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Chocolate contém muito açúcar e gordura e deve ser consumido com moderação

O almoço de domingo já costuma ser o vilão das rotinas saudáveis de alimentação. Mas quando chegam as datas especiais como Natal, Réveillon, Páscoa e demais feriados, a situação se torna mais crítica. A Páscoa em especial, se tornou o maior risco porque a população começa a ser exposta aos irresistíveis ovos de páscoa um mês e meio antes da data.

E todos fazem um agradinho, dando chocolate para alguém. No fim, o que se vê é um estoque que, para muitos, vai durar até dois meses. Ou seja, é nessa fase que alguns comem chocolate por quase quatro meses. E as principais vítimas são as crianças. Estas certamente recebem ainda mais presentinhos da família toda.

O médico Cid Pitombo, especialista em tratamentos em obesidade, alerta que o risco da obesidade nunca esteve tão presente em nossas vidas. “A Covid veio mais uma vez para nos alertar. A obesidade piora as chances de a pessoa se recuperar quando fica doente. Ou seja, ela não somente provoca doenças, como câncer, infarto, doenças coronarianas. A obesidade prejudica a cura porque os órgãos dos obesos normalmente funcionam no limite, sem reservas quando se necessita. E quando mais um fator chega, como um vírus que provoca mais inflamações ou prejuízo de oxigenação, como o SarsCov-2, da Covid, que afeta o pulmão, o nível de gravidade é maior. Por isso, meu apelo: controlem a alimentação até mesmo na Páscoa”.

De acordo com o médico, em vez de emagrecer, na pandemia, as pessoas engordaram. “Por mais que foram alertados para ter cuidado com o ganho de peso, a maior parte da população ganhou peso. O confinamento e sedentarismo levam inevitavelmente a mudanças comportamentais e busca maior por alimentos que nos dão prazer, como doces, alimentos gordurosos, massas e bebidas alcoólicas. No caso dos portadores de obesidade mórbida, o isolamento era ainda maior, pois sair à rua aumentava mais ainda a chance de contaminação. Controlar esses mecanismos envolvem tanto o apoio emocional, quanto uma rigorosa vigília no que se come. Uma dica é sempre que for ao mercado ou mesmo fazendo a compra on-line faça alimentado, sem fome”.

O que os médicos buscam é alertar para o fortalecimento da saúde em vários aspectos: dormir bem, praticar atividades físicas, consumir boa quantidade de líquidos e comer alimentos naturais, saudáveis, encontrados no hortifrúti. “Não tem fórmula mágica para se salvar da Covid. Não são própolis ou vitamina D que impedem o vírus de se reproduzir. Mas o organismo precisa estar mais preparado. É cuidado integral. Quem hoje está no peso ideal, certamente está com menos problemas psicológicos, porque sente menos medo de agravar. É claro que ninguém está fora de risco, a doença atingiu pessoas sem comorbidades, jovens, magras, até atletas. Mas a incidência de agravamento foi menor”, afirma o médico.

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Que completa: “A Páscoa é uma época especial, que na nossa cultura envolve consumo de chocolate, procurar os ovinhos…nada de errado com isso, mas nós, médicos, temos a obrigação de informar que é um alimento com muita gordura e açúcar, que deve ser consumido com atenção e limites. Um ovo de páscoa em média, sozinho, tem 20% a mais de toda gordura e açúcar que precisamos consumir em um dia. É algo que temos que ter em mente para nos controlarmos”.

Pitombo aconselha: comer com moderação é a melhor alternativa.

Fonte: Cid Pitombo é médico especialista em tratamentos de obesidade e cirurgia bariátrica por videolaparoscopia. Referência nacional em seu segmento de atuação, com 30 anos de experiência, sendo 22 com bariátricas. É proprietário da Clínica Cid Pitombo, onde realiza atendimento multidisciplinar para tratamento de obesidade, com acompanhamento psicológico e nutricional para cerca de 100 pacientes por mês, de todo o Brasil. Tem mestrado e doutorado em temas ligados à obesidade e é editor do livro Obesity Surgery: Principles and Practice.

Falta de hábitos saudáveis e adesão ao tratamento do diabetes tipo 2 podem agravar doença

20 milhões de brasileiros deverão ser impactados silenciosamente por essa doença crônica e progressiva até 2045

Já se sabe que pessoas com diabetes estão no grupo de risco para desenvolverem o quadro grave da Covid-19. Porém, não é só esse risco que preocupa especialistas. Médicos, instituições e a Organização Mundial da Saúde, apontam a preocupação com o controle de doenças crônicas e progressivas, enquanto o mundo ainda enfrenta a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

O receio é que, após a pandemia, seja detectado um aumento de casos graves do diabetes tipo 2 e outras complicações associadas à doença, provocados pelo estresse, dieta pobre em nutrientes e a falta de atividade física. Com a aproximação do Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, é importante reforçar sobre o cuidado e conscientização sobre a doença.

Segundo o Atlas de 2019 da International Diabetes Federation, o Brasil tem 16.8 milhões de pessoas com diabetes, ocupando 5º lugar no ranking mundial. A estimativa para 2045 é de 20 milhões. O Brasil ainda é o 6º país com maior número de pessoas não diagnosticadas, com 7.7 milhões, além dos possíveis 40 milhões de brasileiros com pré-diabetes. Nessa condição, a pessoa já apresenta alterações no nível de glicose e cerca de 30% de chance de apresentar complicações características do diabetes. Esse cenário aumentou a preocupação de endocrinologistas neste momento de pandemia, como destaca a especialista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Tarissa Beatriz Petry.

“Muitos casos podem ter se agravado durante o isolamento social. É importante salientar que estamos falando de uma doença silenciosa, podendo levar anos para manifestar sintomas, e as pessoas não devem negligenciar sua saúde. Além do uso correto das medicações já prescritas, o retorno ao médico é fundamental para ajustes necessários, a fim de manter a doença sob controle”. A endocrinologista ainda aponta que é importante lembrar que os hormônios do estresse são contrarreguladores no equilíbrio da glicemia, ou seja, tem ação contraria à insulina, favorecendo o aumento da glicose no sangue.

Nos últimos anos, novos medicamentos surgiram e ampliaram as opções para o tratamento desta enfermidade. Entre os fármacos que podem ajudar no tratamento estão os análogos do hormônio GLP-1 e os inibidores da SGLT-2. Uma nova geração de insulinas também tem melhorado a posologia para os pacientes. Porém, mesmo com essas novas associações de medicações a adesão não é fácil. A maioria tem dificuldades em tomar medicações corretamente e manter o estilo de vida saudável.

Em 2019, a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), feita pelo Ministério da Saúde, já mostrava que 44,8% da população geral relatou um nível insuficiente de atividade física, menos de 75 a 150 minutos por semana, e apenas 34,3% descreveu consumo regular de frutas e verduras, “podemos ter esse ano uma piora ainda maior desses hábitos, por conta do período de isolamento e todo estresse causado pelo atual momento. As pessoas devem manter ou retomar urgentemente a atividade física, ter uma alimentação saudável e ficar de olho nas taxas de glicemia. Qualquer alteração, deve-se procurar atendimento médico”, explica Tarissa.

O controle da doença sempre foi um problema enfrentado pelas pessoas com diabetes, que pode ter sido agravado com a chegada da pandemia. O Coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o cirurgião Ricardo Cohen, aponta um estudo brasileiro que mostrou que cerca de 70% dos pacientes com o tipo 2 da doença, não apresentam controle glicêmico adequado.

“Vivemos há anos uma epidemia global do diabetes, uma doença crônica e progressiva. Os pacientes que não têm controle com medicamentos, a melhor opção é a cirurgia metabólica. Com a pandemia, podemos ter um aumento de pessoas que necessitem do tratamento cirúrgico”, diz.

Benefícios da cirurgia metabólica

Ilustração: RACGP

A cirurgia metabólica é definida como qualquer intervenção sobre o tubo digestivo, que tem como finalidade o controle do diabetes tipo 2. Os resultados podem ser detectados já a curto prazo. Estudos indicam que 90% dos pacientes que são submetidos ao procedimento cirúrgico não precisam mais utilizar a insulina para manter o tratamento da doença, e muitos não necessitam mais de medicamentos via oral, além de obterem redução do peso, controle do colesterol, pressão arterial e redução de complicações renais.

Uma pesquisa inédita do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, publicado na Jama Surgery em junho deste ano, apontou que a cirurgia metabólica é o tratamento mais eficaz para impedir a progressão da doença renal crônica precoce em pacientes com diabetes tipo 2. O estudo detectou a remissão da albuminúria (perda da proteína albumina na urina e importante indicador de insuficiência renal), em 54,6% dos pacientes após tratamento clínico e 82% após a cirurgia metabólica por bypass gástrico em Y de Roux.

“A remissão de mais de 80% da albuminúria e das lesões renais, com o tratamento cirúrgico significa evitar a progressão da doença e, consequentemente, reduz a necessidade de fazer diálise e transplante de rins. Além de diminuir fatores de risco que podem levar a infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, avalia o cirurgião.

Ilustração: Medscape

Em outubro, um estudo sueco publicado no New England Journal of Medicine, que comparou pacientes submetidos a cirurgias bariátricas e metabólicas versus os tratados clinicamente, após 24 anos de acompanhamento, comprovou que os submetidos à cirurgia têm 30% menor risco de morte cardiovascular, quando comparados aos que receberam apenas medicamentos. Os tratados cirurgicamente ainda tiveram 13% menos risco de morte por câncer, e ainda ganharam mais de três anos de sobrevida.

“O levantamento ainda apontou que quanto mais cedo o paciente é submetido a cirurgia, maiores são os benefícios em relação as possíveis complicações do diabetes tipo 2 e sobrevida. O procedimento cirúrgico deve ser considerado cada vez mais cedo como tratamento, assim como o medicamentoso. Isso pode salvar vidas”, esclarece Ricardo Cohen, que também fez parte do artigo. “Retardar as cirurgias metabólicas coloca pacientes em risco de complicações graves e mortalidade”, complementa.

Por conta disso, a necessidade de ampliar o acesso à cirurgia metabólica, é ainda maior, principalmente em casos mais graves, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto com as operadoras de saúde. O procedimento já é regulamento pelo Conselho Federal de Medicina desde 2017, e está em aberto uma consulta pública da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para integrar o rol de procedimentos pagos pelos operadores de planos de saúde, que pode ser acessada pelo site. Após entrar na página, basta clicar em “Quero Participar” e depois em “Participar da Consulta Pública”.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Obesidade está presente em metade das internações por Covid-19 nos EUA e na França

Os estudos mais recentes sobre o novo Coronavírus (Covid-19), divulgados na última semana na França e nos Estados Unidos, apontam que a obesidade está presente em mais da metade dos pacientes internados e também naqueles que precisam de ventilação mecânica.

“Por meses, a idade e doenças como diabetes e hipertensão apareceram como fatores determinantes de risco, mas agora estudos conduzidos nos Estados Unidos e na França constataram que a obesidade é fator crônico mais importante e o maior marcador para fator de agravamento, principalmente em pacientes jovens e em pacientes que necessitam de respiradores nos hospitais”, informa o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCBM), Marcos Leão Vilas Bôas.

Ele lembra que a SBCBM trabalha para conter a epidemia da obesidade no Brasil. “Agora, mais do que nunca, precisamos de políticas mais eficazes para combater a obesidade e as doenças crônicas associadas a ela, Diabetes Tipo 2, problemas no coração, hipertensão e problemas respiratórios. Já que este pacientes, uma vez infectados, correm um maior risco de exibir complicações sérias, se comparado a uma pessoa saudável”, completou Villas Bôas.

Estados Unidos

mulher gordinha obesa pixabay

Segundo dados divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do Departamento de Saúde dos Estados Unidos, divulgado no dia 8 de abril, a obesidade é a condição mais comum entre pacientes com Covid-19 hospitalizados entre 18 e 65 anos. O relatório do Covid-Net foi realizado entre 1º e 30 de março, primeiro mês de vigilância nos Estados Unidos, em 99 municípios de 14 estados americanos.

Para aproximadamente 180 adultos hospitalizados 89,3% apresentavam outras doenças crônicas, sendo as mais comumente relatados a hipertensão (49,7%), obesidade (48,3%), doença pulmonar crônica (34,6%), diabetes mellitus (28,3%) e doença cardiovascular (27,8%). Entre jovens e adultos internados, com idades entre 18 e 49 anos, 59% são obesos. Na faixa etária entre 50 e 64 anos, o número de obesos nos leitos é de 49%. Apenas entre idosos, com idade igual ou superior a 65 anos, a obesidade é superada pelos casos em que pacientes apresentam histórico clínico de hipertensão arterial.

Diante destes dados, na última segunda-feira (13), o CDC estadunidense atualizou o rol de comorbidades que são consideradas de risco diante da epidemia e incluiu a obesidade entre os fatores. No Reino Unido, desde o dia 16 de março, a obesidade é considerada um fator de risco.

Já os médicos do centro de saúde da NYU Langone, em Nova York realizaram o maior estudo até agora de internações nos EUA para o Covid-19. Intitulado “Fatores associados a hospitalização e doença crítica entre 4.103 pacientes com doença de Covid-19 na cidade de Nova York “, publicada em 11 de abril no servidor de pré-impressão medRx, o estudo constatou que a obesidade, que é uma doença inflamatória, foi o maior fator decisivo nas internações, depois da idade, o que pode indicar o papel das reações hiperinflamatórias que ocorrem nas pessoas com a doença.

“A condição crônica com a associação mais forte com doenças críticas foi a obesidade, com uma razão de chances substancialmente mais alta do que qualquer doença cardiovascular ou pulmonar”, escreveu o principal autor Christopher M. Petrilli, da NYU Grossman School.

Na França, estudo aponta risco elevado para obesos

mulher obesa consulta

Outro estudo francês – publicado pelo Instituto Lille Pasteur, trabalho da Universidade de Lille, o Departamento de Terapia Intensiva e o Centro Integrado de Obesidade da cidade francesa de Lille – aponta que a obesidade está associada a casos mais graves de Covid-19, quando requer uso de respiradores.

Segundo a pesquisa, a gravidade da doença aumenta de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC) do paciente. O resultado mostra que, de maneira geral, 68,6% dos pacientes com IMC acima de 30 e obesidade grave precisaram de ventilação mecânica durante o internamento. A proporção de pacientes que necessitaram de ventilação mecânica foi maior nos pacientes com IMC >35 kg/m2 (85,7%).

Neste estudo de coorte retrospectivo, eles analisaram a relação entre as características clínicas, incluindo o índice de massa corporal (IMC) e a necessidade de ventilação mecânica invasiva (VMI) em 124 pacientes consecutivos internados em terapia intensiva por Sars-CoV-2, em um único centro francês.

Cirurgia bariátrica e metabólica

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Ilustração: Medscape

Em contrapartida, pacientes que perderam peso, inclusive o que passaram pela cirurgia bariátrica e metabólica não são considerados grupo de risco. Segundo a SBCBM, os cuidados dos pacientes bariátricos devem ser os mesmos de uma pessoa normal – a não ser os pacientes com idade avançada que, assim como os demais devem redobrar os cuidados.

“O paciente que passou pela cirurgia perdeu peso, reduziu as doenças associadas e teoricamente está com mais saúde. Sua respiração, sistema fisiológico e metabolismo estão melhores do que se estivesse ainda com a obesidade. Os benefícios da cirurgia bariátrica são importantes no enfrentamento de qualquer epidemia”, finaliza Vilas Bôas.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCBM)

Cirurgia bariátrica não pode ser entendida como questão estética, diz especialista

Dados revelam crescimento dos números de procedimentos para redução de estômago no Brasil

Uma pesquisa recém divulgada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apontam para o crescimento no volume de intervenções realizadas no Brasil: houve um salto de 85% na quantidades de procedimentos feitos entre 2011 e 2018. Ao todo, a entidade estima que nos 7 anos contabilizados, 424.682 realizaram a chamada redução de estômago. Ainda de acordo SBCBM, no Brasil estima-se que 13,6 milhões de pessoas têm o perfil para se submeter ao procedimento.

Essa realidade é reforçada por dados do Ministério da Saúde: uma em cada cinco brasileiros está acima do peso. Atualmente, a obesidade é uma das condições de saúde mais presentes na população e está relacionada tanto a fatores genéticos quanto hábitos de vida pouco saudáveis, como alimentação desequilibrada e sedentarismo.

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Iluatração: Medscape

De acordo com o cirurgião bariátrico Thales Delmondes Galvão, contudo é preciso alertar a população sobre os critérios que tornam uma pessoa elegível à intervenção. Um dos fatores limitantes e essenciais para a realização da cirurgia está relacionado ao perfil de paciente.

“A redução de estômago é recomendada para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40, ou maior que 35, desde que possuam um conjunto de doenças associadas à obesidade, como diabetes, hipertensão e dislipidemias (anomalias dos lipídios no sangue). Além disso, a cirurgia também é recomendada para pacientes com o IMC maior que 30 com diabetes de difícil controle”, explica o médico.

Saúde x Estética

A imagem mais esbelta e a busca por padrões de medida tidos como os ideais salta aos olhos de quem desconhece o tema a fundo. Nas mídias sociais, páginas de pessoas que obtiveram rápida perda de peso ressaltam o apelo visual como principal fator de referência sobre o tema. No entanto, Galvão alerta que é preciso cautela para que a redução de estômago não seja encarada como uma mera cirurgia estética.

barriga emagrecer

“Conceitualmente, a beleza deve ser o último fator para o paciente procurar a cirurgia bariátrica. Por conta de todos os riscos presentes no diagnóstico, a qualidade de vida deve ser priorizada”, explica o médico.

Caso o paciente opte por realizar a redução de estômago, é necessário reforçar que a cirurgia não é a única ação a ser tomada para o início de uma vida mais saudável. O paciente deve buscar acompanhamento de uma equipe multidisciplinar que vai além do cirurgião e inclua ainda cardiologista, nutricionista, endocrinologista, fisioterapeuta, pneumologista e psicólogo. Desta forma, o apoio pré e pós o procedimento cirúrgico estará garantido.

Fonte: Thales Delmondes Galvão é especialista em Cirurgia Aparelho Digestivo, Especialista em Cirurgia Bariátrica, SBCBM