Arquivo da tag: bactérias

Cuidados com a alimentação no verão

Buscar pelo bronzeado perfeito, recorrer às praias e piscinas e até aquelas tentações das comidas de rua, tudo vale a pena para tentar amenizar o calor tropical. Porém, há outro quesito importante quando o assunto é aproveitar o verão da melhor maneira possível: uma alimentação leve.

Se no inverno a culinária é marcada por tentações calóricas, nos dias mais quentes os pratos refrescantes não podem ficar fora do cardápio, tanto para o bem-estar do estômago quanto para evitar a desidratação, problema típico dessa época do ano.

Devido ao calor e ao tempo seco, o nosso organismo tende a eliminar quantidades consideráveis de água e sais minerais. Por isso, o verão exige uma série de cuidados e adaptações, a começar pela adoção de uma dieta equilibrada e o aumento da ingestão de líquidos para repor as proteínas perdidas.

praia comida

“Além do constante consumo de líquido, uma boa pedida é sempre optar por alimentos frescos, principalmente àqueles que já possuem bastante água na sua composição, como as frutas, que ajudam na hidratação e são de fácil digestão. Verduras, saladas e grãos também compõem uma alimentação saudável, já que possuem proteínas vegetais e fibras e não tem tanta gordura”, explica Debora Poli, gastroenterologista do Hospital São Luiz Itaim.

Para curtir o verão sem contratempos também é preciso dobrar a atenção e consumir apenas alimentos de procedência confiável para que não haja desconfortos estomacais. Segundo a especialista, a alta temperatura gera condições propícias para a proliferação de bactérias e os alimentos tendem a estragar com mais facilidade e, quando ingeridos nessas condições, podem desencadear inflamações intestinais como a gastroenterite.

“Comida crua e frutos do mar, por exemplo, são comuns nesta época, porém são mais propícios a causar inflamações, pois não foram cozidos. Outro alerta vale para passeios em praias e piscinas, pois os alimentos podem ficar horas no sol, aumentando o risco de bactérias. É recomendável conservar os alimentos sempre bem refrigerados”, esclarece.

evino vinho rose gelado praia

Além dos cuidados com a alimentação, a gastroenterologista recomenda evitar o excesso de consumo de bebidas alcoólicas, principalmente com a chegada das festas de final de ano, pois ele ajuda na desidratação. O álcool acelera a eliminação de água do corpo e também bloqueia a absorção de novos componentes, causando a famosa ressaca.

Para a médica, estar hidratado e bem alimentado antes de iniciar as festividades é muito importante, pois o organismo vai estar mais preparado para minimizar os efeitos negativos do álcool no dia seguinte.

Fonte: Hospital e Maternidade São Luiz Unidade Itaim

Especialista dá dicas de como cuidar da saúde dos olhos durante o verão

Óculos de sol, viseiras e lubrificantes oculares são importantes para evitar o ressecamento dos olhos e o contato direto com o Sol

O Verão é uma das épocas mais esperadas pelos brasileiros, mas também uma das mais perigosas para nossa saúde, já que a exposição solar excessiva pode provocar queimaduras de pele, por isso, todo cuidado é pouco, inclusive com a saúde dos olhos.

Ione Alexim, coordenadora do Serviço de Oftalmologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, alerta para o uso de lentes de contato em dias de praia e piscinas, por exemplo. Por se tratar de um produto de base aquosa e muito sensível, as lentes de contato estão facilmente suscetíveis a contaminações por bactérias, como a Pseudomonas aeruginosa.

lentes de contato - Foto J. Durham
Foto: J. Durham/MorgueFile

“Esse tipo de bactéria é geralmente encontrada na água do mar e piscinas e pode causar úlceras de córnea”, diz a especialista. Cerca de 50% dos pacientes que apresentam algum tipo de infecção bactéria na córnea, pode acabar com algum tipo de sequela. “As bactérias e a areia impregnam as lentes e, mesmo descartando o material após o uso, o contato com os olhos e a exposição às bactérias já aconteceu”.

A médica também ressalta que um diagnóstico muito comum é a conjuntivite química causada pelo cloro da piscina, inclusive em pacientes que não têm nenhum tipo de problema oftalmológico, uma vez que a exposição pode ocorrer com qualquer pessoa. Alguns cuidados, como não compartilhar toalhas, travesseiros e óculos escuros e ter o hábito de sempre lavar as mãos pode ajudar na prevenção de doenças oculares.

Como evitar o desconforto do tempo seco?

olho lacrimejando

O tempo seco comum nos dias de altas temperaturas também é um problema, já que isso aumenta o ressecamento dos olhos. Uma forma de evitar o desconforto é o uso frequente de lubrificantes oculares, com preferência para os sem conservantes. “A tendência é que as lágrimas naturais evaporem ainda mais rápido durante o calor, causando a sensação do olho seco ou a piora da queixa”, comenta.

A especialista explica que isso acontece muito no dia a dia, principalmente, para quem trabalha ou passa muito tempo conectado aos eletrônicos, pois piscamos com menos frequência nesses períodos. “O ideal é fazer pausas ao longo do dia para lubrificar os olhos e evitar exposição direta a saídas de fluxo do ar nos aparelhos de ar condicionado”, ressalta. A oleosidade da pele também ajuda no ressecamento dos olhos. “Nesses casos, é recomendável lavar a região dos olhos com xampu neutro”.

shutterstock mulher 50 praia
Shutterstock

Segundo a médica, o uso de óculos de sol e de viseiras é essencial para evitar o contato direto com o Sol e o ressecamento dos olhos. Outro ponto que a especialista destaca, é a importância de checar a qualidade e a autenticidade das lentes dos óculos de sol. “Não podemos afirmar que os óculos vendidos nas ruas ou até mesmo por ambulantes na praia têm proteção ultravioleta,” diz a médica. A preferência deve ser sempre por produtos adquiridos em lojas que ofereçam certificados de garantia para o produto.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Como os antidepressivos afetam as bactérias intestinais?

Pesquisas recentemente publicadas  examinam os efeitos de drogas psiquiátricas, incluindo antidepressivos, na composição de bactérias intestinais de roedores e de humanos. Mais e mais estudos estão apoiando o papel da microbiota intestinal em condições psiquiátricas.

Ansiedade e depressão são apenas algumas das condições de saúde mental que os pesquisadores associaram a alterações na composição da microbiota intestinal.

Por exemplo, um estudo recente publicado pela Medical News Today listou uma variedade de bactérias que contribuem para a criação de compostos neuroativos no intestino – isto é, substâncias que interagem com o sistema nervoso, influenciando a probabilidade de desenvolver depressão.

Outra pesquisa em ratos mostrou que roedores criados para serem livres de germes desenvolveram sintomas de ansiedade e depressão e tornaram-se socialmente retraídos. Portanto, dado esse vínculo íntimo entre a saúde mental e a composição das bactérias intestinais, os medicamentos psiquiátricos que afetam o humor também afetam a população de bactérias no intestino?

pesquisa estudo microscopio testes ciencia pixabay
Pixabay

Pesquisadores liderados por Sofia Cussotto, da University College Cork, na Irlanda, começaram a investigar isso em roedores. Primeiro, a equipe “investigou a atividade antimicrobiana dos psicotrópicos contra duas estirpes bacterianas residentes no intestino humano, Lactobacillus rhamnosus e Escherichia coli“.

Os psicotrópicos nos quais os pesquisadores se concentraram incluem: fluoxetina, escitalopram, venlafaxina, lítio, valproato e aripiprazol. Em seguida, os cientistas testaram “o impacto do tratamento crônico com esses medicamentos” na microbiota dos ratos.

Sofia e sua equipe publicaram a primeira parte dos resultados no ano passado na revista Psychopharmacology. Eles já apresentaram suas descobertas completas no Congresso do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia, em Copenhague, na Dinamarca.

Os resultados do primeiro estudo desse tipo

remedio pilula pixabay
Pixabay

Os cientistas deram aos roedores medicamentos psiquiátricos por um período de quatro semanas, no final dos quais analisaram as composições da microbiota intestinal. Eles descobriram que o lítio e o valproato – ambos estabilizadores de humor que podem tratar doenças como transtorno bipolar – aumentaram o número de certos tipos de bactérias, como Clostridium, Peptoclostridium, Intestinibacter e Christenellaceae.

Por outro lado, inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como os antidepressivos fluoxetina e escitalopram, interromperam o crescimento de cepas bacterianas como Escherichia coli. “Descobrimos que certos medicamentos, incluindo o estabilizador de humor lítio e o antidepressivo fluoxetina, influenciaram a composição e a riqueza da microbiota intestinal”, diz a cientista.

“Embora algumas drogas psicotrópicas tenham sido previamente investigadas em ambientes in vitro, esta é a primeira evidência em um modelo animal”  Sofia Cussotto

Implicações da nova pesquisa

cerebro microbioma shape magazine
Shape Magazine

Comentando de forma independente, Serguei Fetissov, professor de fisiologia da Universidade Rouen, na França, que não participou da pesquisa, oferece sua opinião sobre os resultados.

Ele diz: “Esses dados iniciais são intrigantes e dignos de uma investigação mais aprofundada. No momento, seria prematuro atribuir um papel direto das bactérias intestinais na ação dos medicamentos antidepressivos até que este trabalho possa ser reproduzido em seres humanos, o que autores agora esperam fazer. ”

De fato, Sofia e colegas estão atualmente tentando desvendar os efeitos que as drogas psiquiátricas podem ter sobre os indivíduos e, para esse fim, estão realizando um estudo observacional em larga escala em humanos.

“A composição da microbiota intestinal é muito sensível aos processos metabólicos do corpo e pode mudar naturalmente, por meio de mudanças metabólicas induzidas por drogas no cérebro e em outros órgãos”, explica Fetissov.

“Algumas das mudanças relatadas aqui, por exemplo, aumento de Christensenella, podem realmente ser benéficas, mas o significado geral das alterações da composição bacteriana induzidas por medicamentos na […] saúde metabólica e mental precisa de mais pesquisas”.

A pesquisadora principal do estudo também registra a importância dos resultados. “Existem várias implicações nesse trabalho”, diz ela.

“Primeiro de tudo, alguns estudos mostraram que pacientes deprimidos ou esquizofrênicos podem ter composição microbiológica alterada; portanto, drogas psicotrópicas podem funcionar nos micróbios intestinais como parte de seus mecanismos de ação. É claro que isso tem que ser provado”.

“Dado que os antidepressivos, por exemplo, funcionam em algumas pessoas, mas não em outras, a concessão de um subsídio para [o] microbioma pode alterar a resposta de um indivíduo aos antidepressivos. Por outro lado, os efeitos do direcionamento de microbioma podem ser responsáveis pelos efeitos colaterais associados ao esses medicamentos “. Sofia Cussotto

“Todas essas hipóteses precisam ser testadas em modelos pré-clínicos e em humanos, e este é o nosso próximo passo”, finaliza Sofia.

Fonte: MedicalNewsToday

Como melhorar a qualidade do sono na primavera

A primavera chegou, a estação mais florida do ano traz consigo climas mais amenos e mais luz do sol durante os dias. Porém, nessa época do ano nem tudo são flores. É muito comum que a qualidade do sono sofra com intensificação da incidência de alergias, causadas pelo aumento do processo de polinização, além do tempo que o corpo demora para se adaptar ao novo ciclo vigília-sono.

Segundo a consultora do sono da Duoflex, Renata Federighi, espirros, obstrução nasal, coriza, lacrimejamento ou coceira no nariz e na garganta são alguns dos principais sintomas que podem acabar prejudicando o sono do indivíduo. “A alergia é uma reação exagerada do organismo diante do contato com agressores ambientais, como por exemplo, o pólen, ácaros, fungos e bactérias”, explica a especialista.

mulher campo primavera.jpg

Mas como evitar esses problemas da estação e curtir a primavera com muita disposição e sem perder a noite de sono? A consultora alerta para alguns cuidados simples que podem ajudar a evitar esses males, mas que poucas pessoas se atentam, como a troca regular dos travesseiros.

“Os cuidados com a conservação do travesseiro são essenciais no combate a esses parasitas, pois, mesmo que o travesseiro apresente uma aparência perfeita, ele pode estar cheio de ácaros. Com o tempo, o produto acumula micro-organismos em seu interior que se alimentam das secreções que eliminamos durante o sono, como saliva, cerume, lágrimas, coriza, seborreia, suor e pele morta. Além de secreções artificiais, como cosméticos, perfumes, tinturas e maquiagem”, esclarece.

Para evitar as crises, é importante manter alguns cuidados com o travesseiro. “É importante que o produto seja trocado a cada dois anos. Além disso, é indicado arejar e ventilar o travesseiro, diariamente, protegido sempre por uma fronha e sob luz indireta. Não expô-lo ao sol é importante, já que o calor contribui para um ambiente de proliferação de ácaros em seu interior, além de oxidar e amarelar sua superfície. Caso o travesseiro seja lavável, também é recomendada a sua higienização a cada 6 meses, seguindo as instruções que estão no encarte e na etiqueta do produto. A lavagem deve ser feita apenas se puder garantir a sua secagem completa. Estas medidas irão proteger a sua saúde, além de aumentar a durabilidade do travesseiro”, recomenda a consultora.

travesseiro duoflex.png

Além disso, a manutenção da boa postura durante o sono é outro ponto que a especialista destaca para a melhoria do sono. “É sempre importante manter a coluna alinhada, a fim de gerar maior acomodação e evitar os microdespertares noturnos. Para quem se deita de lado, posição mais recomendada para a melhoria da respiração e o alinhamento postural, a dica é utilizar um travesseiro para a cabeça, em altura suficiente para preencher a distância que existe entre a cabeça e o colchão, e outro entre os joelhos, que deverão estar semiflexionados”, completa Renata.

Fonte: Duoflex

Bolsas femininas escondem mais de 1 milhão de fungos e bactérias

Uma pesquisa realizada no Estado de São Paulo detectou contagem elevada de micro-organismos como o Staphylococcus aureus, E. coli, Klebsiella pneumoniae, Candida, Rhodotorula e Asperillus alojados nas 25 bolsas femininas analisadas.

Dizem que “bolsa da mulher esconde tudo o que ela quer”, mas você já imaginou o que realmente as bolsas escondem? O que não conseguimos detectar a olho nu? Uma pesquisa realizada pelas alunas Nicole Takeda e Jacqueline B. de Paula e orientada pela Professora da Unimetrocamp|Wyden e Doutora em microbiologia Rosana Siqueira, detectou diversos fungos e bactérias prejudiciais à saúde em 25 bolsas femininas localizadas em diversas cidades do estado de São Paulo.

fungos e bactériasContagem dos micro-organismos encontradosprofessora rosana

A pesquisa contou com avaliação da parte da alça, do tecido interno e o do fundo externo das bolsas. Três bolsas apresentaram contagem acima de 1 milhão de células de micro-organismos em pelo menos uma das partes; uma bolsa apresentou 110.000 micro-organismos em uma das partes; e seis bolsas apresentaram contagem acima de 10.000 células de micro-organismos em uma das partes, entre eles o Staphylococcus aureus, E. coli, Klebsiella pneumoniae, Candida, Rhodotorula e Asperillus.

“Essas bactérias e fungos são oportunistas e se aproveitam do estado imunológico dos usuários. Elas podem causar intoxicação alimentar, diarreia, febre, vômitos, otites, conjuntivite, dores de garganta, infecção urinária e infecções da pele como micoses”, explica a Profª Drª Rosana Siqueira.

bolsa de mulher tootemaailm

“Uma medida preventiva é, sempre que possível, realizar a higienização das mãos. Devemos, também, evitar colocar a bolsa em qualquer lugar, principalmente no chão dos banheiros (usando sempre aqueles suportes de apoio de mesa portátil para pendurá-la). Em casa, evitar deixá-las em cima da mesa da cozinha e na cama. Sempre que possível esvaziar a bolsa, limpá-la (de acordo com as instruções do fabricante para não danifica-la), deixá-la em local seco e arejado, além de carregar somente o necessário dentro da bolsa, pois o acumulo de objetos também favorece a contaminação”, completa.

Fonte: Unimetrocamp|Wyden

Fibras alimentam e regulam 100 trilhões de bactérias presentes na microbiota intestinal

Estima-se que cerca de 100 trilhões de bactérias vivem dentro do nosso sistema digestivo. Este conjunto de bactérias e outros micro-organismos formam a microbiota intestinal que auxilia em processos fisiológicos, como a digestão e a produção de vitaminas, além de fortalecer o sistema imunológico no combate de bactérias nocivas à saúde. Desse modo, para garantir o bom funcionamento do organismo é essencial mantê-la saudável e a alimentação é o principal modo de alcançar este equilíbrio.

De acordo com Anna Pallottini, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), para manter a flora intestinal regulada é necessário ter uma alimentação balanceada e rica em fibras. “Algumas bactérias digerem fibras, e o resultado é a produção de ácidos graxos que são importantes para a saúde intestinal”, diz.

frutas com cereais pixabay

Encontradas em frutas, verduras e legumes, além das versões integrais de alimentos como massas, pães, biscoitos, cereais matinais, arroz, entre outros, as fibras são conhecidas por prevenir e tratar a constipação, além de afetar a forma como a gordura é absorvida no intestino delgado e promover a sensação de saciedade por mais tempo.

macarrão integral nudnik pixabay
Foto: Nudnik/Pìxabay

No macarrão integral, por exemplo, podemos encontrar dois tipos de fibras: as solúveis e as insolúveis. “As fibras solúveis ajudam a controlar a liberação de açúcar no sangue e capturam o excesso de glicose e colesterol da corrente sanguínea, já as fibras insolúveis, auxiliam a formação do bolo fecal, facilitando o trânsito intestinal. Lembrando que todo alimento rico em fibras aumenta a necessidade de ingestão de água, para não ocasionar constipação ou prisão de ventre”, explica a especialista.

microbiota intestino SII

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada oito gramas a mais de fibras alimentares ingeridas por dia há uma redução de 5% a 27% do risco de desenvolvimento de doenças coronarianas, diabetes tipo 2 e câncer no colo retal. “A maioria das pessoas consome menos de 20g de fibra por dia e deveríamos consumir no mínimo 25g. “Uma dieta pobre em fibras, prejudica nossa flora intestinal, dificultando a absorção adequada dos nutrientes”, alerta a nutricionista.

Fonte: Abimapi

É seguro experimentar amostras de batons e lápis de olho expostas em lojas?

Todo o cuidado é pouco quando se trata de experimentar cosméticos já usados nos olhos e lábios, que são áreas mais sensíveis a desenvolver alergias e irritações. A mucosa labial ainda pode ser porta de entrada para uma série de doenças

Muitas lojas de maquiagem ou de departamento oferecem a possibilidade da cliente testar rímel, delineador, lápis de olho, gloss e batons, antes de comprar o produto. Mas experimentá-los não é tão simples assim: “As mulheres que usam as maquiagens gratuitas do balcão devem se preocupar, pois os batons e outras maquiagens de demonstração estão expostos, de forma constante, a uma quantidade enorme de germes, como é o caso do estafilococos, estreptococos e E. coli”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da American Academy of Dermatology (AAD).

cosmético validade rotulo

“Quando aproximamos este tipo de bactérias dos olhos, nariz ou boca, há um risco maior de se ter uma constipação e infecção na garganta ou até doenças mais sérias, como herpes, que podem ser transmitidas através do compartilhamento do batom, se passado diretamente nos lábios. Já as maquiagens para os olhos podem causar infecções bacterianas ou virais”, acrescenta a médica.

Essa é uma das grandes causas de dermatite de contato alérgica, conjuntivite de repetição e muitas vezes até a contaminação através do herpes, segundo a médica, porque se uma pessoa portadora experimentou o batom antes, a chance da contaminação é enorme.

Um estudo da Universidade de Rowan (EUA) publicado em 2010 descobriu, que 100% dos testers de maquiagem, quando testados ao fim de semana em grandes superfícies, continham germes. A equipe de pesquisadores foi disfarçada em três lojas populares de maquiagem dos Estados Unidos (Sephora, Macy’s e Ulta) para coletar amostras de testadores de maquiagem e então os enviou para um laboratório de microbiologia certificado para testes. Em todas as três lojas, algumas amostras de maquiagem voltaram com bactéria prejudicial.

Além disso, de acordo com a dermatologista, muitas vezes esse produto que está em exposição não é devidamente guardado em lugar fresco e seco, fica debaixo de luzes, é manipulado de modo inadequado e com isso acaba tendo um potencial de conservação muito menor. Então, como as amostras costumam ficar muito tempo abertas e expostas, além de serem usadas constantemente por diversos clientes, isso pode facilitar o contágio de doenças.

Se usado após um curto intervalo de tempo que uma pessoa experimentou, há ainda o risco de contágio de gripe, mononucleose ou doenças respiratórias e causadas por bactérias, já que a transmissão se dá por causa da saliva. “A forma mais segura de testar a maquiagem é utilizando o seu pulso, onde não existe risco de contato com a corrente sanguínea, ou para se aproximar mais da cor dos lábios, teste a cor na ponta dos dedos. Se precisar ver a cor na sua face, molhe o batom em álcool durante uns segundos para matar a maioria das bactérias, mas isso também não é 100% seguro”, afirma.

batom maquiagem.jpg

Outra recomendação é usar um pincel descartável para provar o batom e pedir para a vendedora derramar um pouco de álcool na bala do produto, além de raspar a parte mais externa. “Use no pincel o que está embaixo. Mesmo que a maquiagem apresente boas condições, o uso de instrumentos descartáveis é a melhor opção para aplicá-la na pele”, afirma.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

Mulheres costumam ter até quatro infecções urinárias por ano

Se não tratadas adequadamente, podem causar sérias complicações à saúde

Quando o assunto é saúde feminina, é difícil não se referir às incômodas infecções urinárias. Queixa comum nos consultórios médicos, atinge 50 vezes mais mulheres do que homens. Isso se deve principalmente à anatomia feminina: uretra mais curta e mais próxima do ânus.

Causadas principalmente pela Escherichia coli, bactéria presente no intestino e importante para a digestão, as infecções são classificadas como uretrites (quando acometem a uretra), cistites (bexiga) e pielonefrite (rins). “A cistite, principalmente, é comum nas mulheres e causa grande desconforto. Muitas chegam a desenvolver até quatro infecções urinárias por ano. Mas, embora sejam comuns, devem sempre ser tratadas com orientação médica devido ao risco de evolução para quadros infecciosos mais graves”, alerta a professora livre docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Silvana Quintana.

As principais queixas são: urinar em pequena quantidade em várias vezes (polaciúria) e ardência ao urinar (disúria). Sensação de peso ou dor pélvica, urina turva ou escura e presença de sangue na urina também são sintomas indicativos de uma infecção.

O mal-estar causado pelas infecções muitas vezes leva a paciente a buscar alternativas mais rápidas como o uso de medicamentos que aliviam os sintomas ou uso de sobras de antibióticos. “A legislação atual, que controla a venda de antibióticos, contribuiu muito para evitar a automedicação, mas ainda há quem busque alternativas caseiras ou faça uso de sobras de remédios”, comenta Silvana. “É importante frisar que toda medicação tem riscos, que podem ser potencializados se forem utilizadas doses e intervalos inadequados”, completa.

Prevenção

Alguns hábitos têm sido associados à prevenção de infecções urinárias:

mulher bebendo água ibbl

=Ingerir muita água, pois colabora com a eliminação de bactérias da bexiga;
=Urinar com frequência. Segurar a urina aumenta o risco de proliferação de bactérias. Urinar após uma relação sexual também favorece a eliminação de bactérias que possivelmente tenham entrado no trato urinário durante o coito;
=Caprichar na higiene mantendo a região genital sempre limpa. Após a evacuação, passar o papel higiênico de frente para trás e lavar a região com água e sabão;
=Tratar a prisão de ventre, pois também auxilia na proliferação de bactérias;
=Evitar roupas muito apertadas e cuidar da higiene das roupas íntimas;
=Trocar absorventes internos e externos com frequência de duas a três horas, no máximo.

Diagnóstico e tratamento

THERAPEUTIQUE FEMMEWOMAN  TAKING MEDICATION
FreegreatPicutes

Embora o exame de cultura de urina (urocultura) seja o padrão para o diagnóstico da infecção urinária, atualmente cresce o uso das técnicas de biologia molecular como opção para resultados mais rápidos e minuciosos para casos de infecções. O diagnóstico preciso da infecção e o tratamento correto são fundamentais, uma vez que as infecções urinárias podem evoluir para quadros graves como infecção renal (pielonefrite), sepse (infecção generalizada) e até mesmo danos permanentes nos rins. Em gestantes, aumentam as chances de parto prematuro ou bebê com peso abaixo do normal e óbito fetal.

Baseados na tecnologia de PCR (reação em cadeia da Polimerase) em tempo real, exames moleculares detectam diferentes patógenos causadores de uretrites e infecções sexualmente transmissíveis (IST). “O teste molecular oferece, em poucas horas, resultado preciso sobre as bactérias presentes na amostra. Desta forma, o médico pode prescrever o antibiótico específico para o patógeno identificado, evitando possíveis readequações no tratamento”, explica o responsável pelo laboratório da Mobius Life Science, Lucas França.

Geralmente, o tratamento de uma infecção urinária é feito com antibiótico associado a medicamentos para alívio do desconforto, como antissépticos e analgésicos. Os sintomas costumam desaparecer em poucos dias, mas é fundamental que o paciente complete o tratamento no prazo determinado pelo médico, sob risco de retorno ou agravamento da doença.

Fonte: Mobius Life Science

O que saber sobre a SIBO e seu tratamento

Uma pessoa com a síndrome do supercrescimento bacteriano do intestino delgado tem muitas bactérias nessa região. Esse desequilíbrio bacteriano no intestino pode causar inchaço, diarreia e dor

Síndrome do supercrescimento bacteriano do intestino delgado, conhecida como SIBO (sigla em inglês para o problema) é mais comum do que os médicos pensavam anteriormente. É mais provável que afete mulheres, adultos mais velhos e pessoas com problemas digestivos, como a síndrome do intestino irritável (SII).

Sinais e sintomas

barriga inchada gezonderleven

Os sinais e sintomas da SIBO são semelhantes aos de outros distúrbios digestivos, como SII e intolerância à lactose. Eles podem variar em gravidade, desde um leve desconforto estomacal até diarreia crônica, perda de peso e uma capacidade reduzida de absorver nutrientes dos alimentos (má absorção).

SIBO afeta diretamente o intestino, causando problemas digestivos desconfortáveis. Os sintomas incluem:

=dor de estômago
=inchaço
=diarreia
=prisão de ventre
=náusea
=perda de peso involuntária

Causas

Esse supercrescimento bacteriano pode acontecer quando bactérias de uma parte do trato digestivo viajam para o intestino delgado ou quando bactérias naturais no intestino delgado se multiplicam demais.

As pessoas podem experimentar a SIBO como resultado dos seguintes fatores:

=movimento anormalmente lento do sistema digestivo
=baixos níveis de ácido estomacal
=anormalidades físicas do intestino delgado
=sistema imunológico enfraquecido

Fatores de risco

Pessoas com certas condições médicas são mais propensas a ter SIBO. Os médicos consideram a SIBO como uma complicação das seguintes condições:

=cirrose
=Doença de Crohn
=doença celíaca
=hipotireoidismo
=HIV
=diabetes
=SII
=esclerodermia
=fibromialgia

Outros fatores de risco para SIBO incluem:

=ser idosa(o)
=ser mulher
=uso a longo prazo de inibidores da bomba de prótons (IBPs), que são medicamentos que reduzem a produção de ácido estomacal
=cirurgia intestinal anterior
=tendo completado recentemente um tratamento com antibióticos
=beber álcool

Diagnóstico

medico-consulta

SIBO causa uma ampla gama de sintomas inespecíficos com vários graus de gravidade, o que pode dificultar o diagnóstico. Para diagnosticá-la, o especialista perguntará sobre os sintomas e o histórico médico de uma pessoa. Ele pode sondar o abdome em busca de sinais de excesso de gás ou inchaço. Se suspeitar de SIBO, provavelmente recomendará um teste de respiração.

Um teste de respiração mede a concentração de hidrogênio e metano na respiração de uma pessoa. Os resultados informam ao médico sobre a gravidade e localização do supercrescimento bacteriano no intestino.

O teste de respiração funciona porque as bactérias produzem hidrogênio e metano quando decompõem os carboidratos no intestino. Essas moléculas de hidrogênio e metano entram na corrente sanguínea, viajam para os pulmões e deixam o corpo pela respiração.

As pessoas devem jejuar por 24 horas antes de passar por um teste de respiração. Durante o teste, o indivíduo vai beber uma bebida de lactulose de açúcar antes de respirar em um balão ou um conjunto de tubos em intervalos regulares. Um médico pode precisar coletar amostras de sangue, urina ou líquido intestinal para análises laboratoriais se os resultados do teste respiratório não forem claros.

Tratamento

Os médicos tratam a SIBO prescrevendo antibioticoterapia e recomendando mudanças na dieta. As pessoas que desenvolvem desnutrição ou ficam desidratadas devido à SIBO também precisarão de nutrientes e fluidos fornecidos por meio de um gotejamento intravenoso (IV).

Antibióticos de amplo espectro podem estabilizar a microbiota intestinal, reduzindo o número de bactérias intestinais. Abordar a condição subjacente é a única maneira de curar a SIBO.

As mudanças dietéticas são úteis para o manejo da SIBO, mas há poucas evidências concretas para confirmar qual é a melhor dieta específica. Os médicos ainda não entendem completamente o papel das mudanças dietéticas no tratamento da SIBO.

As pessoas também se beneficiarão do tratamento de quaisquer condições médicas subjacentes, como doença celíaca ou diabetes, que contribuam para a SIBO.

Dieta SIBO

As bactérias do intestino se alimentam de carboidratos. Em geral, a dieta SIBO limita a ingestão de carboidratos para evitar o crescimento de bactérias. As pessoas também podem se beneficiar de uma dieta pobre em alimentos fermentáveis ​​ou FODMAPs.

Os FODMAPs são carboidratos de cadeia curta que estão comumente presentes em produtos lácteos, grãos e certas frutas e vegetais. Reduzir a ingestão desses alimentos pode aliviar os sintomas da SIBO e ajudar as pessoas a identificar os alimentos que as provocam.

Alimentos FODMAP incluem:

getty images laticinios

=oligossacarídeos: trigo, leguminosas, cebola, espargos
=dissacarídeos (lactose): leite, iogurte, manteiga, queijos macios
=monossacarídeos (frutose e glicose): frutas, mel, alimentos com adição de açúcares
=polióis: frutas que contêm caroços (por exemplo, cerejas e pêssegos), maçãs, cogumelos, vagens

A dieta elementar é outra opção para pessoas com SIBO. É uma dieta baseada em líquidos que os médicos usam para tratar doenças digestivas graves. Essa dieta fornece nutrientes de forma fácil de digerir, possibilitando que o corpo absorva a maioria deles antes que as bactérias possam se alimentar deles.

Embora a dieta elementar pareça promissora, é cara, complicada e não sustentável. As pessoas não podem comer alimentos sólidos ou bebidas que não sejam água durante a dieta. É vital falar com um médico antes de tentar praticá-la.

Diferentes mudanças na dieta funcionam para pessoas diferentes, dependendo de seus sintomas e de como reagem a alimentos específicos. As pessoas que têm SIBO podem trabalhar com um médico ou nutricionista para adaptar sua dieta para gerenciar seus sintomas.

Complicações

SIBO- intestino sepalika
Ilustração: Sepalika

Populações anormalmente grandes de bactérias no intestino delgado podem ter efeitos negativos em todo o corpo. Supercrescimento bacteriano pode dificultar a absorção de gorduras e carboidratos dos alimentos. Também pode levar a deficiências de vitaminas e excesso de gases.

Outras complicações que uma pessoa com SIBO pode experimentar incluem:

=intestino gotejante
=desnutrição
=desidratação
=dor nas articulações
=prisão de ventre
=encefalopatia hepática (declínio da função cerebral devido a doença hepática grave)

Prevenção

Young woman running in wood, training and exercising for trail r
Pexels

Muitas pessoas relatam sintomas de SIBO meses após completarem a antibioticoterapia. A prevenção é um componente vital do gerenciamento da SIBO.

As pessoas geralmente desenvolvem SIBO como resultado de uma condição médica subjacente ou um defeito físico no intestino delgado. Abordar e controlar a causa raiz da SIBO reduzirá o risco de recorrência da pessoa.

Mudanças na dieta e no estilo de vida também podem impedir que a SIBO retorne. Comer muitos alimentos à base de plantas e evitar os excessivamente processados e açucarados permitirá que boas bactérias floresçam e impeçam o crescimento excessivo de bactérias nocivas. O exercício regular também pode ajudar a regular as funções digestivas do corpo.

Panorama

O supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO) é uma condição médica na qual uma pessoa tem uma população incomumente grande de bactérias em seu intestino delgado. É uma complicação de outras condições digestivas, como SII, doença de Crohn e doença celíaca.

Os tratamentos visam corrigir o equilíbrio de bactérias no intestino delgado. Antibióticos de amplo espectro podem tratar a SIBO, e algumas pessoas também precisam fazer mudanças na dieta para lidar com as deficiências nutricionais. Se possível, o tratamento deve abordar a condição médica subjacente que também causou a SIBO.

Os médicos ainda não entendem completamente a SIBO. Estudos atuais e futuros que explorem o microbioma intestinal humano e os resultados de mudanças na dieta no manejo de desordens digestivas terão um efeito profundo nos futuros tratamentos da SIBO.

Fonte: MedicalNewsToday

Cuidado com o ar-condicionado: ele pode causar choque térmico

Especialista do Hospital Cema explica o que fazer para minimizar os efeitos negativos do uso desse aparelho e quais danos à saúde ele pode causar

Temperaturas que chegam aos 36ºC facilmente. Pouca sombra, muito suor. Assim tem sido o verão no Brasil, e olha que só se passou um mês. Nessa situação, grande parte das pessoas recorre ao bom e velho ar-condicionado como forma de diminuir um pouco a sensação de calor. No entanto, a constante mudança de um ambiente quente para outro frio e vice-versa pode causar choque térmico, entre outros problemas.

“O choque térmico ocorre quando há uma mudança repentina na temperatura do corpo. A inversão da temperatura do ar inalado, por exemplo, causa ressecamento mucoso das vias aéreas, o que aumenta o risco de infecções”, explica o otorrinolaringologista do Hospital Cema, Leandros Sotiropoulos.

aire acondicionado para casa Hasta Importante El mejor aire acondicionado que puedes prar para una casa peque±a Proyecto

Além do choque térmico, o ar-condicionado, quando usado inadequadamente, pode deixar o organismo muito mais suscetível a problemas respiratórios. Uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP), envolvendo mais de 1.500 pessoas de escritórios da cidade, mostrou que um terço dos participantes expostos diariamente ao ar-condicionado sofria, com frequência, com sintomas, como coceira no nariz, irritação nos olhos, secura na garganta e desconforto, em geral.

A pesquisa apontou ainda que a falta de limpeza desses aparelhos fazia com que o ar circulante dentro do prédio contivesse mais fungos e ácaros do que o de fora, aumentando em até 10 vezes o risco de provocar doenças respiratórias.

O grande problema, no caso do ar-condicionado, é a falta de higienização adequada dos filtros. A limpeza desses aparelhos é fundamental, pois evita o acúmulo de resíduos, que causam a proliferação de ácaros, fungos, mofo e bactérias, que facilitam o aparecimento de problemas respiratórios”, detalha o médico. Por isso, o recomendável é que seja feita uma limpeza periódica do ar-condicionado. Já para evitar o choque térmico, existem duas medidas muito simples, que podem fazer toda diferença.

É comum que nos dias muito quentes as pessoas usem o ar-condicionado na potência máxima, mas isso não é indicado. “O ideal é programar o aparelho para temperaturas um pouco mais baixas que a externa. Se lá fora está 35 graus, não é necessário deixar a 18. Por volta de 24 graus já é o suficiente para refrescar bem”, diz o médico. Essa ação também ajuda a diminuir o ressecamento das mucosas das vias respiratórias.

“Vale lembrar que nosso corpo não consegue compensar as bruscas mudanças de temperatura de um minuto para outro. Isso não é comum na natureza”, detalha. Outra ação simples para que o corpo não sinta tanto a mudança de clima é desligar o ar-condicionado um pouco antes de sair do ambiente climatizado. Dessa forma, o organismo se equilibra novamente, diminuindo as chances de choque térmico.

pautacoracao

Além das doenças respiratórias, a mudança de um ambiente frio para outro quente pode fazer a pressão sanguínea cair, por causa dos mecanismos de circulação em vasos centrais e periféricos. Na situação inversa, ou seja, do quente para o frio, a pressão pode aumentar, elevando os riscos de acidentes cardiovasculares

Fonte: Cema