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Transplante de fezes pode ser o recomeço de uma vida

Procedimento, que consiste em colonizar novamente o organismo com bactérias saudáveis, traz mais qualidade de vida para autistas, depressivos e pessoas que tiveram a microbiota intestinal destruída pelo uso excessivo de antibióticos

O transplante de fezes é um dos assuntos abordados pelo farmacêutico, bioquímico e pós-doutor em microbiologia, Alessandro Silveira, em seu livro “O lado bom das bactérias – O poder invisível que fortalece sua defesa natural para ter uma vida mais feliz e longeva”, recém-lançado pela Editora Gente. Trata-se de intervenção externa empregada em casos específicos, por exemplo, quando o uso recorrente de antibióticos causou estragos permanentes às bactérias do intestino de um indivíduo. “A premissa do transplante de fezes é retirar todas aquelas bactérias prejudiciais e fazer uma nova colonização com a microbiota boa”, explica Silveira.

É preciso, antes de tudo, conforme diz Silveira, esclarecer a importância das bactérias boas presentes no organismo humano para o bom funcionamento do sistema imunológico. A microbiota intestinal, especificamente, é a responsável por formar uma barreira no órgão, que impedirá a ação de microrganismos nocivos capazes de gerar inflamações e doenças.

A alimentação saudável – restringindo industrializados e ultraprocessados, ricos em açúcar – é um dos fatores chave para alimentar as bactérias boas do organismo, que contribuem para a promoção de saúde. Entretanto, alimentar-se de maneira adequada e mudar o estilo de vida (ter bom sono, praticar exercícios físicos, evitar estresse etc.) exige mudança de hábitos e leva algum tempo para que ocorra a colonização por bactérias adequadas. Nesses casos o transplante de fezes é uma boa opção.

Antes de tudo, para realizar o procedimento, é necessário encontrar um doador. Ele precisa ter um perfil bacteriano específico. Não à toa, o mais comum é escolher familiares pois são pessoas cujo histórico de vida é conhecido ficando mais fácil atestar saúde. Mesmo assim, é preciso provar que tem a microbiota saudável. Se nasceu de cesárea ou parto normal, qual a dieta alimentar, o histórico de doenças, se exames detectaram hepatite, HIV, rotavírus, giardia e outras parasitoses, tudo isso será levado em conta para classificar a pessoa como um doador.

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O procedimento, apesar de simples, só pode ser realizado após indicação clínica e sob supervisão médica direta. Um dos modos de fazer o transplante é por meio de uma colonoscopia: as fezes do doador (preparadas por um microbiologista) são colocadas em um mixer e diluídas no soro e posteriormente borrifadas, por meio de uma seringa, nos intestinos grosso e delgado durante 30 minutos. Silveira informa que o procedimento apresenta resultados instantâneos.

Até por isso já é usado em muitos países como coadjuvante no tratamento de diversas doenças tais como obesidade, doenças crônicas, depressão, TDAH, autismo e obesidade, Na Europa, por exemplo, alguns consórcios já trabalham com banco de fezes. Por sua vez, no Brasil, este procedimento é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecção por Clostridioides difficile, bactéria responsável por doenças gastrointestinais associadas a antibióticos, que variam desde uma diarreia até uma colite pseudomembranosa.

Entusiasta do transplante de fezes, Silveira defende o uso do procedimento no Brasil para tratamento de outras doenças, além das causadas pela Clostridioides difficile, assim como ocorre na Europa, por exemplo. Isso seria simples de ocorrer, desde que houvesse uma forte regulamentação, obedecendo critérios rigorosos para a seleção dos doadores. “Para doar sangue é preciso, inicialmente, responder um longo questionário e, depois de aprovado, passar por exames de sangue. Por que não podemos ter um protocolo semelhante para o transplante de fezes?”, indaga.

Silveira explica que, mesmo não sendo regulamentado pela Anvisa, o transplante de fezes não é proibido no Brasil, desde que seja recomendado e avalizado por um médico. O profissional conhece algumas pessoas que fizeram e obtiveram bons resultados com o procedimento. É o caso de um amigo médico neurologista, que já defendia a utilização do intestino como ferramenta de intervenção para problemas neurológicos, e decidiu avaliar os benefícios do transplante de fezes em si próprio, com o aval de seu gastroenterologista.

O neurologista apresentava sintomas relacionados a uma microbiota doente, tais como insônia, TDAH, síndrome intestino irritável e resistência insulínica – apesar de não ser diabético, sua glicose em jejum era alta. Fez inúmeras tentativas para diminuir a inflamação intestinal, tais como a prática de atividade física e a ingestão de alimentos probióticos e prebióticos, nenhuma intervenção foi bem-sucedida.

Sabia que o seu problema era o microbioma, porque o seu histórico de vida apontava para isso. Seu parto fora realizado por cesárea, na infância havia consumido muitos antibióticos para combater constantes inflamações de ouvido e seus refluxos foram sempre combatidos por altas doses de Omeprazol. Tudo isso fez o neurologista optar pelo transplante de fezes, que resultou, segundo ele, em uma inversão inacreditável de seu microbioma. Além da inflamação diminuir, seu intestino começou a funcionar normalmente, o sono melhorou, a glicose voltou o lugar e sua mente ficou mais focada.

Não obstante os ótimos resultados, Silveira pondera que o transplante de fezes não pode ser visto como uma salvação milagrosa. Conforme o autor do livro “O lado bom das bactérias”, o procedimento funciona como se a pessoa estivesse reiniciando o sistema operacional do computador. “A transferência de bactérias vivas traz um resultado efetivo, mas fugaz. Trata-se de uma estratégia para ser empregada em momentos pontuais, mas não se pode e nem deve depender dela para uma vida mais saudável”, afirma. Nesse sentido, o procedimento é uma nova chance para rever e mudar os hábitos cotidianos. “Somente adotando um estilo de vida mais saudável será possível obter resultados duradouros”, garante.

Sobre Alessandro Silveira

Graduado em Farmácia-Bioquímica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Ciência Médicas pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pós-doutor em Análises Clínicas, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Atualmente é professor titular de Microbiologia Clínica para os cursos de Medicina, Farmácia e Biomedicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), em Santa Catarina.

Desempenha, ainda pela FURB, as funções de consultor técnico de Microbiologia Clínica e Bacteriologia Clínica e coordenador do curso de Especialização em Bacteriologia Clínica. Atua também como coordenador de Microbiologia Clínica da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), gestor da Microbiologia do Ghanem Laboratório de Joinville e consultor de Microbiologia Clínica e Molecular na DASA. Suas linhas de pesquisa incluem a análise metagemônica do microbioma intestinal e a detecção da diminuição da susceptibilidade de Staphylococcus aureus à vancomicina.

O lado bom das bactérias
Autor: Alessandro Silveira
Subtítulo: O poder invisível que fortalece sua defesa natural para uma vida mais feliz e longeva
Formato: 16cmx23cm
Editora: Gente
Páginas: 192
Preço de capa: R$ 44,90

Probióticos reforçam sistema imunológico contra Covid-19

Nutricionista da Sapore dá dicas de como preparar e utilizar essas bactérias benéficas em diversos alimentos

A alimentação merece uma atenção especial em tempos de pandemia. A escolha correta dos alimentos pode auxiliar na manutenção e recuperação da saúde. Uma das tendências que vem ganhando cada vez mais força é a introdução de probióticos na dieta alimentar.

“Eles são capazes de interagir com nossa microbiota intestinal e possuem diversos benefícios, inclusive podem reforçar o sistema imunológico, fazendo assim aumentar a imunidade para combater o vírus da Covid-19”, afirma Samantha Marinho, nutricionista da Sapore, empresa de origem nacional especializada em alimentação para os segmentos corporativo, saúde, educação, eventos, varejo e restaurantes virtuais (delivery).

De acordo com a profissional, um estudo recente que diz que os probióticos podem aprisionar o vírus na infecção respiratória, bem como inibir a ligação do vírus ao receptor da célula hospedeira. “Estudos em humanos mostraram que os probióticos protegem em mais de 50% contra resfriados comuns e gripe”. Samantha explica que essas bactérias benéficas podem ser encontradas em produtos como iogurte natural, leites fermentados e o famoso kefir, que contém as bactérias e leveduras benéficas vivas.

A nutricionista dá dicas de como produzir e utilizar o probiótico em casa. “O kefir pode ser encontrado facilmente por doação em sua cidade, nas redes sociais é possível achar diversos grupos de compartilhamento do alimento. Caso você não consiga uma doação, ele pode ser adquirido em sites especializados”, diz Samantha.

Kefir

Ingredientes
1 pote de vidro,
1 colher de plástico ou de madeira
1 pano limpo ou papel toalha
1 elástico
1 colher de sopa de grãos de kefir de leite
500 ml de leite integral de vaca, cabra ou búfalo

Modo de preparo
Esterilize o vidro e a colher com água quente. Adicione os grãos dentro do pote de vidro, adicione o leite e tampe com o pano e o elástico. Leve para fermentar em temperatura ambiente e em lugar escuro e fechado por 24 horas. Depois de se passar 24 horas, é só coar o leite fermentado, os grãos que ficaram na peneira devem voltar ao vidro, mas antes você deverá lavar e esterilizar. Tampe e faça uma nova fermentação. Importante, a peneira não pode ser de metal. Passa o leite fermentado para uma jarra ou garrafa. Leve à geladeira, espere resfriar e pronto, seu kefir já pode ser servido. Se preferir, bata com frutas, mel, aveia ou outra mistura a seu gosto. Com o Kefir você consegue fazer várias preparações como queijos, pudins, frozen, guacamole, bolos entre outros.

Fonte: Sapore

Ginecologista aponta algumas condições que podem causar irritação vaginal

Eloisa Pinho também dá dicas para prevenir e identificar as principais causas do surgimento de coceira, ardor e secreção na vagina

Quando há algo de errado com o nosso organismo, nosso corpo apresenta uma série de sinais de alerta. Por exemplo, quando a saúde da pele é prejudicada, um dos primeiros sintomas a surgir é um processo irritativo da região afetada. Mas, engana-se quem acredita que a irritação é um sintoma de alerta que se restringe à pele, já que também pode atingir outros locais do corpo que estão sofrendo com algum tipo de alteração ou desequilíbrio, incluindo a vagina.

“Caracterizada pela presença de coceira, queimação e secreção na vagina e na vulva, a irritação vaginal é geralmente causada por fatores como alterações hormonais, que ocorrem durante o período menstrual e a menopausa. Isso acontece porque a vagina contém uma série de bactérias responsáveis por protegê-la de agressores externos e qualquer desequilibro hormonal pode causar uma alteração nessa composição, favorecendo o surgimento de irritação. Mas, nesses casos, o problema surge em breves episódios e, geralmente, resolve-se sem tratamento. Porém, quanto torna-se intensa, recorrente e persiste por longos períodos, a irritação pode ser sinal de uma condição mais séria e que pode representar riscos à saúde”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. Então, para ajudar aqueles que sofrem com o problema, a especialista listou as principais causas da irritação vaginal. Confira:

123RF

Vaginose bacteriana: de acordo com a médica, a vaginose bacteriana figura entre as razões mais comuns para a irritação vaginal, ocorrendo devido a uma mudança no pH da vagina com consequente desequilíbrio na microflora bacteriana local. “Além da irritação, a vaginose bacteriana também é caracterizada pela presença de corrimento amarelado, bolhoso e de odor fétido, o que muitas pessoas chamam de ‘cheiro de peixe podre’”, completa.

Infecção fúngica: “Similar à vaginose bacteriana, a infecção fúngica também é causada por um desequilíbrio do pH vaginal, além de fatores como estresse, uso de antibióticos, práticas sexuais e mudanças na dieta, sendo que mulheres diabéticas são um dos grupos com maior predisposição a sofrerem com o problema”, afirma a ginecologista. “Também causando irritação, a condição pode ser diferenciada da vaginose pela aparência do corrimento, que é mais espesso e esbranquiçado.”

Vaginite atrófica: a vaginite atrófica, ou atrofia vaginal, é caracterizada pelo ressecamento e inflamação da vagina devido à diminuição da produção de estrogênio. “Ocorrendo geralmente na menopausa, mas podendo se desenvolver também durante a amamentação ou devido a condições que afetam a produção natural de estrogênio, a vaginite atrófica pode ser identificada pela presença de irritação e corrimento na região intima, além de ressecamento vaginal, dor ao urinar, necessidade constante de ir ao banheiro, incontinência urinária, infecções do trato urinário e desconforto e sangramento durante relações sexuais”, diz a médica.

Alergias e dermatites: certos produtos que entram em contato com a região íntima podem causar hipersensibilidade com consequente surgimento de irritação vaginal. “Os principais culpados são os produtos que contam com fragrâncias, incluindo preservativos, sabonetes, espermicidas e lubrificantes. Absorventes e roupas intimas de tecidos sintéticos também favorecem o surgimento de irritação na região. Nesses casos, o problema fica ainda pior caso a região seja repetidamente exposta ao produto que causou a irritação”, destaca Eloisa.

ISTs: muitas infecções sexualmente transmissíveis apresentam irritação como sintoma. Porém, entre elas, a tricomoníase é uma das principais causadoras do problema. “É uma infecção sexualmente transmissível muito comum causada por um protozoário que afeta principalmente a vagina, a vulva e o colo do útero. Geralmente, o quadro da tricomoníase é assintomático, mas podem surgir sintomas como corrimento amarelo-esverdeado, irritação e odor fétido, sendo assim sintomaticamente muito parecida à vaginose, diferenciando-se pela coloração do corrimento, que, como dito, é mais esverdeado. E, se não tratada, a condição pode evoluir para uma doença inflamatória pélvica e até mesmo causar infertilidade”, alerta a especialista.

A boa notícia é que grande parte das causas da irritação vaginal pode ser prevenida por meio de cuidados básicos, como higienizar a região íntima diariamente e enxugar bem a área para evitar que fique úmida, o que a torna um ambiente propicio para a proliferação de fungos e bactérias.

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“Na hora da higienização, opte por produtos hipoalergênicos e que sejam formulados especialmente para a região íntima. Além disso, cuidado com o uso de sabonetes bactericidas e duchas vaginais, que causam alterações na microbiota responsável pela proteção da região”, aconselha a médica. “Evite ainda utilizar roupas íntimas sintéticas, dando preferência para aquelas que são feitas de tecidos que permitam a respiração adequada da região íntima, como o algodão. E sempre use preservativo para ter relações sexuais.”

No entanto, caso você apresente irritação vaginal persistente, o mais importante é consultar um médico, já que apenas ele poderá diagnosticar o problema corretamente e recomendar o melhor tratamento para cada caso, que pode variar dependendo da causa da irritação. “Por exemplo, enquanto alterações hormonais podem ser tratadas através de cremes hormonais tópicos ou a substituição da pílula anticoncepcional, alergias e dermatites são solucionadas apenas com a interrupção da utilização do agente causador do problema. Por fim, infecções bacterianas e fúngicas, assim como IST’s, podem ser resolvidas por meio do uso de antibióticos tópicos e orais”, finaliza a médica.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Combate à meningite: vacinação é maneira mais efetiva de prevenir doença

Manter a carteirinha de vacinação em dia mesmo durante a pandemia é uma atitude recomendada para evitar a volta de surtos de doenças imunopreviníveis

Ainda que um dos temas mais comentados atualmente seja a busca por uma vacina contra o novo coronavírus, a imunização de doenças preveníveis têm historicamente diminuído no Brasil. De acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado em parceria com a Unicef,14 milhões de crianças não foram vacinadas em 2019, sendo que dois terços delas estão concentradas em países de média e baixa renda, entre eles, o Brasil. Outra constatação feita sobre a cobertura vacinal é a diminuição da adesão às doses de reforço, importantes para manter o nível de imunidade alto.

“Historicamente, a cobertura vacinal em adolescentes é muito baixa. É uma faixa etária diferente do bebê, que tem o calendário de imunizações discutido durante as consultas com o pediatra. Além disso, geralmente as gerações mais jovens não tiveram pessoas próximas com doenças como paralisia infantil, meningite, tétano e difteria e, por isso, tendem a acreditar que a vacinação não é necessária”, explica o pediatra e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Marco Aurélio Sáfadi.

Mas, estar em dia com o calendário vacinal e ficar atento às doses de reforço é um passo importante para a manutenção da saúde. Essa é a mensagem trazida pelo atleta de voleibol sentado da Seleção Brasileira e do Sesi-SP, Daniel Yoshizawa. Ele sentiu a sua vida mudar por conta da meningite meningocócica. Aos 21 anos de idade, Daniel acordou com uma forte dor de cabeça e entrou em coma em questão de poucas horas. No hospital, foi diagnosticado com a doença e, após 14 dias em estado de coma, acordou e foi informado que teria que amputar as duas pernas e parte de cinco dedos, sendo quatro da mão direita e um da mão esquerda.

“Independentemente das dificuldades, é possível reverter situações adversas com muito foco e dedicação. Mas isso não invalida o fato de eu ter tido a vida completamente transformada e impactada pela meningite. Por isso, levo comigo a importante mensagem de manter a vacinação em dia”, alertou o atleta.

Atenção à doença

Causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes infecciosos, a meningite é considerada uma das mais temidas doenças imunopreveníveis. A doença pode ser causada por diversos agentes, sendo que os mais comuns são os vírus e, os mais severos, as bactérias. Entre as principais bactérias que causam a enfermidade está a Neisseria meningitidis, também chamada de meningococo.

A meningite meningocócica é uma doença grave que, mesmo com tratamento adequado, leva à morte entre 8% e 15% dos pacientes entre 24 e 48 horas após os primeiros sintomas, além de deixar sequelas irreversíveis entre 10% a 20% dos pacientes que sobrevivem5, como surdez, cegueira, amputação de membros e alterações neurológicas.

A meningite tem um alto poder de contágio, visto que algumas pessoas podem ser portadoras assintomáticas da bactéria e transmitirem a doença sem estarem doentes. Por isso, a melhor forma de prevenção é a vacinação, que protege não apenas o imunizado, mas quem está ao seu redor.

“É possível hospedar a bactéria sem adoecer e, ainda assim, transmitir a doença. Essas pessoas são chamadas de “portadoras”. Adolescentes e adultos jovens estão entre os principais portadores do meningococo, sendo que os adolescentes são os que mais transmitem a doença”, explica a diretora médica da Sanofi Pasteur, Sheila Homsani. Por esse motivo, a vacinação dos adolescentes é um dos grandes aliados no combate à meningite meningocócica.

Devido ao alto grau de letalidade da doença, ao perceber os primeiros sintomas que podem dar indícios de meningite, como início súbito de febre, dor de cabeça e rigidez do pescoço, a orientação é procurar imediatamente o atendimento médico.

O Brasil possui um dos maiores programas públicos de imunização do mundo e, no Calendário Nacional de Imunização, está disponível a vacina contra a meningite meningocócica causada pelo sorogrupo C da bactéria Neisseria meningiditis, com doses aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses, e entre 11 e 12 anos de idade.

Em 2017, especificamente para esta vacina, as taxas de imunização também caíram, respectivamente, de 87,04%, para 82,13%, até que em adolescentes atingiram 51%. Em 2020 o sistema público de saúde começou a oferecer a vacina conjugada quadrivalente para adolescentes entre 11 e 12 anos. O imunizante tem uma proteção ampliada, abrangendo os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningiditis.

Fonte: Sanofi

Sigvaris lança máscaras reutilizáveis produzidas com fios que inativam ação do novo coronavírus

Fios de poliamida Amni Virus-Bac foram desenvolvidos pela Rhodia e contam com agente antiviral e antibacteriano que ajuda a bloquear a contaminação cruzada de vírus e bactérias

Visando auxiliar no combate à proliferação do novo coronavírus, a Sigvaris Group, empresa suíça líder no mercado de acessórios de compressão graduada, lança a máscara de proteção reutilizável Sigvaris Care, feita com a nova tecnologia Amni Virus-Bac, um agente antiviral e antibacteriano capaz de bloquear a contaminação cruzada de vírus e bactérias. Além disso, o tecido retém pouca umidade e tem ação antimicrobiana, o que inibe a proliferação de fungos.

Além de outros vírus, o fio de poliamida Amni Virus-Bac inativa a ação da influenza e do novo coronavírus e elimina bactérias, impedindo que o tecido da máscara seja um meio de propagação de agentes contaminantes. Essa tecnologia rompe a capsula protetora do vírus, impossibilitando que ela “sobreviva” no ambiente da máscara. O efeito é permanente e resiste a inúmeras lavagens. Além disso, a máscara Sigvaris Care promove conforto térmico, seca rapidamente e não precisa passar.

Para os estudantes, a empresa oferece a Sigvaris Care Plus, com fechamento atrás do pescoço para evitar que escorregue do rosto durante as atividades escolares, visando promover maior segurança no retorno às aulas.

A Sigvaris Care e a Sigvaris Care Plus contam, também, com bolso interno para a colocação de filtro de papel ou outro material que crie uma barreira de proteção ainda maior, caso o usuário deseje. As máscaras estão disponíveis nos tamanhos P, M e G e nas cores verde, branca e preta. A venda é feita pelo e-commerce e em casas cirúrgicas.

Cada embalagem vem com duas máscaras (R$ 25,49) e há a opção de comprar kits com 10 e 25 pares de máscaras.

Informações: Sigvaris Group

Sono Quality apresenta linha “Zero Bactéria” para colchões e travesseiros

Após meses de pesquisas e testes em laboratórios nacionais e internacionais, empresa espera aumentar as vendas em até 50% mais

Com 12 anos de mercado e uma das mais completas instalações e centros de pesquisa do Brasil, a Sono Quality lança uma linha de terapias para os colchões da marca: “Zero Bactéria”. O sistema de tratamento zero bactéria age por meio da aplicação de um desinfetante de superfície revolucionário, cujo ingrediente ativo é um antimicrobiano à base de organosilano, comprovadamente eficaz no controle de uma vasta gama de bactérias, vírus e até bolores. A empresa é a primeira indústria a trazer o produto para sua linha de produtos na América Latina.

Autorizado por laboratórios nacionais e internacionais, este Sistema de Tratamento extermina o DNA dos fungos, bactérias e ácaros. A formulação do Quaternário de Amônia de 6ª geração ajuda na prevenção ao coronavírus (Covid-19). A sua proteção é eficaz contra micro-organismos prejudiciais a saúde.

Os produtos Sono Quality tratados com o “Sistema Zero Bactéria”, são validados pela certificação da EPA (Agência de Microbiologia e Meio Ambiente dos Estados Unidos) e autorização de Anvisa sob registro nº, 3.5048.0002.001-5, além da Fifra (Lei de Compliance técnico de produtos autorizados na Europa).

Os estudos levaram meses para chegar a fase final, os testes em laboratórios foram encaminhados antes da pandemia do novo coronavírus assolar o país. “Em toda convenção da empresa, lançamos um produto ou nova terapia, nossa próxima convenção nacional seria dia 10 de julho em São Bernardo do Campo. Adiamos alguns dias o lançamento porque nosso evento foi reagendado para janeiro de 2021, quando lançaremos novas terapias. O Zero Bactéria veio para ajudar a população a combater vírus, bactérias e fungos”, explica Ricardo Eloi, CEO da marca.

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No caso de micro-organismos e vírus envelopados, a solução atingiu a eficácia na mesma farmácia de coronavírus, como a Sars e Mers. Neste caso, com o mesmo invólucro de proteção à Covid-19 e por a solução estar sendo utilizada na China e Europa, há evidente eficácia a esta classe de coronavírus. Após aplicação, o produto se mantém no colchão por doze meses. Quem encabeça a campanha é um dos biomédicos mais respeitados do Brasil e que se tornou popular por mostrar a realidade das bactérias em todos os locais. Roberto Martins Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria, é o responsável por transmitir a novidade para imprensa, por meio das campanhas e filmes exibidos em todas as emissoras parceiras da empresa.

Depois de confeccionado, o produto é levado para uma câmara especial onde é aplicado o tratamento, depois de alguns minutos o colchão segue direto para embalagem final, para manter a eficácia.

Milhares de ácaros, bactérias e fungos são desenvolvidos diariamente. Segundo pesquisas o corpo humano elimina, por noite de sono, 200 ml de suor que vão para os travesseiros, colchão, etc. contribuindo, assim, para criação de colônias destes micro-organismos. Com a aplicação do “zero bactéria”, mesmo com a transpiração natural do corpo, os germes não se procriam ou se alojam nos matérias do colchão.

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Todos os colchões da linha Sono Quality receberão aplicação do zero bactéria, assim como o travesseiro “Evolution”.

Informações: Sono Quality

Aya-Tech promove ação solidária para enfrentamento à pandemia de coronavírus

Iniciativas em todo o mundo têm feito da solidariedade uma das práticas diárias de ajuda e conforto aos mais vulneráveis durante a pandemia de coronavírus. No Brasil, a startup de alta tecnologia em P&D Aya-Tech é uma das mais engajadas nas ações de combate à disseminação da doença, promovendo frequentes doações de sua linha de produtos biocosméticos desenvolvidos com nanotecnologia para proteção, qualidade e bem estar da sociedade.

O Microbac Spray é um bactericida multiuso de longa duração que ajuda a higienizar tecidos e superfícies por até 60 dias – ou 20 lavagens – contra bactérias, germes e fungos, protegendo contra contaminações e infecções cruzadas e eliminando 99,9% dos microrganismos. Em versão spray e gel, a linha GY é a primeira – e única – família de antissépticos sem álcool para higienização e hidratação de mãos lançada no Brasil, com efeito residual protetor contra bactérias, germes e vírus*.

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Já o Fly é o primeiro biorrepelente do mercado que ajuda a proteger contra a dengue. Por sua fórmula segura e eficaz, ele pode ser usado até em bebês a partir de 24 meses, com proteção comprovada por até 9 horas contra o Aedes aegypti e por até 8 horas contra pernilongos, borrachudos e outros insetos.

Os kits foram enviados aos assistidos e profissionais de entidades que atuam na linha de frente de acolhimento e assistência médica.

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Para a Bompar – Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, projeto paulista criado há 73 anos e que diariamente atende em média 10 mil pessoas em situação de vulnerabilidade em 52 unidades, a Aya-Tech doou kits de proteção compostos pelos produtos Microbac, GY e FLY aos auxiliares, enfermeiros, médicos, voluntários e integrantes do departamento administrativo.

Médicos e equipes de saúde da Abrapec – Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer receberam a linha GY. Com cinco unidades no interior de São Paulo, a organização não governamental presta suporte socioeconômico, jurídico e reabilitação física-emocional a pacientes em tratamento de câncer em situação de vulnerabilidade social, incluindo atendimento aos familiares e cuidadores.

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Ao Hospital São Paulo, um dos mais importantes centros de saúde, pesquisa e ensino do país, fundado há 84 anos na capital paulista e mantido pela SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, a Aya-Tech doou a linha GY de antissépticos para as mãos e o Microbac, um poderoso bactericida para aplicação em máscaras, jalecos e roupas e que potencializa a proteção dos EPIs.

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Produtos GY foram igualmente doados para a Associação Novo Mundo, em Santos, no litoral de São Paulo. A ONG presta atendimento educacional e alimentação diária a mais de 100 crianças em sua creche período integral.

Em Santa Catarina, funcionários e pacientes do Lar de Idosos Irmão Joaquim receberam produtos GY. Em versão gel e spray, eles são ideais para proteger contra o coronavírus e hidratar a pele mais fina e frágil de quem já está na terceira idade. Em parceria com o SESI/FIESC, antissépticos foram distribuídos também a outras entidades que acolhem idosos, como o Lar dos Velhinhos de Zulma, a Associação Casa Irmã Dulce e o Pérolas Residencial Geriátrico.

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Em Minas Gerais, a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena recebeu produtos da linha GY, o higienizante Microbac e o bioreplente Fly. Entidade filantrópica fundada no século 19, o hospital concentra atendimentos a 51 municípios.

Já para Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul, foram enviados kits de proteção para o projeto Fraternidade na Rua, que integra a ação global humanitária Amor Sem Fronteiras para acolhimento e ajuda a moradores de rua. Para quem quiser colaborar com o projeto, o Fraternidade na Rua aceita doações via site, clique aqui.

Todos os produtos Aya-Tech são dermatologicamente testados e produzidos com ativos naturais, obedecendo aos mais rígidos padrões e normas de segurança, qualidade e higiene. A Aya-Tech não realiza testes em animais.

Informações: Aya-Tech

Empresa cria primeiro antisséptico brasileiro sem álcool para mãos

Desenvolvida pela Aya-Tech, linha GY combate bactérias, fungos e vírus em hospitais e ambientes corporativos e domésticos

A Aya-Tech, empresa brasileira de alta tecnologia em P&D para saúde, anuncia o lançamento da linha de antissépticos GY sem álcool para higienização das mãos contra bactérias, fungos e vírus – agentes causadores de várias doenças, entre elas a Covid-19.

O segredo está na fórmula, desenvolvida pela engenheira química Fernanda Checchinato, CEO da Aya Tech e Doutora em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Santa Catarina e por Lyon, na França.

O GY Antisséptico Spray traz em sua composição óleo essencial de melaleuca, poderoso antisséptico extraído de folhas da árvore australiana tea tree (ou árvore do chá) com propriedades anti-inflamatórias, antifúngicas e cicatrizantes e eficiência comprovada contra bactérias e vírus*, e clorexidina, substância amplamente utilizada em hospitais e no meio médico como excelente antisséptico que mata bactérias e vírus*, entre eles o Influenza A, H1N1, herpes, adenovirus e coronavírus*, entre outros.

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Com ativos vegetais – e sem parabenos, sulfatos ou ftalatos (compostos químicos que limpam, mas agridem a pele e estão relacionados a uma ampla gama de problemas adversos à saúde, incluindo danos ao fígado, rins e pulmão) -, o GY Antisséptico Spray desinfeta, hidrata e refresca a pele. Basta borrifar uma pequena quantidade do produto nas mãos e espalhar bem até total absorção.

O GY Antisséptico Gel é também facilmente aplicado e absorvido pela pele, contendo as mesmas propriedades hidratantes, desinfetantes, antibacterianas, antifúngicas e antivirais da versão spray. A única diferença é que, além do óleo de melaleuca e ingredientes de origem vegetal, o GY Gel tem como princípio ativo o dihidrocloreto de octenidina, um potente antibacteriano de amplo espectro muito utilizado em procedimentos médicos, inclusive em neonatos, para combate a bactérias gram-positivas e gram-negativas.

Uso corporativo e doméstico

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A linha GY de antissépticos sem álcool é única no Brasil. Além de promover total assepsia das mãos, não resseca a pele, é dermatologicamente testada e chega ao mercado em embalagens spray de 60 ml, com durabilidade de ação de até seis horas, e frascos de 60 e 100 gramas para a versão gel.

Pela facilidade de uso e manuseio, tanto o gel quanto o spray são perfeitos para carregar na bolsa ou na mochila ou ainda para oferecer aos clientes para higienizar e hidratar as mãos em pequenos comércios e espaços fechados, como açougues, padarias, armarinhos de bairro e até mesmo em meios de transporte via aplicativos. A comercialização é em nível nacional e os produtos podem ser encontrados em farmácias, supermercados e nos e-commerce da Amazon e das lojas Americanas.

Já para o mercado corporativo, a Aya-Tech oferece a linha GY de antissépticos sem álcool em versão galão. A produção é sob consulta e sob demanda, para uso exclusivo em dispensers em locais de grande circulação de pessoas, clientes e funcionários, a exemplo de indústrias, condomínios, postos de gasolina, hipermercados, hospitais, clínicas, unidades básicas de saúde, hotéis, shoppings, instituições de ensino e repartições públicas, além de atacadistas e grandes mercados e varejistas.

Manter as mãos limpas e higienizadas é uma importante forma de prevenção contra diversos tipos de doenças, principalmente as infectocontagiosas. É uma das recomendações mais veementes para prevenção e controle da Covid-19 e prática a ser adotada irrestritamente durante e pós pandemia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o simples ato de lavar e desinfetar as mãos pode reduzir em até 40% o risco de inúmeras outras patologias, como infecções, diarreias, resfriados e conjuntivite, entre outras.

Informações: Aya-Tech

*De acordo com literatura e artigos científicos da área médica

Cuidados com a alimentação no verão

Buscar pelo bronzeado perfeito, recorrer às praias e piscinas e até aquelas tentações das comidas de rua, tudo vale a pena para tentar amenizar o calor tropical. Porém, há outro quesito importante quando o assunto é aproveitar o verão da melhor maneira possível: uma alimentação leve.

Se no inverno a culinária é marcada por tentações calóricas, nos dias mais quentes os pratos refrescantes não podem ficar fora do cardápio, tanto para o bem-estar do estômago quanto para evitar a desidratação, problema típico dessa época do ano.

Devido ao calor e ao tempo seco, o nosso organismo tende a eliminar quantidades consideráveis de água e sais minerais. Por isso, o verão exige uma série de cuidados e adaptações, a começar pela adoção de uma dieta equilibrada e o aumento da ingestão de líquidos para repor as proteínas perdidas.

praia comida

“Além do constante consumo de líquido, uma boa pedida é sempre optar por alimentos frescos, principalmente àqueles que já possuem bastante água na sua composição, como as frutas, que ajudam na hidratação e são de fácil digestão. Verduras, saladas e grãos também compõem uma alimentação saudável, já que possuem proteínas vegetais e fibras e não tem tanta gordura”, explica Debora Poli, gastroenterologista do Hospital São Luiz Itaim.

Para curtir o verão sem contratempos também é preciso dobrar a atenção e consumir apenas alimentos de procedência confiável para que não haja desconfortos estomacais. Segundo a especialista, a alta temperatura gera condições propícias para a proliferação de bactérias e os alimentos tendem a estragar com mais facilidade e, quando ingeridos nessas condições, podem desencadear inflamações intestinais como a gastroenterite.

“Comida crua e frutos do mar, por exemplo, são comuns nesta época, porém são mais propícios a causar inflamações, pois não foram cozidos. Outro alerta vale para passeios em praias e piscinas, pois os alimentos podem ficar horas no sol, aumentando o risco de bactérias. É recomendável conservar os alimentos sempre bem refrigerados”, esclarece.

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Além dos cuidados com a alimentação, a gastroenterologista recomenda evitar o excesso de consumo de bebidas alcoólicas, principalmente com a chegada das festas de final de ano, pois ele ajuda na desidratação. O álcool acelera a eliminação de água do corpo e também bloqueia a absorção de novos componentes, causando a famosa ressaca.

Para a médica, estar hidratado e bem alimentado antes de iniciar as festividades é muito importante, pois o organismo vai estar mais preparado para minimizar os efeitos negativos do álcool no dia seguinte.

Fonte: Hospital e Maternidade São Luiz Unidade Itaim

Especialista dá dicas de como cuidar da saúde dos olhos durante o verão

Óculos de sol, viseiras e lubrificantes oculares são importantes para evitar o ressecamento dos olhos e o contato direto com o Sol

O Verão é uma das épocas mais esperadas pelos brasileiros, mas também uma das mais perigosas para nossa saúde, já que a exposição solar excessiva pode provocar queimaduras de pele, por isso, todo cuidado é pouco, inclusive com a saúde dos olhos.

Ione Alexim, coordenadora do Serviço de Oftalmologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, alerta para o uso de lentes de contato em dias de praia e piscinas, por exemplo. Por se tratar de um produto de base aquosa e muito sensível, as lentes de contato estão facilmente suscetíveis a contaminações por bactérias, como a Pseudomonas aeruginosa.

lentes de contato - Foto J. Durham
Foto: J. Durham/MorgueFile

“Esse tipo de bactéria é geralmente encontrada na água do mar e piscinas e pode causar úlceras de córnea”, diz a especialista. Cerca de 50% dos pacientes que apresentam algum tipo de infecção bactéria na córnea, pode acabar com algum tipo de sequela. “As bactérias e a areia impregnam as lentes e, mesmo descartando o material após o uso, o contato com os olhos e a exposição às bactérias já aconteceu”.

A médica também ressalta que um diagnóstico muito comum é a conjuntivite química causada pelo cloro da piscina, inclusive em pacientes que não têm nenhum tipo de problema oftalmológico, uma vez que a exposição pode ocorrer com qualquer pessoa. Alguns cuidados, como não compartilhar toalhas, travesseiros e óculos escuros e ter o hábito de sempre lavar as mãos pode ajudar na prevenção de doenças oculares.

Como evitar o desconforto do tempo seco?

olho lacrimejando

O tempo seco comum nos dias de altas temperaturas também é um problema, já que isso aumenta o ressecamento dos olhos. Uma forma de evitar o desconforto é o uso frequente de lubrificantes oculares, com preferência para os sem conservantes. “A tendência é que as lágrimas naturais evaporem ainda mais rápido durante o calor, causando a sensação do olho seco ou a piora da queixa”, comenta.

A especialista explica que isso acontece muito no dia a dia, principalmente, para quem trabalha ou passa muito tempo conectado aos eletrônicos, pois piscamos com menos frequência nesses períodos. “O ideal é fazer pausas ao longo do dia para lubrificar os olhos e evitar exposição direta a saídas de fluxo do ar nos aparelhos de ar condicionado”, ressalta. A oleosidade da pele também ajuda no ressecamento dos olhos. “Nesses casos, é recomendável lavar a região dos olhos com xampu neutro”.

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Segundo a médica, o uso de óculos de sol e de viseiras é essencial para evitar o contato direto com o Sol e o ressecamento dos olhos. Outro ponto que a especialista destaca, é a importância de checar a qualidade e a autenticidade das lentes dos óculos de sol. “Não podemos afirmar que os óculos vendidos nas ruas ou até mesmo por ambulantes na praia têm proteção ultravioleta,” diz a médica. A preferência deve ser sempre por produtos adquiridos em lojas que ofereçam certificados de garantia para o produto.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz