Arquivo da tag: baixa umidade do ar

Inverno: pele e cabelos exigem cuidados redobrados em dias de baixa umidade do ar

Com a queda das temperaturas e a umidade do ar mais baixa, é natural a diminuição da transpiração corporal, que colabora para o ressecamento da pele e cabelo. De acordo com um estudo publicado no British Journal of Dermatology, isso ocorre porque as células encolhem com o frio, prejudicando a proteína filagrina, que age na hidratação. Com a queda das reservas dessa proteína, a pele fica seca e sujeita a doenças como dermatite seborreica, dermatite atópica, psoríase e a ictiose.

Para o dermatologista do Hospital Santa Casa de Mauá, Antônio Lui, outros fatores também colaboram para esse ressecamento, como, por exemplo, os banhos quentes que removem a oleosidade natural e reduzem o manto lipídico, que retém a umidade da pele. “Entre os sintomas da pele ressecada estão a aparência opaca, descamação, sensação de aspereza, coceiras e alergias, além de um aspecto esbranquiçado”, explica.

Pinterest

Alguns hábitos podem amenizar essa aparência como manter uma alimentação saudável, rica em vitaminas, minerais e antioxidantes, que combatem os radicais livres e previnem o envelhecimento; evitar os alimentos mais gordurosos; reforçar a ingestão de líquidos para hidratação do organismo e uma pele macia e elástica; evitar esponjas, usar hidratante após o banho, de preferência com o corpo ainda úmido; evitar a esfoliação nesse período para não piorar o ressecamento; usar hidratante labial para evitar rachaduras e usar filtro solar diariamente.

Vale lembrar que as peles mais oleosas também podem sofrer com o inverno e que oleosidade não é sinônimo de hidratação, já que a condição é uma proteção contra a desidratação. O período é ideal para a realização de tratamentos dermatológicos como peelings, laser, depilação, entre outros.

Depositphotos

O frio também pode atingir o couro cabeludo e os cabelos, promovendo ressecamento, queda e opacidade. Para minimizar essas condições algumas dicas são bastante válidas como não deixar de lavar os fios constantemente, sendo que a água muito quente também não é recomendada, pois abre as cutículas, quebrando os fios, tirando o brilho e aumentando a oleosidade.

O condicionador é um grande amigo dos cabelos nos dias frios, já que sela as cutículas e confere mais brilho e maciez. Também é aconselhável optar por produtos adequados ao tipo de fio; secar bem os cabelos após a lavagem; controlar o uso de toucas e gorros, que podem reter a umidade impedindo a respiração adequada do couro cabeludo; além de ingerir bastante água e fazer uma alimentação saudável.

Oscilação de temperatura em um mesmo dia pode ‘estressar’ e desidratar a pele

Em um mesmo dia, a diferença de temperatura entre máximas e mínimas pode chegar a 15ºC. Isso faz com que a nossa pele fique estressada, pois recebe estímulos diferentes do meio ambiente. Dermatologista explica como prevenir problemas

Nos últimos dias, principalmente o sudeste do Brasil tem virado refém das oscilações de temperatura em um mesmo dia, de forma que o calor provocado pelo sol, em questão de horas, vence e é vencido pelo frio de inverno.

“Num intervalo de 24 horas, experimentamos temperaturas muito altas e muito baixas, com diferenças de máximas e mínimas que podem chegar a 15ºC. Isso é motivo de preocupação para a imunidade do nosso corpo e pode causar também problemas de pele, por conta desse estresse constante das oscilações”, diz o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

antipoluicao pele mulher.png

“Quando falamos em estresse por conta das oscilações, estamos nos referindo aos estímulos que o meio ambiente dá à pele: enquanto o calor instiga a produção de oleosidade, o frio (juntamente com a baixa umidade do ar) retira até 25% da umidade da nossa pele, causando ressecamento”, completa o médico.

O dermatologista explica que, por meio do suor, o corpo regula sua temperatura, preservando calor durante temperaturas quentes e frias, respectivamente: “O problema é que as grandes variações em um mesmo dia podem confundir nosso corpo e aumentar o estresse fisiológico. Com isso, fisiologicamente nosso corpo tem dificuldade na regulação da ingestão de líquidos, resultando em desidratação, cãibras musculares e fadiga, que podem deixar a pele com aspecto cansado, sem viço e desidratada”.

O problema é que, no período noturno, geralmente o frio é mais rigoroso e algumas pessoas usam o aquecedor, como forme de ter uma noite menos “gelada”. “Mas esse aquecimento retira muita umidade da nossa pele, favorecendo ressecamento, vermelhidão, secura e irritação. A situação pode piorar se no dia seguinte o calor tomar conta, pois a pele ficará mais oleosa e não necessariamente mais hidratada, pois hidratação da pele é um equilíbrio entre água e óleo. Nesse caso, teríamos excesso de óleo e falta de água”, diz. Além de manter a pele hidratada, o dermatologista diz que o umidificador de ar pode ajudar.

Para enfrentar o problema, que também pode causar rachaduras na pele, levando a uma maior secura e sensibilidade, o dermatologista indica cremes reparadores e altamente hidratantes, com substâncias que promovam hidratação imediata e duradoura, como Hyaxel e Overnight Repair (que deve ser usado à noite). Outra boa dica é manter sempre por perto o hidratante com antioxidantes como Alistin, Exo-P e Vitamina C e o protetor solar.

Para potencializar ainda mais o efeito do hidratante, o médico indica evitar contato com poeira, poluição do ar e lugares lotados. “Lave as mãos frequentemente com sabão e água morna. E use um hidratante específico para as mãos. Também é importante manter-se hidratado, portanto beba muita água”, diz o médico.

mulher bebendo agua pixabay
Pixabay

Outro cuidado é com relação à dieta, de forma que é necessário comer bem durante o almoço e jantar para ajudar o corpo a lidar com as flutuações de temperatura e resistir a infecções. “Prefira alimentos quentes durante o período noturno e alimentos frescos durante o dia. Chá e café durante o dia devem ser evitados, pois eles ajudam a causar desidratação. Os nutracêuticos também podem ser aliados nesse processo, com substâncias como InCell e FC Oral, para promover nutrição e hidratação celular, de dentro para fora”, finaliza.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; diretor clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical Scho

Olhos também sofrem nesta época do ano

beautiful_colored_eye_free_vector_47736

Com este tempo seco típico do inverno e as mudanças bruscas na temperatura, lembramos de cuidar da pele, do cabelo e de nos hidratar. Ao sair de casa, tentamos evitar lugares muito cheios e horários em que a umidade relativa do ar não esteja tão baixa. Porém, quase todos se esquecem dos olhos, que são muito afetados pelo clima.

O oftalmologista Kleyton Barella explica que o inverno é caracterizado pelo clima frio e a queda da temperatura, e que isso pode levar o aumento da incidência de doenças oculares como a conjuntivite, blefarite, olho seco e alergias, conhecidas como doenças na superfície ocular. “O ideal é que façamos a prevenção para cada uma das doenças mais comuns nessa época do ano”, explica.

Para prevenir as doenças oculares típicas do inverno, confira as dicas a seguir:
Conjuntivite: inflamação na conjuntiva (membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra). Para preveni-la é importante manter as janelas abertas e as mãos sempre higienizadas, não compartilhar toalhas ou outros itens que possam ser colocados nos olhos e evitar a manipulação ocular desnecessária (ou seja, coçar demais os olhos), explica Barella.
Blefarite: inflamação não contagiosa na região das pálpebras que se caracteriza pelo excesso de um óleo produzido por uma glândula localizada na pálpebra, o que cria uma condição favorável para o aparecimento e crescimento de bactérias. Para evitar a produção excessiva desse óleo, o ideal é ter uma dieta balanceada, sem excesso de gorduras, alimentos condimentados, enlatados e álcool. Além disso, é importante higienizar diariamente os olhos com produtos indicados pelo seu oftalmologista.
Síndrome dos olhos secos: anomalia na produção e qualidade da lágrima, pode provocar o ressecamento da córnea, conjuntiva e superfície dos olhos. Para prevenir esse quadro, é sempre importante usar óculos em ambientes de sol ou vento (com proteção UVA e UVB), além de lubrificantes oculares, caso seja receitado pelo seu médico.
Alergias: um dos grandes vilões dos alérgicos é o ácaro. Por isso, antes da chegada do inverno, lave e seque roupas e acessórios que ficaram muito tempo guardados, como blusas, casacos, cachecóis entre outros. Além disso, evite coçar os olhos e mantenha as janelas abertas o máximo que conseguir. O importante é que, ao apresentar sintomas de alguma dessas doenças, como ardência, coceira, sensação de corpo estranho ou areia nos olhos, o paciente procure um médico oftalmologista, para que se inicie o tratamento correto. “O importante é que as pessoas procurem atendimento especializado e não se automediquem ou utilizem colírios sem prescrição médica, o que pode comprometer o quadro clínico e dificultar o tratamento como um todo”, finaliza o médico.

Fonte: Hatsu