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Cobertor ou edredom: qual escolher quando se é alérgico?

Quando as temperaturas caem é comum que as alergias respiratórias apareçam. Isso se dá por conta do tempo seco, principalmente em regiões mais urbanizadas, como as grandes metrópoles. A baixa umidade, resfriamento do ar e falta de arborização permitem que o risco de contaminação aumente, já que as partículas poluentes estão dispersas no ar.

Segundo dados da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia), o principal alérgeno, no Brasil, é o ácaro da poeira domiciliar, responsável por cerca de 80% das alergias respiratórias. Como forma de precaução, cuidados com o lar e principalmente na hora de dormir podem fazer a diferença.

José Previero, especialista em higienização da Quality Lavanderia destaca: “Quem possui alergia precisa estar sempre atento à peça escolhida para dormir, dependendo da escolha, pode-se intensificar ainda mais o problema alérgico”.

O especialista aponta que o edredom é a peça ideal para quem tem alergia, pois seu tecido possui superfície plana e lisa, o que permite menor acúmulo de ácaros. Com isso, não prejudica a respiração e não ocasiona incômodos na pele. “Nos dias frios, a melhor escolha é o edredom, por ser menos alérgico, mais macio e causar menor incômodo na pele. Independente do cobertor ser sintético ou de lã, todos são mais felpudos, por isso acumulam maior número de ácaros que podem causar alergia, tanto de respiração quanto de pele”, relata Previero.

Além disso, a frequência e os cuidados com a lavagem também são fatores importantes, por isso, opte sempre por lavar antes de usar, principalmente se o edredom ficou guardado por muito tempo, com isso removem-se os ácaros e o possível odor de mofo, mantendo a peça mais apropriada para uso.

Edredom de malha/Zelo

“Estando em uso, o ideal é lavar a cada dois meses. Outra dica importante é o cuidado com o uso do amaciante, quanto menos perfume tiver, menor a chance de provocar alergias. Para realizar a higienização completa, inclusive para peças infantis, que exigem um cuidado especial, é indicado que o serviço seja realizado de forma profissional, por exemplo, com ajuda de uma lavanderia, contribuindo para saúde da família”, conclui Previero.

Fonte: Quality Lavanderia

Herpes zoster e hepatites: há vacinas para envelhecer protegido e com saúde

Com o avançar da idade, o sistema imunológico também envelhece, o que é chamada de imunossenescência e está associada ao progressivo declínio da função imunológica e consequente aumento da suscetibilidade a infecções, doenças autoimunes e câncer, além de redução da resposta vacinal.

A coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Lorena de Castro Diniz, explica quais as principais vacinas para garantir a saúde na terceira idade. Quais as doenças mais frequentes em idosos e que podem ser evitadas com vacinas? Os idosos são mais susceptíveis a várias doenças tais como: Influenza (gripe), infecções por pneumococos e haemophilus influenza levando a pneumonias, sepse, meningite, coqueluche e herpes zoster.

O que é herpes zoster?
Herpes zoster, chamada popularmente de cobreiro, é causado pelo varicella zoster vírus (VZV) ou herpesvírus humano tipo 3, o mesmo que causa a varicela. A varicela ocorre com maior frequência na infância e resulta da infecção primária. Já o herpes zoster é mais comum no idoso, e tem origem na reativação do vírus após a primeira ocorrência de varicela. Várias condições estão associadas ao aparecimento do herpes zoster, como baixa imunidade, câncer, trauma local, cirurgias da coluna e sinusite frontal. Os idosos mostram uma diminuição da imunidade ao vírus, o que explica sua maior ocorrência após a quinta década. A vacina está indicada acima de 50 anos.

Qual a importância da vacinação contra a herpes zoster?
A vacina evita o aparecimento da doença e as suas possíveis complicações tais como:
-Infecção secundária por outras bactérias;
-Ataxia cerebelar aguda: afeta equilíbrio, fala, deglutição, movimento dos membros do corpo;
-Trombocitopenia: baixa quantidade de plaquetas, comprometendo a coagulação sanguínea;
-Síndrome de Reye: doença rara que causa inflamação no cérebro e pode levar a morte;
-Varicela disseminada ou varicela hemorrágica em pessoas com comprometimento imunológico;
-Nevralgia pós-herpética (NPH) – dor persistente por quatro a seis semanas após a erupção cutânea;
-Em mulheres grávidas, pode ocorrer a infecção no feto, que pode levar a embriopatia, síndrome da varicela congênita (malformação das extremidades dos membros, microftalmia, catarata, atrofia óptica e do sistema nervoso central).

As hepatites A e B também são comuns no Brasil?
As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Trata-se de uma infecção que atinge o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes, são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão. São doenças infectocontagiosas que podem ser prevenidas por vacinas e evitar o adoecimento com evolução de uma doença crônica e potencialmente letal.

Como ter um envelhecimento saudável?
Não podemos pensar no envelhecimento saudável sem pensar nos hábitos que mantivemos no período que antecede este envelhecimento. Devemos manter hábitos alimentares saudáveis, atividades físicas frequentes, hábitos de higiene pessoal e do ambiente, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo e manter a nossa imunização (vacinação) em dia, pois as vacinas são importantes para todas as idades, principalmente nos extremos de idade em que o sistema imunológico é mais susceptível a infecções.

Fonte: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

Gripe: tire suas dúvidas

Embora seja comum entre os meses de abril e agosto, um surto de gripe vem atingindo milhares de pessoas agora no verão. Por isso, o Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – Asbai preparou um tira-dúvidas para explicar o que é gripe, seus tipos e sintomas.

O que é gripe e quais os sintomas?

É uma doença viral aguda transmissível que afeta o trato respiratório superior e inferior causada pelo vírus influenza. Os sinais e sintomas da gripe em casos leves incluem tosse, febre, dor de garganta, mialgia, dor de cabeça, coriza e olhos congestionados. Cefaleia frontal ou retro-orbital é uma apresentação comum acompanhado por sintomas oculares como fotofobia e dor.

Na criança, a temperatura pode atingir níveis mais altos, sendo comum o achado de aumento dos linfonodos cervicais e podem fazer parte os quadros de bronquite ou bronquiolite, além de sintomas gastrointestinais. Os idosos quase sempre se apresentam febris, às vezes, sem outros sintomas, mas em geral, a temperatura não atinge níveis tão altos. Os sintomas agudos persistem por sete a dez dias.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de influenza pode ser feito clinicamente, especialmente durante a temporada de influenza. A maioria dos casos se recupera sem tratamento médico e não precisariam de um exame laboratorial para o diagnóstico. Os testes laboratoriais disponíveis para o diagnóstico de influenza são a detecção rápida de antígeno o teste de PCR em tempo real.

O que causa gripe?

-Existem quatro tipos de vírus influenza/gripe: A, B, C e D.
-O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.
-Tipo A – são encontrados em várias espécies de animais, além dos seres humanos, como suínos, cavalos, mamíferos marinhos e aves.
-As aves migratórias desempenham importante papel na disseminação natural da doença entre distintos pontos do globo terrestre.
-Eles são ainda classificados em subtipos de acordo com as combinações de 2 proteínas diferentes, a Hemaglutinina (HA ou H) e a Neuraminidase (NA ou N).
-Dentre os subtipos de vírus influenza A, atualmente os subtipos A(H1N1) pdm09 e A(H3N2) circulam de maneira sazonal e infectam humanos.
-Alguns vírus influenza A de origem animal também podem infectar humanos causando doença grave, como os vírus A(H5N1), A(H7N9), A(H10N8), A(H3N2v), A(H1N2v) e outros.
-Tipo B – infectam exclusivamente os seres humanos. Os vírus circulantes B podem ser divididos em 2 principais grupos (as linhagens), denominados linhagens B/ Yamagata e B/ Victoria. Os vírus da gripe B não são classificados em subtipos.
-Tipo C – infectam humanos e suínos. É detectado com muito menos frequência e geralmente causa infecções leves, apresentando implicações menos significativa a saúde pública, não estando relacionado com epidemias.
-Em 2011 um novo tipo de vírus da gripe foi identificado. O vírus influenza D, o qual foi isolado nos Estados Unidos da América (EUA) em suínos e bovinos e não são conhecidos por infectar ou causar a doença em humanos.

Como ocorre a transmissão da gripe?

Em geral, a transmissão ocorre dentro da mesma espécie, exceto entre os suínos, cujas células possuem receptores para os vírus humanos e aviários. A transmissão direta de pessoa a pessoa é mais comum. Acontece por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado com o vírus ao falar, espirrar ou tossir. Também há evidências de transmissão pelo modo indireto, por meio do contato com as secreções de outros doentes. Nesse caso, as mãos são o principal veículo, ao propiciarem a introdução de partículas virais diretamente nas mucosas oral, nasal e ocular. A eficiência da transmissão por essas vias depende da carga viral, contaminantes por fatores ambientais, como umidade e temperatura, e do tempo transcorrido entre a contaminação e o contato com a superfície contaminada.

Quais as principais complicações que a gripe pode causar?

iStock

Pneumonia viral, pneumonia bacteriana secundária (agentes infecciosos bacterianos: Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus ssp e Haemophillus influenzae) à infecção viral, miosite, micocardite, insuficiência respiratória aguda e morte. Essas complicações graves podem se desenvolver em até 48 horas a partir do início dos sintomas. O vírus se replica nas vias respiratórias superiores e inferiores a partir do momento da inoculação e com pico após 48 horas, em média.

Os casos graves podem progredir para falta de ar, taquicardia, hipotensão e necessidade de intervenções respiratórias de suporte em até 48 horas.

Quem pode ser mais afetado pela gripe? Por quê?
Extremos de idade: crianças muito pequenas e idosos, pessoas não vacinadas, imunocomprometidos e portadores de doenças crônicas.

Grupos de risco e condições para complicações:
Grávidas em qualquer idade gestacional;
-Puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal);
-Adultos ≥ 60 anos;
-Crianças < 5 anos (sendo que o maior risco de hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses com maior taxa de mortalidade);
-População indígena aldeada ou com dificuldade de acesso;
-Pneumopatias (incluindo asma);
-Cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica);
-Nefropatias;
-Hepatopatias;
-Doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme);
-Distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus);
-Transtornos neurológicos que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção cognitiva, lesões medulares, epilepsia, paralisia cerebral, Síndrome de Down, atraso de desenvolvimento, AVC ou doenças neuromusculares);
-Imunossupressão (incluindo medicamentosa ou pelo vírus da imunodeficiência humana);
-Obesidade (Índice de Massa Corporal – IMC ≥ 40 em adultos);
-Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado com ácido acetilsalicílico (risco de Síndrome de Reye).

Como se prevenir da gripe?

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações. A vacina é segura e é considerada uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e óbitos por gripe.

Devido a essa mudança dos vírus, é necessário a vacinação anual contra a gripe. Por isso, todo o ano, o Ministério da Saúde realizam a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe. Além da vacinação orienta-se a adoção de outras medidas gerais de prevenção para toda a população. Medidas estas, comprovadamente eficazes na redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, como vírus da gripe:

-Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel, principalmente antes de consumir algum alimento;
-Utilize lenço descartável para higiene nasal;
-Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir;
-Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
-Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
-Mantenha os ambientes bem ventilados;
-Evite contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
-Evite sair de casa em período de transmissão da doença;
-Evite aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados);
-Adote hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;

Importante: indivíduos que apresentem sintomas de gripe devem evitar sair de casa em período de transmissão da doença (podendo ser por até sete dias após o início dos sintomas). Orientar o afastamento temporário (trabalho, escola etc.) até 24 horas após cessar a febre sem a utilização de medicamento antitérmico.

Fonte: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

Pacientes com rinite são mais propensos a contrair Covid-19?

Estamos atravessando uma pandemia por uma nova cepa de coronavírus humano, o Sars-Cov-2, que causa manifestações clínicas com gravidades diversas, nominadas pela Organização Mundial de Saúde como Covid-19. Desde a primeira notificação de caso, em dezembro de 2019 em Wuhan, China, a Covid-19 tem se disseminado pelo mundo. A OMS declarou o fato como uma pandemia, em 11 de março de 2020.

Covid-19 leva a uma infecção viral sistêmica, ou seja, um estado gripal. No estado gripal clássico, assim como acontece com outros vírus, como a influenza, o paciente não apresenta localização inicial da doença. Pode sentir cansaço, falta de energia, dor muscular, cefaleia, dor na garganta, perda do olfato, além de febre.

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Pode haver também sintomas que se sobreponham aos da rinite, como coriza e obstrução nasal. A presença de tosse evoluindo para dispneia já denota uma maior gravidade do quadro.

Os sintomas clássicos na exacerbação da rinite incluem coriza, prurido nasal e ocular, espirros em salva, sensação de obstrução nasal, sem sintomas de febre, adinamia (fraqueza muscular) e dores musculares.

Existe uma grande preocupação na população em geral quanto aos fatores de risco para gravidade das manifestações da Covid-19. Teria um paciente com rinite , por ser considerada uma doença respiratória crônica, um risco aumentado para Sars-Cov2?

Os portadores de rinite não são grupo de risco para Covid 19 nem em infectividade nem em maior gravidade. Vale ressaltar que nestes períodos de grande circulação de vírus respiratórios, o paciente deve manter a rinite e a asma sob controle. Muitas vezes há a sobreposição de manifestações – rinite e asma- se a rinite estiver fora de controle, os sintomas de asma serão muito mais frequentes e graves.

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Quanto aos corticosteroides tópicos utilizados para o controle da rinite, até o momento, as recomendações de órgãos internacionais de referência, são a favor da manutenção do tratamento anterior à pandemia, inclusive em casos infectados. Ou seja, temos que nos manter, na medida do possível, estáveis em relação às manifestações respiratórias.

Fonte: Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia)

Verão requer atenção redobrada com picadas de insetos

Com a chegada do verão, as pessoas deixam a pele mais exposta e, consequentemente, as picadas de insetos também se tornam frequentes. No caso de picadas por pernilongos e borrachudos, as reações são locais, com coceira e a possível ocorrência de inchaço na região onde foi a lesão. Nestes casos, a orientação dos especialistas é usar uma pomada antialérgica para aliviar os sintomas.

Mas há um outro grupo de insetos que pode desencadear reações alérgicas mais graves, como a anafilaxia, por exemplo. É o caso de formigas, vespas e abelhas.

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“A anafilaxia pode acometer pele, provocando urticas, que são lesões altas, elevadas, que coçam bastante. Podem ser acompanhadas de inchaços deformantes de pálpebras, lábios e orelhas. Pode ocorrer sintomas respiratórios, provocando falta de ar, tosse e chiado no peito. Sintomas gastrointestinais, como diarreia, náuseas, vômitos e cólicas abdominais, além dos sintomas cardiovasculares, com queda de pressão, tonturas e a parada cardiorrespiratória. Nem todas as anafilaxias vão resultar em paradas cardiorrespiratórias, que é o choque anafilático”, explica Alexandra Sayuri Watanabe, membro do Departamento Científico de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

Tratamento

Para pessoas com reações mais graves, há o tratamento de imunoterapia veneno específica, muito eficaz nas anafilaxias provocadas pelas picadas de abelhas, formigas e vespas. “A imunoterapia específica diminui a chance de uma nova reação sistêmica quando a pessoa é exposta novamente, ou seja, após outra picada ou ferroada. Esse tratamento só pode ser indicado por médico especialista, após uma avaliação clínica minuciosa, exames laboratoriais e com a realização de testes cutâneos”, explica Alexandra.

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O outro ponto importante a ser destacado é a adrenalina autoinjetável. É um dispositivo que contém a adrenalina, mas que ainda não é fabricado no Brasil, e o acesso é só via importação e no pronto atendimento.

“A adrenalina é o medicamento de escolha no tratamento emergencial da anafilaxia e, cada vez mais, as sociedades médicas e a população se mobilizam para que possamos ter um acesso maior a esse dispositivo”, conta a especialista.

Fonte: Asbai

Hoje é o Dia da Conscientização da Dermatite Atópica

Hoje (23) é comemorado o Dia da Conscientização da Dermatite Atópica (DA) que atinge cerca de 20% das crianças e 3% dos adultos. É uma doença genética e considerada crônica.

A DA se caracteriza por um processo inflamatório da pele com períodos alternados de melhora e piora. Não é contagiosa, tem caráter genético e é comum preceder a asma e a rinite. Outros fatores podem desencadear a dermatite atópica, entre eles estão os alimentos, aeroalérgenos (ácaros, fungos, epitélio de animais), perfumes e suor. É mais comum na infância e cerca de 60% dos casos ocorrem no primeiro ano de vida, com melhora gradual até o final da infância.

“Por apresentar menor produção de gorduras naturais, a pele fica mais áspera, o que provoca coceira e feridas, facilitando infecção por bactérias e fungos”, explica Márcia Carvalho Mallozi, Coordenadora do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

Os aspectos emocionais desempenham um importante papel, tanto funcionando como fator desencadeante como agravante.

Estudos mostram que metade das pessoas adultas com DA nas formas mais graves sofre com ansiedade ou depressão e 55% apresentam distúrbio do sono que estão associados a intensa coceira.

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O tratamento baseia-se na hidratação da pele. No comércio existem vários cremes para hidratar a pele do paciente com DA, sendo recomendados aqueles sem fragrância. Qual seria o melhor creme? A resposta é o creme ao qual o paciente se sente melhor, que não provoque ardor ou induza vermelhidão.

Além da hidratação da pele, estão recomendados os corticoides tópicos e os inibidores tópicos de calcineurina (atualmente, no Brasil, só está disponível o Tacrolimus na forma de pomada). Em casos mais graves podem ser utilizados os imunossupressores como ciclosporina e metotrexato. Os antibióticos são necessários muitas vezes, quando as lesões de mostrarem infectadas.

Mais recentemente um novo grupo de medicamentos, os imunobiológicos, também chamados anticorpos monoclonais, têm sido estudados e são indicados pelos especialistas sempre que o paciente tiver DA de moderada a grave e que não tenha apresentado boa resposta aos tratamentos habitualmente recomendados.

“Neste momento, a Anvisa liberou uma primeira medicação, desse grupo dos imunobiológicos, para ser utilizado a partir dos 12 anos de idade.

Recomendações da Especialista: “Um banho por dia (não mais), rápido e com água morna. Hidratante e sabonete orientados pelo médico são de fundamental importância para manter e refazer a barreira cutânea. Medicamentos como antibióticos e corticosteroides podem ser utilizados dependendo da gravidade da doença. A imunoterapia, também conhecida como vacina de alergia, poder ser recomendada em alguns casos, a critério do médico especialista em Alergia. Além disso, é essencial tratar as doenças associadas”, explica a médica.

Outras dicas que podem auxiliar o tratamento:

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– Manter a hidratação da pele contínua mesmo que esteja bem, no período fora de crise.

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– Não tomar remédios por conta própria e não passar produtos na pele, sem orientação médica.

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– Usar roupas leves. Evitar roupas apertadas e de cor escura no verão. Preferir tecidos de algodão e malhas. Evitar tecidos sintéticos, lycra ou jeans.

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– Banhos de sol devem ser, de preferência, nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer. Ao sair da piscina ou praia, tirar a roupa molhada e tomar um banho rápido, com aplicação de creme hidratante em seguida. Usar protetor solar sempre que se expuser ao sol.

Fonte: Asbai

Dicas para o controle da conjuntivite alérgica, comum em dias de tempo seco

Olhos vermelhos, coceira e inchaço são alguns dos sinais; doença é comum nas estações de tempo seco e quente

Uma das manifestações clínicas da alergia ocular é a conjuntivite alérgica, que atinge, aproximadamente, 20% da população e, em 40% a 60% das vezes, está associada a outras doenças alérgicas como asma, dermatite atópica e rinite alérgica, sendo frequentemente subdiagnosticada. É mais comum durante os dias quentes, secos e ventosos, típicos da primavera, verão e outono, sendo os ácaros da poeira e os pólens de grama os principais agentes desencadeadores. Na região Sul, pode ocorrer pela exposição aos pólens de grama, sendo este quadro conhecido como polinose.

A alergia ocular é um grupo de doenças de hipersensibilidade mediada por IgE, desencadeada pelo contato dos alérgenos dispersos no ar, como os ácaros da poeira, pólens de grama, epitélios de animais domésticos, esporos de fungos, levando a uma inflamação alérgica da conjuntiva.

Apesar de interferir muito na qualidade de vida, as conjuntivites alérgicas são consideradas formas benignas de alergia ocular. Mais raramente, o olho pode ser acometido por outros tipos de alergia ocular, que apresentam sintomas persistentes, crônicos, que podem afetar a córnea e causar danos à visão. São elas, a ceratoconjuntivite atópica, que acomete adultos, e a ceratoconjuntivite vernal, mais comum em crianças.

Durante o 46º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, que será realizado no fim do mês em Florianópolis (SC), o tema “Alergia Ocular” será debatido por especialistas. O evento espera reunir cerca de 1.500 pessoas.

De acordo com Elizabeth Mourão, especialista da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a conjuntivite alérgica se manifesta sempre com prurido (coceira) nos olhos associado à hiperemia da conjuntiva (olho vermelho/irritado), lacrimejamento e inchaço de pálpebras, que geralmente acometem os dois olhos. Pode haver desconforto visual e sensação de corpo estranho. Nos casos mais graves e crônicos, os olhos encontram-se constantemente inflamados, com secreção gelatinosa e dor / desconforto ao olhar diretamente para a luz (fotofobia).

“O diagnóstico das conjuntivites alérgicas é clínico, baseado nos sintomas e exame físico, que vão ajudar a identificar o tipo de alergia ocular. Também é necessário identificar o alérgeno suspeito por testes de alergia na pele (prick-teste) e/ou no sangue pela dosagem de IgE específica”, explica a especialista.

Dicas para melhor controle da conjuntivite:

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– Lavar as mãos sempre que brincar com os animais de estimação ou após contato com tintas, perfumes, produtos de limpeza e outros irritantes.

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Foto: Ashley Frogley/MorgueFile

– Usar óculos de sol sempre que estiver ao ar livre, para diminuir o contato com o pólen ou poeira diretamente sobre os olhos e reduzir o desconforto visual.

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– Evitar passeios a parques, campos, cortar grama ou fazer serviços de jardinagem durante a primavera.

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Foto: Anita Peppers/Morguefile

– Utilizar ar-condicionado com filtro, manter as janelas fechadas do carro.

Novos Tratamentos

A higiene ambiental para diminuir a exposição à ácaros, por exemplo, pode reduzir a frequência das crises. Aplicar compressas frias nos olhos ou lavar os olhos com água fria e aplicar os colírios refrigerados ajuda no controle da coceira/desconforto ocular.

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Conjuntivite – Fonte: WebMd

“O tratamento da conjuntivite alérgica é feito com colírios, que têm propriedades anti-histamínicas e anti-inflamatórias, reduzindo a coceira e a vermelhidão nos olhos. O uso de lágrimas artificiais também deve ser usado, atuando com uma barreira a penetração de alérgenos e irritantes e prevenindo o olho seco, que pode estar associado ao processo inflamatório. A imunoterapia específica (vacina com alérgenos) está indicado para o tratamento da conjuntivite alérgica perene e sazonal, e atua como um tratamento que modifica a história da doença e induz tolerância aos aeroalérgenos”, detalha Elizabeth.

Novos tratamentos, como imunomoduladores, imunossupressores e imunobiológicos, que atuam reduzindo a inflamação da conjuntiva, sob a forma de colírios, pomadas oftálmicas e injetáveis, também podem ser indicados.

Fonte: Asbai

Asma ainda mata cerca de dois mil brasileiros por ano

A doença é a quarta maior causa de internação no país; desistência do tratamento é um problema a ser resolvido; cerca de 235 milhões de pessoas no mundo sofrem com este mal 

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A escritora, roteirista, atriz e apresentadora Fernanda Young faleceu na madrugada deste domingo, dia 25 de agosto, aos 49 anos, no sítio de sua família localizado em Gonçalves, Minas Gerais. Ela sofreu uma crise de asma seguida de parada cardíaca. Fernanda sofria de asma desde a infância.

A asma é uma doença grave. Responsável pela quarta causa de internação no Brasil e pela morte de duas mil pessoas por ano, a asma é definida como uma obstrução brônquica, geralmente ocasionada por um processo inflamatório. A asma pode ser alérgica e não alérgica. A mais comum e que atinge principalmente as crianças é a asma alérgica, desencadeada pelos alérgenos inalantes como poeira, ácaros, fungos e pólen.

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença atinge cerca de 235 milhões de pessoas em todo o planeta. Estudos apontam que a asma é responsável pela morte de dois milhões de pessoas no mundo.

Sintomas

Inflamação dos brônquios, provocando falta de ar, sibilância, tosse, dor no peito e opressão torácica. Os sintomas costumam ser desencadeados por infecções respiratórias, exercício e exposição a alérgenos.

Tratamentos

asma

Os dois tipos de asma têm tratamentos muito eficientes. Existe o tratamento sintomático ou de resgate, quando são utilizados os broncodilatadores. Para o tratamento de controle ou anti-inflamatório, as principais medicações são os corticoides inalados isolados ou associados a broncodilatadores de longa duração e ainda os antileucotrienos. Quando o controle não é obtido com estas medicações, geralmente é necessária a utilização dos corticoides orais. Entretanto, devido aos efeitos indesejáveis, esta classe terapêutica deve ser evitada.

Uma pesquisa recente, que contou com a participação da Asbai, apontou que 73% dos pacientes com asma admitem não seguir todas as recomendações médicas. “Cerca de 47% dos pacientes dizem que não usam a medicação de forma regular. Uma das barreiras é o alto custo dos remédios e a dificuldade de encontra-los na rede pública”, explica o presidente da Asbai, Flavio Sano.

A prática regular de exercícios físicos é fundamental para pacientes com asma sob controle, já que amplia a capacidade respiratória.

Novidades no Tratamento

Gustavo Wandalsen, Coordenador do Departamento de Asma da Asbai, conta que os medicamentos mais novos para asma são destinados para pacientes com as formas mais graves da doença. “Estes medicamentos, denominados imunobiológicos, devem ser utilizados para pacientes refratários ao tratamento farmacológico tradicional. Quando prescritos corretamente, são capazes de reduzir as exacerbações, os sintomas da asma, assim como melhorar a qualidade de vida e a função pulmonar”, relata o especialista.

Fonte: Asbai

Maquiagem também pode causar alergia

A maquiagem e os cosméticos em geral podem ser responsáveis por desencadear a dermatite de contato. Dois cuidados são muito importantes para evitar uma reação alérgica: o primeiro é se atentar ao prazo de validade do cosmético porque, neste caso, pode acontecer uma contaminação por fungos, o que não é uma reação alérgica. O segundo é com algumas substâncias que estão no produto e que podem causar alergias.

Sintomas: se ao passar o cosmético ocorrer coceira, vermelhidão na pele e ardência, tire imediatamente o produto da pele com bastante água fria, sabonete e procure um especialista para que ele possa fazer o diagnóstico correto e identificar o agente causador da alergia.

anafilaxia alergia

“É frequente no consultório casos de crianças com reações alérgicas à maquiagem e ao esmalte, alergênicos muito comuns nos casos de dermatite de contato em crianças. É importante procurar por esmaltes adequados à idade da criança. Mas a indicação é que os pequenos não usem”, orienta Alexandra Sayuri Watanabe, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

A especialista alerta ainda para o uso de esmaltes hipoalergênicos, já que eles não funcionam bem para todos, pois é possível que algum produto que a pessoa não pode usar esteja na fórmula. Os rótulos desses produtos, que trazem informações confusas, em uma linguagem desconhecida do público leigo, é outro cuidado que deve ser tomado no momento da compra.

Algumas dicas de como se prevenir reações alérgica a cosméticos:
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– Use produtos de qualidade certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);

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– Guarde os cosméticos em lugar fresco e protegido da luz solar;

validade

– Não use produtos que estejam com o prazo de validade vencido;

pinceis

– Não compartilhe maquiagens com outras pessoas;

mulher passando perfume praia

– Não use perfumes quando for à praia ou quando se expuser ao sol;

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– Se tiver dúvidas sobre um determinado cosmético, peça orientação ao seu alergista, para evitar reações desagradáveis.

Fonte: Asbai

Parque do Ibirapuera vira palco para conscientização sobre alergia alimentar

No domingo, dia 7, o Parque do Ibirapuera será palco do evento que marca o início da Semana Mundial de Alergia, que traz como tema central este ano “Alergia Alimentar: Um Problema Global”.

Especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia Regional São Paulo (Asbai-SP) farão palestras a cada 30 minutos explicando o que é a alergia alimentar, os sintomas, formas de diagnóstico e tratamento. Mitos que envolvem o tema também serão desconstruídos.

“É muito importante levar informação e conscientização sobre o tema, já que existem muitas dúvidas e mitos que envolvem a alergia alimentar. Nós, como associação, temos esse papel de passar a informação correta e de qualidade”, comenta Pedro Bianchi, Presidente da Asbai Regional SP.

As mães do movimento Põe no Rótulo estarão juntas com a Asbai no evento, compartilhando suas experiências. A recreação para as crianças fica por conta da organização não governamental Tartarugas do Bem, que vai oferecer narração de histórias, pinturas de desenhos, dobraduras, brincadeiras e músicas. Além do entretenimento, o objetivo das Tartarugas do Bem é promover acolhimento, inclusão e fortalecer a autoestima da criança com alergia, de forma lúdica e segura.

“Essa é uma oportunidade para nos aproximarmos das pessoas e explicar em detalhes sobre a doença, que vem crescendo muito no mundo todo”, enfatiza Renata Cocco, Coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Asbai Nacional e Diretora da Asbai Regional SP.

No Brasil, não há estatísticas oficiais, porém, a prevalência parece se assemelhar à literatura internacional, que mostra cerca de 8% das crianças com até dois anos de idade e 2% dos adultos sofrendo algum tipo de alergia alimentar.

Mais de 170 alimentos são considerados potencialmente alergênicos, apesar de uma pequena parcela deles ser responsável por um maior número de reações: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar.

O que é alergia alimentar

anafilaxia alergia

É uma resposta exagerada do organismo a determinadas proteínas presentes nos alimentos. Envolve um mecanismo imunológico e tem apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, sistema gastrointestinal, respiratório e/ou cardiovascular. As reações podem ser leves, com simples coceira nos lábios, até mais graves, incluindo comprometimento de vários órgãos e potencial risco de óbito (anafilaxia).

Considerada um problema de saúde pública, a alergia alimentar está aumentando em todo o mundo. Apesar de poder se manifestar em qualquer época da vida, o quadro geralmente se inicia na infância. Dependendo do alimento e mecanismo envolvidos, a alergia pode se resolver até a adolescência ou persistir por toda a vida.

Sintomas de alergia alimentar

iStock mulher coceira alergia
Foto: iStock

Pelo menos um dos sintomas citados abaixo deve ser apresentado pelo paciente para se desconfiar de uma alergia alimentar:

– Reações cutâneas (vermelhidão na pele, coceira, urticária com ou sem inchaço de olhos, boca, orelhas etc.);

– Reações gastrointestinais orais (coceira nos lábios e céu da boca, inchaço de língua ou de lábios,) e gastrointestinais baixas (dor abdominal, diarreia com ou sem presença de sangue nas fezes, vômitos, refluxo exacerbado);

– Reações nas vias aéreas (congestão nasal, coceira, espirros, tosse, falta de ar, chiado no peito que se iniciam de forma abrupta);

– Reações cardiovasculares (aumento da frequência cardíaca, queda da pressão arterial, tontura, desmaios ou até mesmo perda de consciência).

Alergia Alimentar – Um Problema Global
Semana Mundial de Alergia
Data: 07/04
Horário: entre 9 e 13 horas
Local: Parque do Ibirapuera – Espaço Antiga Serraria – Portão 7 – Entrada pela Av. República do Líbano
Endereço:
Palestras: a cada meia hora com especialistas da Asbai
Contação de Histórias e Recreação: Com Tartarugas do Bem – entre 9 horas e 11h30
Evento Gratuito