadinhos, carnes processadas, chocolates e sopas instantâneas. “Escolha alimentos in natura, como frutas, legumes e verduras, ou ainda alimentos pouco processados, como carnes magras, seja branca ou vermelha, feijões, macarrão, arroz, leite e seus derivados – desde que não sejam carregados em gordura e sal”, completa.

Cozinhar em casa

Outra excelente estratégia que pode auxiliar no consumo de alimentos de melhor qualidade nutricional é evitar comer na rua e fortalecer a relação com o alimento feito em casa. “No entanto, ainda assim precisamos tomar cuidado com os alimentos que compramos para produzir nossas preparações. Evite condimentos industrializados, alimentos gordurosos, ou ricos em sal e açúcar”, alerta a professora. Caso precise se alimentar fora de casa, o ideal seria buscar restaurantes que ofereçam alimentos livres dos ingredientes citados por Irani.

Proteínas alternativas?

Mesmo com a disparada nos preços das carnes durante a pandemia, é de grande importância se manter atento ao consumo de proteínas. São elas as responsáveis pelas estruturas e formação das células, que, por sua vez, são responsáveis por todos os nossos processos vitais. “Alimentos de origem vegetal ricos em proteína são todos os tipos de feijões, como lentilha, soja, grão-de-bico, ervilha, entre outros. Para evitar anemia, podemos pensar nas verduras verde escuras, feijões consumidos junto a alimentos ricos em vitamina C para potencializar a absorção do ferro, como a mexerica e a laranja, por exemplo”, explica.

No entanto, a professora alerta: “Quando a pessoa decide não consumir mais carne, seja ela vermelha ou branca, é importante que procure um profissional nutricionista para equilibrar a oferta de proteína, ferro e vitamina B12, reduzindo assim carência proteica e alguns tipos de anemia”.

Alimentos integrais

Apesar de ainda existir certa resistência da população ao consumo de alimentos integrais, eles são mais indicados porque preservam melhor a integridade de seus nutrientes, os tornando mais nutritivos. E ao contrário do que parece, podem ser ainda mais baratos do que suas versões comuns. “O valor do custo do alimento não pode ser medido apenas no valor apresentado na prateleira. O que quero dizer com isso é que o custo do arroz integral pode ser maior, porém no seu prato estará em menor quantidade e trará maior saciedade. Então, na verdade, sairá mais barato, pois a pessoa consumirá menos – além de receber mais benefícios a saúde”, finaliza a professora Irani.

Fonte: Faculdade Santa Marcelina

Safra do mês de outubro: nutricionista lista quais os alimentos saudáveis

Frutas e vegetais (FV) estão disponíveis durante o ano todo, mas você sabia que cada estação tem sua própria lista de frutas e vegetais?

Consumir alimentos da safra tem muitos benefícios dentre eles:

=São mais abundantes, portanto, custam menos.
=Comprar sazonalmente, garantirá o consumo de variedade, o que o ajudará a ter uma alimentação balanceada.
=Recebem menos pesticidas porque estão dentro do seu ciclo natural de cultivo
=São mais saborosos e nutritivos
=Têm aroma mais acentuado

Confira os alimentos da safra de outubro

Frutas

-Abacaxis são deliciosos, com poucas calorias e ricos em nutrientes e antioxidantes.

-Acerola é fonte de vitamina C e minerais importantes

-Banana-nanica: mais doce e muito aromática. É mais rica em potássio de todas as variedades de banana.

-Banana prata: não é tão doce quanto a maioria das outras bananas. É a variedade mais consumida no Brasil. Assim como a banana-maçã, é importante fonte de manganês além do potássio.

Foto: Giovanni42/Pixabay

-Cajus são ricos em fibras e gorduras saudáveis. Eles também contêm vitaminas e minerais benéficos à saúde

-Mangas contêm alto nível de vitamina C, fibras e pectina tornando-se uma fruta perfeita que ajuda no controle do alto nível de colesterol

-Caqui é uma fruta de clima tropical, e por isso é cultivado em praticamente todo o país. É uma excelente fonte de vitaminas C e E que, ambas auxiliam na defesa e no bom funcionamento do organismo. Além disso, possui um elevado teor de fibras, o que contribui para o bom funcionamento do intestino.

Pixabay

-Jabuticaba: fonte de fito químicos que ajudam a prevenir o câncer, ótimo para a saúde do fígado e previne o envelhecimento.

-Laranja lima é uma fruta para bebês e gestantes. É muito recomendada por ser menos ácida e com vitamina C em abundância, possuindo ainda antioxidantes e características com ação anti-inflamatória.

Legumes

-Alcachofra, aspargo, berinjela, beterraba, ervilha, fava, pepino, tomate caqui.

Verduras

-Almeirão, catalonha, cebolinha, coentro, espinafre, hortelã, mostarda.

É importante comer verduras e legumes pois estes alimentos fornecem nutrientes vitais para a saúde e manutenção do corpo:

-São naturalmente pobres em gordura e calorias e sem colesterol.

-Os vegetais são fontes de vitaminas e minerais.

-Dieta rica em verduras e legumes pode reduzir o risco de várias doenças, dentre elas, problemas cardíacas, derrame, diabetes, hipertensão e muitas outras.

Pescados:

Foto: Tarasov/Pixabay

Atum, bonito, corvina, lambari, linguado, pintado, robalo, salmão, tilápia.

O peixe é uma excelente fonte de proteína de alta qualidade. As espécies gordurosas também contêm ácidos graxos ômega-3 saudáveis para o coração e outros benefícios, incluindo proteção da visão e melhora da saúde mental. Além disso é fácil de preparar e muito gostoso.

Fonte: Adriana Stavro é Nutricionista Mestre pelo Centro Universitário São Camilo. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein, Pós-graduada em Nutrição funcional pela VP e em Fitoterapia pela Courses4U

Outubro Rosa: alimentação tem grande influência em casos de câncer de mama

Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas, isto é, às mudanças provocadas no meio ambiente pelo ser humano, aos hábitos e aos estilos de vida, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Todas podem aumentar o risco de várias doenças, entre elas, o câncer de mama – amplamente debatida durante o Outubro Rosa.

Esse é o tipo de tumor mais diagnosticado e a principal causa de morte entre mulheres em todo o mundo, com quase 700 mil óbitos estimados somente para este ano, conforme dados do Inca. Os altos índices também reforçam um novo marco. Relatório recente da OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que o câncer de mama se tornou o mais comum do mundo, superando o de pulmão, que foi, por anos, o primeiro do ranking.

No entanto, mesmo com 2,3 milhões de casos novos estimados somente em 2020, o que representa 24,5% dos casos novos em mulheres, esse tipo de câncer, assim como outros, pode ser evitado com mudanças simples de hábitos. Praticar exercícios físicos regularmente, ter uma alimentação saudável, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, amamentar e evitar o uso de hormônios sintéticos, por exemplo, poderiam reduzir em até 30% o número de novos casos.

Cuidados com a alimentação ajudam a evitar a doença

De acordo com Melissa Carpi, gerente pesquisa e desenvolvimento da Jasmine Alimentos, uma das principais recomendações para evitar o problema é o consumo diário de alimentos como grãos e cereais integrais (arroz, aveia etc.), linhaça, chia, red berries, sementes, mixes de castanhas, legumes, verduras, frutas e leguminosas, além da limitação de alimentos processados ricos em gordura, amidos ou açúcares e da redução do consumo de proteína animal no geral. “Essas orientações visam controlar o ganho de peso excessivo e a obesidade, fatores de risco para qualquer tipo de câncer, inclusive, o de mama”, diz ela.

Outro ponto importante ligado à boa alimentação está no tratamento de quem foi diagnosticado com a doença. Mulheres que tratam o câncer de mama, por exemplo, seja com cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia ou terapia biológica (terapia-alvo), também devem ter uma alimentação controlada e balanceada, rica em vitaminas, minerais, fibras, proteínas e carboidratos de qualidade, junto a uma boa hidratação. “O tratamento de câncer com quimioterapia e radioterapia pode afetar o estado nutricional de forma progressiva e comprometer a qualidade de vida do paciente. Além disso, algumas mudanças podem ser observadas no paladar, no olfato, no apetite e na capacidade do paciente em se alimentar ou absorver os nutrientes dos alimentos, levando a uma possível desnutrição”, explica a nutricionista-consultora da Jasmine Alimentos, Karla Maciel.

A profissional também destaca que cada tipo de câncer responde melhor a um tratamento e demanda um padrão alimentar específico, devendo ser avaliado individualmente, em conjunto com o profissional de nutrição. É importante ressaltar que uma alimentação deficitária pode resultar em perda de massa magra, e criar um risco maior de infecções, complicações pós-cirúrgicas e, consequentemente, mais tempo em hospitais. Assim como o contrário: o aumento de gordura no organismo traz como resultado a chance de o problema voltar a acometer o paciente, ou ainda, desenvolver um segundo câncer.

Entenda o câncer de mama

O problema ocorre pela produção desordenada de células nos seios, gerando células anormais, que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, o que faz com que a doença evolua de diferentes formas; algumas com desenvolvimento rápido, outras mais lento. Esse tipo é o mais comum entre as mulheres, mas também pode acometer os homens, sendo raro e representando apenas 1% do total de casos da doença.

Dentre os fatores de risco estão os ambientais e os comportamentais, como sobrepeso, sedentarismo e consumo de álcool; os hormonais ou de histórico reprodutivo, como primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter filhos, menopausa após os 55 anos, uso de contraceptivos hormonais e reposição hormonal; e os genéticos ou hereditários, como histórico de casos de câncer de mama na família, alterações genéticas, histórico familiar de câncer de ovários, entre outros. Outro fator de risco é a idade: cerca de quatro entre cinco casos ocorrem após os 50 anos.

No entanto, de todos os desafios relacionados ao câncer de mama, a detecção precoce e a prevenção são unanimidade entre os médicos. Por isso, a campanha do Outubro Rosa, criada nos Estados Unidos em 1990 e, atualmente, um dos projetos de conscientização em saúde mais bem-sucedidos no mundo, é tão importante.

Alimentos que ajudam a prevenir o câncer de mama

Confira abaixo cinco alimentos que ajudam a prevenir o câncer de mama:

Chia: rica em fibras, a chia ajuda a reduzir a absorção de gordura e evita a formação de substâncias tóxicas no intestino, incluindo moléculas cancerígenas. Além disso, essa semente contém ômega-3, um ácido graxo com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, combatendo assim os efeitos danosos dos radicais livres e prevenindo vários tipos de câncer, inclusive o de mama.

Linhaça: assim como a chia, a linhaça dourada e a linhaça marrom oferecem fibras e ômega-3 e, dessa forma, ajudam a prevenir o câncer de mama e outros tipos de neoplasias. Contudo, a linhaça se destaca pela presença de lignana, uma substância que atua diretamente nas células cancerosas.

Castanhas e outras sementes oleaginosas: castanhas em geral, como amêndoas, avelãs, castanha-de-caju, castanha-do-pará e nozes, são fontes de vitamina E, que também possuem ação antioxidante. Ela atua em conjunto com a vitamina C, aumentando ainda mais o combate aos danos causados pelos radicais livres. Além disso, a castanha-do-pará se destaca por fornecer selênio, um mineral necessário para o bom funcionamento das defesas do organismo e para o controle do processo de divisão celular, que é especialmente importante para a prevenção do câncer.

Frutas vermelhas e roxas: a cor típica de frutas como amora, cranberry, cereja, blueberry, framboesa e morango se deve à presença de antocianinas, pigmentos da classe dos flavonoides. Essas substâncias têm propriedades antioxidantes, ou seja, são capazes de combater os danos causados pelos radicais livres – moléculas que atacam o DNA das células e provocam erros que podem levar ao câncer de mama e a outros tipos de tumores.

Soja e outras leguminosas: leguminosas, como ervilha, lentilha e grão-de-bico, contêm isoflavonas, mas é a soja que tem o teor mais elevado dessas substâncias, pertencentes à classe dos fitoestrógenos. As isoflavonas têm uma estrutura química semelhante à do estrogênio, um dos principais hormônios femininos. Por isso, elas conseguem se ligar aos receptores desse hormônio e “roubam” seu lugar. Como alguns tipos de câncer de mama crescem ainda mais na presença de altos níveis de estrogênio, as isoflavonas da soja ajudam a combater seu desenvolvimento ao bloquear a ação desse hormônio sobre os tumores.

Fonte: Jasmine Alimentos

Suco de uva integral: benefícios à saúde com o gostinho da fruta

As prateleiras dos supermercados ofertam diversos tipos de bebidas a base de uva. Integral, néctar, refresco, refrigerante e até suco em pó… São tantas opções que o consumidor fica um tanto perdido na hora da escolha. E o pior: muitas vezes, por desconhecer as propriedades de cada um, acaba levando para casa um produto que, além de pouco nutritivo, pode representar danos para a saúde.

Para não incorrer nesse risco, a Cooperativa Vinícola Garibaldi te dá uma ajuda. É preciso ter em mente que suco de uva bom e saudável é suco feito com fruta de verdade. Ou seja, na sua composição vai uva e nada mais – isso significa nem água, nem açúcar e nem corantes. Sucos feitos apenas com a fruta são chamados de integrais ou naturais – os 100% de Suco de Fruta. Por concentrarem diversos tipos de antioxidantes e de vitaminas, agem no organismo de modo a prevenir doenças, além de auxiliarem no aumento da imunidade.

Entre os principais antioxidantes da uva estão os polifenóis. São eles, por exemplo, que ajudam a proteger as células da ação dos radicais livres. Isso auxilia para que elas não passem por uma mutação, prevenindo o surgimento do câncer, por exemplo. Os polifenóis também ajudam a manter as paredes dos vasos sanguíneos limpas, diminuindo as chances do surgimento de doenças cardiovasculares.

Os sucos integrais ainda apresentam uma quantidade variada de vitaminas, como C e as do complexo B, e minerais, como o potássio e o ferro. Por concentrarem essas propriedades, um copo diário da bebida é suficiente para oferecer ao seu organismo mais proteção às células e ainda deixá-lo menos suscetível a gripes e resfriados por exemplo.

Somente os sucos integrais podem ser considerados sucos propriamente ditos. Segundo a legislação, apenas produtos cuja extração venha direto da fruta podem ser assim denominados. Enquanto os integrais são feitos 100% de uva, o néctar, por exemplo, tem metade de sua composição de suco de uva. Já os refrescos contêm apenas 30% e os refrigerantes, 10%. Os sucos em pó, por sua vez, são os menos saudáveis e nem são considerados sucos, verdadeiramente. Estão repletos de substâncias como corantes, aromatizantes e açúcar e muitos não chegam a ter 1% de polpa de fruta.

Agora, ao chegar no supermercado, você já sabe: suco saudável, nutritivo e gostoso é suco integral. Na Cooperativa Vinícola Garibaldi, há três opções, que variam conforme o cultivo da uva – integral convencional, integral orgânico e integral biodinâmico.

O Suco de Uva Integral é feito com uvas cujo tratamento foi realizado de forma convencional, com auxílio de defensivos agrícolas registrados e aprovados pelo Ministério da Agricultura. Já no caso do Suco de Uva Integral Orgânico, os frutos são tratados com produtos naturais. Esse mesmo processo está presente no cultivo da uva biodinâmica, que também leva em consideração os ciclos naturais e sua relação com os astros, resultando no Suco de Uva Astral Biodinâmico.

Alguns dos benefícios mais notáveis do suco de uva integral

=Previne placas nas artérias
=Reduz o colesterol ruim (LDL)
=Aumenta o colesterol bom (HDL)
=Ajuda a reduzir a pressão arterial
=Melhora a cognição e a memória
=Auxilia no tratamento ao Parkinson
=Reduz o índice de massa corporal
=Reduz os danos dos radicais livres

Fonte: Vinícola Garibaldi

Tirolez apresenta três novos sabores da linha de iogurtes Nutri+ Whey

Além da versão Coco, portfólio de iogurtes proteicos da marca ganha sabores inéditos no Brasil: Maçã, Banana e Mamão (Vitamina); e Pera e Hibisco

A Tirolez, empresa 100% brasileira de laticínios, volta a inovar no mercado de lácteos e lança três sabores dos iogurtes proteicos Nutri+ Whey. Além de Nutri+ Whey Coco, a linha de iogurtes funcionais da marca, voltada para quem quer ter uma alimentação equilibrada, ganha dois sabores inéditos no mercado: Maçã, Banana e Mamão (Vitamina) e Pera e Hibisco, todas em embalagens de 250 g, contendo 15g de proteínas. As novidades, que trazem mais opções para o consumo de lanches saudáveis durante o dia ou no pré e pós treino, já estão disponíveis nos supermercados de todo o Brasil.

O portfólio de Nutri + Whey possui mais três opções de iogurtes, com 20g de proteínas cada, nos sabores Tradicional, Baunilha e Morango, também disponíveis em embalagens de 250g. A formulação é livre de gordura trans e lactose, saborizadas com polpas de frutas e sem adição de corantes e aromas artificiais.

A Tirolez fortalece o portfólio de iogurtes proteicos a partir de pesquisas de tendências de consumo e da expectativa de crescimento da categoria. “Passamos por um período desafiador, em que o comportamento do consumidor mudou. Existe um cuidado maior com a saúde e a consciência de que a mudança positiva de hábitos é fundamental para uma vida mais equilibrada. Lançar três sabores de bebidas proteicas, sendo dois inéditos no Brasil, mostra nosso comprometimento em inovar e contribuir com uma dieta de qualidade, seja em casa ou em atividades externas”, explica Luiza Hegg, gerente de Marketing da Tirolez.

Além dos iogurtes proteicos, integra a linha Nutri+ o Requeijão Nutri+ com Fibras. O produto possui menos gorduras e calorias, com a adição de fibras alimentares. Cada porção de duas colheres de sopa (50g) oferece cerca de 10% das necessidades diárias de fibras e favorece o sistema digestivo. Todos os produtos da linha contam com ingredientes cuidadosamente selecionados, começando pela base, que é o leite tipo A, que vem direto da fazenda.

Informações: Tirolez

Quais alimentos são “amigos” do coração?

Aumento da ingestão de bebidas alcoólicas, comidas gordurosas e produtos ultraprocessados fizeram disparar número de casos de doenças cardiovasculares durante a pandemia

A receita para reduzir o risco de um infarto e de doenças cardiovasculares todo mundo sabe: alimentação balanceada, atividades físicas e controle do peso. Mas, durante a pandemia, o que se viu foi um aumento assustador no número de mortes causadas por problemas no coração: 132% – de acordo com uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

As mortes por doenças cardiovasculares não especificadas (por falta de um diagnóstico preciso), infartos e AVCs (acidentes vasculares cerebrais) aumentaram 132% em Manaus, 126% em Belém, 87% em Fortaleza, 71% em Recife, 38% no Rio de Janeiro e 31% em São Paulo entre março e maio de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019. O crescimento se deve a diversos fatores, como a Covid-19, a hipertensão e a diabetes, agravadas por conta da pandemia, e, também, pela diminuição da frequência dos exames diagnósticos e acompanhamento de doenças.

O cenário requer atenção redobrada e muita preocupação com os alimentos que são ingeridos, assuntos que são abordados de forma ainda mais abrangente no Dia Mundial do Coração, lembrado hoje, 29 de setembro. Saber o que colocar e, principalmente, o que deixar de fora da lista de compras é uma das principais medidas em prol do coração e da saúde como um todo.

“Os estudos apontam mudanças benéficas na qualidade alimentar do brasileiro em alguns momentos na pandemia. Mas, em outros levantamentos, os dados são preocupantes”, reconhece a nutricionista e consultora da Jasmine Alimentos, Bruna Nogueira. O aspecto positivo na avaliação dela foi que, no período mais crítico da pandemia, as pessoas aproveitaram um tempo maior em casa para preparar suas refeições, fazendo escolhas saudáveis e equilibradas de alimentos.

Também prestaram mais atenção aos rótulos, buscando incluir no dia a dia produtos, mesmo que industrializados, com ingredientes funcionais ou benéficos ao organismo. “O lado negativo foi que o uso de aplicativos de delivery de refeições e o consumo de doces, frituras, alimentos ultraprocessados e álcool também cresceram consideravelmente”, lamenta.

Na visão do cardiologista Paulo Negreiros, do Hospital Marcelino Champagnat, de Curitiba (PR), esse comportamento equivocado de alimentar-se mal foi potencializado com o aumento do sedentarismo. “Infelizmente, com a pandemia, houve um crescimento expressivo do consumo de fast food e diminuição da prática dos exercícios físicos. Essa combinação é catastrófica para o coração”, alerta.

Dados do periódico científico Nutrients (da University of South Australia) e da NutriNet Brasil sobre comportamento alimentar reforçam essa contradição. Pela amostra da NutriNet Brasil, vinculada à USP (Universidade de São Paulo), e que acompanha o comportamento alimentar dos brasileiros em todas as regiões, houve aumento de consumo de itens como frutas, hortaliças e feijão de 40,2% para 44,6% na pandemia.

Contudo, o consumo de alimentos ultraprocessados passou de 77,9% – número que já é altíssimo na comparação com outros países – para 79,6%. Com outro recorte, o periódico Nutrients constatou aumento no consumo de frutas e hortaliças durante o distanciamento social por parte dos adolescentes em cinco países, inclusive o Brasil. Mas também identificou o crescimento da ingestão de doces e frituras entre os jovens.

De acordo com a nutricionista, um padrão alimentar saudável deve ser rico em vegetais, cereais integrais (como farelo de aveia, arroz integral, aveia em flocos, quinoa), azeite de oliva, sementes (linhaça, chia, semente de abóbora, por exemplo), leguminosas, frutas, peixes e castanhas (castanha-do-brasil, amêndoas, nozes, pistache etc.). “Esses alimentos favorecem uma vida mais equilibrada e, ainda, atuam como cardioprotetores, já que são fontes de fibras, ômega-3, vitaminas, minerais e fitoativos, que são importantes nesse cuidado integrado”, esclarece.

Segundo Bruna, a combinação ideal seria a da chamada “dieta do Mediterrâneo”, à base de carnes magras (em destaque, a de peixe), e rica em frutas, verduras, legumes e grãos, evitando-se embutidos e industrializados. Os hábitos alimentares saudáveis e equilibrados podem atuar na prevenção e no tratamento dos eventos cardiovasculares, e, também, na redução de alguns fatores de risco associados ao desencadeamento das doenças cardiovasculares e crônicas, como: dislipidemias (redução dos níveis de HDL-c e/ou aumento dos níveis de colesterol total, LDL-c e/ou triglicerídeos no sangue), aumento da glicemia, inflamação e estresse oxidativo. “Um corpo bem nutrido é capaz de exercer o seu melhor potencial de saúde”, completa Paulo Negreiros.

Fora da lista pró-coração

Alimentos e produtos com alto teor de gorduras trans e saturadas, além de carboidratos simples, com alto índice glicêmico (com capacidade de gerar picos de glicemia) e ricos em aditivos artificiais, como embutidos, frituras, bebidas adoçadas, biscoitos recheados, farinhas refinadas, salgadinhos industrializados não saudáveis, carnes vermelhas, entre outros, impactam negativamente os níveis de glicemia, colesterol e triglicerídeos séricos.

Além de prejudicar a saúde do coração, eles podem levar ao ganho de peso, inflamação e estresse oxidativo, que também comprometem a performance física, reduzindo a vitalidade, a disposição e a qualidade de vida.

“Os fatores genéticos são os maiores preditivos das doenças do colesterol (dislipidemias), no entanto, uma dieta saudável é crucial para que se atinjam níveis aceitáveis de colesterol para prevenção de doenças cardiovasculares, apesar de os fatores genéticos de alguns poderem levar a níveis elevados de colesterol”, explica o cardiologista.

“Podemos dizer que a genética não é destino, isso porque o que irá determinar que um gene seja expressivo ou não, na maioria das vezes, é a interação do indivíduo com o ambiente e a nutrição”, acrescenta o especialista, que defende: “O trinômio ‘alimentação, exercício físico e saúde mental’ exercem maior influência do que o perfil genético e a idade isolados, além de reduzirem em 80% os riscos de doenças crônicas e cardiovasculares”.

Dentro da lista pró-coração

De acordo com Bruna Nogueira, a indústria de alimentos saudáveis evoluiu muito e, atualmente, oferece produtos que substituem ingredientes refinados por opções integrais e menos processadas, como farinha de trigo integral, aveia, açúcar mascavo, açúcar demerara e mel. “A tecnologia tem ajudado no desenvolvimento de produtos altamente nutritivos, saborosos e com baixo ou nenhum risco à saúde. É possível encontrar nas prateleiras dos supermercados muitos produtos industrializados com alto poder nutritivo”, destaca.

Confira quais são os alimentos considerados “cardioprotetores” e que devem ser presença constante na lista de compras:

Farelo de aveia – apresenta uma excelente concentração de fibras solúveis, principalmente beta-glucanas, além de avenantramidas, compostos bioativos com efeito anti-inflamatório e antioxidante. O consumo frequente contribui com a redução do colesterol total e do LDL-c de forma significativa, de acordo com diversos estudos recentes;

Frutas vermelhas e roxas – morango, açaí, cranberry, goji berry são algumas das frutas ricas em polifenóis, como as antocianinas, procianidinas, quercetina, ácidos fenólicos e polissacarídeos, além de fibras, que estão associadas à melhora dos níveis de colesterol, e favorecem a saúde cardiovascular.

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Sementes de chia e de linhaça – ambas são fontes de ômega-3 e de fibras solúveis e insolúveis, que trazem benefícios para a saúde do coração e redução do colesterol ruim.

Castanhas – nozes, castanha-do-Brasil, pistache, amêndoa, avelã e outras sementes são ricas em selênio, zinco, magnésio e compostos bioativos, que atuam em diferentes mecanismos para contribuir com a saúde cardiovascular.

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Cereais integrais (arroz integral, quinoa) – têm boa concentração de fibras que irão beneficiar a saúde do coração, uma vez que auxiliam desde a diminuição dos níveis de colesterol até a redução da inflamação.

Azeite de oliva – é considerado um grande cardioprotetor, por favorecer a redução dos níveis de colesterol LDL e total, e por estimular o aumento do HDL-c.

Fonte: Jasmine Alimentos