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Atividades físicas podem ser aliadas no tratamento de doenças respiratórias

Muitos pacientes de doenças respiratórias evitam praticar qualquer atividade física pelo medo de trazer à tona sintomas como tosse e falta de ar. Mas pesquisas apontam os benefícios da prática regular de atividades físicas para pacientes de asma e de DPOC. Com tratamento contínuo e acompanhamento de um pneumologista, é possível levar uma vida sem limitações.

A asma geralmente surge na infância, apresenta crises repetitivas de falta de ar e chiado no peito e é frequentemente chamada, erroneamente, como a bronquite. A DPOC é mais frequente em pessoas com mais de 40 anos, é causada principalmente pelo cigarro e popularmente pode ser entendida como bronquite com enfisema no pulmão, e se agrava progressivamente. Ambas são extremamente comuns no Brasil e são caracterizadas principalmente pela inflamação crônica dos brônquios e obstrução das vias aéreas. Outro aspecto em comum são os sintomas, como chiado no peito, falta de ar e tosse, que se manifestam com mais frequência quando a doença não está controlada.

asma mulher praia

Para mantê-las sob controle, especialistas recomendam então evitar a exposição a determinados alérgenos como ácaros, mofo e cigarro. Além disso, a prática frequente de esportes pode afastar reduzir as crises de asma e os sintomas da DPOC. O pneumologista e diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, Mauro Gomes, desmistifica a crença de que pacientes de doenças respiratórias não podem realizar esportes.

“Sintomas como tosse e falta de ar podem, sim, ser desencadeados por esforço físico, mas isso não deve ser uma desculpa para não os realizar. Ao fazer algum tipo de atividade aeróbica três vezes por semana, como corrida, natação ou ciclismo, você ajuda a fortalecer a musculatura do tórax e das pernas, melhora o condicionamento cardiorrespiratório e minimiza a sensação de falta de ar, que se torna se menos frequente” explica.

Gomes oferece algumas dicas de atividades e esporte que auxiliam no controle e tratamento das doenças. “A prática de qualquer atividade aeróbica é benéfica, seja caminhada, corrida, ciclismo ou outro esporte”

No caso da asma, 90% dos pacientes não têm controle sobre a doença no Brasil. O que é um dado muito preocupante, pois de acordo com o nível da gravidade, a asma pode provocar sérios impactos na vida do paciente, tais como insônia, fadiga, diminuição do nível de atividades. Para que os pacientes tenham um controle pessoal sobre a gravidade da asma, a Iniciativa Global para Asma (Gina) disponibiliza algumas perguntas de autoavaliação. Se nas últimas quatro semanas o paciente tiver sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos devido à asma, se fez uso do medicamento de alívio mais de duas vezes por semana e/ou se possui qualquer limitação de atividade devido à asma, é considerado que a doença não está sob controle.

Já a DPOC é causada principalmente pelo consumo de cigarro. Essa condição atinge cerca de 14,9% da população brasileira com idade superior a 40 anos e ainda assim 50% dos pacientes são diagnosticados quando a doença já está em estágio moderado. Assim como a Gina, a Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Gold) também possui indicadores chave para considerar o diagnóstico de DPOC e existem cinco perguntas básicas (Gold) que ajudam a identificar pacientes que podem ter a doença, a qual pode ser confundida com sinais do processo de envelhecimento:

• Ter mais de 40 anos;
• Ser fumante ou ex-fumante;
• Ter tosse frequente;
• Apresentar expectoração ou “catarro” constante
• Cansaço ou falta de ar ao fazer esforço, como subir escadas ou caminhar.

Gomes ressalta que aos primeiros sinais de cansaço, tosse, pigarro e falta de ar contínuos é recomendável buscar ajuda de um especialista, “No caso da DPOC, a prevenção é a melhor escolha para não desenvolver a doença, enquanto pacientes de asma devem estar sempre em alerta para os riscos de crises”.

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O tratamento contínuo com medicamentos apropriados de prevenção, melhoram significativamente a função pulmonar dos pacientes e minimizam o risco de crises. Tratamentos complementares como a prática de atividade física regular e vacinação também contribuem para uma melhor qualidade de vida.

Fonte: Boehringer Ingelheim

Asma no inverno: cinco dicas para evitar as crises

As pessoas que sofrem com asma, ou que conhecem alguém que tem a doença, sabem que é preciso estar sempre em alerta para os riscos de crises. Como a condição acompanha o paciente ao longo da vida, o acompanhamento médico e os cuidados devem ser mantidos durante todas as estações. Apesar de haver muita preocupação com as doenças pulmonares crônicas durante o verão, o inverno também pode apresentar algumas armadilhas para esses pacientes. Confira alguns cuidados para evitar as crises durante a estação mais fria do ano!

1. Cuidado com ar-condicionado/aquecedores

arcondicionado

As mudanças de temperatura entre ambientes externos e internos são típicas do inverno. A tentativa de se aquecer pode acabar em armadilha para pacientes asmáticos, porque a oscilação de temperatura é um dos gatilhos para as crises. O pneumologista Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, aponta que “a mucosa nasal das pessoas que possuem asma é mais sensível e detalhes como o ar mais seco, poeira, fumaça do cigarro, poluição e até mesmo o pólen podem ser estímulos para uma reação alérgica”, explica o médico. Além disso, a poluição das grandes cidades também pode contribuir para a piora da doença. A dica é manter sempre o ambiente arejado e fazer a limpeza das narinas para evitar ressecamento.

2. Roupas de cama e agasalhos

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Com as baixas temperaturas, blusas e cobertores são indispensáveis para se aquecer. Como vivemos em um país tropical, mantas e casacos peludos costumam sair dos armários só entre julho e setembro, o que pode ser um gatilho para os asmáticos, pois nesse tempo em que ficam guardados, acumulam muita poeira e ácaros. Os asmáticos devem saber se estão com a doença controlada. A Iniciativa Global para a Asma (Gina) afirma que há alguns indícios que podem indicar a falta de controle da asma, apresentados nas últimas quatro semanas: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos, necessidade de medicamento de resgate mais de duas vezes por semana e limitações na rotina. Nesses casos, o médico afirma que “os alérgicos devem evitar o contato direto com agentes alergênicos como ácaros, poeira doméstica, mofo, fumaça, pelos de animais e pólen, e dar preferência aos edredons, cobertores, casacos e travesseiros fabricados com material sintético e/ou antialérgico”.

3. Deixe o cigarro de lado

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A asma é uma doença crônica e inflamatória de causa alérgica que leva à falta de ar e chiado no peito, e aliada ao consumo de cigarro torna-se ainda pior. Em um estudo feito com mais de 10.000 pacientes asmáticos foi reportado que 59% dos pacientes tinham a doença fora de controle, 19% a tinham bem controlada e apenas 23% conviviam com ela totalmente controlada. O estudo indicou que os pacientes que convivem com ela mal controlada são mais frequentes entre fumantesii.

4. Esteja sempre com as vacinas em dia

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

“Infecções virais, como gripes e resfriados, são muito comuns nesta época do ano e podem provocar ou piorar as reações alérgicas. Para minimizar as ocorrências de crises, é extremamente importante fazer o tratamento correto das alergias respiratórias durante todo o ano e estar sempre atento às campanhas de vacina contra gripe” afirma Gomes.

5. Não deixe o tratamento de lado

medico mulher teste pulmão

Quando a asma não é diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar a internações e até à morte. Os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 2015 indicam que as enfermidades crônicas não transmissíveis, como a asma, foram a causa de cerca de 72,6% das mortes no Brasil. O número é espantoso, porque 10% da população brasileira possui a condição no país. Uma das opções de tratamento é o tiotrópio, que melhora a função pulmonar e reduz em 21% o risco de exacerbações em pacientes com asma grave e muito grave.

Fonte: Boehringer Ingelheim

Dia Mundial do Diabetes: campanha leva cabine de fotos ao Parque Ibirapuera

Para alertar sobre as consequências do diabetes tipo 2 ao coração, ação presenteia população com um retrato fotográfico em clima vintage numa Kombi original dos anos 1970

Para conscientizar a população em relação aos cuidados com o diabetes tipo 2 e as doenças cardiovasculares, a Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly participam de ação especial organizada pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que acontece hoje, 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Quem circular pelo tradicional parque poderá não só obter mais informações sobre a doença, como conhecer e participar da campanha “Junto Ao Seu Coração”, que, baseada na ideia de que queremos ter próximo ao coração as pessoas que nos fazem bem, estimula a importância do cuidar do outro.

Isso significa lembrar, alertar e incentivar as pessoas queridas a adotarem hábitos saudáveis de vida, estratégias que auxiliam na luta contra o diabetes tipo 2, doença que acomete 14 milhões de brasileiros e faz do país o quarto no ranking mundial da patologia.

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As pessoas, que circularem próximo à marquise do parque, vão ganhar um retrato fotográfico feito na hora, dentro de uma Kombi vermelha, e poderão marcar alguém querido nas redes sociais nessa foto – uma forma de lembrar e cuidar daquela pessoa especial, usando a hashtag #JuntoaoSeuCoração.

Diretamente relacionado à obesidade e ao sedentarismo, o diabetes tipo 2 corresponde a 90% dos casos da doença diagnosticados no mundo². Sem cura, mas com opções de tratamento, o diabetes tipo 2 ainda é subestimado pelas pessoas. Entre as principais complicações da patologia estão as doenças cardiovasculares, mas pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência indicou que menos da metade dos entrevistados (42%) citou as doenças cardíacas como as consequências mais relevantes do diabetes — e, mesmo entre os diabéticos, elas só foram mencionadas por 56%.

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Serviço
14/11 – Dia Mundial do Diabetes, das 10h às 16h
Na marquise e estacionamento do Parque Ibirapuera

Alerta de verão: mofo pode causar crises respiratórias

Na estação mais úmida do ano é comum a proliferação de mofo e bolor, fungos que irritam as vias aéreas e podem causar crises de asma e alergias

O verão não é só a estação mais quente do ano, como também é o período de maior incidência de chuva. A umidade da temporada é, no geral, benéfica para as vias respiratórias, porém é preciso ter cuidados extras para evitar a propagação de mofo, muito comum nessa temporada, que cresce em ambientes fechados e úmidos como armários e guarda-roupas. Além de danificar móveis, pinturas e roupas, o mofo pode ser muito prejudicial para a saúde e provocar crises alérgicas e de asma.

Estima-se que o Brasil tenha aproximadamente 20 milhões de pessoas com asma, segundo dados da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia)[i], doença que é a quarta causa de internação hospitalar no Brasil[ii]. Marcelo Fouad Rabahi, Professor Titular de Pneumologia na UFG (Universidade Federal de Goiás), explica que a presença de mofo nos ambientes é um fator desencadeante da asma: “Asma é uma doença crônica, ou seja, uma vez que o paciente é diagnosticado ele irá conviver com a condição para o resto da sua vida. Por isso, é importante ficar atento aos gatilhos que podem causar as crises de falta de ar, e o mofo – ou bolor – é um fator recorrente no verão”.

O mau cheiro e manchas escuras em paredes e móveis podem ser sinais da presença de bolor. Para evitar o crescimento de mofo durante o verão é importante caprichar na limpeza dos ambientes e móveis com produtos que eliminem os micro-organismos, como vinagre e água sanitária. Manter os espaços arejados e favorecer a entrada de luz do sol também ajudam a acabar com os fungos, já que eles se reproduzem em lugares úmidos, com pouca ventilação e baixa incidência solar.

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Foto: Photolibrary

Além de evitar contato com alérgenos que possam causar as crises, é importante que as pessoas diagnosticadas com asma tenham um acompanhamento médico e tratamento medicamentoso adequado para manter a doença controlada. Dados recentes do DATASUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil) mostram que três pessoas com idades entre 5 e 64 anos morrem a cada dia por asma no Brasil[iii], com mais de 2 mil óbitos entre 2009 e 2013. Ainda de acordo com os dados do Ministério da Saúde, entre 2011 e 2015, mais de 320 mil internações aconteceram por decorrência da asma.

São dados alarmantes para uma doença que pode ser controlada. Prof. Rabahi explica que isso acontece porque as pessoas costumam subestimar os sintomas da asma, até que um episódio mais grave aconteça. “As pessoas não dão importância aos pequenos sinais que mostram que a asma não está controlada, como desconforto ao dormir e dificuldade para realizar atividades de esforço físico, e acabam sendo surpreendidas quando sofrem piora. Assim, ficam mais suscetíveis a crises de falta de ar e exacerbações, que podem levar a internações e até a morte”.

Como saber se asma não está controlada?

Segundo o GINA (Global Initiative for Asthma)[iv], principal órgão internacional que reúne os estudos sobre a doença e elabora diretrizes de tratamento, é possível saber que a asma não está controlada caso a pessoa tenha sentido um dos itens listados abaixo pelo menos uma vez nas últimas quatro semanas:

§ Sintomas diurnos mais de duas vezes por semana;
§ Qualquer despertar noturno causado pela doença;
§ Uso de medicamentos para alívio da falta de ar mais de duas vezes por semana;
§ Se a asma estiver limitando as suas atividades cotidianas.

O especialista reforça: “Caso sejam identificados quaisquer sinais listados acima, procure seu médico para entender se seus sintomas realmente não estão controlados e rever os medicamentos e doses para o tratamento adequado, garantindo o controle da asma e a melhoria da sua qualidade de vida. Ao contrário do que muita gente pensa, é possível prevenir as crises e viver sem sintomas, uma pessoa com asma pode realizar as mesmas atividades que uma pessoa sem esse problema”, afirma Rabahi.

Confira o infográfico abaixo:

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[i] Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma. J Brasil Pneumol. 2012;38 (Supl 1):S1-S46.
[ii] SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Qual o impacto e a realidade da asma no Brasil? [Acesso em 25 Nov 2016] Disponível em: http://sbpt.org.br/espaco-saude-respiratoria-asma/
[iii] DATASUS. Informações de Saúde (TABNET) [Internet]. [Acesso em 30 Mai 2016]. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br
[iv] Global Initiative for Asthma. 2016 GINA Report, Global Strategy for Asthma Management and Prevention [Internet] 2016. [Acesso em 15/Ago/2016] Disponível em: http://ginasthma.org/2016-gina-report-global-strategy-for-asthma-management-and-prevention/

Fonte: Spiriva/Boehringer Ingelheim