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Pele saudável no verão: saiba quais os melhores alimentos para manter o rosto hidratado

Calor intenso pode causar aumento da oleosidade, perda de nutrientes e ressecamento severo da derme

O verão chega no fim deste mês, pouco antes do Natal. Trata-se da época do ano em que os dias são mais longos e as noites mais curtas. A exposição ao sol, porém, demanda cuidados redobrados com a pele.

A nutricionista Ellen D’arc, da Bio Mundo, indica alguns alimentos que promovem a manutenção da derme, uma vez que todos os tipos de pele estão sujeitos a alterações quando os termômetros marcam temperaturas altas. “O excesso de transpiração promove a perda de nutrientes importantes. Para repor, além da ingestão de alguns ingredientes naturais, eles também podem ser usados de forma tópica e trazer bons resultados”, afirma Ellen.

Para conter a oleosidade

Em dias mais quentes é comum que o corpo produza mais suor e o rosto fique com aquele brilho que incomoda muita gente. “Alguns ingredientes naturais encontrados na maçã en o pepino têm poderes adstringentes e oferecem limpeza para o rosto, além de serem extremamente benéficos para quem tem acnes, inclusive”, explica a especialista.

Além disso, a fruta promove a hidratação perfeita na hora de repor a água da pele e ficar longe dos óleos. Já o pepino tem propriedades clareadoras, ideal para diminuir a vermelhidão do sol e, de quebra, amenizar as olheiras. Ambos podem ser usados em rodelas ou terem extraídos o suco para aplicar com um algodão sobre a face higienizada.

Rosto seco nunca mais

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Se engana quem pensa que a pele seca leva vantagens diante do sol forte, isso porque, por ser mais sensível, há maior possibilidade de descamação, ressecamento acentuado e em situações mais graves até feridas. Para manter a cútis saudável e com um aspecto bonito, mel e aveia são bons itens para serem associados às máscaras faciais caseiras, já que suas propriedades altamente hidratantes atingem camadas profundas da derme.

“Outra vantagem é o poder anti-inflamatório, que ajuda na cicatrização de feridas e até a diminuir as linhas de expressão”. A hidratação do mel é proveniente das moléculas de açúcar, já a aveia possui grânulos perfeitos para uma esfoliação leve, podendo ser combinados entre si para potencializar os resultados.

Esfoliação natural

Uma superdica para limpar a pele é a esfoliação natural. A esfoliação com mel e açúcar além de limpar, promove a sua hidratação. Basta misturar uma colher de sopa de mel com uma colher de açúcar em um recipiente e depois aplicar no rosto em movimentos circulares suaves. Deixar agir por 10 minutos e remover com água.

Pele normal também precisa de cuidados

A pele normal também exige alguns cuidados e manutenções específicos. Mesmo que ela tenha um bom nível de hidratação, o uso de produtos inadequados pode causar alterações e desencadear aumento do suor ou ressecamento. O iogurte é um grande aliado nesses momentos por possuir ácido lático na fórmula. Ele é capaz de hidratar, combater os efeitos da poluição na pele e reduzir os poros.

“É um alimento abundante em proteínas essenciais, cálcio, vitamina B2, B12 e D” informa a profissional. Uma ótima dica é espalhar uma camada bem grossa sobre a pele limpa e deixar agir entre 15 a 20 minutos, isso irá promover uma limpeza suave e desobstruir os poros.

Fonte: Bio Mundo

Cientistas refutam conceito de alimentos “ultraprocessados” e revelam inconsistências no Guia Alimentar para a População Brasileira

Especialistas da USP em Engenharia e Ciência de Alimentos contestam a classificação usada no Guia Alimentar e identificam uma série de equívocos sobre processamento de alimentos, que acabam confundindo o consumidor.

Engenheiros de Alimentos e Docentes da Universidade de São Paulo publicaram um artigo com críticas ao sistema de classificação de alimentos NOVA, que consta do Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde em 2014. Pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, da Escola Politécnica e do Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC) apontaram erros no conceito de processamento de alimentos e consideraram algumas informações como “alarmantes” e “descuidadas”.

In natura e minimamente processados

De acordo com o Guia, os alimentos da categoria 1 – in natura ou minimamente processados – são aqueles que não envolvem a adição de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original. No entanto, os Engenheiros de Alimentos e pesquisadores da USP esclarecem que o processamento mínimo de alimentos – predominantemente de origem vegetal, como frutas e hortaliças – pode sofrer intervenções químicas, como o tratamento com soluções contendo acidulantes, antioxidantes e antimicrobianos. Isso muitas vezes é necessário porque os vegetais submetidos ao descascamento, corte e fatiamento, como ocorre no processamento mínimo, deterioram-se mais rapidamente.

Outro equívoco pode ser observado nos exemplos de alimentos minimamente processados citados pelo Guia. “Leite pasteurizado, leite longa vida, leite em pó e sucos de fruta pasteurizados são submetidos a tratamentos térmicos, cuja intensidade varia de 72ºC a 145ºC. Portanto, todos os exemplos mencionados são de alimentos processados. Os minimamente processados disponíveis no mercado brasileiro não são submetidos a tratamentos térmicos”, informam os pesquisadores.

Ingredientes culinários processados

Em relação aos alimentos da categoria 2 (ingredientes culinários processados), o Guia chama atenção para o consumo excessivo de óleo, gorduras, sal e açúcar, que pode causar problemas de saúde. Os Engenheiros de Alimentos reconhecem a importância dessa informação, mas acreditam que é necessária melhor contextualização sobre os riscos do excesso e os benefícios de uma dieta equilibrada com óleos e gorduras. “Este grupo de alimentos é fonte de ácidos graxos essenciais e exerce papel fundamental no transporte e na absorção de vitaminas lipossolúveis e na síntese de hormônios, por exemplo”.

Processados

Segundo o Guia do Ministério da Saúde, os alimentos processados (categoria 3) são aqueles fabricados pela indústria com adição de sal ou açúcar a alimentos in natura, para torná-los duráveis e mais agradáveis ao paladar, e seu consumo deve ser limitado. O primeiro ponto destacado na análise dos pesquisadores da USP é que nem todos os alimentos processados têm adição de açúcar e/ou sal, como sucos integrais de frutas e hortaliças e leite pasteurizado ou longa vida. Outro fato a salientar é que a Indústria Brasileira de Alimentos vem gradativamente reduzindo os níveis de sal e açúcar em alimentos processados.

O Guia também informa que os métodos usados no processamento de alimentos prejudicam a sua composição nutricional, o que é refutado pelos pesquisadores. “Os nutrientes são substancialmente preservados durante o processamento, especialmente quando métodos não térmicos de estabilização são empregados. O processamento em escala doméstica muitas vezes é mais drástico e exerce um impacto significativamente mais negativo no valor nutricional do alimento comparado ao processo em escala industrial”.

De modo geral, o capítulo 2 do Guia apresenta informações incompletas ou equivocadas sobre o processamento de alimentos. Os Engenheiros de Alimentos e Pesquisadores da USP afirmam que o objetivo do processamento vai muito além de aumentar a duração dos alimentos e torná-los mais agradáveis ao paladar. Envolve tecnologias que proporcionam segurança ao consumidor, eliminando ou reduzindo agentes potencialmente patogênicos a níveis seguros; preservam a qualidade funcional, nutricional e sensorial do alimento por meio da inativação de enzimas e micro-organismos deteriorantes; reduzem desperdícios; favorecem as políticas de segurança alimentar, promovem a sustentabilidade entre muitos outros benefícios.

“Ultraprocessados”

Os autores do artigo questionam também o uso do termo “ultraprocessados” (categoria 4), que não é reconhecido pela Engenharia e Ciência de Alimentos. O termo em questão, concebido na Faculdade de Saúde Pública da USP em 2009, ganhou maior notoriedade com a proposta de classificação NOVA, também publicada pela Food and Agriculture Organization (FAO) da ONU em 2019. A Organização, porém, reforça que o conteúdo é de responsabilidade dos autores e não reflete necessariamente a visão da FAO e nem representa uma validação do sistema NOVA.

Segundo o Guia, os alimentos “ultraprocessados” devem ser evitados e podem ser facilmente identificados pelo elevado número de ingredientes, incluindo sal, açúcar, óleos e gorduras. Contudo, alimentos minimamente processados ou processados moderadamente também podem conter múltiplos ingredientes, como sucos mistos de frutas e hortaliças, saladas e vitaminas de frutas e mix de cereais integrais.

“Evitar o consumo de alguns desses alimentos, como pão integral ou enriquecido, cereais e leites especiais, poderia implicar na diminuição da ingestão de folato, cálcio e fibra alimentar. À luz da Engenharia e Ciência de Alimentos, o prefixo ‘ultra’ remete à intensidade de um determinado tratamento ou processo empregado na conservação do alimento, e não à sua composição”, afirmam os pesquisadores.

O artigo também esclarece que os aditivos (emulsificantes, antioxidantes, acidulantes, conservadores etc.) incorporados aos alimentos industrializados desempenham função tecnológica, algumas vezes relacionada à segurança microbiológica do produto. É o caso da adição de ácido cítrico a conservas de palmito, que impede a síntese da toxina botulínica. Antes de sua aprovação, os aditivos alimentares são submetidos a uma rigorosa série de protocolos de análise toxicológica por agências reconhecidas internacionalmente e sua aprovação pelos órgãos competentes é periodicamente reavaliada de acordo com os avanços da Ciência.

Alimentação saudável

Os cientistas incentivam as práticas alimentares saudáveis, com dietas ricas em fibras (frutas, hortaliças e cereais integrais) e a ingestão de alimentos com baixo teor de sal e açúcar. “Sempre que possível, recomenda-se o preparo dos próprios alimentos, o consumo de produtos orgânicos – industrializados ou não – advindos de produtores locais, bem como o consumo restrito de produtos indulgentes (hot dog, milk-shake etc) que, de maneira geral, são muito calóricos e pouco nutritivos”.

Para os autores, é essencial que o consumidor seja informado corretamente. A saudabilidade de um alimento não está relacionada ao número de ingredientes, intensidade ou número de processos e nem ao local de processamento – cozinha ou grande indústria -, e sim à disponibilidade de seus nutrientes e componentes funcionais.

Confira alimentos que podem fazer você envelhecer mais rápido

Já está mais que provado que uma alimentação saudável não só previne doenças como também faz bem para o corpo todo, incluindo pele, unhas e cabelos. Porém, o contrário também ocorre. Ou seja, dependendo daquilo que você ingere normalmente, não só sua saúde, mas também sua aparência pode ser afetada, para pior.

Confira uma lista de alimentos que você deve evitar se quiser manter-se jovem e saudável por mais tempo:

Alimentos picantes


Alguns gostam de calor … e alguns não o aguentam. Alimentos apimentados fazem os vasos sanguíneos incharem e até mesmo romper, causando manchas roxas em seu rosto. Se você tiver rosácea – comum em mulheres após a menopausa – o calor da especiaria pode desencadear um surto. Também aumenta a temperatura do corpo, de modo que você transpira para se refrescar. Quando o suor se mistura com as bactérias em sua pele, pode causar erupções e manchas.

Margarina


Sua pele é o maior órgão do corpo e tudo o que você come a afeta. A maioria das margarinas, especialmente as sólidas, contém gorduras trans. Elas aumentam o colesterol “ruim”, diminuem o colesterol “bom” e criam inflamação por todo o corpo. A inflamação está associada a doenças cardíacas e derrame, duas condições que podem dar a você uma aparência envelhecida.

Refrigerantes e bebidas energéticas


Quanto mais refrigerantes e bebidas energéticas você consome, mais rápido as células em seus tecidos envelhecem. Além da efervescência, eles têm mais calorias e adição de açúcar – 7 a 10 colheres de chá em 350ml – do que qualquer outra bebida. Combinado com as bactérias da boca, esse açúcar também forma ácido que desgasta o esmalte dos dentes e causa cáries. Outros contras incluem ganho de peso e maior risco de acidente vascular cerebral e demência.

Pratos congelados


Um jantar congelado pode acumular pela metade o sódio de uma dieta diária saudável. Quando há muito sal, você bebe mais do que o normal e inunda os rins. Qualquer água extra irá se mover para lugares em seu corpo que tenham menos sal, como seu rosto e mãos. Isso é o que faz você parecer inchado.

Álcool


Margaritas não ficam tão boas na sua pele como pareciam no copo. Se você já acordou com a boca com gosto amargo pela manhã, após uma noite de bebidas, sabe que o álcool desidrata. Isso causa um grande impacto na pele, que é 63% água. Mesmo se você beber um copo grande de água, ele hidratará todos os outros órgãos antes da pele. Quando você não se hidrata o suficente, sua pele parece, e se sente, seca, e não pode se defender contra as rugas.

Carnes processadas


Largue a calabresa: carnes processadas, como bacon, salsicha, presunto e cortes de delicatessen, são defumadas, curadas ou salgadas para durar mais tempo sem estragar. É o que as torna deliciosas e perigosas. O sódio e os conservantes químicos causam inflamação que pode desgastar seu corpo por dentro e por fora. Um pouco de inflamação é bom: ajuda a cicatrizar as células. Demais, pode causar doenças cardíacas, derrame e diabetes.

Frituras


A diferença entre a massa e um donut é um bom banho longo em óleo fervente. Esse banho promove radicais livres, ou moléculas instáveis ​​que danificam outras moléculas em suas células e acrescentam anos à sua pele. Você também pode encontrar radicais livres em outros alimentos fritos, como batatas, cachorros quentes e palitos de mussarela.

Produtos de panificação


Só porque eles não estão fritos, não significa que ficam bem em você. Produtos de padaria, como biscoitos e bolos, têm alto teor de gordura que obstrui as artérias e engorda. Eles também não economizam no açúcar, que pode causar diabetes, hipertensão e cáries (entre outras coisas). A inflamação é outro motivo para pular o sundae. Quanto mais inflamação você tiver, maiores serão as chances de artrite, depressão, doença de Alzheimer e alguns tipos de câncer.

Carnes carbonizadas


Que tal uma sigla? Fritar ou grelhar carne em alta temperatura cria produtos finais de glicação avançada, ou AGEs (Advanced Glycation End-products). Níveis baixos de AGEs são bons (seu próprio corpo os produz), mas grandes quantidades de carnes carbonizadas causam inflamação no seu corpo e desencadeia doenças cardíacas e diabetes e aumentam o risco de câncer.

Xarope de milho rico em frutose


Primo químico do açúcar de mesa, xarope de milho com alto teor de frutose adoça refrigerantes e sucos de frutas. Entre muitas outras desvantagens para a saúde, ele interfere na capacidade do seu corpo de empregar o cobre, que ajuda a formar o colágeno e a elastina que mantêm a pele saudável. Também é cheio de calorias e coloca você em risco de diabetes e doenças cardíacas.

Cafeína


A cafeína é um diurético: estimula o cérebro e estimula a necessidade de urinar. Isso pode causar desidratação. Quando você não tem água suficiente, sua pele para de liberar toxinas o que torna você mais sujeito a pele seca, psoríase e rugas.

Agave


Embora seja melhor para o seu corpo do que adoçantes artificiais, o agave tem 90% de frutose, um tipo de açúcar que só pode ser decomposto no fígado. Quando o fígado está sobrecarregado, ele transforma a frutose em gordura e produz mais radicais livres, os compostos que danificam as células.

Porém, lembre-se, não precisa eliminar os alimentos citados para sempre. O importante é não ingeri-los com frequência. Pense na palavra mágica: parcimônia.

Fotos: Getty Images

Fonte: WebMD

Nutrólogo aponta alimentos diuréticos que combatem a retenção de líquidos

O inchaço tem muita relação com a alimentação e, por isso, investir em alguns alimentos específicos pode ser a chave para a acabar eliminar o excesso de líquidos corporais

Pernas e pés inchados, barriga com um volume fora do normal…  A sensação de inchaço é uma queixa bastante comum, em especial naqueles que buscam uma reeducação alimentar para emagrecer. Conhecida como edema, essa condição é o resultado de um acúmulo de fluidos corporais que colabora para o peso extra na balança.

O problema é multifatorial, sendo o consumo excessivo de sódio, ingesta não adequada de água , baixo consumo de potássio, mal funcionamento intestinal e alteração no metabolismo hormonal, alguns fatores desencadeantes. Porém, o nutrólogo Sandro Ferraz aponta que as causas mais comuns estão relacionadas com a má alimentação. “Ao tratar o problema, é preciso readequar o cardápio e identificar quais alimentos podem estar causando a condição”, comenta.

Além da diminuição das refeições que podem causar a problemática, o nutrólogo recomenda a prática de exercícios físicos e a ingestão de, pelo menos, 2 a 3 litros de água por dia. “Alguns alimentos possuem ação diurética, ou seja, são capazes de aumentar a secreção urinária, o que ajuda a eliminar a retenção que causa inflamações. É na urina que são expelidas as toxinas que entram no corpo, seja pelo consumo de alimentos, seja por medicamentos”, aponta.

Confira alguns alimentos que podem te ajudar a diminuir o inchaço segundo o nutrólogo:

Cenoura


Fonte de vitamina A, a cenoura é não apenas um alimento que auxilia na visão e no processo digestório, como um potente desintoxicante para o organismo.

Melancia

Tendo como principal componente a água, a melancia é uma fruta hidratante, rica em vitamina C, do complexo B, cálcio, fósforo, potássio e sódio. Além de ajudar na diminuição do inchaço, também auxilia no bom funcionamento dos rins, intestino e estomago.

Pepino

Fonte de água, ferro, vitamina do complexo B e C, potássio, cálcio e fósforo, o alimento também é uma boa alternativa para quem busca purificar a pele e fortalecer unhas e cabelos.

Beterraba


Seja consumida em forma de suco, cozida ou ralada, a beterraba é um poderoso diurético, além de possuir vitamina C, ferro e fósforo, auxiliando na prevenção da anemia.

Alface

Pixabay

Ajuda no funcionamento do intestino, além de combater o inchaço, o estresse e a insônia. É uma fonte de água, vitaminas, minerais e fibras.

Fonte: Sandro Ferraz é formado pela UNIG-RJ, Pós-Graduado em Nutrologia pelo Grupo Educacional Facinepe, atuando nas áreas de emagrecimento e longevidade.

Superalimentos: descubra as vantagens de incluir sementes na alimentação

Bio Mundo explica os benefícios dos grãos de abóbora, chia e de girassol para um cardápio mais saudável

Pequeninas no tamanho, mas cheias de nutrientes e fibras. As sementes merecem atenção especial quando o objetivo é deixar a rotina alimentar mais natural. Isso porque esses ‘superalimentos’ possuem grandes concentrações de vitaminas, minerais, gorduras boas e proteínas que equilibram o organismo e ajudam a prevenir problemas de saúde. E de quebra ainda podem ser consumidos em lanches, saladas ou misturados com frutas ou shakes, entre outras opções.

Para potencializar o cardápio e torna-lo mais funcional e nutritivo, a Bio Mundo explica as vantagens de incluir as sementes de abóbora, chia e de girassol na alimentação. Mas atenção: o consumo desses grãos não deve ultrapassar mais do que duas colheres de sopa ao dia e o recomendado é beber muita água para que as fibras deem aquela forcinha para o intestino funcionar corretamente. Por isso, é importante sempre consultar um especialista antes de mudar qualquer dieta.

Beneficie-se da semente de abóbora:

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Foto: Max Straeten / Morguefile

Rico em proteínas, fibras, vitamina E e sais minerais, como ferro, zinco, manganês cobre e potássio, esse grão está disponível nas lojas da Bio Mundo em todo o país nas versões branca, com casca, ou verde, descascada. Na cozinha, a semente de abóbora pode ser consumida como aperitivo, óleo ou em forma de farinha e vai bem cozida ou moída para incrementar receitas doces e salgadas.

Incremente pratos com a semente de girassol:

SEMENTE GIRASSOL

Já esse grão é abundante em vitaminas E e B6, ácido fólico e minerais, como magnésio, ferro, selênio e potássio. Além disso, possui efeito antioxidante que proporciona à pele mais firmeza e retarda o envelhecimento precoce das células, inclusive as cerebrais. As sementes de girassol também têm valor antimicrobiano, anti-inflamatório, anti-hipertensivo e ajudam a reduzir o mau colesterol. O grão pode ser consumido em sucos, vitaminas, saladas, caldos e até doces.

Use a chia para fortalecer o corpo:

semente chia

Por último e, sem dúvidas, não menos importante, este grão é considerado um remédio natural e faz parte do variado mix que a Bio Mundo oferece aos seus consumidores. Fonte de ômega-3, proteínas e antioxidantes, a semente de chia diminui os índices glicêmicos e o colesterol. Quando colocada em água, cria um meio gelatinoso rico em fibras solúveis que auxiliam na sensação de saciedade e no funcionamento intestinal. Pode ser usada para dar um sabor extra em molhos, shakes, sucos e caldos.

Fonte: Bio Mundo

O poder dos alimentos contra a queda de cabelo

Soja, cenoura e castanhas são alguns exemplos de alimentos que ajudam a fortalecer os fios

Estudos apontam que a queda excessiva de cabelo pode ser sinal de alguma disfunção no organismo, inclusive causada pela má alimentação. Por isso, Jessica Santos, nutricionista da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, lista algumas comidas que podem ajudar a manter a saúde dos fios:

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Rachel Gorjestani/Pixabay

Soja, ervilha e feijão: as proteínas de leguminosas como soja, ervilha e feijão são essenciais para diminuir a queda de cabelo e ajudar na reposição de fios novos. Além disso, o nutriente também evita que o cabelo fique opaco e sem vida.

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Oleagionosas: a especialista aponta que castanhas, nozes e avelãs são fontes de zinco, mineral que contribui para o crescimento saudável dos fios, deixando-os mais fortes e resistentes à queda e quebra.

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Vegetais de folhas verde-escuras: devido à alta concentração de vitaminas A e C, que possuem ação antioxidante, vegetais como espinafre, brócolis e couve ajudam a evitar o envelhecimento das células capilares e, por consequência, na queda dos fios e caspa.

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Pixabay

Grãos integrais: alimentos como a aveia são ricos em vitaminas do complexo B, fundamentais para acelerar o crescimento dos fios e prevenir a queda. “Os grãos integrais inclusive possuem a vitamina B5, também conhecida por pantenol, substância presente em poderosos dermocosméticos para hidratar pele e cabelos”, esclarece.

Pouring water from bottle into glass on blue background
Pouring water from bottle into glass on blue background

Água: por último, mas não menos importante, está a importância de manter todo o organismo hidratado para evitar o ressecamento dos fios. “O consumo diário de água e de sucos integrais também contribuem para a hidratação dos fios”, completa.

Sugestões de produtos – Superbom

Abaixo a nutricionista indica alguns alimentos prontos, fáceis de serem encontrados em comércios que possuem os nutrientes necessários para deixar os cabelos livre de queda e com vida.

Proteínas da soja – Superbom

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A proteína presente na soja é essencial para a vitalidade dos cabelos. A Superbom tem uma linha de substitutos da carne feitas à base de soja que estão disponíveis nas versões: Bife, Carne, Salsicha, Almôndegas ao molho sugo, Vegan Meat, Salsicha defumada aperitivo, Hambúrguer, Salsicha defumada, Medalhão ao molho madeira, Molho bolonhesa, Cubinhos ao molho mexicano, Escalope ao molho caseiro e Jardineira ao molho caseiro.

Proteínas da ervilha – Superbom

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Alimentos à base de proteína da ervilha também são benefícios para as madeixas. As opções de carnes 100% plant-based feitas a partir da proteína da ervilha da Superbom estão disponíveis nas versões: Frango Vegano, Coxinha Vegana, Steak sabor Peixe e Burger Gourmet vegan.

Fonte: Superbom

Alimentos termogênicos: auxílio para uma dieta saudável

Em um momento em que a adoção de uma alimentação saudável se tornou uma questão de saúde pública, para que as pessoas possam ter a sua imunidade reforçada, principalmente aquelas que fazem parte de grupo de risco para a Covid-19, como idosos, hipertensos e diabéticos, conhecer novos alimentos e suas funções pode ser um grande auxílio neste contexto.

“Cuidar da nossa saúde por meio da alimentação deveria ser uma rotina, assim como escovar os dentes e lavar as mãos – ato que se tornou símbolo de saúde neste momento -, pois muitas doenças crônicas da atualidade, como diabetes e hipertensão, podem ser adquiridas devido a uma má alimentação”, avalia Beatriz Cantusio Pazinato, nutricionista da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que atua na Divisão de Extensão Rural (Dextru) da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS).

Outra questão levantada pela nutricionista – em tempo de isolamento social no qual as pessoas estão em casa, muitas vezes sem uma rotina diária de exercícios físicos -,está relacionada a manutenção do peso.

“Muitas pessoas estão em casa, trabalhando em sistema de home office, em que ficam horas sentadas, ou estudando de forma on-line, restritas em espaços menores; a tendência é diminuir as atividades físicas e, muitas vezes, ampliar a ingestão de alimentos industrializados, muitas vezes de elevada densidade calórica. Com isso, uma das consequências pode ser o aumento de peso, que pode levar à piora ou ao desenvolvimento de doenças”, diz a nutricionista.

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Nesse cenário, ganham destaques os alimentos termogênicos que, segundo a literatura especializada, são aqueles que demandam maior energia para que sejam digeridos pelo organismo, fazendo com que o gasto calórico durante a digestão seja maior.

“Todos os alimentos, ao serem digeridos, demandam gasto energético desde a etapa da mastigação, até a absorção final dos seus nutrientes, inclusive elevam a temperatura corporal durante esse processo. Estudos apontam que aos alimentos conhecidos como termogênicos são atribuídas propriedades que aceleram o metabolismo e, consequentemente, favorecem o gasto calórico”, explica Beatriz, salientando que “a ingestão desses alimentos de forma isolada não será suficiente para garantir a perda de peso, pois requer também a prática frequente de atividade física e o consumo de alimentos equilibrados, de acordo com as necessidades nutricionais de cada indivíduo. Para conseguirmos emagrecer, precisamos gastar mais calorias do que ingerimos”, esclarece.

Existe pouca literatura científica disponível sobre esses alimentos, no entanto sabe-se que podem apresentar não apenas as propriedades de aceleração do metabolismo, como também ação antioxidante, melhorias na imunidade, diminuição da flatulência (gases), entre outras.

Plantas termogênicas: cultivo

Segundo Maria Cláudia S. G. Blanco, engenheira agrônoma da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que atua na Dextru/CDRS, dentre as plantas consideradas termogênicas, encontram-se muitos temperos e especiarias. “O que é um presente ao paladar e torna a alimentação nutritiva ainda mais saborosa e convidativa. Temos como exemplos dessas plantas as pimentas em geral, o cravo, a canela, o gengibre, o cominho, o cardamomo e a mostarda; plantas ricas em óleos essenciais, os quais são constituídos por compostos que atuam favorecendo a saúde, além de conferirem sabor e aroma aos alimentos”.

A agrônoma informa que esses alimentos estão disponíveis no mercado, cultivados por agricultores que trabalham arduamente para a população ter segurança alimentar. “No entanto, neste momento em que muitos estão em distanciamento social, existem plantas termogênicas que podem ser cultivadas em casa, seja no jardim, no quintal ou mesmo em vasos ou jardineiras, plantas úteis para a nossa alimentação. Selecionamos aqui três culturas herbáceas e anuais para a descrição do cultivo, pois estas podem ser produzidas de forma caseira. Além da propriedade termogênica, elas possuem atributos que conferem sabor, aroma e benefícios medicinais para diversas preparações culinárias”.

Cominho (Cuminum cyminum)

cominho savory spice
Savory Spice

Nativo do sul da Rússia, o cominho é uma erva aromática anual com cerca de 50cm de altura. Usada como tempero, é um dos componentes do famoso “curry”. É utilizada, também, em preparações medicinais, especialmente para combater distúrbios digestivos.
A parte usada é o fruto, denominado aquênio (popularmente chamado de semente). Trata-se de um fruto simples e seco, com uma semente aderida por um único ponto em sua parede, característica típica das plantas da família Apiaceae, entre elas a erva-doce e o funcho.

O cominho é uma planta de clima subtropical; a temperatura ideal de cultivo se encontra na faixa de 10°C a 26°C, não suportando clima muito quente e seco. Prefere solo arenoargiloso, com pH em torno de 6,2, rico em matéria orgânica e cálcio.
A propagação é feita por sementes em sementeira ou viveiro para formação de mudas. Ao atingirem entre 5cm e 10cm de altura, podem ser transplantadas em canteiros, sob espaçamento de 30cm a 40cm entre linhas e de 15cm a 25cm entre plantas.
Pode ser facilmente cultivado em vaso ou jardineira, utilizando-se composto orgânico e adubos orgânicos adequados para hortaliças, encontrados em bons estabelecimentos agropecuários. O solo deve ser mantido úmido, sem proporcionar encharcamento. O cominho precisa de algumas horas por dia de sol direto para seu bom desenvolvimento.

Cuminum cyminum

A colheita é feita de três a quatro meses após o plantio, quando as plantas começarem a secar e os frutos a mudar de cor (amarelecerem). Deve-se realizar o corte das plantas e posteriormente pendurá-las, invertidas; logo abaixo delas, colocar recipiente ou pano para receberem os frutos que caem do feixe após o término da secagem. Este procedimento pode ser feito à sombra, em temperatura ambiente ou em secador com temperatura máxima de 40°C. Os frutos do cominho podem ser usados inteiros ou moídos para preparação de chá medicinal, pães, carnes, sopas etc.

Gengibre (Zingiber officinale)

ginger gengibre

O gengibre, originário da Ásia, é uma planta perene rizomatosa que pode atingir um metro de altura. O rizoma carnoso é a parte comestível da planta, sendo utilizado na culinária; na agroindústria de bebidas e alimentos; na perfumaria; e na produção de medicamentos e cosméticos. Prefere clima quente e úmido com precipitação (chuvas) de no mínimo 1.500mm/ano. Exige solo fértil, leve, bem drenado e rico em matéria orgânica.

O plantio deve ser feito em local definitivo, por meio de rizomas que tenham de 5cm a 10cm de comprimento e com gemas túrgidas (em início de brotação). Os rizomas são colocados em sulcos de 10cm a 15cm de profundidade e cobertos com uma camada de 5cm a 10cm de terra. A adubação de plantio é feita com cinco toneladas de composto orgânico por hectare. Caso seja necessário o plantio em vaso, este deve ser grande e de boca larga, capaz de comportar os rizomas crescidos e facilitar a colheita. Utilizar composto orgânico e adubos orgânicos para hortaliças, como torta de mamona.
O gengibre deve ser plantado de setembro a novembro. A colheita se dá após sete até 10 meses do plantio, quando as folhas secam. O espaçamento recomendado é de um metro entre linhas e 40cm entre plantas.

Os principais cuidados são a manutenção da umidade do solo, mas sem encharcamento; a realização de amontoas (chegamento de terra no colo da planta) para cobrirem os rizomas superficiais, de três a quatro vezes durante o ciclo da cultura (no vaso, basta colocar terra a medida em que eles aparecerem na superfície); e a adubação de cobertura, a qual deve ser realizada em dois momentos usando-se cinco toneladas de composto por hectare antes da primeira amontoa (90 dias) e cinco toneladas de composto por hectare antes da terceira amontoa (150 dias).

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O gengibre pode ser consumido fresco ou desidratado e é utilizado em diversos produtos medicinais como xarope e pastilhas, em variadas preparações culinárias doces ou salgadas e em chás, sucos e outras bebidas como o quentão, típico das festividades juninas brasileiras.

Pimentas (Capsicum spp)

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Há vários tipos de pimentas, com diferentes formatos, cores, aromas e graus de pungência. Muitas são originárias das Américas, inclusive do Brasil. Ao escolher a variedade para plantio, selecione a que mais agrade o paladar, além de considerar a resistência da variedade às doenças que mais ocorrem nessa cultura. Dentre as mais cultivadas no Brasil, temos a dedo-de-moça, cumari, de cheiro, malagueta, biquinho e pimenta-de-bode.

Podem ser plantadas no campo ou em vasos, neste caso utilizar húmus de boa qualidade, sementes ou mudas de boa procedência e fertilizantes orgânicos para hortaliças como torta de mamona, geralmente encontrados em bons estabelecimentos agropecuários.
No campo, o plantio das mudas produzidas em viveiro é feito em sulcos de 30cm a 40cm de largura por 20cm a 25cm de profundidade, distanciados por 80cm ou em covas de 20x20x20cm, espaçadas de um a 1,5m entre linhas e de 0,5m a 0,9m entre plantas.
A adubação de plantio é realizada com 15 até 40 toneladas/ha de composto orgânico ou esterco de curral curtido. A adubação de cobertura, com 50g a 100g por planta de torta de mamona, deverá ser dividida em quatro aplicações, sendo uma delas no início do florescimento e outra na frutificação.

pimenta pimenteira pixabay
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A pimenteira pode produzir por vários meses, por isso recomenda-se que seja tutorada com meia estaca (pode ser de taquara ou bambu) e feita uma poda após o término de cada colheita, estimulando a rebrota da planta. A colheita se inicia de 90 a 140 dias após o plantio, dependendo da variedade, do manejo etc. As pimentas são consumidas frescas, desidratadas ou em conserva. Compõem diferentes pratos salgados e doces, oferecendo-lhes um toque picante ou “de cheiro” que os tornam especiais e inesquecíveis.

Confira algumas receitas com os ingredientes acima:

Salada de couve com gengibre

salada gengibre repolho domesticate
Imagem meramente ilustrativa/Domesticate

Ingredientes:
1 pires de couve mineira cortada bem fininho;
1 pires de brócolis cozido al dente e cortado;
1 pires de beterraba ralada;
1 colher (das de sopa) de gengibre ralado, para temperar;
1 colher de sopa de vinagre de maçã;
½ limão;
1 “fio” de azeite;
sal a gosto.

Preparo:
Coloque a couve, o brócolis, a beterraba e o gengibre ralado em uma vasilha. Misture. Tempere a salada com sal, azeite, vinagre de maçã e limão. Sirva e bom apetite.

Sopa de abóbora com cominho

sopa abobora pinterest
Imagem meramente ilustrativa/Pinterest

Ingredientes:
1 quilo de abóbora ou moranga cortada em cubos sem casca e sem sementes;
1/2 maçã descascada e sem sementes;
1 batata pequena descascada e picada;
1 cebola picada;
1 cenoura cortada em rodelas;
2 dentes de alho;
2 colheres (chá) de cominho;
3 colheres (sopa) de cheiro-verde fresco picado (salsinha e cebolinha);
3 xícaras (chá) de caldo de galinha já preparado;
1/2 xícara (chá) de leite;
sal a gosto.

Preparo:
Colocar todos os ingredientes, menos o leite e o cheiro-verde, em uma panela grande. Cozinhar em fogo médio, com a panela tampada, até que os legumes estejam cozidos. Bater todos os ingredientes no liquidificador. Voltar à panela, juntar o leite, o cheiro-verde, mexer e acertar o sal, se necessário. Servir bem quente.

Rendimento: de 4 a 6 porções.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Shoppings da Multiplan em São Paulo arrecadam doações para Baixada Santista

Para ajudar as vítimas das tragédias causadas pela chuva na Baixada Santista, o MorumbiShopping, Shopping Anália Franco, Shopping Vila Olímpia e ParkShoppingSãoCaetano estão arrecadando doações que serão entregues para o Fundo Social de Solidariedade das cidades de São Vicente, Guarujá e Cubatão.

Os clientes que desejarem ajudar podem contribuir doando alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal e produtos de limpeza. A arrecadação segue até dia 15, domingo, nos quatro pontos:

MorumbiShopping
Local de arrecadação: SAC, piso G2
Endereço: Av. Roque Petroni Jr., 1089 – São Paulo/SP

Shopping Anália Franco
Local de arrecadação: SAC, piso Jasmim
Endereço: Avenida Regente Feijó, 1739 – Tatuapé, São Paulo/SP

analiafranco

Shopping Vila Olímpia
Local de arrecadação: SAC – Mezanino do Piso Térreo
Endereço: R. Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo/SP

ParkShoppingSãoCaetano
Local de arrecadação: Piso São Caetano L1 – entrada A
Endereço: ParkShoppingSãoCaetano – Alameda Terracota, 545, Espaço Cerâmica, São Caetano do Sul/SP

Você já ouviu falar sobre alimentação sazonal?

Prática auxilia no emagrecimento e na economia doméstica

Durante os próximos meses começa a época do mamão, das nozes, da uva e do rabanete. Além desses, outros inúmeros alimentos se tornam mais ou menos frequentes nas feiras livres de todo o país de acordo com a sua sazonalidade e região. Mas por que respeitar essa característica quando, dia após dia, os alimentos se tornam mais fáceis de serem encontrados durante todo o ano?

frutas

Entre os benefícios de priorizar o consumo dos alimentos de acordo com a safra, há o aumento da qualidade, os impactos na saúde e o baixo custo que essa prática pode oferecer. “Cada hortaliça, legume e fruta tem um período propício para o cultivo. Basicamente, há o que chamamos de início de safra, quando os alimentos começam a chegar aos balcões; safra, quando a oferta é abundante; fim de safra, quando encontrar aquele item começa a ser mais difícil; e, por fim, a entressafra, quando o alimento não é cultivado e vendido”, explica o Nutricionista do Vigilantes do Peso, Matheus Motta.

Durante o ápice da safra, os alimentos encontram condições naturalmente favoráveis para seu cultivo e colheita e se mostram maiores, melhores e em grande quantidade. “Essa qualidade vai além da fruta bonita e chega também no valor nutricional. Alimentos consumidos dentro do período da safra tendem a se desenvolver melhor, podendo conter mais vitaminas e minerais , já que a semente encontra solo e ambiente propícios para se desenvolver”, ressalta o especialista.

Quem já tentou comprar morango fora de época sabe que uma fruta também pode ser salgada. Isso acontece em função da oferta e da procura. A dificuldade em cultivar um alimento diminui a quantidade e afeta a qualidade do item ofertado. Matheus conta ainda que em função disso, conhecer e respeitar as safras também auxilia – além da manutenção da saúde, na economia doméstica.

alimentos frutas vermelhas

Luciana Daudt, gestora jurídica e Associada do Vigilantes do Peso, adotou a sazonalidade na alimentação depois de perceber que alguns itens da lista de compras estavam caros demais. “Fui procurar o porquê e descobri que o aumento nos preços era em decorrência da entressafra”, explica.

Alimento melhor significa saúde melhor? Para Luciana, sim. “Sou uma pessoa muito alérgica e a alimentação impacta bastante no funcionamento do meu organismo. Ingerir alimentos mais frescos e nutritivos, cultivados com respeito à sazonalidade, melhorou bastante as minhas crises de alergia na pele”.

De acordo com Matheus, a saúde é beneficiada porque há uma variação nas escolhas. “Se a pessoa segue a sazonalidade, ela passa a adaptar o cardápio mês a mês e, assim, consome uma maior variedade de alimentos  e, consequentemente, de nutrientes, vitaminas e minerais”, complementa.

verduras legumes frutas

“Para quem quer emagrecer, essa variação ajuda a deixar a alimentação mais leve e fugir da rotina, a probabilidade da pessoa enjoar de comer um único legume é menor, e, assim, o engajamento dela na reeducação alimentar também é beneficiado”, conclui.

Fonte: Vigilantes do Peso

Cardiologista alerta sobre os reais perigos dos alimentos ultraprocessados

De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade no Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) foram responsáveis por 51,6% das mortes no ano de 2015, na população de idade entre 30 e 69 anos. Um dos causadores diretos desse alarmante número é a mudança alimentar do ser humano moderno.

Alimentos in natura ou minimamente processados passaram a ser substituídos por alimentos industrializados prontos, como os preparados no micro-ondas. Estes são ricos em sódio e açúcar, elementos que, se ingeridos em excesso, podem provocar uma série de doenças – desde obesidade até problemas cardiovasculares, diabetes e câncer.

micro-ondas pipoca

A publicação de dois amplos estudos na Espanha e na França reforçaram a ligação desse tipo de alimento com a mortalidade precoce. O primeiro, feito pela Universidade de Navarra, acompanhou 19.899 pessoas e suas respectivas dietas por dez anos. Durante o período, 335 participantes morreram e, a cada dez que comeram menos alimentos ultraprocessados, houve 16 falecimentos entre os que mais comeram este tipo de comida (quatro ou mais porções por dia).

Já a pesquisa da Universidade de Paris seguiu 105.158 pessoas por cinco anos e mostrou que os que mais consumiram alimentos ultraprocessados tiveram índice de 12,7% a mais na ocorrência de problemas cardiovasculares que as pessoas que consumiram menos.

Para a nutricionista Regina Stikan Carrijo, do Hospital Santa Catarina (SP), este cenário merece forte atenção da população. “No mundo atual, imediatista e de muita demanda profissional, a tendência é de cada vez mais existir o consumo da comida pronta. Mas, essas, são altamente danosas à saúde, principalmente à saúde do coração. A taxa de nutrientes e fibras dos ultraprocessados é baixíssima”, completa.

O que são exatamente os ultraprocessados?

salsicha e embutidos pixabay

Estes alimentos passaram por maior processamento industrial e possuem grandes quantidades de ingredientes químicos em sua composição, entre eles conservantes, modificadores de sabor e intensificadores de cor. Alguns exemplos são: refeições prontas como lasanhas, pizzas e massas; carnes processadas como bacon, salsichas e hambúrgueres; sopas e bolos instantâneos; shakes que substituem refeições; nuggets de frango e sorvetes produzidos em larga escala.

Relação na incidência de doenças cardiovasculares

eletrocardiograma saude coração pixabay

O consumo em grande quantidade dos alimentos ultraprocessados favorece o surgimento de doenças no coração, diabetes e diversos tipos de câncer. De acordo com Diego Gaia, coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina (SP), o coração recebe uma bomba quando a pessoa ingere essas comidas.

“O coração é o órgão que mais sofre com esse tipo de alimentação. O trabalho dele passa a ser dobrado. Para uma vida longeva e sem sofrimentos, o ideal é investir na ingestão de carnes magras, verduras, legumes e frutas. Além disso, prática regular de exercícios e visitas periódicas ao médico”, conclui.

Fonte: Hospital Santa Catarina