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Campanha alerta sobre a importância de rótulos adequados para escolha de alimentos mais saudáveis

Com o mote ‘E se o rótulo alertasse você sobre quantidade de açúcar, gordura, sódio dos produtos?’, a ação do Idec será veiculada em rádios, redes sociais, outdoors e comercial de TV para informar a população

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) lança campanha nacional sobre a importância de os rótulos alertarem sobre produtos ultraprocessados com quantidades excessivas de nutrientes prejudiciais à saúde.

A ação dá destaque para três produtos conhecidos dos consumidores brasileiros: iogurte, macarrão instantâneo e biscoito água e sal, que podem conter excesso de açúcar, gordura saturada e sódio, respectivamente.

As peças também informam que a partir de outubro deste ano, os alimentos receberão a nova rotulagem, o que contribuirá para que as pessoas saibam exatamente o que estão consumindo.

As primeiras peças da campanha serão divulgadas nas redes sociais, em jornais impressos e spots de rádio. Na sequência, a campanha será veiculada em podcasts, comerciais de TV e espalhada em locais públicos de várias cidades brasileiras.

Janine Coutinho, coordenadora do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Instituto, explica que escolhas mais saudáveis dependem de informações claras e adequadas sobre os produtos. “A rotulagem adequada permite que o consumidor tome decisões conscientes sobre o que comer de acordo com suas preferências e ao mesmo tempo avalie qual o impacto negativo daquele alimento para a sua saúde”, destaca.

De acordo com especialistas, pesquisadores e organizações da área da saúde, o consumo de ultraprocessados é um dos principais responsáveis pelo aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, diversos tipos de câncer, doenças cardiovasculares e até depressão.

Também assina a campanha a coalizão Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, formada por mais de 50 organizações da sociedade civil, associações, coletivos, movimentos sociais, entidades profissionais e pessoas físicas.

Mudanças a caminho

Em outubro deste ano, entra em vigor o novo padrão de rotulagem nutricional de alimentos, aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2020, após um longo período de debates e participação social. A partir dessa data, os alimentos terão um selo em formato de lupa na parte da frente da embalagem para indicar quando houver quantidades excessivas de açúcar, gorduras saturadas e sódio.

Para saber mais sobre a campanha do Idec, clique aqui.

Dia do Consumidor: Anvisa implementa novas regras para rótulos de alimentos

Hoje se comemora o Dia do Consumidor; especialistas alertam para a nova regra de rotulagem nutricional que passa a valer a partir de outubro para todos os alimentos embalados

A regra é clara: o Código de Defesa do Consumidor estabelece que um dos direitos básicos do cidadão é a “informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço”. E, ainda, “que a oferta e a apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores”.

O comprador tem livre escolha para decidir o que vai consumir e isso não pode ser um incômodo ou gerar algum tipo de situação inconveniente. Pesquisa realizada pela Revista Agropecuária Técnica (Agrotec) e editada pelo Centro de Ciências Agrárias (CCA), da Universidade Federal da Paraíba, em 2020, revelou que 70% dos entrevistados não conseguem compreender e interpretar os rótulos dos alimentos. Ainda, segundo relatório do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) de 2017, apenas 25,1% da população é capaz de compreender totalmente o que dizem os rótulos.

Em outubro de 2020, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade a Instrução Normativa n.º 75 que dispõe sobre a rotulagem nutricional de alimentos embalados. A medida foi criada para garantir melhor legibilidade e clareza das informações nutricionais dos rótulos dos alimentos para que os consumidores possam fazer escolhas alimentares mais conscientes.

Consumidor informado é cidadão respeitado

A leitura adequada de rótulos e embalagens habilita o consumidor a saber quais são os ingredientes que compõem o produto, suas informações nutricionais e possíveis mensagens, avisos ou alertas dos fabricantes. Em razão disso, a importância de ler e analisar criticamente os rótulos não é apenas recomendado, como também benéfico e uma forma do cidadão se precaver.

A RDC n.º 429/2020, da Anvisa, estipula as principais regras que as empresas de alimentos e bebidas terão que se adaptar e readequar suas embalagens. A primeira e mais impactante será a rotulagem nutricional frontal, com a impressão de um símbolo informativo na parte da frente do produto. O objetivo é esclarecer o consumidor, de forma direta e simples, sobre o alto conteúdo de nutrientes que têm relevância para a saúde como açúcar adicionado, gordura saturada e sódio. A finalidade é alertar o indivíduo da presença de nutrientes nocivos para a saúde, em caso de consumo excessivo.

A norma ainda estabelece mudanças no layout e design da tabela nutricional. Dentre os ajustes, a tabela poderá apenas ter letras pretas e fundo branco e determinada fonte e tamanho de letra, garantindo assim a legibilidade. Também foram estipuladas regras específicas sobre a localização da tabela, não podendo ser dispostas em áreas encobertas da embalagem. A legislação passa a vigorar em 9 de outubro de 2022 e as empresas têm um ano para se adequar às novas normas.

“É importante que o consumidor tenha acesso às informações. Diante disso, a Jasmine cumpre com todos os requisitos legais de rotulagem e composição de seus produtos, levando de forma clara e de fácil compreensão as informações nutricionais de seus produtos”, explica a especialista em assuntos regulatórios da Jasmine Alimentos, Fabiane Costacurta. “A declaração em rotulagem sobre a presença de alimentos alergênicos e seus derivados é obrigatória por legislação, e devem ser citados logo após a lista de ingredientes”, complementa.

A importância de ler um rótulo corretamente

Muitos consumidores têm dificuldade em fazer uma análise crítica dos rótulos dos alimentos. Fabiane, especialista em assuntos regulatórios, lista algumas dicas e orientações básicas que podem auxiliar:
-Os ingredientes são listados em ordem decrescente de quantidade, ou seja, o primeiro ingrediente da lista está em maior quantidade e assim por diante.
-É importante realizar a leitura da embalagem do produto visando os apelos nutricionais e nutrientes citados que fazem parte da sua composição. Por exemplo: rico em fibras, fonte de proteínas, com vitaminas e minerais etc.
-É importante verificar a sequência da lista de ingredientes, pois a partir disso se compreende qual o principal ingrediente, se o produto contém cereais integrais ou refinados e grande quantidade de açúcares, sódio e gorduras.
-Outras considerações importantes a serem observadas no rótulo são a data de validade e os nutrientes apresentados na informação nutricional. Não restrinja a atenção à quantidade de calorias. Informações relativas à presença de glúten e frases de alerta referentes aos alimentos alergênicos presentes no produto são importantes.

“A Jasmine ainda possui um canal de comunicação junto ao consumidor por meio do site, SAC e redes sociais para esclarecer dúvidas e questionamentos sobre os produtos e sua composição, dúvidas nutricionais e utilização em receitas culinárias. Ainda, temos o JasminePro voltado a nutricionistas e profissionais da saúde de todo o Brasil. O portal reúne conteúdos atuais e científicos relevantes, além de dicas práticas sobre alimentação saudável”, finaliza Fabiane.

Fonte: Jasmine Alimentos

Pesquisa: 70% dos brasileiros não usam filtro solar e 80% não sabem quanto aplicar

Pelo quarto ano seguido o pesquisador Lucas Portilho, especialista em proteção solar, lidera o maior e mais abrangente balanço sobre hábitos brasileiros em relação ao uso do fotoprotetor. Dados deixam a comunidade médica e Anvisa em alerta, já que aumentou o número dos que não aplicam filtro diariamente

Apesar da necessidade de fotoproteção ser assunto constante na mídia, o número de brasileiros que não aplica protetor solar diariamente aumentou drasticamente deste 2014 e já chega a quase 3/4 da população, segundo pesquisa liderada pelo consultor e pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele.

De acordo com os números, 72,5% da população não aplicam o fotoprotetor diariamente — em 2016, esse percentual era de 65%, em 2015 de 53% e em 2014 de 57%. “Essa redução no uso diário do filtro mostra que a conscientização não convenceu a população a usar correta e diariamente o fotoprotetor. Talvez pelo alto custo e situação de crise financeira que se instaurou, a proteção solar ficou como segundo plano de consumo”, conclui o pesquisador, que atua desenvolvendo fotoprotetores há mais de 11 anos.

“Vale lembrar que o Brasil é um dos países com maiores índices ultravioleta do mundo por se localizar numa região tropical do planeta e onde a exposição solar é uma cultura que está comumente associada a hábitos saudáveis; o que, como já se sabe, nem sempre é verdade”, completa. Para a pesquisa, foram entrevistadas 1793 pessoas de 27 estados brasileiros.

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Quanto aplicar?

Lucas explica que, para a pesquisa de 2017, foi adicionada uma nova pergunta sobre a aplicação correta da quantidade de fotoprotetor. “80% dos brasileiros não têm a mínima ideia de quanto aplicar, portanto mesmo a proteção de quem usa fotoprotetores fica comprometida, pois sem saber o quanto aplicar, uma pessoa pode usar achando que está com proteção quando na verdade está desprotegida”, afirma Lucas Portilho.

Radiação UVA e Bronzeamento

Apesar disso, de acordo com Lucas Portilho, a pesquisa revelou que cresceu a conscientização dos consumidores com relação à importância da proteção UVA e os malefícios do bronzeamento. “O número de pessoas que ignora a proteção UVA ao comprar um filtro vem diminuindo ano a ano de acordo com a pesquisa: representava 71% em 2016, 51% em 2015 e 50% em 2017. Com relação ao percentual das pessoas que ainda consideram o bronzeamento uma prática saudável, os números foram: 37% em 2015, 15% em 2016 e 21% no último ano”, explica.

Lucas ressalta que a radiação UVA está presente na natureza em níveis muito maiores e mais expressivos que a radiação UVB (que causa queimaduras solares), e embora menos energética, é uma das mais perigosas.

“Diferente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele e onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres. Os radicais livres gerados por esta radiação causam aumento da degradação das fibras de colágeno e elastina, que dão sustentação à pele, sendo as principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e manchas”, conta o especialista.

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Câncer de pele

De acordo com dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o Brasil registrou em 2016, aproximadamente, 3973 novos casos de câncer de pele. Estes dados justificam uma maior atenção das autoridades para a questão da fotoproteção uma vez que o câncer de pele já se tornou um problema de saúde pública no país. “A estimativa de casos em 2016 é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres”, alerta o pesquisador.

Hábitos e uso do filtro — a pesquisa ainda demonstrou hábitos dos consumidores com relação ao uso do filtro solar:

– 72% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor, percentual maior que em 2016 (69% em 2015);

– quase 2/3 da população (63%) não utiliza o produto em dias nublados (50% 2016 e 74% em 2015);

– FPS 30, 50 e 60 são os preferidos dos usuários;

– apenas 10% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro (6% em 2016 e 13% em 2015);

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– 34% aplicam o produto apenas no rosto (32% em 2016 e 53% em 2015);

– 43% se expõem ao sol apenas pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro (41% em 2016 e 52% em 2015);

– apenas 5% utilizam roupas para se proteger do sol (7% em 2016 e 10% em 2015).

Por meio dos números, o pesquisador analisa que ainda são necessárias medidas de larga escala para esclarecer à população sobre os malefícios da radiação UV, principalmente no que diz respeito à radiação UVA, e que ainda se fazem necessárias campanhas de conscientização sobre o uso correto dos filtros solares.

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do ICosmetologia. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Mestrando na Unicamp em Proteção Solar

Câmara dos Deputados x Anvisa: quem perde com a liberação dos emagrecedores são os pacientes*

Semana passada, a Câmara dos Deputados liberou três inibidores de apetite muito populares no Brasil: anfrepramona, femproporex e mazindol. Essas substâncias tinham sido vetadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, em 2011, sob a alegação de que os riscos à saúde são maiores que os benefícios. Agora o assunto volta à tona e, ao que parece, questões políticas parecem se sobrepor aos interesses dos maiores prejudicados com essa decisão: os pacientes.

A obesidade é um dos problemas mais graves da atualidade. Estima-se que uma em cada três pessoas no mundo esteja acima do peso. São cerca de 2,1 bilhões de pessoas. O número de obesos ou com sobrepeso cresceu 70% em três décadas. O Brasil é o quinto país mais “pesado” do mundo, com 26,2 milhões de pessoas, sendo 11,7% dos homens e 20,6% das mulheres. Um nicho e tanto para as indústrias farmacêuticas fazerem riqueza com substâncias que prometem um emagrecimento rápido e livre de sacrifícios.

Contudo, o que parece milagre logo revela efeitos colaterais devastadores. Quem conhece alguém que já tomou inibidores de apetite sabe que uma das maiores reclamações é o efeito rebote. O paciente, sem fome, reduz drasticamente a ingestão de calorias e perde peso rapidamente. No entanto, quando o tratamento é interrompido, o ganho de peso é quase que imediato e, na maioria das vezes, os ponteiros na balança tendem a subir ainda mais. Em vez de perder peso, a médio prazo, o paciente acaba é ganhando.

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Foto: Xenia/Morguefile

Além disso, esse tipo de medicamento pode induzir a doenças cardiovasculares e transtornos psicológicos, já que essas substâncias afetam diretamente o sistema nervoso central. Os prejuízos são tão grandes que o manzidol está suspenso nos Estados Unidos e na Europa desde 1999. O femproporex jamais foi autorizado nos Estados Unidos e está banido da Europa também desde 1999. A anfepramona ainda é permitida nos Estados Unidos, mas está proibida na Europa.

O grande cerne da questão é que a obesidade precisa ser levada mais a sério tanto pelos pacientes quanto pelos médicos e autoridades competentes. Ter um corpo saudável requer cuidados com alimentação e atividade física permanentes. Lógico que há produtos que atuam como importantes coadjuvantes nessa luta, como é o caso dos suplementos alimentares nutracêuticos. Baseados em pesquisas científicas e novas tecnologias, eles são compostos por extratos de plantas, frutas, algas e sementes com princípios ativos capazes acelerar o metabolismo de forma natural e muito mais saudável.

Como não são “milagres” da poderosa indústria farmacêutica, esses suplementos tem resultados um pouco mais lentos que as anfetaminas, porém com a vantagem de ser uma eliminação permanente e não uma perda momentânea. Se com anfetamina um paciente consegue emagrecer cerca de dez quilos por mês, com os nutracêuticos associados à uma pequena reeducação alimentar e uma curta rotina de exercícios físicos, é possível eliminar de forma definitiva em torno de cinco quilos por mês.

O caminho pode ser mais longo, mas a recompensa, sem dúvida, é muito maior. O paciente ganha saúde e não apenas perda de peso. Com simples mudanças de hábito é possível ganhar não apenas um corpo mais bonito como muito mais saudável, livre dos efeitos colaterais das anfetaminas. Quando as pessoas finalmente entenderem que saúde se conquista no dia a dia, esse tipo de medicamento não terá espaço nas casas de quem procura qualidade de vida de verdade.

*Daniela Ferraz é farmacêutica da Idealfarma, empresa que dedica-se à fabricação e distribuição de extratos nutracêuticos, fitoterápicos, cápsulas gelatinosas e suplementos.

 

Adereços e fantasias podem causar reações alérgicas e graves problemas

Blocos, brincadeiras e muita folia, assim será mais um Carnaval, uma das temporadas mais aguardadas em determinadas regiões do país. Muitas pessoas já estão pensando nos adereços que vão usar, nas fantasias que pretendem comprar, nos bloquinhos em que vão desfilar. Para muitos, entretanto, a alegria não é tão garantida assim, especialmente para o grupo dos alérgicos, que não é pequeno.

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 35% dos brasileiros já apresentam algum tipo de alergia. Por isso, especialistas lembram que as pessoas precisam estar muito atentas ao que vão vestir, passar no corpo e lançar nos colegas, para evitar que a folia termine em “dor de cabeça”.

De acordo com o coordenador técnico do Brasil Sem Alergia, o médico Marcello Bossois, antes de comprar ou usar qualquer produto para a folia como spray de neve, purpurina ou pulseira de neon, as pessoas devem verificar se a mercadoria tem registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ou certificado do Inmetro. A orientação também vale para fantasias, especialmente no caso das máscaras, que podem ter contato direto com os olhos.

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Pixabay

“Vários desses adereços e algumas maquiagens causam alergias de pele, que, se forem intensas, podem evoluir e gerar uma verdadeira intoxicação”, comenta Bossois. Para ele, o problema pode ser ainda mais grave em função da alta presença de metais pesados em determinados produtos. “O chumbo e o cádmio, muito presentes em adereços e pinturas utilizadas nas festas de Carnaval, são extremamente nocivos à saúde”, alerta. A exposição a estes elementos pode provocar doenças como quadros intensos de hepatite e até infecções nos rins.

Veja algumas dicas que vão deixar a folia longe dos problemas de saúde

· Verifique se o produto tem o selo do Inmetro ou o certificado da Anvisa;
· Prefira fantasias mais leves;

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· Evite tecidos sintéticos;

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Foto: Vicunha

· Lave as fantasias antes de usá-las;

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· Mantenha sprays e purpurina longe dos olhos;

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Pinterest

· Utilize maquiagem hipoalergênica;

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· Antes de dormir, remova da pele qualquer tipo de pintura;

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· Use preservativo!

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Fonte: Brasil Sem Alergia

Canabidiol: pacientes com doenças neurológicas graves podem ter acesso gratuito

O produto é subsidiado pelo governo brasileiro, desde que haja prescrição médica e sejam atendidos os requisitos solicitados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

As doenças neurológicas afetam milhões de pessoas e, com o envelhecimento da população, a expectativa é que o número cresça exponencialmente. A epilepsia, por exemplo, principal manifestação de disfunção cerebral, já afeta mais de 50 milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A epilepsia não tem cura, mas especialistas alegam que 70% dos casos podem ser “controlados” com medicamentos farmacológicos convencionais. Para outros pacientes que aquele tratamento não tem o efeito esperado, pode ser indicado o tratamento com canabidiol (CBD). O produto, importado dos Estados Unidos, pode ser custeado pelo governo brasileiro, desde que haja prescrição médica e sejam atendidos os requisitos solicitados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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No Brasil, a primeira permissão para importação do canabidiol foi concedida pela Anvisa em abril de 2014, após a solicitação de Katiele Fischer, mãe de uma menina de cinco anos, com CDKL5, síndrome que, entre outras manifestações, ocasionava mais de 80 convulsões por dia na criança. “O pedido de Katiele surgiu depois que ela encontrou a página no Facebook de Penny Howard, uma americana, mãe de Harper, uma menina com CDKL5. Penny usou CBD para tratar Harper e contou que ela conseguiu reduzir a incidência de convulsões da filha de 40 por dia para zero em um período de pouco mais de 60 dias, o que permitiu à criança voltar a se desenvolver fisicamente e reestabelecer a relação com a família”, explica Stuart Titus, P.h.D e CEO da Medical Marijuana, Inc., empresa pioneira na fabricação de produtos à base de canabidiol.

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Imagem: CBD Alliance

“Ao contrário do que se pensa, o canabidiol não é uma substância derivada da maconha. O extrato é extraído do cânhamo e, embora a maconha e o cânhamo sejam da mesma família, a cannabis, são plantas diferentes. Enquanto a maconha é baixa e espessa, o cânhamo é alto e longo. Além das diferenças físicas, a maconha contém grandes quantidades do canabinóide psicoativo THC (tetrahidrocanabinol) e o cânhamo pode conter quantidades relativamente grandes do canabinóide não psicoativo CBD”, esclarece Titus.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária já autorizou a importação da substância para o tratamento de pacientes com epilepsia refratária (desordem cerebral que gera convulsões repetidas), mal de Parkinson, dor crônica (incluindo dor de cabeça da enxaqueca), doença de Alzheimer, Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Déficit de Atenção e Déficit de Atenção e Hiperatividade, autismo, esclerose múltipla e dores do câncer (na recuperação pós-quimioterapia). Além do Brasil, o canabidiol já é utilizado para o tratamento de doenças em mais de 40 países, entre eles, Estados Unidos, Reino Unido, Israel, México.

Fonte: Medical Marijuana

 

Venda de medicamentos sem receita tem novas regras

Resolução da Anvisa vigora desde o dia 3 e foi elaborada com base em consulta pública

Novos critérios que devem ser atendidos por medicamentos classificados como isentos de prescrição médica foram publicados na edição do dia 3 de agosto último no Diário Oficial da União. Tais medicamentos podem ser vendidos diretamente ao consumidor, sem receita.

A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) traz novas regras e fixa sete critérios para que o medicamento seja registrado como isento de prescrição.

Os critérios dizem respeito ao tempo mínimo de comercialização; perfil de segurança; indicação para tratamento de doenças não graves; indicação de uso por curto período; ser manejável pelo paciente; baixo potencial de risco em situações de mau uso ou abuso; e não apresentar potencial de dependência.

A proposta de texto para a resolução passou por consulta pública no ano passado, e cidadãos, representantes da sociedade civil e do setor regulador, puderam enviar contribuições.

O texto publicado no Diário Oficial da União foi aprovado pela Anvisa em julho e substitui a resolução anterior (138/2003), que não previa a possibilidade de atualização da lista de medicamentos isentos de prescrição. De acordo com a Anvisa, isso impossibilitou que medicamentos que têm perfil de segurança e uso compatíveis com a venda sem prescrição fossem incorporados à categoria de venda.

A resolução traz ainda as orientações para que as farmacêuticas possam solicitar o enquadramento e reenquadramento de medicamentos na lista dos isentos de prescrição.

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Foto: Morguifile/Starblue

Para que o medicamento possa ser registrado como isento de receita, serão avaliados os seguintes parâmetros:

-Tempo de comercialização;
-Perfil de segurança;
-Indicação para tratamento de doenças não graves;
-Indicação de uso por curto período;
-Ser manejável pelo paciente;
-Baixo potencial de risco em situações de mau uso ou abuso;
-Não apresentar potencial de dependência.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil e da Anvisa