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A fascinante relação entre intestino, imunidade e Covid, por Pedro Schestatsky*

Há muito tempo se sabe da influência que os alimentos exercem em nossa imunidade. De fato, as vitaminas e sais minerais encontradas nos mais variados tipos de alimentos são fundamentais para o equilíbrio e manutenção da saúde. Mas você sabe como fortalecer um dos órgãos mais importantes do corpo? O intestino é um dos principais órgãos do corpo humano, sendo responsável tanto pelo bom funcionamento do cérebro (por isso chamado de segundo cérebro), mas também pelas nossas defesas, também chamada de imunidade. Por causa desta última, a saúde intestinal vem se tornando prioridade no combate ao coronavírus. Mas como isso acontece?

Diversos tipos de bactérias vivem naturalmente no nosso organismo desde que nascemos. O saudável desenvolvimento do nosso sistema imunitário depende intimamente da diversidade da microbiota intestinal, antigamente conhecida por flora intestinal. Ou seja, se houver pouca diversidade bacteriana, haverá baixa imunidade e consequentemente mais chance contrairmos doenças em geral, incluindo Covid-19.

Segundo uma recente revisão publicada na Vírus Research, os probióticos (um concentrado de bactérias intestinais) agem diretamente no vírus ligado à infecção respiratória e inibe a ligação desse vírus ao receptor da célula hospedeira. Os lactobacilos, por exemplo, são capazes de bloquear a fixação de partículas virais às células humanas. Na infecção por SARS-CoV-2, as células T auxiliares e os macrófagos (uma célula de defesa do organismo e que atua no sistema imunológico) iniciam a liberação descontrolada de citocinas. Essa tempestade de citocinas leva a uma forte síndrome do desconforto respiratório agudo associada à inflamação. Assim, a suplementação de probióticos se mostra útil promovem ações anti-inflamatórias para redução da carga viral pulmonar.

Foto: News Medical

Um intestino em desequilíbrio, também chamado de “disbiótico” pode criar um ambiente inflamatório que o novo coronavírus pode adorar. A replicação viral no intestino determina um aumento exponencial da carga viral na mucosa digestiva, levando a uma perda da integridade da barreira intestinal e uma forte produção de citocinas pró-inflamatórias. A inflamação pode desencadear uma reação imunológica descontrolada. A ação dos probióticos é tão ampla, que foram usadas cepas de lactobacilos nasais com efeitos imunoestimulante como adjuvantes para a vacinação intranasal contra SARS-CoV-2.

Se o microbioma está por trás da prevenção e do combate de incontáveis doenças, seria imprescindível que os médicos soubessem e orientassem seus pacientes a produzirem seus próprios probióticos caseiros também chamados de fermentados.

Na prática, a produção e consumo de alimentos probióticos são mais simples e baratos do que imaginamos. Vale destacar que qualquer alimento pode ser fermentado, nome que se dá ao processo bioquímico da privação de oxigênio por determinado tempo.

Por isso, ensino o passo a passo de como fazer o probiótico fácil, barato seguro e eficaz na sua própria casa. Trata-se de um potente anti-inflamatório que pode salvar vidas não só evitando a Covid, mas também criando saúde em geral. Aqui, pode-se usar cebolas, repolho, rabanete, cenoura ou o vegetal que preferir.

Passo a passo:
=Use um pote de vidro com tampa que vede bem;
=Limpar bem o pote com água quente;
=Escolher um vegetal cru e limpá-lo bem com água corrente;
=Picar de forma que caiba no pote de vidro;
=Acomodar bem o vegetal dentro do pote para que caiba mais;
=Adicionar água com sal marinho neste pote até o topo (de forma que o vegetal fique totalmente submerso e não tenha ar). Basta que a água esteja levemente salgada, não precisa colocar muito sal;
=Deixar o pote vedado por duas semanas em ambiente fresco e sem sol, como na pia da cozinha.

Dica: abrir e fechar o pote rapidamente todos os dias ou a cada dois dias para evitar que o pote exploda. É recomendável abrir dentro da pia e mantê-lo em uma bandeja, pois, às vezes, pode respingar pela pressão gerada pelo processo de fermentação.

The Daring Gourmet

Depois de aberto, o probiótico ou fermentado (são sinônimos) dura seis meses dentro da geladeira. O difícil é não acabar antes disso, de tão gostoso que fica, seja misturado na salada ou mesmo puro. Fermentação é probiótico, e o nome já diz: pró-vida.

*Pedro Schestatsky é médico e autor do Best-seller Medicina do Amanhã

Em 2021 precisamos reconstruir nossas relações de confiança*

Grande parte das pessoas começou 2021 com a dura meta de reconstruir os negócios da família, a economia de seu bairro, cidade e país, ou até mesmo retomar a vida pessoal. Afinal, muitos de nós terminamos 2020 de uma maneira devastadoramente improvisada, sem termos a chance de concretizar o que havíamos planejado ou tendo que nos adaptar para sobreviver ao duro golpe que o isolamento social nos deu.

E, talvez por conta de desejarmos compensar o tempo ou a sensação de perda que tivemos durante o início da pandemia, já seguimos em ritmo acelerado neste ano que mal começou. O Mapfre prevê retomada da economia mundial de 4,5% este ano e em 2022. Entre as principais motivações para a rápida retomada do comércio mundial que, segundo alguns especialistas, deve ser mais rápida que a crise de 2008, está a maior disponibilidade de crédito, injeções trilionárias nas economias e rápida recuperação da China.

Mas, antes de darmos o próximo passo, precisamos falar sobre como vamos reconstruir a confiança em todos os aspectos da nossa vida: dos nossos relacionamentos às nossas empresas. Como vamos reerguer a ponte que foi destruída? Como vamos reencontrar o propósito que nos levava até as realizações que nos mantinha motivados?

Afinal, este processo de reconstrução da nossa própria confiança será a base que nos sustentará no futuro próximo. Sem confiança não seremos capazes de conquistar novos clientes, formar novas equipes ou até mesmo de cunhar uma versão melhor de nós mesmos.

Segundo Frances Frei, professora de tecnologia e gestão de operações na Harvard Business School, para conquistarmos de volta tudo que perdemos é preciso prestar atenção a três componentes básicos da confiança: a empatia, a lógica e a autenticidade. Se uma das três falhar ou estiver instável, sua confiança estará ameaçada.

Vamos começar pela empatia que costuma ser uma das mais mal interpretadas e oscilantes. Em tempos nos quais o celular é um poderoso e eficiente ímã de atenção, as pessoas tendem a acreditar que somos naturalmente distraídos e ocupados. Por isso é natural cairmos no ciclo vicioso da falta de empatia: nunca temos tempo para ouvir o outro e o outro nunca consegue acreditar que nós temos empatia por ele.

Mas precisamos quebrar esse círculo, olhando para as pessoas que estão à nossa frente e emergindo profundamente em suas perspectivas. Só assim estaremos dando a nossa atenção de forma sincera e ganhando a chance de obter a confiança delas de forma integral. Se o que te separa de ouvir o outro é o seu celular, desligue-o. Ou se for a sua ansiedade, procure ajuda profissional para tratá-la e assim por diante. Dar o primeiro passo para ouvir é difícil, mas muito importante se você quiser seguir esta jornada.

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A lógica é o segundo componente da confiança. Mas não basta que algo faça sentido pra você, é preciso saber comunicá-la de forma eficiente. Se você não está seguro(a) sobre a sua própria capacidade de comunicar a lógica de um pensamento, desejo ou projeto, experimente ser objetivo no início e oferecer argumentos que apoiem sua ideia depois.

Faça esse exercício consigo mesmo: expresse sua ideia principal primeiro, ao invés de levantar os argumentos que a justificam. Veja se a lógica que você escolheu faz sentido, formule a melhor maneira de comunicá-la e depois disso vá em frente, sem medo. Há uma grande chance de você conseguir atingir a atenção da pessoa que te escuta de forma mais eficiente e sem rodeios. Assim você inverte o triângulo comunicacional, trazendo para o topo o que realmente importa para a sua conversa.

Já o último componente é a autenticidade. Nós, seres humanos, somos mestres em farejar se alguém está sendo autêntico ou não. Será que você consegue enxergar quando você está sendo você mesmo? Pois é, esse autoconhecimento ou autoconsciência é muito importante para conquistar a confiança em si mesmo e das pessoas ao seu redor. Mesmo que o nosso “eu” seja uma versão vulnerável ou menos forte do que imaginamos. E esse é o nosso maior desafio.

Como vivemos em uma sociedade na qual em muitos contextos precisamos silenciar quem somos e ao fazer isso, acabamos criando alguém que julgamos ser aquele que nos trará “sucesso”. O problema é que, ao fazer isso, é provável que percamos a confiança em nós mesmos e que os outros identifiquem a fraude e consequentemente não confiem em nós para realizar tarefas importantes.

Aí vira uma bola de neve: menos tarefas importantes significam menos oportunidades e menos crescimento. Não é à toa que o conselho da professora Frances é: preste menos atenção ao que você acha que querem ouvir de você e mais ao que ao que você faz de incrível. Para os líderes, o papel neste momento de reencontro da confiança é, justamente, criar condições nos quais as pessoas ao nosso redor possam ser quem elas realmente são.

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Desenvolva ambientes acolhedores, livres de preconceitos e cobranças que possam se tornar apenas obstáculos à criatividade das pessoas. Aplauda os merecedores sempre que superarem expectativas. E aqui não falo de dar “tapinha nas costas”, mas de oferecer reconhecimento verdadeiro (seja criativo na forma como demonstrá-lo!) que seja capaz de marcar, de forma positiva, um grande feito.

Isso é bem difícil de ser feito. Afinal, é muito mais fácil fazer as pessoas se encaixarem no seu próprio padrão, de parabenizar palavras que você mesmo iria dizer. Seguir o curso normalizador de como as coisas são feitas sempre será mais confortável e parecerá mais seguro.

Mas a autenticidade tem pouco a ver com modelos em comum e mais com o diferente. Aceitar as diferenças é a chave que precisamos para evoluir e crescer de verdade, porque nos dá novas perspectivas, novas visões de mundo que jamais alcançaríamos com as nossas próprias lentes.

O líder que for capaz de reconhecer a capacidade e o mérito de alguém, mesmo que a lógica dele seja totalmente diferente da sua, com toda a certeza vai alcançar um nível muito maior do que jamais imaginou.

*por Virginia Planet, sócia e co-fundadora da House of Feelings – primeira escola de sentimentos do mundo

A microbiota intestinal desempenha um papel na função cerebral e na regulação do humor*

A depressão é um transtorno mental que afeta mais de 264 milhões de pessoas de todas as idades em todo o mundo. Compreender seus mecanismos é vital para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas eficazes. Cientistas do Institut Pasteur, Inserm e do CNRS, na França, conduziram recentemente um estudo mostrando que um desequilíbrio na flora bacteriana intestinal pode causar uma redução em alguns metabólitos, resultando em comportamentos semelhantes aos pacientes depressivos.

Essas descobertas, que mostram que uma microbiota intestinal saudável contribui para o funcionamento normal do cérebro, foram publicadas na Nature Communications em 11 de dezembro de 2020.

A população bacteriana no intestino, conhecida como microbiota intestinal, é o maior reservatório de bactérias no corpo. A pesquisa tem mostrado cada vez mais que o hospedeiro e a microbiota intestinal são um excelente exemplo de sistemas com interações mutuamente benéficas. Observações recentes também revelaram uma ligação entre transtornos de humor e danos à microbiota intestinal.

Isso foi demonstrado por um consórcio de cientistas do Institut Pasteur, do CNRS e do Inserm, que identificou uma correlação entre a microbiota intestinal e a eficácia da fluoxetina, molécula frequentemente usada como antidepressivo. Mas alguns dos mecanismos que governam a depressão, a principal causa de deficiência em todo o mundo, permaneceram desconhecidos.

Usando modelos animais, os cientistas descobriram recentemente que uma mudança na microbiota intestinal provocada pelo estresse crônico pode levar a comportamentos semelhantes aos da depressão, em particular por causar uma redução nos metabólitos lipídicos (pequenas moléculas resultantes do metabolismo) no sangue e no cérebro.

Esses metabólitos lipídicos, conhecidos como canabinóides endógenos (ou endocanabinóides), coordenam um sistema de comunicação no corpo que é significativamente prejudicado pela redução dos metabólitos. A microbiota intestinal desempenha um papel na função cerebral e na regulação do humor

Os endocanabinóides ligam-se a receptores que também são o principal alvo do THC, o componente ativo mais conhecido da cannabis. Os cientistas descobriram que a ausência de endocanabinóides no hipocampo, uma região-chave do cérebro envolvida na formação de memórias e emoções, resultou em comportamentos semelhantes aos pacientes depressivos.

Foto: News Medical

“Esta descoberta mostra o papel desempenhado pela microbiota intestinal na função normal do cérebro”, continua Gérard Eberl, chefe da Unidade de Microambiente e Imunidade (Institut Pasteur / Inserm) e coúltimo autor do estudo. Se houver um desequilíbrio na comunidade bacteriana intestinal, alguns lipídios vitais para o funcionamento do cérebro desaparecem, estimulando o surgimento de comportamentos semelhantes aos depressivos. Nesse caso particular, o uso de bactérias específicas pode ser um método promissor para restaurar uma microbiota saudável e tratar os transtornos de humor de forma mais eficaz.

Fonte: Grégoire Chevalier et al, Effect of gut microbiota on depressive-like behaviors in mice is mediated by the endocannabinoid system, Nature Communications (2020). DOI: 10.1038/s41467-020-19931-2

*Rubens de Fraga Júnior é especialista em geriatria e gerontologia. Professor titular da disciplina de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná.

Mitomania: necessidade de mentir compulsivamente, por Andréa Ladislau*

A mania de mentir pode ser muito mais grave do que parece: é o que chamamos de mitomania. É comum ter um amigo, parente ou conhecido que sempre inventa uma mentira, uma viagem que não fez ou uma história que nunca aconteceu. Um transtorno caracterizado pela compulsão de mentir, onde o indivíduo, inconscientemente, mente com grande frequência. Existe um prazer enraizado na criação de suas próprias histórias.

E qual seria a razão para esse tipo de comportamento? Existem dois possíveis motivos para que alguém recorra às mentiras, um deles é o medo. Na grande maioria das vezes, o indivíduo mente porque tem medo de enfrentar a sua própria realidade. Ou medo de perder alguém, além do perder afeto e reconhecimento. Uma outra razão possível é a ambição.

O transtorno da mitomania pode ser desencadeado por transtornos de personalidade, doenças neurológicas ou psiquiátricas – mas nem sempre está ligado a alguma doença. E o que vai diferenciar este transtorno de uma simples mentira é a intensidade e a frequência. Quando mais se mente, mas sente a necessidade de mentir. Fazendo elos entre as histórias inventadas.

As consequências da mitomania na vida de uma pessoa podem ser muito sérias, como o fim de relacionamentos amorosos e até a perda de emprego. Ao perder o controle sobre as histórias fantasiosas que inventa, a pessoa acaba se complicando nos relacionamentos pessoais e profissionais por não ter sustentação para suas mentiras. Além disso, quando são descobertas as mentiras é comum que o afastamento do mitomaníaco ocorra por pessoas próximas, fazendo com que este sinta-se rejeitado, agravando ainda mais seu quadro psíquico.

O transtorno pode ser tratado, mas os métodos utilizados no tratamento dependem da gravidade do quadro do paciente. Antes de se controlar a mitomania, o indivíduo deve passar por uma investigação terapêutica que irá identificar as doenças psiquiátricas que possam estar associadas a este transtorno, motivo pelo qual a terapia é fundamental para tratar a mitomania. Em alguns casos onde os níveis estão elevados, também é indicado o uso de intervenção medicamentosa. Os antidepressivos entram com a função de reforçar a confiança e autoestima desse indivíduo, bloqueando a necessidade de aceitação e eliminando as angústias oriundas pelo sentimento de rejeição.

É de suma importância estar atento às crianças. É normal que elas mintam. Esse comportamento fantasioso faz parte do universo infantil quando o amadurecimento pessoal começa a ser formado. Porém, o que parece uma atitude ingênua pode tornar-se um problema sério na juventude, quando este jovem começa a se assumir como indivíduo e passa a sustentar relacionamentos sociais adultos.

Também chamada de “síndrome de Pinóquio”, percebemos que existe consciência sobre aquilo que está sendo feito, porém, o mentiroso encara o hábito como uma “mentira boa ou inofensiva”. Fato é que essa doença surge como sintomas de outras questões psicológicas, a exemplo da depressão e outros problemas emocionais como: a necessidade de atenção e o medo da rejeição. Os mentirosos, em geral, são tidos como contadores de histórias. Precisam sentir-se superiores aos demais e, para isso, contam histórias de sua bravura, popularidade e grandes feitos. Ou mesmo mentem para esconder erros e falhas. No entanto, não existe neste comportamento qualquer indício de culpa ou responsabilidade.

Para manter sua “vida grandiosa” aos olhos dos outros, adotam o plágio como uma parte integrante de suas ações. Ao contar uma mentira após a outra, podem não perceber que disseram a mesma mentira para a mesma pessoa mais de uma vez. Cada vez que se conta a mesma mentira, o conceito básico irá permanecer, sendo apenas os personagens, local e data da ocorrência modificados.

Ficam evidentes razões como a baixa autoestima, o déficit de atenção, a hiperatividade e o transtorno bipolar como umas das principais razões que podem transformar um indivíduo em um mitomaníaco ou portador da “Síndrome de Pinóquio”. Uma das molas presentes nesta alteração comportamental é o complexo de inferioridade que impulsiona a pessoa a inventar histórias, fazendo-a acreditar que desta maneira poderá se tornar mais importante e apreciada pelo outro. Indivíduos com alterações severas de humor, oscilando entre a depressão e a agitação (típico comportamento maníaco), bem como os dependentes e viciados em drogas ou jogos, são fortes candidatos a se tornarem mitomaníacos. Os dependentes, por exemplo, precisam mentir – na grande maioria dos casos – para fugir de situações difíceis, como problemas financeiros.

Portanto, a incapacidade de enfrentamento da realidade desencadeia neste ser humano a sentimentos de negação, contribuindo para que a mentira seja uma muleta em sua vida, construída a partir das fantasias criadas. A medida que percebem os “falsos ganhos” com este comportamento, passam a alimentar suas mentiras compulsivamente. Seu maior objetivo é levar a atenção do outro para longe da realidade em que vivem. Por isso, dizemos que o mitomaníaco acredita em sua própria mentira. Por mentir tanto, passa a confundir o que é real do que é fantasioso. Mas tenhamos muita cautela, pois o diagnóstico dessa patologia deve ser minucioso e realizado por profissional de saúde mental adequado.

Quem sofre com a mitomania, a mentira patológica, apresenta transtornos de personalidade narcisista e antissocial. Quando tratadas prematuramente, essas características, notadas a partir de observações criteriosas, diminuem o risco de evolução da doença – visto que é extremamente importante o desenvolvimento da elevação da autoestima, a potencialização de valores e forças, além do enfraquecimento do medo da rejeição e do abandono. Para conseguir uma melhor qualidade de vida, se faz necessária a promoção de sentimentos positivos e um melhor gerenciamento das emoções, assim a mentira compulsiva deixa de fazer parte da realidade do indivíduo – libertando-o da Síndrome de Pinóquio.

*Andrea Ladislau é psicanalista; doutora em Psicanálise, Membro da Academia Fluminense de Letras. Pós Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social. Professora na Graduação em Psicanálise, Embaixadora e Diplomata In The World Academy of Human Sciences US Ambassador In Niterói. Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo. Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada.

Vinho bom x vinho caro: conhecimento vale mais do que dinheiro*

Quem disse que vinho bom é vinho caro e que vinho brasileiro não é bom se equivocou duas vezes. A safra das safras, como está sendo chamada a safra referente a 2020 pelos enólogos, está aí para comprovar a qualidade dos terroirs brasileiros e a nossa expertise na produção vitivinícola.

Além de ressaltar a nossa capacidade na entrega de excelentes vinhos, a safra das safras também chamou a atenção para a acessibilidade das bebidas produzidas no Brasil. Por ser de produção local, produtos de extrema qualidade e premiados em diversos concursos, podem ser comercializados em valores mais acessíveis se comparados a rótulos estrangeiros.

Ultimamente temos visto diversas notícias sobre o engano de garçons na troca de produtos muito caros por vinhos mais baratos. E, em alguns casos, os clientes nem percebem. Esse é um dos indicativos de que o valor de um vinho nem sempre corresponde diretamente à qualidade. É possível entregarmos vinhos com pontuação altíssima e sem pesar no bolso, como é o caso do Panizzon Ancellotta 2018, que conquistou Medalha de Gran Gold no Wines of Brazil Awards 2020 e pode ser encontrado no comércio por a partir de R$ 29,90.

Então, o que importa na hora de escolher um vinho não é o valor que você possui na carteira, mas o seu conhecimento sobre a bebida. Para quem ainda não tem intimidade com o universo vitivinícola, a dica é se informar sobre os vinhos premiados e destacados em concursos nacionais e internacionais e se atentar a indicações de enólogos ou sites de sua confiança.

E quanto mais o apreciador for degustando, mais irá treinando o seu paladar para descobrir suas próprias preferências e, assim, se sentir mais seguro na hora da compra. Mas para isso, é preciso se aventurar, buscar novos rótulos e testar seus sentidos com novas experiências.

O universo do vinho é imenso e diverso e, muitas vezes, pode parecer complexo e afastar novos degustadores. Mas o vinho, e principalmente o bom vinho, não precisa ficar restringido a momentos especiais, a status social, a carteiras recheadas. O bom vinho pode estar em todos os momentos que quisermos, pode combinar com qualquer tipo de refeição e, principalmente, pode ser acessível sem deixar de ter qualidade.

*Filipe Panizzon é Presidente da Associação de Produtores dos Vinhos dos Altos Montes

Não tem sido fácil ser mulher por aqui! – por Renata Abreu*

Um homem ejacula em uma passageira dentro de um ônibus, mas é liberado porque o juiz não considerou que havia elementos para enquadrar o sujeito no crime de estupro por não ter havido violência. Uma menina de 12 anos, estuprada há anos pelo namorado da tia, é chamada de ‘assassina’ ao se submeter a um aborto legal. Um ídolo de futebol contesta a acusação de estupro alegando que a vítima estava bêbada e não ofereceu resistência. E agora, uma jovem é dopada com ‘Boa Noite, Cinderela’, violentada e a Justiça absolve o réu por entender que houve um ‘estupro sem a intenção de estuprar’.

Quem país é esse, gente? É tão surreal quanto difícil imaginar que fatos como estes ocorram diariamente, colocando as mulheres em situações cada vez mais difíceis. Não tem sido fácil ser mulher por aqui, onde a cada 7 minutos uma de nós é vítima de estupro. Não é esse Brasil que quero para nós e para os nossos filhos. A cada dia fico mais triste em ver no que o nosso Brasil está se transformando, normalizando os absurdos.

O nosso dia a dia, independente da classe social, é cercado de cuidados e precauções, que vão da maneira de se vestir, de se portar, do que dizer e como dizer que, mal interpretados ou com segundas intenções, podem colocar nossas vidas em risco.

Por que ao avistar um grupo de homens ali na frente temos de mudar o caminho? Por que não podemos baixar a guarda no transporte público? Por que não podemos nos divertir numa festa sem receio de ser dopada e violentada? Por que temos de viver num estado permanente de alerta e medo em que descuidos podem significar perigo? Ser mulher não pode ser sinônimo de perigo constante! Diante de homens assim, as mulheres estão em perigo. Os homens têm que ser educados a respeitar as mulheres e a aprender o que é consentimento. Não é não! Sempre!

Agora, quando as mulheres se enchem de coragem, enfrentando o trauma emocional pela violência sexual sofrida, o sentimento de culpa que aniquila 10 a cada 10 vítimas de estupro (mesmo sem ter culpa de nada), a vergonha e o constrangimento de relatar várias vezes o que houve e decidem denunciar o crime, são humilhadas e massacradas por comentários depreciativos e ofensivos.

O julgamento da jovem Mariana Ferrer foi um show de horrores, creio que jamais visto na história do Judiciário brasileiro. Estupro culposo nivela o Brasil a países que toleram a violência sexual, legitimam a injustiça e responsabilizam a vítima por esse crime abominável.

É muito triste saber que esse tipo de comportamento, que ainda subsiste em parte da sociedade, tenha chegado no tribunal de Justiça. Diante do que assistimos estarrecidos e enojados, que mulher irá denunciar um estupro a partir de agora?

Uma Nação grandiosa como a nossa precisa garantir às mulheres uma vida sem violência. A Justiça precisa ser implacável na defesa dos direitos delas. O erro cometido no julgamento em Santa Catarina precisa urgentemente ser corrigido pelas instâncias superiores do Poder Judiciário para que as vítimas dessa violência se sintam seguras para denunciar seu estuprador.

Minha vontade é abraçar Mariana e todas as vítimas desse crime repugnante. Dar a elas meu colo, meu carinho e o apoio que necessitam para que possam sair desse pesadelo e retomarem as suas vidas de cabeça erguida.

*Renata Abreu é presidente nacional do Podemos e deputada federal por São Paulo

Setembro Amarelo: como a beleza pode levar ao suicídio – por Luzia Costa*

Setembro é o mês dedicado à valorização da vida e a prevenção do suicídio. Um assunto preocupante que deve ser levado a sério por todos. Muitas vezes um amigo, um parente, alguém muito próximo que convive com você diariamente pode demonstrar ser divertido, estar bem, mas pode passar por problemas que desconhecemos. E pasmem, na maioria das vezes estão enfrentando momentos difíceis, sozinhos, e não percebemos.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada 40 segundos, todos os anos no mundo. Impressionante este número, não é mesmo?! No Brasil, anualmente há um registro de 12 mil suicídios.

É muito comum vermos cada vez mais jovens preocupados com a aparência, com status e com a necessidade de mostrar uma vida feliz e estável nas redes sociais. A procura por um corpo e rosto perfeitos acabam sendo metas de vida nos dias de hoje.

Quantas pessoas do seu convívio que você já ouviu dizer: “quero ser magra”, “queria um nariz igual da atriz”, “quero emagrecer”, “queria meu cabelo assim”, e vários outros discursos como esses no dia a dia?!

Na Sóbrancelhas, nossa rede de embelezamento do olhar e da face, frequentemente lidamos com situações parecidas, onde clientes chegam até nossas lojas com fotos de atrizes e influenciadoras, querendo as sobrancelhas idênticas, por exemplo. Porém, não é possível, afinal cada rosto tem seu desenho e sua própria beleza.

Percebemos uma excessiva imposição a um padrão de beleza por essa geração. A mídia, principalmente a internet sempre pregou o que é bonito, o que é melhor, e se você não faz parte desse modelo, você está fora, não serve, ou você é inferior aos demais.

Há estudos que comprovam que na área profissional também é afetada por todo essa exigência. Muitas esteticistas competentes também sofrem esse tipo de preconceito por não fazer parte do padrão “magro”.

E todo esse bombardeio pelo padrão da beleza gera a dificuldade de lidar com a vida real, o que pode acarretar desde quadros de ansiedade à depressão, podendo levar até ao suicídio.

O que precisamos fazer, principalmente nós da área da beleza é incentivar as pessoas a se aceitarem como elas são, dar importância a beleza natural. É possível e importante ter a autoestima elevada do jeito que somos, das mais diversas formas que cada ser humano é. Jamais transforme em um refém do padrão de beleza que nos é imposto!

Pixabay

Lembrem-se: tenham empatia com você mesmo e com o próximo.

*Luiza Costa é CEO do Grupo Cetro que detém as marcas Sóbrancelhas e Beryllos. Coleciona prêmios como Prêmio Grandes Mulheres, na Categoria de Médias Empresas, realizado pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios – PEGN e Facebook; Destaque Empresarial 2018 & Revelação na área de Empreendedorismo Social; Prêmio Empresário do Ano Top of Quality Gold Internacional.

Uma doença contemporânea, a Brasilíase*

Popularmente conhecida como deadlock ou a angústia do Dia da Marmota

Este artigo reproduz um diagnóstico de um médico. Munido de várias informações o médico emite o parecer sobre a doença do paciente. Meu paciente é um continente de 8,5 milhões de quilômetros quadrados; 210 milhões de habitantes; com larga miscigenação biológica e dissimulada segregação racial e social; com uma burocrasília alienada das necessidades nacionais. Paciente amigo e fraterno no convívio diário, indisciplinado e procrastinador das exigências republicanas e cidadãs.

O prontuário do paciente mostra muitas escolhas históricas e seus encadeamentos nefastos, muitas trocas e intercâmbios excludentes das elites, inúmeras sutilezas culturais e comportamentais pouco producentes. Com esse quadro, o paciente foi acometido de um profundo deadlock, e da comorbidade do Dia da Marmota, doença conhecida como Brasilíase.

A palavra deadlock, entendida em pedaços, chega a ser autoexplicativa: dead – morto, lock – trava, fechadura. Indica o momento em que um processo, para continuar a funcionar, precisa de outro processo para avançar, mas este, por sua vez, depende do anterior. Inércia histórica.

No Dia da Marmota, no filme Feitiço do Tempo, a repetição é eterna. Muitas marielles assassinadas, sergios moros virando suco, balas perdidas, número de assassinatos de país em guerra, anões do orçamento/mensalões/lavas jatos, sergios cabrais, prefeitos falando “não roubei tanto quanto o outro aí”.

Os sintomas são claros: as instituições se agridem e fazem debates vazios; os sofrimentos se repetem, a revolta é permanente; ódios, gritos e agressões no trânsito, na Internet, nas relações pessoais.

Angel Glen/Pixabay

Todos estão exaustos de viver no eterno Dia da Marmota. O paciente não aguenta mais. Essa angústia é clara. O paciente está aturdido, tonto, sem rumo. Só ouve quando alguém grita frases bombásticas sem sentido. A racionalidade do paciente está dopada.

Mas o paciente fará uma tomografia logo. Haverá eleição municipal. Após essa tomografia saberemos se o paciente quer um tratamento sério ou se quer placebo sem nenhum esforço. Saberemos se ele escolherá novas lideranças que tenham bagagem técnica, ética e política para gerir o tratamento.

O candidato que deixar claro que o tratamento será longo e exigirá muito esforço de todos será eleito? Ou os clássicos enroladores serão eleitos? O paciente escolherá competência e comprometimento e muito esforço próprio ou propostas mágicas e falsas? Ele realmente quer se curar da Brasilíase ou escolherá mais alguns anos de candidatos falastrões, prometedores de nada? Bons de papo e com zero de resultado.

Paciente que quer se curar tem que participar ativamente do tratamento, que exigirá muito esforço, tempo e sacrifícios para sair da letargia. Os remédios não serão doces e saborosos. Nosso deadlock histórico está preso à nossa procrastinação em assumir os próprios erros e fraquezas. Brasilíase tem cura? Precisamos esperar a tomografia.

*Luiz Jurandir Simões de Araújo é professor de Atuária na FEA/USP e na Unifesp; e Diretor Administrativo FapUnifesp (Fundação de Apoio à Unifesp)

Por que devemos comer com atenção plena? por Bruna Pavão*

Mindful eating é uma técnica de alimentação consciente que exige atenção plena no momento da refeição. Um estilo de vida que engaja todas as partes do ser – o corpo, a mente e o coração -, proporcionando uma experiência única aos indivíduos que realizam a prática. Entre os benefícios, estão o aumento da sensação de bem-estar, melhora na digestão e a absorção dos nutrientes e a identificação de estímulos emocionais.

O objetivo é tirar essa ação do piloto automático, que se tornou banalizada com a correria do dia a dia, e trazer a atenção ao que estamos comendo. Assim, podemos ter consciência de assimilar a alimentação saudável de uma forma diferente, muito mais saborosa e prazerosa.

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

O método tem a ideia de melhorar nossa compreensão com os alimentos. Quando dedicamos a concentração na hora de comer, mastigamos melhor e esse princípio auxilia na absorção eficiente dos nutrientes e colabora com a digestão. Quando todo esse processo ocorre da maneira correta temos a chance de observar como o nosso organismo reage a cada tipo de alimento. A medida que vamos treinando a nossa mente, também conseguimos diferenciar o tipo de fome, que pode ser fisiológica ou emocional. Todos esses fatores ajudam a resolver problemas alimentares, como a compulsão, já que a pessoa passa a entender melhor a relação entre fome e saciedade.

Para comer com atenção plena é preciso dedicar total concentração ao sabor, textura, cheiros e temperatura de cada alimento. Também é necessário controlar os pensamentos e outros tipos de distrações à mesa, qualquer interferência externa que desvie o foco deve ser evitada. O momento precisa ser desfrutado como uma experiência única, seja sozinho ou na companhia de alguém. Além disso, é preciso dispor de mais tempo.

Os benefícios surgem no organismo com o tempo. Aprender a gerenciar o estresse, ansiedade e outros sentimentos que levam a alimentação inadequada é uma etapa que nos coloca cada vez mais próximo de obter mais qualidade de vida. Com todas as mudanças que o “novo normal” vem nos apresentando, vale a pena dedicar um tempo para depositarmos nossa atenção no que realmente importa, virar a chave do automático e assumir o controle do nosso corpo, mente, a partir da nossa alimentação.

*Bruna Pavão é nutricionista da Grano Alimentos

Como se preparar para um futuro profissional incerto?*

O futuro do trabalho já era alvo de muitos estudos, palestras e conferências pelo mundo afora. Com a pandemia, o assunto ganhou ainda mais relevância. Especialistas são unânimes ao dizer que estamos vivendo o fim da era dos empregos para a entrada definitiva na era do trabalho. Isso quer dizer que registros em carteira, vale-transporte, alimentação e batidas de cartão de ponto parecem mesmo estar com os dias contados. Mas, calma, não há motivo algum para pânico.

Sempre houve e sempre haverá alguém disposto a pagar para outra pessoa fazer aquilo que ele não gosta, não sabe, não quer ou não consegue fazer sozinho. E essa é a oportunidade ideal para a oferta de um trabalho remunerado. Ou seja, é bem provável que, num futuro não muito distante, você se torne uma pessoa jurídica, emitindo notas fiscais para várias pessoas físicas ou mesmo empresas que precisem dos seus serviços. Pode ser que você até ganhe mais dinheiro dessa forma, mas, inevitavelmente, ganhará mais trabalho também.

mulher executiva

Se você é o dono do seu “nariz”, precisa assumir várias funções simultaneamente. Por exemplo, não adianta ser um excelente técnico, se não souber como e para quem vender os seus serviços. Não adianta vender e entregar bem, se não conseguir administrar suas próprias finanças, entendendo que a vida de um empreendedor é feita de altos e baixos. E também não vai adiantar fazer tudo isso muito bem se você não reservar um tempo para se manter atualizado na sua área de atuação.

Sendo assim, para se preparar para um futuro do trabalho completamente incerto, profissionais de todas as áreas deverão investir constantemente no desenvolvimento de suas habilidades técnicas e comportamentais, as chamadas hard e soft skills. É bom também já ir se acostumando com o conceito de lifelong learning, que significa que teremos que estudar para sempre, buscando o que muitos especialistas chamam de reskilling, ou a necessidade de atualização constante das habilidades profissionais.

Caso você ainda seja do tipo que acredita que um diploma em uma universidade de primeira linha irá te garantir um futuro tranquilo, sinto em lhe informar que você está bastante atrasado. Foi-se o tempo em que tínhamos um mercado de trabalho linear, onde se entrava como estagiário e depois se ia galgando o crescimento para analistas júnior, sênior, pleno, coordenador, gerente, diretor e, para pouquíssimos, as almejadas cadeiras de vice ou presidente. Tudo isso, de preferência, dentro de uma mesma empresa, ao longo de 20, 30 ou até 40 anos.

O grande desafio dos profissionais que já têm uma carreira estabelecida é que eles receberam esse tipo de instrução ao longo de toda a sua vida escolar e agora se deparam com uma realidade um tanto quanto distante de tudo aquilo para o qual eles foram preparados. É quase como estudar para uma prova por anos e, na hora H, alguém virasse para você e dissesse: “esqueça, agora não é mais assim”. A sensação de estar absolutamente perdido é totalmente compreensível.

E o problema maior é que ninguém sabe dizer ao certo como vai ser. As regras mudaram no meio do jogo, mas ninguém é capaz de falar “vá por aqui”, “faça dessa forma”, “isso será assim a partir de agora”. As regras estão sendo construídas com a bola em campo. É tudo ao mesmo tempo e agora. Não existem mais cartilhas ou manuais que conduzam um profissional ao pódio. De agora em diante, será tudo uma questão de tentativa e erro.

estudante laptop computador

Por isso, quanto maior a sua resiliência e capacidade de adaptação, as suas hard e soft skills, mais fácil será construir uma carreira de sucesso em um futuro incerto. Esquecer os roteiros preestabelecidos e as antigas fórmulas é o primeiro passo para encarar a nova realidade. As habilidades a serem desenvolvidas vão variar muito de um profissional para outro, mas de um modo geral, o mais importante é entender que sua vida profissional depende de pequenos esforços diários e contínuos. Estar preparado (independentemente do que isso queira dizer no seu caso) para aproveitar as oportunidades é o que vai fazer a diferença.

Marcos-ActionCOACH

*Marcos Yabuno Guglielmi é coach empresarial certificado da ActionCOACH