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Mistura de frio com tempo seco pode causar otites, dores de garganta e alergias respiratórias

Especialistas do Hospital Paulista dão dicas de prevenção aos problemas, mais comuns nas baixas temperaturas

Ainda estamos no outono, mas as baixas temperaturas no Brasil têm feito com que muitas pessoas vivenciam uma sensação de inverno. Na capital paulista, os termômetros registraram 1,1ºC na madrugada de 20 de maio, a temperatura mais baixa para o mês nos últimos 32 anos. Já no Rio Grande do Sul, o frio intenso trouxe neve e foi responsável pelo fechamento de diversas escolas.

A mistura do tempo seco, comum da estação, com o frio elevado pode trazer diversos danos à saúde. Gripes, resfriados e agravamento dos quadros de asmas, rinites e sinusites estão entre as patologias mais comuns causadas pela baixa imunidade provocada pela estação.

Os otorrinolaringologistas do Hospital Paulista Gilberto Ulson Pizarro e Cristiane Passos Dias Levy também alertam para as dores de garganta e otites — infecções e inflamações do ouvido –, que tendem a aumentar com o frio e podem causar problemas graves, como a surdez, caso não tratadas precocemente e adequadamente.

Dor de garganta

Problema muito comum no frio, a dor de garganta pode ter várias causas, sendo a mudança brusca de temperatura uma delas. Conforme o médico, a oscilação do clima diminui o batimento ciliar da mucosa, podendo deixar bactérias entrarem na garganta.

“A piora pode acontecer por conta das trocas bruscas de temperatura. Apesar do Outono, estávamos em uma temporada de sol e tempo quente, o que acarreta o surgimento do problema”, explica o especialista.

O médico reitera a importância de tomar água com frequência ao longo do dia, principalmente durante o tempo seco. “A garganta é uma região que só trabalha bem quando está úmida. Caso haja ressecamento por falta de hidratação ou alguma doença, podemos ter inflamações da mucosa, dores e sensações de inchaço ao engolir.”

Otites

Outro grande afetado durante o frio pode ser o ouvido, por conta das otites, infecções que atingem o ouvido médio e parte interna do tímpano e costumam ser dolorosas por conta de inflamações e do acúmulo de secreções. Caracterizadas por três diferentes tipos – otite externa, otite média e otite interna -, elas são mais comuns em crianças, mas podem atingir todas as pessoas em variados momentos da vida.

Pizarro detalha como é possível evitar o problema, mantendo livre a comunicação do nariz com o ouvido, chamada de tuba auditiva, e indica algumas recomendações básicas:

-Enxugue os ouvidos com a ponta da toalha, sem esfregar, após o banho;
-Não utilize hastes flexíveis ou qualquer objeto dentro dos ouvidos. Eles podem causar feridas na pele, retirar a camada protetora de cera e aumentar a probabilidade de infecção;
-Para quem tem otites recorrentes, é recomendável utilizar protetores auriculares de silicone.

Alergias respiratórias

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Cerca de 30% da população brasileira possui algum tipo de alergia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Para aqueles que apresentam o problema, o outono costuma ser uma estação bastante delicada, podendo potencializar crises e desconfortos por conta do tempo seco.

“Durante o frio, é comum o surgimento das alergias respiratórias. Em decorrência das quedas bruscas na temperatura, as pessoas tendem a buscar seus casacos e agasalhos que normalmente estão guardados há muito tempo, o que é péssimo para alérgicos, já que fechados em armários juntam muitos ácaros”, explica Cristiane.

A especialista destaca que, para um diagnóstico correto e completo, é importante que o médico pesquise o histórico clínico do paciente, bem como o familiar. Dessa forma, ele poderá identificar a causa da alergia.

Confira abaixo algumas dicas da médica para diminuir as chances de crise:

-Tomar bastante água;
-Fazer lavagens nasais frequentes com soro fisiológico para hidratar as mucosas;
-Limpar bem a casa ou o ambiente que irá utilizar;
-Optar por aspirar e passar pano úmido em vez de varrer os locais;
-Usar capas antiácaros em colchões e travesseiros;
-Sempre que possível, colocar travesseiros e edredons no sol;
-Evitar objetos que acumulem pó nos quartos, como cortinas, tapetes e carpetes;
-Limpar com frequência os filtros de ar-condicionado;
-Evitar, quando possível, mudanças bruscas de temperatura;
-Buscar auxílio médico e não abandonar o tratamento após a chegada do calor.

Fonte: Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Rinite alérgica, asma e bronquite alérgica: entenda como minimizar os sintomas

Com o outono presente e a proximidade do inverno, quem sofre com as alergias respiratórias já sabe: em breve, vêm aí a temporada de espirros, coceiras no nariz e até falta de ar. Se muita gente convive com os sintomas das alergias respiratórias, poucos sabem fazer a distinção entre rinite alérgica, asma e bronquite alérgica. A alergologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, soluciona essa dúvida de forma rápida e explica: todas são reflexo da mesma doença.

Segundo a médica, a rinite alérgica e a asma, também conhecida como bronquite alérgica, são a manifestações da mesma doença e na grande maioria das vezes, são causadas por um quadro de Alergia Respiratória, diante de substâncias que ficam suspensas no ar, como os ácaros, epitélio de animais e polens, classificadas como aeroalérgenos.

“Algumas pessoas nascem com uma predisposição genética para desenvolver as alergias respiratórias e após o contato com os aeroalérgenos, desenvolvem anticorpos específicos responsáveis pela reação alérgica. Portanto, após a sensibilização, toda vez que tiver contato com os aeroalérgenos, terá uma reação inflamatória na mucosa do trato respiratório- que vai desde o nariz até o pulmão”, explica Yara Mello.

É a inflamação o elemento que causa os sintomas. Os mais comuns no caso da rinite alérgica são os espirros em sequência, coceira, coriza e obstrução nasal. No caso da asma, há crises de tosse, chiadeira e falta de ar – o que, nos casos mais graves, pode até mesmo levar à morte.

Para evitar isso, é importante que haja um tratamento adequado, além de um diagnóstico preciso. “Outras doenças como resfriado, sinusite e até mesmo refluxo gastroesofágico podem desencadear sintomas semelhantes às alergias respiratórias. Por isso, o ideal é escutar o paciente, realizar o exame físico e os testes alérgicos – que são rápidos e precisos”, complementa.

Com o diagnóstico fechado, o tratamento deve enfrentar tanto a causa do quadro quanto seus sintomas. De acordo com a especialista, para lidar com o agente causador da alergia só há duas maneiras: a imunoterapia, conhecida como vacina, e o controle do ambiente, que consiste em evitar o contato com as substâncias que causam a inflamação. Já para os momentos de crise, os antialérgicos, broncodilatadores, podem ser indicados pelo médico para cessar os incômodos sintomas.

“Geralmente esses medicamentos agem bloqueando a histamina, uma das principais substâncias liberadas na reação alérgica. De forma rápida e segura, eles interrompem os sinais da rinite alérgica principalmente. Mas é sempre importante reforçar que é preciso realizar acompanhamento médico e que o uso dos medicamentos deve ocorrer após indicação de um profissional”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Dia Mundial da Alergia faz alerta sobre a importância da prevenção

Amanhã, é celebrado do Dia Mundial da Alergia, criado para conscientizar a população sobre o problema

A alergia é um problema sério, que atinge, em graus variados, de 10% a 20% da população. Hoje, 8 de julho, é celebrado o Dia Mundial da Alergia, data criada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para conscientizar as pessoas sobre a importância do assunto, já que, em alguns casos, a alergia pode causar até a morte. A SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas) está fazendo um alerta para que as pessoas entendam melhor o assunto e pratiquem a prevenção.

A alergia é uma reação exagerada do sistema imunológico, que desencadeia sintomas imediatos ou em longo prazo. É o mesmo mecanismo que o sistema imunológico utiliza para defender o corpo quando entende que algo nocivo pode atacá-lo, como as bactérias. Em alguns casos, há uma sensibilidade maior e, mesmo diante de uma substância inofensiva, o organismo tem uma reação exacerbada.

O diretor científico da SMCC, Antônio Condino Neto, que também é coordenador do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da entidade, explica as causas, os tipos mais comuns, os tratamentos e a prevenção da alergia.

O que acontece em nosso corpo em um processo alérgico?

Os fatores causadores de alergia, por exemplo, pólen e poeira domiciliar rica em ácaros, ativam a produção de anticorpos da classe IGE (imunoglobulina E) e esses, por sua vez, ativam células chamadas mastócitos, que liberam mediadores inflamatórios e causam sintomas de alergia, como, por exemplo, a coceira, a obstrução nasal, os espasmos da musculatura brônquica, a falta de ar, a vermelhidão na pele, o vômito e a diarreia, no caso dos alérgenos alimentares. Portanto, é uma reação inflamatória alérgica.

Quais são os tipos mais comuns de alergia?

Rinite alérgica, asma, dermatite atópica, alergias alimentares e urticárias. Em torno de 10% a 20% das pessoas têm alergia em grau variável.

Quais alergias são mais comuns por faixa etária?

As crianças pequenas têm, de forma bastante frequente, problemas com a pele, enquanto nas crianças maiores, adolescentes e adultos, predominam os problemas respiratórios.

Como é o tratamento?

O tratamento inclui a prevenção, ou seja, identificar as causas de alergia e evitar o contato dentro do possível. Existem vacinas, as chamadas imunoterapias para alergia, que é um tratamento que induz a tolerância àquilo que nos causa as alergias. Então são as chamadas imunoterapias ou vacinas para alergia. Além disso, existem os broncodilatadores, para asma; os anti-histamínicos, para as coceiras; corticoides inalatórios, para asma e rinite; corticoides tópicos, para as dermatites. E os próprios anti-histamínicos, para as coceiras.

É possível prevenir alergia?

Claro que sim. Se identificarmos as causas mais comuns, é possível evitar a exposição aos fatores alérgenos e, com isso, diminuir a incidência de sintomas e complicações.

Veja como higienizar corretamente roupas e ambientes

Entre as alergias mais comuns, a rinite se destaca graças as mudanças climáticas e chegada do frio. Para ajudar a controlar este e outros tipos de alergia, Ana Fabrícia Corniani Tiradentes, médica pediatra e parceira da 5àsec, preparou algumas dicas importantes que podem ajudar quem tem crises alérgicas.

Muitos não sabem, mas o Brasil está entre os países que apresentam as maiores taxas de prevalência de rinite alérgica no mundo. De acordo com dados do International Study of Asthma and Allergies (ISSAAC), a rinite compromete cerca de 26% das crianças e 30% dos adolescentes brasileiros. Já segundo a Organização Mundial de Alergia (WAO), cerca de 30% a 40% da população mundial sofre de rinite alérgica.

Aos que não sabem, trata-se de um problema que é desencadeado mais facilmente no inverno, devido às condições climáticas, que englobam o ar mais frio e seco, consideradas irritantes para a mucosa nasal. Tudo isso, associado aos ácaros presentes em grande quantidade na poeira doméstica e fungos, podem agravar os problemas respiratórios como rinite e asma.

Os sintomas podem incluir espirros, congestão nasal, coriza, prurido (coceira) nos olhos, nariz, garganta e tosse seca. Como esse quadro e a gripe são muito parecidos, é importante não os confundir e, se necessário, procurar atendimento médico. Porém, há algumas ações que ajudam na prevenção para aliviar os sintomas de rinite.

“Entre os cuidados, podemos citar a lavagem das narinas com soluções nasais fisiológicas de três a seis vezes ao dia, manter os ambientes limpos e arejados, evitando o acúmulo de poeira, ácaros e fungos, além de evitar cheiros fortes e poeiras. Evite varrer a casa, pois essa ação levanta a poeira. Utilize panos úmidos e aspiradores de pó na limpeza do ambiente”, revela a médica.

Outra recomendação é evitar a utilização de carpetes, tapetes, cortinas e bichos de pelúcia, pois são itens que reúnem muita poeira. Mas se não for possível, tais peças devem ser higienizadas de duas a quatro vezes ao ano, de preferência por empresas especializadas, como é o caso da 5àsec, que é a maior rede de lavanderias do Brasil com 468 pontos de venda em todo território nacional.

No caso das roupas de cama, a orientação é de utilizar forros impermeáveis em travesseiros e colchões. Dê preferência aos edredons a cobertores, fabricados com 100% de algodão, pois esse tecido é indicado para quem tem rinite e dermatite atópica. Os travesseiros podem ser protegidos também por capas impermeáveis e devem ser higienizados a cada seis meses, de preferência por empresas profissionais em lavagem para garantir uma correta higienização.

“É importante ressaltar que a limpeza das peças devem ser feitas periodicamente, as roupas de cama e banho, por exemplo, devem ser trocadas e lavadas pelo menos uma vez na semana. Se a pessoa estiver doente, o ideal é trocá-las em dias alternados, três vezes na semana. No caso de cobertores e edredons, estes itens devem ser lavados antes do uso se estiverem guardados, para que haja remoção de ácaros e eventuais odores, como o mofo. Se estiverem em uso, deverão ser lavados a cada dois meses, lembrando sempre de arejá-los a cada 15 dias. As almofadas poderão ter suas capas lavadas a cada dois meses e a higienização da almofada em si deve ser feita a cada seis meses”, explica Ana Fabrícia.

Mas atenção: as pessoas com diagnóstico de alergia respiratória e dermatite atópica, mais conhecida como alergia na pele, devem utilizar sabão neutro ou de coco na lavagem das roupas. Já o amaciante deve ser evitado devido ao seu perfume, podendo ser substituído por vinagre de álcool. Neste caso, a orientação é que sejam realizados de dois a três enxágues para garantir que não fiquem resíduos dos produtos de limpeza nos tecidos. As roupas devem ser secas ao sol ou em ambiente ventilado. Para finalizar, passe com ferro as peças de roupa para garantir a completa higienização.

Quando você opta em levar suas roupas e demais peças utilizadas em casa para uma lavanderia especializada em serviços têxteis, como é o caso da 5àsec, você tem uma higienização mais completa dos itens. Isso porque todas as peças são lavadas com produtos especializados, biodegradáveis e de alta qualidade, preparados para não causar nenhum tipo de alergia aos consumidores. Além disso, após serem lavadas, são inseridas na secadora que contribuem com a diminuição das crises alérgicas, pois as altas temperaturas ajudam a eliminar os ácaros dos tecidos. No caso de tecidos que permitem a utilização de água quente, essa ação também auxilia na melhor higienização das peças, que também são passadas e embrulhadas para serem entregues limpas e seguras aos clientes.

Confira cinco problemas de saúde desencadeados pelo estresse e como se prevenir

Estado de estresse por longos períodos pode ser prejudicial à saúde; entre as enfermidades que podem ser ocasionadas estão alergias, asma, transtornos intestinais e até infarto

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 90% da população mundial sofre com o estresse. No Brasil, a preocupação também é grande: segundo um levantamento da Associação Internacional do Controle do Estresse (Isma), somos o segundo país do mundo com o maior número de pessoas sofrendo deste mal.

“O estresse é uma resposta física do nosso organismo a um estímulo. Quando estressado, o corpo pensa que está sob ataque e aciona o modo ‘lutar ou fugir’, liberando uma mistura complexa de hormônios e substâncias químicas como adrenalina e cortisol para preparar o corpo para a ação física”, explica Lívia Salomé, médica especialista em Medicina do Estilo de Vida pela Universidade de Harvard e vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Segundo ela, a manutenção de um estado de estresse por longos períodos pode ser prejudicial à saúde, já que as alterações hormonais causam outras modificações no organismo. Entre elas, aumento da tensão muscular, modificação da flora intestinal, diminuição do sistema imune, prejuízo no funcionamento dos vasos sanguíneos e alterações no metabolismo de gorduras e açúcares.

A lista de enfermidades que podem ser ocasionadas pelo estresse é bem extensa e abrange desde alergias nervosas, infecções causadas por baixa imunidade, asma, doenças intestinais e cardiovasculares até transtornos alimentares.

Confira apenas algumas doenças que podem ser desencadeadas pelo estresse, de acordo com a médica:

1 – Transtornos alimentares
Quando o corpo está sobrecarregado ou fora de controle, tenta encontrar maneiras de lidar com esses sentimentos desagradáveis por meio da alimentação, desencadeando problemas como compulsão alimentar ou anorexia.

2 – Asma
O estresse está entre os fatores desencadeantes das crises de asma, doença inflamatória das vias aéreas porque provoca o estreitamento dos brônquios (pequenos canais de ar dos pulmões), o que dificulta a passagem do ar, comprometendo a respiração e tornando-a mais difícil.

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3 – Alergias e problemas de pele
A pele é um dos órgãos mais afetados pelo estresse. “A alergia nervosa pode ser caracterizada por lesões do tipo eczema, ou seja, placas vermelhas e ásperas, algumas vezes, com pequenas bolhas e tendo a coceira como principal sintoma”, explica a especialista em Medicina do Estilo de Vida.

4 – Doenças cardiovasculares
O estresse pode fazer com que as artérias e as veias se comprimam, resultando em uma diminuição do fluxo de sangue, batimentos cardíacos irregulares e até enrijecimento das artérias. Isto aumenta o risco de formação de coágulos, má circulação, AVC, aumento da pressão arterial e até infarto.

5 – Síndrome do intestino irritável e prisão de ventre
O estresse pode provocar contrações anormais no intestino, deixando-o mais sensível a estímulos e causando flatulência, diarreia e distensão abdominal. Assim, quando o estresse é constante, o intestino pode ficar com estas alterações permanentes, resultando em síndrome do intestino irritável. “Em alguns casos, pode ocorrer o contrário: o estresse provoca alteração da flora intestinal, levando a pessoa a ir com menos frequência ao banheiro, contribuindo para o surgimento ou agravamento da prisão de ventre”, explica Lívia.

Como driblar o estresse

A médica recomenda bons hábitos no dia a dia para evitar que o estresse atrapalhe a saúde. Ela ressalta que é muito importante reconhecer nossas limitações e não se preocupar excessivamente com aquilo que não está em nossas mãos: “Muitas pessoas deixam de compartilhar suas preocupações e acabam acumulando peso sobre suas costas – o que é extremamente prejudicial e pode desencadear um quadro de depressão e ansiedade”.

Além disso, ela ensina que praticar atividade física regularmente faz o cérebro liberar substâncias que auxiliam no relaxamento; sorrir mais induz o cérebro a produzir neurotransmissores ligados ao bem-estar e meditar influencia na química cerebral. “É preciso considerar que ter diversão é uma medida preventiva inigualável quando falamos em saúde cardiovascular”, alerta a especialista.

Por fim, ela indica que se priorize o sono. “É durante o descanso noturno que o corpo fortalece o sistema imunológico, libera a secreção de hormônios e consolida a memória, entre outras funções de extrema importância para o funcionamento correto do organismo”, diz ela.

Fonte: Lívia Salomé é graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem especialização em Clínica Médica e certificação em Medicina do Estilo de Vida pelo American College of Lifestyle Medicine. Atualmente, é vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV).

Como a alimentação pode ajudar no tratamento e controle da asma

Entenda como a ingestão de alguns tipos de legumes, frutas, vegetais, cereais, aves e peixes podem ter efeito protetor contra a asma

A asma é uma condição dos pulmões que resulta em uma doença inflamatória que não tem cura definitiva, apenas tratamento e controle. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, estima-se que 339 milhões de pessoas têm asma no mundo, segundo dados de 2016.

Antes da pandemia do coronavírus, três brasileiros morriam de asma todos os dias. Porém, atualmente, a inflamação pulmonar, que limita o fluxo de ar nas vias aéreas ou brônquios, é considerada uma das principais comorbidades relacionadas à Covid-19.

Como a alimentação pode ajudar a controlar a asma

A alimentação tem um papel fundamental no controle da asma, pois a ingestão de alguns alimentos pode amenizar os sintomas. “Os alimentos que são fontes de antioxidantes, encontrados em legumes e frutas vermelhos, alaranjados e amarelos e em vegetais verde-escuros podem ter efeito protetor contra a asma. Além disso, o consumo de ácidos graxos poli-insaturados encontrados em alguns cereais, óleos vegetais e alimentos de origem animal também influencia positivamente no controle de processos inflamatórios”, explica Angela Federau, nutricionista e especialista em saúde da mulher.

Uma dieta saudável pode reduzir os sintomas da asma, pois a ingestão dessas fontes diminui o poder oxidativo, consequentemente inibe o processo inflamatório dos pulmões. Sendo assim, Angela sugere alguns alimentos que não podem faltar na dieta de quem precisa prevenir ataques de asma:

=Antioxidantes – cenoura, tomate, laranja, pêssego, abóbora, brócolis, ervilha e espinafre, pois possuem efeitos benéficos contra a asma.

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=Ácidos graxos poli-insaturados – aveia, arroz, feijão, ervilha e soja constituem importantes fontes desse ácido. Nos óleos vegetais, a maior concentração ocorre no óleo de linhaça, sendo que os óleos de canola e soja também apresentam concentrações significativas. Além disso, está presente em alimentos de origem animal, como peixes marinhos, como a sardinha e o salmão, e aves.

Por outro lado, a nutricionista alerta que alguns alimentos podem desencadear crises de asma. “Apenas pela inalação de alimentos como farinha de trigo e amendoim podem desencadear crises de asma. Além disso, chocolates e doces, comidas condimentadas, leite, café, frituras e alimentos gordurosos também devem ser evitados. Dessa forma, é importante evitar alimentos que contenham alérgenos que possam desencadear reações exacerbadas”, alerta.

Sobre o Dia Mundial da Asma

O Dia Mundial da Asma é organizado pela Iniciativa Global pela Asma, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 1998. Em 2021, a data é celebrada no dia 4 de maio, em mais de 35 países. O tema da campanha deste ano é “Descobrindo conceitos errôneos sobre a asma”.

Fonte: Angela Federau é nutricionista clínica, pós-graduada em fitoterapia aplicada à nutrição, especializada em nutrição funcional, pediátrica e escolar. Participa como convidada de pesquisas científicas e genéticas da UFPR como mapeamento e estudo genético da comunidade Menonita e é revisora de artigos científicos e textos para sites médicos. É palestrante, escritora de livros, artigos e colunas em jornais e revistas. Nutricionista responsável pela Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele.

Início do outono chama atenção para doenças do trato respiratório

Com a pandemia da Covid-19, os cuidados com a saúde devem ser redobrados

As doenças do trato respiratório são enfermidades que demandam atenção, principalmente, pela complexidade e a forma em que podem se apresentar nos seres humanos. Todo este cenário pode ser ainda mais forte com o início do Outono, estação iniciada no dia 20 de março. O período dura até o dia 20 de junho e é caracterizado por ser a estação do ano que sucede o verão e antecede o inverno. Além disso, nas regiões de clima temperado ou subtropical, o outono apresenta uma queda gradativa na temperatura e, além do amarelar, é início da frequente queda das folhas das árvores, considerado como principal indicador de início da estação.

Nesse sentido, as doenças do trato respiratório, tais como rinite, bronquite, sinusite, asma, resfriado, gripe, pneumonia e, neste momento pandêmico, o novo coronavírus, tornaram-se enfermidades que recebem grande atenção, pois, muitas delas, se não tratadas devidamente, são capazes de levar uma pessoa a óbito.

Um dos principais agravamentos para estas doenças durante a estação do outono se dá, principalmente, pela mudança de temperatura e pela chegada do frio que, por si só, é prejudicial às vias aéreas. Além disso, também é um período marcado pela redução da umidade do ar, ocasionando um grande acúmulo de poluentes na atmosfera e, assim, o aumento de casos destas doenças no período.

As doenças mais comuns neste período

As principais doenças respiratórias que podem se manifestar neste período do outono são:

Rinite: caracterizada pela inflamação interna do nariz e estruturas próximas, ocasionada pela exposição aos agentes alérgicos, tais como poeira e mofo, principalmente. Seus principais sintomas são: obstrução nasal, coriza, espirros, irritação ocular e coceira nasal.
Bronquite: é a inflamação dos brônquios – dutos que levam o oxigênio aos pulmões. Os principais sintomas são falta de ar, chiado no peito, dor no peito, tosse seca e febre.
Sinusite: é uma inflamação das mucosas da face, localizadas ao redor do nariz. Possui sintomas similares à rinite, especificamente, dor de cabeça, congestão nasal, coriza, tosse e, em alguns casos, pode apresentar febre.


Asma: geralmente, ocorre quando os pequenos dutos pulmonares, chamados bronquíolos, são estreitados por um processo inflamatório, dificultando a respiração.
Resfriado: é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório, podendo ser causada por diversos tipos de vírus. Um ser humano infectado por um vírus que lhe provoque resfriado, geralmente, se recupera em um período de 7 a 10 dias após o início dos sintomas.
Gripe: assim como o resfriado, a gripe é causada por um vírus, o Influenza. Neste caso, os sintomas se apresentam de forma mais intensa, tais como: tosse, dor de garganta, febre, indisposição e dores nas articulações.
Pneumonia: é uma infecção no pulmão causada por um vírus ou bactéria, normalmente desencadeada por uma gripe ou um resfriado mal cuidado. Os sintomas que se apresentam frequentemente em um quadro de pneumonia são dor no peito para respirar, tosse com catarro, fadiga, febre, calafrios, náusea e dificuldade para respirar.

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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica: considerada como um problema progressivo e irreversível, a DPOC afeta diretamente os pulmões, destruindo os alvéolos pulmonares.

Vale destacar que os sintomas apresentados em um resfriado e, principalmente, na gripe são muito parecidos com os da Covid-19, por isso, é muito importante que o paciente busque o tratamento médico mais adequado possível. “Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a febre, tosse seca, dor de garganta e a falta de ar foram considerados os principais indicadores de que uma pessoa possa estar contaminada pela Covid-19. Porém, os sintomas são semelhantes nos casos de gripe e resfriado, por isso, buscar ajuda médica nestes casos é fundamental”, afirma Milton Monteiro Júnior, enfermeiro infectologista SCIH do Hospital HSANP.

As principais formas de tratamento

Sick Asian woman using a tissue to sneeze and blowing her nose in winter at home. Her getting sick with flu and cold.

Após o atendimento médico adequado, grande parte das doenças respiratórias podem ser tratadas por meio de medicamentos como antibióticos, corticoides e broncodilatadores, além de fisioterapia. Lavar bem as mãos, não fumar, ingerir bastante água e ter uma boa alimentação também podem auxiliar no tratamento. Importante saber que, no caso da gripe, principalmente, já existem vacinas capazes de imunizar e proteger o ser humano contra o vírus Influenza.

A vacinação pode ajudar?

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A vacinação pode ser uma grande aliada na prevenção e imunização para doenças como gripe e, atualmente, o novo coronavírus. Na última semana, o Governo Federal anunciou o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza (gripe), entre o período de 12 de abril a 9 de julho. Entretanto, vale destacar que, por se tratar de uma campanha a ser realizada simultaneamente à de imunização da Covid-19, o indivíduo precisa se atentar ao tomar as vacinas. Segundo recomendações do Ministério da Saúde, o cidadão brasileiro precisa priorizar a vacinação da Covid-19 e, além disso, respeitar um intervalo mínimo de 14 dias entre tomar a vacina do novo coronavírus e a de gripe, devido à falta de estudos sobre a coadministração dos imunizantes. “É muito importante que as pessoas se conscientizem da importância das vacinas e, principalmente, quanto ela pode salvar vidas. Respeitar esse período apresentado pelo Ministério da Saúde é essencial para a imunização em massa da população diante do cenário tão grave que o nosso país se encontra”, conclui Milton.

Fonte: HSANP

Asma: a importância de manter o controle de uma doença grave

Se a asma não for tratada corretamente, pode acarretar complicações mais sérias, levando ao óbito

Considerada um problema de saúde pública, a asma afeta pessoas de todas as faixas etárias, provocando falta de ar e chiado no peito. Ela não tem cura, mas é possível manter o controle e levar uma vida normal. A falta de cuidado adequado pode causar danos à saúde e comprometer a qualidade de vida, além de elevar os custos financeiros diretos e indiretos à população.

Com o objetivo de analisar o impacto econômico da asma em uma operadora de plano de saúde de autogestão, a Capesesp (Caixa de Previdência e Assistência aos Servidores da Fundação Nacional de Saúde) realizou um estudo que identificou uma maior utilização do plano de saúde por indivíduos asmáticos, resultando em aumento de quase 26% nos gastos assistenciais.

“Os dados coletados são utilizados na Capesesp para orientar as ações de prevenção, manutenção e promoção da saúde e da qualidade de vida, além de auxiliar no redimensionamento da rede credenciada”, afirma o médico e Diretor-Presidente da Capesesp, João Paulo dos Reis Neto.

De acordo com o médico, as doenças crônicas não transmissíveis interferem na qualidade de vida das pessoas, além de causarem impacto econômico para a sociedade e nos sistemas de saúde, por isso é imprescindível manter o controle da enfermidade, ressalta João Paulo.

Raquel D’Alpino, diretora de operações de uma agência de comunicação, sabe bem como é conviver com a doença. “Desde criança tenho rinite e sinusite e, há seis anos, fui diagnosticada com asma após passar por uma forte crise. Acordei de madrugada sem conseguir respirar, tive que ir às pressas ao hospital. Desde então, faço acompanhamento e tratamento diário com medicações para prevenir as crises de asma, sempre evitando ambientes empoeirados e poluentes, que são os agentes que estimulam as minhas crises. Acredito que o problema seja hereditário, pois minha mãe e meus irmãos também têm essa doença,” comenta.

A asma é uma condição sensível. É importante prevenir e tratar precocemente o estado agudo e controlar a enfermidade crônica. Essa doença está entre os principais motivos de procura por atendimento na Atenção Primaria à Saúde (APS), assim como em consultas, ambulatório e serviços de urgência.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 235 milhões de pessoas no mundo com asma. No Brasil, a quarta causa de internações no país. Muitos desses óbitos poderiam ser evitados se os pacientes não negligenciassem o tratamento.

Fonte: Capesesp

Mamão, delicioso e carregado de nutrientes

Mamão é o fruto da planta Carica papaya. Têm sabor doce e cores vibrantes. Quando maduro, a polpa é laranja com muitas sementes pretas comestíveis, mas amargas, e pode ser consumido cru. No entanto, o mamão verde deve ser sempre cozido antes, especialmente durante a gravidez, pois a fruta verde é rica em látex, que pode estimular as contrações. O mamão é rico em muitos nutrientes, e seu consumo frequente pode reduzir o risco de muitas doenças, especialmente aquelas que tendem a surgir com a idade.

Confira nove benefícios desta fruta maravilhosa com a nutricionista Adriana Stavro:

Melhora beleza da pele – rico em vitaminas A, C, K, E e complexo B, cálcio, potássio, magnésio e fósforo. Fonte de antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres, retardar os sinais de envelhecimento, reduzir as rugas e linhas de expressão, diminuir a acne, principalmente em adolescente e melasmas.

Preveni asma – o risco de desenvolver asma é menor em pessoas que consomem grande quantidade de certos nutrientes. Um deles é o betacaroteno, presente em alimentos como mamão, damasco, brócolis, melão, abóbora e cenoura.

Propriedades anticâncer – o mamão pode atuar reduzindo os radicais livres, que contribuem para muitas doenças inclusive o câncer. Além disso, o mamão pode ter alguns benefícios extras. Entre 14 frutas e vegetais avaliadas com propriedades antioxidantes, apenas o mamão demonstrou atividade anticâncer nas células do câncer de mama. Em outro estudo publicado na revista Cancer Epidemiology and Prevention Biomarkers, mostrou que consumir antioxidantes como betacaroteno encontrado no mamão, pode reduzir o risco de câncer de próstata entre os homens jovens.

Saúde óssea – a baixa ingestão de vitamina K tem sido associada a um maior risco de fratura óssea . O consumo adequado deste mineral é importante pois, melhora a absorção de cálcio e pode reduzir a excreção urinária de cálcio, o que significa que terá mais cálcio circulante para fortalecer os ossos.

Controle glicêmico – estudos demonstraram que, indivíduos com diabetes tipo 1 e tipo 2 que consomem dietas ricas em fibras, têm níveis mais baixos de glicemia e lipídios sanguíneos. 100g de mamão, que equivale a uma fatia pequena, fornece em média 3 gramas de fibras.

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Previne constipação – o mamão é rico em fibras e água, o que ajuda a prevenir a constipação e a promover a regularidade e um aparelho digestivo saudável. Muitas pessoas consideram o mamão um remédio para constipação, e outros sintomas para a síndrome do intestino irritável (SII).

Melhora a digestão – esta fruta contém uma enzima chamada papaína, que pode tornar a proteína mais fácil de digerir.

Prevenção de doenças cardíacas (DCV) – um aumento na ingestão de potássio, juntamente com uma diminuição na ingestão de sódio, é a mudança alimentar mais importante que uma pessoa pode fazer para reduzir os de DCV.

Foto: AniaMineeva/Pixabay

Diminui inflamação – a inflamação crônica está na raiz de muitas doenças. A alimentação inadequada associada a um estilo de vida pouco saudável, pode conduzir a um processo inflamatório grave. Estudos mostram que frutas e vegetais ricos em antioxidantes, como o mamão, ajudam a reduzir marcadores inflamatórios. Um estudo de 2005, observou que os homens que aumentaram a ingestão de frutas e vegetais ricos em carotenoides, tiveram diminuição significativa na PCR, um marcador inflamatório específico. A colina é um nutriente muito importante encontrado no mamão. Este ajuda melhorar o sono, os movimentos musculares, o aprendizado e a memória. Ela também ajuda a manter a estrutura das membranas celulares, auxiliar na transmissão de impulsos nervosos, e reduzir a absorção de gordura e inflamação crônica.

Fonte: Adriana Stavro é Nutricionista Funcional e Fitoterapeuta, especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis, mestre do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Sete alergias de verão das quais você pode se livrar

Dependendo da época do ano, alguns problemas específicos podem aparecer para incomodar quem tem alergia. O tempo seco pode causar tosse, enquanto o pólen liberado pelas flores, pode acarretar espirros. Se o tempo estiver chuvoso ou frio, as alergias podem evoluir e apresentar quadros de coriza, que lembram resfriados.

Para identificar uma alergia sazonal, o alergista vai perguntar sobre seus sintomas e se eles acontecem em determinadas estações do ano. Além disso, testes cutâneos também podem ajudar a identificar o alérgeno responsável por tal alergia.

O tratamento pode ser feito com sprays nasais, anti-histamínicos, descongestionantes, colírios e/ou vacinas para alergia (imunoterapia).

Conversamos com o médico José Roberto Zimmerman, alergista da Alergo Ar, para tirar as principais dúvidas sobre as alergias mais comuns no verão. Confira:

1)Alergia a picada de mosquito:

Foto: ChelmsfordMosquitoControl

“Além das altas temperaturas, o verão sempre traz os temidos mosquitos! Isto acontece porque o calor favorece a multiplicação de insetos. A alergia a essas picadas se manifesta através de lesões no local, pele quente e avermelhada, surgimento de feridas ou bolhas no local. O tratamento inclui medidas protetivas (como uso de telas em janelas, dedetização e repelentes), medicamentos, além de imunoterapia (vacina para alergia)”.

2) Risco de rinite alérgica no verão:

“Com o clima seco, a poluição aumenta, irritando o nariz, principalmente de quem é alérgico. Na região sudeste, a maior parte das alergias é causada pelo contato com ácaros e pelas grandes mudanças de temperatura. A rinite alérgica é uma inflamação na mucosa nasal que atinge cerca de 30% da população. Se não tratada, pode evoluir para quadros de bronquite, sinusite, faringite ou laringite”.

3)Asma no verão:

“No verão, o uso excessivo de ar-condicionado e ventiladores tem forte relação com a asma e podem ajudar a desencadear crises da doença. Estes aparelhos, quando não higienizados adequadamente, podem espalhar no ar ácaros, poeira, bactérias e fungos. O ar condicionado, além disso, pode provocar uma redução da umidade do ar e deixar este ar ressecado, irritando as vias aéreas. Na época mais quente do ano, use umidificadores de ar corretamente, realize a manutenção adequada do ar condicionado, passe pano úmido na casa, evite produtos com odores fortes, não deixe ocorrer o aparecimento de mofo e dê preferência a lugares abertos e arejados”.

4) Rotavírus

Foto: MD-Health

“O rotavírus é um vírus comum e muito contagioso que causa infecção. Esta infecção gera um quadro de vômito, diarreia, febre e gastroenterite aguda, e não tem tratamento específico. O ideal é prevenir-se tomando a vacina contra o rotavírus”.

=Alergia ao calor existe?

Foto: The Humming Notes

“Basta a temperatura subir, que os incômodos surgem. Entre eles estão coceira e pequenas bolinhas na pele, típicos de reações alérgicas. Na verdade, o nome correto é urticária colinérgica, problema que se manifesta diante do aumento da temperatura corporal, excesso de suor ou ingestão de alimentos quentes e bebidas alcoólicas. Não é considerada grave, mas pode afetar a qualidade de vida. Por isso, é importante buscar ajuda médica”

=Foliculite – tão comum no verão

Wikipedia

“A foliculite é uma infecção de pele que tem origem nos folículos pilosos (a cavidade na qual o cabelo nasce). É semelhante à acne e é causada por pelos encravados, mas também pode ser provocada por uma bactéria ou fungo, fazendo com que surjam bolinhas avermelhadas e com pus na pele. Geralmente, a foliculite é superficial e a inflamação se cura sozinha. Porém, os casos mais graves e recorrentes merecem atenção e tratamento. A imunoterapia (vacinas para alergia) pode tratar diversas doenças de repetição, entre elas a foliculite. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a imunoterapia é o único tratamento para alergia que realmente permite uma melhora duradoura, prevenindo inclusive, novas crises”.

=Candidíase aumenta no verão

No verão é normal que as mulheres frequentem mais a praia ou piscina. Mas muito tempo com o biquíni molhado pode ocasionar a candidíase, pois a umidade favorece o desenvolvimento dos fungos. Roupas apertadas também diminuem a ventilação local e aumentam a umidade e suor, ocasionando a candidíase. Candidíase mais de quatro vezes por ano, isso indica candidíase de repetição- e será necessário um tratamento de imunização.

Fonte: Alergo Ar

Casos de asma tendem a aumentar com a chegada do inverno

Com a chegada do inverno há um aumento dos casos de asma, mais conhecida como “bronquite asmática” ou “bronquite alérgica”, é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que, em indivíduos suscetíveis, pode causar episódios recorrentes de chiado, falta de ar e tosse, devido a obstrução ao fluxo aéreo. Em casos mais graves, pode haver o impedimento da passagem do ar pelo sistema respiratório, o que é algo extremamente preocupante neste momento de pandemia pela Covid-19.

asma pulmão

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 300 milhões de pessoas no mundo sofram com a asma, que já é a quarta maior causa de internação no Brasil e a terceira causa entre crianças e adultos jovens. Dados do Ministério da Saúde apontam que, no Brasil, já são 6,4 milhões de indivíduos acima de 18 anos com a doença.

Por isso, com a chegada do inverno e o Dia Nacional de Controle da Asma, lembrado ontem, 21 de junho, Ana Paula Cruz Gonçales, pneumologista pediátrica do Hospital Sepaco, faz um alerta à população sobre a importância de ter um acompanhamento médico para não ser acometido por doenças que podem acarretar em crises graves.

“A asma é resultado de interações entre fatores ambientais e genéticos, pode se manifestar em qualquer fase da vida e também fora do período sazonal. A boa noticia é que, com tratamento adequado, as crises podem ser amenizadas e os sintomas controlados durante todo o ano”, destaca a especialista.

Durante o inverno, os dias são mais frios, secos e há um maior acúmulo de poeira e poluição, fazendo com que os pacientes acabem sofrendo mais com as crises, principalmente, as crianças e os idosos que são mais sensíveis a estes “agentes externos”, os chamados alérgenos.

Quando a mucosa respiratória é agredida por agentes externos, envia um sinal de alerta para a medula óssea, que por sua vez produz células especiais de defesa. Este sinal é recebido como um ‘alerta de ataque’ ao aparelho respiratório e, literalmente, ‘contra ataca’ ao mandar células especiais que provocarão um processo inflamatório nas vias aéreas (brônquios) para expulsar estes ‘invasores’. Quem possui a doença descreve como um ‘sufocamento’, com muita tosse, falta de ar, cansaço, sensação de aperto e chiados no peito, isso devido à obstrução variável do fluxo aéreo causada pela inflamação das vias respiratórias.

A médica ressalta que a doença não tem cura, mas pode ser controlada, as crises evitadas ou até amenizadas, com controle ambiental associado à medicações especificas para cada paciente e de acordo com a gravidade da sua doença. Desta forma, é necessário estar atento, inclusive a outros alérgenos, tais como cigarros, ácaros, mofos, poeiras, pelos de animais, produtos com cheiros fortes (perfumes, incensos, tintas, vernizes etc).

asma bombinha

Para finalizar, Ana Paula destaca que é importante toda a família ter consciência das causas que agravam as crises de asma e criarem hábitos saudáveis, contribuindo assim para que as pessoas asmáticas não sofram tanto e possam ter uma melhor qualidade de vida.

Fonte: Sepaco