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Alguns mitos e verdades sobre o câncer de mama

O cenário do câncer de mama no Brasil e no mundo traz números expressivos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no país, quase 60 mil mulheres são atingidas pela doença por ano. A enfermidade está entre as mais comuns neste grupo, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, além de ser a número um no ranking de causa de morte por câncer no mundo.

Diante desta dimensão, o problema ainda gera muitas dúvidas. O mastologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Yong Kyun Joo, explica o que é mito e verdade sobre o assunto:

1. Realizar o autoexame todo mês e não sentir nada exclui a necessidade de fazer a mamografia?

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Mito: apesar de importante, o autoexame feito como única forma de prevenção não é um método eficaz para detectar o câncer de mama. Isso porque o indivíduo só consegue apalpar o nódulo cancerígeno quando ele está em estágios avançados. Portanto, se você tem 40 anos ou mais, deve fazer mamografia todos os anos.

2. Apenas quem tem casos na família pode ter câncer de mama?

Mito: devemos sempre valorizar os antecedentes familiares, principalmente em parentes de primeiro grau. Porém, cerca de 90% das pacientes com diagnóstico de câncer de mama não tem nenhum histórico familiar, ou seja, a maioria não tem um componente hereditário.

3. Ter filhos diminui a chance de ter câncer de mama?

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Foto: Pixabay

Verdade: a gestação é um dos principais fatores protetores para câncer de mama, principalmente antes dos 30 anos. Isso porque o tecido mamário só atinge a sua diferenciação completa com a gestação, tornando-se, desta forma, menos suscetível à transformação maligna.

4. Homens também podem ter câncer de mama?

Verdade: é muito mais raro, com uma proporção de 1/100, mas homens também podem ter câncer de mama. Neles, a doença aparece mais tardiamente, geralmente na sexta ou sétima década de vida.

5. O ultrassom de mamas é um bom substituto para a mamografia no rastreamento de câncer mamário?

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Mito: embora o ultrassom seja muito mais confortável, ele não é eficaz para rastreamento como método isolado. Apesar de amplamente utilizado, o seu principal papel é complementar à mamografia, que é ainda o principal exame para a detecção do câncer de mama.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Outubro Rosa: cosméticos voltados ao cuidado dos seios estimulam autoexame

Outubro Rosa é um movimento que pretende conscientizar as mulheres sobre a importância de se realizar anualmente o exame preventivo para monitorar a saúde das mamas. O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete mulheres em todo o mundo, com cerca de 460 mil mortes pela doença por ano.

Por isso, é importante que a doença seja diagnosticada cedo e o melhor modo de acompanhar o desenvolvimento do câncer de mama, além de exames preventivos como a mamografia, é pelo autoconhecimento e autoexame das mamas, que é feito através do toque. Pensando em uma forma de valorizar o toque e estimular o autoexame das mamas, a especialista em Estética e Cosmetologia Isabel Piatti, embaixadora do Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas (CIA) e Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica (ABEC), criou a campanha Estética Humanizada que agora foi reforçada com o lançamento de três produtos da linha Humanizar.

“A importância do toque vai muito além do diagnóstico da doença, já que este reduz o cortisol, hormônio ligado ao estresse, e ajuda a estimular a parte do sistema nervoso que acalma o corpo e a mente”, diz a especialista.

Um estudo realizado pelo Touch Research Institute, da Universidade de Miami, apontou também que o toque, quando aplicado através de massagem terapêutica, aumenta a função imune elevando, por exemplo, o número de células de defesa em pessoas com HIV ou câncer. Porém, o toque entre as pessoas, assim como o autoexame, está ficando cada vez mais obsoletos hoje em dia.

Segundo Isabel, a campanha tem o objetivo de humanizar a preciosidade do toque na rotina da esteticista e também estimular o autocontato da paciente em casa, com massagens relaxantes, principalmente na hora do autoexame contra o câncer de mama. Para alcançar este objetivo, os três cosméticos da Linha Humanizar são voltados para o autocuidado das mamas para que, ao passá-los, a mulher realize, consequentemente, o ato de tocar-se e o autoexame.

Sérum

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O primeiro desta série de produtos cosméticos da Linha Humanizar é o Sérum de ação firmadora, rico em ativos voltados para o tratamento e a prevenção da flacidez das mamas. Podendo ser utilizado com manobras de massagem manual e também associado a eletroterapia, o produto proporciona o aumento da elasticidade da pele, deixando-a mais firme, além de reduzir o risco de flacidez após dietas e tratamentos estéticos redutores.

“O Humanizar Sérum conta com Pró TG3 em sua fórmula, um complexo de vitaminas e ômegas com ação firmadora, anti-inflamatória e hidratante que combate a flacidez e evita o ressecamento da pele. Entre os ativos presentes no Pró TG3 estão o Ômega 3, que promove o aumento das fibras colágenas e elásticas, Ômega 6, responsável por restaurar a função da barreira cutânea e reduzir a perda d’água pela pele, Ômega 9, cicatrizante e regenerador tecidual, Vitamina E, antioxidante e umectante que ativa a microcirculação e retarda o envelhecimento, e a Vitamina C, que possui intensa ação antioxidante, amenizando os danos causados pela radiação ultravioleta e retardando o envelhecimento”, destaca a especialista. Para utilizar o produto, deve-se aplicar 15 gotas do sérum em cada mama, realizando movimentos de massagem até completa absorção.

Mask

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Já o segundo é o Humanizar Máscara de efeito Peel Off, com propriedades tensoras especialmente desenvolvida para ser usada nas mamas. De fácil aplicação e remoção, o produto proporciona efeito lifting e rejuvenescedor de forma imediata. O Humanizar Máscara é enriquecido com dois importantes ativos: Argila Vermelha e Raffermine. “A Argila Vermelha é um ingrediente de origem natural que promove o equilíbrio da pele, estímulo da circulação sanguínea e a nutrição dos oligoelementos. Além disso, o ativo atua no aumento da elasticidade da pele, com ação antipoluição e efeito detox e tensor.

Já o Raffermine são frações especiais da soja com enzimas e proteínas semelhantes às da pele, sendo assim metabolizado pelas células como nutriente. Desse modo, o ativo estimula a síntese de colágeno I, aumenta a elasticidade do tecido e previne a degradação das fibras colágenas e de elastina, atuando assim contra rugas, estrias e flacidez”, completa Isabel Piatti. Devendo ser usado após o Humanizar Sérum, o produto precisa ser aplicado sobre toda a área das mamas e colo em uma camada homogênea. Então, deve-se aguardar cerca de 20 minutos até a secagem completa da máscara para, em seguida, removê-la.

Cada dia

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E, por fim, o produto cosmético Humanizar Cada Dia, um creme de aplicação diária desenvolvido para prevenir e tratar a flacidez das mamas. “Com bases biocompatíveis e livre de xenobióticos, o Humanizar Cada Dia possui uma série de ativos que ajudam no tratamento da flacidez, como o DMAE, que exerce efeito tensor na pele, proporcionando elasticidade, firmeza e tonicidade e corrigindo estrias e flacidez, além de possuir potente ação antioxidante e alto poder de absorção pelo tecido epitelial. O produto conta ainda com Exsy-ARL, um pseudodipeptídeo com ação antipoluição, antiglicante e efeito detox que combate o estresse oxidativo e elimina a formação de radicais livres, protegendo a membrana celular e, consequentemente, impedindo as ligações cruzadas nas proteínas, que degradam as fibras colágenas”, explica a criadora da linha.

O produto deve ser aplicado diariamente nas mamas, regiões axilares e posterior de braço previamente limpos e secos, com manobras de massagem até completa absorção do produto.

Os três cosméticos da linha Humanizar, relacionados à campanha estética Humanizada, são dermatologicamente testados, livre de substâncias alergênicas e potencialmente cancerígenas, e indicados para todos os tipos e fototipos de pele, podendo ser usados inclusive durante a gestação.

Onde encontrar: BuonaVita

Fonte: Isabel Luiza Piatti é especialista em Estética e Cosmetologia, embaixadora do CIA – Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas, Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica – ABEC. Profissional Aisthesis. Tecnóloga em Estética e Imagem Pessoal. Técnica em Estética. Pós-Graduanda em Estética e Exercício Físico na Saúde da Mulher. Especialista em Cosmetologia. Especialização em Escolas de Estética e Terapias Alternativas na Europa, na área Facial, Corporal e Bem-Estar.

Sol forte acelera preocupações com câncer de pele; saiba fazer autoexame

Dermatologista explica dicas para realizar o autoexame da pele e identificar lesões – caso haja dúvida um médico deve ser consultado imediatamente.

Ainda estamos na primavera, mas as temperaturas estão bem altas e o sol não dá trégua. Diante deste clima, é importante saber que o melanoma é o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais grave com relação à possibilidade de metástase. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2016 foram 5670 casos no Brasil. A última estimativa do órgão sobre as mortes é de 2013, com 1547 casos.

Causas

Embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho).

“O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e de se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa”, alerta a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Academia Americana de Dermatologia.

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua.

Diagnóstico Precoce: embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença, segundo a SBD. “Por isso, a realização do autoexame dermatológico é necessária”, explica a médica.

Autoexame: o autoexame deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, têm mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras. Quem tem lesões em áreas de atrito, como área da peça intima, sutiã, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo, também deve seguir as instruções. A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando. “Podemos realizar este procedimento com certa regularidade, uma vez por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar o surgimento de alguma mancha, relevo ou ferida que não cicatriza”, indica Claudia.

As dicas para o autoexame são:

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-Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
-Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.

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Foto: Birthorderplus

-Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
-Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
-Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o sutiã. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
-De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.

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-Sentada(o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
-Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

De acordo com a dermatologista, este tipo de cuidado de rotina, principalmente para quem tem a pele muito clara e com muitas pintas, promove consciência e aguça o olhar sobre as lesões, aumentando a percepção de mudança ou seu crescimento. O passo seguinte, ou mesmo em caso de dúvida, é visitar o dermatologista.

Lesões preocupantes

Para saber se uma lesão é mais preocupante, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. “Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm”, comenta a dermatologista.

Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura.

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“Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente”, informa a dermatologista.

A grande maioria destas alterações tem componente genético, pelo tipo de pele herdada, mas tem como gatilho principal a exposição solar crônica sem a proteção solar adequada. “Todos os pacientes devem aplicar FPS diariamente antes de sair de casa, principalmente quando em contato com o meio e precisam reaplicar pelo menos mais uma ou duas vezes ao dia, evitando assim a perda da saúde e da beleza da pele”, recomenda Claudia.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialização pela AMB, Membro da American Academy of Dermatology e CME na Harvard Medical School.

Câncer de mama: aprenda a fazer o autoexame

Criado nos anos de 1990, por conta de um movimento que nasceu nos Estados Unidos, a campanha Outubro Rosa pretende reunir diversas ações relacionadas à conscientização e luta contra o câncer de mama. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza estimula a participação da população, empresas e entidades.

Novidades nas áreas de pesquisa reforçam que a prevenção e o diagnóstico precoce aumentam as chances de cura. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, conseguiu descobrir, por exemplo, que um novo agente de contraste de imagem por ressonância magnética (IRM) é capaz de detectar o câncer de mama na fase inicial, além de distinguir se o tumor é agressivo ou de lento crescimento. Muitos avanços que reforçam o sentimento de esperança das mulheres acometidas pela doença.

Flávia Fairbanks, ginecologista e obstetra da Clínica FemCare, analisa que os sucessos dos altos índices de cura são devido ao diagnóstico precoce e avanços nos tratamentos. “Hoje em dia, em todas as consultas, alertamos sobre a necessidade de mamografias anuais após os 40 anos, a importância do autoexame e, claro, o foco na qualidade de vida e cuidados com o corpo como um todo”.

A médica alerta que as mulheres precisam ficar atentas à possíveis desconfortos, alterações bruscas no contorno e aspectos das mamas, nódulos ou secreção mamilar, além de inchaço dos gânglios axilares ou perda de peso repentina.

Ao realizar o autoexame das mamas, idealmente no período pós-menstrual, as mulheres podem identificar alterações. A qualquer sinal ou dúvida orienta-se buscar a opinião de um especialista, pois somente a consulta completa, com exame físico direcionado, associada à mamografia (se for indicada) permitem a detecção precoce e aumentam as taxas de cura.

A crença de que a ausência de herança genética deixa a mulher isenta do risco do câncer de mama, infelizmente, ainda é uma das maiores causas de atraso no diagnóstico, visto que somente 15% dos casos são transmitidos por mutações genéticas familiares. “Consultas periódicas e hábitos de vida saudáveis são as melhores prevenções para o câncer de mama.”, finaliza a médica.

Veja abaixo um passo a passo para o autoexame

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Fonte: FemCare