Arquivo da tag: argentina

Vinícola argentina La Celia apresenta seus vinhos

Com mais de 130 anos de tradição, produtora é a mais antiga do Vale do Uco em Mendoza, Argentina

Chega ao Brasil uma das marcas de vinho mais prestigiadas na América Latina, a La Celia. A vinícola, que é a mais antiga do Vale do Uco, em Mendoza, na Argentina, foi fundada em 1890 por Eugenio Bustos – o primeiro a plantar uva Malbec originária da França na região.

A produtora, que conta com a experiência da Enóloga Chefe Andrea Ferreyra, com mais de 20 anos de experiência no setor, já atende mercados importantes na Colômbia e em alguns países europeus, como a Irlanda. No Brasil, a La Celia chega com três linhas: Reserva, Pioneer, Elite e Heritage. A série não é nova, mas essa é a primeira vez que seus rótulos chegam com regularidade ao mercado brasileiro, trazidos pela Interfood, importadora de bebidas.

Dentre os rótulos selecionados está o premiado La Celia Heritage Malbec, elaborado com uvas aromáticas altamente expressivas. Antes de sua abertura, ele tem uma passagem por barris franceses por 12 meses e 8 meses na garrafa. Sua colheita é manual, feita em caixas, no ponto ótimo de maturação, com seleção de cachos em vinhedo e adega.

Já o La Celia Elite Malbec, de cor vermelha-rubi intensa, conta com aromas que evocam frutos silvestres e notas de grafite, cereja preta, mocha e especiarias. Por fim, o La Celia Pioneer Cabernet Franc apresenta um forte aroma amadeirado, unido a toques de tabaco, café e minerais, proporcionando uma sensação forte e vigorosa ao paladar, com final de boca longo e intenso.

A La Celia conta ainda em seu portfólio com mais 7 rótulos, ainda não disponíveis no mercado brasileiro. Entre eles, variedades como o Cabernet Sauvignon, Pinot Grigio, Malbec Cabernet Franc e Chardonnay.

Pioneirismo

As origens da La Celia se remontam a 1882 quando o seu fundador, Eugenio Bustos, se instala ao sul do rio Tunuyan para se dedicar a uma fazenda onde planta o primeiro Malbec originário da França. Em 1890 começa a construção da La Celia, a primeira adega do Vale do Uco, que tem este nome em homenagem a sua filha, Celia Bustos.

Anos depois, ela herda esta propriedade e com um forte espírito arrojado e visão de futuro, trabalha nas terras até transforma-las em vinhedos de qualidade mundial.

Enóloga Chefe

Andrea Ferreyra nasceu em Mendoza, Argentina, em 1972. Formou-se na Universidade de Juan Agustín Maza, onde fez também uma pós-graduação em Gestão da Qualidade de Vineyard.

Andrea tem 20 anos de experiência no setor, e já passou por diferentes vinícolas, como a Bodegas y Viñedos La Rural e a Bodega y Cavas de Weinert. Depois de sua vasta carreira na indústria do vinho, ingressou na La Celia em 2006. A sua dedicação, habilidade e o grande amor pelos vinhos, a fez ser nomeada, em 2012, Enóloga Chefe da marca pioneira do Vale do Uco.

Em cada dia de trabalho, Andrea busca a excelência, contribuindo com todo o seu conhecimento e sua paixão pelo mundo dos vinhos, para elaborar os melhores expoentes de linhas destacadas.

Vale do Uco

Com 400 hectares plantados, a La Celia está localizada no Vale do Uco, a 100 kms ao sul da cidade de Mendonza, na Argentina, entre os bairros de La Consulta, Eugenio Bustos e Altamira. É um terroir único, com grande prestígio mundial. Seus solos aluviais, com alta composição de carbonato de cálcio (que se assemelham aos solos da Borgonha, La Rioja e Barolo), estão entre os níveis 1.000 e 1.100 m de altitude, o que significa que as condições climáticas continentais de Mendonza, com baixa pluviosidade (150 a 200mm/ano, concentrado no verão), são adicionadas características únicas de alta variação térmica entre o dia e a noite (média de 17º).

Essas condições se traduzem em vinhos longos e verticais, minerais na boca e taninos elegantes com características calcárias. A diversidade de microclimas, as grandes amplitudes térmicas, e os diferentes solos e alturas, favorecem um ecossistema único para o crescimento de uvas Malbec da mais alta qualidade do Vale do Uco – região internacionalmente conhecida por sua produção de vinhos premium.

Conheça os rótulos

La Celia Heritage Malbec

Ficha técnica
Região: Vale do Uco, Mendonça (1100m de altitude)
Composição varietal: Malbec 100%
Álcool: 14,5%
Acidez: 5,65g/l em ácido tartárico
Açúcar residual: 2,80
pH: 3,65
Notas de degustação
Cor: vermelha arroxeada, com lágrimas densas.
Aroma: o vinho é a expressão máxima em elegância: frutos maduros na forma de geleia, notas balsâmicas, sutis aportes florais, típicos do Malbec La Celia. O envelhecimento em carvalho surge de forma clássica, com marcantes notas tostadas.
Paladar: Na boca, o vinho tem uma entrada doce, com estrutura firme e equilíbrio entre taninos, álcool e acidez. Tem um final persistente.
Recomenda-se decantação de 40 minutos antes da degustação. Sirva a 18ºC. Ideal para acompanhar costela de boi na brasa, legumes grelhados e marquise de chocolate e laranja.

La Celia Elite Malbec

Ficha técnica
Composição varietal: 88% Malbec, 8% Cabernet Franc e 4% Tannat
Região: Vale do Uco, Mendonça (1050 m de altitude)
Colheita: 2011
Álcool: 14,4%
Acidez: 5,5g/l como ácido tartárico
Açúcar residual: 4,50 g/l
Notas de degustação
Cor: vermelho profundo e intenso com tons de roxo.
Aromas: aromas complexos, onde a fruta madura se destaca na forma de geleia, complementada pelos atributos balsâmicos do Tannat e pelas notas picantes do Cabernet Franc. Tudo isto em perfeita harmonia com as notas contribuídas pelo envelhecimento em barris; baunilha e coco.
Paladar: começa com as notas doces do Malbec; muito boa estrutura e equilíbrio.
Servir a 18ºC. Ideal para acompanhar ojo de bife com batatas rústicas e mousse de chocolate. 100% do vinho envelhece em barris de carvalho francês para primeiro e segundo uso durante 12 meses.

La Celia Pioneer Cabernet Franc

Ficha Técnica
Região: Vale do Uco, Mendoza (média de 1000 m de altitude)
Composição varietal: 100% Cabernet Franc
Álcool: 14,1%
Acidez: 5,75g/l em ácido tartárico
Açúcar residual: 3,80
pH: 3,62
Notas de degustação
Cor: vermelho profundo intenso com reflexos rubi.
Aromas: complexo, onde se sobressai a parte frutada, com destaque para a fruta preta fresca: guias pretos e amoras; o picante e a entrada do grafite (mineral). Tudo isso em conjunto com a baunilha e a mocha, entregue pelo envelhecimento em barris.
Paladar: textura muito suave, de taninos doces, com final elegante na boca. Recomendamos decantar 40 minutos antes de servir a 18ºC. Ideal para acompanhar carré de porco e empanadas de cabra assadas no forno de barro.

Fonte: Interfood

Dicas de vinhos surpreendentes para presentear no Natal

MMV traz rótulos da argentina Bodegas Krontiras, que alia agricultura orgânica com o biodinamismo: forma de cultivo que garante produtos com boas energias.

Sempre que o fim de ano se aproxima, é hora de começar a pensar nos presentes. E para quem pensou em um bom vinho para este Natal, uma ótima opção é inovar, com rótulos inusitados que tragam boas energias para o presenteado.

Pensando nisso, a importadora de vinhos MMV, de Curitiba, traz para o Brasil uma série de rótulos da Bodegas Krontiras, peculiares por seguirem uma filosofia especial em seu cultivo e produção.

A Bodegas Krontiras, localizada em Mendoza, na Argentina, se baseia no biodinamismo: um tipo de agricultura que alia os conceitos da agricultura orgânica com aspectos esotéricos, buscando, de uma forma sustentável, produtos livres de energia negativa.

Assim, desde a plantação das uvas até a preparação do vinho, é seguido um calendário astrológico, que respeita as fases da lua e o posicionamento dos astros. A interação com animais é constante, tendo eles livre acesso aos vinhedos. Outro aspecto peculiar é que a vinícola foi projetada em forma esférica, para que não haja “cantos” acumuladores de más energias.

As práticas garantem um vinho extremamente natural, livre de produtos químicos artificiais e com uma qualidade gigantesca. E todo o processo é “regido” pela famosa enóloga argentina Maricruz Antolin, que garante os processos biodinâmicos e exibe sua personalidade marcante em cada um dos vinhos produzido na Bodegas Krontiras.

Novos rótulos Krontiras na MMV

Jonas Martins, gerente comercial e sommelier da MMV, foi o responsável pela seleção de cinco rótulos da Bodegas Krontiras à integrar o portfólio da importadora curitibana.

O Krontiras Cosmic Amber é um vinho laranja produzido com a uva Chardonnay. Este processo envolve as cascas da uva, fazendo com que o produto seja encorpado, marcante e apresente a cor alaranjada. Ele ainda contém aromas de mel, marmelada, goiabada e nozes, sendo muito complexo ao nariz e agradável ao paladar.

Krontiras Cosmic Amber

Já o Krontiras Malbec Natural é produzido a partir de vinhedos centenários (sim, vinhedos com mais de 100 anos de idade) de Lujan de Cuyo. Além de trazer todo o peso dos Malbecs argentinos, apresenta algumas peculiaridades, como a colheita da uva que é feita à mão e o processo de fermentação em aço inox, com leveduras nativas e sem adição de sulfitos. O Krontiras Malbec Natural é um vinho indomado, com aromas de frutas escuras selvagens e um frescor em boca único, de corpo médio e agradável.

Krontiras Malbec Natural

Da coleção “Family Selection”, a MMV traz três rótulos muito especiais. O Krontiras Aglianico é produzido com uvas do mesmo nome que, têm a sua origem na Campânia, sul da Itália e que raramente são encontradas fora da região. É pesado em boca, com taninos presentes e grande persistência. Segundo Jonas Martins, é o vinho mais “poderoso” da MMV.

O Krontira Petit Verdot, envelhecido em barris de carvalho francês de 1 e 2 usos, é um vinho de intensa cor violeta, muito por conta dessa uva de cor escura (inclusive a polpa da Petit Verdot é roxa). No nariz apresenta aromas de cereja madura com um fundo de azeitonas pretas e notas de baunilha e chocolate, aportados pelo barril novo. Tem alta acidez em boca e taninos macios, extremamente agradáveis.

O último rótulo da “Family Selection” é o Tempranillo, clássico, ao estilo de Rioja. Com uma pegada cítrica, aromas de morango, cereja, framboesa e cranberry, possui acidez alta e taninos médios, com alto potencial de guarda.

“O brasileiro tem consumido cada vez mais vinhos e trazer rótulos tão especiais é um incentivo para uma maior imersão nesse mundo tão fascinante”, ressalta Jonas Martins.

Informações/venda: MMV

Dia dos Pais com vinícolas familiares

Para celebrar uma das datas mais importantes do ano, a Gran Cru selecionou vinhos feitos por vinícolas familiares – aquelas que passam de geração para geração a arte de fazer bons rótulos. Tudo com promoção de 50% de desconto na compra da segunda unidade

Vai até dia 11 de agosto a ação mais que especial da Grand Cru em comemoração ao Dia dos Pais. Na campanha, a importadora prestigia as vinícolas familiares que compõem o portfólio da empresa, líder na América Latina. “Escolhemos algumas de nossas vinícolas e seus rótulos para homenagear produtores que têm em seu DNA toda a história e herança que passa de uma geração para outra, sobre a arte em fazer vinhos e o amor pela terra e pelas uvas”, diz a gerente de marketing da Grand Cru, Maria Fernanda Trentini.

Para presentear os pais, a Grand Cru lança a irresistível campanha “compre uma garrafa, ganhe 50% na segunda garrafa”. A ação engloba rótulos produzidos por empresas familiares em vários países, bem avaliados, pontuados e reconhecidos com prêmios mundo afora.

Conheça um pouco sobre algumas vinícolas participantes dessa incrível ação e a tabela dos vinhos. Rótulos certificados, produtos com denominação de origem e com todo o respeito e cuidado na produção. Tudo pensado para ser um presente genuíno, artesanal e que carrega história. Pois, não basta dar um presente. Tem que presentear com história.

Vinícola Allegrini

alegrini

Localizada na região do Veneto, mais precisamente em Valpolicella, a família Allegrini tem desempenhado o papel de protagonista viticultora na região desde o século XVI. No local também se encontra a vinícola Corte Giara, lançada em 1989 pela família. Em seguida, na Toscana estão as outras duas propriedades, Poggio al Tesoro em Bolgheri e San Paolo, na região de Montalcino.

Vinícola Zuccardi

vinedos_santarosa

Jovem e competente, Sebastian Zuccardi conhece tudo sobre os negócios da família através de seu pai, o carismático Pepe Zuccardi. mSebastian, que é enólogo, assina todos os bem sucedidos projetos da vinícola de sua família. Tanto que recebeu o título de Melhor Enólogo pelo Guia Descorchados 2019. E, para completar, comemora a pontuação de um de seus vinhos, o Zuccardi Finca Piedra Infinita 2016, que levou 100 pontos do crítico americano Robert Parker.

A vinícola é uma das mais importantes da Argentina, com a qualidade dos vinhos largamente reconhecida, tanto que pelo segundo ano consecutivo venceu como a melhor vinícola – World’s Best Vineyard 2019 – e em 2020 conseguiu os selos de “A melhor vinícola da América do Sul” e “A melhor vinícola do mundo”. Representada exclusivamente pela Grand Cru, Zuccardi foi fundada em 1963 e reúne três gerações em torno da paixão pelo vinho. Desde sempre se distingue pela inovação e pesquisa que influenciaram e continuam a influenciar a viticultura argentina.

Informações: Grand Cru

Branco com alma de tinto: Trivento lança o primeiro White Malbec do mercado

Também introduz, em caráter inédito, um novo estilo de vinho com a cepa mais emblemática da Argentina

A Trivento Bodegas y Vinedos traz ao mercado um projeto ousado e inédito – o primeiro White Malbec feito com a uva Malbec, e que propõe, de forma inovadora, uma nova experiência com a mais emblemática cepa argentina. “O desafio da nossa equipe de vinificação era elaborar um vinho branco atraente e frutado, feito de uma variedade vermelha, um blanc de noir”, diz o enólogo German di Cesare.

O caráter raro e inusitado de White Malbec já se revela desde a colheita: nos primeiros dias de fevereiro, German di Cesare acorda cedo para colher manualmente as uvas da cepa Malbec provenientes dos Vales de Luján de Cuyo e Vale de Uco. As uvas são colhidas precocemente – para manter sua acidez natural – e com as mãos, para mantê-las inteiras, antes de serem levemente prensadas, e fermentadas sem maceração, separando-se a casca do mosto, no que resulta em levíssima coloração.

slide-3

Depois de uma fermentação a 10 graus por duas semanas, mais 4 meses para engarrafar e um mês para colocar o rótulo, finalmente é apresentada a obra final de German di Cesare e da Trivento Bodegas y Vinedos – o primeiro White Malbec elaborado no mundo do vinho – curiosamente chamado de “a alma nua da Malbec, a mais cultuada cepa argentina”. O método resulta em um vinho de coloração salmão pálido, com aromas de cereja, framboesa e maçã verde, e acidez marcante em boca.

Esse novo estilo de vinho da variedade Malbec casa bem com peixes grelhados e saladas, o que lhe coloca em posição vantajosa em países de clima quente e tropical como o nosso, onde praticamente é verão o ano inteiro. Um vinho leve, fresco, elegante e fácil de beber, com personalidade e caráter marcante.

Como nasceu White Malbec

A ideia surgiu da dinâmica de envolver os colaboradores da Trivento no programa Winds of Opportunity, de modo a gerarem idéias criativas. Em uma dessas ocasiões, muitos deles concordaram que a Malbec, cepa mais representativa da vinícola, poderia ser apresentada de maneira inovadora. Com esse desafio em mente, a equipe de vinificação se aventurou na técnica de elaboração de um vinho branco com uvas tintas – um blanc du noir – e assim nasceu Trivento White Malbec.

O vinho, inclusive, entraria no mercado com uma bela ação de responsabilidade social: arrecadar bolsas de estudo. A meta para 2020 é arrecadar fundos para permitir ao menos 50 bolsas anuais, o que quadruplicará o que já se obteve em 2019.

Ficha técnica do Trivento Reserve White Malbec

Trivento-White-Malbec-2019
Origem da uva: Valle de Uco e Luján de Cuyo, Mendoza
Colheita manual a partir da primeira semana de fevereiro
Vinificação: leve prensagem, fermentação alcoólica em tanques de aço inoxidável por um período de 15 dias, a 10ºC
Teor de álcool: 12% Vol (20ºC)
Acidez total: 6,82 g/l
Açúcar residual: 5, 25 g/l
Cor: reflexos pálidos da cor salmão
Nariz: notas frutadas, com predominância de aromas de frutas vermelhas maduras, como cereja, framboesa, frutas vermelhas e maçã verde
Boca: paladar fresco e fluído, estrutura média e fácil de beber, taninos doces e final longo.

Sobre German di Cesare

enologo-Trivento

O enólogo Germán Di Césare apresenta uma distinguida trajetória no cenário vitivinícola argentino. Iniciou sua carreira muito jovem na Trivento, no laboratório onde eram realizados os testes enológicos de vinhos e uvas. A partir de 2004 esteve a cargo da elaboração de vinhos jovens. Em 2008 aceitou o grande desafio de liderar a linha Trivento Reserve, símbolo da empresa, e a partir de 2010 esteve envolvido com o desenvolvimento dos vinhos de alta gama da vinícola.

No ano de 2017, foi nomeado diretor técnico enológico da Trivento e atualmente desempenha a função de Gerente Técnico Enológico, posição que lhe encarrega de definir o estilo e a qualidade dos vinhos da marca e de liderar a comunicação de todo o portfólio. Além dessa função, Germán desempenha o cargo de enólogo de Terrunyo Malbec, o vinho com o qual a marca atravessa a Cordilheira dos Andes e leva o conceito de Terrunyo para a Argentina, elaborando um Malbec Ultra Premium da região do Vale de Uco em Mendoza.

A personalidade carismática de Germán é uma de suas características mais distintivas, além de sua reconhecida paixão pelo folclore, a guitarra, os cavalos e as boas amizades. “No vinho encontramos cultura, tradição, esforço, que são parte fundamental de sua essência”, afirma Germán. Além da sua dedicação aos vinhos, Gérman tem uma enorme paixão pela cultura argentina, desde a música até pratos nativos, em especial, de Mendoza, cidade onde está localizada a Trivento

 

Chilenos e argentinos disputam apreciadores brasileiros de vinhos Malbec

Importadora MMV traz ao Brasil novos rótulos dos vinhos chilenos Felitche e Fotunatus, com destaque para Malbecs produzidos na Viña Alto Roble do Chile

Apostando no crescente público consumidor de vinhos de qualidade com preços acessíveis, a importadora curitibana MMV traz ao Brasil novos rótulos dos vinhos chilenos Felitche e uma novidade ao mercado brasileiro: o chileno Fortunatus, produzidos na vinícola Viña Alto Roble.

Dentre os novos rótulos, destacam-se o Felitche Malbec e o Fortunatus Reserva Especial Malbec. A novidade em torno destes vinhos está no fato de serem produzidos no Chile, o que confere uma peculiaridade especial a eles.

O sommelier e gerente comercial da MMV, Jonas Martins, explica que “a uva Malbec é emblemática na Argentina, por isso produzir um Malbec no Chile ainda é novidade para muitos consumidores”. Isso acontece porque, historicamente, a uva Malbec, originária da França, chegou ao mesmo tempo no Chile e na Argentina, no final do século XIX.

Contudo, como no Chile o terreno era mais fértil e variado, outros tipos de uvas como a Cabernet Sauvignon e Merlot tiveram ótima adaptação e foram priorizadas na produção dos vinhos, sendo a Malbec utilizada pelos enólogos chilenos principalmente para dar uma cor mais escura aos vinhos das outras uvas.

Desta forma, na Argentina, onde o clima e o terroir eram menos variados, a uva Malbec ganhou espaço e tornou-se protagonista, tornando o país conhecido como o melhor produtor de vinhos Malbec.

Quando os vinhedos chilenos passaram por um grande modernização nos anos 80 e 90, os produtores praticamente “arrancaram” os vinhedos de Malbec para produzir Cabernet Sauvignon, Merlot e Carménère: uvas com visibilidade no mercado externo e com maior demanda para exportação.

“O interessante foi que alguns vinhedos de Malbec sobreviveram a esse movimento dos produtores e no início dos ano 2000 começaram a ganhar destaque no mercado internacional. Assim, os Malbecs chilenos ganharam mercado internacional e hoje há mais de 6.000 hectares de cultivo da uva Malbec”, comenta Jonas.

Lançamentos

felitche-malbec

O Felitche Malbec é um vinho extremamente frutado no nariz e no paladar, muito fácil de harmonizar com todos os tipos de prato, além de ser ótimo para beber na companhia da família e dos amigos – como é toda linha Felitche.

fortunatus-malbec

Já o Fortunatus Reserva Especial Malbec é diferenciado, com longa passagem por barris de carvalho, mais estrutura e complexidade. Como todo Malbec, este é um vinho ideal para churrascos e pratos mais estruturados, como um barreado tipicamente paranaense.

A MMV agrega ainda ao seu portfólio outros rótulos do vinho Felitche: o Chardonnay, com acidez bem equilibrada, e o Felitche Rosé, feito com uvas Cabernet Sauvignon e aroma de frutas vermelhas.

Outra grande vantagem dos vinhos Felitche e Fortunatus é que eles são bem acessíveis. Uma garrafa de Felitche custa em torno de R$ 35,00 e o Fortunatus é na casa de R$ 65,00, e você pode encontrar esses vinhos em lojas especializadas e wine bares.

Informações: MMV Importadora

Grand Cru e Chalezinho realizam Wine Dinner

Com a presença do enólogo Andrés Vignoni, jantar será realizado dia 9 de julho

Para uma noite especial, a importadora de vinhos Grand Cru e o restaurante Chalezinho Itaim, oferecem um wine dinner com a presença exclusiva do enólogo Andrés Vignoni, da Viña Cobos – vinícola argentina, localizada em Mendoza.

A experiência começa com um welcome drink de Espumante Victoria Geisse 12 meses, e durante o jantar, os participantes terão a oportunidade de degustar os vinhos mais icônicos da Cobos, entre eles, Cobos Felino Chardonnay, Cobos Felino Cabernet Sauvignon, Cocodrilo Red Blend, e ainda o Bramare Valle de Uco Malbec, acompanhando o menu degustação de fondues de queijos, carne e doce tradicional.

fondue_queijo_06_web_

O valor do ingresso no primeiro lote será de R$ 359,00 e no segundo lote R$ 399,00 e pode ser adquirido pelo site, clicando aqui. 

Wine Dinner: Chalezinho Itaim – Rua Jerônimo da Veiga, 149 – Jardim Europa/ SP
Horário: das 19:30 às 22:00

Confira os melhores vinhos chilenos do guia Descorchados 2019

Confira os rótulos mais pontuados do Chile no principal guia de vinhos sul-americano

Os vinhos chilenos foram destaque na edição Descorchados 2019, maior guia de vinhos da América do Sul. A publicação é assinada pelo escritor de vinhos chileno Patricio Tapia e contou com mais de 3.000 vinhos degustados em mais de 150 vinícolas argentinas, 190 chilenas, 30 uruguaias e 40 brasileiras.

Nas mais de 500 páginas dedicadas ao vinho chileno – o material mais extenso entre os quatro países analisados – o guia traz uma reportagem especial sobre as vinícolas que estão desbravando os novos territórios no Vale de Orsono, a busca pela criação de uma nova denominação de origem chilena batizada de Pipeño e as mudanças de carreira dos principais enólogos do país. A nova edição traz ainda um perfil detalhado dos 11 principais vales produtores de vinho no Chile, além da esperada lista dos melhores vinhos chilenos de 2019, com o sistema de pontuação de 0 a 100.

Várias das vinícolas premiadas são membros da Wines of Chile, associação sem fins lucrativos que representa o vinho chileno nos principais mercados globais da bebida, e defende os valores da sustentabilidade, diversidade, inovação e imagem do país andino.

Conheça abaixo os vencedores chilenos deste ano nas principais categorias de avaliação:

Melhor Tinto
• Viñedo Chadwick, Viñedo Chadwick Cabernet Sauvignon 2016 (Maipo Alto)
• De Martino, Old Vine Series Las Cruces Malbec, Carmenere 2016 (Cachapoal)

Melhor Branco
• Errázuriz, Las Pizarras Chardonnay 2017 (Aconcágua Costa)

Melhor Espumante:
• Morandé, Brut Nature Chardonnay, Pinot Noir N/V (Casablanca)
• Ribera Pellín, Nature Chardonnay, Pinot Noir 2012 (Osorno)
• Undurraga, Titillum Blanc de Noirs Pinot Noir N/V (Leyda)

Melhor Rosé
• Garage Wine Co., Old Vine Pale Truquilemu Vineyard Lot 73 Carignan, Monastrell 2017 (Empedrado)

Melhor Laranja
• Maturana Wines, Naranjo Torontel 2018 (Maule)

Melhor Doce
• Erasmo, Erasmo Late Harvest Torontel 2013 (Maule)
• Morandé, Espíritu del Maule Carignan N/V (Maule)

descorchados_2019

Para adquirir o guia Descorchados 2019 clique aqui.  O valor é R$ 150,00

Linha Polenghi Seléction: queijos que combinam com momentos especiais

Marca apresenta 20 tipos de produtos premium produzidos no Brasil e na Argentina

Polenghi Seléction é uma linha premium que traz queijos de alta qualidade para os consumidores, todos feitos por mestres queijeiros que utilizam ingredientes selecionados com técnicas especiais, resultando em sabores marcantes e sofisticados.

Os 20 tipos de queijos da Polenghi Seléction são produzidos no Brasil e na Argentina, respeitando as rigorosas tradições de cada receita. A matéria-prima principal é o leite de vaca, sendo que cada produto tem harmonizações específicas e notas sofisticadas, como aromas de champignon, frutado, caramelado, lático, especiarias, nozes, amanteigado, entre outras.

pategras__1_parmesao__1_

Entre as opções ideais para serem servidas como entradas e aperitivos estão o brie, camembert, sardo e reino. Para essa proposta, a marca oferece também algumas versões em formato apéritif (cortados no tamanho ideal para compor canapés). Para a harmonização com vinhos, destacam-se o camembert intense, com alta cremosidade e aromas picantes que pode ser servido com um Chardonnay, ou o parmentino – um clássico italiano que deve ser acompanhado de vinho tinto como Cabernet Sauvignon.

A linha também oferece queijos para serem usados no preparo de receitas como massas, pães, fondues e molhos. Para risotos mais cremosos, as dicas são reggianito, gorgonzola e brie supreme, já os quiches pedem queijos tradicionais franceses e suíços como o emental e o gruyère. Há ainda possibilidades de uso em saladas, como o grana ralado, e em vegetais grelhados, como o provolone curado.

file_de_tilapia_com_crosta_de_parmesao_ps__1_file_mignon_com_manteiga_de_gorgonzola_ps__1_

Entre as opções, o site da Polenghi traz uma ferramenta que chama Polenghi Seléction combina. É uma ferramenta para auxiliar na hora de escolher os queijos e melhores combinações conforme a ocasião de consumo e o tipo de bebida para harmonizar. Confira clicando aqui. 

Encuentros Abiertos – Festival de la Luz: fotógrafos do mundo em Buenos Aires

Por Fabiano Ferreira

Em seu 30º aniversário, o evento reúne artistas de 30 países, com 160 amostras distribuídas em 90 espaços, em 36 cidades da Argentina e uma entrevista exclusiva com a diretora geral falando sobre a participação de brasileiros

fabiano_ferreira - centro de la memoria haroldo conti 01
Centro de la Memória #01 – Foto: Fabiano Ferreira

Os Encuentros Abiertos – Festival de La Luz é um dos maiores eventos de fotografia da América Latina e celebra mais um ano com a participação de 350 artistas estrangeiros, entre convidados e selecionados pela convocatória, com destaque para a importante atuação do Brasil. O evento teve início oficialmente no dia 1º de agosto e se encerra no próximo dia 28 de setembro, com exposições, projeções, leituras de portfólios, workshops e palestras realizadas em diversas salas de artes, galerias e espaços culturais na Argentina.

aleksandr rodchenko
Russia – Foto: Aleksandr Rodchenko

A cada edição do festival é sugerido um tema e neste ano foi escolhido “Celebração pela Vida”, um resgate da união entre os seres humanos para que se identifiquem através de questões sociais ou pessoais. Para as diretoras do Festival de La Luz, Elda Harrington e Silvia Mangialargi, o propósito deste tema foi buscar estórias que façam a vida encontrar caminhos que valham a pena ser percorridos e outras que nos recordem de acontecimentos que não devemos permitir que se repitam.

fabiano_ferreira - centro de la memoria haroldo conti 02
Centro de la Memória #02 – Foto: Fabiano Ferreira

Entre as exposições, destacam-se a mostra Fotografias de la VKhUTEMAS do fotógrafo russo Aleksandr Ródchenko, no CCK, Suturas de Adriana Groisman, sobre a guerra das Malvinas, Retratos de 108, do coreano Jinhyun Cha, e Comfort Women, do holandês Jan Banning, ambas sobre as escravas sexuais do exército japonês na segunda guerra mundial, no Centro Cultural de la Memoria Haroldo Conti.

adriana groismann - suturas
Suturas – Foto: Adriana Groisman – Argentina

Brasileiros participam com mostras em diversos espaços, entre elas, Gabriela di Bella e Guilherme Christ (Marrocos), Cassio Vasconcellos (Coletivos), Lucas Lenci (Cidades Alpha), Helena Ríos (Tudo Flui), Roberto Urtado (Uma vida ordinária), Ilana Bar (Transparências de Lar), Lu Berlese (Relicário) e Clovis Dariano (Paisagem) e as projeções dos trabalhos de Edu Simões (59), Francisco Santos (Cotidiano), Ana Rovati (Sala de Não-Estar), Mateus Sá (Lugar das Incertezas) e Elaine Pessoa (Paysages).

fabiano_ferreira - foro de portfolios
Foro de Portfólios – Foto: Fabiano Ferreiura

O Foro Internacional de Portfólios é um dos pontos altos do evento e durante uma semana, curadores, diretores de museu, galeristas e críticos especializados do mundo inteiro compartilham dos encontros individuais para avaliação de trabalhos fotográficos. Nesta edição, as leituras contaram com os curadores brasileiros Joaquim Paiva e Eder Chiodetto. Paiva, que também é colecionador e detém o maior acervo de fotografia no Brasil, levantou uma questão importante ao sugerir que quando esses eventos forem realizados no Brasil, deveriam propor a participação de artistas estrangeiros. “Eu acho que essa é uma oportunidade de participarmos mais ativamente sobre um diálogo internacional de fotografia. Precisamos nos tornar mais internacionais, para que a gente abra mais espaço e tenhamos maior presença da fotografia brasileira no exterior”, completa.

lu berlese - relicario
Relicário – Foto: Lu Berlese

A fotógrafa curitibana Lu Berlese participou da revisão na edição anterior (2016) e ganhou, junto com a franco-argentina Eva Fischer e o chileno Andrés Figueroa, o Prêmio outorgado aos três melhores portfólios apresentados, o que rendeu uma exposição no Centro Cultural San Martín, aberta desde o dia 3 de agosto. Já o fotógrafo argentino Abraham Votroba, vencedor do Foro de Portfolio Interfestival 2017, além de expor em Buenos Aires, também foi convidado pelo Museu da Fotografia Cidade de Curitiba para expor seu trabalho Viaje Interior, no dia 7 de novembro, como forma de intercâmbio cultural.

abraham votobra - viaje interior
Viaje Interior – Foto: Abraham Votroba

Na sexta-feira, 17 de agosto, saiu o resultado do Foro deste ano, que premiou mais dois artistas brasileiros, Ilana Bar (São Paulo) e Paulo Coqueiro (Bahia), além do uruguaio Federico Ruiz Santesteban, que desse modo já têm exposição agendada para a próxima edição do festival, em 2020.

ilana bar - transparencias de lar
Transparências de Lar- Foto: Ilana Bar

Confira entrevista exclusiva com a diretora geral do evento, Elda Harrington, concedida no Museu de la Cárcova, durante a abertura de uma das mostras do evento.

elda_harrington por fabiano_ferreira
Elda Harrington – Foto: Fabiano Ferreira

Repórter: Hoje o Encuentros Abiertos está consolidado como o festival de fotografia mais importante da América Latina. Você poderia nos contar como o evento chegou a essa envergadura no decorrer do tempo?

ELDA: O Festival começou há 30 anos e durante dez anos, aconteceu apenas em Buenos Aires. Ampliando o número de lugares a cada ano, até que em 1989, para celebrar os 150 anos do advento mundial da fotografia, o evento transformou-se em bienal. Em 1998, nos associamos a 21 outros festivais de 16 países, quando criamos o FOL – Festival of Light. No início, não havia mostras de fotografia na cidade. O único que havia era para especialistas em galeria de fotografia, encontros apenas para fotógrafos, os museus ainda não nos tinham aberto as portas. Não conhecíamos artistas estrangeiros, apenas os famosos que já haviam publicado algum livro, que há 30 anos, era muito pouco. Quando começamos, decidimos que nosso objetivo era difundir não apenas fotografia argentina, mas à fotografia latino- americana, a internacional, de maneira a intercambiar olhares com outras latitudes, para que nos conheçam.

fabiano_ferreira - galeria nuevo mundo
Galeria Nuevo Mundo – Foto: Fabiano Ferreira

Repórter: Qual a proposta do festival para que esse intercâmbio realmente aconteça?

ELDA: Para que isso aconteça, temos o Foro de Portfolios, que é uma atividade muito importante que promovemos ao longo desses anos, para que as grandes figuras do mundo, como diretores de museu, diretores de festivais, grandes colecionadores de fotografia, editores de fotografia, venham e conheçam nossos artistas. Quando digo nossos, não me refiro apenas aos argentinos, porque os brasileiros participam mais que os argentinos e ultimamente os chilenos também. Pois temos conseguido romper a cordilheira e atravessá-la, coisa que nos custou muitíssimo. Com o Brasil foi diferente porque começamos na mesma época. Nunca deixei de ir à Curitiba nos anos 90, na época das bienais internacionais de fotografia. Depois apoiei muitíssimo o Milton Guran para que fizesse o Festival do Rio (hoje, FotoRio Resiste), o Carlos Carvalho para que fizesse o Festival de Porto Alegre (FestPoA), dentre muitos outros fotógrafos brasileiros. Tenho amizade com vários deles e na medida do possível vamos nos encontrando e vamos convidando-os para participar do evento aqui em Buenos Aires. Tem uma mostra brasileira no Palácio Pereda, na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, com vários artistas que vão ficando conhecidos aqui. É a terceira vez que a embaixada expõe nestes 30 anos as maravilhas que vocês fazem. Ali está Helena Ríos, Lucas Lenci, com “Cidades Alpha”, está Roberto Urtado, Ilana Bar com seu trabalho intimista sobre a família, que sugiro visitá-lo até o final de agosto e está muito linda. Também tem uma projeção de Elaine Pessoa, com a curadoria de Eder Chiodetto, um trabalho muito interessante. Para continuar falando dos brasileiros também temos uma projeção de nossa curadoria, com os trabalhos que foram chegando pela convocatória e se apresentam em várias províncias argentinas. Portanto temos brasileiros da Quiaca ao Ushuaia – de norte ao sul – como costumamos falar aqui, são 5.800 quilômetros de projeção, (risos). Em Buenos Aires a projeção estará no Centro Cultural de la Memoria Haroldo Conti, no Museu de Arte Decorativo, no Centro Cultural San Martín, na Casa Rodolfo Walsh e Aliança Francesa.

francisco santos - cotidiano
Cotidiano – Francisco Santos

Repórter: Voltando a falar do Foro de Portfolios, o que é exatamente essa atividade? Acontece desde o surgimento do evento? É aberta a qualquer fotógrafo que queira participar?

ELDA: O Foro de Portfolios acontece há anos, desde 1995. É um estilo de conhecimento que se oferece aos fotógrafos e que as outras disciplinas não têm. Por exemplo, a Pintura, não tem e meus amigos pintores sempre comentam que bom seria se tivesse, porque é uma oportunidade para divulgar seus trabalhos. O festival convida curadores, diretores de museus, diretores de festivais, colecionadores, editores para que conheçam os nossos artistas. Então os participantes olham os currículos de cada revisor, que tipo de fotografia lhes interessa e se inscrevem previamente pela internet no foro de portfólios. São entrevistas privadas de 20 minutos, onde o fotógrafo pode mostrar seu trabalho. Despir-se, de certa maneira, porque o revisor diante da obra sabe com quem está falando, quem é a pessoa diante dele. Depois disso, pode haver um feedback, ou não, depende do que necessita cada fotógrafo. Também é uma oportunidade do revisor poder expor, publicar ou comprar a obra. Este tipo de intercâmbio é um invento do FotoFest Houston (bienal nos EUA), que propõe este formato há muitos anos, com o sistema de pré-inscrição. Para os fotógrafos que são muito tímidos, é uma maneira muito boa de apresentar o trabalho. Antes, o único jeito que existia era perseguir os revisores como fazíamos em Arles (França), há anos atrás e apenas os mais atrevidos conseguiam alguma coisa. Já os demais não chegavam a lugar nenhum por conta da timidez, apesar de ter uma obra maravilhosa. Em 95 estive em Houston e trouxemos esta fórmula para a Argentina. Foi um sucesso impressionante, porque sempre que viajo a um festival, ou a um evento e me encontro com fotógrafos, principalmente os latino-americanos, pergunto como eles chegaram ali e eles respondem: – “Como assim? Fui descoberto no Foro de Portfolios em Buenos Aires e me convidaram para expor aqui”. Aconteceu com dois fotógrafos brasileiros que encontrei na China. Então, é uma forma de difusão que logo se transformará numa rede e você perde o rastro, porque um vai recomendando ao outro. No fim, muitos artistas ficaram conhecidos através da revisão de portfólios de Buenos Aires ou de Houston, de Porto Alegre, do Rio que também está acontecendo por esses dias – e outras que existem na Europa. Para os artistas latino-americanos principalmente, foi muito importante ter a oportunidade de fazer-se conhecer, pois estamos longe dos centros de poder, então é uma forma de intercambiar nossos olhares.

andres figueroa - bailarines del desierto
Bailarines del Desierto – Foto: Andrés Figueroa

Repórter: E em que consiste o Prêmio Foro de Portfolios?

ELDA: No final do foro de portfólios, que dura uma semana, os revisores sempre votam nos três melhores trabalhos e, na edição seguinte, fazemos uma mostra com os premiados. Nesta edição estamos recebendo no Centro Cultural San Martín o resultado da premiação de 2016. Os fotógrafos selecionados foram a brasileira Luciana Berlese, a argentina Eva Fischer e o chileno Andrés Figueroa. Ficamos muito felizes pela coincidência, porque quando os revisores votam, não têm nem ideia de que país vem o escolhido. Então, esta coincidência de terem sido escolhidos três latino-americanos vizinhos nos deixou muito contentes. A mostra está linda e estará aberta até o final de agosto. Recomendo aos interessados que olhem o site do evento para conferir a programação, porque são tantas exposições que é impossível falar de todas. Estamos apresentando 160 mostras de 30 países, em 90 espaços diferentes, em 36 localidades do país.

fabiano_ferreira - sala roma
Sala Roma – Foto: Fabiano Ferreira

 

High Line cria drinques e lanches especias para a Copa

High Line Bar garante ações para todos os tipos de clientes durante a Copa do Mundo. Aos amantes da boa gastronomia, a casa criou cinco sanduíches e drinques homenageando as seleções do Brasil, França, Argentina, Espanha e Alemanha. Já para os mais festeiros, o bar contará com dois dias de badalação com direito a DJs, open bar e food.

Os lanches foram criados pela chef Cintia Fernandes e contam com ingredientes típicos de cada país. “A opção brasileira leva queijo canastra e a francesa, queijo brie, por exemplo”, explica. Enquanto a versão espanhola leva jámon caramelizado, a Argentina chimichuri, e a Alemanha é homenageada com um hot dog que leva chucrute. Já os drinks são criações do consultor de bar, Vinícius Gomes, que utilizou também ingredientes característicos de cada país para oferecer drinks homenageando as mesmas seleções.

“A versão brasileira, claro, é a base de cachaça. Enquanto a francesa possui espumante, e a alemã, cerveja”, explica. Drinques e sanduíches podem ser consumidos durante todo o torneio, de 14 de junho a 15 de julho.

Confira os sanduíches e drinques criados pelo High Line Bar, especialmente para a Copa do Mundo:

Drinques

drinques copa

Brasil – Penta (R$ 26,90)
Cachaça Leblon, suco mix de limão, xarope de açúcar e ginger beer. Cítrico e refrescante.

França – French 75 (R$ 32,90)
Gin Bombay Sapphire, suco mix de limão, xarope de açúcar e espumante. Cítrico e seco.

Espanha – Chupito La Furia (R$ 14,90)
Vinho Chardonnay, xarope de morango e angostura. Frutado e final de especiarias.

Argentina – Hermanos (R$ 34,90)
Fernet branca, suco mix de limão, xarope de açúcar e coca-cola. Cítrico, refrescante, levemente amargo e com fina herbal.

Alemanha – Germany Fizz (R$ 26,90)
Rum Bacardi Carta Blanca com infusão de erva mate, suco mix de limão, xarope de açúcar e cerveja. Cítrico e herbal.

Sanduíches

sanduiches copa.jpg

Brasil – X-Burger (R$ 32,90)
HL Blend (180g), queijo canastra, alface lisa, tomate e pão de brioche. Acompanha fritas e maionese aioli verde

França – Burger aux asperges (R$ 34,90)
HL Blend (180g), queijo brie, aspargos e pão de brioche. Acompanha fritas

Espanha – Hamburguesa com Jamón (R$ 34,90)
HL Blend (180g), queijo cheddar, jamón caramelizado, pimentão defumado e pão de brioche. Acompanha fritas

Argentina – Hamburguesa com Chimichurri (R$ 32,90)
HL Blend (180g), queijo provolone, chimichurri e pão de brioche. Acompanha fritas

Alemanha – Hot dog mit sauerkraut (R$ 22,90)
Salsicha Viena, mostarda escura, chucrute, maionese aioli e pão de hot dog. Acompanha fritas

High Line Bar: Rua Girassol, 144 – Vila Madalena – São Paulo