Arquivo da tag: audição

Quais problemas de saúde repentinos devemos observar após os 50 anos

Supere sua idade

casal meia idade feliz

Mais de 9 em 10 adultos de meia idade ou idosos têm algum tipo de doença crônica e quase 8 em 10 têm mais de uma. Então, é provável que você tenha uma mais cedo ou mais tarde. Mas há coisas que você pode fazer para viver uma vida mais saudável.

Pressão alta

hipertensao coração pressao alta pixabay

À medida que você envelhece, seus vasos sanguíneos ficam menos flexíveis e isso pressiona o sistema que transporta sangue pelo seu corpo. Isso pode explicar porque cerca de 2 em cada 3 adultos acima de 60 anos têm pressão alta. Mas existem outras causas que você pode controlar: observe seu peso, faça exercícios, pare de fumar, encontre maneiras de lidar com o estresse e coma de forma saudável.

Diabetes

teste-de-glicemia-diabetes-tipo

Desde 1980, o número de adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes quase dobrou. Nos Estados Unidos, já consideram a doença uma epidemia. O risco de contrair a doença aumenta após você atingir os 45 anos, e isso pode ser sério. Pode levar a doenças cardíacas, renais, cegueira e outros problemas. Converse com seu médico sobre a verificação de seu açúcar no sangue.

Doença cardíaca

mulher infarte

O acúmulo de placa nas artérias é uma das principais causas de doenças cardíacas. Começa na infância e piora com a idade. É por isso que as pessoas de 40 a 59 anos têm mais de cinco vezes mais chances de sofrer de doenças cardíacas do que as de 20 a 39 anos.

Obesidade

obesidade mulher obesa gorda pixabay
Pixabay

Se você pesa muito mais do que é saudável para a sua altura, pode ser considerado obeso – não está apenas com alguns quilos a mais. Obesidade está ligada a pelo menos 20 doenças crônicas, incluindo cardíacas, derrame, diabetes, câncer, pressão alta e artrite. A taxa mais alta entre todas as faixas etárias é em adultos com idades entre 40 e 59 anos – 41% dos quais são obesos.

Osteoartrite

joelho

Os médicos atribuíram essa doença das articulações ao desgaste da idade, e isso é um fator (37% das pessoas com 45 anos ou mais têm osteoartrite do joelho). Mas genética e estilo de vida provavelmente têm algo a ver com isso também. E lesões articulares anteriores, falta de atividade física, diabetes e excesso de peso também podem desempenhar um papel.

Osteoporose

Osteoporosis 1a

Cerca de metade das mulheres com mais de 50 anos e até 25% dos homens nessa faixa etária têm fraturas porque perderam muita massa óssea e seus corpos não a substituíram. Algumas coisas que podem ajudar: uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D (você precisa de ossos fortes) e exercícios regulares de sustentação de peso, como dançar, correr ou subir escadas.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

usando bombinha asma mulher

Essa doença causa inflamação e bloqueia o ar dos pulmões. É uma doença lenta que você pode ter durante anos sem saber – os sintomas geralmente aparecem nos seus 40 ou 50 anos. Isso pode causar problemas para respirar e tossir, chiar e cuspir muco. Exercício, dieta saudável e evitar fumaça e poluição podem ajudar.

Perda de audição

surdez

Talvez nada diga “você está envelhecendo” mais do que ter que perguntar: “O que você disse?”. Cerca de 18% dos americanos de 45 a 64 anos, por exemplo, têm algum tipo de problema de audição e tende a piorar com a idade. Barulho alto, doença e seus genes desempenham um papel. Alguns medicamentos também podem causar problemas auditivos. Consulte o seu médico se você não conseguir ouvir o que costumava ouvir.

Problemas de visão

olhos glaucoma catarata

Esse borrão irritante quando você tenta ler o tipo pequeno em rótulos ou menus não é a única ameaça à sua visão à medida que envelhece. Cataratas (que ofuscam as lentes do seu olho) e glaucoma (um grupo de doenças oculares que danificam seu nervo óptico) podem prejudicar sua visão. Consulte seu oftalmologista para exames regulares.

Problemas de bexiga

agua torneira trestletech
Foto: Trestletech

Você não pode ir ao banheiro quando precisa, ou precisa ir com muita frequência, são os problemas com o controle da bexiga que tendem a acontecer à medida que envelhecemos. Eles podem ser causados por problemas nos nervos, fraqueza muscular, tecido espessado ou aumento da próstata. Exercícios e mudanças no estilo de vida – beber menos cafeína ou não levantar coisas pesadas, por exemplo – geralmente ajudam.

Câncer

cancer de mama

A idade é o maior fator de risco para o câncer. A doença também afeta os jovens, mas suas chances de tê-la mais que dobram entre 45 e 54 anos. Você não pode controlar sua idade ou seus genes, mas pode ter algo a dizer em coisas como fumar ou passar muito tempo tomando sol.

Depressão

mulher pensando depressao grisalha

Pessoas entre 40 e 59 anos têm uma taxa mais alta de depressão do que qualquer outra faixa etária. Muitas pessoas caem à medida que surgem problemas de saúde, perdem ou se afastam de entes queridos e outras mudanças na vida acontecem. No entanto, após 59, os números caem para apenas 7% das mulheres e 5% dos homens.

Dor nas costas

dor nas costas

Quanto mais velho você fica, mais comum essa dor se torna. Muitas coisas podem torná-lo mais propenso a tê-lo: estar acima do peso, fumar, não fazer exercícios suficientes ou ter doenças como artrite e câncer. Observe seu peso, exercite-se e obtenha bastante vitamina D e cálcio para manter seus ossos fortes. E fortaleça os músculos das costas – você precisará deles.

Demência

alzheimer-ebook

A doença de Alzheimer, uma forma de demência, geralmente não aparece até os 65 anos. Uma em cada nove pessoas nessa faixa, ou mais, tem Alzheimer, mas a taxa sobe para 1 em cada 3 para as idades de 85 anos ou mais. Alguns fatores de risco (como idade e hereditariedade) são incontroláveis. Mas as evidências sugerem que uma dieta saudável para o coração e observar sua pressão e açúcar no sangue podem ajudar.

Fonte: WebMD

Mutirão da audição no Largo da Batata faz testes gratuitos de audiometria

Realizado pela Cochlear, líder global em implantes auditivos, até 18 de agosto

Até o dia 18 de agosto serão feitos os testes de audiometria e otoscopia, conscientizando a população quanto aos riscos que podem levar à surdez, como infecções, uso de fone de ouvidos com som alto, e também diminuir o preconceito em relação ao uso de aparatos auditivos.

A unidade móvel e os especialistas estarão na escultura ‘Aprender Brincando’, patrocinada pela Cochlear e produzida pelo artista, Bruno Ferrari, localizada no Largo da Batata.

mutirao cochlear.png

Mutirão da Audição
Avenida Brigadeiro Faria Lima x Rua Teodoro Sampaio, Pinheiros
Data: De 3 a 18 de agosto no Largo da Batata
Horários:
De terça a quinta das 7 às 19h
Sábado e domingo das 9 às 17h

Hoje é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

É muito barulho. Na rua, no trabalho ou em casa temos a constante sensação de que o “volume da vida” aumentou. Buzinas, carros de som, camelôs, obras, fones de ouvido, eletrodomésticos, pessoas conversando em tom alto, gritaria de crianças, cachorro, telefone, equipamentos eletrônicos… Ufa!

São tantos sons ao redor que às vezes fica difícil até saber de onde vem cada um. E nós seguimos aumentando o volume para ouvirmos melhor o que realmente nos interessa. Essa overdose sonora que nos afeta voluntária ou involuntariamente pode trazer sérios riscos à saúde dos ouvidos. Neste dia 10 de novembro, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, que tal abaixar o volume e ficar alerta para algumas dicas?

Já se sabe que a perda auditiva começa a surgir mais cedo entre os moradores de grandes cidades e o trânsito pode ser um dos vilões. Para fugir do barulho do tráfego intenso e da movimentação nas ruas muitas pessoas recorrem aos fones de ouvido. Eles são nossos parceiros para ouvir música. Mas esse companheiro inseparável pode ser muito perigoso se o volume do som nos fones estiver em níveis acima do recomendado. Dê preferência aos fones estilo concha, que além de serem mais confortáveis, se ajustam ao ouvido garantindo maior isolamento do barulho ambiente e permitindo que você mantenha o volume da música em nível adequado aos ouvidos.

“O problema relacionado ao uso de fones de ouvidos está ligado ao volume do som e ao tempo diário das pessoas em contato com o ruído. A exposição intensa e frequente acima de 85 decibéis pode provocar danos irreversíveis à audição com o passar do tempo”, conta a fonoaudióloga Isabela Papera, da Telex Soluções Auditivas.

A especialista em audiologia ressalva, no entanto, que as consequências do uso frequente de fones de ouvido não são as mesmas para todos. Além de variar de acordo com o período de exposição ao ruído, a perda aditiva está ligada também à predisposição genética de cada um. “Recomendamos aos jovens que usam fones com frequência que façam uma audiometria. É o exame que informa se há perda de audição e como proceder para evitar o agravamento do problema”, aconselha.

O nível de barulho em casa também tem grande impacto na saúde auditiva. TV, rádio, liquidificador, aspirador de pó, secador de cabelos, aparelhos de som, jogos de videogame, smartphones e tablets fazem parte do nosso cotidiano e podem facilmente extrapolar os limites de decibéis. É fundamental estar atento ao barulho que eles emitem em benefício da saúde auditiva. Se perceber que o barulho está incomodando, uma solução barata e inteligente é usar protetores de ouvido.

television

Outra situação em que vale usar protetores auriculares é se você é amante do ronco de um motor. Estudo do Instituto Nacional de Surdez e Outras Doenças de Comunicação, dos EUA, constatou que uma moto emite ruídos em torno de 95 decibéis. Lembrando que ruídos acima de 85 dB podem causar alterações na estrutura interna do ouvido e perda permanente de audição com o decorrer dos anos. Imagina o estrago que o hábito de pilotar diariamente a moto pode causar!

Os danos à audição podem começar até mesmo no ambiente escolar, trazendo riscos às crianças desde a sua formação. O barulho típico da criançada fazendo algazarra no pátio, na sala de aula, gritando e correndo pelos corredores é um cenário natural na infância, mas que esconde um problema.

O excesso de ruído que envolve os alunos – e os professores – pode causar estresse, falta de concentração e até uma progressiva perda auditiva, que não será sentida de imediato, mas terá reflexos mais tarde. Além disso, é importante que os pais examinem a audição de seus filhos logo no início da vida escolar. Crianças com dificuldades para ouvir não aprendem direito, costumam ter conflitos de relacionamento e apresentam distúrbios de comportamento como distração ou retraimento em excesso. É preciso investigar para que isso não afete o aprendizado.

“A grande preocupação é que a ‘Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados’ (PAINPSE) tem efeito cumulativo. Dependendo do volume e do tempo de exposição ao som elevado, além de uma predisposição genética, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada ao longo da vida. E as novas gerações serão as maiores vítimas dessa perda precoce, em razão do uso de fones, boates, da vida cada vez mais barulhenta”, alerta a fonoaudióloga da Telex, que é especialista em audiologia.

ouvido

Quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor. Quando o dano ainda é pequeno, é mais fácil devolver os sons ao indivíduo, geralmente com o uso de aparelhos auditivos. O problema é que a maioria das pessoas que têm problemas de audição não reconhece que ouve mal. A falta de informação e o preconceito fazem com que a consulta ao médico seja protelada por muitos anos. A boa notícia é que, graças aos avanços da tecnologia, os aparelhos auditivos hoje são minúsculos, discretos, alguns são até invisíveis, pois ficam dentro do canal auditivo, como os da Telex.

Ao desconfiar de dificuldades para ouvir, consulte um médico otorrinolaringologista para obter um diagnóstico preciso. A partir de avaliações como a audiometria, é indicado o tratamento mais adequado.

Fonte: Telex Soluções Auditivas

Nesta Copa do Mundo, torça e comemore, mas tome muito cuidado com a audição

Apitos, cornetas, rojões e música alta ameaçam a saúde dos ouvidos

A Copa do Mundo chegou! O país inteiro vai entrar no clima da festa, e como sempre, vai ter muito barulho. Imagine os gritos da torcida, música, batuques, caixa de som, TVs em volume alto, bombas, rojões, apitos e cornetas! Tome cuidado. O excesso de barulho pode trazer consequências irreversíveis para a audição.

Medições na intensidade sonora feitas pela Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) em apetrechos barulhentos durante a Copa 2014, em parceria com a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), mostraram um resultado alarmante. Das 31 cornetas, buzinas e apitos testados, somente nove registraram som abaixo de 120 decibéis, enquanto o limite de ruído seguro para a saúde auditiva é de 85 decibéis.

“E, se juntarmos o som desses instrumentos com os gritos dos torcedores e o alto volume da televisão durante as partidas de futebol, o resultado é muito perigoso para os ouvidos. O barulho em excesso pode causar zumbido, tontura e até perda auditiva, que, em alguns casos, pode até ser definitiva, dependendo da intensidade e tempo que a pessoa ficou exposta ao som, sendo ele apresentado de forma súbita ou constante”, explica a fonoaudióloga Isabela Papera, da Telex Soluções Auditivas.

vuvuzela pixabay
Pixabay

A típica brincadeira de tocar corneta, apitos e buzinas próximo ao ouvido de outra pessoa pode ser fatal para a saúde auditiva. De acordo com o teste da Proteste, a megabuzina, produto muito utilizado durante jogos e comemorações, emite um som de 129 decibéis, intensidade sonora que se aproxima a de uma arma de fogo e superior até a de um show de rock.

“Aconselho a não usar esse tipo de instrumento, pois em um ambiente com muita gente, facilmente o som estridente vai estar próximo do ouvido de outras pessoas. Esse barulho súbito pode causar, de imediato, a sensação de ouvido tampado, tontura, zumbido e dificuldades para ouvir. Sons elevados podem causar danos irreversíveis à audição porque a medida em que as células auditivas morrem elas não são regeneradas e a dificuldade auditiva é cada vez maior”, adverte a fonoaudióloga da Telex.

A perda auditiva é cumulativa. Dependendo da frequência, do tempo de exposição ao barulho e da predisposição genética, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e que pode ser agravada, ao longo da vida.

Mas não dá para bancar o chato da torcida, não é mesmo? É possível utilizar alguns desses apetrechos sonoros, ir para bares e festas cheios de gente, reunir o pessoal na sala de casa e comemorar. Mas sempre com cautela e de maneira consciente. Se a opção for reunir os amigos em casa, controle o volume da televisão e, nos intervalos do jogo, deixe-a no mudo. Se for preciso, por exemplo, gritar para conversar uns com os outros, é hora de abaixar a TV. Fica a dica. Já se a comemoração for em bares e festas, onde não se é possível controlar a intensidade do barulho, evite ficar próximo a caixas de som e de pessoas com instrumentos barulhentos.

Vuvuzela wikipedia
Wikipedia

Agora, se você também quiser animar a festa com apetrechos sonoros, lembre-se de que buzinas e cornetas devem ser apontadas para cima. Jamais toque esses instrumentos perto ou diretamente no ouvido de uma pessoa. E se você for soltar fogos ou rojões, que também seja longe de pessoas e em lugares abertos. Nunca em locais fechados. Além de perigoso, o forte ruído dos rojões pode causar perda auditiva irreversível em você e em seus amigos.

Fonte: Telex Soluções Auditivas

N.R.: Eu, como adoro animais, não gosto e não compartilho deste prazer de emitir sons muito altos ou soltar fogos de artifício. Além disso, há pessoas bem inconvenientes quando estão com esse tipo de “diversão” em mãos. Não seja uma delas!

Fica surdo durante os voos de avião? Veja dicas para evitar esse desconforto

 

Quando você viaja de avião costuma ficar surdo? Pois saiba que há pessoas que ficam com o ouvido tampado por vários dias depois da viagem, e isso ocorre por causa da pressão nos ouvidos, em especial nas aterrissagens (mudança brusca de altitude) ou decolagens de voos comerciais.

A médica otorrinolaringologista e especialista em Otoneurologia, Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Jeanne Oiticica, explica que, apesar das cabines das aeronaves comerciais serem pressurizadas, isso pode ocorrer caso o passageiro esteja com alguma inflamação, congestão ou secreção nas vias aéreas superiores (nariz, seios paranasais, Tuba de Eustáquio, rinofaringe) decorrentes de gripes, resfriados, rinite ou sinusite.

“O que acontece é que o ar presente dentro dos ouvidos, por conta da obstrução (inflamação, congestão ou secreção) não consegue ser trocado com o ar do ambiente. A pressão do ar retido e preso dentro do ouvido acaba gerando desconforto por distensão da membrana timpânica, em alguns casos pode haver dor associada”, comenta a médica.

Pode acontecer de a pessoa ficar sem ouvir direito por alguns dias, a chamada surdez transitória, que ocorre porque parte da secreção retida nas vias aéreas superiores migra para os ouvidos durante o voo, o que causa sensação de ouvido tampado, água no ouvido, pressão, dor.

A médica diz que pode levar alguns dias para esta secreção secar e drenar para fora do ouvido, depois disso a audição normaliza. É sempre importante consultar um médico otorrinolaringologista nestes casos, pois, algumas vezes, pode ser necessário tratamento adicional, como exames de imagem e audiometria, sendo que uma avaliação mais detalhada acaba esclarecendo o diagnóstico final.

ouvido

Veja algumas dicas de Jeanne para quem sofre com os ouvidos tampados durante os voos:

– Usar sempre sprays nasais e gotas otológicas que podem ser prescritos para alívio do incômodo agudo na hora do voo, além, é claro, do tratamento profilático, mas que deve ser analisado caso a caso.

– Mascar chicletes e deglutir, beber algum líquido. No caso dos bebês, dar mamadeira ou o peito pode ajudar a abrir a Tuba de Eustáquio (a orelha encontra-se conectada com o nariz por meio de um tubo fino e estreito, como um canudo, chamado Tuba de Eustáquio. Ela é importante, pois é a responsável por equalizar a pressão da orelha e drenar secreções que a própria orelha produz em direção ao fundo do nariz para serem eliminadas) e desentupir o ouvido.

trombose-aviao
Fonte: Jeanne Oiticica é médica otorrinolaringologista concursada do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP.  Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Chefe do Laboratório de Investigação Médica em Otorrinolaringologia (LIM-32) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Responsável pelo Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.

Música alta pode prejudicar audição

No fone de ouvido, no carro ou na balada: especialistas alertam que música alta pode prejudicar audição

Muitos não sabem, mas podem estar provocando perda auditiva ao abusarem do volume alto em diversas situações do dia a dia. Para ajudar as pessoas a identificarem o problema, especialistas da rede Direito de Ouvir desenvolveram um teste com perguntas

Não é difícil encontrar jovens e adultos com algum sintoma de perda de audição, este não é um problema comum apenas a quem possui uma deficiência ou entre idosos. Um dos fatores que influenciam o aumento de casos em pessoas abaixo dos 60 anos é a exposição ao som muito alto ou o uso inadequado dos fones de ouvido. Atualmente cerca de 10% dos pacientes atendidos pela rede de reabilitação auditiva, Direito de Ouvir, não pertencem a terceira idade, nem tão pouco nasceram com deficiência auditiva. Na maioria destes casos, são pessoas usuárias de fones de ouvido por exemplo, ou mesmo músicos que normalmente estão sempre expostos ao som em volumes muito altos.

Apesar de muitos procurarem assistência médica assim que percebem que estão com dificuldade de ouvir, muitos acabam ignorando o problema por falta de informação, o que pode agravar ainda mais a situação e evoluir para algo mais sério. “É importante sempre procurar um médico assim que os primeiros sinais de que a audição está comprometida surgirem, pois assim é mais fácil reverter o quadro e evitar complicações”, explica a fonoaudióloga e diretora técnica da rede Direito de Ouvir, Andréa Abrahão.

Zumbido no ouvido pode ser indício de perda auditiva

Um barulho similar a um apito que aparece geralmente no ouvido após uma pessoa ouvir música alta. Essa sensação comum é conhecida como zumbido e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, afeta mais de 28 milhões de brasileiros. Geralmente o ruído é notado em situações silenciosas ou em que não existe a presença de um som ambiente. O efeito do zumbido pode variar para cada pessoa, ou seja, em alguns casos são mais leves e passageiros, já em outros podem ser mais graves e podem causar situações incômodas como a perda do sono e dificuldade de concentração.

“Apesar de existirem diversos fatores que podem desencadear o aparecimento do zumbido, é fundamental fazer uma avaliação médica, pois se trata de um sintoma associado à perda auditiva”, alerta Andréa. Entre as situações que podem influenciar o surgimento do problema estão a exposição prolongada a sons acima de 85 dB e problemas de saúde como alergias, diabetes e medicamentos.

adolescentes-risco-perda-auditiva

Além do zumbido, há outros sinais que podem indicar o início de uma perda auditiva. Para ajudar as pessoas a identificarem o problema, especialistas da rede Direito de Ouvir desenvolveram um teste com perguntas:

01 – Você ouve zumbidos com frequência?

Sim  Não

02 ´- Costuma ter a sensação de que o ouvido esta tampado?

Sim  Não

03 – Em uma conversa, as pessoas costumam repetir as perguntas que fazem para você?

Sim  Não

04 – Percebeu alguma mudança na maneira de se comunicar ao telefone? Tem tido alguma dificuldade?

Sim  Não

05 – Assiste televisão com o volume muito alto?

Sim  Não

06 – Tem dificuldade em acompanhar conversas em grupo?

Sim  Não

07 – Tem dificuldade em entender conversas com ruídos ao fundo?

Sim  Não

08 – Dificuldade em ouvir a campainha ou a porta?

Sim  Não

09 – Finge que entendeu o que foi conversado, tendo dificuldade em admitir a perda auditiva e procura ajuda?

Sim  Não

10 – As pessoas dizem que você fala muito alto e você não percebe?

Sim  Não

Se você, ou seu filho, respondeu “Sim” para três ou mais dessas perguntas, deve visitar um médico otorrinolaringologista (especialista em orelhas, nariz e garganta) ou uma profissional fonoaudiologista para uma avaliação auditiva.

Saúde auditiva no mundo da música

A banda norte-americana Pearl Jam decidiu investir em uma ação inusitada para e conscientizar as pessoas a respeito dos danos que a música em volumes excessivos pode causar.

12918501_1019061764829853_582831755_n

A turnê da banda, que teve início em abril, conta com um stand onde serão distribuídos plugs auriculares para serem utilizados durante o show. Os fãs poderão postar fotos nas redes sociais usando os equipamentos com a hashtag #pjcares.

Não é difícil encontrar casos de músicos que tiveram problemas de audição em decorrência da profissão. Brian Johnson, ex-vocalista da banda australiana AC/DC, pouco antes de sair da banda, teve que adiar apresentações de sua turnê pelos Estados Unidos, pois foi alertado pelos seus médicos que corria o risco de ficar surdo.

Fonte: Direito de Ouvir

Dia Nacional de Combate à Surdez: alerta sobre uso de fone de ouvido

No atual contexto de hiperconectividade, índice de perda auditiva aumenta gradativamente sobretudo entre adolescentes e jovens

Em casa, no trânsito, no trabalho, na academia. O fone de ouvido tornou-se onipresente. O que nem todos sabem é que o uso excessivo do aparelho pode causar sérios problemas de saúde, levando, inclusive, a perda irreversível da audição. De acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a perda auditiva atinge cerca de 360 milhões de pessoas independentemente da idade.

Nesse contexto, para marcar o Dia Nacional de Combate à Surdez – hoje, 10 de novembro, o Sistema de Conselhos criou uma campanha nacional. A partir do mote “Baixe o Volume e Ouça Bem Sempre”, o principal objetivo é alertar a população sobre os perigos do uso excessivo de fones de ouvido com volume alto.

Problemas auditivos não são exclusividade da terceira idade. No atual contexto de hiperconectividade, principalmente nos grandes centros urbanos e a partir de dispositivos móveis como smartphones e tablets, o índice de perda auditiva aumenta gradativamente sobretudo entre adolescentes e jovens. E isso acontece na maioria das vezes em razão do hábito cotidiano de usar fones de ouvido com volume muito alto.

O mais preocupante, segundo os pesquisadores, é que a perda auditiva é gradual, cumulativa e pode ser irreversível dependendo do volume e do tempo de exposição. Na área de saúde, o fonoaudiólogo é o profissional com competência para atuar na avaliação e na reabilitação auditiva de pessoas em qualquer idade. O Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia alerta: diminua o volume hoje, e ouça bem sempre. Ao primeiro sinal de perda auditiva, procure imediatamente um fonoaudiólogo. Ele é o profissional habilitado pela Lei 6965/81 para realizar exames audiológicos.

ouvido

Fique atento:

– Exposição a sons altos por muito tempo pode causar perda auditiva.

– Uma dica: baixe o volume até ouvir os sons do ambiente.

– Outra dica: retire seus fones por 15 minutos a cada 45 minutos de uso.

– Por último: limpe seus fones sempre e evite compartilhar.

Cartaz.png

Fonte: Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia