Arquivo da tag: atrofia vaginal

Atrofia vaginal: pesquisa aponta que 45% das mulheres na pós-menopausa sofrem com ela

Sintomas são pouco discutidos e a condição ainda é subdiagnosticada; desconforto afeta a autoestima e impacta a qualidade de vida

Questões culturais, constrangimento e receio estão entre os principais tabus na hora de falar sobre a saúde íntima da mulher. Com o passar dos anos, durante o climatério, essa situação pode ficar ainda mais complexa. A atrofia vaginal, também conhecida como vaginite atrófica, ocorre quando há o afinamento e a inflamação das paredes vaginais devido ao declínio do hormônio estrogênio, que deixa de ser produzido pelos ovários.

“A atrofia vaginal é um dos sintomas da pós-menopausa que, geralmente, acomete as mulheres a partir dos 50 anos de idade. Entre os sinais mais comuns estão a secura, queimação, irritação, coceira e dor durante a relação sexual. É preciso ter consciência sobre essa doença e saber que existe tratamento”, destaca o ginecologista Luciano Pompei.

O diagnóstico da atrofia vaginal é feito por meio da avaliação dos sinais e sintomas e exame ginecológico. “Uma das questões que dificultam o diagnóstico assertivo da atrofia vaginal é o fato de muitas mulheres acreditarem que os sintomas são parte natural do envelhecimento. A vergonha de falar sobre o assunto, também costuma ser uma barreira para o tratamento. Sentir dor durante a relação sexual, por exemplo, não é normal. Todo e qualquer sintoma relacionado à saúde da vagina deve ser relatado aos profissionais de saúde”, afirma o especialista.

Tratamento

Freepik

No Brasil existem diversos tratamentos disponíveis para esta condição. Entre eles, lubrificantes vaginais sem ingredientes hormonais ativos, hormônios na forma de creme vaginal ou óvulos e comprimido de estradiol, lançado recentemente. “Trata-se de um comprimido, intravaginal, que proporciona uma liberação gradual e controlada do estradiol (um tipo de estrogênio que o corpo produz) nas células da mucosa vaginal. É um tratamento seguro e eficaz de longo prazo. Quanto mais cedo for iniciado, melhor para a paciente”, explica o especialista.

O medicamento deve ser administrado, com orientação médica, em três etapas: na primeira e segunda semana de uso é necessária uma aplicação diária do comprimido, já no período de manutenção, a aplicação é mais espaçada, apenas duas vezes por semana.

“A fácil administração do comprimido e eficácia comprovada gera uma grande aderência ao tratamento. Os incômodos causados pela atrofia vaginal têm um impacto significativo não apenas no bem-estar físico, mas também no emocional e psicológico da mulher”, ressalta Luiz Steffen, diretor médico da Besins Healthcare, laboratório responsável pela terapia.

Atrofia vaginal: 45% das mulheres na pós-menopausa sofrem com a doença

Sintomas são pouco discutidos e a condição ainda é subdiagnosticada;Desconforto afeta a autoestima e impacta a qualidade de vida

Questões culturais, constrangimento e receio estão entre os principais tabus na hora de falar sobre a saúde íntima da mulher. Com o passar dos anos, durante o climatério, essa situação pode ficar ainda mais complexa. A atrofia vaginal, também conhecida como vaginite atrófica, ocorre quando há o afinamento e a inflamação das paredes vaginais devido ao declínio do hormônio estrogênio, que deixa de ser produzido pelos ovários.

“A atrofia vaginal é um dos sintomas da pós-menopausa que, geralmente, acomete as mulheres a partir dos 50 anos de idade. Entre os sinais mais comuns estão a secura, queimação, irritação, coceira e dor durante a relação sexual. É preciso ter consciência sobre essa doença e saber que existe tratamento”, destaca o ginecologista, Luciano Pompei.

O diagnóstico da atrofia vaginal é feito por meio da avaliação dos sinais e sintomas e exame ginecológico. “Uma das questões que dificultam o diagnóstico assertivo da atrofia vaginal é o fato de muitas mulheres acreditarem que os sintomas são parte natural do envelhecimento, e isso não é verdade. A vergonha de falar sobre o assunto, também costuma ser uma barreira para o tratamento. Sentir dor durante a relação sexual, por exemplo, não é normal. Todo e qualquer sintoma relacionado à saúde da vagina deve ser relatado aos profissionais de saúde”, afirma o especialista.

Freepik

Tratamento

No Brasil existem diversos tratamentos disponíveis para esta condição. Entre eles, lubrificantes vaginais sem ingredientes hormonais ativos, hormônios na forma de creme vaginal ou óvulos e comprimido de estradiol, lançado recentemente.

“Trata-se de um comprimido, intravaginal, que proporciona uma liberação gradual e controlada do estradiol (um tipo de estrogênio que o corpo produz) nas células da mucosa vaginal. É um tratamento seguro e eficaz de longo prazo. Quanto mais cedo for iniciado, melhor para a paciente”, explica o especialista.

O medicamento deve ser administrado, com orientação médica, em três etapas: na primeira e segunda semana de uso é necessária uma aplicação diária do comprimido, já no período de manutenção, a aplicação é mais espaçada, duas vezes por semana.

“A fácil administração do comprimido e eficácia comprovada gera uma grande aderência ao tratamento. Os incômodos causados pela atrofia vaginal têm um impacto significativo não apenas no bem-estar físico, mas também no emocional e psicológico da mulher”, ressalta Luiz Steffen, diretor médico da Besins Healthcare, laboratório responsável pela terapia.

Como a atrofia vaginal pode afetar a vida das mulheres

Problema pouco conhecido, porém muito frequente na menopausa, deve ser levado a sério e tratado com médico

A menopausa chega para a mulher entre seus 45 e 55 anos, começando após o fim definitivo de seu ciclo menstrual e ovulatório. Esse processo é natural de todas as mulheres e ocorre devido a uma diminuição dos estrogênios – hormônios responsáveis por manter o pH da vagina estável e saudável – nessa fase. Essa redução de estrogênios pode levar à atrofia vaginal.

Para se entender melhor, o fim do ciclo reprodutivo é o principal fator de risco para os sintomas decorrentes da atrofia vaginal. Ela acontece após o agravamento do ressecamento da vagina, que ocorre durante a pré-menopausa. Quando a mulher chega definitivamente à menopausa, o problema pode piorar, pois há uma diminuição de 3% na produção dos estrogênios, em comparação ao período de início de sua vida reprodutiva. No pós-menopausa (três anos), nota-se um nível de ressecamento 47% maior em relação ao climatério (transição entre o período de menstruação para o de não menstruação), aumentando as chances de atrofia.

“Na prática, as mulheres sentem os efeitos da atrofia quando percebem que a região íntima está mais seca. As reclamações normalmente são sobre a falta da lubrificação natural da vagina no momento das relações sexuais, bem como a baixa da libido”, comenta Lucia Alves, coordenadora do Serviço de Medicina Sexual do setor de Reprodução Humana do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP/USP. No entanto os sintomas da atrofia vão além e podem afetar a rotina das mulheres na menopausa e na pós-menopausa. As principais consequências da atrofia vaginal são:

– Infeções e corrimentos: com a desregulação do pH vaginal, a região fica menos ácida. Isso torna o ambiente favorável para a proliferação de bactérias que causam infeções e corrimentos.

– Incontinência urinária e dor ao urinar: a atrofia vaginal pode vir acompanhada pela atrofia do sistema urinário, causando descontrole na vontade de urinar e também dores nesse momento.

shutterstock-incontinencia-mulher
Foto: Shutterstock

– Coceira: a secura com a falta de secreção pode causar irritação e coceiras. Em caso de infecções, esse quadro pode piorar ainda mais.

– Ressecamento vaginal: quando há menos produção de estrogênio, ocorre diminuição da formação de células na parede da vagina, deixando-a mais fina, o que pode levar ao ressecamento vaginal. Assim, a região íntima fica menos lubrificada.

– Dor e ardência na relação sexual: por causa da falta de lubrificação causada pelo ressecamento, as relações sexuais podem se tornar mais dolorosas e até mesmo ocorrer ardência após o ato.

– Deslocamentos genitais: em casos mais graves, pode ocorrer a perda da sustentação mecânica que mantém no lugar o útero, a bexiga e o intestino, e seu consequente deslocamento para baixo e para fora da pelve.

Existem tratamentos para que a mulher sofra menos com as consequências da atrofia, que consistem em reposição de estrogênios. Segundo a Sociedade Americana de Menopausa (NAMS), o tratamento mais adequado para uso na atrofia genital é aquele que possui pouca ou nenhuma absorção sistêmica. A baixa absorção é importante para não correrem efeitos colaterais.

FreeGreatPicture MULHER NUA

O uso de promestrieno é um exemplo de tratamento com essa característica. Esse princípio ativo exerce papel semelhante ao estrogênio na região íntima, restaurando a nutrição das mucosas do trato genital feminino. Há outras opções de estrogênio vaginal para tratar a atrofia genital, como os estrogênios equinos conjugados e o estriol. “O importante é a mulher saber que os sintomas não são normais e precisam ser reportados ao ginecologista”, finaliza a ginecologista.

Promestrieno
O promestrieno trata determinados distúrbios da vulva e da vagina, causados pela redução ou falta de estrogênio no organismo, além de acelerar a cicatrização de lesões na vagina e no colo do útero. É apresentado em duas formas farmacêuticas: cápsula e creme. Exerce papel semelhante ao estrogênio no local, restaurando a nutrição das mucosas do trato genital feminino inferior. O tempo médio para início da ação do medicamento é de aproximadamente sete dias.

Fonte: Teva Famacêutica