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Você já ouviu falar sobre alimentação sazonal?

Prática auxilia no emagrecimento e na economia doméstica

Durante os próximos meses começa a época do mamão, das nozes, da uva e do rabanete. Além desses, outros inúmeros alimentos se tornam mais ou menos frequentes nas feiras livres de todo o país de acordo com a sua sazonalidade e região. Mas por que respeitar essa característica quando, dia após dia, os alimentos se tornam mais fáceis de serem encontrados durante todo o ano?

frutas

Entre os benefícios de priorizar o consumo dos alimentos de acordo com a safra, há o aumento da qualidade, os impactos na saúde e o baixo custo que essa prática pode oferecer. “Cada hortaliça, legume e fruta tem um período propício para o cultivo. Basicamente, há o que chamamos de início de safra, quando os alimentos começam a chegar aos balcões; safra, quando a oferta é abundante; fim de safra, quando encontrar aquele item começa a ser mais difícil; e, por fim, a entressafra, quando o alimento não é cultivado e vendido”, explica o Nutricionista do Vigilantes do Peso, Matheus Motta.

Durante o ápice da safra, os alimentos encontram condições naturalmente favoráveis para seu cultivo e colheita e se mostram maiores, melhores e em grande quantidade. “Essa qualidade vai além da fruta bonita e chega também no valor nutricional. Alimentos consumidos dentro do período da safra tendem a se desenvolver melhor, podendo conter mais vitaminas e minerais , já que a semente encontra solo e ambiente propícios para se desenvolver”, ressalta o especialista.

Quem já tentou comprar morango fora de época sabe que uma fruta também pode ser salgada. Isso acontece em função da oferta e da procura. A dificuldade em cultivar um alimento diminui a quantidade e afeta a qualidade do item ofertado. Matheus conta ainda que em função disso, conhecer e respeitar as safras também auxilia – além da manutenção da saúde, na economia doméstica.

alimentos frutas vermelhas

Luciana Daudt, gestora jurídica e Associada do Vigilantes do Peso, adotou a sazonalidade na alimentação depois de perceber que alguns itens da lista de compras estavam caros demais. “Fui procurar o porquê e descobri que o aumento nos preços era em decorrência da entressafra”, explica.

Alimento melhor significa saúde melhor? Para Luciana, sim. “Sou uma pessoa muito alérgica e a alimentação impacta bastante no funcionamento do meu organismo. Ingerir alimentos mais frescos e nutritivos, cultivados com respeito à sazonalidade, melhorou bastante as minhas crises de alergia na pele”.

De acordo com Matheus, a saúde é beneficiada porque há uma variação nas escolhas. “Se a pessoa segue a sazonalidade, ela passa a adaptar o cardápio mês a mês e, assim, consome uma maior variedade de alimentos  e, consequentemente, de nutrientes, vitaminas e minerais”, complementa.

verduras legumes frutas

“Para quem quer emagrecer, essa variação ajuda a deixar a alimentação mais leve e fugir da rotina, a probabilidade da pessoa enjoar de comer um único legume é menor, e, assim, o engajamento dela na reeducação alimentar também é beneficiado”, conclui.

Fonte: Vigilantes do Peso

Cardiologista alerta sobre os reais perigos dos alimentos ultraprocessados

De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade no Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) foram responsáveis por 51,6% das mortes no ano de 2015, na população de idade entre 30 e 69 anos. Um dos causadores diretos desse alarmante número é a mudança alimentar do ser humano moderno.

Alimentos in natura ou minimamente processados passaram a ser substituídos por alimentos industrializados prontos, como os preparados no micro-ondas. Estes são ricos em sódio e açúcar, elementos que, se ingeridos em excesso, podem provocar uma série de doenças – desde obesidade até problemas cardiovasculares, diabetes e câncer.

micro-ondas pipoca

A publicação de dois amplos estudos na Espanha e na França reforçaram a ligação desse tipo de alimento com a mortalidade precoce. O primeiro, feito pela Universidade de Navarra, acompanhou 19.899 pessoas e suas respectivas dietas por dez anos. Durante o período, 335 participantes morreram e, a cada dez que comeram menos alimentos ultraprocessados, houve 16 falecimentos entre os que mais comeram este tipo de comida (quatro ou mais porções por dia).

Já a pesquisa da Universidade de Paris seguiu 105.158 pessoas por cinco anos e mostrou que os que mais consumiram alimentos ultraprocessados tiveram índice de 12,7% a mais na ocorrência de problemas cardiovasculares que as pessoas que consumiram menos.

Para a nutricionista Regina Stikan Carrijo, do Hospital Santa Catarina (SP), este cenário merece forte atenção da população. “No mundo atual, imediatista e de muita demanda profissional, a tendência é de cada vez mais existir o consumo da comida pronta. Mas, essas, são altamente danosas à saúde, principalmente à saúde do coração. A taxa de nutrientes e fibras dos ultraprocessados é baixíssima”, completa.

O que são exatamente os ultraprocessados?

salsicha e embutidos pixabay

Estes alimentos passaram por maior processamento industrial e possuem grandes quantidades de ingredientes químicos em sua composição, entre eles conservantes, modificadores de sabor e intensificadores de cor. Alguns exemplos são: refeições prontas como lasanhas, pizzas e massas; carnes processadas como bacon, salsichas e hambúrgueres; sopas e bolos instantâneos; shakes que substituem refeições; nuggets de frango e sorvetes produzidos em larga escala.

Relação na incidência de doenças cardiovasculares

eletrocardiograma saude coração pixabay

O consumo em grande quantidade dos alimentos ultraprocessados favorece o surgimento de doenças no coração, diabetes e diversos tipos de câncer. De acordo com Diego Gaia, coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina (SP), o coração recebe uma bomba quando a pessoa ingere essas comidas.

“O coração é o órgão que mais sofre com esse tipo de alimentação. O trabalho dele passa a ser dobrado. Para uma vida longeva e sem sofrimentos, o ideal é investir na ingestão de carnes magras, verduras, legumes e frutas. Além disso, prática regular de exercícios e visitas periódicas ao médico”, conclui.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Ceagesp celebra 50 anos com cerimônia oficial e ações sociais

Nesta sexta-feira (31), a Ceagesp estará comemorando seus 50 anos com uma série de evento para celebrar esta data tão especial. A maior rede de entrepostos e armazéns de frutas, legumes, verduras, flores, pescados e grãos estará realizando a cerimônia oficial na sua maior unidade, na capital paulista – o Entreposto Terminal São Paulo –, e no mesmo local, dos dias 3 a 7 de junho, haverá uma série de ações de cidadania. Confira a programação!

Dia 31 – sexta-feira

15h – Abertura solene com a banda do exército – Passarela do Pavilhão Mercado Livre do Produtor (MLP).
15h15 – Palavra do Presidente da Ceagesp, Johnni Hunter Nogueira, e presidente do Conselho Administrativo – Consad, Marcus Flávio Oliveira (representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa) – Passarela do MLP.
15h30 – Apresentação da Banda Exército – Passarela do MLP.
16h – Benção do Diácono Luiz Carlos de Laet.
Ato com as crianças da Associação Nossa Turma com a diretoria para plantar mudas no jardim – Auditório Nelson Loda.
16h15h – Homenagem às pessoas que contribuíram direta ou indiretamente para os 50 anos da Ceagesp – Auditório Nelson Loda.
16h30 – Palestra Alimentação Saudável com André Nassar (presidente do grupo MBG).
17h15 -19h – Café da tarde no Espaço Gastronômico Sampa Foods.

Ações de Cidadania

De 3 a 5 de junho das 10h às 15h

Saúde – Serviço: Aferição de pressão arterial e coração.
Beleza & Cidadania – Serviço de automaquiagem.
Avaliação Nutricional – Serviço de pesagem, medição e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Diagnóstico e orientação de dieta para uma alimentação saudável.

De 3 a 7 de junho das 10h às 16h (exceto dia 6/6 – 10h50 às 15h30)

Orientação sobre Empreendedorismo – Serviço de atendimento para empresários nos diversos setores e para pessoas que planejam abrir o próprio negócio.

        Importante distribuidor de alimentos

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A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) surgiu em maio de 1969 da fusão de duas empresas mantidas pelo governo do Estado de São Paulo: o Centro Estadual de Abastecimento (Ceasa) e a Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp). Hoje, prestes a completar 50 anos, ela se destaca como importante distribuidor de frutas, legumes e verduras, pescados e flores não só para a cidade de São Paulo, como para todo o país.

Cerca de 60% de tudo que é consumido em hortícolas e pescados passa pelo portões da CEAGESP, que ainda abastece cerca de 30% de tudo que é comercializado nas centrais de abastecimento do Brasil, desde a região amazônica até a ponta do Rio Grande do Sul. Seus números não param por aí.

Atualmente, recebe mercadorias de mais de 200 municípios brasileiros e 18 países, e por ano movimenta em torno de R$ 3,06 milhões de toneladas de alimentos por ano (dados de 2018), o que representam um volume financeiro aproximado de R$ 7,8 bilhões, somente no Entreposto Terminal São Paulo, na capital paulista, o maior da rede de 13 unidades de entrepostagem espalhados em todo o estado de São Paulo.

No interior do estado, são 12 centrais de abastecimento regionais estrategicamente posicionadas para garantir que produtores locais possam oferecer seus produtos próximos às suas áreas de produção, oferecendo assim ao consumidor frutas, legumes e verduras frescos todos os dias. Somados, as unidades comercializaram em 2018 cerca de 857,9 mil toneladas de produtos, o que representou cerca de R$ 1,8 bilhão.

Aliás, a rede Ceagesp só fecha seus portões no Natal e Ano Novo, permanecendo aberta inclusive nos feriados. O Entreposto Terminal São Paulo praticamente funciona 24 horas, com a feira de pescados funcionando de madrugada de terça a sábado das 2h às 6h, a feira de flores operando de 0h às 9h30, frutas, legumes e verduras entrando pelos portões já a partir das 4h, e a comercialização de hortaliças no Pavilhão Mercado Livre do Produtor indo até às 21h quase todos os dias.

A Ceagesp foi criada para possibilitar que a produção do campo, proveniente de vários estados brasileiros e de outros países, alcance a mesa das pessoas com regularidade e qualidade. Para tanto, conta com duas unidades de negócios distintas e que são complementares: a entrepostagem e a armazenagem.

Entrepostagem

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Em 1977, quando a Ceagesp ampliou o Pavilhão Mercado Livre do Produtor (MLP), construído em 1964 no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), na capital paulista, chegou-se ao recorde de 6,2 mil toneladas de produtos vendidos em um só dia. A marca superou o maior mercado do mundo, o Paris-Rungis, na França.

Hoje, o ETSP, que foi inaugurado em 1966, é considerado um dos maiores centros de comercialização atacadista do planeta, com a movimentação média de 280 mil toneladas de frutas, legumes, verduras, pescados, flores e diversos (alho, batata, cebola, coco seco e ovos) a cada mês.

No final dos anos 70, a empresa iniciou o processo de descentralização, com a inauguração, em São José do Rio Preto, da primeira unidade de comercialização fora da capital. Atualmente, a Companhia mantém 12 centrais de abastecimento no interior, próximas a polos de produção e consumo.

Na mesma época, a Ceagesp também investiu no atendimento ao consumidor. Em 1979, criou o primeiro varejão com produtos frescos a preços controlados. Em 1983, vieram os sacolões para vender legumes e verduras por quilo a preço único. Em 1984, surgiram os comboios, que funcionavam como mini varejões. Finalmente, em dezembro de 1994, houve a implantação do varejão noturno no ETSP.

Armazenagem

A rede de armazenagem também acompanhou o crescimento da Companhia. Em 1970, foram construídos os primeiros silos (grandes depósitos, em forma de cilindro, para guardar produtos agrícolas) horizontais do país, acoplados a graneleiros (locais que recebem ou abrigam mercadorias a granel). Na época, a rede recebia os estoques reguladores do Governo Federal, comprados em vários estados e armazenados em cidades do interior de São Paulo.

A partir de 1986, os armazéns da empresa passaram a acondicionar açúcar ensacado, por conta da expansão da cultura de cana-de-açúcar que, ao lado da laranja, assumiu a liderança da agricultura paulista. Em 1997, a Ceagesp foi federalizada e vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Missão e ação social

Mais do que nunca, a Ceagesp garante, de forma sustentável, a infraestrutura necessária para que atacadistas, varejistas, produtores rurais, cooperativas, importadores, exportadores e agroindústrias desenvolvam suas atividades com garantia de segurança, eficiência e serviços qualificados, e com isso, possibilita que a população brasileira tenha acesso a alimentos frescos e saudáveis o ano todo.

Preocupada também com sua participação na sociedade, a Companhia possui dois projetos sociais: a Associação de Apoio à Infância e Adolescência Nossa Turma e o Banco Ceagesp de Alimentos (BCA). A Nossa Turma está estabelecida dentro do Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), e atende cerca de 160 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social que vivem no entorno da região. O espaço ocupado é cedido através de convênio firmado entre a empresa e a Associação. A Nossa Turma oferece lazer educativo voltado ao desenvolvimento humano, de modo a garantir as bases para uma transformação social positiva.

Banco Ceagesp de Alimentos (BCA)

Criado em 2003, o Banco Ceagesp de Alimentos (BCA) faz parte do projeto social da Ceagesp, cujo propósito principal é combater o desperdício de alimentos ao redirecionar frutas, legumes e verduras doados pelos comerciantes do Entreposto Terminal São Paulo para entidades cadastradas que fazem atendimento a pessoas em situação de risco alimentar, como moradores de rua, dependentes de substâncias químicas, pessoas de baixa renda ou em situação de exclusão social.

Em 2018, o BCA registrou cerca de 753 atendimentos, que totalizaram algo em torno de 902 toneladas de produtos que deixaram de ir para o lixo e foram utilizados para alimentar centenas de pessoas beneficiadas pelo programa. De janeiro a abril de 2019, o Banco Ceagesp de Alimentos conseguiu fazer cerca de 173 atendimentos, um total de 304 toneladas de frutas, legumes e verduras reaproveitadas para consumo humano.

Guia de cores de alimentos é aliado na prevenção de câncer

Cartela ‘Pantone dos alimentos’ mostra as propriedades naturais que contribuem para o combate de tumores e para a saúde em geral

Ter no cardápio diário um prato colorido e diversificado, com verduras, legumes e frutas, é um dos principais caminhos para nutrir e melhorar as funções do corpo, fortalecer o organismo e ainda se proteger contra diversas doenças.

Dados baseadas nos relatórios do Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF) e do Instituto Americano de Pesquisa em Câncer (AICR) e em outros estudos relevam que a alimentação e a nutrição inadequadas ocupam a segunda posição na lista de causas de câncer que podem ser prevenidas. Elas correspondem até 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes pela doença.

“As antocianinas, carotenoides, dentre outros compostos fitoquímicos são antioxidantes que determinam as cores dos alimentos – e cada tom representa um benefício ao organismo. Além de cores, esses elementos são responsáveis por fornecer aroma e sabor”, explica a nutricionista oncológica do Centro de Excelência Oncológica (unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro) Paula Pratti.

A especialista também ressalta a importância dos fitoquímicos – categoria de nutrientes presentes em alimentos de origem vegetal e que não se enquadra como vitaminas e nem minerais – na boa nutrição.

“Os fitoquímicos mais famosos são a clorofila e o betacaroteno. O primeiro está presente nos alimentos verdes, como espinafre, couve e ervilha, e é conhecido por fortalecer os mecanismos de defesa. Já o segundo está nos alimentos amarelos ou laranjas, como no caso da cenoura, e ganhou fama por ajudar a manter o bronzeado da pele, além de ser bastante importante para a saúde dos olhos”, afirma.

Outro ponto importante para a especialista é a ingestão de alimentos vermelhos, brancos e amarelos por idosos: “Esse grupo de alimentos vermelhos possui antioxidantes que auxiliam no sistema imunológico e na saúde da pele. Os brancos e amarelos contêm nutrientes, como o cálcio e potássio, essenciais para manutenção da saúde dos ossos, o que, além de cruciais para a terceira idade, são da mesma forma valiosos para crianças”, diz a nutricionista.

Reforço no combate ao câncer

Os elementos que compõem essa cartela de cores dos alimentos são capazes de atuar em diversas fases do corpo celular, beneficiando tanto quem quer prevenir doenças, quanto quem está em tratamento de diferentes tipos de condições, entre elas o câncer.

“Os pacientes oncológicos, com ou sem uso de quimioterápicos, tiram benefícios do consumo de todo esse arco-íris de cores presentes nos alimentos naturais. O tratamento e a própria doença podem levar a um maior estresse oxidativo, processo que está inclusive relacionado ao surgimento de outras doenças crônicas, como Parkinson ou Alzheimer”, diz Daniele Ferreira, oncologista da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico (unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro).

A médica salienta que, mesmo com a diversidade de tons no cardápio diário, há alguns grupos que devem ter sua ingestão reforçada: “Os alimentos verdes escuros, roxos e vermelhos são os mais recomendados, devido a sua propriedade antioxidante”.

A nutricionista compartilha da opinião da médica: “O organismo do paciente oncológico está muito sobrecarregado com o processo da doença e esses três tipos de grupos de cores ajudam a neutralizar esse organismo, além de melhorar a imunidade e promover melhores respostas do organismo à medicação”, explica Paula, que ainda recomenda inserção do gengibre na dieta para auxiliar no controle de náuseas.

Pantone dos alimentos

Brancos e amarelos

maracuja
Foto: Lindley

Esses alimentos são ricos em cálcio, potássio, vitamina C e outras substâncias. Nesta categoria entram leite, cogumelo, queijo, arroz, batata, banana, couve-flor, maracujá e laranja. “O cálcio e o potássio contribuem para a formação e manutenção dos ossos, para a regulação dos batimentos cardíacos e para o funcionamento do sistema nervoso e dos músculos. Possuem efeito anti-inflamatório e antialérgico, propriedades antibióticas e ainda ajudam a prevenir doenças cardiovasculares e a reduzir o LDL colesterol”, comenta a nutricionista. A especialista ressalta que as frutas mais ácidas e cítricas são fontes importantes de vitamina C, responsável por diversos benefícios, entre eles o aumento da imunidade a doenças. “Os alimentos com o interior branco, como maçã e pera, também possuem ácido málico, que auxilia na redução da fadiga provocada pela quimioterapia e combatem a prisão de ventre. Já o abacaxi contém bromelina, que melhora a digestão”, diz a nutricionista.

Laranja

damasco

Neste grupo entram os alimentos que possuem carotenoides, substâncias que incluem betacaroteno, responsável pela fabricação de vitamina A no nosso corpo. Abóbora, pêssego, cenoura, damasco, laranja, manga, mamão compõem esta categoria.
“Eles são antioxidantes e favorecem o metabolismo das gorduras, ajudam no funcionamento dos glóbulos brancos, fundamentais para um sistema imunológico saudável, promovem o crescimento ósseo e colaboram na regulação do crescimento, na divisão celular e no funcionamento do sistema nervoso”, ressalta a nutricionista. A especialista ainda acrescenta que a curcumina, princípio ativo do açafrão, tem sido extensivamente investigada no tratamento de uma grande variedade de cânceres. São eles: gastrointestinais, geniturinários, mama, pulmão e neurológicos. A vitamina A e dois outros tipos de carotenoides – a luteína e a zeaxantina – também são importantes para o bom funcionamento da visão, para o viço e o bronzeamento da pele, e para a força dos cabelos e das unhas.

Vermelhos

cerejas do chile
O time vermelho conta com alimentos que possuem vitaminas A, C e as do complexo B, além de sais minerais, como magnésio e cobre. Aqui entram tomate, caqui, melancia, goiaba, cereja, pimentão, morango e framboesa. “Os alimentos pertencentes a esse grupo são também chamados de alimentos quimioprotetores, atuando como fatores de proteção do corpo. Além disso, contribuem na eliminação do estresse oxidativo. Seu consumo diário reduz os riscos de desenvolver doenças como câncer de próstata e de pulmão, além de atuar na prevenção de diabetes, Alzheimer e Parkinson”, afirma a oncologista.

Roxos

uvas vinho pinot pixabay

Fontes de vitamina B1, nutriente importante para o metabolismo da glucose, os alimentos roxos também contêm os famosos flavonoides. Uva, berinjela, amora, ameixa, figo, beterraba, jabuticaba e até um bom vinho fazem parte dessa categoria.
Essas delícias são ricas em ácido elágico e quercetina, que diminuem os riscos de ataques cardíacos, retardam o envelhecimento e neutralizam as substâncias cancerígenas antes mesmo de elas atingirem os nossos códigos genéticos. “Os flavonoides contribuem para a manutenção da função cerebral adequada, melhoram o fluxo sanguíneo, retardam o envelhecimento das células e ainda possuem propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, anticancerígenas, anti-hepatotóxica e atividades antimicrobiana e antiviral”, frisa a nutricionista.

Verdes

abacate
Espinafre, alface, agrião, abacate, couve, abobrinha, manjericão e pimentão. Esses e muitos outros alimentos verdes contêm micronutrientes valiosos para a saúde, como ferro, fósforo, clorofila, vitamina A e outras.

Marrons

nozes pixabay
Pixabay

Esses alimentos maravilhosos também são ricos em selênio, que melhora a disposição mental, e ainda contêm, vitamina E e vitaminas do complexo B – nutrientes vitais para a nossa saúde. Entre os componentes dessa turma estão aveia, cevada, nozes, centeio, castanhas, cereais, linhaça e grãos. “São excelentes fontes de carboidrato complexo e gorduras boas, substâncias que levam mais tempo para serem transformadas em açúcar pelo nosso organismo, promovendo maior saciedade. Eles também melhoram o funcionamento do intestino, combatem a depressão e a ansiedade e previnem doenças crônicas, como Alzheimer, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer”, conta Paula.

A nutricionista explica ainda que não podemos deixar de lado certos tipos de gorduras insaturadas presentes nestes alimentos, como os ácidos graxos – o ômega 3 e o ômega 6. “Eles são essenciais na regulação do colesterol para manter uma pele saudável e para o transporte e a absorção das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e dos carotenoides”, finaliza Paula.

Na prática

arroz frito comida tailandesa
Pixabay

Um prato ideal deve conter no mínimo três cores diferentes para fornecer todos os nutrientes necessários. Priorizar alimentos crus e recém-preparados também é fundamental para evitar que eles percam suas propriedades. “Ao consumir um suco feito três horas antes, ele já perdeu 80% dos nutrientes. Com a correria do dia a dia, uma boa opção é realizar o congelamento instantâneo, que conserva 99% das vitaminas”, diz a nutricionista.

Para aqueles que têm dificuldades em conseguir manter uma refeição diversificada, a dica é começar aos poucos, adicionando uma cor de cada vez, como uma salada crua ou um vegetal cozido, ou ainda misturar o alimento em outras preparações, como um suflê de legumes, por exemplo. “O paladar é adaptável e, aos poucos, criando hábito, o consumo começa a ser ampliado. Outra sugestão é não se deixar limitar e experimentar novos sabores”, frisa Paula.

Como contribuição na missão de criar um cardápio para o dia a dia, o corpo clínico e equipe de nutrição do Grupo Oncoclínicas elaboraram um guia completo voltado ao público em geral que contribuí para uma alimentação saudável e traz também dicas práticas para pacientes em tratamento do câncer. Essas informações estão disponíveis no site Movimento Pela Vida, onde também está disponível para download o ebook, contendo 30 sugestões de receitas.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Evento reúne chefs e produtores contra o desperdício de alimentos

Festival do Consumo Consciente: Semeando Bons Hábitos terá oficinas gratuitas com chefs e feira de produtores engajados na redução do desperdício

O Brasil participa pela segunda vez da campanha internacional contra o desperdício de alimentos Stop Food Waste Day. Hoje, 24 de abril, dia D da campanha, será realizado em São Paulo o Festival do Consumo Consciente: Semeando Bons Hábitos, que vai reunir chefs, nutricionistas e produtores engajados na redução do desperdício. O evento acontece na Unibes Cultural, das 14h às 18h com entrada gratuita.

A iniciativa é idealizada pelo Grupo Compass em mais de 30 países. No Brasil, a ação acontece por meio da GRSA – Compass, responsável por servir mais de um milhão de refeições por dia em todo o País. Entre os embaixadores da campanha estão os chefs Renato Caleffi, do restaurante Le Manjue, e Morena Leite, do Capim Santo; e as nutricionistas Carina Muller, Alessandra Luglio e Cynthia Antonaccio.

“Queremos estimular a mudança de hábitos que podem fazer grande diferença. Aproveitar melhor os alimentos, ter uma horta em casa e planejar melhor as refeições e compras são atitudes simples do dia a dia que podem gerar um impacto muito positivo”, explica Mara Cristina Maran Baggio, nutricionista e gerente de Segurança e Qualidade da GRSA Compass.

alimentos

Durante o evento, o público poderá participar de oficinas com temas variados. A chef Morena Leite vai mostrar como usar sobras da geladeira para criar farofas bem brasileiras; a nutricionista e chef Carina Muller vai ensinar como fazer leites vegetais e reaproveitar o resíduo; a ONG Banco de alimentos apresentará receitas com aproveitamento Integral dos Alimentos e a Sabor de Fazenda participa com a aula “Mãos à Horta: como plantar ervas aromáticas”. O evento é aberto ao público e gratuito.

Para participar das oficinas é preciso fazer inscrição clicando aqui.

Programação:
14h às 18h – Feira aberta ao público
16h – Oficinas práticas (inscrições limitadas)
1 – Oficina com Morena Leite, chef proprietária do grupo Capim Santo
Tema: Farofa: a mistura brasileira (reaproveitamento da geladeira)
2 – Oficina de Sabor da Fazenda
Tema: Mãos à Horta: como plantar ervas aromáticas
17h – Oficinas práticas (inscrições limitadas)
3 – Oficina com Carina Muller, chef e nutricionista funcional
Tema: Leites vegetais: como fazer e reaproveitar o resíduo
4 – Oficina com Banco de Alimentos
Tema: Aproveitamento integral de alimentos

Festival do Consumo Consciente: Semeando Bons Hábitos
Dia 24 – das 14h às 18h
Local: Unibes Cultural
Rua Oscar Freire, 2500 – ao lado do metrô Sumaré

 

Biguaçu recebe feira ecossolidária no Campus da Univali

Hoje, 20 de setembro, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) recebe, em Biguaçu, artesãos e produtores de alimentos veganos e orgânicos para a realização da edição de setembro da Feira Universidade EcoSolidária. O encontro ocorre, entre 15 e 21 horas, no corredor térreo do bloco 1, do Campus localizado às margens da BR 101, em Biguaçu.

O encontro, que marca a chegada da primavera e integra a programação do 14º Festival Cultural da Univali, contará com a participação de empreendedores solidários da região. No local, além da comercialização de produtos, a feirinha oferecerá uma programação diversificada com apresentações culturais que iniciarão às 18 horas.

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A atividade, organizada pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), da Univali, em parceria com os Fóruns Regionais de Economia Solidária Litorâneo e de Florianópolis, tem como foco a promoção de alternativas para geração de renda e inclusão social. A participação é gratuita e aberta ao público.

Fonte: Univali

Alimentos que funcionam como “botox”

A nutricionista Paula Castilho, da Rede Nação Verde, explica como a alimentação pode ajudar na estética. Muitas mulheres estão investindo em alimentos saudáveis ao invés de procedimentos estéticos (cirúrgicos ou não). Além, do resultado esperado, elas ainda ganham melhora na qualidade de vida.

Esses alimentos evitam o desgaste das células, têm o poder de regenerar os tecidos e ainda conseguem controlar os danos pela radiação solar. Conheça os grandes aliados na luta contra o envelhecimento:

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Tomate – o licopeno, que dá a cor avermelhada à hortaliça, tem o poder de defender a pele contra os raios ultravioleta do sol. Ele protege as fibras de colágeno e contribui para a renovação celular. O ideal é saborear um tomate pequeno maduro, pelo menos três vezes por semana, com um pouco de azeite de oliva: ele é importante para melhorar a absorção do licopeno.

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Foto: Profet77/Pixabay

Iogurtes – se você escolher aqueles abastecidos de lactobacilos, o intestino e a pele vão agradecer. Eles reforçam a imunidade da pele, evitando, por exemplo, a formação de manchas após uma exposição prolongada ao sol. O ideal é optar pelos iogurtes com lactobacilos paracasei e johnsonii, uma porção duas vezes na semana basta.

chá verde

Chá-verde – os polifenóis, presentes em grande quantidade nas folhas desse chá, são famosos pela faxina que promovem no organismo, mandando embora as toxinas e os radicais livres. Como esses dois vilões costumam apagar a beleza da pele e abrir caminho para manchas e rugas é recomendado beber 3 a 4 xícaras por dia ou 1 a 2 xícaras, no caso dos chás verdes enriquecidos com outras substâncias antienvelhecimento, como vitamina C, selênio e zinco.

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Folhas verde-escuras – espinafre, couve, brócolis e repolho também saem na frente no quesito ação antioxidante. Para evitar que as células fiquem, digamos, enferrujadas e a pele envelheça antes da hora, a dica é consumir dois pratos de sobremesa por dia. Na hora da compra, escolha o espinafre que estiver mais próximo da luz – segundo um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry as folhas iluminadas preservam mais as vitaminas C, K, E e folato.

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Soja – com uma ação semelhante à do estrogênio, o hormônio produzido pelo corpo da mulher, as isoflavonas presentes na soja estimulam a renovação celular. O resultado é que as rugas demoram a aparecer, a pele fica mais hidratada, a textura melhora e ainda é possível prevenir manchas e ressecamento. A dica é consumir de 25 gramas de proteína de soja por dia, o equivalente a ½ xícara (chá). Vale também, segundo a nutricionista, incluir na dieta alimentos como quibe, tofu e missô, que são ricos nesse ingrediente.

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Foto: Kamuela/MorgueFile

Acerola – ela vem abarrotada de vitamina C, nutriente que contribui para a formação de dois aliados da beleza: o colágeno e a elastina. O primeiro mantém a firmeza da pele enquanto a elastina ajuda a pele a voltar à sua forma original depois de ela ter sido esticada. Como o corpo precisa de ambos, crie o hábito de degustar diariamente duas acerolas ou uma laranja. Os sucos devem ser consumidos assim que preparados, pois a vitamina C se degrada rapidamente.

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Castanhas – a vedete da castanha-do-brasil é a vitamina E, outro nutriente que também tem um efeito antioxidante. Ela é capaz de manter a pele jovem e viçosa e, de quebra, ainda protege a saúde coração. Mas, como essa delícia é bastante calórica, a nutricionista Andréa aconselha moderação no consumo. Duas unidades por dia ou um mix formado por uma castanha, uma noz e uma amêndoa, que contam com o mesmo efeito benéfico, são suficientes.

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Salmão – peixe rico em ômega-3, um ácido graxo capaz de evitar as marcas da ação danosa do sol. É um antioxidante natural e, quando consumido, deixa a pele mais macia e luminosa. Inclua-o no prato três vezes por semana. Basta um filé médio, de 100 gramas, que pode ser alternado com sardinha ou anchova.

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Frutinhas vermelhas e roxas – não se engane com o tamanho delas. Açaí, framboesa, amora, pitanga, groselha, uva roxa e mirtilo contêm altas doses de antocianinas. Elas neutralizam o efeito dos radicais livres e, evitam o envelhecimento precoce. Previnem os melasmas, as manchas escuras do rosto. Ingerir cinco unidades/dia.

cantaloupe melão pixabay
Foto: Pixabay

Melão cantaloupe – o tom alaranjado dessa fruta indica que ela é rica em betacaroteno, outro nutriente que exerce a função fotoprotetiva. Além de barrar a ação negativa da radiação solar, a fruta é rica em vitamina A, que reforça as defesas cutâneas. Consuma uma fatia ao dia e alterne com uma cenoura, dois damascos secos ou duas colheres de abóbora cozida.

Seis nutrientes essenciais para melhorar a imunidade durante o inverno

Durante o inverno, fatores como o ar mais seco, as mudanças constantes de temperatura, o aumento da poluição e a maior aglomeração de pessoas em ambientes fechados favorecem o aparecimento de doenças, como gripes, asma e rinite, além de facilitarem a ocorrência de infecções.

Mas não é impossível passar pelas estações mais frias sem resfriados e crises alérgicas, pois a adoção de alguns cuidados, principalmente relacionados à alimentação, que atuem no fortalecimento do sistema imunológico, responsável por promover a defesa natural do corpo, podem ajudar a resolver o problema.

“O papel dos alimentos é fundamental e de extrema importância na manutenção e fortalecimento do sistema imune, já que é por meio deles que absorvemos a maioria dos nutrientes que o nosso corpo não produz”, afirma Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

Para ajudar, a especialista indicou os principais nutrientes que devem fazer parte da alimentação de quem deseja turbinar o sistema imunológico. Confira:

ovos fritos tookapic pixabay
Foto: Tookapic/Pixabay

Vitamina A – “Alimentos ricos em vitamina A, como fígado de galinha, ovos, peixe, frutos do mar, cenoura, espinafre e limão, desempenham um papel essencial no processo imunológico devido as propriedades do nutriente de controle da expressão gênica, bem como de danos ao DNA, além de atuar também no crescimento, desenvolvimento e manutenção da pele e possuir ação antioxidante.”

SEMENTE GIRASSOL
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Vitamina B6 – “A Vitamina B6, também conhecida como piridoxina, é importante para a manutenção do sistema imunológico, pois participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado, auxiliando no metabolismo das proteínas e gorduras para formação de hemoglobina. Podendo ser encontrada na semente de girassol, na banana, no espinafre e na carne de porco e de peixe, o nutriente também é essencial para quem deseja manter a pele saudável e a saúde do sistema nervoso.”

oleo de canola - alibaba
Foto: Alibaba

Vitamina E – “A Vitamina E, encontrada em alimentos como cereais, óleos vegetais, carnes e ovos, também deve estar na dieta de quem deseja um sistema imunológico saudável, pois é uma vitamina lipossolúvel necessária para o bom funcionamento de muitos órgãos do corpo, além de ter alta propriedade antioxidante, sendo extremamente útil em retardar naturalmente o envelhecimento, processo que também interfere no desempenho do sistema imune.”

goji berry dry

Vitamina C – “A Vitamina C também possui importante função no sistema imune, ajudando a reparar e regenerar os tecidos, proteger contra doenças cardíacas, auxiliando na absorção de ferro, na diminuição do colesterol total e triglicerídeos, combatendo os radicais livres e, em dose suplementar, diminuindo a duração e os sintomas de resfriado comum. São fonte de vitamina C alimentos como acerola, goiaba, kiwi, morango, laranja, pimentão, brócolis, couve-de-bruxelas, goji berry, cranberry e caju.”

castanha do brasil

Selênio – “Mineral que pode ser encontrado em alimentos como a castanha-do-pará e o pão francês, aumenta a resistência do sistema imune, fazendo com que o corpo consiga combater as doenças com mais eficiência, além de diminuir a probabilidade de ocorrência de doenças cardiovasculares e ajudar na desintoxicação.”

ostras

Zinco – “O Zinco é outro mineral importante, pois combate os radicais livres, ajudando o sistema imunológico a ficar melhor preparado para lutar contra doenças crônicas. Por isso, é fundamental que você consuma alimentos como ostras, camarão, carne de vaca, frango e de peixe, gérmen de trigo, grãos integrais, castanhas, cereais, legumes e tubérculos, que são ricos em Zinco.”

Além dos nutrientes citados acima, o aleitamento materno e o consumo de água e alimentos ricos em probióticos também são essenciais para um bom funcionamento do sistema imunológico. “Porém, caso você sinta que sua imunidade está mais baixa do que deveria, é importante que você consulte um médico, pois apenas ele poderá indicar o melhor tratamento para o seu caso”, finaliza Renata.

Fonte: Renata Domingues é Médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (WOSIAM)

Pesquisa: brasileiros consideram produtos orgânicos mais saudáveis

Mas, apesar de reconhecer a qualidade, boa parte dos consumidores ainda não sabe identificar esses itens entre os convencionais

A busca por um estilo de vida mais saudável cresceu nos últimos anos e, atualmente, pressiona a indústria brasileira a se adaptar para atender essa demanda. A mudança de perfil começou em relação ao consumo de alimentos e bebidas, mas já se expandiu para outros setores, como os de higiene e cosméticos. Diante disso, os produtos com apelo natural ganharam destaque, especialmente os orgânicos. Atrelado também a essa tendência está o engajamento a causas sociais em defesa dos animais e meio ambiente, quesito em que os orgânicos também saem na frente.

No entanto, em meio às estratégias adotadas pelas marcas para se adequar à nova realidade e alcançar essa fatia do mercado, fica difícil diferenciar o que realmente é saudável do que é apenas marketing. De acordo com um levantamento especializado, os consumidores já têm consciência sobre a qualidade melhor dos produtos orgânicos, mas ainda estão confusos na hora da escolha. Para não ter erro, a dica dos especialistas é se guiar pelo selo de certificação adequado.

Perfil de consumo

organicos

De acordo com a pesquisa “A percepção dos consumidores brasileiros sobre cosméticos sustentáveis”, que contou com a participação de 1.517 consumidores de todas as regiões do país, a preocupação com a saúde já deixou de ser apenas em relação aos alimentos ingeridos e passou a ser externa também. As pessoas estão mais atentas ao que estão usando no corpo e cabelo tanto quanto aos ingredientes do prato.

Para se ter ideia o levantamento realizado pelo portal especializado Use Orgânico constatou que 82,5% dos entrevistados consideram a qualidade dos produtos de beleza e higiene tão importante quanto a qualidade da dieta. Além disso, 47% dos participantes afirmam que um estilo de vida saudável consiste em investir em um cardápio balanceado e produtos em geral que priorizem ingredientes naturais e 55% acredita que os produtos orgânicos são melhores que os convencionais.

No entanto, o estudo comprova que os consumidores não sabem, de fato, identificar tal item, pois 60% dos participantes acreditam que os produtos industrializados não podem ser considerados orgânicos e quase metade dos entrevistados (46%) não tem certeza ou acha que um produto natural é a mesma coisa que um orgânico.

E quando se trata de dar uma definição para o item o resultado é ainda mais distante da realidade, pois 28% acredita ser um produto composto totalmente por insumos naturais e 36% dos consumidores atribuem o título apenas aos ingredientes livres do uso de agrotóxicos no cultivo.

Mercado aquecido

organicos

Diante desses dados, é comum que a busca por opções mais seguras à saúde aumente, e, para se adequar às exigências do mercado, a grande aposta da indústria, seja cosmética ou alimentícia, é o apelo natural. Por isso, os produtos orgânicos e naturais ocupam cada vez mais espaço nas prateleiras de supermercados. No entanto, apesar da ciência de qualidade, esses itens ainda são poucos na cesta de compras do brasileiro.

Os consumidores afirmam que ainda há algumas barreiras que impedem a adesão, a principal apontada é o preço alto, seguido pela falta de informações suficientes sobre esse nicho. 50,2% dos entrevistados revelam que o consumo seria maior se o preço se tornasse mais competitivo ou, para 30,8% se houvessem mais opções nos supermercados. Afinal o acesso é outro fator negativo, pois, os consumidores apresentam dificuldades em encontrar produtos orgânicos com facilidade, tendo que recorrer à internet e lojas especializadas.

Qualidade de vida

legume organicos raízes

Para o nutrólogo Pedro Vieira de Goes Neto o consumo de alimentos orgânicos é muito mais vantajoso para a saúde e meio ambiente em relação aos produtos convencionais, além de não deixarem nada a desejar quando se trata de sabor e qualidade. “O processo de produção mais rigoroso não prejudica as características naturais do ingrediente, pelo contrário, ajuda a preservar suas propriedades nutricionais com segurança. Por isso, os orgânicos são sempre a melhor escolha, especialmente as frutas, verduras e legumes, que, no caso de serem convencionais, são mais expostos a doses altas de agrotóxicos, e, em alguns casos é ainda pior, como o tomate e maçã, que possuem a casca mais fina e podem ter essas toxinas penetradas em suas polpas”.

De acordo com Neto essa conscientização da população a respeito desses produtos diferenciados é extremamente benéfica e necessária: “Essa tendência crescente da busca pelo mais saudável contribui para um posicionamento de marcas que tiveram que voltar o olhar para esse mercado e isso é importante para que haja uma expansão que aumente a facilidade de acesso das pessoas a esses itens. Além disso, quanto maior a oferta, mais as pessoas terão a oportunidade de conhecer e adquirir” – explica o especialista.

Sejam in natura ou processados, os alimentos orgânicos vão muito além de serem livres de agrotóxicos. Além dessa característica, que é uma das mais conhecidas, o nutrólogo explica que esses itens passam por um sistema produtivo sustentável, que vai desde o plantio e cultivo da matéria prima até a distribuição. Qualidades que atraem ainda mais os consumidores que já são adeptos desse nicho. Prova disso é que a principal motivação para o uso de produtos orgânicos, de acordo com o levantamento, é o apoio ao consumo consciente e métodos de produção mais sustentáveis seguido pela preocupação com o meio ambiente e os animais, e pelo desejo de ter um estilo de vida mais saudável.

De olho na autenticidade

Diferente do que as pessoas costumam pensar, os produtos naturais nem sempre podem ser associados aos orgânicos, isso porque ainda não há uma definição legal no Brasil para regulamentar os naturais. Muitas marcas usam as normas de agências internacionais, mas outras se aproveitam apenas do apelo natural, mesmo contendo uma carga sintética. Já os orgânicos são regulamentados e fiscalizados para garantir a qualidade.

De acordo com o levantamento apenas 46% dos consumidores verificam a presença de algum certificado. Para o nutrólogo, esse é um cuidado básico que garante a autenticidade do produto e não pode ser deixado de lado: “Hoje em dia não dá para confiar apenas nas informações destacadas no rótulo, é preciso ler a fórmula do produto e se atentar aos ingredientes, mas para facilitar esse processo existem os selos, pois todo orgânico passa por uma auditoria para ganhar os certificados de comprovação”.

organicos legumes

Aqui no Brasil existe a Lei dos Orgânicos (10.831/03), aprovada em 2007, que trouxe mais segurança e qualidade à produção e comercialização, garantindo que o produto, seja processado ou embalado, está mesmo de acordo com a regulamentação. E também há o Sisorg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica) criado para fiscalizar a procedência e licença do produto. O selo é concedido pelo Ministério da Agricultura por meio de certificadoras – credenciadas pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) – para comprovar que o item é livre de adubos químicos, agrotóxicos, hormônios, antibióticos, insumos geneticamente modificados, radiação ou aditivos sintéticos.

Fonte: Use Orgânico

Estes alimentos podem desintoxicar seu corpo imediatamente

A lista abaixo reúne os nove alimentos desintoxicantes mais poderosos para purificar o organismo. Esses ingredientes são repletos de antioxidantes, minerais e vitaminas essenciais para limpar suavemente o sistema. Adicione uma porção de cada um aos seus hábitos alimentares e seu fígado vai agradecer seriamente. De energia aumentada à pele impecável, prepare-se para desfrutar de resultados imediatos. A melhor parte? Vai exigir muito pouco esforço.

Alho

alho - gadini - pixabay
Foto: Gadini/Pixabay

Rico em selênio sulfuroso e bioativo, o alho possui minerais valiosos que naturalmente eliminam toxinas na corrente sanguínea. Essa potente erva também reduz o colesterol e é comumente usada como um tratamento natural para a pressão alta. Servida crua, é um superdesintoxicante, contém enzimas hepáticas para apoiar o processo de purificação natural do corpo. Experimente um suplemento em cápsulas se não conseguir tolerar a intensidade do alho cru por conta própria. O alho contém 39 agentes antifúngicos, bacterianos, parasitários e antivirais distintos. É uma potência.

Abacate

abacate 1

As gorduras monoinsaturadas encontradas nos abacates desencadeiam hormônios que queimam gordura e, ao mesmo tempo, aumentam a energia. Os abacates contêm mannoheptulose, um açúcar que dificulta a liberação de insulina, bem como antioxidantes, como a glutationa e o combustível rico em vitaminas de baixa caloria. Guacamole é indiscutivelmente a maneira mais deliciosa de transportar toxinas para fora do corpo. Consulte o nosso prático guia ilustrado para aprender a escolher o abacate perfeito.

Espinafre

espinafre

Espinafre, delicioso cozido, é melhor para desintoxicação quando consumido cru. Essa verdura verde folhosa contém 166 miligramas de glutationa por porção quando não cozida. Também é repleta de ferro e antioxidantes. Opte por uma salada fresca com azeite de oliva e limão, ou prepare um smoothie verde para obter o máximo impulso da versão crua.

Beterraba

suco de uva beterraba pinterest
Imagem meramente ilustrativa – Pinterest

Alexis Joseph, que está por trás do site Hummusapien, recomenda beterrabas para reduzir inflamação. Essa raiz contém o nutriente betalaina que evita naturalmente a inflamação e o inchaço no corpo. Embalada com boa fibra e vitamina C, contém betaína e pectina, que tanto ajudam as células do fígado a, naturalmente, livrar o corpo de toxinas. Tanto o suco de beterraba quanto o pó de raiz são potentes impulsionadores do humor, tornando a raiz favorita entre os atletas para conseguir energia e resistência.

Água com limão

agua com limão livestrong
Livestrong

A limpeza do fígado está no topo da lista de maneiras mais incríveis de entrar em forma sem precisar se exercitar. O fígado produz bile, um fluido alcalino usado pelo sistema digestivo para quebrar a gordura. Desintoxicar o órgão vital irá efetivamente dar início à perda de peso, reduzir o acúmulo de toxinas e aumentar os níveis de energia. Um copo diário de água quente com limão a cada manhã é suficiente para alcalinizar o sistema. Beba!

Aspargos

aspargos

Uma fonte alta de fibra, espargos contêm a estrelada glutationa desintoxicante, juntamente com fibras, folato, ferro e vitaminas A, C, E e K. É um diurético natural que também possui quantidades potentes de inulina, um prebiótico que sustenta boas bactérias para um intestino saudável. (O caminho para a saúde é pavimentado com bons intestinos). Alimento naturalmente anti-inflamatório possui efeitos antienvelhecimento. 

Dente-de-leão

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Healthy Focus

Entre as nossas alternativas preferidas de café para experimentar, a raiz de dente-de-leão é um diurético natural sem cafeína. O superalimento de ervas daninhas ajuda a desintoxicar os rins e o fígado, eliminando toxinas e restaurando a hidratação e o equilíbrio eletrolítico. Também contém ácidos graxos essenciais e fitonutrientes que reduzem a inflamação e aliviam a dor e o inchaço por todo o corpo. Adicione um copo de chá de dente-de-leão quente à sua rotina matinal para uma desintoxicação fácil e suave.

Alcachofra

alcachofras

Alcachofras contêm dois potentes fitonutrientes – cinarina e silimarina – que servem como poderosos desintoxicantes para o fígado. A cinarina, o composto antioxidante que ajuda o fígado na produção de bílis, é essencial para eliminar as toxinas e gorduras do corpo, e o flavonoide silimarina ajuda a proteger as membranas celulares do fígado e de todo o corpo. Juntos, o par de fitonutrientes possui poderosos poderes regenerativos para as células do fígado. Alcachofras também são naturalmente ricas em fibras, além de conter nutrientes valiosos, como cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, vitaminas do complexo B, vitamina C e vitamina K.

Grapefruit

grapefruit toranja pixabay
Pixabay

O autor Timothy Ferris recomenda o uso de suco de grapefruit, ou toranja, para manter os níveis de açúcar no sangue, compensando o pico de insulina que se segue consumindo carboidratos extras em um dia de exageros. Superior em fibra solúvel, grapefruit faz com que o corpo demore mais tempo para digeri-lo, permitindo que a fruta sirva como supressor de apetite leve quando consumida antes de uma refeição. Também contém mais de 70 miligramas da potente glutationa antioxidante de limpeza do fígado. Queima gordura natural e é fácil de ingeri-la no café da manhã. Como não amar?

Fonte: MyDomaine