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Pesquisa mostra que 90% dos brasileiros têm interesse em alimentos vegetais

 Consumir produtos saudáveis é principal fator de atração

Estudo sobre hábitos de consumo divulgado recentemente pela Ingredion, líder mundial no mercado de soluções em ingredientes, mostra que 90% dos brasileiros se dispõem a ingerir alimentos derivados de plantas e vegetais (plant-based). É a taxa mais alta entre os países pesquisados (Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru).

A pesquisa, feita em conjunto com a consultoria Opinaia, abordou também questões como qualidade de vida e sustentabilidade.

“Há um consenso geral sobre a importância da alimentação na qualidade de vida. Hoje, comer bem significa ser saudável. Por isso, no consumo de alimentos e bebidas, busca-se saudabilidade, indulgência e acessibilidade econômica, ao mesmo tempo em que há grande interesse em saber a origem dos ingredientes consumidos diariamente”, explica Marcelo Palma, Gerente da Plataforma de Plant- Based Protein, América do Sul da Ingredion. Nesse contexto, os alimentos vegetais têm um terreno fértil para se desenvolver.

Tendências e hábitos alimentares

Um dos pontos mais marcantes do relatório revela que, em 2020, mais de um terço dos Sul- Americanos se identificam com alguma alternativa alimentar atual, sendo que 37% dos entrevistados da região se reconhecem seguindo o veganismo, o vegetarianismo, o flexitarianismo ou o pescetarianismo; 80% consideram essas correntes mais saudáveis, 44% o adotam para prevenir doenças e 39% para ter opções mais variadas.

O estudo mostra que a predisposição para o consumo de alimentos derivados de plantas e vegetais é alta, contabilizando 89% de interessados. Os maiores países a apontarem esse interesse foram registrados no Brasil (90%) e Peru (89%). Já na Argentina, observam-se níveis de relevância um pouco mais baixos (78%), os quais 22% indicam diretamente que não têm interesse em consumir esse tipo de produto.

Em relação aos fatores de decisão, o principal motivo da compra de alimentos plant-based é o cuidado com a saúde (56%); depois, porque são mais nutritivos (28%) e para experimentar novos sabores (26%). No Brasil, Argentina, Chile e Peru, a possibilidade de ter opções variadas também se destaca.

No sentido oposto, nos países pesquisados, o principal motivo da não compra de alimentos plant-based está relacionado ao alto preço (59%). Quando falamos de aceitação de produtos, as categorias mais aceitas são: massas (74%), iogurtes (73%), biscoitos (69%) e sorvetes (69%).

Para entender melhor as barreiras do consumidor, os atributos que eles esperam são: preço acessível (61%), sabor agradável (57%) e facilmente encontrado nas prateleiras (32%).

Saúde e qualidade de vida

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

Em um contexto global sensibilizado pela pandemia da Covid-19, saúde e cuidados pessoais são os temas de maior interesse na região (42%). Com exceção da Argentina, nos demais países alcançados pela pesquisa, alimentação ou culinária figuram entre as 5 primeiras dimensões.

Dos entrevistados, 42% afirmam que saúde e cuidados pessoais são os temas de maior interesse em meio ao cenário da pandemia da Covid-19. Ainda 73% dos entrevistados da América do Sul afirmam que o tema “alimentação” lhes interessa muito. No Brasil, apenas 1% diz não ter interesse sobre o assunto.

O estudo mostra que 81% dos brasileiros se consideram satisfeitos com a saúde e também satisfeitos com a alimentação. Além disso, existe um consenso geral sobre a importância de se alimentar bem para ser saudável.

Em todos os países analisados, a alimentação é apontada como o aspecto mais relevante para o bom estado de saúde (65%), seguida da atividade física (47%).

Consumo e alimentação

Freepik

“A crise global provocada pela Covid-19 não só colocou a questão da saúde no radar da população, mas também tem provocado uma reflexão sobre sustentabilidade e impactos ao meio ambiente. Nesse sentido, a opinião pública brasileira não é diferente. Hoje os cidadãos-consumidores exigem qualidade e confiabilidade das suas marcas, além de saudabilidade e respeito ao meio ambiente”, analisa Marcelo Palma, Gerente da Plataforma de Plant-Based Protein, América do Sul.

Qualidade, saudabilidade e confiança são os três atributos mais levados em conta pelos consumidores na hora da compra de alimentos ou bebidas, segundo os indicadores do estudo. O brasileiro considera importante que as marcas informem sobre a origem dos ingredientes.

A nível regional, 67% dos entrevistados consideram a sustentabilidade das marcas muito importante, porém quando avaliamos a Argentina separadamente esse número cai para 45%, sendo a mais baixa dos países avaliados. No Brasil e Peru, mais de 70% exigem uma postura responsável da marca em relação à sustentabilidade. Na Argentina, apenas 58% consideram importante saber a origem dos alimentos, enquanto no Peru esse número sobe para 87%, seguido do Chile (74%) e Brasil (73%).

Tanto para alimentos em geral quanto para alimentos de origem vegetal, o sabor e a capacidade de reconhecer os ingredientes no rótulo são os atributos mais relevantes. No Brasil, o sabor é o fator mais importante para os alimentos em geral, com 43%, já para os alimentos de origem vegetal, esse número cai para 40%. Quando se trata de um alimento geral, 29% consideram importante reconhecer todos os ingredientes, enquanto para os de origem vegetal a importância cai para 25%.

Sobre a pesquisa

Foram ouvidas 5.705 pessoas nos 5 países, de 6 a 24 de março deste ano. No Brasil houve 1.545 entrevistas. A margem de erro é de 1,3 ponto percentual, para mais ou para menos.

Sobre Ingredion

Ingredion Incorporated, com sede em Chicago, é a fornecedora líder mundial para o mercado de soluções de ingredientes, com clientes em mais de 120 países e vendas anuais de quase US﹩ 6 bilhões. A empresa converte grãos, frutas, vegetais e outros materiais à base de plantas em ingredientes de valor agregado para as indústrias de alimentos, bebidas, nutrição animal, cervejaria, entre outras. Possui centros de inovação INGREDION IDEA LABS® em todo o mundo e mais de 11.000 funcionários. Junto com seus clientes, desenvolve soluções inovadoras para cumprir seu propósito de unir pessoas, natureza e tecnologia para melhorar a qualidade de vida.

É possível conciliar low carb e vegetarianismo

Os nutrientes necessários para manutenção da saúde do organismo devem ser buscados em boas fontes de proteínas e gorduras provenientes dos vegetais

É muito comum as pessoas atestarem que não é possível conciliar o vegetarianismo à estratégia alimentar low carb. Isto porque a prática se caracteriza por reduzir o consumo de carboidratos, e por buscar as calorias necessárias para o corpo humano em proteínas, principalmente, as encontradas em produtos de origem animal.

Ao contrário da impressão corrente, a Associação Brasileira LowCarb (ABLC) afirma que é perfeitamente possível adaptar a estratégia low carb aos hábitos alimentares dos vegetarianos. Como no vegetarianismo é excluído total ou parcialmente um grupo de macronutrientes que provem aminoácidos e ácidos graxos essenciais à vida humana, a ABLC recomenda que, quem optar por adotar esta estratégia alimentar, seja em um contexto low carb ou não, busque ajuda de um nutricionista e/ou profissional da área de saúde para que sua dieta seja adequada às suas necessidades.

Além de ser uma estratégia que restringe carboidratos, a low carb é uma prática alimentar que se baseia no consumo de alimentos naturais e na restrição de alimentos ultraprocessados. Então, se alguém deseja aderir à prática deve evitar açúcares, farináceos e o excesso de amido, que se transformam em glicose no sangue, levando ao aumento do hormônio insulina e, consequentemente, ao maior armazenamento de gordura no corpo.

Foto: Jerzy Gorecki

Segundo o diretor-presidente da ABLC, José Carlos Souto, muitos vegetarianos quando iniciam a prática sem acompanhamento de um profissional de saúde tendem a optar por uma dieta baseada em pães, massas, bolos e batatas fritas, a fim de buscarem a energia necessária para o bom funcionamento do corpo, já que folhas verdes tais como couve, espinafre, alface, agrião e rúcula, não apresentam calorias significativas e, isoladamente, não conferem saciedade.

Foto: Sunnysun0804/Pixabay

Com a proteína da carne banida de sua dieta, Souto esclarece que os vegetarianos devem ter como principal fonte de calorias, não os carboidratos refinados e industrializados, mas as boas gorduras, que podem ser encontradas em diversos produtos vegetais, como: frutas (abacates); oleaginosas (nozes, castanhas, macadâmias, amêndoas); laticínios (principalmente queijos e manteiga) e azeite de oliva e óleo de coco. Além disso, o aporte proteico adequado também deve ser garantido em uma dieta vegetariana bem formulada.

Pixabay

De acordo com o médico, ovos também são importantes aliados nessa estratégia alimentar, pois, além de serem excelente fonte de gordura, são ricos em proteína. “Para quem não apresenta problemas de digestibilidade e autoimunidade, comer feijões e lentilhas é recomendável, pois também colaboram no aporte de proteínas”, explica o diretor-presidente a ABLC.

Pessoas que aderiram à low carb e optaram por não consumir carnes podem achar que o vegetarianismo é incompatível com essa prática alimentar. Como dito, não é viável ter como base da alimentação humana somente folhas verdes. Conforme Souto, quando combinados a boas fontes de proteínas vegetais, os vegetais folhosos e, também, os vegetais de baixo amido (couve-flor, berinjela, brócolis, cenoura, cebola, alho etc.) são unanimidade em termos nutricionais, estando universalmente associados a bons desfechos de saúde em 100% dos estudos clínicos.

Frutas devem ser ingeridas com parcimônia

Enquanto hortaliças podem fazer parte basicamente de qualquer dieta, a ingestão de frutas deve estar de acordo com a necessidade de cada pessoa. O diretor-presidente da ABCL explica que se o objetivo não é a necessidade de controle de peso, o consumo de frutas sem restrições é uma opção.

“Se a pessoa precisa perder peso ou já tem resistência à insulina, glicose no sangue se alterando, mas não tem diabetes, é recomendado consumir frutas com moderação”, diz Souto. Neste caso, é melhor optar por frutas menos açucaradas. As campeãs nesse quesito são coco e abacates. As frutas vermelhas, tais como morango, mirtilo, framboesa e amora, também têm poucos açúcares e são boas opções. Outras, como ameixa, melão, pêssego, laranja, maçã, e mamão, contêm níveis moderados de açúcar e podem se adequar à dieta.

Steve Buissinne/Pixabay

Entre as frutas contendo mais açúcares estão banana, figo, uva, manga, abacaxi e melancia. Caso não haja problemas de saúde, estas frutas podem ser consumidas, desde que tenha atenção às quantidades. Essas questões são individuais, e um nutricionista pode ajudar a calcular as porções adequadas, de acordo com as necessidades e objetivos de cada um. Para os adeptos de very low carb (VLC), essas frutas devem ser evitadas. A banana, por exemplo, é tão açucarada que equivale neste quesito a mais de 20 morangos.

Apesar de não serem proibidas em uma estratégia alimentar low carb, Souto destaca que frutas não são bons lanches para se fazer de estômago vazio. Isto porque os níveis de glicose no sangue podem se elevar rapidamente, ocasionando fome uma ou duas horas depois, assim que os níveis voltarem a baixar. Conforme o diretor-presidente da ABLC, a melhor opção de lanche numa estratégia low carb é aquela que une boa proteína e boa gordura.

Assim como em qualquer outra dieta, é possível conciliar a opção pessoal de restringir o consumo de produtos de origem animal, como no caso do vegetarianismo. Contudo, recomenda-se que haja acompanhamento de um nutricionista com experiência no assunto a fim de garantir que a estratégia seja corretamente formulada e bem-sucedida.

Fonte: Associação Brasileira LowCarb (ABLC) 

Manteiga com Flor de Sal é a novidade gourmet da Piracanjuba

A marca se antecipa às tendências do mercado para agradar consumidores que não abrem mão da qualidade e de sabores diferenciados

O termo gourmet, de origem francesa, passou a fazer parte do vocabulário e das escolhas dos brasileiros que, atentos às tendências da alta cozinha, se esmeram em criar e decifrar sabores. Nas degustações, os ingredientes de qualidade fazem a diferença. E quem entende desse assunto é a Piracanjuba que, desde 1955, seleciona o que há de melhor em matéria-prima para a manteiga de primeira qualidade, o produto número 1 do portfólio da marca. Utilizando creme de leite com baixa acidez e sabor suave, a marca aperfeiçoou o que os consumidores já aprovaram e agora, apresenta a Manteiga Flor de Sal Piracanjuba, em embalagem metálica de 200 gramas.

“Pensando em surpreender os consumidores, fomos atrás de uma opção refinada, que mantivesse as características de qualidade e tradição da Manteiga Piracanjuba e, ao mesmo tempo, tivesse a experiência gourmet. O resultado é um produto que permite a suave sensação de cristais de sais derretidos na boca, o que proporciona um sabor diferenciado, com tempero na medida do paladar”, descreve o Diretor de Refrigerados, Cláudio Henrique Sales Costa.

Os raros cristais de Flor de Sal são 100% naturais e artesanais. Sensíveis às condições climáticas, eles necessitam de muito sol, brisa suave e baixa unidade para se precipitarem. Depois disso, são coletados artesanalmente em períodos específicos nas superfícies das salinas, constituindo um produto natural da mais alta qualidade. Além de manter todo aroma do mar, a Flor de Sal contém mais de 80 minerais e oligoelementos. Ao mesmo tempo, o teor de cloreto de sódio, o principal componente do sal, é relativamente baixo.

“A Manteiga Piracanjuba de primeira qualidade, por ser um produto com umidade próxima a 16%, interage com os cristais de Flor de Sal, que proporcionam a experiência sensorial dos pontos de salmoura dispersos pontualmente no produto, sem, contudo, alterar o teor de sal”, reforça Cláudio.

A Manteiga Flor de Sal Piracanjuba está disponível para vendas e tem validade de 6 meses.

Informações: Piracanjuba – SAC 0800 722 1718

Dieta Sirtfood, feita pela cantora Adele, é mais uma moda passageira?

Nutricionista Adriana Stavro explica os segredos da dieta que fez a cantora Adele emagrecer 45kg

A preocupação da sociedade atual pela perda e controle de peso, leva cada vez mais a busca de dietas divulgadas nos meios de comunicação não científicos, que recomendam o uso de planos alimentares com restrição energética, como as famosas “dietas da sopa”, “dieta da Lua”, “dieta do tipo sanguíneo” entre muitas outras.

No momento, a dieta que promete a silhueta dos sonhos, comendo chocolate, tomando vinho é a Sirtfood, mais precisamente a dieta que fez a cantora Adele perder 45kg.

Criada em 2016 por dois nutricionistas ingleses, ela ganhou fama por incluir vinho tinto e chocolate amargo no dia a dia. O emagrecimento ficaria por conta dos alimentos ricos em polifenóis, substâncias que ativam as enzimas sirtuínas no organismo. Estas enzimas têm ação antioxidante e anti-inflamatória que previnem o envelhecimento precoce das células.

Alguns alimentos que fazem parte da dieta sirt, ricos em polifenóis, são o chá verde, chocolate amargo com 65% de cacau ou mais, cebola roxa, frutas vermelhas, frutas cítricas, oleaginosas como avelã, castanhas e nozes, rúcula, alcaparras, chicória roxa, aipo, azeite extra virgem, repolho roxo, café, salsa, couve galega, tâmara, cúrcuma, proteínas (salmão e frango) além dos conhecidos sucos detox.

Segundo os autores, é comprovada a perda de 7 kg em 7 dias. Eles afirmam que as sirtfoods são um grupo de nutrientes que ativam a queima de gordura, ao mesmo tempo que programam nossas células para saúde e longevidade. Esses alimentos ativadores de sirtuínas acionam as chamadas vias do ‘gene magro’, as mesmas vias ligadas pelo jejum e pelo exercício físico. É um plano alimentar para perda de peso sustentada e saúde definitiva. É uma dieta de inclusão e não de exclusão e os alimentos propostos estão amplamente disponíveis e acessíveis a todos. Esta é uma dieta que incentiva a ingestão de comida saudável.

A Dieta Sirtfoods é pautada em dois estágios:

Estágio 1: é um programa intensivo de 7 dias, projetado para iniciar a perda de peso. A pessoa consome 1000 calorias nos três primeiros dias. Em cada um deles, ela deve tomar três sucos verdes e ingerir uma refeição rica em alimentos sirt. Do quarto ao sétimo dia, deve aumentar a ingestão calórica para 1,5 mil, com dois sucos verdes e duas refeições diárias

Estágio 2: este serve de manutenção e dura 14 dias. O objetivo é perder peso de forma constante. A pessoa pode comer três refeições balanceadas ricas em alimentos sirt, além de um suco verde. As duas fases podem ser repetidas sempre que desejar para aumentar a perda de gordura.

Parece fácil emagrecer comendo chocolate e tomando vinho, mas não é. Na verdade, as celebridades lançam tendências em todos os sentidos, inclusive nas dietas.

O problema em relação à Dieta Sirtfoods, é a baixa quantidade de calorias, principalmente nos primeiros 3 dias (1.000kcal). A alimentação é baseada em proteínas magras, carboidratos integrais (pouquíssimas quantidades), verduras, legumes, castanhas, nozes, frutas vermelhas. Nada de novidade. Quanto ao comer chocolate, são 2 quadradinhos 70% cacau, e não uma barra inteira, e tomar vinho, são 15ml no jantar. Mas claro, se for comparar com outras dietas que viraram moda, esta estimula a ingestão de alimentos saudáveis como oleaginosas, verduras, legumes, proteínas e sucos verdes, o que a torna mais interessante.

Lembrando que reduzir drasticamente as calorias nos deixa cansado, com fome, irritado e, em médio prazo, pode nos levar à perda de massa muscular e a um metabolismo estagnado. Além disso, restrição alimentar está relacionada com transtornos alimentares como anorexia e bulimia.

Reprodução

Porém, o segredo para uma vida saudável está no equilíbrio. E se você está querendo mudar de vida siga, sim, o exemplo da cantora Adele.

•Procure um profissional responsável para te ajudar nesta nova jornada;
•Encontre os excessos da sua alimentação e com leveza faça as adaptações;
•Identifique quais alimentos podem estar prejudicando sua saúde e procure evitá-los;
•Inclua regularmente atividade física na sua vida;
•Ajuste um plano alimentar baseado em quantidades adequadas para você;
•Faça a sua dieta e não a dos outros, você é único. Seu metabolismo é único ;
•Pense nos Sirtfood como mais uma opção para estimular seu metabolismo de forma contínua.

A nutricionista simulou um cardápio da dieta “Sirtfoods” para que cada um faça a reflexão, se será ou não mais uma moda passageira

Café da manhã:

Foto: Scibosnian

1 xícara de chá verde mais 10 uvas vermelhas ou 1 ovo mexido ou 1 iogurte natural desnatado com 3 nozes picadas. Obs.: os autores sugerem iogurte de soja

Lanche da manhã:
suco verde – receita abaixo

Almoço:
Sopa de couve com aveia OU salada de rúcula, tomate e pepino acrescida com 1 colher de sopa de sementes de abóbora mais 1 posta de salmão (120g) assada com alcaparras
Sobremesa: 2 quadradinhos de chocolate 70% (comer lentamente, sentir o sabor do chocolate)

Lanche da tarde:
Suco detox – receita abaixo*

Jantar:

Foto: Simply Recipes

1 filé de frango grelhado no azeite (120g) mais 5 azeitonas
15ml de vinho tinto

Ceia: 

Foto: Rickyy Sanne/Morguefile

1 xícara de chá em infusão de erva cidreira sem açúcar ou adoçante

*Receita do suco

Ingredientes 
300ml de chá-verde
1 folha de couve manteiga orgânica
1 maçã verde pequena
1 talo de aipo verde com folhas
1 colher de sopa de salsinha
Suco de 1 limão
1 colher de sopa de matchá
1 colher de sopa de uva roxa sem caroço

Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador e consuma sem adoçar ou coar.

Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Estudo aponta que ingestão diária de abacate pode combater colesterol ruim

Estudo realizado por pesquisadores americanos, publicado na revista Journal of Nutrition, constata benefício antioxidante do abacate em indivíduos obesos, quando ingerido corretamente na dieta.

O abacate promove diversos benefícios à saúde, se usado corretamente na dieta alimentícia; a hidratação da pele e a melhora da circulação sanguínea, por exemplo, são alguns deles. Segundo estudo publicado em setembro de 2019, pela revista americana Journal of Nutrition, pesquisadores descobriram outra vantagem em relação à ingestão regular da fruta: a redução do colesterol LDL (popularmente conhecido como “colesterol ruim”), que é prejudicial à saúde do coração.

Foto: Science of Cooking

Participaram do estudo 45 adultos, entre pessoas acima do peso ou com obesidade. Todos foram orientados a seguir a mesma dieta duas semanas antes do início do experimento. Em seguida, cada pessoa completou cinco semanas se alimentando conforme um dos seguintes regimes: pouca gordura, com gordura moderada ou com gordura moderada e um abacate por dia. Ao final do experimento, os participantes que ingeriram um abacate por dia apresentaram níveis menores de colesterol ruim, além de um aumento na taxa de luteína, um importante antioxidante.

“Isso mostra que, quando as pessoas incorporavam um abacate por dia à dieta, passam a ter menos partículas pequenas e densas de LDL. Todo LDL é prejudicial, mas o pequeno e denso é ainda pior. Os dados revelam que, ao passarem pela dieta do abacate, os participantes apresentaram menos dessas partículas e mais luteína, que pode ser o bioativo que protege o LDL de oxidar”, explica Marcella Garcez, Médica Nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Na dieta de gordura moderada seguida pelos participantes, havia os mesmos ácidos graxos monoinsaturados encontrados no abacate, mas mesmo assim os resultados não foram iguais ao do grupo que se alimentou da fruta. Apesar disso, Marcella afirma que os estudos precisam ser intensificados. “As pesquisas sobre os benefícios do abacate são relativamente novas, então é possível que estejamos apenas começando a aprender sobre como o alimento pode ajudar a saúde”, diz.

Para a nutróloga, as constatações do novo estudo e os resultados de trabalhos anteriores reforçam o quanto o abacate é um alimento que deve fazer parte das dietas. “Hoje, o chamamos de um superalimento, pois têm a capacidade de oferecer vários benefícios. É claro que ele precisa ser consumido de maneira correta, por isso o acompanhamento nutrológico é indispensável para que seja adicionada a quantidade correta à dieta de cada pessoa, de modo que os resultados sejam potencializados”, finaliza Marcella.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

 

 

 

 

Dicas para fazer doces veganos

Especialista ensina a substituir leite, achocolatados e manteiga em receitas de guloseimas veganas

Eliminar alimentos de origem animal do cardápio como os veganos fazem não significa abrir mão do sabor, principalmente das sobremesas que representam uma tentação para muitas pessoas. Pelo contrário, fazendo escolhas inteligentes é possível preparar doces veganos saborosos e ainda saudáveis.

Chocolate em pó, manteiga, leite e ovo são alguns dos ingredientes de origem animal comumente utilizados em receitas de doces, mas fáceis de serem substituídos por opções veganas.

Abaixo a nutricionista da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, elenca dicas de ingredientes veganos para receitas de sobremesas:

Cacau em pó: os achocolatados comumente utilizados em receitas podem ceder lugar ao cacau em pó, que além de ser vegano, é mais saboroso e rico em ferro, potássio, fósforo, sódio e cálcio. “Como o sabor do cacau é mais forte, ele deve ser usado em menor quantidade do que o achocolatado”, recomenda.

Leite vegetal: algumas bebidas vegetais como leite de aveia, de coco e de arroz podem substituir o leite de vaca e até são mais nutritivos. É possível comprar esses produtos prontos em supermercados e empórios ou fazê-los em casa.

Canadutch

Banana: sim, apesar de parecer inusitado, ½ xícara de banana madura amassada substitui um ovo. “Por ter sabor marcante, a banana combina mais com receitas de bolos e panquecas. Já em outros preparos uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e uma de vinagre branco podem cumprir o papel de um ovo na receita”, indica.

Manteiga: já existem algumas opções de manteigas veganas no mercado brasileiro como a de coco ou de amendoim, sendo está última conhecida também como pasta de amendoim e encontrada pronta em supermercados. “A pasta de amendoim harmoniza muito bem com cacau, por isso ambos podem ser combinados em uma única receita”, explica.

Fonte: Superbom

Como inserir o macarrão na rotina alimentar?

Dá para substituir o arroz pelo macarrão? Nutricionista lista 10 motivos para incluir as massas na dieta

Pode ser espaguete, penne, fusilli, talharim, conchiglione, farfalle, entre tantos outros formatos. Não importa qual o tipo ou a combinação do molho, uma coisa é certa: a famosa macarronada é um dos pratos mais tradicionais na mesa das famílias.

Mas como inseri-lo dentro de uma alimentação equilibrada? De acordo com Isabela Lorizola, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) é fundamental que se abra um leque de possibilidades em relação ao que se coloca no prato.

“Dentre a infinidade de alimentos que temos disponíveis no mercado, o arroz e o feijão fazem parte do cotidiano do brasileiro. Nesse sentido, para variar, podemos citar além do arroz, o macarrão como ótima fonte de carboidratos para inserir no dia a dia. Os dois inclusive oferecem uma quantidade deste macronutriente muito semelhante, 27g de carboidrato/100g de macarrão e 30g de carboidrato/100g de arroz polido”, explica a nutricionista.

O macarrão é um dos alimentos mais apreciados. Sua crescente popularidade em culturas ao redor do mundo pode ser atribuída não só à sua deliciosa versatilidade, mas também às suas contribuições nutricionais, por ser um carboidrato complexo nutritivo que combinado com vegetais e proteínas é uma das opções de refeição mais práticas e saudáveis.

“Um efeito positivo das massas é a baixa resposta glicêmica pós-ingestão, que é uma consequência da estrutura e do tipo de amido, aumentando a sensação de saciedade e melhorando a sensibilidade à insulina, regulando a microbiota intestinal. Além disso, a massa integral pode contribuir para o consumo diário de fibras alimentares”, ressaltou Isabela.

A especialista listou 10 motivos para você se entregar às delícias de uma boa massa. Confira:

1. Macarrão é sinônimo de saúde

O macarrão é fonte de carboidratos e deve fazer parte de uma dieta equilibrada. Segundo a recomendação do Guia Alimentar para População Brasileira, do Ministério da Saúde, de 55% a 75% do total de calorias ingeridas diariamente devem ser provenientes do carboidrato, ou seja, de cinco a seis porções diárias.

2. Macarrão não engorda

Um dos maiores mitos sobre o alimento é que ele engorda por ser rico em carboidrato. Considerando que a alimentação diária é dividida em cinco refeições – café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar – uma porção de macarrão, equivalente a quatro colheres de sopa (105g), pode estar presente no almoço ou no jantar e fornece aproximadamente 180kcal. Os acompanhamentos consumidos com a massa é que podem acrescentar muitas calorias, portanto, é importante ficar atento ao tipo de molho utilizado. Evite os que são à base de queijo e creme de leite, prefira os molhos de tomate.

3. Macarrão é fonte de energia

O carboidrato é a principal fonte de energia para o organismo humano em todas as fases da vida. Para quem pratica atividades físicas, recomenda-se o consumo de macarrão antes e após os treinos para dar força ou repor o gasto calórico.

4. Macarrão favorece a dieta equilibrada

O macarrão é o perfeito aliado de alimentos fundamentais para uma dieta equilibrada, como legumes e verduras. Esfriou o tempo? Coloque o macarrão na sopa de legumes junto com uma proteína magra e aproveite a refeição. Esquentou e não quer comida quente? Uma salada de macarrão com frango desfiado também é muito saborosa. Seja o chef, use a criatividade e crie sua própria receita.

5. Macarrão é sinônimo de praticidade

Não existe refeição mais prática e rápida de fazer do que as feitas à base de macarrão. O tempo de cozimento varia de acordo com o tipo de massa, mas geralmente ficam prontas em até dez minutos quando preparados com água fervente.

6. Macarrão é versátil

O macarrão pode ser servido quente, frio, em sopas, saladas, como prato principal, acompanhamento e até como sobremesa. Massas para rechear são um bom exemplo de refeição completa feita apenas com macarrão. Com um molho simples, à base de tomate, alho e óleo, pode acompanhar uma carne assada, frango ou peixe. Como protagonista da refeição, pode ser feito com receitas elaboradas como uma lasanha, por exemplo.

7. Macarrão é acessível

Myriam Zilles/Pixabay

O macarrão é um alimento econômico, acessível ao “bolso” da grande maioria de famílias do país. É um dos itens que compõem a cesta básica e está presente em 99,9% dos lares brasileiros. Um pacote de 1kg de massa mais 400g molho de tomate possibilita o preparo de uma refeição para uma família de oito pessoas. Computando os valores da massa, do molho e até mesmo da água e do gás, esta refeição individual sairá pelo valor de aproximadamente R$ 1,80.

8. Macarrão tem ótimo rendimento


Um pacote 1kg de macarrão rende 2kg de alimento – já que a massa, quando cozida, praticamente dobra de peso devido à hidratação. Além disso, o produto é fácil de ser encontrado e seus diferentes tipos podem ser comprados em mercados em todo o país.

9. Macarrão agrada a todas as idades 

O macarrão é um alimento universal, que agrada desde as crianças até pessoas mais velhas. Basta adaptar o tipo de massa, o formato e o molho aos diversos públicos que a receita certamente vai agradar.

10. Macarrão é fácil de variar


Existem cerca de 600 formatos diferentes de macarrão no mundo todo. Entre os mais conhecidos estão espaguete, parafuso, gravata, lasanha, penne, ninho entre outros. Além da forma em si, as massas também se diferenciam pelos tipos e ingredientes: secas, de grano duro, à base de ovos ou não, integrais, coloridas com adição de vegetais, frescas e instantâneas. Com tantas opções é impossível cair na monotonia alimentar.

Fonte: Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães & Bolos Industrializados (Abimapi)

Receita de Creme de Abóbora com Crispy para o jantar

A Flormel, que oferece uma série de produtos veganos, zero açúcar, sem glúten ou lactose separou uma receita de creme de abóbora com crispy de ervilha azeite e alho.

O crispy de ervilha azeite e alho é um snack vegano de ervilha assada temperada com alho e sal rosa, com um toque de azeite extravirgem. Crocante, delicioso e muito nutritivo, o produto fornece 9,5 gramas de proteínas, além de ser rico em fibras e formulado com apenas quatro ingredientes naturais.

O crispy pode ser consumido puro ou como complemento de sopas ou saladas, inclusive. Confira a receita abaixo:

Creme de Abóbora com Crispy

Ingredientes:
• 2 colheres de azeite de oliva;
• 1 cebola picada pequena;
• 2 dentes de alho picados;
• 1 xícara de leite vegetal;
• 1 kg de abóbora em cubos;
• 4 xícaras de caldo de legumes;
• 150g de tofu em cubos;
• 1 crispy de ervilha azeite e alho;
• Sal a gosto.

Modo de preparo:
Em uma panela, aqueça o azeite, doure a cebola e alho. Ponha a abóbora e refogue por dois minutos. Junte aos poucos o caldo de legumes e deixe a abóbora cozinhar até ficar macia. Espere amornar e bata no liquidificador. Desligue o fogo, junte o tofu e salpique a salsa. Sirva com crispy de ervilha azeite e alho.

O crispy de ervilha azeite e alho pode ser encontrado nas principais gôndolas dos principais supermercados ou pelo site da Flormel.

Pesquisas e discussões sobre o uso da cannabis para soluções terapêuticas, alimentação e outras finalidades em alta 

O Instituto científico ILSI Brasil, promoveu um webinar sobre o tema, abordando suas propriedades para uso em medicamento e alimentos

Pela facilidade de seu plantio e cultivo, a cannabis se tornou popular entre diversos povos e regiões do planeta. Hoje, a planta tem entrado novamente na pauta de vários setores. O uso medicinal dos canabinoides tem ganho destaque pelo potencial de ação em diversas condições, em especial para as doenças neurológicas e, recentemente, pela aprovação legal de uso em alguns países.

Pensando neste contexto, a Força-Tarefa Alimentos Funcionais do International Life Sciences Institute Brasil (ILSI Brasil) realizou um webinar para tratar sobre as propriedades da cannabis para uso em medicamentos e alimentos, sob coordenação científica do Professor Emérito da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Franco Maria Lajolo. De acordo com o doutor em Farmacologia, João Ernesto de Carvalho (FCF-UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas), atualmente, diversos estudos trazem comprovações científicas que demonstram que seus princípios ativos podem ser aplicados para diversos fins.

“Os resultados dos estudos revelaram que, por exemplo, a cannabis pode ser utilizada no controle da ansiedade, distúrbio de sono, tratamento para esquizofrenia (THC), pacientes com câncer que fazem quimioterapia, para amenizar dores inflamatórias, tratamento de epilepsia e convulsões (CBD), entre muitos outros”, afirma.

Nos últimos anos, muitos estudos clínicos têm dedicado esforços em pesquisas, principalmente, por ser um mercado de potencial crescimento, como, por exemplo, nos Estados Unidos e Canadá, se tornando um setor com alta perspectiva para negócio, abrangendo muito nichos de mercado. Entretanto, ainda necessita de um controle de qualidade, garantindo máxima eficácia terapêutica. Por isso é tão importante o investimento científico, para que seja feita uma regulamentação mais ampla para a produção de produtos (alimentos) e desenvolvimento de tratamentos e remédios (medicamentos).

O Dr. José Luiz da Costa (FCF-UNICAMP), também participante do webinar, ressaltou que o mercado da cannabis tem movimentado valores bem atrativos para negócios, em países onde seu cultivo e comercialização são permitidos. Entre eles, além do extrato de canabidiol, a cannabis pode ser matéria prima para indústria têxtil, com confecção de roupas, sapatos, acessórios, entre outros objetos.

Segundo levantamento do Banco de Montreal, o mercado global de cannabis movimentou em 2018 cerca de US$ 18 bilhões. E ainda, de acordo com a Instituição, esse valor chegará a US$ 194 bilhões até 2026. Isso se o número de países que liberarem o uso medicinal e recreativo da erva não aumente mais do que o previsto. Outro mercado gigantesco é o de uso veterinário, direcionado à tratamento de pets. Além disso, há alimentos à base de cannabis, substituindo o fumo pela ingestão (uso recreativo).

Uso da erva no Brasil

No país o assunto ainda é bastante polêmico, mas é possível observar notáveis avanços, principalmente, para o uso terapêutico. Grande parte dos pacientes que necessitam do produto à base de cannabis só conseguem acesso por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre as exigências estão a comprovação por meio de prescrição, relatório médico e termo de responsabilidade, assinado tanto pelo médico quanto pelo paciente.

Dados da Anvisa relevam que as solicitações para importação também cresceram. Desde 2015, por exemplo, mais de 7.780 pacientes já tiveram essa permissão. As doenças mais citadas nos laudos médicos são epilepsia, autismo, dor crônica, Parkinson e transtornos de ansiedade.

Por enquanto, sem uma legislação que garanta o cultivo da cannabis para fins medicinais e a produção de medicamentos, os pacientes precisam recorrer a produtos importados, que não passam pelo crivo sanitário brasileiro.

Avanços no segmento

Neste ano, o país ainda contou com uma novidade, que foi o desenvolvimento do primeiro extrato canabidiol, realizado por uma parceria entre a indústria farmacêutica e cientistas da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) da USP (Universidade de São Paulo), que há décadas pesquisam possíveis aplicações farmacêuticas para compostos derivados da planta cannabis sativa. O produto foi liberado para comercialização pela Anvisa abril, e os primeiros lotes foram entregues ao mercado em maio. Entretanto, a venda só é permitida com receita médica, conforme já acontece com calmantes, antidepressivos e outras substâncias psicoativas, que atuam sobre o sistema nervoso central.

O webinar ‘Cannabis propriedades e implicações do uso como medicamento e em alimentos’, pode ser conferido no canal do YouTube do ILSI Brasil, neste link .

Sobre o ILSI Brasil

O International Life Sciences Institute (ILSI) é uma organização mundial sem fins lucrativos, formada majoritariamente por pesquisadores e acadêmicos de renomadas instituições, cuja missão é promover ciência que melhore a saúde e o bem-estar humanos e proteja o meio ambiente. No Brasil há 29 anos, o ILSI Brasil une esforços de cientistas nas áreas de Nutrição, Biotecnologia e Avaliação de Risco. É um fórum permanente de promoção à diálogos abertos e cooperação, realizados por meio das Forças-Tarefa, que são linhas de frente de pesquisa do ILSI Brasil e desenvolvem e executam ações dentro de focos específicos.

Fonte: ILSI Brasil

Transição para o vegetarianismo: cuidados nutricionais

O número de pessoas aderindo a uma alimentação vegetariana, vegana ou simplesmente reduzindo o consumo de produtos de origem animal, cresce a cada dia. Os vegetarianos são definidos como pessoas que não comem carne, frango ou peixe. Dependendo da inclusão ou exclusão dos derivados animais, a dieta recebe uma definição específica: ovo-lacto-vegetariana (inclui ovos, leites e derivados), ovo-vegetariana (inclui ovos), lacto-vegetariana (inclui leites e derivados), vegetariana estrita (não inclui nenhum produto de origem animal) ou vegana (exclui produtos de origem animal na alimentação, higiene e vestuário).

Para a nutricionista Adriana Stavro, quer você escolha seguir uma dieta vegana, vegetariana ou flexiterian (reduz o consumo de carne), os benefícios para sua saúde são muitos. As dietas com foco em plantas são naturalmente ricas em fibras, pobres em gordura saturada e fontes de fito químicos, que ajudam a diminuir o risco de várias doenças. Estudos mostram que os vegetarianos são 40% menos propensos a desenvolver câncer, quando comparado aos onívoros. Alimentação à base de vegetais podem reduzir o risco de doenças cardíacas, hipertensão, osteoporose e diabetes mellitus do tipo 2.

Porém, antes de adotar um regime alimentar vegetariano, é aconselhável examinar se existem carências nutricionais. Para isso, devem ser realizadas exames de rotina que incluam os níveis de ferro, vitamina D, complexo B (em especial destaque para a vitamina B12), cálcio e iodo. Na presença de uma deficiência, esta deve ser corrigida através da combinação correta de alimentos ou suplementos alimentares, e com monitoração de um profissional da saúde qualificado.

Após a exclusão de possíveis carências nutricionais, a eliminação do consumo de carne e pescado pode ser imediata. No entanto, a transição para um regime alimentar vegetariano deve ser adaptada a cada indivíduo. Algumas pessoas preferem eliminar as carnes de um dia para o outro, enquanto outras preferem uma redução gradual.

O regime alimentar “flexitarian diet” corresponde às expectativas das pessoas que pretendem uma transição gradual. Esta é uma dieta baseada em produtos de origem vegetal, com um consumo ocasional de carne e pescado. Quem adota esta prática, aumenta progressivamente o número de refeições vegetarianas.

Tendo em consideração que a adaptação de uma dieta vegetariana requer uma modificação dos hábitos alimentares, a organização assume um papel importante. Este planejamento permite a adoção de uma alimentação equilibrada, o que significa que deve fornecer proteínas completas, ou seja, que contenham todos os aminoácidos essenciais, gorduras de boa qualidade (amêndoas, nozes, azeite, abacate), carboidratos integrais (grãos, farináceos integrais), vitaminas e minerais (frutas, verduras, legumes).

Os ovo-lacto-vegetarianos podem facilmente obter proteínas de qualidade, através do consumo de ovos e de lacticínios. Para os vegetarianos estritos e veganos, que excluem todos os alimentos de origem animal, o desafio é maior, uma vez que necessitam combinar diferentes fontes de proteína vegetal ao longo do dia. Alguns alimentos fontes são: lentilha, feijão, grão-de-bico, soja, tofu, tempeh, bebidas à base de soja, nozes e sementes. Os grãos integrais e os vegetais também fornecem alguma proteína.

A Academia de Nutrição e Dietética afirmou que, uma dieta vegetariana ou vegana pode fornecer todos os nutrientes essenciais para crianças, adolescentes, adultos, gestantes e nutrizes. Porém, obter proteína, cálcio , ferro vitamina B-12 e ômega3 pode ser um pouco mais difícil. Por isso, planejar é fundamental para garantir um aporte adequado e evitar deficiências.

A suplementação alimentar destes nutrientes pode ser considerada (com destaque para a vitamina B12, ferro e o ômega 3), porém é importante o acompanhamento de um médico ou nutricionista.

Os vegetarianos, assim como a população em geral, devem estar atentos a um conjunto de sinais e sintomas. Por exemplo:

● Fadiga, cansaço e falta de energia podem indicar carência de ferro ou vitamina B12.
● Problemas relacionados com a imunidade, como cansaço excessivo, febre e calafrios frequentes, náuseas, vômitos ou diarreia, gripes que duram semanas, otites, herpes, estomatite, amigdalite, infecções respiratórias persistentes, perda de peso, queda de cabelo, unhas fracas, estresse e depressão, pode ser deficiência de vitamina C, D, E, ácido fólico, zinco, selênio.
● Se os níveis de iodo estiverem baixos, os sintomas são cansaço, sonolência e pele seca.
● Por fim, a queda de cabelo, unhas fracas e quebradiças, podem indicar ingestão insuficiente de proteínas de alto valor biológico.

Por isso uma monitorização contínua da alimentação e dos vários indicadores do estado nutricional, através da realização de análises sanguíneas e de consultas médicas é fundamental.

Por fim, a alimentação vegetariana não deve ser monótona. O consumo variado de alimentos é fundamental, e devem estar especialmente atentos à ingestão de alguns nutrientes, como:

● Cálcio: leite e derivados, extratos vegetais fortificadas, vegetais de folha verde-escura
● Ferro: ovos, vegetais de folha verde-escura, leguminosas, cereais integrais, semente de girassol, abóbora, nozes
● Iodo: algas marinhas, sal iodado
● Vitamina D: laticínios, ovos, bebidas vegetais fortificadas, exposição solar
● Vitamina B12: laticínios, ovos

Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.